Você está na página 1de 6

Avaliação Bimestral Termodinâmica Física

N° Nome Série

INSTRUÇÕES
1. Leia com atenção todas as questões.
2. Ao resolver as questões, enumere-as corretamente e a resposta final deve estar à caneta.
3. Serão consideradas para correção as questões que estiverem na folha de resposta, que satisfaçam o ítem 2.
4. É permitida APENAS a utilização de máquina de calcular, régua de cálculo e/ou soroban.
5. Serão avaliadas leituras, interpretação, exatidão nos cálculos e relacionamento de ideias.

Fórmulas e equções

∆𝑄 = 𝑚 × 𝑐 × ∆𝑇 𝑄)*+,+- + 𝑄/*)*0,+- = 0 ∆𝑇 = 𝑇2,345 − 𝑇,3,),45


𝛽 𝛾 ∆𝑄
∆𝐿 = 𝐿8 × 𝛼 × ∆𝑇 𝛼= = 𝐶=
2 3 ∆𝑇

QUESTÕES
1. Complete os trechos corretamente.
Calor é a ENERGIA transferida entre dois ou mais sistemas devido a uma diferença de TEMPERATURA entre
eles. O calor é espontaneamente transferido do corpo que possui temperatura mais ALTA para o que possui
temperatura mais BAIXA, e o calor só é transferido enquanto os corpos possuírem TEMPERATURAS
diferentes entre si, isso porque uma vez que é atingido o EQUILÍBRIO térmico, os corpos adquirem a mesma
QUANTIDADE DE CALOR e deixa de ocorrer o fluxo de CALOR.

2. Com o objetivo de recalibrar um velho termômetro com a


escala totalmente apagada, um estudante o coloca em
equilíbrio térmico, primeiro, com gelo fundente e, depois,
com água em ebulição sob pressão atmosférica normal. Em
cada caso, ele anota a altura atingida pela coluna de
mercúrio: 10 cm e 30 cm, respectivamente, medida sempre
a partir do centro do bulbo. A seguir, ele espera que o
termômetro entre em equilíbrio térmico com o laboratório
e verifica que, nesta situação, a altura da coluna de mercúrio
é de 18 cm. Qual a temperatura do laboratório na escala
Figura da questão 2
Celsius deste termômetro?
Resolução
Neste tipo de problema, a resolução sempre se dá utilizando-se de um procedimento matemático, a regra
de três.
O problema diz gelo fundente, isso leva à temperatura de 0 °C. A seguir, água em ebulição, portanto à tempe-
ratura de 100 °C. Para 0 °C, tem-se 10 cm. Para 100 °C, tem-se 30 cm. Determinar a temperatura para 18 cm
utiliza-se
18 − 10 30 − 10 8 20
= → = → 8 × 100 = 20 × ? ∴ ? = 40 ℃
? −0 100 − 0 ? 100
- Por que consideramos a temperatura de fusão como sendo 0 °C?
Porque o gráfico fornece a escala em °C.

20190409 Hilton Koiti Sato


Avaliação Bimestral Termodinâmica Física

3. O gráfico mostra como varia o comprimento de uma barra metálica


em função da temperatura.
a) Determine o coeficiente de dilatação linear médio do metal, no in-
tervalo de temperatura considerado.
b) Considerando que o gráfico continue com as mesmas caracte-
rísticas para t > 40 °C, determine o comprimento da barra a 70 °C.
Resolução
Figura da questão 3
A partir do gráfico, tem-se os valores inicial e final do comprimento
da barra metálica, ou seja, L0 = 8.02 cm e L = 8.06 cm. Também é in-
formado a variação de temperatura, ou seja, qi = 0 °C e qf = 40 °C.
Então, para determinar o coeficiente de dilatação linear
∆𝐿 = 𝐿8 𝛼 ∆𝑇 → (8.06 − 8.02) = 8.02 × 𝛼 × (40 − 0)
- Por que não foi preciso realizar a transformação de centímetro para metro?
Porque a unidade centímetro iria ser simplificada, pois há unidade centímetro do lado esquerdo da igualdade
e unidade centímetro do lado direito da igualdade.
0.04
= 𝛼 ∴ 𝛼 = 0.0001 ℃JK 𝑜𝑢 𝛼 = 10JN ℃JK
8.02 × 40

