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EXAME FÍSICO GERAL

TÉCNICAS BÁSICAS DE EXAME FÍSICO


- Inspeção;
- Palpação;
- Percussão;
- Ausculta.
***Fundamental treinar a repetição e a prática supervisionada em manequins, pessoas saudáveis e pacientes***

INSPEÇÃO
- Exploração feita a partir do sentido da visão;
- Começa a partir do momento em que se entra em contato com o paciente (ainda na anamnese), realizando-se uma INSPEÇÃO GERAL;
- INSPEÇÃO DIRECIONADA  pode ser panorâmica ou localizada; efetuada com o olho ou com uma lupa;
- Deve ser realizada por partes, desnudando-se somente a região a ser examinada, sempre respeitando o pudor do paciente;
- Ambiente iluminado;

*Icterícia, desnutrição, acantose nigrans (dobras na pele, como axilas, costas e barriga que são associadas a problemas hormonais e são
indicativo de resistência insulínica, como na DM2), feridas, ascite, picadas e úlceras de pressão podem ser identificadas pela inspeção.

PALPAÇÃO
- Antes de realizá-la, é necessário explicar cada etapa do procedimento para o paciente;
- O paciente fica tenso ao ser tocado bruscamente;
- A palpação recolhe dados pelo tato e pela pressão;
TATO  fornece impressões sobre a parte mais superficial;
PRESSÃO  impressões sobre a parte mais profunda;

*Ponto de McBurney/ponto apendicular sinal de Blumberg positivo (dor brusca da fossa ilíaca direita)  apendicite aguda;
É traçada uma linha que liga a cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior;
Dor na compressão e dor maior ainda na descompressão;
A cirurgia deixa uma cicatriz característica;

*Sinal de Murphy positivo (parada da respiração devido a dor)  irritação da vesícula biliar, presente em processos inflamatórios
(COLECISTITE AGUDA);
Pesquisa feita no ponto cístico (na borda subcostal direita na linha hemiclavicular);
Pede-se que o paciente respire profundamente no momento em que se comprime o ponto, e, em caso positivo, o paciente sentirá
dor e terá uma parada na respiração;

> FORMAS DE REALIZAR PALPAÇÃO


I) Palpação com a mão espalmada, usando-se toda a palma de uma das mãos;
II) Palpação com a mão espalmada, usando-se ambas as mãos;
III) Palpação com uma das mãos, superpondo-se à outra;
IV) Palpação com uma mão espalmada, usando-se apenas as polpas digitais e a parte ventral dos dedos;
V) Palpação usando-se o polegar o indicador, formando uma pinça (sinal da prega desidratação);
VI) Palpação com o dorso dos dedos;
VII) Digitopressão realizada com a polpa do polegar ou do indicador;
VIII) Puntipressão usando-se estilete não perfurante e não cortante;
VIIII) Fricção com algodão.

PERCUSSÃO
- Ao realizá-la, são observados o som e a resistência oferecida pela região golpeada;

> TIPOS DE PERCUSSÃO


I) Percussão direta  a ponta dos dedos golpeia diretamente a região  sinusite;
II) Percussão digito-digital;
III) Percussão com a borda da mão/punho-percussão;
IV) Percussão tipo papirote  ascite (paciente com borda cubital da mão na linha mediana do abdome e ligeira pressão) onda de choque
do líquido ascítico;

DEDO QUE GOLPEIA  plexor;


DEDO GOLPEADO  plexímetro;

*É aconselhável a execução de dois golpes seguidos, secos e rápidos, tendo-se o cuidado de levantar o plexor imediatamente após o
segundo golpe;*
*Retardar na sua retirada, pode provocar o abafamento das vibrações;
> TIPOS FUNDAMENTAIS DE SONS
1. Som maciço;
2. Som claro pulmonar;
3. Som timpânico;

1. SOM MACIÇO:
- Obtido percutindo-se a cabeceira da cama, o tampo de uma mesa ou uma parede;
- Som obtido ao se percutir regiões DESPROVIDAS DE AR (fígado, baço, coração...);
- Hepatomegalia, esplenomegalia...;

2. SOM CLARO PULMONAR:


- Emitido ao se percutir um colchão de mola, uma caixa vazia contendo isopor ou um livro grosso sobre uma mesa;
- Som obtido quando se golpeia o TÓRAX NORMAL;
- Depende da EXISTÊNCIA DE AR dentro dos alvéolos e demais estruturas pulmonares;

3. SOM TIMPÂNICO:
- Emitido ao se percutir uma caixa vazia ou um pequeno tambor;
- Sobre os intestinos, qualquer área que contenha ar (pneumotórax);

*Sinal de Giordano positivo  dor aguda, em pontada  probabilidade de doença renal


Pesquisado através da manobra de Giordano;
Punho-percussão com a borda ulnar da mão, na fossa lombar do paciente, na altura da loja renal (flancos);
Quando é evidenciada dor aguda, em pontada  grande probabilidade de doença renal (litíase e pielonefrite aguda);

*Semicírculo de Skoda
O líquido ascítico ocupa as áreas de declive do abdome em hipogástrio e flancos;
Ao se percutir o abdome superior, delimita-se uma linha circular na transição entre o timpanismo e a macicez das áreas
de maior declive;

AUSCULTA

I) CARDÍACA
- Paciente em decúbito dorsal, com a cabeça apoiada ou não em um travesseiro;
- Paciente sentado com o tórax ligeiramente inclinado para frente;
- Paciente em decúbito lateral esquerdo;
*Nas 3 opções, o examinador fica de pé, à direita;
*Foco aórtico, foco pulmonar, foco mitral e foco tricúspide;

II) PULMONAR
- Paciente mantém-se sentado, um pouco inclinado para frente;
- O examinador fica à direita do paciente durante a ausculta anterior e à esquerda durante a ausculta posterior;

INSTRUMENTOS E APARELHOS PARA EXAME FÍSICO


1. Estetoscópio  ausculta;
2. Esfigmomamômetro  aferir pressão;
3. Lanterna de bolso  iluminar cavidades;
4. Abaixador de língua;
5. Fita metálica;
6. Termômetro;
7. Lupa;
8. Martelo de reflexos;
9. Agulha descartável e algodão  pesquisa de sensibilidade tátil e dolorosa;
10. Diapasão  exame de ouvido e do sistema nervoso;
11. Rinoscópio  visualização da cavidade nasal;
12. Balança antropométrica com haste milimetrada;
13. Oftalmoscópio  avalia o fundo do olho;
14. Otoscópio  visualizar o canal auditivo e o tímpano;
15. Anuscópio  visualizar o ânus e a porção distal do reto;
16. Espéculo vaginal  visualizar o colo do útero;