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 Tecido conjuntivo de SUPORTE

 Tecido conjuntivo de SUPORTE


Epitelial

Frouxo
Propriamente Dito
Denso
Sanguíneo

CONJUNTIVO Adiposo

Cartilaginoso
TECIDOS
ÓSSEO

Nervoso

Muscular
 Tipos de tecidos conjuntivos
 Introdução
● O tecido ósseo é o componente principal do esqueleto,
serve de SUPORTE para os tecidos moles e protege órgãos
vitais, como os contidos nas caixas craniana e torácica, bem
como no canal raquidiano.
● Aloja e protege a medula óssea, formadora das células do
sangue, proporciona apoio aos músculos esqueléticos,
transformando suas contrações em movimentos úteis, e
constitui um sistema de alavancas que amplia as forças
geradas na contração muscular.
 Introdução
● Além dessas funções, os ossos funcionam como DEPÓSITO
DE CÁLCIO, FOSFATO e outros íons, armazenando-os ou
liberando-os de maneira controlada→ HOMEOSTASE d
● Capacidade de absorver toxinas e metais pesados,
minimizando assim seus efeitos adversos em outros tecidos.
● O tecido ósseo é um tipo especializado de tecido conjuntivo
formado por células e material extracelular calcificado, a
MATRIZ ÓSSEA.
 Introdução
● Todos os ossos são revestidos em suas
superfícies membranosas externas e
internas, o PERIÓSTEO e o ENDÓSTEO
respectivamente, que são ricos em
CÉLULAS OSTEOGÊNICAS
 Células do tecido ósseo
● Seus componentes celulares são:

– Se originam de células do
mesênquima

– Os OSTEOBLASTOS, que
sintetizam a parte ORGÂNICA da
matriz (colágeno tipo 1,
proteoglicanos e glicoproteínas) e
localizam-se na sua periferia;
 Células do tecido ósseo
● Seus componentes celulares são:

– A parte orgânica da matriz é


formada por fibras colágenas
(95%) constituídas de colágeno do
tipo I e por pequena quantidade de
proteoglicanos e glicoproteínas.
 Células do tecido ósseo
● Seus componentes celulares são:

– Sintetizam também osteonectina e


osteocalcina → atuam como
HORMÔNIOS

● OSTEONECTINA facilita a
deposição de cálcio
 Células do tecido ósseo
● OSTEOBLASTOS:

– OSTEOCALCINA estimula a atividade


dos osteoblastos.

● Como parte da osteocalcina produzida


é transportada pelo sangue, atua tanto
nos osteoblastos locais como nos
localizados à distância.
 Células do tecido ósseo
● OSTEOBLASTOS:
– Os osteoblastos são capazes de
concentrar fosfato de cálcio,
participando da mineralização da
matriz.
– Dispõem-se sempre nas superfícies
ósseas, lado a lado, em um arranjo
que lembra um epitélio simples
 Células do tecido ósseo
● OSTEOBLASTOS:
– Uma vez aprisionado pela matriz recém-sintetizada, o
osteoblasto passa a ser chamado de OSTEÓCITO.
– Os osteoblastos em fase de síntese mostram as
características ultraestruturais das células produtoras de
proteínas → RER bem desenvolvido
– A matriz óssea recém-formada, adjacente aos osteoblastos
ativos e que não está ainda calcificada, recebe o nome de
OSTEOIDE.
 Células do tecido ósseo
● Seus componentes celulares
são:

– Os OSTEÓCITOS se situam em
cavidades ou lacunas no
interior da matriz
 Células do tecido ósseo
● OSTEÓCITOS:
– Quando o osteoide se
MINERALIZA, aprisiona
alguns osteoblastos que se
diferenciam em
OSTEÓCITOS.
 Células do tecido ósseo
 Células do tecido ósseo
● OSTEÓCITOS:

– Cada lacuna contém apenas um osteócito.

– Dentro dos canalículos os prolongamentos dos osteócitos


estabelecem contatos por meio de junções comunicantes, por
onde podem passar pequenas moléculas e íons de um
osteócito para o outro.
 Células do tecido ósseo
● OSTEÓCITOS:

– Exibem pequena quantidade


de RER e complexo de Golgi
pouco desenvolvido e núcleo
com cromatina condensada.