Para determinar o comprimento da barra à temperatura de 70 °C, utiliza-se valores fornecidos pelo gráfico,
ou seja, comprimento inicial de 8.02 cm, temperatura inicial de 0 °C e temperatura final de 70 °C. O coefici-
ente de dilatação linear foi determinado anteriormente. Então
∆𝐿 = 𝐿8 𝛼 ∆𝑇 → (𝐿 − 8.02) = 8.02 × 0.0001 × (70 − 0)
(𝐿 − 8.02) = 0.07 → 𝐿 = 8.02 + 0.07 ∴ 𝐿 = 8.09 𝑐𝑚

4. Um recipiente de vidro tem a 0 °C volume interno de 30 cm3. Calcule o volume de mercúrio a ser colocado
no recipiente, a fim de que o volume da parte vazia não se altere ao variar a temperatura. Dados:
coeficiente de dilatação cúbica do vidro = 24 ´ 10−6 °C−1
coeficiente de dilatação do mercúrio = 180 ´ 10−6 °C−1
Resolução
Para que o volume da parte vazia permaneça constante após a variação de temperatura, tanto recipiente de
vidro quanto mercúrio deve sofrer, obrigatoriamente, a mesma dilatação, ou seja, a mesma variação de di-
latação. Assim
∆𝑉R,+ = ∆𝑉ST → 𝑉R,+ 𝛾R,+ ∆𝑇R,+ = 𝑉ST 𝛾ST ∆𝑇ST
Se tanto o recipiente de vidro quanto o mercúrio possuem mesma variação, é porque sofreram a mesma
variação de temperatura. ou seja
∆𝑇R,+ = ∆𝑇ST
Assim, obtém-se
𝑉R,+ 𝛾R,+ 30 × 24 × 10JU
𝑉R,+ 𝛾R,+ = 𝑉ST 𝛾ST → = 𝑉ST → = 𝑉ST
𝛾ST 180 × 10JU
O que resulta em 4 cm3.
- Por que não foi necessário ransformar o volume de centímetros cúbicos para metros cúbicos? Porque o
problema não solicitou a resposta em metros cúbicos e, assim, a resposta pode ser fornecida em centímetros
cúbicos.

20190409 Hilton Koiti Sato


Avaliação Bimestral Termodinâmica Física

- Por que foi utilizado o valor de 180x10-6 e não o triplo deste valor? Porque não faz sentido um líquido ter
dilatação linear, pois ele sempre irá ocupar um volume, como o gás.

5. A tabela fornece a massa (m) de cinco corpos, o calor


específico (c) das respectivas substâncias e o calor (Q)
fornecido a cada um deles. Supondo que não ocorram
mudanças de estado analise as afirmações que seguem
e assinale V para verdadeiro e F para falso.
( F ) A capacidade térmica do corpo A vale 20 cal/°C
A capacidade térmica do corpo A é dada por Tabela da questão 6
∆𝑄 𝑐𝑎𝑙
𝐶= = 𝑚 𝑐 = 50 × 0.20 = 10
∆𝑇 ℃
portanto a afirmação é falsa.
( F ) O corpo que possui maior capacidade térmica é o corpo C.
Capacidade térmica é o produto da massa do corpo e de seu calor específico. Realizando as multiplicações
entre os números de cada linha das colunas massa e calor específico, observa-se que o produto com o maior
resultado numérico são dos corpos D e E, portanto a afirmação é falsa.
( F ) O corpo que sofre maior variação de temperatura é o B.
Determinando a variação de temperatura para todos os corpos, por meio de
𝑄 = 𝑚 𝑐 ∆𝑇
Realizando os cálculos para todos os corpos, observa-se que aquele corpo que obtém o maior valor numéri-
co é o corpo A, portanto a alternativa é falsa.
( V ) Os corpos D e E possuem a mesma capacidade térmica
Utilizando
∆𝑄
𝐶= = 𝑚 𝑐
∆𝑇
para todos os corpos, pode-se observar que aqueles corpos que possuem maior capacidade térmica são os
corpos D e E, portanto a afirmação é verdadeira.
( F ) Os corpos A e B sofrem a mesma variação de temperatura
Determinando a variação de temperatura para os corpos A e B, por meio de
𝑄 = 𝑚 𝑐 ∆𝑇
observa-se que o corpo A possui variação de temperatura igual a 20 °C e que o corpo B possui 5 °C, portanto
não sofrem a mesma variação de temperatura, o que implica em uma afirmação falsa.

