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O que ninguém
te contou sobre
dinheiro?
Talvez o que você mais tenha ouvido sobre
dinheiro é que ele não nasce em árvore. Talvez
o assunto dinheiro seja um tabu na sua vida. A
realidade é que dinheiro é um recurso cada vez
mais escasso assim como a água, os recursos
naturais, e ele aparece em nossas vidas em
diferentes formas como cartão de crédito, débito,
papel moeda, moeda, criptomoedas, cheques
(mesmo que em processo de desuso), etc.

Tudo o que pensamos ou agimos gira em torno


da presença ou não do dinheiro. Toda e qualquer
decisão é uma decisão econômica, se não envolve
diretamente o dinheiro, envolve indiretamente
suas finanças. O apagar das luzes em casa é uma
decisão econômica, o calibrar o pneu, sair ou não

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de noite, entre muitas outras questões do dia-a-
dia que não necessariamente estamos pensando
diretamente no dinheiro, mas que a decisão terá
uma consequência financeira em sua vida.

Atrelado a isso também aparecem as crenças


que limitam nossas decisões financeiras. Crenças
como “se você não nasceu rico, provavelmente
nunca será rico” ou “dinheiro não traz felicidade”
ou “investimento é para quem tem muito
dinheiro”. Estas crenças provavelmente
apareceram nos primeiros anos de sua vida
através de situações que você vivenciou, ouviu
ou viu, e se intensificaram ao longo do seu
crescimento, se tornando cada vez mais verdades
absolutas.

Além disso, tão intensas são suas crenças que


você passou a se autossabotar financeiramente.
Não adianta culpar o salário baixo, os impostos,
o governo. Se você continuar acreditando que
dinheiro é sujo, que só fica rico quem faz coisa
errada ou que só investe quem tem muito
dinheiro, certamente você está cada vez mais se
distanciando de uma vida financeira sustentável
e atolando cada vez mais seu pé no descontrole e
na mentira.

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Educação financeira quase nunca se aprende em
casa. Nas escolas talvez um dia isto aconteça de
forma mais verdadeira. Na realidade, aprendemos
sobre o dinheiro no dia-a-dia, nas circunstâncias
da vida, na tentativa, mais nos erros que nos
acertos. Nenhuma faculdade ensina a pessoa a
lidar com seu próprio dinheiro. O médico, por
exemplo, aprende a complexidade do corpo
humano, aprende a medicar e a salvar vidas.

O médico ao sair da faculdade se depara com o


mercado de trabalho através dos plantões de 12
ou 24 horas (que são as primeiras oportunidades)
e, com isso, consegue muitas vezes uma renda
significativa. Mas como ele não aprendeu a gerir
este dinheiro passa a adotar um padrão de vida
caro, com escolhas muitas vezes extravagantes,
onde cada vez mais ele precisa trabalhar por mais
e mais horas para manter aquele estilo de vida
que ele se tornou refém.

Será que não seria interessante também aprender


a fazer esse dinheiro “dar plantão” para ele? Será
que não seria legal dar um destino melhor para
uma parte deste recebimento para conquistar
seus sonhos, para construir uma aposentadoria?

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Pense no Trader, muitas vezes este profissional
passa horas a fio em frente ao computador com o
objetivo de “performar” o melhor possível e atingir
mais gains do que loss.

É muito comum o trader atingir cada vez mais


resultados concisos e à medida que ele afina o
modelo de atuação e passa a ganhar dinheiro,
ele também passa a escolher um estilo de vida
mais diferenciado, com um valor agregado mais
alto. Sem um bom planejamento certamente em
algum momento, quando sua performance não
estiver tão boa ou o mercado não o convergir a
seu favor, ele terá problemas financeiros, porque
sua vida passou a custar muito caro.

Portanto, dar o passo para traz é muito mais


doloroso, muito mais trabalhoso e, talvez para
algumas pessoas, mais vergonhoso. O objetivo
deste E-Book é você entender um pouco mais
sobre dinheiro, aprender o que as escolas e/
ou seus pais não te ensinaram, e é, acima de
tudo, ajudar você a perceber que na vida o mais
importante é construir felicidade e que o dinheiro
pode ser o meio no qual você se realize, ajude os
outros a serem melhores e ter condições de fazer

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escolhas mais estruturadas porque você poderá
pagar por elas sem ter que ficar se matando em
cálculos e fazendo horas extras para ganhar mais.

