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Tiago 1.

22-25
22
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes,
enganando-se a si mesmos.    
23
Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática,
é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho 
24
e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a
sua aparência.    
25
Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita,
que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei,
não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz
naquilo que fizer.
Os cristãos afirmam com os
lábios que Jesus é Senhor, mas
com os atos demonstram
lealdade ao dinheiro, ao sexo e a
seus interesses pessoais.
Nos dias de hoje deparamos com
uma enorme decepção em relação
ao caráter e às influências das
pessoas e instituições cristãs. [...]
Grande parte dessa decepção é expressa
pelos próprios cristãos ao descobrirem que
as crenças que professam "simplesmente não
estão funcionando", nem para eles mesmos,
a seu ver, nem para aqueles ao seu redor. [...]
É evidente que existe uma
Grande Disparidade entre a
esperança de vida expressada em
Jesus e o comportamento diário,
a vida interior e a presença social
da maioria dos que se dizem
seguidores de Jesus. [...]
A maior questão que o mundo de
hoje enfrenta, com todas as suas
necessidades aflitivas, é definir se
aqueles que são confessional ou
culturalmente identificados como
"cristãos" se tornarão discípulos — alunos,
aprendizes, praticantes — de Jesus Cristo,
aprendendo constantemente com ele como
viver a vida do reino dos céus em todas as
áreas da existência humana.
algumas perguntas que precisam de respostas:

O que significa alguém


dizer que é evangélico ou
cristão nos dias de hoje?
evangélico?
evangélico?
algumas perguntas que precisam de respostas:

De que maneira a minha


confissão religiosa influencia a
minha vida e o meu caráter?
algumas perguntas que precisam de respostas:

Por que a maioria dos que


se dizem cristãos hoje não
se parecem com Cristo?
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

1) Influência grega
A visão helenista sobre o conhecimento
preocupa-se com conceitos, ideias, a natureza
do ser, tipos e formas. A visão hebraica, por
outro lado, preocupa-se principalmente com as
questões da existência concreta, obediência,
sabedoria orientada pela vida e a inter-relação
de todas as coisas abaixo de Deus.
Alan Hirsch
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

1) Influência grega
A suposição do pensamento helenista é que, se
as pessoas captarem as ideias certas, elas
simplesmente mudarão seu comportamento. [...]
É realmente difícil mudar o comportamento de
alguém pela mera obtenção de novas ideias, pois o
comportamento está profundamente consolidado
em nós por meio de nossos hábitos arraigados, criação,
normas culturais, pensamentos errôneos etc.
Alan Hirsch
Tente mudar um hábito!
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

2) Deturpação da GRAÇA
redescoberta na Reforma

Dietrich Bonhoeffer
e a "graça barata"
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

2) Deturpação da GRAÇA
redescoberta na Reforma
Graça barata significa justificação do pecado, e não do
pecador. [...] A graça barata é a pregação do perdão
sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de
uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão
dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A
graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a
cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.
Dietrich Bonhoeffer
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

3) Influência do racionalismo
desenvolvido no Iluminismo
Privatização da fé
Deus como objeto de estudo
Sistematização da teologia
A Bíblia deixa de ser a palavra de Deus para o homem
e se transforma na palavra do homem acerca de Deus
Separação entre o pastor e o teólogo
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

4) Superficialidade promovida
pela era da informação
O que aconteceu com a prática do cristianismo?

4) Superficialidade promovida
pela era da informação
muito conhecimento
e pouca sabedoria
O desafio de colocar a fé em prática:
Ezequiel 33.30-32
"Filho do homem, seu povo fala de você em suas
casas e junto às portas. Dizem uns aos outros:
'venham, vamos ouvir o que o profeta tem a nos dizer
da parte do Senhor'. Eles vêm, fingindo ser sinceros, e
sentam-se diante de você. Ouvem suas palavras, mas
não têm intenção alguma de pô-las em prática. Têm a
boca cheia de palavras sensuais, e seu coração só
quer dinheiro. Eles o consideram um divertimento,
como alguém que entoa canções de amor com uma
linda voz ou toca belas músicas com um instrumento.
Ouvem suas palavras, mas não as põem em prática..."
O desafio de colocar a fé em prática:
Mateus 7.24-27
Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as
pratica é como um homem prudente que
construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva,
transbordaram os rios, sopraram os ventos e
deram contra aquela casa, e ela não caiu,
porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem
ouve estas minhas palavras e não as pratica é
como um insensato que construiu a sua casa
sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os
rios, sopraram os ventos e deram contra aquela
casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda.
Tiago 1.22-25
22
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes,
enganando-se a si mesmos.    
23
Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática,
é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho 
24
e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a
sua aparência.    
25
Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita,
que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei,
não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz
naquilo que fizer.
O cristão não-praticante:

1) Está enganando a si mesmo


(erro fatal de auto-avaliação)

C. S. Lewis
Cartas do Inferno
(Carta Número XII)
O cristão não-praticante:

1) Está enganando a si mesmo


(erro fatal de auto-avaliação)

2) Está na mesma condição que o perdido


(ateísmo prático)
Ouvir falar de um banquete não os saciará;
ouvir falar de um córrego não acabará com
sua sede. A informação de que há ouro no
Banco da Inglaterra não os enriquecerá,
para isso precisam de dinheiro de verdade
no seu bolso. Saber que há refúgio para a
tormenta não salvará o barco da
tempestade. A informação de que há uma
cura para uma doença, não curará o doente.
Não, temos que perseguir o que está à
nossa disposição, devemos nos apropriar
das bênçãos e fazer uso delas, se é que têm
algum valor para nós. Oh, senhores! Sabem
o que têm que fazer, mas não o têm feito!
(Spurgeon, Duas Classes de Ouvintes)
Não lhe falta conhecimento, porquanto já se
olhou no espelho e viu os seus defeitos,
comparando-se, ao mesmo tempo, com o ideal
que há em Cristo. Porém, não age de acordo
com esse conhecimento, e nem sente
profundamente a necessidade de tal ação.
Aprecia um bom sermão, do mesmo modo que
aprecia uma boa peça de teatro. Nem uma coisa
e nem outra são são vitais para a sua vida diária.
Professa crer na inspiração das Escrituras e na
validade da missão salvadora de Cristo; mas, na
realidade, não leva muito a sério essas
realidades, conforme fica demonstrado pela sua
vida de “ateísmo prático”.
(Champlin, comentário de Tiago)
O cristão não-praticante:

1) Está enganando a si mesmo


(erro fatal de auto-avaliação)

2) Está na mesma condição que o perdido


(ateísmo prático)
Os meios necessários
e próprios para
plantar o Reino de
Jesus Cristo no Brasil
Ashbell Green Simonton
15 de julho de 1867
Para refletir e PRATICAR:

1. Você tem feito uma avaliação sincera


acerca da sua condição espiritual?
2. Você tem sido um cristão nominal ou
praticante?
3. De que maneira aquilo que você ouve
da Palavra afeta a sua vida?
4. Em que áreas de sua vida você ainda
tem muita dificuldade para colocar
em prática o senhorio de Cristo?