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Taxa de Juros

Pardal
O que é juros?
• Juros é o rendimento obtido quando se empresta dinheiro por
um período de tempo definido.
• O Livro “Cálculo Financeiro das Tesourarias – Bancos e
Empresas’’’ – de coordenação de José Roberto Securato, o
conceito de juros pode ser apresentado como sendo a
remuneração pelo uso do capital no tempo.
• Juros é o preço do dinheiro no tempo de uso. Então, podemos
dizer, que juros é a remuneração ao Capital emprestado ou
aplicado.
Em relação ao mercado, o Brasil carrega a triste verdade histórica de maior pagador
de taxa de juros do mundo, mas, além disso tem o destaque positivo no
mercado global de juros, segundo report de 2015 do BIS – Banco de
Compensações Internacionais, o Brz assume desde 2013, a 8ª posição do maior
mercado de Juros do mundo em relação a liquidez.
Segundo o Jornal Estado de São Paulo, o Brasil tem o 8º maior mercado de contrato
de juros futuro do mundo, porém...
BASILEIA, SUÍÇA – “.....Pesquisa realizada a cada três anos pelo Banco de
Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) mostra que o mercado de juros de
balcão do Brasil é o oitavo maior do mundo, o que dá ao País a posição de liderança entre
todos os países emergentes. Segundo a pesquisa, são negociados US$ 16 bilhões por dia
em contratos de taxas de juros atrelados ao real brasileiro no mercado de balcão, o
chamado OTC Market em inglês. Apesar de estar bem posicionado, o giro equivale a
apenas 0,7% do mercado mundial, que negocia US$ 2,343 trilhões diários”.
Sugestão de leitura: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,brasil-e-o-8-maior-mercado-de-juros-do-mundo-diz-
bis,164140e
Mercado de Juros
Contrato Futuro de taxa de juros
Com a globalozalção e integração dos mercados financeiros mundiais,
nem sempre as trajetórias dimensionadas pelos Bancos Centrais
quanto as taxas de juro em suas recespectivas economias podem ser
sustentadas. Desta forma, investimentos do setor público e privado e
os financiamentos existentes estão sujeitos à volatilidade das taxas
de juro. Os contratos futuros desta variável financeira vêm,
justamente, criar uma alternativa para o gerenciamento deste tipo de
risco.
.
Introdução
Os contratos futuros de taxa de juro surgiram nos anos de 1970, nos EUA quando o fim
da conversibilidade do USD e as paridades fixas entre moedas abriu espaço às
flutuações das taxas de câmbio e às consequentes oscilações das taxas de juro dos
diferentes países.

Empresas e instituições financeiras que lidavam com títulos de dívida ou ativos e


passivos monetários em geral, tiveram dificuldade em compatibilizar rendimentos
planejados com resultados finais. Daí, a necessidade de uma mercado que
mensurasse o preço de cada moeda, criando assim uma relação intrícica entre elas.

No Brasil, país com grande atrativo para o Capital Financeiro, dado ao seu histórico
como o melhor pagador de juros, o contrato futuro de DI1 é o maior contrato
brasileiro, com expressiva superioridade de liquidez sobre os demais, pois trata-se de
um contrato, que atende bem as necessidade de mitigação de risco e ou formação de
preços com a proposta de especulativa.
No Brasil, a BM&FBovespa, é a Bolsa regente de seis contratos futuros
de juros distintos, que combinam com juros, e tem como proposta,
mitigar riscos de flutuação do preço do dinhero = taxa de juros.
Os contratos que estão disposto a nas proximas páginas, porém, o DI1
ou DI de Um Dia, é o que tem maior liquidez, e por isso
dispensaremos maior atenção em estuda-lo.

