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PROFESSOR: ANDRÉ ADRIANO

TURMA: CARREIRAS FISCAIS


MATERIAL EXTRA Direito Penal

calunia. Se admite calunia contra os mortos e


Dos crimes contra a honra aos inimputáveis.
Calúnia
Art. 138. Caluniar alguém, Exceção da verdade: É um meio de defesa
imputando-lhe falsamente fato indireto, através do qual o agente acusado de
definido como crime: calunia pretende provar a veracidade do que
Pena – detenção, de seis meses a alegou, demostrando que a vitima é a autora do
dois anos, e multa. fato definido como crime, uma vez que, se falou
§ 1º. Na mesma pena incorre quem, a verdade não incorre no tipo penal.
sabendo falsa a imputação, a propala
ou divulga. É vedado a exceção da verdade:
§ 2º. É punível a calúnia contra os a) quando o crime a se provar veracidade de
mortos. autoria constitua crime de ação penal
Exceção da verdade privada e não houve condenação
§ 3º. Admite-se a prova da verdade, definitiva sobre o assunto.
salvo: b) Quando a calunia envolver Presidente da
I – se, constituindo o fato imputado Republica ou chefe de governo
crime de ação privada, o ofendido não estrangeiro.
foi condenado por sentença c) Quando o assunto já foi debatido e
irrecorrível; julgado em definitivo e tendo sido o
II – se o fato é imputado a qualquer ofendido absolvido.
das pessoas indicadas no nº I do art. Difamação
141;
III – se do crime imputado, embora de Art. 139. Difamar alguém, imputando-
ação pública, o ofendido foi absolvido lhe fato ofensivo à sua reputação:
por sentença irrecorrível. Pena – detenção, de três meses a um
ano, e multa.
Tipicidade objetiva: a conduta consiste em Exceção da verdade
caluniar, isto é, acusar falsamente alguém de Parágrafo único. A exceção da
pratica de crime, de modo a tirar a credibilidade verdade somente se admite se o
social daquela pessoa. ofendido é funcionário público e a
ofensa é relativa ao exercício de suas
Tipicidade subjetiva: será o dolo, o agente tem funções.
a vontade especifica de desprestigiar a imagem
de alguém. Tipicidade objetiva: a conduta consiste em
difamar, isto é, desacreditar publicamente uma
Atores do delito. pessoa, desprestigiando sua reputação,
Sujeito ativo: o crime é comum, qualquer imputando-lhe fato ofensivo a sua reputação.
pessoa pode praticar Note que nesse crime não há o que se falar em
fato definido como crime, mas sim fato que atinja
Sujeito passivo: qualquer pessoa pode ser a sua reputação perante a sociedade, sejam eles
vítima, inclusive pessoa jurídica. falsos ou não.

Consumação e tentativa: o crime é formal, de Tipicidade subjetiva: será o dolo, o agente tem
modo que a consumação se da com a chegada a vontade especifica de desprestigiar a imagem
da informação falsa o terceiros, independente de de alguém.
resultado naturalístico. É admissível a tentativa
na forma plurissubsistente. Atores do delito.
Sujeito ativo: o crime é comum, qualquer
Ação Penal: a ação penal será privada. pessoa pode praticar.

Peculiaridades: Sujeito passivo: qualquer pessoa pode ser a


Aquele que espalha ou divulga a falsa imputação vítima, inclusive pessoa jurídica.
que teve conhecimento pratica, igualmente, a

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Consumação e tentativa: o crime é formal, de Atores do delito.


modo que a consumação se da com a chegada Sujeito ativo: o crime é comum, qualquer
imputação ao conhecimento de terceiros, pessoa pode praticar.
independente de resultado naturalístico. É
admissível a tentativa na forma Sujeito passivo: qualquer pessoa pode ser a
plurissubsistente. vítima, inclusive pessoa jurídica.

