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Sistema Político da União Europeia

Horário de atendimento: 2ªfeira das 11h-13h (por marcação prévia via e-mail:
sdm@fe.uc.pt) – gabinete 201

Avaliação:
- teste (50%) – 26 de novembro
- policy memo (30%) – entrega até 13 de dezembro
Máximo de 4 páginas, Times New Roman, 12
- participação oral (20%)  análise/apresentação de um texto nas aulas práticas

24/9: O caráter sui generis da integração europeia e as


expetativas históricas: que caminhos?
O que é a integração europeia?
É o processo de transferência de poderes do nível nacional para o nível supranacional.

Qual o contexto regional e internacional?


Final da 2GM:
- gerações traumatizadas e desiludidas
- economias despedaçadas
- a descoberta das atrocidades do holocausto
- união historicamente difícil, permanência de interesses conflituais
- projeto de paz, reconstrução e crescimento
- identidade, memória e consciência coletiva
- afirmação internacional dos EUA e início da GF

Como começou?
Robert Schuman fala com J. Monet acerca da criação da CECA: Integração da
produção do Carvão e do Aço  criar uma hegemonia do carvão e do aço para
controlar a indústria da guerra (plano anti-guerra)
1951, assina-se o tratado de Paris (instituído em 1952): Benelux, Bélgica, Países
Baixos, Luxemburgo, França, Itália e Alemanha Ocidental  antigos inimigos unem-se
e fazem um Pacto numa cooperação que é funcional
Esta cooperação dá origem a um processo gradual de spill-over, o que deu
origem a uma integração económica em áreas relacionadas (CEEA e CEE, fundidos em
1965, com a assinatura do Tratado de Bruxelas)

Com que objetivos?


- Criar um “superestado”?
- Integração de geometria variável?

TEORIAS CLÁSSICAS
Federalismo (A. Spinelli)
Spinelli era um resistente ao fascismo italiano:
- Quebra do estado centrismo  idealizou uma união supranacional de Estados
- Dinâmica político-constitucional > económica
- Oportunidade de união dentro da diversidade

Transacccionalismo (K. Deutsch)


Já depois da 2ª Guerra Mundial, diz que é importante olhar para as transações, isto é,
comunicações entre as partes (os Estados)
- Construção de comunidades de paz e segurança
- “Transações”: comunicações entre as partes
- Papel da psicologia social

Funcionalismo (D. Mitrany) – “Peace will not be secured if we organize the world by
what divides it”
- Dimensão transnacional das RI
- Primazia do económico: se os Estados cooperassem ao nível económico (em
termos do que necessitam), isso seria benéfico e levaria à construção política
de unidades integradas
- Utilitarismo e materialismo das construções políticas  mesmo que houvesse
uma integração política, esta seria um quadro secundário
- Ajustamento do político às necessidades materiais
- Descura nível político

Neofuncionalismo (E. Haas)


- Conceito de spillover: ao contrário dos funcionalistas, dão também importância às
dimensões política e social  abordagem mais equilibrada
- inclui dimensão política e social
- supranacional > grupos de interesses e elites políticas e burocráticas
- processo cumulativo  o processo de spillover é um processo que avança sempre
mais

Como interpretar a integração?


Identificar as grandes visões e debates que têm animado a integração europeia em
cada momento, para depois entender de que forma essas visões foram sendo
negociadas entre os diferentes atores da construção europeia.

Questionamentos dos anos 90’s  ler texto do Anelli


- Europa é de quem?
- Mais democracia, mais representatividade
- Jugoslávia e ressurgimento da guerra?  a memória coletiva da guerra já ia longe,
trazendo novamente imagens de terror
- Unificação alemã e refugiados
- Interdependência
- Distinguir-se do “império”  a EU quer distinguir-se disso
- Procura de consenso e apoio popular  se as pessoas não forem atrás, é meio
caminho andado para o fracasso

Questionamentos dos anos 2010’s  ler texto do Delors e da Assur


- Projeto europeu vai sobreviver? E o Euro?
- Que política para o BCE?
- Comunidade Europeia para a Energia?
- Novo modelo de desenvolvimento, mais cooperação, mais preocupação ambiental
- Mais transferência de soberania?
- Equilíbrio disciplina – crescimento – emprego
26/09:
Apresentação dia 3 de outubro  fazer um breve resumo dos textos; lançar perguntas
e debate aos colegas

Principais instituições europeias:


1) Comissão Europeia (ou apenas Comissão) – órgão executivo, representa os
interesses da União no seu conjunto propondo nova legislação e assegurando o
seu cumprimento pelos Estados membros  ver o que é, para que serve, etc
 ver o site
2) Conselho da EU
3) Conselho Europeu
4) Parlamento Europeu (Parlamento)
5) Tribunal de Justiça da EU

Arquitetura política da EU – áreas de competência...


- exclusivas da EU  PAC, Política Monetária e Pescas  saber quem é responsável
por deixar novos EM entrar ou não
- partilhadas entre a EU e os Estados-membros  direito do trabalho, despesa
regional, migração e asilo
- coordenadas (o Estado tem primazia)  policiamento, matérias penais de crime e
justiça
- exclusivas dos EM  despesa pública, fiscalidade (ex: impostos)

Processo de decisão supranacional: codecisão/processo de legislativo ordinário

Noção de “sistema político”:


- conjunto claro de instituições e regras que guiam as suas relações – equilíbrio
constitucional
- os cidadãos procuram realizar os seus desejos políticos através desse sistema –
partidos políticos, grupos de pressão, grupos de cidadãos, etc.
- as decisões políticas têm impacto significativo na distribuição de riqueza e na
atribuição de valores
- interação contínua entre as diferentes facetas do sistema – importância das cimeiras,
mas também existe interação diária

Governação supranacional vs Intergovernamentalismo?