Definição de taxa DI:


As estatísticas do Ativo Taxa DI-Cetip Over são calculadas e divulgadas
pela Cetip, apuradas com base nas operações de emissão de
Depósitos Interfinanceiros pré-fixados, pactuados por um dia útil e
registradas e liquidadas pelo sistema Cetip, conforme determinação
do Banco Central do Brasil.
Como juros e inflação são variáveis com correlação
demasiadamente positiva, a Bolsa disponibiliza ao mercado os
seguintes contratos:

Contratos Futuro de Juros e inflação


• Cupom Cambial de DI1
• Cupom Cambial de OC1
• Cupom de IGP-M
• Cupom de IPCA
• Taxa DI
• Taxa Selic
• IGP-M
• IPCA
Fonte de estudo: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/listados-a-vista-e-derivativos/juros/
Cupom Cambial de DI1 - Futuro de Cupom Cambial de Depósitos
Interfinanceiros de Um Dia
O produto: O contrato funciona como uma ferramenta de proteção
contra flutuações da taxa de juro referenciada ao dólar. Para
entendermos o Contrato Futuro de Cupom Cambial devemos ter em
mente aspectos macroeconômicos, em especial, a paridade de juros.
Assim, o cupom cambial pode ser interpretado como o rendimento
em dólares para estrangeiros que assumem o risco de investir no
Brasil.
O ativo subjacente do contrato, portanto, é a taxa de juro calculada pela
diferença entre a taxa média de depósitos interfinanceiros de um dia
(DI) e a variação cambial medida pela PTAX800, calculada e
divulgada pelo Banco Central do Brasil (BCB).
Cupom Cambial de DI1 - Futuro de Cupom Cambial de Depósitos
Interfinanceiros de Um Dia

Características técnicas:
Cupom Cambial de DI1 - Futuro de Cupom Cambial de Depósitos
Interfinanceiros de Um Dia

Vantagens do produto:
• Auxilia na gestão de risco de taxa de juros referenciada em dólar;

• Permite a transformação de ativos/passivos referenciados em dólar pós-


fixada para prefixada e vice-versa;

• Permite sintetizar posições vendidas em taxa de juro em dólar sem a


necessidade de possuir títulos de renda fixa referenciados em dólar;

• Alavancagem com eficiência de capital (margem de garantia) devido a


mecanismos de mitigação de riscos do contrato futuro, se comparado a
derivativos de balcão sem contraparte central.
Cupom Cambial de OC1 - Futuro de Cupom Cambial de
Operações Compromissadas de Um Dia
O produto: O contrato funciona como uma ferramenta de proteção contra flutuações
da taxa de juro referenciada ao dólar. Para entendermos o Contrato Futuro de Cupom
Cambial devemos ter em mente aspectos macroeconômicos, em especial, a paridade
de juros. Assim, o cupom cambial pode ser interpretado como o rendimento em
dólares para estrangeiros que assumem o risco de investir no Brasil.
O ativo subjacente do contrato, portanto, é a taxa de juro calculada pela diferença entre a
taxa de juros equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia (Selic) e a variação cambial medida pela PTAX800, calculada e divulgada
pelo Banco Central do Brasil (BCB).
Considerando uma instituição que queira investir na taxa de juro brasileira e precise se
proteger contra o risco da variação cambial por conta da internalização de dólares, o
Contrato Futuro de Cupom Cambial de OC1 mostra-se um instrumento de proteção
eficiente, pois remunera o investidor pela diferença entre a variação da taxa de juro
em dólar contratada e a realizada do período. Importante considerar que o contrato é
negociado em taxa de juro “suja”, ou seja, desconsidera-se a variação cambial entre
o momento do negócio e a PTAX do dia útil anterior à data de negociação.
Cupom Cambial de OC1 - Futuro de Cupom Cambial de
Operaçõe Compromissadas de Um Dia

Características técnicas
Cupom Cambial de OC1 - Futuro de Cupom Cambial de
Operaçõe Compromissadas de Um Dia

Vantagens do produto:
• Auxilia na gestão de risco de taxa de juros referenciada em dólar;

• Permite a transformação de ativos/passivos referenciados em dólar


pós-fixada para prefixada e vice-versa;

• Permite sintetizar posições vendidas em taxa de juro em dólar sem a


necessidade de possuir títulos de renda fixa referenciados em dólar;

• Alavancagem com eficiência de capital (margem de garantia) devido


a mecanismos de mitigação de riscos do contrato futuro, se
comparado a derivativos de balcão sem contraparte central.
Cupom de IGP-M – Futuro de Cupom de IGP-M

O produto: O contrato funciona como uma ferramenta de proteção contra


flutuações da taxa de juro real brasileira. O cupom de IGP-M é a taxa de juro real
calculada pela diferença entre a taxa média dos depósitos interfinanceiros de um
dia (DI) e a inflação medida pelo Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M),
calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Considerando um título sem pagamento de fluxos de juros intermediários, ou seja,


sem pagamento de cupom, o Contrato Futuro de Cupom de IGP-M se mostra um
instrumento de proteção equivalente, pois ele replica o valor presente de um
financeiro descontado por uma taxa de juro real.