Há muitas coisas sobre dinheiro que certamente


ninguém te contou, há muitas coisas sobre
dinheiro que você gostaria de ter aprendido
quando você recebeu seu primeiro salário, não é
mesmo? Mas nunca é tarde para aprender, nunca
é tarde para colocar em prática lições financeiras
que façam com que você viva bem o presente,
desfrute das oportunidades que o dinheiro pode
lhe conceder e garanta uma aposentadoria sem
sustos. Um indivíduo consciente da importância
de cuidar bem do dinheiro tende a ter uma vida
financeira mais tranquila em todas as fases da
vida pois sabe que ele é o laço fundamental para
as conquistas do presente e os sonhos do futuro.

Compartilho aqui 10 lições sobre


dinheiro para viver feliz. Se você
verdadeiramente coloca-las em prática
certamente viverá feliz e realizado
financeiramente.

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Pode parecer clichê, mas esta é a regra mais
simples, a regra de ouro das finanças pessoais que
qualquer consultor financeiro ou qualquer artigo
sobre finanças pessoais vai te ensinar. Mesmo
sendo uma regra tão básica podemos dizer
que grande parte da população brasileira não a
compreende ainda.

Estudo de março de 2019 da Serasa Experian


aponta que a inadimplência atinge 63
milhões de pessoas no Brasil. Isto significa que
aproximadamente 41% da população adulta do
país está com dívidas e negativadas.

O aumento do desemprego, o achatamento da


economia, as incertezas políticas são alguns dos
motivos do alarmante número, no entanto, a
motivação não é somente questões econômicas
ou políticas, ela se dá por consequência do mal
comportamento do brasileiro para o consumo, da
ausência de planejamento e entendimento sobre
o seu próprio orçamento.

O problema não é tão simples. As repercussões


de uma vida desregrada atingem muito além do
seu bolso. Atinge outras áreas da sua vida como

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relacionamentos e vida social, saúde e disposição,
produtividade no trabalho, criatividade e
equilíbrio emocional, entre muitas outras áreas.

Mas será então que é tão difícil não gastar tudo


que recebe? O fato é que a maioria das pessoas
gastam mais do que ganham com coisas que não
são necessárias, com compras não planejadas ou
por pura impulsividade.

Para te ajudar nesta lição, liste suas despesas e as


separes em Supérfluas, Necessárias e Importantes,
fazendo uma análise do que você pode cortar, o
que pode reduzir e o que não pode der alterado
neste momento.

Como resultado verá que muitas coisas hoje são


supérfluas em sua vida, que ao reduzir ou cortar
não alterará em nada sua qualidade de vida e
dará um refresco em suas finanças.

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A sua liberdade financeira começa quando você
para de tentar impressionar as outras pessoas.
Existe um ditado que diz “as pessoas compram
coisas que não precisam, com dinheiro que não
tem para impressionar pessoas que elas não
conhecem ou não gostam”. E isso é uma grande
verdade.

Desde os primórdios da humanidade temos


a necessidade de viver em tribos, em grupos,
passamos a viver em conjunto de pessoas
de características e personalidades que se
assemelham, se identificam, que pensam e
agem da maneira similares, talvez como forma
de proteção, necessidade de pertencimento
ou reconhecimento, mas o fato que essa
herança marcada em nosso DNA é tão presente
que a repetimos inconscientemente e como
consequência muitas vezes transforma nossa vida
financeira num verdadeiro caos.

Priorize as coisas que são importantes para você,


que te traz conforto, que te traz paz de espírito. As
pessoas irão gostar e se relacionar com você pelo
que você é e não pelo que você possui. Perceba
que toda vez que você gasta para impressionar as

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outras pessoas, você não está apenas perdendo
dinheiro, você está perdendo oportunidade de
dar um destino melhor para essa grana em algo
significativo, algo útil, além do fato de você estar
perdendo o bem mais precioso que você tem, o
tempo.

Veja, não há nenhum problema nas compras em


si. Elas são necessárias. O vilão da história aqui é a
finalidade, o porquê do consumo.

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Você certamente já ouviu falar de grandes
empresários que quebraram por diversas vezes e
deram a volta por cima, recuperaram sua fortuna
e prosperaram. Já ouviu histórias de atletas que
após uma grande derrota, viu seu esforço ser
coroado numa final de competição.