– Sua morte é seguida por


reabsorção da matriz.
 Células do tecido ósseo
● Micrografia eletrônica, em pequeno
aumento, de um corte de tecido
ósseo mostrando um osteócito com
seus prolongamentos circundados
por matriz.
● A pequena quantidade de RER
indica que se trata de uma célula
com REDUZIDA SÍNTESE
PROTEICA.
 Células do tecido ósseo
● Não existe difusão de
substâncias através da matriz
calcificada do osso:
● A nutrição dos osteócitos
depende de canalículos que
possibilitam as trocas de
moléculas e íons entre os
capilares sanguíneos e os
OSTEÓCITOS
 Células do tecido ósseo
● Seus componentes celulares são:

– Os OSTEOCLASTOS, células
gigantes, móveis e
multinucleadas, extensamente
ramificadas que REABSORVEM o
tecido ósseo, participando dos
processos de remodelação dos
ossos.
 Células do tecido ósseo
● Seus componentes celulares são:

– Essas células se originam de


precursores mononucleados
provenientes da medula óssea que,
ao contato com o tecido ósseo,
unem-se para formar os
osteoclastos multinucleados.
 Células do tecido ósseo
● OSTEOCLASTOS:
– Frequentemente, nas áreas de
reabsorção de tecido ósseo
encontram-se porções dilatadas
dos osteoclastos, colocadas em
depressões da matriz
escavadas pela atividade dos
osteoclastos e conhecidas como
lacunas de Howship.
 Células do tecido ósseo
● OSTEOCLASTOS:
– Os osteoclastos têm citoplasma
GRANULOSO
 Matriz óssea
● A parte INORGÂNICA representa cerca de 50% do peso da
matriz óssea.

– Os íons mais encontrados são o fosfato e o cálcio.

– Há também bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato

● Estudos de difração de raios X mostraram que os cristais que


se formam pelo cálcio e o fósforo têm a estrutura da
HIDROXIAPATITA, com a seguinte composição: Ca10(PO4)6
(OH)2.
 Matriz óssea
● Os íons da superfície do cristal de
hidroxiapatita são hidratados,
existindo, portanto, uma camada de
água e íons em volta do cristal.
 Matriz óssea
● A camada hidratada é denominada CAPA DE HIDRATAÇÃO, e
facilita a troca de íons entre o cristal e o líquido intersticial.

● Os cristais de matriz óssea mostram imperfeições e não são


exatamente iguais à hidroxiapatita que se encontra nos
minerais das rochas.

– As glicoproteínas (da matriz orgânica) do osso podem ter


alguma participação na mineralização da matriz →tecidos
ricos em colágeno tipo I, mas que não contêm essas
glicoproteínas, normalmente NÃO SE CALCIFICAM.
 Matriz óssea
● A associação de HIDROXIAPATITA (inorgânica) a FIBRAS
COLÁGENAS (orgânica) é responsável pela rigidez e
resistência do tecido ósseo.

– Após a remoção do cálcio, os ossos mantêm sua forma


intacta, porém tornam-se tão flexíveis quanto os tendões.
 Matriz óssea
● A destruição da parte orgânica, que é principalmente
colágeno, pode ser realizada por incineração e também deixa
o osso com sua forma intacta→ porém tão QUEBRADIÇO que
dificilmente pode ser manipulado sem se partir.
 Periósteo e endósteo
● As superfícies internas e externas dos ossos são recobertas por
células osteogênicas e tecido conjuntivo, que constituem o
ENDÓSTEO e o PERIÓSTEO, respectivamente.

– A camada mais superficial do periósteo contém


principalmente fibras colágenas e fibroblastos.

● As fibras de Sharpey são feixes de fibras colágenas do


periósteo que penetram o tecido ósseo e prendem firmemente
o periósteo ao osso.
 Periósteo e endósteo
 Tipos de tecido ósseo
● Macroscopicamente o osso é
formado por partes sem
cavidades visíveis, o osso
COMPACTO, e por partes
com muitas cavidades
intercomunicantes, o osso
ESPONJOSO
 Tipos de tecido ósseo
● A parte compacta e esponjosa
tem a mesma composição
histológica básica.

● Nos ossos longos


(comprimento maior que a
largura), as extremidades ou
EPÍFISES são formadas por
osso esponjoso com uma
delgada camada superficial
compacta.
 Tipos de tecido ósseo
● A DIÁFISE (parte cilíndrica) é quase
totalmente compacta, com pequena
quantidade de osso esponjoso na sua parte
profunda, delimitando o canal medular.

