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Universidade Federal do rio grande- Furg

Acadêmico: Ingrid Da Silva Bezerra


A Criação De Adão

Michelangelo Data: 1511

Analise Pré-iconográfica

- Ha dois homens na obra

- Um homem despido na obra, com olhar sonolento e uma imagem de pureza.

De fragilidade,

- Não e possível identificar onde eles estão.

- Parecem que estão sentados em mantos verdes e zuis .

-As cores representam calmas.

-Os dedos dos dois homens vão a encontro um do outro, mas não se tocam.

- Homem mais velho esta vestido de branco , o que representa paz, sua barba
também é branca,

- Apesar do homem parece , mais velho seu corpo parece ter muita força.

- Em volta do braço do homem mais velho há uma mulher e ao redor ao que parece
ser 11 anjos.
Analise iconográfica

O artista representa uma importante passagem do Livro do Gênesis: o momento em


que Deus cria o primeiro homem, Adão.

Michelangelo conta uma história através da imagem, capturando o instante no qual a


vida humana está prestes a começar.

Deus, do lado direito, está representado como um homem mais velho, de barbas e
cabelos brancos, símbolos de sabedoria, mas envergando uma forma física,jovem e
vigorosa. O artista toma por base os relatos bíblicos que descrevem a sua fisionomia.

Está envolta num manto, onde carrega os seus anjos. Com o braço esquerdo, abraça
uma figura feminina, normalmente interpretada como sendo Eva, a primeira mulher,
que ainda não foi criada e espera nos céus, junto do Pai. Adão, do lado esquerdo, é
um homem jovem e está sentado num prado, com o corpo dobrado, numa posição
lânguida, como se tivesse acabado de acordar. Ainda sem forças, estende a mão em
direção à imponente figura de Deus, esperando que Ele se aproxime para lhe
transmitir a vida. No centro, estão os dedos indicadores de ambos, com um pequeno
espaço entre si, realçado pelo vazio na pintura que não deixa nenhuma distração para
o olhar de quem observa.

O braço de Adão está dobrado e o seu dedo caído, sinais de fraqueza do homem, por
oposição à postura de Deus, com o braço estendido e o dedo esticado, sublinhando o
gesto do seu poder criador.

Os membros são simétricos, têm uma constituição muito parecida, fazendo referência
à passagem bíblica "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança" (Gênesis,
1:27).

Assim, através desta simetria, Michelangelo estabelece um equilíbrio entre os dois


lados do afresco, entre a figura divina e a figura humana.

Note-se também a antecipação, o compasso de espera ao qual a imagem nos conduz;


embora muito próximos, os dedos não chegam a se tocar realmente.

Outra interpretação mais recente, apontada por alguns estudiosos, é de que as dobras
do manto criam o exato formato de um cérebro humano, no centro do qual está Deus.
Esta teoria foi pela primeira vez formulada, em 1990, por um cirurgião americano que
depois de visitar o Vaticano partilhou a sua descoberta com o resto do mundo.

Talvez a obra de Michelangelo queira mostra que talvez deus seja apenas uma ilusão
do homem.
Analise Iconologica

Uma das obras de arte mais reconhecidas no mundo, A Criação de Adão


de Michelangelo é um importante patrimônio material e artístico, cuja expressão é
carregada de simbologias e influências artísticas de sua época.

A pintura pertence ao conjunto de afrescos presentes na Capela Sistina, no Vaticano.


A obra foi pintada pelo artista Michelangelo Di Lodovico Buonarroti Simoni, a pedido
do papa Júlio ll dela Rovere.

Apesar da relutância do artista em aceitar o pedido, em 1508 começou o projeto e


alterou o clássico teto estrelado por uma combinação de imagens que retratam
diversas passagens bíblicas, reencenando cenas principalmente do livro de Gênesis.
A obra foi finalizada apenas em 1512, tornando-se um dos principais pontos de
visitação turística no Vaticano. O afresco inteiro mede 13,75m x 39m, enquanto A
Criação de Adão mede 280cm x 570cm. Toda a obra está localizada no Palácio
Apostólico da Cidade dA Criação de Adão é apenas uma das obras presentes no teto
da capela, que conta com a imagem de cerca de outros 300 personagens bíblicos em
obras que complementam e criam uma linearidade histórica em todo o conjunto da
obra. A composição da obra A Criação de Adão tem de ser compreendida com as
demais obras em ordem cronológica: A Separação da Luz e das Trevas,

O Pecado Original, A Expulsão do Jardim do Éden e O Dilúvio. Há ainda outros


retratos ao redor destas principais obras que apresentam imagens de profetas e anjos
católicos. Há, ainda, estudos que explicam uma possível mensagem subliminar na
obra A Criação de Adão, destacando-a entre todas as demais pinturas do afresco.o
Vaticano.

