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Escriturário

Edital nº 01 / 2018
Sumário

Português – Prof. Carlos Zambeli . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5


Redação – Profª Maria Tereza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Língua Inglesa – Prof. Eduardo Folks . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Matemática – Dudan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195
Atualidades do Mercado Financeiro – Prof. Sirlo Oliveira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 397
Probabilidade e Estatística – Prof. Dudan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 423
Conhecimentos Bancários – Prof. Lucas Silva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 477
Informática – Prof. Márcio Hunecke . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 529

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Português

Professor Carlos Zambeli

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Edital

LÍNGUA PORTUGUESA: Emprego do acento indicativo de crase; Concordância verbal e nominal;


Regência verbal e nominal; Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise,
mesóclise e ênclise); Emprego dos sinais indicativos de pontuação: vírgula, ponto, ponto e
vírgula, dois-pontos, reticências, aspas, travessão e parênteses.

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Aula
AulaXX
1

CONCORDÂNCIA NOMINAL

Regra geral

Os artigos, os pronomes, os numerais e os adjetivos concordam com o substantivo a que eles


se referem.

Casos especiais

1) Adjetivo + substantivos de gênero diferente: concordância com o termo mais próximo.


•• Gosto de comer deliciosos bolos, pizzas e salgadinhos.
•• Gosto de comer deliciosas pizzas, bolos e salgadinhos.

2) Substantivos de gênero e número diferentes mais adjetivo: concordância com o termo mais
próximo ou uso do masculino plural.
•• Gostaria de pedir frango e costela bem passados.
•• Gostaria de pedir frango e costela bem passada

3) ANEXO
•• Seguem anexos os contratos.
•• As cartas anexas devem conter envelope.

4) SÓ
•• Tati ficou só em casa.
•• André e Ravazolo ficaram sós.
•• Depois da guerra só restaram cinzas.
•• Eles queriam ficar só na sala.

Observação
A locução adverbial a sós é invariável.

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5) OBRIGADO – adjetivo
•• “Muito obrigada”, disse a aniversariante aos convidados!

6) BASTANTE
Adjetivo = vários, muitos
Advérbio = muito, suficiente
•• Recebi bastantes flores.
•• Estudei bastante.
•• Tenho bastantes motivos para estudar com você!

7) TODO, TODA – qualquer


TODO O , TODA A – inteiro
•• Todo aluno tem dificuldades nos estudos.
•• Todo o clube comemorou a chegada do jogador.

8) É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO, É PERMITIDO


Com determinante = variável
Sem determinante = invariável
•• A sabedoria é necessária, sobretudo durante a prova!
•• É proibida a entrada de concurseiros despreparados.
•• A receita de pizza com requeijão é muito boa.
•• É proibido cola durante as provas!
•• É necessário inteligência na resolução das questões.

9) MEIO
Adjetivo = metade
Advérbio = mais ou menos
•• Adicione meia colher de açúcar.
•• Isso pesa meio quilo.
•• A porta estava meio aberta.
•• Ela sempre fica meio nervosa nas provas.

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CONCORDÂNCIA VERBAL

Regra geral

O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.


O problema da turma já foi resolvido pela direção do curso.
Os concurseiros adoram esta matéria nas provas.

Regras especiais

1) SE

a) Pronome apassivador – o verbo (VTD ou VTDI) concordará com o sujeito passivo.


•• Alugaram-se carros importados na viagem.
•• Viram-se todos os jogos neste final de semana.
•• Alugam-se apartamentos.
•• Exigem-se referências.
•• Consertam-se pianos.
•• Plastificam-se documentos.
•• Entregou-se uma flor à mulher.

b) Índice de indeterminação do sujeito – o verbo (VL, VI ou VTI) não terá sujeito claro! Terá um
sujeito indeterminado.
•• Não se confia nos resultados sem provas.
•• Necessitou-se de funcionárias neste evento.
•• Assistiu-se a todos os jogos neste final de semana.

2) PRONOME DE TRATAMENTO
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele – eles).
•• Vossa Excelência deve apurar os fatos.
•• Vossas Altezas devem viajar.

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3) HAVER – FAZER
“Haver” no sentido de “existir ou ocorrer” ou indicando “tempo” ficará na terceira pessoa do
singular. É impessoal, ou seja, não possui sujeito.
“Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e deverá
ficar na terceira pessoa do singular.
•• Nesta sala, há bons alunos.
•• “Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.” (Clarice Lispector)
•• Faz 3 anos que passei em um concurso.

4) Expressões partitivas ou fracionárias – verbo no singular ou no plural


•• A maioria dos candidatos apoia/ apoiam a ciclovia na cidade.
•• Um terço dos políticos rejeitou/ rejeitaram essa ideia.

Complete as frases:

1. É preciso que se _____________ os acertos do preço e se ___________ as regras para não


______________ mal-entendidos. ( faça – façam / fixe – fixem / existir – existirem)

2. Não ____________________ confusões no casamento. (poderia haver – poderiam haver)

3. _________________de convidados indesejados. (Trata-se – Tratam-se)

4. As madrinhas acreditam que __________convidados interessantes, mas sabem que


__________alguns casados. (exista – existam / podem haver – pode haver)

5. _____________vários dias que não se ______________casamentos aqui; _______________


alguma coisa estranha no local. (faz – fazem / realiza – realizam / deve haver – devem haver)

6. Não ________ emoções que __________esse momento. (exite – existem / traduza – traduzam)

7. __________ problemas durante o Buffet (aconteceu – aconteceram)

8. Quando se __________ de casamentos, onde se ____________trajes especiais, não


___________________ tantos custos para os convidados. (trata – tratam / exige – exigem/
deve haver – devem haver)

9. __________ às 22h a janta, mas quase não_________________ convidados. (Iniciou-se –


Iniciaram-se / havia – haviam)

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10. No Facebook, __________fotos bizarras e __________muitas informações inúteis. (publica-se


– publicam-se / compartilha-se – compartilham-se)

11. Convém que se ____________________nos problemas do casamento e que não se


______________ partido da sogra. (pense – pensem / tome – tomem)

12. Naquele dia, _____________________37º C na festa. (fez – fizeram)

13. ____________________aos bêbados todo auxílio. (prestou-se – prestaram–se)

14. Não se __________ boas festas de casamento como antigamente. (faz – fazem)

15. No Sul, __________ invernos de congelar cusco. (faz – fazem)

16. É preciso que se __________ aos vídeos e que se ____________ os recados. (assista – assistam
/ leia – leiam)

17. Convém que se ________ às ordens da sogra e que se _________ os prometidos. (obedeça –
obedeçam / cumpra – cumpram)

18. As acusações do ex-namorado da noiva __________________ os convidados às lágrimas. (levou


– levaram)

19. Uma pesquisa de psicólogos especializados ________________________ que a maioria dos


casamentos não se _______________________ depois de 2 anos. (revelou – revelaram /
mantém – mantêm)

20. A maior parte dos maridos ______________________________ pela esposa durante as


partidas de futebol. (é provocada – são provocados)

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Aula 2

REGÊNCIA VERBAL

Dica zambeliana 1 Dica zambeliana 2

Transitividade verbal Pronomes X Transitividade

VI – Nunca estudo. Ensinei este conteúdo na aula.

VTD – Nunca estudo isso. Ensinei-o na aula.

VTI – Preciso disso. Apresentei o conteúdo aos alunos.

VTDI – Entreguei isso a você. Apresentei-lhes o conteúdo.

VL – Isso é importante!
   

Pronomes Relativos

1) QUE
Retoma pessoas ou coisas.

•• Meus colegas, que nos ensinam ótimas matérias, são grandes professores!

•• O cachorro que late à noite deve ser um bom guardião do pátio!

•• A vaga pública de que necessito está neste concurso.

•• O amigo em que todos os colegas confiam é o André Vieira.

•• As questões a que me refiro serão anuladas certamente.

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2) CUJO
Indica uma ideia de posse. Concorda sempre com o ser possuído.

•• O centro da cidade, cuja especulação imobiliária é excessiva, oferece muito conforto.

•• A minha professora com cuja crítica concordo estava me orientando.

•• A namorada a cujos pedidos obedeço sempre me abraça forte.

3) ONDE
Só retoma lugar. Sinônimo de EM QUE.

•• Eu não conheço a cidade onde a Tati nasceu.

•• A cidade aonde iremos é referência no combate à violência.

•• A situação em que me encontro é realmente grave.

Observe estas frases:

•• Este é o colega com quem discuti.

•• Esta é a questão a que o Ravazolo se referiu.

•• Eu me lembrei da senha.

•• Eu lembrei a senha.

•• A aluna assistiu ao vídeo ontem no site da Casa.

•• O psicólogo assistiu o paciente.

•• Tati já aspirou à carreira de modelo.

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•• Aspiramos um ar poluído nas grandes cidades.

•• Meu chefe não visou o contrato de prestação de serviço.

•• Você visa ao cargo público.

•• Todos devem obedecer, rigorosamente, às regras do concurso.

•• Prefiro salgado a doce.

•• Pediu aos alunos que fizessem os exercícios em casa, mas...

•• Estes são os meios de que disponho para estudar.

•• Informe aos candidatos os locais da prova.

•• Informe os candidatos dos locais de prova.

•• Aproveitou a (aproveitou-se da) distração para roubar o colega.

•• Esta é a mulher por quem um dia me apaixonei.

•• Este é o curso a que recorreu depois de tantas falcatruas dos outros.

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Exercícios

1. Coloque V para verdadeiro ou F para falso, observando a regência verbal das orações abaixo.
a) ( ) Dudan simpatizava com o Ravazolo.
b) ( ) O gerente visou o cheque.
c) ( ) Fomos assistir à aula do André.
d) ( ) Voltamos do curso.
e) ( ) O atirador visou o alvo e acertou!
f) ( ) O médico assistiu a paciente.
g) ( ) Lembraste Carla. Sim, lembrei-me dela
h) ( ) O candidato visava à vaga.
i) ( ) Eu quero muito bem aos meus alunos.
j) ( ) Os filhos muitas vezes não obedecem os pais.
l) ( ) Prefiro ser punido do que obedecer o curso.
m) ( ) Mais tarde iremos no curso.
n) ( ) Ninguém se lembrou daquele colega.
o) ( ) Estudar implica esforço.
p) ( ) Ele agiu sem visar a um reconhecimento.
q) ( ) O advogado informou seus clientes a mudança nos honorários.
r) ( ) Depois de passar no concurso, pretendo usufruir das minhas férias.
s) ( ) Paulo não perdoou o amigo.

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2. Utilize o pronome oblíquo adequado (o, a, os, as, lhe, lhes).


a) Ela não ___ amava, mas não ___ desobedecia.
b) Convidei -___ para ver uma aula.
c) Desde que ___ conheci, tudo mudou.
d) Perdoei-___ no mesmo dia, pois é meu grande amigo.
e) Informo-___ de que deve sair agora.
f) Informo-___ que deve sair agora.
g) Todos ___ odiavam.

3. Complete com a preposição adequada, se preciso.


a) Precisamos de um chefe ___ cujas ordens todos obedeçam.
b) Vou apresentar-lhe a pessoa ___ cuja casa me hospedei.
c) É pelo estudo que conquistarás o posto ___ que aspiras.
d) A fazenda ___ que fomos ontem pertence a um amigo.
e) Os livros ___ que preciso são estes.
f) O jogo ___ que assistimos foi movimentadíssimo.
h) Esta é a mulher _________ que acredito.
i) O colega ___ quem desconfio não veio à aula hoje.
j) Este é o prédio ___ onde moram os meus pais.
l) Os fiscais constataram ___ que as normas não foram cumpridas.
m) A pessoa ___ quem lhe falei há pouco está aqui.
n) As teses ___ que me mantenho fiel são muito polêmicas.
o) O cargo ___ que ele visa é difícil de ser conquistado.
p) Este é o doce ___ que mais gosto.

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Aula 3

CRASE

A palavra A
Artigo
Preposição
Pronome oblíquo
Pronome demonstrativo

Ocorre crase

1) Regência + palavras femininas


•• Ravazolo sempre está atento à aula do Sérgio.
•• As manias da Tati são idênticas às do André Vieira.
•• Dudan não consegue ser indiferente à falta de atenção dos alunos!
•• Amanda e Pedro aspiram às vagas mais concorridas.
•• Lucas e Ed assistiram à explicação do Ministro.

2) Em diversas expressões adverbiais, locuções prepositivas


 e locuções conjuntivas
Olha que tri!
•• No final desta avenida, vire à esquerda.
1.Bateu à máquina.
•• Às vezes é preciso estudar mais do que imaginamos. 2. Cortou à faca.
3. Lavou à mão.
•• À medida que estudam mais, as pessoas ficam mais confiantes. 

3) Com a letra A dos demonstrativos


•• Aquele: Refiro-me àquele professor de Constitucional.
•• Aquela: Dei as flores àquela Professora de Administrativo!
•• Aquilo: Refiro-me àquilo que caiu na prova!

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4) Hora determinada
•• A aula começará às 14h.
•• Das 14h às 16h eu tenho aula.

5) Vai a – volta da
•• Vou à Bahia.

6) Os pronomes relativos “que” e “qual”


•• A situação em que me encontro é igual À QUE suportaste.
•• Esta é a situação À QUAL aspiro.

7) Casa, terra, distância, se estiverem determinadas


•• Retornou a casa.
•• Retornou à casa dos pais.
•• O navegador retornou a terra.
•• Ele chegou à terra dos anões.
•• Lançou a semente à terra que comprara.
•• Ficou à distância de 10m.
•• Ficou a distância.

Crase facultativa

1) Antes de pronomes possessivos femininos no singular:

•• Na formatura, fizeram referência a minha professora.


•• Na formatura, fizeram referência à minha professora.

2) Antes de nomes próprios femininos:


•• Enviei todas as questões a Tati.
•• Enviei todas as questões à Tati.

3) Antes da preposição até antecedendo substantivos femininos:

•• Não desistiremos, iremos até as últimas consequências.


•• Não desistiremos, iremos até às últimas consequências.

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Não ocorre crase

1) Diante de nomes masculinos


•• Adoro andar a pé.
•• Nunca pago nada a prazo.
•• Escreve a lápis

2) Diante de verbos
•• Não sei se Tati chegou a falar sobre a questão anulada.
•• Meu irmão se dispôs a ajudar no que fosse necessário

3) Quando tiver o A (singular) antes de palavra no plural


•• Não assistimos a cenas violentas.
•• Entregarei todos os documentos a pessoas que solicitarem mais esclarecimentos.

4) Entre palavras repetidas: face a face, cara a cara, lado a lado, frente a frente, gota a gota,
etc..
•• No altar eles ficaram lado a lado.
•• O médico recomendo-me tomar o remédio gota a gota.

5) Depois de preposição diferente de A


•• Ontem compareci perante a impressa para explicar tudo.
•• A aula começará após as 14h.

6) Diante do artigo indefinido UMA


•• Levei tudo a uma empresa especializada.

7) Com alguns pronomes


•• Não me refiro a esta pessoa.
•• Não contei tudo a você.
•• Não entregarei o dinheiro a ninguém.
•• A questão a que assisti na Casa das questões era bem complicada.

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Exercícios

a) Somos favoráveis as orientações dos professores da Casa.

b) O ser humano é levado a luta que tem por meta a resolução das questões relativas a
sobrevivência.

c) Sou a favor da reciclagem do lixo.

d) Fique a espera das dicas, pois a Live será as 14h.

e) A situação a que me refiro tornou-se complexa, sujeita a variadas interpretações.

f) Após as 18h, iremos a procura de ajuda.

g) Devido a falta de quórum, suspendeu-se a sessão.

h) As candidatas as quais foram oferecidas as bolsas devem apresentar-se até a data marcada
no prospecto.

i) Dedicou-se a uma atividade beneficente, relacionada a continuidade do auxílio as camadas


mais pobres da população.

j) Se você for a Europa, visite os lugares a que o material turístico faz referência.

k) Em relação a matéria dada, dê especial atenção aquele caso em que aparece a crase.

l) Estaremos atendendo de segunda a sexta, das 8h as 19h.

m) A pessoa a quem me refiro dedica-se a arte de ensinar.

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Aula
AulaXX
4

PONTUAÇÃO

Os sinais de pontuação são usados para darmos ritmo, entoação e pausas e indicarmos os
limites sintáticos e unidades de sentido.
Para começo de conversa!

Temos duas ordens diretas importantes para compreender vírgula

Oração simples – Sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial

Oração composta – Oração principal + oração subordinada adverbial

Não se usa vírgula

Sujeito do predicado – “Ter sucesso, é falhar repetidamente”

Objeto do verbo –“Todo problema é, um prego para quem só sabe usar martelo”
(Maslow)

Adjunto adnominal do nome – “A razão é como uma equação, de matemática: tira a


prática de sermos um pouco mais de nós!” (Teatro Mágico)

Oração principal da oração subordinada substantiva – Dizem, que eu não devia


estudar tanto.

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Use vírgula para

1) Separar elementos de mesma função sintática

•• “O melhor trabalho político, social, espiritual que podemos fazer é parar de projetar nossas
sombras nos outros” (C. G. Jung)
•• "A mão, a mente, o gatilho, a favela choram seus filhos" (Criolo)

2) Assinalar supressão de um verbo.


•• Nós queremos comer chocolate; e vocês, pizza.
•• Grande parte dos alunos estava focada na matéria; o câmera, na aula.

3) Separar apostos e vocativos em uma oração


•• André Vieira, o professor destaque do curso, sempre nos surpreende!
•• O tempo, meus amigos, é o senhor da verdade.
•• “Pensei numa canção, meu bem, que falasse de amor.” (Liniker)
•• “Tua risada, minha paixão, me bate, queima, aperta, cheira, marca.” (Vanguart)

4) Separar um adjunto adverbial antecipado ou intercalado entre o


discurso.
•• “E até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei.” (Los Hermanos)
•• “Um homem, na estrada, recomeça sua vida” (Racionais)
•• “Diversão, hoje em dia, não podemos nem pensar,
 pois, até lá nos bailes, eles vem nos humilhar.
 Ficar lá, na praça, que era tudo tão normal,
 Agora virou moda a violência no local.”

4.1) Não é recomendável o uso da vírgula quando o adjunto adverbial for um simples
advérbio.

•• “Pode falar que nem ligo. Agora eu sigo o meu nariz. Respiro fundo e canto mesmo que um
tanto rouca.” (Mallu Magalhães)

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•• "O sucesso normalmente vem para quem está ocupado demais para procurar por ele" –
Henry Thoreau, filósofo

•• “Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual” (Humberto Gessinger)

5) Separar expressões explicativas, retificativas, continuativas, conclusivas


ou enfáticas (aliás, além disso, com efeito, enfim, isto é, em suma, ou
seja, ou melhor, por exemplo, etc).
•• Quero o meu suco com gelo e açúcar, ou melhor, somente gelo.

•• “Os empreendedores falham, em média, 3,8 vezes antes do sucesso final. O que separa os
bem-sucedidos dos outros é a persistência” – (Lisa M. Amos, executiva)
•• O vício em celular, por exemplo, pode atrapalhar os estudos.

Virgula entre as orações

1) Separar orações coordenadas assindéticas (isentas de conectivos que


as liguem)

•• “Seu amor me pegou, você bateu tão forte com o teu amor, nocauteou, me tonteou, veio à
tona, fui à lona, foi K.O.” (Pablo Vittar)
•• “Comece onde está. Use o que você tem. Faça o que puder.”
•• “Não encosta, não me beija, só me olha, me deseja, quero ver se você vai aguentar a noite
inteira sem poder me tocar” (Anitta)

2) Separar as orações coordenadas sindéticas (exceto E)


•• “Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.”
(Friedrich Nietzsche)

•• “Você me encantou demais, mostrou seu coração do que ele é capaz, por isso eu quero te
dizer que a flor dessa canção sempre será você.” (Natiruts)
•• “Garçom, troca o DVD, que essa moda me faz sofrer, e o coração não “guenta””. (Maiara e Maraisa)

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ATENÇÃO! Embora a conjunção "e" seja aditiva,
há três casos em que se usa a vírgula antes de sua ocorrência:
1) Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
•• “Eu lembro de nós em nosso quarto e meu coração fica todinho apertado.

•• Eu conto os dias de voltar e poder te reencontrar, porque eu quero acordar com


você todos os dias” (Ponto de Equilíbrio)
2) Quando a conjunção "e" vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto).
•• E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) Quando a conjunção "e" assumir valores distintos que não seja da adição  
 (adversidade, consequência, por exemplo)
Por Exemplo:
•• Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.

3) Separar orações subordinadas adverbiais na ordem direta,


especialmente quando forem longas.
•• “Não importa o quão devagar você vá, desde que você não pare” (Confúncio)

•• “É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me


achar, mesmo que me achar seja de novo a mentira de que vivo.” (Clarice Lispector)

•• “Nada sei dessa tarde, se você não vem. Sigo o sol na cidade para te procurar.”
(Marcelo Camelo – Vermelho)

4) Separar orações adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), sobretudo,


quando estas se antepuserem à oração principal.
•• “Quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda”
(Freud)

•• “Se tiver que ser na bala, vai


  Se tiver que ser sangrando, vai
  Se você quiser, eu vou” (Vanguart)
•• Por saber de tudo, aceitou friamente a mentira!

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5) Orações subordinadas Adjetivas

5.1) Restritivas: restringem o significado do antecedente e não são separadas da


oração principal por vírgulas.
•• “Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.”
(Clarice Lispector)

•• “Nessa cidade, tem uma rua que eu não ouso mais passar.
  Nessa cidade, tem uma rosa de pálida agonia a me esperar.
  Nessa cidade, tem uma casa que eu não posso mais entrar.
  Nessa cidade, tem outra casa cheia de flores para você.” (Vanguart)

•• “Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso
quando não pode mais voltar atrás.” (A Menina que Roubava Livros)

5.2) Explicativas: acrescentam uma qualidade acessória ao antecedente e são


separadas da oração principal por vírgulas.
•• “Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos.” (Machado de Assis)
•• “Sede se mata com água, que não tem calorias”

•• A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em diagnóstico e em avaliações de


risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas ‘inteligentes’: impedir a
formação de tumores”

Dois-pontos ( : )
a) Iniciar fala de personagens:
•• O candidato gritou:
  – Comecem logo a prova!
b) Apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam e/
ou resumem ideias anteriores.
•• Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não tem ninguém para auxiliar os mais idosos.
•• Por favor anote o seu número de protocolo: 171171
c) Citação direta:

•• Como já dizia Carl Jung: Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma melhor
compreensão de nós mesmos.

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Ponto e vírgula
1) O ponto e vírgula é usado na separação de orações extensas e relacionadas entre si,
principalmente quando já subdivididas com vírgulas.

•• Dos autores brasileiros, homenagearam Machado de Assis; dos portugueses, Fernando


Pessoa; dos moçambicanos, Mia Couto.
•• Dos trinta alunos do curso, vinte aceitaram a aula no domingo; os restantes discordaram.
•• Gosto de estudar Português ; minha colega, de estudar Constitucional.
2) É também usado na separação de conjunções adversativas, podendo, assim, substituir a
vírgula.
•• Acreditei que conseguiria fazer o tema; porém, só passei o olho nele.
•• Terei aula no sábado; contudo, não tenho minhas dúvidas em relação à presença.
3) O ponto e vírgula é usado ainda na separação de orações sindéticas, quando o verbo
estiver antes da conjunção conclusiva ou adversativa
•• Jamais fiz um resumo; esperava, contudo, passar naquele concurso.
•• Rezei muito; esperava, portanto, gabaritar Português.

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Aula
Aula5

PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E COLOCAÇÃO

Emprego

Números Pessoas Pronomes Retos Pronomes Oblíquos


Singular primeira Eu Me, mim, comigo
segunda Tu Te, ti, contigo
terceira Ele/ela Se, si, consigo, o, a, lhe,
Plural primeira Nós Nos, conosco
segunda Vós Vos, convosco
Se, si, consigo, os, as,
terceira Eles/elas
lhes

Pronomes retos (morfologia) exercem a função de sujeito (sintática)


Pronomes oblíquos (morfologia) exercem a função de complemento.

Formas de tratamento

a) o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em –r, -s, -z, assumem a forma lo,
la, los, las,e os verbos perdem aquelas terminações.

•• Queria vendê-la para o Pedro Kuhn.

b) o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em –m, -ão, -õe, assumem a forma
no, na, nos, nas.

•• André Vieira e Pedro Kuhn enviaram-nas aos alunos.

c) O/A X Lhe

•• A Casa do Concurseiro enviou a apostila aos alunos nesta semana.

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Colocação

É o emprego dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em
relação ao verbo na frase.
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise), no meio do verbo
(mesóclise) e depois do verbo (ênclise).

PRÓCLISE
a) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo
algum.
•• Nada me emociona.

•• Ninguém te viu, Edgar.

b) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que,
caso
•• Quando me perguntaram, respondi que te amava!

•• Se lhe enviarem o bilhete, avise que nos lembramos dela.

c) Advérbios
•• Aqui se estuda de verdade.

•• Sempre me esforcei para passar no concurso.


Obs.: Se houver vírgula depois do advérbio, a próclise não existirá mais.
•• Aqui, estuda-se muito!

d) Pronomes
•• Alguém me perguntou isso? (indefinido)

•• A questão que te tirou do concurso foi anulada!!! (relativo)

•• Aquilo me emocionou muito. (demonstrativo)

e) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).


•• Deus o abençoe.

•• Macacos me mordam!

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Português – Carlos Zambeli

f) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.


•• Em se plantando tudo dá.

•• Em se tratando de concurso, A Casa do Concurseiro é referência!

MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito - Convidar-me-
ão para a festa.
•• Entregá-lo-ia a você, se tivesse tempo.

•• Dar-te-ei a apostila de Português do Zambeli.

ÊNCLISE
a) Com o verbo no início da frase

•• Entregaram-me as apostilas do curso.

b) Com o verbo no imperativo afirmativo.

•• Edgar, retire-se daqui!

COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS


Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio ou particípio.
AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, o
pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar.

•• Havia-lhe contado aquele segredo.

•• Não lhe havia enviado os cheques.

AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá
depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.

Infinitivo
•• Quero-lhe dizer o que aconteceu.

•• Quero dizer-lhe o que aconteceu.

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Gerúndio
•• Estou lhe dizendo a verdade.

•• Ia escrevendo-lhe o email.

Se houver palavra atrativa, o pronome


oblíquo virá antes do verbo auxiliar ou
depois do verbo principal.

Infinitivo
•• Não lhe vou dizer aquela história.

•• Não quero dizer-lhe meu nome.

Gerúndio
•• Não lhe ia dizendo a verdade.

•• Não ia dizendo-lhe a verdade.

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Redação

Professora Adriana Figueiredo

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Edital

REDAÇÃO

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Apresentação

Profª Adriana Figueiredo


Formada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal ao Rio de Janeiro, com
especialização em Produção Textual.
Trabalhou 10 anos como Analista Judiciário do Tribunal de Justiça.
Com experiência de mais de 20 anos na área de concurso público, tem ministrado aulas por
todo o Brasil, de gramática, interpretação de texto e redação.
Com mais de 700 mil views no YouTube, em diversos vídeos online gratuitos, entre eles o
Falando em Português.
É autora do livro Gramática Comentada com Interpretação de Texto, agora pela editora Saraiva.

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Redação

REDAÇÃO – CESGRANRIO

Inicialmente, deparamo-nos com o TEMA sobre o qual repousa a discussão do texto.


Caracteriza-se, portanto, por ser o assunto, o motivo da argumentação. Eis aí a diferença entre
tema e tese. A TESE caracteriza-se por ser a tomada de posição do autor em relação ao tema e
aparece, em um texto padrão, no 1º parágrafo. Será ela não só a ideia central do 1º parágrafo,
ou INTRODUÇÃO, mas do texto em sua totalidade, o qual terá como compromisso desenvolver
argumentos que a comprovem.
Nos parágrafos seguintes – que estruturarão o DESENVOLVIMENTO –, observa-se a presença dos
TÓPICOS FRASAIS, que são os argumentos centrais de cada parágrafo. Serão eles desenvolvidos
das mais variadas formas: apresentação de relações de causa e efeito, utilização de exemplos,
comparações, analogias, dados estatísticos, testemunhos de autoridade etc.
Por fim, o último parágrafo, ou CONCLUSÃO, surge no texto representando a retomada da tese.
É neste momento que, em geral, o autor externa suas opiniões, críticas, ou ainda sugestões
sobre a discussão desenvolvida em sua dissertação, finalizando-se, assim, o ciclo textual.

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#anotaaí

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Texto comentado

QUALIDADE DE VIDA
Estudo de uma tipologia textual – Educação/UFRJ
  É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns aspectos,
superior à da zona urbana (1), porque no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles (2),
há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados (3) e, além do mais, as pessoas
dispõem de maior tempo para estabelecer relações humanas mais profundas e duradouras (4).
  Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso (5)
  O espírito de concorrência, a busca de se obter uma melhor qualificação profissional,
enfim, a conquista de novos espaços lança o ambiente urbano em meio a um turbilhão de
constantes solicitações. Esse ritmo excessivamente intenso torna a vida bastante agitada, ao
contrário do que se poderia dizer sobre os moradores da zona rural.
  Por outro lado, nas áreas campestres há maior qualidade de alimentos saudáveis (6).
Em contrapartida, o homem da cidade costuma receber gêneros alimentícios colhidos antes
do tempo de maturação, para garantir maior durabilidade durante o período de transporte e
comercialização.
  Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais (7). Ela
difere da convivência habitual estabelecida pelos habitantes metropolitanos. Os moradores das
grandes cidades, pelos fatos já expostos, de pouco tempo dispõem para alimentar relações
humanas mais profundas.
  Por isso tudo, entendemos que a zona rural proporciona a seus habitantes maiores
possibilidades de viver com tranquilidade (8). Só nos resta esperar que as dificuldades que
afligem os habitantes metropolitanos não venham a se agravar com o passar do tempo (9).

COMO INTRODUZIR UM TEXTO

Todo texto é composto por uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. A


introdução, primeiro segmento do texto, possui extremo valor, pois representa um compromisso
assumido pelo autor com todo o desenvolvimento. Por dar todo o encaminhamento do que
vai ser dito, uma boa dica é apenas prepará-la após a elaboração do roteiro que direcionará o
desenvolvimento.
Assim, escrever a introdução antes de se ter certeza do que vai ser abordado no desenvolvimento
é um risco que deve ser evitado, pois há o perigo de se propor uma abordagem diferente do
tema e desenvolver os argumentos por outro caminho.

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ALGUNS TIPOS DE INTRODUÇÃO DO TEXTO DISSERTATIVO

1. Introdução Tese e Tópicos Frasais


É a introdução mais comumente vista. Aqui, inicia-se com a declaração inicial a respeito do
tema – a tese – , apresentando-se os tópicos frasais.
Apresentação da tese
Explicitação dos tópicos frasais

Exemplos:
“Sabe-se que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns aspectos, superior à da zona
urbana. Esse fato ocorre porque no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles, há
maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados e as pessoas dispõem de maior
tempo para estabelecer relações humanas mais profundas e duradouras.”
“Muito se tem discutido sobre os fatores que induzem os jovens a consumirem drogas. Em
busca de auto-afirmação, fuga da realidade ou devido à falta de uma atuação familiar firme, a
juventude está consumindo entorpecentes abusivamente.”

2. Introdução com Afirmação de Cunho Geral ou Definição


Nesse caso, escolhe-se uma palavra-chave do tema e formula-se um período com a definição
dessa palavra ou com uma generalização a respeito dela.
Apresentação de definição/afirmação de cunho geral
Apresentação da tese
Exemplo: Menor: um ser que é, de alguma forma, inferior, aquele que não atingiu a maioridade.
O uso da palavra “menor” para se referir às crianças no Brasil já demonstra como são tratadas:
em segundo plano.

3. Introdução com Raciocínio Concessivo


Nesse caso, inicia-se a introdução com uma afirmação de cunho geral e, a seguir, apresenta-se a
tese, que será uma oposição à primeira afirmação.
Apresentação de definição/afirmação de cunho geral
Apresentação da tese, por oposição
Exemplo: Falar em educação no Brasil é falar em uma história de algumas adequações e
evoluções para uma garantia de qualidade em muitos segmentos. Apesar disso, muitas
dificuldades ainda são encontradas nesse campo e muito deve ser feito para recuperar um
sistema educacional praticamente falido.

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#anotaaí

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O parágrafo argumentativo
Segundo Othon M. Garcia, “o parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou
mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se
agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrente
dela”.

O tópico frasal
Inicialmente, vale lembrar que tópico frasal é a ideia ou argumento central do parágrafo,
apresentada de forma genérica. É a ideia-chave, a síntese do pensamento, a essência do
parágrafo. Tudo que se afirma no parágrafo girará, portanto, em torno da fundamentação do
tópico frasal.
No texto padrão, o tópico frasal inicia o parágrafo e na sequência vem a sua fundamentação.
Esse é o método dedutivo de raciocínio, em que o autor parte da generalização para o seu
detalhamento (GERAL → ESPECÍFICO).
Ex.: Conclui-se, sem esforço e sem exagero, que, no Brasil, registram-se duas grandes falhas:
a) há um excesso na importação de produtos culturais;
b) falta discernimento na escolha, havendo uma preferência, da parte dos empresários e, em
consequência, da parte do consumidor – na TV, nos livros, na música – por coisas de nível
inferior, pelo lixo cultural da época.

Introdução
  É fato que a segurança pública no Brasil deve ser garantida por meio do Estado. Entretanto,
vislumbra-se que os entes estatais não estão efetivando essa garantia, pois vive-se em meio à
crise, à ineficácia da segurança pública e ao descuido com relação ao ensino público.

2º parágrafo
  A falta de investimentos por parte do Estado na área da segurança pública é considerada
como uma das causas da situação em que esse sistema se encontra. De fato, os dirigentes
públicos priorizam investimentos em outras áreas e se esquecem da segurança, apesar do
apelo midiático e social. O uso de poucos recursos acarreta a manifestação das greves dos
serviços públicos, sendo que essas são o meio pelo qual os agentes da segurança podem
mostrar a sua indignação com a triste realidade. Além disso, observa-se cada vez mais um baixo
número de efetivo policial nas ruas, pois a violência cresce em uma proporção muito superior
ao crescimento do número de novos servidores.

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A estruturação do parágrafo argumentativo


De modo geral, o parágrafo de dissertação deve ser uma unidade completa de informação,
sendo, portanto, constituído de:
1. uma ideia-núcleo (ou tópico frasal) – em geral apresentada no início do parágrafo;
2. desenvolvimento dessa ideia, que é então devidamente especificada, fundamentada,
justificada logo a seguir;

Como expandir o parágrafo:


Desenvolver o parágrafo significa expandir sua ideia-núcleo, de modo a torná-lo claro e bem
fundamentado. Tal fundamentação pode ocorrer por diversos critérios, lembrando que,
em um único parágrafo, o autor pode utilizar mais de um artifício na busca da maneira mais
convincente de se expressar.

Estabelecimento de comparação (paralelo e contraste)


É o estabelecimento de um contraste (que enfoca as diferenças) ou um paralelo (que destaca as
semelhanças) entre ideias, seres, fatos etc.
Ex.: Mas os saberes científicos têm uma característica inescapável: os enunciados que
produzem são necessariamente provisórios, estão sempre sujeitos à superação e à renovação
(tópico frasal). Outros exercícios do espírito humano, como a cogitação filosófica, a inspiração
poética ou a exaltação mística poderão talvez aspirar a pronunciar verdades últimas; as ciências
só podem pretender formular verdades transitórias, sempre inacabadas.

Apresentação de causas e/ou consequências


Aqui, ou o tópico frasal é a causa e seu desenvolvimento expõe suas consequências, ou será ele
a consequência e o restante do parágrafo desenvolverá suas causas.
Ex.: A educação é uma função tão natural e universal da comunidade humana que, pela
própria evidência, (tópico frasal) leva muito tempo a atingir a plena consciência daqueles que
a recebem e praticam, sendo, por isso, relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição
literária (consequências).

Apresentação de explicação ou esclarecimento


Neste caso, elucida-se o tópico frasal, quando este apresenta certa obscuridade, uma
necessidade de maior clareza.
Ex.: As discussões sobre a liberdade assentam necessariamente e em princípio na negação
de suas próprias bases possibilitadoras (tópico frasal). Quero dizer que o único pressuposto
histórico viável para que se possa instaurar a inteireza do entendimento da questão está na
ausência de liberdade.

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Apresentação de explicação ou esclarecimento
Neste caso, elucida-se o tópico frasal, quando este apresenta certa obscuridade, uma
necessidade de maior clareza.
Ex.: As discussões sobre a liberdade assentam necessariamente e em princípio na negação
de suas próprias bases possibilitadoras (tópico frasal). Quero dizer que o único pressuposto
histórico viável para que se possa instaurar a inteireza do entendimento da questão está na
ausência de liberdade.

Utilização de exemplos
Os exemplos caracterizam-se como uma maneira bem elucidativa de concretizar o que há
de abstrato no tópico frasal. Seguindo esse critério, o parágrafo se desenvolve por meio da
ilustração da ideia-núcleo, constituindo-se em uma das formas mais simples de se demonstrar
aquilo que se afirma.
Ex.: Dependendo das circunstâncias, as espécies invasoras podem ser meras “imigrantes”
inofensivas ou invasoras altamente nocivas (tópico frasal). Dentro do sistema produtivo, por
exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas. Quando escapam para a natureza,
entretanto, muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas “naturais”.

Divisão ou explanação das ideias em cadeia


Nesse tipo de fundamentação de tópico frasal, o autor divide sua ideia inicialmente apresentada
em duas ou mais partes, e, na sequência, as explana, cada uma a seu momento. Essa explanação
em cadeia pode durar o parágrafo inteiro ou pode avançar ao longo do texto, dependendo da
dimensão da discussão.
Ex.: As cidades em processo rápido de crescimento no Brasil indicam pelo menos três
modalidades de crescimento dos organismos urbanos (tópico frasal): um crescimento
horizontal por partilha de espaços de antigas chácaras ou glebas congeladas para especulação,
de dinâmica similar a uma mancha de óleo em expansão; um crescimento vertical, à custa
de edifícios de muitos andares, aproveitando as facilidades aparentes dos espaços centrais e
subcentrais das cidades de porte médio, acumulando funções residenciais em uma área de
permanência duvidosa para tais funções; e, por fim, mecanismo de maior gravidade, a partilha
de glebas situadas em posições descontínuas, a quilômetros de distância da área central,
inicialmente semi-isoladas no meio de sítios e fazendas, os quais, por sua vez, são espaços
potenciais para loteamentos ulteriores e instalações de unidades industriais, com eliminação
quase total das funções agrárias que responderam pelo crescimento e a riqueza iniciais da
própria cidade.

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2º parágrafo
  A falta de investimentos por parte do Estado na área da segurança pública é considerada
como uma das causas da situação em que esse sistema se encontra. De fato, os dirigentes
públicos priorizam investimentos em outras áreas e se esquecem da segurança, apesar do
apelo midiático e social. O uso de poucos recursos acarreta a manifestação das greves dos
serviços públicos, sendo que essas são o meio pelo qual os agentes da segurança podem
mostrar a sua indignação com a triste realidade. Além disso, observa-se cada vez mais um baixo
número de efetivo policial nas ruas, pois a violência cresce em uma proporção muito superior
ao crescimento do número de novos servidores.

3º parágrafo
  A ineficácia do sistema penal brasileiro também contribui para a situação exposta. No
Brasil, há uma extensa legislação penal que prevê inúmeras práticas delituosas e penas que
visam reprimi-las. No entanto, esse sistema não é efetivo, pois tanto a sociedade quanto os
criminosos o veem como impune e ineficaz. Exemplo disso é a reiteração na prática de crimes
por indivíduos já condenados penalmente, pois a maioria dos sentenciados, assim que postos
em liberdade, voltam a incidir em ilícitos penais. Consequentemente, a não funcionabilidade
da repreenda penal agrava ainda mais a ineficácia da proteção pública.

CAIXINHA DE CONECTORES

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COMO CONCLUIR UM TEXTO

Obedecendo à sequência do nosso texto, observaremos ao final do nosso curso como deve
ser feita a conclusão. Embora muitos a considerem um simples fechamento da redação, a
conclusão constitui-se, muitas vezes, em sua parte mais importante. Os dados utilizados, as
ideias e os argumentos convergem para este ponto em que a discussão ou exposição se fecha.
No entanto, ainda que um dos fundamentos para um bom texto é que ele seja cíclico – deva
retomar ao final a tese – sua ideia inicial –, um texto bem concluído é aquele que evita repetir
literalmente os argumentos já utilizados. Também o uso de fórmulas feitas – expressões
tais quais “portanto, como já vimos antes...”, ou “concluindo...” – empobrecem demais uma
redação. A função de fechamento inerente à conclusão deve ficar evidente não nas palavras,
mas na clareza e força dos argumentos que arrematam a discussão do autor.
A conclusão deve, portanto, retomar a tese apresentada na introdução, dando encerramento ao
ciclo textual. Faz-se ainda conveniente que, além da retomada da tese, sua conclusão apresente
ideias que enriqueçam a redação, fazendo com que o texto seja também progressivo. Lembre-
se: este é o momento que o autor tem para opinar, dar um tom mais pessoal ao que se discute.
A seguir algumas dicas que podem ser úteis na elaboração da conclusão de uma redação:
•• Reserve dois períodos para a sua conclusão: um para a retomada da tese, outro para
acréscimo.
•• No acréscimo, procure apresentar soluções específicas.

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Conclusão
  Por conseguinte, apesar de a segurança pública no Brasil ser dever do ente estatal, tal
instituição não tem efetivado essa garantia. Para que surjam mudanças, é necessário que
o Estado atue de maneira efetiva, no sentido de dispor de mais investimentos nas áreas de
segurança e de educação, de modo a garantir maior eficácia aos dispositivos penais.
  Seja qual for a técnica escolhida para sua conclusão, lembre-se de que será ela o trecho
da redação mais lembrado pelo leitor, simplesmente por ser aquele que se coloca ao final da
discussão
  Por todos esses aspectos, o reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres
capacita-as para atuar de forma proativa em favor da sociedade. Sendo assim, melhor ainda
seria que o governo promovesse incentivos fiscais às empresas para contratação de mão de
obra feminina, a fim de proporcionar um acelerado desenvolvimento social.

#anotaaí

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Redação Tema Argumentativo

Introdução
  É fato que a segurança pública no Brasil deve ser garantida por meio do Estado. Entretanto,
vislumbra-se que os entes estatais não estão efetivando essa garantia, pois vive-se em meio à
crise, à ineficácia da segurança pública e ao descuido com relação ao ensino público.

2º parágrafo
  A falta de investimentos por parte do Estado na área da segurança pública é considerada
como uma das causas da situação em que esse sistema se encontra. De fato, os dirigentes
públicos priorizam investimentos em outras áreas e se esquecem da segurança, apesar do apelo
midiático e social. O uso de poucos recursos acarreta a manifestação das greves dos serviços
públicos, sendo que essas são o meio pelo qual os agentes da segurança podem mostrar a
sua indignação com a triste realidade. Além disso, observa-se cada vez mais um baixo número
de efetivo policial nas ruas, pois a violência cresce em uma proporção muito superior ao
crescimento do número de novos servidores.

3º parágrafo
  A ineficácia do sistema penal brasileiro também contribui para a situação exposta. No
Brasil, há uma extensa legislação penal que prevê inúmeras práticas delituosas e penas que
visam reprimi-las. No entanto, esse sistema não é efetivo, pois tanto a sociedade quanto os
criminosos o veem como impune e ineficaz. Exemplo disso é a reiteração na prática de crimes
por indivíduos já condenados penalmente, pois a maioria dos sentenciados, assim que postos
em liberdade, voltam a incidir em ilícitos penais. Consequentemente, a não funcionabilidade
da repreenda penal agrava ainda mais a ineficácia da proteção pública.

4º parágrafo
  Outro fator que contribui para a crise da segurança pública é a ineficácia da proteção
pública e de estruturação por parte do Estado da rede pública de ensino. Sabe-se que uma
educação concreta e efetiva proporciona aos jovens oportunidades de ascensão no meio social
no qual estão inseridos, afastando-os da prática de infrações penais. No entanto, o Estado não
está provendo condições que possam garantir isso. Sendo assim, a oportunização de educação
básica e técnica de qualidade são meios para evitar a inserção de mais agentes no “mundo” do
crime.

Conclusão
  Por conseguinte, apesar de a segurança pública no Brasil ser dever do ente estatal, tal
instituição não tem efetivado essa garantia. Para que surjam mudanças, é necessário que
o Estado atue de maneira efetiva, no sentido de dispor de mais investimentos nas áreas de
segurança e de educação, de modo a garantir maior eficácia aos dispositivos penais.

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Redação Tema Polêmico

Humor e Liberdade de Expressão Na Era do Politicamente Correto


(TEMA POLÊMICO)

Introdução
  Nas sociedades contemporâneas, as motivações acerca das piadas revelam a necessidade
de refletir seus impactos sociais. Ainda que o riso possa ser, de certa forma, um meio de se
distrair das preocupações do cotidiano, o que se percebe é que ele, na maior parte dos casos,
incita práticas de intolerância.

2º parágrafo
  Para alguns, as piadas podem estimular as pessoas ao que esquecer, ainda que
momentaneamente, os problemas diários que as afligem e comprometem o seu bem estar.
É o que se vê nos hospitais de câncer infantil, com palhaços que oportunizam essas crianças
a conviver de forma menos dura com a realidade que enfrentam. Além disso, estimular o
riso pode aproximar pessoas e estimular a empatia, o que melhora a qualidade das relações
pessoais e a alteridade nas sociedades contemporâneas. Esses comportamentos decorrem do
contexto social e dos valores humanos da população em se preocupar com o outro e buscar
formas de melhorar a qualidade de vida alheia.

3º parágrafo
  Apesar disso, o que se nota é que as motivações das piadas carregam, muitas vezes,
características de desrespeito e consequências negativas. É o se observa com o bullying nas
escolas, o que pode comprometer a formação saudável da criança. Uma das principais causas
dessas piadas com viés pejorativo é a intolerância à diversidade, o que pode gerar depressão,
baixa autoestima e até o suicídio, devido à falta de aceitação social. Segundo Santo Agostinho, “
junto com a liberdade deve haver a responsabilização”, de modo que essas práticas não devem
ficar impunes. Além disso, a internet oportunizou os intolerantes a disseminar piadas de forma
rápida, o que colaborou para que se potencializassem os danos da pessoa ofendida.

Conclusão
  Dessa forma, apesar de muitos considerarem o riso como importante aliado na superação
dos desafios, ele mascara, muitas vezes, discurso de intolerância. Sendo assim, espera-se que o
Estado e a sociedade em geral eduquem as pessoas para respeitarem as diferenças e estimulem
as piadas saudáveis e responsáveis, sob pena de punição.

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Doze mandamentos para uma redação nota dez

1. Só utilize título se houver determinação da banca. Caso seja exigido, o título deverá ser
uma frase nominal – sem verbo. Também não deve vir seguido de ponto.
2. Respeite o número mínimo, bem como o máximo de linhas, estipulados pela banca. Em
uma redação de trinta e cinco a cinquenta linhas, o ideal é que se redija acima de 35 linhas,
sem ultrapassar a marca de cinquenta linhas. Toda linha escrita a mais será desprezada.
3. Comece a redigir a partir da 1ª linha que a banca disponibiliza em sua folha de redação.
Também não pule linha de um parágrafo a outro.
4. Sua redação deverá conter uma media de cinco parágrafos. Um parágrafo para introdução,
três de desenvolvimento e um de conclusão.
5. Na introdução: GENERALIZAÇÃO + TESE + TÓPICOS ou FATO CONTRÁRIO + TESE + TÓPICOS.
Lembre-se de que você não tem que apresentar os tópicos na introdução.
6. Nos parágrafos de desenvolvimento, procure apresentar de forma objetiva o tópico frasal.
Na sequência, sua fundamentação (EXPLICAÇÃO/ CAUSA/ EXEMPLO/ CONSEQUÊNCIA)
7. Na conclusão, retome a tese e apresente uma proposta de intervenção ao tema.
8. Quanto à letra, atente aos pingos dos is, à diferenciação entre maiúsculas e minúsculas,
bem como aos erros ortográficos em geral.
9. Muitas vezes, as bancas apresentam textos – chamados de norteadores – que antecedem a
apresentação do tema. Evite a utilização de palavras retiradas desses textos de apoio. Faça
sua redação como se ela estivesse desconectada de tais textos vinculados à prova. O leitor
se aterá apenas ao que você escreveu.
10. Busque a clareza. Priorize a ordem direta na construção dos seus períodos (sujeito...
verbo... complementos). Evite também um tom excessivamente particular ou pessoal.
Utilize sempre a 3ª pessoa do discurso.
11. Jamais pergunte em seu texto, afirme. Fazer indagações, que nem sempre são devidamente
respondidas ao longo do texto, pode deixar seu leitor confuso.
12. Ao término de sua redação, leia ao menos duas vezes o seu texto – a primeira para verificar
se sua estruturação foi respeitada (aspectos estruturais) e a outra leitura para se certificar
de que não houve falhas quanto à gramática. Ter conteúdo é importante, mas o que vai
garantir a qualidade de sua redação é a organização, clareza e objetividade.

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#anotaaí

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Redação – Profª Adriana Figueiredo

TEMAS CESGRANRIO

(CESGRANRIO – ANP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2016)

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Redação – Profª Adriana Figueiredo

(CESGRANRIO – ANP – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE PETRÓLEO E DERIVADOS – 2016)

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Redação – Profª Adriana Figueiredo

(CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – 2015)

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(CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO – 2014)

#anotaaí

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(CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – 2014)

#anotaaí

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Língua Inglesa

Professor Eduardo Folks

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Edital

LÍNGUA INGLESA: Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais


básicos para a interpretação de textos técnicos.

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Língua Inglesa

VERBS

VERB FUNDAMENTALS

ORDINARY (FULL) VERBS


Os verbos “completos” são aqueles que possuem as formas verbais do infinitivo, passado,
particípio passado e particípio presente (-ing). Também podem ocorrer em qualquer tempo
verbal (present tenses, past tenses e future tenses). São divididos em duas categorias: regulares
e irregulares.

REGULAR VERBS
Caracterizados pela terminação “–ed” no passado e no particípio passado (work, talk, love,
rain, play, etc.). São a maioria dos verbos da Língua Inglesa.

IRREGULAR VERBS
São os verbos que não formam o passado e o particípio com a terminação –ed (eat, drink,
speak, run, make, etc.). São minoria na classe dos verbos. Porém são os mais freqüentes e
assíduos nos exames vestibulares.

AUXILIARY VERBS
Como sugere a denominação, são os verbos que funcionam como “assistentes”, “ajudantes”
dos verbos completos e ajudam a formar os tempos verbais. São eles: TO BE (is, are, was, were,
will be, has been, had been, etc.), TO DO (do, does, did), TO HAVE (have, has, had, will have) e
os MODAIS (will, would, can, could, may, might, must, should, etc.)

Verb “THERE TO BE” (Haver)


There is Há, (um, uma)
There are Há, (mais de um)
There was Havia (um, uma)
There were Havia (mais de um)
There will be Haverá
There would be Haveria

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There can be Pode haver
There could be poderia haver
There must be deve haver
There should be deveria haver
There has been tem havido
There had been tinha havido

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IRREGULAR VERBS

Milhares de verbos da língua inglesa apresentam a terminação “-ed” no passado (equivalente


as terminações “-ou” ou “-eu” dos verbos do português) e a mesma terminação “-ed” no
particípio passado (que equivale as terminações “-ado” ou “-ido” dos nossos verbos). São os
chamados verbos REGULARES.
Logo, “worked” pode ser traduzido como “trabalhou” ou “trabalhado”; “rescued” como
“socorreu” ou “socorrido”.
No entanto existem alguns verbos que fogem deste modelo. São os chamados verbos
IRREGULARES, que não apresentam o modelo da terminação “-ed”. As listas dos livros de
gramática os apresentam em ordem alfabética. Mas a melhor estratégia de assimilação dos
menos de 200 verbos IRREGULARES é quando eles estão agrupados por afinidade. Existem
algumas “famílias” de verbos, grupos que obedecem a uma mesma dinâmica de formação de
PASSADO e PARTICÍPIO PASSADO.

PRINCIPAIS VERBOS IRREGULARES AGRUPADOS POR AFINIDADE

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Beset Beset Beset Atacar, Recuar
Bet Bet Bet Apostar
Burst Burst Burst Estourar
Cast Cast Cast Arremessar
Cost Cost Cost Custar
Cut Cut Cut Cortar
Hit Hit Hit Bater, Golpear
Hurt Hurt Hurt Ferir, Machucar
Let Let Let Deixar, Permitir
Put Put Put Por, Colocar
Quit Quit Quit Desistir, Parar
Read Read Read Ler
Set Set Set Ajustar, Estabelece
Shut Shut Shut Fechar
Split Split Split Rachar, Partir
Spread Spread Spread Espalhar, Difundir
Wet Wet Wet Molhar, Umedecer
(AS TRÊS COLUNAS SÃO IGUAIS: INFINITIVO = PASSADO = PARTICÍPIO PASSADO)

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I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Bleed Bled Bled Sangrar
Breed Bred Bred Criar, Gerar
Feed Fed Fed Alimentar
Lead Led Led Liderar
Meet Met Met Encontrar, Reunir-se
Shoot Shot Shot Atirar
Speed Sped Sped Acelerar
(AQUI A ÚLTIMA VOGAL CAI E ASSIM O VERBO ESTÁ NO PASSADO E TAMBÉM PARTICÍPIO)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Beseech Besought Besought Suplicar
Bring Brought Brought Trazer
Buy Bought Bought Comprar
Fight Fought Fought Lutar, Brigar
Seek Sought Sought Procurar
Think Thought Thought Pensar, Achar
(DINÂMICA INFINITIVO – OUGHT – OUGHT)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Bend Bent Bent Dobrar
Build Built Built Construir
Lend Lent Lent Emprestar
Send Sent Sent Enviar, Mandar
Spend Spent Spent Gastar, Passar
(DINÂMICA _D / _T / _T)

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I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Creep Crept Crept Rastejar
Feel Felt Felt Sentir
Keep Kept Kept Guardar, Manter
Sleep Slept Slept Dormir
Weep Wept Wept Chorar, Lamentar
Sweep Swept Swept Varrer
(DINÂMICA DA QUEDA DE UM “-E” E ACRÉSCIMO DE UM “T” PARA O PASSADO E PARTICÍPIO PASSADO)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Deal Dealt Dealt Lidar, Negociar
Mean Meant Meant Significar, Querer Dizer
Hear Heard Heard Ouvir
(AQUI HÁ O ACRÉSCIMO DE UMA CONSOANTE À FORMA DO INFINITIVO. ASSIM O VERBO
ACONTECE NO PASSADO E PARTICÍPIO PASSADO)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Begin Began Begun Começar
Drink Drank Drunk Beber
Ring Rang Rung Tocar, Soar
Shrink Shrank Shrunk Encolher
Sing Sang Sung Cantar
Sink Sank Sunk Afundar
Spring Sprang Sprung Saltar
Swim Swam Swum Nadar
(DINÂMICA I/A/U)

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I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Blow Blew Blown Soprar
Grow Grew Grown Crescer
Know Knew Known Saber, Conhecer
Throw Threw Thrown Arremessar
(DINÂMICA _OW / _EW / _OWN)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Arise Arose Arisen Emergir, Originar
Drive Drove Driven Dirigir, Conduzir
Ride Rode Ridden Passear, Cavalgar
Write Wrote Written Escrever
Rise Rose Risen Ascender, subir
Tread Trod Trodden Caminhar
(DINÂMICA _I-E / _O / _EN)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Lay Laid Laid Pôr, Colocar
Pay Paid Paid Pagar
Say Said Said Dizer
(DINÂMICA _AY / _AID /_AID)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Sell Sold Sold Vender
Tell Told Told Dizer, Contar
(DINÂMICA _ELL / _OLD /_OLD)

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I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Cling Clung Clung Aderir
Dig Dug Dug Cavar
Hold Held Held Segurar, Prender
Sit Sat Sat Sentar-se
Win Won Won Ganhar
Get Got Got / Gotten* Pegar, Obter, etc.
(AQUI A VOGAL DO INFINITIVO É TROCADA POR OUTRA VOGAL NO PASSADO,
QUE É IGUAL AO PARTICÍPIO PASSADO)
* O PARTICÍPIO PASSADO DE “GET” ADMITE AS FORMAS “GOT” E “GOTTEN”

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Come Came Come Vir
Become Became Become Tornar-se
Overcome Overcame Overcome Superar
Run Ran Run Correr
Forerun Foreran Forerun Antecipar, Antever
Outrun Outran Outrun Escapar, Exceder
Overrun Overran Overrun Alastrar, Exceder
(INFINITIVO É IGUAL AO PARTICÍPIO)

I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Saw Sawed Sawed / Sawn Serrar
Sew Sewed Sewed / Sewn Costurar
Sow Sowed Sowed / Sown Semear
Show Showed Shown Mostrar
(CUIDADO! NÃO CONFUNDA-OS)

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I II III
TRADUÇÃO
(Infinitivo) (Passado) (Part. Passado)
Awake Awaked / Awoke Awaked / Awoken Despertar, Acordar
Burn Burned / Burnt Burned / Burnt Queimar
Dream Dreamed / Dreamt Dreamed / Dreamt Sonhar
Dwell Dwelled / Dwelt Dwelled / Dwelt Morar
Lean Leaned / Leant Leaned / Leant Apoiar-se
Learn Learned / Learnt Learned / Learnt Aprender
Rid Ridded / Rid Ridded / Rid Livrar-se, Desfazer-se
Smell Smelled / Smelt Smelled / Smelt Cheirar
Spill Spilled / Spilt Spilled / Spilt Derramar
Spin Spun / Span Spun Torcer, Rolar
Spoil Spoiled / Spoilt Spoiled / Spoilt Estragar
Sweat Sweated / Sweat Sweated / Sweat Suar
(BOTH REGULAR AND IRREGULAR)

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VERB TENSES

•• Na maioria das línguas, a classe de palavras mais importante é o Verbo. O inglês, uma língua
que é falada por culturas extremamente obcecadas por tempo, não poderia ser diferente.
O verbo é a palavra de maior força numa sentença. Sem ele não existe uma sentença
completa.
•• Assim como o português, o inglês é dividido em três categorias distintas: presente, passado
e futuro. Entender os verbos permite entender como as sentenças comunicam as idéias.
Este tópico é de fundamental importância para o processo de interpretação de textos e
para compreender outros assuntos da gramática.

PRESENT TENSES

SIMPLE Present (I play / She plays)


Infinitivo sem “to” (acrescentando S ou ES para 3ª pessoa do sing. – he, she, it)
Quando usá-lo: Quando se quer comunicar ações ou acontecimentos que ocorrem
regularmente, repetidamente:

Peter goes out every night.


They work every day.
We never watch TV.

Expressões e palavras que pedem o emprego do Simple Present:


Every morning – todas as manhãs
Every day – todos os dias
Every night – todas as noites
Every week – todas as semanas
Etc.

+ Always – sempre
Often = frequently – frequentemente
Sometimes – às vezes / usually – geralmente
Seldom = rarely – raramente
- Never – nunca

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Present CONTINUOUS / PROGRESSIVE (I am playing)
Presente verbo “to be” (AM, IS, ARE) + VERBO terminado em ING
Quando usá-lo: Quando se quer comunicar que uma ação está ocorrendo no momento em que
se fala. É o presente real.
Mary is working now.
The boys are playing at this moment.

Palavras e expressões que pedem o uso do Present Continuous:


Now – agora
Right now – agora (mais enfático)
At present – no presente
At this moment – neste momento

Present PERFECT (I have played / He has sung)


Presente do verbo to have (HAVE/HAS) + Verbo no P.P. (ED ou Verbos Irregulares)
Quando usá-lo:
1. Para expressar ações ou acontecimentos iniciados no passado e que continuam ocorrendo
no presente;
2. Para expressar uma ação num passado indefinido.
That decision has changed his life.
(Aquela decisão mudou / tem mudado a vida dele.)
* A decisão mudou e vai continuar a mudar a vida dele.
He has traveled to Seattle.
(Ele viaja / tem viajado para Seattle.)
*Ele viajou e continua a viajar para Seattle ou ainda esta lá.

Palavras e expressões que pedem o uso do Present Perfect:


Since – desde Once / Twice – Uma vez / Duas vezes
Just – recém, apenas Several times – diversas vezes
For – por, há Many times – muitas vezes
Yet – ainda, já Today – hoje
Recently – recentemente Already – já
Lately – ultimamente
Ever – já; alguma vez (geralmente usado em perguntas)
This week/month/year – esta semana/este mês/este ano

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Present PERFECT CONTINUOUS (I have been playing)


Presente verbo to have (HAVE, HAS) + BEEN + VERBO terminado em ING
Quando usá-lo: Quando se quer comunicar que ações ou acontecimentos iniciados no passado
continuam ocorrendo no presente. Os usos do Present Perfect Continuous confundem-se com
os do Present Perfect. O uso do Continuous enfatiza a continuidade da ação.
She has been working with my sisters since 1999.
Ela está trabalhando/ tem estado trabalhando com minhas irmãs desde 1999.
Have they been walking for a long time?
Eles estão / têm estado caminhando há muito tempo?

Palavras que pedem o uso do Present Perfect Continuous:


Since – desde
For – por, há
You have been cooking since 1990.
The lady hasn’t been walking for 15 years.

Present EMPHATIC (I do play; He does play)


Presente verbo to do (DO, DOES) + I (infinitivo sem “to” )
Quando usá-lo: – Quando se quer enfatizar as ações.
Mary does work hard = Mary really works hard.
(Mary realmente trabalha bastante)
You do play well = You really play well.
(Você realmente joga bem)

PRESENT TENSES FORMS

AFFIRMATIVE FRAME
SIMPLE PRESENT – SUJ + I COLUNA (+ S P/ 3ª SING. – HE, SHE, IT)
PRESENT CONTINUOUS – SUJ + (AM IS ARE) + (ING)
PRESENT PERFECT – SUJ + HAVE / HAS (3ª SING.) + III COLUNA
PRESENT PERFECT CONTINUOUS - SUJ + HAVE / HAS (3ª SING.) + BEEN + (ING)
PRESENT EMPHATIC - SUJ + DO / DOES (3ª SING.) + I COLUNA

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NEGATIVE FRAME
SIMPLE PRESENT – SUJ + DO/DOES (3ª sing) + NOT (DON’T/DOESN’T) + I
PRESENT CONTINUOUS – SUJ + (AM, IS, ARE) + NOT (ISN’T, AREN’T) + (ING)
PRESENT PERFECT – SUJ + HAVE/HAS (3ª SING.) + NOT (HAVEN’T/HASN’T) + III
PRESENT PERFECT CONTINUOUS – SUJ + HAVE/HAS + NOT (HAVEN’T/HASN’T) + BEEN + (ING)

INTERROGATIVE FRAME
SIMPLE PRESENT – DO/DOES (3ª SING) + SUJ + I COL ?
PRESENT CONTINUOUS – (AM,IS,ARE) + SUJ + VERBO(ING) ?
PRESENT PERFECT – HAVE/HAS (3ª SING) + SUJ + III COL ?
PRESENT PERFECT CONTINUOUS - HAVE/HAS (3ª SING) + SUJ + BEEN + VERBO(ING) ?

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO-

1. Escreva em inglês:
Eu falo com Maria todas as manhãs. _______________________________________________

Bob realmente sabe inglês. ______________________________________________________

Eles realmente sabem inglês. ____________________________________________________

Maria trabalha aqui há 10 anos. __________________________________________________

Está chovendo desde ontem. ____________________________________________________

O trem está viajando muito rapidamente. __________________________________________

2. Make the following statements negative:


Joe likes tea. __________________________________________________________________

Joe and Ann like tea. ___________________________________________________________

He is working now. _____________________________________________________________

They are studying at this moment. ________________________________________________

I am washing my car. ___________________________________________________________

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She has been sleeping for 12 hours. _______________________________________________

Jeremy has traveled to London many times. _________________________________________

3. Make the following sentences interrogative:


Joe likes tea. __________________________________________________________________

Joe and Ann like tea. ___________________________________________________________

He is working now. _____________________________________________________________

They are studying at this moment. ________________________________________________

I am washing my car. ___________________________________________________________

She has been sleeping for 12 hours. _______________________________________________

Jeremy has traveled to London many times. _________________________________________

PAST TENSES

SIMPLE Past (I played / I sang)


Verbo no passado (VERBO terminado em ED ou VERBOS IRREGULARES)
Quando usá-lo: Quando se quer indicar que ações ou acontecimentos ocorreram no passado,
num momento definido (deve responder a pergunta quando?). Ou comunicar ações que
ocorriam regular-mente.
The trees dropped the leaves last fall.
You went home early last night.
Bruce was a businessman.

Palavras e expressões que pedem o uso do Past Tense:


Yesterday – ontem
Ago – atrás
Last night/week/month – noite passada/semana passada/ mês passado
As if/as though – como se
Jane saw me two weeks ago.
Ed works as if/as though he knew the duties.

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Past CONTINUOUS / PROGRESSIVE (I was playing / They were singing)
Passado do verbo to be (WAS / WERE) + verbo principal terminado em ING
Quando usá-lo: – Quando se quer comunicar que ações ou acontecimentos estavam ocorrendo
no passado, num momento definido ou não; – Quando se quer descrever ações longas
interrompidas por ações curtas também no passado; – Em frases conectadas nas quais os
verbos estejam no Past Continuous descrevendo duas ações simultâneas.
Mary was walking alone yesterday morning.
They were playing soccer when the car crashed.
The employees were working while the boss was taking the plane.

Palavras que pedem o uso do Past Continuous:


When – quando
While – enquanto

Past PERFECT (I had played / I had sung)


Passado de have (HAD) + Verbo no P.P. (terminados em ED ou verbos irregulares)
Quando usá-lo: – Quando se quer descrever que uma ação ou acontecimento no passado
aconteceu antes de uma outra ação também no passado. A ação mais recente deve ser
conjugada no Simple Past.
The Brazilian government had finished their budget when the Northeast states
claimed for financial aid.
O governo brasileiro tinha finalizado o orçamento quando os estados do nordeste
solicitaram socorro financeiro.

Palavras ou expressões que pedem o uso do Past Perfect


When – quando
Before – antes
After – depois

Past PERFECT CONTINUOUS (She had been playing / We had been singing)
Passado de have (HAD) + P.P. de Be (BEEN) + verbo principal terminado em ING
Quando usá-lo:
•• Para dizer a duração de algum evento no passado anterior a um outro acontecimento;
•• Ação ou acontecimento no passado ocorrido antes de uma outra ação também no passado.
Neste caso, os usos do Past Perfect Continuous confundem-se com os do Past Perfect. O
uso do Continuous dá mais ênfase ao progresso da ação no passado.

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Mary had been living abroad for 10 years when she got married.
Peter was exhausted last night. He had been running the marathon.

Palavras e expressões que pedem o uso do Past Perfect Continuous


When – quando Before – antes
While – enquanto After – depois
For – por, há

Past EMPHATIC (I did play)


Passado do verbo to do (DID) + I coluna (VERBO no infinitivo)
Quando usá-lo: Quando se quer enfatizar ações ocorridas em um passado definido.
She did work hard last year = She really worked hard last year.
You did play well yesterday = You really played well yesterday.

PAST TENSES FORMS

AFFIRMATIVE FRAME
SIMPLE PAST – SUJ + II COLUNA
PAST CONTINUOUS – SUJ + (WAS/WERE) + (ING)
PAST PERFECT – SUJ + HAD + III COLUNA
PAST PERFECT CONTINUOUS – SUJ + HAD + BEEN + (ING)
PAST EMPHATIC – SUJ + DID + I COLUNA

NEGATIVE FRAME
SIMPLE PAST – SUJ + DID + NOT (DIDN’T) + I COL
PAST CONTINUOUS – SUJ + WAS/WERE + NOT (WASN’T/WEREN’T) + (ING)
PAST PERFECT – SUJ + HAD + NOT (HADN’T) + III COL
PAST PERFECT CONTINUOUS – SUJ + HAD + NOT (HADN’T) + BEEN + (ING)

INTERROGATIVE FRAME
SIMPLE PAST – DID + SUJ + I COL ?
PAST CONTINUOUS – (WAS/WERE) + SUJ + (ING) ?
PAST PERFECT – HAD + SUJ + III COL ?
PAST PERFECT CONTINUOUS – HAD + SUJ + BEEN + (ING) ?

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Escreva em inglês:
Eu falei com Maria ontem. _______________________________________________________

Bob realmente sabia inglês. ______________________________________________________

Eles realmente sabiam inglês. ____________________________________________________

Maria trabalhou aqui há 10 anos atrás. _____________________________________________

Choveu ontem. _______________________________________________________________

O trem estava viajando muito rapidamente. _________________________________________

Eles tinham trabalhado muito no ano passado. ______________________________________

2. Make the following statements negative:


Joe liked tea. __________________________________________________________________

Joe and Ann liked tea. __________________________________________________________

He was working yesterday. ______________________________________________________

They were studying last night. ____________________________________________________

I was washing my car. ___________________________________________________________

Laurie had been sleeping for 12 hours after she took that medicine. _____________________
____________________________________________________________________________

Jeremy had traveled to London many times before he moved to Brazil. ______________
_______________________________________________________________________

3. Make the following sentences interrogative:


Joe liked tea. __________________________________________________________________

Joe and Ann liked tea. __________________________________________________________

He was working yesterday. ______________________________________________________

They were studying last night. ____________________________________________________

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I was washing my car. ___________________________________________________________

Laurie had been sleeping for 12 hours after she took that medicine. ____________________
____________________________________________________________________________

Jeremy had traveled to London many times before he moved to Brazil. _________________
____________________________________________________________________________

FUTURE AND CONDITIONAL FORMS

WILL – Prediction or spontaneous intention.


S + WILL + I (Base form)
I think it`ll rain tomorrow.
I`ll fetch your bag.

Palavras que pedem o uso do Simple Future:


Tonight – hoje à noite
Tomorrow – amanhã
Next (week, month) – próxima semana, próximo mês
Soon – logo, breve

BE GOING TO – Intention or `evidence now`


S + am/is/are + going to + I (Base form)
He’s going to be a pilot in the Air Force.
Look at those clouds. It’s going to rain any minute.

SHALL – In formal contexts, mostly with ‘I’ and ‘we’.


S + SHALL + I ( Base form)
I shall send it to you tomorrow.
We shall have to tell her what happened.
We can use the full form shall not in formal contexts or when we want to emphasis something:
[a public notice in a pub]
The management shall not be responsible for damage to personal property.

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OFFER (I/we)
Shall I carry your suitcase?

SUGGESTION (I/we)
Shall we eat out tonight?

SEEKING ADVICE (I/we)


What shall I do with this?

COMMANDS/INSTRUCTIONS (very formal)


This door shall be kept closed at all times.

Present Continuous – arrangement

S + am/is/are + I-ing
She’s getting married in the spring.
Mum is travelling tomorrow.

Present Simple – Timetable future

S + I (+s-he/she/it)
The train leaves at 11:00.
The game starts at 5:00.

Future CONTINUOUS (PROGRESSIVE)

S + WILL BE + verbo principal terminado em ING


Ações ou acontecimentos estarão ocorrendo em determinado momento no futuro.
Kent and Alice will be celebrating their wedding anniversary next Sunday.
I’ll be having dinner at 7:00.

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Palavras que pedem o uso do Future Continuous:


Tonight – hoje à noite
Tomorrow – amanhã
Next – próximo(a)
Soon – breve, logo

Future PERFECT

S + WILL + HAVE + III (Past Participle)


Ações ou acontecimentos já estarão finalizados em determinado momento no futuro.
This time next year the president will have dismissed Chile’s ambassador.
By the year 2050, newspapers will have died out.

Palavras que pedem o uso do Future Perfect:


By – por, pelo, perto de
Tonight – hoje à noite
Tomorrow – amanhã
Next – próximo(a)

CONDITIONAL SIMPLE (I would play / She would sing)

S + WOULD + I (INFINITIVO)
•• Geralmente é empregado em correlação com uma outra oração, nas chamadas sentenças
condicionais, expressando algo imaginário ou hipotético. Desta forma, as conjunções ‘If’
(se) e ‘Unless’ (a menos que) aparecerão.
•• Também pode expressar ações que ocorriam regularmente no passado, com um uso
semelhante ao de “used to” (costumava).
If Peter worked hard, he would buy a new car.
Sue would study all night long when she was in Portland.

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FUTURE AND CONDITIONAL TENSES FORMS

AFFIRMATIVE FRAME
SIMPLE FUTURE – SUJ + WILL + I COLUNA
FUTURE CONTINUOUS – SUJ + WILL BE + (ING)
FUTURE PERFECT – SUJ + WILL HAVE + III COLUNA
SIMPLE CONDITIONAL - SUJ + WOULD + I COLUNA
NEGATIVE FRAME
SIMPLE FUTURE – SUJ+ WILL + NOT (WON’T) + I COL
FUTURE CONTINUOUS – SUJ + WILL + NOT (WON’T) + BE + (ING)
FUTURE PERFECT – SUJ + WILL + NOT (WON’T) + HAVE + III COL
SIMPLE CONDITIONAL – SUJ + WOULD + NOT (WOULDN’T) + I COL

INTERROGATIVE FRAME
SIMPLE FUTURE – WILL + SUJ + I ?
FUTURE CONTINUOUS – WILL + SUJ + BE + (ING) ?
FUTURE PERFECT – WILL + SUJ + HAVE + III COL ?
SIMPLE CONDITIONAL – WOULD + SUJ + I ?

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Escreva em inglês:
Falarei com Maria amanhã. ______________________________________________________

Falaria com Maria amanhã. ______________________________________________________

Eles estarão trabalhando amanhã. ________________________________________________

Maria trabalhará aqui daqui a dez anos. ____________________________________________

Acho que vai chover amanhã. ____________________________________________________

O trem estará viajando muito rapidamente. _________________________________________

Eles terão trabalhado muito em Novembro. _________________________________________

Ela costumava dormir o dia inteiro nos finais de semana. ______________________________

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2. Make the following statements negative:


Joe will like tea. _______________________________________________________________

Joe and Ann will like tea. ________________________________________________________

He will be working tomorrow. ____________________________________________________

They will be studying in London next year. __________________________________________

Laurie will have won the award on Chemistry by the time she graduates. _________________
____________________________________________________________________________

3. Make the following sentences interrogative:


Joe will like tea. _______________________________________________________________

Joe and Ann will like tea. ________________________________________________________

He will be working tomorrow. ____________________________________________________

They will be studying in London next year. __________________________________________

Laurie will have won the award on Chemistry by the time she graduates. _______________
__________________________________________________________________________

Recognising Future Forms: match a sentence from A with a sentence from B according to the
form and meaning of the structure. What meaning do the two sentences express?

A B
a) It will remain cold and there will be snow on  
1) Your plane arrives at 14:05.
 the hills.
2) What will you be doing this time next week?
b) Don’t phone at 8:00 because I’ll be having
3) Take the medicine. You’ll soon feel better.  dinner.
4) What are you going to do while you’re on  c) He looks pale. He’s going to faint.
  holiday?
d) What are you doing this afternoon?
5) I’m having lunch with the director tomorrow.
e) They’re going to knock down that old building.  
6) I’ll have mended your shoes by Friday.   Isn’t it a shame?
7) Mind the baby! She’s going to touch the fire! f) Don’t worry about the mess. I’ll tidy it up.
8) Ring me tonight. I’ll give you my number.  g) Next term begins on October 1st.
  47340678.
h) When do you think you’ll have finished?

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Questões

TESTS ON VERB TENSES

1. A forma interrogativa de “Mary works in 5. I, Eddie and Ann ___________ last night.
Canoas” é:
a) were dancing
a) Do Mary work in Canoas? b) was dancing
b) Does Mary work in Canoas? c) dance
c) Does Mary works in Canoas? d) didn’t danced
d) Is Mary working in Canoas? e) will dance
e) Do Mary works in Canoas?
6. ____________ time to take care of the kids?
2. A forma negativa de “Joe and Susie are the
best competitors” é: a) Did she has
b) Had she did
a) Joe and Susie don’t compete the best. c) Did she have
b) Joe and Susie won’t compete the d) Had did she
best. e) Do she have
c) Joe and Susie aren’t the best
competitors. 7. David didn’t swim because he
d) Joe and Susie not compete the best. _____________ a flu.
e) Joe and Susie don’t are the best
competitors. a) did got
b) has get
3. A frase “Vic sings every day” tem como c) gets
forma negativa: d) had getting
a) Vic aren’t singing every day. e) had got
b) Doesn’t Vic sing every day.
c) Vic isn’t singing every day. 8. A melhor versão inglesa para a pergunta
d) Vic doesn’t sing every day. “Sua avó ficou grisalha aos 35 anos de
e) Vic don’t sing every day. idade?” é:
a) Has her grandmother got gray at the
4. They went to the stadium but Joe age of 35?
__________ the game. b) Has your grandmother got gray at the
a) didn’t liked age of 35?
b) don’t liked c) Did her grandmother get gray at the age
c) wasn’t like of 35?
d) did like not d) Did your grandmother get gray at the
e) didn’t like age of 35?
e) Has her grandmother got gray at the
age of 35?