Quem nunca ouviu a história de um dos maiores


líderes mundiais, Nelson Mandela, que após 27
anos preso se tornou presidente da África do Sul.
E o que estas pessoas tem em comum? Estas
pessoas desenvolveram a capacidade de passar
por situações de grandes dificuldades e não se
quebraram emocionalmente, transformaram
sofrimento em competência.

Uma pessoa resiliente financeiramente se adapta


rapidamente às mudanças, tem sonhos claros,
transformados em metas de curto, médio e
longo prazo, em momentos de crise e ou de
aperto em seu orçamento consegue se manter
seguro, mantém a estabilidade emocional e
está preparado para imprevistos. A resiliência
financeira se desenvolve através do aprendizado
consequentes das situações vividas, com muito
foco, persistência e disciplina.

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Não confunda simplicidade com avareza, com
uma vida miserável. Levar uma vida simples é
ter mais inteligência ao fazer suas escolhas de
consumo, não é se desfazer de coisas, de objetos
apenas, isso também faz parte. Mas o sentido
verdadeiro de “levar uma vida simples” está mais
relacionado a hábitos da vida do que o que você
compra ou deixa de comprar. Obviamente que
quando você insere o conceito de “menos com
mais qualidade” quase que automaticamente
você percebe que não precisa de coisas para viver
uma vida abundante.

A vida passa muito rápido para vivermos grande


parte dela nos preocupando se teremos ou não
dinheiro no final do mês para cumprir todos os
nossos compromissos. Muitas vezes compramos
coisas para suprir uma necessidade momentânea,
para tentar compensar um momento de tristeza
e estes objetos acabam no fundo do armário
ocupando espaço e energia.

Este dinheiro malgasto poderia trazer muito mais


sentido se fosse usado com pessoas que você
gosta, com experiências que te trariam felicidade.
As pessoas passam a vida toda procurando

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preencher um vazio com coisas, mas será que
isto as completa de verdade? Longe de vender
aqui um conceito minimalista, mas a verdade é
que “com menos importância para o material,
podemos abrir espaço nas nossas vidas para o
que realmente importa”, quando não somos
dependentes das coisas ou não somos mais
definidos pelo que possuímos, nossos potenciais e
possibilidades são ilimitados.

Portanto, o dinheiro será muito mais abundante


em sua vida e não será mais um problema
quando você souber o que realmente te faz feliz,
coisas são fundamentais e assim como o dinheiro
são apenas meios para coisas mais significativas.

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Quantas vezes ao passar ao lado de alguém
dirigindo um carro de luxo você afirmou que
gostaria de ser igual a esta pessoa? Tendemos a
reconhecer o sucesso mais nas outras pessoas que
em nós mesmos. O carro, a roupa, o relógio, até
mesmo o número de seguidores no Instagram
passaram a ser medida de sucesso para muitas
pessoas, quando que na realidade o sucesso
acontece na vida das pessoas todos os dias, em
maior ou menor grau.

O ir bem numa prova, conseguir cumprir uma


corrida de 5k, ensinar seu filho as primeiras
palavras, vender uma doença, enfim, o sucesso é
uma questão pessoal e ele acontece sempre, o
que falta é saber valoriza-lo e celebra-lo. Ao definir
o sucesso com base no dinheiro e poder, o que
estamos realmente fazendo é tentar se equilibrar
em uma corda bamba.

Para Warren Buffett, maior investidor da Bolsa de


Valores e terceiro homem mais rico do mundo,
a medida para uma vida de sucesso está no
número de pessoas que te amam, não no número
de coisas que você tem e muito menos no
montante de dinheiro que você acumula.

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O homem mais rico da China e fundador do
maior concorrente do Google, Robin Li, afirma
que “o dinheiro não é simplesmente a medida
mais importante de sucesso. O que importa é
fazer o que você ama. Ser feliz não é ser o homem
mais rico, mas o homem mais feliz”.

Portanto, se posso deixar uma dica, passe a ficar


mais atento às coisas que acontecem na sua vida,
reconheça o sucesso nas pequenas e grandes
coisas, você irá perceber que é muito mais
afortunado do que pensava.

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Parafraseando uma clássica frase do filme Alice
no País das Maravilhas, para quem não sabe o
que quer, qualquer caminho serve. Se você não
sabe por que quer guardar dinheiro e investir
provavelmente na primeira “oportunidade” que
apareça você irá gastar o dinheiro guardado. Todo
e qualquer processo de formação de patrimônio
deve estar relacionado a um objetivo, a uma
motivação, a um sonho.