Ação Penal: a ação penal será privada. Consumação e tentativa: o crime é formal, de
modo que a consumação se da com a chegada
Exceção da verdade: É um meio de defesa imputação ao conhecimento do ofendido,
indireto, através do qual o agente acusado de independente de resultado naturalístico ou da
difamação pretende provar a veracidade do que ciência de terceiros. É admissível a tentativa na
alegou, demostrando que o ofendido forma plurissubsistente.
FUNCIONÁRIO PUBLICO, realmente é autor
dos fatos. Ação Penal: a ação penal será privada, exceto
na hipótese da injuria causar lesão corporal.
Injúria
Art. 140. Injuriar alguém, ofendendo- Exceção da verdade: Dos crimes contra a
lhe a dignidade ou o decoro: honra a injuria é o único que não admite a
Pena – detenção, de um a seis exceção da verdade.
meses, ou multa.
§ 1º. O juiz pode deixar de aplicar a Perdão Judicial: pode ocorrer quando o
pena: ofendido de forma reprovável, provocou
I – quando o ofendido, de forma diretamente a injuria ou quando houver resposta
reprovável, provocou diretamente a imediata, que consista em outra injuria.
injúria;
II – no caso de retorsão imediata, que Formas Qualificadas:
consista em outra injúria. a) quando a injuria consiste em violência ou
§ 2º. Se a injúria consiste em vias de fato, ou seja, implica em ofensa a
violência ou vias de fato, que, por sua integridade corporal ou representa uma
natureza ou pelo meio empregado, se forma de violência que não chega a
considerem aviltantes: lesionar fisicamente, a pena será de 3
Pena – detenção, de três meses a um meses a 1 ano, mais multa, além a pena
ano, e multa, além da pena correspondente a violência causada.
correspondente à violência. b) quando o fato consistir em injuria racial ou
§ 3º. Se a injúria consiste na conta a condição de pessoa idosa ou
utilização de elementos referentes a portadora de deficiência, a pena será
raça, cor, etnia, religião, origem ou a reclusão de um a três anos e multa.
condição de pessoa idosa ou
portadora de deficiência:
Disposições comuns
Pena – reclusão de um a três anos e Art. 141. As penas cominadas neste
multa. Capítulo aumentam-se de um terço,
se qualquer dos crimes é cometido:
I – contra o Presidente da República,
Tipicidade objetiva: a conduta consiste em ou contra chefe de governo
injuriar, isto é, ofender ou insultar alguém. estrangeiro;
Porém só a conduta de injuriar não basta, é II – contra funcionário público, em
necessário que a ofensa atinja a dignidade ou o razão de suas funções;
decoro (moralidade) da vitima. Esse tipo penal III – na presença de várias pessoas,
atinge o que a vitima pensa sobre si mesma. ou por meio que facilite a divulgação
da calúnia, da difamação ou da
Tipicidade subjetiva: será o dolo, o agente tem injúria.
a vontade especifica de ferir a autoimagem de IV – contra pessoa maior de 60
alguém (sessenta) anos ou portadora de
deficiência, exceto no caso de injúria.

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Parágrafo único. Se o crime é que hajam criticas aos casos


cometido mediante paga ou mencionados, ainda que negativas,
promessa de recompensa, aplica-se desde que essas não tenham intenção de
a pena em dobro. difamar ou injuriar.
c) Quando o funcionário publico, no
As penas aplicadas aos crimes contra a honra cumprimento de seu oficio, emiti parecer
terão causa de aumento de pena quando: desfavorável, expondo opinião negativa a
respeito alguém que possa causar ofensa
a) O ofendido for presidente da republica ou a reputação da vitima ou ferir sua
chefe de governo estrangeiro; dignidade ou moralidade.
b) O ofendido for funcionário publico, em
razão de suas funções; Retratação
c) O crime for praticado na presença de Art. 143. O querelado que, antes da
várias pessoas, ou por meios que sentença, se retrata cabalmente da
facilitem sua divulgação. calúnia ou da difamação, fica isento
d) O crime for praticado contra maior de 60 de pena.
anos ou portador de deficiência, exceto Parágrafo único. Nos casos em que
nessa hipótese no crime de injuria, o qual o querelado tenha praticado a calúnia
já tem determinação própria sobre a ou a difamação utilizando-se de
hipótese. meios de comunicação, a retratação
e) E ainda se qualquer dos crimes for dar-se-á, se assim desejar o
praticado sobre pagamento ou promessa ofendido, pelos mesmos meios em
de recompensa, a pena será aplicada em que se praticou a ofensa.
dobro.
É uma causa de extinção a punibilidade,
significando que o Estado deixa de aplicar a
Exclusão do crime pena prevista desde que o autor do fato s retrate
Art. 142 - Não constituem injúria ou antes da sentença da calunia ou difamação,
difamação punível: desde que se trate de ação penal privada. E
I – a ofensa irrogada em juízo, na ainda se garante ao ofendido a retratação na
discussão da causa, pela parte ou por mesma proporção da ofensa, ou seja, as
seu procurador; desculpas do autor devem ser proporcionais a
II – a opinião desfavorável da crítica ofensa proferida.
literária, artística ou científica, salvo
quando inequívoca a intenção de Art. 144. Se, de referências, alusões
injuriar ou difamar; ou frases, se infere calúnia,
III – o conceito desfavorável emitido difamação ou injúria, quem se julga
por funcionário público, em ofendido pode pedir explicações em
apreciação ou informação que preste juízo. Aquele que se recusa a dá-las
no cumprimento de dever do ofício. ou, a critério do juiz, não as dá
Parágrafo único. Nos casos dos ns. I satisfatórias, responde pela ofensa.
e III, responde pela injúria ou pela
difamação quem lhe dá publicidade. Nessa hipótese não há certeza da
intenção, porem ao proferir uma frase com duplo
São hipóteses em que a ofensa não significado, sendo que um deles possa levar a
caracteriza os crimes de injuria ou difamação: conclusão que se trata de uma ofensa, pode o
a) Quando na discussão da causa, em juízo, ofendido requerer judicialmente explicações que
haja descontrole, de modo a parte ou seu visem esclarecer as suposições feitas.
procurador proferir ofensas contra a parte
contraria. Art. 145. Nos crimes previstos neste
b) a opinião desfavorável da crítica literária, Capítulo somente se procede
artística ou científica, salvo quando mediante queixa, salvo quando, no
inequívoca a intenção de injuriar ou caso do art. 140, § 2º, da violência
difamar, diz respeito a liberdade de resulta lesão corporal.
expressão de cada individuo, permitindo