- Intergovernamentalismo refere-se a arranjos institucionais em que os Estados
cooperam em assuntos de interesse comum, detendo o controlo total sobre o
processo de cisão
Ex:
-
- Supranacionalismo refere-se a arranjos institucionais em que os Estados cooperam,
mas não detêm o controlo sobre o processo de decisão
Ex:
- a comissão define grande parte d aagenda política da EU
O que são teorias da integração europeia?
“European integration theory is thus the field of systematic reflection on the processo
of intensifying political cooperation in Europe anda the development of commom
political institutions, as well as on its outcome. It also includes theorization og
changing constructions of identities and interests of social (…) pg,4  serve para
estudar a integraação, olhando para o processo (como a integração se dá, de que
forma, que implicações) ou para os resultados (que sistema de governação está a ser
criado, quais as suas principais caraterísticas e que significa isso para a criação de um
ator político

O texto distingue 3 fases de integração:


- explicar a integração  procuram-se motivos para explicar os acontecimentos
- analysing governance  já se começam a atribuir nomes às coisas; já há pontos de
comporação
- construindo a EU 
01/10: Tratado de Maastricht e
fundação da EU – avaliação crítica deste
modelo de integração
Contexto e antecedentes:
Video: The events leading to the Birth of the European Union and the Euro
- Crise da “cadeira vazia” (1965-66)  capricho francês porque: 1) não queria
que o UK entrasse; 2) não queria decisões por maioria qualificada, apenas por
unanimidade
- Cimeira da Haia em 1969  pensa-se na união económica e monetária + no
primeiro alargamento
- - 1971: crise do dólar e fim de Bretton Woods  revivalismo keynesiano na
Europa
- 1973: crise do petróleo
- Eurosclerose

1970: relatórios Werner (mais focado nas questões de integração económica e social +
d’Avignon (questões de segurança e defesa, sempre olhando para a NATO)
1972: referendo em FR (2/3 dos eleitores eram a favor do alargamento) + Cimeira de
Paris
1973: alargamento (Dinamarca, Irlanda e Reino Unido)  começam as questões de
identidade (“Quem somos nós?”)
1974: Conselho Europeu  levou a uma maior visibilidade da CEE
1977: MacDougall e MacCracken Reports
1979: eleição direta do PE + SEM

1981: alargamento Grécia


1984: Spinelli’s draft – faz um esboço de um tratado (sempre na ótica federalista), no
qual transparece a ideia de cidadania europeia  o presidente francês de então está
de acordo  houve um Conselho no qual ficou decidido que é importante fortalecer o
aspecto identitário da Europa
1985: People’s Europe report + Livro Branco de Delors
1986: alargamento Pt e Esp
1987: Ato Único Europeu  será criado até 1992
1988-89: reforço fundos estruturais e política social

Ato Único Europeu (1987)


A nível do conselho europeu...
- reconhecido como instituição politica original (mas não instituição formal)
- função de facilitar a negociação europeia e dar direção estratégica à integração

Parlamento...
- confirmação do nome PE em vez de Assembleia Parlamentar Europeia
- Procedimento de cooperação: pode rejeitar decisão do Conselho o que obriga a
aprovação por unanimidade (...)

CONSULTAR SITE CONSILIM.EUROPA.EU

1992: O tratado de Maastricht ou Tratado da EU


1ºpilar  integra todas as comunidades europeias
2ºpilar  PECS – políticas de segurança, ajuda externa, desenvolvimento,
consolidação democrática
3ºpilar 

Tratado de Maastricht: alterações institucionais VER EUR-LEX.EUROPA.EU


- o estabelecimento de bases para a união económica monetária
- reforço dos poderes do PE
- introdução do conceito de cidadania

Princípio da subsidiariedade: segundo o qual a EU só deve atuar quando a sua ação


seja mais eficaz do que uma ação desenvolvida a nível nacional
Aula 3 – 03/10/2019 (Prática)

Contexto:
 Pós-IIGM – unificar a Europa do ponto de vista económico
 GF
 Eixo França – Alemanha
 Plano Schuman + Monnet
 CECA (Tratado de Paris – 1951/1952) – 6 membros

Alta Autoridade
 1949: Conselho da Europa
 UNECE (1947)
 Plano Marshall (1947) – ajuda do ponto de vista económico

Influênia, projeção
 OECE (1948)
 COMECON (J. Stalin) – 1949 – resposta ao Plano Marshall
 EFTA: UK, CH, NO, SW – iniciativa de países que não estavam na Europa dos
6; era suposto contrabalançar.