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9. Alice ____________ desserts. 15. Jennie __________ keys.
______________ a fruit?
a) have lose its
a) doesn’t likes / Did she tries b) has lost their
b) doesn’t like / Would she try c) have lost its
c) don’t like / Will she tries d) has lost her
d) don’t like / Would she try e) has lose her
e) aren’t like / Will she tries
16. He is very strong. He ____________ weights
10. Students _______ always _____________ for 15 years.
for information. a) has been lifting
a) are / search b) lifted
b) have / search c) has lift
c) are / searching d) left
d) have / searching e) has left
e) are / searched
17. Freedom of press is something that some
11. Geese ____________ loud sounds. countries ______________ .

a) to make a) haven’t been respected


b) make b) hasn’t being respected
c) makes c) haven’t been respecting
d) are made d) hasn’t being respecting
e) is making e) haven’t being respecting

18. Russia ___________ its currency when


12. _______Susan frequently _____________ President Yeltsin got sick.
for mistakes she __________ ?
a) just had devaluate
a) Does / apologize / makes b) has just devaluating
b) Does / apologizes / makes c) had just devaluate
c) Does / apologize / make d) has devaluate just
d) Do / apologizes / make e) had just devaluated
e) Do / apologizes / makes
19. The Governor noticed that he
13. Why __________________ ? ______________ mistaken policies.
a) is your sister-in-law laugh a) had ruled
b) are your sister-in-law laughing b) had rule
c) is your sisters-in-law laughing c) had been rule
d) are your sister-in-law laugh d) have been ruling
e) are your sisters-in-law laughing e) have ruling

14. Last decade Caxias ___________the state’s 20. Where have you been? I ________________
championship. for you for ages!
a) win a) ‘ve been waiting
b) winned b) ‘ve waiting
c) won c) ‘s been waiting
d) was won d) ‘ve being waited
e) has won e) ‘ve being waiting

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21. When Peter returns, we ____________ 26. (PUC) The engineers ___________ yet.
dinner.
a) didn’t arrive
a) will be ate b) didn’t arrived
b) will be eating c) doesn’t arrive
c) is going to eat d) haven’t arrived
d) will be eaten e) hasn’t arrived
e) shall to eat
27. (UFRGS) Complete a frase com a forma
22. The film ____________ to an end before I verbal mais adequada para cada lacuna: The
______________ the theater room. kids ______ in love with the Tamagotchi,
when they first __________ it, but they
a) has come / am entering _________ with it lately.
b) came / ‘m entering
c) had come / entered a) fell / saw / have not played
d) had came / enter b) fall / see / did not play
e) had came / entered c) fell / see / did not play
d) have fallen / seen / do not play
23. (UFRGS) Choose the best alternative to e) fall / saw / have not played
complete the sentence below correcly:
28. I guess ___________ home later.
Mexico ________ many difficult crises in
history, but now it __________ its own a) she is going
future. b) she will have gone
c) she’ll go
a) has faced / is shaping d) she will have
b) faced / was shaped e) she’ll goes
c) faced / was shaped
d) have been facing / shaped 29. The President knows Northeast States
e) faces / has been shaped _____________ to claim for financial aid.
24. (UFRGS) I _________ you for a long time. a) will
What happened to you? b) are going
c) will be
a) don’t see d) has
b) am not seeing e) is going
c) didn’t see
d) haven’t seen
e) wasn’t seeing

25. (UFRGS) The child __________ crying a few


minutes ago.
a) stop
b) stops
c) will stop
d) stopped
e) has stopped

Gabarito: 1. B 2. C 3. D 4. E 5. A 6. C 7. E 8. D 9. B 10. C 11. B 12. A 13. E 14. C 15. D 16. A 17. C
18. E 19. A 20. A 21. B 22. C 23. A 24. D 25. D  26. D  27. A 28. C 29. B

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CONTRACTIONS / SHORT FORMS (Contrações)

A correta interpretação das contrações (apóstrofo + uma ou duas letras) pode ser determinante
para que você compreenda com eficiência a idéia de determinadas passagens de textos e
também responda aos testes específicos de gramática.

NEGATIVE CONTRACTIONS

Are not aren’t


Is no isn’t
Was not wasn’t
Were not weren’t
Have not haven’t
Has not hasn’t
Had not hadn’t
Would not wouldn’t
Must not mustn’t
May not mayn’t
Might not mightn’t
Should not shouldn’t
Could not couldn’t
Do not don’t
Does not doesn’t


Did not didn’t
Can not can’t ATTENTION!
Shall not shan’t CONTRAÇÕES NEGATIVAS
Will not won’t IRREGULARES

AFFIRMATIVE CONTRACTIONS

1) ‘s = is quando for seguido da forma verbal ING, adjetivo ou substantivo


precedido de artigo.

 
Bruce’s working for the government. “Bruce está trabalhando para o governo.”

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It’s beautiful. “É bonito.” Note que “beautiful” é um adjetivo
 
Mary’s the manager. “Mary é a gerente.”

2) ‘s = has quando seguido de particípio passado (III coluna)

 
Bruce’s worked for the government since 1995. “Bruce trabalha para o governo desde 1995.”

 
It’s been a hard work.  “Tem sido um trabalho difícil.”

3) ‘s = us quando ocorre com o verbo “let”, significando vamos.

 
Let’s go out tonight. “Vamos sair hoje à noite.”

4) ‘ll = will pode ser a forma contrata de “will” ou “shall” (aux. do futuro)


They’ll play next week. “Eles jogarão próxima semana.”
OBS.: O uso moderno de “shall” está restrito para as 1as pessoas (I, WE) Ex.: We shall go.

5) ‘d = would quando seguido de infinitivo ou da palavra “rather”.


OBS.: would rather – preferir

 
He’d work for the government. “Ele trabalharia para o governo.”

 
It’d be a hard work. “Seria um trabalho difícil.”

 
They’d rather stay home. “Eles preferem ficar em casa.”

6) ‘d = had quando seguido de particípio passado ou da palavra “better”.


OBS.: had better – é melhor

 
He’d worked for the government. “Ele trabalhara para o governo.”

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It’d been a hard work. “Fora um trabalho difícil.”

 
We’d better run. “É melhor que corramos.”
ATENÇÃO: Advérbios podem ser empregados entre o verbo auxiliar e o verbo principal. Fique
atento ao formato do verbo que ocorre logo após o advérbio.
He’d never work for the government. “Ele nunca trabalharia para o governo.”
↓   ↓  ↓
‘d advérbio infinitivo → ‘d = would
He’d never worked for the government. “Ele nunca tinha trabalhado para o governo.”
↓   ↓  ↓
‘d advérbio particípio → ‘d = had

(TEST) In the phrase he’d never been before, “he’d” is the contracted form of

a) he could.
b) he would.
c) he should.
d) he did.
e) he had.

Gabarito:  E

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AUXILIARY MODAL VERBS

Os verbos auxiliares modais têm significados que variam entre graus de certeza, obrigação,
liberdade de ação, habilidade (física ou mental) e possibilidade. Também podem ser usados para
demonstrar o grau de polidez e tato do falante. Esses verbos são estudados separadamente
porque:
•• funcionam como verbos auxiliares, sendo sempre usados antes de um verbo completo no
infinitivo sem “to” (com exceção de ‘ought’, que só funciona com ‘to’);
•• não recebem o ‘-s’ na 3ª pessoa do singular do presente (he, she, it);
•• não possuem formas como ‘ing’ (gerúndio) ou ‘ed’ (particípio);
•• na formação de perguntas ou negativas não usamos nenhum auxiliar e sim os próprios
verbos modais;
•• possuem formas supridoras (equivalentes em significado) para formação de outros tempos
verbais.

Present Past Tradução Demais tempos (forma


supridora)
Can Could poder Be able to (estar apto para / ser
capaz de)
May Might poder Be allowed to (Ter permissão
para)
Must - dever Have to (Ter de)
Should = Ought to * - deveria Have the duty to (Ter o dever de)

CAN

•• Empregado para expressar uma habilidade física ou mental.


 She can play the piano. Ela pode tocar piano.
•• Empregado para solicitar, aceitar ou negar um pedido informal.
 You can’t leave earlier today. Você não pode sair mais cedo hoje.
•• Empregado para indicar uma possibilidade presente ou futura.
 Kelly can go out with us tonight. Kelly pode sair conosco hoje à noite.

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OBS: COULD pode ser usado no “conditional” ou para formular perguntas ou pedidos
educadamente.
Peter could go to Rio.
Peter poderia ir ao Rio.
Could you bring me a cup of coffee, please?
Você poderia trazer-me uma xícara de café, por favor?

MAY

•• Pode ser empregado para indicar uma permissão, licença ou autorização formal.
 May I speak with the manager?
 Posso (tenho permissão para) falar com o gerente?
•• Pode indicar uma possibilidade ou probabilidade presente ou futura.
 I may see my son this morning.
 Eu posso ver meu filho esta manhã.
 It may turn colder tomorrow.
 Pode ficar mais frio amanhã.
OBS: MIGHT pode indicar uma permissão no passado ou uma remota possibilidade futura.
Peter’s boss said he might deal the full amount.
O chefe de Peter disse que ele podia negociar a quantia total.
It might turn colder tomorrow.
Pode (probabilidade remota) ficar mais frio amanhã.

MUST

•• Expressa uma forte necessidade ou obrigação.


 The intruders must leave the country right away.
 Os intrusos devem sair do país imediatamente.
•• A forma negativa MUST NOT (Mustn’t) indica uma proibição.
 Employees must not work without gloves.
 Funcionários não podem (estão proibidos de) trabalhar sem luvas.

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OUGHT TO / SHOULD

•• Expressam uma recomendação, conselho ou obrigação moral.


 You should visit your parents.
 Você deveria (é recomendável que) visitar seus pais.
 He oughtn’t to argue with the elders.
 Ele não deveria (não é aconselhável que) discutir com os mais velhos.

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Questões

1. She __________ play this game perfectly 6. Joe has just suffered an accident. He
last week. ____________ .
a) ought a) should to be resting
b) can b) needs to resting
c) could c) ought be resting
d) may d) ought to resting
e) might e) ought to be resting

2. Nicki __________ leave this room now. 7. Answer the following questions by
identifying the sentences whose modal
a) musts verb indicates
b) must
c) have to A – STRONG OBLIGATION
d) has B – MILD OBLIGATION
e) had to C – PAST OBLIGATION
D – FUTURE POSSIBILITY
3. “They mustn’t enter that room”, expressa:
1 ( ) I may do this exercise again.
a) uma ordem 2 ( ) I had to do this exercise again.
b) uma proibição 3 ( ) I must do this exercise again.
c) uma advertência 4 ( ) I should do this exercise again.
d) uma prescrição 5 ( ) I have to do this exercise again.
e) uma obrigação
8. A palavra “master” no segmento “You can
4. I’m awfully sorry, but I had no choice. I master this rewarding art with the help of
simply __________ what I did. vegetables” está sendo usada com o mesmo
sentido do texto em
a) ought to
b) must do a) She’s had their master bedroom
c) have done redecorated again.
d) had to do b) He will master the language if he studies
e) will have to do harder.
c) Cel. Barnes is the master of a large
5. Don’t go out now! It __________ . cotton plantation in Georgia.
d) Mr. M is a master of the occult.
a) may be raining
e) All the lights can be controlled with this
b) may be rain
master switch.
c) mays rain
d) may have raining
e) might to rain

Gabarito: 1. C 2. B 3. B 4. D 5. A 6. E 7. 1.D/2.C/3.A/4.B/5.A 8. B

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THE “ING” ENDING (A TERMINAÇÃO “ING”)

Formamos um gerúndio acrescentando a terminação ING ao verbo.


surf – surfing hear – hearing read – reading
A terminação “ing” pode desempenhar três funções:
1. SUBSTANTIVO – Swimming is a great sport. A natação é um excelente esporte.
2. ADJETIVO – The shining moon showed up last night. A lua brilhante apareceu noite passada.
3. VERBO – Ruth is smiling. Ruth está sorrindo.

FUNÇÃO SUBSTANTIVO

Quando SUJEITO ou OBJETO das orações.


Ex: The bombing caused terrible suffering.
O bombardeio causou um sofrimento terrível.

FUNÇÃO ADJETIVO

Quando ANTECEDENDO e descrevendo um SUBSTANTIVO


Ex: The winning car was sold.
O carro vencedor foi vendido.

FUNÇÃO VERBO

Quando figurando APÓS o verbo “BE”

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O GERÚNDIO DEVERÁ SER EMPREGADO


•• Após preposições;
•• Após alguns verbos;
•• Após algumas expressões idiomáticas.

O GERÚNDIO DEVERÁ SER EMPREGADO APÓS PREPOSIÇÕES


IN, ON, AT (em, no, na)  ABOUT (sobre, perto de)  AFTER (depois)  BEFORE (antes)  
FROM (de)  OF (de, do, da)  FOR (por, pela)  BY (por, pela)  OUT (fora)  
WITH (com)  WITHOUT (sem)  DOWN (para baixo)  UP (para cima)  
ALONG (junto de)  DESPITE (apesar de)  AROUND (por volta, ao redor)  

They were talking about studying English.


Don’t leave home without knowing the way.

O GERÚNDIO TAMBÉM DEVERÁ SER EMPREGADO


APÓS OS SEGUINTES VERBOS:
* Enjoy (gostar; desfrutar)  * Keep (manter; guardar)  * Finish  * Remember
* Prevent (impedir)  * Admit  * Stop  * Mind (importar-se)

I Enjoy swimming in the morning.


He remembered calling his mother yesterday.
Did she admit killing the cat?

* Dislike (não gostar de)  * Object to (objetar, opor-se)  * Avoid (evitar)


* Deny (negar)  * Risk (arriscar)
She dislikes driving.    Avoid passing under that bridge.

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IDIOMATIC VERB PHRASES FOLLOWED BY “-ING”

EXPRESSÃO EXEMPLO
•• Be used to (estar acostumado a)
•• Get used to (acostumar-se)
•• Feel like (estar a fim de)
•• Can’t help (não posso deixar de)
•• Can’t stand (não suporto)
•• Can’t bear (não aguento)
•• It’s no use (não adianta)
•• It’s no good (não é bom)
•• Be worth (valer a pena)
•• (Be) look(ing) forward to
(aguardar ansiosamente por)
•• How about? (Que tal?)

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Questões

1. Assinale a alternativa em que a forma –ING 5. She can’t help __________ whenever she
não é usada como em “Heavy BLEEDING is sees a love story film.
less serious than commonly believed.”
a) cried
a) Vomiting is sometimes cause for b) to cry
immediate attention. c) crying
b) Diminished hearing is less serious than d) cries
diminished vision. e) cry
c) The doctor is now suturing a deep cut in
her hand. 6. Do you _________ closing the window ?
d) Animal bite requires immediate a) want
cleaning and oral antibiotics. b) agree
e) Once bleeding stops, wash the wound c) mind
with soap and water. D) forget
e) asked
2. If he insists on __________ I’ll leave the
room. 7. Some men object __________ like a
a) to smoke peasant.
b) smoke a) lived
c) smokes b) living
d) to smoking c) to living
e) smoking d) to live
e) live
3. He has no reason for _________ with us.
8. Ann isn’t used ____________ big cars.
a) disagree
b) to disagree a) to drive
c) disagrees b) driving
d) disagreeing c) to driving
e) to disagree d) drive
e) drives
4. She denied _________ committed the
crime. 9. The –ing form that stands for an adjective is
in the alternative:
a) having
b) to have a) You can be digging your heels…
c) has b) … and sitting beside a mountain…
d) had c) Or you can go antiquing and…
e) has had d) … and flea marketing.
e) … nature’s breathtaking show.

Gabarito: 1. C 2. E 3. D 4. A 5. C 6. C 7. C 8. D 9. E

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INFINITIVE WITH “TO” AND WITHOUT “TO”

IDIOMATIC VERB PHRASES FOLLOWED BY INFINITIVE

EXPRESSÃO EXEMPLO
•• Used to (costumava)
•• Would rather (preferir)
•• Had better (deveria)
•• Be about to (estar prestes a)

USE INFINITIVO COM “TO” APÓS:


1 – ADJETIVOS It’s hard to believe it.
2 – HOW (como) Tammy doesn’t know how to play chess.
3 – NUMERAIS ORDINAIS Sue was the first to arrive at the party.
4 – OS VERBOS “WANT, FORGET, LEARN, HOPE, SEEM, SWEAR, AGREE”

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USE INFINITIVO SEM “TO” APÓS:


1 – Verbos modais

ATENÇÃO: OUGHT TO (“Ought” é seguido por “to”)


2 – Except = but (exceto)
He will do anything but/except study.

3 – Os verbos “let” e “make”

Let the boy play.


The teacher made the girl study.
     

4 – Verbos de percepção (see, watch, hear, perceive, feel, observe).


Estes verbos também podem ser seguidos por um gerúndio (-ing).

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ATENÇÃO!!!
Os verbos “dare” (ousar) e “need” (precisar) podem ser classificados tanto como verbos
completos ou modais.
She dares to play the game. (completo)
Let him say that if he dare. (modal)
She needs to play the game. (completo)
He needn't go. (modal)

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Questões

1. Todas as alternativas abaixo estão corretas, 5. The joke made the man ___________
exceto:
a) to laugh
a) I dare not mention their names. b) laughs
b) They needn’t play. c) laugh
c) They ought play the match. d) to laughing
d) Dare we tell her the truth? e) to laughing
e) They need to play the match.
6. Children mustn’t ________ that room.
2. The family watched the man ________ the
safe and take out the jewelry. a) enter
b) not enter
a) opens c) not to enter
b) open d) entering
c) to opening e) to enter
d) going to opening
e) opened

3. She ought ____________ hard.


a) studying
b) studies
c) study
d) to studying
e) to study

4. There was nothing to do but ________ .


a) to wait
b) wait
c) waiting
d) waits
e) waited

Gabarito: 1. C 2. B 3. E 4. B 5. C 6. A

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Verbos que podem ser seguidos por outros no INFINITIVO ou no GERÚNDIO,
com diferença de sentido.

1. STOP
STOP + TO INFINITIVE (parar para fazer algo)
I stopped to work in my office before going home.
He stopped to smoke.
STOP + GERÚNDIO (parar de fazeralgo)
I stopped working in my office. So, I sold it last month.
He stopped smoking.

2. REMEMBER
REMEMBER + TO INFINITIVE (oposto de “forget”)
He remembered to turn off the TV before he left to work.
REMEMBER + GERÚNDIO (equivale a “recall” – recordar)
He remembers going to that small town a few times when he was a child.

3. REGRET
REGRET + TO INFINITIVE (as duas ações são simultâneas)
I regret to tell you that you didn’t pass the exam.
REGRET + GERÚNDIO (a ação do gerúndio é anterior à outra ação do verbo “regret”)
I regret telling you that secret.

4. FORGET
FORGET + TO INFINITIVE (esquecer de fazer algo)
Bob often forgets to close the window.
FORGET + GERÚNDIO (esquecer algo que ocorreu no passado, geralmente na negativa)
I’ll never forget surfing for the first time.

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5. TRY
TRY + TO INFINITIVE (esforçar-se, dedicar-se)
She’s trying to learn Russian.
TRY + GERÚNDIO (experimentar para ver se funciona, se dá certo)
The room was hot. Mike tried opening the window, but it didn’t work.

6. PREFER
(sem mudança de sentido mas com estruturas diferentes)
PREFER + TO INFINITIVE
We prefer to stay home than (to) go out.
PREFER + GERÚNDIO
We prefer staying home to going out.

ATENÇÃO!
Use infinitivo após os verbos “causativos”make (ação forçada), have (ação realizada após um
pedido)
She always makes her brother carry her backpack.
She always has her brother carry her backpack.

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DOUBLE SENSE WORDS

Estas palavras, assim como os falsos cognatos, são palavras que merecem atenção por
possuírem mais de um significado. Muitas delas têm um sentido consagrado e conhecido por
todos. Porém podemos nos deparar com passagens em que seu outro significado esteja sendo
empregado. Confira a lista abaixo e familiarize-se com os sentidos dessas palavras.

PALAVRA 1º SENTIDO 2º SENTIDO


01. Apology Apologia
02. Apply Aplicar
03. Argument Argumento
04. Bachelor Bacharel
05. Balance Balança
06. Ball Bola
07. Bar Bar
08. Capital Capital
09. Case Caso
10. Character Caráter
11. China China
12. Classified Classificado
13. Club Clube
14. Collect Coletar; Colecionar
15. Commit Cometer
16. Confection Confecção
17. Content Contente
18. Date Data
19. Facility Facilidade
20. Figure Figura
21. Fine Belo, fino, excelente
22. Fix Fixar
23. Fortune Fortuna, riqueza
24. Good Bom(ns), Boa(s)
25. Interest Interesse, interessar
26. Last Último
27. Legend Legenda

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28. Mark Marca


29. Mass Massa
30. Medicine Medicina
31. Move Mover, mexer
32. Observe Observar
33. Official Oficial
34. Operator Operador
35. Park Parque
36. Periods Períodos
37. Plant Planta
38. Point Ponto
39. Principal Principal
40. Race Raça
41. Record Recorde
42. Rest Resto
43. Rule Regra; governar, controlar
44. Save Salvar
45. Sound Som; Soar
46. Story História
47. Subject Sujeito
48. Term Termo
49. Turkey Turquia
50. Vice Vice
51. Well Bem
52. Will (Auxiliar do Futuro)

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IF CLAUSES (CONDITIONAL SENTENCES)

1. Oração IF com verbo no PRESENT terá na oração independente um verbo no____________


____________________________________________________________________________

2. Oração IF com verbo no PRESENT também poderá ter na oração independente um verbo no
____________________________________________________________________________

3. Oração IF com verbo no PAST TENSE terá na oração independente um verbo no__________
____________________________________________________________________________

4. Oração IF com verbo no PAST PERFECT terá na oração independente um verbo no________
____________________________________________________________________________

5. IF pede em todas as pessoas “WAS”ou “WERE”? ___________________________________


____________________________________________________________________________

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Questões

TESTS

1. If Paul arrives late, he ....... the main film. 5. If I ........you I would start it all over again.
a) will miss a) was
b) would have missed b) am
c) could have missed c) were
d) miss d) would be
e) would miss e) will be

2. If I ........ you were sick I would have come to 6. Considere a frase: If you don’t feed your
see you. tamagotchi, it will die. Escolha a melhor
opção para reescrevê-la começando com:
a) know She told me that
b) was knowing
c) had known a) if I won’t feed my tamagotchi, it would
d) have known die.
e) knew b) if you didn’t feed your tamagotchi, it
had died.
3. If you ........ you would have had a good c) if I didn’t feed my tamagotchi, it would
time. have died.
d) if I didn’t feed my tamagotchi, it would
a) go die.
b) had gone e) if you haven’t fed your tamagotchi, it
c) has gone will have died.
d) were gone
e) went 7. Select the correct alternative to complete
the hypothesis below.
4. Assinale a única alternativa correta.
If you were looking for new monkeys, Brazil
a) If I were you I would not see her again. ___________ the place to do it.
b) If I was you I would not see her again.
c) If I were you I will not see her again. a) will be
d) If I be you I might not see her again. b) is
e) If I was you I will not see her again. c) had been
d) has been
e) would be

Gabarito: 1. A 2. C 3. B 4. A 5. C 6. D 7. E 

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CONNECTORS

1) PRESENTING ADDITION “AND”

BESIDES / FURTHERMORE
MOREOVER / IN ADDITION TO
WHAT´S MORE
“Além disso”; “Além do mais”
She saw that there was indeed a man immediately behind her. Moreover, he was observing
her strangely.

2) PRESENTING CONTRAST “BUT”

2.1) DESPITE = IN SPITE OF (Apesar)


REGARDLESS OF =
NOTWITHSTANDING
Certain strange phrases had already lodged in my mind, despite their clumsiness, despite the
fact that I didn’t even understand them.

2.2) (EVEN)THOUGH = ALTHOUGH =


WHILE – ALBEIT (Embora)
Although the shooting has stopped for now, the destruction left behind is enormous.
While I agree about his brilliance I think he’s rude.
Charles’s letter was indeed published, albeit in an abbreviated form.

2.3) HOWEVER / YET / BUT / EVEN SO / NEVERTHELESS / NONETHELESS


“Contudo”; “Entretanto”; “Ainda assim”
A hiding place under everybody’s nose, yet almost impossible to find.
THOUGH = NEVERTHELESS= HOWEVER
He can’t dance. He sings well, though.

2.4) WHEREAS / ALTHOUGH


Whereas the population of working age increased by 1 million between 1981 and 1986, today
it is barely growing.

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Her car had been found on the Yorkshire moors, whereas she’d reappeared about fifty miles
from there.
WHEREAS / ON THE OTHER HAND
You eat a big lunch, whereas I have a sandwich.
The Arctic is an ocean basin with peripheral continents, whereas the Antarctic is continental.

3) PRESENTING CONCLUSION / RESULT

SO = THUS = THEREFORE = HENCE


(Assim; Portanto; Desta forma)
European music happens to use a scale of eight notes, hence the use of the term octave.
* HENCE = TO COME
several years hence / six months hence

4) PRESENTING A TIME RELATION

AFTERWARD(S) = LATER (ON)


(mais tarde; posteriormente; depois)
She did her homework and went swimming afterwards.

MEANWHILE = IN THE MEANTIME(Enquanto isso)


Bob meanwhile was wracking his brain trying to figure out what could have happened.

HITHERTO = SO FAR = UNTIL NOW (até agora)


Lord appeared confident that the document was genuine and that these hitherto unheard-of
trading rights actually existed.

HENCEFORTH = FROM NOW ON = HEREAFTER


(de agora em diante, daqui para a frente)
Henceforth, parties which fail to get 5% of the vote will not be represented in parliament.
PRESENTLY – SOON – IN A WHILE
— ‘Who’s Agnes?‘
—’You’ll be meeting her presently.’

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IMMEDIATELY – RIGHT AWAY – AT ONCE
Ingrid answered Peter’s letter at once.
AS SOON AS – WHEN – ONCE
Once you begin, you’ll enjoy it.

5) PRESENTING CONDITION

IF = AS LONG AS = PROVIDED (THAT)


(se, contanto que)
They will play for another five years, provided they are fit.
UNLESS (a menos que)
They will not play for another five years, unless they are fit.

6) PRESENTING CAUSE / REASON

BECAUSE = FOR = AS = SINCE


(porque, por causa de, já que)
Since it is an area of outstanding natural beauty, you can’t build on it.
*AS= WHILE (enquanto)
All the jury’s eyes were on him as he continued.
DUE TO = BECAUSE OF (devido a)
Jobs could be lost in the defence industry due to political changes sweeping Europe.

7) RATHER (THAN) / INSTEAD (OF)

Em vez de; como alternativa


I couldn’t afford a new car. INSTEAD, I bought a used one.
INSTEAD OF buying a new car, I bought a used one.
*rather (um tanto)
It’s a RATHER dull movie.

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*rather (melhor dizendo, corrigindo)


“My father, or RATHER, my stepfather.”
(politeness) → I rather think he was telling the truth. → I rather like the decorative effect.

VERY / TOO / ENOUGH / SO / SUCH /


QUITE / PRETTY / RATHER

VERY (muito) – Antes de adjetivos ou advérbios.


That girl is VERY beautiful.
Those guys run VERY fast.

ATENÇÃO! NO ENTANTO,
That girl is MUCH MORE beautiful than Cameron Diaz.
Those guys run MUCH fastER than you.

LEMBRE-SE: VERY (exato, próprio, mesmo, realmente)


Para enfatizar, VERY pode vir antes de um substantivo, superlativo, ou da palavra “first”.
Those were his VERY words.
We only use the VERY best ingredients.
He was the VERY first surfer to drop Waimea Bay.

TOO (demais, excessivamente) – Antes de adjetivos ou advérbios.


Apresenta uma ideia negativa de excesso.
That bike is TOO expensive. I can’t afford it.
It’s TOO cold to swim.
She walks TOO slowly! She’s going to get late.

TOO MUCH (demais) – uncountable nouns


She spends TOO MUCH (money) on purses and shoes. That’s why she is broke.

TOO MANY (demais) – plural nouns


Pete made TOO MANY mistakes. That’s why he flunked.

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ENOUGH (bastante, suficiente, suficientemente) – Depois de adjetivos ou
advérbios.
Antes de substantivos. Também pode funcionar como pronome.
She is witty ENOUGH to solve the problem.
The President governs powerfully ENOUGH to keep the country’s welfare.
Do you have ENOUGH time for a chat?
Please, turn the radio off. We’ve had ENOUGH of the news.

SO (tão) – antes de adjetivos ou advérbios.


She is SO mean!
That house is SO old. It needs some home improvement.
He plays SO well. He must be a professional.

SO MUCH (tanto, tanta) – uncountable nouns


She usually spends SO MUCH (money).

SO MANY (tantos, tantas) – plural nouns


There were SO MANY people at the party that they ran out of beer!

*SO (assim, portanto) – therefore, thus, hence, consequently


My ankle started hurting, SO I stopped running.

SUCH (tão, tal, tais, por exemplo)

TÃO (ADJ + SUBST)


This is SUCH A heavy box that I’m afraid I can’t carry it. (SUCH A + ADJ + SING NOUN)
We haven’t had SUCH AN enjoyable afternoon in years. (SUCH AN + ADJ + SING NOUN)
Our neighbors are SUCH nice people. (SUCH + ADJ + PL. NOUN)
It was SUCH sad news that made me cry. (SUCH + ADJ + UNCOUNT. NOUN)

TAL/TAIS (SUBST)
We don’t like SUCH A tv show. (SUCH A/AN + SING NOUN)
SUCH advice is useful. (SUCH + UNCOUNT. NOUN)
SUCH measures will reduce crime in the city. (SUCH + PL. NOUN)

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POR EXEMPLO, TAIS COMO (LIKE)


Students usually engage in different sports, SUCH AS basketball, football and baseball.

QUITE (bastante, mas não completamente; completamente) – antes de


adjetivos
I’m QUITE tired, but I’m happy to walk with you guys.
The two situations are QUITE (completely) different.

PRETTY (bem. Quite, but not very) – antes de adjetivos


The traffic was PRETTY bad.
I’m PRETTY sure they’ll accept the invitation.

RATHER (um tanto) – antes de adjetivos com sentido mais depreciativo.


I find her books RATHER dull.
That’s a RATHER old photograph.

RATHER (ou melhor, melhor dizendo) – usado para consertar algo recém dito, deixar
mais coerente e correto.
The music, or RATHER noise, from the party upstairs went on all night.

RATHER THAN (INSTEAD OF – ao invés de)


He saw his music as a hobby RATHER THAN a career.

WOULD RATHER (PREFER – preferir) – seguido por um infinitivo sem “to”


I WOULD RATHER go out for dinner than stay at home.
I PREFER going out for dinner to staying at home.

TOO – AS WELL – ALSO – EITHER (também)


“Too” e “as well” são usados no final das orações afirmativas ou interrogativas.
Sue is a journalist. She has worked as a waitress too / as well.
Mike not only plays the piano. He sings too / as well.

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“Also” é usado antes do verbo principal ou depois do primeiro verbo auxiliar de orações
afirmativas ou interrogativas.
Sue is a journalist. She has also worked as a waitress.
Mike not only plays the piano. He also sings.
“Either” é usado no final de orações negativas.
She doesn’t like blues. She’s not fond of jazz either.
Fred doesn’t want to eat. He doesn’t want to drink anything either.

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WH-WORDS

1. WHAT

Seu emprego é de sentido genérico e não específico.


PRONOME: Sujeito, objeto ou objeto de uma preposição.
What happened to the players?
What did she tell you?
What did she dream about?
What is Mrs Thompson? (ocupação, profissão)
DETERMINANTE: Objeto de um verbo.
What university did he say he attended?
What qualifications does the applicant have?

2. WHICH

Quando se pede informação sobre UM dentre um número limitado de coisas ou pessoas.


Sentido específico.
Which would you like to drink, soda or juice?
Which girl is your sister, the blonde or the brunette one?
ATENÇÃO!Para uma escolha entre um número limitado de opções.
What finger have you hurt? (wrong)
Which finger have you hurt? (right)

3. WHO

Quando se pergunta sobre a identidade de alguém. Pode ser sujeito, objeto ou objeto de uma
preposição.
Who broke uncle Joe’s mug?
Who did you see last night?
Who were they talking about?

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4. WHOM

Só pode ser usado como objeto de um verbo ou de uma preposição. Com um apelo mais formal,
pode ser usado no lugar de who (objeto).
Whom did you see last night?
Whom will you call?
By whom was this note written?

5. WHOSE (DE QUEM?)

Usado para se perguntar a quem algo pertence (posse).


Whose car is that?
Whose magazines do you think those are?
Whose computers need repair?

6. WHAT...LIKE?

Com o sentido de “como”, é usado para pedir uma descrição, os detalhes de coisas ou pessoas.
What is the weather like in Portland?
What is Sue like? (She is gorgeous and smart)
HOWEVER
How is Sue? (She is doing fine now, but she was sick for three days)
*HOW (como, de que maneira, com que meios, em que estado de saúde)

7. HOW + ADJECTIVE / ADVERB

HOW LONG (quanto tempo) does it take from here to Rio by car?
HOW LONG (qual o comprimento) is the bridge?
HOW WIDE (qual a largura) is the bridge?
HOW FAR (a que distância) is it from here to Rio?
HOW TALL (qual a altura) is that goalkeeper?
HOW OLD (qual a idade) is your mother?
HOW OFTEN (com que frequência) do you play tennis?
HOW SOON (em quanto tempo) can you get here?
HOW MUCH (quanto,a – incontável) did you pay for that coat?
HOW MANY (quantos,as) people are there in that line?

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8. HOW (WHAT) ABOUT

HOW/WHAT ABOUT (que tal) going to the movies?


Sue left for Scotland last month. WHAT ABOUT (e quanto a,o) her son, did he go?

9. WHEN

Usado para se perguntar sobre o tempo no qual algo ocorrerá ou ocorreu.


When will you leave for Cidreira?
When did the concert finish?

10. WHERE

Lugar ou posição.
Where is the nearest subway station?
Where were you born?

11. WHY = WHAT...FOR

Why did you say that?


What did you say that for?

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SUFFIXES (SUFIXOS)

O sufixo é um anexo adicionado ao final de uma palavra que serve para formar uma nova
palavra. Um sufixo também modifica a classe gramatical desta palavra sufixada. Conhecendo-
os, aumentamos nossa capacidade de inferência e dedução quando em um confronto com
uma palavra desconhecida, além de sabermos a que classe gramatical determinado vocábulo
sufixado pertence.
1. SUBST + FUL(L) = ADJETIVO

(cheio; preenchido com)
CAREFUL – cuidadoso
BLAMEFUL – guilty; culpable (culpado)
FEARFUL – afraid; frightened (assustado, amedrontado)

1. O sufixo –ful está corretamente empregado em todas as alternativas, exceto


a) uglyful
b) careful
c) hopeful
d) useful
e) cheerful

2. SUBST + Y = ADJETIVO

(cheio; preenchido com)
BLOODY – sangrento; ensanguentado
HEALTHY – sound; hale (saudável)
WEALTHY – rich (rico)

2. Todas as alternativas abaixo contém a mesma sequência de classes gramaticais do segmento


“soccer field”, EXCETO:
a) witty article
b) basketball court
c) department store
d) tennis racket
e) movie theater

3. A alternativa que NÃO contém a mesma sequência de classes gramaticais da expressão


“collective memory bank” é
a) favorite movie star.
b) shocking lofty prices.

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c) major auction house.


d) beautiful art object.
e) new velvet gown.

3. SUBST + LESS = ADJETIVO



(sem; ausência de)
BLOODLESS – anêmico
BLAMELESS – innocent
FEARLESS – brave; bold

4. The suffix “less” as in “landless” can be used with the words in all alternatives but
a) power.
b) time.
c) great.
d) charm.
e) home.

4. ADJETIVO + NESS = SUBST ABSTRATO


WEAKNESS – fraqueza
ILLNESS/ SICKNESS – doença
GOODNESS/ KINDNESS – bondade

5. O sufixo –ness está corretamente empregado na alternativa


a) beautiness
b) wonderness
c) anxiousness
d) developedness
e) convictness

5. SUBSTANTIVO + LIKE = ADJETIVO



(alguém ou algo similar)

LADYLIKE – feminine
GODLIKE – divine; almighty
WARLIKE – hostile

6. SUBSTANTIVO + ISH = ADJETIVO



(ter as características ou qualidades de)

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CHILDISH – childlike
DEVILISH – wicked; evil; rude
SLAVISH – submissive; servile

6. “The Durleys had everything they wanted... but Mrs Durley’s sister and her husband were as
unDurleyish as it was possible to be.” Na palavra unDurleyish, o sufixo –ish tem o mesmo
sentido que na frase
a) There’s nothing prettier than Flemish lace.
b) She’s too old to wear such girlish clothes.
c) He had a strange sort of reddish beard.
d) Let’s meet at sevenish if it’s fine with you.
e) I’m captivated by everything Irish.

7. VERBO + MENT = SUBSTANTIVO



(resultado de uma ação ou processo)

ACCOMPLISHMENT – achievement; feat (realização; feito)


AGREEMENT – accord
MANAGEMENT – supervision

7. The suffix “ment” as in the words “treatment” and “government” is used correctly in all
alternatives but
a) The countries are pursuing a peace agreement.
b) The punk movement started in the USA in the early 70s.
c) Healthment is essential for a country’s welfare.
d) China is showing a sort of development in foreign affairs.
e) Their argument is useless.

8. VERBO + ION = SUBSTANTIVO



(resultado de uma ação ou processo)

CONSTRUCTION
INTERRUPTION
NAVIGATION

9. VERBO + ABLE = ADJETIVO



(apto / capaz)

COMFORT ABLE = confortável


DRINK ABLE = potável
PROFIT ABLE = lucrativo

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10. VERBO + ER = SUBSTANTIVO



(Quem ou o que executa a ação)
LEAD ER = líder
MANAG ER = gerente
RUL ER = governante; régua

8. As palavras abaixo seguem o mesmo processo de formação de wearer, à exceção de


a) computer.
b) player.
c) weaker.
d) murderer.
e) writer.

9. O vocábulo leaders pode ser explicado como persons (or things) that lead. Outra palavra que
pode receber explicação do tipo a person (or thing) that é
a) other
b) forever
c) further
d) career
e) equalizer

11. ADJETIVO + EN = VERBO

DARK EN = escurecer
WEAK EN = enfraquecer
BROAD EN = ampliar; alargar
12. ADJETIVO + LY = ADVÉRBIO

(Equivale a terminação “-mente”)

CAREFUL LY = cuidadosamente; meticulosamente


QUICK LY = rapidamente
PROUD LY = orgulhosamente

10. The verb feel as in feel bad could be followed by the words in all alternatives but
a) sleepy.
b) good.
c) tired.
d) sorry.
e) gladly.

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13. SUBSTANTIVO + LY = ADJETIVO
LOVE LY = amável
FRIEND LY = amistoso; simpático
WORLD LY = cosmopolitan (mundano)

11. Todas as sentenças abaixo estão corretas, EXCETO


a) He has done a brotherly act.
b) The little girl smiled friendly at me.
c) No one plays fairly anymore.
d) She saw a suspected curly hair man.
e) Rio is as worldly as London.

14. SUBSTANTIVO + ESS = SUBST. FEM


STEWARD ESS = comissária (aeromoça)
HEIR ESS = herdeira
HOST ESS = anfitriã

12. Goddess é a forma feminina de god. Indique a opção em que a formação do feminino está
incorreta.
a) steward – stewardess
b) priest – priestess
c) duke – duchess
d) emperor – empress
e) consul – consuless

15. SUBST. + HOOD = SUBST



(Um grupo específico; Status, condição ou espaço físico por este grupo ocupado.)

CHILD HOOD = infância


NEIGHBOR HOOD = vizinhança
MOTHER HOOD = maternidade; mães como um grupo

16. SUBST. + SHIP = SUBST. ABSTRATO



(Um grupo específico; Status ou a condição de pertencer a este grupo.)

CITIZEN SHIP = cidadania


SPONSOR SHIP = patrocínio
FRIEND SHIP = amizade

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13. A palavra “scholarship” não poderia completar a alternativa


a) Her book on Chinese verbs is a work of great _______ .
b) Recent historical ________ has contradicted Dr. Bryant’s ideas.
c) After much studying he finally won a ________ to Eton.
d) She has been awarded a Rhodes __________ for her dedication.
e) Dr. Miles was a distinguished __________ of Russian history.

INDEFINITE ARTICLES (A, AN)

A – um, uma
•• antes de palavras iniciadas por consoantes (a book, a restaurant, a computer)
•• antes de palavras iniciadas por “H” aspirado (a hospital, a horse, a house)
•• antes de todas as palavras iniciadas por EU ou EW (a european, a ewer – container, jarra)
•• antes de palavras iniciadas por “U” com som de “Y” (a union, a university, a universe)
•• antes de palavras que começam por “O” com som de “W” (a one-eyed man – caolho)

AN – um, uma
•• antes de palavras iniciadas por vogais (an apple, an employee, an umbrella)
•• antes das quatro palavras que começam por “H” mudo: – an hour
– an honor
– an honest
– an heir

ATENÇÃO:
Não use “A” ou “AN” antes de substantivos incontáveis. Atenção especial com os
seguintes substantivos:
advice, information, news, furniture, knowledge, progress.
He wants an information. (errado)
He wants (some / much / little) information. (correto)

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POSSESSIVE (GENITIVE) CASE

1. Nomes de pessoas terminados em S recebem ‘S


Jones car.
2. Porém, nomes clássicos terminados em S referindo-se a personagens bíblicos e
personagens da Grécia e Roma antiga recebem apenas o apóstrofo
Moses law.
Jesus miracles.
Socrates thoughts. (os pensamentos de Sócrates)
3. Substantivos compostos recebem ‘S na última palavra
My brother-in-law car.
4. Possessão coletiva: colocaremos ‘S somente no último possuidor.
Joe and Sue cars. (Os carros de Joe e Sue.)
5. Possessão individual: colocaremos ‘S em cada um dos possuidores.
Joe and Sue cars. (Os carros de Joe e os carros de Sue)
6. A coisa possuída poderá ser omitida quando conhecida.
Mc Donald (   )
Bob will pray at St. Peter. (   )
Sue spent the holiday at her cousin. (   )

TEST

1. (TEST) O possessivo, usado como em “Woody Allen’s Sweet and Lowdown”, está correto em
todas as alternativas, EXCETO em
a) There was a two hours’ delay at the airport in London.
b) Anthony Burgess’s “Clockwork Orange” is a milestone in modern literature.
c) In our last holidays we had to cope with our young relatives’ weird ideas.
d) Elizabeth I’s interest on sea voyages brought development to England.
e) Maggie and Millie’s eyebrows are so thin you can hardly see them.

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ADJECTIVES

O adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, indicando qualidade, caráter, modo de ser
ou estado.
•• O “ad” em “adjective” significa “adicionado a”. “Jective” refere-se a “ject”, que vem a ser
um substantivo apresentado numa sentença. Portanto, adjetivos são palavras que juntam-
se aos substantivos.
•• Em inglês o adjetivo não tem forma plural nem gênero. Quando no seu formato qualitativo
(forma original)

1) antecederá o substantivo que descreve.


Pretty woman. Old men. Interesting movie.

2) ou ocorrerá após um verbo de ligação.


•• VERBOS DE LIGAÇÃO:
                        
•• Be (ser/estar) She is pretty. He was tired. Joe will be happy.
                
•• Feel (sentir) They feel old.
               
•• Seem (parecer) You seem sad.
                   
•• Appear (parecer) Jamie appeared anxious.
                  
•• Sound (soar) Mary sounded angry.
                   
•• Become (tornar-se) Cars can become destructive.

DRILL
Leia o parágrafo abaixo. Os substantivos estão sublinhados.
Francesca looked out the window. The mansion on the cliff overlooked the river. On the side of
this river was a resort. It was located in a cove and was made up of a cluster of bungalows and a
hotel. The town of Waldport was a village.
Agora leia o mesmo parágrafo com adjetivos acrescidos aos nomes.

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Sleepy Francesca looked out the open window. The impressive greystone mansion on the
nearby cliff overlooked the winding river. On the other side of this river was a lively summer
resort. It was located in a sandy cove and was made up of a cluster of colorful bungalows and a
historic coastal hotel. The town of Waldport was a straggling picturesque fishing village.
Compare os dois parágrafos. Os verbos e os substantivos estão no mesmo lugar. Mas o que há
de diferente com Francesca, a mansão, o rio e o hotel no segundo parágrafo?
O que a adição de adjetivos proporcionou para o parágrafo?

ORDEM DOS ADJETIVOS

A ordem abaixo será observada quando houver o emprego de mais de um adjetivo.


1. Finalidade (soccer shoes; coffee recipient)
2. Material (plastic bottle; wooden table)
3. Origem (Chinese china; Peruvian pot)
4. Cores (red Jersey; yellow car)
5. Forma (round table; square house)
6. Tamanho (big flag; small building)
7. Opinião (Nice jacket; Horrible movie)
It’s a _______ _______ _______ _______ _______ _______ _______ cup.
    7    6    5    4    3    2     1

DEGREES OF ADJECTIVES / COMPARATIVE FORMS (GRAUS DOS ADJETIVOS /


COMPARATIVOS)

I – COMPARATIVE OF EQUALITY (Comparativo de Igualdade)


ESTRUTURA: AS + ADJETIVO + AS
↓  ↓
Tão     quanto

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Ex.: Brazilian companies are as profitable as the American ones.


(Companhias brasileiras são tão lucrativas quanto as americanas.)
Is the Euro as strong as the dollar?
(O Euro é tão forte quanto o dólar?)

ATENÇÃO: Também admite-se a estrutura abaixo para frases negativas


ESTRUTURA: Not SO + ADJETIVO + AS (*apenas em frases negativas)
  ↓    ↓
Não tão     quanto

Ex.: China is not so powerful as it was believed.


(A China não é tão poderosa como acreditava-se.)

OBS.: Também admite-se a forma Not AS + ADJETIVO + AS para frases negativas.


Ex.: China is not as powerful as it was believed.

ATTENTION!!!!
As seguintes construções podem funcionar como CONJUNÇÕES e assim não podem
ser confundidas com ADJETIVOS no comparativo de igualdade:
AS WELL AS (assim como) – Sue AS WELL AS her friends is gorgeous.
(Sue ASSIM COMO suas amigas é linda.)
        I KNOW
AS FAR AS (até onde eu sei) – They returned at nine, AS FAR AS we know.
        I’M CONCERNED (Eles retornaram as nove, ATÉ ONDE SABEMOS.)
AS SOON AS (tão logo) - Give me a call AS SOON AS you get home.
(Ligue-me TÃO LOGO você chegue em casa.)
AS LONG AS (desde que, She will cooperate AS LONG AS we cooperate.
contanto que) (Ela irá cooperar DESDE QUE cooperemos.)

II – COMPARATIVE OF INFERIORITY (Comparativo de Inferioridade)


ESTRUTURA: LESS + ADJETIVO + THAN
 ↓    ↓
Menos     (do) que

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Ex.: This issue is less relevant than that.
(Esta questão é menos relevante do que aquela.)
The immigrant labor is not less important than the native’s.
(A mão-de-obra imigrante não é menos importante do que a nativa.)

III – COMPARATIVE OF SUPERIORITY (Comparativo de Superioridade)


Na formação do comparativo de superioridade é importante diferenciar os adjetivos pequenos
(monossílabos ou dissílabos, geralmente compostos de até seis letras) dos adjetivos grandes
(polissílabos, geralmente compostos de mais de seis letras).

Adjetivos Pequenos (ATÉ 6 LETRAS)


ESTRUTURA: ADJETIVO+ ER + THAN
Acrescenta-se a terminação ER aos adjetivos. (cold – colder / dark – darker / smart – smarter)
Ex.: Brazilian Northeast states are warmer than Southeast states.
(Os estados do nordeste brasileiro são mais quentes que os do sul.)

Adjetivos Grandes (MAIS DE 6 LETRAS)


ESTRUTURA: MORE + ADJETIVO + THAN
Ex.: Nowadays many people are more informed than before.
(Hoje em dia muitas pessoas estão mais informadas do que antes.)
American corporations are more aggressive than European’s.
(Corporações americanas são mais agressivas que as européias.)

IV – SUPERLATIVE OF SUPERIORITY (Superlativo de Superioridade)


Assim como o comparativo de superioridade, o Superlativo de Superioridade também tem
regras diferenciadas para adjetivos pequenos e grandes.

Adjetivos Pequenos (ATÉ 6 LETRAS)


ESTRUTURA: THE + ADJETIVO + EST
Acrescenta-se a terminação EST (cool – coolest / smart – smartest / broad – broadest)
Ex.: The USA is the largest economy in the world. (O EUA é a maior economia do mundo)

Adjetivos Grandes (MAIS DE 6 LETRAS)


ESTRUTURA: THE MOST + ADJETIVO

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Ex.: Japan has created the most impressive robot in the world.
(O Japão criou o robô mais impressionante do mundo.)
OBS.: Os superlativos serão antecedidos do artigo definido The.
V – GRADUAL INCREASE (Comparativos duplos) – “cada vez mais / cada vez menos”
ESTRUTURA:

GETTING + COMPARATIVO + AND + COMPARATIVO


(Becoming)
Ou
GETTING + MORE + AND + MORE + ADJETIVO
(Becoming) LESS     LESS

Ex.: She is getting prettier and prettier. (Ela está ficando cada vez mais bonita.)
The company is becoming older and older. (A companhia está cada vez mais velha.)
Ed is getting more and more strong. (Ed está ficando cada vez mais forte.)
We are getting less and less qualified as the time goes by.
(Estamos cada vez menos qualificados com o decorrer do tempo.)
VI – PARALLEL INCREASE (Comparativos paralelos) – Quanto mais...mais.../ Quanto menos...
menos...
ESTRUTURA: THE + COMPARATIVE, THE + COMPARATIVE
Ex.: The colder, the better. (Quanto mais frio, melhor.)
The more intelligent, the richer. (Quanto mais inteligentes, mais ricos.)
The more expensive products are, the more difficult to be sold.
(Quanto mais caros forem os produtos, mais difíceis de serem vendidos.)
The less determined students are, the worse their grades stand.
(Quanto menos determinados forem os estudantes, piores ficam suas notas.)

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ATENÇÃO!
Os seguintes adjetivos formam o comparativo e o superlativo de superioridade
irregularmente:
Good better the best
Bad worse the worst
Little less the least
Far farther/further* the farthest / the furthest
*further também significa adicional,complementar.

DRILLS

A) Escreva o comparativo de superioridade e o superlativo dos seguintes adjetivos:


1. thin ____________ ____________
2. red ____________ ____________
3. icy ____________ ____________
4. easy ____________ ____________
5. friendly ____________ ____________
6. blue ____________ ____________
7. white ____________ ____________
8. tender ____________ ____________
9. narrow ____________ ____________
10. noble ____________ ____________

B) Escreva o oposto das palavras sublinhadas.


1. Your ideas were the best of all. _________________________
2. More drugs will cause more addiction. _________________________
3. We were traveling nearer and nearer the coast. _________________________
4. This is the coldest and richest region. _________________________
5. The sooner the better. _________________________

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Questões

MUST DO TESTS

1. The word that does not form the 5. The more he plays, ____________ he gets.
comparative in the same way as large or
short is a) the healthiest
b) the healthier
a) bad. c) the most healthy
b) sad. d) the least health he gets
c) glad. e) the healthy he gets
d) great.
e) late. 6. Os antônimos corretos das partes grifadas
da expressão “The best and the newest
2. They said the bride is ____________ facilities” são, respectivamente,
Cameron Diaz.
a) the most good / the youngest
a) pretty than b) the baddest / the oldest
b) the prettiest c) the worst / the most old
c) so pretty so d) the poorest / the most recent
d) as pretty as e) the worst / the oldest
e) as prettier than
7. The phrase “longer than” is one of the
3. No doubt that these animals are comparative forms of the adjective “long”.
_______________ than the ones that have Choose the alternative which has another
bitten us. comparative form and a superlative one:
a) most harmless a) as long / longest
b) as harmless b) so much longer / longest
c) so harmless c) as long / the longest
d) not as harmless d) as long as / longest
e) more harmless e) as long as / the longest

4. A alternativa que apresenta uma expressão 8. Riding a horse is not _________________


semelhante a “She is AS SMART AS Sue” é riding a bicycle.
a) I’ll let you go AS LONG AS you arrive a) so easy as
home early. b) easyer than
b) She brought an umbrella AS WELL AS a c) more easy than
raincoat. d) the least easy
c) We will let you AS SOON AS we have the e) so easy so
answer.
d) AS FAR AS I’m concerned, they were not
invited to come.
e) He is AS TALL AS his older brother.

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9. Which alternative does not contain a
comparative statement?
a) Some dreams are more mysterious than
others.
b) Some dreams are as real as life.
c) Some dreams are longer than others.
d) Some dreams are bad dreams.
e) Some dreams are not so terrifying as
others.

10. Dadas as afirmações de que o comparativo


de superioridade de:
1. Clever é Cleverer
2. Much é More
3. Many é More
Constatamos que está(ão) correta(s):
a) apenas a afirmação 1.
b) apenas a afirmação 2.
c) apenas a afirmação 3.
d) apenas as afirmações 1 e 2.
e) todas as afirmações.

11. When will you be able to give us


_____________ information about the
crime?
a) far
b) furthest
c) farthest
d) farther
e) further

12. The expression “as long as” as in “it’s fun to


reinvent yourself, as long as you don’t take
it too seriously” can be translated by
a) no tempo em que
b) quanto
c) contanto que
d) tão longo quanto
e) conforme.

Gabarito: 1. A 2. B 3. E 4. E 5. B 6. C 7. E 8. A 9. D 10. E 11. E 12. C

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Questões

TEXTS AND TESTS


COMPREENSÃO DE TEXTOS

1 – Após uma primeira leitura do texto use seu conhecimento prévio a respeito do assunto
abordado. Assim, você pode inferir o conteúdo de algumas passagens.
2 – Nunca pare na primeira palavra desconhecida que encontrar. Leia até o final do parágrafo.
Outras palavras e o contexto o ajudarão a perceber o sentido da palavra estranha.
3 – Tente dividir uma palavra desconhecida em partes. O prefixo e o sufixo que a compõe
podem ajudá-lo a compreendê-la.
4 – Quando estiver respondendo os testes, encontre a parte do texto a que se refere a questão.
5 – Os conectores ligam uma sentença a outra. indicam relações de adição, contraste, resultado,
sequência, dúvida ou condição. É fundamental conhecer os mais frequentes.
6 – Os pronomes são recursos usados para evitar repetições e para ligar sentenças e parágrafos,
deixando o texto coerente. Eles se referem a alguma coisa que já foi dita, ou algo que ainda
vai ser dito. É necessário que você perceba essas relações para ter um bom entendimento do
texto.
7 – Os adjetivos antecedem os substantivos que descrevem. É normal a ocorrência de mais
de um adjetivo antes de um substantivo. Se os omitirmos, ainda podemos ter uma sentença
completa e com sentido.

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TEXT 1
FOCUSED GLOSSARY
FAIR – justo;limpo; feira LABO(U)R – trabalho; mão-de-obra
STANDARD – padrão WAGE – salary
TO DRAFT – recrutar; planejar BELIEF – creed (crença)
EMPLOYER – empregador TO INCREASE – raise; rise; grow (aumentar;crescer)
EMPLOYMENT – emprego PERENNIAL – ethernal
STRUGGLE – fight; effort (luta; esforço)
01   For American women in the workplace, 1938 was an important year. That was the year the
02 U.S. Fair Labour Standards Act was passed, creating working-conditions protection
03 and the minimum wage. Though the law applied to both men and women, it was
04 women who stood to benefit the most. The act, in combination with World War II
05 (WWII) – during which women were “drafted” to work in factories and offices –
06 forever changed American women’s work roles.
07   In the postwar decades, two phenomena further advanced the role of women in the workplace.
08. The first was the women’s movement beginning in the late 1960’s; leaders like Betty Friedan and
09. Gloria Steinem immensely changed the corporate consciousness of America. Discrimination and
10. double standards can still be found, but these pioneers began a revolution that has culminated in a
11. firmly established belief among most American employers that women can do the job – any job – as
12. well as men. Many thought that day would never come.
13. The second phenomenon is the advent of the personal computer. It has been a great equalizer
14. in offices, among other things, getting executives to type! Moreover, PCs and telecommunications
15. technologies have enabled more women and men to work at home, increasing employment options
16. and bringing the perennial kids-and-career battle to an end. Certainly, challenges remain, and the
17. struggle goes on. But as the millenium approaches, the pace of women’s progress is undeniably
18. accelerating.

1. O título mais apropriado para esse texto é


a) Female Power.
b) A History of Women’s Lib.
c) The Role of Women in society.
d) Women in the Workplace.
e) Women in WWII.

2. De acordo com o texto,


a) Betty Friedan e Gloria Steinem conseguiram eliminar a discriminação contra a mulher.
b) O movimento feminista e a informatização impulsionaram a profissionalização da mulher.
c) Há, hoje em dia, mais mulheres do que homens montando escritórios em casa.
d) Executivos do sexo masculino usam mais o computador do que suas secretárias.
e) Mulheres também eram convocadas para combater na segunda guerra mundial.

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3. A afirmação incorreta, segundo o texto, é:


a) Hoje, graças aos avanços tecnológicos, “Quem fica com as crianças?” não é mais um
problema.
b) Nas últimas décadas, o papel da mulher no mercado de trabalho tem aumentado
sensivelmente.
c) A lei americana promulgada em 1938 beneficiou principalmente os homens que foram
para a guerra.
d) A revolução feminina sensibilizou a maioria dos empregadores americanos.
e) No próximo milênio, o avanço da mulher como força de trabalho poderá ser ainda maior.

4. A expressão in the late 1960’s (l. 07) significa, em português,


a) no final da década de sessenta.
b) Anteriormente aos anos sessenta.
c) Nos atrasados anos sessenta.
d) Depois da década de sessenta.
e) Durante os anos sessenta.

5. Na frase Many thought that day would never come (l. 11), a palavra mais adequada para
completar o sentido de many é
a) beliefs.
b) most.
c) women.
d) standards.
e) discrimination.

6. O vocábulo leaders (l. 07) pode ser explicado como persons (or things) that lead. Outra palavra
do texto que pode receber explicação do tipo a person (or thing) that é
a) other (l. 13)
b) forever (l. 05)
c) further (l. 06)
d) career (l.15)
e) equalizer (l. 12)

Gabarito: 1. D 2. B 3. C 4. A 5. C 6. E

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TEXT 2
ADAPTED FROM NEWSWEEK MAGAZINE
FOCUSED GLOSSARY
TO ACQUIT – to absolve FANCY – fine; superior; to imagine
AIDE – assistant PEN – to write with a pen
PARTY – partido político PLIGHT – problem
TO HUDDLE – to join; to gather (juntar-se) TO RECKON – to consider; to evaluate
POLLS – elections GUILTY – culpable
01   On the day Bill Clinton was acquitted, the White House was like a college dorm after finals.
02 Everyone was rushing out the door. The lawyers treated themselves to a fancy lunch. A top political
03 aide took his sons to the rodeo. The press secretary drove home early. The vice-president Al Gore
04 was off on a trip to Albany. By sundown there almost no one of importance left in the mansion –
05 except, of course, the man who lived there, his wife and his mother-in-law.
06   Next morning, when the Reverend Jesse Jackson arrived, the president was alone at his
07 desk in the Oval Office, making calls and penning thank-you notes to the senators in his party who
08 saved him from conviction. Jackson, a Baptist minister, discussed political redemption. He urged the
09 president to focus on the plight of the rural poor by traveling down the Appalachia, the Mississippi
10 Delta and the Rio Grande Valley. He then asked Clinton to move out from behind his desk, and the
11 two huddled on a couch to pray. God had heard and answered his prayers.
12   But there is too much damage to assess, too many new tests to pass. Clinton left the Rose
13 Garden podium last week a survivor. However, his real reckoning is still to come – with the
14 Republican-led Congress, with voters who will assess his legacy at the polls in 2000, with the
15 judgement of history to be written.

1. According to paragraph 1, it is correct to state that:


a) Bill Clinton was considered guilty;
b) Everyone in the White House appeared concerned;
c) All Clinton’s aides remained in the White House till late evening;
d) Clinton’s lawyers have flown overseas;
e) The White House seemed to have a pleasant atmosphere.
2. According to paragraph 2, it isn’t correct to state that:
a) Clinton and Baptist Minister Jackson were by themselves;
b) Clinton used ink when writing his thank-you letters;
c) Clinton committed himself to check the poor areas described by Jackson;
d) Clinton and Jackson prayed on a sofa;
e) Clinton and Jackson are aware of the needy areas.
3. A suitable title for the text would be:
a) The survivor;
b) The worried;
c) The ruler;
d) The prey;
e) The veneration.
Gabarito: 1. E 2. C 3. A

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TEXT 3
FOCUSED GLOSSARY
TO GET RID OF – livrar-se TORY RULE – The Conservatives in Britain
TO WAVE – abanar INSTEAD – ao invés
BOTH…AND… – Tanto…como…
01   The Labour election victory in Britain has done something extraordinary: it has transformed the
02 Nation. “Everything has changed”, announced the front page of The Independent. On the day After
03 May Day, lots of people were smiling, reported The Observer. They had, they said, got rid of the
04 Conservatives. The smiling voters had made sure, for several years at least, and possibly forever that
05 “they” had been banished.
06   After 18 years of Tory rule, the British voters have had a change of heart. Tony Blair’s new
07 Government now has the largest majority the House of Commons has seen in decades. He has
08 become the most powerful peacetime British Prime Minister this century. And he has started to
09 exercise this power immediately.
10   As the new Prime Minister, he should have reached the door of 10 Downing Street in a
11 Chauffer-driven car, waved to the crowd and walked inside. Instead he began a presidential style
12 walk-about, shaking hands and smiling broadly. As it follows, during their first few days of power, the
13 new government announced changes both in style and in policy that will impact on British political life
14 for decades.

1. The main purpose of the text is to inform that


a) There have been elections in Britain after a long period of time.
b) The Prime Minister lives at 10 Downing Street in London.
c) The Conservative Party won an election after 18 years in power.
d) The new Prime Minister is as powerful as a president.
e) The British are rejoicing with the new and powerful government.

2. The three occurrences of the pronoun “they” (twice on line 03 and once on line 05) refer
respectively to:
a) voters – the conservatives – the conservatives
b) the conservatives – people – The observer
c) people – The Observer – voters
d) people – people – the conservatives
e) people – voters – the conservatives

3. The word “rule” (line 06) can be used correctly as a verb in all alternatives but:
a) He ruled two red lines under the title.
b) She rules her household with an iron hand.
c) The doctor ruled him some strong medication.
d) The judge ruled for the defendant.
e) Terrorism ruled out any chance of peace talks.

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4. The best translation for the word “policy” (line 13) is
a) política
b) polícia
c) apólice
d) policial
e) polidez

Gabarito: 1. E 2. D 3. C 4. A

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TEXT 4
ADAPTED FROM NEWSWEEK MAGAZINE
FOCUSED GLOSSARY
TURMOIL – confusion EARNEST – sincere
STOCK EXCHANGE – mercado de ações FUSS – worry; concern
PACKING CRATES – embalagens NEWCOMERS – beginner (novato)
BACKGROUNDS – formação; meio BUTCHERS – açougueiro
WARES – mercadorias UPMARKET – extravagant; expensive
01   Ask Claudio Souza about world financial turmoil, and you get an earnest but blank stare. He
02 doesn’t follow the São Paulo Stock Exchange, hasn’t heard of the International Monetary Fund and
03 couldn’t say what all the fuss over pension reform is about. But if you want to know about trouble,
04 then Souza is a scholar. It takes only a quick visit to his home (a box made from packing crates,
05 which he shares with his stepdaughter and his pregnant wife) to see that. Like many residents of
06 favelas, Souza is out of work.
07   But there’s something else in Brazil, too. It has to do with Souza, and his prospects, but it isn’t
08 limited to him. For while Brazil’s population of 160 million includes many Souzas, it also includes the
09 likes of Vera Loyola, a bottle blonde who uses Persian rugs on the floor of her Porsche and
10 Mercedes. Loyola is the self-appointed ambassador for a dynamic tribe of newcomers who have
11 arisen from deep working class backgrounds. They are a common aristocracy for the ‘90s:
12 butchers, brickmakers, supermarketers, who made their fortunes dealing wares to a market the
13 upmarket companies neglected and they know well – the working-class suburbs. Loyola’s money
14 comes from a popular chain of bakeries and love motels.

1. Choose the correct relationship according to the text:


a) Souza – Wealthy
b) Souza – financial expert
c) Working class backgrounds – rich
d) Loyola – employee
e) Loyola – aristocrat
2. The most adequate title for the text would be:
a) A tale of two countries;
b) How to become wealthy;
c) Home-boxes;
d) The duties of a business woman;
e) The sins of a society.
3. The text aims to:
a) claim for social aid for the impoverished people;
b) expose two different brazilian faces;
c) describe Brazil’s new standard;
d) relate the legacy of two human beings;
e) propose a new background for brazilians.

Gabarito: 1. E 2. A 3. B

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TEXT 5
FOCUSED GLOSSARY
TO BREED – gerar FOOTHOLD – a secure position
SHEER – pure TO MENTOR – to advise (aconselhar; orientar)
STRENGHT – força CROP – safra; colheita
GENDER GAP – desigualdade LAG BEHIND – estar atrás
EARN – ganhar $ TO BEAR – to tolerate
BURDEN – tarefa; atividade INROAD – participation
NEWSWEEK MAGAZINE, MAY 18, 1998.
MOVING UP IN THE WORLD
Women have more influence than ever in G-8 countries. But for all their gains, they’re still
seeking parity with men.
  Money breeds money and power breeds power. Those who have some of either can
usually generate more of both. It’s taken women a long time to gain a foothold in business and
government, but they may finally have reached a critical mass. Of course, in terms of sheer
numbers, men are still comfortably in the lead. But globally prominent women in the private
and public sectors can no longer be counted on two hands. In fact, there are hundreds of them,
in groups like the International Women’s Forum, who are mentoring the next generation. If
the notion of strength in numbers holds true, this new crop of educated, working women will
undoubtedly help close the gender gap that still exists in wages, government participation and
child care.
WOMEN IN THE WORK FORCE
Though more women work outside the home than ever before, they continue to lag behind
men in wages. On average, they earn just one half to three quarters of a man’s pay.
LIFESTYLE CHOICES
From New York to Tokyo, women still bear most of the burden of housework and child care,
though some studies show that men are beginning to lend a helping hand.
PARTICIPATION IN GOVERNMENT
Women are making inroads in politics, but they still don’t have an equal influence on policy.
Men continue to hold the majority of parliamentary seats and key government positions.

1. Assinale a alternativa que apresenta a idéia central do texto.


a) A importância da figura feminina na família.
b) As conquistas femininas na sociedade atual.
c) A dificuldade de a mulher participar ativamente na política.
d) A influência da mulher na educação dos filhos.
e) O interesse das mulheres em conhecer os oito países mais desenvolvidos do mundo.

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2. De acordo com o texto, indique se as afirmações a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Though women are making progress in politics, fewer of them are having children.
( ) Despite the fact that men are helping more, women still do most of the housework.
( ) More women work outside the home but many of them still get lower wages.
A sequência correta é
a) V–V–F
b) V–F–F
c) V–F–V
d) F–V–V
e) F–V–F

3. Assinale a alternativa que expressa o sentido da palavra “breeds” na frase “money breeds
money and power breeds power” (l. 01)
a) destrói
b) afasta
c) exige
d) corrompe
e) gera

4. O segmento “seeking parity with men” (subtítulo) tem sentido semelhante a


a) being in the lead.
b) ignoring men.
c) getting respect.
d) trying to close the gender gap.
e) getting well with men.

5. A palavra “both” (l. 02) se refere a


a) Homens e mulheres.
b) Dinheiro e poder.
c) Setor público e privado.
d) Empresários e políticos.
e) Organizações nacionais e organizações internacionais.

6. A alternativa que melhor expressa a idéia da frase “... can no longer be counted on two hands”
(linhas 04 e 05) é
a) já não é mais possível contar nos dedos das mãos.
b) não são tão longos como os dedos das mãos.
c) ainda se pode contar com as duas mãos.
d) já não se desejam mais trabalhos manuais.
e) a contagem não é feita manualmente.

Gabarito: 1. B 2. D 3. E 4. D 5. B 6. A

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TEXT 6
ADAPTED FROM NEWSWEEK MAGAZINE
FOCUSED GLOSSARY
BETTING – (gambling), apostar QUAINT – curioso; exótico; estranho; incomum
UNSPOILED – saudável; não danificado MERGE – juntar-se, fundir-se, incorporar-se
DEAL – negócio; negociar, tratar, lidar SHAREHOLDERS – acionistas
PROUD – orgulhoso(a) UNWILLING – sem vontade, relutante; hesitante
ICON – imagem; símbolo DESPITE – apesar
SHRINKING – encolhida; reduzida YUPPIE – jovem bem sucedido e bem pago
WORLDWIDE – ao redor do mundo; mundial PUNY – franzino, fraco, insignificante
ENGINES – motores BOOMING – crescente; próspero

BETTING ON VOLVO (High)


  It seems almost quaint in retrospect , an age of innocent and unspoiled nationalism. The
year was 1993, and Swedish carmaker Volvo planned to merge with French-owned Renault.
After the deal was signed, shareholders refused to go on: proud Swedes were unwilling to
combine Volvo, their national icon, with a state-controlled French company. The scene was
quite different last January when Ford agreed to pay US$ 6.5 billion for Volvo’s car business.
Despite Volvo’s reputation for building the world’s safest cars, it’s long been clear that the
company wouldn’t find a seat at the shrinking table. Drive through America’s yuppie territories
and you’d think Volvo was a dominant carmaker, but its buyers took home just 400,000 vehicles
worldwide last year.
  Their puny sales wouldn’t generate enough cash to redesign today’s cars, expand into
sport utility vehicles or develop the fuel-cell engines that may power vehicles in the coming
decades. Better to sell and concentrate on Volvo’s booming truck business as its rival Swedish
truckmaker Scania.

1. O texto anuncia:
a) A junção da Volvo com a Renault.
b) A venda da Volvo e da Renault para a Ford.
c) Que fatores nacionalistas suecos impediram uma grande transação comercial com os
americanos.
d) A venda da Volvo automóveis para a Ford.
e) O sucesso de vendas dos automóveis Volvo.

2. De acordo com o texto, a relação correta é:


a) Renault – Swedish
b) Ford – French-American
c) Volvo Cars – French
d) Volvo Trucks – Swedish
e) Scania – American

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3. Entre os dados apresentados pelo texto, não consta:


a) qual foi o valor da venda da Volvo automóveis.
b) qual foi o prejuízo da Volvo caminhões.
c) quantos carros a Volvo vendeu no mundo no último ano.
e) qual empresa constrói os carros mais seguros do mundo.
e) se a Volvo sueca continuará existindo.

Gabarito: 1. D 2. D 3. B

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TEXT 7
ADAPTED FROM TIME MAGAZINE (high)
FOCUSED GLOSSARY
PORTFOLIO – carteira (pasta) de ações; títulos; pasta PROFITS – lucros
STOCKS – bolsas; mercados de valores TO STICK – manter-se
HAVE RISEN – cresceram, aumentaram CRUMB – migalha
MEANWHILE – enquanto isso; no decorrer do tempo HIRING – contratar
BONDS – bônus, obrigações do tesouro TREASURY – tesouro
HAVEN – (port, harbor), refúgio; santuário; porto CURRENCY – papel moeda; dinheiro
INTEREST RATES – taxas de juros SHARES – ações
BOTTOM LINE – principal; essencial, mais importante CURRENT – atual, corrente
THRIVE – (prosper, grow) – prosperar, crescer PLUNGE – cair; mergulhar
WHOLESOME – (healthy, sound) – saudável
  Now is the time to take a good look at your portfolio, especially stocks that have risen
strongly. You may just want to take your profits before they begin to decline. Meanwhile, pick
up some bonds, which represent value when inflation is down (as it is now), and can provide
a safe haven from a volatile market. With inflation low, and interest rates on treasury bonds
at about 6 percent, the returns look promising. The bottom line is that long term is the best
strategy, if you can stick with it in the bad times. But if you are going to need the money in your
current portfolio in 3-5 years, now is the time to sell some of it: it’s the people who stay in for
the last crumb who get killed.

1. According to the text:


a) hiring is recommended if you need currency in 3 to 5 years;
b) exchanging dollars into healthier foreign currency is a good thing to do;
c) the inflation rate is about 6 percent;
d) bad times are expected;
e) whoever invests on crumbs will thrive.

2. This text intends to:


a) describe the stock market;
b) offer advice on monetary transaction;
c) explain how crumbs get broken;
d) report that in the meantime inflation will be high;
e) figure a way out to plunge.

3. A suitable title for the text would be:


a) preparing for the crash;
b) inflation times;
c) the boom of the stock market;
d) how to sell;
e) the power of a volatile market.
Gabarito: 1. D 2. B 3. A

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TEXT 8
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
FOCUSED GLOSSARY
STRIKER – artilheiro, goleador TOE – dedos dos pés
HIGH-STAKE – alta quantia BIDDING – lance; oferta
TO RUN OF – ficar sem mercadoria JERSEY – camiseta de clubes esportivos
FEE – taxa; multa ENDORSEMENT – contrato de imagem
GRIN – sorriso EARLOBE – orelha
STUD – brinco TO BERATE – xingar
SHOT – chute; arremesso SPREAD-EAGLED – amplo como uma águia
ENGINE – motor TO WRECK – colidir; destruir
DEMEANOR – comportamento UNFAZED – calmo; confiante

THE STRIKER WITH THE GOLDEN TOE


Newsweek, June 1997
A high-stakes bidding war for the kid who may be the next Pelé
By John Parry

01   Street vendors outside the Camp Nou Stadium in Barcelona routinely run of No. 9 jerseys.
02 That’s the number worn by striker Ronaldo Luiz Nazário de Lima. “It’s the most popular shirt, the one
03 all the fans want”, says a salesman. Fans aren’t the only ones fighting over Ronaldo, a Brazilian who,
04 at the age of 20, is already being likened to his famous country man Pelé. His agents are negotiating
05 to make him one of the world’s most expensive football players. Barcelona Football Club wants him
06 to stay, but an Italian team, Inter Milan, is offering to pay Barcelona a $32 million transfer fee and to
07 nearly double Ronaldo’s current salary to $3 million a year. That may pale next to the Nike contract
08 he won’t discuss.
09   In the age of big endorsements and stars who go by one name, Ronaldo is the perfect icon.
10 His grin is boyish, his head is shaved and his left earlobe is punched with two gold studs. Two
11 Spanish journalists have already written a biography, titled “Ronaldo: King of the year 2000.” “He’s
12 very popular, a real pop star”, says his coach, Bobby Robson. He’s like Michael Jackson, Elton John
13 and the Beatles all rolled into one.” Cameras sometimes catch him berating himself under his breath
14 after a missed shot. But Spanish fans are more accustomed to seeing him after a score in full sprint,
15 arms spread-eagled – a ritual known as the airplane. How long will his engines keep churning?
16 Contract disputes, media attention and drugs have wrecked the careers of other young stars. For
17 now, Ronaldo’s life seems stable. “I try to keep what I want in life as simple as possible”, says the
18 superstar, who lives in the seaside town of Castelldefels, 15 minutes outside Barcelona, and
19 gets frequent visits from his girlfriend, Susana Werner, also a Brazilian footballer.
20   With an unassuming demeanor, Ronaldo says he’s unfazed by the big time. “I’ve just always
21 been that way, on and off the field. I don’t feel the pressure. I just concentrate on playing: I think a lot
22 about my work.” Right; when they pay $3 million a year, jobs are really worth thinking about.

1. A alternativa que melhor expressa o título do texto é a seguinte:


a) O goleador de cabeça raspada.
b) O jogador de brinco de ouro.

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c) O adversário temido.
d) O atacante valioso.
e) O astro da torcida.

2. A frase que melhor resume o texto é a seguinte:


a) A comparação entre Ronaldinho e Pelé.
b) O estilo de vida de Ronaldinho.
c) A preparação de Ronaldinho para a Copa do Mundo de 1998.
d) A proposta publicitária milionária oferecida a Ronaldinho.
e) O valor do atleta Ronaldinho.

3. Leia as frases a seguir.


I. O Barcelona propôs a Ronaldinho um salário de trinta e dois milhões de dólares para
permanecer no clube.
II. A proposta de um time italiano é pagar trinta e dois milhões de dólares pela transferência
de Ronaldinho.
III. A proposta de um cluble italiano é triplicar o salário de Ronaldinho.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas II e III.

4. A alternativa que melhor expressa a idéia da frase “How long will his engines keep churning?”
(linha 18) é a seguinte:
a) Até quando seus fãs continuarão assediando-o?
b) Até quando ele manterá esse ritmo?
c) Qual é a extensão dos recursos oferecidos a Ronaldinho?
d) Como funcionam as empresas de Ronaldinho?
e) Como Ronaldinho mantém o seu charme?

5. Leia as afirmações a seguir e determine se são falsas (F) ou verdadeiras (V).


( ) Ronaldinho tem dois brincos de ouro na orelha direita.
( ) Quando Ronaldinho erra um lance, geralmente grita palavrões.
( ) Apesar de sua fama e riqueza, Ronaldinho tenta manter um estilo de vida simples.
A sequência correta é
a) V – V – F.
b) V – F – V.
c) F – V – V.
d) F – F – V.
e) F – V – F.

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6. O fragmento sublinhado em “That may pale next to the Nike contract he won’t discuss” – linha
09 – remete à idéia de que Ronaldinho
a) não comentou o valor do contrato da Nike com o time italiano.
b) não tinha idéia do interesse da Nike.
c) recusa-se a falar sobre a cifra oferecida pela Nike.
d) pretende discutir o assunto com os jornalistas.
e) não discutirá os valores do contrato com os dirigentes da Nike.

7. A palavra sublinhada em “His agents are negotiating to make him one of the world’s most
expensive football players” (linha 05) refere-se a
a) Pelé.
b) empresários.
c) Barcelona Football club.
d) Nike.
e) Ronaldinho.