● Principalmente nos ossos longos, o osso


compacto é chamado também de osso
cortical.

● Os OSSOS CURTOS têm o centro


esponjoso, sendo recobertos em toda a
sua periferia por uma camada compacta.
 Tipos de tecido ósseo
● As cavidades do osso esponjoso e
o canal medular da diálise dos
ossos longos são ocupados pela
MEDULA ÓSSEA.

– Nos bebês recém-nascidos, a


medula óssea é toda vermelha.
 Tipos de tecido ósseo
● Nos adultos, a medula óssea
vermelha é encontrada apenas
nos ossos chatos (esterno,
costelas, crânio), nas vértebras da
coluna e nos ossos longos do
corpo, como fêmur (osso da coxa)
e úmero (osso do braço) → nos
demais é substituída por MEDULA
ÓSSEA AMARELA
 Tipos de tecido ósseo
● Nos ossos chatos, que
constituem a abóbada craniana,
existem duas camadas de osso
compacto, as tábuas internas
externa, separadas por osso
esponjoso que, nesta
localização, recebe o nome de
DÍPLOE.
 Tipos de tecido ósseo
● HISTOLOGICAMENTE existem dois tipos de tecido ósseo:
IMATURO ou primário e MADURO, secundário ou lamelar:
– O IMATURO ou primário;
● O tecido primário é o que aparece primeiro, tanto no
desenvolvimento embrionário como na reparação das
fraturas, sendo TEMPORÁRIO e substituído por tecido
secundário.
● No tecido ósseo primário, as fibras colágenas se dispõem
irregularmente, sem orientação definida
 Tipos de tecido ósseo
● TECIDO ÓSSEO PRIMÁRIO OU IMATURO:

– No adulto é muito pouco frequente, persistindo apenas


próximo às suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos
dentários e em alguns pontos de inserção de tendões.

– Tem menor quantidade de minerais (mais facilmente


penetrado pelos raios X) e maior proporção de osteócitos do
que o tecido ósseo secundário.
 Tipos de tecido ósseo
● O MADURO, secundário ou
lamelar.

● Os dois tipos contêm as


mesmas células e os mesmos
constituintes da matriz.

● As fibras colágenas SE
ORGANIZAM EM LAMELAS,
que adquirem uma disposição
muito peculiar.
 Tipos de tecido ósseo
● TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO/
MADURO ou LAMELAR:

– Variedade geralmente encontrada


no adulto.

– As fibras colágenas se organizam


em lamelas de 3 a7 μm de
espessura, que ficam paralelas
umas às outras ou se dispõem em
camadas concêntricas em torno
de canais com vasos, formando os
sistemas de Havers ou ÓSTEONS.
 Tipos de tecido ósseo
● TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO OU MADURO:
– Note os numerosos
canalículos que estabelecem
comunicação entre as
lacunas, onde estão os
osteócitos, e com o canal de
Havers.
 Tipos de tecido ósseo
● TECIDO ÓSSEO
SECUNDÁRIO OU
MADURO:
– Cada sistema de Havers
ou ÓSTEON é um
cilindro longo, às vezes
bifurcado, paralelo à
diáfise e formado por 4 a
20 lamelas ósseas
concêntricas.
 Tipos de tecido ósseo
● No centro desse cilindro
ósseo existe um canal
revestido de
endósteo, o CANAL
DE HAVERS, que
contém vasos e
nervos.
 Tipos de tecido ósseo
● Os canais de Havers
comunicam-se entre si,
com a cavidade
medular e com a
superfície externa de
osso por meio de canais
transversais ou
oblíquos, os CANAIS
DE VOLKMANN.
 Tipos de tecido ósseo
● TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO OU
MADURO:
– A alternância de círculos claros e
escuros resultanta da alternância na
direção das fibras colágenas.
– As fibras colágenas aparecem claras
quando cortadas longitudinalmente e
escuras em corte transversal.
– No centro do ósteon, em negro, o
canal de Havers.
 Histogênese
● O tecido ósseo é formado basicamente por dois processos:

– OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA, que ocorre no interior


de uma membrana conjuntiva

– OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL, o qual se inicia sobre um


molde de cartilagem hialina (rica em fibrilas de colágeno tipo
II), que gradualmente é destruído e substituído por tecido
ósseo formado a partir de células do conjuntivo adjacente.
 Histogênese
● Tanto na ossificação intramembranosa como na endocondral, o
primeiro tecido ósseo formado é do tipo primário, o qual é,
pouco a pouco, substituído por tecido secundário ou lamelar.