O contrato é negociado em taxa de juro real “limpa”, ou seja, desconsiderando a


inflação acumulada da última divulgação até a data de negociação. Assim, a
variação de inflação até o vencimento do contrato a ser considerada para cálculo
da taxa real é baseada no valor do Índice IGP-M pro rata do dia de negociação.
Cupom de IGP-M – Futuro de Cupom de IGP-M

Características técnicas:
Cupom de IGP-M – Futuro de Cupom de IGP-M

Vantagens do produto:
• Ativo subjacente equivalente à metodologia de títulos públicos referenciados
em IGP-M, auxiliando nas estratégias de hedge de obrigações ou carteira de
títulos referenciados em inflação;

• Permite a transformação de ativos/passivos referenciados em inflação


prefixada em pós-fixada e vice-versa;

• Permite sintetizar posições vendidas em taxa de juro real sem a necessidade


de possuir Tesouro IGP-M+ em carteira;

• Alavancagem com eficiência de capital (margem de garantia) devido a


mecanismos de mitigação de riscos do contrato futuro se comparado a
derivativos de balcão sem contraparte central.
Cupom de IPCA – Futuro de Cupom IPCA

O produto: O contrato funciona como uma ferramenta de proteção contra flutuações da


taxa de juro real brasileira. O cupom de IPCA é a taxa de juro real calculada pela diferença
entre a taxa média dos depósitos interfinanceiros de um dia (DI) e a inflação medida pelo
Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Considerando um título sem pagamento de fluxos de juros intermediários, ou seja, sem
pagamento de cupom, o Contrato Futuro de Cupom de IPCA se mostra um instrumento de
proteção equivalente, pois ele replica o valor presente de um financeiro descontado por
uma taxa de juro real.
O contrato é negociado em taxa de juro real “limpa”, ou seja, desconsiderando a inflação
acumulada da última divulgação até a data de negociação. Assim, a variação de inflação
até o vencimento do contrato a ser considerada para cálculo da taxa real é baseada no
valor do Índice IPCA pro rata do dia de negociação.
A atualização diária das posições também considera o valor do IPCA pro rata para correção do
preço de ajuste. Desta maneira, essa dinâmica garantirá ao investidor a diferença entre a
taxa de juro real “limpa” negociada e a taxa de juro real “limpa” realizada entre a data de
negociação e o vencimento do contrato.
Cupom de IPCA – Futuro de Cupom IPCA

Características técnicas
Cupom de IPCA – Futuro de Cupom IPCA

Vantagens do produto:
• Ativo subjacente equivalente à metodologia de títulos públicos referenciados
ao IPCA, auxiliando nas estratégias de hedge de obrigações ou carteira de
títulos referenciados em inflação;

• Permite a transformação de ativos/passivos referenciados em inflação


prefixada em pós-fixada e vice-versa;

• Permite sintetizar posições vendidas em taxa de juro real sem a necessidade


de possuir títulos Tesouro IPCA+ em carteira;

• Alavancagem com eficiência de capital (margem de garantia) devido a


mecanismos de mitigação de riscos do contrato futuro se comparado a
derivativos de balcão sem contraparte central.
Taxa DI - Futuro de Taxa Média de Depósitos

O produto: O Contrato Futuro de DI1 tem como ativo subjacente a taxa média
diária dos Depósitos Interfinanceiros (DI), calculada e divulgada pela CETIP,
compreendida entre a data de negociação, inclusive, e a data de vencimento,
exclusive, e é utilizado para proteção e gerenciamento de risco de taxa de juro
de ativos/passivos referenciados em DI.
O contrato tem valor nocional de R$100.000 na data de vencimento, e o valor na
data de negociação (PU) é igual ao valor de R$100.000 descontado pela taxa
negociada. Como a posição é atualizada diariamente pela Taxa DI através da
dinâmica de atualização do PU pelo fator de correção, o investidor que carrega a
posição até o vencimento recebe ajustes diários que somados equivalerão à
diferença entre a taxa de juro contratada e a realizada, sobre o montante
financeiro da operação.
Taxa DI - Futuro de Taxa Média de Depósitos

