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MANUAL DE BOMBAS
MANUAL DE BOMBA

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Introdução
A indústria fabril tem uma elevada demanda pesada por bombas, quando
se trata de uma ótima operação, alta confiabilidade e baixo consumo de
energia. Por esse motivo, a Grundfos desenvolveu o Manual de Bomba,
que, de maneira simples, aborda com várias considerações ao dimensionar
bombas e sistemas de bombas.
Elaboramos um manual para engenheiros e técnicos que trabalham
com o projeto e instalação de bombas e sistemas de bombas, contendo
respostas para uma ampla variedade de perguntas técnicas específicas
sobre as bombas. O Manual de Bombas pode ser lido do princípio ao fim ou
parcialmente sobre tópicos específicos.

O manual está dividido em 5 capítulos, os quais abordam as diferentes


fases do projeto de sistemas de bombas.

No capítulo 1 fazemos uma apresentação geral de diferentes tipos de


bombas e componentes. Aqui também descrevemos quais precauções
tomar ao lidar com líquidos viscosos. Além disso, os materiais mais usados,
assim como os diferentes tipos de corrosão são apresentados aqui. As
terminologias mais importantes relacionadas à leitura do desempenho
das bombas são apresentadas no capítulo 2. O Capítulo 3 aborda os
sistemas hidráulicos e alguns dos fatores mais importantes a considerar
para se obter uma ótima operação do sistema de bombas. Visto que é
frequentemente necessário ajustar o desempenho da bomba por meio
de vários métodos de ajuste, estes métodos são abordados no capítulo 4.
O capítulo 5 descreve os custos do ciclo de vida uma vez que o consumo
de energia desempenha um papel importante nas bombas e sistemas de
bombas de hoje.

Esperamos sinceramente que você faça uso do Manual de Bomba e o


considere útil no seu trabalho diário.

Diretor de Segmento Especialista em Aplicação

Mogens Roy Olesen Christian R. Bech


Índice

Capítulo 1 Design de bombas e motores.................................7 1.4.5 Proteção do motor............................................................. 49


Seção 1.5 Líquidos............................................................................53
Seção 1.1 Construção de bombas................................................8 1.5.1 Líquidos viscosos............................................................................ 54
1.1.1 A bomba centrífuga...............................................................8 1.5.2 Líquidos Não Newtonianos ...................................................... 55
1.1.2 Curvas das bombas................................................................ 9 1.5.3 Impacto dos líquidos viscosos sobre o desempenho
1.1.3 Características da bomba centrífuga...........................11 de uma bomba centrífuga......................................................... 55
1.1.4 Tipos mais comuns de bombas de 1.5.4 Seleção da bomba correta para um líquido
sucção axial e em linha ................................................... 12 com anticongelante ......................................................................56
1.1.5 Tipos de rotores (forças axiais) ....................................... 14 1.5.5 Exemplo de cálculo ....................................................................... 58
1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais)................................... 15 1.5.6 Seleção da bomba com auxílio de computador
1.1.7 Bombas monoestágio....................................................... 15 para líquidos densos e viscosos................................................ 58
1.1.8 Bombas multiestágio..........................................................16
1.1.9 Bombas com acoplamento longo e curto 16 Seção 1.6 Materiais........................................................................ 59
1.6.1 O que é corrosão?..................................................................60
Seção 1.2 Tipos de bombas..........................................................17 1.6.2 Tipos de corrosão...................................................................61
1.2.1 Bombas padrão .................................................................... 17 1.6.3 Metais e ligas metálicas.....................................................65
1.2.2 Bombas bi-partida............................................................. 17 1.6.4 Cerâmica...................................................................................71
1.2.3 Bombas hermeticamente seladas ............................. 18 1.6.5 Plástico.......................................................................................71
1.2.4 Bombas sanitárias ..............................................................20 1.6.6 Borracha....................................................................................72
1.2.5 Bombas de efluentes ....................................................... 21 1.6.7 Revestimentos........................................................................73
1.2.6 Bombas imersíveis ............................................................ 22
1.2.7 Bombas submersas .......................................................... 23
1.2.8 Bombas de descolamento positivo .............................24 Capítulo 2 Instalação e leitura do
desempenho .....................................................................................75
Seção 1.3 Vedações de eixos mecânicos...............................27
1.3.1 Componentes e função da vedação Seção 2.1 Instalação da bomba ................................................76
de eixo mecânico.................................................................29 2.1.1 Nova instalação.....................................................................76
1.3.2 Vedações de eixos mecânicos balanceados 2.1.2 Substituição-instalação existente .................................76
e não balanceados .............................................................30 2.1.3 Fluxo do tubo para instalação de
1.3.3 Tipos de vedações de eixos mecânicos....................... 31 bomba única..........................................................................77
1.3.4 Combinações de materiais da face 2.1.4 Limitação de ruídos e vibrações......................................78
da vedação.............................................................................34 2.1.5 Nível de som (L)......................................................................81
1.3.5 Fatores que afetam o desempenho
da vedação.............................................................................36 Seção 2.2 Desempenho da bomba .........................................83
2.2.1 Termos hidráulicos................................................................83
Seção 1.4 Motores.......................................................................... 39 2.2.2 Termos elétricos.....................................................................90
1.4.1Padrões ..................................................................................... 40 2.2.3 Propriedades dos líquidos.................................................93
1.4.2 Partida no motor................................................................. 46
1.4.3 Tensão de alimentação.................................................... 47
1.4.4 Conversor de frequência................................................. 47
Capítulo 3 Sistema hidráulico......................................................95 Capítulo 5 Cálculo dos custos
do ciclo de vida ...............................................................................127
Seção 3.1 Características do sistema .......................................96
3.1.1 Resistências únicas...............................................................97 Seção 5.1 Equação de custos do ciclo de vida....................128
3.1.2 Sistemas abertos e fechados ............................................98 5.1.1 Custos iniciais, preço de compra (Cic)..........................129
5.1.2 Custos de Instalação e
Seção 3.2 Bombas conectadas em série e paralelas............101 comissionamento (Cin).....................................................129
3.2.1 Bombas em paralelo..........................................................101 5.1.3 Custos de energia (Ce)........................................................130
3.2.2 Bombas conectadas em série........................................103 5.1.4 Custos operacionais (Co)...................................................130
5.1.5 Custos ambientais (Cenv)...................................................130
5.1.6 Custos de manutenção e reparos (Cm)......................131
Capítulo 4 Ajuste do desempenho 5.1.7 Custos de tempo de parada,
das bombas......................................................................................105 perda de produção (Cs)...................................................131
5.1.8 Custos de desmantelamento
Seção 4.1 Ajuste do desempenho das bombas.................106 e descarte (Co)......................................................................131
4.1.1 Controle por estrangulamento....................................107
4.1.2 Controle de desvio.............................................................107
4.1.3 Modificação do diâmetro do rotor.............................108 Seção 5.2 Cálculo dos custos
4.1.4 Controle de velocidade....................................................108 do ciclo de vida – um exemplo ...................................132
4.1.5 Comparação dos métodos de ajuste.........................110
4.1.6 Eficiência geral do sistema da bomba......................111
4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativo Apêndice............................................................................................133
quando o fluxo é reduzido em 20%...........................111 A) Notações e unidades........................................................134
B) Tabelas de conversão de unidades.............................135
Seção 4.2 Soluções para bomba com C) Prefixos SI e alfabeto grego...........................................136
velocidade controlada ...................................................114 D) Pressão do vapor e densidade da água
4.2.1 Controle de pressão constante....................................114 em diferentes temperaturas........................................137
4.2.2 Controle de temperatura constante..........................115 E) Orifício .................................................................................138
4.2.3 Pressão do diferencial constante em F) Mudança na pressão estática devido
um sistema de circulação..............................................115 à mudança do diâmetro do cano...............................139
4.2.4 Controle da pressão diferencial G) Injetores.................................................................................140
com compensada por fluxo .........................................116 H) Nomograma para perdas de
carga em curvas e válvulas............................................141
Seção 4.3 Vantagens do controle I) Nomograma para perda do tubo de
de velocidade......................................................................117 água limpa a 20˚C.............................................................142
J) Sistema periódico..............................................................143
Seção 4.4 Vantagens das bombas com K) Padrões de bombas..........................................................144
conversor de frequência integrado .......................... 118 L) Viscosidade para líquidos diferentes
4.4.1 Curvas de desempenho de bombas com como função da temperatura do líquido................145
velocidade controlada.....................................................119
4.4.2 Bombas com velocidade controlada em
diferentes sistemas ..........................................................119 Índice remissivo.............................................................................151

Seção 4.5 Conversor de frequência.......................................122


4.5.1 Funções e características básicas.................................122
4.5.2 Componentes do conversor
de frequência......................................................................122
4.5.3 Condições especiais referentes aos
conversores de frequência.............................................124
Capítulo 1. Design de bombas e motores

Seção 1.1: Construção da bomba


1.1.1 A bomba centrífuga
1.1.2 Curvas da bomba
1.1.3 Características da bomba centrífuga
1.1.4 Tipos mais comuns de bombas de
sucção axial e em linha
1.1.5 Tipos de rotor (forças axiais)
1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais)
1.1.7 Bombas monoestágio
1.1.8 Bombas multiestágio
1.1.9 Bombas com acoplamento longo
e curto

Seção 1.2 Tipos de bombas

1.2.1 Bombas padrão


1.2.2 Bombas bi-partida
1.2.3 Bombas hermeticamente seladas
1.2.4 Bombas sanitárias
1.2.5 Bombas de efluentes
1.2.6 Bombas imersíveis
1.2.7 Bombas submersa
1.2.8 Bombas de deslocamento positivo
Seção 1.1
Construção da bomba

1.1.1 Bomba centrífuga


Em 1689, o físico Denis Papin inventou a bomba
centrífuga e este tipo de bomba é o mais usado ao
redor do mundo. A bomba centrífuga é construída
sobre um princípio simples: O líquido é levado
até o cubo do rotor e, através da força centrífuga,
ele é lançado na direção da periferia dos rotores.
A construção é razoavelmente barata, robusta e
simples e sua alta velocidade possibilita conectar
a bomba diretamente a um motor assíncrono.
A bomba centrífuga oferece um fluxo de líquido
uniforme e pode facilmente ser acelerado sem
causar danos a bomba. Fig. 1.1.1: O fluxo do líquido através da bomba

Agora, vamos observar a figura 1.1.1, que mostra


o fluxo do líquido através da bomba. A entrada
da bomba leva o líquido para o centro do rotor
giratório de onde é lançado para a periferia. Esta
construção oferece alta eficiência e é apropriada
para lidar com líquidos puros. As bombas, que têm
que lidar com líquidos impuros, como bombas
de efluentes, são equipadas com um rotor que é Bomba de fluxo misto
Bomba de fluxo radial Bomba de fluxo axial
construído especialmente para evitar que objetos
fiquem armazenados no interior da bomba, Fig. 1.1.2: Diferentes tipos de bombas centrífugas
consulte a seção 1.2.5.
Se ocorrer diferença de pressão no sistema enquanto
a bomba centrífuga não estiver funcionando, o
líquido ainda consegue passar através da mesma
devido ao seu desenho aberto.
Como se pode ver na figura 1.1.2, a bomba centrífuga H [m]
10000
pode ser classificada em diferentes grupos: Bombas
6
de fluxo radial, bombas de fluxo misto e bombas de 4
2
fluxo axial. As bombas de fluxos radial e as bombas Bombas de fluxo radial
1000
de fluxo misto são os tipos mais comuns utilizados. 6
multiestágios
4
Portanto, iremos nos concentrar somente nestes tipos 2
de bombas nas próximas páginas. 100 Bombas de
6 fluxo radial
4 monoestágios
Entretanto, apresentaremos brevemente a bomba 2

de deslocamento positivo na seção 1.2.8. 10


Bombas de fluxo misto
6
4

As diferentes exigências de desempenho das 2 Bombas de fluxo axial

bombas centrífugas, especialmente em relação à 1 2 4 6 10 2 4 6 100 2 4 6 1000 2 4 6 10000 100000


Q [m3/h]
altura manométrica total, fluxo e instalação,
junto com as exigências de operação econômica,
são somente algumas das razões porque existem Fig. 1.1.3: Fluxo e altura manométrica total para
tantos tipos de bombas. A Figura 1.1.3 mostra os diferentes tipos de bombas centrífugas
diferentes tipos de bombas em relação ao fluxo e
pressão.

8
1.1.2 Curvas das bombas H
[m]
η
[%]

Antes de aprofundarmos no mundo da construção e 50

tipos de bombas apresentaremos as características 40

básicas das curvas de desempenho das bombas. O 70

30 60
desempenho de uma bomba centrífuga é mostrado Eficiência
50
20
por um conjunto de curvas de desempenho. As 40
30

curvas de desempenho para uma bomba centrífuga 10 20


10
são mostradas na figura 1.1.4. Altura manométrica 0
0 10 20 30 40 50 60 70 Q [m 3/h]
0
N PSH
total, consumo de energia, eficiência de consumo P2
[kW]
(m)
12
e NPSH são mostrados como uma função no fluxo. 10
Consum o de energia
10
8 8
6 6

Normalmente, as curvas das bombas nas apostilas de 4


N PSH
4
2 2
dados cobrem somente a parte da bomba. Portanto, 0

o consumo de energia, o valor P2 que também está Fig. 1.1.4: Curvas de desempenho típicas para
listado nas apostilas de dados, cobre somente a uma bomba centrífuga. Altura manométrica
energia que entra na bomba – consulte a figura total, consumo de energia, eficiência e NPSH são
1.1.4. O mesmo vale para o valor eficiência, que cobre mostrados como uma função do fluxo
somente a parte da bomba (η = ηP).
Q
Em alguns tipos de bombas com motor integrado e
conversor de frequência possivelmente integrado,
por exemplo, bombas com motor blindado (consulte P1 M P2 H
a seção 1.2.3), a curva de consumo de energia e a 3~
curva η cobrem o motor e a bomba. Neste caso, é o
valor P1 que deve ser levado em consideração. ηM ηP

No geral, as curvss das bombas são projetadas de acordo Fig. 1.1.5: As curvas para consumo de energia e
com o ISO 9906 Anexo A, que especifica as tolerâncias eficiência normalmente cobrem somente a parte
da bomba da unidade – i.e. P2 e ηP
das curvas:
• Q +/- 9%,
• H +/-7%,
• P +9% H
[m]
• -7%. 60

50
Mostramos a seguir uma breve apresentação das
diferentes curvas de desempenho de bombas. 40

30

Altura manométrica total, a curva QH


20
A curva QH mostra a altura manométrica total, que
a bomba é capaz de executar em um determinado 10

fluxo. A altura manométrica total é medida em metros


0
de coluna de líquido/metros [mLC]; normalmente a 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q [m
3
/h

unidade metro [m] é aplicada. A vantagem de se usar Fig. 1.1.6: Curva QH típica para uma bomba
a unidade [m] como unidade de medida da altura centrífuga; fluxo baixo resulta em altura
manométrica total da bomba é que a curva QH não manométrica total alta e fluxo alto resulta em
altura manométrica total baixa
é afetada pelo tipo de líquido que bomba tem que
manejar, consulte a seção 2.2 para mais informações.