Gabarito: 1. D 2. E 3. B 4. B 5. D 6. C 7. E

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TEXT AND TESTS 2
FOCUSED GLOSSARY
To breathe – respirar To update – atualizar
Standard – padrão to launch – lançar; iniciar
To thwart – to frustrate wisely – sabiamente
To reason – raciocinar; deduzir slick – hábil; esperto; persuasivo
Profitable – lucrativo afford – arcar (com custos)
Gross revenues – receita bruta to achieve – atingir, alcançar (uma meta)
Compliance – concordância; complacência slightly – ligeiramente; levemente
Net income – renda líquida

TEXT 1 – From the Environmental Protection Agency Home Page


  Tens of thousands of people die prematurely each year from microscopic toxic particles in
the air we breathe. To reduce particle pollution to safe levels, Environmental Protection Agency
(EPA) has proposed updating the decade-old health standard for so-called “particulate matter”.
According to the EPA, updated health standards, in combination with other ongoing pollution
control initiatives, will save 35,000 lives each year.
  Even before EPA formally proposed these new health standards, major power, oil, chemical,
paper and mining companies launched a multi-million dollar public relations campaign to
thwart any change in air pollution standards. Wisely, these corporations reasoned that it was
more cost effective to buy public opinion and influence the congress with slick public relations,
than to buy the pollution control equipment required by the rule.
  More to the point, major particulate polluters are extraordinarily profitable and can easily
afford pollution controls needed to clean the air. This study found that the combined gross
revenues for 105 of the nation’s top particulate polluters averaged $1.2 trillion dollars per year
for the last two years (1995-1996), 200 times the cost of achieving the proposed particulate
standard. In contrast, EPA estimates the cost of compliance with the new health standard
at $6.3 billion per year, or less than half of one percent of the gross revenues of the major
polluters. A slightly larger number of companies (114 of the top polluters) reported annual
profits (net income) of $68.6 billion for the same period, more than eleven times the yearly
cost of meeting the new health standard.

1. According to the text:


a) EPA itself would be able to save more than 30,000 lives each year;
b) The pattern for safe levels of pollution is archaic;
c) Toxic particles in the air we breathe doesn’t seem to concern anybody;
d) Updating health patterns has no connection with “saving lives”;
e) Major polluter companies are very desirable on improving environmental quality.

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2. The text doesn’t suggest that:


a) some of the richest and most powerful corporations are not cooperating to establish any
improvements in air pollution standards;
b) the affordability of pollution control measures is not the real issue for these polluters;
c) thousands of lives can be saved;
d) the corporations described are highly profitable;
e) the Federal Government is setting rational strategies to control particulate pollution.

3. EPA estimates the rate of compliance with the new health standard of the gross revenues of the
major polluters is (3rd paragraph):
a) between 0,5% and 1%;
b) less than 0,5%;
c) more than 0,5%;
d) approximately 1%;
e) the passage doesn’t inform.

4. An appropriate title for the text would be:


a) Federal Government pressures the top polluting companies;
b) Big companies launch a multi-million dollar campaign in order to prevent air pollution;
c) Pollution control equipment is purchased by the main polluters companies;
d) Big polluters, big profits, and the fight for cleaner air;
e) The Environmental Protection Agency gives up the fight for a cleaner air.

Gabarito: 1. B 2. E 3. B 4. D

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TEXT 2 – LINX TO THE PAST
FOCUSED GLOSSARY
Wild – selvagem inx – lince; gato selvagem
To roam – percorrer; vagar surrounded – cercado
Clutch – grupo curled – curvado
To lean down – abaixar-se; inclinar-se to poke – apontar; empurrar
To blink – piscar paws – patas
Hindquarters – dorso; lombo to pad – andar
Ravine – ravina; desfiladeiro
  The first wild linx to roam Colorado’s San Juan Mountains in 25 years initially wanted
nothing to do with the place. Surrounded by a clutch of biologists from the Colorado Division
of Wildlife, the young female from Canada remained obstinately curled inside her metal box.
Finally one of the biologists, Gene Byrne, leaned down and looked in. “Hey,” he said, “you’re
free!” The linx poked her pointy-eared head out of the box and blinked at the snow-reflected
sunlight. The rest of her followed, revealing a beast about twice the size of a fat housecat with
huge paws and hindquarters. She looked around and padded off across a ravine, toward the
edge of the forest that would be her new home. Byrne smiled as the animal disappeared into
the trees. “The linx,” he said, “are back in Colorado.”

1. Todas as perguntas podem ser respondidas com as informações contidas no texto, exceto:
a) Qual o sexo do gato selvagem?
b) De onde veio o gato selvagem?
c) Qual o tamanho aproximado do gato selvagem?
d) Onde o gato selvagem foi trazido?
e) De que alimenta-se o gato selvagem?

Gabarito: 1. E

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TEXTO 3
FOCUSED GLOSSARY
SOIL – solo TO DEVELOP – revelar (filmes), desenvolver
TO SUE – processar SKETCH PAD – bloco de notas
Think you feel bad about those lost vacation photos? Consider Barry Mathews. In 1993 the
British geologist traveled to the Arctic Circle. There, he photographed soils and vegetation for a
study on climate change. Back in England, he took the film to his local pharmacy for developing.
That was the last he saw of it. Three years later, the pharmacy admits it lost the film. Mathews,
59, is suing for $ 30,000 – the cost of another trip. Our advice: take a sketch pad.

1. According to the text, Barry Mathews


a) Took important pictures when in the Arctic Circle.
b) Is willing to go to the Arctic Circle again next year.
c) Went to the Arctic Circle on holiday three years ago.
d) Spent all his money while he was in the Arctic Circle.
e) Has lived in the Arctic Circle for three years.

2. The question that cannot be answered with the information given in the text is
a) Where does Mathews live?
b) What does Mathews do?
c) Where did Mathews go in 1993?
d) How long did Mathews stay in the Arctic Circle?
e) What did Mathews photograph in the Arctic Circle?

3. The verb feel as in feel bad (line 01) could be followed by the words in all alternatives but
f) sleepy.
g) good.
h) tired.
i) sorry.
j) gladly.

4. The sentence Consider Barry Mathews (line 01) could be replaced, without alteration in
meaning, by
a) Think about Barry Mathews.
b) Remind Barry Mathews.
c) Judge for Barry Mathews.
d) Refer to Barry Mathews.
e) Console Barry Mathews.

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5. The phrase his local pharmacy (line 03) tells us that the pharmacy
a) Stands across the street from Mathews’s house.
b) Belongs to Mathews.
c) Is in the Mathews’s neighbourhood.
d) Is the only one in his town.
e) Only operates locally.

6. The word later (line 04) could be replaced, without alteration in meaning, by
a) afterwards.
b) ago.
c) before.
d) back.
e) then.

7. The advice given in the last sentence is meant to be


a) helpless.
b) humorous.
c) explanatory.
d) serious.
e) complimentary.

Gabarito: 1. A 2. D 3. E 4. A 5. C 6. A 7. B

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TEXT 4
FOCUSED GLOSSARY
To handle – manusear; manipular to harm – ferir; machucar
Disease – doença achy – dolorido
Fever – febre right away – imediatamente
Wound – machucado; ferimento gauze pad – gaze
To jag – cortar profundamente to cough – tossir
Lung – pulmão sputum – escarro
01 At least half of all emergency room visits are for problems that don’t require immediate attention or
02 that would be better handled by a patient’s own doctor. Here, guidelines for judging which is
03 which. A high fever is not necessarily urgent. Even a temperature of 40o C won’t harm those
04 without chronic medical conditions such as diabetes, emphysema, or heart disease. If you are achy
05 all over and have a fever, call your doctor. Exception: any fever in a child younger than 2 months or
06 an adult older than 65. In those cases, get medical attention right away. Heavy bleeding from a
07 small wound on the face, scalp, or hands is less serious than commonly believed. These areas
08 enjoy a rich blood supply, so a small cut may bleed profusely. Your only option is to apply pressure
09 with a clean gauze pad. Sutures are necessary if a wound is deep or jagged or if it hasn’t stopped
10 bleeding after applying pressure. Doctors won’t suture a wound that’s been open for 12 hours or
11 more. Coughing up blood is not always a medical emergency and it is rarely a sign of lung cancer
12 or tuberculosis. Anyone with a bad cold or bronchitis can cough up a little bloody sputum, so if you
13 are otherwise healthy, just call your doctor.

1. O texto nos diz que


a) um corte que sangra abundantemente não pode ser suturado.
b) bebês e pessoas idosas têm prioridade nos pronto-socorros.
c) febre alta não deve preocupar portadores de diabetes ou enfizema.
d) a maioria das pessoas não é bem atendida nos pronto-socorros.
e) metade dos casos de pronto-socorro não são de urgência.

2. O título mais apropriado para esse texto seria


a) Guidelines for the inexperienced doctor.
b) When not to go to the emergency room.
c) You and your doctor.
d) What to do at the emergency room.
e) How to get alternative therapy.

3. A expressão que melhor substitui “right away” (linha 6) é


a) in a while.
b) later on.
c) sooner or later.
d) at once.
e) afterwards.

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4. A melhor tradução da palavra “enjoy” (linha 7) nesse contexto é
a) emprestam
b) rejeitam
c) gostam
d) enjoam
e) recebem

5. Na frase .... “and it is rarely a sign of lung cancer” (linha 11) o pronome “it” se refere a
a) coughing up blood
b) a medical emergency
c) a sign
d) lung cancer
e) tuberculosis

Gabarito: 1. E 2. B 3. D 4. E 5. A

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TEXT 5
FOCUSED GLOSSARY
Physicist – físico (o profissional) on her own – sozinha; por conta própria
to coin – to invent; inventar award – prêmio; premiar
Leaping – off point – marco dust – poeira
Grimly – tristemente disabled – incapacitado
Blindness – cegueira deafness – surdez
01   During her lifetime, madame Marie Curie was the world’s most famous woman scientist – and
02 so she remains today. With her husband, Pierre Curie, and the French physicist Henri Becquerel, and
03 later on her own, Curie pioneered the study of radioactivity (a word she coined). In 1903, the Curies
04 and Becquerel shared the Nobel Prize for physics for their work measuring the radiation of uranium
05 and for discovering two new radioactive elements, polonium and radium. It was the first time a woman
06 had ever won a Nobel.
07   In 1911, Curie became the first and only woman to win a second Nobel prize. She earned, on
08 her own, the award in Chemistry for isolating pure radium. With regard to the chemical elements, the
09 detection of radium is said to be second in importance only to the discovery of oxygen. Curie’s work
10 was not only a leaping-off point for the modern field of nuclear medicine, but it helped lay the
11 groundwork for the most important development in 20th – century science – the discovery of the
12 structure of the atom.
13   Curie demonstrated that women could excel in male-dominated fields.
14   Both Curies paid a high physical price for their work with radiation – which included a number
15 of experiments in which they burned themselves with radioactive compounds to observe the effects.
16 “Dust , the air of the room, and one’s clothes, all become radioactive,” Curie noted grimly. Radiation
17 sickness rendered Pierre an invalid before his death. Their daughter Irene, their son-in-law and
18 numerous lab assistants all died or were severely disabled by various radiation-linked diseases. Marie
19 lived into her sixties, but suffered generally poor health, as well as increasing blindness and deafness,
20 for years before her death from leukemia.

1. Considerando o texto, pode(m)-se afirmar:


I. O casal Curie viveu grande parte da sua vida dedicado à ciência.
II. Madame Curie foi pioneira no estudo da radiatividade.
III. Dois prêmios Nobel foram concedidos a Pierre Curie.
Está (ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas II e III.
2. O segmento “the award” (l. 08) refere-se a
a) chemistry
b) radium
c) prize
d) radiation
e) uranium

www.acasadoconcurseiro.com.br 163
3. Com relação à informação contida no trecho “With regard to the chemical elements, the
detection of radium is said to be second in importance only to the discovery of oxygen” (l. 08-
09), pode-se afirmar:
a) É atribuída igual importância à descoberta do rádio e do oxigênio.
b) A descoberta do oxigênio é considerada mais importante que a descoberta do rádio.
c) A descoberta do átomo serviu de base para o trabalho de Madame Curie.
d) A descoberta do oxigênio é a segunda mais importante no campo da Química.
e) Madame Curie descobriu o rádio e o oxigênio.

4. A palavra “groundwork” (l.11) tem sentido semelhante a


a) theory
b) experiment
c) foundation
d) research
e) construction

5. Em relação à informação contida na frase “Both Curies paid a high physical price for their work
with radiation” (l. 14), é correto afirmar que os Curies
a) earned a lot of money with their research.
b) had to subsidize the costs of their research.
c) paid other physicists to help them.
d) paid a price which was not monetary.
e) paid a high sum of money to the government.

6. A alternativa que melhor expressa a idéia da frase “Curie demonstrated that women could
excel in male-dominated fields” (l.13) é a seguinte:
a) Curie apresentou seu trabalho para um grupo de cientistas masculinos.
b) Curie demonstrou a excelência masculina no domínio da ciência.
c) Curie declarou que o mundo da ciência é dominado pelos homens.
d) Curie conseguiu despertar a atenção de cientistas do sexo masculino.
e) Curie conseguiu mostrar que as mulheres podem sobressair-se em áreas dominadas pelos
homens.

7. A alternativa que expressa o sentido do termo sublinhado em “... rendered Pierre an invalid
before his death” (l. 17) é
a) pareceu.
b) notou.
c) afetou.
d) tornou.
e) influenciou.

8. Considerando o texto, pode(m)-se afirmar:


I. Madame Curie morreu antes de completar 60 anos, em decorrência de leucemia.
II. Madame Curie ficou cega e surda.
III. Elementos do laboratório dos Curies, inclusive o ar que respiravam, tornaram-se radiativos.

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Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas II e III.

9. Assinale a alternativa que melhor expressa o objetivo do texto.


a) Chamar a atenção para a importância da descoberta do polônio e do rádio.
b) Alertar sobre os malefícios da radiatividade para o ser humano.
c) Apresentar fatos relevantes da biografia de uma grande cientista.
d) Contar um pouco da história do prêmio Nobel.
e) Relatar o surgimento da Química como campo de estudo.

Gabarito: 1. D 2. C 3. B 4. C 5. D 6. E 7. D 8. E 9. C

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TEXT 6 – (ADAPTED FROM NEWSWEEK MAGAZINE)
FOCUSED GLOSSARY
To tap – selecionar; dar um “tapinha” amistoso random – aleatório
Thus – assim; desta forma endurance – resistência
Swung – mexeram-se; moveram-se to thin out – afinar
Sample – amostra drip of chilled glucose- gotejamento da
glicose espessa
Bled – sangraram; sangrou thrown off – retirado; expulso
Wheels – rodas sham – vergonha
To improve – melhorar drumbeat – barulho; alarde
Newscasts – banca de jornais to spread – espalhar
Graft – suborno to pale – empalidecer
Beside – ao lado coaches – técnico; treinador
Threat – ameaça even – mesmo; até mesmo
Naïve – ingênuo sweat – suor; suar
To crush – esmagar to amount – somar
Fees – honorários; taxas swifter – mais rápido
Luster – lustro; brilho to tarnish – manchar
Dim – desbotar

  It started to go wrong for French cyclist Erwan Menthéour between Paris and Nice, when
race officials tapped him for random drug testing. Just before the 1997 competition, he had
taken erythropoietin (EPO), an anemia drug that increases the number or red cells in the
blood and thus an athlete’s endurance. Menthéour’s trainer and doctor swung into action,
desperately trying to thin out his blood before he gave a blood sample. They started a drip of
chilled glucose. They bled him. But still he tested positive. He was thrown off the racing circuit
– but not for long. He claimed that his red count seemed high not because he’d taken EPO but
because he had had diarrhea and was dehydrated. Menthéour was back on his wheels in two
weeks. In fact, his excuses were all a sham: for almost as long as he’d been racing, Menthéour
told he had been taking drugs (“doping”) to improve his performance. “For two years I took
EPO, growth hormone, anabolic steroids, testosterone, amphetamine,” he says. “Just about
everything. That was part of the job.”
  The drumbeat of scandal has filled newscasts and sports pages all year, with revelation
after revelation about the Salt Lake City Olympics organizing committee spreading around
money and other favors to win the 2002 Games. But a little graft in Utah pales beside what
a growing number of coaches, trainers, officials and athletes call the real scandal in sports.
The greatest threat to the image, integrity and even the continued existence of elite-level
international competitions from the World Cup to the Tour de France to the Olympic Games
themselves is the use of illicit performance-enhancing drugs. “Doping” among world-class
competitors is rampant, admit many athletes.
  Only the most naive sports fan can still be shocked that drugs and athletes go together
like socks and sweat. The pressure to win is crushing, the millisecond difference between gold
and silver can amount to millions in endorsement contracts and appearance fees. Doping has

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now spread beyond elite sport. The use of androstenedione among kids has risen fivefold.
And a study last year found that 2.7 percent of Massachusetts middle-school athletes were
using steroids. Better drug detecting strategies and technologies alone won’t make sport
clean. Athletes themselves have to believe that the International Olympic Committee (IOC) and
international sport federations will, at least eventually, catch anyone who uses performance-
enhancing drugs. They have to believe, in other words, that their competitors aren’t getting
a free pass. Absent that trust, many athletes will not resist the siren call of swifter, higher,
stronger through chemistry. And the luster of the Olympic rings, already so tarnished, will dim
even more.

1. According to 1st paragraph:


a) French cyclist Erwan Menthéour died after he had taken EPO
b) Erwan Menthéour fell and bled during a bicycle race
c) Erwan Menthéour ended on a wheelchair
d) For Erwan Menthéour, doping seemed to be a normal procedure
e) Erwan Menthéour had had diarrhea and was dehydrated

2. According to 2nd paragraph:


a) French cyclist’s scandal was broadly covered by the media
b) Salt Lake City Olympics Committee blamed Menthéour for the scandal
c) The real menace to the image, integrity and existence of elite competitions is “doping”
among athletes
d) The use of illicit performance-enhancing drugs is dropping
e) People involved with sports don’t admit the use of “doping”

3. According to 3rd paragraph:


a) Most sports fans are shocked with “doping” scandal
b) It can be inferred a relation between the pressure to win and the use of “doping” among
athletes
c) The use of performance drugs has plunged among kids
d) Improved drug detecting strategies and technologies will make the sport tidier
e) One who uses performance drugs will have to be caught by the sports entities

4. A suitable title for the text would be:


a) Random drug testing
b) Nice Athletes
c) The real scandal
d) Menthéour Meteor
e) The brightness of the Olympics

Gabarito: 1. D 2. C 3. B 4. C

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TEXT 7 – The Coming Merging of Mind and Machine
FOCUSED GLOSSARY
Merging – fusão to achieve – atingir; alcançar
to soar – elevar-se; voar alto stunningly – formidavelmente; assombrosamente
Patterns – padrões to enable – capacitar
to allow – to permit; permitir to share – compartilhar; dividir
To master – dominar sum – soma
to counteract – neutralizar cochlear – ouvido
Stroke – derrame screen – tela

  Once computers achieve a level of intelligence comparable to that of humans, they will
necessarily soar past it. For example, if I learn French, I can’t readily download that learning to
you. The reason is that for us, learning involves successions of stunningly complex patterns of
interconnections among brain cells (neurons) and among the concentrations of biochemicals,
known as neurotransmitters, that enable impulses to travel from neuron to neuron. We have no
way of quickly downloading these patterns. But quick downloading will allow our nonbiological
creations to share immediately what they learn with billions of other machines. Ultimately,
nonbiological entities will master not only the sum total of their own knowledge but all of ours
as well.
  As this happens, there will no longer be a clear distinction between human and machine.
We are already putting computers — neural implants — directly into people’s brains to
counteract Parkinson’s disease and tremors from multiple sclerosis. We have cochlear implants
that restore hearing. A retinal implant is being developed in the U.S. that is intended to provide
at least some visual perception for some blind individuals, basically by replacing certain visual-
processing circuits of the brain.
  Recently scientists from Emory University implanted a chip in the brain of a paralyzed
stroke victim that allows him to use his brainpower to move a cursor across a computer screen.

1. Mark the true sentence(s) with a T and the false one(s) with an F according to the text. Then
select the alternative that indicates the correct order.
( ) People already have the opportunity to be helped by nonbiological creations.
( ) There have been successful experiences with computers pieces being implanted into
humans.
( ) We’ve always had the chance to share our Iearning with machines.
a) T-T-T
b) T-T-F
c) F-F-F
d) T-F-F
e) F-T-F

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2. But in the sentence But quick downloading... can be substituted for:


a) although.
b) though.
c) therefore.
d) whether.
e) however.

3. Which of the folIowing questions would be appropriate for the sentence The neurotransmitters
enable impulses to travel from neuron to neuron.
a) Why do neurotransmitters travel from neuron to neuron?
b) What do neurotransmitters do?
c) What kind of impulses do neurotransmitters have?
d) How far can neurotransmitters travel?
e) When are impulses able to travel?

4. Him in line 15 refers to:


a) scientists from Emory University.
b) chip in the brain.
c) his brainpower.
d) cursor.
e) paralyzed stroke victim.

5. Ultimately line 7 could be substituted for:


a) Iately.
b) recently.
c) finally.
d) initially.
e) totally.

Gabarito: 1. B 2. E 3. B 4. E 5. C

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TEXT 8 – ADAPTED FROM NEWSWEEK MAGAZINE
FOCUSED GLOSSARY
Buzz – conversa; “barulho”; alarde gyms – academias
Powder – pó chewing gum – goma de mascar
To boost – aumentar liver – fígado
Kidneys – rins though – embora
Cramps – cólicas; cãibras manufacturers – fabricantes
Widely – largamente; amplamente although – embora
To advise – aconselhar supply – fornecimento; suprimento

  Americans assume that anything natural must be safe. That’s the buzz about creatine,
a muscle-building supplement that’s become as common as sweaty towels in gyms across
the country. Since it hit stores in 1992, creatine – sold as powder, capsules, candy and even
chewing gum – has become a US$ 100 million industry, boosted by endorsements from athletes
including baseball and football professional players. Creatine gives athletes extra power by
increasing energy available to the muscles, allowing them to recover more quickly and thus get
stronger faster. The process happens naturally: creatine is made in the human liver and kidneys
and ingested in meat and fish.
  Though users have complained about nausea, diarrhea and cramps, manufacturers insist
creatine has no side effects. If it were so dangerous, they argue, it wouldn’t be used so widely.
Although some universities now advise their athletes to avoid the supplement, its popularity
remains strong, even at up to US$ 50 for a month’s supply. Robert Presti, 33, who runs The vitamin
Store in New York City, says creatine is his best-selling sports supplement. The controversy won’t
stop him from taking it, either. “My body has responded well to it”, says Presty.
1. The main purpose of the text is
a) to inform how a muscle-building supplement may be sold
b) to discuss the athletes’ food habits
c) to report that creatine may cause sickness though Americans have broadly been taking it
d) to reinforce the point that muscle-building supplements should not be taken
e) to present a brand-new muscle-building supplement
2. A suitable title for the text would be:
a) Building muscles
b) The new muscle candy
c) How to increase exercising performance
d) Natural is safe
e) Athletes excerpts
3. The question that CANNOT be answered with the information given in the text is:
a) How does creatine works?
b) When creatine first appeared in the stores?
c) How much money is necessary for a 30-day’s supply od creatine?
d) Does creatine cause side effects?
e) How much creatine should be taken by an individual?
Gabarito: 1. C 2. B 3. E

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TEXT 9 – FABLE OR REALITY? (ADAPTED FROM NEWSWEEK MAGAZINE)


FOCUSED GLOSSARY
To pose – fazer; propor to cling – aderir
Spark – faísca; centelha to imbue – imbuir; animar
Breath – fôlego; respiração researchers – pesquisadores
to warn – advertir to dare – ousar; desafiar
test tube – tubo de ensaio
  There is a question that is simple for scientists to pose but extremely difficult to answer:
what is life? Yes, biologists can list the qualities of being alive – the basic ability to reproduce and
to derive energy from the world outside, the rudimentary ability to grow and to excrete waste.
But that recitation is deeply unsatisfying, so much that many people – even a few scientists –
cling to the romantic idea that there must be a vital spark, something that cannot be reduced to
mere biochemicals, that imbues inanimate matter with the breath of life. That notion, however,
may be condemned. Researchers are on the border of determining the minimum number of
genes that life needs to live. And to really prove their case, the scientists from The Institute
for Genomic Research (TIGR) might have to do what many researchers have envisioned, what
some have warned about, but what only science fiction has dared: they might have to create
life in a test tube.

1. De acordo com o texto, os cientistas do Instituto de Pesquisas Genéticas


a) Não têm dificuldades em responder a pergunta “o que é a vida?”
b) Poderão gerar vida num tubo de ensaio
c) Tem opiniões similares a de outros cientistas
d) Estão próximos de desenvolver a “faísca da vida”
e) Estão desafiando a ficção cientifíca

2. A melhor tradução para “excrete waste” (linha 3) é


a) descarregar resíduos
b) jogar no lixo
c) ser desperdiçado
d) formar excreção
e) desperdiçar a excreção

Gabarito: 1. B 2. A

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TEXT 10
FOCUSED GLOSSARY
To murder – assassinar led – conduziu
to match – ligar; conectar gender – gênero
Forehead – testa behaviors – comportamentos
Backgrounds – formação; ambiente; meio

CHEMISTRY OF A KILLER: IS IT IN BRAIN?


BY Anita Manning / USA TODAY, APRIL 1999.

01  What makes one out-of-control teen-ager grow up to live a normal life while another turns to
02 murder?
03  A growing body of research suggests the answer may lie in a part of the brain that controls planning,
04 reasoning and impulse control. Studies are revealing physiological differences between the brains of
05 normal people and those of people who kill.
06  “There is clearly a biological predisposition to violence”, says psychologist Adrian Raine of the
07 University of Southern California. “We know there are murderers who don’t have the usual signs – a
08 history of child abuse, poverty, domestic violence, broken homes – and yet commit violence.
09 Research suggests the cause may lie internally, in terms of abnormal biological functioning.”
10  Raine led studies comparing the brains of 41 murderers with those of 41 nonviolent people matched
11 by age and gender. He found that “murderers have poorer functioning of the prefrontal cortex, the
12 part of the brain that sits above eyes, behind the forehead. It’s a part of the brain that controls
13 regulating behaviors – the part that says ‘wait a minute’”.
14  In another study, Raine divided the murderers into two groups: those from healthy, stable family
15 backgrounds and those from abusive, dysfunctional homes. “It’s the murderers from the good home
16 environment who have the poorest brain functioning”, he says.

1. Os estudos referidos no texto apresentam fatores que podem originar um comportamento


violento. Assinale a alternativa que apresenta um fator que NÃO está mencionado no texto.
a) predisposição biológica
b) nível sócioeconômico
c) disfunção cerebral
d) histórico familiar
e) influência dos meios de comunicação

2. Os segmentos “A growing body of research” (l.3) e “dysfunctional homes” (l. 15) podem ser
substituídos, sem alteração de significado, por, respectivamente,
a) An increasing number of studies – a bad home environment.
b) The body of grown-ups – broken homes.
c) Adult bodies – poor homes.
d) A growing number of scientists – a domestic environment.
e) A growing number of studies – a healthy family.

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3. A melhor tradução para “and yet” (l. 8) é


a) ainda mais.
b) mas mesmo assim.
c) e já.
d) e por isso.
e) e assim.

4. A melhor tradução para o segmento “may lie” (l. 09) é


a) pode estar.
b) consegue revelar.
c) parece encobrir.
d) deixa passar.
e) permite enganar.

5. Os pronomes “those” (l.10) e “those” (l.14) referem-se, respectivamente, a


a) people / murderers
b) brains / studies
c) people / studies
d) murderers / people
e) brains / murderers

6. A questão central discutida no texto é a seguinte:


a) A pesquisa neurológica pode evitar crimes cometidos por adolescentes?
b) Quais as diferenças entre o ambiente familiar de um adolescente normal e o de um
criminoso?
c) Em que medida abusos sofridos na infância, pobreza, violência doméstica e problemas
familiares levam adolescentes ao crime?
d) Estará no cérebro a predisposição biológica para o impulso assassino?
e) Como construir um ambiente familiar sadio para adolescentes criminosos?

7. A alternativa que melhor expressa o objetivo do texto é


a) discutir a localização do impulso assassino existente em algumas pessoas.
b) alertar para a importância da pesquisa neurológica.
c) persuadir o público a coibir crimes de adolescentes.
d) criticar os estudos que apontam a relação entre biologia e violência.
e) chamar a atenção dos leitores para a importância do córtex cerebral na educação dos
adolescentes.

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8. Considerando-se o texto, pode(m)-se afirmar:
I. Há dados indicando que famílias bem ajustadas produzem assassinos.
II. Um dos estudos de Raine apontou uma área do córtex como responsável pelo sentido da
visão e do comportamento em geral.
III. Raine argumenta que o comportamento talvez seja controlado pelas relações sociais na
família.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas II e III.

Gabarito: 1. E 2. A 3. B 4. A 5. E 6. D 7. A 8. A

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TEXT 11 – Adapted from Newsweek magazine


FOCUSED GLOSSARY
To stump – desconcertar; deixar perplexo nearly – quase
Findings – achados to trace – procurar; buscar
Clues – pistas; indícios
  Few things in life are more satisfying than solving a mystery – especially if it involves 14
million deaths and has stumped the world for nearly 20 years. So imagine the satisfaction of
Dr. Beatrice Hahn of the University of Alabama. She announced to a conference of virologists
in Chicago that she’d learned the origins of HIV-1, the virus responsible for 99 percent of the
world’s 33 million Aids cases. Her findings, which also appeared in the journal Nature, confirm
what scientists have long suspected – that the virus came originally from an African primate.
Hahn and her colleagues were able to trace it specifically to a subspecies of chimpanzee called
Pan Troglodytes Troglodytes. The chimpanzees, it seems, carry their version of the virus but do
not get sick from it. In theory at least, they could reveal important clues about controlling Aids.

1. The most suitable title for the text would be:


a) Aids: How the plague began
b) Aids: Healing chimpanzees
c) Aids: The cure is close
d) Aids: Increasing deaths in Africa
e) Aids: Chimpanzees are getting ill

2. The word stumped in has stumped the world could be replaced without alteration in meaning
by:
a) stunned
b) blamed
c) subdued
d) disregarded
e) regretted

3. The only correct statement according to the text is:


a) HIV-1 virus is the only that causes Aids.
b) Aids origins are still unknown.
c) Dr. Beatrice Hahn was born in Alabama.
d) The chimpanzees could expose important information about Aids.
e) Aids virus came from African people.

Gabarito: 1. A 2. A 3. D

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TEXT 12 – TO HAVE AND TO HOLD (From Time Magazine)
FOCUSED GLOSSARY
Surgeons – cirurgiões surgery – cirurgia
Tissues – tecidos skin – pele
Blood vessels – vasos sanguíneos Jewish – Judeu
Yet – ainda breakthroughs – avanços

  In the beginning of 1999 Mathew Scott became the first American, and only the third
person anywhere, to receive a hand transplant from another person. The operation took nearly
15 hours and involved more than 51 surgeons, nurses and researchers. The surgery is extremely
complex. Unlike a solid organ transplant – a kidney, for example – a hand reattachment involves
multiple tissues: skin, muscle, tendon, bone, nerves and blood vessels. Jewish Hospital, which
pioneered research on the transplant, donated all the hospital costs; the doctors worked
without compensation. The operation, as Scott knows, carries risks that cannot be assessed
yet. His immune system may still reject the hand, forcing surgeons to reamputate. Or the drugs
used to prevent this may shorten his life. Even if it is successful, Scott can only hope to regain
partial use of the hand. And like many new medical breakthroughs, the transplant raises ethics
questions that technology cannot address: should doctors use potentially deadly remedies
when a patient’s life is not at risk?

1. Entre os dados apresentados pelo texto, não consta


a) Qual a nacionalidade de Mathew Scott.
b) Que tecidos foram afetados na cirurgia
c) Qual foi o custo da cirurgia para Mathew Scott
d) O que pensam os médicos a respeito do transplante
e) Se existe alguma chance da mão ser reamputada

2. De acordo com o texto, Mathew Scott


a) foi o terceiro americano a receber um transplante de mão de uma outra pessoa
b) foi operado por mais de 51 cirurgiões
c) sabe que não há riscos de Ter a mão reamputada
d) recuperará todos os movimentos da mão transplantada
e) sofreu incursões cirúrgicas na pele, músculos, tendões, ossos, nervos e vasos sanguíneos
para Ter a mão transplantada

Gabarito: 1. D 2. E

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TEXT 13 – FINALLY, THE FREE LUNCH?


FOCUSED GLOSSARY
Holy grail – cálice sagrado willpower – força de vontade
Toward – em direção a Weight – peso
Uptake – passagem left – restando; sobrando

  The “Holy Grail” of diet drugs is simple in conception – a pill that stops the body from
absorbing calories from food after it’s been eaten, not just supplementing willpower, but making
willpower unnecessary. Now researchers have taken a step toward that goal. Xenical, the first drug
intended to control weight by interfering with the uptake of fat, is under consideration for approval.
Its manufacturer, Hoffmann-La Roche, announced the results of a study described as “the largest
and longest of an obesity drug ever.” The study enlisted 892 overweight adults who participated
in a standard weight-loss program involving a 1,500 to 1,800 calorie diet and exercise. One in four
received a placebo pill, while the rest took one capsule of xenical before each meal. After a year, of
the 591 left, the placebo group had lost an average of about 6 kilos. Those on xenical lost what a
company official described, accurately, as 50 percent more weight.

1. O texto anuncia:
a) que o placebo é mais efetivo no combate à obesidade do que o xenical
b) um medicamento que interfere no sistema nervoso para combater a obesidade
c) que o fabricante do xenical serviu de “cobaia” nas experiências com o medicamento
d) casos de pessoas que não emagreceram tomando xenical
e) um novo medicamento para combater a obesidade

2. De acordo com o estudo baseado no programa de emagrecimento realizado pelo fabricante do


xenical
a) 892 pessoas perderam peso
b) 301 pessoas não encerraram o programa
c) 591 pessoas tomaram placebo
d) os adultos magros também emagreceram
e) os grupo que tomou placebo perdeu mais peso

3. A frase “a study described as the largest and longest of an obesity drug ever” seria melhor
traduzida por
a) um estudo descrito como o maior e mais longo jamais realizado de uma medicação para o
combate à obesidade
b) um estudante definiu a maior e mais longa droga para a obesidade
c) um estudo definido como grande e longo demais para a obtenção de mais uma droga para
o combate à obesidade
d) um estudo descrito como maior e mais longo que o anterior para obtenção de uma droga
para a obesidade
e) um estudo refeito em maiores proporções e tempo de uma droga para obesos

Gabarito: 1. E 2. B 3. A

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TEXT 14 – PHYSICAL FITNESS
FOCUSED GLOSSARY
Physical fitness – exercícios físicos to cope – lidar; enfrentar
Fit – em boa forma to climb – escalar
To lift – levantar; erguer to spare – dispensar; passar
Waste – desperdício; desperdiçar to stick to – manter-se
To bother – aborrecer; incomodar to suit – adequar; servir
Outdoors – ao ar livre

  Physical fitness can help you live longer, feel healthier and cope with life’s problems.
Various activities can help you keep fit: from running marathons to climbing mountains to lifting
heavy weights. For the average non-sporting person without much time to spare, activities like
these are not very practical and, to be frank, they are a waste of time. It is much better in my
view to devote no more than half an hour every other day to doing exercises. The important
thing is to stick to a routine so that you don’t say to yourself, “I won’t bother today!” or “I’ll do
it later!” If you haven’t got the willpower to establish a routine like this, a sport like tennis or
golf might suit you better. Your partner will help you remember to play regularly and you’ll be
able to get your exercise outdoors, too.
  Taking exercises can be time-consuming but the feeling of being fit and healthy makes up
for the few minutes a day it takes.

1. According to paragraph 1, physical fitness:


a) is not important
b) should not be taken into consideration
c) may result in an increase in longevity
d) does not make any difference in terms of health
e) is irrelevant in our every day routine

2. In the author’s opinion:


a) We do not need to exercise every day.
b) We should devote na hour every day to doing exercises.
c) We should devote thirty minutes every day to physical exercises.
d) We need to exercise from Monday to Friday.
e) We should exercise at least two hours a day.

3. According to the author’s conclusion, the time you spend exercising is:
a) useless
b) not worthwhile
c) a waste of time
d) worthwhile
e) too consuming

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4. Which of the following sentences does NOT express what is in the text?
a) Keeping in shape should be part of our weekly routine
b) Physical exercise should be avoided by those who do not enjoy it
c) Physical exercises improve our quality of life
d) Exercising can relieve many of our daily tension
e) Regular exercise may be time-consuming

Gabarito: 1. E 2. A 3. D 4. B

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TEXT 15 – BREEDING SUPERBRAINS
FOCUSED GLOSSARY
To breed – gerar; criar; raça latest – mais recente
brain mass – massa encefálica role – papel; função
Likelihood – probabilidade throughout – por t(u)odo
gray matter – massa cinzenta to retrieve – reter; manter
To replace – substituir spinal cord – coluna vertebral
Injury – dano; ferimento

  Edoardo Boncinelli directs the molecular biology of development laboratory at San


Raffaele hospital in Milan. He is being interviewed about his latest discovery:
Interviewer: It’s hard to think of intelligence as the direct result of brain mass. What about the
role of experience?
Boncinelli: No one knows what intelligence is. In all likelihood, about 50 percent of it will be
determined by genetics, and the other portion determined by environment and experience.
Genes by themselves cannot determine intelligence. But they can determine stupidity. When
certain human genes go bad, it is inevitable that the person will suffer a mental deficiency.
Interviewer: Wouldn’t a man who had a large part of his brain regenerated lose most of his
knowledge and memory?
Boncinelli: Memory is distributed throughout the brain. If I destroy a piece of gray matter in a
human, he probably won’t lose all of his memory. What he loses is a part of the velocity with
which he can retrieve his information. Of course he won’t reacquire his memories when I put
new cells in. But the new implant will assist in the recovery of his memory and in other brain
functions. What we are really talking about is to be able to reverse brain death. At present,
when these cells die, there is no way to replace them. An idea I find even more intriguing is the
possibility to regenerate the spinal cord in cases of injury and paralysis.

1. When asked about “what intelligence is”, Edoardo Boncinelli states that:
a) genetics probably determines half of it
b) the place where we live does not influence it
c) neither environment nor experience influence it
d) genetics determines it all
e) genetics has absolutely no influence on it

2. In his second answer, Edoardo Boncinelli states that memory:


a) can only be found in one specific area of the brain
b) is concentrated in two areas of the brain
c) is spread over many areas of the brain
d) has already been found and measured by specialists
e) is located on the left-hand side of the brain

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3. According to Edoardo Boncinelli, if new cells are inserted in the brain in order to replace
damaged ones, the brain’s:
a) previous capacity is immediately recovered
b) memory is lost
c) storage capacity is transformed
d) memories will remain the same
e) functions will be helped

Gabarito: 1. A 2. C 3. E

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CESGRANRIO TEXTS AND TESTS
Prova: CESGRANRIO – 2012 – EPE – MÉDIO

Text II
Soda consumption increases risk of stroke and vascular disease
By John Phillip

1   Americans drink more than 216 liters of carbonated


soft drinks each year, a number that continues to
increase at an alarming rate. Many people use lowcalorie
diet soda in a futile effort to lose weight. Yet
5 they find that these drinks have the opposite effect
leading them to be overweight or obese.
The high acid content in most carbonated
beverages removes calcium and other critical nutrients
from the bone and tissues, significantly increasing
10 disease risk over years of consumption.
Researchers from Cleveland Clinic’s Wellness
Institute and Harvard University have reported the
result of a study in the American Journal of Clinical
Nutrition, the first to examine soda’s effect on stroke
15 risk and vascular diseases.
  Past studies have linked sugar-sweetened
beverage consumption with weight gain, diabetes,
high blood pressure, high cholesterol, gout and
coronary artery disease, but current research has
20 implicated diet soft drink consumption with increased
disease risk and weight gain due to depletion of
essential minerals.
  Lead study author Dr Adam Bernstein noted
“Soda remains the largest source of added sugar in
25 the diet. What we’re beginning to understand is that
regular intake of these beverages sets off a chain
reaction in the body that can potentially lead to many
diseases, including stroke. Researchers analyzed
soda consumption among 43,371 men and 84,085
30 women over a time span of nearly thirty years. During
that time, 2,938 strokes were documented in women
while 1,416 strokes were documented in men.”
  Despite the millions of dollars spent by soda
marketers to instill the virtues of drinking soda,
there is nothing healthy about consuming any type
35 of carbonated beverage. Moreover, the study did
note that drinking coffee was associated with a 10%
lower risk of stroke, compared to drinking sweetened

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beverages.
40   Regarding low calorie drinks, researchers
concluded “older adults who drank diet soda daily
had a 43% increased risk of heart attacks or strokes
compared to those that never drank diet soda”.
The suggestion is to substitute carbonated
45 beverage consumption with an antioxidant packed
cup of green tea or coffee to significantly reduce risk
of strokes and vascular diseases.
Alexander’s Gas & Oil Connections Magazine. May 12, 2012
Available at: <http://www.gasandoil.com/oilaround/other/3425a2d6a41705a0f36cf3796041db1e>.
Retrieved on: 9 May 2012. Adapted.

1. According to Text II, a detrimental habit among Americans is a(n)


a) decreasing number of people taking calcium supplements.
b) decreasing amount of high acid nutrients in the daily diet.
c) decreasing amount of overweight and obese people looking for medical assistance.
d) increasing intake of soda each year.
e) increasing number of people on a low calorie diet .

2. One negative effect of sugar-sweetened beverage consumption and one negative effect of diet
soft drink consumption are respectively
a) coronary artery disease and liver disease
b) gout and vitamin suppression
c) low cholesterol and weight gain
d) mineral suppression and high blood pressure
e) weight gain and essential mineral suppression

3. According to Text II, Dr. Adam Bernstein affirmed that


a) stroke cannot be linked to soda nor to food intake with elevated sugar levels.
b) soda has been researched not only by 43,371 men but also by 84,085 women.
c) soda intake is responsible for the largest source of sugar intake and for a detrimental chain
reaction connected to the appearance of serious diseases.
d) researchers cannot pinpoint connections between soda intake and any serious diseases.
e) over the time span of thirty years of soda consumption more men have been affected by
stroke than women.

4. In Text II, the idea expressed by the word in boldface type is described in
a) alarming (line 3) – soothing
b) futile (line 4) – important
c) Yet (line 4) – But
d) content (line 7) – happy
e) stroke (line 14) – death

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5. In Text II, the word those (line 43) refers to
a) stroke
b) drinks
c) adults
d) researchers
e) heart attacks

21st Century Magazine


Environment: Investing In A Capital Future
By Ray Cooling, London Press Service

  Sustainable development is about ensuring


a better quality of life for everyone, now and for
generations to come – and in the United Kingdom’s
capital, huge efforts are being made to ensure this
5 vision. One of them was the creation of the London
Development Agency (LDA), set up by the Mayor of
London.
  Despite the fact that London bears the UK’s
highest productivity rate, and that its global transport
10 links are second to none, LDA has to face many
challenges in the capital: population expansion, high
crime rate, rising costs, housing shortages and the
highest child poverty rate in the UK.
  In order to do this, LDA implements an economic
15 development strategy that is based on basic
interconnected themes. They are:
  (i) Investment in specific projects to put forth
more effective infrastructure in order to bring about
healthy, sustainable, high-quality life standards to the
20 communities. For instance, the initiatives put together
for this year’s Olympic and Paralympic Games were
turned into efforts to regenerate the Lower Lea Valley
and the wider Thames Gateway. Such punctual
actions brought an about-face to an ampler scope
25 area.
  (ii) Investment in people to tackle the employment
barrier that still affects too many Londoners, putting
forth campaigns to tackle discrimination in all its forms
- against disabled people, older people, women, and
30 people from lower economic strata.
  (iii) “Investments in marketing should promote
new businesses to start-up, grow and compete in
the market. To help the economic scenario, the
LDA must maintain London as a key business and

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35 trading location. With LDA’s help London may secure


its position as a top international destination and
the principal UK gateway for tourism and business
investments in general. London might also profit from
new synergies LDA can help develop with emerging
40 countries such as Brazil, Russia and China.
  (iv) Investments to maintain London Remade, an
innovative recycling programme aimed at increasing
markets for recycled products and driving the
development of an entrepreneurial recycling supply
45 chain. This programme uses recycling as a vehicle
to drive economic and social regeneration and it
is principally funded by the LDA to deliver green
procurement and ecology-turned business consulting.
  By making London Remade enforce recycling
50 as a rule, LDA reaches the crucial aim of making
each company – whenever possible – buy recycled
products from other companies that have taken in its
waste materials. Ultimately, LDA’s efforts are turned to
ensure that London becomes a sustainable world city
55 with strong, long-term economic growth, with social
inclusion and with active and lasting environmental
improvements.
Available at: <http://www.21stcentury.co.uk/environment/capital-future.asp>. Retrieved on: Jan. 10, 2012.
Adapted.

6. In the text, the LDA is introduced as


a) a huge initiative to create developmental agencies in the UK.
b) an active forum to discuss the Mayor’s ideas.
c) an agency put together by the Mayor of London to facilitate sustainable development to
the city.
d) an agency that ensures better life quality to the whole UK.
e) the Mayor’s idea for the creation of a future sustainable development agency.

7. In the text, some urban challenges in London are cited, EXCEPT


a) a difficulty to find residences.
b) an elevated crime rate.
c) the global transport links.
d) the high cost of living.
e) a growing population.

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8. In the text, the word in parentheses that describes the idea expressed by the words in bold-face
type is:
a) “Investment in specific projects to put forth more effective infrastructure” – lines 17-18
(extinguish).
b) “in order to bring about healthy, sustainable, highquality life standards” – lines 18-19
(regenerate).
c) “the initiatives put together for this year’s Olympic” – lines 20-21(financed).
d) “were turned into efforts to regenerate” – lines 21-22 (became).
e) “Such punctual actions brought an about-face to an ampler scope area.” – lines 23-25
(hindered).

Prova: CESGRANRIO – CMB – MÉDIO

9. A form of discrimination that is NOT cited in the text is against the


a) elderly citizens
b) lower-income communities
c) female citizens
d) handicapped
e) gay community

10. The excerpt that includes a word (modal) in bold that conveys the meaning “of obligation” is:
a) “Investments in marketing should promote new businesses” (lines 31-32)
b) “To help the economic scenario, the LDA must maintain London” (lines 33-34)
c) “With LDA’s help London may secure its position” (lines 35-36)
d) “London might also profit” (line 38)
e) “LDA can help develop with emerging countries.” (lines 39-40)

Gabarito: 1. D 2. E 3. C 4. C 5. C 6. C 7. C 8. D 9. E 10. B

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Prova: CESGRANRIO – 2011 – BNDES – MÉDIO

How to Avoid 7 Common On-the-Job Mistakes


By HEATHER HUHMAN. June 17, 2011. US News

  Everyone makes mistakes — but some of those


mistakes are more avoidable than others. When it
comes to your job, even just one mistake could result
in major consequences for your career.
5   Impress your employer by avoiding the
following mistakes:
  Mistake #1: Being unavailable
  It’s inevitable that, at some point, your supervisor
or co-workers will approach you and ask for your
10 help on an outside project or assignment. Although
it might be tempting to ignore those emails or say
no to additional work, don’t. You might think that no
one will notice if you don’t help with extra work, but
they will. And, although it’s not technically in your job
15 description, more companies today must do more with
less — meaning each employee needs to be flexible
and multi-skilled. Make yourself indispensible by
pitching in on other assignments when possible. (Of
course, don’t overextend yourself to the point where
20 you can’t get your normal work done.)
  Mistake #2: Failing to dress to impress
Some of the best job advice I’ve heard is to always
dress at least one step above your current position. It
helps others picture you working above your current
25 position and makes you look extremely professional.
You’re not just an intern/entry-level professional, you
have the potential to be so much more — so act like it.
  Mistake #3: Denying your mistakes
No one is perfect. And while doing projects to the
30 best of your ability is something you should strive to
do, it doesn’t mean you’ll never make a mistake or do
something incorrectly. If you make a mistake, own up
to it and correct it. Remember to not lose sight of the
overall goal by focusing too much on the little details.
35 You could potentially miss deadlines and quality of
your work — not to mention drive your co-workers
(and boss) crazy.
  Mistake #4: Waiting for feedback
Many workplaces still don’t give employees
40 feedback more than a few times per year. If you wait
around for feedback for several months, you’re doing
yourself (and your organization) a disservice. Instead

www.acasadoconcurseiro.com.br 187
of waiting for your supervisor to come to you, ask to
set up a quick meeting to discuss your progress thus
45 far and any improvements you could make. Bring
up specific projects you’ve completed and ask for
feedback on things you were unsure about. This way,
you know where you stand in your position and at
the company — before a formal performance review
50 comes across your desk.
  Mistake #5: Not interacting with peers
Even if you’re doing spectacular work, you could
be overlooked if you sit at your desk each day and avoid
interactions with co-workers and upper management.
55 When you need a break, head over to the break room
or cafeteria and interact with other workers in your
office. Not only will this help reduce stress on the
job, but you’ll have the potential to make some great
professional relationships, too.
60   Mistake #6: Not asking questions
Some people think asking questions is a sign of
weakness. Yet, when you’re unsure how to complete
a task, it can be hard to do it the right way the first
time without clarification. When assigned a new
65 project, ask any questions that might come up right
then and there. Furthermore, you might also want
to inquire about how your success will be measured
and how often you should update your boss on the
progress. Your supervisor would much rather that
70 you ask questions now in order to avoid potential
problems later.
  Mistake #7: Ignoring the corporate culture
When you first start on a new job, it’s important
to take note of cultural differences from previous
75 workplaces. What does everyone wear on a daily
basis? How much socialization goes on during the
workday? Do employees tend to come in early or stay
late? What is the typical mode of communication for
the office? Assimilating to the culture is a great way
80 to fit in quickly at the organization and get along with
other employees.
Available in: <http://money.usnews.com/money/blogs/outsidevoices-careers/2011/06/17/how-to-avoid-7-
common-on-thejob-mistakes>. Retrieved on: Sept. 17, 2011. Adapted.

1. The main purpose of the text is to


a) impress potential employers in general.
b) assist employees in avoiding wrongdoings at work.
c) ist job advices only for interns and entry-level professionals.
d) inform about job mistakes that supervisors frequently commit at work.
e) suggest that employees wait patiently for feedback from their employers.

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2. According to the author’s comments about mistakes #1, #2 and #3, it can be inferred that
a) it is essential to wear new and expensive clothes at work to seem well off.
b) co-workers are always asking for help in assignments they are not skilled to do.
c) it is wrong to confess mistakes made even when you correct and make up for them.
d) employees should be willing to engage in additional work to reveal their full potential.
e) employers should pay attention to every detail in their jobs to guarantee the quality of
their work regardless of deadlines.

3. Based on what Heather Huhman comments in mistakes #4 and #6, it is appropriate to


a) make sure you discover all the steps of a project without having to ask for clarifications.
b) wait for your supervisor to tell you when the formal performance review is scheduled to
happen.
c) avoid adopting the habits of co-workers when you join a new company, so as to show your
own superiority.
d) never inquire about what you should do to improve in your job, not to influence your boss
to see your failures.
e) ask your supervisor how you will be assessed in your job and how your performance can be
improved.

The Trends of Green Business for 2010 and Beyond


By Guest Blogger on Jun 8, 2010

  Today’s business is all about being green.


From Walmart to Apple, everyone is talking about how
green their approach, packaging, or methods are. But
green business is really in its infancy, and the future of
5 being green will no doubt distill down to some very real
and definable goals and practices.
  In fact, businesses that today find themselves
carrying the green banner will be put to the test to
define their actions, and it must make sense to the
10 soon to be green savvy public. So, what are some of
these definable trends that will dictate the future of
green business? Let’s take a look.
A Measure Impact
  First up, businesses will find it harder to do
15
business under the “Green” herald unless they hold
themselves accountable to their own carbon footprint.
While today we can find a number of carbon footprint
calculators, the net results tend to vary between sites.
As time continues on, these results will merge together
20 to a more cohesive reporting structure, and this is the
measuring stick to which the company will report.
  A company’s net carbon footprint may be as
important to its success as its bottom line, since no

www.acasadoconcurseiro.com.br 189
doubt one could drive the other. This is especially true if
25 it is a public company that is directly coupled to selling
to the public.
Building Greener Buildings
  For a lot of businesses, a major part of their
environmental impact can be found in the very building
30
that their business takes place in. A green building is
not only potentially cheaper to operate, it can pay big
dividends in brand appearance and customer loyalty.
In other words, you may find that it is cheaper
to be green than not. Today utilities are being held
35
accountable for energy standards, but incentives may
make it the logical choice for all businesses.
Green Branding With The Customer
  Soon businesses will find that it is simply
not enough to talk to consumers about being green
40 – instead they will need to educate them. Through
promotions, handouts, special deals, and other means,
businesses will find that an educated customer will
better appreciate the new emphasis on being green.
By relating to the customer on green issues,
45 the door is open for further dialog on others. Even such
things as giving out free branded reusable bags is a
simple but effective way of using the green relationship
to build the business and improve the customer
elationship.
50 Open Green Practices
  The consumer of today is better informed
than ever before, and this is a trend that will no doubt
continue. In order for a business to be seen as green,
it will no doubt need to have the chain more open to all
55 parties. This can be seen today by the inclusion of local
growers in big chain grocery stores, and the trend will
o doubt continue.
  Not only grocery stores and produce markets
will be affected by the need for open green practices.
60 Restaurants will find it beneficial to proudly declare that
a particular side item is being provided by a given local
producer. The act of being green is really building a
responsible community on a global scale, so it should
come to no surprise that strengthening the local
65 community ties works well with being green.
  With these trends, the future of a successful
green business will be defined. The businesses
soon must responsibly measure and report their
environmental impact to a given standard. They must

190 www.acasadoconcurseiro.com.br
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70 build the places of business to a green standard. They


will need to reach out and connect to their customers
on green matters, to the advantage of both. And
finally, they will need to develop and refine openly
green practices that tie together the sense of a green
75 community.
  While these trends are more evolutionary than
revolutionary in their arrival, you may be surprised
at how fast they can become a standard accepted
business process in 2010 and beyond.
Available at: http://www.futureofbusiness.info/retrieved on June 27, 2010.

4. The main purpose of the article is to


a) criticize private companies that still do not calculate their own carbon footprints.
b) report on some recent and future tendencies of environmentally correct businesses.
c) justify why only large companies like Walmart and Apple can be considered truly green
businesses.
d) encourage new companies to reduce their environmental impact only by limiting their
energy consumption.
e) convince consumers to buy food products exclusively from green grocery stores, markets
and restaurants.

5. According to paragraphs 7 and 8 (lines 38-49), educating customers to become green is


beneficial to green businesses because customers
a) must learn about the all limitations imposed by a green lifestyle.
b) do not want to give up fashionable branded shopping bags for reusable ones.
c) will not be tricked by promotions, handouts and special deals for green products.
d) are not interested at all in learning about modern green practices that will raise the price of
products.
e) will identify with an environmentally-friendly shop if they perceive the importance of being
green.

6. The fragment “to the advantage of both.” (line 72) indicates that there will be
a) advantages for customers exclusively.
b) benefits for customers and green businesses alike.
c) gains for the customers and loss for the businesses.
d) positive results for clients and more environmental impact.
e) further development of green matters regardless of customers.

7. (2016) From the fragment “Obama said America is a global leader on taking action on climate
change, and approving Keystone XL would have undercut that leadership” (lines 8-10), one can
infer that
a) the United States is not concerned with the impact of the pipeline on climate change.
b) the United States is trying to achieve leadership on taking action on climate change.

www.acasadoconcurseiro.com.br 191
c) according to the American government, the construction of the pipeline causes mild impact
on the climate.
d) the American government sees no relation between the construction of the Keystone XL
and climate change.
e) the approval of the Keystone XL would contradict American concerns with climate change.

8. In the fragment of the text “Among the reasons for rejecting Keystone XL, Obama said the
pipeline would not make a meaningful long-term contribution to the U.S. economy, nor
would it increase U.S. energy security or help to lower gas prices, which have already declined
dramatically over the last year” (lines 14-19), the pronoun whichrefers to
a) U.S. economy
b) U.S. energy security
c) pipeline
d) gas prices
e) long-term contribution

9. In the fragment of the text “nor would it increase U.S. energy security or help to lower gas
prices, which have already declined dramatically over the last year” (lines 16-19), the adverb
dramatically can be replaced, with no change in meaning, by
a) theatrically
b) greatly
c) trivially
d) lightly
e) discreetly

10. In the fragment of the text “Thankfully, this time around, the outlook for renewable energy
isn’t so bleak” (lines 11-12), the word bleak can be replaced, with no change in meaning, by
a) encouraging
b) cheerful
c) optimistic
d) desolate
e) promising

11. In the fragment of the text “It all comes down to the relationship between oil and gas production
and the price of electricity, which directly affects the bottom line of technologies like wind and
solar” (lines 14-17), the pronoun which refers to
a) oil production
b) gas production
c) electricity
d) the price of electricity
e) the relationship between oil and gas production

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12. In the fragment of the text “Due in part to the turn away from oil in the 70s, today the United
States produces just 0.7 percent of its electricity using petroleum. Therefore, the price of oil has
no direct impact on the price of electricity” (lines 25-28), the linking word therefore introduces
the idea of
a) conclusion
b) addition
c) cause
d) condition
e) opposition

13. From the fragment of the text “Although oil and natural gas prices have decoupled in recent
years, there is still an indirect link between the price of oil and the price of natural gas, because
both oil and natural gas are often produced from the same well” (lines 38-42), it can be inferred
that
a) oil and natural gas are seldom extracted from the same wells.
b) oil and natural gas produced from the same well have their prices often determined by
government decisions.
c) oil and natural gas extracted from the same wells bring as an effect an indirect link between
their prices.
d) oil and natural gas prices have been increasingly independent in recent years because they
are often produced from the same well.
e) oil and natural gas prices have been increasingly dependent in recent years because they
are often produced from the same well.

Gabarito: 1. B 2. D 3. E 4. C 5. B 6. E 7. E 8. D 9. B 10. D 11. D 12. A 13. C

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Matemática

Professor Dudan

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Edital

MATEMÁTICA: Lógica proposicional; Noções de conjuntos; Relações e funções; Funções


polinomiais; Funções exponenciais e logarítmicas; Matrizes; Determinantes; Sistemas lineares;
Sequências; Progressões aritméticas e progressões geométricas; Matemática financeira.

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Módulo
Aula XX
1

CONJUNTOS NUMÉRICOS

Números Naturais (ℕ)

Definição: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℕ* = {1, 2, 3, 4,...} naturais não nulos.

Números Inteiros (ℤ)

Definição: ℤ = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℤ* = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não nulos.

ℤ + = {0, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não negativos (naturais).

ℤ*+ = {1, 2, 3, 4,...} inteiros positivos.

ℤ- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0} inteiros não positivos.

ℤ*- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1} inteiros negativos.

O módulo de um número inteiro, ou valor absoluto, é a distância da origem a esse ponto


representado na reta numerada. Assim, módulo de – 4 é 4 e o módulo de 4 é também 4.

|– 4| = |4| = 4

www.acasadoconcurseiro.com.br 199
Números Racionais (ℚ)

Definição – É todo número que pode ser escrito na forma:


p
com p ∈ ℤ e q ∈ ℤ*.
q

Subconjuntos
ℚ* à racionais não nulos.
ℚ + à racionais não negativos.
ℚ*+ à racionais positivos.
ℚ- à racionais não positivos.
ℚ*- à racionais negativos.

Frações, Decimais e Fração Geratriz


Decimais exatos
2 1
= 0,4 = 0,25
5 4

Decimais periódicos
1 7
= 0,333... = 0,3 = 0,777... = 0,7
3 9

Transformação de dízima periódica em fração geratriz

1. Escrever tudo na ordem, sem vírgula e sem repetir.


2. Subtrair o que não se repete, na ordem e sem vírgula.
3. No denominador:
•• Para cada item “periódico”, colocar um algarismo “9”;
•• Para cada intruso, se houver, colocar um algarismo “0”.

Exemplos
03− 0 3 1
a) 0,333... Seguindo os passos descritos: = =
9 9 3
14 - 1 13
b) 1,444... Seguindo os passos descritos: =
9 9

200 www.acasadoconcurseiro.com.br
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123 - 1
c) 1,232323... Seguindo os passos descritos: = 122/99
99
2134 - 21
d) 2,1343434... Seguindo os passos descritos: = 2113/990
990

Números Irracionais (𝕀)

Definição: Todo número cuja representação decimal não é periódica.

Exemplos:
0,212112111... 1,203040... 2 π

Números Reais (ℝ)

Definição: Conjunto formado pelos números racionais e pelos irracionais.


ℝ = ℚ ∪ 𝕀, sendo ℚ ∩ 𝕀 = Ø

Subconjuntos
ℝ* = {x ∈ R | × ≠ 0} à reais não nulos
R
ℝ + = {x ∈ R | × ≥ 0} à reais não negativos Q I

Z
ℝ*+ = {x ∈ R | × > 0} à reais positivos
N
ℝ- = {x ∈ R | × ≤ 0} à reais não positivos
ℝ*- = {x ∈ R | × < 0} à reais negativos

Números Complexos ( )

Definição: Todo número que pode ser escrito na forma a + bi, com a e b reais.

Exemplos:
3 + 2i – 3i – 2 + 7i 9
1,3 1,203040... 2 π

Resumindo:
Todo número é complexo.

www.acasadoconcurseiro.com.br 201
Teoria dos Conjuntos (Linguagem dos Conjuntos)
Conjunto é um conceito primitivo, isto é, sem definição, que indica agrupamento de objetos,
elementos, pessoas, etc. Para nomear os conjuntos, usualmente são utilizadas letras maiúsculas
do nosso alfabeto.

Representações:
Os conjuntos podem ser representados de três formas distintas:
I – Por enumeração (ou extensão): Nessa representação, o conjunto é apresentado pela citação
de seus elementos entre chaves e separados por vírgula. Assim, temos:
•• O conjunto “A” das vogais -> A = {a, e, i, o, u};
•• O conjunto “B” dos números naturais menores que 5 -> B = {0, 1, 2, 3, 4};
•• O conjunto “C” dos estados da região Sul do Brasil -> C = {RS, SC, PR}.
II – Por propriedade (ou compreensão): Nesta representação, o conjunto é apresentado por
uma lei de formação que caracteriza todos os seus elementos. Assim, o conjunto “A” das vogais
é dado por A = {x / x é vogal do alfabeto} -> (Lê-se: A é o conjunto dos elementos x, tal que x é
uma vogal).
Outros exemplos:
•• B = {x/x é número natural menor que 5}
•• C = {x/x é estado da região Sul do Brasil}
III – Por Diagrama de Venn: Nessa representação, o conjunto é apresentado por meio de uma
linha fechada de tal forma que todos os seus elementos estejam no seu interior. Assim, o
conjunto “A” das vogais é dado por:

a.
e.
A i.
o.
u.

Classificação dos Conjuntos


Vejamos a classificação de alguns conjuntos:
•• Conjunto Unitário: possui apenas um elemento. Exemplo: o conjunto formados pelos
números primos e pares.
•• Conjunto Vazio: não possui elementos, é representado por ∅ ou, mais raramente, por { }.
Exemplo: um conjunto formado por elemento par, primo e diferente de 2.

202 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

•• Conjunto Universo (U): possui todos os elementos necessários para a realização de um


estudo (pesquisa, entrevista, etc.)
•• Conjunto Finito: um conjunto é finito quando seus elementos podem ser contados um a
um, do primeiro ao último, e o processo chega ao fim. Indica-se n (A) o número (quantidade)
de elementos do conjunto “A”.
Exemplo: A = {1, 4, 7, 10} é finito e n(A) = 4
•• Conjunto Infinito: um conjunto é infinito quando não é possível contar seus elementos do
primeiro ao último.

Relação de Pertinência

É uma relação que estabelecemos entre elemento e conjunto, em que fazemos uso dos
símbolos ∈ e ∉.
Exemplo:
Fazendo uso dos símbolos ∈ ou ∉, estabeleça a relação entre elemento e conjunto:

a) 7 ____ ℕ

b) – 9 ____ ℕ

c) 0,5 ____ 𝕀

d) – 12,323334 ____ ℚ

e) 0,1212... ____ ℚ

f) 3 ____ 𝕀

g) -16 ____ ℝ

www.acasadoconcurseiro.com.br 203
Relação de Inclusão

É uma relação que estabelecemos entre dois conjuntos. Para essa relação, fazemos uso dos
símbolos ⊂, ⊄, ⊃ e ⊅.

Exemplos:
Fazendo uso dos símbolos de inclusão, estabeleça a relação entre os conjuntos:
ℕ _____ ℤ
ℚ _____ ℕ
ℝ _____ 𝕀
𝕀 _____ ℚ

Observações:
•• Dizemos que um conjunto “B” é um subconjunto ou parte do conjunto “A” se, e somente
se, B ⊂ A.
•• Dois conjuntos “A” e “B” são iguais se, e somente se, A ⊂ B e B ⊂ A.
•• Dados os conjuntos “A”, “B” e “C”, temos que: se A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C.
•• O total de subconjuntos é dado por 2e, onde "e" é o número de elementos do conjunto.
Exemplo: o conjunto A = {1, 2, 3, 4} possui 16 subconjuntos, pois 24 = 16.

União, Intersecção e Diferença entre Conjuntos

União Intersecção Diferença entre conjuntos

AUB A∩B A-B B-A

A B A B A B A B

Junta tudo sem repetir O que há em comum O que é exclusivo

CONECTIVOS: OU E APENAS, SOMENTE , SÓ

204 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Conjunto Complementar

Considere A um conjunto qualquer e U o conjunto universo. Todos os elementos que não estão
em A estão no complementar de A.
Veja o diagrama de Venn que representa o complementar de A, indicado por AC:

Assim, o complementar de um subconjunto A se refere a elementos que não estão no conjunto


A. Normalmente, o complementar se trata de maneira relativa à um conjunto universo U, sendo
o conjunto AC o complementar de A formado pelos elementos de U que não pertencem a A.
Vamos exemplificar como o contexto é importante para determinar o conjunto complementar.
Considere o conjunto A = {0, 2, 4, 6, 8, 10,…}
Veja como fica se o conjunto universo no nosso contexto for N (números naturais).
AC = N − A = {1, 3, 5, 7, 9…}

B) Conjunto universo U = Z
Agora, se o conjunto universo no nosso contexto for Z (números inteiros):
AC = Z − A = {…, − 3, − 2, − 1, 1, 3, 5, 7, 9…}

Complemento Relativo
Se A e B são conjuntos, então o complemento relativo de A em relação a B , também conhecido
como diferença de B e A, é o conjunto de elementos de B que não estão em A.

A diferença de B para A é geralmente denotada B \ A ou tambem B – A.

www.acasadoconcurseiro.com.br 205
Assim:
B \ A = { x ∈ B/ x ∉ A}
Exemplos:
{1, 2, 3} \ {2, 3, 4} = {1} {2, 3, 4} \ {1, 2, 3} = {4}

Exemplos:
Dados os conjuntos A = {1, 3, 5}, B = {2, 3, 5, 7} e C = {2, 5, 10}. Determine:
a) A ⋃ B
b) A ⋂ B
c) A – B
d) B – A
e) A ⋂ B ⋂ C
f) A ⋃ B ⋃ C

Faça você

1. Se A e B são dois conjuntos tais que A – B tem 30 elementos, A ∩ B tem 10 elementos e A U B


tem 48 elementos. Então o número de elementos de B – A é:
a) 8
b) 10
c) 12
d) 18
e) 22

2. O tipo sanguíneo de uma pessoa é classificado segundo a presença, no sangue, dos antígenos A
e B. Pode-se ter:
Tipo A: pessoas que têm só o antígeno A.
Tipo B: pessoas que têm só o antígeno B.
Tipo AB: pessoas que têm os antígenos A e B.
Tipo O: pessoas que não têm A nem B.

206 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Em 65 amostras de sangue, observou-se que 35 apresentam o antígeno A, 25 apresentam o


antígeno B e 10 apresentam ambos os antígenos. Considerando essas informações, pode-se
afirmar que o número de amostras de sangue tipo “O” foi
a) 5
b) 10
c) 15
d) 20
e) 25

3. Uma pesquisa de mercado, foram entrevistados consumidores sobre suas preferências em


relação aos produtos A e B. Os resultados da pesquisa indicaram que:
•• 310 pessoas compram o produto A;
•• 220 pessoas compram o produto B;
•• 110 pessoas compram os produtos A e B;
•• 210 pessoas não compram nenhum dos dois produtos.
O número de entrevistados foi
a) 600
b) 610
c) 620
d) 630
e) 640

4. Num colégio de segundo grau com 2000 alunos, foi realizada uma pesquisa sobre o gosto dos
alunos pelas disciplinas de Física e Matemática. Os resultados da pesquisa se encontram na
tabela a seguir:

Número de alunos
Gostam de Matemática 1000
Gostam de Física 800
Não gostam de Matemática nem de Física 500

O número de alunos que gostam de Matemática e Física simultaneamente, é;


a) 700.
b) 500.
c) 200.
d) 100.
e) 300.

www.acasadoconcurseiro.com.br 207
5. Numa turma da Casa do Concurseiro fez-se uma pesquisa entre os alunos, com duas perguntas
apenas: Gosta de futebol? Gosta de cinema? 75 alunos responderam sim à primeira e 86
responderam sim à segunda. Se 23 responderam sim às duas e 42 responderam não a ambas, o
número de alunos dessa turma é:
a) 180
b) 158
c) 234
d) 123
e) 145

6. Num grupo de estudantes, verificou-se que 310 leram apenas um dos romances A ou B; 270, o
romance B; 80, os dois romances, A e B; e 340 não leram o romance A, o número de estudantes
desse grupo é igual a:
a) 380
b) 430
c) 480
d) 540
e) 610

7. Numa comunidade constituída de 1800 pessoas, há três programas de TV favoritos: Esporte


(E), Novela (N) e Humorismo (H). A tabela abaixo indica quantas pessoas assistem a esses
programas:

Número de
Programas
telespectadores
E 400
N 1220
H 1080
EeN 220
NeH 800
EeH 180
E, N e H 100

Através destes dados, verifica-se o número de pessoas da comunidade que assistem a nenhum
dos três programas:

208 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

a) 200
b) 500
c) 900
d) 100
e) 300

Gabarito: 1. A 2. C 3. D 4. E 5. A 6. D 7. A

www.acasadoconcurseiro.com.br 209
Questões

1. (7197) CESGRANRIO – 2010 3. (49456) CESGRANRIO – 2013


Mil pessoas responderam a uma pesquisa Multiplicando-se o maior número inteiro
sobre a frequência do uso de automóvel. menor do que 8 pelo menor número inteiro
Oitocentas e dez pessoas disseram utilizar maior do que − 8, o resultado encontrado
automóvel em dias de semana, 880 afirma- será:
ram que utilizam automóvel nos finais de
semana e 90 disseram que não utilizam au- a) − 72
tomóveis. Do total de entrevistados, quan- b) − 63
tas pessoas afirmaram que utilizam auto- c) − 56
móvel durante a semana e, também, nos d) − 49
fins de semana? e) − 42

a) 580 4. (48324) CESGRANRIO – 2014


b) 610
c) 690 Seja y um número real compreendido entre
d) 710 1/ 4 e 1/2. Qualquer que seja o valor de y,
e) 780 ele pertencerá ao conjunto
a) {x ∈!|x ≤ 1}
2. (30133) CESGRANRIO – 2013 b) {x ∈!|1 / 4 < x < 1 / 2}
Se A e B são subconjuntos do conjunto dos c) {x ∈!|−1 < x ≤ 2}
d) {x ∈! − |x < 1 / 2}
números reais, definem-se:
e) {x ∈!|x ≥ 1 / 2}
A −B = {x / x ∈A e x ∉B}
5. (74352) CESGRANRIO – 2011
A ∩B = {x / x ∈A e x ∈B}
Conversando com os 45 alunos da primeira
A + = {x ∈A / x ≥ 0} série de um colégio, o professor de educa-
A − = {x ∈A / x ≤ 0} ção física verificou que 36 alunos jogam fu-
tebol, e 14 jogam vôlei, sendo que 4 alunos
não jogam nem futebol nem vôlei. O núme-
Sendo o conjunto dos números racionais, ro de alunos que jogam tanto futebol quan-
então, o conjunto dos números irracionais to vôlei é
negativos pode ser escrito como:
a) 5
a) ! − (" + ) b) 7
b) ! − (" − ) c) 9
c) ! ∩(" − ) d) 11
d) (! − ")− e) 13
e) (! − ")−

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6. (99296) CESGRANRIO – 2012 7. (99255) CESGRANRIO – 2014
Uma pesquisa sobre hábitos de preservação O conjunto diferença X – Y, entre dois sub-
do meio ambiente foi realizada em um con- conjuntos X e Y de um mesmo conjunto uni-
domínio com 180 apartamentos. verso U, é definido por:
Todos os apartamentos participaram da X − Y = {u∈∪ / u∈X e u∉Y}
pesquisa respondendo a duas perguntas:
se utilizavam lâmpadas fluorescentes e se Considere três subconjuntos, A, B e C, do
faziam coleta seletiva de lixo. O seguinte re- mesmo conjunto Universo U.
sultado foi apurado: O conjunto A – (B ∩ C) é igual ao conjunto
•• 105 apartamentos utilizam lâmpadas a) (A – B) ∩ (A – C)
fluorescentes b) (A – B) U (A – C)
•• 72 fazem coleta seletiva de lixo c) (A – B) ∩ C
•• 17 têm os dois hábitos d) (A – B) U C
e) (A – B) – C
O número de apartamentos que não tem
nenhum dos dois hábitos é igual a
a) 3
b) 14
c) 17
d) 20
e) 37

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Gabarito: 1. (7197) E 2. (30133) E 3. (49456) D 4. (48324) C 5. (74352) C 6. (99296) D 7. (9255) B

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Módulo
Aula XX
2

OPERAÇÕES MATEMÁTICAS

Observe que cada operação tem nomes especiais:


•• Adição: 3 + 4 = 7, em que os números 3 e 4 são as parcelas e o número 7 é a soma ou total.
•• Subtração: 8 – 5 = 3, em que o número 8 é o minuendo, o número 5 é o subtraendo e o
número 3 é a diferença.
•• Multiplicação: 6 × 5 = 30, em que os números 6 e 5 são os fatores e o número 30 é o produto.
•• Divisão: 10 ÷ 5 = 2, em que 10 é o dividendo, 5 é o divisor e 2 é o quociente, neste caso o
resto da divisão é ZERO.

Adição e Subtração

Regra de sinais
•• A soma de dois números positivos é um número positivo.
(+ 3) + (+ 4) = + 7, na prática eliminamos os parênteses. + 3 + 4 = + 7

•• A soma de dois números negativos é um número negativo.


(– 3) + (– 4) = – 7, na prática eliminamos os parênteses. – 3 – 4 = – 7

•• Se adicionarmos dois números de sinais diferentes, subtraímos seus valores absolutos e


damos o sinal do número que tiver o maior valor absoluto.
(– 4) + (+ 5) = + 1, na prática eliminamos os parênteses. – 4 + 5 = 1 assim, 6 – 8 = – 2.

•• Se subtrairmos dois números inteiros, adicionamos ao 1º o oposto do 2º número.


(+ 5) – (+ 2) = (+ 5) + (– 2) = + 3, na prática eliminamos os parênteses escrevendo o oposto
do segundo número, então: + 5 – 2 = + 3 (o oposto de + 2 é – 2)
(– 9) – (- 3) = – 9 + 3 = – 6
(– 8) – (+ 5) = – 8 – 5 = – 13

Lembrando que quando antes dos parenteses vier um sinal de + , ele derruba os parenteses
e mantem o sinal de quem está dentro. Caso venha um sinal de – , ele derruba os parenteses
e troca o sinal de quem está dentro.

www.acasadoconcurseiro.com.br 213
DICA: Na adição e subtração, um número de sinal positivo representa “o que eu tenho
de dinheiro” e um número de sinal negativo, “o que eu devo à alguém”, assim, basta
imaginar que você está acertando as contas.

Faça você

1. Calcule:
a) – 5 + 3 = b) + 73 – 41 =

c) – 24 – 13 = d) – 5 + (– 12) =

e) + 51 – 4 = f) + 17 + (–14) =

g) – 9 – (– 25) = h) + 72 – (–12) =
i) + 19 – 25 = j) – 80 + 41 + 57 =
k) – 2 – 22 – 21 = l) – 6 – (+ 31) + 50 =

2. Calcule:

a) 1234 b) 752 c) 425 d) 1321


+ 463 + 271 – 328 + 412

e) 632 f) 921 g) 2358 h) 32,54


+ 346 – 708 + 426 + 85,89

i) 233,2 j) 5,174 k) 23,42 l) 237,85


– 143,1 – 6,719 + 34,67 – 156,38

m) 17,43 n) 275,74 o) 157,32 p) 329,75


– 29,38 – 131,12 – 38,43 + 158,37

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DIVISORES E MÚLTIPLOS

Os múltiplos e divisores de um número estão relacionados entre si da seguinte forma:


Se 15 é divisível por 3, então 3 é divisor de 15, assim, 15 é múltiplo de 3.
Se 8 é divisível por 2, então 2 é divisor de 8, assim, 8 é múltiplo de 2.
Se 20 é divisível por 5, então 5 é divisor de 20, assim, 20 é múltiplo de 5.

Múltiplos de um Número Natural


Denominamos múltiplo de um número o produto desse número por um número natural
qualquer. Um bom exemplo de números múltiplos é encontrado na tradicional tabuada.

Múltiplos de 2 (tabuada da multiplicação do número 2)


2x0=0
2x1=2
2x2=4
2x3=6
2x4=8
2 x 5 = 10
2 x 6 = 12
2 x 7 = 14
2 x 8 = 16
2 x 9 = 18
2 x 10 = 20
E assim sucessivamente.