Características técnicas:
Taxa DI - Futuro de Taxa Média de Depósitos

Vantagens técnicas:
• Ferramenta para a gestão de risco de taxa de juros;

• Possibilita a troca de ativo/passivo referenciado em taxa DI em taxa


prefixada;

• Alavancagem com menor aporte de margem de garantias por conta de


mecanismos de mitigação de riscos do contrato futuro, se comparado com
derivativos de balcão com contraparte central.
Taxa Selic – Compromissada de Um Dia

O produto:

O Contrato Futuro de Operações Compromissadas de Um Dia (OC1) tem como


ativo subjacente a taxa média diária das operações de troca de dinheiro entre os
bancos lastradas em Títulos Públicos, compreendida entre a data de negociação,
inclusive, e a data de vencimento, exclusive, e é utilizado para proteção e
gerenciamento de risco de taxa de juro de ativos/passivos referenciados em
SELIC.
O contrato tem valor nocional de R$100.000 na data de vencimento, e o valor na
data de negociação (PU) é igual ao valor de R$100.000 descontado pela taxa
negociada. Como a posição é atualizada diariamente pela Taxa Selic através da
dinâmica de atualização do PU pelo fator de correção, o investidor que carrega a
posição até o vencimento recebe ajustes diários que somados equivalerão à
diferença entre a taxa de juro contratada e a realizada, sobre o montante
financeiro da operação.
Taxa Selic – Compromissada de Um Dia

Características técnicas:
IGP-M - Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)

O produto: O objeto do contrato futuro é o índice IGP-M para o mês anterior do


mês de vencimento do contrato, ou seja, o que está negociando implicitamente é
a inflação futura compreendida entre a data de negociação e o vencimento do
contrato.
IGP-M - Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)

Características técnicas:
IGP-M - Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)

Vantagens do produto:
• Protege o investidor contra a oscilação de preço do Índice IGP-M;

• Possibilidade da proteção de títulos públicos referenciados em IGP-M;

• Alavancagem com menor aporte de margem de garantia por conta de


mecanismos de mitigação de riscos do contrato futuro se comparado aos
derivativos de balcão sem contraparte central
IPCA - Futuro de IPCA

O produto: O ativo subjacente do contrato futuro é o índice IPCA para o mês de


vencimento, ou seja, o que está negociando, implicitamente, é a inflação futura
compreendida entre a data de negociação e o vencimento do contrato.
IPCA - Futuro de IPCA

Características técnicas:
Função da taxa de juros e seus mercados
Sendo então a taxa de juros o preço do dinheiro no tempo, forma-se então ao menos uma
variável, o preço no tempo. Por este motivo, forma-se o mercado de taxa de juros, que
trata-se de uma ferramenta excelente de gestão de risco. O mercado de taxa de juros se
compõe em mercado à vista ou mercado ‘’spot’’ e mercado ‘’à prazo’’ ou futuro. Estes
mercados por conta de suas peculiaridade tem preços distintos, que varia de região em
região e ou, conforme o caso, de país para país, e conforme a proposta de atuação dos
seus respectivos guardiões da moeda, os Bancos Centrais.
Costa no site do Banco Central do Brasil(*), que segundo o Banco de Pagamentos
Internacionais (Bank for International Settlements-BIS), banco central é a instituição de um
país à qual se tenha confiado o dever de regular o volume de dinheiro e de crédito da
economia. Essa atribuição dos bancos centrais geralmente está associada ao objetivo de
assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda nacional. Além disso, a maior
parte dos bancos centrais também tem como missão promover a eficiência e o
desenvolvimento do sistema financeiro de um país.