9
Seção 1.1
Construção da bomba

Eficiência, a curva η

A eficiência é a relação entre a energia fornecida e


a quantidade de energia utilizada. No mundo das
bombas, a eficiência ηP é a relação entre a energia,
que a bomba fornece para a água (PH) e a entrada
de energia no eixo (P2): η
[%]
80

P ρ.g.Q.H 70
ηp = PH =
2
P2 x 3600 60

onde: 50

ρ é a densidade do líquido em kg/m3, 40

g é a aceleração da gravidade em m/s2, 30

Q é o fluxo em m3/h e H é a altura manométrica 20

total em m. 10

0
0 10 20 30 40 50 60 70 Q m
[ 3/h]

Para água a 20oC e com Q medido em m3/h e H em Fig. 1.1.7: Curva de eficiência de uma bomba
m, a energia hidráulica pode ser calculada como: centrífuga típica

PH = 2.72 . Q . H [W]

Como aparece a partir da curva de eficiência, a


eficiência depende do ponto de operação da bomba.
Portanto, é importante selecionar uma bomba que
seja compatível com os requisitos de fluxo e que P2
assegure que a bomba esteja funcionando na área [kW]
10
de fluxo mais eficiente. 8
6
4

Consumo de energia, a curva P2 2


0
0 10 20 30 40 50 60 70 Q m
[ 3/h]

A relação entre o consumo de energia da bomba Fig. 1.1.8: Curva de consumo de energia de uma
e o fluxo é mostrada na figura 1.1.8. A curva P2 bomba centrífuga típica
da maioria das bombas centrífugas é semelhante
à curva na figura 1.1.8 onde o valor P2 aumenta
quando o fluxo aumenta.

. . .
P2= Q H g ρ
NPSH
[m]

3600 x ηp 10
8
6

Curva NPSH (Altura Manométrica de Sucção 4


2
Positiva Líquida) 0
0 10 20 30 40 50 60 70 Q m
[ 3/h]

Fig. 1.1.9: Curva NPSH de bomba centrífuga


O valor NPSH de uma bomba é a pressão mínima típica
absoluta (consulte a seção 2.2.1) que deve estar
presente no lado de sucção da bomba para evitar
cavitação. O valor NPSH é medido em [m] e
depende do fluxo; quando o fluxo aumenta, o valor
NPSH também aumenta; figura 1.1.9. Para mais
informações sobre cavitação e NPSH, vá para a
seção 2.2.1.

10
1.1.3 Características da bomba centrífuga
A bomba centrífuga possui várias características
e as mais importantes serão apresentadas nesta
seção. Mais adiante neste capítulo forneceremos
uma descrição mais detalhada dos diferentes tipos
de bombas.

• Número de fases
Dependendo do número de rotores na bomba,
uma bomba centrífuga pode ser uma bomba
monoestágio ou uma bomba multiestágio.

• Posição do eixo da bomba


As bombas monoestágio e multiestágio são
produzidas com eixos de bomba verticais ou
horizontais. Estas bombas normalmente são
normalmente designadas como bombas horizontais
ou verticais. Para mais informações, vá para seção
1.1.4.

• Rotores de sucção simples ou de sucção dupla


Dependendo da construção do rotor, uma bomba
pode ser equipada com um rotor de sucção simples
ou rotor de sucção dupla. Para mais informações, vá
para a seção 1.1.5.

• Acoplamento de estágios Fig 1.1.10: Bomba dupla com rotores


Os estágios da bomba podem ser arranjados de acoplados em paralelo
duas maneiras diferentes: em série e em paralelo,
consulte a figura 1.1.10.

• Construção da carcaça da bomba


Diferenciamos entre dois tipos de carcaça de bomba:
Carcaça Voluta e carcaça de canal de retorno com
palhetas guia. Para mais informações, vá para a
seção 1.1.6.

11
Seção 1.1
Construção da bomba

1.1.4 Tipos mais comuns de bomba de sucção axial e em linha

Sucção axial

Horizontal

Monoestágio Multiestágio

Acoplamento longo Acoplamento curto Acoplamento curto

Bomba de sucção axial = O líquido entra diretamente no rotor. A entrada e a saída possuem
um ângulo de 90°. Consulte a seção 1.1.9
Bomba em linha = O líquido passa diretamente pela bomba em linha. O cano de sucção e o cano
de descarga
são colocados opostos um ao outro e podem ser montados diretamente no
sistema de encanamento
Bomba com carcaça
bipartida = Bomba com carcaça dividida axialmente. Consulte a seção 1.2.2
Bomba horizontal = Bomba com eixo horizontal
Bomba vertical = Bomba com eixo vertical
Bomba monoestágio = Bomba com rotor único. Consulte a seção 1.1.7
Bomba multiestágio = Bomba com vários rotores acoplados em série. Consulte a seção 1.1.8
Bomba com acoplamento
longo = Bomba conectada ao motor através de um acoplamento flexível. O motor e
a bomba possuem construções de rolamentos separados. Consulte a seção
1.1.9
Bomba com acoplamento
curto = bomba conectada ao motor através de um acoplamento rígido. Consulte a
seção 1.1.9

12
Em linha

Horizontal Horizontal / Vertical

Bipartida
Monoestágio Multiestágio
Monoestágio

Acoplamento longo Acoplamento longo Acoplamento curto Acoplamento curto

13
Seção 1.1
Construção da Bomba

Forças Axiais

1.1.5 Tipos de rotores (forças axiais)


A bomba centrífuga gera pressão que exerce forças Fig. 1.1.11: : Rotor de
sucção simples
sobre as peças fixas e giratórias da bomba.
As peças das bombas são feitas para suportar
essas forças. Se as forças axiais e radiais não Fig. 1.1.12: Bomba padrão
forem contrabalanceadas na bomba, as forças com rotor de sucção simples
devem ser consideradas ao selecionar o sistema
de acionamento da bomba (rolamento de contato
angular no motor). Em bombas equipadas com
rotor de sucção simples, podem ocorrer grandes
forças axiais, figuras 1.1.11 e 1.1.12. Estas forças Fig. 1.1.13: Balanceando as
são balanceadas em uma das seguintes formas: forças axiais em uma bomba
centrífuga monoestágio com
orifícios de balanceamento
• Mecanicamente por meio de rolamentos somente
de impulso. Estes tipos de rolamentos são
especialmente projetados para absorver as
forças axiais dos rotores
Fig. 1.1.14: Balanceando
as forças axiais em
• Por meio de orifícios de balanceamento no rotor, uma bomba centrífuga
monoestágio com lacuna
consulte a figura 1.1.13 de vedação no lado de
descarga e orifícios de
• Por meio de regulagem do acelerador a partir balanceamento
de um anel de vedação montado na traseira dos
rotores, consulte a figura 1.1.14
Fig. 1.1.15: Balanceando as
• Impacto dinâmico a partir da traseira do rotor, forças axiais em uma bomba
centrífuga monoestágio
consulte a figura 1.1.15 com lâminas na traseira dos
rotores
• O impacto axial sobre a bomba pode ser evitado
usando rotores de sucção dupla (consulte a
figura 1.1.16).

Fig. 1.1.16: Balanceando as


forças axiais em um sistema
de rotor de sucção duplo

14
1.1.6 Tipos de carcaças (forças radiais) Fig. 1.1.17: Rotor de Forças radiais
sucção simples

As forças radiais resultam da pressão estática na


carcaça. Portanto, podem ocorrer deflexões axiais
que levam à interferência entre o rotor e a carcaça.
A magnitude e a direção da força radial dependem
da taxa do fluxo e altura manométrica total.

Ao projetar a carcaça da bomba, é possível controlar


as forças radiais hidráulicas. Vale a pena mencionar
dois tipos de carcaças: a carcaça voluta simples e Fig. 1.1.18: Carcaça voluta simples Carcaça voluta dupla
a carcaça voluta dupla. Como se pode observar na
figura 1.1.18, as duas carcaças têm o formato de

Força Radial
voluta. A diferença entre as duas é que a voluta
dupla possui uma palheta guia.

A bomba de voluta simples é caracterizada por uma Carcaça Voluta

pressão simétrica na voluta no ponto de eficiência


ótimo, que leva à carga radial zero. Em todos os
outros pontos, a pressão ao redor do rotor não é
Carcaça voluta
regular e consequentemente há presença de força dupla

radial. 1.0 Q /Q opt

Fig. 1.1.19: Força radial para


Como se pode observar na figura 1.1.19, a carcaça carcaça voluta simples e dupla
voluta dupla desenvolve uma força de reação radial
baixa constante em qualquer capacidade.

Os canais de retorno (figura 1.1.20) são usados em


bombas multiestágio e têm a mesma função básica Fig. 1.1.20: Bomba
em linha multiestágio
que as carcaças volutas. O líquido é levado de um vertical com carcaça de
rotor para o outro ao mesmo tempo, a rotação da canal de retorno
água é reduzida e a pressão dinâmica é transformada
em pressão estática. Devido ao projeto circular da Canal de retorno
carcaça do canal, não há forças radiais presentes.

1.1.7 Bombas monoestágio


Geralmente, as bombas monoestágio são usadas
em aplicações que não exigem uma altura
manométrica total de mais de 150 m. Normalmente,
as bombas monoestágio operam no intervalo de
2-100 m.

As bombas monoestágio são caracterizadas por


fornecer uma altura manométrica
Fig. 1.1.22: Bomba
baixa em relação ao fluxo, consulte a figura 1.1.3. Fig. 1.1.21: Bomba com com acoplamento
A bomba monoestágio é produzida no desenho acoplamento curto de curto em linha
vertical e horizontal, consulte as figuras 1.1.21 e sucção axial monoestágio monoestágio
vertical
1.1.22.

15
Seção 1.1
Construção da bomba

1.1.8 Bombas multiestágio


Bombas multiestágio são usadas em instalações
onde uma altura manométrica elevada é
necessária. Diversas fases são conectadas em série
e o fluxo é guiado desde a saída de uma fase até
a entrada da próxima. A altura manométrica final
que uma bomba multiestágio pode proporcionar
Fig. 1.1.24: Bomba de
é igual à soma da pressão que cada estágio pode sucção axial multiestágio
proporcionar. Fig. 1.1.23: Bomba horizontal
em linha multiestágio
vertical
A vantagem das bombas multiestágio é que
elas proporcionam uma altura manométrica
elevada em relação ao fluxo. Como as bombas
monoestágio, as bombas multiestágio estão Fig. 1.1.25: Bomba com
disponíveis nas versões vertical e horizontal, acoplamento longo com
acopla mento básico
consulte as figuras 1.1.23 e 1.1.24.

Fig. 1.1.26: Bomba com acoplamento longo com


acopla mento de espaçador
1.1.9 Bombas com acoplamento longo
e bombas com acoplamento curto
Bombas com acoplamento longo
Bombas com acoplamento longo são bombas com
acoplamento flexível que conecta a bomba e o
motor. Este tipo de acoplamento está disponível
como acoplamento básico ou como acoplamento
de espaçador.

Se a bomba estiver conectada ao motor por um Fig. 1.1.27: Bomba com


acoplamento curto com
acoplamento básico, é necessário desmontar o acoplamento rígido
motor quando a bomba precisar de manutenção.
Portanto, é necessário alinhar a bomba na
montagem, consulte a figura 1.1.25.
Fig. 1.1.28: Diferentes tipos de acoplamento
Por outro lado, se a bomba estiver equipada com
um acoplamento de espaçador, é possível fazer a Tipo acoplam ento Acoplam ento de
básico espaçador (opcional
)
manutenção na bomba sem desmontar o motor.
Deste modo, o alinhamento não é um problema,
Bomba com
consulte a figura 1.1.26. acoplamento
longo com
acoplamento
Bombas com acoplamento curto flexível
Estas bombas podem ser construídas nas duas
maneiras a seguir: A bomba tem o rotor montado
diretamente sobre o eixo estendido do motor ou a Bomba com
acoplamento
bomba tem um motor padrão e um acoplamento curto com
rígido ou acoplamento de espaçador, consulte as acoplamento
rígido
figuras 1.1.27 e 1.1.28.

16
Seção 1.2
Tipos de bomba

1.2.1 Bombas padrão


Poucas normas internacionais tratam de bombas
centrífugas. Na verdade, muitos países possuem
seus próprios padrões, que mais ou menos
sobrepõem uns aos outros. Uma bomba padrão
é aquela compatível com as regulamentações
Fig. 1.2.1:Bomba padrão com
oficiais, como, por exemplo, o ponto de operação acoplamento longo
da bomba. Relacionamos abaixo alguns exemplos
de padrões internacionais para bombas:

• EN 733 (DIN 24255) se aplica às bombas


centrífugas de sucção axial, também conhecidas
como bombas de água padrão com pressão
nominal (PN) de 10 bar.

• EN 22858 (ISO 2858) se aplica às bombas


centrífugas, também conhecidas como bombas
químicas padrão com pressão nominal (PN) de
16 bar, consulte o apêndice K.

As normas mencionadas acima cobrem as Fig. 1.2.2: Bomba padrão com


dimensões de instalação e os pontos de operação eixo simples
de diferentes tipos de bombas. Quanto às peças
hidráulicas destas bombas, elas variam de acordo
com o fabricante - deste modo, não há padrões
internacionais determinados para estas peças.

Bombas, que são projetadas de acordo com os


padrões, oferecem vantagens ao usuário final
relacionadas à instalação, assim como serviço,
peças de reposição e manutenção.