Integração:
 União económica
 Afirmação (ideológica/identitária)
 Projeto de paz/prevenção

CECA
Composição:
 Alta Autoridade
 Conselho de Ministros
 Assembleia Comum
 Tribunal de Justiça

Ambições/objetivos:
 Aumento das trocas
 Abolição quotas/tarifas alfandegárias Sucesso Político
 Socialização ao nível dos EM

II. Tratados de Roma (1957)


 CEE – acaba por ser a continuidade da CECA
o Livre movimento de pessoas, bens e capitais
o Alargamento das áreas económicos para o mercado integrado
= setor agrícola
 Transportes
 PAC/Pescas
“Green pool” (França) – tentativa da França de se afirmar
como influenciador principal de políticas agrícolas
comuns.
 EURATOM/CEEA

 CED – Comunidade Europeia da Defesa = setor militar


o 1955 – UEO
o NATO – Canadá, EUA, etc.  sem os EUA perderia grande parte da sua
“força”.
o Civilização
o Clássicos

III. 1965 - Tratado de Bruxelas/Fusão

 3 para 1:
o 1 Conselho em vez de 3
o 1 Comissão em vez de 2 Comissões e 1 Alta Autoridade

1969 – Cimeira Haia


o UEM

1970’s
 Eurosclerose
o Protecionismo
 Crises
o 71 – Dollar
o 73 – Petróleo

1973 – 1° alargamento: passamos de uma Europa de 6 para uma Europa de 9 membros.


 UK, DK, IR

1974 – Conselho Europeu – importante em termos de projeção.

1979 – Eleição direta Parlamento Europeu – só passa a existir após o Ato Único Europeu

1987 – Ato Único Europeu


 Principais inovações que surgem com o Ato Único:
o Com o Ato Único, a Assembleia Parlamentar Europeia passa a denominar-
se Parlamento Europeu.
o Deadline: 1992 – para seguir em frente na integração económica
monetária.

Tratado de Maastricht (1992) – passa a chamar-se Tratado da União Europeia.


 Institui a Moeda Única
 3 Fases
 3 Pilares:
o 1° Pilar:
 CE (agricultura e pesca)
o 2° Pilar:
 PESC
o 3° Pilar:
 Cooperação Judicial Maioria qualificada – Tribunal de Justiça
passa a poder emitir sanções.
Processo de Barcelona (EUROMED) (1995)

Tratado de Amesterdão (1997)


 Schengen – 1985
 Aprovação do Presidente da Comissão Europeia

1981- 2° alargamento: Grécia


1986 - 3° alargamento: Portugal e Espanha – Europa dos 12.
1995 - 4° alargamento: Áustria, Suécia e Finlândia – Europa dos 15
2004 - 5° alargamento: Lituânia, Letónia, Estónia, Polónia, Eslovénia, Eslováquia,
Hungria, Malta, Chipre, República Checa – Europa dos 25
2007 - 6° alargamento: Roménia, Bulgária
2013 - 7° alargamento: Croácia
Aula 4 – 08/10/2019 (Teórica)

Introdução ao Policy Memo

Objetivos de um Policy Memo


 Fornece informação da qual os decisores políticos necessitam para a tomada de
decisões
 Apresenta temas complexos através de factos essenciais
 Avalia as alternativas de ação
 Fornece recomendações de ação

Um bom Policy Memo...


 Apresenta uma análise do contexto político (neste caso o contexto terá de ser uma
organização, tratados, declarações,...)
 Explica porque é que um assunto é importante e porque é necessária uma decisão
 Fornece factos essenciais e provas empíricas
 Apresenta linhas de ação concretas, opções
 Emite uma recomendação clara

Depois de ler um bom PM, o decisor:


 Compreende qual é o problema e a sua amplitude
 Visualiza as opções de decisão possíveis
 Compreende os benefícios, custos, riscos das opções – o que pode funcionar e o
que pode correr mal
 Aceita a recomendação, entendendo a sua logica inerente

Um bom PM...
 Max. 4 páginas, Times New Roman 12, espaço simples
 Deve conter a informação principal no primeiro paragrafo
 Deve incluir os seguintes elementos:
a) Cabeçalho
b) Sumario
c) Contexto
d) Questões centrais
e) Opções
f) Recomendações
g) (lista bibliográfica – adicional às 4 páginas)

Estrutura do PM:
a) Cabeçalho
Para: Nome e posição
De: Nome e número de estudante
Assunto: apresentar o assunto em linha com a decisão que tem de ser tomada
Data: dia em que foi enviado para o decisor político

b) Sumário
 O sumário deve incluir:
o O assunto
o Porque é necessária uma decisão
o A informação chave que o memo contém
o A ação recomendada
É aqui que se deve cativar o decisor a aceitar a nossa proposta, isto é: escrever
de forma clara e cativante, de forma a ser uma leitura que vale a pena.

c) Contexto
 O contexto deve
o Consistir de alguns pontos breves e essenciais
o Explicar de que forma o assunto tem evoluído e como se tornou
uma questão a tratar

d) Questões centrais
 Esta secção deve incluir:
o Questões centrais a ser tratadas pelos decisores políticos
o Ter entre 1-3 pontos no máximo
o Apresentar as posições (ou posição) que outros têm nestas matérias

e) Opções para o decisor político


 Esta secção deve incluir:
o Cursos de ação plausíveis
o Razoes a favor e contra cada opção
o Riscos e possível xx

f) Conclusão/Recomendação
 O que querem que o decisor político faça?
 Porque fazem esta recomendação?

g) Lista bibliográfica
 Normas para referências bibliográficas:
http://www.uc.pt/feuc/eea/Documentos/normas_ref_biblio_en_apa_B

Questões de forma
 Uso de secções e sub-secções, itálico, listas, espaços brancos
 Não misturar fontes ou cair no excesso
 Equilibrio conteúdos/paginas
 Pertinência do uso de gráficos/tabelas etc.