– Durante o crescimento dos ossos podem se ver, lado a lado,


áreas de tecido primário, áreas de reabsorção e áreas de
tecido secundário.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:
– Ocorre no interior de membranas
de tecido conjuntivo.
● Células do mesênquima se
tomam arredondadas e formam um
blastema no qual, por
diferenciação, originam-se
OSTEOBLASTOS que produzem
tecido ósseo primário
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:
– O local da membrana conjuntiva
onde a ossificação começa
chama-se centro de ossificação
primária.
– Os osteoblastos produzem a
matriz que ao mineralizar
aprisiona os osteoblastos
transformando-os em
OSTEÓCITOS.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:
– Como vários desses grupos
surgem quase simultaneamente
no centro de ossificação, há
confluência das traves ósseas
formadas, conferindo ao osso
um aspecto esponjoso.
 Histogênese
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:
– Entre as traves formam se
cavidades que são penetradas
por vasos sanguíneos e células
mesenquimatosas
indiferenciadas, que darão
origem à medula óssea.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:
– Os vários centros de ossificação
crescem radialmente, acabando
por substituir a membrana
conjuntiva preexistente.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:

– É o processo formador dos ossos


frontal, parietal e de partes do
occipital, do temporal e dos
maxilares superior e inferior.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA:
– Contribui também para o
crescimento dos ossos curtos e
para o aumento em espessura
dos ossos longos.
– A parte da membrana conjuntiva
que não sofre ossificação passa
a constituir o ENDÓSTEO e o
PERIÓSTEO.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– A ossificação endocondral tem início sobre uma PEÇA DE


CARTILAGEM HIALINA, de forma parecida à do osso que
se vai formar, porém de tamanho menor → serve como molde

– Esse tipo de ossificação é o principal responsável pela


formação dos ossos curtos e LONGOS.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– O molde cartilaginoso apresenta uma parte média estreitada


e as extremidades dilatadas, correspondendo,
respectivamente, à diáfise e às epífises do futuro osso.

– O primeiro tecido ósseo a aparecer no osso longo é formado


por ossificação intramembranosa do pericôndrio que recobre a
parte média da diáfise formando um cilindro, o colar ósseo.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– A ossificação endocondral consiste essencialmente em dois


processos:

● Primeiro, a cartilagem hialina sofre modificações, havendo


hipertrofia dos condrócitos, redução da matriz
cartilaginosa a finos tabiques, sua MINERALIZAÇÃO e a
MORTE dos condrócitos por apoptose.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

● Segundo, as cavidades
previamente ocupadas pelos
condrócitos são invadidas por
capilares sanguíneos e células
OSTEOGÊNICAS vindas do
conjuntivo adjacente.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

● As células osteogênicas
diferenciam-se em
OSTEOBLASTOS, que
depositarão matriz óssea sobre
os tabiques de cartilagem
calcificada.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

● O tecido ósseo recém-formado


está circundado por
osteoblastos.

● Na matriz do tecido ósseo podem


ser observados diversos
OSTEÓCÍTOS (setas).
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

● Desse modo, aparece tecido


ósseo onde antes havia tecido
cartilaginoso, sem que ocorra a
transformação deste tecido
naquele;

● Os tabiques de matriz calcificada


da cartilagem servem apenas de
ponto de apoio à ossificação
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– Desde o início da formação do centro primário surgem


OSTEOCLASTOS e ocorre absorção do tecido ósseo formado no
centro da cartilagem, aparecendo, assim, o canal medular, o
qual também cresce longitudinalmente à medida que a
ossificação progride.

– À medida que se forma o canal medular, células sanguíneas,


originadas de células hematógenas multipotentes (células
tronco) trazidas pelo sangue dão origem à medula óssea.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– As células tronco hematógenas se fixam no microambiente


do interior dos ossos, onde vão produzir todos os tipos de
células do sangue, tanto na vida intrauterina como após o
nascimento.