Fig. 1.2.3: Bomba com carcaça


bipartida com acoplamento longo
1.2.2 Bombas com carcaça bipartida
Uma bomba com carcaça bipartida é uma
bomba cuja carcaça é dividida axialmente em
duas partes. A Figura 1.2.4 mostra uma bomba
monoestágio com carcaça bipartida com rotor
de sucção dupla. A construção com entrada
dupla elimina as forças axiais e assegura
uma expectativa de vida útil mais longa dos
rolamentos. Geralmente, as bombas com carcaça Fig. 1.2.4: Bomba com
bipartida são mais eficientes, tem manutenção carcaça bipartida com
mais fácil e uma faixa de desempenho ampla. rotor de sucção dupla

17
Seção 1.2
Tipos de bomba

Liquido
Retentor

1.2.3 Bombas hermeticamente seladas Atmosfera

Não é de surpreender que a guia de entrada


do eixo da bomba deve ser selada. Geralmente,
isto é feito através de um retentor mecânico
do eixo, consulte a figura 1.2.5. A desvantagem
do retentor mecânico do eixo são suas
propriedades deficientes quando se trata
de manipulação líquidos tóxicos e agressivos,
que, consequentemente, levam a vazamento.
Até certo ponto estes problemas podem ser
resolvidos usando um retentor mecânico duplo
do eixo. Outra solução para estes problemas é
usar uma bomba hermeticamente selada.
Fig. 1.2.5: Exemplo de bomba padrão com retentor
mecânico do eixo
Diferenciamos estes dois tipos de bombas
hermeticamente seladas: Bombas com motor
blindado e bombas com acionamento magnético.
Informações adicionais sobre estas bombas são Blindagem
encontradas nos próximos parágrafos. do motor

Bombas com motor blindado

Uma bomba com motor blindado é uma


bomba hermeticamente selada com o motor
e a bomba integrados em uma unidade sem
retentor, consulte as figuras 1.2.6 e 1.2.7. O Fig. 1.2.6: Bomba química com motor blindado
líquido bombeado entra na câmara do rotor que
é separado do estator por uma blindagem fina
do rotor. O rotor pode servir como uma barreira
Blindagem
hermeticamente selada entre o líquido e o motor. do Motor
As bombas químicas são feitas de materiais
como plástico ou aço inoxidável que podem
suportar líquidos agressivos.

O tipo mais comum de motor blindado é a


bomba circuladora. Este tipo de bomba é usado
tipicamente em circuitos de aquecimento, pois
sua construção produz baixo ruído e a operação
é livre de manutenção.

Fig. 1.2.7: Bomba circuladora com motor blindado

18
Magnetos externos Magnetos internos

Bombas com acionamento magnético


Nos últimos anos, as bombas com acionamento Blindagem
magnético têm se tornado cada vez mais
populares para transferência de líquidos tóxicos
e agressivos.

Como mostrado na figura 1.2.8, a bomba com


acionamento magnético é composta por dois
grupos de magnetos; um magneto interno e
um magneto externo. Uma blindagem não
magnetizada pode separar estes dois grupos.
A blindagem serve como uma barreira
hermeticamente selada entre o líquido e a
atmosfera. Como ilustrado na figura 1.2.9, o Fig. 1.2.8: Construção do acionamento magnético
magneto externo é conectado ao acionamento
da bomba e o magneto externo é conectado
ao eixo da bomba. Por meio disto, o torque
do acionamento da bomba é transmitido para
o eixo da bomba. O líquido bombeado serve
como lubrificante para os rolamentos da bomba.
Portanto, ventilação suficiente é crucial para os
rolamentos.

Magnetos
internos
Blindagem

Magnetos
externos

Fig. 1.2.9: Bomba multiestágio com acionamento


magnético

19
Seção 1.2
Tipos de bomba

1.2.4 Bombas sanitárias


As bombas sanitárias são usadas principalmente
por indústrias de alimentos, bebidas, farmacêuticas
e de biotecnologia onde é muito importante que o
líquido bombeado seja manipulado suavemente e
que as bombas sejam fáceis de limpar.

Para atender as exigências de processamento


destas indústrias, as bombas devem ter uma
superfície áspera entre 3,2 e 0,4 μm Ra. Isto pode
Fig. 1.2.10: Bomba sanitária
ser melhor obtido usando aço inoxidável forjado
ou laminado rolado como materiais de construção,
consulte a figura 1.2.12. Estes materiais possuem
uma superfície compacta não porosa que pode
ser facilmente trabalhada para atender os vários
requisitos de acabamento de superfície.

As principais características das bombas sanitárias


são facilidade de limpeza e de manutenção.

Os fabricantes líderes de bombas sanitárias


projetaram suas bombas para atender os padrões
a seguir:

EHEDG – [Grupo de Design de Equipamento Fig.1.2.11: Bomba sanitária com canal lateral de
Higiênico Europeu] auto-escorvamento

QHD – [Design Higiênico Qualificado]

3-A – Padrões Sanitários:

3A0/3A1: Padrão Industrial/Higiênico


Ra ≤ 3.2 µm
3A2: Padrão Estéril
Ra ≤ 0.8 µm Areia fundida
3A3: Padrão Estéril
Ra ≤ 0.4 µm
Fundição de
precisão

Aço rolado

Fig.1.2.12: Aspereza da superfície do material

20
1.2.5 Bombas de efluentes
Uma bomba de efluentes é um equipamento Fig.1.2.13: Detalhe de
uma bomba de esgoto
lacrado com uma bomba e um motor. Devido para instalações úmidas
a sua construção, a bomba de efluentes é
apropriada para instalação submersa em poços.
Trilhos duplos com sistema de autoacoplamento
normalmente são usados em instalações
submersas. O sistema de autoacoplamento
facilita a manutenção, reparo e substituição da
bomba. Devido à construção da bomba, não
é necessário entrar no poço para executar
o serviço. Na verdade, é possível conectar e
desconectar a bomba automaticamente de fora
do poço. As bombas de efluentes também podem
ser instaladas secas como bombas convencionais
em instalações horizontais ou verticais. Da
mesma forma, este tipo de instalação é de fácil
manutenção e reparo e proporciona operação
ininterrupta da bomba no caso de inundação da
poço seco, consulte a figura 1.2.14.

Normalmente, as bombas de efluentes têm


que ser capazes de manejar partículas grandes.
Portanto, elas são equipadas com rotores
especiais para evitar bloqueio e entupimento.
Existem vários tipos de rotores: rotores de canal
simples, rotores de canal duplo, rotores de três e
Fig. 1.2.14: Bomba de efluentes para instalações secas
quatro canais e rotores de vórtice. A Figura 1.2.15
mostra os diferentes desenhos de rotores.

As bombas de efluentes geralmente são


produzidas com um motor seco, com proteção
IP68 (para mais informações sobre classes de
IP, vá para a seção 1.4.1). O motor e a bomba Rotor de Rotor de Rotor de
possuem um eixo estendido comum com um vórtice canal simples canal duplo
sistema de retentor mecânico duplo do eixo em
uma câmara de óleo intermediária, consulte a
figura 1.2.13.
As bombas de efluentes podem operar
intermitenteou continuamente de acordo com a
instalação em questão.

21
Seção 1.2
Tipos de bomba

1.2.6 Bombas imersíveis


A bomba imersível é um tipo de bomba onde uma
parte dela fica submersa no líquido bombeado e o
motor é mantido seco. Normalmente, as bombas
imersíveis são montadas no topo ou na parede de
tanques ou reservatórios. As bombas imersíveis
são usadas, por exemplo, na indústria de máquinas,
ferramenta de solda, esmerilhadoras, centros de
usinagem e unidades de resfriamento ou em outras
aplicações envolvendo tanques e reservatórios,
lavanderias industriais e sistemas de filtragem.

As bombas para tornos podem ser divididas em


dois grupos: Bombas para o lado limpo do filtro
e bombas para o lado sujo do filtro. As bombas
com rotores fechados normalmente são usadas
para o lado limpo do filtro por que fornecem alta
eficiência e alta pressão se necessário. Bombas com
rotores abertos ou semi-abertos normalmente são
usadas para o lado sujo do filtro por que podem
lidar com cavacos e partículas.

Fig. 1.2.16: Bomba imersível

22
1.2.7 Bombas submersas
Há dois tipos de bombas submersas: A
bomba submersa para sondagem com motor
submersível e a bomba de poços profundos com
motor seco, que é conectado à bomba por eixo
longo. Estas bombas normalmente são usadas
junto com o fornecimento e irrigação de água.
Os dois tipos de bombas são feitos para serem
instalados em poços submersos estreitos, assim
sendo, possuem um diâmetro reduzido, que
as tornam mais longas do que outros tipos de
bombas,consulte a figura 1.2.17.

As bombas submersas são especialmente


projetadas para serem submersas em líquido
e desse modo são equipadas com motor
submersível, com proteção de IP68. A bomba
é produzida nas versões monoestágio e
multiestágio (a versão multiestágio sendo a
mais comum) e é equipada com uma válvula de
retenção no cabeçote.

Atualmente, a bomba de poço profundo tem


sido mais ou menos substituída pelo tipo de
bomba submersível. O eixo longo da bomba
de poço profundo é uma desvantagem, que
dificulta a instalação e execução do serviço.
Como o motor da bomba de poço profundo
é refrigerado a ar, a bomba frequentemente
é utilizada em aplicações industriais para
bombear água quente de tanques abertos. Fig. 1.2.17: Bomba submersível
A bomba submersível não opera em altas
temperaturas por que o motor fica submerso
no líquido que tem que resfriá-lo.

23
Seção 1.2
Tipos de bomba

1.2.8 Bombas de deslocamento positivo Fig. 1.2.18: Relação típica


entre fluxo e altura
manométrica para 3 tipos
A bomba de deslocamento positivo fornece um H diferentes de bombas:
fluxo constante aproximado a uma velocidade 1) Bombas centrífugas
fixa, apesar das mudanças na contrapressão. 2) Bombas rotativas
3) Bombas reciprocantes
Existem dois tipos de bombas de deslocamento
positivo:

• Bombas rotativas 1

• Bombas reciprocantes H

A diferença no desempenho entre uma bomba


centrífuga, uma bomba rotativa e uma bomba
reciprocante está ilustrada à direita, figura 1.2.18.
Dependendo do tipo de bomba que você estiver 3 2

lidando, uma pequena alteração na contrapressão


da bomba resulta em diferenças no fluxo.
2 1 Q
O fluxo de uma bomba centrífuga mudará 3
consideravelmente, o fluxo de uma bomba
rotativa mudará um pouco enquanto que o fluxo As bombas são tipicamente projetadas com
de uma bomba reciprocante não mudará nada. as melhores tolerâncias possíveis para obter
Mas por que existe uma diferença entre as curvas a eficiência e capacidade de sucção mais
de bombas para bombas reciprocantes e bombas alta possível. Entretanto, em alguns casos, é
rotativas? A superfície da face de vedação real é necessário aumentar as tolerâncias, por
maior para bombas rotativas do que para bombas exemplo, quando as bombas têm que lidar com
reciprocantes. Então, apesar de as duas bombas líquidos altamente viscosos, líquidos contendo
serem projetadas com as mesmas tolerâncias, a partículas e líquidos de alta temperatura.
perda da bomba rotativa é maior.
As bombas de deslocamento vibram, o que
significa que o volume do fluxo dentro de um
ciclo não é constante.
A variação no fluxo e a velocidade levam à
flutuação de pressão devido à resistência no
sistema de tubulação e nas válvulas.

24
Bombas dosadoras
As bombas dosadoras pertencem à família de bombas
de deslocamento positivo e tipicamente é do tipo de
diafragma. As bombas de diafragma não apresentam
vazamento por que o diafragma forma uma vedação
entre o líquido e os arredores.

A bomba de diafragma está equipada com duas


válvulas de retenção – uma no lado de sucção e
uma no lado de descarga da bomba. Em relação
às bombas de diafragma menores, o diafragma é
ativado pela biela, que é conectada a um eletroímã.
Com isso, a bobina recebe a quantidade exata de
cursos necessários, consulte a figura 1.2.21.

Em relação às bombas de diafragma maiores, o


Fig. 1.2.20: Bomba dosadora
diafragma é tipicamente montado na biela, que é
ativado por um eixo de comando. O eixo de comando
é girado por meio de um motor assíncrono padrão,
consulte a figura 1.2.22.

O fluxo de uma bomba de diafragma é ajustado


alterando a extensão do curso e/ou a frequência
dos cursos. Se for necessário aumentar a área de
operação, os conversores de frequência podem
ser conectados às bombas de diafragma maiores,
consulte a figura 1.2.22.

Há outro tipo de bomba de diafragma. Neste Fig.1.2.21: Mola de retorno da solenoide


caso, o diafragma é ativado por uma biela
excentricamente acionada por um motor
escalonador ou motor assíncrono, figuras 1.2.20
e 1.2.23. Ao usar o acinamento de um motor
escalonador, a área dinâmica da bomba aumenta
+

e melhora sua precisão consideravelmente. Com


esta construção, não é mais necessário ajustar
a extensão do curso da bomba por que a biela é 1.2.22: Mola de retorno
montada diretamente no diafragma. O resultado de acionamento do came
é que as condições de sucção são otimizadas e os
recursos de operação são excelentes.

Portanto, é simples controlar os lados de sucção


e de descarga da bomba. Comparado às bombas +
de diafragma com acionamento eletromagnético
tradicional que fornecem pulsações potentes,
bombas de diafragma acionadas por motor
escalonador possibilitam obter uma dosagem de 1.2.23: Acionamento da manivela
aditivo mais estável.

25
Capítulo 1. Desenho de bombas e motores

Seção 1.3: Retentores do eixo mecânico


1.3.1 Componentes e função do retentor do eixo mecânico
1.3.2 Vedações de eixo balanceado e não balanceado
1.3.3 Tipos de retentores de eixos mecânicos
1.3.4 Combinações de materiais da face do retentor
1.3.5 Fatores que afetam o desempenho do retentor
Seção 1.3
Retentores de eixos mecânicos

A partir da metade da década de 1950 os reten-


tores de eixos mecânicos ganharam terreno em
favor do método de vedação tradicional l- Caixa
de empanque. Comparados às caixas de empan-
que, os retentores dos eixos mecânicos oferecem
as seguintes vantagens:

• Elas se mantêm firmes nos menores


deslocamentos e vibrações no eixo

• Eles não requerem ajuste

• As faces do retentor proporcionam uma pequena


quantidade de atrito e assim perda de potência

• O eixo não desliza sobre nenhum componente


da vedação e deste modo não é danificado por
causa de desgaste (custos de reparo reduzidos).