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Parágrafo único. Procede-se Exceção da verdade: É um meio de defesa


mediante requisição do Ministro da indireto, através do qual o agente acusado de
Justiça, no caso do inciso I do caput calunia pretende provar a veracidade do que
do art. 141 deste Código, e mediante alegou, demostrando que a vitima é a autora do
representação do ofendido, no caso fato definido como crime, uma vez que, se falou
do inciso II do mesmo artigo, bem a verdade não incorre no tipo penal.
como no caso do § 3o do art. 140
deste Código. É vedado a exceção da verdade:
a) quando o crime a se provar veracidade de
A regra dos crimes contra a honra é que autoria constitua crime de ação penal
a ação penal seja privada, isto é, a vitima deverá privada e não houve condenação
apresentar a queixa-crime no prazo definitiva sobre o assunto.
prescricional e 6 meses para que se inicie a ação b) Quando a calunia envolver Presidente da
penal. No caso de injuria que resulta em lesão Republica ou chefe de governo
corporal a ação penal será publica estrangeiro.
incondicionada. c) Quando o assunto já foi debatido e
Ainda, na hipótese de crime praticado contra o julgado em definitivo e tendo sido o
Presidente da República, ou contra chefe de ofendido absolvido.
governo estrangeiro a ação ira prosseguir
mediante requisição do Ministro da Justiça. E na
hipótese de ser o crime praticado contra Dos crimes contra a inviolabilidade
funcionário público, em razão de suas funções, do domicílio. Dos crimes contra a
a ação penal será publica condicionada a inviolabilidade de correspondência.
representação do ofendido.
Violação de domicílio
Tipicidade objetiva: a conduta consiste em Art. 150. Entrar ou permanecer,
caluniar, isto é, acusar falsamente alguém de clandestina ou astuciosamente, ou
pratica de crime, de modo a tirar a credibilidade contra a vontade expressa ou
social daquela pessoa. tácita de quem de direito, em casa
alheia ou em suas dependências:
Tipicidade subjetiva: será o dolo, o agente tem Pena - detenção, de um a três
a vontade especifica de desprestigiar a imagem meses, ou multa.
de alguém. § 1º - Se o crime é cometido
durante a noite, ou em lugar ermo,
Atores do delito. ou com o emprego de violência ou
Sujeito ativo: o crime é comum, qualquer de arma, ou por duas ou mais
pessoa pode praticar pessoas:
Pena - detenção, de seis meses a
Sujeito passivo: qualquer pessoa pode ser a dois anos, além da pena
vítima, inclusive pessoa jurídica. correspondente à violência.
§ 2º - Aumenta-se a pena de um
Consumação e tentativa: o crime é formal, de terço, se o fato é cometido por
modo que a consumação se da com a chegada funcionário público, fora dos casos
da informação falsa o terceiros, independente de legais, ou com inobservância das
resultado naturalístico. É admissível a tentativa formalidades estabelecidas em lei,
na forma plurissubsistente. ou com abuso do poder.
§ 3º - Não constitui crime a entrada
Ação Penal: a ação penal será privada. ou permanência em casa alheia ou
em suas dependências:
Peculiaridades: Aquele que espalha ou divulga I - durante o dia, com observância
a falsa imputação que teve conhecimento das formalidades legais, para
pratica, igualmente, a calunia. Se admite calunia efetuar prisão ou outra diligência;
contra os mortes e aos inimputáveis. II - a qualquer hora do dia ou da
noite, quando algum crime está