(*)http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2011fun%C3%A7%C3%B5es%20do%20banco%20central.pdf
Curva de Juros – fechamento de 26/08/16 – Contrato Fututo de DI1
Curva de Juros - fechamento de 26/08/16 – Contrato Fututo de DI1

Curva de juros jan17 a jan28 – REFERENCIA: 26/08/16 – fechamento


14,50

14,00

13,50

13,00

taxa
12,50

12,00

11,50

11,00
DI1F17 DI1F18 DI1F19 DI1F20 DI1F21 DI1F22 DI1F23 DI1F24 DI1F25 DI1F26 DI1F27 DI1F28
Curva de Juros – fechamento de 31/10/16 – Contrato Fututo de DI1
Curva de Juros – Contrato Fututo de DI1

Curva de juros jan17 a jan28 – REFERENCIA: 31/10/16 – fechamento

14,00

13,50

13,00

12,50
taxa

12,00

11,50

11,00
DI1F17 DI1F18 DI1F19 DI1F20 DI1F21 DI1F22 DI1F23 DI1F24 DI1F25 DI1F26 DI1F27 DI1F28
Gráfico mensal DI1F17 – Comportamento de preço
Gráfico mensal DI1F21 – Comportamento de preço
Exercícios:
Reflita sobre alguns exemplos

• Uma instituição financeira aplica dinheiro com juros préfixados, se a taxa de juro subir muito
até o momento de realização da amortização, surgirá certamente resultados indesejáveis;

• Uma companhia realiza um projeto com recursos de terceiros que a obrigam a pagamentos
periódicos com juros vinculados a uma taxa de juro pós-fixada. Caso a taxa de referencia
do emprestimo aumente em relação ás receitas, o projeto poderá perder sua rentabilidade.

Em suma, agentes com dívidas atreladas a uma taxa de juro pós-fixada ou com investimentos
em ativos préfixados, possuem o risco de incorrerem em perdas caso a taxa de juros
aumente ou ‘’abra’’ no jargão do mercado. Por outro lado, se as dívidas forem corrigidas
por uma taxa préfixada ou os investimentos foram a taxa pós-fixados, o risco, é de queda
ou ‘’fechamento’’ das taxas.
É neste sentido que os contratos futuros de juro contituem, sendo uma importante ferramenta
no gerenciamento de riscos de flutuação de taxa, tópico próprio da administração
financeira, das empresas financeiras e não financeiras, assim como dos investidores
pessoas físicas.

Além da função de proteção contra o risco de mercado relativo à taxa de juro, estes contratos
futuros são muito utilizasdos em estratégias de especulação e de arbitragens.

Por exemplo, um administrador de fundos pode ‘’antecipar o rendimento’’ de suas aplicações


em títulos de renda fixa, comprando PU ou vendendo contratos futuros. Todavia, o
sucesso da estratégia dependerá da confirmação da tendência de baixa da taxa de juro,
esperada no início da operação.
Operações como essa, ganham complexidade quando a carteira do administrador está
formada por títulos diferentes indexadores dos que referenciam o mercado futuro, ou
quando possuem prazos diferentes dos contratos de futuro, e muitas vezes bem distante
do vencimento do contrato.

Definição: Um Título de Renda Fixa, é o instrumento que comprova o emprestimo feito pelo investidor ao emissor.
A preocupação com o chamado risco de taxa de juro, tem aumentado a proporção que as
variáveis politicas e economicas se alteram, e com isso, levando a empresas à criação de
departamentos específicos e, à adoção de instrumentos de medidas do risco que fazem parte
do seu dia-a-dia.
Esses instrumentos são modêlos probabilisticos que indicam, para certo período, a maguinitude
possível de perda, caso os preços dos ativos se movimentarem desfavorávelmente ao
investidor. Os modelos utilizados são dois, sendo:
a) Value RisK (VAR): modêlo de mensuração de risco de mercado, e leva em consideração o
valore envolvido, o prazo da operação em que o risco existe e a volatilidade do ativo. O
resultado do modelo, aplicado a uma carteira de investimentos, informa a máxima perda que
se pode incorrer em um período futuro com certa margem de probabilidade. Dessa maneira, o
VaR pode ser utilizado para definir o limite operacional, ou seja, para definir quanto um
determinado agente poderá ter posição que arrisque seu capital em determinado tipo de
investimentos.