Tomando por base os conceitos da economia


comportamental, somos seres que baseamos
nossas ações no campo da emoção, isto é, nossa
racionalidade é limitada ou não somos 100%
racionais como achamos que somos. Achamos
que sempre tomaremos a melhor decisão,
maximizando nossas opções e utilizando da
melhor maneira os recursos.

Mas o fato é que o viés emocional grita mais


alto quanto temos que tomar uma decisão,
especialmente de consumo. Quando se tem duas
opções na mesa, a probabilidade maior é que
escolhamos a pior devido a nossa falta de hábito e
tempo para reflexão.

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Sabendo então que nosso poder de decisão
é enviesado, quando você decide por guardar
dinheiro para investir é fundamental que você
já saiba o que quer para esse dinheiro, para qual
objetivo ele será destinado.

É fundamental que você saiba também por


quanto tempo irá investir esse dinheiro e o quanto
para que você se distancie cada vez mais daquele
consumo desnecessário que o distancia cada vez
mais dos seus sonhos.

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Quando pensamos no quanto é preciso poupar
para conseguir pagar o IPVA do seu carro à
vista ou pagar de uma vez só aquela viagem ou
mesmo a matrícula escolar dos filhos muitos
acabam desestimulados por acreditarem que
precisam de grandes esforços ou mesmo abrir
mão de muita coisa para a realização destes
sonhos.

O fato é que quanto calculamos o impacto de


uma economia ao longo de 12 meses talvez a
ideia da economia passe a fazer mais sentido. Te
explico como. Pense que seu IPVA lhe custa R$
1.800,00. O momento de pagamento chega e
com ele a possibilidade de um desconto de 5%
para o pagamento à vista (portanto, desconto de
R$ 90,00 totalizando R$ 1.710,00) ou pagamento
a prazo são três vezes de R$ 600,00.

Você não acha que faz mais sentido você se


esforçar para conseguir uma sobra em seu
orçamento na ordem de R$ 150,00 por 12 meses
e não precisar se endividar todo início de ano
pagando esta obrigação à vista e com desconto?
Em se tratando de início de ano é preciso muito
planejamento para tantas obrigações.

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Além dos impostos tradicionais como IPVA,
IPTU, taxas de órgãos de classe como CRM, OAB,
ocorrem é claro a compra do material escolar,
resquícios dos gastos das festas de final de ano
e férias. É de fundamental importância, desta
forma, que você se habitue a calcular o quanto
este esforço financeiro impactará no resultado
após os 12 meses.

Valores como R$ 100,00, R$ 200,00 e até R$


500,00 podem parecer pouco num quadro
mensal, no entanto, lembre-se que R$ 100,00
poupados ao longo de 12 meses se traduzem em
R$ 1.200,00, R$ 200,00 em R$ 2.400,00 e R$
500,00 em R$ 6.000,00.

Um exemplo clássico deste conceito e que se


tornou moda no último ano é o Desafio das 52
semanas. Você já ouviu falar? O desafio consiste
na economia em poupar semanalmente uma
quantia, começando pelo valor de R$ 1,00, e
a cada semana acrescentando mais R$ 1,00,
conforme quadro a seguir:

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DESAFIO DAS 52 SEMANAS

O objetivo deste desafio não é ajuda-lo a poupar


apenas R$ 1.378,00 ao longo de um ano. A ideia
central é tornar a poupança um hábito. Uma
pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes
Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC
Brasil) indicou que neste ano apenas 19% dos
brasileiros conseguem poupar dinheiro.

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Uma das maiores causas para isso é a indisciplina.
Então aqui vale uma importante citação do
Warren Buffett que diz algo como “não guarde o
que resta depois de gastar, mas sim gaste o que
sobrou depois de guardar”.

É importante que a primeira conta que você


pague todo mês seja a sua, a conta do seus
sonhos, defina o valor que você pode guardar
todo mês e gradativamente vá aumentando
(assim como o desafio das 52 semanas mostra),
escolha um investimento com a opção de débito
automático para que você não gaste tempo,
esforço cognitivo e não precise se lembrar todo
mês porque certamente irá se esquecer e muito
provavelmente encontrará “outras necessidades”
no meio do caminho.