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sendo ali praticado ou na iminência ao público, onde alguém exerce profissão ou


de o ser. atividade (como o escritório de um advogado ou
§ 4º - A expressão "casa" consultório de um médico). Também se
compreende: protegem as dependências restritas de uma
I - qualquer compartimento casa, como o jardim, a garagem, desde que
habitado; fechados. Contudo, nos termos do § 5º,
II - aposento ocupado de habitação habitações coletivas (como hotéis) em suas
coletiva; áreas abertas ao público, além de restaurantes
III - compartimento não aberto ao (contido na ideia de taverna) e outros, não são
público, onde alguém exerce protegidos pela inviolabilidade do domicílio, haja
profissão ou atividade. vista que são locais abertos ao público por
§ 5º - Não se compreendem na natureza. Essa proteção é reforçada pelo
expressão "casa": Supremo Tribunal Federal: “Para os fins da
I - hospedaria, estalagem ou proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da
qualquer outra habitação coletiva, Constituição da República, o conceito normativo
enquanto aberta, salvo a restrição de "casa" revela-se abrangente e, por estender-
do n.º II do parágrafo anterior; se a qualquer aposento de habitação coletiva,
II - taverna, casa de jogo e outras desde que ocupado (CP, art. 150, § 4º, II),
do mesmo gênero. compreende, observada essa específica
limitação espacial, os quartos de hotel. Doutrina.
Bem jurídico tutelado: o crime visa tutelar a Precedentes. - Sem que ocorra qualquer das
inviolabilidade do domicílio, que tem proteção situações excepcionais taxativamente previstas
constitucional no art. 5º, inciso XI: “a casa é asilo no texto constitucional (art. 5º, XI), nenhum
inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo agente público poderá, contra a vontade de
penetrar sem consentimento do morador, salvo quem de direito ("invito domino"), ingressar,
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para durante o dia, sem mandado judicial, em
prestar socorro, ou, durante o dia, por aposento ocupado de habitação coletiva, sob
determinação judicial;”. pena de a prova resultante dessa diligência de
busca e apreensão reputar-se inadmissível,
Tipicidade objetiva: a conduta consiste em porque impregnada de ilicitude originária.
entrar (ingressar na casa ou em suas Doutrina. Precedentes” (RHC 90.376, rel. Min.
dependências) ou permanecer (negativa de Celso de Mello, j. 03.04.2007)
deixar o local depois de ter ingressado). Cuida-
se de tipo misto alternativo (crime de ação Tipicidade subjetiva: a conduta é punida
múltipla ou de conteúdo variado): tenha entrado somente a título de dolo. De acordo com a
e/ou permanecido, o agente prática crime único. doutrina somente se caracteriza a conduta
criminosa se o dolo for direto, pois se exige o
Elemento normativo do tipo: para que o crime conhecimento de que a entrada e permanência
seja materializado é necessário que a conduta sejam contra a vontade expressa ou tática de
seja praticada de maneira clandestina quem de direito.
(escondida) ou astuciosamente (de maneira
fraudulenta), contra a vontade expressa ou Atores do delito.
mesmo tática de quem de direito. Indiferente, Sujeito ativo: é crime comum, pode ser
portanto, ser a vítima proprietária, possuidora ou praticado por qualquer pessoa.
detentora do domicílio, importante é ela ter
algum tipo de direito sobre a casa. Sujeito passivo: é o titular do direito à
inviolabilidade da casa, não sendo necessário o
Conceito de casa: o Código Penal utiliza de um título de propriedade da casa, bastando que nela
conceito ampliativo do que seja casa, resida. Havendo eventual conflito entre os
considerando no § 4º como casa: qualquer moradores, deve prevalecer a vontade daquele
compartimento habitado (qualquer local de que proíbe a vontade de terceiro.
moradia, como uma barraca de camping, o
interior de um automóvel); aposento ocupado de Forma qualificada: em virtude da maior
habitação coletiva (o quarto de uma república, gravidade da conduta, caso o crime seja
de um hotel etc.) ou compartimento não aberto cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou

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com o emprego de violência ou de arma, ou por Pena - detenção, até seis meses,
duas ou mais pessoas incidirá a hipótese ou pagamento não excedente a
qualificada, em concurso com a pena decorrente vinte dias-multa.
do emprego de violência. SONEGAÇÃO OU DESTRUIÇÃO
DE CORRESPONDÊNCIA
Causa de aumento de pena: a sanção será § 1º - Incorre nas mesmas penas
aumentada em um terço caso o crime seja quem se apossa indevidamente de
cometido por funcionário público, fora dos casos correspondência alheia, embora
legais, ou com inobservância das formalidades não fechada, para sonegá-la ou
estabelecidas em lei, ou com abuso do poder. destruí-la, no todo ou em parte.
AUMENTO DE PENA
Consumação e tentativa: consuma-se com o § 2º - As penas aumentam-se da
ingresso ou com a negativa em deixar o local. metade se há dano para outrem.
Trata-se de crime de mera conduta em que Violação de comunicação
não há resultado naturalístico. Caso o objetivo telegráfica, radioelétrica ou
do agente seja específico, haverá outro delito telefônica
(um furto, por exemplo, sendo a violação crime II - quem indevidamente divulga,
meio). A tentativa somente é admissível na transmite a outrem ou utiliza
hipótese da tentativa de ingresso (crime abusivamente comunicação
comissivo), sendo inadmissível na hipótese telegráfica ou radioelétrica dirigida
omissiva (permanecer). a terceiro, ou conversação
telefônica entre outras pessoas;
Excludente de ilicitude: caso o ingresso na III - quem impede a comunicação
casa se de durante o dia para cumprimento de ou a conversação referidas no
determinação judicial ou em qualquer momento número anterior;
em razão de desastre, para prestar socorro ou IV - quem instala ou utiliza estação
para realizar prisão em flagrante haverá a ou aparelho radioelétrico, sem
exclusão de ilicitude. Embora o Código Penal observância de disposição legal.
contenha apenas referencia ao cumprimento de § 2º - As penas aumentam-se de
ordem e à prisão em flagrante, as outras duas metade, se há dano para outrem.
excludentes decorrem de expressa previsão § 3º - Se o agente comete o crime,
constitucional (art. 5º, XI). com abuso de função em serviço
postal, telegráfico, radioelétrico ou
Ação Penal: será pública incondicionada. telefônico:
Pena - detenção, de um a três
Violação de correspondência anos.
Art. 151 - Devassar indevidamente § 4º - Somente se procede
o conteúdo de correspondência mediante representação, salvo nos
fechada, dirigida a outrem: casos do § 1º, IV, e do § 3º.
Pena - detenção, de um a seis
meses, ou multa. ! Revogação: o art. 151, caput e o inciso I do §
Sonegação ou destruição de 1º foram revogados pelo art. 40 da Lei
correspondência 6.538/1978 (Lei de Serviços Postais). Na aula e
§ 1º - Na mesma pena incorre: no material trataremos desse delito, portanto.
I - quem se apossa indevidamente
de correspondência alheia, Bem jurídico tutelado: os crimes visam tutelar
embora não fechada e, no todo ou a inviolabilidade do sigilo das correspondências
em parte, a sonega ou destrói; e das comunicações, que tem proteção
VIOLAÇÃO DE constitucional no art. 5º, inciso XII: “é inviolável
CORRESPONDÊNCIA o sigilo da correspondência e das comunicações
Art. 40 - Devassar indevidamente telegráficas, de dados e das comunicações
o conteúdo de correspondência telefônicas, salvo, no último caso, por ordem
fechada dirigida a outrem: judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal;”

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Crime qualificado: caso o agente cometa o


Tipicidade objetiva: a conduta consiste em crime, com abuso de função em serviço postal,
devassar, isto é, ter conhecimento do que não telegráfico, radioelétrico ou telefônico, a
poderia. A conduta pode ser praticada por hipótese será qualificada, prevista no § 3º.
qualquer meio, seja através da leitura, do tato
(para perceber os objetos na correspondência) Consumação e tentativa: trata-se de crime de
ou da utilização de meios alternativos, como mera conduta na hipótese da Lei de Serviços
dispositivos ópticos. Postais. No caso de divulgação, transmissão a
outrem ou utilização abusiva de comunicação,
Elemento normativo do tipo: é necessário, em contudo, fala-se em crime formal.
primeiro lugar, que a correspondência esteja
fechada e que o agente pratique a conduta de Ação Penal: será pública incondicionada nos
maneira indevida, isto é, sem ter o direito de crimes previstos na Lei de Serviços Postais (art.
tomar conhecimento do conteúdo da 40) e nas hipóteses do § 1º, IV e § 3º do art. 151,
correspondência. O direito do preso de contato sendo condicionada à representação nas
com o mundo exterior por meio de demais.
correspondência escrita, da leitura e de outros
meios de informação que não comprometam a Correspondência comercial
moral e os bons costumes, por exemplo, pode Art. 152. Abusar da condição de
ser suspenso ou restrito por ato motivado do sócio ou empregado de
direto do estabelecimento (cf. art. 40, parágrafo estabelecimento comercial ou
único, da Lei de Execução Penal). industrial para, no todo ou em
parte, desviar, sonegar, subtrair ou
Tipicidade subjetiva: o crime somente pode ser suprimir correspondência, ou
praticado a titulo de dolo. revelar a estranho seu conteúdo:
Pena - detenção, de três meses a
Atores do delito. dois anos.
Sujeito ativo: o crime é comum, podendo ser Parágrafo único - Somente se
praticado por qualquer pessoa. procede mediante representação.