b) Stress Testing: modêlo em que as posições de risco de uma instituição são testadas em um
cenário de stress, isto é, em um cenário de alta volatilidade. Ao simular circunstâncias
‘’extremas’’, avalia-se qual o impacto desse cenário na carteira de ativos e ou passivos da
instituição. Em situações de forte stress, o VaR não oferece uma medida adequada dos riscos
possíveis, pois o cômputo do valor sob risco é realizado considerando-se uma volatilidade
histórica que pode não mais prevalecer.
Mundo das operações - Tabela de vencimento em meses do Mercado
Futuro de DI1
Lembrando…Renda Fixa – Conceitos Gerais:
Os titulos de renda fixa são ducumentos que comprovam um emprestimo feito pelo investidor ao
emissor, que abrigam este último agente ao pagamento de certa rentabilidade. Neles, são
estabelecidas as condições da operação, sendo o prazo de vigência do título, a taxa de juro, a
forma de pagamento do juro, dentre outras. Podem ainda ser classificados, a partir de suas
caracteristicas, conforme:

a) Natureza do emissor – tanto o governo federal, como estadual ou municipal podem emitir títulos
com remuneração em juros. Também, as instituições privadas, bancos ou não, podem emitir
títulos com as mesmas caracteristicas;
 Títulos públicos: LTN (Letra do Tesouro Nacional), NTN(Notas do Tesouro Nacional), LFT
(Letras Financeiras do Tesouro) e CFT (certificados Financeiros do Tesouro);
 Títulos privados emitidos por instituições financeiras: DI (Depósito Interfinanceiro), CDB
(Certificado de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancário), LF (Letras Financeiras),
LC (Letras de Câmbio), LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do
Agronegócios), entre outros;
 Títulos provados emitidos por instituição não financeiras: Debêntures, Commercial papers e
Letras de Câmbio Comerciais, Célua de Produtor Rural (CPR), entre outros;
O Governo e as empresas provadas, também podem emitir títulos no mercado internacional, como:
A-bonds 2018. Global 40, e Global BRL 2028, entre outros.
b) Prazo – o prazo do título permite uma classificação alternativa, que depende das
condições da economia ou região onde foram emitidos. Nos Estados Unidos, por exemplo,
os títulos de curto prazo, os “Bills” são títulos com prazo de um ano ou em torno desta
referencia temporal. O médio prazo, são os títulos com prazo superior a dois anos, e
inferior a dez anos, e, estes são os ‘’Notes”. Definido como longo prazo, os títulos com
prazo superior a 10 anos, que seriam os “Bonds’’.

c) Forma de pagamento dos juros - podemos ter:


 Títulos préfixados – títulos cujo rendimento é conhecido no momento da emissão.
Exemplo: CDB de 180 dias com taxa prefixada ou uma LTN
 Título pós-fixados – títulos cujo rendimento somente é conhecido a posteriori, pois conta
com indexador que será gerado em data futura a de emissão do mesmo. Exemeplo as
LFT’s que tem seu valor nominal corrigido pela taxa Selic.
 Titulo mistos – são títulos que possuem uma taxa prefixada em um primeiro período e, no
segundo, a taxa passa a ser pós-fixada. Exemplo, as antigas NTN-S, cujo o rendimento era
definido pelo deságio sobre o valor nominal em data intermediária e no restante, até o fim
de sua maturidade, rendimento pós-fixado, definido pela Taxa Selic.
d) A forma de cálculo - o rendimento dos títulos é geralmente, o fato que concentra a
atenção dos agentes que os negociam, dadas as significativas diferenças que podem
surgir ao adotar uma ou outra forma de apuração. No Brasil, o estoque de títulos públicos
é maior que o privado, mas em ambos os casos, o giro do mercado secundário é
relativamente baixo quando comparado a outros países, e concentrado no curto prazo.