Múltiplos de 3 (tabuada da multiplicação do número 3)


3x0=0
3x1=3
3x2=6
3x3=9
3 x 4 = 12
3 x 5 = 15
3 x 6 = 18
3 x 7 = 21
3 x 8 = 24
3 x 9 = 27
3 x 10 = 30
E assim sucessivamente.
Portanto, os múltiplo de 2 são: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 18, 20, ...
E os múltiplos de 3 são: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30, ...

www.acasadoconcurseiro.com.br 215
Divisores de um Número Natural
Um número é divisor de outro quando o resto da divisão for igual a 0. Portanto,
12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12.
36 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36.
48 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 16, 24 e 48.
Observações importantes:
•• O menor divisor natural de um número é sempre o número 1.
•• O maior divisor de um número é o próprio número.
•• O zero não é divisor de nenhum número.
•• Os divisores de um número formam um conjunto finito.

Principais Critérios de Divisibilidade


Dentre as propriedades operatórias existentes na Matemática, podemos ressaltar a divisão,
que consiste em representar o número em partes menores e iguais.
Para que o processo da divisão ocorra normalmente, sem que o resultado seja um número
não inteiro, precisamos estabelecer situações envolvendo algumas regras de divisibilidade.
Lembrando que um número é considerado divisível por outro quando o resto da divisão entre
eles é igual a zero.

Regras de divisibilidade

Divisibilidade por 1
Todo número é divisível por 1.

Divisibilidade por 2
Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja,
quando ele é par.
Exemplos: 5040 é divisível por 2, pois termina em 0.
237 não é divisível por 2, pois não é um número par.

Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for
divisível por 3.
Exemplo: 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a 2 + 3 + 4 = 9, e como 9 é
divisível por 3, então 234 é divisível por 3.

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Divisibilidade por 4
Todo número é divisível por 4 quando for dividido por 2 e resultar em quociente par, o que
permitirá outra divisão por 2.
Exemplo: 156 é divisível por 4 pois se dividido por 2, resulta em 78 que pode novamente ser
dividido por 2.

Divisibilidade por 5
Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 ou 5.
Exemplos: 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
90 é divisível por 5, pois termina em 0.
87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

Divisibilidade por 6
Um número natural é divisível por 6 quando é divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplos:
54 é divisível por 6, pois é par, logo divisível por 2 e a soma de seus algarismos é
múltiplo de 3, logo ele é divisível por 3 também.
90 é divisível por 6, pelo mesmos motivos.
87 não é divisível por 6, pois não é divisível por 2.

Divisibilidade por 9
Será divisível por 9 todo número em que a soma de seus algarismos constitui um número
múltiplo de 9.
Exemplos: 81 : 9 = 9, pois 8 + 1 = 9
1107 : 9 = 123, pois 1 + 1 + 0 + 7 = 9
4788 : 9 = 532, pois 4 + 7 + 8 + 8 = 27

Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero).
Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero).
6342 não é divisível por 10 pois não termina em 0 (zero).

Teste a divisibilidade dos números abaixo por 2, 3, 4, 5, 6, 9 e 10.


a) 1278 b) 1450 c) 1202154

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Multiplicação e Divisão

Regra de sinais
•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais positivos, o resultado é um
número positivo.
Exemplos: a) (+ 3) × (+ 8) = + 24
b) (+12) ÷ (+ 2) = + 6

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais negativos, o resultado é um


número positivo.
Exemplos: a) (– 6) × (– 5) = + 30
b) (– 9) ÷ (– 3) = + 3

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais diferentes, o resultado é um


número negativo.
Exemplos: a) (– 4) × (+ 3) = – 12
b) (+ 16) ÷ (– 8) = – 2

DICA: Na multiplicação/divisão, quando os dois sinais forem iguais, o resultado é ( + ) e,


quando forem diferentes, o resultado é ( – ).

Além disso, na MULTIPLICAÇÃO alinharemos os números à direita, como se houvesse uma


“parede” a direita dos numeros.
E na DIVISÃO, temos as seguintes regras:
•• Depois de iniciada a divisão, sempre deve cair um algarismo original (que pretence ao
Dividendo) por vez e quando ele cair devemos efetuar a divisão. Caso não seja possível
dividir colocaremos “0” no quociente e somente assim cairá o próximo algarismo original.
•• Após a colocação da vírgula no quociente , mediante empréstimo do “0” para seguir
dividindo, a cada nova rodada de divisão teremos direito a um “0” gratuito. Caso ele não
seja suficiente, na mesma rodada , um outro “0” sera solicitado devendo para isso colocar
“0” no quociente.

3. Calcule os produtos e os quocientes:


a) (– 5) × (– 4) = b) 24 ÷ (– 2) =

c) – 5 × 8 = d) (– 14) ÷ (–14) =

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e) 32 ÷ (– 16) = f) – 14 × (– 4) =

g) (+ 17) × (+ 2) = h) (– 64) ÷ (– 8) =

i) – 3 x (– 14) ÷ 7 = j) 24 ÷ (– 3) ÷ (+ 4) ÷ (– 2)=

4. Efetue os cálculos a seguir:

a) 432 b) 317 c) 72,3 d) 17,32


x 76 x 32   x 16,2 x 1,9

e) 481 ÷ 37 f) 800 ÷ 25 g) 6513 ÷ 13 h) 721 ÷ 7

i) 618 ÷ 50 j) 2546 ÷ 32 k) 4862 ÷ 36 l) 926 ÷ 13

m) 1223,5 ÷ 25 n) 3585,6 ÷ 32 o) 1256 ÷ 12,5 p) 1,2 ÷ 0,24

www.acasadoconcurseiro.com.br 219
Potência
•• No exemplo 72 = 49 temos que: 7 é a base, 2 é o expoente e 49 é a potência.
•• A potência é uma multiplicação de fatores iguais: 72 = 7 x 7 = 49
•• Todo número inteiro elevado a 1 é igual a ele mesmo:
Ex.: a) (– 4)1 = -4 b) (+ 5)1 = 5
•• Todo número inteiro elevado a zero é igual a 1.
Ex.: a) (– 8)0 = 1 b) (+ 2)0 = 1

Regra de sinais
•• Expoente par com parênteses: a potência é sempre positiva.
Exemplos: a) (– 2)4 = 16, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) × (– 2) = + 16
b) (+ 2)² = 4, porque (+ 2) × (+ 2) = + 4
•• Expoente ímpar com parênteses: a potência terá o mesmo sinal da base.
Exemplos: a) (– 2)3 = – 8, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) = – 8
b) (+ 2)5 = + 32, porque (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) = + 32
•• Quando não tiver parênteses, conservamos o sinal da base independente do expoente.
Exemplos: a) – 2² = – 4
b) – 23 = – 8
c) + 3² = 9
d) + 53 = + 125

5. Calcule as potências:
a) 3² = b) (– 3)² =

c) – 3² = d) (+ 5)3 =

e) (– 6)² = f) – 43 =

g) (– 1)² = h) (+ 4)² =

i) (– 5)0 = j) – 7² =

k) – 50 = l) (– 7)2 =

m) (–8)² = n) – 8² =

Propriedades da Potenciação
•• Produto de potência de mesma base: Conserva-se a base e somam-se os expoentes.

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Exemplos:
a) a3 x a4 x a2 = a3+4+2 = a9
b) (– 5)2 x (– 5) = (– 5)2+1 = (– 5)3 = – 125
c) 3-2 x 3 x 35 = 3-2+1+5 = 34 = 81

•• Divisão de potências de mesma base: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.


Exemplos:
a) b5 ÷ b2 = b5-2 = b3
b) (– 2)6 ÷ (– 2)4 = (– 2)6-4 = (– 2)2 = + 4
c) (– 19)15 ÷ (– 19)5 = (– 19)15-5 = (– 19)10

•• Potência de potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes.


Exemplos:
a) (a2)3 = a23 = a6
5 2 5.2 10
b) [(– 2) ] = (– 2) = (– 2) = 1024

•• Potência de um produto ou de um quociente: Multiplica-se o expoente de cada um dos


elementos da operação da multiplicação ou divisão pela potência indicada.
Exemplos:
a) [(– 5)2 x (+ 3)4]3 = (– 5)2.3 x (+ 3)4.3 = (– 5)6 x (+ 3)12
b) [(– 2) ÷ (– 3)4]2 = (– 2)1.2 ÷ (– 3)4.2 = (– 2)2 ÷ (– 3)8

Radicais

Já sabemos que 6² = 36. Aprenderemos agora a operação que nos permite determinar qual o
número que elevado ao quadrado equivale a 36.
2
36 = 6 , pois 6 elevado ao quadrado é 36. Essa operação é a inversa da potenciação e
denomina-se radiciação.

www.acasadoconcurseiro.com.br 221
Principais Regras

→ Regra do SOL e da SOMBRA

Exemplo:

3
8 = 23 = 2 2
4 1
4 1 4
81 = 3 34 = 3 3 e no caminho inverso também funciona já que: 7 4 = 7 = 7

Propriedades da Radicais
Produto de radicais de mesmo índice: conserva-se uma raiz nesse indice e multiplicam-se os
radicandos.

a) 7. 5 = 7.5 = 35
b) 3
4. 3 6 = 3 4.6 = 3 24

Divisão de radicais de mesmo índice: conserva-se uma raiz nesse indice e dividem2-se os
radicandos.

7 7
a) =
5 5

3
16 16 3
b) =3 = 8 =2
3
2 2

Expressões numéricas
Para resolver expressões numéricas é preciso obedecer à seguinte ordem:
1º resolvemos as potenciações e radiciações na ordem em que aparecem.
2º resolvemos as multiplicações e divisões na ordem em que aparecem.
3º resolvemos as adições e subtrações na ordem em que aparecem.

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Caso contenha sinais de associação:


1º resolvemos os parênteses ( )
2º resolvemos os colchetes [ ]
3º resolvemos as chaves { }

6. Calcule o valor das expressões numéricas:

a) 6² ÷ 3² + 10² ÷ 50 =

b) 20 + 23 × 10 – 4² ÷ 2 =

c) 3 + 4 16 – 15 + 49 =

d) 33 ÷ 27 × 20 =

e) 100 + 1000 + 10000 =

f) 5² – 5 × 15 + 50 × 53 =

Gabarito: 6. a) 6 / b) 92 / c) 11 / d) 1 / e) 3 / f) 145

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Do Português para o Matematiquês
2 3 5 2 3 5 30 5
1. de de = x x = =
3 4 6 3 4 6 72 12
2. Um número = x

3. O dobro de um número = 2x
x
4. A metade de um número =
2
5. O quadrado de um número = x2
x2
6. A metade do quadrado de um número =
2
2
⎛ x⎞
7. O quadrado da metade de um número =
⎜⎝ 2 ⎟⎠
x
8. A terça parte de um número =
3
9. O cubo de um número = x³
3
⎛ x⎞
10. O cubo da terça parte de um número = ⎜ ⎟
⎝ 3⎠
x3
11. A terça parte do cubo de um número =
3
x
12. O triplo da metade de um número = 3.
2
1
13. A metade do triplo de um número = ⋅3x
2
x
14. A quinta parte de um número =
5
15. A raiz quadrada de um número = x

16. O oposto de um número = – x


1
17. O inverso de um número =
x
a
18. A razão entre a e b =
b
b
19. A razão entre b e a =
a
20. A diferença entre a e b = a – b

21. A diferença entre b e a = b – a


x3
22. A razão entre o cubo de um número e o quadrado desse número = 2
= x3−2 = x1 = x
x
23. Três números inteiros consecutivos = x, x + 1, x + 2

24. Três números pares consecutivos = x, x + 2, x + 4

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Questões

1. (3674) CESGRANRIO – 2012 encontrou seus filhos brincando com dois


amigos. Então, Maria dividiu as balas igual-
Ao serem divididos por 5, dois números mente entre as crianças presentes, e comeu
inteiros, x e y, deixam restos iguais a 3 e 4, as restantes.
respectivamente.
Quantas balas Maria comeu?
Qual é o resto da divisão de x.y por 5?
a) 1
a) 4 b) 2
b) 3 c) 3
c) 2 d) 4
d) 1 e) 5
e) 0
5. (48310) CESGRANRIO – 2014
2. (3912) CESGRANRIO – 2011
Durante 185 dias úteis, 5 funcionários de
Os números naturais m, n e p são pares e uma agência bancária participaram de um
consecutivos. Seja S = m + n + p. Conclui-se rodízio. Nesse rodízio, a cada dia, exatamen-
que S será sempre divisível por te 4 dos 5 funcionários foram designados
para trabalhar no setor X, e cada um dos 5
a) 6 funcionários trabalhou no setor X o mesmo
b) 8 número N de dias úteis.
c) 9
d) 10 O resto de N na divisão por 5 é:
e) 12 a) 4
b) 3
3. (11582) CESGRANRIO – 2012 c) 0
Seja x um número natural que, dividido por d) 1
6, deixa resto 2. e) 2

Então, (x + 1) é necessariamente múltiplo 6. (72866) CESGRANRIO – 2010


de: Segundo dados do Sinduscon-Rio, em
a) 2 fevereiro de 2010 o custo médio da
b) 3 construção civil no Rio de Janeiro era
c) 4 R$875,18 por metro quadrado. De acordo
d) 5 com essa informação, qual era, em reais,
e) 6 o custo médio de construção de um
apartamento de 75m2 no Rio de Janeiro no
4. (11610) CESGRANRIO – 2011 referido mês?

Voltando do trabalho, Maria comprou balas a) 65.638,50


para seus quatro filhos. No caminho, pen- b) 66.688,00
sou: “Se eu der 8 balas para cada um, so- c) 66.048,50
brarão 2 balas”. Mas, ao chegar à casa, ela d) 65.128,50
e) 65.634,00

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Gabarito: 1. (3674) C 2. (3912) A 3. (11582) B 4. (11610) D 5. (48310) B 6. (72866) A

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Módulo
Aula XX
3

FRAÇÕES

Definição

Fração é um modo de expressar uma quantidade a partir de uma razão de dois números
inteiros. A palavra vem do latim fractus e significa "partido", dividido ou "quebrado (do verbo
frangere: "quebrar").
Também é considerada parte de um inteiro, que foi dividido em partes exatamente iguais. As
frações são escritas na forma de números e na forma de desenhos. Observe alguns exemplos:

www.acasadoconcurseiro.com.br 227
Na fração, a parte de cima é chamada de numerador e indica quantas partes do inteiro foram
utilizadas.
A parte de baixo é chamada de denominador, que indica a quantidade máxima de partes em
que fora dividido o inteiro e nunca pode ser zero.

Ex.: Uma professora tem que dividir três folhas de papel de seda entre quatro alunos, como ela
pode fazer isso?
3
Se cada aluno ficar com (lê-se três quartos) da folha. Ou seja, você vai dividir cada folha em 4
4
partes e distribuir 3 para cada aluno.
56
Assim, por exemplo, a fração (lê-se cinquenta e seis oitavos) designa o quociente de 56 por
8
8. Ela é igual a 7, pois 7 × 8 = 56.

Relação entre frações decimais e os números decimais


•• Para transformar uma fração decimal em número decimal, escrevemos o numerador da
fração e o separamos com uma vírgula, deixando tantas casas decimais quanto forem os
zeros do denominador.
Exemplo: a) 48 = 4,8 b) 365 = 3,65 c) 98 = 0,098 d) 678 = 67,8
10 100 1.000 10

•• Para transformar um número decimal em uma fração decimal, colocamos no denominador


tantos zeros quantos forem os números depois da vírgula do número decimal.

Exemplo: a) 43,7 = 437 b) 96,45 = 9.645 c) 0,04 = 4 d) 4,876 = 4.876


10 100 100 1.000

Simplificação de frações

•• Simplificar uma fração , como o próprio termo diz, é torna-la mais simples facilitando o uso
das operações básicas.
•• Para simplificar uma fração, divide-se o numerador e o denominador da fração por um
mesmo número.
Exemplo:
•• 32/6 dividindo ambos por 2, teremos 16/3
•• 27/12 e dividindo ambos por 3, teremos 9/4
•• Para simplificar uma fração, divide-se o numerador e o denominador da fração por um
mesmo número.

228 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

Exemplo:
a) 6 ÷ 2 = 3
14 2 7
2
b) 40 ÷ 2 = 20 ÷ 2 = 10 ou 40 ÷ 4 = 10
12 2 6 3 12 4 3
•• Quando o numerador é divisível pelo denominador, efetua-se a divisão e se obtém um
número inteiro.
Exemplo:

a) 100 = – 4
-25
b) 299 = 13
23

⇒ Simplifique as frações, aplicando a regra de sinais da divisão:

a) – 75 b) – 48 c) – 36 d) – 10
50 84 2 15

Comparação entre Frações


Se duas frações possuem denominadores iguais, a maior fração é a que possui maior numerador.
Por exemplo:
3 4
<
5 5

Para estabelecer comparação entre frações, é preciso que elas tenham o mesmo denominador.
Isso é obtido por meio do menor múltiplo comum.
Exemplo:
2 3
?
5 7

Na comparação entre frações com denominadores diferentes, devemos usar frações


equivalentes a elas e de mesmo denominador para, assim, compará-las.
O MMC entre 5 e 7 é 35, logo:

www.acasadoconcurseiro.com.br 229
Assim temos que

2 3
<
5 7

Adição e Subtração
•• Sendo os denominadores iguais, basta somar ou subtrair os numeradores e manter o
denominador.

•• Se os denominadores forem diferentes, será necessário encontrar frações equivalentes


(proporcionais) que sejam escritas no mesmo denominador comum. Usaremos o m.m.c,
veja:
Exemplo:

O m.m.c. de 3 e 5 é 15. Em seguida divide-se o m.m.c pelo denominador original de cada fração
e multiplica-se o resultado pelo numerador, obtendo assim, uma fração equivalente.
Observe que com isso, temos:

Por fim efetuamos o cálculo:

Exemplo:

230 www.acasadoconcurseiro.com.br
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⇒ Calcule o valor das expressões e simplifique quando for possível:

a) −3 + 2 − 5 − 5
4 10 2 10

7 1
b) +2−
3 4
⎛ 1 1⎞ ⎛ 5 3⎞
c) ⎜ + ⎟ − ⎜ − ⎟
⎝ 3 2⎠ ⎝ 6 4⎠

d)
1
2
(
+ −0,3 )

MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO
Para multiplicar frações, basta multiplicar os numeradores entre si e fazer o mesmo entre os
denominadores, independentemente de serem iguais ou não.
Exemplo:

Para dividir as frações, basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda fração.
Exemplo:

DICA
Dividir por um número é multiplicar pelo seu inverso!

⇒ Efetue e simplifique quando for possível:

1
−1−
4 ⎛ 2⎞ 1 ⎛ −3 ⎞ 2 ⎛ −3 ⎞
a) ÷ −
⎜ ⎟
7 ⎝ 5⎠
b)
⎜ ⎟
2⎝ 4 ⎠ 3
c) −4 ÷ ⎜ ( )
⎝ 8⎠ ⎟   d)
7
3 ⎛ −1 ⎞

6 ⎜⎝ 3 ⎟⎠

www.acasadoconcurseiro.com.br 231
POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES
Para elevarmos uma fração a determinada potência, basta aplicarmos a potência no numerador
e também no denominador, respeitando as regras dos sinais da potenciação.
Exemplo:

2 2
⎛ 2 ⎞ ⎛ 22 ⎞ 4 ⎛ 4 ⎞ ⎛ 42 ⎞ 16
= =
⎜⎝ 3 ⎟⎠ ⎜⎝ 32 ⎟⎠ 9 ⎜⎝ − 9 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 92 ⎟⎠ = + 81

3 2 2
⎛ 3 ⎞ ⎛ 33 ⎞ 27 ⎛ 12 ⎞ ⎛ 3 ⎞ ⎛ 32 ⎞ 9
= +
⎜⎝ 5 ⎟⎠ ⎜⎝ 53 ⎟⎠ = + ⎜⎝ − 8 ⎟⎠ = ⎜⎝ − 2 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 22 ⎟⎠ = 4
125

Caso seja necessário aplicar um radical numa fração, basta entender que: “a raiz da fração é a
fração das raízes.”

Exemplos:

Expoente negativo

Todo número diferente de zero elevado a um expoente negativo é igual ao inverso do mesmo
número com expoente positivo.
1 1
Exemplo: a) 7−2 = 2 = b) 4-3 = 1 = 1 c) �– 2 �-2 = �– 4 �2 = + 16
7 49 4³ 64 4 2 4

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Questões

1. (30117) CESGRANRIO – 2013 3. (99797) CESGRANRIO – 2010


Mauro precisava resolver alguns exercícios Thiago pagou 1/3 de uma dívida e ainda fi-
de Matemática. cou devendo R$ 50,00. Qual era, em reais, o
valor total da dívida?
Ele resolveu 1/5 dos exercícios no primeiro
dia. No segundo dia, resolveu 2/3 dos exer- a) 25,00
cícios restantes e, no terceiro dia, os 12 últi- b) 75,00
mos exercícios. c) 85,00
d) 95,00
Ao todo, quantos exercícios Mauro resol- e) 150,00
veu?
a) 30 4. (99798) CESGRANRIO – 2010
b) 40 Para pintar o banheiro de uma casa, são ne-
c) 45 cessários 18 litros de tinta. Se já foi usado
d) 75 1/4 desse total, quantos litros de tinta já fo-
e) 90 ram gastos?
2. (100755) CESGRANRIO – 2015 a) 2,5
b) 3,5
Fábio possui certa quantia aplicada em um c) 4,5
fundo de investimentos. Pensando em fa- d) 5,5
zer uma viagem, Fábio considera duas pos- e) 6,5
sibilidades: resgatar 1/5 ou 1/4 da quantia
aplicada. Optando pelo resgate maior, Fá-
bio terá R$ 960,00 a mais para arcar com os
custos de sua viagem.
Qual é, e, reais, o saldo do fundo de investi-
mentos de Fábio?
a) 4.800,00
b) 10.960,00
c) 19.200,00
d) 3.840,00
e) 5.600,00

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Gabarito: 1. (30117) C 2. (100755) C 3. (99797) B 4. (99798) C

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Módulo
Aula XX
4

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Definição
Uma progressão aritmética (abreviadamente, P. A.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma constante r. O número r
é chamado de razão da progressão aritmética.
Alguns exemplos de progressões aritméticas:
• 1, 4, 7, 10, 13, ..., é uma progressão aritmética em que a razão (a diferença entre os números
consecutivos) é igual a 3.
• – 2, – 4, – 6, – 8, – 10, ..., é uma P.A. em que r = – 2.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.A. com r = 0.
Exemplo: (5, 9, 13, 17, 21, 25, 29, 33, 37, 41, 45, 49, ...)
r = a2 – a1 = 9 – 5 = 4 ou r = a3 – a2 = 13 – 9 = 4 ou r = a4 – a3 = 17 – 13 = 4
e, assim por diante.

Dica:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada subtraindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

CLASSIFICAÇÃO
Uma P.A. pode ser classificada em crescente, decrescente ou constante dependendo de como
é a sua razão (R).

www.acasadoconcurseiro.com.br 235
Exemplos:

I – (5, 8, 11, 14, 17, 20, 23, 26, ...) → CRESCENTE pois r = + 3

II – (26, 18, 10, 2, – 6, – 14, – 22, ...) → DECRESCENTE pois r = – 8

III – (7, 7, 7, 7, 7, ...) → ESTACIONÁRIA OU CONSTANTE pois r = 0

TERMO GERAL ou enésimo termo ou último termo


Numa P.A. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo, o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1 + (n-1)r ou an = ap + (n-p)r

Atenção!
a20 = a1 + 19r ou a20 = a7 + 13r ou a20 = a14 + 6r

Exemplo Resolvido:
Sabendo que o 1º termo de uma P.A é igual a 2 e que a razão equivale a 5, determine o valor do
18º termo dessa sequência numérica.
a18 = 2 + (18 – 1) . 5
a18 = 2 + 17 . 5
a18 = 2 + 85 logo a18 = 87
O 18º termo da P.A em questão é igual a 87.

236 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

Faça você

1. Dada a progressão aritmética (8, 11, 14, 17, ...), determine:


a) razão b) décimo termo c) a14

2. A razão de uma P.A de 10 termos, em que o primeiro termo é 42 e o último é – 12 vale:


a) –5
b) –9
c) –6
d) –7
e) 0

3. Calcule a razão da P.A. em que o terceiro termo vale 16 e o décimo primeiro termo vale 40.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

TERMO GERAL ou MÉDIO


Numa progressão aritmética, a partir do segundo termo, o termo central é a média aritmética
do termo antecessor e do sucessor, isto é,

Exemplo:
Na P.A (2, 4, 6, 8, 10,...) veremos que ou , etc.

Na P.A (1, 4, 7, 10, 13,...) veremos que ou , etc.

www.acasadoconcurseiro.com.br 237
Dica:
Sempre a cada três termos consecutivos de uma P.A, o termo central é a média
dos seus dois vizinhos, ou seja, a soma dos extremos é o dobro do termo central.
Além disso, a soma dos termos equidistantes dos extremos é constante.

Faça você

4. Determine a razão da P.A. (x + 2, 2x, 13).


a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

5. As idades das três filhas de Carlos estão em progressão aritmética. Colocando em ordem
crescente tem-se (1 + 3x, 4x + 2, 7x + 1). Calcule a idade da filha mais nova.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

SOMA DOS “n” TERMOS


Sendo n o número de termos que se deseja somar, temos:

Dica:
Essa fórmula pode ser lembrada como a soma do primeiro e do último termos,
multiplicada pelo número de casais ( ).

238 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

Exemplo Resolvido:
Na sequência numérica ( – 1, 3, 7, 11, 15,...), determine a soma dos 20 primeiros termos.

1) Cálculo da razão da P.A


r = 3 – (–1) = 3 + 1 = 4 ou r = 7 – 3 = 4 ou r = 11 – 7 = 4

2) Determinando o 20º termo da P.A


a20 = –1 + (20 – 1) * 4
a20 = – 1 + 19 * 4
a20 = – 1 + 76
a20 = 75

3) Calculando a soma dos termos

s20 = 740
A soma dos 20 primeiros termos da PA ( – 1, 3, 7, 11, 15, ...) equivale a 740.
Observe que a soma do 1º termo com o último(20°) é 74, que multiplicada pelo número de
casais formados com 20 pessoas (10 casais), totalizará 740.

Faça você

6. A soma dos 12 primeiros termos de uma P.A. é 180. Se o primeiro termo vale 8, calcule o último
termo dessa progressão.
a) 16
b) 18
c) 20
d) 22
e) 24

www.acasadoconcurseiro.com.br 239
7. Devido à epidemia de gripe do último inverno, foram suspensos alguns concertos em lugares
fechados. Uma alternativa foi realizar espetáculos em lugares abertos, como parques ou praças.
Para uma apresentação, precisou-se compor uma plateia com oito filas, de tal forma que na
primeira fila houvesse 10 cadeiras; na segunda, 14 cadeiras; na terceira, 18 cadeiras; e assim
por diante. O total de cadeiras foi:
a) 384
b) 192
c) 168
d) 92
e) 80

Gabarito:  2. C 3. C 4. C 5. D 6. D 7. B

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Questões

1. (3592) CESGRANRIO – 2012 3. (49442) CESGRANRIO – 2013


Os irmãos Antônio, Beatriz e Carlos come- Progressões aritméticas são sequências nu-
ram, juntos, as 36 balas que havia em um méricas nas quais a diferença entre dois ter-
pacote. Mas Antônio achou a divisão injus- mos consecutivos é constante. A sequência
ta, já que Beatriz comeu 4 balas a mais que (5, 8, 11, 14, 17, ..., 68, 71) é uma progres-
ele, e Carlos comeu mais balas do que Bea- são aritmética finita que possui:
triz.
a) 67 termos
Se as quantidades de balas que os três ir- b) 33 termos
mãos comeram formavam uma progressão c) 28 termos
aritmética, quantas balas Antônio comeu? d) 23 termos
e) 21 termos
a) 4
b) 6 4. (48299) CESGRANRIO – 2014
c) 8
d) 10 A sequência (a1, a2, a3, ..., a20) é uma pro-
e) 12 gressão aritmética de 20 termos, na qual a8
+ a9 = a5 + a3 + 189. A diferença entre o úl-
2. (11620) CESGRANRIO – 2010 timo e o primeiro termo dessa progressão,
nessa ordem, é igual a
O movimento de passageiros nos aeropor-
tos brasileiros vem aumentando ano a ano. a) 19
No Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a b) 21
14,9 milhões de passageiros em 2009, 4,5 c) 91
milhões a mais do que em 2004. Supondo- d) 171
-se que o aumento anual no número de pas- e) 399
sageiros nos aeroportos cariocas, de 2004 a
2009, tenha-se dado em progressão aritmé- 5. (99273) CESGRANRIO – 2012
tica, qual foi, em milhões de passageiros, o
movimento nos aeroportos cariocas regis- Com a chegada do verão, o consumo de
trado em 2007? energia elétrica de certa residência aumen-
tou mensalmente, passando de 324 kwh em
a) 14,4 novembro de 2011 para 432 kwh em feve-
b) 13,8 reiro de 2012.
c) 13,1
d) 12,8 Se esse aumento se deu em progressão arit-
e) 12,1 mética, qual foi, em kwh, o consumo dessa
residência em janeiro de 2012?
a) 360
b) 378
c) 396
d) 404
e) 414

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6. (99275) CESGRANRIO – 2012
Leonardo foi correr na pista de um parque
público. Ele levou 4 minutos para dar a pri-
meira volta, mas, como foi ficando cansado,
o tempo para completar cada uma das vol-
tas subsequentes aumentou 20 segundos
em relação ao tempo da volta anterior. Se
Leonardo deu 10 voltas nessa pista, durante
quantos minutos ele correu?
a) 7
b) 14
c) 35
d) 42
e) 55

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Gabarito: 1. (3592) C 2. (11620) C 3. (49442) D 4. (48299) E 5. (99273) C 6. (99275) E

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Módulo
Aula XX
5

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Uma progressão geométrica (abreviadamente, P. G.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual ao produto do termo anterior por uma constante q. O
número q é chamado de razão da progressão geométrica.
Alguns exemplos de progressões geométricas:
• 1, 2, 4, 8, 16, ..., é uma progressão geométrica em que a razão é igual a 2.
• – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ..., é uma P.G. em que q = 3.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.G. com q = 1.
• (3, 9, 27, 81, 243, ...) → é uma P.G. crescente de razão q = 3
1
• (90, 30, 10, 10/3, ...) → é uma P.G. decrescente de razão q =
3
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...)

a2 2 a 4 a 8
q= = = 2 ou q = 3 = = 2 ou q = 4 = = 2 e assim por diante.
a1 1 a2 2 a3 4

Dica:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada dividindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

CLASSIFICAÇÃO
Uma P.G. pode ser classificada em crescente, decrescente, constante ou oscilante, dependendo
de como é a sua razão (q).
Exemplos:

I – (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...) → CRESCENTE pois a2 > a1 , a3 > a2 e assim por diante;
II – ( – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ...) → DECRESCENTE pois a2 < a1 , a3 < a2 e assim por diante;
III – (7, 7, 7, 7, 7, ...) → CONSTANTE pois q =1 e a2=a1 e assim por diante;
IV – (3, – 6, 12, – 24, 48, – 96, ...) → OSCILANTE pois há alternância dos sinais.

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TERMO GERAL ou enésimo termo ou último termo
Numa P.G. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1.qn-1 ou an = ap.qn-p

Atenção!

a20 = a1q19 ou a20 = a7.q13 ou a20=a14q6 ou a20 = a18q2

Exemplo Resolvido
Em uma progressão geométrica, temos que o 1º termo equivale a 4 e a razão igual a 3.
Determine o 8º termo dessa PG.
a8 = 4 .37
a8 = 4 . 2187
a8 = 8748 Logo, o 8º termo da PG descrita é o número 8748.

Faça você

1. Dada a progressão geométrica (5, 10, 20, 40, ...), determine:


a) razão b) oitavo termo c) a10

2. Calcule a razão da P.G. na qual o primeiro termo vale 2 é o quarto termo vale 54.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

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TERMO GERAL ou MÉDIO

Numa progressão geométrica, a partir do segundo termo, o termo central é a média geométrica
do termo antecessor e do sucessor, isto é an = an−1 .an+1
Exemplo Resolvido:
Na P.G (2,4,8,16,...) veremos que 4 = 2.8 ou 8 = 4.16 , etc.

Faça você

3. Na P.G. cujos três primeiros termos são x – 10, x e 3x, o valor positivo de x é:
a) 15
b) 10
c) 5
d) 20
e) 45

SOMA DOS FINITOS TERMOS


Caso deseje-se a soma de uma quantidade exata de termos, usaremos:

4. Considerando a PG (3, 9, 27, 81, ...), determine a soma dos seus 7 primeiros elementos.

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SOMA DOS INFINITOS TERMOS
Para calcular a soma de uma quantidade infinita de termos de uma P.G usaremos:

Dica:
Essa fórmula é usada quando o texto confirma o desejo pela soma de uma quantidade
infinita de termos e também quando temos 0 < q < 1.

Faça você

5. Calcule a soma dos infinitos termos da progressão: (6, 3, 3/2, 3/4 ...)

(x) (x)
6. O valor de x na igualdade x + + +... = 12 , é igual a:
3 9
a) 8
b) 9
c) 10
d) 11
e) n.d.a.

Gabarito:  2. B 3. A 6. A

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Questões

1. (30131) CESGRANRIO – 2013 4. (99376) CESGRANRIO – 2010


O primeiro e o sétimo termos de uma pro- Quando três números reais, positivos e não
gressão geométrica, com todos os seus ter- nulos formam uma progressão geométrica,
mos positivos, são 8 e 128, respectivamen- dizemos que o termo do meio corresponde
te. à média geométrica dos outros dois.
O quarto termo dessa progressão geométri- Desse modo, qual é a média geométrica en-
ca é: tre 28 e 252?
a) 124 a) 84
b) 68 b) 168
c) 64 c) 882
d) 32 d) 1.764
e) 12 e) 3.528

2. (71697) CESGRANRIO – 2015


Considere a progressão geométrica finita
(a1, a2, a3, ... a11, a12), na qual o primeiro ter-
mo vale metade da razão e a7 = 64 . a4. O
último termo dessa progressão é igual a
a) 212
b) 216
c) 222
d) 223
e) 234

3. (97969) CESGRANRIO – 2015


Uma sequência de números reais tem seu
termo geral, an, dado por an = 4 . 23n + 1, para
n ≥ 1.
a) geométrica, cuja razão é igual a 2.
b) geométrica, cuja razão é igual a 32.
c) aritmética, cuja razão é igual a 3.
d) aritmética, cuja razão é igual a 1.
e) geométrica, cuja razão é igual a 8.

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Gabarito: 1. (30131) D 2. (71697) D 3. (97969) E 4. (99376) A

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Módulo
Aula XX
6

GRÁFICO DE FUNÇÕES

A importância do estudo de função não é restrita apenas aos interesses da matemática, mas
colocado em prática em outras ciências, como a física e a química.
Na matemática, o estudo de função é dividido basicamente em:
•• Características, tipos e elementos de uma função.
•• Tipos de funções.
Nem sempre percebemos, mas estamos em contato com as funções no nosso dia a dia, por
exemplo:
Quando assistimos ou lemos um jornal, muitas vezes nos deparamos com um gráfico, que
nada mais é que uma relação, comparação de duas grandezas ou até mesmo uma função, mas
representada graficamente.
Para que esse gráfico tome forma é necessário que essa relação, comparação, seja representada
em uma função na forma algébrica.
Para dar início ao estudo de função é necessário o conhecimento de equações, pois todo o
desenvolvimento algébrico de uma função é resolvido através de equações.

Precisamos antes, definir “funções”:


É uma relação entre dois conjuntos, onde há uma relação entre cada um de seus elementos.
Também pode ser uma lei que para cada valor x é correspondido por apenas um e único
elemento y, também denotado por ƒ(x).

www.acasadoconcurseiro.com.br 249
Exemplo: Assinale abaixo se o gráfico representa ou não uma função.

FUNÇÕES DE 1º GRAU

Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, a qualquer função f de IR em IR dada


por uma lei da forma:
onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.
f (x) = ax + b
Seu gráfico é sempre uma reta.
a → Coeficiente angular, Parâmetro angular, Inclinação ou Declividade.
b → Coeficiente linear, Parâmetro linear ou Termo Independente.
Atenção!
O coeficiente linear b é o ponto de intersecção do eixo y.
O coeficiente angular a não é o ponto de intersecção do eixo x.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f(x) = 5x – 3, onde a = 5 e b = – 3
f(x) = – 2x – 7, onde a = – 2 e b = – 7
f(x) = – x, onde a = – 1 e b = 0

250 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

Exemplo:

1. Sendo f(x) = – 4x + 10, determine:


a) f(3)
b) f(0)
c) f(x) = 2
d) f(x) = 0

•• Coeficiente angular a:
a > 0 a < 0
Reta CRESCENTE Reta DECRESCENTE

•• Coeficiente linear b:

2. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

www.acasadoconcurseiro.com.br 251
a) f(x) = – 3/2 x
b) f(x) = – 3/2 x +2
c) f(x) = – 3x +2
d) f(x) = – 2x + 3
e) f(x) = – 2/3x

3. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

a) f(x) = – 3x + 2
b) f(x) = 2x – 3
c) f(x) = 2x – 1
d) f(x) = x – 2
e) f(x) = 2x – 2

4. Uma função polinomial f do 1º grau é tal que f(3) = 6 e f(4) = 8. Portanto, o valor de f(10) é:
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20

5. Considere a tabela a seguir, que apresenta dados sobre as funções g, h, k, m, f.


A função cujo gráfico está sobre uma mesma reta é:
a) g
b) h
c) k
d) m
e) f

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6. A tabela a seguir, obtida a partir de dados do Ministério do Meio Ambiente, mostra o cresci-
mento do número de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.
Se mantida, nos anos subseqUentes, a tendência linear de crescimento mostrada na tabela, o
número de espécies ameaçadas de extinção em 2011 será igual a:
a) 461
b) 498
c) 535
d) 572
e) n.d.a

Gabarito: 2. A 3. D 4. E 5. C 6. B

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Questões

1. (3690) CESGRANRIO – 2011 2. (7205) CESGRANRIO – 2010


Não há dúvidas de que a Internet está em “O Brasil é o país onde mais caem raios no
plena expansão, e o uso de novas faixas de mundo. Na última década, a cada três dias,
frequência aumentará sensivelmente o uso em média, uma pessoa foi fulminada por
da Internet sem fio. O gráfico abaixo apre- um raio”
senta a evolução da quantidade de pontos Revista Veja, 10 fev. 2010.
de conexão sem fio, no Brasil e no Mundo, a
Seja f(x) uma função polinomial que repre-
partir de 2002.
sente o número de pessoas fulminadas por
um raio no Brasil ao longo da última déca-
da, onde x representa o número de dias.
Considerando as informações apresentadas
na reportagem acima, conclui-se que
a) f(x) = 3x
b) f(x) = x + 3
c) f(x) = x – 3
x
d) f(x) =
3
e) f(x) = 3− x
3

3. (11607) CESGRANRIO – 2011


O gráfico abaixo apresenta o desenvolvi-
Vex, Teleco e professor Cristiano M. Panuzio.
mento do refino de petróleo no Brasil, de
Revista Veja, 13 de outubro de 2010.
2003 a 2009.
Se, de 2004 a 2010, a quantidade de pontos
de conexão sem fio, no mundo, tivesse au-
mentado linearmente, conforme sugere o
gráfico, quantos pontos de conexão sem fio
haveria em 2007?
a) 120.500
b) 162.000
c) 185.500
d) 200.500
e) 210.000
Considerando que o aumento observado
de 2007 a 2009 seja linear e que assim se
mantenha pelos próximos anos, quantos
milhões de barris diários serão refinados
em 2013?

www.acasadoconcurseiro.com.br 255
a) 1.978 Considere que o consumo médio de oxigê-
b) 1.994 nio seja diretamente proporcional à massa
c) 2.026 do atleta.
d) 2.095
e) 2.228 Qual será, em litros, o consumo médio de
oxigênio de um atleta de 80 kg, durante 10
4. (30119) CESGRANRIO – 2013 minutos de prática de natação?

O gráfico abaixo apresenta o consumo mé- a) 50,0


dio de oxigênio, em função do tempo, de b) 52,5
um atleta de 70 kg ao praticar natação. c) 55,0
d) 57,5
e) 60,0

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Gabarito: 1. (3690) D 2. (7205) D 3. (11607) B 4. (30119) E

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Módulo
Aula XX
7

FUNÇÃO DE 2º GRAU

Definição

Chama-se função quadrática, ou função polinomial do 2º grau, qualquer função f de IR em IR


dada por uma lei da forma f(x) = ax² + bx + c, onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.

f(x)=ax2+bx+c
O gráfico de uma função polinomial do 2º grau é uma curva chamada parábola.
Exemplos de funções quadráticas:
f(x) = 3x² – 4x + 1, onde a = 3, b = – 4 e c = 1
f(x) = x² – 1, onde a = 1, b = 0 e c = – 1
f(x) = – x² + 8x, onde a = 1, b = 8 e c = 0
f(x) = – 4x², onde a = – 4, b = 0 e c = 0

→ Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c, notaremos sempre que:


concavidade voltada para cima concavidade voltada para baixo

www.acasadoconcurseiro.com.br 257
→ Outra relação importante na função do 2º grau é o ponto onde a parábola corta o eixo y.
Verifica-se que o valor do coeficiente “c” na lei de formação da função corresponde ao valor do
eixo y onde a parábola o corta.

→ A análise do coeficiente "b" pode ser orientada pela analise de uma reta “imaginária” que
passa pelo “c” e pelo vértice. Assim:

Nos exemplos acima, se a reta “imaginária” for crescente, b > 0, caso contrário, b < 0, e no caso
em que o vértice e o “c” coincidem, teremos b = 0 e uma simetria em relação ao eixo Y.
Atenção!
A quantidade de raízes reais de uma função quadrática depende do valor obtido para o
radicando ∆ , chamado discriminante:
Se ∆ > 0, há duas raízes Se ∆ = 0, há duas raízes Se ∆ < 0, não há raiz real.
reais e distintas; reais e iguais;

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Exemplo:

1. Complete as lacunas:

www.acasadoconcurseiro.com.br 259
Zero ou Raiz da Função

Chamam-se zeros ou raízes da função polinomial do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c, com a ≠ 0, os


números reais x tais que f(x) = 0.
Para determinar as raízes, aplica-se a chamada fórmula de Bhaskara:

x=
−b ± b2 − 4a.c
2a
,sendo =b2 − 4.a.c 
Soma e Produto Das Raízes

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:

b
Soma = X1 + X2 = −
a

c
Produto = X1 . X2 =
a

Vértice da Parábola

O vértice da parábola constitui um ponto importante do gráfico, pois indica o ponto de valor
máximo e o ponto de valor mínimo. De acordo com o valor do coeficiente a, os pontos serão
definidos. Observe:

260 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Para determinar o ponto de máximo (quando a < 0) ou ponto de mínimo (quando a > 0):

Coordenadas do vértice: V(XV,YV)

b Δ
XV = − YV = −
2a 4a
Atenção: Xv é o ponto médio das raízes reais.

2. Determine o vértice da parábola f(x) = 2x² – 8x + 5.

3. Baseado no gráfico da função f(x) = ax2 + bx + c, com a, b, e c ∈! , pode-se afirmar que:


a) a > 0,  Δ < 0

b) a > 0,  Δ = 0

c) a > 0,  Δ > 0

d) a < 0,  Δ > 0

e) a < 0,  Δ = 0

www.acasadoconcurseiro.com.br 261
4. A função f(x) = Ax2 + Bx + C, A ≠ 0 tem como gráfico a figura abaixo. Podemos então concluir
que:
a) A > 0, B2 < 4AC, C > 0
b) A > 0, B2 = 4AC, C > 0
c) A > 0, B2 > 4AC, C > 0
d) A < 0, B2 < 4AC, C < 0
e) A > 0, B2 < 4AC, C < 0

5. A expressão que define a função quadrática f(x), cujo gráfico está esboçado, é:
a) f(x) = –2x2 – 2x + 4
b) f(x) = x2 + 2x – 4
c) f(x) = x2 + x – 2
d) f(x) = 2x2 + 2x – 4
e) f(x) = 2x2 + 2x – 2

Gabarito: 3. C 4. C 5. D

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Questões

1. (11581) CESGRANRIO – 2012 2. (30129) CESGRANRIO – 2013


A função f :[−2,4]→ ! , definida por f(x) =
– x² + 2x + 3, possui seu gráfico apresentado
a seguir:

Sejam f(x) = – 2x2 + 4x + 16 e g(x) = ax2 + bx


+ c funções quadráticas de domínio real,
cujos gráficos estão representados acima.
A função f(x) intercepta o eixo das abscissas
nos pontos P (Xp, 0) e M (XM, 0) e g(x), nos O valor máximo assumido pela função f é:
pontos (1, 0) e Q (XQ, 0).
a) 6
Se g(x) assuma valor máximo quando x = xM, b) 5
conclui-se que xQ é igual a: c) 4
d) 3
a) 3 e) 1
b) 7
c) 9 3. (99298) CESGRANRIO – 2012
d) 11
e) 13 Na função real f(x) = ax2 +bx + c , esboçada
no gráfico abaixo, o valor de f(6) + f(−2) é
igual a

www.acasadoconcurseiro.com.br 263
a) 30
b) 38
c) 97
d) 102
e) 110

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Gabarito: 1. (11581) B 2. (30129) C 3. (99298) B

264 www.acasadoconcurseiro.com.br
Módulo 8

FUNÇÃO EXPONENCIAL

Chamamos de função exponencial qualquer função de ℜ em ℜ , definida por:

onde a ∈ℜ + e a ≠ 1
*
f(x) = ax
Exemplos:
x
x ⎛ 3⎞
I) f(x) = 4 II) f(x) = III) f(x) = 2x – 1 IV) f(x) = 5 – x
⎜⎝ 7 ⎟⎠

GRÁFICOS

FUNÇÃO CRESCENTE FUNÇÃO DECRESCENTE

www.acasadoconcurseiro.com.br 265
Exemplo:

1. Esboce o gráfico das seguintes funções: x −x


x
⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞
a) f(x) = 10 b) f(x) = ⎜ ⎟ c) f(x) = ⎜⎝ 5 ⎟⎠
⎝π⎠

d) f(x) = 10 – x e) y = 3x – 2 f) y = – 2.3x

2. Em uma cultura, o número de bactérias é dado por f(t) = 1000 . 30,5t, onde t é o tempo em
horas. Quando o número de bactérias for 9000, o valor de t será:
a) 1
b) 2
c) 4
d) 1000 . 34500
e) 30004500

Gabarito: 2. C

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FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Definição

Toda função definida pela lei de formação f(x) = logax, com a ≠ 1 e a > 0 é denominada função
logarítmica de base a. Nesse tipo de função, o domínio é representado pelo conjunto dos
números reais maiores que zero e o contradomínio, o conjunto dos reais.
Exemplos de funções logarítmicas:
f(x) = log2x
f(x) = log3x
f(x) = log1/2x
f(x) = log10x
f(x) = log1/3x

GRÁFICOS

FUNÇÃO CRESCENTE FUNÇÃO DECRESCENTE

www.acasadoconcurseiro.com.br 267
Exemplo:

1. Esboce o gráfico das seguintes funções:


a) f(x) = log2x b) f(x) = log1/3x c) f(x) = log10x

d) f(x) = logπx e)f(x) = log0,7x f) f(x) = log7/3x

Determinando o domínio da função logarítmica


Devemos sempre garantir a condição de existência dos logaritmos e assim definir o domínio da
função logarítmica.
Exemplo:

1. Determine o domínio da função f(x) = log(x – 2) (4 – x) :


1) 4 – x > 0 → – x > – 4 → x < 4
2) x – 2 > 0 → x > 2
3) x – 2 ≠ 1 → x ≠ 1+2 → x ≠ 3
Realizando a intersecção das restrições 1, 2 e 3, temos o seguinte resultado:
•• < x < 3 e 3 < x < 4.
Dessa forma, D = {x E R / 2 < x < 3 e 3 < x < 4}

268 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplos:

2. O gráfico mostra o comportamento da função logarítmica na base a. Então o valor de a é:

a) 10
b) 2
c) 1
d) 1
2
e) – 2

3. Considere as seguintes funções reais e os seguintes gráficos:

Fazendo a correspondência entre as funções e os gráficos, assinale, dentre as alternativas a


seguir, a sequência CORRETA:
a) I-A, II-B, III-C, IV-D
b) I-A, II-D, III-C, IV-B
c) I-B, II-D, III-A, IV-C
d) I-C, II-B, III-A, IV-D
e) I-B, II-C, III-D, IV-A

Gabarito: 2. D 3. C

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Questões

1. (3911) CESGRANRIO – 2011 4. (99862) CESGRANRIO – 2012


Sendo a função f(x) = 2. log5(3x⁄4), em que Considerem-se as funções logarítmicas f(x)
x é um número real positivo, f(17) é um nú- = log4 x e g(x) = log2 x, ambas de domínio
mero real compreendido entre R*+ .
a) 1e2 Calculando-se f(72) – g(3), o valor encontra-
b) 2e3 do será de
c) 3e4
d) 4e5 a) 1,0
e) 5e6 b) 1,5
c) 2,0
2. (30130) CESGRANRIO – 2013 d) 2,5
e) 3,0
A variável y, quando escrita em função de
uma variável x, é dada por y = 10x+3 – 7.
A variável x, portanto, quando escrita em
função da variável y, é dada por:
a) x = log10 (y + 7)− 3
b) x = log10 (7y)− 3
c) x = 1000.log10 (y + 7)
d) x = 10y+7 − 3
y+7
e) x = −3
10
3. (99324) CESGRANRIO – 2012
Considere as funções g(x) = log2 x e h(x)
e = logb x
*
g(x) = log2 x e h(x) = logb x , ambas de domínio R+ .
Se h(5) = 1/2, então g(b + 9) é um número
real compreendido entre
a) 5e6
b) 4e5
c) 3e4
d) 2e3
e) 1e2

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http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=13707729

Gabarito: 1. (3911) C 2. (30130) A 3. (99324) A 4. (99862) B

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Módulo 9

MATRIZES E DETERMINANTES

Matrizes

Uma matriz m x n é um quadro de elementos dispostos em m linhas e n colunas.


Os valores de m e n são sempre positivos e inteiros.

⎡ 10 ⎤ → M é uma matriz 2 x 3.
M= ⎢ 4 9 ⎥
⎣ 8 6 5 ⎦

Cada elemento da matriz é indicado por aij, onde “i” refere-se à linha e “j” refere-se à coluna na
qual o elemento se encaixa. Na matriz acima, temos:
a11 = 4 a21 = 8
a12 = 9 a22 = 6
a13 = 10 a23 = 5

Elementos

www.acasadoconcurseiro.com.br 273
Exemplo:

1. Determine a matriz A = (aij) 2 x 2 em que aij = i + j, se i = j e i – j, se i ≠ j.

2. Multiplique os elementos da diagonal principal da matriz M quadrada de ordem 3 x 3 onde:


⎧⎪ i + j, se i≠ j ⎫⎪
aij = ⎨ ⎬
⎩⎪ 0, se i= j ⎭⎪

Tipos de Matrizes

274 www.acasadoconcurseiro.com.br
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3. Determine as matrizes oposta e transposta das matrizes abaixo:


a) ⎡ 1 2 ⎤ b) ⎡ −4 2 5 ⎤ c) ⎡ −4 2 1 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎣ ⎦
⎣ 3 4 ⎦ ⎣ 3 1 7 ⎦

⎡ 1 2 3 ⎤
⎢ ⎥
4. Calcule x e y para que a matriz ⎢ x 4 −1 ⎥ seja simétrica.
⎢ y −1 2 ⎥
⎣ ⎦

5. Seja A a matriz A = (aij)2x3 cuja lei de formação é dada abaixo. É correto afirmar que:

⎧⎪ 3i + j, se i≠ j ⎫⎪
aij = ⎨ ⎬
⎩⎪ 2i − 3j, se i= j ⎭⎪

⎡ −1 −5 ⎤
⎢ ⎥
a) A = ⎢ 6 7 ⎥
⎢ 2 9 ⎥
⎣ ⎦

⎡ −1 7 ⎤
⎢ ⎥
b) A = ⎢ −5 2 ⎥
⎢ 6 9 ⎥
⎣ ⎦

⎡ 5 ⎤
c) A = ⎢ −1 7 ⎥
⎣ 6 2 9 ⎦

⎡ 6 ⎤
d) A = ⎢ −1 5 ⎥
⎣ 7 −2 9 ⎦

⎡ −1 7 −5 ⎤
e) A = ⎢ ⎥
⎣ −6 −2 9 ⎦

www.acasadoconcurseiro.com.br 275
6. Sendo as matrizes A = (aij) e B = (bij), quadradas de ordem 2 com aij = i² – j2 e bij = -i² + j², o valor
de A - B é:
⎡ ⎤
a) ⎢ 0 0 ⎥
⎣ 0 0 ⎦
⎡ ⎤
b) ⎢ 0 −6 ⎥
⎣ 6 0 ⎦
⎡ ⎤
c) ⎢ 0 −6 ⎥
⎣ 0 0 ⎦
⎡ ⎤
d) ⎢ 0 6 ⎥
⎣ −6 0 ⎦
⎡ ⎤
e) ⎢ 6 0 ⎥
⎣ 0 0 ⎦

Operações Básicas Com Matrizes

Igualdade de matrizes
Duas matrizes, A e B, serão iguais se forem do mesmo tipo e se os elementos correspondentes
forem iguais.
Exemplo:
Determine x e y para que as matrizes A e B sejam iguais.

⎡ 3 1+ x ⎤ ⎡ ⎤
A=⎢ ⎥ B= ⎢ 2 4 ⎥
⎣ 2− y 5 ⎦ ⎣ 1 5 ⎦

Solução:

⎧⎪ 1+ x = 4 ⎧⎪ x = 3
⎨ →⎨
⎩⎪ 2 − y = 1 ⎪⎩ y = 1

Adição e subtração de matrizes


Dadas duas matrizes de mesmo tipo, A e B, denomina-se matriz soma (A+B) a matriz obtida
adicionando-se os elementos correspondentes de A e B. O mesmo ocorre para a subtração.

⎡ 2 −1 ⎤ 2. Zero 3. Oposta: ⎡ −1 −2 ⎤ ⎡ 4 −2 −5 ⎤ ⎡⎣ ⎤⎦  
Gabarito: 1. −A = −B = −C = +4 −2 −1
⎣ 1 4 ⎦ ⎣ −3 −4 ⎦ ⎢⎣ −3 −1 −7 ⎥⎦

t t ⎡ −4 3 ⎤ t ⎡ −4 ⎤ ⎡ 1 x y ⎤
Transposta: A = ⎡ 1 3 ⎤ B = ⎢ 2 1 ⎥ C = ⎢ 2 ⎥  4. ⎢ 2 4 −1 ⎥ x = 2  5. D 6. B
⎣ 2 4 ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ y=3
5 7 1
⎢⎣ 3 −1 2 ⎥⎦

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Exemplo:
Dadas as matrizes A e B determine A + B.

⎡ 4 6 ⎤ B= ⎡ 1 8 4 −1 ⎤
A = ⎢ −10 1 ⎥ ⎢ ⎥
⎣ 2 3 2 8 ⎦ ⎣ 0 6 6 −3 ⎦

⎡ 4 + 4 6 −1 ⎤
A +B = ⎢ −10 +1 1+ 8 ⎥
⎣ 2 + 0 3+ 6 2+3 8−3 ⎦

⎡ 8 5 ⎤
A +B = ⎢ −9 9 ⎥
⎣ 2 9 5 5 ⎦

Exemplo:
⎡ 2 ⎤e ⎡ −8 −9 12 ⎤
7. Determine a matriz C, resultado da soma das matrizes A = ⎢ −3 5 ⎥ B= ⎢ ⎥
⎣ 6 4 8 ⎦ ⎣ 45 6 −3 ⎦

⎡ 1 2 3 ⎤ ⎡ −7 −8 9 ⎤ ⎡ 2 3 −4 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
8. Dadas as matrizes A = ⎢ −4 5 6 ⎥ , B = ⎢ 12 6 5 ⎥ e C = ⎢ 6 7 1 ⎥ , determine a
⎢ 4 6 8 ⎥ ⎢ 8 7 4 ⎥ ⎢ 2 8 7 ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦
matriz D resultante da operação A + B – C.

Multiplicação Com Matrizes

Multiplicação de número real por matriz


Dada uma matriz A e um número real k, denomina-se multiplicação de matriz por escalar
(numero real K), a matriz obtida multiplicando-se cada um dos seus elementos por k.
Observe como exemplo a determinação da matriz.

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 3.2 3.1 ⎤ ⎡ 6 3 ⎤

A=⎢ 3 0
4

⎥ ⇒ ⎢
3.A = 3 ⎢ 3
⎢ 1
0
4
⎥ ⎢
⎥ = ⎢ 3.3
⎥ ⎢ 3.1
3.0
3.4
⎥ ⎢
⎥=⎢ 9
⎥ ⎢ 3
0
12



⎢ 1 ⎥ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦
⎣ ⎦

Multiplicação de matrizes
Sendo A uma matriz do tipo mxn e B uma matriz do tipo nxp, define-se produto da matriz A
pela matriz B a matriz C, do tipo mxp, tal que cada elemento de C é calculado multiplicando-

www.acasadoconcurseiro.com.br 277
se ordenadamente os elementos da linha i da matriz A pelos elementos correspondentes da
coluna j da matriz B e , a seguir, somando-se os produtos obtidos.

ATENÇÃO: O produto entre duas matrizes A e B é definido se, e somente se, o número de
colunas da matriz A for igual ao numero de linhas da matriz B. Assim:

278 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplo:
⎡ −1 ⎤
⎡ 3 ⎤ por B = ⎢ 2 ⎥
9. Calcule o produto de A = ⎢ 1 2 ⎥ ⎢ ⎥
⎣ 3 1 2 ⎦ ⎢ 0 ⎥
⎣ ⎦

10. Se A é uma matriz 3 x 4 e B uma matriz n x m, então:


a) existe A + B se, e somente se, n = 4 e m = 3;
b) existe AB se, e somente se, n = 4 e m = 3;
c) existem AB e BA se, e somente se, n = 4 e m = 3;
d) existem, iguais, A + B e B + A se, e somente se, A = B;
e) existem, iguais, AB e BA se, e somente se, A = B.

11. Sobre as sentenças abaixo:


I. O produto das matrizes A 3x2 .B 2x1 é uma matriz 3 x 1.
II. O produto das matrizes A 5x4 .B 5x2 é uma matriz 4 x 2
III. O produto das matrizes A 2x3 .B 3x2 é uma matriz quadrada 2 x 2.
É verdade que:
a) Somente I é falsa;
b) Somente II é falsa;
c) Somente III é falsa;
d) Somente I e III são falsas;
e) São todas falsas.

12. O valor de a para que a igualdade matricial abaixo seja verdadeira é:

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 1 −1 ⎤ ⎡ 1 0 ⎤
⎢ ⎥⎢ ⎥=⎢ ⎥
⎣ 1 1 ⎦ ⎣ −1 a ⎦ ⎣ 0 1 ⎦

a) 1
b) 2
c) 0
d) –2
e) –1

www.acasadoconcurseiro.com.br 279
⎡ 2 5 ⎤ ⎡ −1 −7 ⎤
13. Calcule a matriz transposta da matriz C dado que C = ⎢ ⎥+ ⎢ ⎥.
⎣ 3 −7 ⎦ ⎣ 2 12 ⎦

14. Sendo as matrizes A = (aij) e B = (bij), quadradas de ordem 2 com aij = i2 – j2 e bij = - i2 + j2, o valor
de A – B é:
⎡ ⎤
a) ⎢ 0 0 ⎥
⎣ 0 0 ⎦
⎡ ⎤
b) ⎢ 0 −6 ⎥
⎣ 6 0 ⎦
⎡ ⎤
c) ⎢ 0 −6 ⎥
⎣ 0 0 ⎦
⎡ ⎤
d) ⎢ 0 6 ⎥
⎣ −6 0 ⎦
⎡ ⎤
e) ⎢ 6 0 ⎥
⎣ 0 0 ⎦

Matriz Inversa

→ Uma matriz quadrada A, é dita invertível quando existe outra matriz denotada A-1, tal que
A. A-1 = I onde I, é a matriz identidade.
Exemplo Resolvido:
Se queremos descobrir a matriz inversa da matriz A representada abaixo recorremos a uma
matriz genérica que nos permitirá multiplicar as matrizes. Assim:

⎡ ⎤ ⎡ a b ⎤
A=⎢ 2 1 ⎥ e A =⎢
−1

⎣ 4 3 ⎦ ⎣ c d ⎦
Associamos símbolos à inversa da nossa matriz original – nosso objetivo é determinar os valores
de a ,b, c e d. Para isso aplicaremos a definição de inversa.

⎡ ⎤ ⎡⎡−11 −4 14 ⎤⎡ ⎡ −8 −9 16 ⎤ ⎡3⎤
2 1 C =. ⎢
Gabarito: 7. a b ⎤ =⎥  8. 1 D =0⎢ ⎤2 4 10 ⎥  9. = ⎢ ⎥  10. C 11. B 12. B 13. C
t
⎡ 1 5 ⎤  14. B
⎢ ⎥ ⎣⎢⎣51c 10d 5 ⎥⎦ ⎦ ⎢⎣ 0 1⎣ ⎥⎦10 ⎣ −1 ⎦ ⎣ −2 5 ⎦
⎣ 4 3 ⎦
5 5 ⎦

280 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Resolvendo essa multiplicação chegamos a um sistema de equações.

⎧ 2a+ c = 1
⎪⎪
⎡ 3 1 ⎤
2b + d = 0 → A = 2
−1 ⎢ − ⎥
⎨ ⎢ 2 ⎥
⎪ 4a+ 3c = 0 ⎢⎣ −2 1 ⎥⎦
⎪⎩ 4b + 3d = 1
No caso dessa matriz ser invertível o sistema será impossível.

MÉTODO PRÁTICO
É necessário calcular o determinante da matriz (caso o determinante de igual a zero, não existe
matriz inversa para ela).
Em seguida basta inverter a ordem dos elementos da diagonal principal e trocar o sinal dos
elementos da diagonal secundária.

⎡ ⎤ 1 ⎡ d −b ⎤ 1 ⎡ d −b ⎤
A −1 = ⎢ a b ⎥ = ⎢ ⎥= ⎢ ⎥
⎣ c d ⎦ det(A) ⎣ −c a ⎦ ad−bc ⎣ −c a ⎦
MÉTODO PP-SS: Inverte a PRINCIPAL e muda o sinal da SECUNDÁRIA
Exemplo:

⎡ ⎤
15. Determine a inversa da matriz A = ⎢ 1 2 ⎥ .
⎣ 0 3 ⎦

⎡ ⎤
16. Determine o valor de x que garante que a matriz ⎢ −2 x ⎥ é invertível.
⎣ −3 2 ⎦

⎡ ⎤
17. Caso exista, encontre a inversa da matriz B = ⎢ 2 1 ⎥
⎣ 1 3 ⎦

www.acasadoconcurseiro.com.br 281
18. Sejam as matrizes,
⎡ ⎤ ⎡ x −1 ⎤
A = ⎢ 1 2 ⎥ e M= ⎢ ⎥
⎣ 2 6 ⎦ ⎣ −1 y ⎦
Onde x e y são números reais e M é a matriz inversa de A. Então o produto xy é:
3
a)
2
2
b)
3
1
c)
2
3
d)
4
1
e)
4
⎡ 1 −1 ⎤
⎢ ⎥ ⎡ ⎤
19. Multiplicando-se a matriz A = ⎢ 3 ⎥ pela matriz B = ⎢ 3 2 ⎥ , obtém-se a matriz
−1 ⎣ 2 x ⎦
⎢⎣ 2 ⎥⎦
⎡ ⎤
I = ⎢ 1 0 ⎥ . Então o valor de x é:
⎣ 0 1 ⎦
a) -1

b) 0

c) 1

d) 2

e) 3

⎡ 2 ⎤ ⎡ 3 1 ⎤
⎥  16. x ≠ 4  17. B
1 − ⎢ − ⎥
Gabarito: 15. ⎢ 3
−1
=⎢ 5 5 ⎥
 18. A 19. D
⎢ 1 ⎥ 3 ⎢ 1 2 ⎥

⎢ 5 5 ⎥
⎢ 0 ⎥ ⎣ ⎦
⎣ 3 ⎦

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Determinantes

Como já vimos, matriz quadrada é a que tem o mesmo número de linhas e de colunas (ou seja,
é do tipo nxn).
A toda matriz quadrada está associado um número ao qual damos o nome de determinante.
Dentre as várias aplicações dos determinantes na Matemática, temos:
•• resolução de alguns tipos de sistemas de equações lineares;
•• cálculo da área de um triângulo situado no plano cartesiano, quando são conhecidas as
coordenadas dos seus vértices;

Determinante de 1ª ordem
O determinante da matriz A de ordem 1 é o próprio número que origina a matriz.
Dada uma matriz quadrada de 1ª ordem temos que o determinante é o número real a11
A = [a11] ⇒ det A = a11
Observação: Representamos o determinante de uma matriz entre duas barras verticais, que
não têm o significado de módulo.
Exemplo:
• M= [5] → det M = 5 ou I 5 I = 5 • M = [- 3] → det M = - 3 ou I - 3 I = - 3

Determinante de 2ª ordem
O determinante de uma matriz de segunda ordem é a diferença entre o produto dos termos da
diagonal principal e o produto dos termos da diagonal secundária. Esses produtos se chamam,
respectivamente, termo principal e termo secundário da matriz.

Portanto, o determinante de uma matriz de ordem 2 é dado pela diferença entre o produto
dos elementos da diagonal principal e o produto dos elementos da diagonal secundária. Veja o
exemplo a seguir.

www.acasadoconcurseiro.com.br 283
Determinante de 3ª ordem
O cálculo do determinante de 3ª ordem pode ser feito por meio de um dispositivo prático,
denominado regra de Sarrus.

Exemplo:

20. Calcule os determinantes das matrizes a seguir.

⎡ 1 2 3 ⎤
⎡ ⎤ ⎡ −2 1 ⎤ ⎢ ⎥
a) ⎢ 1 2 ⎥ b) ⎢ ⎥ c) ⎢ 3 2 1 ⎥
⎣ 3 4 ⎦ ⎣ 0 −3 ⎦ ⎢ 1 2 −3 ⎥
⎣ ⎦

284 www.acasadoconcurseiro.com.br
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1 0 5
21. Calcule 2 3 4
1 −1 −2

22. Calcule o valor de x, a fim de que o determinante da matriz A seja nulo.

⎛ 1 2 1 ⎞

A= 4 9 4 ⎟
⎜ ⎟
⎜⎝ 6 x x − 7 ⎟⎠

Propriedades dos Determinantes


•• Quando todos os elementos de uma fila ( linha ou coluna) são nulos, o determinante dessa
matriz é nulo.

•• Se duas filas paralelas de uma matriz são proporcionais, então seu determinante é nulo.

www.acasadoconcurseiro.com.br 285
•• Se os elementos de uma fila de uma matriz são combinações lineares dos elementos
correspondentes de filas paralelas, então seu determinante é nulo.

•• O determinante de uma matriz e o de sua transposta são iguais.

•• Multiplicando por um número real todos os elementos de uma fila em uma matriz, o
determinante dessa matriz fica multiplicado por esse número.

•• Caso uma matriz quadrada A seja multiplicada por um número real k, seu determinante
passa a ser multiplicado por kn.

286 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplo:
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
Sendo K = 3, A = ⎢ 2 1 ⎥ e K. A = ⎢ 6 3 ⎥ , temos:
⎣ 4 5 ⎦ ⎣ 12 15 ⎦

( )
det K − A = K!π .detA
!#"#$ 32 6
!
54

•• Quando trocamos as posições de duas filas paralelas, o determinante de uma matriz muda
de sinal.

•• Quando, em uma matriz, os elementos acima ou abaixo da diagonal principal são todos
nulos, o determinante é igual ao produto dos elementos dessa diagonal.

•• Para A e B matrizes quadradas de mesma ordem n, temos que det (A.B) = detA.detB.
Exemplo:
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
Se A = ⎢ 2 1 ⎥ e B = ⎢ 1 0 ⎥
⎣ 3 4 ⎦ ⎣ 2 2 ⎦

Assim det (AB) = detA.det B = 5.2 = 10


⎡ ⎤
Repare que se tivessemos feito a multiplicação matricial A.B = ⎢ 4 2 ⎥ , teríamos
⎣ 11 8 ⎦
Det(AB) = 32 – 22 = 10.
1
•• Para calcular o determinante da inversa , temos detA −1 = .
detA
⎡ ⎤ 1 1 1
Se A = ⎢ 1 2 ⎥ logo detA −1 = = =−
⎣ 3 4 ⎦ detA 4 − 6 2

www.acasadoconcurseiro.com.br 287
CUIDADO!!!!

23. Calcule os determinantes abaixo usando as propriedades estudadas.

2 3 5 1 3 2 1 0 0 1 2 3
a) 1 5 8 b) 1 2 1 c) 5 2 0 d) −1 7 2
4 6 10 5 12 7 2 1 3 3 1 −1
5 5 5

⎡ −1 2 −2 ⎤
⎢ ⎥
24. Se A = ⎢ 2 3 1 ⎥ calcular o det AT ,det A-1 e det 2A.
⎢ 5 0 2 ⎥
⎣ ⎦

⎡ k 1 5 ⎤ ⎡ 1 k 5 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
25. Se A = ⎢ a y 0 ⎥ e det A =10, então det ⎢ y a 0 ⎥ vale.
⎢ 2 4 −1 ⎥ ⎢ 8 4 −2 ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦

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26. Considerando as matrizes:


⎛ a b c ⎞ ⎛ a d g ⎞ ⎛ 2a 2b 2c ⎞ ⎛ −a b c ⎞
⎜ ⎟
A = ⎜ d e f ⎟ , B = ⎜ b e h ⎟ , C = ⎜ 2d 2e 2f ⎟ e D = ⎜⎜ −g h i ⎟ , se

⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜⎝ g h i ⎟⎠ ⎜⎝ c f i ⎟⎠ ⎜⎝ 2g 2h 2i ⎟⎠ ⎜⎝ −d e f ⎟⎠

det(A) = k ≠ 0, então det(B) + det(C) + det(D) é:


a) 10k
b) 2k
c) 4k
d) 8k
e) 11k

⎡ p 2 2 ⎤
⎢ ⎥
27. Se o determinante da matriz ⎢ p 4 4 ⎥ é igual a – 18, então o determinante da matriz
⎡ p ⎢ p 4 1 ⎥
−1 2 ⎤ ⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎢ p −2 4 ⎥ é igual a:
⎢ p −2 1 ⎥
⎣ ⎦
a) –9
b) –6
c) 3
d) 6
e) 9

28. Considere a matriz quadrada A=(aij)3x3|aij=mmc(i,j). O determinante dessa matriz vale:


a) 0
b) 1
c) 6
d) 12
e) 18

Gabarito: 20. 24 21. - 27 22. + 13 23. a = 0 / b = 0 / c = 6 / d = - 65 24. detAt = 26 25. - 20 26. detA = 10k / detB = k /
detC = k / detD = 8k  27. E 28. D

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Questões

1. (99831) CESGRANRIO – 2010


O determinante de uma matriz A com 3
linhas e 3 colunas é igual a 4. Sendo A − 1
a inversa da matriz A, o determinante da
matriz 2 A − 1 é igual a
a) 1/2
b) 1
c) 2
d) 8
e) 12

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Gabarito: 1. (99831) C

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Módulo
Aula 10
XX

SISTEMAS LINEARES

Todo sistema linear é classificado de acordo com o número de soluções apresentadas por ele.

Métodos de Resolução

Método da Adição
Definição: Consiste em somar as equações, que podem ser previamente multiplicadas por uma
constante, com o objetivo de eliminar uma das variáveis apresentadas.
Atividades: Esse método consiste em multiplicar as equações de maneira que se criem valores
"opostos" da mesma variável que será eliminada quando somarmos as equações.
Vale ressaltar que nem sempre é necessária tal multiplicação.

x + 2y = 16
Exemplo: �
3x – y = 13
⎪⎧ x + 2y = 16
Assim, multiplicaremos a segunda equação por 2, logo: ⎨ assim criamos os
valores opostos 2y e – 2y. ⎧ x + 2y = 16 ⎪⎩ 6x − 2y = 26

Agora somaremos as 2 equações, logo: ⎨ 6x − 2y = 26
⎪ 7x + 0y = 42

42
Logo x = → x = 6 e, para achar o valor de y, basta trocar o valor de x obtido em qualquer uma
7
das equações dadas:
Assim se x + 2 y = 16, então 6 + 2y = 16 → 2y = 10 e portanto y = 10/2 → y = 5

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1. Resolva usando o método da adição:

3x + y = 9
a) �
2x + 3y = 13

3x – 2y = 7
b) �
x+y=–1

Método da Substituição
Definição: Esse método consiste em isolar uma das variáveis numa equação e substituí-la na
outra.
Vale ressaltar que preferencialmente se deve isolar a variável que possuir “coeficiente” 1; assim
evitamos um trabalho com o M.M.C.

x + 2y = 16
Exemplo: �
3x – y = 13

Assim, isolando o “x” na primeira equação, temos: x = 16 – 2y e substituindo-o na segunda


35
equação: 3(16 – 2y) – y = 13 → 48 – 6y – y = 13 → – 7y = 13 – 48 → – 7y = – 35 logo x = − =5
7

Daí basta trocar o valor de x obtido na equação isolada:


Se x = 16 – 2y, logo x = 16 – 2 x 5 → x = 16 – 10 → x = 6

294 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

2. Resolva usando o método da substituição.

3x + y = 9
a) �
2x + 3y = 13

3x – 2y = 7
b) �
x+y=–1

3. A diferença entre dois números positivos a e b é 5, e a razão entre eles é 5/3. O produto ab é:
a) 7,5
b) 8,333...
c) 12,5
d) 93
e) 93,75

4. A idade do pai está para a idade do filho, assim como 7 está para 3. Se a diferença entre essas
idades é 32 anos, determine a idade de cada um.

5. Os salários de dois funcionários do Tribunal são proporcionais às suas idades, que são 40 e
25 anos. Se os salários somados totalizam R$ 9100,00, qual é a diferença de salário destes
funcionários?

www.acasadoconcurseiro.com.br 295
6. Na garagem de um prédio, há carros e motos, num total de 13 veículos e 34 pneus. O número
de motos nesse estacionamento é:
a) 5.
b) 6.
c) 7.
d) 8.
e) 9.

7. Um aluno ganha 5 pontos por exercício que acerta e perde 3 pontos por exercício que erra. Ao
fim de 50 exercícios tinha 10 pontos. Quantos exercícios ele acertou?
a) 15
b) 20
c) 25
d) 30
e) 35

8. Uma família foi num restaurante onde cada criança paga a metade do buffet e adulto paga
R$ 12,00. Se nessa família há 10 pessoas e a conta foi de R$ 108,00, o número de adultos é:
a) 2
b) 4
c) 6
d) 8
e) 10

296 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

9. Certo dia os professores Edgar e Zambeli estavam discutindo a relação e decidiram fazer uma
lista dos pagamentos das contas da casa onde moravam.
O professor Zambeli argumentava que havia pago exatamente R$ 1.000,00 em contas de
internet e gás.
As contas de gás todas tiveram o mesmo valor entre si, assim como as da internet.
Sabendo que o total de contas pagas de internet ou de gás foi de 40 e que o valor mensal destas
contas era de R$ 30,00 e R$ 20,00, respectivamente, podemos afirmar que o valor total das
contas de gás pagas pelo professor Zambeli foi de:
a) R$ 200,00
b) R$ 300,00
c) R$ 400,00
d) R$ 500,00
e) R$ 600,00

Gabarito: 1. * 2. * 3. E 4. * 5. * 6. E 7. B 8. D 9. C

www.acasadoconcurseiro.com.br 297
Questões

1. (3605) CESGRANRIO – 2012 4. (48288) CESGRANRIO – 2014


Os números m e n são racionais e tais que m A Ouvidoria Geral da Petrobras atua como
+ 5n = 5 e 4m + 10n = 16. canal para recebimento de opiniões, suges-
Qual o valor de m + n? tões, críticas, reclamações e denúncias dos
públicos de interesse. O acesso pode ser
a) 9,4 feito por meio de telefone – inclusive por
b) 7,9 linha de discagem gratuita –, fax, carta, e-
c) 5,5 -mail, formulário no site, pessoalmente ou
d) 3,4 por meio de urnas localizadas em algumas
e) 2,6 unidades da companhia. As manifestações
2. (7200) CESGRANRIO – 2010 recebidas são analisadas e encaminhadas
para tratamento pelas áreas pertinentes.
Em uma caixa há, ao todo, 130 bolas, sendo Petrobras – Relatório de Sustentabilidade 2011, p.18.
algumas brancas e as demais, pretas. Se 10 Disponível em: <http://www.petrobras.com.br/rs
bolas pretas forem retiradas da caixa e 15 2011/>. Acesso em: 11 ago. 2012.
bolas brancas forem colocadas, o número Em 2011, a Ouvidoria da Petrobras teve
de bolas pretas dentro da caixa excederá o 6.597 acessos por meio eletrônico (e-mail e
de bolas brancas em 5 unidades. Quantas preenchimento de formulário no site da Ou-
bolas brancas há dentro dessa caixa? vidoria). Se o número de formulários pre-
a) 40 enchidos dobrasse e o número de e-mails
b) 50 fosse reduzido à metade, o total de acessos
c) 60 por meio eletrônico passaria a ser 8.676.
d) 70 Quantos e-mails a Ouvidoria da Petrobras
e) 80 recebeu em 2011?
3. (45076) CESGRANRIO – 2014 a) 3.012
b) 3.182
João comprou 2 litros de amaciante e 3 kg c) 3.236
de sabão em pó, pagando, ao final, a quan- d) 3.415
tia de R$32,30. Maria comprou 3 litros do e) 3.585
mesmo amaciante e 2 kg do mesmo sabão
em pó e pagou um total de R$ 31,20, no 5. (100756) CESGRANRIO – 2015
mesmo mercado em que João fez suas com-
pras. Em certo concurso, a pontuação de cada
candidato é obtida da seguinte forma: por
Se Maria tivesse comprado 1 litro de ama- cada acerto o candidato recebe 3 pontos e,
ciante e 2 kg de sabão em pó, teria pago um por cada erro, perde 1 ponto. Os candidatos
total de A e B fizeram a mesma prova, porém A acer-
a) R$20,70 tou 5 questões a mais do que B.
b) R$19,60 Qual foi a diferença entre as pontuações ob-
c) R$17,50 tidas pelos dois candidatos?
d) R$16,15
e) R$10,40

www.acasadoconcurseiro.com.br 299
a) 10 8. (99368) CESGRANRIO – 2010
b) 20
c) 25 Marcos juntou em seu cofre 156 moedas,
d) 5 algumas de 10 centavos, e as demais de 5
e) 15 centavos. Se, ao todo, o menino juntou R$
11,10, quantas moedas de 5 centavos havia
6. (99237) CESGRANRIO – 2014 no cofre de Marcos?
a) 66
Considere quatro caixas, identificadas pelas b) 72
letras P, Q, R e S. Todas as caixas contêm ca- c) 75
netas e sabe-se que: d) 84
•• na caixa P há 4 canetas a menos do que e) 90
na caixa Q;
•• na caixa R há 8 canetas a mais do que
na caixa S;
•• se 6 canetas fossem retiradas da caixa Q
e colocadas na caixa R, essas duas cai-
xas passariam a conter a mesma quanti-
dade de canetas.
Quantas canetas deveriam ser colocadas na
caixa S para que esta passasse a ter a mes-
ma quantidade de canetas que há na caixa
P?
a) 10
b) 14
c) 16
d) 20
e) 24

7. (99245) CESGRANRIO – 2014


Em uma central de telemarketing com 42
funcionários, todos são atenciosos ou pa-
cientes. Sabe-se que apenas 10% dos fun-
cionários atenciosos são pacientes e que
apenas 20% dos funcionários pacientes são
atenciosos.
Quantos funcionários são atenciosos e pa-
cientes?
a) 1
b) 3
c) 9
d) 12
e) 27

300 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Gabarito: 1. (3605) D 2. (7200) B 3. (45076) B 4. (48288) A 5. (100756) B 6. (99237) C 7. (99245) B 8. (99368) E

www.acasadoconcurseiro.com.br 301
Módulo
Aula 11
XX

1. INTRODUÇÃO A RACIOCÍNIO LÓGICO

A Lógica tem, por objeto de estudo, as leis gerais do pensamento e as


formas de aplicar essas leis corretamente na investigação da verdade.