Sujeito passivo: trata-se de crime com duas Tipicidade objetiva: trata-se de hipótese
vítimas: tanto o remetente quanto o destinatário especial em relação ao delito anterior,
são vítimas da prática. consistente no abuso, ou seja, na atuação de
forma excessiva de sócio ou empregado de
Formas equiparadas: Receberá a mesma pena estabelecimento comercial ou industrial para
aquele que tomar posse indevidamente de desviar, sonegar (esconder), subtrair (se
correspondência alheia, embora não fechada, apoderar) ou suprimir (destruir0
para sonegá-la ou destruí-la, no todo ou em correspondência, no todo ou em parte, ou ainda
parte. De acordo com a doutrina, remanesce, revelar seu conteúdo a estranho.
ainda, a punição nas hipóteses de violação de
comunicação teletráfica, radioelética ou Tipicidade subjetiva: somente é punido a título
telefônica, dos incisos II, III e IV do art. 151. de dolo.
Note, contudo, que desde 1996 há crime
específico se se tratar da hipótese de Atores do delito.
interceptação telefônica: “Art. 10. Constitui crime Sujeito ativo: por ser crime próprio, somente
realizar interceptação de comunicações pode ser praticado por sócio ou empregado de
telefônicas, de informática ou telemática, ou estabelecimento comercial ou industrial.
quebrar segredo da Justiça, sem autorização
judicial ou com objetivos não autorizados em lei. Sujeito passivo: é o estabelecimento comercial
Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa.” ou industrial.

Causa de aumento de pena: caso haja efetivo Consumação e tentativa: é crime formal,
dano para outrem a pena será aumentada da portanto, consuma-se quando o agente desvia,
metade. sonega, subtrai ou suprime a correspondência

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ou, ainda, quando revela seu conteúdo a Pena – detenção, de 1 (um) a 4


terceiro. (quatro) anos, e multa. (Incluído
pela Lei nº 9.983, de 2000)
Ação Penal: é pública condicionada à § 2o Quando resultar prejuízo para
representação. a Administração Pública, a ação
penal será incondicionada.
Dos crimes contra a inviolabilidade dos (Incluído pela Lei nº 9.983, de
segredos 2000)

Bem jurídico tutelado: de acordo com o art. 5º, Tipicidade objetiva: a conduta consiste em
inciso X, da Constituição Federal, “são divulgar, isto é, dar publicidade, tornar público,
invioláveis a intimidade, a vida privada, a para pelo menos uma pessoa, o conteúdo de um
honra e a imagem das pessoas, assegurado o documento particular ou de correspondência
direito a indenização pelo dano material ou confidencial, formas escritas que materializem
moral decorrente de sua violação;”. Os crimes algum tipo de informação. Importante perceber
desse capítulo do Código Penal, portanto, visam que o documento deve ser particular, não
tutelar a inviolabilidade da intimidade e da vida caracterizando esse crime se for documento
privada das pessoas, que pode se ver atingida público. Há um elemento normativo no tipo, isto
pela divulgação de conteúdo que considerem é, exige-se que a divulgação seja sem justa
secreto, isto é, afeto somente ao seu interesse causa, sem motivo justo sob o aspecto jurídico.
particular. O conteúdo do que se denomina
segredo é variável, podendo ser decorrente de Tipicidade subjetiva: o crime somente se
lei, como o sigilo fiscal, por exemplo, ou pratica na forma dolosa. O agente deve
decorrente da vontade da própria pessoa, que conhecer que a informação é sigilosa e deve ter
designa certas informações pessoais como o objetivo ou assumir o risco de divulga-la.
secretas. Exige-se, ademais, a finalidade específica de
Importante notar que o legislador fez uma opção produzir dano a outrem. Caso a finalidade seja
por dividir a proteção do segredo das diversa, o fato pode caracterizar outro crime
correspondências e das comunicações com a (como os arts. 154 e 325 do Código Penal).
divulgação genérica de segredos, tutelados
nesse capítulo. Assim, podemos dizer que estes Atores do delito.
crimes são subsidiários em relação aos demais. Sujeito ativo: o crime é próprio, ou seja,
somente pode ser praticado pelo destinatário ou
Divulgação de segredo detentor do documento particular ou
Art. 153 - Divulgar alguém, sem correspondência confidencial.
justa causa, conteúdo de
documento particular ou de Sujeito passivo: pode ser qualquer pessoa cuja
correspondência confidencial, de divulgação do segredo pode resultar em dano.
que é destinatário ou detentor, e
cuja divulgação possa produzir Consumação e tentativa: o crime é formal,
dano a outrem: portanto a consumação se dará com a
Pena - detenção, de um a seis divulgação do segredo, sendo desnecessária a
meses, ou multa. efetiva produção de dano. A tentativa é possível
§ 1º Somente se procede mediante
representação. (Parágrafo único Forma qualificada: caso a divulgação seja de
renumerado pela Lei nº 9.983, de sigilo funcional de sistema de informações, isto
2000) é, de informação definida em lei como sigilosa
§ 1o-A. Divulgar, sem justa causa, ou reservada, contida ou não nos sistemas de
informações sigilosas ou informações ou banco de dados da
reservadas, assim definidas em lei, administração pública, a forma será qualificada,
contidas ou não nos sistemas de possuindo sanção com margens maiores em
informações ou banco de dados da relação da maior gravidade da conduta do
Administração Pública: (Incluído agente.
pela Lei nº 9.983, de 2000)