6. A figura da questão mostra um retângulo formado por quatro


hastes fixas. Considere as afirmações abaixo sobre o retângulo:
- sua área é 75 cm2 à temperatura de 20 °C.
- a razão entre os comprimentos l0a e l0b é igual a 3.
- as hastes de comprimento l0a sãos constituídas de um deter-
minado material. Figura da questão 6
- as hastes de comprimento l0b são constituídas de material
diferente de l0a.
- a relação entre os coeficientes de dilatação linear desses dois materiais equivale a 9.

20190409 Hilton Koiti Sato


Avaliação Bimestral Termodinâmica Física

Admitindo que o retângulo se transforma em um quadrado na temperatura de 320 °C, determine o valor do
coeficiente de dilatação linear do material que constitui as hastes menores.
Resolução
A temperatura inicial que as duas hastes possuem é de 20 °C e que o comprimento inicial das hastes é dada
pela relação
𝑙8Y
= 3 → 𝑙8Y = 3 𝑙8Z
𝑙8Z

Na temperatura de 20 °C, a área inicial é de 75 cm2, então


∆𝑆8 = 𝑙8Y 𝑙8Z = 75
ou seja,
𝑙8Y 𝑙8Z = 75 → 3 𝑙8Z 𝑙8Z = 75 → 3 𝑙8Z \ = 75 → 𝑙8Z = 5 𝑐𝑚
portanto
𝑙8Y = 3 𝑙8Z → 𝑙8Y = 15 𝑐𝑛

Desenvolvendo a fórmula da dilatação linear para uma haste qualquer


∆𝐿 = 𝐿8 𝛼 ∆𝑇 → 𝐿 − 𝐿8 = 𝐿8 𝛼 ∆𝑇 → 𝐿 = 𝐿8 + 𝐿8 𝛼 ∆𝑇

Considerando, agora, as hastes A e B tem-se


𝑙Y = 𝑙8Y + 𝑙8Y 𝛼Y ∆𝑇
𝑙Z = 𝑙8Z + 𝑙8Z 𝛼Z ∆𝑇

Na temperatura de 320 °C, a figura geom[etrica obtida será a de um quadrado, ou seja, todos os lados serão
iguais. Assim, pode-se afirmar que no final tem-se
𝑙Y = 𝑙Z

Igualando as fórmulas da dilatação linear para as duas hastes


𝑙8Y + 𝑙8Y 𝛼Y ∆𝑇 = 𝑙8Z + 𝑙8Z 𝛼Z ∆𝑇
15 + 15 𝛼Y (320 − 20) = 5 + 5 𝛼Z (320 − 20)
15 + 15 𝛼Y 300 = 5 + 5 𝛼Z 300
15 + 4500 𝛼Y = 5 + 1500 𝛼Z
10 + 4500 𝛼Y = 1500 𝛼Z

O problema afirma que a relação entre os coeficientes de dilatação linear é 9, mas não diz se é a razão entre
A e B ou B e A. Mas pode-se concluir a partir do fato de que o retângulo irá se tornar um quadrado. Olhando
para a figura, quem deverá se dilatar mais são as hastes do lado B. Então, o coeficiente de dilatação linear da
haste B deve ser MAIOR que o coeficiente de dilatação da haste A. Assim
𝛼Z = 9 𝛼Y

Substituindo
10 + 4500 𝛼Y = 1500 𝛼Z → 10 + 4500 𝛼Y = 1500 × 9 𝛼Y
10 + 4500 𝛼Y = 13500 𝛼Y → 10 = 13500 𝛼Y − 4500 𝛼Y
10
10 = 9000 𝛼Y → = 𝛼Y → 𝛼Y = 0.0011 ℃JK
9000