A partir dos conhecimentos tidos como verdadeiros, caberia à Lógica a formulação de leis
gerais de encadeamentos lógicos que levariam à descoberta de novas verdades. Essa forma de
encadeamento é chamada, em Lógica, de argumento.

SENTENÇA ABERTA

Sentenças matemáticas abertas ou simplesmente sentenças abertas são expressões que não
podemos identificar como verdadeiras ou falsas.
•• Exemplos: x + 4 = 12.
Essa expressão pode ser verdadeira ou falsa, dependendo do valor da incógnita x.
•• Ele está estudando.
Nessa outra, precisaríamos saber de quem está se falando para poder atribuir valor lógico à
sentença.

www.acasadoconcurseiro.com.br 303
PROPOSIÇÃO E SENTENÇA FECHADA

Um argumento é uma sequência de proposições na qual uma delas é a conclusão e as demais


são premissas. As premissas justificam a conclusão.
Proposição: Toda frase que você consiga atribuir um valor lógico é proposição, ou seja, frases
que podem ser verdadeiras ou falsas.
Exemplos:
•• 5 + 4 = 12.
Essa expressão é falsa, logo uma proposição
•• Dudan está estudando para preparar suas aulas.
Essa outra também pois sabemos ser uma “eterna” verdade.

Não são proposições frases que você não


consegue julgar se é verdadeira ou falsa, por
exemplo:
1) Vai estudar?
2) Mas que legal!

Frases interrogativas e exclamativas não são proposições.


Também não são proposições frases no imperativo e expressões matemáticas
com incógnitas.

304 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

2. NEGAÇÃO SIMPLES

1) Zambeli é feio.
Como negamos essa frase?

Quem também disse: “Zambeli é bonito” errou. Negar uma proposição não significa dizer o
oposto, mas sim escrever todos os casos possíveis diferentes do que está sugerido.
“Zambeli NÃO é feio.”
A negação de uma proposição é uma nova proposição, que é verdadeira se a primeira for falsa e
é falsa se a primeira for verdadeira.

PARA GABARITAR
Para negar uma sentença acrescentamos o não, sem mudar a estrutura da frase.
2) André Vieira não é louco.
Negação: “André Vieira é louco.”
Para negar uma negação, excluímos o não.

Simbologia: Assim como na Matemática representamos valores desconhecidos por x, y, z..., na


Lógica também simbolizamos frases por letras. Exemplo:
Zambeli é feio.
 
Z

Proposição: Z
Para simbolizar a negação usaremos ∼ ou ¬ .
Negação: Zambeli não é feio.
Simbologia: ~Z.

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André Vieira não é Louco.
 
A

Proposição: ~A
Negação: André é Louco.
Simbologia: ~(~A)= A

p = Dudan gosta de Matemática.


~p = Dudan não gosta de Matemática.
Caso eu queira negar que Dudan não gosta de Matemática, a frase voltaria para a proposição
“p”: Dudan gosta de Matemática.
~p = Dudan não gosta de Matemática.
~(~p) = Não é verdade que Dudan não gosta de Matemática.
ou
~(~p) = Dudan gosta de Matemática.

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3. PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Proposição composta é a união de proposições simples por meio de um conector lógico. Esse
conector irá ser decisivo para o valor lógico da expressão.
Proposições podem ser ligadas entre si por meio de conectivos lógicos. Conectores que criam
novas sentenças mudando ou não seu valor lógico (Verdadeiro ou Falso).
Uma proposição simples possui apenas dois valores lógicos, verdadeiro ou falso.
Já proposições compostas terão mais do que duas possibilidades distintas de combinações dos
seus valores lógicos.
•• Portanto, de acordo com o número de proposições simples que compõem uma proposição
composta, montamos a tabela verdade com um número de linhas que pode ser calculado
elevando o algarismo 2 ao numero de proposiçoes simples que usaremos.
•• Exemplo: Uma proposição composta construída com duas simples terá 4 linhas na sua
tabela verdade.
Isso porque 2² = 4;
•• Caso tenhamos 3 proposições simples compondo a composta, teremos 2³ = 8 linhas na
tabela verdade e assim por diante.

Vejamos de forma prática no exemplo a seguir:


Consideramos as duas proposições abaixo, “chove” e “faz frio”.
Chove e faz frio.

Para cada proposição, existem duas possibilidades distintas, falsa ou verdadeira. Numa sentença
composta, teremos mais de duas possibilidades.

E se essa sentença ganhasse outra proposição, totalizando agora três proposições em uma
única sentença?

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Chove e faz frio e estudo.

A sentença composta terá outras possibilidades.

PARA GABARITAR
É possível identificar quantas possibilidades distintas teremos de acordo com o número
de proposição em que a sentença apresentar. Para isso, devemos apenas elevar o número
2 à quantidade de proposição, conforme o raciocínio abaixo:

Proposições Possibilidades
1 2
2 4
3 8
n
n 2

QUESTÃO COMENTADA
(CESPE – Banco do Brasil – 2007) A proposição simbólica p ∧ q∨r possui, no máximo, 4
avaliações.
Solução:
Como a sentença possui 3 proposições distintas (P, Q e R), logo a quantidade de avaliações
será dada por: 2proposições = 23 = 8
Resposta: Errado, pois teremos um total de 8 avaliações.

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4. CONECTIVOS LÓGICOS

Um conectivo lógico (também chamado de operador lógico) é um símbolo ou uma palavra


usada para conectar duas ou mais sentenças (tanto na linguagem formal quanto na linguagem
informal) de uma maneira gramaticalmente válida, de modo que o sentido da sentença
composta produzida dependa apenas das sentenças originais.
Muitas das proposições que encontramos na prática podem ser consideradas como construídas
a partir de uma, ou mais, proposições mais simples por utilização de instrumentos lógicos, a
que se costuma dar o nome de conectivos, de tal modo que o valor de verdade da proposição
inicial fica determinado pelos valores de verdade da, ou das, proposições mais simples que
contribuíram para a sua formação.
Os principais conectivos lógicos são:

I. "e" (conjunção)

II. "ou" (disjunção)

III. “ Ou…ou…” (disjunção exclusiva)

IV. "se e somente se" (equivalência)

V. "se...então" (implicação)

CONJUNÇÃO – “E”

Proposições compostas ligadas entre si pelo conectivo “e”.


Simbolicamente, esse conectivo pode ser representado por “ ∧ ”.
Exemplo:
Chove e faz frio.
Tabela verdade: Tabela verdade é uma forma de analisarmos a frase de acordo com suas
possibilidades, o que ocorreria se cada caso acontecesse.
Exemplo:
Dudan viaja e ensina Matemática.
Proposição 1: Dudan viaja.
Proposição 2: Dudan ensina Matemática.
Conetivo: e

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Vamos chamar a primeira proposição de “p”, a segunda de “q” e o conetivo de “ ∧ ”.
Assim, podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p ∧ q
Vamos preencher a tabela a seguir com as seguintes hipóteses:
H1:
p: Dudan viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H2:
p: Dudan viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.
H3:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H4:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.

Tabela Verdade: Aqui vamos analisar o resultado da sentença como um todo, considerando
cada uma das hipóteses acima.

p q p∧q
H1 V V V
H2 V F F
H3 F V F
H4 F F F

Observação:
Se usarmos Teoria dos Conjuntos, basta lembrar que “p ∧ q” é a intersecção, logo a região que
pertence a ambos, portanto é onde ambos se confirmam Verdadeiros.

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DISJUNÇÃO INCLUSIVA – “OU”

Recebe o nome de disjunção toda a proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo "ou". Simbolicamente, representaremos esse conectivo por “ ∨ ”.
Exemplo:
Dudan viaja ou ensina Matemática.
Proposição 1: Dudan viaja.
Proposição 2: Dudan ensina Matemática.
Conetivo: ou
Vamos chamar a primeira proposição de “p”, a segunda de “q” e o conetivo de “ ∨ ”.
Assim, podemos representar a sentença acima da seguinte forma: p ∨ q
Vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:
H1:
p: Dudan viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H2:
p: Dudan viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.
H3:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H4:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.

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Tabela Verdade:

p q p∨q
H1 V V V
H2 V F V
H3 F V V
H4 F F F

Observação:
Se usarmos Teoria dos Conjuntos, basta lembrar que “p ∨ q ” é a união, logo toda a região que é
limitada pelos conjuntos, portanto é onde algum deles se confirma Verdadeiro.

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CONDICIONAL – “SE......ENTÃO......”

Recebe o nome de condicional toda proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo "Se... então". Simbolicamente representaremos esse conectivo por “→”.
Em alguns casos o condicional é apresentado com uma vírgula substituindo a palavra “então”,
ficando a sentença com a seguinte característica: Se proposição 1, proposição 2.
Exemplo: “Se Dudan viaja então ensina Matemática”.
Proposição 1: Dudan viaja (Condição Suficiente)
Proposição 2: Dudan ensina Matemática (Condição Necessária)
Conectivo: se... então
Vamos chamar a primeira proposição de “p”, a segunda de “q” e o conetivo de “→”.
Assim, podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p → q
Agora vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:
H1:
p: Dudan viaja .
q: Dudan ensina Matemática.
H2:
p: Dudan viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.
H3:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H4:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.

p q p→q
H1 V V V
H2 V F F
H3 F V V
H4 F F V

A tabela verdade do condicional é a mais cobrada em provas de concurso público.

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A primeira proposição, que compõe uma condicional, chamamos de condição suficiente da
sentença, e a segunda é a condição necessária, dando uma ideia de causa e efeito.
No exemplo anterior, temos:
• Condição suficiente: Estudo.
• Condição necessária: Sou aprovado.

Para detonar uma prova de Raciocínio Lógico


em um concurso público, você precisa saber
que uma condicional só será falsa se a primeira
proposição for verdadeira e a segunda for
falsa.

PARA GABARITAR

SENTENÇA LÓGICA VERDADEIRO SE... FALSO SE..


p∧q p e q são, ambos, verdade um dos dois for falso
p∨q um dos dois for verdade ambos, são falsos
nos demais casos que
p→q p=Veq=F
não for falso
p e q tiverem valores p e q tiverem valores
p↔q
lógicos iguais lógicos diferentes
p e q tiverem valores lógicos p e q tiverem valores lógicos
pvq
diferentes iguais

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DISJUNÇÃO EXCLUSIVA – “...OU... OU ...”

Recebe o nome de disjunção exclusiva toda proposição composta em que as partes estejam
unidas pelo conectivo "Ou... ou ...". Simbolicamente, representaremos esse conectivo por “v”.
Portanto, se temos a sentença:
Exemplo: “Ou Dudan viaja ou ensina Matemática”.
Proposição 1: Dudan viaja.
Proposição 2: Dudan ensina Matemática.
Conetivo: ou...ou .
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “v” Assim
podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p v q
Vamos preencher a tabela a seguir com as seguintes hipóteses:
H1:
p: Dudan viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H2:
p: Dudan viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.
H3:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H4:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.

p q pvq
H1 V V F
H2 V F V
H3 F V V
H4 F F F

Observação:
Se usarmos Teoria dos Conjuntos, basta lembrar que “p v q” a região de exclusividade dos
conjuntos, portanto é onde somente um deles se confirma Verdadeiro.

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Nas estruturas de proposição composta resultan-
te da operação da disjunção exclusiva de duas ou
mais proposições simples só será verdadeira (“V”)
quando apenas uma das variáveis envolvidas é V,
nos demais casos em que há duas proposições
simples com F ou duas com V teremos como resul-
tado um valor falso.

BICONDICIONAL – “...SE SOMENTE SE...”

Recebe o nome de bicondicional toda proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo "...se somente se...". Simbolicamente, representaremos esse conectivo por
“↔”. Portanto, se temos a sentença:
Exemplo: “Dudan viaja se e somente se ensina Matemática”.
Proposição 1: Dudan viaja.
Proposição 2: Dudan ensina Matemática.
Conetivo: se e somente se.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “↔”
Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p↔q
Vamos preencher a tabela a seguir com as seguintes hipóteses:
H1:
p: Dudan viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H2:
p: Dudan viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.

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H3:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan ensina Matemática.
H4:
p: Dudan não viaja.
q: Dudan não ensina Matemática.

p q p↔q
H1 V V V
H2 V F F
H3 F V F
H4 F F V

O bicondicional só será verdadeiro quando ambas


as proposições possuírem o mesmo valor lógico,
ou quando as duas forem verdadeiras ou as duas
proposições forem falsas.

Uma proposição bicondicional pode ser escrita como duas condicionais. É como se tivéssemos
duas implicações, uma seta da esquerda para direita e outra seta da direita para esquerda,
conforme exemplo abaixo:
p ↔ q ⇔ (p → q) ∧ (q → p)

Nesse caso, transformamos um bicondicional em duas condicionais conectadas por uma


conjunção. Essas sentenças são equivalentes, ou seja, possuem o mesmo valor lógico.

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CONETIVOS OCULTOS

Nem sempre as proposições serão apresentadas de forma tradicional e usual, logo é necessário
tomar cuidado com as maneiras como a Cespe pode declarar determinados conetivos,
conforme a tabela abaixo:

Conetivos Lógicos Como pode aparecer


p, mas q
Conjunção (p e q) p, q (Vírgula, desde que dê uma ideia de contradição)
Tanto p, como q
Quando p, q
q, se p
Condicional (p → q)
OBS.: Sempre que der a ideia de “causa x consequência”, temos uma
condicional.

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5. NEGAÇÃO DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA

Agora vamos aprender a negar proposições compostas. Para isso, devemos considerar que para
negarmos uma proposição conjunta devemos utilizar a propriedade distributiva e lembrar que
uma proposição composta será negada de acordo com o conectivo.
As regras são específicas e devem ser decoradas.

NEGAÇÃO DE UMA CONJUNÇÃO

Vimos no capítulo de negação simples que a negação de uma negação é uma afirmação, ou
seja, quando negamos duas vezes uma mesma sentença, encontramos uma equivalência.
Vimos que a negação da disjunção é uma conjunção, logo a negação da conjunção será uma
disjunção.
Para negar uma proposição composta por uma conjunção, nós devemos negar a primeira
proposição e depois negar a segunda e trocarmos “e” por “ou”.
Exemplo 1:
Dudan viaja e não ensina Matemática.
p = Dudan viaja.  
p∧ ~ q  
∼ q = Dudan não ensina Matemática.
 
Conectivo = ∧
Vamos agora negar essa proposição composta por uma conjunção.

( )
~ p∧ ~ q = ~ p ∨ q

Dudan não viaja ou ensina Matemática.

PARA GABARITAR
Vejamos abaixo mais exemplos de negações de conjunção e disjunção:
~(p v q) = ~(p) ~(v) ~(q) = (~p ∧ ~q)
~(~p v q) = ~(~p) ~(v) ~(q) = (p ∧ ~q)
~(p ∧ ~q) = ~(p) ~( ∧ ) ~(~q) = (~p v q)
~(~p ∧ ~q) = ~(~p) ~( ∧ ) ~(~q) = (p v q)

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NEGAÇÃO DE UMA DISJUNÇÃO INCLUSIVA

Negar uma sentença composta é apenas escrever quando essa sentença assume o valor lógico
de falso, lembrando as nossas tabelas verdade construídas anteriormente.
Para uma disjunção ser falsa (negação), a primeira e a segunda proposição precisam ser falsas,
conforme a tabela verdade a seguir, hipótese 4:

p q pvq
H1 V V V
H2 F V V
H3 V F V
H4 F F F

Assim, concluímos que, para negar uma sentença do tipo P v Q, basta negar a primeira (falso) E
negar a segunda (falso), logo a negação da disjunção (ou) é uma conjunção (e).
Exemplo 1:
1) Dudan viaja ou ensina Matemática.
p = Dudan viaja.  
p ∨ q  
q = Dudan ensina Matemática .
 
Conectivo = v
Vamos agora negar essa proposição composta por uma disjunção.

( )
~ p ∨ q = ~ p∧ ~ q

Dudan não viaja e não ensina Matemática.


Para negar uma proposição composta por uma disjunção, nós negamos a primeira proposição,
negamos a segunda e trocamos “ou” por “e”.
Exemplo 2:
Não estudo ou sou aprovado.
p = estudo  

q = sou aprovado ~p∨q


~p = não estudo  
 
Conectivo: “v”

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Vamos agora negar essa proposição composta por uma disjunção.

( )
~ ~ p ∨ q = p∧ ~ q

Lembrando que negar uma negação é uma afirmação; trocamos “ou” por “e” e negamos a
afirmativa.
Estudo e não sou aprovado.

NEGAÇÃO DE UMA CONDICIONAL

Conforme citamos anteriormente, negar uma proposição composta é escrever a(s) linha(s) em
que a tabela verdade tem como resultado “falso”.
Sabemos que uma condicional só será falsa quando a primeira proposição for verdadeira “e” a
segunda for falsa.
Assim, para negarmos uma sentença composta com condicional, basta repetirmos a primeira
proposição (primeira verdadeira), substituírmos o conetivo “se...então” por “e” e negarmos a
segunda proposição (segunda falsa).
Vejamos um exemplo:
Se Dudan viaja, então ensina Matemática.
p = Dudan viaja.  
  p → q
q = Dudan ensina Matemática.  
Conectivo = →
Negação de uma condicional.

( )
~ p → q = p∧ ~ q
Resposta: Dudan viaja e não ensina Matemática.
Exemplo 2: Se não estudo, então não sou aprovado.
p = estudo.
 
~p = não estudo.
q = sou aprovado.   ~ p →~ q  
~q = não sou aprovado.
Conectivo = →
(
Negando: ~ ~ p → ~ q = ~ p ∧ q )
Resposta: Não estudo e sou aprovado.

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Exemplo 3: Se estudo, então sou aprovado ou o curso não é ruim.
p = estudo.  
q = sou aprovado.
  p → q∨ ~ r
r = curso é ruim.  
~r = curso não é ruim.
(
Negando, ~ p → q∨ ~ r )
Negamos a condicional, mantemos a primeira e, negamos a segunda proposição, como a
segunda proposição é uma disjunção, negamos a disjunção, usando suas regras (negar as duas
proposições trocando “ou” por “e”).
( )
~ p → q∨ ~ r = p∧ ~ q∨ ~ r ( ) = p∧ ~ q ∧ r

Estudo e não sou aprovado e o curso é ruim.

PARA GABARITAR

~ ⎡⎣ ∨ ⎤⎦ = ∧
~ ⎡⎣ ∧ ⎤⎦ = ∨
~ ⎡⎣p → q ⎤⎦ = p∧ ~ q
~ ⎣⎡p ↔ q ⎤⎦ =~ ⎡⎣p → q ⎤⎦ ∧ ~ ⎣⎡ q → p ⎤⎦

NEGAÇÃO DE UMA DISJUNÇÃO EXCLUSIVA

Para negar um disjunção exclusiva podemos simplesmente remete-la a uma bicondiconal,


mantendo ambas as proposições em seus formatos originais (mesmo valor lógico).
Exemplo:
“Ou Dudan viaja ou ensina Matemática”.
•• P = Dudan viaja.
•• Q = Dudan ensina Matemática.
Negando-a temos;
“Dudan viaja se e somente se ensina Matemática. ”
Pela tabela verdade podemos "confirmar" a negação da proposição:

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p q p�q p ↔q
� (p � q)
V V F V V
V F V F F
F V V F F
F F F V V

Há tambem a hipótese de negarmos uma disjunção exclusiva negando uma das proposições
simples e mantendo o conectivo lógico, assim: ∼ (p∨q) =∼ p∨q ou ainda p∨ ∼ q .

NEGAÇÃO DE UMA BICONDICIONAL

Negar uma bicondicional é negar duas condicionais, ida e volta. Temos, então, que negar uma
conjunção composta por duas condicionais. Negamos a primeira condicional ou negamos a
segunda, usando a regra da condicional em cada uma delas.
Exemplo 1:
Dudan viaja se e somente se não ensina Matemática.
p = Dudan viaja.  

q = Dudan ensina Matemática. p ↔~ q = ⎣⎡p →~ q ⎤⎦ ∧ ⎣⎡~ q → p ⎤⎦


~q = Dudan não ensina Matemática .
Conectivo = ↔

Uma bicondicional são duas condicionais, ida e volta.


Negando,

( )
~ p ↔~ q =~ ⎡ ⎡⎣p →~ q ⎤⎦ ∧ ⎡⎣~ q → p ⎤⎦ ⎤ =
⎣ ⎦

( )
~ p ↔~ q =~ ⎡ ⎡⎣p →~ q ⎤⎦ ∧ ⎡⎣~ q → p ⎤⎦ ⎤ =
⎣ ⎦
~ ⎡⎣p →~ q ⎤⎦ ∨ ~ ⎡⎣~ q → p ⎤⎦ =
p ∧ q∨ ~ q∧ ~ p.

Dudan viaja e ensina Matemática ou Dudan não ensina Matemática e não viaja.
Por outro lado podemos negar uma bicondicional transformando-a em uma disjunção exclusiva,
mas mantendo o valor lógico de ambas as proposições. Assim temos:

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Exemplo 2:
Estudo se e somente se não vou à praia.
p = estudo.
q = vou à praia.
~q = não vou à praia.
Conectivo = ↔
Negando teremos:
Ou estudo ou não vou à praia.
Há tambem a hipótese de negarmos uma bicondicional negando uma das proposições simples
e mantendo o conectivo lógico, assim: ∼ (p ↔ q) =∼ p ↔ q ou ainda p ↔∼ q.

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6. EQUIVALÊNCIA DE PROPOSIÇÕES

Dizemos que duas proposições são logicamente equivalentes (ou simplesmente que são equi-
valentes) quando são compostas pelas mesmas proposições simples e os resultados de suas
tabelas verdade são idênticos.

EQUIVALÊNCIA DE UMA CONJUNÇÃO E UMA DISJUNÇÃO INCLUSIVA

Exemplo:
1) Dudan não viaja e ensina Matemática.
p = Dudan viaja  
~p = Dudan não viaja     ~p∧q
q = Dudan ensina Matemáticar

Vamos negar essa proposição.

~ ⎡⎣~ p ∧ q ⎤⎦ = p∨ ~ q

Negaremos agora a negação da proposição.

~ ⎣⎡p∨ ~ q ⎤⎦ =~ p ∧ q

Voltamos para a proposição inicial, ou seja, numa conjunção, negar uma negação resulta numa
equivalência.
Essa equivalência também vale para a disjunção.

~ ⎡⎣p ∨ q ⎤⎦ =~ p∧ ~ q
~ ⎡⎣~ p∧ ~ q ⎤⎦ = p ∨ q

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EQUIVALÊNCIA DE UMA CONDICIONAL

Vamos descobrir qual a sentença equivalente a uma condicional utilizando o mesmo método
anterior, negando duas vezes a mesma sentença.
Exemplo: Se Dudan viaja, então ensina Matemática.
Simbolizando temos:
p = Dudan viaja.  
  p → q  
p = Dudan ensina Matemática.
conectivo = →

Simbolicamente: p → q
Vamos negar, ~ ⎡⎣p → q ⎤⎦ = p∧ ~ q
Agora vamos negar a negação para encontrarmos uma equivalência.
Negamos a negação da condicional ∼ ⎡⎣p∧ ∼ q⎤⎦ = ∼ p ∨ q

Solução: Dudan não viaja ou ensina Matemática.


Mas será mesmo que estas proposições, p → q e ~p v q são mesmo equivalentes? Veremos
através da tabela verdade.

p q ~p p→q ~pvq
V V F V V
V F F F F
F V V V V
F F V V V

Perceba, na tabela verdade, que p → q e ~p v q têm o mesmo valor lógico. Assim, essas duas
proposições são equivalentes.
Exemplo 2: Vamos encontrar uma proposição equivalente à sentença “Se sou aluno então não
sou feliz.”
 
p = Sou aluno.
  p →~ q
q = Sou feliz.
 
~q = Não sou feliz.

Negação: ~ ⎣⎡p →~ q ⎤⎦ = p ∧ q
Sou aluno e sou feliz.

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Equivalência: negação da negação.

~ ⎡⎣p →~ q ⎤⎦ = p ∧ q
~ ⎡⎣p ∧ q ⎤⎦ =~ p∨ ~ q
Logo, não sou aluno ou não sou feliz é uma sentença equivalente.

Exemplo 3: Agora procuramos uma sentença equivalente a “Canto ou não estudo.”


c = Canto.  

e = Estudo.   c ∨ ~ e
 
~e = Não estudo.

Negação: ~ ⎣⎡ c∨ ~ e ⎤⎦ =~ c ∧ e

Equivalência: Negar a negação: ~ ⎣⎡~ c ∧ e ⎤⎦ = c∨ ~ e


Voltamos para a mesma proposição, tem algo errado, teremos que buscar alternativa. Vamos
lá:
Vamos para a regra de equivalência de uma condicional.

p → q =~ p ∨ q   , podemos mudar a ordem da igualdade.


 
~p∨q=p → q
Veja que o valor lógico de p mudou e q continuou com o mesmo valor lógico.
Usando essa regra, vamos transformar a proposição inicial composta de uma disjunção em uma
condicional.
c∨ ~ e = p → q

Para chegar à condicional, mudamos o valor lógico de p,

Troco “ou” por “se...então” e mantenho o valor lógico de q, ficando:


Se não canto, então não estudo.

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Exemplo 4: Estudo ou não sou aprovado. Qual é a sentença equivalente?
e = Estudo.  
a = Sou aprovado.   e∨ ~ a  

~a = Não sou aprovado.

Dica: quando for “ou” a equivalência sempre será “se...então”.


Assim, temos que transformar “ou” em “se...então”. Mas como?

p → q = ~ p ∨ q (equivalentes), vamos inverter.


~p∨q = p → q

Inverte o primeiro e mantém o segundo, trocando “ou” por “se...então”, transferimos isso para
nossa proposição.

e∨ ~ a =~ e →~ a

Trocamos “e” por “~e”, mantemos “~a” e trocamos "v" por " → ".
Logo, se não estudo então não sou aprovado.

Não podemos esquecer que “ou” é comutativo, assim, a opção de resposta pode estar trocada.
Atente, então, para isso: ao invés de e∨ ∼ a pode ser ∼ a∨ e , assim, a resposta ficaria:

Se sou aprovado, então estudo.


Quaisquer das respostas estarão certas, então muita atenção!

CONTRAPOSITIVA

Utilizamos como exemplo a sentença abaixo:


Se Dudan viaja, então ensina Matemática.

p = Dudan viaja.  
  p → q  
q = Dudan ensina Matemática.

Vamos primeiro negar essa sentença:

~ (p → q) = p ∧ ~ q

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Lembrando da tabela verdade da conjunção “e”, notamos que ela é comutativa, ou seja, se
alterarmos a ordem das premissas, o valor lógico da sentença não será alterado. Assim, vamos
reescrever a sentença encontrada na negação, alterando o valor lógico das proposições.
p∧ ~ q =~ q ∧ p

Agora vamos negar mais uma vez para encontrar uma equivalência da primeira proposição.

~ ( ~ q ∧ p) ⇔ q∨ ~ p
Agora vamos utilizar a regra de equivalência que aprendemos anteriormente.
Regra:
p → q ⇔~ p ∨ q

Em nosso exemplo temos :


q∨ ~ p ⇔~ q →~ p

Logo encontramos uma outra equivalência para a nossa sentença inicial.


Se Dudan não ensina Matemática, então não viaja.
Esta outra equivalência chamamos de contrapositiva e é muito fácil de encontrar, basta
comutar as proposições (trocar a ordem) e negar ambas.
p → q =~ q →~ p
Exemplo 2: Encontrar a contrapositiva (equivalente) da proposição “Se estudo muito, então
minha cabeça dói”
p = Estudo muito.  
  p → q  
q = Minha cabeça dói.
Encontramos a contrapositiva, invertendo e negando ambas proposições.
p → q =~ q →~ p

Logo, temos que: Se minha cabeça não dói, então não estudo muito.

PARA GABARITAR
EQUIVALÊNCIA 1: p → q = ~ p ∨ q
EQUIVALÊNCIA 2: p → q = ~ q →~ p (contrapositiva)

Como saber qual das duas regras devemos utilizar na hora da prova? Note que a equivalên-
cia 1 transforma uma condicional “se então” em uma disjunção “ou”, enquanto a equivalência
dois transforma uma condicional em outra condicional. Assim, apenas olhando as resposta, na
maioria das questões, será possível identificar qual das duas regras devemos utilizar.

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QUESTÃO COMENTADA

(ESAF – Fiscal Trabalho – 98) Dizer que "Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista" é,
do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
a) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.
b) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.
c) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista.
d) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
e) se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.
Solução:
Observe que temos uma disjunção, logo a regra que devemos utilizar é aquela que
transforma uma disjunção em uma condicional.
p → q =~ p ∨ q

Simbolizando a sentença dada na questão, temos:


~p = Pedro não é pedreiro.  
q = Paulo é paulista. ~p∨q

Conetivo: v

Utilizando a nossa regra de equivalência, temos:


~p∨q⇔p → q

Logo, concluímos que:


Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista. Alternativa A.

EQUIVALÊNCIA DE BICONDICIONAL E DE DISJUNÇÃO EXCLUSIVA

A equivalência de uma bicondicional/disjunção exclusiva pode ser feita negando umas das duas
proposições simples e trocando o conectivo lógico ( ↔ por ∨ e vice-versa), assim:
p ↔ q =∼ p∨q ou ainda p∨ ∼ q e também p∨q =∼ p ↔ q ou também p ↔∼ q.

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7. TAUTOLOGIA

Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será considerada
uma Tautologia se ela for sempre verdadeira, independentemente dos valores lógicos das
proposições p, q, r, ... que a compõem.
Exemplo:
Grêmio cai para segunda divisão ou o Grêmio não cai para segunda divisão.
Vamos chamar a primeira proposição de “p”, a segunda de “~p” e o conetivo de “v”.
Assim podemos representar a sentença acima da seguinte forma: p v ~p
Agora, vamos construir as hipóteses:
H1:
p: Grêmio cai para segunda divisão.
~p: Grêmio não cai para segunda divisão.
H2:
p: Grêmio não cai para segunda divisão.
~p: Grêmio cai para segunda divisão.

p ~p p v ~p
H1 V F V
H2 F V V

Como os valores lógicos encontrados foram todos verdadeiros, logo temos uma TAUTOLOGIA!

Exemplo 2: verificamos se a sentença abaixo é uma tautologia:


Se João é alto, então João é alto ou Guilherme é gordo.
p = João é alto.  
  p → p ∨ q  
q = Guilherme é gordo.
Agora, vamos construir a tabela verdade da sentença acima:

p q pvq p→pvq
H1 V V V V
H2 V F V V
H3 F V V V
H4 F F F V

Como para todas as combinações possíveis, sempre o valor lógico da sentença será verdadeiro,
logo temos uma tautologia.

www.acasadoconcurseiro.com.br 331
8. CONTRADIÇÃO

Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será dita uma
contradição se ela for sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das proposições p,
q, r, ... que a compõem.
Exemplo: Lula é o presidente do Brasil e Lula não é o presidente do Brasil.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “~p” e o conetivo de “^”.
Assim, podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p ^ ~p

p ~p p ^ ~p
H1 V F F
H2 F V F

Logo, temos uma CONTRADIÇÃO!

PARA GABARITAR
• Sempre Verdadeiro = Tautologia
• Sempre Falso = Contradição

CASO ESPECIAL: SER OU NÃO SER, SER E NÃO SER


Casos de proposições compostas do tipo: SER ALGO OU NÃO SER ALGO caracterizam Tautologia,
pois ambas terão obrigatoriamente valor lógico contrário e a Disjunção Inclusiva só é Falsa se
ambas as proposições simples forem falsas.
Exemplo: Sou feliz OU não sou feliz. → TAUTOLOGIA
Da mesma forma os casos de proposições compostas do tipo: SER ALGO E NÃO SER ALGO
caracterizam Contradição, pois ambas terão obrigatoriamente valor lógico contrário e a
Conjunção só é Verdadeira se ambas as proposições simples forem verdadeiras.
Exemplo: Sou feliz E não sou feliz. → CONTRADIÇÃO

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EXERCÍCIOS DE AULA
Defina quais dos casos abaixo são exemplos de Tautologia, Contradição ou Contingência.

1. p∨ ∼ p 2. p∧ ∼ p

3. (p →∼ q) ↔ (p ∧ q) 4. (p ∧ q)∧ ∼ (p ∨ q)

5. (p ∧ q) → (p ↔ q) 6. (p → q) → (∼ p ∨ q)

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9. DIAGRAMA LÓGICO

Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de proposições iniciais redunda em uma


outra proposição final, que será consequência das primeiras. Estudaremos aqui apenas os
argumentos que podemos resolver por diagrama, contendo as expressões: todo, algum,
nenhum ou outros similares.
Um argumento válido tem obrigatoriamente a conclusão como consequência das premissas.
Assim, quando um argumento é válido, a conjunção das premissas verdadeiras implica
logicamente a conclusão.
Exemplo: Considere o silogismo abaixo:
1. Todo aluno da Casa do Concurseiro é aprovado.
2. Algum aprovado é funcionário da defensoria.
Conclusão:
Existem alunos da Casa que são funcionários da defensoria.
Para concluirmos se um silogismo é verdadeiro ou não, devemos construir conjuntos com as
premissas dadas. Para isso, devemos considerar todos os casos possíveis, limitando a escrever
apenas o que a proposição afirma.

Pelo exemplo acima, vimos que nem sempre a conclusão é verdadeira. Veja que, quando ele
afirma que “existem alunos da Casa que são funcionários da defensoria”, ele está dizendo que
sempre isso vai acontecer, mas vimos por esse diagrama que nem sempre acontece.

 
                   Alunos  aprovados  
Funcionário  da  
Aluno  da   Defensoria  
casa  

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Nesse diagrama, isso acontece, mas pelo dito na conclusão, sempre vai existir, e vimos que não,
logo a conclusão é falsa.

No mesmo exemplo, se a conclusão fosse:


“Existem funcionários da defensoria que não são alunos da Casa”.

Qualquer diagrama que fizermos (de acordo com as premissas), essa conclusão será verdadeira,
tanto no diagrama 1 quanto no diagrama 2 sempre vai ter alguém de fora do desenho.
Logo, teríamos um silogismo!
Silogismo é uma palavra cujo significado é o de cálculo. Etimologicamente, silogismo significa
“reunir com o pensamento” e foi empregado pela primeira vez por Platão (429-348 a.C.). Aqui
o sentido adotado é o de um raciocínio no qual, a partir de proposições iniciais, conclui-se uma
proposição final. Aristóteles (384-346 a.C.) utilizou tal palavra para designar um argumento
composto por duas premissas e uma conclusão.

ALGUM

Vamos representar graficamente as premissas que contenham a expressão “algum”.


São considerados sinônimos de algum as expressões: existe(m), há pelo menos um ou qualquer
outra similar.
Analise o desenho abaixo, que representa o conjunto dos A e B. O que podemos inferir a partir
do desenho?

  A
B

Conclusões:
Existem elementos em A que são B.
Existem elementos em B que são A.
Existem elementos A que não são B.
Existem elementos B que não estão em A.

NENHUM

Vejamos agora as premissas que contêm a expressão nenhum ou outro termo equivalente.

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Analise o desenho abaixo, que representa o conjunto dos A e B. O que podemos inferir a partir
do desenho?

  A
B

Conclusões:
Nenhum A é B.
Nenhum B é A.

TODO

Vamos representar graficamente as premissas que contenham a expressão “todo”.


Pode ser utilizado como sinônimo de todo a expressão “qualquer um” ou outra similar.
Analise o desenho abaixo, que representa o conjunto dos A e B. O que podemos inferir a partir
do desenho?

  B
A

Conclusão:
Todo A é B.
Alguns elementos de B são A ou existem B que são A.

PARA GABARITAR
Como vou reconhecer um problema onde tenho que usar conjuntos?
Quando, na questão, existirem expressões como todo, algum, nenhum ou outras
similares, usaremos o método dos conjuntos para solucionar a questão.

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10. NEGAÇÃO DE TODO, ALGUM E NENHUM

As Proposições da forma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um


elemento em comum com o conjunto B.
As Proposições da forma Todo A é B estabelecem que o conjunto A é um subconjunto de B.
Note que não podemos concluir que A = B, pois não sabemos se todo B é A.

Como negamos estas Proposições:


Exemplos:
1) Toda mulher é friorenta.
Negação: Alguma mulher não é friorenta.
Regra: trocamos TODO por ALGUM e negamos a proposição.

2) Algum aluno da casa será aprovado.


Negação: Nenhum aluno da Casa vai ser aprovado.
Regra: trocamos ALGUM por NENHUM.

3) Nenhum gremista é campeão.


Negação: Pelo menos um gremista é campeão.
Regra: trocamos NENHUM por uma variação de ALGUM (Pelo menos).

4) Todos os estudantes não trabalham.


Negação: Algum estudante trabalha.
Regra: trocamos TODOS por ALGUM e negamos a proposição.

PARA GABARITAR

 
  negação
negação

NENHUM ALGUM TODOS Alguém não

negação negação

Cuide os sinônimos, como por exemplo, existem, algum, etc.

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Questões

1. (18869) CESGRANRIO – 2009 Pergunta:


Se todo A é B e todo B é C, então se x não é: Qual o número de irmãos que José possui?
a) A, então x não é B. Informações:
b) A, então x não é C.
c) C, então x não é A. I – o número é par;
d) B, então x não é C. II – o número é primo.
e) B, então x é C. Assinale a conclusão correta a respeito de-
las.
2. (18861) CESGRANRIO – 2009
a) A primeira informação, sozinha, é su-
Segundo a Agência Nacional de Saúde, inte- ficiente para que se responda correta-
gram o grupo de risco da gripe A(N1H1) mu- mente à pergunta e a segunda, insufi-
lheres grávidas ou pessoas com problemas ciente.
respiratórios. b) A segunda informação, sozinha, é sufi-
A esse respeito, analise as afirmativas abai- ciente para que se responda correta-
xo. mente à pergunta e a primeira, insufi-
ciente.
I – Mulheres grávidas que não apresentem c) As duas informações, em conjunto, são
problemas respiratórios não integram o suficientes para que se responda corre-
grupo de risco. tamente à pergunta e cada uma delas,
II – Homens que apresentem problemas sozinha, é insuficiente.
respiratórios integram o grupo de risco. d) As duas informações, em conjunto, são
insuficientes para que se responda cor-
III – Mulheres grávidas que apresentem pro- retamente à pergunta.
blemas respiratórios não integram o grupo e) Cada uma das informações, sozinha, é
de risco. suficiente para que se responda corre-
tamente à pergunta.
É (São) verdadeira(s), APENAS, a(s)
afirmativa(s): 4. (18812) CESGRANRIO – 2009
a) III. Considere verdadeiras as proposições a se-
b) II. guir.
c) I e III.
d) I e II. •• Se Roberto casar, seu irmão Humberto
e) I. será convidado.
•• Humberto não fala com seu primo Gil-
3. (18839) CESGRANRIO – 2006 berto. Por isso, se Gilberto for convida-
do para o casamento de Roberto, Hum-
Nesta questão, há uma pergunta e duas in-
berto não irá.
formações.
•• Gilberto é orgulhoso e, por isso, só
Analise-as. comparece em casamentos quando é
convidado.

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Sabendo que Humberto compareceu ao ca- 5. (18799) CESGRANRIO – 2008
samento de Roberto, conclui-se que:
Existem três suspeitos de invadir uma rede
a) Gilberto foi convidado para o casamen- de computadores: Lucas, Mariana e José.
to. Por isso, compareceu. Sabe se que a invasão foi efetivamente co-
b) Gilberto não foi convidado para o casa- metida por um ou por mais de um deles, já
mento. Por isso, não compareceu. que podem ter agido individualmente ou
c) Gilberto não foi convidado para o casa- não. Sabe-se, ainda, que:
mento, mas, mesmo assim, compare-
ceu. I) se Lucas é inocente, então Mariana é cul-
d) Gilberto não compareceu, ainda que te- pada;
nha sido convidado. II) ou José é culpado ou Mariana é culpada,
e) Humberto não foi convidado, ainda que mas não os dois;
tenha comparecido.
III) José não é inocente. Com base nestas
considerações, conclui-se que
a) somente Lucas é inocente.
b) somente Mariana é culpada.
c) somente José é culpado.
d) são culpados Mariana e José.
e) são culpados Lucas e José.

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Gabarito: 1. (18869) C 2. (18861) B 3. (18839) C 4. (18812) B 5. (18799) E

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Questões

EXERCÍCIOS SEM FÓRMULA

1. (45079) CESGRANRIO – 2014 a) 8


b) 10
Diante de um guichê bancário, formou-se c) 11
uma fila com exatamente cinco pessoas, d) 15
que aguardam atendimento: André, Bruno, e) 19
Carlos, João e Pedro, não necessariamente
nessa ordem. Considere as seguintes infor- 3. (45097) CESGRANRIO – 2009
mações:
Em uma urna há 4 bolas: 2 azuis, 1 branca e
•• Pedro já estava na fila quando João che- 1 verde. É correto afirmar que
gou;
•• antes de ser atendido, Bruno terá de a) se 2 bolas forem retiradas dessa urna,
aguardar o atendimento de três pesso- necessariamente terão cores diferen-
as; tes.
•• Pedro será atendido imediatamente b) se 2 bolas forem retiradas dessa urna,
após Carlos; necessariamente uma será azul.
c) se 3 bolas forem retiradas dessa urna,
•• se Carlos sair da fila, André será o quar- necessariamente todas terão cores di-
to a ser atendido. ferentes.
A terceira pessoa da fila é d) se 3 bolas forem retiradas dessa urna,
a) André necessariamente uma será branca.
b) Bruno e) se 3 bolas forem retiradas dessa urna,
c) Carlos necessariamente uma será azul.
d) João
e) Pedro 4. (18852) CESGRANRIO – 2007
André, Bernardo e Carlos moram nas casas
2. (48320) CESGRANRIO – 2014 amarela, branca e cinza, cada um em uma
Um menino estava parado no oitavo de- casa diferente, não necessariamente na or-
grau de uma escada, contado a partir de sua dem dada.
base (parte mais baixa da escada). A escada Três afirmativas são feitas abaixo, mas so-
tinha 25 degraus. O menino subiu mais 13 mente uma é verdadeira.
degraus. Logo em seguida, desceu 15 de-
graus e parou novamente. I – André mora na casa cinza.

A quantos degraus do topo da escada ele II – Carlos não mora na casa cinza.
parou? III – Bernardo não mora na casa amarela.
É correto afirmar que:

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a) André mora na casa amarela. Cláudio: eu não sou o mais novo dos três ir-
b) André mora na casa branca. mãos.
c) Bernardo mora na casa amarela.
d) Bernardo mora na casa cinza. Sabendo-se que apenas uma das declara-
e) Carlos mora na casa branca. ções é verdadeira, conclui-se que:
a) Alberto é mais velho do que Bruno.
5. (18856) CESGRANRIO – 2006 b) Alberto é mais velho do que Cláudio.
Ana, Bia e Clara têm, cada uma delas, um c) Bruno é mais velho do que Cláudio.
único animal de estimação. d) Cláudio é mais velho do que Bruno.
e) as informações são insuficientes para
Sabe-se que: que se conclua quem é o mais velho.
•• esses animais são um mico, um gato e 8. (18848) CESGRANRIO – 2007
um cachorro;
•• Ana não é dona do gato; Léa, Mara e Lúcia têm, cada uma, um úni-
•• o mico pertence à Clara. co bicho de estimação. Uma delas tem um
pônei, outra tem um peixe e a terceira, uma
De acordo com essas informações, pode-se tartaruga. Sabe-se que:
afirmar que:
•• Léa não é a dona do peixe;
a) Clara é dona do gato.
b) Bia é dona do mico. •• Lúcia não é dona do pônei;
c) Bia é dona do cachorro. •• A tartaruga não pertence a Mara;
d) Ana é dona do gato. •• O peixe não pertence a Lúcia.
e) Ana é dona do cachorro. Com base nas informações acima, é correto
afirmar que:
6. (18813) CESGRANRIO – 2009
a) Léa é dona do peixe.
Três dados comuns são lançados sobre uma b) Léa é dona da tartaruga.
mesa fornecendo três resultados diferen- c) Mara é dona do pônei.
tes. d) Lúcia é dona da tartaruga.
O maior dentre os números obtidos é, res- e) Lúcia é dona do peixe.
pectivamente, igual à soma e menor do que
o produto dos outros dois. A partir dessas 9. (18806) CESGRANRIO – 2009
informações, é possível concluir que o: Quatro amigos A, B, C e D foram os únicos
a) maior dos três números é 6. participantes de uma corrida. Sabe-se que A
b) maior dos três números é 5. não foi o 1º e chegou na frente de C. Nessas
c) menor dos três números é 3. condições, só NÃO é possível que:
d) menor dos três números é 2. a) A tenha sido o 2º.
e) menor dos três números é 1. b) A tenha sido o 3º.
c) B tenha sido o 1º.
7. (18821) CESGRANRIO – 2008 d) C tenha sido o 2º.
Alberto, Bruno e Cláudio são três irmãos e e) D tenha sido o 1º.
fazem as seguintes declarações:
Alberto: eu sou o mais velho dos três ir-
mãos. Bruno: eu não sou o mais velho dos
três irmãos.

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (45079) D 2. (48320) E 3. (45097) E 4. (18852) A 5. (18856) E 6. (18813) D 7. (18821) C 8. (18848) D
9. (18806) D

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Módulo 12

1. CONCEITOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA

1.1 TERMOLOGIA E CONCEITOS INICIAIS

Alguns termos e definições utilizadas no estudo da Matemática Financeira.


•• Capital: Qualquer quantidade de dinheiro, que esteja disponível em certa data, para ser
aplicado numa operação financeira.
•• Juros: Custo do capital durante determinado período de tempo.
•• Taxa de Juros: Unidade de medida do juro que corresponde à remuneração paga pelo uso
do capital, durante um determinado período de tempo. Indica a periodicidade dos juros.
•• Observação: Em nosso curso usaremos a taxa unitária para que o cálculo fique
simplificado, quando estivermos utilizando fórmulas para realizar os cálculos.
•• Montante: Capital empregado mais o valor acumulado dos juros.
•• Observação: MONTANTE = CAPITAL + JUROS (independe se estamos falando em
capitalização simples ou capitalização composta).
•• Capitalização: Operação de adição dos juros ao capital.
•• Regime de Capitalização Simples: Os juros são calculados periodicamente sobre o capital
inicial e, o montante será a soma do capital inicial com as várias parcelas de juros, o que
equivale a uma única capitalização.
•• Regime de Capitalização Composta: Incorpora ao capital não somente os juros referentes
a cada período, mas também os juros sobre os juros acumulados até o momento anterior.
•• Desconto: Desconto é o abatimento que se faz sobre um valor ou um título de crédito
quando este é resgatado antes de seu vencimento. Todo título tem um valor nominal
ou valor de face que é aquele correspondente à data de seu vencimento. A operação de
desconto permite que se obtenha o valor atual ou valor presente do título em questão.
•• Observação: VALOR ATUAL (VALOR PRESENTE) = VALOR NOMINAL (VALOR DE FACE)
– DESCONTO (independe se estamos falando em capitalização simples ou capitalização
composta).

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1.2 TAXA UNITÁRIA

DEFINIÇÃO: Quando pegamos uma taxa de juros e dividimos o seu valor por 100, encontramos
a taxa unitária.
A taxa unitária é importante para nos auxiliar a desenvolver todos os cálculos em matemática
financeira.
Pense na expressão 20% (vinte por cento), ou seja, esta taxa pode ser representada por uma
fração, cujo o numerador é igual a 20 e o denominador é igual a 100.

COMO FAZER 1.2.1 AGORA É A SUA VEZ:

10
10% = = 0,10
100 15%
20 20%
20% = = 0,20
100 4,5%
5
5% = = 0,05 254%
100
0%
38
38% = = 0,38 22,3%
100
1,5 60%
1,5% = = 0,015
100 6%
230
230% = = 2,3
100

1.3 FATOR DE CAPITALIZAÇÃO

Vamos imaginar que certo produto sofreu um aumento de 20% sobre o seu valor inicial. Qual o
novo valor deste produto?
Claro que se não soubermos o valor inicial deste produto fica complicado para calcularmos,
mas podemos fazer a afirmação a seguir:
O produto valia 100%, sofreu um aumento de 20%, logo está valendo 120% do seu valor inicial.
Como vimos no tópico anterior (1.2 taxas unitárias), podemos calcular qual o fator que podemos
utilizar para determinarmos o novo preço deste produto, após o acréscimo.

120
Fator de Capitalização = = 1,2
100
O Fator de capitalização trata-se de um número no qual devo multiplicar o meu produto para
obter como resultado final o seu novo preço, acrescido do percentual de aumento que desejo
utilizar.

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Assim se o meu produto custava R$ 50,00, por exemplo, basta multiplicar R$ 50,00 pelo fator
de capitalização 1,2 para conhecer seu novo preço, neste exemplo será de R$ 60,00.
CALCULANDO O FATOR DE CAPITALIZAÇÃO: Basta somar 1 com a taxa unitária, lembre-se que
1 = 100/100 = 100%.

COMO CALCULAR:
o Acréscimo de 45% = 100% + 45% = 145% = 145/100 = 1,45
o Acréscimo de 20% = 100% + 20% = 120% = 120/100 = 1,2
ENTENDENDO O RESULTADO:
Para aumentar o preço do meu produto em 20% devo multiplicar por 1,2.
Exemplo 1.3.1: Um produto que custa R$ 1.500,00 ao sofrer um acréscimo de 20% passará a
custar 1.500 x 1,2 (fator de capitalização para 20%) = R$ 1.800,00.

COMO FAZER:

130
Acréscimo de 30% = 100% + 30% = 130% = = 1,3
100
115
Acréscimo de 15% = 100% + 15% = 115% = = 1,15
100
103
Acréscimo de 3% = 100% + 3% = 103% = = 1,03
100
300
Acréscimo de 200% = 100% + 200% = 300% = =3
100

1.3.1 AGORA É A SUA VEZ:

Acréscimo Cálculo Fator


15%
20%
4,5%
254%
0%
22,3%
60%
6%

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1.4 FATOR DE DESCAPITALIZAÇÃO

Vamos imaginar que certo produto sofreu um desconto de 20% sobre o seu valor inicial. Qual o
novo valor deste produto?
Claro que se não soubermos o valor inicial deste produto fica complicado para calcularmos,
mas podemos fazer a afirmação a seguir:
O produto valia 100%, sofreu um desconto de 20%, logo está valendo 80% do seu valor inicial.
Como vimos no tópico anterior (1.2 taxas unitárias), podemos calcular qual o fator que
conseguimos utilizar para aferir o novo preço deste produto, após o acréscimo.

80
Fator de Descapitalização = = 0,8
100
O Fator de descapitalização trata-se de um número no qual devo multiplicar o meu produto
para obter como resultado final o seu novo preço, considerando o percentual de desconto que
desejo utilizar.
Assim se o meu produto custava R$ 50,00, por exemplo, basta multiplicar R$ 50,00 pelo fator
de descapitalização 0,8 para conhecer seu novo preço, neste exemplo será de R$ 40,00.
CALCULANDO O FATOR DE DESCAPITALIZAÇÃO: Basta subtrair o valor do desconto expresso
em taxa unitária de 1, lembre-se que 1 = 100/100 = 100%.
COMO CALCULAR:
o Desconto de 45% = 100% – 45% = 65% = 55/100 = 0,55
o Desconto de 20% = 100% – 20% = 80% = 80/100 = 0,8
ENTENDENDO O RESULTADO:
Para calcularmos um desconto no preço do meu produto de 20% devo multiplicar o valor deste
produto por 0,80.
Exemplo 1.4.1: Um produto que custa R$ 1.500,00 ao sofrer um desconto de 20% passará a
custar 1.500 x 0,80 (fator de descapitalização para 20%) = R$ 1.200,00

COMO FAZER:

70
Desconto de 30% = 100% − 30% = 70% = = 0,7
100
85
Desconto de 15% = 100% − 15% = 85% = = 0,85
100
97
Desconto de 3% = 100% − 3% = 97% = = 0,97
100
50
Desconto de 50% = 100% − 50% = 50% = = 0,5
100

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1.4.1. AGORA É A SUA VEZ:

Acréscimo Cálculo Fator


15%
20%
4,5%
254%
0%
22,3%
60%
6%

1.5 ACRÉSCIMO E DESCONTO SUCESSIVO

Temas muito comuns abordados nos concursos são os acréscimos e os descontos sucessivos.
Isto acontece pela facilidade que os candidatos têm em se confundirem ao resolver uma
questão deste tipo.
O erro cometido neste tipo de questão é básico, o de somar ou subtrair os percentuais, sendo
que na verdade o candidato deveria multiplicar os fatores de capitalização e descapitalização.
Vejamos abaixo um exemplo de como é fácil se confundir se não tivermos estes conceitos bem
definidos:

Exemplo 1.5.1: Os bancos vêm aumentando significativamente as suas tarifas de manutenção


de contas. Estudos mostraram um aumento médio de 30% nas tarifas bancárias no 1º semestre
de 2009 e de 20% no 2º semestre de 2009. Assim podemos concluir que as tarifas bancárias
tiveram em média suas tarifas aumentadas em:
a) 50%
b) 30%
c) 150%
d) 56%
e) 20%
Ao ler esta questão, muitos candidatos de deslumbram com a facilidade e quase por impulso
marcam como certa a alternativa “a” (a de “apressadinho”).
Ora, estamos falando de acréscimo sucessivo, vamos considerar que a tarifa média mensal de
manutenção de conta no início de 2009 seja de R$ 10,00, logo teremos:
Após receber um acréscimo de 30%.

www.acasadoconcurseiro.com.br 349
10,00 x 1,3 (ver tópico 1.3) = 13,00
Agora vamos acrescentar mais 20% referente ao aumento dado no 2º semestre de 2009.
13,00 x 1,2 (ver tópico 1.3) = 15,60
Ou seja, as tarifas estão 5,60 mais caras que no início do ano.
Como o valor inicial das tarifas era de R$ 10,00, concluímos que as mesmas sofreram uma alta
de 56% e não de 50% como achávamos anteriormente.

COMO RESOLVER A QUESTÃO ANTERIOR DE UMA FORMA MAIS DIRETA:


Basta multiplicar os fatores de capitalização, como aprendemos no tópico 1.3
•• Fator de Capitalização para acréscimo de 30% = 1,3
•• Fator de Capitalização para acréscimo de 20% = 1,2
1,3 x 1,2 = 1,56
Como o produto custava inicialmente 100% e sabemos que 100% é igual a 1 (ver
módulo 1.2)
Logo as tarifas sofreram uma alta média de: 1,56 – 1 = 0,56 = 56%.

COMO FAZER
Exemplo 1.5.2: Um produto sofreu em janeiro de 2009 um acréscimo de 20% sobre o seu valor,
em fevereiro outro acréscimo de 40% e em março um desconto de 50%. Neste caso podemos
afirmar que o valor do produto após a 3ª alteração em relação ao preço inicial é:
a) 10% maior
b) 10% menor
c) Acréscimo superior a 5%
d) Desconto de 84%
e) Desconto de 16%
Resolução:
Aumento de 20% = 1,2
Aumento de 40% = 1,4
Desconto de 50% = 0,5
Assim: 1,2 x 1,4 x 0,5 = 0,84 (valor final do produto)
Como o valor inicial do produto era de 100% e 100% = 1, temos:
1 – 0,84 = 0,16

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Conclui-se então que este produto sofreu um desconto de 16% sobre o seu valor inicial.
(Alternativa E)
Exemplo 1.5.3: O professor Ed perdeu 20% do seu peso de tanto “trabalhar” na véspera da
prova do concurso público da CEF. Após este susto, começou a se alimentar melhor e acabou
aumentando em 25% do seu peso no primeiro mês e mais 25% no segundo mês. Preocupado
com o excesso de peso, começou a fazer um regime e praticar esporte e conseguiu perder 20%
do seu peso. Assim o peso do professor Ed em relação ao peso que tinha no início é:
a) 8% maior
b) 10% maior
c) 12% maior
d) 10% menor
e) Exatamente igual
Resolução:
Perda de 20% = 0,8
Aumento de 25% = 1,25
Aumento de 25% = 1,25
Perda de 20% = 0,8
Assim: 0,8 x 1,25 x 1,25 x 0,8 = 1
Conclui-se então que o professor possui o mesmo peso que tinha no início. (Alternativa E).

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Módulo 13

2. TAXAS

2.1 TAXA PROPORCIONAL

Calculada em regime de capitalização SIMPLES: Resolve-se apenas multiplicando ou dividindo


a taxa de juros:

Exemplo 2.1: Qual a taxa de juros anual proporcional a taxa de 2% ao mês?


Resposta: Se temos uma taxa ao mês e procuramos uma taxa ao ano, basta multiplicarmos essa
taxa por 12, já que um ano possui 12 meses.
Logo a taxa proporcional é de 2% x 12 = 24% ao ano.

Exemplo 2.2: Qual a taxa de juros bimestral proporcional a 15% ao semestre?


Resposta: Neste caso temos uma taxa ao semestre e queremos transformá-la em taxa bimestral.
Note que agora essa taxa vai diminuir e não aumentar, o que faz com que tenhamos que dividir
essa taxa ao invés de multiplicá-la, dividir por 3, já que um semestre possui 3 bimestres.
15%
Assim a taxa procurada é de = 5% ao bimestre.
3

COMO FAZER

TAXA TAXA PROPORCIONAL


25% a.m (ao mês) 300% a.a (ao ano)
15% a.tri (ao trimestre) 5% a.m
60% a. sem (ao semestre) 40% ao. Quad. (quadrimestre)
25% a.bim (ao bimestre) 150% (ao ano)

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AGORA É A SUA VEZ

QUESTÕES TAXA TAXA PROPORCIONAL


2.1.1 50% a.bim. ___________a.ano
2.1.2 6% a.mês _________a.quad.
2.1.3 12% a.ano _________ a.Trim.
2.1.4 20% a. quadri. __________a.Trim.

2.2 TAXA EQUIVALENTE

Calculada em regime de capitalização COMPOSTA. Para efetuar o cálculo de taxas equivalentes


é necessário utilizar uma fórmula.
Para facilitar o nosso estudo iremos utilizar a ideia de capitalização de taxas de juros de uma
forma simplificada e mais direta.

Exemplo 2.2.1: Qual a taxa de juros ao bimestre equivalente a taxa de 10% ao mês?

1º passo: Transformar a taxa de juros em unitária e somar 1 (100%). Assim:


1 + 0,10 = 1,10
2º passo: elevar esta taxa ao período de capitalização. Neste caso 2, pois um bimestre possui
dois meses.
(1,10)2 = 1,21
3º passo: Identificar a taxa correspondente.
1,21 = 21%

Exemplo 2.2.2: Qual a taxa de juros ao semestre equivalente a taxa de 20% ao bimestre?
1º passo: Transformar a taxa de juros em unitária e somar 1 (100%). Assim:
1 + 0,20 = 1,20
2º passo: elevar esta taxa ao período de capitalização. Neste caso 3, pois um semestre possui
três bimestres.
(1,20)3 = 1,728
3º passo: Identificar a taxa correspondente.
1,728 = 72,8%
Gabarito: 2.1.1. 300% 2.1.2. 24% 2.1.3 3% 2.1.4 15%

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COMO FAZER

10% a.m equivale a:


Ao Bimestre (1,1)2 = 1,21 = 21%
Ao Trimestre (1,1)3 = 1,331 = 33,10%
20% a.bim equivale a:
Ao Quadrimestre (1,2)2 = 1,44 = 44%
Ao Semestre (1,2)3 = 1,728 = 72,8%

AGORA É A SUA VEZ

QUESTÃO 2.2.1 QUESTÃO 2.2.2


21% a.sem. equivale a: 30% a.mês. equivale a:
Ao Ano Ao Bimestre
Ao Trimestre Ao Trimestre

2.3 TAXA NOMINAL X TAXA EFETIVA

TAXA NOMINAL
Sempre que lhe for fornecido uma taxa cujo prazo difere da capitalização, estamos diante
de uma taxa nominal. A taxa nominal é uma prática utilizada pelas instituições financeiras e
comércios, a fim de tornar os juros mais atraentes, mas fique atento, ela não representa a taxa
realmente cobrada.
Exemplos de taxas nominais:
•• 24% ao ano/mês (lê-se vinte e quatro por cento ao ano com capitalização mensal);
•• 3% ao mês/bimestrais;
•• 1,5% ao dia/semestral.

Gabarito: 2.2.1. 46,41% ao ano e 10% ao trimestre 2.2.2. 69% ao bimestre e 119,7% ao trimestre

www.acasadoconcurseiro.com.br 355
TAXA EFETIVA
Representa a verdadeira taxa cobrada. É quando o prazo é igual a capitalização.

Exemplos de taxas efetivas:


•• 24% ao ano/ano (lê-se vinte e quatro por cento ao ano com capitalização anual);
•• 3% ao mês/mensal;
•• 1,5% ao dia/diária.

Podemos abreviar as taxas efetivas, omitindo a sua capitalização, já que por definição uma taxa
efetiva possui a capitalização igual ao prazo.

Exemplos de taxas efetivas:


•• 24% ao ano (lê-se vinte e quatro por cento ao ano);
•• 3% ao mês;
•• 1,5% ao dia.

TAXA NOMINAL X TAXA EFETIVA


A única utilidade da taxa nominal é fornecer a taxa efetiva através de um cálculo de taxa
proporcional (ver tópico 2.1).
Exemplo 2.3.1

OBS: Taxas cuja a capitalização e o prazo são iguais são chamadas de taxas efetivas e podem ser
abreviadas da seguinte maneira:
2% ao mês/mês = 2% ao mês
15% ao ano/ano = 15% ao ano

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Retomando a situação mencionada anteriormente em que o vendedor afirma que cobra uma
taxa de juros de 24% ao ano/mês, vamos tentar descobrir qual é a taxa efetiva anual.

Encontramos a taxa efetiva mensal que é de 2% ao mês.

Agora, para transformar uma taxa efetiva mensal em uma taxa efetiva anual devemos fazer o
cálculo de taxas equivalente (ver tópico 2.2 ), uma vez que a capitalização utilizada é composta.

Exemplo 2.3.2: Qual a taxa efetiva ao quadrimestre correspondente a taxa nominal de 20% ao
mês com capitalização bimestral?
1º passo: Identificar a Taxa Nominal:
20% a.m / a.bim
2º passo: Transformar a taxa nominal em uma taxa efetiva, alterando APENAS o PRAZO,
mantendo a mesma capitalização. Para esta transformação utilizar o conceito de TAXA
PROPORCIONAL.
20% a.m / a.bim = 40% a.bim / a. bim

OBS: podemos chamar esta taxa de juros de apenas 40% a.bim.

3º Passo: Transformar a taxa efetiva obtida na taxa efetiva solicitada pelo exercício, neste caso
ao quadrimestre, utilizando-se dos conceitos de TAXA EQUIVALENTE.
40% a. bim = (1,4)2 = 1,96

www.acasadoconcurseiro.com.br 357
4º Passo: identificar a taxa de juros:
1,96 = 1,96 – 1 = 0,96 = 96% ao Quadrimestre

COMO FAZER
Exemplo 2.3.3: Qual a taxa efetiva ao ano correspondente a taxa nominal de 10% ao trimestre
com capitalização semestral?

10% a.tri/a.sem = 20% a.sem/a.sem (Taxa Proporcional)


20% a.sem = (1,2)2 = 1,44 = 44% a.a (Taxa equivalente)

OBS: O expoente é igual a dois pelo fato de um ano possuir dois semestres.

Exemplo 2.3.4: Qual a taxa efetiva ao quadrimestre correspondente a taxa nominal de 180% ao
semestre com capitalização bimestral?

180% a.sem/a.bim = 60% a.bim/a.bim (Taxa Proporcional)


30% a.bim = (1,6)2 = 2,56 = 156% a.quad (Taxa equivalente)

OBS: O expoente é igual a dois pelo fato de um quadrimestre possuir dois bimestres.

TAXA APARENTE X TAXA REAL


Quando temos um aumento em nosso salário, esse aumento é apenas um aumento aparente.
Do que adianta você ganhar 5% a mais de salário se os preços dos alimentos, vestuário,
educação, transporte tudo aumentou? Será que na realidade você está recebendo 5% a mais?
O cálculo da taxa real tem como objetivo descontar a inflação deste ganho aparente.
Em uma aplicação financeira, percebemos apenas o aumento aparente. Para calcular a
verdadeira rentabilidade, é necessário calcularmos a taxa real.

Exemplo 2.4.1: Um Fundo de Investimento teve no ano de 2009 um rendimento aparente


de 20%. Qual será o seu ganho real se considerarmos que nesse mesmo período a inflação
acumulada foi de 10%?
O candidato apressadinho irá responder, sem pensar muito, 10% de ganho real. Porém, para
descobrirmos o ganho real, devemos descontar a inflação do ganho aparente, e não subtrair.
Para isso, devemos utilizar o conceito da fórmula de Fisher.
A seguir vamos ver uma maneira simplificada de resolver essa questão sem a utilização de
fórmula. Apenas sabendo que devemos dividir a taxa aparente pela inflação para encontrar a
taxa real.

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1º Passo: Identificar os dados:


Taxa aparente (rentabilidade observada): 20%
Inflação: 10%
2º Passo: Calcular a taxa real, apenas dividindo a taxa aparente pela Inflação. Para efetuar essa
divisão, é necessário somar 1 (100%) em ambas as taxas. Ao final, iremos descontar este valor:

(1+ taxa aparente) (1+ 0,2) 1,2


= = = 1,0909 =
(1+ inflação) (1+ 0,10) 1,1

1,0909 − 1(representa100%) = 0,0909 = 9,09%

COMO FAZER
Exemplo 2.4.2: Uma ação teve no ano de 2005 um rendimento aparente acumulado de 80%.
Qual será o seu ganho real se considerarmos que nesse mesmo período a inflação acumulada
foi de 20%?
1º Passo: Identificar os dados:
Taxa aparente (rentabilidade observada): 80%
Inflação: 20%
2º Passo: Calcular a taxa real, apenas dividindo a taxa aparente pela correção:

(1+ taxa aparente) (1+ 0,8) 1,8


= = = 1,5 =
(1+ inflação) (1+ 0,20) 1,2

1,5 − 1(representa100%) = 0,5 = 50%

AGORA É A SUA VEZ:


QUESTÃO 2.4.1: Uma ação teve no ano de 2005 um rendimento aparente acumulado de 50%.
Qual será o seu ganho real se considerarmos que neste mesmo período a Inflação acumulada
foi de 20%?

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QUESTÃO 2.4.2: Uma ação teve no ano de 2006 um rendimento aparente acumulado de 40%.
Qual será o seu ganho real se considerarmos que em 2006 a inflação do periodo foi de 60%?

Resolução questão 2.4.1


Para calcularmos a taxa real, precisamos utilizar os conceitos de fator de aumento e fator de
desconto, somando ou subtraindo 100% à taxa. Nesse caso, devemos somar 100% a ambas as
taxas:
Rendimento de 50% = 1,5
Inflação de 20% = 1,2

Dividindo, teremos: 1,5/1,2 = 1,25.


Subtraindo os 100% somados anteriormente às taxas, temos como resultado 0,25. Logo, temos
uma taxa real de 25%.

Resolução questão 2.4.2


Fator para aumento de 40%: 1,4
Fator para inflação de 60%: 1,6

Dividindo, teremos: 1,4/1,6 = 0,875


Subtraindo os 100% somados anteriormente às taxas, temos: 0,874 – 1 = – 0,125. Logo, houve
rendimento negativo de 12,5%.

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Módulo 14

3. CAPITALIZAÇÃO E DESCONTOS – SIMPLES E COMPOSTA

3.1 CAPITALIZAÇÃO SIMPLES X CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA

Como vimos no tópico 1.1 a definição de capitalização é uma operação de adição dos juros ao
capital.
Bom, vamos adicionar estes juros ao capital de dias de duas maneiras: uma maneira simples e
outra composta e depois compararmos.

Vamos analisar o exemplo abaixo:


Exemplo 3.1.1: José realizou um empréstimo de antecipação de seu 13º salário no Banco do
Brasil no valor de R$ 100,00 reais, a uma taxa de juros de 10% ao mês. Qual o valor pago por
José se ele quitou o empréstimo após 5 meses, quando recebeu seu 13º?
Valor dos juros que este empréstimo de José gerou em cada mês.

Em juros simples, os juros são cobrados sobre o valor do empréstimo (capital)

CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA
MÊS JUROS COBRADO SALDO DEVEDOR
1º 10% de R$ 100,00 = R$ 10,00 R$ 100,00 + R$ 10,00 = R$ 110,00
2º 10% de R$ 100,00 = R$ 10,00 R$ 110,00 + R$ 10,00 = R$ 120,00
3º 10% de R$ 100,00 = R$ 10,00 R$ 120,00 + R$ 10,00 = R$ 130,00
4º 10% de R$ 100,10 = R$ 10,00 R$ 130,00 + R$ 10,00 = R$ 140,00
5º 10% de R$ 100,00 = R$ 10,00 R$ 140,00 + R$ 10,00 = R$ 150,00

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Em juros composto, os juros são cobrados sobre o saldo devedor (capital+ juros do
período anterior)

CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA
MÊS JUROS COBRADO SALDO DEVEDOR
1º 10% de R$ 100,00 = R$ 10,00 R$ 100,00 + R$ 10,00 = R$ 110,00
2º 10% de R$ 110,00 = R$ 11,00 R$ 110,00 + R$ 11,00 = R$ 121,00
3º 10% de R$ 121,00 = R$ 12,10 R$ 121,00 + R$ 12,10 = R$ 133,10
4º 10% de R$ 133,10 = R$ 13,31 R$ 133,10 + R$ 13,31 = R$ 146,41
5º 10% de R$ 146,41 = R$ 14,64 R$ 146,41 + R$ 14,64 = R$ 161,05

Assim notamos que o Sr. josé terá que pagar após 5 meses R$ 150,00 se o banco cobrar juros
simples ou R$ 161,05 se o banco cobrar juros compostos.

GRÁFICO DO EXEMPLO 3.1.1

   

Note que o crescimento dos juros compostos é mais rápido que os juros simples.

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3.2 JUROS SIMPLES

FÓRMULAS:

CÁLCULO DOS JUROS CÁLCULO DO MONTANTE

J =C×i×t M = C × (1+ i × t)
OBSERVAÇÃO: Lembre-se que o Montante é igual ao Capital + Juros
Onde:
J = Juros
M = Montante
C = Capital (Valor Presente)
i = Taxa de juros;
t = Prazo.
A maioria das questões relacionadas a juros simples podem ser resolvidas sem a necessidade
de utilizar fórmula matemática.

APLICANDO A FÓRMULA
Vamos ver um exemplo bem simples aplicando a fórmula para encontrarmos a solução.
Exemplo 3.2.1: Considere um empréstimo, a juros simples, no valor de R$ 100 mil, prazo de 3
meses e taxa de 2% ao mês. Qual o valor dos juros?
Dados do problema:
C = 100.000,00
t = 3 meses
i = 2% ao mês
OBS.: Cuide para ver se a taxa e o mês estão em mesmo período. Neste exemplo não tem
problema para resolver, já que tanto a taxa quanto o prazo foram expressos em meses.
J=Cxixt
J = 100.000 x 0,02 (taxa unitária) x 3
J = 6.000,00
Resposta: Os juros cobrados serão de R$ 6.000,00.

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RESOLVENDO SEM A UTILIZAÇÃO DE FÓRMULAS:
Vamos resolver o mesmo exemplo 3.2.1, mas agora sem utilizar fórmula, apenas o conceito de
taxa de juros proporcional.
Resolução:
Sabemos que 6% ao trimestre é proporcional a 2% ao mês (ver tópico 2.1).
Logo os juros pagos serão de 6% de 100.000,00 = 6.000,00.

PROBLEMAS COM A RELAÇÃO PRAZO X TAXA


Agora veremos um exemplo em que a taxa e o prazo não são dados em uma mesma unidade,
necessitando assim transformar um deles para dar continuidade a resolução da questão.
Sempre que houver uma divergência de unidade entre taxa e prazo é melhor alterar o prazo
do que mudar a taxa de juros. Para uma questão de juros simples, esta escolha é indiferente,
porém, caso o candidato se acostume a alterar a taxa de juros, irá encontrar dificuldades para
responder as questões de juros compostos, pois estas alterações de taxa de juros não são
simples, proporcional, e sim equivalentes.
Exemplo 3.2.2: Considere um empréstimo, a juros simples, no valor de R$ 100 mil, prazo de 3
meses e taxa de 12% ao ano. Qual o valor dos juros?
Dados:
C = 100.000,00
t = 3 meses
i = 12% ao ano
Vamos adaptar o prazo em relação a taxa. Como a taxa está expressa ao ano, vamos transformar
o prazo em ano. Assim teremos:
C = 100.000,00
t = 3 meses =

i = 12% ao ano
Agora sim podemos aplicar a fórmula:
J=Cxixt
J = 100.000 x 0,12 x

J = 3.000,00

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ENCONTRANDO A TAXA DE JUROS


Vamos ver como encontrar a taxa de juros de uma maneira mais prática. Primeiramente vamos
resolver pelo método tradicional, depois faremos direto.
Exemplo 3.2.3: Considere um empréstimo, a juros simples, no valor de R$ 100 mil, sabendo
que o valor do montante acumulado em após 1 semestre foi de 118.000,00. Qual a taxa de
juros mensal cobrada pelo banco?
Como o exemplo pede a taxa de juros ao mês, é necessário transformar o prazo em mês. Neste
caso 1 semestre corresponde a 6 meses, assim:
Dados:
C = 100.000,00
t = 6 meses
M = 118.000,00
J = 18.000,00 (Lembre-se que juros é a diferença entre o Montante e o Capital)
Aplicando a fórmula teremos:

18.000 = 100.000 × 6 × i
18.000 18.000
i= = = 0,03
100.000 × 6 600.000
i = 3% ao mês

Agora vamos resolver esta questão sem a utilização de fórmula, de uma maneira bem simples.
Para saber o valor dos juros acumulados no período, basta dividirmos o montante pelo capital:

118.000
juros acumulado = = 1,18
100.000

Agora subtraimos o valor do capital da taxa de juros (1 = 100%) e encontramos:


1,18 – 1 = 0,18 = 18%
18% são os juros do período, um semestre, para encontrar os juros mensais, basta calcular a
taxa proporcional e assim encontrar 3% ao mês.

ESTÃO FALTANDO DADOS?