 Histogênese
● Cartilagem hialina, em roxo;
cartilagem calcificada, em
vinho; tecido ósseo, em
amarelo.
– A ossificação se inicia no
cilindro (ou colar) ósseo na
parte média do modelo de
cartilagem hialina,
 Histogênese
● A fusão da diáfise com as
epífises, que determina a
parada do crescimento do
osso, ocorre em momentos
diferentes, no mesmo osso.
– A cartilagem articular que
persiste por toda a vida e
não contribui para a
formação de tecido ósseo
 Histogênese
a
● OSSIFICAÇÃO
ENDOCONDRAL:
– O desaparecimento da
cartilagem de conjugação
fica entre o tecido ósseo
das epífises e o da diáfise
aproximadamente aos 20
anos de idade, determina a
parada do crescimento
longitudinal dos ossos. a
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– Zona de repouso: na qual existe


cartilagem hialina sem qualquer
alteração morfológica

– Zona de proliferação: na qual os


CONDRÓCITOS dividem-se
rapidamente e formam fileiras ou
colunas paralelas de células
achatadas e empilhadas no sentido
longitudinal do osso
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– Zona de cartilagem hipertrófica:


zona que apresenta condrócitos
muito volumosos, com depósitos
citoplasmáticos de glicogênio e lipídios.

– A matriz fica reduzida a tabiques


delgados, entre as células
hipertróficas. Os condrócitos entram
em APOPTOSE
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– Zona de cartilagem calcificada:


zona em que ocorre a
MINERALIZAÇÃO dos delgados
tabiques de matriz cartilaginosa e
termina a apoptose dos condrócitos
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– Zona de ossificação: zona em que


APARECE TECIDO ÓSSEO.

● Capilares sanguíneos e células


osteoprogenitoras originadas do periósteo
invadem as cavidades deixadas pelos
condrócitos mortos.
– As células osteoprogenitoras se
diferenciam em OSTEOBLASTOS, que
formam uma camada contínua sobre os
restos da matriz cartilaginosa calcificada.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL:

– Zona de ossificação: zona em que


APARECE TECIDO ÓSSEO.

● Sobre esses restos de matriz


cartilaginosa, os OSTEOBLASTOS
depositam a matriz óssea
● A matriz óssea calcifica-se e
aprisiona osteoblastos, que se
transformam em OSTEÓCITOS.
 Histogênese
● Esquema da parede da
DIÁFISE (parte cilíndrica)
dos ossos longos:
– Como o processo é
radial, aparecem três
tipos de tecido ósseo
lamelar (maduro): os
sistemas de Havers e
as lamelas
circunferenciais
externas e as internas.
 Histogênese
● OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL e
REPARO DE FRATURA:
– Desenho esquemático mostrando o
processo de reparação da fratura,
por formação de novo tecido ósseo a
partir do endósteo e do periósteo.
 Técnicas histológicas
● Uma das técnicas mais utilizadas,
que não preserva as células, mas
possibilita um estudo minucioso da
matriz com suas lacunas e
canalículos, consiste na obtenção
de fatias finas de tecido ósseo,
preparadas por DESGASTE
 Técnicas histológicas
● Fatia de tecido ósseo seco e
desgastado até se tornar muito
fina.
– As lacunas e os canalículos,
cheios de ar, desviam a luz e
aparecem escuros.
 Técnicas histológicas
● Outra técnica utilizada possibilita o estudo das células, baseia-
se na DESCALCIFICAÇÃO do tecido ósseo, após sua fixação
em um fixador histológico comum.
– A remoção da parte mineral da matriz é realizada em
solução ácida diluída (ex.: ácido nítrico a 5%) ou em solução
que contenha uma substância quelante (ex.: o sal sódico do
ácido etileno-diamino-tetracético, ou EDTA).
 Curiosidade
 Curiosidade
 Articulações
● Unem os ossos uns aos outros.

– Elas podem ser classificadas em:

● DIARTROSES, que possibilitam grandes movimentos dos


ossos

● SINARTROSES, nas quais não ocorrem movimentos ou,


quando ocorrem, são muito limitados.
 Articulações
● SINARTROSES:

– Conforme o tecido que une as peças ósseas, distinguem-se três


tipos de sinartroses: as sinostoses, as sincondroses e as
sindesmoses.

● Nas sinostoses, que são totalmente desprovidas de


movimentos, os ossos são unidos por tecido ósseo.