Questões de estilo e método


 Simplificar a linguagem e apresentae ideias de forma clara
 Evitar jargão técnico
 Uso de frases curtas e ativas (em vez de passivas ou negativas)
 Desenvolvam uma ideia por paragrafo
 Revejam o vosso trabalho (erros, pontuação, etc.)
 Partilhem o vosso trabalho com colegas e troquem ideias!

Checklist na hora de redigir


 Qual é a mensagem principal?
 O que quero que o xx
Erros comuns
1. Cheerleading/ativismo
2. Escrita académica
3. Desperdiçar espaço
4. Erros factuais (anos, nomes de pessoas, etc.)
5. Falta de precisão

Temas:
 EUROPEAN COUNCIL – 12 e 12 de dezembro: Foreign affairs & IR
o Política de vizinhança a Leste
o
 ENVIRONMENT COUNCIL – 19 de dezembro
 FOREIGN AFFAIRS COUNCIL
Aula 5 – 15/10/2019 (Teórica)

Do Tratado Constitucional ao Tratado de Lisboa: avanços e retrocessos

Contexto
 Anos 1990’s: conflitos Balcãs e Chechénia (entre 94 e 96); relações Este – Oeste
 Tratado de Amesterdão (1997)  surge 5 anos depois de Maastricht: Acordo de
Schengen é incorporado no Tratado – cooperação entre forças policiais –
estratégia coordenada em matérias de emprego – Alto Representante para a PESC
(intergovernamental)
 Alargamento de 2004 + 10: CZ – HUN – POL – EST – LIT – LET – SVK – SLO
– CHY – MAL
 Alargamento de 2007 + 2 : BUL – RPM
 Alargamento da NATO em 1999 : CZ – HUN – POL; em 2004: BUL – ROM –
EST – LIT – ROM – SVK – SLO

Tratado de Nice (2001)


 Assinado a 26 FEV 2001: em vigor a 1 FEV 2003
 Objetivos: lidar com os “Amsterdam leftovers” e prepara para o alargamento com
instituições mais eficientes
 Mais poderes para o Presidente da Comissão é máx. 27 membros
 N° MPE passa de 700 para 732

A caminho de Lisboa...
1. 15 DEZ 2001: Declaração de Laeken
2. Fev 2002 – Jul 2003: Convenção sobre o Futuro da Europa
3. Dez 2003 – Jul 2007: (tentativa de) Tratado Constituitivo
4. 13 Dez 2007: Assina-se o Tratado de Lisboa, em vigor a partir de 1 Dez 2009

Table 2. Phases of European Integration


 ver foto!!

Declaração de Laeken
 Dez. 2001, Conselho Europeu de Laeken: Declaração Respeitante ao Futuro da
União
“Etapa decisiva em direção a uma União mais simples, mais forte no perseguir
dos seus objetivos essenciais e mais presente no mundo”.
 UE tinha de ser mais democrática, institucionalmente menos complexa, mais
transparente, e com maior capacidade de intervir no mundo.
 Terceira parte da Declaração de Laeken convoca uma Convenção sobre o Futuro
da Europa que apresente um documento final que sirva de base às negociações da
reforma dos tratados agendada para outubro de 2003.

Convenção sobre o futuro da Europa


 De 28 de Fevereiro de 2002 a 10 de julho de 2003.
 Representantes governamentais de cada Estado-Membro + cada candidato + 16
representantes do Parlamento Europeu.
 Três fases:
1. Fase de escuta – O que esperamos da Europa? (5 meses)
2. Fase de estudo – Quais as propostas em cima da mesa?
3. Fase da recomendação e das propostas.
 Presidente: Valéry Giscard d’Estaing (FR)
 Vice-presidente: Giuliano Amato; Jean-Luc Dehaene
 Composta por representantes dos Governos nacionais (15), da Comissão (2), do
Parlamento Europeu (16), dos Parlamentos nacionais (30) e dos países candidatos
(1 governo e 2 do Parlamento).
 Praesidium da convenção composta também pelos representantes de Espanha,
Dinamarca e Grécia, bem como por 2 representantes dos Parlamentos Nacionais
e 2 representantes do Parlamento Europeu.
 Observadores: Comité das Regiões (6), Provedor de Justiça Europeu, Comité
Económico e Social (3) e 3 representantes dos parceiros sociais europeus.
 Presidente da convenção apresentava, a cada Conselho Europeu, um relatório oral
sobre andamento dos trabalhos.
 1ª versão apresentada a 18 de julho de 2003; versão final em junho de 2004.
 Conteúdos:
o Criação de um Presidente do Conselho Europeu
o VMQ em + de 40 áreas
o Criação de uma Política de Segurança e Defesa Comum
o Direito europeu e sobrepor-se ao direito nacional nalgumas áreas.