Alguns exercícios parecem não informar dados suficientes para resolução do problema. Coisas
do tipo: o capital dobrou, triplicou, o dobro do tempo, a metade do tempo, o triplo da taxa
e etc. Vamos ver como resolver este tipo de problema, mas em geral é bem simples, basta
atribuirmos um valor para o dado que está faltando.

www.acasadoconcurseiro.com.br 365
Exemplo 3.2.4: Um cliente aplicou uma certa quantia em um fundo de investimento em ações.
Após 8 meses resgatou todo o valor investido e percebeu que a sua aplicação inicial dobrou.
Qual a rentabilidade média ao mês que este fundo rendeu?
Para quem vai resolver com fórmula, a sugestão é dar um valor para o capital e assim teremos
um montante que será o dobro deste valor. Para facilitar o cálculo vamos utilizar um capital
igual a R$ 100,00, mas poderia utilizar qualquer outro valor.
Dados:
C = 100,00
t = 8 meses
M = 200,00 (o dobro)
J = 100,00 (Lembre-se que juros é a diferença entre o Montante e o Capital)
Substituindo na fórmula teremos:

100 = 100 × 8 × i
100 100
i= = = 0,125
100 × 8 800
i = 12,5% ao mês

COMO RESOLVER
Exemplo 3.2.5: A que taxa de juros simples, em porcento ao ano, deve-se emprestar R$ 2 mil,
para que no fim de cinco anos este duplique de valor?
Dados:
C = 2.000,00
t = 5 anos
M = 4.000,00 (o dobro)
J = 2.000,00 (Lembre-se que juros é a diferença entre o Montante e o Capital)
i = ?? a.a

Substituindo na fórmula teremos

2.000 = 2.000 × 5 × i
2.000 2.000
i= = = 0,2
2.000 × 5 10.000
i = 20% ao ano

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Exemplo 3.2.6: Considere o empréstimo de R$ 5 mil, no regime de juros simples, taxa de 2% ao


mês e prazo de 1 ano e meio. Qual o total de juros pagos nesta operação?
Dados:
C = 5.000,00
i = 2 % ao mês
t = 1,5 anos = 18 meses
J = ???
Substituindo na fórmula teremos
J = 5.000 x 18 x 0,02
J = 1.800,00

3.3 JUROS COMPOSTOS

FÓRMULAS:

CÁLCULO DOS JUROS CÁLCULO DO MONTANTE

J = M −C M = C × (1+ i)t

OBSERVAÇÃO: Lembre-se que o Montante é igual ao Capital + Juros.


Onde:
J = Juros
M = Montante
C = Capital (Valor Presente)
i = Taxa de juros
t = Prazo

RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE JUROS COMPOSTOS


Como notamos na fórmula de juros compostos, a grande diferença para juros simples é que o
prazo (variável t ) é uma potência da taxa de juros e não um fator multiplicativo.

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Assim poderemos encontrar algumas dificuldades para resolvermos questões de juros
compostos em provas de concurso público, onde não é permitido o uso de equipamentos
eletrônicos que poderiam facilitar estes cálculos.
Por este motivo, juros compostos podem ser cobrados de 3 maneiras nas provas de concurso
público.
1. Questões que necessitam da utilização de tabela.
2. Questões que são resolvidas com substituição de dados fornecidos na própria questão.
3. Questões que possibilitam a resolução sem a necessidade de substituição de valores.

Vamos ver um exemplo de cada um dos modelos.

JUROS COMPOSTOS COM A UTILIZAÇÃO DE TABELA


Este método de cobrança de questões de matemática financeira já foi muito utilizado em
concurso público, porém hoje são raras as provas que fornecem tabela para cálculo de juros
compostos. Vamos ver um exemplo.
Exemplo 3.3.1: Considere um empréstimo, a juros compostos, no valor de R$ 100 mil, prazo de
8 meses e taxa de 10% ao mês. Qual o valor do montante?
Dados do problema:
C = 100.000,00
t = 8 meses
i = 10% ao mês

M = C x (1 + i)t
M = 100.000 x (1 + 0,10)8
M = 100.000 x (1,10)8
O problema está em calcular 1,10 elevado a 8. Sem a utilização de calculadora fica complicado.
A solução é olhar em uma tabela fornecida na prova em anexo, algo semelhante a tabela a
seguir.
Vamos localizar o fator de capitalização para uma taxa de 10% e um prazo igual a 8.

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(1+i)t TAXA
5% 10% 15% 20%
1 1,050 1,100 1,150 1,200
2 1,103 1,210 1,323 1,440
3 1,158 1,331 1,521 1,728
4 1,216 1,464 1,749 2,074
PRAZO

5 1,276 1,611 2,011 2,488


6 1,340 1,772 2,313 2,986
7 1,407 1,949 2,660 3,583
8 1,477 2,144 3,059 4,300
9 1,551 2,358 3,518 5,160
10 1,629 2,594 4,046 6,192

Consultando a tabela encontramos que (1,10)8 = 2,144.


Substituindo na nossa fórmula temos:
M = 100.000 x (1,10)8
M = 100.000 x 2,144
M= 214.400,00
O valor do montante neste caso será de R$ 214.400,00.

JUROS COMPOSTOS COM A SUBSTITUIÇÃO DE VALORES


Mais simples que substituir tabela, algumas questões disponibilizam o resultado da potência
no próprio texto da questão, conforme a seguir.
Exemplo 3.3.2: Considere um empréstimo, a juros compostos, no valor de R$ 100 mil, prazo de
8 meses e taxa de 10% ao mês. Qual o valor do montante? Considere (1,10)8 = 2,144.
Assim fica até mais fácil, pois basta substituir na fórmula e encontrar o resultado, conforme o
exemplo anterior.

JUROS COMPOSTOS SEM SUBSTITUIÇÃO


A maioria das provas de matemática financeira para concurso público, busca avaliar a
habilidade do candidato em entender matemática financeira e não se ele sabe fazer contas de
multiplicação.
Assim as questões de matemática financeira poderão ser resolvidas sem a necessidade de
efetuar contas muito complexas, conforme abaixo.

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Exemplo 3.3.3: Considere um empréstimo, a juros compostos, no valor de R$ 100 mil, prazo de
2 meses e taxa de 10% ao mês. Qual o valor do montante?
Dados do problema:
C = 100.000,00
t = 2 meses
i = 10% ao mês

M = C x (1 + i)t
M = 100.000 x (1 + 0,10)2
M = 100.000 x (1,10)2
M = 100.00 x 1,21
M= 121.000,00
Resposta: O valor do montante será de R$ 121.000,00.

COMO RESOLVER
Exemplo 3.3.4: Qual o montante obtido de uma aplicação de R$ 2.000,00 feita por 2 anos a
uma taxa de juros compostos de 20% ao ano?
Dados do problema:
C = 2.000,00
t = 2 anos
i = 10% ao ano
M = ???

M = C x (1 + i)t
M = 2.000 x (1 + 0,20)2
M = 2.000 x (1,20)2
M = 2.000 x 1,44
M = 2.880,00

Exemplo 3.3.5: Quais os juros obtidos de uma aplicação de R$ 5.000,00 feita por 1 ano a uma
taxa de juros compostos de 10% ao semestre?
Dados:
C = 5.000,00
t = 1 ano ou 2 semestres
i = 10% ao ano

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M = C x (1 + i)t
M = 5.000 x (1 + 0,10)2
M = 5.000 x (1,10)2
M = 5.000 x 1,21
M = 6.050,00
Como a questão quer saber quais os juros, temos:
J=M–C
J = 6.050 – 5.000
J = 1.050,00
Assim os juros serão de R$ 1.050,00.

Exemplo 3.3.6: Uma aplicação de R$ 10.000,00 em um fundo de ações, foi resgatada após 2
meses em R$ 11.025,00 (desconsiderando despesas com encargos e tributos), qual foi a taxa de
juros mensal que este fundo remunerou o investidor?
Dados:
C = 10.000,00
t = 2 meses
M = 11.025,00
i = ??? ao mês

M = C × (1+ i)t
11.025 = 10.000 × (1+ i)2
11.025
(1+ i)2 =
10.000

11.025
(1+ i)2 =
10.000
105
(1+ i) =
100
i = 1,05 − 1 = 0,05
i = 5% ao mês

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3.4 DESCONTO SIMPLES

Se em Juros simples a ideia era incorporar juros, em desconto simples o objetivo é tirar juros,
conceder desconto nada mais é do que trazer para valor presente um pagamento futuro.
Comparando juros simples com desconto simples teremos algumas alterações nas
nomenclaturas das nossas variáveis.
O capital em juros simples (valor presente) é chamado de valor atual ou valor líquido em
desconto simples.
O montante em juros simples (valor futuro) é chamado de valor nominal ou valor de face em
desconto simples.

DESCONTO RACIONAL X DESCONTO COMERCIAL


Existem dois tipos básicos de descontos simples nas operações financeiras: o desconto
comercial e o desconto racional. Considerando-se que no regime de capitalização simples,
na prática, usa-se sempre o desconto comercial, mas algumas provas de concurso público
costumam exigir os dois tipos de descontos.

DESCONTO COMERCIAL SIMPLES


•• Mais comum e mais utilizado.

•• Também conhecido como desconto bancário.

•• Outra termologia adotada é a de “desconto por fora”.

•• O desconto é calculado sobre o valor nominal do título (valor de face ou valor futuro).

FÓRMULAS:

CÁLCULO DO VALOR DO DESCONTO CÁLCULO DO VALOR ATUAL

Dc = N × id × t A = N × (1− id × t)

OBSERVAÇÃO: Lembre-se que o Desconto é igual ao Valor Nominal – Valor Atual.

Onde:
DC = Desconto Comercial
A = Valor Atual ou Valor Líquido

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N = Valor Nominal ou Valor de Face


id = Taxa de desconto
t = Prazo

Exemplo 3.4.1: Considere um título cujo valor nominal seja $10.000,00. Calcule o desconto
comercial simples a ser concedido e o valor atual de um título resgatado 3 meses antes da data
de vencimento, a uma taxa de desconto de 5% a.m.
Dados:
N = 10.000,00
t = 3 meses
id = 5% ao mês

Dc = N × id × t
Dc = 10.000 × 0,05 × 3
J = 1.500,00

Agora vamos calcular o Valor Atual, que é o Valor Nominal subtraído dos descontos.

A = 10.000 − 1.500
A = 8.500,00

DESCONTO RACIONAL SIMPLES


•• Pouco utilizado no dia a dia, porém é cobrado em provas de concurso público.
•• Também conhecido como desconto verdadeiro.
•• Outra termologia adotada é a de “desconto por dentro”.
•• O desconto é calculado sobre o valor atual do titulo (valor de líquido ou valor presente).
•• Como o desconto racional é cobrado sobre o valor atual, este valor será sempre menor que
o valor do desconto comercial, que é cobrado sobre o valor nominal do título.

FÓRMULAS:

CÁLCULO DO VALOR DO DESCONTO CÁLCULO DO VALOR ATUAL

N
Dr = A × id × t A=
(1+ id × t)

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OBSERVAÇÃO: Lembre-se que o Desconto é igual ao Valor Nominal – Valor Atual.
Onde:
Dr = Desconto Racional
A = Valor Atual ou Valor Liquido
N = Valor Nominal ou Valor de Face
id = Taxa de desconto;
t = Prazo.

Exemplo 3.4.2: Considere um título cujo valor nominal seja $10.000,00. Calcule o racional
comercial simples a ser concedido e o valor atual de um título resgatado 3 meses antes da data
de vencimento, a uma taxa de desconto de 5% a.m
Dados:
N = 10.000,00
t = 3 meses
id = 5% ao mês
Como o valor do desconto depende do valor Atual que não foi fornecido pelo exercício, temos
que calcular primeiramente o valor atual para depois calcular o valor do desconto.

N
A=
(1+ id × t)
10.000
A=
(1+ 0,05 × 3)
10.000
A=
(1+ 0,05 × 3)
A = 8.695,65

Agora vamos calcular o desconto, que é o Valor Nominal subtraído do valor Atual.

Dr = 10.000 − 8.695,65
Dr = 1.304,35

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Módulo 15

4. RENDAS UNIFORMES

4.1 SÉRIES UNIFORMES – ANTECIPADAS E PÓSTECIPADAS

SÉRIES DE PAGAMENTO
Este conteúdo pode ser visto como uma extensão de Juros composto. Enquanto em Juros
composto um empréstimo, ou uma compra, era feito para ser quitado em um único pagamento;
em série de pagamento, como o próprio nome já diz, este pagamento será feito em mais de
uma parcela. O mesmo pode enxergar as aplicações, que em Juros composto analisávamos
apenas uma aplicação de um valor único, em série de pagamento vai nos permitir estudar casos
em que o cliente faz depósitos durante vários meses e chegarmos a um montante.

TIPOS DE SÉRIE DE PAGAMENTO


As séries de pagamento se dividem basicamente em dois tipos de séries: série Antecipada e
série Postecipada. Aprenderemos agora como diferenciá-las.
Séries de pagamento Postecipada: é aquela que em não existe um depósito inicial, não existe
uma entrada. No caso de empréstimos e financiamentos, apresenta o comportamento ilustrado
pela imagem a seguir.

Séries de pagamento Antecipada: é aquela que exige um depósito inicial, uma entrada. É
mais utilizada em investimentos. Cuidado, nem todas operações que possuem entrada são
séries antecipada. É necessário que o valor da entrada seja o mesmo que o valor das demais
prestações. A imagem a seguir ilustra como é o comportamento desta série.

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4.2 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS – SAF (TABELA PRICE)

CARACTERÍSTICAS DE UM SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS


•• Parcelas são constantes
•• Juros decrescentes
•• Amortizações crescentes
•• Saldo devedor decrescente

FÓRMULAS:
SÉRIES POSTECIPADAS

CÁLCULO DA PRESTAÇÃO CÁLCULO DA PRESTAÇÃO


(UTILIZANDO O CAPITAL) (UTILIZANDO O MONTANTE)

⎧ (1+ i)t × i ⎫ ⎧ i ⎫
P=C×⎨ ⎬ P= M ×⎨ t ⎬
⎩ (1+ i) − 1 ⎭
t
⎩ (1+ i) − 1 ⎭

Para expoente negativo, usar:


⎧ i ⎫ ⎧ (1+ i)−t × i ⎫
P=C×⎨ −t ⎬ P= M ×⎨ −t ⎬
⎩1− (1+ i) ⎭ ⎩1− (1+ i) ⎭

OBS: (1+i)-t é o Fator quando o expoente for negativo.

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1
SÉRIES ANTECIPADA (com entrada): Basta multiplicar o valor da prestação por ou seja,
(1+ i)
dividir por um mais a taxa de juros.

Onde:
P= Valor da prestação;
C = Valor do Capital (Entrada, aplicação inicial);
M = Valor do Montante;
i = Taxa de juros;
t = Prazo.

A prestação de uma série de pagamento é composta de duas partes, Juros e Amortização, ou


seja, Prestação = Juros + Amortização.

CONSIDERAÇÕES:
A maioria das questões de série de pagamento cobradas em concurso exige a utilização de
tabela para a sua resolução.
Porém, é possível cobrar este conteúdo sem fornecer uma tabela para resolução.

TABELA DE AMORTIZAÇÃO DE UM SISTEMA FRANCÊS


Vamos ver um exemplo de como construir uma tabela de amortização de um sistema francês
(tabela price).

Exemplo 4.2.1: Um cliente solicitou um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 para pagar em 5


prestações mensais iguais e consecutivas, sendo que a primeira parcela tem seu vencimento 30
dias após a data da contratação. Sabendo que a taxa de juros cobrada pela financeira é de 10%
ao mês, calcule o valor da prestação e os juros e cota de amortização de cada mês.
Como a primeira prestação vence 1 mês após a data da contratação do empréstimo, estamos
diante de uma série postecipada.
Dados:
C = 10.000,00
t = 5 meses
i =10% ao mês
P = ???

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Aplicando a fórmula, temos:

⎧ (1+ i)t × i ⎫ ⎧ (1+ 0,10)5 × 0,10 ⎫


P=C×⎨ t ⎬ → P = 10.000 × ⎨ 5 ⎬
⎩ (1+ i) − 1 ⎭ ⎩ (1+ 0,10) − 1 ⎭

⎧ (1,10)5 × 0,10 ⎫ ⎧1,61× 0,10 ⎫


P = 10.000 × ⎨ ⎬ → P = 10.000 × ⎨ ⎬
⎩ 1,61− 1 ⎭
5
⎩ (1,10) − 1 ⎭

⎧ 0,16105 ⎫
P = 10.000 × ⎨ ⎬ → P = 10.000 × 0,26402
⎩ 0,61 ⎭

P = 2.640,18

OBS: O cálculo de (1,10)5 exige tabela ou terá seu valor dado no exercício.
Agora, vamos preencher a tabela de amortização com os dados que já conhecemos.

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 2.640,18
2 2.640,18
3 2.640,18
4 2.640,18
5 2.640,18

Toda informação que temos até agora é que o empréstimo será liquidado em 5 parcelas
consecutivas de R$ 2.640,18 (valor encontrado acima).

Para completar a tabela, precisamos ter os seguintes conceitos definidos:


•• Os juros da parcela n é cobrado sobre o saldo devedor após o pagamento da parcela (n – 1),
ou seja, o juros da 2ª parcela é cobrado sobre o saldo devedor após o pagamento da primeira
parcela e assim sucessivamente.
•• O valor da prestação é os juros somado com a amortização. Podemos também concluir que
a amortização é igual à prestação menos os juros.
•• Somente a amortização reduz o saldo devedor. Os juros não impactam no saldo devedor do
empréstimo.

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Agora, vamos calcular os juros da 1ª parcela: (considerando uma taxa de juros de 10% = 0,10)

J1 = i × SD0 → J1 = 0,10 × 10.000


J1 = 1.000,00

Podemos calcular a amortização da primeira parcela como a diferença entre a prestação e os


juros.

A1 = P − J1 → A1 = 2.640,80 − 1.000
A1 = 1.640,80

O novo saldo devedor será dado por:

SD1 = SD0 − A1 → SD1 = 10.000,00 − 1.640,80


SD1 = 8.359,20

Completando a tabela, teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 2.640,18 1.000,00 1.640,80 8.359,20
2 2.640,18
3 2.640,18
4 2.640,18
5 2.640,18

Vamos repetir todos os processos anteriores para completar a linha 2.


Agora, vamos calcular os juros da 2ª parcela:

J 2 = i × SD1 → J 2 = 0,10 × 8.359,20


J 2 = 835,92

Podemos calcular a amortização da segunda parcela como a diferença entre a prestação e os


juros.

A2 = P − J 2 → A2 = 2.640,80 − 835,92
A1 = 1.804,88

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O novo saldo devedor será dado por:

SD2 = SD1 − A2 → SD2 = 8.359,20 − 1.804,88


SD2 = 6.554,32

Completando a tabela, teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 2.640,18 1.000,00 1.640,80 8.359,20
2 2.640,18 835,92 1.804,88 6.554,32
3 2.640,18
4 2.640,18
5 2.640,18

Agora, é só repetir o processo para as próximas 3 linhas e encontrar os seguintes valores.

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 2.640,18 1.000,00 1.640,80 8.359,20
2 2.640,18 835,92 1.804,88 6.554,32
3 2.640,18 655,43 1.984,75 4.569,57
4 2.640,18 456,95 2.183,23 2.386,34
5 2.640,18 238,63 2.401,55 15,21

OBSERVAÇÃO: O saldo devedor após pagamento da última parcela deve ser sempre igual a
zero. Neste exemplo, encontramos R$ 15,21, pelo fato de termos feito alguns arrendamentos
quando calculamos o valor das parcelas.

O mais importante desta tabela é entender os conceitos abaixo:


1. A prestação é sempre constante

2. Os juros são decrescentes

3. A amortização é crescente

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4. Prestação é igual a juros mais amortização.

5. Os juros são calculados multiplicando a taxa de juros pelo saldo devedor do último período.

6. Apenas a amortização reduz o saldo devedor.

FLUXO DE CAIXA
Vamos entender o exemplo anterior em um Fluxo de Caixa:

Passo 1: Vamos capitalizar o saldo devedor considerando uma taxa de juros de 10% ao mês,
assim o saldo devedor do tomador de empréstimo será de:

R$ 10.000,00 x 1,10 = R$ 11.000,00

Ou seja, na data de pagamento da primeira parcela, o saldo devedor dos clientes será de R$
11.000,00
Passo 2: Agora vamos descontar o pagamento da primeira parcela do cliente, atualizar o seu
saldo devedor e capitalizar mais uma vez pela taxa de 10%, para que possamos descobrir qual o
seu saldo devedor no momento do pagamento da 2ª parcela.
•• Saldo devedor após pagamento da 1ª parcela: R$ 11.000,00 – 2.640,18 = R$ 8.359,82
•• Saldo devedor no pagamento da 2ª parcela: R$ 8.359,82 x 1,10 = R$ 9.195,80

Passo 3: Repetindo o processo do passo 2, teremos:


•• Saldo devedor após pagamento da 2ª parcela: R$ 9.195,80 – 2.640,18 = R$ 6.555,62
•• Saldo devedor no pagamento da 3ª parcela: R$ 6.555,62 x 1,10 = R$ 7.211,18

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Passo 4: Repetindo as operações recém apresentadas, até a última parcela teremos:
•• Saldo devedor após pagamento da 3ª parcela: R$ 7.211,18 – 2.640,18 = R$ 4.571,00
•• Saldo devedor no pagamento da 4ª parcela: R$ 4.571,00 x 1,10 = R$ 5.028,10
Continuando
•• Saldo devedor após pagamento da 4ª parcela: R$ 5.028,10 – 2.640,18 = R$ 2.387,92
•• Saldo devedor no pagamento da 5ª parcela: R$ 2.387,92 x 1,10 = R$ 2.626,71
•• Saldo devedor após pagamento da 4ª parcela: R$ 2.626,71 – 2.640,18 = R$ 13,47

Exemplo 4.2.2: Qual é o valor das prestações mensais que deverão ser pagas a um empréstimo
no valor de R$ 2.500,00 contratados a uma taxa de 10% ao mês em 3 vezes?

⎧ (1+ 0,10)3 × 0,10 ⎫


P = 2500 × ⎨ 3 ⎬
⎩ (1+ 0,10) − 1 ⎭

Resolvendo esta expressão, encontraremos:


Prestação (P) = 1.005,28
Analisando o fluxo, teremos:

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PRESTAÇÃO 1:

Assim:
Prestação: 1.005,28
Juros = 2.500 x 0,10 = 250,00
Amortização: 1.005,28 – 250,00 = 755,28
Novo Saldo Devedor: 2.750,00 – 1.005,28 = 1.744,72

PRESTAÇÃO 2:

Assim:
Prestação: 1.005,28
Juros = 1.744,72 x 0,10 = 174,47
Amortização: 1.005,28 – 174,47 = 830,81
Novo Saldo Devedor: 1.919,20 – 1.005,28 = 913,92

PRESTAÇÃO 3:

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Assim:
Prestação: 1.005,28
Juros = 913,92 x 0,10 = 91,39

Amortização: 1.005,28 – 91,39 = 913,89


Novo Saldo Devedor: 1.005,31 – 1.005,28 = 0,03
OBS: a diferença em centavos deve-se ao fato de trabalharmos com arredondamento.

Assim podemos concluir que o cliente está, na verdade, pagando sua dívida da seguinte
maneira:

COMO RESOLVER
Exemplo 4.2.3: Qual é o valor aproximado das parcelas pagas por um empréstimo no valor de
R$ 10.000,00 contratado para ser liquidado em 3 prestações mensais, a uma taxa de juros de
10% a.m., sendo que a primeira parcela vencerá após 30 dias a data da compra?
Dados:
C = 10.000,00
t = 3 parcelas mensais
i = 10% ao mês
Sistema: Postecipado (sem entrada)

Fluxo:

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Resolução:

⎧ (1+ i)t .i ⎫
P=C×⎨ t ⎬
⎩ (1+ i) − 1 ⎭

⎧ (1+ 0,10)3 × 0,10 ⎫ ⎧ (1,1)3 × 0,10 ⎫


P = 10000 × ⎨ 3 ⎬ P = 10000 × ⎨ 3 ⎬
⎩ (1+ 0,10) − 1 ⎭ ⎩ (1,1) − 1 ⎭

⎧ 0,1331 ⎫
P = 10000 × ⎨ ⎬
⎩ 0,331 ⎭

P = 10000 × 0,40211

P = 4.021,10
Assim calculamos que o valor de cada parcela será de R$ 4.021,10

Exemplo 4.2.4: Um cliente financiou uma motocicleta no valor de R$ 10.000,00 com uma
entrada e mais 2 parcelas, sendo a primeira a vencer 30 dias após a compra. Sabendo que o
banco responsável pelo financiamento cobra uma taxa de juros de 10% ao mês, qual é o valor
da prestação?
Dados:
C = 10.000,00
t = 3 parcelas mensais
i = 10% ao mês
Sistema: Antecipado (com entrada)
Fluxo:

Observação: Notemos que este exemplo é muito semelhante ao anterior (exemplo 4.2.3), a
única diferença é que agora o financiamento terá uma entrada, ou seja, passamos a trabalhar
com uma série de pagamento antecipada e não mais postecipada, como no exercício anterior.

www.acasadoconcurseiro.com.br 385
Assim podemos encontrar a parcela deste financiamento apenas descapitalizando a parcela do
exercício anterior em um período.

⎧⎪ 1 ⎫⎪
P = 4.021,10 × ⎨ ⎬
⎩⎪ (1+ 0,10 ) ⎭⎪

P = 3.655,54

Ou podemos substituir os dados fornecido na fórmula de cálculo de prestação antecipada e


calcular o valor da parcela.

⎧ (1+ i)t × i ⎫ 1
P=C×⎨ ⎬×
⎩ (1+ i) − 1 ⎭ (1+ i)
t

⎧ (1,10)3 × 0,10 ⎫ 1
P = 10.000 × ⎨ ⎬×
⎩ (1,10) − 1 ⎭ (1,10)
3

⎧ 0,1331 ⎫ 1
P = 10.000 × ⎨ ⎬× → P = 10.000 × 0,366558
⎩ 0,331 ⎭ (1,10)
P = 3.655,58

386 www.acasadoconcurseiro.com.br
Módulo 16

5. SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)

5.1 INTRODUÇÃO

A principal diferença do SAF em relação ao SAC é o fato de no SAC as prestações não serem
constante, no SAC as prestações são decrescentes.
Na maioria dos financiamentos bancários, utilizamos o Sistema de Amortização Frances (tabela
Price)
Porém os bancos adotam o sistema de amortização conhecido como SAC é nos financiamentos
Habitacionais. Este sistema substituiu o SAF devido à tabela Price cometer anatocismo
(cobrança de juros sobre juros).

5.2 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE

CARACTERÍSTICAS DE UM SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE

•• Amortizações são constantes


•• As parcelas são decrescentes
•• Os uros são decrescentes
•• O saldo devedor é decrescente

www.acasadoconcurseiro.com.br 387
FÓRMULAS

CÁLCULO DA AMORTIZAÇÃO CÁLCULO DA PRESTAÇÃO

C
A= P = A+ J
t
CÁLCULO DOS JUROS

J1 = SD0 × i

CÁLCULO DA SOMA DAS PRESTAÇÕES


(P1 + Pn ) × n
Total Pago =
2

Onde:
P = Valor da prestação
P1 = Primeira prestação
Pn =Última prestação
N = Total de prestações
C = Valor do Capital (Entrada, aplicação inicial)
J = Juros
t = Prazo
i = Taxa de Juros
SD0 = Saldo Devedor do período ANTERIOR
Vamos usar o mesmo exemplo citado no capítulo anterior, trocando o Sistema de Amortização
Francês pelo SAC.

Exemplo 5.2.1: Um cliente solicitou um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 para pagar em 5


prestações mensais iguais e consecutivas, sendo que a primeira parcela tem seu vencimento 30
dias após a data da contratação. Sabendo que a taxa de juros cobrada pela financeira é de 10%
ao mês, calcule o valor da prestação e os juros e cota de amortização de cada mês considerando
que o banco utiliza o Sistema de Amortização Constante.
Passo 1: Como o valor emprestado é de 10.000,00 para ser liquidado em 5 prestações, podemos
calcular o valor da cota de amortização mensal.

C 10.000
A= → A=
t 5
A = 2.000,00

388 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

Assim, vamos construir a tabela de amortização.

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 2.000,00
2 2.000,00
3 2.000,00
4 2.000,00
5 2.000,00

Como sabemos que o saldo devedor é descontado apenas da amortização, podemos calcular o
saldo devedor após o pagamento de cada parcela:
•• 1ª parcela: 10.000,00 – 2.000,00 = 8.000,00
•• 2ª parcela: 8.000,00 – 2.000,00 = 6.000,00
•• 3ª parcela: 6.000,00 – 2.000,00 = 4.000,00
•• 4ª parcela: 4.000,00 – 2.000,00 = 2.000,00
•• 5ª parcela: 2.000,00 – 2.000,00 = 0,00
Podemos também calcular o valor dos juros cobrados na primeira parcela:

J1 = SD0 × i

J1 = 10.000 × 0,10
J1 = 1.000,00

Agora, vamos calcular o valor da primeira parcela.

P1 = A + J
P1 = 2.000 + 1.000
P1 = 3.000,00

www.acasadoconcurseiro.com.br 389
Substituindo na tabela, teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 3.000,00 1.000,00 2.000,00 8.000,00
2 2.000,00 6.000,00
3 2.000,00 4.000,00
4 2.000,00 2.000,00
5 2.000,00 0

Continuando o mesmo raciocínio, vamos calcular os juros e a parcela de cada mês.

J 2 = 8.000 × 0,10 → J 2 = 800,00


J 3 = 6.000 × 0,10 → J 3 = 600,00
J 4 = 4.000 × 0,10 → J 4 = 400,00
J 5 = 2.000 × 0,10 → J 5 = 200,00

Calculando o valor da parcela de cada período, teremos:

P2 = 2.000 + 800,00 → P2 = 2.800,00


P3 = 2.000 + 600,00 → P3 = 2.600,00
P4 = 2.000 + 400,00 → P4 = 2.400,00
P5 = 2.000 + 200,00 → P5 = 2.200,00

Substituindo os valores em nossa tabela, teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- ------- – 10.000,00
1 3.000,00 1.000,00 2.000,00 8.000,00
2 2.800,00 800,00 2.000,00 6.000,00
3 2.600,00 600,00 2.000,00 4.000,00
4 2.400,00 400,00 2.000,00 2.000,00
5 2.200,00 200,00 2.000,00 0

390 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

Observando a tabela anterior, notamos que:


•• As amortizações são constantes
•• As prestações são decrescentes
•• Os juros são decrescentes
•• O saldo devedor é decrescente

Exercício 5.2.2: Compare a tabela anterior com a tabela encontrada no modelo SAF e responda
às seguintes perguntas.
a) Em qual dos sistema de amortização o cliente irá pagar mais juros?

b) Em qual dos sistemas de amortização o valor da primeira prestação é maior?

COMO RESOLVER
Exemplo 5.2.3: Uma família financiou 100% de um imóvel no valor de R$ 60.000,00 para
pagamento em 20 anos com prestações mensais contratadas a ser amortizado pelo sistema de
amortização constante (SAC). Sabendo que a taxa de juros cobrada pelo banco é de 1% ao mês,
calcule:
a) O valor a ser amortizado mensalmente:

C 60.000
A= → = 250,00
n 240

b) O valor da primeira prestação

J1 = SD0 × i → J1 = 60.000 × 0,01 → J1 = 600,00


P1 = A + J1 → P1 = 250,00 + 600,00 → P1 = 850,00

c) O valor da parcela número 51ª


Para o cálculo dos juros da parcela 51ª, é necessário saber o valor do saldo devedor após o
pagamento de uma parcela anterior, neste caso a parcela 50ª.

SD50 = 60.000 − (50 × 250,00) → SD50 = 60.000 − 12.500 → SD50 = 47.500,00

Agora sim conseguimos calcular o valor da parcela.

J 51 = SD50 × i → J 51 = 47.500 × 0,01 → J 51 = 475,00


P51 = A + J 51 → P51 = 250,00 + 475,00 → P51 = 725,00

www.acasadoconcurseiro.com.br 391
Questões

1. (72679) CESGRANRIO – 2012 3. (72689) CESGRANRIO – 2012


Qual será, aproximadamente, o montan- Um empréstimo, por quatro meses, no re-
te, em reais, de um capital no valor de gime de juros compostos, a taxa de juros de
R$ 18.000,00, após seis meses de aplicação 10% ao mês, equivale, no regime de juros
a juros compostos de 1,5% a.m.? simples, a um empréstimo, por quatro me-
ses, com taxa mensal de
Dados:
a) 9,0%
153 = 3375 b) 9,6%
1,53 = 3,375 c) 10,0%
1,153 = 1,521 d) 11,6%
1,0153 = 1,046 e) 12,0%

a) 270 4. (45124) CESGRANRIO – 2013


b) 1.681
c) 18.000 Um país P teve, durante 4 meses, uma taxa
d) 18.270 mensal de inflação igual a 4%. Um país Q
e) 19.681 teve, em apenas 2 meses, a mesma inflação
acumulada durante os quatro meses no país
2. (72677) CESGRANRIO – 2013 P.

Paulo aplicou R$ 10.000,00 em um fundo Se a taxa de inflação no país Q permane-


de investimentos que rendeu juros de 6% ceu constante durante os dois meses, então
em um ano. Ao término desse ano, Paulo essa taxa foi de
manteve aplicados tanto os R$ 10.000,00 a) 18,00%
quanto os juros obtidos nesse primeiro ano b) 16,00%
e, ainda, aplicou mais R$ 4.400,00. Ele dei- c) 9,04%
xou seu dinheiro investido por mais um ano d) 8,16%
e, ao final desses dois anos, seu saldo (valor e) 8,00%
aplicado mais juros) foi de R$ 16.050,00.
Sabendo-se que, ao longo desses dois anos, 5. (110939) CESGRANRIO – 2015
Paulo não fez qualquer retirada, qual foi a Uma loja vende artigos nas seguintes con-
taxa anual de juros no segundo ano? dições:
a) 5% •• pagamento à vista com 10% de descon-
b) 6% to ou
c) 7%
d) 8% •• pagamento um mês após a compra com
e) 9% 10% de acréscimo.
A taxa mensal de juros embutida nas ven-
das com pagamento um mês após a compra
é, aproximadamente:

www.acasadoconcurseiro.com.br 393
a) 18% reais, do montante no primeiro dia do mês
b) 19% de abril?
c) 20%
d) 21% a) 8.030,00
e) 22% b) 721.970,00
c) 730.000,00
6. (19674) CESGRANRIO – 2013 d) 738.030,00
e) 746.060,00
Um refrigerador custa, à vista, R$ 1.500,00.
Um consumidor optou por comprá-lo em 9. (72680) CESGRANRIO – 2012
duas parcelas. A loja cobra uma taxa mensal
de juros (compostos) de 2%, atuante a par- Uma instituição financeira que oferece a
tir da data da compra. O valor da primeira seu cliente um empréstimo no valor de R$
parcela, paga pelo consumidor 30 dias após 12.000,00, com um custo final correspon-
a compra, foi de R$ 750,00. Um mês após o dente a R$ 13.119,60 após cinco meses,
primeiro pagamento, o consumidor quitou está vendendo seu produto a juros compos-
sua dívida ao pagar a segunda parcela. tos mensais de

Qual foi o valor da segunda parcela? Dados:

a) R$ 795,60 (1,018)5 = 1,0933


b) R$ 780,00 (1,022)5 = 1,1149
c) R$ 810,00 (1,036)5 = 1,1934
d) R$ 750,00 (1,09)5 = 1,5386
e) R$ 765,00 (1,093)5 = 1,5599
7. (48329) CESGRANRIO – 2014 a) 1,8%
b) 2,2%
Um jovem aplicou R$ 500,00 em um fundo c) 3,6%
de investimento que, ao final de um mês, d) 9%
proporcionará um ganho bruto de 0,9%. No e) 9,3%
entanto, o banco comunicou ao jovem que
4% do ganho bruto deverá ser descontado 10. (79441) CESGRANRIO – 2015
por conta dos impostos.
Uma conta de R$ 1.000,00 foi paga com
Ao final de um mês, feito o desconto relati- atraso de 2 meses e 10 dias. Considere o
vo aos impostos, o saldo do fundo de inves- mês comercial, isto é, com 30 dias; consi-
timento será de dere, também, que foi adotado o regime
a) R$ 484,32 de capitalização composta para cobrar juros
b) R$ 484,50 relativos aos 2 meses, e que, em seguida,
c) R$ 500,50 aplicou-se o regime de capitalização sim-
d) R$ 504,32 ples para cobrar juros relativos aos 10 dias.
e) R$ 504,50 Se a taxa de juros é de 3% ao mês, o juro
cobrado foi de
8. (72681) CESGRANRIO – 2012
a) R$ 64,08
No primeiro dia do mês de março, uma em- b) R$ 79,17
presa do ramo de alimentos investiu o valor c) R$ 40,30
de R$ 730.000,00. Se a taxa de juros nego- d) R$ 71,51
ciada foi de 1,1% ao mês, qual o valor, em e) R$ 61,96

394 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Matemática – Dudan

11. (18451) CESGRANRIO – 2010 a) 8%


b) 10%
Uma empresa oferece aos seus clientes des- c) 12%
conto de 10% para pagamento no ato da d) 15%
compra ou desconto de 5% para pagamento e) 20%
um mês após a compra. Para que as opções
sejam indiferentes, a taxa de juros mensal 15. (3688) CESGRANRIO – 2012
praticada deve ser, aproximadamente,
João tomou um empréstimo de R$ 900,00 a
a) 5,6%. juros compostos de 10% ao mês. Dois me-
b) 5,0%. ses depois, João pagou R$ 600,00 e, um mês
c) 4,6%. após esse pagamento, liquidou o emprésti-
d) 3,8%. mo.
e) 0,5%.
O valor desse último pagamento foi, em re-
12. (79442) CESGRANRIO – 2015 ais, aproximadamente,
Em um período no qual a inflação acumula- a) 240,00
da foi de 100%, R$ 10.000,00 ficaram guar- b) 330,00
dados em um cofre, ou seja, não sofreram c) 429,00
qualquer correção. d) 489,00
e) 538,00
Nessas condições, houve uma desvaloriza-
ção dos R$ 10.000,00 de 16. (11588) CESGRANRIO – 2012
a) 1/4 João solicitou a uma instituição financeira a
b) 1/2 liquidação antecipada de um empréstimo e
c) 2/3 foi informado que, se a quitação do mesmo
d) 3/4 fosse feita até o final do mês em curso, o va-
e) 1 lor pago seria R$ 7.350,00, o que represen-
taria um desconto de 12,5% sobre o valor a
13. (48315) CESGRANRIO – 2014 ser pago na data combinada inicialmente.
Considerando-se a mesma taxa de juros Qual foi, em reais, o valor do desconto ofe-
compostos, se é indiferente receber R$ recido para a liquidação antecipada?
1.000,00 daqui a dois meses ou R$ 1.210,00
daqui a quatro meses, hoje, esse dinheiro a) 882,00
vale b) 918,75
c) 1.044,05
a) R$ 909,09 d) 1.050,00
b) R$ 826,45 e) 1.368,50
c) R$ 466,51
d) R$ 683,01
e) R$ 790,00

14. (72674) CESGRANRIO – 2013


Um banco cobrou R$ 360,00 por seis meses
de atraso em uma dívida de R$ 600,00.
Qual a taxa de juros mensal cobrada por
esse banco, calculada a juros simples?

www.acasadoconcurseiro.com.br 395
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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (72679) E 2. (72677) C 3. (72689) D 4. (45124) D 5. (110939) E 6. (19674) A 7. (48329) D 8. (72681) D
9. (72680) A 10. (79441) D 11. (18451) A 12. (79442) B 13. (48315) B 14. (72674) B 15. (3688) E 16. (11588) D

396 www.acasadoconcurseiro.com.br
Atualidades do Mercado Financeiro

Professor Sirlo Oliveira

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Edital

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: Sistema Financeiro Nacional. Dinâmica do mercado. Mercado


bancário.

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Atualidades do Mercado Financeiro

LEIA 50 MILHÕES DE VEZES!

www.acasadoconcurseiro.com.br 401
MERCADO FINANCEIRO

Sistema Financeiro Nacional

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL


CMN

É o órgão NORMATIVO máximo no SFN. Este órgão é quem dita as Normas que serão seguidas
pelas instituições financeiras, pois para tudo na vida existe alguém superior que controla e dita
as regras do jogo.
Além disso, o CMN é responsável por formular as políticas da moeda e crédito no país, ou seja,
é responsável por coordenar todas as políticas econômicas do país, e principalmente a política
monetária.
Suas REUNIÕES ORDINÁRIAS, ou seja, comuns, são MENSAIS, e ao final de cada reunião é
emitida uma RESOLUÇÃO da qual é lavrada uma ata, cujo extrato é publicado no DOU (Diário
Oficial da União) e no SISBACEN, excluindo-se os assuntos confidenciais discutidos na reunião.

DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1994.


Art. 30. As decisões de natureza normativa serão divulgadas mediante resoluções assinadas
pelo Presidente do Banco Central do Brasil, veiculadas pelo Sistema de Informações Banco
Central (Sisbacen) e publicadas no Diário Oficial da União.
Parágrafo único. As decisões de caráter confidencial serão comunicadas somente aos
interessados. (Então existem algumas decisões ou informações que não são divulgadas
publicamente).
Art. 33º § 1º Após as atas terem sido assinadas por todos os conselheiros, extratos das atas
serão publicados no Diário Oficial da União, excluídos os assuntos de caráter confidencial.
Resumindo: Tanto as Resoluções quanto os extratos são publicados no DOU e no SISBACEN,
entretanto, se houver algum assunto confidencial, esse não será divulgado a todos
publicamente, apenas aos interessados, mas a resolução como um todo deve ser publicada,
excluindo-se as partes confidenciais.
O CMN é um órgão colegiado, composto por DOIS MINISTROS e o Presidentes do Banco
Central, que possui status de ministro, todos INDICADOS pelo Presidente da República e
submetidos a Aprovação pelo Senado Federal

402 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Atualidades do Mercado Financeiro – Prof. Sirlo Oliveira

Importante!
É interessante saber que segundo o DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1994.
Art. 8º
O presidente do CMN poderá convidar para participar das reuniões do conselho sem direito
a voto outros Ministros de Estado, assim como representantes de entidades públicas ou
privadas.

Comitê de Política Monetária


COPOM

O Comitê de Política Monetária (Copom) foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo
de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros básica que será
seguida pelos bancos.
O Copom é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil:
o presidente, que tem o voto de qualidade; e os diretores de Administração, Assuntos
Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Fiscalização, Organização do Sistema
Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural, Política Econômica, Política Monetária,
Regulação do Sistema Financeiro, e Relacionamento Institucional e Cidadania. Também
participam do primeiro dia da reunião os chefes dos seguintes departamentos do Banco Central:
Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), Departamento
de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento Econômico (Depec), Departamento
de Estudos e Pesquisas (Depep), Departamento das Reservas Internacionais (Depin),
Departamento de Assuntos Internacionais (Derin), e Departamento de Relacionamento com
Investidores e Estudos Especiais (Gerin). A primeira sessão dos trabalhos conta ainda com a
presença do chefe de gabinete do presidente, do assessor de imprensa e de outros servidores
do Banco Central, quando autorizados pelo presidente.

www.acasadoconcurseiro.com.br 403
Destaca-se a adoção, pelo Decreto 3.088, em 21 de junho de 1999, da sistemática de metas
para a inflação como diretriz de política monetária. Desde então, as decisões do Copom
passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho
Monetário Nacional. Segundo o mesmo Decreto, se as metas não forem atingidas, cabe ao
presidente do Banco Central divulgar, em Carta Aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos
do descumprimento, bem como as providências e prazo para o retorno da taxa de inflação aos
limites estabelecidos.
Formalmente, os objetivos do Copom são:
→ Implementar a política monetária;
→ Analisar o Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central ao final de cada trimestre
civil;
→ Definir a meta para a Taxa Selic, ficando viés EXTINTO (circular 3868/17)
A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a Meta para a Taxa Selic (taxa média dos
financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de
Liquidação e Custódia – SELIC), a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do
Comitê. Vale ressaltar que existe também uma taxa SELIC chamada SELIC OVER, que nada mais
é do que a taxa SELIC de um dia específico, pois o que é traçado pelo COPOM é uma META, mas
o que acontece diariamente chama-se SELIC OVER, pois como qualquer outro papel que vale
dinheiro, os títulos públicos variam de preço todo dia.
Até dezembro de 2017 o Copom podia divulgar esta Meta da Taxa Selic com um viés, ou seja,
com uma tendência de alta ou de baixa. Este artifício era utilizado para casos extremos de
variação econômica em que, o Presidente do Copom, poderia elevar ou abaixar a taxa Selic
sem, necessariamente, convocar uma reunião extraordinária do colegiado do comitê.
Entretanto em 19 de dezembro de 2017, através da Circular 3868, o Bacen não mais autorizou
ao Copom divulgar Taxa Selic com vieses de alta ou de baixa, para evitar quaisquer tipos de
especulações no mercado.
As reuniões ordinárias do Copom ocorrem APROXIMADAMENTE de 45 em 45 dias e dividem-
se em dois dias/sessões: geralmente a primeira sessão às terças-feiras e a segunda às quartas-
feiras. O número de reuniões ordinárias foi reduzido para oito ao ano a partir de 2006, sendo
o calendário anual divulgado até o fim de junho do ano anterior, admitidas modificações até
o último dia do ano da divulgação. No primeiro dia das reuniões, os chefes de departamento
apresentam uma análise da conjuntura doméstica abrangendo inflação, nível de atividade,
evolução dos agregados monetários, finanças públicas, balanço de pagamentos, economia
internacional, mercado de câmbio, reservas internacionais, mercado monetário, operações de
mercado aberto, avaliação prospectiva das tendências da inflação e expectativas gerais para
variáveis macroeconômicas.
No segundo dia da reunião, do qual participam apenas os membros do Comitê e o chefe do
Depep, sem direito a voto, os diretores de Política Monetária e de Política Econômica, após
análise das projeções atualizadas para a inflação, apresentam alternativas para a taxa de juros
de curto prazo e fazem recomendações acerca da política monetária. Em seguida, os demais
membros do Copom fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas.
Ao final, procede-se à votação das propostas, buscando-se, sempre que possível, o consenso.
A decisão final – a meta para a Taxa Selic e o viés, se houver – é imediatamente divulgada à

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imprensa ao mesmo tempo em que é expedido Comunicado através do Sistema de Informações


do Banco Central (Sisbacen).
As atas em português das reuniões do Copom são divulgadas às 8h30 da quinta-feira da se-
mana posterior a cada reunião, dentro do prazo regulamentar de até seis dias úteis após o fim
da segunda sessão na quarta-feira, sendo publicadas na página do Banco Central na internet
(“Atas do Copom”) e para a imprensa a partir das 18 horas do dia da segunda sessão, as quar-
tas-feiras. (Em inglês deverão ser publicadas no 7º dia útil). (circular BACEN 3868/17)
Ao final de cada trimestre civil, o COPOM divulga, através do BACEN, produz o documen-
to “Relatório de Inflação”, que analisa detalhadamente a conjuntura econômica e financei-
ra do País, bem como apresenta suas projeções para a taxa de inflação. (Circular 3868 de
19/12/2017 e Decreto 3088/99)

ATENÇÃO!
O COPOM se reúne 8 vezes ao ano, e isso dá aproximadamente 45 em 45 dias, mas é aproxi-
madamente mesmo, não exatamente.
E note que o famoso viés ou tendência de variação da taxa Selic foi extinto, ou seja, o COPOM
não pode mais indicar um viés para a taxa Selic estabelecida nas reuniões.
Dentro das políticas monetárias, o CMN e o BACEN, buscando facilitar a confecção deste rela-
tório de inflação, criaram os aglomerados monetários, e dentro deles, os meios de pagamento,
que nada mais são do que a forma como o dinheiro está presente na economia, quer em di-
nheiro vivinho ou em “papel que vale dinheiro”.

Meios de Pagamento
Incluem-se nos Agregados Monetários – Meios de Pagamentos: M1, M2, M3 e M4.
São adotados conceitos/definições internacionalmente aceitos e fundamentados na Teoria
Econômica. Os detentores dos meios de pagamentos no sentido amplo compõem-se do
setor não financeiro da economia e das instituições financeiras que não emitem instrumentos
considerados como moeda. Vale salientar a existência de particularidades na abrangência,
mensuração e convenções contábeis de cada uma das variáveis que compõem cada tipo de
agregado, as quais são discutidas nos itens a seguir. Sob o aspecto de ordenamento de seus
componentes, definem-se os agregados por seus sistemas emissores.
•• O M1, ou Base Monetária RESTRITA, compreende os passivos de liquidez imediata.
É composto pelo Papel-moeda em Poder do Público (PMPP) e pelos Depósitos à
Vista (DV). O PMPP é o resultado da diferença entre o Papel-moeda Emitido pelo
Banco Central do Brasil e as disponibilidades de “caixa” do sistema bancário. Os
DV são aqueles captados pelos bancos com carteira comercial e transacionáveis
por cheques ou meios eletrônicos. Portanto, as instituições emissoras incluem os
bancos comerciais, os bancos múltiplos e as caixas econômicas. Neste segmento,
não são incluídas as cooperativas de crédito, em razão da insignificância de seus
depósitos, como também pela dificuldade de obtenção global dos dados diários e

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mesmo de balancetes mensais. Os depósitos do setor público estão incluídos nos
depósitos à vista, com exceção dos recursos do Tesouro Nacional, depositados no
Banco do Brasil.
Base Monetária Ampliada
•• O M2 engloba, além do M1, os depósitos para investimento e as emissões de alta
liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias
– as que realizam multiplicação de crédito.
•• O M3 inclui o M2 mais as captações internas por intermédio dos fundos de
investimento classificados como depositários e a posição líquida de títulos
registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), decorrente de
financiamento em operações compromissadas.
•• O M4 engloba o M3 e os títulos públicos de alta liquidez.
Observe-se que, dentre os títulos federais, apenas os registrados no Selic são considerados
nos meios de pagamento. Apesar da alta liquidez dos instrumentos de captação do Tesouro
Nacional, entendeu-se que o reconhecimento de tais emissões como quase-moeda nos
conceitos de meios de pagamento deva ser o mais restrito possível, dado que aquele Órgão
não integra o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Para tanto, assume-se que, entre os haveres integrantes do agregado monetário, as diferenças
de velocidade potencial de conversão em disponibilidade imediata associadas a perdas de valor
nesses procedimentos não sejam significativas no atual estágio de desenvolvimento do sistema
financeiro. Caso contrário, o ordenamento teria que contemplar tais diferenças, uma vez que,
por hipótese, quanto maior aquela velocidade, maior exposição do componente à demanda
por liquidez.
Desse modo, o critério adotado permite discriminar a exposição do sistema financeiro à
demanda por liquidez ao incluir no M3 somente exigibilidades das instituições depositárias
e fundos de renda fixa junto ao público. Nesse sentido, os títulos públicos, apesar de não
possuírem liquidez potencial mais reduzida que os títulos privados e depósitos de poupança
foram alocados no conceito mais abrangente a fim de destacar, no M3, a exposição do sistema
financeiro, exclusive o Banco Central, tratado apenas como provedor de meio circulante.
Cabe observar que, embora não usual na maioria dos países, a inclusão da dívida mobiliária
pública em agregados monetários baseia-se nas especificidades da economia brasileira, com
o setor público mantendo participação expressiva no dispêndio total por longo período, cujo
financiamento dependia significativamente da captação de poupanças privadas por meio
da emissão de títulos. Tais circunstâncias exigiram elevada liquidez desses instrumentos,
propiciando sua adoção generalizada como “quase-moeda” até os dias atuais. Observe-se
que, dentre os títulos federais, apenas os registrados no Selic são considerados nos meios
de pagamento. Apesar da alta liquidez dos instrumentos de captação do Tesouro Nacional,
entendeu-se que o reconhecimento de tais emissões como “quase-moeda” nos conceitos
de meios de pagamento deva ser o mais restrito possível, dado que esse Órgão não integra
o Sistema Financeiro Nacional (SFN). O Banco Central, por sua vez, tem suas operações com
títulos já concentradas no Selic.

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Os fundos de renda fixa foram incluídos no M3, embora possuam personalidade jurídica pró-
pria e não multipliquem crédito, dado que em geral funcionam em colaboração com institui-
ções depositárias, exercendo atividades típicas de tais instituições, como transformar a liquidez
de uma carteira de ativos e captar recursos, emitindo quotas como alternativa de aplicação
financeira aos clientes. O desempenho e a exposição dos fundos de renda fixa afetam a insti-
tuição administradora, uma vez que a maior parte dos clientes não faz a distinção estabelecida
formalmente.
As operações compromissadas do restante da economia junto ao sistema emissor – correspon-
dentes ao financiamento líquido de títulos tomado por tal sistema – funcionam como moeda
para transações, sendo incluídas no conceito M3.

Resumindo os Conceitos atuais


Meios de Pagamento Restritos:
M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista
Meios de Pagamento Ampliados:
M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por
instituições depositárias
M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic
(operações com títulos públicos federais)
Poupança financeira: M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez

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DINAMICA DO MERCADO

Políticas Econômicas
Dentro do contexto da nossa matéria, surgirão, inevitavelmente, as políticas adotadas pelo go-
verno para buscar o bem-estar da população. Como agente de peso no sistema financeiro bra-
sileiro, o Governo tem por objetivo, estruturar políticas para alcançar a macroeconomia brasi-
leira, ou seja, criar mecanismos para defender os interesses dos brasileiros, economicamente.
É comum você ouvir nos jornais notícias como: o governo aumentou a taxa de juros, ou dimi-
nuiu. Essas notícias estão ligadas, intrinsecamente, as políticas coordenadas pelo governo para
estabilizar a economia e o processo inflacionário.
As políticas traçadas pelo governo têm um objetivo simples, que é aumentar ou reduzir a quan-
tidade de dinheiro circulando no país, e com isso, controlar a inflação.
Para tanto, o governo vale-se de manobras como: aumentar ou diminuir taxas de juros, au-
mentarem ou diminuírem impostos e estimular ou desestimular a liberação de crédito pelas
instituições financeiras.

Mas o que é esta tal inflação, ou processo inflacionário?


A inflação é um fenômeno econômico que ocorre devido a vários fatores, dentre eles um bas-
tante conhecido por todos nos desde o ensino médio, onde os professores falavam de uma tal
“lei da oferta e da procura”, lembra?
A lei é bem simples do ponto de vista histórico, mas do ponto de vista econômico há varias vari-
áveis que levam a uma explicação do seu comportamento, por exemplo:
O que faria você gastar mais dinheiro? Obviamente ter mais dinheiro. Correto? Então se você
possuir mais dinheiro, a tendência natural é que você gaste mais, com isso as empresas, os pro-
dutores e os prestadores de serviços percebendo que você está gastando mais, elevarão seus
preços, pois sabem que você pode pagar mais pelo mesmo produto, uma vez que há excesso de
demanda pelo produto ou serviço.
Da mesma forma se um produto é elaborado em grande quantidade e a há uma sobra deste, os
seus preços tendem a cair, uma vez que há um excesso de oferta de produto.
“Em resumo, a lei da oferta e procura declara que quando a procura é alta, os preços sobem e,
quando a oferta é alta, os preços caem. Dois exemplos demonstram isso. Se existe um teatro
com 2 mil lugares (uma oferta fixa), o preço dos espetáculos dependerá de quantas pessoas
desejam ingressos. Se uma peça muito popular está sendo encenada, e 10 mil pessoas que-
rem assisti-la, o teatro pode subir os preços de forma que os 2 mil mais ricos possam pagar os
ingressos. Quando a procura é muito mais alta que a oferta, os preços podem subir terrivel-
mente. Nosso segundo exemplo é mais elaborado. Digamos que você viva numa ilha na qual
todos amam doces. Porém, existe um suprimento limitado de doces na ilha, assim, quando as
pessoas trocam doces por outros itens, o preço é razoavelmente estável. Com o tempo, você
economiza até 25 quilos de doces, que você pode trocar por um carro novo. Depois, um dia, um
navio se choca com algumas pedras perto da ilha e sua carga de doces é perdida na costa. De

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repente, 30 toneladas de doces estão dispostas na praia, e qualquer pessoa que deseja doces
simplesmente caminha até a praia e pega alguns. Porque a oferta de doces é muito maior que a
procura, os seus 25 quilos de doces não tem valor algum.” (Fonte: Ed Grabianowski)
Esta simples lei é um dos fatores que mais afetam a inflação, pois por definição inflação é:
“Aumento generalizado e persistente dos preços dos produtos de uma cesta de consumo”
Ou seja para haver inflação deve haver um aumento de preços, mas este aumento não pode
ser pontual, deve ser generalizado. Mesmo alguns produtos não aumentando de preço, se a
maioria aumentar já é suficiente. Mas este aumento deve ser persistente, ou seja, deve ser
contínuo.
Como toda pesquisa científica, deve haver um grupo de estudos, e esse grupo chamamos de
cesta de consumo, isso porque ao avaliar a inflação, avaliamos a evolução de um grupo de pro-
dutos ou serviços, e não cada um isoladamente.
Desta forma, você imagina que vai ao supermercado e faz uma feira, nesta feira você terá vários
produtos em seu carrinho como: Água, arroz, feijão, carne, milho, trigo, frutas, verduras, legu-
mes, etc. E também terá na mesmo cesta produtos como: Dólar, Euro, gasolina, álcool (combus-
tível hein), viagens, lazer, cinema, energia, etc.
Quando você terminou a cesta e foi ao caixa a conta totalizou R$ 500,00 no primeiro mês.
No segundo mês ao repetir os mesmos produtos a conta totalizou R$ 620,00; no terceiro R$
750,00 e no quarto R$ 800,00. Note que os preços estão subindo de forma persistente.
Quando o preço de algo sobe, o nosso dinheiro perde valor, uma vez que precisaremos de mais
reais para comprar o mesmo produto. A esse processo de perda de valor do dinheiro damos o
nome de INFLAÇÃO.
O processo inflacionário tem um irmão oposto que é chamado de DEFLAÇÃO. A Deflação
ocorre quando os preços dos produtos começam a cair de forma generalizada e persistente,
gerando desconforto econômico para os produtores que podem chegar a desistir de produzir
algo em virtude do baixo preço de venda.
Ambos os fenômenos têm consequências desastrosas no nosso bem-estar econômico, pois a
inflação gera desvalorização do nosso poder de compra e a deflação pode gerar desinteresse
dos produtores em fabricar, o que, em ambos os casos, pode gerar desemprego em massa,
além de tudo ambas ainda podem culminar na temida Recessão, que nada mais é do que a
estagnação completa ou quase total da economia de um país.
Tanto a inflação como a deflação são fenômenos que podem ser calculados e quantificados,
para isso nosso governo mantém uma autarquia a postos, pronta para apurar e divulgar o va-
lor da Inflação Oficial chamada IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Esta autarquia
chama-se IBGE – Instituto Brasileiro de geografia e Estatística. O IPCA é a inflação calculada do
dia primeiro ao doa 30 de cada mês, considerando como cesta de serviços a de famílias com
renda até 40 salários mínimos, ou seja, quem ganha até quarenta salários mínimos entra no
cálculo da inflação oficial.
A fim de manter nosso bem-estar econômico o Governo busca estabilizar esta inflação, uma vez
que ela, por sua vez, reduz nosso poder de compra. Para padronizar os parâmetros da inflação
o governo brasileiro instituiu o regime de Metas para Inflação.

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Neste regime a meta de inflação é constituída por um Centro de meta, que seria o valor ideal
entendido pelo governo como uma inflação saudável.
Este centro tem uma margem de tolerância para mais e para menos, pois como em qualquer
nota temos os famosos arredondamentos. É como no colégio quando você tirava 6,5 e o
professor arredondava para 7, lembra?! Isso ajudava muito você na hora de fechar a nota no
fim do ano, e para o governo é do mesmo jeito. É uma ajudinha para fechar a nota. Veja como
foram e como estão as principais mudanças referentes a isto no Brasil.

ATENÇÃO!
Até 31/12/2016 a margem de tolerância, ou seja, de variação do Centro da meta era de 2%
para mais (teto) ou para menos (piso). Já a partir de 01/01/2017 até 31/12/2018 a nova
margem de tolerância passou a ser de 1,5% para mais (teto) ou para menos (piso).
Para o ano de 2019, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,25%, com intervalo de
tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50% ; e para o ano de 2020, o CENTRO DA META para
a inflação será de 4,00%, com intervalo de tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%.

Além disso o Decreto 9.083 de junho de 2017 alterou a periodicidade de alteração da meta de
inflação para até 30 de junho de cada terceiro ano imediatamente anterior. Deu um nó não
foi?!

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É simples, o centro da meta de inflação do ano de 2021 deverá ser decidido pelo Conselho
Monetário Nacional até 3 anos antes, ou seja, até 30 de junho de 2018; e assim sucessiva-
mente, o de 2022 deverá ser decidido até 30 de junho de 2019, sem respeitado o limite de 3
anos antes.
Todas essas medidas adotadas pelo governo buscam estabilizar nosso poder de compra e nosso
bem-estar econômico. Para utilizar estas ferramentas o governo utiliza as tão famosas políticas
econômicas, que nada mais são do que um conjunto de medidas que buscam estabilizar o po-
der de compra da moeda nacional, gerando bem-estar econômico para o País. Estas políticas
econômicas são estabelecidas pelo Governo Federal, tendo como agentes de suporte o Con-
selho Monetário Nacional, como normatizador, e o Banco Central, como executor destas polí-
ticas. As ações destes agentes resultam em apenas duas situações para o cenário econômico,
que são:

Políticas/Situações Restritivas ou Políticas/Situações Expansionistas


As políticas restritivas são resultado de ações que de alguma forma reduzem o volume de
dinheiro circulando na economia e, consequentemente, os gastos das pessoas gerando uma
desaceleração da economia e do crescimento. Mas porque o governo faria isso?!
A resposta é simples: Faz isso para controlar a inflação, pois quando há muito dinheiro circulan-
do no mercado, o que acontece com os preços dos produtos?! Sobem!
Para conter esta subida, o governo restringe o consumo e os gastos para que a inflação dimi-
nua. Neste caso você iria ao shopping não para comprar coisas, mas apenas para ver as coisas
ou dar uma voltinha. Este representa nosso cenário atual desde 2014.
As políticas expansionistas são resultado de ações do governo que estimulam os gastos e o
consumo, ou seja, em cenário de baixo crescimento o governo incentiva as pessoas a gastarem
e as instituições financeiras a emprestar. Isto geral um volume maior de recursos na economia,
para que o mercado não ente em recessão. Portanto, este resultado faria você gastar mais, se
endividar mais e investir mais; logo você não iria ao shopping só para ver as coisas, mas sim
para comprar as coisas, e comprar muito! Mas temos que ter cuidado, pois com muitos gastos
também alimentamos um crescimento acelerado da inflação! Tivemos este cenário recente-
mente de 2008 a 2013 e hoje sofremos a crise inflacionaria devido ao crescimento excessivo do
consumo.
Resumindo, as políticas econômicas resultam em suas coisas:
→ Serem Expansionistas: quando estimulam os gastos, empréstimos e endividamentos
para aumentar o volume de recursos circulando no país.
→ Serem Restritivas: quando desestimulam restringem os gastos, empréstimos e endivida-
mentos para reduzir o volume de recursos circulando no país.

E quais são estas políticas econômicas e como se dividem?


→ Política Fiscal (Arrecadações menos despesas do fluxo do orçamento do governo)
→ Política Cambial (Controle indireto das taxas de câmbio e da balança de pagamentos)

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→ Política Creditícia (Influência nas taxas de juros do mercado, através da taxa Selic)
→ Política de Rendas (Controle do salário mínimo nacional e dos preços dos produtos em
geral)
→ Política Monetária (Controle do volume de meio circulante disponível no país e controle
do poder multiplicador do dinheiro escritural)

Política Fiscal
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza
despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a redistribuição da
renda e a alocação de recursos. A função estabilizadora consiste na promoção do crescimento
econômico sustentado, com baixo desemprego e estabilidade de preços. A função redistributiva
visa assegurar a distribuição equitativa da renda. Por fim, a função alocativa consiste no
fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, compensando as falhas de mercado.
Os resultados da política fiscal podem ser avaliados sob diferentes ângulos, que podem focar
na mensuração da qualidade do gasto público bem como identificar os impactos da política
fiscal no bem-estar dos cidadãos. Para tanto o Governo se utiliza de estratégias como elevar ou
reduzir impostos, pois, além de sensibilizar seus cofres públicos, buscar aumentar ou reduzir o
volume de recursos no mercado quando for necessário.
A política fiscal consiste em basicamente dois objetivos: primeiro, ser uma fonte de receitas
ou de gastos para o governo, na medida em que reduz seus impostos para estimular ou
desestimular o consumo. Segundo, quando o governo usa a emissão de títulos públicos, títulos
estes emitidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, para comercializa-los e arrecadar dinheiro
para cobrir seus gastos e cumprir suas metas de arrecadação.
Sim o governo tem metas de arrecadação, que muitas vezes precisam de uma forcinha através
da comercialização de títulos públicos federais no mercado financeiro. Como, segundo a
constituição federal no artigo 164 é vedado ao Banco Central financiar o tesouro com recursos
próprios, este busca auxiliar o governo comercializando os títulos emitidos pela Secretaria do
Tesouro.
Desta forma o governo consegue não só arrecadar recursos como, também, enxugar ou irrigar
o mercado de dinheiro, pois quando o Banco Central vende títulos públicos federais retira
dinheiro de circulação, e entrega títulos aos investidores. Já quando o Banco Central compra
títulos de volta, devolve recursos ao sistema financeiro, além de diminuir a dívida pública do
governo. Mas ai você se pergunta. Como assim?
Simples. O governo vive em uma quebra de braços constante, onde, precisa arrecadar mais do
que ganha, mas não pode deixar de gastar, pois precisa estimular a economia. Então a saída é
arrecadar impostos e quando estes não forem suficientes o governo se endivida. Isso mesmo!
Quando o governo emite títulos públicos federais ele se endivida, pois os títulos públicos são
acompanhados de uma remuneração, uma taxa de juros, que recebeu o nome do sistema que
administra e registra essas operações de compra e venda. Este sistema chama-se SELIC (Sistema
Especial de Liquidação e Custódia). Este sistema deu o nome a taxa de juros dos títulos, logo a
intitulamos de taxa SELIC.

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Esta taxa de juros nada mais é do que o famoso juro da dívida pública, isso porque o governo
deve considera-lo como despesa e endividamento. Logo a emissão destes títulos, bem como
o aumento da taxa SELIC, devem ser cautelosos para evitar excessos de endividamento,
acarretando dificuldades em fechar o caixa no fim do ano.
Este fechamento de caixa pode resultar em duas situações. Uma chamamos de superávit e a
outra chamamos de déficit.
Resultado fiscal primário é a diferença entre as receitas primárias e as despesas primárias
durante um determinado período. O resultado fiscal nominal, ou resultado secundário, por
sua vez, é o resultado primário acrescido do pagamento líquido de juros. Assim, fala-se que
o Governo obtém superávit fiscal quando as receitas excedem as despesas em dado período;
por outro lado, há déficit quando as receitas são menores do que as despesas.
No Brasil, a política fiscal é conduzida com alto grau de responsabilidade fiscal. O uso
equilibrado dos recursos públicos visa a redução gradual da dívida líquida como percentual do
PIB, de forma a contribuir com a estabilidade, o crescimento e o desenvolvimento econômico
do país. Mais especificamente, a política fiscal busca a criação de empregos, o aumento dos
investimentos públicos e a ampliação da rede de seguridade social, com ênfase na redução da
pobreza e da desigualdade.

Política Cambial
É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao comportamento do merca-
do de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilí-
brio no balanço de pagamentos.
A política cambial busca estabilizar a balança de pagamentos tentando manter em equilíbrio
seus componentes, que são: a conta corrente, que registra as entradas e saídas devidas ao co-
mércio de bens e serviços, bem como pagamentos de transferências; e a conta capital e finan-
ceira. Também são componentes dessa conta os capitais compensatórios: empréstimos ofere-
cidos pelo FMI e contas atrasadas (débitos vencidos no exterior).
Dentro desta balança de pagamentos há uma outra balança chamada Balança Comercial, que
busca estabilizar o volume de importações e exportações dentro do Brasil. Esta política visa
equilibrar o volume de moedas estrangeiras dentro do Brasil para que seus valores não pesem
tanto na apuração da inflação, pois como vimos anteriormente, as moedas estrangeiras estão
muito presentes em nosso dia a dia.
Como o governo não pode interferir no câmbio brasileiro de forma direta, uma vez que o câm-
bio brasileiro é flutuante, o governo busca estimular exportações e desestimular importações
quando o volume de moeda estrangeira estiver menor dentro do brasil. Da mesma forma caso
o volume de moeda estrangeira dentro do Brasil aumente demais, causando sua desvalorização
exagerada, o governo buscar estimular importações para reestabelecer o equilíbrio.
Mas porque o governo estimularia a valorização de uma moeda estrangeira no Brasil?
A resposta é simples, ao estimular a valorização de uma moeda estrangeira atraímos investi-
dores, além de tornar o cenário mais salutar para os exportadores, que são os que produzem
riquezas e empregos dentro do Brasil.

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Desta forma ao se utilizar da política cambial, o governo busca estabilizar a balançam de paga-
mentos e estimular ou desestimular exportações e importações.

Política Creditícia
É um conjunto de normas ou critérios que cada instituição financeira utiliza para financiar ou
emprestar recursos a seus clientes, mas sobre a supervisão do Governo, que controla os estí-
mulos a concessão de crédito. Cada instituição deve desenvolver uma política de crédito coor-
denada, para encontrar o equilíbrio entre as necessidades de vendas e, concomitantemente,
sustentar uma carteira a receber de alta qualidade.
Esta política sofre constante influência do poder governamental, pois o governo se utiliza de
sua taxa básica de referência, a taxa SELIC, para conduzir as taxas de juros das instituições fi-
nanceiras para cima ou para baixo.
É simples. Se o governo eleva suas taxas de juros, é sinal de que o bancos em geral seguirão seu
raciocínio e elevarão suas taxas também, gerando uma obstrução a contratação de credito pe-
los clientes tomadores ou gastadores. Já se o governo tende a diminuir a taxa Selic, os bancos
em geral tendem a seguir esta diminuição, recebendo estímulos a contratação de crédito para
os tomadores ou gastadores.

Política de Rendas
A política de rendas consiste na interferência do governo nos preços e salários praticados pelo
mercado. No intuito de atender a interesses sociais, o governo tem a capacidade de interferir
nas forças do mercado e impedir o seu livre funcionamento. É o que ocorre quando o governo
realiza um tabelamento de preços com o objetivo de controlar a inflação. Ressaltamos que, atu-
almente, o Governo brasileiro interfere tabelando o valor do salário mínimo, entretanto quanto
aos preços dos diversos produtos no país não há interferência direta do governo.

Política Monetária
É a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em circulação, de crédi-
to e das taxas de juros controlando a liquidez global do sistema econômico.
Esta é a mais importante política econômica traçada pelo governo. Nela estão contidas as ma-
nobras que surtem efeitos mais eficazmente na economia.
A política monetária influencia diretamente a quantidade de dinheiro circulando no país e, con-
sequentemente, a quantidade de dinheiro no nosso bolso.
Existem dois principais tipos de política monetária a serem adotados pelo governo; a política
restritiva, ou contracionista, e a política expansionista.
A política monetária expansiva consiste em aumentar a oferta de moeda, reduzindo assim a
taxa de juros básica e estimulando investimentos. Essa política é adotada em épocas de re-
cessão, ou seja, épocas em que a economia está parada e ninguém consome, produzindo uma
estagnação completa do setor produtivo. Com esta medida o governo espera estimular o con-
sumo e gerar mais empregos.

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Ao contrário, a política monetária contracionista consiste em reduzir a oferta de moeda,


aumentando assim a taxa de juros e reduzindo os investimentos. Essa modalidade da política
monetária é aplicada quando a economia está a sofrer alta inflação, visando reduzir a procura
por dinheiro e o consumo causando, consequentemente, uma diminuição no nível de preços
dos produtos.
Esta política monetária é rigorosamente elaborada pelas autoridades monetárias brasileiras, se
utilizando dos seguintes instrumentos:

Mercado Aberto

Também conhecido como Open Market (Mercado Aberto), as operações com títulos
públicos é mais um dos instrumentos disponíveis de Política Monetária. Este instrumento,
considerado um dos mais eficazes, consegue equilibrar a oferta de moeda e regular a taxa
de juros em curto prazo.
A compra e venda dos títulos públicos, emitidos pela Secretaria do Tesouro Nacional,
se dá pelo Banco Central através de Leilões Formais e Informais. De acordo com a
necessidade de expandir ou reter a circulação de moedas do mercado, as autoridades
monetárias competentes resgatam ou vendem esses títulos.
Se existe a necessidade de diminuir a taxa de juros e aumentar a circulação de moedas, o
Banco Central compra (resgata) títulos públicos que estejam em circulação.
Se a necessidade for inversa, ou seja, aumentar a taxa de juros e diminuir a circulação de
moedas, o Banco Central vende (oferta) os títulos disponíveis.
Portanto, os títulos públicos são considerados ativos de renda fixa, tornando-se uma boa
opção de investimento para a sociedade.
Outra finalidade dos títulos públicos é a de captar recursos para o financiamento da dívida
pública, bem como financiar atividades do Governo Federal, como por exemplo, Educação,
Saúde e Infraestrutura.

ATENÇÃO!
Os leilões dos títulos públicos são de responsabilidade do BACEN que credencia Instituições
Financeiras chamadas de Dealers ou líderes de mercado, para que façam efetivamente o leilão
dos títulos. Nesse caso temos leilão Informal ou Go Around, pois nem todas as instituições são
classificadas como Dealers.
Os leilões Formais são aqueles em que TODAS as instituições financeiras, credenciadas pelo
BACEN, podem participar do leilão dos títulos, mas sempre sob o comando do deste.
Além destas formas de o Governo participar do mercado de capitais, existe o Tesouro Direto,
que é uma forma que o Governo encontrou que aproxima as pessoas físicas e jurídicas em geral,

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ou não financeiras, da compra de títulos públicos. O tesouro direto é um sistema controlado
pelo BACEN para que a pessoa física ou jurídica comum possa comprar títulos do Governo,
dentro de sua própria casa ou escritório.

Redesconto ou empréstimo de liquidez

Outro instrumento de controle monetário é o Redesconto Bancário, no qual o Banco


Central concede “empréstimos” às instituições financeiras a taxas acima das praticadas
no mercado.
Os chamados empréstimos de assistência à liquidez são utilizados pelos bancos somente
quando existe uma insuficiência de caixa (fluxo de caixa), ou seja, quando a demanda de
recursos depositados não cobre suas necessidades.
Quando a intenção do Banco Central é de injetar dinheiro no mercado, ele baixa a taxa de
juros para estimular os bancos a pegar estes empréstimos. Os bancos por sua vez, terão
mais disponibilidade de crédito para oferecer ao mercado, consequentemente a economia
aquece.
E quando o Banco Central tem por necessidade retirar dinheiro do mercado, as taxas de
juros concedidas para estes empréstimos são altas, desestimulando os bancos a pegá-los.
Desta forma, os bancos que precisam cumprir com suas necessidades imediatas, enxugam
as linhas de crédito, disponibilizando menos crédito ao mercado, com isso a economia
desacelera.
Vale ressaltar que o Banco Central é proibido, pela Constituição Brasileira, de emprestar
dinheiro a qualquer outra instituição que não seja uma instituição financeira.

As operações de Redesconto do Banco Central podem ser:


I – intradia, destinadas a atender necessidades de liquidez das instituições financeiras ao longo
do dia. É o chamado Redesconto a juros zero!
II – de um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes de descasamento
de curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
III – de até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total não ultrapasse
quarenta e cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez provocadas pelo
descasamento de curto prazo no fluxo de caixa de instituição financeira e que não caracterizem
desequilíbrio estrutural; e
IV – de até noventa dias corridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo total não
ultrapasse cento e oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste patrimonial de
instituição financeira com desequilíbrio estrutural.

416 www.acasadoconcurseiro.com.br
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ATENÇÃO!
Entende-se por operação intradia, para efeito do disposto neste regulamento, a compra com
compromisso de revenda, em que a compra e a correspondente revenda ocorrem no próprio
dia entre a instituição financeira tomadora e o Banco Central.

ATENÇÃO!
Todas as operações feitas elo BACEN são compromissadas, ou seja, a outra parte que contrata
com o BACEN assume compromissos com ele para desfazer a operação assim que o BACEN
solicitar. Sobre a Compra com Compromisso de Revenda temos algumas observações que des-
pencam nas provas.
Podem ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra com compro-
misso de revenda, os seguintes ativos de titularidade de instituição financeira, desde que não
haja restrições a sua negociação:
I – títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia -Selic,
que integrem a posição de custódia própria da instituição financeira, e
II – outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios, preferencialmente com
garantia real, e outros ativos.

Informação de ouro!
As operações intradia e de um dia útil aceitam como garantia exclusivamente os títulos públi-
cos federais, as demais podem ter como garantia qualquer título aceito como garantia pelo
BACEN.