Lembre-se que o pouco para um mês representa


muito no final de 12 meses e representará muito
mais ao longo dos anos. Conforme simulação de
R$ 150,00 investidos mês a mês ao longo de 10
anos em investimentos de baixo risco em renda
fixa.

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É sempre muito tentadora a procura pelo
melhor investimento, aquele que trará a maior
rentabilidade e por consequência o maior retorno.
No entanto, não existe o melhor investimento de
todos, o que existe é o melhor investimento para
o seu perfil.

É muito comum ouvir histórias de pessoas


que perderam dinheiro com “ótimas” dicas de
investimentos, com promessas de retornos de
10% 20% ao mês, quantas pessoas já entraram
em verdadeiras pirâmides com a expectativa de
retorno alto e fácil? Uma ótima frese de um dos
maiores líderes da revolução americana, Benjamin
Franklin, é a seguinte “investir em conhecimento
rende sempre os melhores juros”.

Aprimorar seu conhecimento sobre os mais


diversos assuntos, especialmente sobre finanças,
só trará retornos positivos para sua vida. Meu
pai recorrentemente repetiu uma frase e ela
virou um mantra em minha vida, essa frase diz
que “um homem bem informado tem maiores
possibilidades na vida” e é fato, quanto mais
você estudar e se envolver com o assunto, neste
caso das finanças e dos investimentos, mais

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você se sentirá confiante quanto as decisões de
investimento que deverá tomar e, principalmente,
mais independente para isso você será.

Muitos delegam as decisões de sua vida financeira


a consultores, assessores, a gerentes de banco
e até amigos ou parentes, mas quando você
conhece, se interessa e aprende, você torna-se
livre para tomar a melhor decisão possível, sem
influências enviesadas e que te possibilita talvez
não os retornos mais rentáveis, mas aqueles que
te mantém sereno e tranquilo quanto aos riscos,
uma vez que você saberá mensura-los, ou seja,
analise do risco-retorno.

Conhecimento sempre é e sempre será o melhor


investimento, não há como negar isso. Para
isso procure informações nos sites da Anbima
(Associação das Entidades dos Mercados
Financeiro e de Capitais), BM&F Bovespa e CVM
(Comissão de Valores Mobiliários). Nestes você
encontrará seções exclusivamente dedicadas a
investidores iniciantes.

Adicionalmente, é extremamente importante


você recorrer a especialistas e aos diversos cursos

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oferecidos hoje no mercado, e nem é preciso sair
de casa para ter cursar os melhores cursos da
área. Uma dica fundamental, é antes de qualquer
investimento, por exemplo em ações, para não
ficar apenas no âmbito teórico e testar seu
conhecimento na prática, utilize as ferramentas
de simulação que as principais corretoras
oferecem.

Assim você poderá treinar e entender como


funciona a dinâmica de compra e venda de ações,
e o dia-a-dia da bolsa de valores. Como resultado
disso tudo, certamente você não só colherá
resultados mais positivos em seus investimentos
como também viverá financeiramente mais
tranquilo.

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Estabilidade financeira vai muito além de um
ter bom emprego ou um bom salário. Para
se conquistar uma vida financeira sustentável
é fundamental desenvolver bons hábitos de
consumo, evitar dívidas, poupar regularmente
e aumentar sistematicamente sua segurança
financeira. Preservar e usar da melhor maneira os
recursos naturais que são cada vez mais escassos
e valiosos se tornou indispensável, da mesma
forma usar de forma responsável o dinheiro,
gastando bem e com qualidade é essencial para
quem quer manter uma relação madura com o
dinheiro.

Estabilidade financeira começa com o conceito


mais básico das finanças e nossa primeira lição,
não gastar mais do que ganha, no entanto para
muitos isto não basta. Um livro que aprofunda
muito a ideia de que um bom emprego não te
garantirá sustentabilidade financeira é o best-
seller “Pai Rico, Pai Pobre – O livro que os ricos
ensinam a seus filhos sobre dinheiro” de Robert
Kiyosaki. Em um trecho o autor diz “Se você
aprender esta lição, você se tornará um jovem
sábio, rico e feliz.

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Se você não aprender, passará a vida culpando
um emprego, um baixo salário ou seu chefe pelos
seus problemas. Passará a vida esperando por um
golpe de sorte que resolva seus problemas de
dinheiro”.