O retentor de eixo mecânico é a peça da bomba


que separa o líquido da atmosfera. Na figura
1.3.1 pode-se observar alguns exemplos onde
o retentor do eixo mecânico é montado em
diferentes tipos de bombas.

A maioria dos retentores de eixos mecânicos é


produzida de acordo com a norma europeia EN
12756.

Antes de escolher um retentor de eixo, há certas


coisas que você deve saber sobre o líquido e
assim a resistência do retentor ao líquido:

• Determinar o tipo de líquido

• Determinar a pressão a que o retentor de eixo


será exposto

• Determinar a velocidade a que o retentor de eixo


será exposto Fig. 1.3.1: Bombas com
retentores de eixos mecânicos
• Determinar as dimensões internas

Apresentaremos nas páginas seguintes como um


retentor de eixo mecânico funciona, os diferentes
tipos de retentor, de que tipo de material os
retentores de eixo mecânico são feitos e que fatores
afetam o desempenho dos retentores de eixos
mecânicos.

28
1.3.1 Componentes e função do
retentor de eixo mecânico
Retenetor do eixo mecânico Designação

O retentor de eixo mecânico é formado por dois Face do retentor (retentor primário)
componentes principais: uma parte giratória Retentor secundário
e uma parte estacionária; e consiste das peças Parte giratória
Mola
listadas na figura 1.3.2. A Figura 1.3.3 mostra onde Mola retentora (transmissão de torque)
as diferentes peças estão localizadas no retentor.
Base (faces do retentor, retentor primário)
Parte estacionária
Retenro estático (retentor secundário)
• A parte estacionária do retentor é fixada na
carcaça da bomba. A parte giratória do retentor Fig. 1.3.2: Componentes do retentor de eixo mecânico
é fixada no eixo da bomba e gira quando a
bomba está em operação.

• As duas faces do retentor primário são


empurradas uma contra a outra pela mola e Retentor secundário
pressão do líquido. Durante operação um filme Retentor primário Parte estacionária
líquido é produzido na lacuna estreita entre as Mola Peça giratória
duas faces do retentor. Este filme evapora antes
de entrar na atmosfera, tornando o líquido do
retentor do eixo mecânico firme, consulte a
Mola retentora
figura 1.3.4.

• O retentor secundário impede que haja Eixo


vazamento entre a montagem e o eixo.

• A mola une as faces do retentor mecanicamente. Retentor secundário


Retentor primário
• A mola retentora transmite torque do eixo para
o retentor. Em relação aos retentores de eixo Fig. 1.3.3: Principais componentes do retentor do eixo
mecânico
dos foles mecânicos, o torque é transferido
diretamente pelos foles.

Força líquida
Evaporação inicia
Lacuna de vedação Força da mola Vapor

Durante a operação, o líquido forma um Filme de lubrificação


filme lubrificante entre as faces da vedação.
Este filme lubrificante consiste de um filme
hidrostático e um filme hidrodinâmico.

• O elemento hidrostático é gerado pelo líquido


bombeado que é forçado para dentro da lacuna
Fig. 1.3.4: Retentor do erixo mecânico em operação
entre as duas fases.

• O filme lubrificante hidrodinâmico é criado


pela pressão gerada pela rotação do eixo.

29
Seção 1.3
Retentores do eixo mecânico

1.3.2 Vedações de eixos balanceadas


e não balanceadas
Para obter uma pressão de face aceitável
entre as faces de vedação primárias, há dois
tipos de vedação de eixo: balanceada e não
balanceada.

Vedação de eixo balanceada


A figura 1.3.6 mostra uma vedação de
Fig. 1.3.5: Relação ideal entre as propriedades de
eixo balanceada indicando onde as forças
lubrificação fina e vazamento limitado
interagem sobre a vedação.
A espessura do filme lubrificante depende
da velocidade da bomba, da temperatura Vedação de eixo não balanceada
do líquido, da viscosidade do líquido e das A figura 1.3.7 mostra uma vedação de eixo
forças axiais da vedação de selo mecânico. não balanceada indicando onde as forças
O líquido é constantemente trocado na lacuna de interagem sobre a vedação.
vedação por causa
Área de Contato das
Área de Contato das faces da vedação
• da evaporação do líquido para a atmosfera Forças da mola faces da vedação
Forças hidráulicas
Forças hidráulicas
• movimento circular do líquido
A B
A B
A figura 1.3.5 mostra relação ideal entre as
propriedades de lubrificação fina e vazamento
limitado. Como se pode observar, a relação ideal é
quando o filme de lubrificação cobre toda a lacuna
de vedação, exceto por uma zona de evaporação
Fig. 1.3.6: Interação de Fig. 1.3.7: Interação de
estreita próximo ao lado atmosférico da vedação de forças sobre a vedação forças sobre a vedação
selo mecânico. de eixo balanceada de eixo não balanceada

Vazamentos devido a depósitos nas faces da vedação


são observados com frequência. Ao usar refrigerantes,
os depósitos são criados rapidamente pela evaporação Várias forças diferentes causam um impacto
no lado de atmosfera da vedação. Quando o líquido axial sobre as faces da vedação. A força da
evapora na zona de evaporação, sólidos microscópicos mola e a força hidráulica do líquido bombeado
no líquido permanecem na lacuna de vedação como pressionam a vedação enquanto que a força
depósitos criados por desgaste. do filme lubrificante na lacuna de vedação
Estes depósitos são observados em muitos tipos de neutraliza isso. Em relação à alta pressão do
líquidos. Mas quando o líquido bombeado tem a líquido, as forças podem ser tão potentes
tendência para cristalização, isso pode se tornar um que o lubrificante na vedação não consegue
problema. A melhor maneira de prevenir o desgaste é neutralizar o contato entre as faces da vedação.
selecionar faces de vedação feitas de material rígido, Como a força hidráulica é proporcional à área
como carboneto de tungstênio (WC) ou carboneto que a pressão do líquido afeta, o impacto axial
de silício (SiC). pode ser reduzido somente conseguindo uma
A estreita lacuna de vedação entre estes materiais redução da área com pressão.
(aprox. 0.3 μm Ra) minimize o risco de sólidos
entrarem na lacuna de vedação, minimizando com
isso a quantidade de acúmulo de depósitos.

30
A razão de balanceamento (K) de uma vedação de selo
0 20 40 60 80 100
mecânico é definida como a relação entre a área A e a Taxas de120desgaste140ocomparativas válidas para água
Temperatura ( C)
área (B) : K=A/B K = 1.15
K = 1.00
K = Razão de balanceamento K = 0.85

A = Área exposta à pressão hidráulica


B = Área de contato das faces da vedação

Para vedações de eixo balanceadas, a razão de


balanceamento geralmente é K=0.8 e para vedações
de eixo não balanceadas a razão de balanceamento
normalmente é K=1.2. 0 20 40 60 80 100 120 140
Temperatura (oC)
Fig. 1.3.8: Taxa de desgaste para razões diferentes
1.3.3 Tipos de vedações de selo mecânicos de balanceamento
K = 1.15
K = 1.00
Apresentamos abaixo uma descrição breve dos K = 0.85

principais tipos de vedações de eixos: anel de vedação,


fole de vedação e a vedação de uma unidade – o
cartucho de vedação. Fig. 1.3.9: Anel de
vedação
Anéis de vedação Vantagens e desvantagens
Em um anel de vedação, a vedação entre o eixo do anel de vedação
giratório e a face de vedação giratória é feita através Vantagens:
de um anel de vedação (figura 1.3.9). O anel de Apropriado para líquidos
vedação deve ser capaz de deslizar livremente na quentes e aplicações de
alta pressão
direção axial para absorver deslocamentos axiais como
resultado das mudanças de temperatura e desgaste. Desvantagens:
O posicionamento Incorreto do assentamento Depósitos no eixo, como
ferrugem, podem impedir
estacionário pode resultar em atrito, resultando em o movimento axial do anel
desgaste necessário no anel de vedação e no eixo. de vedação
Os anéis de vedação são feitos de diferentes tipos de
borracha como NBR, EPDM e FKM, dependendo das
condições operacionais.

Vedação de fole Fig. 1.3.10: Vedação de


Vedação de fole de borracha com
Uma característica comum das vedações de foles é geometria de foles dobráveis fole de borracha
um fole de metal ou borracha que funciona como Vantagens e desvantagens
um elemento de vedação dinâmico entre o anel da vedação de fole de
giratório e o eixo. borracha

Vantagens:
Vedações de foles de borracha Insensível a depósitos,
Os foles de vedação de borracha (consulte a figura como ferrugem, no eixo
1.3.10) podem ser feitos com diferentes tipos de Apropriada para bombear
borracha, como NBR, EPDM e FKM, dependendo das líquidos contendo sólidos
condições operacionais. Dois princípios geométricos
Desvantagens:
diferentes são usados para o desenho dos foles de Imprópria para líquidos
borracha: quentes e aplicações de
alta pressão
• Foles de rolo
• Foles dobráveis.

31
Seção 1.3
Retentores de eixos mecânicos

Vantagens e
desvantagens da
Vedações de fole de metal vedação de fole de
cartucho de metal
Em uma vedação de selo mecânico comum, a
Vantagens:
mola produz a força de fechamento necessária Insensíveis a depósitos,
para fechar as faces da vedação. Em uma como ferrugem e cal
vedação de fole de metal (figura 1.3.11) a mola no eixo
foi substituída por fole de metal com uma força Apropriada para líquidos
semelhante. O fole de metal atua tanto como quentes e aplicações de
alta pressão
uma vedação dinâmica entre o anel giratório
e o eixo e como uma mola. O fole possui uma Baixa razão de
balanceamento leva a
quantidade de ondulações que proporciona a baixa taxa de desgaste e
eles o força desejada. consequentemente vida
mais longa
Fig. 1.3.11: : Vedação de Desvantagens:
fole com cartucho de metal Falha por fadiga da
vedação de selo mecânico
pode ocorrer quando
a bomba não está
corretamente alinhada
Vedações de cartucho
Em uma vedação de selo mecânico, todas as peças Pode ocorrer fadiga como
resultado de pressões ou
formam uma unidade compacta sobre a luva temperaturas excessivas
do eixo, pronta para ser instalada. A vedação de
cartucho oferece muitos benefícios comparados
às vedações de eixos mecânicas convencionais,
figura 1.3.12. Vantagens da vedação
de cartucho:
• Manutenção fácil
e rápida

• O desenho protege as
faces da vedação

• Mola pré-carregada

Descarga • Manipulação segura

Em certas aplicações, é possível estender


o desempenho da vedação de selo mecânico Fig. 1.3.12: Vedação de cartucho
instalando uma descarga, consulte afigura
1.3.13. A descarga pode abaixar a temperatura da
vedação de selo mecânico e impedir a formação
de depósitos. A descarga pode ser instalada
internamente ou externamente. A descarga Fig 1.3.13: Dispositivo de
descarga de uma vedação
interna é feita quando um fluxo pequeno do de selo mecânico simples
lado de descarga da bomba é desviado para a
área da vedação. A descarga interna é usada
principalmente para prevenir a geração extra de
calor em aplicações de aquecimento. A descarga
externa é feita por um líquido de limpeza e é
usado para assegurar uma operação livre de
problemas ao lidar com líquidos abrasivos ou
sólidos que causam entupimento.

32
Retentores de eixos mecânicos duplos

Os retentores de eixos mecânicos duplos são usadas


quando a expectativa de vida de retentores de eixos
mecânicos simples é insuficiente devido ao desgaste
causado por sólidos ou pressões e temperaturas muito
altas / baixas. Além disso, as vedações de selo mecânicos
são usadas com líquidos tóxicos, agressivos e explosivos
para proteger os arredores. Há dois tipos de retentores
de eixos mecânicos duplos: A vedação de selo mecânico
em tandem e a vedação dupla em um arranjo sequencial. •

Vedação dupla em tandem •

Este tipo de vedação dupla consiste de retentores Fig. 1.3.14: Arranjo de vedação em tandem com

de eixos mecânicos montadas em tandem, que é circulação de liquido de resfriamento


uma atrás da outra, colocadas em uma câmara de


vedação separada, consulte a figura 1.3.14.

O arranjo de vedação em tandem deve ser equipado


com um sistema de liquido de resfriamento para

• absorver vazamento
• monitorar a taxa de vazamento
• lubrificar e resfriar a vedação para prevenir
congelamento •

• proteger contra funcionamento a seco


• estabilizar o filme lubrificante
• impedir a entrada de ar na bomba no caso de vácuo

A pressão do líquido de resfriamento deve sempre •

Fig. 1.3.15: Arranjo de vedação em tandem com


ser mais baixa que a pressão do líquido.
terminal de líquido de resfriamento

Tandem - circulação
Circulação do líquido de resfriamento via tanque
sem pressão, consulte a figura 1.3.14. O líquido de
resfriamento do tanque elevado é circulado pela
ação do termossifão e/ou ação de bombeamento na
vedação.

Tandem - terminal •

Líquido de resfriamento de um tanque elevado,


consulte a figura 1.3.15. Não dissipação de calor do •

sistema.

Tandem - drenagem •

O líquido de resfriamento flui diretamente pela câmara


de vedação para ser coletado para reuso, ou direcionado
Fig. 1.3.16: Arranjo com vedação em tandem com
para drenagem, consulte a figura 1.3.16. líquido de resfriamento para drenagem

33
Seção 1.3
Retentores de eixos mecânicos

Câmara de vedação 1.3.4 Combinações de materiais da face


Barreira de com barreira de
pressão do líquido pressão do líquido
da vedação
Apresentamos abaixo a descrição das combinações
de materiais mais importantes usadas em
retentores de eixos mecânicos para aplicações
industriais: Carboneto de tungstênio/carboneto
de tungstênio, carboneto de silício/carboneto de
silício e carboneto de carbono/ tungstênio ou
carboneto de carbono/silício.