20190409 Hilton Koiti Sato


Avaliação Bimestral Termodinâmica Física

Mas como o problema solicita que se determine o valor do coeficiente de dilatação linear da haste menor,
então
𝛼Z = 9 𝛼Y → 𝛼Z = 9 × 0.0011 = 0.0099 ℃JK

7. Ao ser submetida a um aquecimento uniforme, uma haste metálica que se encontrava inicialmente a 0 °C
sofre uma dilatação linear de 0,1% em relação ao seu comprimento inicial. Se considerássemos o aqueci-
mento de um bloco constituído do mesmo material da haste, ao sofrer a mesma variação de temperatura a
partir de 0 °C, determine a dilatação volumétrica do bloco em relação ao seu volume inicial.
Resolução
Linearmente, a dilatação linear é dada por
𝐿 = 𝐿8 (1 + 𝛼∆𝑇)
Se a haste metálica sofre uma dilatação de 0.1 % em seu comprimento, significa que houve um aumento no
comprimento de 0.001, ou seja
𝐿 = (1 + 0.001) 𝐿8 → 𝐿 = 1.001 𝐿8
Substituindo
𝐿 = 𝐿8 (1 + 𝛼∆𝑇) → 1.001𝐿8 = 𝐿8 (1 + 𝛼∆𝑇) → 1.001 = 1 + 𝛼∆𝑇
Então
𝛾
𝛼∆𝑇 = 0.001 → ∆𝑇 = 0.001 → 𝛾∆𝑇 = 0.003
3
Substituindo este valor na fórmula da dilatação volumétrica
𝑉 = 𝑉8 (1 + 𝛾∆𝑇) → 𝑉 = 𝑉8 (1 + 0.003) → 𝑉 = 1.003 𝑉8
Este resultado mostra que houve um aumento, uma variação de 0.3 % em seu volume, após a variação da
temperatura.

8. O gráfico mostra a relação entre duas escalas termométricas A


e B. A partir do gráfico, apresente os cálculos para determinar a
função 𝜃Y = 𝑓(𝜃Z ).
Resolução
Analisando o gráfico, observa-se que
qA qB
0 -10 Figura da questão 8
20 0
Com estes dados, utiliza-se um procedimento matemático denominado de regra de três
𝜃Y − 0 𝜃Z − (−10)
=
𝜃Y − 20 𝜃Z − 0
Resolvendo esta relação
𝜃Y 𝜃Z = (𝜃Y − 20)(𝜃Z + 10) → 𝜃Y 𝜃Z = 𝜃Y 𝜃Z + 10𝜃Y − 20 𝜃Z − 200
20 𝜃Z + 200
0 = 10𝜃Y − 20 𝜃Z − 200 → 10𝜃Y = 20 𝜃Z + 200 → 𝜃Y =
10
Portanto
𝜃Y = 2 𝜃Z + 20

20190409 Hilton Koiti Sato


Avaliação Bimestral Termodinâmica Física

9. Dois corpos, A e B, são aquecidos, separadamente, pela mesma


fonte de calor que fornece 120 cal/min. A massa do corpo A é de 600
g e a do corpo B, de 200 g. Analisando o gráfico, determine a relação
matemática que existe entre os calores específicos do corpo A e do
corpo B.
Resolução
A quantidade de calor é a mesma para ambos corpos, A e B. Portanto,
pode-se escolher um mesmo tempo para ambos corpos e realizar a Figura da questão 9
leitura da temperatura final, já que a temperatura inicial é igual para
os dois corpos. Assim, para o tempo de 50 min, tem-se
∆𝑇Y = 50 − 20 = 30
∆𝑇Z = 30 − 20 = 10
Como a quantidade de calor é a mesma para os dois corpos
𝑄Y = 𝑄Z → 𝑚Y 𝑐Y ∆𝑇Y = 𝑚Z 𝑐Z ∆𝑇Z
600 𝑐Y 30 = 200 𝑐Z 10 → 18000𝑐Y = 2000𝑐Z
Portanto
𝑐Z
𝑐Y =
9

20190409 Hilton Koiti Sato