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Ação Penal: em regra a ação penal será Ação Penal: a ação penal será condicionada à
condicionada à representação da vítima. De representação da vítima.
acordo com o § 2º do art. 152 do CP, contudo,
caso resulte prejuízo para a Administração Invasão de dispositivo informático
Pública, a ação será pública incondicionada, isto (Incluído pela Lei nº 12.737, de 2012)
é, não dependerá da vontade da vítima para o Art. 154-A. Invadir dispositivo
início da ação. informático alheio, conectado ou
não à rede de computadores,
Violação do segredo profissional mediante violação indevida de
Art. 154 - Revelar alguém, sem mecanismo de segurança e com o
justa causa, segredo, de que tem fim de obter, adulterar ou destruir
ciência em razão de função, dados ou informações sem
ministério, ofício ou profissão, e autorização expressa ou tácita do
cuja revelação possa produzir titular do dispositivo ou instalar
dano a outrem: vulnerabilidades para obter
Pena - detenção, de três meses a vantagem ilícita:
um ano, ou multa. Pena - detenção, de 3 (três) meses
Parágrafo único - Somente se a 1 (um) ano, e multa.
procede mediante representação. § 1o. Na mesma pena incorre quem
produz, oferece, distribui, vende ou
Tipicidade objetiva: a conduta consiste em difunde dispositivo ou programa de
revelar, isto é, fazer conhecer, mostrar. É computador com o intuito de
conduta de menor amplitude que divulgar. Há, permitir a prática da conduta
igualmente, elemento normativo no tipo, isto é, definida no caput.
exige-se que a divulgação seja sem justa causa, § 2o. Aumenta-se a pena de um
sem motivo justo sob o aspecto jurídico. Caso sexto a um terço se da invasão
haja motivo para revelação fala-se em exercício resulta prejuízo econômico.
regular de direito. § 3o. Se da invasão resultar a
obtenção de conteúdo de
Tipicidade subjetiva: o crime somente se comunicações eletrônicas
pratica na forma dolosa. O agente deve privadas, segredos comerciais ou
conhecer que a informação é sigilosa e deve ter industriais, informações sigilosas,
o objetivo ou assumir o risco de divulga-la. assim definidas em lei, ou o
Exige-se, ademais, a finalidade específica de controle remoto não autorizado do
produzir dano a outrem. Caso a finalidade seja dispositivo invadido:
diversa, o fato pode caracterizar outro crime Pena - reclusão, de 6 (seis) meses
(como o art. 325 do Código Penal). a 2 (dois) anos, e multa, se a
conduta não constitui crime mais
Atores do delito. grave.
Sujeito ativo: o crime é próprio, ou seja, § 4o. Na hipótese do § 3o,
somente pode ser praticado pelo profissional aumenta-se a pena de um a dois
que tem ciência do segredo em razão de função terços se houver divulgação,
(tutor, curador, por exemplo), ministério comercialização ou transmissão a
(sacerdote), ofício (mecânico, artesão) ou terceiro, a qualquer título, dos
profissão (médico, psicólogo). dados ou informações obtidos.
§ 5o. Aumenta-se a pena de um
Sujeito passivo: pode ser qualquer pessoa cuja terço à metade se o crime for
divulgação do segredo pode resultar em dano. praticado contra:
I - Presidente da República,
Consumação e tentativa: o crime é formal, governadores e prefeitos;
portanto a consumação se dará com a revelação II - Presidente do Supremo
do segredo, sendo desnecessária a efetiva Tribunal Federal;
produção de dano. A tentativa é possível. III - Presidente da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal, de
Assembleia Legislativa de Estado,