Carboneto de tungstênio/carboneto de
tungstênio (WC/WC)
Carboneto de tungstênio cementado cobre o tipo
de metais duros que são baseados em uma fase do
carboneto de tungstênio duro (WC) e geralmente
uma fase de aglutinante metálico mais macio. O
• termo correto é carboneto de tungstênio cementado,
entretanto, o termo abreviado para carboneto de
tungstênio (WC) é usado para conveniência.
WC com liga de cobalto (Co) é somente resistente à
corrosão na água se a bomba incorporar base metal
Líquido bombeado
como ferro fundido.
Fig. 1.3.17: Arranjo de vedação sequencial WC com liga de crômio-níquel-molibdênio é tem
resistência à corrosão igual à EN 14401.
WC sem ligas sinterizadas tem a resistência à
corrosão mais elevada. Entretanto, a resistência à
corrosão em líquidos, como hipoclorito não é tão
Vedação dupla sequencial alta. O par de materiais WC/WC possui as seguintes
Este tipo de vedação é a solução ideal para características:
manipular líquidos abrasivos, agressivos, explosivos
que causariam desgaste, dano ou bloqueio em uma • Extremamente resistente a desgaste
vedação de selo mecânico. • Muito robusto, resiste à manipulação bruta
• Propriedades de funcionamento a seco
A vedação dupla sequencial consiste de duas deficientes. No caso de funcionamento a seco, a
vedações de eixos montadas em sequência em temperatura aumenta para várias centenas
uma câmara de vedação separada, consulte a de graus Celsius em poucos minutos e
figura 1.3.17. Este tipo de vedação protege o consequentemente danifica os anéis de vedação.
ambiente ao redor e as pessoas que trabalham
com a bomba. Se determinada temperatura e pressão forem
excedidas, a vedação pode gerar ruído. Ruído é uma
A pressão na câmara de vedação dever 1-2 bares indicação de condições operacionais deficientes
mais alta que a pressão da bomba. A pressão pode que a longo prazo podem causar desgaste na
ser gerada por: vedação. Os limites de uso dependem do diâmetro
e desenho da face da vedação.
• Uma fonte de pressão separada existente.
Muitas aplicações incorporam sistemas Para uma combinação da face da vedação WC/WC,
pressurizados. o período de tempo esperado para aparecimento
de ruído pode durar de 3-4 semanas, embora
• Uma bomba separada, por exemplo, bomba tipicamente, não há ocorrência de ruído nos
dosadora. primeiros 3-4 dias.
34
Carboneto de silício/carboneto de silício WC/WC.
(SiC/SiC) Consequentemente, em água quente Q 1P / Q 1P
combinação gera menos ruído que a combinação
Carboneto de silício/carboneto de silício (SiC/SiC) WC/WC. Entretanto, o ruído de vedações de SiC
é uma alternativa para o WC/WC e é usada onde poroso é esperado durante o período de desgaste de
a resistência à corrosão mais elevada é necessária. amaciamento de 3 a 4 dias.
G
A combinação de materiais SiC/SiC possui as Q 1 SiC auto-lubrificante, sinterizado
seguintes características:
Variantes materiais SiC contendo lubrificantes secos
• Material muito frágil que exige manipulação estão disponíveis no mercado. A designação Q1
G

cuidadosa aplica-se ao material SiC, que é apropriado para uso


em água destilada ou desmineralizada, como oposto
• Extremamente resistente à água aos materiais acima.

• Resistência à corrosão extremamente boa. Os limites de pressão e temperatura de Q 1G / Q 1G


SiC (Q 1s, Q 1P e Q 1G ) corrosão difícil, são similares a do Q 1P / Q 1P.
independente
do tipo de líquido bombeado. Entretanto, a Os lubrificantes secos, por exemplo grafite, reduzem
exceção é água com condutividade deficiente, o atrito no caso de funcionamento seco, que é de
como água desmineralizada, que ataca as importância decisiva para a durabilidade de uma
variantes SiC Q 1s e Q 1P, enquanto que Q 1G é vedação durante o funcionamento a seco.
resistente à corrosão neste líquido
Características do carboneto de carbono/
• No geral, estas combinações de materiais tungstênio ou carbono/silício
possuem propriedades deficientes para
funcionamento a seco. Entretanto, o material Vedações com uma face de carbono possuem as
Q 1G / Q 1G material suporta um período de seguintes características:
funcionamento a seco limitado por causa do
conteúdo de grafite no material • Material muito frágil que exige manipulação
cuidadosa
Para finalidades diferentes, há diversas variantes de
SiC/SiC: • Desgaste por líquidos contendo partículas sólidas

Q 1s, SiC de granulação fina e sinterização direta • Boa resistência à corrosão

SiC de granulação fina de sinterização direta com • Boas propriedades de funcionamento a seco
uma pequena de poros minúsculos. (funcionamento a seco temporário)

Por alguns anos, esta variante de SiC foi usada como • As propriedades auto-lubrificantes do carbono tornam
material padrão para vedação selo mecânico. Os limites a vedação apropriada para uso mesmo em condições de
de pressão e temperatura são ligeiramente menores que lubrificação insatisfatórias (alta temperatura) sem geração
aqueles do WC/WC. de ruído. Entretanto, estas condições causarão desgaste na
P face de carbono da vedação levando à redução da vida útil.
Q 1 , SiC de granulação fina, sinterizado, poroso O desgaste depende da pressão, temperatura, diâmetro
líquido e desenho da vedação. Velocidades básicas
É uma variante do SiC de sinterização densa. Esta reduzem a lubrificação entre as faces da vedação; como
variante de SiC possui poros fechados circulares resultado, pode se esperar aumento de desgaste. Entretanto,
grandes. O grau de porosidade é de 5-15% e o normalmente este não é o caso porque a distância
tamanho dos poros é 10-50 μm Ra. que as faces da vedação têm para se mover é reduzida.
Os limites de pressão e temperatura excedem aqueles do
35
Seção 1.3
Retentores de eixos mecânicos

• Carbono impregnado de metal (A) oferece • Ação centrífuga de bombeamento das peças
resistência à corrosão limitada, mas resistência giratórias. O consume de energia aumenta
mecânica melhorada, condutividade de calor e dramaticamente com a velocidade da rotação
desse modo, redução do desgaste (para a terceira energia).

• Com resistência mecânica reduzida, mas maior • Atrito da face da vedação. O atrito entre as duas
resistência à corrosão, carbono impregnado faces da vedação consiste de
de resina sintética (B) cobre um campo amplo – atrito no filme de do líquido fino
de aplicações. O carbono impregnado de resina – atrito devido aos pontos de contato entre as
sintética é aprovado para água potável faces da vedação.

• O uso de carbono/SiC para aplicações com água O nível de consumo de energia depende do desenho
quente pode causar bastante desgaste no SiC, da vedação, condições de lubrificação e materiais
dependendo da qualidade do carbono e da água. da face da vedação.
Este tipo de desgaste se aplica ao Q1S/carbono.
O uso de Q1P, Q 1G ou carbono/ WC causa Perda de energia (W)
250
muito menos desgaste. Assim, carbono/ WC,
carbono/Q1P ou carbono/Q1G para sistemas de
Perda de energia (W)
250
200

água quente 200


150

150
100
3600
100
50 3600

1.3.5 Fatores que afetam o desempenho 50


0
da vedação 0 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000
0 2000 4000 6000 8000 Velocidade
10000 (rpm) 12000
Velocidade (rpm)
Como mencionado anteriormente, nenhuma
Ação de
vedação é totalmente pressionada. Nas próximas Fig. 1.3.18: Consumo de energia de uma Ação de
bombeamento
páginas, apresentaremos os fatores que têm vedação de selo mecânico de 12 mm bombeamento
Atrito
Atrito
impacto sobre o desempenho da vedação:
Consumo de energia, ruído e vazamento. Estes
fatores serão apresentados individualmente.
A figura 1.3.18 é um exemplo típico de consumo de
Entretanto, é importante destacar que eles estão
energia de uma vedação de selo mecânico. A figura
intimamente relacionados e assim sendo, devem
mostra que o atrito de até 3600 rpm é o motivo
ser considerados como um todo.
principal do consumo de energia da vedação de selo
mecânico.

Consumo de energia O consumo de energia é, principalmente em relação


às caixas de espanque, um problema importante.
Não é novidade que a vedação precisa de energia Como se observar no exemplo, substituir uma caixa
para girar. Os seguintes fatores contribuem para o de empanque por uma vedação de selo mecânico
consume de energia, que é a perda de energia de leva a uma economia de energia considerável,
uma vedação de selo mecânico: consulte a figura 1.3.19.

36
Ruído
Bomba padrão 50 mLC; eixo 50 mm e 29OO rpm
A escolha dos materiais da face da vedação Consumo de energia
é decisiva para o funcionamento e vida da Caixa de empanque 2.0 kWh
vedação de selo mecânico. A geração de ruído Ved. selo mecânico 0.3 kWh
é resultado das condições de lubrificação
Vazamento
deficientes em vedações que manipulam
Caixa empanque 3.0 l/h (quando montada corretamente)
líquidos de baixa viscosidade. A viscosidade da
Ved. selo mecânico 0.8 ml/h
água diminui com o aumento da temperatura.
Isto significa que as condições de lubrificação Fig. 1.3.19: Caixa de empanque versus vedação de
diminuem conforme a temperatura aumenta. selo mecânico
Bar
Se o líquido bombeado atinge ou excede a
temperatura de ebulição, o líquido25 na parte
da face da vedação evapora, que resulta em Ruído
um diminuição adicional nas 20condições de
Faixa de operação
Bar

lubrificação. Uma redução na velocidade


15
tem o
25
mesmo efeito, consulte a figura 1.3.20.
10 Ruído
20
Faixa de operação
5

15

Vazamento 0
10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 °C
10
Velocidade 3000 rpm
Inversamente, menos vazamento significa Velocidade 1800 rpm
5
piores condições de lubrificação e aumento Velocidade 1200 rpm
de atrito. Na prática, a quantidade de Velocidade 600 rpm
0
vazamento de perda de energia que ocorre 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 °C

nas vedações de selo mecânicos pode variar. Fig. 1.3.20: Relação entre faixa de operação
Velocidade 3000 rpm
O motivo é que o vazamento depende de fatores e velocidade
Velocidade 1800 rpm
que são impossíveis de quantificar teoricamente Velocidade 1200 rpm
por causa do tipo das faces da vedação, tipo de Velocidade 600 rpm
líquido, mola, carga,etc. Portanto, a figura 1.3.21
deve ser entendida como uma orientação.

Para a leitura correta da curva da taxa de


vazamento (figura 1.3.21), é necessário seguir
os quatro passos abaixo:

Passo 1: Ler a pressão – neste caso 5 bares

Passo 2: Vedação não balanceada de 30 mm

Passo 3: Velocidade 3000 rpm

Passo 4: Taxa de vazamento 0,06 ml/h

Fig. 1.3.21: Taxas de vazamento

37
Capítulo 1. Desenho de bombas e motores

Seção 1.4: Motores


1.4.1 Normas
1.4.2 Partida no motor
1.4.3 Tensão de alimentação
1.4.4 Conversor de frequência
1.4.5 Proteção do motor
Seção 1.4
Motores

Motores são usados em muitas aplicações ao redor


do mundo. A finalidade de um motor elétrico é
criar rotação, ou seja, converter energia elétrica em
energia mecânica. As bombas funcionam com energia
mecânica que é fornecida por motores elétricos.

Fig. 1.4.1: Motor elétrico

1.4.1 Padrões

Fig. 1.4.2: Padrões NEMA e IEC

NEMA
A National Electrical Manufacturers Association IEC
(NEMA) estabelece padrões para uma ampla gama A International Electrotechnical Commission
de produtos elétricos, incluindo motores. A NEMA (IEC) estabelece padrões para motores usados
está principalmente associada a motores usados na em muitos países do mundo. O padrão IEC 60034
América do Norte. Os padrões representam as práticas contém os práticas elétricas recomendadas que
industriais gerais e são apoiados pelos fabricantes foram desenvolvidos pelos países participantes
de equipamentos elétricos. Os padrões podem ser da IEC.
encontrados na Publicação de Padrões da NEMA No.
MG1. Alguns motores grandes podem não se encaixar
nas padrões da NEMA.

40
Diretrizes e métodos de proteção – motores Ex
Usuário Fabricante

ATEX (ATmosphère EXplosible) refere-se a duas Equipamento


Categoria 3
diretrizes européias sobre risco de explosão (3G/3D)

dentro de áreas diferentes. A diretriz ATEX envolve Zona: Equipamento


2 ou 22 Categoria 2
equipamento elétrico, mecânico, hidráulico e Zona: (2G/2D)
1 ou 21
pneumático. Quanto ao equipamento mecânico, os Risco Zona: Equipamento
Constante 0 ou 20 Categoria 1
requisitos de segurança na diretriz ATEX asseguram Zona: (1G/1D)
1 ou 21
que os componentes de bombas, como vedações Risco Zona:
Potencial 2 ou 22
de eixos e rolamentos não aquecem e inflamam
gás e poeira. A primeira diretriz ATEX (94/9/ EC) Risco
Menor
trata de requisitos para equipamentos para uso
em áreas com risco de explosão. O fabricante deve Zonas:
Gás (G): 0, 1 e 2
Poeira (D): 20, 21 e 22
satisfazer os requisitos e classificar seus produtos
em categorias. A segunda diretriz ATEX (99/92/EC)
trata dos requisitos mínimos de segurança e saúde Fig 1.4.3: : A ligação entre as zonas e categorias de
equipamentos é um requisito mínimo Se as regras
que o usuário deve satisfazer, ao trabalhar em nacionais forem mais rígidas, elas são aquelas que
áreas com risco de explosão. Diferentes técnicas devem ser seguidas.
são usadas para prevenir que o equipamento
elétrico se torne uma fonte de ignição. No caso de
motores elétricos, os tipos de proteção d (à prova de
fogo), e (segurança aumentada) e nA (sem faíscas) Fig 1.4.4: A explosão
ocorre dentro do motor
são aplicados em relação a gás e DIP (a prova de e levado para fora do
ignição por poeira) é aplicado em relação à poeira.. motor pelas passagens de
chamas. A classificação
da temperatura para
Motores a prova de fogo motores à prova de fogo
é válida para superfícies
proteção tipo EExd (de) externas.
Em primeiro lugar, motores a prova de fogo
EExd (tipo de) são equipamentos de categoria
2G para uso na zona 1. A carcaça do estator e
as flanges isolam as peças do motor a prova de
fogo que podem incendiar em uma atmosfera
potencialmente explosiva. Devido ao isolamento, Fig 1.4.5: Para maior
segurança, não
o motor é capaz de suportar a pressão que pode ocorrer faíscas
acompanha a explosão de uma mistura explosiva nos motores EExe.
dentro do motor. A propagação da explosão para a A classificação da
temperatura cobre as
atmosfera ao redor do isolamento é assim evitada, superfícies internas e
pois a explosão é resfriada através das passagens externas.
de chamas. O tamanho das passagens é definido
na norma EN 50018. A temperatura da superfície
do isolamento a prova de fogo deve estar sempre
de acordo com as classes de temperatura.