A obra de arte sacra apresenta diversas referências à anatomia humana, como o


formato de cérebro no entorno da imagem de Deus junto aos anjos. A técnica utilizada
pelo artista foi a de afresco, que é a pintura realizada em paredes ou tetos tanto
interna como externamente. Assim, a base deixa de ser a tela para dar lugar a
estruturas físicas, onde o artista utiliza-se de gesso, argamassa e tinta para realizar a
obra. Trata-se de uma pintura em estilo mural, muito comum em igrejas e templos
católicos.

A intenção de Michelangelo ao pintar a obra com todas as referências ao humano era


representar, ainda que dentro de um ambiente eclesiástico, o contexto de sua época
que valoriza o proveniente do ser humano, e não do divino. A obra pertence ao
período histórico do Renascimento cultural, do Humanismo e do Racionalismo, valores
estes que vêm ocupar o lugar que até então pertencia única e exclusivamente à Igreja
Católica no ambiente ocidental da Europa. A produção de conhecimento, a fonte de
saber e da verdade única e toda a organização social eram vinculadas diretamente à
instituição da Igreja, o que vai de encontro com as concepções vanguardistas do
momento, que colocavam o homem como o centro de produção de conhecimentos e
de ciência. Esta incongruência é um fator que despertou a atenção de muitos artistas
posteriores que enxergam na obra de Michelangelo diversas referências a esta nova
forma de compreender e ler o mundo. Graças a esse dualismo de ideias, surgiram
diversas hipóteses que dão novos sentidos à pintura do afresco.

As teorias sobre A Criação de Adão giram em torno das representações do


humanismo e da racionalidade do homem na obra religiosa. A relutância do artista
Michelangelo estava justamente no fato de seus estudos em anatomia e em métodos
científicos irem contra os dogmas católicos da época. Buscando manter sua conduta
humanística e influenciada pela ascensão do racionalismo, o pintor então tentou
representar imagens diretamente ligadas à fisiologia humana dentro de sua obra,
ainda que de maneira indireta.

Assim, o entorno da imagem de Deus em tons de rosa onde estão os anjos e


possivelmente a imagem de Eva condiz com o formato e as partes até então
conhecidas do cérebro humano. Dessa forma, acredita-se que o autor tenha buscaco
representar as ideias do Renascimento cultural, junto com o Humanismo e o
Racionalismo. O momento era de apreço às ciências pensadas pelo homem, como a
filosofia e a matemática, o que vai de encontro à proposta da instituição católica.

Ainda assim, a teoria condiz em afirmar que não apenas nesta obra, mas em outras
partes do afresco, há referências a órgãos do corpo humano, em uma tentativa do
autor em manter para a posteridade as influências racionalistas de sua época.

Há ainda estudos que explicam uma possível mensagem subliminar na obra A Criação
de Adão. Para muitos especuladores, o próprio título da obra pode apresentar uma
dupla interpretação. A Criação de Adão pode se referir à criação bíblica propriamente
dita, onde Deus dá o sopro da vida ao homem através da figura de Adão, ou, ainda,
levando em consideração a imagem do cérebro humano representada na obra,
poderia ser Deus a criação do homem, fruto de sua própria capacidade criativa e
racional.

Essa inversão da lógica estaria ligada a toda a proposta de Michelangelo em esboçar


mais da parte racional do homem, tirando o enfoque literal da obra bíblica, ainda que a
pintura esteja presente dentro de uma capela. A audácia desta interpretação a leva a
ser considerada apenas uma mensagem subliminar, interpretada por contemporâneos.
Referência:

https://arteblog.com.br/a-criacao-de-adao-de-michelangelo/