Tratado Constitucional
 Conselho Europeu de 12-13 de dezembro de 2003 é um fracasso.
 Matérias polémicas:
o Novo método de decisão por maioria qualificada com base na população
(Espanha e Polónia contra).
o Composição da Comissão (novos Estados-Membros não queriam abdicar
de um comissário).
o Herança cristã vs. “religiosa” ao preâmbulo.
 Negociações não avançam como desejado sob égide da Presidência italiana e a
decisão de aprovação do texto foi adiada para a presidência irlandesa.
 Texto foi aprovado em Bruxelas a 18 de junho de 2004 e assinado a 29 de outubro
de 2004, em Roma, na sala do Capitólio, local onde, meio século antes, se tinha
assinado o Tratado de Roma.
 O Tratado era composto por um preâmbulo, quatro partes, 36 Protocolos, dois
anexos a 50 declarações.
 Ao contrário das declarações que constituem meras explicações das decisões
tomadas, os protocolos e anexos fazem parte integrante do tratado (artigo IV-
442°), tendo assim o mesmo valor jurídico.
 90% da proposta da Convenção mantém-se, apesar das 80 emendas efetuadas.
 Estrutura:
o Preâmbulo
o Parte I – Aspetos fundamentais
o Parte II – Carta dos Direitos Fundamentais
o Parte III – Políticas e Funcionamentos da UE
o Parte IV – Disposições gerais e finais

Principais novidades do Tratado Constitucional


 Atribuição de personalidade jurídica à UE
 Fim da estrutura de pilares
 Inserção da Carta dos Direitos Fundamentais
 Princípio de atribuição (artigo I-11°, n°1): União atuará no quadro das
competências atribuídas pelos Estados – travão ao alargamento de competências.
 Mudanças institucionais, posteriormente consagradas no Tratado de Lisboa

A crise
 Parlamento Europeu aprovou o Tratado a 12 de janeiro de 2005, 500 votos a favor,
137 contra e 40 abstenções.
 Entre novembro de 2004 e junho de 2005, ratificação de Lituânia, Hungria,
Eslovénia, Itália, Grécia, Bélgica, Eslováquia, Alemanha.
 Consulta popular favorável: Espanha, a 20 de fevereiro de 2005 com 76,7%
favorável ao sim e Luxemburgo, em julho de 2005, com 565% dos votos
favoráveis ao Tratado.
 Consulta popular negativa: França, a 29 de maio, com 54?7% dos eleitores a
votarem “não” e uma taxa de participação de 67,6%. Holanda, com 61,6% a
votarem não, com uma participação de 63%.
 Conselho Europeu de junho de 2005, processo de ratificação adiado para 1 de
novembro de 2007.
 Comissão lança o plano D (democracia, diálogo, debate) – Período de Reflexão.

O Tratado de Lisboa
 23 de julho de 2007, foi convocada uma nova Conferência Intergovernamental
em Lisboa.
 Desistiu-se da ideia de Constituição Europeia, avança-se com um tratado
modificativo/de revisão:
o Tratado da UE (Maastricht)
o Tratado que institui a Comunidade Europeia (Roma)
 Nome oficial: Tratado Reformador
 Assinado a 13 de dezembro de 2007 e entrou em vigor no dia 1 de dezembro de
2009.
 Compromisso entre os apoiantes do Tratado Constitucional (conteúdo) e os seus
oponentes (forma).

Tratado de Lisboa: modificações aos tratados


Mantém os dois tratados fundadores:
 Tratado da UE:
o Define os princípios e regras fundamentais da União
o Objetivos, valores e competências
o Estrutura institucional, relação com os Estados-membros e os cidadãos
 Tratado que institui as Comunidades Europeias – passa a chamar-se “Tratado
sobre o Funcionamento da União”
o Regras para a ação das instituições europeias
o Regulação do mercado interno
o Medidas para a implementação das políticas comuns

Valor diferenciado dos 2 tratados


 O Tratado da UE é considerado lei fundamental da União, assente num consenso
mais amplo e de longo prazo, sem permitir opt-outs e onde os procedimentos de
revisão são mais difíceis.
 O Tratado sobre o funcionamento da UE é um tratado implementador, numa
posição subordinada em relação ao anterior. Permite alterações mais fáceis e opt-
outs refletindo as necessidades de diferentes contextos.
Table 1.8. The Treaty of Lisbon, 2009
 ver foto!

Contributos do Tratado de Lisboa


 Reforma as instituições e melhora o processo de decisão da UE;
 Reforça a dimensão democrática da UE;
 Reforma as políticas internas da UE;
 Reforça a política externa da UE.

Tratado de Lisboa e défice democrático


 Procura melhorar a legitimidade das decisões e aproximar a UE dos seus cidadãos
(art. 10° TUE e parte II TFUE).
 Poderes do Parlamento Europeu são reforçados.
 Atribui um papel mais importante aos parlamentos nacionais dentro da UE
(Protocolo 1).
 Cria igualmente a iniciativa de cidadania (art. 11° TUE e art. 24° TFUE); Direito
de petição ao PE e ao Provedor de Justiça (art. 24° TFUE).
 Reforça as competências da UE no âmbito do Espaço Europeu de Liberdade,
Segurança e Justiça (Título V, TFUE).
22/10: Atores de Governação da EU
1) Estrutura da governação da EU
2) A governação multinível e as suas dinâmicas
3) Que atores novos têm surgido nas dinâmicas de governação da EU?