Motores de segurança aumentada


proteção tipo EEx (e) Fig 1.4.6: Com motores
Motores de segurança aumentada (tipo e) são sem faísca ExnA,
equipamentos categoria 2G para uso na zona 1. Estes provavelmente não
ocorre ignição.
motores não são a prova de fogo e não construídos
para suportar uma explosão interna. A construção
deste motor é baseada na segurança contra

41
Seção 1.4
Motores

possíveis temperaturas excessivas e ocorrência 2D/categoria 2 equipamentos


de faíscas e arcos durante a operação normal e De modo a evitar que a eletricidade estática cause
quando um erro previsível ocorre. A classificação ignição, a ventoinha de arrefecimento numa
de temperatura para segurança aumentada dos categoria de motor 2 DIP para uso em zona 21
motores é válida tanto para superfície interna (área com perigo potencial de explosão) é feito
quanto externa, e portanto é importante observar de metal. Da mesma forma, para minimizar o
a temperatura de enrolamento do estator. risco de ignição, o terminal de terra externo está
sujeito a exigências de construção mais severas.
Motores antifaíscas – proteção tipo Ex(nA) A temperatura externa da superfície do recinto
Motores antifaíscas (tipo nA) são equipamento é a que está indicada na placa do motor e
categoria 3G para uso em zona 2. Esses motores corresponde ao desempenho de funcionamento
não podem de maneira alguma inflamar uma durante as piores condições permitidas para
atmosfera potencialmente explosiva em operação o motor. Motores para uso na zona 21 (área
normal ver figura 1.4.6. com perigo potencial de explosão) tem que ser
protegido IP65, que é completamente protegido
Prova de Poeira Inflamável (DIP) contra poeira.
Dois tipos de motores de Prova de Poeira
Inflamável existem: 2D/categoria 2 equipamentos 3D/categoria 3 equipamentos
e 3D/categoria 3 equipamentos.

Padrões Uso em ATTEX


Tipo de
Código CENELEC IEC categoria/ Principio Aplicação
proteção
EN 60079 Zona
Requisitos
- 50014 -0 - Requisitos elétricos básicos Todos equipamentos
gerais

Categoria 2 Componentes elétricos imersos em óleo


Imersão Óleo o 50015 -6 Zona 1
excluindo atmosfera explosiva de ignição Transformadores

Equipamento do receptáculo é purgado


Categoria 2 Comutação e
para remover atmosfera explosiva e
Pressurizado
r p 50016 -2 Zona 1 pressurizado para evitar o ingresso da
gabinetes de controle,
motores graneds
atmosfera circundante

Categoria 2 Partes elétricas são circundadas com pó Aparelhos elétricos, ex.


Preenchido pó q 50017 -5 Zona 1
por ex. quartzo para evitar contato com
capacitores, fusíveis.
atmosfera explosiva

Categoria 2 Equipamento elétrico do receptáculo o qual, Motores CA, painéis de


À prova de fogo d 50018 -1 Zona 1
se há uma explosão interna não inflamará controle, equipamentos
a atmosfera circundante de iluminação

Métodos adicionais são usados para Motores CA, terminais


Maior Categoria 2 eliminar arcos, fagulhas, e superfície quente e cx. de conexão, equip.
e 50019 -7 Zona 1 capaz de inflamar atmosfera inflamável de iluminação, motores
segurança
tipo gaiola de esquilo

ia Categoria 1 Energia elétrica em no equipamento está Equipamento de


50020 - 11 Zona 0
Segurança limitada de modo que os circuitos não medida e controle, por
Intrínseca Categoria 2 podem inflamar uma atmosfera por faíscas ex. sensores,
ib 50020 - 11 Zona 1 ou aquecimento instrumentação

Categoria 2 Componentes elétricos incorporados em Aparelhos de medida


Encapsulamento m 50028 - 18 Zona 1
material aprovado para evitar contato com e controle, válvulas
atmosfera explosiva solenoides

Tipo de Categoria 3 Motores CA, caixas


nA 50021 - 15 Zona 2
Sem formação de arco e sem faísca terminais, aparelhos
protec
proteção de iluminação
Nota: Grupo II Atmosferas Pó são cobertas pela CENELEC EN 50281-1 E EN 50281-2

Fig 1.4.7: Padrões e métodos de proteção

42
A temperatura indicada na categoria 3
motor DIP para uso em zona 22 (áreas com Motor com
Motor com
menos perigo de explosão) corresponde ao Motor de flange de
flange de
montagem em fixação
desempenhos de funcionamento sob as piores fixação com
pedestal com flange
flange de
condições permitidas para aquele motor de orifício
orifício livre
especifico. Um motor para uso em zona 22 tem roscados
que ser protegido IP 55, que é protegido contra IM B3 IM B5 IM B14
poeira. A proteção IP é a única diferença entre IM 1001 IM 3001 IM 3601
equipamento categoria 2D e equipamento
categoria 3D.

Montagem IM B35 IM V1 IM V18


(Montagem Internacional – IM) IM 2001 IM 3011 IM 3611

Existem três modos diferentes de montagem:


motor de montagem em pedestal, motor
com flange de fixação com flange de orifício
livre (FF) e motor com flange de fixação com
flange de orifício roscados (FT). A figura 1.4.8
mostra as diferentes formas de montagem Fig 1.4.8: Diferentes tipos de montagem
de um motor e as normas que se aplicam
para as fixações. A montagem de motores
é estabelecida de acordo com os seguintes
padrões:

• IEC 60034-7 Código I, ou seja. designação IM


seguida pelo código DIN 42590 anteriormente
usado

• IEC 60034-7, Código II

Classe de proteção
(Proteção contra a Entrada – IP)

A classe de proteção determina os graus


de proteção do motor contra a entrada de
objetos sólidos e água. A classe de proteção
é determinada por meio de duas letras IP
seguidas por dois dígitos, por exemplo IP55.
O primeiro dígito corresponde a proteção
contra contato e entrada de objetos sólidos e o
segundo digito a proteção contra a entrada de
água, ver figura 1.4.9.

Furos de drenagem permitem a fuga de água


que possa ter entrado no estator, por exemplo,
por condensação.
Quando o motor está instalado num ambiente Fig 1.4.9: A classe de proteção é determinada por meio de
úmido, o furo da drenagem inferior deve ser dois dígitos IP seguidos por duas letras; por exemplo IP55
aberto. Abrir o furo de drenagem muda de
classe da caixa do motor de IP55 para IP44.
43
Seção 1.4
Motores

Tamanho do chassi

Figura 1.4.11 dá uma visão geral da relação


entre o tamanho do chassi, extremidade do
eixo, potencia do motor e tipo de flange
e tamanho. Para motores de tamanho de
chassi 63 até e incluindo 315M. a relação está
especificada em EN 50347. Para motores com
tamanho de chassi 315L e maior, nenhum 100mm
padrão cobre esta relação. A figura mostra B3
onde no motor os diferentes valores que
formam o tamanho do chassi são medidos.
140 mm
Flanges e extremidade do eixo estão de IEC 100L (Neste caso L = 140 mm)
acordo com EN 50347 e IEC 60072-1. Algumas Distância entre
bombas têm um acoplamento, o que requer orifícios
Fig 1.4.10: Tamanho chassi
uma extremidade de eixo do motor lisa ou
uma extensão do eixo especial que não está
definido nas normas.

Classe de Isolamento

A classe de isolamento é definida na norma


IEC 60085 e diz algo sobre o quanto robusto
o sistema de isolamento é para temperaturas.
A vida de um material isolante é altamente
dependente da temperatura à qual ele
é exposto. Os vários materiais e sistemas
isolantes estão classificados em classes de
isolamento dependendo de suas habilidades
a resistir a altas temperaturas.
Temperatura Aumento máximo Zona de Temperatura
Classe ambiente máxima de temperatura sobretemperatura máx. de enrolamento
(°C) (K) (K) (Tmax) (°C)

B 40 80 10 130
F 40 105 10 155
H 40 125 15 180

Fig 1.4.12: Diferentes classes de isolamento e seus


aumentos de temperatura em voltagem nominal e carga

44
Fig 1.4.11: A relação entre o tamanho do chassi e entrada de energia

45
Seção 1.4
Motores

1.4.2 Inicialização do motor


Distinguimos entre modos diferentes de
inicialização do motor: partida direto, partida
estrela-triângulo, partida por autotransformador,
partida suave e partida conversor de frequência.
Cada um desses métodos tem seus prós e contras,
ver figura 1.4.13.

Fig 1.4.13: Método de inicialização

Partida direta Inicialização por autotransformador

Como o nome sugere, a partida direta significa Como o nome indica, a inicialização
que o arranque do motor é feito diretamente por autotransformador utiliza um
conectado diretamente à fonte na tensão nominal. autotransformador. O autotransformador é
A partida direta é adequada para fornecimentos colocado em série com o motor durante a partida
estáveis e mecanicamente rígido e sistema de e varia a tensão para cima até tensão nominal
eixo bem dimensionados, por exemplo bombas. entre dois a quatro passos.
Sempre que formos aplicar o método de partida
direta é importante consultar a autoridades locais. Partida suave

Partida estrela-triângulo Uma partida suave é, como você esperaria, um


dispositivo que garante uma partida suave de
O objetivo deste método de inicialização, que um motor. Isso é feito pelo aumento da tensão
é usado em motores de indução trifásicos, é até um tempo de aumento de tensão pré-
reduzir a corrente de inicialização. Numa posição, determinado.
o fornecimento de corrente para os enrolamentos
do estator é conectado em estrela (Y) para a Partida por conversor de frequência
inicialização. Em outras posições, o fornecimento
de corrente é reconectado aos enrolamentos em Conversores de frequência são designados para
delta (Δ) uma vez que o motor ganhou velocidade. alimentação continua de motores, mas eles
também podem ser usado para partida suave.
46
1.4.3 Tensão de alimentação
A tensão nominal do motor encontra-se
dentro de certo intervalo de tensão. A figura
1.4.14 mostra exemplos típicos de tensão para
motores de 50 Hz e 60 Hz.

De acordo com a norma internacional IEC


60038, o motor tem que ser capaz de operar
com uma tolerância de tensão principal de ±
10%.

Para motores que são designados conforme


a norma IEC 60034-1 com uma ampla faixa
de tensão, por exemplo, 380-415V, a tensão
principal tem uma tolerância de ± 5%.

A temperatura máxima admissível para


a real classe de isolamento não é excedida
quando o motor é operado dentro da faixa de
tensão nominal. Para condições nos limites
extremos, a temperatura sobre tipicamente Fig 1.4.14: Tensões Típicas
aproximadamente 10 Kelvin..

1.4.4 Conversor de frequência


Conversores de frequência são
habitualmente usados para controlar a
velocidades das bombas, ver capitulo 4.
O conversor de frequência converte a tensão
de alimentação em uma nova tensão e
frequência, fazendo que o motor funcione
a uma velocidade diferente. Este modo de Fig 1.4.15: Tensões principais de acordo com IEC 60038
regular a frequência pode resultar em alguns
problemas:

• Ruído acústico do motor, que é às vezes


transmitido para o sistema como ruído
perturbador

• Picos de alta tensão na saída do conversor de


frequência para o motor

47
Seção 1.4
Motores

Isolamento para motores com conversor de


frequência

Em conexão com motores com conversores de


frequência, nós distinguimos entre diferentes tipos Isolamento de fase também
conhecido como papel de fase
de motores, com diferentes tipos de isolamento.

Motores sem isolamento de fase


Para motores construídos sem o uso de isolamento
de fase, tensões contínuas (RMS) acima de
460 V podem aumentar o risco de descargas
perturbadoras nos enrolamentos e, portanto, a
destruição do motor. Isso se aplica a todos os
motores construídos de acordo com esses princípios.
A operação contínua com picos de tensão acima de
650 V pode causar danos ao motor.

Motores com isolamento de fase


Em motores trifásicos, o isolamento de fase
normalmente é usado e consequentemente, Fig 1.4.16: Estator com isolamento de fase
precauções específicas não são necessárias se o
fornecimento de tensão é menor do que 500V.

Motores com isolamento reforçado


Em conexão com tensões de alimentação entre
500 V e 690V, o motor tem que ter isolamento
reforçado ou ser protegido com filtros delta U/
delta t. Para alimentação de tensões de 690V
e maiores, o motor tem que ser equipado com
ambos os filtros de isolamento reforçado delta
U/delta t.

Motores com rolamentos isolados


De modo a evitar fluxos de corrente prejudiciais
através dos rolamentos, os rolamentos do motor
tem que ser eletricamente isolados. Isso se aplica
para motores de chassi de tamanho 280 e acima.

48
Eficiência do motor Motores podem falhar por causa da
sobrecarga por um longo período e, portanto
De modo geral, motores elétricos são bastante a maioria dos motores são intencionalmente
eficientes. Alguns motores têm eficiências de superdimensionados e apenas operam entre 75% a
potencia eletricidade-para-eixo de 80-93% 80% de sua capacidade de carga total. Nesse nível
dependendo do tamanho do motor e as vezes de carga, a eficiência do motor e fator de potência
até mais altas para motores maiores. Existem permanecem relativamente altos. Mas quando a
dois tipos de perda de energia em motores carga do motor é menos do que 25%, a eficiência e
elétricos: perdas dependentes da carga e perdas fator de potencia diminuem.
independentes da carga. A eficiência do motor cai rapidamente abaixo de
certa porcentagem da carga nominal. Assim, é
Perdas dependentes da carga variam com o importante dimensionar o motor de forma que
quadrado da corrente e cobrem: as perdas associadas com o funcionamento do
• Perdas do enrolamento do estator motor muito abaixo da sua capacidade nominal
(perdas de cobre) sejam minimizadas. É comum escolher um motor
• Perdas do rotor (perdas por escorregamento) de bomba que satisfaça os requisitos de potencia
• Perdas por dispersão da bomba.
(em diferentes partes do motor)

Perdas independentes da carga no motor se 1.4.5 Proteção do motor


referem a:
• Perdas de ferro (perdas do núcleo) Os motores quase sempre são protegidos contra
• Perdas mecânicas (fricção) temperaturas abrangentes as quais podem causar danos
ao sistema de isolamento. Dependendo da construção
Diferentes classificações de motor categorizam do motor e da aplicação a proteção térmica também
motores de acordo com a eficiência. As mais pode ter outras funções, por exemplo, prevenir que
importantes são CEMEP na UE (EFF1, EFF2 e EFF3) temperaturas danosas no conversor de frequência se ele
e EPAct nos EUA. está montado no motor.