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Recolhimento Compulsório

Recolhimento compulsório é um dos instrumentos de Política Monetária utilizado pelo


Governo para aquecer a economia. É um depósito obrigatório feito pelos bancos junto ao
Banco Central.
Parte de todos os depósitos que são efetuados à vista, ou seja, os depósitos das contas
correntes, tanto de livre movimentação como de não livre movimentação pelo cliente, pela
população junto aos bancos vão para o Banco Central. O Conselho Monetário Nacional e/
ou o Banco Central fixam esta taxa de recolhimento. Esta taxa é variável, de acordo com os
interesses do Governo em acelerar ou não a economia.
Isso porque ao reduzir o nível do recolhimento, sobram mais recursos nas mãos dos bancos
para serem emprestados aos clientes, e, com isso, gerando maior volume de recursos
no mercado. Já quando os níveis do recolhimento aumentam, as instituições financeiras
reduzem seu volume de recursos, liberando menos crédito e, consequentemente,
reduzindo o volume de recursos no mercado.
O recolhimento compulsório tem por finalidade aumentar ou diminuir a circulação de
moeda no País. Quando o Governo precisa diminuir a circulação de moedas no país, o
Banco Central aumenta a taxa do compulsório, pois desta forma as instituições financeiras
terão menos crédito disponível para população, portanto, a economia acaba encolhendo.
Ocorre o inverso quando o Governo precisa aumentar a circulação de moedas no país.
A taxa do compulsório diminui e com isso as instituições financeiras fazem um depósito
menor junto ao Banco Central. Desta maneira, os bancos comerciais ficam com mais moeda
disponível, consequentemente aumentam suas linhas de crédito. Com mais dinheiro em
circulação, há o aumento de consumo e a economia tende a crescer. 
As instituições financeiras podem fazer transferências voluntárias, porém, o depósito
compulsório é obrigatório, isso porque os valores que são recolhidos ao Banco Central são
remunerados por ele para que a instituição financeira não tenha prejuízos com os recursos
parados junto ao BACEN. Para as IFs é vantajoso se estiverem com sobra de recursos no fim
do dia.

Além disso o Recolhimento Compulsório pode variar em função das seguintes situações:
1. Regiões Geoeconômicas (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
2. Prioridades de aplicações, ou seja, necessidade do Governo (Redação dada pelo Del nº
1.959, de 14/09/82)
3. Natureza das instituições financeiras; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)

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Os valores dos Recolhimentos Compulsórios são estabelecidos pelo CMN ou pelo BACEN da
seguinte forma:

Determinar compulsório Somente o BACEN


Até 100%
sobre Depósito à vista determina e recolhe

Determinar compulsório
CMN determina OU BACEN
sobre demais Títulos Até 60%
determina e recolhe
Contábeis e Financeiros

ATENÇÃO!
O CMN só determina a taxa do compulsório sobre os títulos contábeis, e mesmo quando
determina, não recebe o recolhimento, apenas determina a taxa, e o recolhimento é feito
sempre pelo Banco Central.
Este recolhimento pode ser feito em espécie (papel moeda), através de transferências
eletrônicas para contas mantidas pelas instituições financeiras junto ao BACEN ou até mesmo
através de compra e venda de títulos públicos federais.

FUNDO GARANTIDOR DO CRÉDITO


Em agosto de 1995, através da Resolução 2.197, de 31.08.1995, o Conselho Monetário Nacional
– CMN autoriza a “constituição de entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar
mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras”.
Em novembro de 1995, o Estatuto e Regulamento da nova entidade são aprovados. Cria-se,
portanto, o Fundo Garantidor de Créditos – FGC, associação civil sem fins lucrativos, com
personalidade jurídica de direito privado, através da Resolução 2.211, de 16.11.1995.
O FGC tem por objetivos prestar garantia de créditos contra instituições dele associadas,
nas situações de:
•• Decretar da intervenção ou da liquidação extrajudicial de instituição associada;
•• Reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência de instituição
associada que, nos termos da legislação em vigor, não estiver sujeita aos regimes referidos
no item anterior.
Integra também o objeto do FGC, consideradas as finalidades de contribuir para a manutenção
da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e prevenção de crise sistêmica bancária, a
contratação de operações de assistência ou de suporte financeiro, incluindo operações de
liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de empresas por estas
indicadas, inclusive com seus acionistas controladores.

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ATENÇÃO!

Critérios para Pagamento


O pagamento é realizado por CPF/CNPJ e por instituição financeira ou conglomerado. 

Limite de Cobertura Ordinária


Até R$ 250.000,00 por conta ou conglomerado financeiro. Se a conta possuir mais de um titular,
o valor de 250 mil será dividido pelo número de titulares, ou seja, não são 250 mil por cada,
mas sim por todos, ok?

Adesão Compulsória
A adesão das instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimo em
funcionamento no País – não contemplando as cooperativas de crédito e as seções de crédito
das cooperativas, é realizada de forma compulsória. As autorizações do Banco Central do Brasil
para funcionamento de novas instituições financeiras estão condicionadas à adesão ao FGC.
O FGC possui norma legal que explicita os critérios e limites de proteção ao Sistema Financeiro
Nacional - Resolução 4.222, de 23 de maio de 2013.

Depósitos Garantidos
•• Depósitos à vista (contas correntes)
•• Depósitos de poupança;
•• Depósitos a prazo CDB e RDB;
•• Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas a salários;
•• Letras de câmbio;
•• Letras imobiliárias;
•• Letras hipotecárias;
•• Letras de crédito imobiliário;
•• Letras de crédito do agronegócio (LCA);
•• Operações compromissadas que têm como objetivo títulos emitidos após 8 de março de
2012 por empresa ligada. (ULTIMO A ENTRAR!)

ATENÇÃO! O atraso no recolhimento da contribuição ordinária devida implica, para a instituição


associada ao FGC responsável pela contribuição, multa de 2% sobre o respectivo valor, acrescido
de atualização com base na taxa Selic. Conforme Circular 3.164 de 2002.

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ATENÇÃO! A regra padrão é que o FGC garante os depósitos até 250 mil reais por conta ou
conglomerado financeiro, entretanto existe uma forma de depósitos a prazo chamada DPGE –
Depósitos a Prazo com Garantia Especial do FGC – que é garantido pelo FGC até o limite de 20
milhões de reais, o que o torna especial. Vale destacar que nesta modalidade o FGC não admite
conta conjunta, mas apenas individual.
​ Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que estabelece a forma de
O
contribuição das instituições associadas ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito
(FGCoop), bem como aprova seu estatuto e regulamento. Conforme previsto na Resolução
nº 4.150, de 30.10.2012, esse fundo terá como instituições associadas todas as cooperativas
singulares de crédito do Brasil e os bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de
Crédito Cooperativo (SNCC).
De acordo com seu estatuto, o FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos nos casos
de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial de instituição associada, até o
limite de R$250 mil reais por pessoa, bem como contratar operações de assistência, de suporte
financeiro e de liquidez com essas instituições.
A contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao Fundo será de 0,0125% dos
saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo
Fundo Garantidor de Créditos dos bancos, o FGC, ou seja, os depósitos à vista e a prazo, as
letras de crédito do agronegócio.
ATENÇÃO! As Cooperativas de Crédito e os Bancos Cooperativos não fazem mais parte do FGC,
apenas fazem parte do FGCOOP. O FGCOOP (Fundo Garantidor do Cooperativismo) tem as
mesmas coberturas do FGC, mesmos critérios e mesmos objetivos.
ATENÇÃO! Algumas mudanças que ocorreram no FGC em 2017.

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PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA
Como vimos anteriormente, além das Sociedades de Capitalização, das seguradoras e das En-
tidades Abertas de Previdência Complementar, existem as Entidades Fechadas de Previdência
complementar. Entretanto, estas não são subordinadas ao CNSP nem, tampouco, são fiscaliza-
das pela SUSEP. Vejamos:

CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR


Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é um órgão colegiado que integra a
estrutura do Ministério da Fazenda Nacional, REUNINDO-SE TRIMESTRALMENTE, e cuja com-
petência é regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas
de previdência complementar (fundos de pensão).
O CNPC é o novo órgão com a função de regular o regime de previdência complementar ope-
rado pelas entidades fechadas de previdência complementar, nova denominação do Conselho
de Gestão da Previdência Complementar.

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Probabilidade e Estatística

Professor Dudan

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Edital

PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA. Análise combinatória; Noções de probabilidade; Teorema de


Bayes; Probabilidade condicional; Noções de estatística; População e amostra; Análise e inter-
pretação de tabelas e gráficos; Regressão, tendências, extrapolações e interpolações; Tabelas
de distribuição empírica de variáveis e histogramas; Estatística descritiva (média, mediana, va-
riância, desvio padrão, percentis, quartis, outliers, covariância).

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Módulo
Aula XX
1

ESTATÍSTICA

A ciência encarregada de coletar, organizar e interpretar dados é Chamada de estatística. Seu


objetivo é obter compreensão sobre os dados coletados. Muitas vezes utiliza-se de técnicas
probabilísticas, a fim de prever um determinado acontecimento.

Nomenclatura
•• População: quantidade total de indivíduos com mesmas características submetidos a uma
determinada coleta de dados.
•• Amostra: Como em geral as populações são muito grandes, se faz necessário o uso de
amostras para representá-las. Estas são formadas por uma fração da população em estudo.

•• Frequência Absoluta: quantidade de vezes que determinado evento ocorreu.


•• Frequência Relativa: é a razão entre a frequência absoluta e a quantidade de elementos
da população estatística. É conveniente a representação da frequência relativa em forma
percentual.
Exemplo Resolvido 1:
Uma pesquisa foi realizada com os 200 funcionários de uma empresa de comércio atacadista,
no intuito de analisarem as preferências por esportes. Dentre as opções esportivas foram
fornecidas as seguintes opções: futebol, vôlei, basquete, natação, tênis e ciclismo. Observe os
resultados:
Futebol: 70
Vôlei: 50
Basquete: 40
Natação: 20
Tênis: 15
Ciclismo: 5

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Modalidade Esportiva Frequência Absoluta Frequência Relativa
Futebol 70 70/200 = 0,35 = 35%
Vôlei 50 50/200 = 0,25 = 25%
Basquete 40 40/200 = 0,20 = 20%
Natação 20 20/200 = 0,10 = 10%
Tênis 15 15/200 = 0,75 = 7,5%
Cilismo 5 5/200 = 0,025 = 2,5%
Total 200 100%

Exemplo Resolvido 2:
Em uma empresa, os salários dos 60 funcionários foram divididos de acordo com a seguinte
informação:

R$ Frequência Absoluta
600 α 690 6
690 α 780 15
780 α 870 30
870 α 960 6
960 α 1050 3

Vamos determinar a frequência relativa dos salários dessa empresa:

R$ Frequência Absoluta Frequência Relativa


600 α 690 6 6/60 = 0,10 = 10%
690 α 780 15 15/60 = 0,25 = 25%
780 α 870 30 30/60 = 0,50 = 50%
870 α 960 6 6/60 = 0,10 = 10%
960 α 1050 3 3/60 = 0,05 = 5%
Total 60 100%

Exemplo Resolvido 3:
Numa prova de matemática a nota 6 foi obtida por cinco alunos. Sabendo que essa turma
possui um total de 20 alunos, qual é a frequência relativa dessa nota?
Sabendo q a nota 6 foi obtida por 5 dos 20 alunos, temos que sua frequência absoluta é 5 e a
frequência relativa é 5 = 1 = 25%.
20 4

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

Exemplo Resolvido 4:
Às pessoas presentes em um evento automobilístico foi feita a seguinte pergunta: Qual é a sua
marca de carro preferida?
Foi então construída uma tabela para melhor dispor os dados:

Marcas Frequência Absoluta (FA) Frequência Relativa (FR)


Ford 4 16,7%
Fiat 3 12,5%
GM 6 25%
Nissan 1 4,2%
Peugeot 3 12,5%
Renault 2 8,3%
Volks 5 20,8%
Total 24 100%

Frequência absoluta: quantas vezes cada marca de automóvel foi citada.

Frequência relativa: é dada em porcentagem. A marca Ford tem frequência relativa 4 em 24 ou


4
ou ~0,166 ou 16,66% ou 16,7%.
24

Exemplo Resolvido 5:
Em uma empresa foi realizada uma pesquisa a fim de saber a quantidade de filhos de cada
funcionário. Os dados da pesquisa foram organizados na seguinte tabela:

Número de filhos Frequência Absoluta Frequência Relativa


0 30 30/160 = 0,1875 = 18,75%
1 36 36/160 = 0,225 = 22,5%
2 60 60/160 = 0,375 = 37,5%
3 24 24/160 = 0,15 = 15%
4 10 10/160 = 0,625 = 6,25%
Total 160 100%

Veja a análise:
18,75% dos funcionários não possuem filhos. 22,5% possuem exatamente um filho. 37,5%
possuem dois filhos. 15% possuem três filhos. 6,25% possuem quatro filhos.

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Representação Gráfica

O uso do gráfico nas representações de situações estatísticas é de grande valia, pois auxilia
na visualização dos dados. É prudente, porém, observar o tipo de gráfico escolhido para a
representação, pois um gráfico inadequado pode omitir dados.
Os tipos de gráficos mais comuns são: o gráfico de colunas, de barras, o histograma, o gráfico
de setores, também chamado de “torta” ou “pizza” e o gráfico de linha poligonal.

Gráfico de colunas
Exemplo: Distribuição das notas de Matemática de cinco alunos da 2ª série, ao longo do ano de
2008.

Responda:

a) Qual é o aluno mais regular dessa turma?

b) Qual aluno ficou com média 6?

c) Qual aluno teve desempenho crescente ao longo do ano?

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Gráfico de barras
Exemplo: Salário mensal dos engenheiros da empresa “Minérios Brasil”.

Valores em milhares de reais.

Histograma
Exemplo: Estatura dos alunos do curso de Física.

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Gráfico de Setores
Exemplo: Durante o primeiro semestre de 2009 a fatura telefônica de uma residência ficou
distribuída conforme o gráfico:

Responda:

a) Qual é o ângulo central representado pelo mês de fevereiro?

b) Qual é o valor do menor ângulo central observado no gráfico?

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Linha Poligonal
Exemplo: Do ano 2002 a 2008 o mercado financeiro registrou uma grande oscilação no valor
das ações X e Y, conforme representado no gráfico a seguir:

Valores em R$

Responda:

a) Em relação a 2002, as ações X, no fechamento de 2008 tiveram qual variação percentual?

b) Em 2006 qual era a ação mais valorizada?

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Medidas de tendência central

Média Aritmética
A média aritmética é uma das formas de obter um valor intermediário entre vários valores. É
considerada uma medida de tendência central e é muito utilizada no cotidiano.
Para calculá-la basta somar todos os elementos e dividí-los pelo total de elementos.

x1 + x2 + ... + xn
Ma =
n
Exemplo Resolvido 1:
Calcule a média anual de Carlos na disciplina de Matemática com base nas seguintes notas
bimestrais:
1ºB = 6,0 2ºB = 9,0 3ºB = 7,0 4ºB = 5,0
Logo: Ma = (6,0 + 9,0 + 7,0 + 5,0) / 4
Ma = 27/4
Ma = 6,75

Exemplo Resolvido 2:
O dólar é considerado uma moeda de troca internacional, por isso o seu valor diário possui
variações. Acompanhando a variação de preços do dólar em reais durante uma semana
verificou-se as variações de acordo com a tabela informativa:

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta


R$ 2,30 R$ 2,10 R$ 2,60 R$ 2,20 R$ 2,00

Determine o valor médio do preço do dólar nesta semana.


Ma = (2,3 + 2,1 + 2,6 + 2,2 + 2) / 5
Ma = 11,2 / 5
Ma = 2,24

O valor médio do dólar na semana apresentada foi de R$ 2,24.

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Média Ponderada
Ponderar é sinônimo de pesar. No cálculo da média ponderada, multiplicamos cada valor do
conjunto por seu “peso”, isto é, sua importância relativa.

x1 ×P1 + x2 ×P2 + ... + xn ×Pn


Mp =
P1 + P2 + ... + Pn

Exemplo Resolvido 3:
Paulo teve as seguintes notas nas provas de Matemática no ano de 2008: 8,5; 7,0; 9,5 e 9,0,
nas quais os pesos das provas foram 1, 2, 3 e 4, respectivamente. Para obter uma nota que
representará seu aproveitamento no bimestre, calculamos a média aritmética ponderada (MP).

Exemplo Resolvido 4:
Marcos participou de um concurso, onde foram realizadas provas de Português, Matemática,
Biologia e História. Essas provas tinham peso 3, 3, 2 e 2, respectivamente. Sabendo que Marcos
tirou 8,0 em Português, 7,5 em Matemática, 5,0 em Biologia e 4,0 em História, qual foi a média
que ele obteve?

p =

Portanto, a média de Marcos foi de 6,45.

MÉDIA GEOMÉTRICA
Essa média é calculada multiplicando-se todos os “n” valores e extraindo-se a raiz de índice n
deste produto.

www.acasadoconcurseiro.com.br 435
Exemplo: Calcule a média geométrica entre:

a) 2 e 32

b) 3, 3, 9, 81

MÉDIA HARMÔNICA
A média harmônica equivale ao inverso da média aritmética dos inversos de n valores.

n
M.H. =
1 1 1 1
+ + + ... +
x1 x 2 x 3 xn
Exemplo: Calcule a média harmônica entre 10, 10 e 1.

IMPORTANTE!!!
Em todas as médias o resultado estará entre o maior e o menor número dado.
Para os mesmos valores, a média aritmética terá o maior valor, seguida da média
geométrica e depois a média harmônica.
Calcule a média aritmética Ma, a média geométrica Mg e a média harmônica Mh dos
números 2 e 8 e compare os resultados.

Mediana (Md)
A mediana é o valor central dos dados estatísticos dispostos em ordem crescente ou
decrescente. Se o número de dados do rol for par, temos que a mediana é a média aritmética
dos dois valores centrais.

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

Exemplos:

1. A mediana dos dados 1, 2, 3, 4, 5, 9, 12, 16, 17 é 5.

2. A mediana em 15, 12, 10, 2 vale (12 +10) = 11 .


2
Como definir a posição da Mediana:
•• População com nº de Elementos Ímpar:
Para a seguinte população: {1, 3, 5, 7, 9}
descobrir a posição do termo central basta fazer _____
Para n+1.
2
A mediana será o 3º elemento que é 5
•• População com nº de Elementos Par:
Na seguinte população: {1, 2, 4, 8, 9, 10}
n
Para descobrir a posição dos termos centrais basta fazer e lembrar que a mediana é a média
deste com seu sucessor. 2

Não há um valor central, portanto a mediana é calculada tirando-se a média dos dois valores
centrais (no caso, o 3º e 4º elementos).
( )
Logo, o valor da mediana é = 4 + 8 = 6
2

Moda (Mo)
A moda de um conjunto de números é o valor que ocorre com maior frequência. A moda pode
não existir e também não ser única.
Exemplos:

1. O conjunto de números: 2, 2, 3, 4, 5, 5, 5, 6, 6, 6, 6, 6, 7, 9 tem moda 6.

2. O conjunto de números: 7, 6, 6, 8, 8, 9 tem modas 6 e 8. É, portanto, dito bimodal.

3. Seja o rol de dados: 1, 3, 7, 9, 10. Como todos os dados têm a mesma frequência, dizemos
que não existe moda.

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MEDIDAS DE DISPERSÃO

VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO

Variância
A variância deve ser calculada através da soma dos quadrados entre a diferença de um valor
observado e o valor médio. A diferença serve para mostrar quanto um valor observado se
distancia do valor médio.
Para amostra, a soma dessas diferenças deve ser dividida por n – 1, onde n é o número de
elementos da amostra. Para população dividiremos somente por n.
OBS.: a unidade da variância é igual a unidade de medida das observações elevada ao quadrado.
Assim:
•• Para amostra

•• Para População

(X1 − Xm )2 + (X2 − Xm )2 +...+ (Xn − Xm )2


VA =
n
Exemplo:
Calcular a variância amostral do conjunto: 1, 2, 3, 4, 5
n = 5 e xm (média) = 3

DESVIO PADRÃO
O desvio padrão é calculado extraindo a raiz quadrada da variância.

D.P. = VA

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AMPLITUDE
É a diferença entre o maior e o menor valor que foi observado para a variável, servindo para
caracterizar a abrangência do estudo.
Exemplo :
Considere as notas de um teste de 3 grupos de alunos:
Grupo 1: 3, 4, 5, 6, 7;
Grupo 2: 1, 3, 5, 7, 9;
Grupo 3: 5, 5, 5, 5, 5.
Amplitude (A): A=máx-min
Para os grupos, temos:
Grupo 1, A = 7 – 3 = 4
Grupo 2, A = 9 – 1 = 8
Grupo 3, A= 5 – 5 = 0

QUARTIS
Os quartis são medidas de localização que dividem a amostra (ou coleção) de dados de tipo
já ordenada, em quatro partes, cada uma com uma percentagem de dados aproximadamente
igual.
O 1º quartil ou quartil inferior, representado por Q1/4 (ou Q0,25) e o 3º quartil ou quartil superior,
representado por Q3/4 (ou Q0,75) são medidas que localizam alguns pontos da distribuição
dos dados de tal forma que aproximadamente 25% dos dados são inferiores ou iguais a
Q1/4, aproximadamente 25% dos dados são superiores ou iguais a Q3/4 e os restantes dados,
aproximadamente 50%, situam-se entre Q1/4 e Q3/4. De um modo geral, quando nos referimos
aos quartis, estamos a referir-nos ao 1º e 3º quartis, uma vez que o 2º quartil é designado por
mediana. O cálculo é análogo ao da mediana.
Assim, os quartis são valores dados a partir do conjunto de valores ordenados em ordem
crescente que dividem a distribuição em quatro partes iguais.
Resumindo:
•• primeiro quartil (designado por Q1/4) = quartil inferior é o valor do conjunto que delimita
os 25% menores valores: 25% dos valores são menores do que Qi e 75% são maiores do
que ele.
Também pode ser chamado de 25º percentil, pois corresponde a 25% dos valores
apresentados.
•• segundo quartil (designado por Q2/4) = mediana = é o valor até ao qual se encontra 50% da
amostra ordenada = 50º percentil.

www.acasadoconcurseiro.com.br 439
•• terceiro quartil (designado por Q3/4) = quartil superior = valor a partir do qual se encontram
25% dos valores mais elevados = valor aos 75% da amostra ordenada = 75º percentil
•• à diferença entre os quartis superior e inferior chama-se amplitude interquartil.

Exemplo 1: Considere as medidas das alturas de 11 pacientes, dadas e já em ordem crescente:


1,58 1,59 1,60 1,68 1,68 1,69 1,73 1,79 1,80 1,85 1,87
Assim temos que primeiro quartil é dado por 1,60 e o terceiro quartil é 1,80 pois Q1 = (11+1).1/4
= 12/4 = 3 , ou seja, o 3º elemento. Da mesma forma Q3 = (11+1).3/4 = 9 , ou seja, o 9º elemento.
Exemplo 2: Consideremos o conjunto de dados (já ordenados): 6, 7, 15, 36, 39, 40, 41, 42, 43,
47, 49
Ao todo temos 11 elementos logo Q1 = (11+1).1/4 = 12/4 = 3 , ou seja, o 3º elemento. Da mesma
forma Q3 = (11+1).3/4 = 9 , ou seja, o 9º elemento.
Assim:
Q1/4 = 15
Q2/4 = 40
Q3/4 = 43
Exemplo 3: Analisando a amostra ordenada: 7, 15, 36, 39, 40, 41
Q1/4 =(6+1).1/4 = 1,75 que arredondando é 2;então Q1/4 = 15.
Q2/4: Faz o cálculo da própria mediana:
Se N for par: Q2/4 = média dos itens na posição N/2 e (N/2)+1
Se N for ímpar: Q2/4 = item na posição (N+1)/2
Assim Q2/4 = (36+39)/2 = 37,5
Q3/4 =(6+1).3/4 = 5,25 que arrendondando é 5 ;então Q3/4 = 40.
Exemplo 4: Consideremos agora o conjunto de dados já ordenados: 1 3 6 10 14 18 21 25 29
Como o número de elementos é ímpar o segundo quartil será o elemento central, isto é
Q2 = 5º elemento = 14.
Assim as duas metades do conjunto de dados serão:
1 3 6 10 e 18 21 25 29 (observe que a mediana foi excluída)
Assim Q1 = (3+6)/2 = 9/2 = 4,5 e Q3 = (21+25)/2 = 46/2 = 23

440 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

Para dados agrupados, basta usar Qi =__i (n)



4
Se forem dados agrupados em classe devemos descobrir a que classe pertence usando a
seguinte fórmula:

Onde:
Li: limite inferior da classe
ni: frequência absoluta da classe
h: amplitude da classe
Exemplo: Para o conjunto abaixo , determinar os valores dos quartis:

Inicialmente vamos calcular as frequências acumuladas, logo:

Agora vamos determinar a localização dos quartis:

Agora vamos determinar a classe que contem o Q1 comparando a Freq.Acumulada com a


posição desse quartil.

••

••

••

www.acasadoconcurseiro.com.br 441
Intervalo-Interquartil (d)
É a diferença entre o terceiro quartil e o primeiro quartil, ou seja, d = Q3 – Q1.
Exemplo:
As idades dos jogadores de futebol de uma equipe são as seguintes:
27, 30, 22, 26, 26, 30, 28, 29, 30, 22, 29

1. Calcule a média, a moda e determine os quartis e amplitude inter-quartil.


Resolução
Vamos organizar os dados numa tabela:

A moda é o valor mais frequente, logo, a moda é 30.


Na estatística, um quartil é qualquer um dos três valores que divide o conjunto ordenado de
dados em quatro partes iguais, e assim cada parte representa 1/4 da amostra ou população.
Assim, para determinar os quartis vamos colocar os dados por ordem crescente:

Q1/4 = 26
Q2/4 ou mediana = 28
Q3/4 = 30
Amplitude inter-quartil = 30 – 26 = 4

442 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

Faça você:

1. Calcule a média aritmética de idade de 10 pessoas, sendo seis pessoas com 8 anos, três pessoas
com 10 anos e um pessoa com 11 anos:
a) 8 anos e 9 meses.
b) 8 anos e 10 meses.
c) 8 anos, 10 meses e 24 dias.
d) 8 anos, 10 meses e 8 dias.
e) 9 anos.

2. Uma amostra aleatória da quantidade de litros de combustível abastecida por 16 carros em um


posto de combustível apresentou, em litros, o seguinte resultado:

A amplitude interquartil dessa série de observações é:


a) 3
b) 10
c) 13
d) 17
e) 22

3. O serviço de atendimento ao consumidor de uma concessionária de veículos recebe as


reclamações dos clientes via telefone. Tendo em vista a melhoria nesse serviço, foram anotados
os números de chamadas durante um período de sete dias consecutivos. Os resultados obtidos
foram os seguintes:

Dia Número de chamadas


Domingo 3
Segunda 4
Terça 6
Quarta 9
Quinta 5
Sexta 7
Sábado 8

Sobre as informações contidas nesse quadro, considere as seguintes afirmativas:

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I – O número médio de chamadas dos últimos sete dias foi 6.
II – A variância dos dados é 4.
III – O desvio padrão dos dados é 2.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
d) Somente a afirmativa I é verdadeira.
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.

Gabarito: 1. C 2. C 3. B

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Questões

1. (48326) CESGRANRIO – 2014 – MATEMÁTI-


CA Média Aritmética, Estatística
Uma equipe de natação é formada por 10
atletas. A média das idades desses atletas é
de 16,2 anos. Na última competição, a equi-
pe participou com um atleta a menos e, as-
sim, a média das idades dos atletas partici-
pantes foi de 16 anos.
Quantos anos tem o atleta que não partici-
pou da última competição? Se Mo, Me e Ma indicam a moda, a media-
na e a média aritmética do número de acer-
a) 18 tos dos alunos da turma, respectivamente,
b) 20 então tem-se
c) 22
d) 24 a) Mo < Me < Ma
e) 26 b) Mo < Ma < Me
c) Me < Ma < Mo
2. (97966) CESGRANRIO – 2015 – MATEMÁTI- d) Mo = Ma < Me
CA Média Aritmética, Mediana e) Me < Mo < Ma

Em uma instituição financeira 55% dos 4. (99383) CESGRANRIO – 2010 – MATEMÁTICA


clientes não possuem seguro, 20% possuem Média Aritmética
1 seguro, e o restante, 2 seguros.
Uma fábrica de tecidos produziu 2.020 m
A média e a mediana do número de seguros de tecido em janeiro, 1.950 m em feverei-
que cada cliente possui são, respectivamen- ro e 2.060 m em março. Em média, quantos
te: metros de tecido essa fábrica produziu, por
a) 7/30 e 1/2. mês, nesse trimestre?
b) 1 e 1. a) 1.970
c) 7/10 e 0. b) 1.990
d) 0 e 0. c) 2.010
e) 1/3 e 1/2. d) 2.080
e) 2.100
3. (99283) CESGRANRIO – 2012 – MATEMÁTI-
CA Média Aritmética, Equação de 1º Grau, 5. (48325) CESGRANRIO – 2014 – MATEMÁTI-
Mediana CA Representação e Análise de Dados, Esta-
Uma prova de matemática foi aplicada em tística
uma turma com 35 alunos. A prova era for- A Tabela a seguir apresenta a frequência
mada por 10 questões de múltipla escolha. absoluta das faixas salariais mensais dos 20
O gráfico mostra o número de alunos por funcionários de uma pequena empresa.
quantidade de acertos na prova.

www.acasadoconcurseiro.com.br 445
A mediana dessa distribuição é
a) 7,2
b) 7,6
c) 7,9
d) 8,0
e) 8,4

A frequência relativa de funcionários 8. (18858) CESGRANRIO – 2007 – MATEMÁTI-


que ganham mensalmente menos de R$ CA Representação e Análise de Dados, Esta-
2.000,00 é de tística
a) 0,07 Uma entrevista foi feita com mães de até 3
b) 0,13 filhos. A distribuição dessas mães, de acor-
c) 0,35 do com o número de filhos, é dada no gráfi-
d) 0,65 co abaixo.
e) 0,70

6. (30132) CESGRANRIO – 2013 – MATEMÁTI-


CA Média Aritmética, Estatística
Sabe-se que a média aritmética das massas de
5 tanques de combustível é igual a 40 tonela-
das. Dois desses cinco tanques possuem, cada
um, massa inferior ou igual a 20 toneladas.
A soma das massas dos outros três tanques,
em toneladas, é, no mínimo, igual a:
a) 180 Juntando-se todos os filhos dessas mães,
b) 160 quantas crianças teremos?
c) 120 a) 26
d) 60 b) 28
e) 40 c) 30
d) 32
7. (7191) CESGRANRIO – 2010 – MATEMÁTICA e) 36
Mediana, Estatística
A tabela abaixo apresenta a magnitude de 9. (30126) CESGRANRIO – 2013 – MATEMÁTI-
alguns terremotos registrados no mundo, CA – Moda, Mediana, Média Aritmética, Es-
no século XXI. tatística
Considere o seguinte conjunto:
{15; 17; 21; 25; 25; 29; 33; 35}
A média, a mediana e a moda desse conjun-
to de dados são, respectivamente,
a) 1, 2 e 3
b) 5, 7 e 9
c) 7, 9 e 5
d) 25, 25 e 25
e) 25, 27 e 29

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

10. (3923) CESGRANRIO – 2011 – MATEMÁTICA


– Média Aritmética, Estatística
Numa turma de 35 alunos, 3 alunos faltaram
à prova. Sem a nota desses alunos, a média
dos 32 alunos foi x. Os 3 alunos fizeram a
segunda chamada da prova, e suas notas
foram x, x + 1 e x – 1. O professor recalculou
a média da turma, agora com 35 alunos, e
encontrou o resultado y.
Qual o valor da diferença y – x?
a) –3
b) –2
c) 0
d) 2
e) 3

Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=13999670

Gabarito: 1. (48326) A 2. (97966) C 3. (99283) A 4. (99383) C 5. (48325) D 6. (30132) B 7. (7191) C 8. (18858) B 
9. (30126) D 10. (3923) C

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Módulo
Aula XX
2

ANÁLISE COMBINATÓRIA

Fatorial

Ao produto dos números naturais começando em n e decrescendo até 1 denominamos de


fatorial de n e representamos por n!.

n! = n.(n – 1).(n – 2).(n – 3)..... 3. 2. 1

Exemplo:
7! = 7.6.5.4.3.2.1 12! = 12.11.10.9.8.7.6.5.4.3.2.1

Faça você

Determine:
a) 5! = b) 6! = c) 4! + 2! =
d) 6! − 5! = e) 3!2! = f) 5! − 3!=

Princípio da Contagem

Os primeiros passos da humanidade na matemática estavam ligados à necessidade de contagem


de objetos de um conjunto, enumerando seus elementos. Mas as situações se tornavam mais
complexas, ficando cada vez mais difícil fazer contagens a partir da enumeração dos elementos.
A análise combinatória possibilita a resolução de problemas de contagem, importante no
estudo das probabilidades e estatísticas.
Problema: Para eleição de uma comissão de ética, há quatro candidatos a presidente (Adolfo,
Márcio, Bernardo e Roberta) e três a vice-presidente (Luana, Diogo e Carlos).

www.acasadoconcurseiro.com.br 449
Quais são os possíveis resultados para essa eleição?

PRESIDENTE VICE-PRESIDENTE RESULTADOS POSSÍVEIS PARA ELEIÇÃO

12
RESULTADOS
POSSÍVEIS
PARA ELEIÇÃO

O esquema que foi montado recebe o nome de árvore das possibilidades, mas também
podemos fazer uso de tabela de dupla entrada:

VICE-PRESIDENTE

↓PRESIDENTE L D C

A AL AD AC
M ML MD MC
B BL BD BC
R RL RD RC

Novamente podemos verificar que são 12 possibilidades de resultado para eleição.

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PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO
Você sabe como determinar o número de possibilidades de ocorrência de um evento, sem
necessidade de descrever todas as possibilidades?
Vamos considerar a seguinte situação:
Edgar tem 2 calças (preta e azul) e 4 camisetas (marrom, verde, rosa e branca).
Quantas são as maneiras diferentes que ele poderá se vestir usando uma calça e uma camiseta?
Construindo a árvore de possibilidades:

CALÇAS CAMISETAS MANEIRAS DE EDGAR SE VESTIR

Edgar tem duas possibilidades de escolher uma calça para cada uma delas, são quatro as
possibilidades de escolher uma camiseta. Logo, o número de maneiras diferentes de Edgar se
vestir é 2.4 = 8.
Como o número de resultados foi obtido por meio de uma multiplicação, dizemos que foi
aplicado o PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO.
LOGO: Se um acontecimento ocorrer por várias etapas sucessivas e independentes, de tal modo
que:
•• p1 é o número de possibilidades da 1ª etapa;
•• p2 é o número de possibilidades da 2ª etapa;
.
.
.
•• pk é o número de possibilidades da k-ésima etapa;
Então o produto p1 . p2 ... pk é o número total de possibilidades de o acontecimento ocorrer.
•• De maneira mais simples poderíamos dizer que: Se um evento é determinado por duas
escolhas ordenadas e há “n” opções para primeira escolha e “m” opções para segunda, o
número total de maneiras de o evento ocorrer é igual a n.m.
De acordo com o princípio fundamental da contagem, se um evento é composto por duas ou
mais etapas sucessivas e independentes, o número de combinações será determinado pelo
produto entre as possibilidades de cada conjunto.
EVENTO = etapa1 x etapa2 x etapa3 x ... etapan
Exemplo:
Vamos supor que uma fábrica produza motos de tamanhos grande, médio e pequeno, com
motores de 125 ou 250 cilindradas de potência. O cliente ainda pode escolher as seguintes
cores: preto, vermelha e prata. Quais são as possibilidades de venda que a empresa pode
oferecer?

Tipos de venda: 3 . 2 . 3 = 18 possibilidades

www.acasadoconcurseiro.com.br 451
Tamanho Motor Cor
125 Preta
Grande Vermelha
250 Prata
125 Preta
Média Vermelha
250 Prata
125 Preta
Pequena Vermelha
150 Prata

Listando as possibilidades, tem-se:

Grande – 125 cc – preta Média – 125 cc – preta Pequena – 125 cc – preta


Grande – 125 cc – vermelha Média – 125 cc – vermelha Pequena – 125 cc – vermelha
Grande – 125 cc – prata Média – 125 cc – prata Pequena – 125 cc – prata
Grande – 250 cc – preta Média – 250 cc – preta Pequena – 250 cc – preta
Grande – 250 cc – vermelha Média – 250 cc – vermelha Pequena – 250 cc – vermelha
Grande – 250 cc – prata Média – 250 cc – prata Pequena – 250 cc – prata

Problema:
Os números dos telefones da cidade de Porto Alegre têm oito dígitos. Determine a quantidade
máxima de números telefônicos, sabendo que os números não devem começar com zero.
Resolução:
9 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 90.000.000
Problema:
Utilizando os números 1,2,3,4 e 5, qual o total de números de cinco algarismos distintos que
consigo formar?
Resolução: 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120

1. Uma pessoa está dentro de uma sala onde há sete portas (nenhuma trancada). Calcule de
quantas maneiras distintas essa pessoa pode sair da sala e retornar sem utilizar a mesma porta.
a) 77
b) 49
c) 42
d) 14
e) 8

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2. A figura abaixo pode ser colorida de diferentes maneiras, usando-se pelo menos duas de quatro
cores disponíveis.
Sabendo-se que duas faixas consecutivas não podem ter cores iguais, o número de modos de
colorir a figura é:

a) 12
b) 24
c) 48
d) 72
e) 108

3. Lucia está se preparando para uma festa e separou 5 blusas de cores diferentes (amarelo, preto,
rosa , vermelho e azul), 2 saias (preta, branca) e dois pares de sapatos (preto e rosa). Se nem o
sapato nem a blusa podem repetir a cor da saia, de quantas maneiras Lucia poderá se arrumar
para ir a festa?
a) 26
b) 320
c) 14
d) 30
e) 15

Identificação

A ORDEM IMPORTA?

SIM NÃO

ARRANJO COMBINAÇÃO

USA TUDO E EMBARALHA?

PERMUTAÇÃO

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Permutação

Permutação Simples
É caracterizada por envolver todos os elementos, nunca deixando nenhum de fora. Muito
comum em questões que envolvem anagramas de palavras.

Fórmula: Pn = n!

Exemplo:

Quantos anagramas possui a palavra AMOR.


Um anagrama formado com A, M, O, R corresponde a qualquer permutação dessas letras, de
modo a formar ou não palavras.
Temos 4 possibilidades para a primeira posição, 3 possibilidades para a segunda posição, 2
possibilidades para a 3 posição e 1 possibilidade para a quarta posição.
Pelo princípio fundamental da contagem temos 4 * 3 * 2 * 1 = 24 possibilidades ou 24
anagramas.
Pela própria fórmula faremos P4 = 4! = 4.3.2.1= 24 anagramas.
Alguns anagramas: ROMA, AMRO, MARO, ARMO, MORA . . .

Faça você

4. Quantos anagramas possui a palavra CHAPÉU?


a) 24
b) 40
c) 120
d) 720
e) 5.060

5. Quantos anagramas possui a palavra GAÚCHOS de modo que as vogais fiquem juntas?
a) 24
b) 40
c) 120
d) 720
e) 5.060

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E se houver elementos repetidos??

Assim, temos a Permutação com Repetição na qual deveremos “descontar" os elementos


repetidos pois a troca de posição entre dois elementos repetidos não evidencia uma nova
estrutura.

Permutação com repetição

Faça você

6. Calcule a quantidade de anagramas da palavra BANANA.


a) 24
b) 60
c) 120
d) 720
e) 5.060

7. Uma pessoa dispõe de 4 livros de matemática, 2 livros de física e 3 livros de química, todos
distintos entre si. O número de maneiras diferentes de arrumar esses livros numa fileira de
modo que os livros de cada matéria fiquem sempre juntos é:
a) 1.728
b) 1.287
c) 1.872
d) 2.781
e) 2.000

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Arranjo

É uma seleção (não se usam todos ao mesmo tempo!), em que a ordem faz diferença.
Muito comum em questões de criação de senhas, números, telefones, placas de carro,
competições, disputas, situações em que houver hierarquia.
Dica:
n! Deve ser resolvido usando
Fórmula: Anp =
(n−p)! o P. F da Contagem

Exemplo:
Um cofre possui um disco marcado com os dígitos 0, 1, 2, ..., 9. O segredo do cofre é marcado
por uma sequência de 3 dígitos distintos. Se uma pessoa tentar abrir o cofre, quantas tentativas
deverá fazer (no máximo) para conseguir abri-lo?
Solução: As sequências serão do tipo xyz. Para a primeira posição teremos 10 alternativas; para
a segunda, 9; e para a terceira, 8. Podemos aplicar a fórmula de arranjos, mas pelo princípio
fundamental de contagem, chegaremos ao mesmo resultado:
10. 9. 8 = 720.  Observe que 720 = A10,3

Faça você

8. Em uma escola está sendo realizado um torneio de futebol de salão, no qual dez times estão
participando. Quantos jogos podem ser realizados entre os times participantes em turno e
returno?
a) 90
b) 60
c) 45
d) 15
e) 10

9. Durante a Copa do Mundo, que foi disputada por 24 países, as tampinhas de Coca-Cola traziam
palpites sobre os países que se classificariam nos três primeiros lugares (por exemplo: primeiro
lugar, Brasil; segundo lugar, Nigéria; terceiro lugar, Holanda).
Se, em cada tampinha, os três países são distintos, quantas tampinhas diferentes poderiam
existir?
a) 69
b) 2.024
c) 9.562
d) 12.144
e) 13.824

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10. Num curso de pós-graduação, Marcos, Nélson, Osmar e Pedro são candidatos a representantes
da turma da qual fazem parte. Serão escolhidas duas dessas quatro pessoas: uma para
representante e a outra para ser o auxiliar desse representante. Quantas duplas diferentes de
representante e auxiliar podem ser formadas?
a) 24
b) 18
c) 16
d) 12
e) 6

Combinação

É uma seleção (não se usam todos ao mesmo tempo!) onde a ordem NÃO faz diferença.
Muito comum em questões de criação de grupos, comissões e agrupamentos em que não há
distinção pela ordem dos elementos escolhidos.

Fórmula: Dica:
Só pode ser resolvido
usando a fórmula, mas
iremos aprender o método
prático!

Calcule:

Exemplo Resolvido:
Uma prova consta de 5 questões das quais o aluno deve resolver 2. De quantas formas ele
poderá escolher as 2 questões?
Solução: Observe que a ordem das questões não muda o teste. Logo, podemos concluir que se
trata de um problema de combinação.
Aplicando a fórmula, chegaremos a:

www.acasadoconcurseiro.com.br 457
C5,2 = 5! / [(5-2)! . 2!] = 5! / (3! . 2!) = 5.4.3.2.1. / 3.2.1.2! = 20/2 = 10

Método Prático e Combinação Complementar


Para não perder tempo, poderíamos aplicar o método prático:

10

Para isso, basta usar a regra: rebobinar o “n” até o total de “p” itens e dividir pelo “p” fatorial.
Calcule pelo Método Prático:
a) C 5,2 =
b) C10,4 =
c) C 8,1 =
d) C 7,5 =

São combinações que têm o mesmo resultado final.

Ambos tem o mesmo resultado.

Dica:
Combinações
Complementares agilizam
os cálculos:
C 5,2 = C 5,3 pois 2 e 3 se
complementam para
somar 5.

Exemplo:
a) C20, 18 = C20 , 2
b) C9, 6 = C9, 3
c) C10, 4 = C 10 ,6

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Faça você

11. Os 32 times que jogarão a Copa do Mundo 2014 no Brasil estão agrupados em oito grupos de
quatro seleções cada. As quatro seleções de cada grupo se enfrentarão uma única vez entre si,
formando a primeira etapa da copa. Calcule a quantidade de jogos que cada grupo terá.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

12. As 14 crianças de uma família serão separadas em grupos de 9, para participar da gincana da
quermesse da cidade onde vivem. De quantas maneiras as crianças poderão ser agrupadas?
a) 2.002
b) 1.540
c) 728
d) 120
e) 23

13. Uma lanchonete dispõe de seis frutas tropicais diferentes para a venda de sucos. No cardápio
é possível escolher sucos com três ou quatro frutas misturadas. O número máximo de sucos
distintos que essa lanchonete poderá vender é de:
a) 720
b) 70
c) 150
d) 300
e) 35

14. Numa Câmara de Vereadores, trabalham 6 vereadores do partido A, 5 vereadores do partido


B e 4 vereadores do partido C. O número de comissões de 7 vereadores que podem ser
formadas, devendo cada comissão ser constituída de 3 vereadores do partido A, 2 do partido B
e 2 vereadores do partido C, é igual a
a) 7
b) 36
c) 152
d) 1.200
e) 28.800

Gabarito: 1. C 2. E 3. C 4. D 5. D 6. B 7. A 8. A 9. D 10. D 11. E 12. A 13. E 14. D

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Questões

1. (57914) CESGRANRIO – 2010 – MATEMÁTI- São exemplos de senhas admissíveis: FAE,


CA Combinação, Análise Combinatória ERE, UOW.
Certa pizzaria oferece aos clientes cinco ti- Quantas senhas foram listadas pelo sistema
pos de cobertura (presunto, calabresa, fran- computacional?
go, cebola e azeitona) para serem acrescen- a) 3150
tadas ao queijo. Os clientes podem escolher b) 2835
uma, duas ou três coberturas. João quer ce- c) 2520
bola em sua pizza, mas ainda não decidiu se d) 1575
colocará, ou não, outras coberturas. Consi- e) 315
derando-se essas informações, de quantos
modos distintos João poderá “montar” sua 4. (99391) CESGRANRIO – 2009 – MATEMÁTI-
pizza? CA – Combinação
a) 10 Um grupo é formado por 7 pessoas, dentre
b) 11 as quais estão Lúcio e Pedro. De quantas
c) 15 maneiras diferentes é possível escolher 4
d) 16 pessoas desse grupo de forma que Lúcio e
e) 24 Pedro não façam parte, simultaneamente,
dos quatro selecionados?
2. (99278) CESGRANRIO – 2012 – MATEMÁTI- a) 5
CA Princípio da Contagem, Permutação b) 10
Um código alfanumérico é composto por 2 c) 15
letras, escolhidas entre as 26 letras do alfa- d) 20
beto, e 3 algarismos, dispostos em qualquer e) 25
ordem. De acordo com esse padrão, quan-
tos códigos distintos podem ser escritos? 5. (49446) CESGRANRIO – 2013 – MATEMÁTI-
CA – Princípio da Contagem, Análise Combi-
a) 468.000 natória
b) 676.000 Uma empresa de propaganda pretende criar
c) 4.680.000 panfletos coloridos para divulgar certo produ-
d) 6.760.000 to. O papel pode ser laranja, azul, preto, amare-
e) 9.360.000 lo, vermelho ou roxo, enquanto o texto é escri-
to no panfleto em preto, vermelho ou branco.
3. (99250) CESGRANRIO – 2014 – MATEMÁTI- De quantos modos distintos é possível escolher
CA Princípio da Contagem uma cor para o fundo e uma cor para o texto
Um sistema computacional listou todas as se, por uma questão de contraste, as cores do
senhas distintas que podem ser formadas fundo e do texto não podem ser iguais?
por 3 letras, todas maiúsculas, sendo duas a) 13
delas vogais e uma consoante. O sistema b) 14
considerou 5 vogais e 21 consoantes dispo- c) 16
níveis para a formação das senhas. Foi per- d) 17
mitida a repetição de vogais. e) 18

www.acasadoconcurseiro.com.br 461
6. (3526) CESGRANRIO – 2012 – MATEMÁTICA Sendo assim, de quantos modos distintos
Princípio da Contagem, Análise Combinató- esse gerente poderá fazer a escolha?
ria
a) 15
Marcelo vai passar quatro dias na praia e b) 28
leva em sua bagagem sete camisetas (três c) 32
camisetas brancas diferentes, uma preta, d) 45
uma amarela, uma vermelha e uma laranja) e) 56
e quatro bermudas (uma preta, uma cinza,
uma branca e uma azul). 9. (3523) CESGRANRIO – 2012 – MATEMÁTICA
Princípio da Contagem, Análise Combinató-
De quantos modos distintos Marcelo pode- ria
rá escolher uma camiseta e uma bermuda
para vestir-se, de modo que as peças esco- Para cadastrar-se em um site de com-
lhidas sejam de cores diferentes? pras coletivas, Guilherme precisará criar
uma senha numérica com, no mínimo, 4
a) 14 e, no máximo, 6 dígitos. Ele utilizará ape-
b) 17 nas algarismos de sua data de nascimento:
c) 24 26/03/1980.
d) 26
e) 28 Quantas senhas diferentes Guilherme po-
derá criar se optar por uma senha sem alga-
7. (11589) CESGRANRIO – 2012 – MATEMÁTI- rismos repetidos?
CA Combinação, Análise Combinatória
a) 5.040
A vitrinista de uma loja de roupas femininas b) 8.400
dispõe de 9 vestidos de modelos diferentes c) 16.870
e deverá escolher 3 para serem exibidos na d) 20.160
vitrine. e) 28.560
Quantas são as escolhas possíveis? 10. (3913) CESGRANRIO – 2011 – MATEMÁTICA
a) 84 Combinação, Análise Combinatória
b) 96 De um grupo de seis operadores de equipa-
c) 168 mentos de produção e refino de petróleo,
d) 243 quatro serão escolhidos para trabalhar na
e) 504 mesma equipe. De quantos modos distintos
é possível escolher os operadores que inte-
8. (11609) CESGRANRIO – 2011 – MATEMÁTI- grarão esta equipe?
CA Combinação, Análise Combinatória
a) 15
Em uma loja, trabalham 8 funcionárias, b) 30
dentre as quais Diana e Sandra. O gerente c) 60
da loja precisa escolher duas funcionárias d) 125
para trabalharem no próximo feriado. San- e) 360
dra e Diana trabalharam no último feriado
e, por isso, não podem ser escolhidas.

462 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (57914) B 2. (99278) D 3. (99250) D 4. (99391) E 5. (49446) C 6. (3526) C 7. (11589) A 8. (11609)A 
9. (3523) B 10. (3913) A

www.acasadoconcurseiro.com.br 463
Módulo
Aula XX
3

PROBABILIDADE

Definição:

Probabilidade é o estudo das chances de obtenção de cada resultado de um experimento


aleatório. A essas chances são atribuídos os números reais do intervalo entre 0 e 1. Resultados
mais próximos de 1 têm mais chances de ocorrer. Além disso, a probabilidade também pode ser
apresentada na forma percentual.
De forma resumida e direta, temos que :

Probabilidade = QUERO e como foi dito 0 < P < 1


       TENHO

QUERO: é o evento favorável, ou seja, qualquer subconjunto de um espaço amostral. Ele pode
conter nenhum elemento (conjunto vazio) ou todos os elementos de um espaço amostral.

TENHO: é o espaço amostral , ou seja, o conjunto formado por todos os resultados possíveis .

Há várias situações envolvendo Probabilidade, e consequentemente muitas maneiras diferen-


tes de interpretar e resolver as questões.

Alguns detalhes são muito importantes como por exemplo:


Observações:

•• Definir o número de eventos;


•• Impor Ordem;
•• Agir com otimismo;
•• Lembrar que : e = x / ou = +

Veremos a seguir alguns tipos mais comuns.

www.acasadoconcurseiro.com.br 465
Questões Básicas envolvendo um evento

1. (CESGRANRIO)
João reuniu-se com alguns amigos para jogar bingo. Assim que as cartelas do jogo foram dis-
tribuídas, João afirmou: “O primeiro número sorteado será um múltiplo de 4”. Nesse jogo, só
podem ser sorteados números de 1 a 90 (inclusive), e qualquer um deles tem a mesma chance
de ser sorteado. Qual é a probabilidade de que a afirmativa de João esteja correta?
a) 11
45
b) 4
15
c) 1
3
d) 2
5
e) 1
2

2. (CESGRANRIO)
A tabela apresenta dados sobre a idade e o sexo dos alunos matriculados no Ensino Médio de
certa escola em março de 2010.

Um desses alunos será escolhido, por sorteio, para representar a escola em um evento educa-
cional. A probabilidade de que o aluno escolhido seja uma menina com menos de 16 anos é de
a) 49
153
b) 8
51
c) 9
25
d) 3
17
e) 4
13

466 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

3. (CESGRANRIO)
João comprou diversos números de uma rifa que teve todos os seus 300 números vendidos.
Se a probabilidade de um dos números de João ser sorteado é de 6%, quantos números ele
comprou?
a) 6
b) 12
c) 16
d) 18
e) 24

4. (CESGRANRIO)
“O consumidor ainda não sente segurança na hora de pagar as contas por meio do telefone ce-
lular. É isso o que revela pesquisa divulgada hoje pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-
-SP). De acordo com o levantamento, 75% dos entrevistados pessoalmente responderam que
não achariam seguro utilizar o aparelho celular para pagar contas, enquanto entre os internau-
tas o porcentual atingiu 66% dos pesquisados.”
Considere que o número de entrevistados pela Internet (internautas) corresponda ao quíntu-
plo do número de entrevistados pessoalmente. Escolhendo-se, ao acaso, uma das pessoas que
participaram dessa pesquisa, qual a probabilidade de que a pessoa escolhida tenha respondido
à pesquisa pessoalmente e não se sinta segura ao utilizar o celular para pagar contas?
a) 6,0%
b) 7,5%
c) 12,5%
d) 15,0%
e) 27,5%

5. (CESGRANRIO)
Durante cinco dias, um supermercado distribuiu cupons aos seus clientes, que deveriam pre-
enchê-los e depositá-los em uma urna para participar do sorteio de um automóvel. A Tabela a
seguir apresenta o número de cupons depositados na urna, em cada dia da semana, durante a
promoção.

Dia da Semana Quantidade de Cupons


Segunda 534
Terça 566
Quarta 495
Quinta 511
Sexta 644

www.acasadoconcurseiro.com.br 467
Se todos os cupons têm a mesma chance de serem sorteados, a probabilidade de que o cupom
sorteado tenha sido depositado na urna antes de quarta-feira é de
a) 18%
b) 40%
c) 42%
d) 58%
e) 60%

6. (CESGRANRIO)
Em uma caixa há n fichas, todas pretas, e, em um saco opaco há 144 fichas, todas vermelhas.
Todas as fichas têm o mesmo formato e são indistinguíveis pelo tato. Metade das fichas pretas
é retirada da caixa e colocada no saco. Desse modo, se uma ficha for retirada do saco, a proba-
bilidade de que ela seja vermelha é 8/ 9 . Qual é o valor de n?
a) 36
b) 44
c) 72
d) 126
e) 180

Questões envolvendo mais de um evento

7. (CESGRANRIO)
Em uma turma com 25 alunos, 4 são canhotos, e os demais, destros. Escolhendo-se, ao acaso,
dois alunos dessa turma, a probabilidade de que apenas um deles seja canhoto é de
a) 14%
b) 16%
c) 20%
d) 28%
e) 40%

8. (CESGRANRIO)
Semanalmente, o gerente de um restaurante, que funciona todos os dias, escolhe, por sorteio,
dois dias da semana nos quais oferece aos clientes descontos especiais.
A probabilidade de que, no sorteio de determinada semana, apenas um dos dias sorteados per-
tença ao final de semana (sábado ou domingo) é de
a) 2
7
b) 5
21

468 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

c) 10
21
d) 2
49
e) 10
49

9. (CESGRANRIO)
O elevador de um condomínio passará por três serviços de manutenção no semestre que vem.
Apenas duas empresas prestam tais serviços: a empresa A e a empresa B. Na ocasião da reali-
zação de cada um dos serviços, o condomínio escolherá qual das duas empresas irá realizá-lo.
Sabe-se que a probabilidade de a empresa A ser escolhida para realizar um serviço é quatro ve-
zes maior do que a probabilidade de a empresa B ser escolhida para realizar o mesmo serviço.
A probabilidade de todos os três serviços de manutenção, previstos para o semestre que vem,
serem realizados por uma mesma empresa é
a) 25%
b) 50%
c) 52%
d) 66%
e) 75%

10. (CESGRANRIO)
Três urnas contêm 9 bolas numeradas de 1 a 9, cada. Um experimento consiste em selecionar
uma bola de cada urna e verificar o número de resultados coincidentes.A probabilidade de que
haja exatamente dois números coincidentes dentre os três números selecionados é
a) 8
81
b) 8
27
c) 19
27
d) 25
81
e) 224
729

www.acasadoconcurseiro.com.br 469
11. (CESGRANRIO)
João retirou de um baralho as 7 cartas de copas numeradas de 2 a 8 e as colocou dentro de
um saco plástico opaco. Em seguida, pediu a seu amigo Augusto que retirasse de dentro desse
saco, sem olhar, duas cartas. Qual é a probabilidade de que a soma dos números escritos nas
cartas retiradas por Augusto seja maior do que 10?
a) 3
7
b) 4
7
c) 13
21
d) 12
49
e) 24
49

12. (CESGRANRIO)
Em uma determinada agência bancária, para um cliente que chega entre 15 h e 16 h, a
probabilidade de que o tempo de espera na fila para ser atendido seja menor ou igual a 15 min
é de 80%.Considerando que quatro clientes tenham chegado na agência entre 15 h e 16 h, qual
a probabilidade de que exatamente três desses clientes esperem mais de 15 min na fila?
a) 0,64%
b) 2,56%
c) 30,72%
d) 6,67%
e) 10,24%

13. (CESGRANRIO)
Uma moeda não tendenciosa é lançada até que sejam obtidos dois resultados consecutivos
iguais. Qual a probabilidade de a moeda ser lançada exatamente três vezes?
a) 1
8
b) 1
4
c) 1
3
d) 1
2
e) 3
4

470 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

14. (CESGRANRIO)
Um estádio olímpico possui 4 acessos: norte, sul, leste e oeste. Quatro delegações se dirigem
aleatoriamente ao estádio. Qual é a probabilidade de cada uma se dirigir a um acesso diferente
das demais?
a) 1
256
b) 1
64
c) 1
24
d) 3
64
e) 3
32

Questões envolvendo lançamento de dado

15. (CESGRANRIO)
Dois dados comuns, "honestos", são lançados simultaneamente. A probabilidade de que a
soma dos resultados seja igual ou maior que 11 é
a) 11
12
b) 1
6
c) 1
12
d) 2
36
e) 1
36

16. (CESGRANRIO)
Pedro está jogando com seu irmão e vai lançar dois dados perfeitos. Qual a probabilidade de
que Pedro obtenha pelo menos 9 pontos ao lançar esses dois dados?
a) 1
9
b) 1
4
c) 5
9

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d) 5
18
e) 7
36

17. (CESGRANRIO)
Dois dados comuns, com as 6 faces igualmente prováveis, foram lançados simultaneamente, e
a soma dos resultados obtidos foi igual a 8.
A probabilidade de que o resultado de um dos dados tenha sido 5, condicionada à soma dos
dois ser igual a 8, é de:
a) 10%
b) 20%
c) 30%
d) 40%
e) 50%

18. (CESGRANRIO)
Um dado cúbico com cada uma de suas faces numeradas de 1 a 6 é dito um dado comum.
Um dado em que todos os resultados têm a mesma probabilidade de serem obtidos é chamado
um dado honesto. Lança-se um dado comum e honesto repetidas vezes.
Qual a probabilidade de que o 6 seja obtido pela primeira vez no terceiro lançamento?
a) 1
216
b) 6
216
c) 25
216
d) 36
216
e) 125
216

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

Regra do “Pelo Menos Uma Vez”

19. (CESGRANRIO)
Um dado comum (6 faces), não viciado, teve três de suas faces pintadas de verde, duas pintadas
de amarelo e uma, de azul. Lançando-se este dado duas vezes, qual a probabilidade de que a
face voltada para cima seja azul em pelo menos um dos lançamentos?
a) 1
3
b) 1
6
c) 5
18
d) 11
36
e) 7
36

Questões envolvendo Análise Combinatória

20. (CESGRANRIO)
Quatro bolas idênticas são postas em uma sacola inicialmente vazia. Numa delas, está registrado
o número 7, em outra, o número 15, na terceira, o número 11, e na quarta, o número 3.
Em seguida, as bolas são retiradas da sacola, uma por vez, aleatoriamente e sem reposição,
formando uma sequência numérica.Qual a probabilidade de a sequência numérica formada
ser uma progressão aritmética?
a) 1
24
b) 1
12
c) 1
6
d) 1
4
e) 1
2

www.acasadoconcurseiro.com.br 473
21. (CESGRANRIO)
Em uma urna há cinco cartões de papel com mesmo formato, cada um deles contendo uma
única letra: três cartões contêm a letra A, e os dois cartões restantes contêm a letra R. Retiran-
do-se os cartões da urna, um a um, de forma aleatória e sem reposição, qual é a probabilidade
da sequência retirada ser “A R A R A”?
a) 1
120
b) 1
60
c) 1
20
d) 1
10
e) 1
5

22. (CESGRANRIO)
Em um centro de pesquisa trabalham 30 pesquisadores, dos quais 14 são biólogos. O diretor
comunicou aos pesquisadores que três deles seriam escolhidos para participar de um congres-
so.Considerando-se que a escolha seja feita de forma aleatória, qual a probabilidade de que
exatamente dois biólogos sejam escolhidos?
a) 1
7
b) 3
14
c) 7
15
d) 52
145
e) 52
435

474 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Probabilidade e Estatística – Dudan

Casos Especiais

23. (CESGRANRIO)
Sejam X o número de contratos realizados, e Y o número de contratos cancelados em uma
determinada agência, por dia.A distribuição conjunta de X e Y é dada por:

Dado que pelo menos quatro contratos novos foram fechados, a probabilidade de que três
contratos sejam cancelados no mesmo dia é:
a) 2
3
b) 1
3
c) 1
10
d) 1
8
e) 1
4

Teorema de Bayes

24. Três maquinas M1, M2 e M3, produzem 500 peças, 300 peças e 200 peças respectivamente. As
porcentagens de produção defeituosa das maquinas são de 3%, 4% e 5%, respectivamente.
Uma peça é selecionada ao acaso. Calcule:
a) A probabilidade dela ser defeituosa

b) A probabilidade dela ter sido fabricada pela maquina M1, dado que é defeituosa.

Gabarito: 1. A 2. D 3. D 4. C 5. B 6. A 7. D 8. C 9. C 10. B 11. A 12. B 13. B 14. E 15. C 16. D 17. D 
18. C 19. D 20. B 21. D 22. D 23. E

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Conhecimentos Bancários

Professor Lucas Silva

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Edital

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário


Nacional; COPOM – Comitê de Política Monetária. Banco Central do Brasil; Comissão de Valo-
res Mobiliários. Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao
consumidor, crédito rural, caderneta de poupança, capitalização, previdência, investimentos e
seguros. Noções de Mercado de capitais. Noções de Mercado Câmbio: Instituições autorizadas
a operar e operações básicas. Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor
mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancárias. Crime de lavagem de dinheiro: con-
ceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas
alterações, Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e Carta-Circular Bacen 3.542/12. Au-
torregulação Bancária.

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Módulo 1

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN

Órgão Máximo do Sistema Financeiro Nacional (IMPORTANTE)

Composição: Ministro da Fazenda (Presidente do conselho); Ministro do Orçamento, Planeja-


mento e Gestão e o Presidente do Banco Central (Possui status de Ministro).
Responsabilidade do CMN: Formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabili-
dade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País.
•• Reuniões uma vez por mês (ordinariamente);
•• Resoluções aprovadas devem ser publicadas no D.O.U e na página do BACEN;
•• Todas as reuniões devem ser lavradas atas e publicado extrato no D.O.U;
•• A Secretaria do CMN é exercida pelo Banco Central do Brasil.
Participam das reuniões do CMN:
I – os Conselheiros;
II – os membros da COMOC;
III – os Diretores do Banco Central do Brasil, não integrantes da COMOC;
IV – representantes das Comissões Consultivas, quando convocados pelo Presidente do CMN.

Principais objetivos da CMN


I – Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades da economia nacional e
seu processo de desenvolvimento;
II – Regular o valor interno da moeda;
III – Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento do País;
IV – Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer públicas, quer privadas;
(IMPORTANTE)
V – Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, com vistas à
maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos;
VI – Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
VII – Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, inter-
na e externa.

www.acasadoconcurseiro.com.br 481
Principais competências da CMN
•• Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades da economia nacional e
seu processo de desenvolvimento;
•• Regular o valor interno e externo da moeda;
•• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
•• Autorizar as emissões de Papel Moeda;
•• Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, inter-
na e externa;
•• Fixar as diretrizes e normas política cambial, inclusive quanto à compra e venda de ouro;
•• Disciplinar o Crédito em todas as modalidades;
•• Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos, comissões entre outras;
•• Determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão
emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas;
•• Regulamentar as operações de redesconto;
•• Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras
que operam no País.
Comentário: Tente gravar as palavras chaves como: Autorizar, fixar, Disciplinar, Limitar, Regu-
lar. Lembre-se que o CMN é um órgão NORMATIVO assim não executa tarefas.
OBS. 1: Cuidado com os verbos AUTORIZAR e REGULAMENTAR que também podem ser utiliza-
dos para funções do Banco Central do Brasil.
OBS. 2: Cuide que o CMN é responsável por coordenar a política monetária, enquanto o BA-
CEN é responsável por formular essas políticas de acordo com as diretrizes do CMN.
Junto ao CMN funcionará a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) e também as
seguintes Comissões Consultivas:

COMISSÕES CONSULTIVAS

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Conhecimentos Bancários – Prof. Lucas Silva

BANCO CENTRAL DO BRASIL – BACEN

•• Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;


•• A Diretoria Colegiada é composta por até nove membros, um dos quais o Presidente, to-
dos nomeados pelo Presidente da República, entre brasileiros de ilibada reputação e notó-
ria capacidade em assuntos econômico financeiros, após aprovação pelo Senado Federal.
ATENÇÃO: Atualmente o BACEN possui 9 diretorias e apenas 8 diretores, isso porque o Diretor
Luiz Awazu Pereira da Silva ocupa o cargo de duas diretorias (Direx e Dinor).
O cargo de presidente do BACEN tem “status” de Ministro de Estado.
O Banco Central tem por finalidade a formulação, a execução, o acompanhamento e o con-
trole das políticas monetária, cambial, de crédito e de relações financeiras com o exterior; a
organização, disciplina e fiscalização do Sistema Financeiro Nacional; a gestão do Sistema de
Pagamentos Brasileiro e dos serviços do meio circulante. (Art. 2º Reg. Interno)
Ressalvado o disposto da lei 6385, a fiscalização do mercado financeiro e de capitais continua-
rá a ser exercida, nos termos da legislação em vigor, pelo Banco Central do Brasil.
Reuniões ordinárias, uma vez por semana presentes, no mínimo, o Presidente, ou seu substitu-
to, e metade do número de Diretores.
•• Principal órgão executivo do sistema financeiro. Faz cumprir todas as determinações do
CMN;
•• É por meio do BC que o Governo intervém diretamente no sistema financeiro.
Objetivos:
I – zelar pela adequada liquidez da economia;
II – manter as reservas internacionais em nível adequado;
III – estimular a formação de poupança;
IV – zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro.
IMPORTANTE (Não confunda): Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras (Ob-
jetivo do CMN)
Principais Atribuições:
I – emitir papel-moeda e moeda metálica;
II – executar os serviços do meio circulante;

www.acasadoconcurseiro.com.br 483
III – receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;
IV – realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;
V – regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;
VI – efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;
VI – exercer o controle de crédito;
VIII – exercer a fiscalização das instituições financeiras;
IX – autorizar o funcionamento das instituições financeiras;
X – estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições
financeiras;
XI – vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais; e
XII – controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.
Sua sede fica em Brasília, capital do País, e tem representações nas capitais dos Estados do Rio
Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e
Pará.
IMPORTANTE 1: O Banco Central do Brasil não pode mais emitir títulos públicos por conta pró-
pria desde 2002. Compete apenas ao Tesouro Nacional a emissão de Títulos Públicos Federais.
IMPORTANTE 2: Quando se tratar de Instituição Financeira estrangeira, a autorização para fun-
cionamento da mesma, dar-se por meio de Decreto do Poder Executivo e não autorização do
BACEN. (Artigo 18, Lei 4.595)
Comentário: Tente memorizar as palavras chaves como: formular, regular, administrar, emitir,
receber, autorizar, fiscalizar, controlar e exercer. Lembre-se de que o BACEN é quem faz cum-
prir todas as determinações do CMN.

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COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM

•• Entidade autárquica, vinculada ao governo através do Ministério da Fazenda.


•• Administrada por 1 Presidente e 4 Diretores, nomeados pelo Presidente da República;
•• Reuniões ordinárias, uma vez por semana. Decisões por maioria de voto, presidente possui
voto de minerva.
•• Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobili-
ários;
•• Títulos e Valores Mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição, e opções de compra
e venda de mercadorias.

OBJETIVOS DA CVM:

•• Estimular investimentos no mercado acionário;


•• Assegurar o funcionamento das Bolsas de Valores;
•• Proteger os titulares contra a emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos
ilegais;
•• Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas so-
ciedades anônimas de capital aberto;
•• Fortalecer o Mercado de Ações.
O Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, a Superintendência de Previ-
dência Complementar, a Secretaria da Receita Federal e Superintendência de Seguros Priva-
dos manterão um sistema de intercâmbio de informações, relativas à fiscalização que exerçam,
nas áreas de suas respectivas competências, no mercado de valores mobiliários.

CABE à CVM DISCIPLINAR AS SEGUINTES MATÉRIAS:


•• Registro de companhias abertas;
•• Registro de distribuições de valores mobiliários;
•• Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores
mobiliários;
•• Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores e de mercadorias e de fu-
turos;
•• Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
•• Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;
•• Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou de-
cretar recesso de bolsa de valores;
•• A CVM tem poderes para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos inte-
grantes do mercado;

www.acasadoconcurseiro.com.br 485
•• A Lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente
cometidas no mercado;
•• O Colegiado tem poderes para julgar e punir o faltoso, que vão desde a simples advertência
até a inabilitação para o exercício de atividades no mercado.
Comentário: A CVM é o BACEN do mercado mobiliário (ações, debêntures, fundos de investi-
mento entre outros).

RELAÇÃO CVM, BACEN E CLIENTES

DICAS DO PROFESSOR
Muitas questões de prova cobram dos alunos competência de cada uma das autoridades mo-
netárias. O problema é que às vezes é muito confuso e no final não sabemos quem autoriza
emissão de papel moeda, quem fiscaliza fundos de investimento e etc.
Para ajudar na resolução destas questões, procure as palavras chaves de cada assunto abaixo.
Com isso iremos facilitar nosso estudo.

PALAVRAS CHAVES
CVM: Valores Mobiliários, Fundos de Investimento, Ações, Mercado de Capitais, Bolsas de Va-
lores, Derivativos.
BACEN: Executar, Fiscalizar, Punir, Administrar, Emitir (apenas papel moeda), Realizar, Receber.
CMN: Fixar diretrizes, Zelar, Regulamentar, Determinar, Autorizar (emissão papel moeda), disci-
plinar, estabelecer, limitar.

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TOME CUIDADO COM AS EXCEÇÕES, EXEMPLO:

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LAVAGEM DE DINHEIRO

Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma, recursos obtidos através
de atividades ilegais, em ativos com uma origem aparentemente legal.
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro realiza-
-se por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos fundos de
sua origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas
várias movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibili-
zação do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimen-
tado no ciclo de lavagem e poder ser considerado "limpo".
Há mais de 20 anos percebeu-se a necessidade da adoção de um esforço internacional conjun-
to para combater a lavagem de dinheiro, envolvendo não só os Governos dos diversos países,
mas também o setor privado, especialmente o sistema financeiro. Mais recentemente, os aten-
tados terroristas em diversas partes do mundo revigoraram a necessidade desse esforço global
com o objetivo de buscar a eliminação das fontes de financiamento ao terrorismo.
Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem teoricamente
essas três etapas independentes que, com frequência, ocorrem simultaneamente.

CRIMES ANTECEDENTES DE LAVAGEM DE DINHEIRO

Foi Revogado pela nova lei de Lavagem de Dinheiro, hoje se caracteriza como crimes de lavagem
de dinheiro ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação
ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração
penal. Também estão sujeitos a mesma pena (multa + reclusão de 3 a 10 anos) aqueles que
ocultarem ou dissimularem a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de infração
penal:
I – os converte em ativos lícitos;
II – os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
movimenta ou transfere;
III – importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.

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PENA

•• Reclusão de três a dez anos e multa


Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valo-
res provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:
I – os converte em ativos lícitos;
II – os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
movimenta ou transfere;
III – importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
IMPORTANTE: pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime
aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se o
autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando es-
clarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização
dos bens, direitos ou valores objeto do crime
A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos na lei forem cometidos de
forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.
A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável não superior:
a) ao dobro do valor da operação;
b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da ope-
ração; ou
c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);

PRINCIPAIS OPERAÇÕES QUE SÃO INDÍCIOS DE CRIMES DE LAVAGEM DE


DINHEIRO

I – Aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem


causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de curto
período de tempo, a destino anteriormente não relacionado com o cliente.
II – Troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor.
III – Proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice-
versa.
IV – Compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou outros
instrumentos em grande quantidade – isoladamente ou em conjunto -, independentemente
dos valores envolvidos, sem evidencias de propósito claro.
V – Movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras.
VI – Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a
ocupação profissional e a capacidade financeira presumida do cliente.

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VII – Numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo clien-
te, cujos valores, somados, resultem em quantia significativa.
VIII – Abertura de conta em agencia bancaria localizada em estação de passageiros – aeropor-
to, rodoviária ou porto – internacional ou pontos de atração turística, salvo se por proprietário,
sócio ou empregado de empresa regularmente instalada nesses locais.
IX – Utilização de cartão de crédito em valor não compatível com a capacidade financeira do
usuário.

FASES DA LAVAGEM DO DINHEIRO

1. Colocação – a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômi-


co. Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países
com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal.
A colocação se efetua por meio de:
•• Depósitos;
•• Compra de instrumentos negociáveis;
•• Compra de bens.
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofis-
ticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:
•• Fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro
•• Utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em es-
pécie.
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofis-
ticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:
•• Fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro utilização de estabeleci-
mentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie
2. Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil
dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da re-
alização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo
de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferencialmente, em
países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas "fantas-
mas".
3. Integração – nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema eco-
nômico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem
suas atividades – podendo tais sociedades prestar serviços entre si. Uma vez formada a
cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.

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IDENTIFICAÇÃO DOS CLIENTES

A lei sobre crimes de “lavagem” de dinheiro exige que as instituições financeiras entre outros:
•• Identifiquem seus clientes mantendo cadastro atualizado; inclusive dos proprietários e re-
presentantes das empresas clientes.
•• Mantenham registro das transações em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores
mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em di-
nheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instru-
ções por esta expedidas;
•• Atendam no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo
COAF, que se processarão em segredo de justiça.

Arquivem por cinco anos os cadastros e os registros das transações.

COMUNICAÇÃO AO COAF

De acordo com a Circular 2852/98, Carta-Circular 2826/98 e a complementação da Carta-Circu-


lar 3098/03, as instituições financeiras deverão comunicar ao Banco Central:
•• As operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mo-
biliários, metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor
acima de R$ 10.000,00;
•• As operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo,
em um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o
valor de R$ 10.000,00;

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•• Depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de


valor igual ou superior a R$ 50.000,00, independentemente de serem suspeitas ou não.

Toda a operação realizada por uma instituição financeira acima de R$ 10 mil deve ficar registrada
no banco. A operação que for igual ou acima de R$ 10 mil e SUSPEITA deve ser reportada ao
BACEN, através do SISCOAF.

COAF – CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS

O COAF está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem como finalidade disciplinar, aplicar pe-
nas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades
ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.
Porém, para que as atividades do COAF sejam bem sucedidas, é importante que, todas as insti-
tuições visadas, no que diz respeito à lavagem de dinheiro, proveniente do crime, mantenham
em registro, todas as informações de relevância sobre seus clientes e suas operações
Além dos bancos, devem combater a lavagem de dinheiro empresas e instituições que traba-
lham com a comercialização de joias, metais preciosos e obras de arte.

PEP – PESSOAS POLITICAMENTE EXPOSTAS

Considera-se "pessoa politicamente exposta" aquela que desempenha ou tenha desempenha-


do nos últimos cinco anos, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, no Brasil ou em
outros países e territórios estrangeiros e em suas dependências, bem como seus representan-
tes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo.

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Enquadra-se nessa categoria qualquer cargo:
1. Emprego ou função pública relevante, exercido por chefes de estado e de governo.
2. Políticos de alto nível.
3. Altos servidores dos poderes públicos.
4. Magistrados ou militares de alto nível.
5. Dirigentes de empresas públicas.
6. Dirigentes de partidos políticos.
7. A definição de "familiares" abrange os parentes da pessoa política exposta, na linha direta,
até o primeiro grau, incluindo ainda o cônjuge, companheiro e enteado.
De acordo com a regulamentação brasileira, o referido prazo de cinco anos deve ser contado,
retroativamente, a partir da data de início da relação de negócio ou da data em que o cliente
passou a se enquadrar como pessoa politicamente exposta.
Os clientes enquadrados como PEP devem sofrer um controle mais intensivo (especial atenção)
de suas movimentações financeiras por parte da Instituição Financeiras.

ALTERAÇÕES LEI 12.683


Em 2012, a Lei nº 9.613, de 1998, foi alterada pela Lei nº 12.683, de 2012, que trouxe importan-
tes avanços para a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, tais como:
1. A extinção do rol taxativo de crimes antecedentes, admitindo-se agora como crime antece-
dente da lavagem de dinheiro qualquer infração penal;
2. A inclusão das hipóteses de alienação antecipada e outras medidas assecuratórias que ga-
rantam que os bens não sofram desvalorização ou deterioração;
3. Inclusão de novos sujeitos obrigados tais como cartórios, profissionais que exerçam ativi-
dades de assessoria ou consultoria financeira, representantes de atletas e artistas, feiras,
dentre outros;
4. Aumento do valor máximo da multa para R$ 20 milhões.

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AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA

A construção do Sistema começou a ganhar vida, de fato em 2007, a partir da definição, pela
Diretoria da FEBRABAN, daquele que deveria ser o primeiro foco temático a ser trabalhado: o
relacionamento entre os bancos e seus consumidores pessoa física.
Foi criado então um Grupo de Trabalho que deu início aos trabalhos a partir de um levantamen-
to bastante minucioso dos principais pontos objeto de demandas de consumo, em face dos
bancos, junto aos Procons, ao Banco Central e às suas Ouvidorias, nos últimos anos.
Desde então, o Sistema vem crescendo e diversificando as áreas temáticas tratadas, resultando
em benefícios para a Sociedade, como nos normativos de:
•• CRÉDITO RESPONSÁVEL;
•• PREVENÇÃO E COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO E AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO;
•• RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL; entre outros.