1) Estrutura da governação da EU  tem um conjunto de caraterísticas


únicas que combinam:

a) Intergovernamentalidade clássica (que se encontra noutras OI)  a


cooperação dos EM é que define o ritmo de avanço da integração
b) Intergovernamentalidade europeizada  as políticas são geridas pelos EUA no
âmbito da comunidade europeia (Ex: PESC ou políticas macroeconómicas)
c) Supranacionalidade  as instituições comunitárias têm uma competência
exclusiva (Ex: gestão do euro)

Centralidade das instituições: nesta estrutura de governação única que combina


IG com Supra, as instituições são centrais no modelo de governação (não são meros
títulos ou cargos):
- Comissão Europeia  guardiã dos tratados que compõe a organizações; inicia
legislação; está no coração da integração europeia; politizada (sobretudo a partir do
Tratado de Lisboa), agenda-setter, hierarquizada
- Parlamento Europeu  papel cada vez mais importante: codecisão; função de
democratização; reforça os poderes de escrutínio da Comissão, pode demitir a
Comissão, etc.
- Conselho de Ministros  instituído com o Tratado de Lisboa, mas antes já tinha voz
com reuniões; impulso política dos EM

- Conselho da EU
- Banco Central Europeu
- Tribunal de Justiça
- Comité ECOSOC

2) Governação multinível
- “dispersão de centros de decisão por diversos espaços territoriais” (Liesbet Hooghe e
Gary Marks)
- 3 níveis na tomada de decisões: supranacional, nacional e subestatal
Uso de teorias da tomada de decisão para explicar a forma como as políticas da
EU se desenvolvem: descartam o papel central do Estado e centram-se nas
redes complexas de relações institucionais ao nível supranacional, nacional e
sub-nacional (ou subestatal)
- Se não houvesse estes 3 níveis, não era uma EU
O modelo de governação multinível
O espaço nacional e os governos nacionais são importantes, mas não têm o monopólio
das decisões:
- Partilha dessas competências a diferentes níveis: instituições supranacionais,
independentes dos EM
- Tomada de decisão coletiva
- Atores sub-estatais definem as suas preferências e ação não apenas ao nível nacional,
mas também através de redes transnacionais  um grupo de interesse português
quer defender os fins das quotas para a carne de porca nacional, mas há grupos de
interesse a nível transnacional

3) Novos atores da governação


“Grupos de interesse”  são interesses de cariz particular; cada vez mais representam
um desafio: se a EU existe para encontrar consenso, unir, é óbvio que a determinada
altura começaram a surgir manifestações e pedidos para incluir outro tipo de
interesses nesta União
Nem todos os interesses são capazes de mobilizar-se e representar-se da mesma
forma
a) A EU é uma estrutura de oportunidade  tem acessibilidade para ser
consultada por grupos de interesse e peritos
b) Delegação de poderes  a EU delega os seus poderes de decisão e
implementação nalguns destes grupos
c) Apoio (financeiro)  existe uma série de subsídios, contratos, criação de
determinados programas para promover determinados interesses
d) Coligações  a estrutura da EU permite a existência de coligações com certos
grupos de interesse que apoiam a visão específica de determinadas instituições

“Cidadãos”
- Iniciativa de cidadania europeia  é um mecanismo que abre a porta à participação
dos cidadãos e à tentativa de influenciar o policy-making (a partir de pelo menos 1
milhão de cidadãos)
- Grupos partidários no PE
- Socialistas e Sociais Democratas; Democratas Cristão e Conservadores;
Liberais
- Transnacionais

Formas de influência entre instituições e grupos de interesse


1) Incentivos financeiros (subsídios, contratos, etc.)  são/podem ser indicadores
de que áreas são privilegiadas pelas instituições
a. O financiamento disponível para estes grupos de interesse não vai no
sentido de apoiar medidas extremistas  vai sobretudo incidir sobre:
organizações cívicas, educação, associações de instituições, etc.
b. Vai ser dado de acordo com os recursos, a credibilidade e a
representatividade
2) Definição de campos de debate
a. “Comités consultivos”  vêm definir os campos de debate político 
intervêm na fase de quando se está a começar a escrever uma lei:
formam-se estes comités para darem uma peritagem/opinião e trazer
perspetivas não-governamentais ao ponto em questão  assim, os
grupos de interesse têm oportunidade para dar um early input
Ao fazer isto, é uma forma de selecionar em que áreas há (ou não) esse
debate.
“Quanto mais a comissão enfatiza a sua abertura e a possibilidade de
consulta, mais grupos vêm para Bruxelas. E quanto mais grupos há em
Bruxelas, mais grupos haverão a querer vir para Bruxelas.” – Mazey and
Richardson

Esta estrutura multinível é que abre portas para estes novos grupos de interesse.
As instituições europeias continuam a ser portas de entrada para estes grupos.
Semana 7: Liberdade, Segurança, Justiça
Antecedentes/motivações para cooperação reforçada JAI
I. Imigração
o A Europa é um destino migratório durante o pós II-GM
o Fraco controlo fronteiriço
o Falta de comunicação entre polícias dos EM
 Preocupações com criminalidade: num espaço dentro do qual há pouco
policiamento e muita movimentação, há uma maior margem para desenvolver
atividades ilícitas

II. Projeto de Integração


o Mercado único previsto desde o Tratado de Roma, mas não cooperação
(falava-se em livre movimento, mas não havia mecanismos de cooperação
implementados)
o Revitalização com o Ato Único em 1986
o Necessidade de reforço externo

Grupo de Trevi (1975)


Em 1975, começam-se a falar em alguns atos isolados de terrorismo, que começam
a ser mais frequentes (Ex: Irlanda do Norte, etc.). Assim, os ministros da Justiça e dos
Assuntos Internos dos EM vão-se reunir para falar sobre o terrorismo e o crime
organizado.
Foram eles os primeiros a discutir os primeiros a esboçar os princípios do JAI e da
ALSJ (Área Liberdade Segurança e Justiça da Europa).
Tinham grupos setoriais (imigração, crime organizado, cooperação judicial,
alfandegas).
Surgem então grupos temáticos a desenvolver:
- Imigração, asilo, política e cooperação judicial