Existe um conceito antigo, talvez até um mito,


de que quanto maior for seu salário, melhor será
a sua vida. Porém, isto só faz sentido se você
tem diligência quanto às suas finanças pessoais.
Quantas vezes você ouviu seus pais lhe dizerem
que tem que tirar boas notas na escola, estudar
bastante para passar no vestibular, fazer uma boa
faculdade para conquistar um emprego em uma
grande empresa? Talvez isto tenha funcionado
bem até umas duas décadas atrás, e não seja
mais um bom conselho.

No mundo atual essa ideia não faz mais sentido.


Hoje as pessoas buscam pertencimento,
buscam sentido, a busca da realização está
acima de qualquer ideia de bom emprego
ou salário. Logicamente todos queremos ser
bem remunerados, mas mais do que ser bem
remunerados a sociedade procura sentido no
que faz, quer ser feliz com o que recebe e isso
pode estar muito longe de ganhar muito dinheiro.

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Equilíbrio financeiro está diretamente relacionado
com uma vida mais eficiente do ponto de vista
de escolhas duráveis, inteligentes e que geram
resultados positivos, e não o que faz a grande
maioria da população que é trabalhar para
pagar contas e impostos, sem que sei dinheiro
seja suficiente para se divertir, investir e viver
confortavelmente.

Um bom emprego não é a garantia de uma


vida financeira bem-sucedida. O que te tornará
bem-sucedido são bons hábitos financeiros,
manter o planejamento do orçamento em dia
e estar feliz e satisfeito com o que faz e ganha,
sempre pensando em melhorar e faturar mais
para ter cada vez mais dinheiro para consumo,
investimento e realizações.

Somos o que somos e também somos


consequência do que fazemos. Tendemos a
postergar as decisões mais importantes de nossas
vidas, tendemos a esperar que os outros mostrem
o melhor caminho a ser seguido, a complexidade
das coisas da vida nos leva a sentirmos bem
quando estamos na zona de conforto, porém as
melhores oportunidades estão escondidas nas

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situações mais complexas. Perceba que quando
as coisas não estão correndo tão bem, mesmo
ansioso e nervoso, você passa a raciocinar e
enxergar coisas que antes não percebia.

Quando você está com o orçamento apertado,


com dívidas passa a entender que qualquer
dinheiro que você faça sobrar é fundamental,
percebe que todo cliente que entra em sua
loja pode gerar vendas e que horas a mais de
trabalho não necessariamente ajudarão a vencer
o problema, mas o fato de você encara-lo e se
comportar de forma diferente faz com que você
se aproxime e muito da solução.

Existe duas citações que costumo muito


usar: “mar calmo não faz bom marinheiro” e
“insanidade é continuar fazendo sempre as
mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
Pois bem, não podemos sempre esperar uma
tempestade para ajustar o rumo de nossas vidas,
cada crise nos fortalece para não cometer os
mesmos erros. Faça diferente, pense fora da caixa,
use sua experiência a seu favor.

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Não somos obrigados a saber tudo sobre
finanças, não somos nem obrigados a entender
o porquê das taxas ou quais as consequências
das oscilações da bolsa de valores, mas somos
sim responsáveis por nossas decisões financeiras
e suas consequências. Entenda que mais do que
seus números, o seu comportamento quanto às
decisões que toma fundamentais. Já parou para
pensar nos seus hábitos financeiros?

Pense como você se comporta diante de uma


promoção, verifique onde que esta o descontrole
entre a receita e as despesas, se a falta de dinheiro
provém do valor do seu salário ou do quanto você
gasta no dia-a-dia. Este e-book trouxe 9 lições
que mostram que finanças vai muito além do
que dinheiro e que este não é a medida do seu
sucesso ou da sua felicidade, mas é essencial para
a concretização de sonho.

Entenda que colocada em prática estas 9 lições,


como resultado você terá uma grande melhora
na sua qualidade de consumo, terá também o
controle total do que entra e sai de sua conta,
honrando em dia seus compromissos, evitando
juros e multas por atraso, conseguirá colocar

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em prática todas aquelas metas que vem
constantemente postergando mas, acima de
tudo, garantirá uma vida financeira equilibrada,
sem sustos, menos sujeita a épocas boas ou ruins,
e conseguirá pensar antes de agir, saberá escolher,
se planejar e certamente terá um presente repleto
de realização e um futuro tranquilo garantido.

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