O infográfico abaixo, retirado do site da Febraban resume o Sistema de Autorregulação Bancária:

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Questão de Concurso:

1. (2011 – FCC – Banco do Brasil)


O Sistema de Autorregulação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) dispõe
que:
a) as normas do seu código abrangem produtos destinados a pessoas jurídicas.
b) comunicação eficiente e respeito ao consumidor são princípios a serem observados.
c) sua administração é feita em conjunto com representantes dos clientes.
d) suas regras são revisadas semestralmente pelo Banco do Brasil.
e) suas regras conflitam com os princípios do Código de Defesa do Consumidor.

Gabarito: 1. B

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Módulo 2

POUPANÇA

•• É a aplicação mais popular.


•• Possui total liquidez, porém com perda de rentabilidade. Remunera sobre o menor saldo
do período.
→ Rentabilidade:

Aplicações realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês, terão como data de aniversário o dia 01
do mês subsequente.
Aplicação em cadernetas de poupança realizada através de depósito em cheque tem como data
de aniversário o dia do DEPÓSITO e não o dia da sua compensação.
Podem captar através de poupança somente as Instituições Financeiras que fazem parte do
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)
1. Caixa Econômica Federal (CEF)
2. Sociedade de Crédito Imobiliário (SCI)
3. Associações de Poupança e Empréstimos (APE)
4. Bancos Múltiplos com carteira de SCI.

OBS: As Companhias Hipotecárias não podem captar através de Poupança.

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Garantias: Aplicações em cadernetas de poupança estão cobertas pelo Fundo Garantidor de
Crédito (FGC) até o limite vigente, que atualmente é de R$ 250.000. Poupanças da CEF são
100% cobertas pelo Governo Federal.

Serviços Essenciais da Caderneta de Poupança – Não pode ser cobrado tarifa.

1. Fornecimento de cartão com função movimentação;


2. Fornecimento de segunda via do cartão, exceto nos casos de pedidos de reposição formu-
lados pelo correntista, decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos
não imputáveis à instituição emitente;
3. Realização de até dois saques, por mês, em guichê de caixa ou em terminal de autoatendi-
mento;
4. Realização de até duas transferências, por mês, para conta de depósitos de mesma titula-
ridade;
5. Fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos trinta
dias;
6. Realização de consultas mediante utilização da internet;
7. Fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discriminando, mês
a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas; e
8. Prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos
prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.

A regulamentação estabelece também que a realização de saques em terminais de autoatendi-


mento em intervalo de até trinta minutos é considerada como um único evento.

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CRÉDITO DIRETO A CONSUMIDOR

•• Financiamento concedido por uma financeira a seus clientes, para a aquisição de bens ou
serviços, ou ainda, sem propósitos específicos.
•• Muito utilizado na compra de veículos, móveis e eletrodomésticos. Sempre que possível, o
bem adquirido com o financiamento fica vinculado em garantia à operação

Definição: CDC ou Crédito Direto ao Consumidor – São operações de crédito concedidas pelos
Bancos, ou pelas chamadas Financeiras, a pessoas físicas ou jurídicas, destinadas a emprésti-
mos sem direcionamento ou financiamentos de bens ou serviços.
Condições: É necessário ter uma conta corrente em um banco, como o Banco do Brasil, por
exemplo, com cadastro atualizado, sem restrições e limite de crédito aprovado.
Contratação: Depois de definido o limite, você pode acessar qualquer um dos terminais de
autoatendimento, internet, agências bancárias ou diretamente nos terminais POS das lojas, de-
pendendo da linha a ser utilizada.
Imposto: Gera cobrança de IOF.

www.acasadoconcurseiro.com.br 501
CRÉDITO RURAL

Quem pode se utilizar do crédito rural?


I. produtor rural (pessoa física ou jurídica);
II. cooperativa de produtores rurais; e
III. pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique a uma das se-
guintes atividades:
a. pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas;
b. pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;
c. prestação de serviços mecanizados de natureza agropecuária, em imóveis rurais, inclusive
para a proteção do solo;
d. prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais;
e. medição de lavouras;
f. atividades florestais.

ATENÇÃO: Profissionais que se dedicam à exploração de pesca e aquicultura, com fins comer-
ciais não são mais beneficiados pelas linhas de empréstimos de crédito rural.

Atividades financiadas pelo crédito rural:


I. custeio das despesas normais de cada ciclo produtivo;
II. investimento em bens ou serviços cujo aproveitamento se estenda por vários ciclos produ-
tivos;
III. comercialização da produção.

Recursos Controlados:
a. os recursos obrigatórios (decorrentes da exigibilidade de depósito à vista);
b. os das Operações Oficiais de Crédito sob supervisão do Ministério da Fazenda;
c. os de qualquer fonte destinados ao crédito rural na forma da regulação aplicável, quando
sujeitos à subvenção da União, sob a forma de equalização de encargos financeiros, inclusi-
ve os recursos administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES);
d. os oriundos da poupança rural, quando aplicados segundo as condições definidas para os
recursos obrigatórios;
e. os dos fundos constitucionais de financiamento regional;
f. os do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

502 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Não controlados: todos os demais.

Para concessão do crédito rural, é necessário que o tomador apresente orçamento, plano ou
projeto, exceto em operações de desconto de Nota Promissória Rural ou de Duplicata Rural.

Garantias aceitas:

a) penhor agrícola, pecuário, mercantil, florestal ou cédula;


b) alienação fiduciária;
c) hipoteca comum ou cédula;
d) aval ou fiança;
e) seguro rural ou ao amparo do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro);
(OBRIGATÓRIO a contratação para empréstimos contratados com recursos controlados e a
partir de julho de 2014 após publicação da CMN 4.235)
f) proteção de preço futuro da commodity agropecuária, inclusive por meio de penhor de di-
reitos, contratual ou cedular;
g) outras que o Conselho Monetário Nacional admitir.

IMPORTANTE: Alíquota de IOF para operações de crédito rural é de zero. O IOF cobrado em
algumas operações é o IOF adicional.

No caso de operação de comercialização, na modalidade de desconto de nota promissória ru-


ral ou duplicata rural, a alíquota zero é aplicável somente quando o título for emitido em de-
corrência de venda de produção própria.

www.acasadoconcurseiro.com.br 503
PREVIDÊNCIA PRIVADA

Previdência privada (ou previdência complementar) é uma forma de acumulação de recursos


durante a época que a pessoa está trabalhando que visa complementar o benefício pago pela
Previdência Social (INSS) e evitar que a pessoa sofra uma queda drástica em seu padrão de vida
devido à redução de sua renda na aposentadoria.
Qualquer pessoa que receba mais do que o benefício máximo pago pelo INSS deve se preocupar
em formar uma poupança, seja através da previdência privada ou de recursos administrados
por conta própria.
De acordo com a sua disponibilidade financeira, você faz contribuições periódicas para o
plano, acumulando um capital que receberá rendimentos e, quando decidir se aposentar, passa
a receber uma renda mensal ou realiza o resgate total dos recursos acumulados.
A previdência privada também pode ser utilizada para o planejamento sucessório, uma vez que
não é necessário inventário para ser recebida a reserva, desde que os beneficiário(s) estejam
especificados no plano. Caso contrário, a reserva será paga aos herdeiros legais.

PREVIDÊNCIA: TAXAS
Taxa de administração: é aquela paga ao administrador do fundo para ele cuidar do seu
dinheiro. A taxa de administração que o investidor paga permite ao fundo remunerar o
administrador/gestor da Carteira e da estrutura profissional voltada para a gestão do portfólio
do fundo. Ela é anual e incide diariamente sobre o saldo do seu plano, sendo cobrada sobre o
patrimônio líquido do fundo.
Taxa de carregamento: é utilizada para custear as despesas de corretagem, colocação e
administração do plano de previdência. Poderá ser cobrada sobre o valor de cada contribuição,
no momento do resgate e/ou da transferência, dependendo do plano contratado.

PREVIDÊNCIA: TIPOS DE PLANOS/BENEFÍCIOS


Os planos previdenciários podem ser contratados de forma individual ou coletiva (averbados
ou instituídos) e podem oferecer, juntos ou separadamente, os seguintes tipos básicos de
benefício:
RENDA POR SOBREVIVÊNCIA: renda a ser paga ao participante do plano que sobreviver ao
prazo de deferimento contratado, geralmente denominada de aposentadoria.
RENDA POR INVALIDEZ: renda a ser paga ao participante, em decorrência de sua invalidez total
e permanente ocorrida durante o período de cobertura e depois de cumprido o período de
carência estabelecido no Plano.
PENSÃO POR MORTE: renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na proposta de
inscrição, em decorrência da morte do participante ocorrida durante o período de cobertura e
depois de cumprido o período de carência estabelecido no Plano.

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PECÚLIO POR MORTE: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao(s) beneficiário(s)
indicado(s) na proposta de inscrição, em decorrência da morte do participante ocorrida durante
o período de cobertura e depois de cumprido o período de carência estabelecido no Plano.
PECÚLIO POR INVALIDEZ: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao próprio
participante, em decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período
de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano.

PERFIL DO INVESTIDOR
No caso dos PGBL, VGBL e sucedâneos, o investidor pode escolher o perfil de risco do fundo
de investimento no qual a seguradora ou a EAPC vão aplicar os seus recursos. De acordo com a
Susep, os perfis são os seguintes:
•• Soberano: como o nome sugere, o fundo investe apenas em títulos do governo, ou seja,
títulos ou Crédito Securitizados do Tesouro Nacional, ou Títulos do Banco Central;
•• Renda Fixa: além das aplicações acima, também permite o investimento em outros tipos
de títulos de renda fixa, como CDBs, debêntures, etc.;
•• Composto: também permite aplicações em renda variável, como, por exemplo, ações ou
fundos de ações, commodities, desde que não ultrapassem 49% do patrimônio do fundo.

PLANO GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE (PGBL)


O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é mais vantajoso para aqueles que fazem a
declaração do imposto de renda pelo formulário completo. É uma aplicação em que incide
risco, já que não há garantia de rentabilidade, que inclusive pode ser negativa. Ainda assim,
em caso de ganho, ele é repassado integralmente ao participante.
O resgate pode ser feito no prazo de 60 dias de duas formas: de uma única vez, ou transformado
em parcelas mensais. Também pode ser abatido até 12% da renda bruta anual do Imposto
de Renda e tem taxa de carregamento. É comercializado por seguradoras. Com o PGBL, o
dinheiro é colocado em um fundo de investimento exclusivo, administrado por uma empresa
especializada na gestão de recursos de terceiros e é fiscalizado pelo Banco Central.

VIDA GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE (VGBL)


O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é aconselhável para aqueles que não têm renda
tributável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento
de IR sobre o ganho de capital.
Nesse tipo de produto, também não existe uma garantia de rentabilidade mínima, ainda que
todo o rendimento seja repassado ao integrante. O primeiro resgate pode ser feito em prazo
que varia de dois meses a dois anos. A partir do segundo ano, também pode ser feita a cada
dois meses. Possui taxa de carregamento.

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BENEFÍCIOS DE RENDA

Pagamento de uma renda mensal por toda a vida


Renda Vitalícia
ao participante.
Pagamento de uma renda mensal por toda a vida
ao participante. Caso ocorra o seu falecimento, a
Renda Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido
renda é revertida ao beneficiário indicado até o
cumprimento do prazo garantido.
Pagamento de uma renda mensal por toda a
vida ao participante. Após o seu falecimento,
Renda Vitalícia Reversível ao Beneficiário
um percentual da renda, será revertida ao
beneficiário indicado.
Pagamento de uma renda mensal ao participante,
Renda Temporária
durante o prazo definido.

PROTEÇÃO ADICIONAL

Pagamento mensal ao beneficiário indicado


Pensão Prazo Certo
durante o prazo definido.
Pagamento de uma renda mensal por toda a
Pensão ao Cônjuge vida, ao beneficiário indicado pelo participante,
caso ocorra o seu falecimento.
Pagamento de uma renda mensal ao beneficiário
Pensão aos Menores menor indicado ( até que complete 21 anos),
caso ocorra o falecimento do participante.
Pagamento de uma renda mensal por toda a
vida ao participante, no caso de invalidez total
Renda por Invalidez com
e permanente. Caso ocorra o seu falecimento, a
Prazo Mínimo Garantido
renda é revertida ao beneficiário indicado até o
cumprimento do prazo garantido.
Pagamento único ao beneficiário indicado, em
Pecúlio por Morte
decorrência da morte do segurado.

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PENHOR MERCANTIL

PENHOR (se dá com bens móveis, ou seja, é a transferência efetiva da posse que, em garantia
do débito ao credor, faz o devedor, de uma coisa móvel).
Ex.: Penhor de joias, penhor (caução) de títulos de crédito.
PENHOR INDUSTRIAL e MERCANTIL (máquinas – aparelhos – materiais – instrumentos, instala-
dos ou em funcionamento, com os acessórios ou sem eles – animais utilizados na indústria – sal
e bens destinados a exploração de salinas – produtos da suinocultura – animais destinados à in-
dustrialização de carnes e derivados – matérias-primas e produtos industrializados). Art. 1.447
REGISTRO – Cartório de Registro de Imóveis.
O credor poderá tomar em garantia um ou mais objetos até o valor da dívida. Art. 1.469
Os credores podem fazer efetivo o penhor, antes de recorrerem à autoridade judiciária, sempre
que haja perigo de demora, dando aos devedores comprovantes dos bens de que se apossarem.
Art. 1.470

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HIPOTECA

HIPOTECA (se dá com bens imóveis, ou seja, a garantia real sobre uma coisa, em regra, IMÓVEL).
Exceções: navios – aeronaves – minas e pedreiras – estradas de ferro com as máquinas.
1. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar (vender) imóvel hipotecado. Art. 1.475
do NCC.
2. REGISTRO DA HIPOTECA – As hipotecas serão registradas no cartório do lugar do imóvel
(Registro de Imóveis), ou de cada um deles, se o título se referir a mais de um. Art. 1.492.
3. O Registro da hipoteca, sobre ESTRADAS DE FERRO, será no Município da “estação” inicial
da respectiva linha. Art. 1.502.
4. A hipoteca dos NAVIOS e das AERONAVES reger-se-á pelo disposto em lei especial. Parágrafo
único do art. 1.473

REGISTRO – não se registrarão, no mesmo dia, duas hipotecas, sobre o mesmo imóvel, em
favor de pessoas diversas, salvo se as escrituras, do mesmo dia, indicarem à hora em que foram
lavradas. Art. 1.494.
O IMÓVEL PODERÁ SER HIPOTECADO MAIS DE UMA VEZ. Art. 1.494
DA EXTINÇÃO DA HIPOTECA – A hipoteca extingue-se:
I – pela extinção da obrigação principal;
II – pelo perecimento da coisa;
III – pela resolução da propriedade;
IV – pela renuncia do credor;
V – pela remição;
VI – pela arrematação ou adjudicação.

•• Extingue-se ainda a hipoteca com a averbação, no Registro de Imóveis, do cancelamento


do registro, à vista da respectiva prova. Art. 1.500 (arts. 1.473 a 1.505 do NCC.)

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FIANÇA

1. Garantia acessória e subsidiária (o fiador só se obrigará se o devedor principal não cumprir


a prestação devida, a menos que se tenha estipulado solidariedade).

2. Somente em contratos (nunca em cambiais – títulos).

3. Obrigação subsidiária: retratável (o fiador poderá exonerar-se da obrigação a todo o tem-


po, se a fiança tiver duração ilimitada. Ficando obrigado por todos os efeitos da fiança por
60 dias após a notificação ao credor). Art. 835 do ncc.

4. Necessita da outorga conjugal – outorga uxória (mulher casada) – outorga marital (homem
casado) exceto no regime de separação absoluta. Art. 1.647, inciso III do ncc.

5. O credor pode exigir outro fiador em caso de morte, insolvência ou incapacidade do pri-
meiro. Art. 826 do ncc.

6. Goza do “benefício de ordem” ou “benefício de excussão” – (consiste no direito assegurado


ao fiador de exigir do credor que acione, em primeiro lugar, o devedor principal, isto é, que
os bens do devedor principal sejam executados antes dos seus) art. 827 do ncc.

Tipos de fiança:

•• Fiança comum (é a normal, goza de todas as regalias da fiança).


•• Fiança solidária (é aquela em que o fiador abre mão de alguns benefícios, como o benefício
de ordem..., tornando-se quase avalista. (Fiador solidário)
•• Fiança excessiva (não sendo limitada, a fiança compreenderá todos os acessórios da dívida
principal, inclusive as despesas judiciais, desde a citação do fiador). art. 822 do ncc.
•• Fiança limitada (se a fiança for dada para uma parte do débito, não se estenderá ao restan-
te). Art. 823 do ncc.
•• Sub-fiança (é a fiança que garante outra fiança).

Importante: a fiança conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa importa
o compromisso de solidariedade entre elas, se declaradamente não se reservarem o benefício
de divisão.

www.acasadoconcurseiro.com.br 509
Os fiadores são solidários entre si, em regra, exceto em caso de benefício da divisão.
Benefício de divisão – cada fiador, responde unicamente pela parte que, em proporção, que
lhe couber no pagamento. – Cada fiador pode fixar no contrato a parte da dívida que toma sob
sua responsabilidade. Art. 829 de ncc.
Benefício de sub-rogação – é um dos direitos relativos aos efeitos da “fiança” em que o fiador
que pagar integralmente a dívida, fica sub-rogado nos direitos do credor, podendo demandar a
cada um dos outros fiadores pela respectiva cota. (Art. 831 do ncc).
Obs: quando o credor, sem justa causa, demorar a execução iniciada contra o devedor, poderá
o fiador promover-lhe o andamento. Art. 834 do ncc.

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FIANÇA BANCÁRIA

Tipo de garantia em que o banco (fiador) se solidariza com o seu cliente


(afiançado)

Utilização:
•• Obtenção de empréstimos e financiamentos no País;
•• Habilitação em concorrência pública;
•• Locação;
•• Adiantamento por encomenda de bens;
•• Acesso as linhas de crédito em outros bancos;
•• Garantias em concorrências e execuções de obras públicas;
•• Financiamentos para exportação;
•• Em operações na BM&F.

Tipos de Fiança Bancária:


•• BID BOND: concorrências públicas no exterior;
•• PERFORMANCE BOND: garantias de contratos de execução longa. Exemplo: EMBRAER;
•• ADVANCED PAYMENT BOND: garantia de pagamento antecipado ao exportador no exte-
rior;
•• REFUNDMENT BOND: assegurar o recebimento do importador em casos de pagamento
antecipado.

Obs.: A fiança bancária NÃO é um empréstimo por isso, só incide IOF caso o banco seja obri-
gado a honrar a fiança.

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AVAL

1. Garantia autônoma e independente (a responsabilidade subsiste, ainda que a obrigação do


avalizado seja nula – falência – incapacidade – falsidade).
2. Somente em cambial (somente em títulos de crédito).
3. Obrigação solidária (o avalista tem a mesma responsabilidade que o avalizado – tem 100%
de responsabilidade).
4. Necessita da outorga conjugal (cód. civil – art. 1647, III) – outorga uxória (mulher casada) –
outorga marital (homem casado) exceto no regime de separação absoluta.
5. O devedor principal não é obrigado a apresentar outro avalista em caso de morte do
primeiro.
6. Não admite “benefício de ordem” ou “beneficio de excussão”.

TIPOS DE AVAL

Pode ser aposto no verso ou no anverso do título de crédito e, tão somente no título.
•• Aval em preto (indica, através de cláusula, o avalizado)
•• Aval em branco (é sempre em favor do sacador-credor).
Aval parcial ou limitado – é vedado o aval parcial – art. 897 – parágrafo único do ncc., “exceto”
na duplicata, cheque, letra de câmbio e nota promissória, em virtude das leis especiais pre-
valecerem sobre as leis gerais. (As leis uniformes (especiais) sobre duplicata, cheque, letra de
câmbio e nota promissória que autorizam o aval parcial, por isso, o código civil tem sua ação
nula perante esses títulos).
Aval póstumo (é dado após o vencimento do título – rolagem de dívida – tem o mesmo valor
do dado antes do vencimento).
Aval de aval ou sucessivo (é prestado a outro avalista).
Aval cumulativo (vários avalistas a um mesmo obrigado no título).
Cancelamento de aval – o aval pode ser cancelado. Art. 898, parágrafo 2º do ncc – “considera-
se não escrito o aval cancelado”.

IMPORTANTE:
•• Com exceção do aval em preto (que designa a quem é dado), se o título não foi aceito: – na
letra de câmbio, o avalizado será o sacador-credor.
•• Na duplicata, o avalizado será o sacado.

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ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA

O bem, móvel ou imóvel – ficará em poder do devedor (fiduciante), alienando ao financiador


(fiduciário), em garantia do pagamento da dívida contraída. Em outras palavras, o bem móvel
ou imóvel, que comprei a prazo e estou devendo é a garantia do débito.
Bem “móvel” – Dec. 911/69
Bem “imóvel” – Lei 9.514/97
REGISTROS – Bem móvel no Cartório de Títulos e Documentos e, bem imóvel no Cartório de
Registro de Imóveis.

FAQ – ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA

1. O QUE É O CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA?


Para que se entenda de maneira bem simples o contrato de alienação fiduciária, muito utilizado
na compra de veículos ou computadores, temos que, inicialmente, saber como ele funciona.
Como exemplo, vamos partir da situação onde o consumidor deseja adquirir um determinado
bem, uma motocicleta ou um carro, mas não possui o dinheiro necessário ou tem somente
uma parte dele para pagar a entrada.
Nestas situações, bastante comuns no dia-a-dia, o consumidor se dirige a uma revenda, onde
será escolhido o veículo desejado. Depois, esta empresa, sabendo que o consumidor não tem a
quantia necessária para adquirir o veículo à vista, oferecerá algumas opções de financiamento
com os bancos com os quais possui parceria comercial e encaminhará uma proposta em nome
do consumidor.
Assim, após a análise e aprovação do crédito, o consumidor adquire a posse do veículo mas
este bem ficará vinculado ao contrato de financiamento, como sendo de propriedade do banco
até o final do pagamento das parcelas, servindo de garantia ao valor financiado.
Ocorrendo a quitação do contrato, o banco passará a propriedade do bem ao consumidor
sempre lembrando que, no caso de veículos, deverá haver comunicação aos órgãos de trânsito
da liberação da restrição no documento de propriedade do veículo.

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2. O QUE PODERÁ OCORRER CASO O CONSUMIDOR NÃO CONSIGA PAGAR AS PRESTAÇÕES
DO FINANCIAMENTO?
Nestas situações, onde consumidor deixa de pagar as prestações do contrato, o banco poderá
ingressar com ação de execução da dívida ou com a ação de busca e apreensão do bem alienado.
Para a ação de busca e apreensão, exige-se a comprovação da mora do devedor, mediante carta
registrada expedida pelo Cartório de Títulos e Documentos ou pelo protesto do título, e também
que o devedor tenha recebido a comunicação do protesto ou da notificação extrajudicial em
seu endereço, mesmo que não tenha sido entregue pessoalmente.
Proposta a ação com as provas acima, o Juiz defere a liminar de busca e apreensão ou, se o
devedor já pagou ao menos 40% do contrato, para colocar em dia o pagamento das parcelas
devidas e demais encargos.
3. O QUE ACONTECE COM O BEM CASO O JUIZ DETERMINE A BUSCA E APREENSÃO
LIMINARMENTE OU O CONSUMIDOR NÃO CONSIGA PAGAR O VALOR ATRASADO?
De acordo com a lei, o banco não pode ficar com o bem, que deverá ser vendido. Isto não signi-
fica a quitação da dívida. O devedor continua pessoalmente obrigado a pagar o saldo, se hou-
ver, caso o resultado da venda seja inferior ao da dívida, algo que ocorre na maioria dos casos,
e poderá ter seu nome inscrito nos bancos de dados de restrição ao crédito, como a Serasa e
SPCs, em relação ao saldo contratual inadimplido.
É importante lembrar que este o valor de venda do veículo não pode estar abaixo de mercado,
sob pena de causar sérios prejuízos ao consumidor e, caso o banco se negue a informá-lo, en-
tendemos que a pessoa prejudicada poderá ingressar com ação judicial de prestação de contas,
exigindo detalhes sobre a avaliação dada ao bem e sobre os valores arrecadados na sua venda.
Nada impede, porém, que o consumidor em dificuldades para pagar as parcelas, devolva o bem
para o banco e, nesta devolução, seja feito um acordo prevendo a quitação do saldo devedor.
Como o consumidor pode se defender quando não se nega a pagar as parcelas atrasadas, mas o
banco, antes de qualquer a ação judicial, quer cobrar valores abusivos e honorários de cobrança
ou advocatícios? Nestas situações, o consumidor pode fazer uma consignação em pagamento
dos valores das parcelas atrasadas. Na prática, isto significa que o consumidor fará um depósito,
em um banco oficial, dos valores que entende corretamente devidos. Pode ser de uma ou mais
parcelas. Feito o depósito, o devedor deverá comunicar o credor, por meio de carta com aviso
de recebimento (AR) que, pelo fato de não concordar com o valor cobrado, optou por pagar as
parcelas em atraso por meio de consignação extrajudicial. Juntamente com a correspondência,
deverá ser enviada uma cópia do comprovante de depósito.
Após o recebimento desta carta, o banco terá um prazo de 10 dias para negar, por escrito, este
depósito das parcelas atrasadas, geralmente por entender que o valor depositado é insuficien-
te. Se não houver negativa por escrito, a parcela ou parcelas em atraso que foram depositadas
serão consideradas quitadas.
No caso de negativa do banco, o devedor ainda poderá optar por fazer esta consignação por
meio de ação judicial e pedir liminarmente para o Juiz que, ao citar o banco, impeça o mesmo
de ingressar com ação de busca e apreensão por causa do oferecimento do pagamento das par-
celas em atraso na Justiça. Este procedimento é legal e está previsto no artigo 890 e seguintes
do Código de Processo Civil, mas, infelizmente, poucos consumidores o conhecem. De quem

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é a responsabilidade por multas e acidentes de trânsito nos casos de veículos adquiridos por
meio de alienação fiduciária?
Diversas decisões judiciais já apontaram que a responsabilidade, nesta situação, é da pessoa
que adquiriu o veículo, apesar de o bem ser de propriedade do banco.
4. O CONSUMIDOR PODERÁ SE DEFENDER NA AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO PEDINDO A
REVISÃO JUDICIAL DO CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA?
Sim, apesar do decreto-lei nº 911/69 prever no artigo 3º, parágrafo 2º, que a defesa nas ações de
busca e apreensão seja limitada para alegar o pagamento do débito vencido ou o cumprimento
das obrigações contratuais, entende-se que tal restrição fere as garantias constitucionais da
ampla defesa e do contraditório.
Assim, o consumidor, em sua defesa, poderá formular qualquer tipo de defesa e até requerer,
por meio de reconvenção, a revisão judicial dos juros do contrato e de quaisquer outros encar-
gos ali previstos.
5. DEVOLVER O BEM (VEÍCULO ETC.) ALIENADO QUITA A DÍVIDA?
Na maioria dos casos NÃO!
No contrato de alienação fiduciária (financiamento) o agente alienante (banco ou outra institui-
ção financeira) “empresta” o dinheiro para que a pessoa compre o bem (veículo etc.), mas fica
com a propriedade deste até que o financiamento seja quitado.
Ou seja, o bem (veículo etc.) fica em garantia para pagamento da dívida e se o contratante não
pagá-la, o banco pode entrar com ação de busca e apreensão para retira-lo a fim de vender em
leilão para cobrir o saldo negativo existente.
Pela lei da alienação fiduciária, o banco é obrigado a vender o bem financiado (veículo etc.) em
leilão e esta venda normalmente se dá por valor entre 50% a 70% do valor de mercado do bem.
Após, pagos os custos com leiloeiro, custas judiciais e honorários advocatícios, o que sobrar
do valor vai para abater a dívida. Portanto, normalmente, o valor que sobra não é suficiente
para cobrir o financiamento, ficando um saldo devedor a ser pago. Por isto, o consumidor deve
ter muito cuidado, pois muitas instituições financeiras, através de empresas de cobranças,
costumam dizer que a devolução quita a dívida e o consumidor devolve o bem (veículo etc.) e
não pede o termo de quitação (documento assinado e carimbado pelo banco dando a dívida
por quitada) e após algum tempo, o consumidor descobre que ainda é devedor e que seu nome
está registrado no SPC e SERASA por causa de dívidas.
Então, muito cuidado ao negociar a devolução do bem (veículo etc.) alienado pensando que estará
quitando a dívida, pois somente haverá garantias quando a instituição financeira dá o comprovante
de quitação do contrato e da dívida, através de documento assinado e carimbado pela mesma!
6. BENS ALIENADOS (VEÍCULOS ETC...) PODEM SER PENHORADOS PARA PAGAR DÍVIDAS?
Sim. Embora não seja algo comum de acontecer, os bens alienados (veículos etc.) podem ser
penhorados, na justiça, para pagamento de dívidas.
Neste caso, quando o bem é levado a leilão o agente alientante (instituição financeira) terá a
preferência no recebimento do saldo devedor do contrato de alienação (financiamento) e o
saldo da venda iria para o credor que pediu a penhora.

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Módulo 3

MERCADO DE CAPITAIS

O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que visa proporcio-


nar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. É
constituído pelas bolsas, corretoras e por outras instituições financeiras autorizadas.
No mercado de capitais, os principais títulos negociados são os representativos do capital de
empresas – as ações – ou de empréstimos tomados, via mercado, por empresas – debêntures
conversíveis em ações, bônus de subscrição e commercial papers – , que permitem a circulação
de capital para custear o desenvolvimento econômico.

MERCADO PRIMÁRIO E MERCADO SECUNDÁRIO

MERCADO PRIMÁRIO: Colocação de títulos resultantes de novas emissões. Empresas utilizam


o mercado primário para captar os recursos necessários ao financiamento de suas atividades.
MERCADO SECUNDÁRIO: Negociação de ativos, títulos e valores mobiliários em mercados
organizados, em que investidores compram e vendem em busca de lucratividade e liquidez,
transferindo, entre si, os títulos anteriormente adquiridos no mercado primário.

Características dos Principais Títulos:w

Título Característica
Captação de Recursos Através de
Ações
Capital Próprio Participação Societária

Título de Dívida
Debêntures Médio e Longo Prazo
Pode ter garantia

Título de Dívida
Commercial Paper (Nota Promissória) Curto Prazo
Sem garantia

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TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO

→ Poupança de longo prazo atrelada a um jogo.


Os títulos são estruturados, quanto a sua forma de pagamento, em PM, PP e PU.
•• PM = É um título que prevê um pagamento a cada mês de vigência do título.
•• PP = É um título em que não há correspondência entre o número de pagamentos e o nú-
mero de meses de vigência do título.
•• PU = É um título em que o pagamento é único (realizado uma única vez), tendo sua vigên-
cia estipulada na proposta.

→ Divisão do Prêmio:
•• Provisão para sorteio
•• Taxa de Carregamento
•• Provisão matemática

Nos títulos com vigência igual a 12 meses, os pagamentos são obrigatoriamente fixos. Já nos
títulos com vigência superior, é facultada a atualização dos pagamentos, a cada período de 12
meses, por aplicação de um índice oficial estabelecido no próprio título.
→ Carência: prazo em que o investidor não poderá solicitar o resgate. Pode variar de 01 a 02
anos, dependendo do plano.
→ Resgate antecipado: o investidor irá receber um percentual de sua reserva matemática.

Comentário: É uma aplicação financeira atrelada a um jogo, no qual o cliente vai ter um de-
ságio caso queira disponibilizar a sua aplicação antes do prazo estipulado pela Sociedade de
Capitalização.

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CARTÕES DE CRÉDITO

As atividades de emissão de cartão de crédito exercidas por instituições financeiras estão su-
jeitas à regulamentação baixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Cen-
tral do Brasil, nos termos dos artigos 4º e 10 da Lei nº 4.595, de 1964. Todavia, nos casos em
que a emissão do cartão de crédito não tem a participação de instituição financeira, não se
aplica a regulamentação do CMN e do Banco Central.

•• Vendedor:
•• Forte indutor do consumo;
•• Rebate no preço das vendas (tarifas e prazo).
•• Comprador:
•• Enquadramento das necessidades de consumo às disponibilidades de caixa;
•• Ganhos sobre a inflação;
•• Forte indutor do consumo.
•• Tipos:
•• Quanto ao usuário: pessoa física ou empresarial;
•• Quanto à utilização: nacional ou internacional.

O dono do cartão recebe mensalmente a fatura, pelo correio ou por meio eletrônico, para
conferir e pagar as compras efetuadas. É possível optar pelo pagamento total, pelo valor míni-
mo ou por algum valor intermediário.
IMPORTANTE (CIRCULAR Nº 3.512 NOV/2010): O valor mínimo da fatura de cartão de crédito a
ser pago mensalmente não pode ser inferior ao correspondente à aplicação, sobre o saldo total
da fatura, dos seguintes percentuais:
I - 15%, a partir de 1º de junho de 2011.
Comentário: O maior ganho das instituições financeiras e das administradoras de cartão de
crédito se dá no momento em que o cliente opta em não pagar o total de sua fatura no mês
correspondente, parcelando assim a sua dívida a uma taxa de juros geralmente elevada.

Os bancos só podem cobrar cinco tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito:

1. Anuidade;
2. Emissão de segunda via do cartão;
3. Tarifa para uso na função saque;
4. Tarifa para uso do cartão no pagamento de contas;
5. Tarifa no pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.

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O contrato de cartão de crédito pode ser cancelado a qualquer momento. No entanto, é im-
portante salientar que o cancelamento do contrato de cartão de crédito não quita ou extingue
dívidas pendentes. Assim, deve ser buscado entendimento com o emissor do cartão sobre a
melhor forma de liquidação da dívida.

CARTÃO DE CRÉDITO BÁSICO (CMN Nº 3.919, DE 25/11/2010)

É o cartão de crédito exclusivo para o pagamento de compras, contas ou serviços. O preço da


anuidade para sua utilização deve ser o menor preço cobrado pela emissora entre todos os
cartões por ela oferecidos.
Modalidades: Nacional e Internacional
Não pode ser associado a programas de benefícios e/ou recompensas.

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MERCADO DE CÂMBIO

Incluem-se no mercado de câmbio brasileiro as operações relativas aos recebimentos, paga-


mentos e transferências do e para o exterior, mediante a utilização de cartões de uso interna-
cional e de empresas facilitadoras de pagamentos internacionais, bem como as operações refe-
rentes às transferências financeiras postais internacionais, inclusive mediante vales postais e
reembolsos postais internacionais.
O Bacen é responsável por regulamentar e fiscalizar o Mercado de Câmbio.

TAXA DE CÂMBIO

Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações (centa-
vos) da moeda nacional. No Brasil, a moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados
Unidos, fazendo com que a cotação comumente utilizada seja a dessa moeda. Dessa forma,
quando dizemos, por exemplo, que a taxa de câmbio é R$ 2, significa que um dólar dos Estados
Unidos custa R$ 2. A taxa de câmbio reflete, assim, o custo de uma moeda em relação à outra.
As cotações apresentam taxas para a compra e para a venda da moeda, as quais são referencia-
das do ponto de vista do agente autorizado a operar no mercado de câmbio pelo Banco Central.
PTAX é a taxa que expressa a média das taxas de câmbio praticada no mercado interbancário. É
divulgada pelo Bacen.
TODAS as operações devem ter registro OBRIGATÓRIO no SISBACEN pelas instituições autoriza-
das por ele a atuar.

VALORIAÇÃO E DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL

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INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A ATUAREM NO MERCADO DE CÂMBIO

1. TODAS AS OPERAÇÕES SEM RESTRIÇÕES:


•• Bancos Comerciais
•• Bancos de Investimento
•• Bancos Múltiplos
•• Bancos de Câmbio
•• Caixa Econômica Federal

2. SOMENTE OPERAÇÕES ESPECÍFICAS AUTORIZADAS PELO BANCO CENTRAL:


•• Bancos de desenvolvimento
•• Agências de fomento
•• Sociedades de crédito, financiamento e investimento – Financeira

3. LIMITADOS AO VALOR DE U$ 100 MIL EM OPERAÇÕES DE CÂMBIO RELATIVO A EXPORTA-


ÇÃO OU IMPORTAÇÃO:
•• Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (STVM)
•• Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM)
•• Sociedades Corretoras de Câmbio

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4. INSTITUIÇÕES QUE PODEM OPERAR MEDIANTE CONVÊNIO COM INSTITUIÇÃO AUTORIZADA


•• Pessoas jurídicas em geral para negociar a realização de transferências unilaterais (por
exemplo: manutenção de residentes, doações, aposentadorias e pensões, indenizações e
multas e patrimônio);
•• Pessoas jurídicas cadastradas no Ministério do Turismo como prestadores de serviços
turísticos remunerados, para realização de operações de compra e de venda de moeda
estrangeira em espécie, cheques ou cheques de viagem;
•• Instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil, não autorizadas a operar no mercado de câmbio, para realização de transferências
unilaterais e compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheques ou cheques de viagem.
•• Lotéricas, através de convênio realizado com a CEF.

A realização desses convênios não depende de autorização do Banco Central. A responsabi-


lidade pelas operações de câmbio perante o Banco Central é das instituições autorizadas, e
o valor de cada operação de câmbio está limitado a US$ 3 mil ou seu equivalente em outras
moedas.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) também é autorizada pelo Banco Central a
realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, destinadas a aten-
der compromissos relacionados a operações específicas definidas pelo Banco Central, obser-
vando o limite de U$ 50 mil para recebimento de exportações e importações.
Para que os Correios e as lotéricas possam operar com câmbio, terão de fazer contratos com as
instituições financeiras, acrescentou ele. A autoridade monetária informou ainda que os clien-
tes terão de levar um documento, no qual conste o CPF, e preencher um formulário para a aqui-
sição dos dólares. Ao fim do processo, receberão um recibo da operação.

VALOR EFETIVO TOTAL (VET)

As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio


devem, previamente à realização de operação de câmbio de liquidação pronta de até US$
100.000 (cem mil dólares dos Estados Unidos) ou seu equivalente em outras moedas, com
cliente ou usuário, informar o valor total da operação, expresso em reais, por unidade de moe-
da estrangeira.
Valor Efetivo Total (VET): É calculado considerando a taxa de câmbio, os tributos incidentes e as
tarifas eventualmente cobradas.

LIQUIDAÇÃO DOS CONTRATOS

A liquidação de contrato de câmbio ocorre quando da entrega de ambas as moedas, nacional e


estrangeira, objeto da contratação ou de títulos que as representem.

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LIQUIDAÇÃO PRONTA – Em até D+2

A liquidação pronta é obrigatória nos seguintes casos:


a) operações de câmbio simplificado de exportação ou de importação;
b) compras ou vendas de moeda estrangeira em espécie ou em cheques de viagem;
c) compra ou venda de ouro – instrumento cambial.

UTILIZAÇÃO DO CONTRATO DE CÂMBIO

Nas operações de compra ou de venda de moeda estrangeira de até US$ 3 mil, ou seu equi-
valente em outras moedas estrangeiras, não é obrigatória a utilização do contrato de câmbio,
mas o agente do mercado de câmbio deve identificar seu cliente e registrar a operação no
Sisbacen.

REGISTRO NO SISBACEN

As operações até US$ 3 mil relativas a viagens internacionais e a transferências unilaterais po-
dem ser informadas ao Banco Central até o dia 10 do mês posterior a sua realização.
Também dispõem da prerrogativa de serem informadas apenas mensalmente ao Banco Cen-
tral as operações realizadas pelos Correios e aquelas relativas a cartões de crédito.
A Instituição Financeira que realizar a operação de câmbio fica dispensada a guarda de cópia
dos documentos de identificação do cliente nas operações de câmbio especificadas, bem como
facultada o uso de máquinas dispensadoras de cédulas (CMN 4.113).

MERCADO PRIMÁRIO

A operação de mercado primário implica entrada ou saída efetiva de moeda estrangeira do


País. Esse é o caso das operações realizadas com exportadores, importadores, viajantes, etc.

MERCADO SECUNDÁRIO

Também denominado mercado interbancário, a moeda estrangeira é negociada entre as ins-


tituições integrantes do sistema financeiro e simplesmente migra do ativo de uma instituição
autorizada a operar no mercado de câmbio para o de outra, igualmente autorizada.

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SEGUROS

GLOSSÁRIO PREVIDÊNCIA E SEGUROS

Apólice: é o documento legal que formaliza a aceitação pela seguradora, da cobertura proposta
pelo segurado.
Aporte: são as contribuições esporádicas que você realiza para o seu plano de Previdência, que
irão compor o mesmo fundo resultante das contribuições mensais. O aporte também pode ser
único, no início da contratação.
Assistido: você será um assistido, quando estiver recebendo o seu benefício de renda. Base
de cálculo de performance financeira: é a diferença, ao final do último dia útil do mês, entre a
parcela do patrimônio líquido do FIE correspondente à Provisão Matemática de Benefícios Con-
cedidos e o valor da remuneração pela gestão financeira acumulado do mês.
Beneficiário: são as pessoas que você escolhe para receber os benefícios de morte no caso do
seu falecimento ou você mesmo, em evento de invalidez total e permanente ou no momento
do recebimento da aposentadoria.
Benefício de Renda: é o pagamento da aposentaria feito a você no valor e data definidos na
contratação ou alterados durante o período de diferimento.
Carência: prazo que o fundo fica reservado e não pode ser resgatado.
Contribuição: valor correspondente a cada um dos aportes (esporádicos ou contribuições men-
sais) destinados ao custeio da cobertura contratada. Nos planos VGBL, a contribuição recebe o
nome de Prêmio Mensal.
Encargo de Saída: valor cobrado sobre os valores resgatados ou portados.
Fundo Acumulado: Reserva acumulada, de acordo com as contribuições efetuadas.
Indenização: Pagamento a ser efetuado ao participante por ocasião de sua sobrevivência ao
período de diferimento.
Instituidora: é a pessoa jurídica que propõe a contratação de plano coletivo, definindo as nor-
mas e participando das contribuições.
Participante: Pessoa física que contrata o plano.
PGBL: Plano Gerador de Benefício Livre. Ideal para quem opta por fazer a declaração de ajuste
do Imposto de Renda completa, pois pode ser deduzido no limite de 12% da renda bruta anual.
Portabilidade: Instituto que, durante o período de diferimento, permite a movimentação de
recursos da provisão matemática de benefícios a conceder.
Prazo de carência: Período em que não serão aceitos pedidos de resgate ou de portabilidade.

www.acasadoconcurseiro.com.br 525
Prêmio Mensal: Valor correspondente a cada um dos aportes destinados aos planos VGBL ao
custeio da cobertura contratada.
Previdência Complementar: Previdência Complementar significa você pensar no seu futuro,
garantindo o conforto de uma aposentadoria tranquila para você e sua família, ou ainda, a rea-
lização daquele sonho antigo, como a abertura de um negócio próprio, ou a certeza da educa-
ção dos seus filhos.
Proponente: Pessoa física interessada em contratar o plano.
Renda: Série de pagamentos periódicos a que tem direito o assistido (ou assistidos). Tipos de
Renda que podem ser escolhidos: Renda vitalícia Renda vitalícia com prazo mínimo Renda vita-
lícia reversível ao beneficiário indicado Renda vitalícia reversível ao cônjuge e com continuida-
de aos menores, Renda temporária.
Resgate: Instituto que, durante o período de diferimento, permite o resgate dos recursos da
Provisão Matemática de Benefícios a Conceder.
Taxa de administração: É a taxa paga à Administradora dos Planos de Previdência para adminis-
trar os fundos provenientes das aplicações feitas em um plano de Previdência.
Taxa de carregamento: Valor resultante da aplicação de percentual sobre o valor das contribui-
ções pagas, destinadas a atender às despesas administrativas, de corretagem e de colocação do
plano.
Tributação regressiva progressiva: Formas de tributação que poderão ser escolhidas para o
plano de Previdência contratado. Saiba Mais.
VGBL: Vida Gerador de Benefício Livre. Plano de previdência mais indicado para quem faz a de-
claração simplificada do Imposto de Renda e quer diversificar seus investimentos ou para quem
deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta em Previdência.

SEGUROS
•• Instrumentos do contrato de seguros:
•• Proposta: registro da intenção do futuro segurado.
•• Apólice: proposta formalmente aceita pela seguradora.
•• Endosso: alteração na apólice, durante a vigência do contrato. É necessária a concor-
dância das duas partes.
•• Elementos dos contratos de seguro:
•• Prêmio: prestação paga periodicamente pelo segurado;
•• Sinistro: perda de um bem (ou de uma vida), motivados por um dos riscos cobertos na
apólice;
•• Indenização: importância que o segurado recebe em caso de sinistro;
•• Franquia: valor do prejuízo que fica a cargo do segurado.

É proibida a realização de mais de um seguro cobrindo o mesmo objeto ou interesse, salvo


nos casos de seguros de pessoas.

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Conhecimentos Bancários – Prof. Lucas Silva

As operações de Seguro Rural gozam de isenção tributária irrestrita, de quaisquer impostos ou


tributos federais.
A divisão de riscos de determinada apólice ou programa tem a alternativa do cosseguro. Esta
operação consiste na repartição de um mesmo risco, de um mesmo segurado, entre duas ou
mais seguradoras.
O resseguro é o seguro das seguradoras. É um contrato em que o ressegurador assume o com-
promisso de indenizar a companhia seguradora (cedente) pelos danos que possam vir a ocorrer
em decorrência de suas apólices de seguro.
O ressegurador também dispõe do mecanismo da “retrocessão”, que repassa parte das res-
ponsabilidades que assumiu para outro ressegurador ou para companhias seguradoras locais,
com o objetivo de proteger seu patrimônio;
Existe três tipos de ressegurador:
1. Local: ressegurador sediado no país, constituído sob a forma de sociedade anônima, que
tenha por objeto exclusivo a realização de operações de resseguro e retrocessão.
2. Admitido: ressegurador sediado no exterior, com escritório de representação no país, que,
atendendo às exigências previstas na Lei Complementar nº 126/2007 e nas normas que re-
gulam a atividade, tenha sido cadastrado na Susep.
3. Eventual: empresa resseguradora estrangeira sediada no exterior, sem escritório de re-
presentação no país, que, atendendo às exigências previstas na Lei Complementar nº
126/2007 e nas normas que regulam o resseguro e a retrocessão, tenha sido cadastrada na
Susep para exercer a atividade, para realizar operações de resseguro e retrocessão.
OBS.: Resseguradores estrangeiros sediados em paraísos fiscais não podem operar no mer-
cado brasileiro. Entram nessa categoria os países que não tributam a renda ou tributam com
alíquota inferior a 20%.

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Informática

Professor Márcio Hunecke

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Edital

CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA: Linguagens de programação: Java (SE 8 e EE 7), Phyton


3.6, JavaScript/EcmaScript 6, Scala 2.12 e Pig 0.16; Estruturas de dados e algoritmos: busca
sequencial e busca binária sobre arrays, ordenação (métodos da bolha, ordenação por
seleção, ordenação por inserção, lista encadeada, pilha, fila, noções sobre árvore binária),
noções de algoritmos de aprendizado supervisionados e não supervisionados; Banco de
dados: conceitos de banco de dados e sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD),
modelagem conceitual de dados (a abordagem entidade-relacionamento), modelo relacional
de dados (conceitos básicos, normalização), banco de dados SQL (linguagem SQL (SQL2008),
linguagem HiveQL (Hive 2.2.0)), banco de dados NoSQL (conceitos básicos, bancos orientados a
grafos, colunas, chave/valor e documentos), data Warehouse (modelagem conceitual para data
warehouses, dados multidimensionais); Tecnologias web: HTML 5, CSS 3, XML 1.1, Json (ECMA-
404), Angular.js 1.6.x, Node.js 6.11.3, REST; Manipulação e visualização de dados: linguagem R
3.4.2 e R Studio 5.1, OLAP, MS Excel 2013; Sistema de arquivos e ingestão de dados: conceitos
de MapReduce, HDFS/Hadoop/YARN 2.7.4, Ferramentas de ingestão de dados (Sqoop 1.4.6,
Flume 1.7.0, NiFi 1.3.0 e Kafka 0.11.0).

BANCA: Cesgranrio
CARGO: Escriturário

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Módulo 1

CONCEITOS DE BANCO DE DADOS E SISTEMAS


GERENCIADORES DE BANCOS DE DADOS (SGBD)

Conceitos Básicos

Muitos autores definem Bancos de dados (BD) de forma diferente, porém em todas elas tem-
-se uma ideia de coleção ou conjunto de dados armazenados que servem ou são usados por
algumas situações específicas. A definição de banco de dados como ‘uma coleção de dados
relacionados’ é muito geral.
Por exemplo, considere a coleção de palavras deste texto como sendo dados relacionados e,
portanto, constitui um banco de dados. Entretanto, o uso comum do termo ‘banco de dados’ é
usualmente mais restrito.
O conceito de banco de dados está muito presente em nosso dia-a-dia e faz parte de nossa
vida. Banco de dados (BD) desempenha um papel crítico em muitas áreas onde computadores
são utilizados
O BD está presente em muitas áreas diferentes (negócios, engenharia, educação, medicina,
etc.). Um arranjo aleatório de dados não pode ser considerado um banco de dados

Definições comuns

•• Um banco de dados “é uma coleção de dados inter-relacionados, representando informações


sobre um domínio específico”, ou seja, sempre que for possível agrupar informações que se
relacionam e tratam de um mesmo assunto, posso dizer que tenho um banco de dados.
•• É uma coleção de dados logicamente coerente que possui significado e tem a interpretação
realizada por uma determinada aplicação;

•• Representa abstratamente uma parte do mun-


do real, conhecida como Minimundo ou Univer-
so de Discurso (UD), que é de interesse de certa
aplicação;
Podemos exemplificar situações clássicas como a
lista de contatos de telefone celular, um catálogo de
CDs/DVDs ou um sistema de controle de RH de uma
empresa.

www.acasadoconcurseiro.com.br 533
Já um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD) é um software que possui recursos
capazes de manipular as informações do banco de dados e interagir com o usuário. Exemplos
de SGBDs são: Oracle, SQL Server, DB2, PostgreSQL, MySQL, o próprio Microsoft Access ou Pa-
radox, entre outros.
Por último, temos que conceituar um sistema de banco de dados como o conjunto de quatro
componentes básicos: dados, hardware, software e usuários.
Os objetivos de um sistema de banco de dados são o de isolar o usuário dos detalhes internos
do banco de dados (promover a abstração de dados) e promover a independência dos dados
em relação às aplicações, ou seja, tornar independente da aplicação, a estratégia de acesso e a
forma de armazenamento.

Abstração de dados

O grande objetivo de um sistema de BD é oferecer uma visão “abstrata” dos dados aos usu-
ários. Os detalhes referentes à forma como estes dados estão armazenados e mantidos não
interessa aos usuários, mas a disponibilidade eficiente destes dados é que são fundamentais.

O conceito de abstração está associado à característica de se observar somente os aspectos de


interesse, sem se preocupar com maiores detalhes envolvidos.
No contexto de abstração de dados um banco de dados pode ser visto sem se considerar a
forma como os dados estão armazenados fisicamente.
O sistema de banco de dados deve garantir uma visão totalmente abstrata do banco de dados
para o usuário, ou seja, para o usuário do banco de dados pouco importa qual unidade de
armazenamento está sendo usada para guardar seus dados, contanto que os mesmos estejam
disponíveis no momento necessário.
Esta abstração se dá em três níveis de arquitetura, também conhecida como Esquemas de um
Banco de Dados:
•• Nível de visão do usuário ou externo: as partes do banco de dados que o usuário tem acesso
de acordo com a necessidade individual de cada usuário ou grupo de usuários;

534 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Informática – Márcio Hunecke

•• Nível conceitual: define quais os dados que estão armazenados e qual o relacionamento
entre eles;
•• Nível físico ou interno: é o nível mais baixo de abstração, em que define efetivamente de
que maneira os dados estão armazenados.

Modelo conceitual

É a descrição do BD de maneira independente ao SGBD, ou seja, define quais os dados que apa-
recerão no BD, mas sem se importar com a implementação que se dará ao BD. Desta forma, há
uma abstração em nível de SGBD.
Uma das técnicas mais utilizadas dentre os profissionais da área é a abordagem entidade-rela-
cionamento (ER), onde o modelo é representado graficamente através do diagrama entidade-
-relacionamento (DER).

Exemplo de diagrama entidade-relacionamento

O modelo acima, entre outras coisas, nos traz informações sobre Alunos e Turmas. Para cada
Aluno, será armazenado seu número de matrícula, seu nome e endereço, enquanto para cada
turma, teremos a informação de seu código, a sala utilizada e o período.

Modelo Lógico

O modelo Lógico descreve o BD no nível do SGBD, ou seja, depende do tipo particular de SGBD
que será usado. Não podemos confundir com o Software (aplicação) que será usado.
Abordaremos o SGBD relacional, por ser a exigência da grande maioria das provas. Nele, os da-
dos são organizados em tabelas.

Aluno
mat_aluno Nome Endereço
1 Cecília Ortiz Rezende Rua dos Ipês, 37
2 Abílio José Dias Avenida Presidente Jânio Quadros, 357
3 Renata Oliveira Franco Rua Nove de Julho, 45

www.acasadoconcurseiro.com.br 535
Turma
cod_turma Sala Período
1 8 Manhã
2 5 Noite

O modelo lógico do BD relacional deve definir quais as tabelas e o nome das colunas que com-
põem estas tabelas. Para o nosso exemplo, poderíamos definir nosso modelo lógico conforme
o seguinte:
Aluno(mat_aluno, nome, endereco) Turma(cod_turma, sala, periodo)
É importante salientar que os detalhes internos de armazenamento, por exemplo, não são descri-
tos no modelo lógico, pois estas informações fazem parte do modelo físico, que nada mais é que a
tradução do modelo lógico para a linguagem do software escolhido para implementar o sistema.

Dados e Informações

Dado denota um fato que pode ser registrado e possui pouco significado.
Informação denota uma organização em relação a um conteúdo.

Diferenças entre Banco de Dados e Sistemas de Arquivos

Banco de Dados
•• Um único repositório de dados é mantido.
•• Acesso de todos os usuários sobre o mesmo BD com único espaço de armazenamento
•• Atualização dos dados em apenas uma estrutura de banco de dados

Sistema de Arquivos
•• Implementa os arquivos necessários para uma aplicação específica
•• Redundância de arquivos armazenando os mesmos dados com
•• Perda de espaço de armazenamento
•• Esforço adicional para atualização dos dados

Terminologia Básica em Banco de Dados

Campo – unidade básica de informação mínima com significado


Registro – conjunto de campos
Arquivo – conjunto de registros
Banco de Dados (BD) – conjunto de arquivos e as formas de manipulação

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Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Informática – Márcio Hunecke

Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD)

Um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) é uma coleção de programas que habili-
tam usuários a criar e manter um banco de dados.
O SGBD é um software de propósito geral, que facilita o processo de definição, construção e
manipulação de um banco de dados.
Definição de banco de dados envolve especificar estruturas e tipos de dados para serem grava-
dos no banco de dados, com uma descrição detalhada de cada tipo de dado. Construção de um
banco de dados é o processo de consistir e gravar inicialmente dados no banco de dados.
Manipulação de um banco de dados inclui funções como consulta por dados específicos e atua-
lização para refletir as alterações no mundo real.

Principais Atribuições de um SGBD

BD não contém somente os dados de conteúdo armazenados, ele também armazena defini-
ções e descrições sobre a estrutura que forma o BD (metadados).
O catálogo do sistema (metadados) contém definições da estrutura de cada arquivo, o tipo e
formato de armazenamento de cada item de dados, e várias restrições dos dados.
Este catálogo é usado pelo SGBD e ocasionalmente por algum usuário do BD (não é específico,
mas geral, atendendo as diversas necessidades de arquivos diferentes).

www.acasadoconcurseiro.com.br 537
Características de um SGBD

•• Controle sobre a redundância: A redundância pode ser controlada (backup ou réplica) ou


não controlada, quando os dados estão duplicados sem intenção.
•• Espaço para armazenamento
•• Duplicação de esforços
•• Inconsistência na base de dados
•• Compartilhamento de Dados – Permitir que várias aplicações acessem a mesma informa-
ção, sem precisar duplicar.
•• Restrição de acesso não autorizado: Possui um sistema de segurança garantindo o acesso
específico a cada usuário (personalizado para grupos ou individual), garantindo assim se-
gurança no acesso ao BD, diferentes permissões de operação no BD, proteção de contas
pessoais (ou grupo) por senhas, segurança no uso do próprio SGBD como nas criações de
novas contas.
•• Fornecimento de múltiplas interfaces (visões): Diversos níveis de conhecimento entre os
usuários, onde o BD deve oferecer vários tipos de acesso aos dados.
•• Forçar restrições de integridade: armazenamento de vários tipos de dados (inteiro, real,
lógico), relacionamentos entre os dados, obrigatoriedade ou não de informação do dado
(nulo ou não nulo), unicidade do dado (chave primária), dificultar a ocorrência de erros.
•• Sistema de Backup e Recovery: Capacidade de salvamento e recuperação dos dados.
•• Facilidade e controle do BD no caso de falha do hardware ou do software chegando a fazer
uma recuperação dos logs de transação mais recentes, evitando perda de dados.

538 www.acasadoconcurseiro.com.br
Questões

1. (2018 – FCC – DPE-AM – Analista em Ges- 3. (2017 – FCC – TST – Técnico Judiciário –
tão Especializado de Defensoria – Analista Programação)
de Banco de Dados)
Em um caso hipotético, um Programador do
Na implementação de rotinas de recupera- Tribunal Superior do Trabalho verificou que:
ção de transações em bancos de dados re-
lacionais, tem papel vital os arquivos de log, I – os dados nome do cidadão e número do
sobre os quais é correto afirmar que processo não eram compartilhados entre
três diferentes sistemas que os utilizavam;
a) devem conter valores antigos e novos de
registros que sofreram modificações. II – não havia um sistema de log para acom-
b) não se aplicam a bancos de dados de panhamento e controle dos acessos aos
pequeno porte. bancos de dados de sua organização.
c) contêm, exclusivamente, indicação de ins- Os Sistemas Gerenciadores de Bancos de
tantes de início e final de cada transação. Dados − SGBDs contribuem para evitar que
d) não indicam se as transações foram as situações referidas em I e II venham a fe-
confirmadas ou abortadas. rir princípios que correspondem, respecti-
e) aplicam-se, exclusivamente, a bancos vamente,
de dados que contenham informações
sigilosas. a) à replicação e à privacidade.
b) à redundância e à segurança lógica.
2. (2018 – FCC – DPE-AM – Analista em Ges- c) à integridade e à segurança física.
tão Especializado de Defensoria – Analista d) ao compartilhamento e à privacidade.
de Banco de Dados) e) à concorrência e à integridade.

Ao se atribuir nomes a tabelas e a seus atri- 4. (2017 – COSEAC – UFF – Técnico de Tecno-
butos, é recomendável seguir algumas re- logia da Informação) – ANULADA
gras e/ou recomendações básicas, impor-
tantes na documentação de um banco de Na coluna I estão dispostos alguns concei-
dados. Umas dessas regras e/ou recomen- tos relacionados aos bancos de dados. Esta-
dações consiste em utilizar beleça a correta correspondência com suas
definições ou funcionalidades, conforme
a) acrônimos de conhecimento restrito na apresentado na Coluna II.
própria empresa.
b) o mesmo nome para as chaves primá- Coluna I
rias de todas as tabelas.
1. SGBD
c) nomes longos para todos os atributos, com
no mínimo 20 caracteres em cada nome. 2. Processador do Banco de Dados
d) nomenclatura codificada, dificultando
acessos indevidos. 3. Compilador DDL
e) nomes de tabelas e atributos que indi- 4. Dicionário de Dados
quem, de forma clara, o conteúdo dos
dados armazenados. 5. Gerenciador de Acesso ao Disco

www.acasadoconcurseiro.com.br 539
Coluna II I – nível de visão do usuário: as partes do
banco de dados a que o usuário tem acesso
( ) processa as definições do esquema do de acordo com a necessidade individual de
banco de dados. cada usuário ou grupo de usuários.
( ) utiliza o sistema operacional para
acessar os dados armazenados em disco, II – nível conceitual: define quais os dados
controlando o acesso às tabelas do BD. que estão armazenados e qual o relaciona-
mento entre eles.
( ) contém o esquema do banco de da-
dos, suas tabelas, índices, formas de acesso III – nível físico: é o nível mais baixo de abs-
e relacionamentos existentes. tração, que define efetivamente de que ma-
neira os dados estão armazenados.
( ) manipula requisições à própria base
de dados em tempo de execução, sendo Pode-se afirmar que:
responsável pelas atualizações e integrida-
de dessa base de dados. a) somente I está correta.
b) somente II está correta.
( ) software com recursos específicos c) somente III está correta.
para facilitar a manipulação das informa- d) há apenas duas afirmativas corretas.
ções dos bancos de dados e o desenvolvi- e) todas estão corretas.
mento de programas aplicativos.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 6. (2017 – CESPE – TCE-PE – Analista de Contro-
le Externo – Auditoria de Contas Públicas)
a) 2, 5, 4, 1 e 3.
b) 1, 4, 3, 2 e 5. Acerca dos conceitos de dado, informação e
c) 4, 1, 5, 3 e 2. conhecimento, julgue o item a seguir. A in-
d) 3, 1, 4, 2 e 5. formação caracteriza-se por ser frequente-
e) 5, 4, 3, 2 e 1. mente tácita, bem como por ser de estrutu-
ração e captura difíceis em máquinas.
5. (2017 – Quadrix – CRB 6ª Região – Auxiliar
Administrativo) ( ) Certo   ( ) Errado

Pode-se conceituar um sistema de banco de


dados como o conjunto de quatro compo- 7. (2016 – IF-RS – IF-RS – Professor – Informá-
nentes básicos: dados, hardware, software tica Geral)
e usuários. Os objetivos de um sistema de NÃO faz parte das características de utiliza-
banco de dados são o de isolar o usuário ção de Bancos de Dados:
dos detalhes internos do banco de dados
(promover a abstração de dados) e promo- a) Suporte para as múltiplas visões de da-
ver a independência dos dados em relação dos.
às aplicações, ou seja, tornar independen- b) Auto-atendimento sob demanda.
tes da aplicação, da estratégia de acesso e c) Isolamento entre os programas e os
da forma de armazenamento. O sistema de dados (abstração de dados).
banco de dados deve garantir uma visão to- d) Natureza autodescritiva do Banco de
talmente abstrata do banco de dados para o Dados.
usuário, ou seja, para o usuário do banco de e) Compartilhamento de Dados e proces-
dados pouco importa qual unidade de ar- samento de transações de multiusuá-
mazenamento está sendo usada para guar- rios.
dar seus dados, contanto que os mesmos
estejam disponíveis no momento necessá-
rio. Essa abstração se dá em três níveis:

540 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Informática – Márcio Hunecke

8. (2016 – CESPE – FUB – Técnico de Tecnolo- 11. (ESAF – 2013 – MF – Analista de Finanças e
gia da Informação) Controle – Gestão em Infraestrutura de TI)
Acerca dos conceitos de bancos de dados, Banco de dados é:
julgue o item seguinte. Em um projeto de
banco de dados, a modelagem conceitual a) uma relação de dependência entre da-
define quais dados vão aparecer no banco dos que tem por objetivo atender a
de dados, mas sem considerar a sua imple- uma comunidade de usuários.
mentação. b) um conjunto de dados integrados que
tem por objetivo impedir acessos inde-
( ) Certo   ( ) Errado vidos a dados armazenados.
c) um conjunto de dados integrados que
tem por objetivo atender a requisitos
9. (2016 – CESPE – FUB – Técnico de Tecnolo- do sistema operacional.
gia da Informação) d) um conjunto de dados integrados que
Acerca dos conceitos de bancos de dados, tem por objetivo atender a uma comu-
julgue o item seguinte. Uma solução para nidade de usuários.
evitar a redundância controlada de infor- e) uma estrutura de máquina virtual que
mações é o uso do compartilhamento de tem por objetivo atender a necessida-
dados; dessa forma, cada informação é ar- des do software de acesso.
mazenada uma única vez.
12. (FCC – 2012 – TCE-AM – Analista de Contro-
( ) Certo   ( ) Errado le Externo – Tecnologia da Informação)
O modelo conceitual de dados
10. (2014 – ESAF – MF – Assistente Técnico Ad-
ministrativo) a) é aquele em que os objetos, suas ca-
racterísticas e relacionamentos têm a
Quanto aos esquemas permitidos pela ar- representação de acordo com as regras
quitetura de um SGBD (Sistema de Geren- de implementação e limitantes impostos
ciamento de Banco de Dados), é correto por algum tipo de tecnologia.
afirmar que: b) é aquele em que os objetos, suas ca-
racterísticas e relacionamentos têm
a) Um esquema conceitual descreve em
a representação fiel ao ambiente ob-
nível setorial as rotinas do banco de da-
servado, independente de limitações
dos
quaisquer impostas por tecnologias,
b) Um esquema interno descreve a estru-
técnicas de implementação ou disposi-
tura física do armazenamento do banco
tivos físicos.
de dados.
c) é aquele elaborado respeitando-se e
c) Um esquema externo descreve as es-
implementando-se conceitos tais como
truturas de armazenamento dos usuá-
chaves de acesso, controle de chaves
rios clientes
duplicadas, itens de repetição (arrays),
d) Um esquema setorizado descreve a
normalização, ponteiros e integridade
estrutura lógica do armazenamento do
referencial, entre outros.
banco de dados de uso interno.
d) é a fase da modelagem na qual é neces-
e) Um esquema superior descreve as
sário considerar todas as particularida-
visões de gestores de nível estratégico
des de implementação, principalmente
o modelo que será utilizado para a im-
plementação futura.

www.acasadoconcurseiro.com.br 541
e) está sempre associado às fases de pro- 17. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – Téc-
jeto, contrastando com o modelo lógico, nico Científico – Banco de Dados)
que sempre está associado à fase de aná-
lise, quando utilizado com as metodolo- Julgue os itens a seguir, no que se refere aos
gias de desenvolvimento de sistemas e conceitos de banco de dados. O local onde são
implementado por ferramentas CASE. armazenados ou agrupados todos os objetos,
programas e dados é denominado esquema.
13. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – ( ) Certo   ( ) Errado
Técnico Científico – Administração de
Dados)
18. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – Téc-
O uso de sistemas de banco de dados em nico Científico – Banco de Dados)
aplicações web requer que o desenvolvi-
mento seja feito em linguagem Java. Instância é o nome técnico atribuído ao
conjunto de programas utilizados, em um
( ) Certo   ( ) Errado dado momento, para o gerenciamento de
determinado banco de dados.
14. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – Técnico ( ) Certo   ( ) Errado
Científico – Administração de Dados)
A validação de modelos de dados destina- 19. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – Téc-
dos a assegurar sua aderência a um modelo nico Científico – Banco de Dados)
corporativo tem por objetivos a redução de
redundância de dados e o compartilhamen- Modificações no nível físico são necessárias
to de dados corporativos das empresas. sempre que um requisito for alterado, por
exemplo, para melhorar o desempenho do
( ) Certo   ( ) Errado processo de inclusão de registros.
( ) Certo   ( ) Errado
15. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – Téc-
nico Científico – Banco de Dados)
20. (ESAF – 2012 – CGU – Analista de Finanças
Julgue os itens a seguir, no que concerne ao e Controle – prova 3 – Auditoria e Fiscaliza-
conceito de modelo de dados em SGBD. O ção – Geral)
modelo lógico define-se como uma descri-
ção de banco de dados no nível de abstração Um Sistema de Banco de Dados é
visto pelo usuário do SGBD, por isso esse mo-
delo é flexível e independente do tipo parti- a) uma associação de dados interdepen-
cular de SGBD que está sendo usado. dentes e hardware adequado que per-
mitem aos usuários acesso aos mes-
( ) Certo   ( ) Errado mos.
b) uma coleção de dados relacionados por
16. (CESPE – 2012 – Banco da Amazônia – Téc- processadores pertencentes a usuários
nico Científico – Banco de Dados) com privilégio de acesso.
c) uma coleção de dados inter-relaciona-
O modelo conceitual define-se como um dos e um conjunto de programas que
modelo de dados abstrato, que descreve a permitem aos usuários acessar e modi-
estrutura de um banco de dados de forma ficar esses dados.
independente de um SGBD particular. d) uma disposição de dados e atributos
que permitem aos usuários construir
( ) Certo   ( ) Errado instâncias multiestruturadas.

542 www.acasadoconcurseiro.com.br
Banco do Brasil - TI (Escriturário) – Informática – Márcio Hunecke

e) uma coleção de dados de dimensiona- carga (overhead) durante a compilação ou


lidade variável, selecionada por cada execução de uma consulta.
usuário através de programas interpre-
tadores. Assinale a opção com a sequência CORRETA.
a) F, V, V, F
21. (ESAF – 2012 – CGU – Analista de Finanças b) V, V, F, V.
e Controle – prova 3 – Auditoria e Fiscaliza- c) F, F, F, V.
ção – Geral) d) V, F, F, V.
O projeto geral do banco de dados é
23. (CONSULPLAN – 2012 – TSE – Técnico Judi-
a) o esquema do banco de dados. ciário – Programação de Sistemas)
b) o planejamento estratégico do fluxo de
dados. Observe a figura relacionada à representa-
c) o esquema de dimensionamento físico- ção da arquitetura ANSI/SPARC para bancos
-financeiro do banco de dados. de dados.
d) a versão inicial de instanciação dos da-
dos a serem carregados no sistema.
e) o esquema de atualização dos dados
para manutenção de consistência.

22. (FUMARC – 2012 – TJ-MG – Técnico Judiciá-


rio – Administrador de Banco de Dados)
Segundo Elmasri & Navathe, a arquitetura
de três esquemas pode ser usada para ex-
plicar melhor o conceito de independência
de dados. Com relação a esse conceito e a
arquitetura de três esquemas, analise os
itens a seguir, marcando (V) para o item ver- Sendo dois níveis descritos a seguir.
dadeiro e (F) para o item falso.
I – Trata do armazenamento físico dos da-
( ) Independência de dados lógica é a ca- dos e definição das estruturas que permi-
pacidade de alterar o esquema interno sem tem obter um bom nível de desempenho.
mudar o esquema externo.
II – Representa os dados, independente de
( ) Independência física de dados é a ca- qualquer usuário, escondendo os detalhes
pacidade de mudar o esquema interno sem de implementação física dos arquivos que
ter de alterar o esquema conceitual. armazenam os dados.
( ) Independência de dados é a capacidade Esses níveis são denominados, respectiva-
de mudar o esquema em um nível do sistema mente,
de banco de dados sem que ocorram altera-
ções do esquema no próximo nível mais alto. a) interno e aplicação.
b) externo e aplicação.
( ) Com a independência de dados, mu- c) interno e conceitual.
danças em um nível não requer mudança d) externo e conceitual.
no nível superior, pois somente o mapea-
mento entre os dois níveis é modificado.
Esse mapeamento não traz nenhuma sobre-

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Gabarito: 1. A 2. E 3. B 4. ANULADA 5. E 6. Errado 7. B 8. Certo 9. Errado 10. B 11. D 12. B 13. Errado 14. Certo 
15. Errado 16. Certo 17. Certo 18. Errado 19. Certo 20. C 21. A 22. A 23. C

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GABARITO COMENTADO

1. A
2. E
3. B
4. ANULADA. O correto seria 2, 5, 4, 3 e 1
5. E
6. ERRADO. Essa é a definição de "Conhecimento" e não informação.
7. B
8. CERTO
9. ERRADO. Essa é a definição de "Redundância NÃO controlada"
10. B
11. D
12. B
13. ERRADO. Há diversas outras linguagens de programação.
14. CERTO
15. ERRADO. O modelo lógico depende do SGBD que for usado.
16. CERTO
17. CERTO
18. ERRADO. Essa é a definição de SGBD.
19. CERTO
20. C
21. A
22. A
23. C

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Módulo 2

MODELAGEM CONCEITUAL DE DADOS


(A ABORDAGEM ENTIDADE-RELACIONAMENTO)

Conceito

O modelo entidade relacionamento (MER) é uma maneira conceitual de descrever um proces-


so de negócio. Foi criado por Peter Chen em 1976. O processo é modelado com componentes
(entidades) que são ligadas umas às outras por relacionamentos que expressam as dependên-
cias e exigências entre elas, como: um edifício pode ser dividido em zero ou mais apartamen-
tos, mas um apartamento pode estar localizado em apenas um edifício. Entidades podem ter
várias propriedades (atributos) que os caracterizam. Diagramas criados para representar gra-
ficamente essas entidades, atributos e relacionamentos são chamados de diagramas entidade
relacionamento.
Um modelo ER é normalmente implementado como um banco de dados. Nos casos de um
banco de dados relacional, que armazena dados em tabelas, as próprias tabelas representam
as entidades. Alguns campos de dados nestas tabelas apontam para índices em outras tabelas.
Tais ponteiros representam relacionamentos.
Este é o modelo ER de alto nível em que contém o detalhe menos granular mas estabelece o es-
copo global do que está para ser incluído dentro do conjunto do modelo. O modelo ER concei-
tual normalmente define entidades de dados de referência mestre que são comumente usadas
pela organização. Desenvolver um modelo ER conceitual de amplitude corporativa é útil para
suportar a documentação da arquitetura de dados para uma organização.
Um modelo ER conceitual pode ser usado como a fundação para um ou mais modelos de dados
lógicos (ver abaixo). O propósito do modelo ER conceitual é então estabelecer a comunalidade
de metadados estruturais para as entidades de dados mestre entre o conjunto de modelos ER
lógicos. O modelo de dados conceitual pode ser usado para formar comunais entre modelos ER
como uma base para integração de modelo de dados.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_entidade_relacionamento

Quando se inicia o desenvolvimento de um novo sistema, ou mesmo de uma nova funcionalidade


para um sistema existente, um dos primeiros passos a ser executado é o estudo e levantamento
dos requisitos necessários para a construção do produto final. Durante essa análise, identifica-
se as principais partes e objetos envolvidos, suas possíveis ações e responsabilidades, suas
características e como elas interagem entre si.

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A partir das informações obtidas, pode-se desenvolver um modelo conceitual que será utilizado
para orientar o desenvolvimento propriamente dito, fornecendo informações sobre os aspectos
relacionados ao universo de discurso do projeto em questão.

Modelo Entidade Relacionamento

O Modelo Entidade Relacionamento (também chamado Modelo ER, ou simplesmente MER),


como o nome sugere, é um modelo conceitual utilizado na Engenharia de Software para des-
crever os objetos (entidades) envolvidos em um domínio de negócios, com suas características
(atributos) e como elas se relacionam entre si (relacionamentos).
Em geral, este modelo representa de forma abstrata a estrutura que possuirá o banco de dados
da aplicação. Obviamente, o banco de dados poderá conter várias outras entidades, tais como
chaves e tabelas intermediárias, que podem só fazer sentido no contexto de bases de dados
relacionais.

Entidades
Os objetos ou partes envolvidas no projeto são chamadas de entidades. As entidades são no-
meadas com substantivos concretos ou abstratos que representem de forma clara sua função
dentro do domínio. Exemplos práticos de entidades comuns em vários sistemas são Cliente,
Produto, Venda, Turma, Função, entre outros.
Podemos classificar as entidades segundo o motivo de sua existência:
Entidades fortes: são aquelas cuja existência independe de outras entidades, ou seja, por si
só elas já possuem total sentido de existir. Em um sistema de vendas, a entidade produto, por
exemplo, independe de quaisquer outras para existir.
Entidades fracas: ao contrário das entidades fortes, as fracas são aquelas que dependem de
outras entidades para existirem, pois individualmente elas não fazem sentido. Mantendo o
mesmo exemplo, a entidade venda depende da entidade produto, pois uma venda sem itens
não tem sentido.
Entidades associativas: esse tipo de entidade surge quando há a necessidade de associar uma
entidade a um relacionamento existente. Na modelagem Entidade-Relacionamento não é pos-
sível que um relacionamento seja associado a uma entidade, então tornamos esse relaciona-
mento uma entidade associativa, que a partir daí poderá se relacionar com outras entidades.
Para melhor compreender esse conceito, tomemos como exemplo uma aplicação de vendas
em que existem as entidades Produto e Venda, que se relacionam na forma muitos-para-mui-
tos, uma vez que em uma venda pode haver vários produtos e um produto pode ser vendido
várias vezes (no caso, unidades diferentes do mesmo produto). Em determinado momento, a
empresa passou a entregar brindes para os clientes que comprassem um determinado produ-
to. A entidade Brinde, então, está relacionada não apenas com a Venda, nem com o Produto,
mas sim com o item da venda, ou seja, com o relacionamento entre as duas entidades citadas
anteriormente. Como não podemos associar a entidade Brinde com um relacionamento, cria-
mos então a entidade associativa “Item da Venda”, que contém os atributos identificadores das

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entidades Venda e Produto, além de informações como quantidade e número de série, para ca-
sos específicos. A partir daí, podemos relacionar o Brinde com o Item da Venda, indicando que
aquele prêmio foi dado ao cliente por comprar aquele produto especificamente.
Conjunto de entidades: Entidades relativamente parecidas, que possuem praticamente os
mesmos atributos podem ser agrupadas em um Conjunto de Entidades.

Relacionamentos

Uma vez que as entidades são identificadas, deve-se então definir como se dá o relacionamento
entre elas. De acordo com a quantidade de objetos envolvidos em cada lado do relacionamento,
podemos classifica-los de três formas:
Relacionamento 1..1 (um para um): cada uma das duas entidade