Schengen
o Acordo de Schengen (1985) – um compromisso pela primeira vez exprimido
juridicamente para remover os controlos nas suas fronteiras externas
o Convenção de Implementação de Schengen (1990)
o SIS (Schengen Information System) – passa a vigorar mesmo depois do 11
de setembro
o Ceticismo do UK, Irlanda e Dinamarca
o Progressos (asilo  permitiu impedir candidaturas múltiplas, isto é, aos
váiors Estados, passou a fazer apenas ao espaço Schengen o que passa a ser
válido para todos; visto europeu; e cooperação judicial  simplificaram-se
matérias de extradição)

O 3º pilar de Maastricht (IG)


o Áreas de “interesse comum”
Críticas:
o Política de asilo
1) Estagnação institucional
o Política de imigração
pós-Maastricht
o Narcotráfico
2) Modelo decisional secreto,
o Cooperação alfandegaria, civil, judicial
unanimidade, não
o Contra terrorismo e crime organizado
vinculativo, compromisso
o Processo decisional
de menor denominador
o Comissão < Conselho JAI
comum
o PE apenas consultado
o Tribunal Europeu ficou de fora

De Amesterdão a Lisboa...
o Propostas de reformas da JAI
o Reforço do papel da Comissão do PE e do TE
o Banir regra da unanimidade
o Incorporar Schengen no sistema da eu
o Criar uma ALSJ
o Mudanças com T. Amesterdão
o Transferência para o 1ºpilar (asilo, fronteiras externas e imigração)  o
Conselho de Ministros é que passa a decidir
o Simplificação das questões no 3pilar (penal)
o Schengen no protocolo anexo ao Tratado

Normalização da JAI: TC e Tratado de Lisboa


o Grupo de trabalho da Convenção sobre o Futuro da Europa e TC: acabar com
pilares!
o Alargamento do voto por maioria qualificada a mais matérias, mas
unanimidade em cooperação penal (porque todos têm de estar em
acordo face a extradição, julgar criminosos, etc.)
o Monitorização das medidas JAI pelos parlamentos nacionais
o Controlo judicial pelo TE
o Mudanças com T. Lisboa
o ALSJ à frente da UEM e PESC nos objetivos
o PE em codecisão em quase todas as matérias
o Convenção de Prüm (Schengen III) em 2005  7 EM (Benelux, França,
Alemanha, Espanha e Áustria) uniram-se e trocaram todo o tipo de
informações (Ex: ADN, impressões digitais, etc.)  estes países estavam
mais na mira de possíveis cédulas terroristas por terem alguma
população árabe
o Opt-ins e oupt-outs de Dinamarca, Irlanda e Reino Unido  algumas
matérias sim, outras não

Conselho JAI
o Ministros da Justiça e da Administração Interna dos EM
o Reúne a cada 3 meses
o Participação condicionada de UK, Irlanda (estes dois não votam) e Dinamarca
o Matérias Schengen: formato de comité misto
o Cada tema tem o seu ministro (à exceção do Conselho dos Negócios
Estrangeiros, que é presidido pelo Alto Representante)

Rede Agências JAI (9)


1) EASO 6) Frontex
2) Europol 7) Cepol
3) EIGE 8) Eu-LISA
4) EMCDDA 9) FRA
5) Eurojust
Cada uma se dedica a um aspeto da cooperação judicial (Ex: EASO – políticas de
asilo, EIGE – igualdade de género, etc.)

Europol (agência europeia de cumprimento da lei)


o Projeto iniciado em 1991 pela Alemanha (recém-unificada)
o Operacional em 1998, sedeada em Haia
o Propunha mais cooperação policial e troca de informações
o Narcotráfico
o Contra terrorismo
o Tráfico de pessoas

Dimensões/mecanismos/instrumentos JAI
o Cooperação JAI com o mundo exterior
o Candidatos a membros da UE
o Políticas comercial e de ajuda
o Imigração e asilo
o Mediterrâneo, Centro e Leste Europeu, ACP (África, Caraíbas e Pacífico)

Convenção de Dublin (1990) – determina o EM responsável pela análise de um pedido


de asilo

CEAS – Sistema Europeu Comum de Asilo (TFUE art.78)

EURODAC (2003) – base de dados de impressões digitais (de possíveis criminosos, ou


criminosos que possam vir a entrar, etc.)
12/11: A Comissão Europeia e o
Parlamento Europeu
Conteúdos:
 Tomada de decisão e instituições europeias
 A Comissão Europeia
 A politização
 A presidencialização
 O Parlamento Europeu
 Défice democrático
 Partidarização

Métodos de tomada de decisão


- Intergovernamental: quando os EM se comprometem com políticas europeias e
objetivos europeus
- Supranacional: existem amarras muito mais fortes às regras e procedimentos; há
matérias que funcionam melhor se a sua gestão não estiver na mão dos EM mas sim
das instituições

Princípio da subsidiariedade: há problemas que devem ser trabalhados o mais


próximo possível com os cidadãos (Ex: Junta de Freguesia vs Parlamento Europeu)

As políticas europeias e as competências


Princípios de subsidiariedade, proporcionalidade e de atribuição (artg.5 TUE), na
divisão de competências entre Instituições europeias e EM  divisão do que é de
competência “europeia” e competência “nacional”

Comissão Europeia
Composição:
- inicialmente:
a. previa-se que o número de Comissários não fosse menos de 1 e mais de 2
por EM