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PROFESSOR: ANDRÉ ADRIANO
TURMA: CARREIRAS FISCAIS
MATERIAL EXTRA Direito Penal

da Câmara Legislativa do Distrito maliciosos podem infectar ou comprometer um


Federal ou de Câmara Municipal; computador são: pela exploração de
ou vulnerabilidades existentes nos programas
IV - dirigente máximo da instalados; pela auto-execução de mídias
administração direta e indireta removíveis infectadas, como pen-drives; pelo
federal, estadual, municipal ou do acesso a paginas Web maliciosas, utilizando
Distrito Federal. navegadores vulneráveis; pela ação direta de
Ação penal atacantes que, após invadirem o computador,
Art. 154-B. Nos crimes definidos incluem arquivos contendo códigos maliciosos;
no art. 154-A, somente se procede pela execução de arquivos previamente
mediante representação, salvo se infectados, obtidos em anexos de mensagens
o crime é cometido contra a eletrônicas, via mídias removíveis, em paginas
administração pública direta ou Web ou diretamente de outros computadores
indireta de qualquer dos Poderes (através do compartilhamento de recursos)”1.
da União, Estados, Distrito Federal
ou Municípios ou contra empresas Atores do delito.
concessionárias de serviços Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa,
públicos. tratando-se de crime comum.

! Novidade legislativa: a criação desse delito é Sujeito passivo: em regra qualquer pessoa.
relativamente recente, tendo ocorrido por meio Contudo, caso a vítima seja Chefe do Poder
da Lei 12.737/2012, conhecida como Lei Executivo (Presidente da República,
Carolina Dieckmann, em razão da divulgação Governador ou Prefeito), Presidente do
indevida de 36 fotos intimas da atriz ter motivado Supremo Tribunal Federal, Presidente de Casa
a edição do diploma legislativo. Legislativa (Câmara dos Deputados, Senado
Federal, Assembleia Legislativa, Câmara
Tipicidade objetiva: a conduta incriminada Legislativa ou Câmara Municipal) ou, ainda,
consiste em invadir, no sentido de ingressar dirigente máximo de administração direta ou
indevidamente no dispositivo informático alheio indireta de qualquer ente federativo a sanção
(de terceira pessoa), esteja o dispositivo será aumentada de um terço à metade.
(computador, tablet, smartphone). A invasão
deve se realizar por meio da violação indevida Consumação e tentativa: trata-se de crime
de mecanismo de segurança do dispositivo formal, que se consuma com a mera invasão do
informático, consiste em ferramentas utilizadas dispositivo de informática, desnecessário
para proteção do equipamento. resultado naturalístico. É possível a tentativa.

Tipicidade subjetiva: o crime somente se Causa de aumento de pena: caso em


pratica na forma dolosa, exigindo-se o elemento decorrência da prática da invasão resulte
subjetivo específico consistente no fim de prejuízo econômico para a vítima a sanção será
obter, adulterar ou destruir dados ou aumentada de um sexto a um terço.
informações sem autorização expressa ou tácita
do titular do dispositivo ou instalar Hipótese qualificada: caracterizará crime
vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. qualificado pelo resultado na hipótese em que da
Essas vulnerabilidades, de acordo com a invasão resultar a efetiva obtenção de conteúdo
Cartilha de segurança do Centro de Estudos, de comunicações eletrônicas privadas,
resposta e tratamento de incidentes de segredos comerciais ou industriais, informações
segurança no Brasil, consiste principalmente sigilosas, assim definidas em lei, ou o controle
nos chamados “[c]ódigos maliciosos (malware)”, remoto não autorizado do dispositivo invadido,
que “são programas especificamente caso a conduta não constitua crime mais grave.
desenvolvidos para executar ações danosas e Nessa hipótese, ademais, caso haja divulgação,
atividades maliciosas em um computador. comercialização ou transmissão a terceiro, a
Algumas das diversas formas como os códigos qualquer título, dos dados ou informações

1
https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf.
Consulta em 10.05.2018.

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PROFESSOR: ANDRÉ ADRIANO
TURMA: CARREIRAS FISCAIS
MATERIAL EXTRA Direito Penal

obtidos, a pena será aumentada de um a dois


terços.

Ação Penal: a ação penal será, em regra,


condicionada à representação da vítima. Na
hipótese, contudo, do crime ser cometido contra
a administração direta ou indireta, a ação penal
será pública incondicionada.

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