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Atividade1

Ler: Livro Texto do Professor Dinarte Belato – (p. 44 a p. 122) e Resenha do


Hobsbawm.
Refletir e responder as seguintes questões:
1 – Analise a crise de 1970/80. Que alternativas foram construídas para reverter à
crise? Quais foram os reflexos disso nos diversos países?
2 – Caracterize a globalização no início do século XXI, considerando as reflexões do
professor Belato em relação a construção de uma nova ordem mundial.
3 – As mulheres ampliaram as suas conquistas durante o século XX, derrubaram os
velhos sistemas de dominação e subordinação a que estavam submetidas a milênios.
Explique em que consistiam (consistem) estes velhos sistemas de dominação e
subordinação.
4 – Por que se diz que o sistema capitalista necessita do conflito e da guerra para não
entrar em colapso? Explique

1 – A crise de 1970/80 conforme os autores, é fruto do pensamento capitalista de lucro,


como eu não entendo nada de economia fiquei até confuso! Mas o que pude extrair do
texto é que a acumulação de produção faz com que o lucro não seja possível de se
manter a não ser que se venda cada vez mais! Para isso uma política comercial de abrir
mercados com mão de obra barata, maximizaria os lucros, isso fez com que as empresas
buscassem países que podemos considerar novas colônias mas agora de exploração de
trabalho barato, não fiscalizado, não sindicalizado, onde a concorrência é zero e formar
ali mesmo mercados de consumo, uma bola de neve insaciável: produção-consumo. Em
sequencia os estados nacionais se veem incapazes de se autofinanciar, entrando em
colapso, suas dividas aumentam descontroladamente e não conseguem manter suas
políticas Keynesianas de estímulo ao crescimento, distribuição de renda, consumo,
emprego e controle de inflação, no Brasil, os militares outrora eufóricos com o super-
crescimento da economia nacional, sucumbem ao desespero da super-inflação mediante
a crise do petróleo.

2 – Belato traz ponderações sobre o que está acontecendo como consequência das
políticas econômicas keynesianas ainda vigentes e a globalização eminente a partir do
neoliberalismo econômico, que força os estados uma comunicação que gera políticas
globais. A bipolaridade EUA e Rússia nãomais determina, totalmente, os rumos
econômicos e políticos do mundo, de onde agora emergem outros mercados como a
China. É certo que aqueles que, conforme o modelo capitalista anterior, acumularam
riqueza e influencia política, têm vantagem nesse momento, mas os estados hoje
discutem soluções para suas constantes crises em conjunto, embora não uniformemente
ainda, a tendência é a globalidade, é os individualismos cederem à necessidade de
sobrevivência ao futuro em termos de planeta e raça humana, hoje o interesse de uma
guerra pode gerar a rápida extinção da espécie senão de todas espécies!

3 – Conforme o autor, em quase toda a história da humanidade a mulher cumpre um


papel importantíssimo na sociedade: a geração de vidas, o que a coloca em um lugar
privilegiado na continuidade da espécie humana! No entanto, a subjugação do seu papel
acontece de longa data formulada as vezes por ordem “celestial” ou dentro da
organização patriarcal independente de inclinações metafísicas. Nessa organização a
mulher tem o restrito papel do lar, de tarefas relacionadas a criação dos filhos e
cuidados do lar, efetivada na cultura judaico-cristã, nos escritos bíblicos, grega, nas
obras políticas e romana, nas obras jurídicas, efetivando a cultura europeia ocidental
através do sacramento do matrimônio. Somente no século XX é que as mulheres através
da luta pelos direitos consegue assumir alguns papéis de chefia, administração e
trabalhos fora do lar, ainda com dificuldades no enfrentamento da cultura machista
provinda da organização da civilização antiga.

4 – O que posso entender da leitura é que o capitalismo, por ter a premissa da


competitividade e lucro, formula um ambiente hostil de conquista de mercados,
abrangência, influência e esse “clima” produz uma falsa paz, ou seja, a qualquer
momento a hostilidade pode se transformar em conflito armado, nesse momento entra
em cena uma indústria muito antiga: a armamentista, que também quer expandir! Desde
muito cedo a humanidade projetou seus modelos sociais com divisões de classes,
determinando misticamente quem dominaria quem se sujeitaria, considerando que não
há espaço para todos usufruírem do luxo, do conforto e das regalias, alguém terá que
perder para o outro ganhar, dessa forma o capitalismo incentiva a disputa não só
comercial, como política, social e finalmente militar. A questão do acumulo de riqueza
que move o capitalismo também produz um universo instável de poderes que se
deslocam e esse deslocamento que vem da competição acontece através da promoção de
guerras.

Referências

Livro texto