00 O tipo de proteção térmica vária com o tipo do motor.


A construção do motor juntamente com o consumo
0. 0
de potencia deve ser levada em consideração quando
0. 0 Fig 1.4.17: Eficiência escolhendo a proteção térmica. De modo geral, os
Porcento

vs fator de motores tem que ser protegidos contra as seguintes


Cos j

0.4 40 potência da carga


vs carga (desenho condições:
0 0
esquemático)
Eficiência
Fator de potencia Erros que causam aumento lento de tem-
50 5 00 5 50 peratura nos enrolamentos:
Por cento da carga nominal
• Sobrecarga lenta
• Longos períodos de inicialização
75
7 5 • Resfriamento reduzido/falta de resfriamento
• Temperatura ambiente aumentada
75
7 • Partidas e paradas frequentes
Fig 1.4.18: A relação • Flutuação de frequência
Eficiência %

entre eficiência e
5
carga nominal de • Flutuação de tensão
motores de tamanhos
diferentes (desenho Erros causando aumento rápido de temper-
esquemático)
atura nos enrolamentos:
• Rotor bloqueado
75 5 5 75 • Falha de fase
Por cento da carga nominal

49
Proteção Térmica (TP)
Interruptores térmicos e termostatos
Interruptores térmicos são pequenas chaves
De acordo com a norma IEC 60034-11, a proteção
bimetálicas que comutam devido à temperatura.
térmica do motor tem que estar indicada na
Eles estão disponíveis com uma ampla gama de
placa com a designação TP. A figura 1.4.19 mostra
temperaturas de disparo; normalmente dos tipos
uma visão geral das designações TP.
aberto e fechado. O tipo mais comum é o fechado.
Um ou dois em série são geralmente montados
nos enrolamentos como termistores e podem ser
diretamente conectados ao circuito da bobina
contator principal. Desta forma, nenhum relé é
necessário. Este tipo de proteção é mais barato
do que termistores, mas, por outro lado, é menos
sensível e não é capaz de detectar uma falha de
rotor bloqueado.

Interruptores térmicos também são conhecidos


como interruptores Thermik, Klixon e PTO
(Proteção Térmica a Abertura). Interruptores
térmicos sempre levam uma designação TP111.
Fig 1.4.19: Designações TP
Motores monofásicos
Termistores PTC Motores monofásicos normalmente vêm com
Termistores PTC (Termistores de Coeficiente de proteção térmica incorporada. A proteção
Temperatura Positiva) podem ser equipados térmica normalmente tem um restabelecimento
nos enrolamentos de um motor durante a automático. Isso sugere que o motor tem que ser
produção ou adaptados depois. Geralmente, 3 conectado à rede elétrica de um modo que garanta
PTCs são montados em série; 1 em cada fase que acidentes causados pelo restabelecimento
de enrolamento. Eles podem ser comprados automático sejam evitados.
com temperaturas de disparo variando de 90ºC
a 180ºC em 5 níveis de graus. PTCs têm que
Motores trifásicos
estar conectados a um relé de termistor, que
Motores trifásicos tem que ser protegidos de
detecta o aumento rápido na resistência do
acordo com os regulamentos locais. Este tipo de
termistor quando ele alcança sua temperatura
motor normalmente tem contatos incorporados
de disparo. Estes dispositivos são não-lineares.
para reinicialização nos circuito de controle
Na temperatura ambiente, a resistência de com
externo.
conjunto de 3 será de aproximadamente 200-300
ohms, e isso aumentará rapidamente quando ter
termistor alcança sua temperatura de disparo. Se
a temperatura aumentar mais o termistor PTC
pode atingir vários milhares de ohms. Os relés do
termistor normalmente são configurados para
disparar a 3000 ohms ou são pré-configurados
para disparar de acordo com o que a norma DIN
44082 prescreve. A designação TP para PTCs para
motores menores do que 11kW é TP 211 se os
PTCs estão ajustados nos enrolamentos. Se os
PTCs são retroajustados, a designação TP é TP 111.
A designação TP para PTCs para motores maiores
que 11 kW normalmente é TP111.

50
Aquecimento de Paralisação
O rolamento fixo na extremidade de acionamento
pode ser tanto um rolamento radial de esferas ou
Um elemento de aquecimento garante o
um rolamento de contato angular.
aquecimento de paralisação do motor. O elemento
de aquecimento é especialmente usado em
As folgas e tolerâncias de rolamentos são
conexão com aplicações que trabalham com apresentadas de acordo com ISO 15 e ISO
umidade e condensação. Ao utilizar o aquecimento 492. Como os fabricantes de rolamentos tem
de paralisação, o motor está mais quente do que o que cumprir estas normas, os rolamentos são
ambiente e assim, a umidade relativa do ar dentro internacionalmente permutáveis.
do motor é sempre inferior a 100%.
De modo a rodar livremente, um rolamento
de esferas deve ter certa folga interna entre a
canalização e as esferas. Sem essa folga interna,
as esferas podem ou ter dificuldade para rodar
ou ficarem presas e serem incapazes de rodar.
Por outro lado, demasiada folga interna resultará
em um rolamento instável que pode gerar ruído
excessivo ou permitir que o eixo oscile.

Dependendo de para qual tipo de bomba o motor


está adaptado, o rolamento radial de esferas
na extremidade de acionamento deve ter folga
C3 ou C4. Rolamentos com folga C4 são menos
sensíveis ao calor e tem capacidade de carga
1.4.20: Estator com elemento de aquecimento
axial aumentada.
Manutenção
O rolamento transportando as forças axiais da
O motor deve ser verificado em intervalos bomba pode ter folga C3 se:
regulares.
É importante manter o motor limpo de modo a • a bomba tem alivio hidráulico completo ou parcial
garantir a ventilação adequada. Se a bomba é • a bomba tem muitos períodos de operação breve
instalada em um ambiente empoeirado, ela deve • a bomba tem longos períodos de inatividade
ser limpa e verificada regularmente.
Rolamentos C4 são usados para bombas com
forças axiais altas flutuantes. Rolamentos de
contato angular são usados se a bomba exerce
Rolamentos fortes forças axiais unidirecionais.

Normalmente, motores têm um rolamento


bloqueado na extremidade de acionamento e
um rolamento com folga axial na extremidade
sem acionamento. A folga axial é exigida, devido
às tolerâncias de produção, expansão térmica
durante operação, etc. Os rolamentos do motor
são mantidos no lugar por arruelas de pressão
onduladas na extremidade sem acionamento, ver
figura 1.4.21.

Fig 1.4.21: Desenho de corte transversal do motor

51
Seção 1.4
Motores

Fig:1.4.22: Tipos típicos de rolamento em motores de bomba

Motores com rolamentos quanto na extremidade sem acionamento.


permanentemente lubrificados Os bocais lubrificantes são visíveis e de fácil
Para rolamentos fechados permanentemente acesso.
lubrificados, utilize um dos seguintes tipos de O motor é projetado de tal modo que:
graxa resistentes a altas temperaturas:
• há um fluxo de graxa em torno do rolamento
• Graxa a base de lítio • graxa nova entra no rolamento
• Graxa a base de poliureia • a graxa velha é removida do rolamento

As especificações técnicas devem corresponder à Motores com sistemas de lubrificação são


norma DIN – 51825 K2 ou melhor. A viscosidade fornecidos com uma instrução de lubrificação,
básica do óleo deve ser maior do que: por exemplo como uma etiqueta na tampa da
ventoinha. Além disso, as instruções são dadas
• 50 cSt (10-6m2/sec) a 40°C e nas instruções de instalação e operação.
• 8 cSt (mm2/sec) a 100°C
O lubrificante com frequência é a base de
Por exemplo, Kluberquiet BQH 72-102 com uma lítio, graxa de alta temperatura, por exemplo
razão de preenchimento de graxa de: 30 -40%. EXXON UNIREX N3 ou Shell Alvania Graxa G3. A
viscosidade básica do óleo deve ser
Motores com sistema de lubrificação
Normalmente motores de chassi com tamanho • maior que 50 cSt (10-6m2/sec) a 40°C e
160 e maiores tem bocais lubrificantes para os • 8 cSt (mm2/sec) a 100°C
rolamentos tanto na extremidade de acionamento

52
Capitulo 1. Design de bombas e motores

Seção 1.5: Líquidos


1.5.1 Líquidos viscosos
1.5.2 Líquidos não newtonianos
1.5.3 O impacto de líquidos viscosos no
desempenho de uma bomba centrifuga
1.5.4 Selecionando a bomba certa para um
liquido com anticongelante
1.5.5 Exemplo de calculo
1.5.6 Seleção de bombas assistida por
computador para líquidos densos e viscosos
Seção 1.5
Líquidos

1.5.1 Líquidos viscosos


Não há dúvida sobre isso; a água é o liquido
mais comum que uma bomba trata. Entretanto,
em várias aplicações, as bombas tem que lidar
com outros tipos de líquidos, por exemplo,
óleo, propilenoglicol, gasolina. Comparado com
água esses tipos de líquidos tem densidade e
viscosidade diferentes.

A viscosidade é a medida da espessura do


líquido.

Quanto mais alta a viscosidade mais espesso μ


ν=
o liquido. Propilenoglicol e óleo de motor são
exemplos de líquidos espessos ou de alta ρ
viscosidade. A gasolina e a água são exemplos
de líquidos finos de baixa viscosidade. ρ = densidade do líquido
Existem dois tipos de viscosidade:
• A viscosidade dinâmica (µ), que é
normalmente medida em Pa-s ou Poise. (1 Poise
= 0,1 Pa⋅s)

• A viscosidade cinemática (ν) que é


normalmente medida em centiStokes ou m2/s
(1 cSt = 10-6 m2/s)

A relação entre a viscosidade dinâmica (µ) e


a viscosidade cinemática (ν) é mostrada na
formula à direita. Fig. 1.5.1: Comparação de valores de viscosidade para
água e alguns outros líquidos. Valores de densidade e
Nas páginas a seguir, nós focaremos apenas na temperaturas também são mostrados.
viscosidade cinemática (ν).

A viscosidade de um liquido muda


consideravelmente com a alteração da
temperatura; óleo quente é mais fino do que
óleo frio, Como podemos verificar na figura
1.5.1 um liquido 50% propilenoglicol aumenta
sua viscosidade 10 vezes quando a temperatura
muda de +20 para -20ºC.
Para maiores informações relativas à
viscosidade do liquido vá ao apêndice L.

54
1.5.2 Liquidos não newtonianos Quando glicol ou um agente anticongelante
similar é adicionado ao liquido bombeado,
Os líquidos discutidos até agora são conhecidos o liquido obtém as propriedades diferentes
como fluidos newtonianos. A viscosidade de daquelas da água. O liquido terá:
líquidos newtonianos não é afetada pela magnitude
e a movimento aos quais eles estão expostos. Óleo • Ponto de congelamento mais baixo, tf [°C]
mineral e água são exemplos típicos deste tipo de • Aquecimento especifico mais baixo, cp [kJ/
líquido. Por outro lado, a viscosidade de líquidos kg.K]
não newtonianos altera quando agitados. • Condutividade térmica mais baixa, λ
[W/m.K]
Isso pede alguns exemplos: • Ponto de ebulição mais alto, tb [°C]
• Líquidos dilatantes como creme – a viscosidade • Maior coeficiente de expansão, β [m/°C]
aumenta quando agitado • Maior densidade, ρ [kg/m3]
• Maior viscosidade cinemática, ν [cSt]
• Fluidos plásticos como ketchup – tem um limite
de escoamento, o qual tem que ser excedido Essas propriedades tem que ser mantidas
antes que o fluxo inicie. Deste ponto em diante a em mente quando projetando um sistema
viscosidade diminui com um aumento na agitação e selecionando bombas. Como mencionado
anteriormente, uma maior densidade exige
• Líquidos tixotropico como pintura não gotejante potencia aumentada do motor e maior
– apresenta uma viscosidade decrescente com um viscosidade reduz a carga e taxa de fluxo
aumento na agitação da bomba e a eficiência resulta necessidade
acrescida da potencia do motor, veja figura
Os líquidos não newtonianos não estão cobertos 1.5.2.
pela fórmula de viscosidade descrita anteriormente
nesta seção.

1.5.3 O impacto de líquidos viscosos no


desempenho de uma bomba centrifuga
Líquidos viscosos, que são líquidos com viscosidade
mais alta e/ou maior densidade do que a água,
afetam o desempenho das bombas centrifugas de
diferentes formas:

• Aumenta o consumo de energia, isto é, um


motor maior pode ser exigido para desempenhar a
mesma função
Fig. 1.5.2: Carga alterada, eficiência e entrada de
• A eficiência da carga, taxa de fluxo e da bomba são potencia para o liquido com mais alta viscosidade
reduzidas

Vamos dar uma olhada num exemplo. Uma bomba


é usada para bombear um líquido em um sistema
de arrefecimento com uma temperatura de liquido
abaixo de 0°C. Para evitar que o líquido congele
um agente anticongelante como propilenoglicol é
adicionado à água.

55
Seção 1.5
Líquidos

1.5.4 Seleção da bomba certa para um


líquido anticongelante
KH
As características da bomba normalmente
1.35
são baseadas em água a aproximadamente

100
1.30
20°C, isto é, uma viscosidade cinemática de

cSt
aproximadamente 1 cSt e uma densidade de 1.25

aproximadamente 1.000 kg/m3.