– Encontram-se unindo os ossos chatos do crânio em idosos.

● Em crianças e adultos jovens, a união desses ossos é


realizada por tecido conjuntivo denso.
 Articulações
● SINARTROSES:

– As sincondroses são articulações nas quais existem


movimentos limitados, sendo as peças ósseas unidas por
cartilagem hialina.

– Encontram-se, por exemplo, na articulação da primeira


costela com o esterno.
 Articulações
● SINARTROSES:

– As sindesmoses são, como as sincondroses, dotadas de


algum movimento, e nelas o tecido que une os ossos é o
conjunttivo denso.

● São exemplos: sínfise pubiana e articulação tibiofibular


inferior.
 Articulações
● DIARTROSES:

– As diartroses são as articulações


dotadas de grande mobilidade;
geralmente são as que unem os
ossos longos

● Nas diartroses existe uma cápsula


que liga as extremidades ósseas,
delimitando uma cavidade fechada,
a CAVIDADE ARTICULAR.
 Articulações
● DIARTROSES:

– A CÁPSULA é formada por duas


partes: a camada fibrosa
externa e a camada sinovial
(membrana sinovial) que reveste
a CAVIDADE ARTICULAR,
exceto as áreas de cartilagem.
 Articulações
● DIARTROSES:
 Articulações
● A CAVIDADE ARTICULAR
cavidade contém um líquido
incolor, transparente e viscoso, o
LÍQUIDO SINOVIAL, que é um
dialisado do plasma sanguíneo
contendo elevado teor de ácido
hialurônico, sintetizado pelas
células da camada sinovial.
 Articulações
● O deslizamento das superfícies
articulares que são revestidas por
cartilagem hialina, sem pericôndrio,
é facilitado pelo efeito
lubrificante do ácido hialurônico.

● O líquido sinovial é uma via


transportadora de substâncias entre
a cartilagem articular (avascular)
e o sangue dos capilares da
membrana sinovial.
Dúvidas????
 Tecido conjuntivo de propriedades especiais
 Tipos de tecidos conjuntivos
 Tecido adiposo
● INTRODUÇÃO:
– O é um tipo especial de conjuntivo no qual se observa
predominância de células adiposas (ADIPÓCITOS).
– Essas células podem ser encontradas isoladas ou em
pequenos grupos no tecido conjuntivo frouxo, porém a maioria
delas forma grandes agregados, constituindo o TECIDO
ADIPOSO distribuído pelo corpo.
● Em pessoas de peso normal, o tecido adiposo representa
de 20 a 25% do peso corporal na mulher e de 15 a 20% no
homem.
 Tecido adiposo
● INTRODUÇÃO:
– O tecido adiposo é o maior depósito corporal de energia, sob a
forma de TRIGLICERÍDIOS.
– As células hepáticas e o músculo esquelético também
acumulam energia, mas sob a forma de GLICOGÊNIO.