Sugestão de leitura, veja o perfil da Dívida Pública no endereço: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt_PT/relatorio-mensal-da-divida


Taxas implicitas nos PU’s
Ao analisar o PU de ajuste do mercado futuro de DI de Um Dia, é possível calcular a
taxa de juro implicita negociada para o período que vai do dia da negociação até
o vencimento do contrato.
Para tanto, basta dividir 100.000 pelo PU de ajuste e compor a taxa para o período
desejado. Venha os exemplos:
Como o objeto de negociação do contrato de DI de Um Dia é a taxa de juro acumulada desde
o dia da negociação até o dia do seu vencimento, e como este acontece no 1º dia útil do
mês de vencimento, a cotação para um mês dispante implicitamente embute uma cotaçao
de juros para os meses precedentes. Por exemplo, uma cotação, feita em março para o
vencimento julho, traz uma cotacao implicita da taxa de juro dos meses de abril, maio e
junho.
Assim, para saber qual a taxa de juro operada para um determinado mês basta dividir o PU de
um vencimento pelo imediatamente posterior e compor a taxa considerando o numero de
dias úteis entre eles. Ao dividir o PU de junho pelo de julho, por exemplo, obtém-se a taxa
de juro a termo para junho.
Assim, para saber qual a taxa de juro operada para um determinado mês basta dividir o PU de
vencimento pelo imediatamente posterior e compor a taxa considerando o número de dias
úteis entre eles. Ao dividir o PU de junho pelo de julho por exemplo, obtém-se a taxa de
juro a termo para junho. No entando, quando não se tem cotações de meses
subsequentes, por exemplo, quando só, se dispõe de cotações para os meses do ‘’inicio
do trimestre’’, o quociente fornecerá então, a taxa a termo para o trimestre.
Sugestão de leitura: http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/06/mercado-financeiro-projeta-juros-e-taxa-de-inflacao-menores-com-novo-
governo
Observe também, que não é possivel calcular a taxa de juro a termo para o mês de abril nem
para o trimestre que incia em abril, pois não temos neste exemplo, a cotação do
vencimento subsequente. De forma semelhante, a partir da cotação do vencimento em
abril, só é possivel obter a taxa de juro implícita para o período compreendido entre o dia
da negociação e o dia de vencimento - para conhecer a taxa de juro do mês calendário, de
abril seria necessário dispor da taxa de juro acumulada entre o primeiro dia do mês de
março e o dia anterior ao da negociação.
Observe também, que não é possivel calcular a
taxa de juro a termo para o mês de abril nem para
o trimestre que incia em abril, pois não temos
neste exemplo, a cotação do vencimento
subsequente. De forma semelhante, a partir da
cotação do vencimento em abril, só é possivel
obter a taxa de juro implícita para o período
compreendido entre o dia da negociação e o dia
de vencimento - para conhecer a taxa de juro do
mês calendário, de abril seria necessário dispor
da taxa de juro acumulada entre o primeiro dia do
mês de março e o dia anterior ao da negociação.
Mercado de Juros
Algumas considerações operacionais que você deve saber sobre o
contrato de juros futuro com mais liquidez, o DI1

Os contratos futuros de DI de Um Dia têm seus preços formados com base


nas expectativas dos agentes econômicos em relação às taxas de juros
do CDI – Certificado de Depósito Interbancário ao longo do tempo. O
preço do dinheiro – taxa de juros – apreçados em seus devidos prazos,
correspondem a verdade da expectativa de mercado.
Mercado de Juros
Algumas considerações operacionais que você deve saber sobre o
contrato de juros futuro com mais liquidez, o DI1

 O mercado futuro de DI de um dia serve para que as


empresas e instituições financeiras possam se proteger
do risco de oscilação das taxas de juros no curto, médio e
longo prazo.

 Por exemplo, uma empresa ou banco com dívida


indexada ao pós-fixado corre o risco das taxas de juros
subirem.

 Uma empresa ou instituição financeira com passivo


prefixado e ativo em CDI corre o risco das taxas de juros
caírem.
Mercado de Juros
Algumas considerações operacionais que você deve saber sobre o
contrato de juros futuro com mais liquidez, o DI1

 Os contratos futuros DI de 1 dia negociam a taxa de juros


efetiva dos depósitos interfinanceiros – DI, para o período
entre o dia da operação no mercado futuro, inclusive, até
a data do vencimento do contrato.