- Tratado de Lisboa:
a. a partir de 2014, inicia-se um sistema rotativo, onde devem estar
representados 2/3 dos EM, exceto se o Conselho Europeu decidir alterar esse número
b. mas, em 2009, o Conselho Europeu decidiu manter o número de Comissários
igual ao dos EM
Organização de funcionamento:
- Trabalha sob liderança do Presidente, que decide a organização interna da Comissão
(setores de atividade e políticas setoriais de cada Comissário, bem como os
departamentos que irão gerir)
- Depois de aprovado o colégio de Comissários, o presidente nomeia os seus vice-
presidentes de entre os membros da Comissão
- O Alto Representante é automaticamente um dos vice-presidentes
- Com pequenas exceções, a Comissão atua com base (x)

Estrutura
Presidente
Colégio de Comissários
Estrutura burocrática
o Direções gerais (DG) – dirigido por um Diretor Geral: preparar
legislação, administração e regulação
o Direções – dirigidas por um diretor
o Unidades – dirigidas por um Chefe de Unidade
o Secretariado Geral
 Agências (monotorização e regulação)
o As agencias comunitárias
o As agencias no domínio da politica externa comum
o As agencias no domínio da cooperação policial e judiciária em matéria
penal
o As agencias em execução
- Representações (x)

Nomeação da Comissão
(x)
Conselho Europeu:
Competências:
 Liderança e ímpeto político em todas as áreas de ação europeia e monitoriza
implementação (artg.15 TUE)
o Pode alargar as competências da União e propor ação em novas áreas:
Terrorismo e crime organizado (Roma 1975); UEM (Hanover, 1988);
Questões sociais e económicas (Lisboa 2000)
 Decisão política
o Decisor de último recurso face a bloqueios no Conselho
o Método aberto de coordenação – em áreas onde a competência política
está ao nível nacional (Ex: política social e económica)
 Eleição das figuras principais da EU, por maioria qualificada
o Presidente do Conselho Europeu
o Presidente da Comissão Europeia e oficialmente nomeia a Comissão
depois aprovada pelo PE
o Alto Representante
o Diretores executivos do BCE
 Política Externa
o Função primária do Conselho Europeu – posicionar EU perante crises
internacionais e ÁREAS DE INTERESSE estratégico
o Gerir a PECS e a PCSD – posição de força da EU
o Representação externa – Presidente (“chefe de Estado coletivo”);
tensões com a posição da Alta Representante e Presidente da Comissão
 Revisão dos tratados
o Decisão unânime de avançar
o Crescente influência no texto final dos Tratados

Caraterísticas dos textos:


1. Autoridade
2. Informalidade
3. Flexibilidade
4. Senioridade
5. Intergovernamentalidade
6. Agenda setter
7. Mais alto decisor
8. Coordenador
9. Ator global
10. Arquiteto Constitucional
Relações do Conselho com outras instituições:
 Retira protagonismo ao Conselho (subalternizado)
 Nomeia a Comissão e define as orientações estratégicas da sua ação, mas esta
só responde ao PE
 Presidente do Parlamento é geralmente convidado a participar nos Conselhos
Europeus
 Presidente do CE apresenta relatórios ao PE
 Sujeito à jurisdição do TJUE
 Colaboração próxima com o BCE na gestão macroeconómica da EU

Conselho da EU – artg 16
Competências:
- Membros: ministros dos governos de cada paºis da EU, em função da matéria
agendada
- Funções: voz dos governos dos países EU, aprova (x)

Estrutura:
 Ministros  não há ministros fixos, reunindo-se com 10 formações diferentes
em função da área política agendada. Cada país envia um ministro de tutela da
área em questão
 COREPER (Comité de Representantes Permanentes) e outros órgãos seniores
 Comités especiais (instituídos pelos Tratados ou pelo Conselho) e Grupos de
trabalho (instituídos pelo COREPER, constituídos por técnicos nacionais)
 Secretariado-geral  poderoso órgão burocrático
 Presidência do Conselho (rotativa)  Conselho dos Negócios Estrangeiros
presidido pelo Alto Representante

Exercício dos seus poderes:


 Órgão executivo: propõe e define normas
o Poder de coordenação nas áreas económicas e sociais
o (X)
 Órgão legislativo: (X)
 (X)
 Controlado pelos parlamentos nacionais e pelo PE (Presidência do Conselho)

Como funciona o Conselho?


 Já vimos antes (X)
Política Externa Europeia
O que é a política externa europeia?
 “Política externa” é normalmente associada aos EM e no caso da EU foi
associada à segurança (PESC)
 A expressão “relações externas” é usada para referir o conjunto das políticas da
EU que têm uma dimensão externa
 A PEE inclui:
o A política externa dos EM da EU
o As relações externas da EU
o Dimensões comunitarizadas (Comissão Europeia)
o Dimensões intergovernamentais (Conselho e Alto Representante)

Da CPE à PESC
 Ato Único (1986) – Institucionalização da CPE
o Pouco ou nada mudou
o Com a queda do muro de Berlim, viu-se o fail em demonstrar uma
posição comum face à PEE
 Tratado de Maastricht (1993) – criação da PESC
o Aprofundamento da integração europeia (preocupação com a
reunificação alemã

PESC
 Maastricht, Amesterdão e Nice consolidam um sistema de decisão
intergovernamental (2ºpilar)
 Objetivos da PESC
o Ver net

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