● Os TRIGLICERÍDIOS são mais eficientes como reserva


energética porque fornecem 9,3 kcal/g contra apenas 4,1 kcal/g
fornecidas pelo glicogênio.
 Tecido adiposo
● INTRODUÇÃO:
– Como as gorduras são más condutoras de calor, o tecido
adiposo contribui para o ISOLAMENTO TÉRMICO do
organismo.
– Além disso, preenche espaços entre outros tecidos e auxilia
a manter determinados órgãos em suas posições normais.
 Tecido adiposo
● INTRODUÇÃO:
– O tecido adiposo tem também ATIVIDADE SECRETORA,
sintetizando diversos tipos de moléculas → LEPTINA
● Sintetiza várias moléculas como leptina, que são
transportadas pelo sangue, e a lipase lipoproteica já
mencionada, que fica ligada à superfície das células
endoteliais dos capilares sanguíneos situados em volta dos
adipócitos.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR:
– A leptina é um hormônio proteico constituído por 164
aminoácidos.
● Essa molécula participa da regulação da quantidade de tecido
adiposo no corpo e da ingestão de alimentos.
● A leptina atua principalmente no hipotálamo, DIMINUINDO A
INGESTÃO DE ALIMENTOS e aumentando o gasto de
energia.
 Tecido adiposo
● TIPOS DE TECIDO ADIPOSO:
– Uma variedade é o tecido adiposo comum, AMARELO OU
UNILOCULAR:
● As células, quando completamente desenvolvidas, contêm
apenas UMA gotícula de gordura que ocupa quase todo o
citoplasma
– TECIDO ADIPOSO PARDO, ou MULTILOCULAR
● Formado por células que contêm NUMEROSAS gotículas
lipídicas e muitas mitocôndrias.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
UNILOCULAR:
– A cor do tecido unilocular varia
entre o branco e o amarelo-
escuro, dependendo da dieta.
● Essa coloração deve-se
principalmente ao acúmulo
de carotenos dissolvidos nas
gotículas de gordura.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
UNILOCULAR:
– Praticamente todo o tecido
adiposo encontrado em
humanos adultos é do tipo
unilocular
– Seu acúmulo em
determinados locais é
influenciado pelo sexo, idade e
fatores genéticos
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
UNILOCULAR:
– Esse tecido forma o
PANÍCULO ADIPOSO,
camada disposta sob a pele, e
que é de espessura uniforme
por todo o corpo
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR:
– Essa deposição seletiva de gorduras
é regulada, principalmente, pelos
hormônios sexuais e pelos
hormônios produzidos pela camada
cortical da glândula adrenal.
– As células adiposas uniloculares são
grandes, medindo em geral 50 a 150
μm de diâmetro.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR:
– O tecido unilocular apresenta septos de conjuntivo, que contêm
VASOS e NERVOS.
– A VASCULARIZAÇÃO do tecido adiposo é muito abundante quando
se considera a pequena quantidade de citoplasma funcionante.
– A REMOÇÃO dos Lipídios, nos casos de necessidade energética,
não se faz por igual em todos os locais.
● Primeiro, são mobilizados os depósitos subcutâneos, os do
mesentério e os retroperitoneais, enquanto o tecido adiposo
localizado nos coxins das mãos e dos pés resiste a longos
períodos de desnutrição.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR:
– Após períodos de alimentação muito deficiente em calorias, o
tecido adiposo unilocular perde quase toda a sua gordura e se
transforma em um tecido com células poligonais ou
fusiformes, com raras gotículas lipídicas.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR:
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO MULTILOCULAR:
– O tecido multilocular é também
chamado de tecido adiposo PARDO,
por sua cor característica.
– Essa cor se deve à vascularização
abundante e às NUMEROSAS
MITOCÔNDRIAS encontradas em
suas células.
– Por serem ricas em citocromos, as
mitocôndrias têm cor avermelhada.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
MULTILOCULAR:
– O tecido pardo é de distribuição
limitada, localizando-se em
áreas determinadas.
– Esse tecido é abundante em
animais que hibernam, nos
quais foi chamado de glândula
hibernante (designação
inapropriada).
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
MULTILOCULAR:
– No feto humano e no recém-
nascido, o tecido adiposo
multilocular apresenta
localização bem determinada
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO MULTILOCULAR:
– Como esse tecido não cresce, sua
quantidade no adulto é extremamente
reduzida.
– As células do tecido adiposo multilocular
são menores do que as do tecido
adiposo unilocular e têm forma poligonal.
– O citoplasma é carregado de gotículas
lipídicas de vários tamanhos
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
MULTILOCULAR:
– Contém numerosas
mitocôndrias, cujas cristas
são particularmente longas,
podendo ocupar toda a
espessura da mitocôndria.
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO MULTILOCULAR:
– Experimentos feitos com roedores pela equipe de Harvard indicavam
que o hormônio atuava sobre o tecido adiposo branco – abundante
nos mamíferos adultos e formado por células que armazenam energia
na forma de gordura –, transformando-o em tecido adiposo marrom –
escasso nos mamíferos a partir da idade adulta, que transforma a
energia armazenada em calor. “Tive a sorte de estar na audiência e
suspeitar que a irisina pudesse ter também alguma ação no cérebro”,
lembra a neurocientista brasileira.
– Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/01/07/hormonio-do-
exercicio-pode-evitar-a-perda-de-memoria/
 Tecido adiposo
● TECIDO ADIPOSO
MULTILOCULAR:
– Neste neurônio, os pontos de
conexão (sinapses, marcadas
em verde) com outras células
foram restaurados pela ação
da irisina, hormônio liberado
pelos músculos durante o
exercício físico
Dúvidas????