 O valor do contrato no vencimento é R$ 100.000,00


(100.000 pontos x R$1), e, é tem como lote mínimo de
negociação 5 contratos.
Mercado de Juros
Algumas considerações operacionais que você deve saber sobre o
contrato de juros futuro com mais liquidez, o DI1

 Os contratos vencem no primeiro dia útil do mês de


vencimento. O último dia de negociação é o dia útil anterior à
data de vencimento;

 Ao final de cada pregão é feito o ajuste das posições em aberto
com base no preço do ajuste do dia, estabelecido conforme
regras da BM&F, com movimentação financeira em D+1;

 Os contratos são negociados em taxa ao ano base 252 dias


úteis.
Mercado de Juros
Algumas considerações operacionais que você deve saber sobre o
contrato de juros futuro com mais liquidez, o DI1

 A variação nas taxas de juros é refletida no Preço


Unitário (PU) do Contrato Futuro;

Seu preço na data de negociação (PU) é igual ao seu


preço na data de vencimento (100.000 pontos)
descontado pela taxa de juros projetada para o período
(dia da negociação ao dia de vencimento);
Mercado de Juros
Algumas considerações operacionais que você deve saber sobre o
contrato de juros futuro com mais liquidez, o DI1

PU inversamente proporcional à taxa de juros negociada


ou seja, a elevação da taxa acarreta redução do PU e
vice-versa.
Sendo i a taxa de juro projetada pelos agentes econômicos, até a data
do vencimento do contrato
Exercicios:
1. A instituição financeira FRR vende 500 contratos futuros de DI de 1 dia pela taxa de
13,25%, faltando 85 dias úteis para seu vencimento. Qual é o PU de registro da
operação?
Como no vencimento o contrato futuro vale 100.000 pontos, esse valor de registro surge
ao responder a pergunta: qual é o montante de dinheiro que, se aplicado à taxa de
13,25% a.a. por 85 dias úteis, permitiria obter R$100.000 no vencimento do contrato?
Reposta:
PU=(((100.000/(((13,25/100)+1)^(85/252))= 95.899,891

Atenção: No vencimento, o contrato de DI de 1 dia é valorado em R$100 mil – o PU final


é de 100 mil pontos, sendo cada ponto igual a R$1,00.
O PU, pelo qual um contrato é negociado, é corrigido, diariamente, pela taxa do DI de um
dia para calcular o preço de ajuste corrigido (e, assim, o ajuste diário). Quando
chegar ao vencimento, o PU original terá sido corrigido pela taxa DI-Cetip acumulada
entre a data de negociação, inclusive, e o último dia de negociação do contrato,
inclusive.
Exercícios:
2. O banco UTR comprou um contrato futuro de DI, com 21 dias úteis para
vencimento, por uma taxa de juro de 13,31% a.a. O PU da operação foi ?

PU= (((100.000/(((13,31/100)+1)^(21^252))=98.964,093

3. Agora, suponha que a taxa de juros de DI no mesmo período tenha acumulado


13,50% aa. Com isso, a instituição financeira que está comprada em taxa de
juros ou vendida em PU) ganhou R$ 13,96, pois no vencimento vende por R$
100.013,96 um título cujo o valor no vencimento é R$ 100.000,00.
Sendo:

PU=98964,093*(((13,50/100)+1)^(21/252)) = 100.013,96
Exercícios:
4. Estratégia de Tesourarias de ativo/passivo - pós

 Posição em $: Tomado ou captado ou comprado em dinheiro no mercado à


vista em pós-fixado (posição “passiva” em ipca+cupom);

 Risco da posição: queda da taxa de juros;

 Ativo/posição: à vista ou “spot” – tomado em pós-fixado

 Estratégia: hedge no mercado futuro. Comprar ou ficar comprado em PU =


vender taxa, e ganhar com o possivel “fechamento” ou queda da taxa de juros,
compensando a perda na posição spot.
Exercícios:
5. Estratégia de Tesourarias de ativo/passivo - pré

 Posição em $: Vendido ou dado ou doado ou passado em dinheiro no mercado


à vista em pré fixado (posição “ativa” em taxa pré fixada);

 Risco da posição: alta da taxa de juros;

 Ativo/posição: dado à vista ou “spot” – dado em pré-fixado

 Estratégia: hedge no mercado futuro. Vender ou ficar vendido em PU = comprar


taxa, e ganhar com a possivel “abertura” ou alta da taxa de juros, compensando
a perda na posição spot”
Mundo das operações - Tabela de vencimento em meses do Mercado
Futuro de DI1