60
1.20

c
St
Quando as bombas são usadas para líquidos 1.15

40
cS
contendo anticongelante abaixo de 0°C, é

t
20
1.10 cS
t
necessário examinar se a bomba pode fornecer 1.05
10
cS
5 cS t
o desempenho exigido ou se é necessário um t
1.00
motor maior. A seção a seguir apresenta um KP2
método simplificado usado para determinar as 1.9

correções da curva da bomba para bombas num 1.8

1.7
sistema que tem que lidar com viscosidade entre
1.6 10
5 - 100 cSt e uma densidade de no máximo 1.300 1.5
0
cS
t
60
kg/m3. Favor observar que este método não é 1.4
40
cSt
cSt
tão preciso quanto o método computadorizado 1.3 20 c
St
10 c
descrito mais adiante nesta seção. 1.2 St
1.1 5 cSt
1.0

0.9

Q [m3/h]
140
130
120
m
10

0m

110
H=

=2

100 m
H

0
90 =4
H 0m
80 6
H=
Correções da curva da bomba para bombas 70
60
manuseando líquido de alta viscosidade 50

Baseado no conhecimento sobre o ponto de 40


30
funcionamento requisitado, QS, HS, e a viscosidade 20
=6
m
H
cinemática do líquido bombeado, os fatores de 10
0
correção de H e P2 podem ser encontrados, ver
figura 1.5.3.

Para obter o fator de correção para bombas Fig. 1.5.3: É possível determinar o fator de correção
multiestágio, a altura manométrica de um para a altura manométrica e consumo de energia
em diferentes valores de fluxo, altura manométrica
estágio tem que ser usada.
e viscosidade.

56
H

A figura 1.5.3 é lida da seguinte maneira:


Hw
Água
Hw = kH . HS 2
Quando kH e kP2 são encontrados na figura, a Hs
altura manométrica equivalente para água limpa 1
HW e a potência real do eixo corrigida P2S pode ser Mistura
calculado pela seguinte fórmula

HW = kH . HS Qs Q

ρ
( )
3
P2S = kP2 . P2w . ρs P
w

P2s
Onde Mistura
ρs 5
HW : é a altura manométrica equivalente da P2S = KP2 . P2w . ( )
ρw
bomba se o líquido bombeado for água P2w
4 Água
“limpa

P2W : é a energia do eixo no ponto de funcionamento


(QS,HW) quando o liquido bombeado é água Q
(com agentes)
Fig. 1.5.4: Correção da curva da bomba ao escolher a
bomba certa para o sistema.
HS : é a altura manométrica desejada do líquido
bombeado (com agentes)
O procedimento de seleção da bomba e motor
P2S : é a potência do eixo no ponto de trabalho contém os seguintes passos:
(Qs,Hs) quando o líquido bombeado for água
(com agentes) • Calcule a altura manométrica) correta Hw
(baseado em HS and kH), ver figura 1.5.4 1-2
ρs : é a densidade do líquido bombeado
• Escolha uma bomba capaz de fornecer o
ρw : é a densidade da água = 998 kg/m3 desempenho de acordo com o ponto de
funcionamento correto (QS, HW)

A seleção da bomba baseia-se nas folhas de • Leia a entrada de energia P2W no ponto de
dados/curvas normais que se aplicam à água. A funcionamento (QS,Hw), ver figura 1.5.4 3-4
bomba deve cobrir o ponto de funcionamento
Q,H = QS,HW, e o motor deve ser suficientemente • Baseado em P2W , kP2 , ρW , e ρS calcule a
poderoso para lidar com P2S no eixo. potência de eixo exigida correta P2S , ver
figura 1.5.4 4-5
A figura 1.5.4 mostra como proceder ao selecionar
uma bomba e testar se o motor está dentro da
• Verificar se P2S < P2 MAX do motor. Se este for o
faixa de potência permitida.
caso o motor pode ser usado. De outro modo
selecione um motor mais potente

57
Seção 1.5
Líquidos

1.5.5 Exemplo de cálculo 1.5.6 Seleção de bomba assistida por


computador para líquidos densos e vis-
Uma bomba de circulação num sistema de
refrigeração deve bombear um líquido com 40%
cosos
(peso) de propilenoglicol à temperatura de -
Algumas ferramentas de seleção de bomba
10°C. O fluxo desejado é QS = 60 m3/h, e a altura
assistida por computador incluem um recurso
manométrica) desejada é HS = 12 m. Conhecendo
que compensa para curvas de desempenho da
o ponto de funcionamento desejado é possível
bomba baseadas na entrada da densidade do
encontrar o QH característico para água e
líquido e viscosidade. A figura 1.5.5 mostra as
escolher uma bomba capaz de cobrir o ponto de
curvas de desempenho da bomba a partir do
funcionamento. Uma vez que determinamos o
exemplo que acabamos de abordar.
tipo de bomba necessário e tamanho, podemos
verificar se a bomba está equipada com um
A figura mostra tanto as curvas de desempenho
motor que pode suportar a carga da bomba
para a bomba quando ela opera líquido
específica.
viscoso (as linhas cheias) quanto as curvas de
desempenho quando ela opera com água (as
O líquido tem uma viscosidade cinemática de 20
linhas interrompidas). Como indicado, a altura
cSt e uma densidade de 1049 kg/m3. Com QS = 60
manométrica), fluxo e eficiência são reduzidos,
m3/h, HS = 12 m e ν = 20 cSt, os fatores de correção
resultando num aumento do consumo de
podem ser encontrados na figura 1.5.3.
energia.
O valor de P2 is 3.4 kW, o que corresponde ao
resultado que obtemos no cálculo exemplar na
kH = 1.03 seção 1.5.4.
kP2 = 1.15
HW = kH · HS = 1.03 · 12 = 12.4 m
QS = 60 m3/h
H η
[m] [%
A bomba tem que ser capaz de cobrir um ponto 14

de funcionamento equivalente a Q,H = 60 m3/h, 12


12.4m. Uma vez que o tamanho de bomba 10
necessário é determinado, o valor P2 para o ponto
8
de funcionamento é encontrado, o que neste 70
6 60
caso é P2W = 2.9 kW. Agora é possível calcular 50
a potência do motor necessária para a mistura 4 40
30
propilenoglicol: 2 20
10
0 0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q m
[ 3/h]
P2
ρ [kW]
P2S = kP2 . P2w . S 4
ρw 3

1
1049
P2S = 1.15 . 2.9 .
0
= 3.5 kW Q m
[ 3/h]
998
Fig. 1.5.5: Curvas de desempenho da bomba
O cálculo mostra que a bomba tem que ser
equipada com um motor de 4 kW, que é o menor
tamanho de motor capaz de cobrir o P2S = 3.5 kW
calculado.

58
Capitulo 1. Design de bombas e motores

Seção 1.6: Materiais


1.6.1 O que é corrosão?
1.6.2 Tipos de corrosão
1.6.3 Metal e ligas de metal
1.6.4 Cerâmica
1.6.5 Plásticos
1.6.6 Borracha
1.6.7 Revestimentos
Seção 1.6
Materiais

Nesta seção, você pode ler sobre diferentes


materiais que são usados para construção
da bomba. Nosso foco principal será sobre as
características que cada metal simples e liga
de metal tem a oferecer. Mas, antes de nos
aprofundarmos mais no mundo dos materiais,
nós daremos uma olhada mais de perto na
corrosão. Além de explicar o que é corrosão, nós
examinaremos os diferentes tipos de corrosão e
o que pode ser feito para evitar que a corrosão
ocorra. Variáveis ambientais que afetam a
resistência da corrosão de metais e ligas

pH (acidez)
Agentes oxidantes (tais como oxigênio)
1.6.1 O que é corrosão? Temperatura
Concentração de constituintes de solução
(tais como cloretos)
Corrosão é normalmente conhecida como a Atividade biológica
degradação do metal por reação química ou
Condições operacionais
eletroquímica com seu ambiente, ver figura 1.6.1. (tais como velocidade, procedimentos de limpeza e
paralizações)
Considerada amplamente, a corrosão pode ser
encarada como a tendência do metal para voltar Fig. 1.6.1: Variáveis ambientais que afetam a
ao seu estado natural, semelhante ao óxido a resistência à corrosão de metais e ligas
partir do qual foi originalmente derretido.
Somente metais preciosos tal como ouro e platina Ferrugem no aço
são encontrados na natureza em seu estado
metálico.

Alguns metais produzem uma camada compacta


de óxido protetor sobre a superfície, o que dificulta
ainda mais a corrosão. Se a camada da superfície Produto sem proteção contra corrosão
se quebrar, ela é autorregenerativa. Esses metais Camada de óxido sobre o aço inoxidável
são passivados. Sob condições atmosféricas, os
produtos de corrosão de zinco e alumínio formam
uma camada bastante compacta e corrosões
adicionais são impedidas.
Da mesma forma, sobre a superfície de aço
inoxidável uma camada compacta de ferro e óxido Produto com proteção contra corrosão
de crômio é formada e na superfície de titânio Fig. 1.6.2: Exemplos de produtos de corrosão
uma camada de óxido de titânio é formada. A
camada protetora desses metais explica sua boa
resistência à corrosão. A ferrugem, por outro
lado, é um produto sem proteção contra corrosão
no aço. A ferrugem é porosa, não firmemente
aderente e não previne corrosão continuada, ver
figura 1.6.2.

60
1.6.2 Tipos de corrosão
Geralmente, a corrosão metálica envolve a perda de
metal num ponto numa superfície exposta. A corrosão
ocorre em várias formas que vão desde ataques
uniformes sobre a superfície inteira até ataques locais
graves.
As condições químicas e físicas do ambiente
determinam tanto o tipo como a taxa de ataques
de corrosão. As condições também determinam o
tipo de produtos de corrosão que são formados e as
medidas de controle que necessitam ser tomadas. Em
muitos casos, é impossível ou muito caro interromper
completamente o processo de corrosão; entretanto,
normalmente é possível controlar os processos a níveis
aceitáveis.

Nas páginas a seguir abordaremos as diferentes


formas de corrosão de modo a dar uma ideia de suas Fig. 1.6.3: Corrosão uniforme
características.

Corrosão uniforme
Corrosão uniforme ou geral é caracterizada pelos
ataques corrosivos procedendo uniformemente sobre
toda a superfície ou numa grande parte da área total.
O desbaste geral continua até que o metal se partir. A
corrosão uniforme é o tipo de corrosão onde a maior
quantidade de metal é desperdiçada.

Exemplos de metais, que estão sujeitos à corrosão Fig. 1.6.4: Corrosão alveolar
uniforme:
• Aço em água gasosa
• Aço inoxidável em ácidos de redução (tais como o
EM 1.4301 (AISI 304) em ácido sulfúrico)

Corrosão alveolar
A corrosão alveolar é uma forma localizada de
ataques corrosivos. A corrosão alveolar forma
buracos ou marcas na superfície do metal. Ela
perfura o metal enquanto a corrosão total, medida
pela perda de peso, pode ser bastante mínima.
A taxa de penetração pode ser 10 a 100 vezes
maior do que a corrosão geral, dependendo da
agressividade do líquido. A corrosão alveolar ocorre
mais facilmente em um ambiente estagnado.

Exemplo de metal sujeito à corrosão alveolar:


• Aço inoxidável em água do mar

61
1. Seção
Design1.6
of pumps and motors
1.1Materiais
Pump construction, (10)

Corrosão por frestas


A corrosão por frestas - como a corrosão alveolar
- é uma forma de ataque de corrosão localizado.
Entretanto, a corrosão por frestas inicia mais
facilmente que a alveolar. A corrosão por frestas
ocorre em aberturas ou espaços estreitos entre
duas superfícies de metal ou entre superfícies de
metal e não metal e é normalmente associada a
uma condição de estagnação na fresta. Frestas, tais
como aquelas encontradas em juntas de flange ou
conexões rosqueadas são, portanto, muitas vezes
os pontos mais críticos para corrosão.

Exemplo de metal sujeito à corrosão por fresta:


• Aço inoxidável em água do mar Fig. 1.6.5: Corrosão por fresta

Corrosão intergranular
Como o nome indica, a corrosão intergranular
ocorre nas bordas do grão. A corrosão intergranular
também é chamada de corrosão intercristalina.
Normalmente, esse tipo de corrosão ocorre quando
os carbonetos de cromo se precipitam nas bordas
do grão durante o processo de soldagem ou em
conexão com tratamento de calor insuficiente.
Uma região estreita em torno das bordas do grão
pode, portanto, esgotar-se de cromo e tornar-se
menos resistente à corrosão do que o resto do
material, Isso é lamentável porque o cromo tem um
papel importante na resistência à corrosão.
Fig. 1.6.6: Corrosão intergranular
Exemplos de metais que estão sujeitos à corrosão
intergranular:
• Aço inoxidável – que é insuficientemente soldado
ou tratado termicamente
• Aço inoxidável EN 1.4401 (AISI 316) em acido
nítrico concentrado

Corrosão seletiva Bronze


A corrosão seletiva é um tipo de corrosão que Produtos da corrosão do zinco
ataca um único elemento de uma liga e dissolve o Cobre
elemento na estrutura da liga. Consequentemente,
a estrutura da liga é enfraquecida.

Exemplos de corrosão seletiva:


• A desincificação de bronze não estabilizado, onde
uma estrutura porosa enfraquecida de cobre é
produzida;
Fig. 1.6.7: Corrosão seletiva
• Grafitização de ferro fundido cinzento, onde um
frágil esqueleto de grafite é deixado por causa da
dissolução do ferro.

62
Corrosão por erosão
A corrosão por erosão é um processo que envolve
corrosão e erosão. A taxa de ataque de corrosão
é acelerada por um movimento relativo de um Fluxo
liquido corrosivo e uma superfície de metal. O
ataque é localizado em áreas com velocidade
alta ou fluxo turbulento. Os ataques de corrosão
por erosão são caracterizados por estrias com
padrão direcional.

Exemplos de metais que estão sujeitos à corrosão


erosão:
• Bronze em água do mar Fig. 1.6.8: Corrosão por erosão
• Cobre em água.

Corrosão por cavitação


Um líquido bombeado com alta velocidade reduz
a pressão. Quando a pressão cai abaixo da pressão
de vapor do líquido, bolhas de vapor se formam (o
liquido ferve). Em áreas onde as bolhas de vapor
se formam, o líquido está fervendo. Quando
a pressão aumenta novamente, as bolhas de
vapor caem e produzem intensas ondas de
choque. Consequentemente, a queda das bolhas
de vapor remove metal ou óxido da superfície.

Exemplos de metais sujeitos à cavitação: Fig. 1.6.9: Corrosão cavitação


• Ferro fundido em água em alta temperatura
• Bronze em água do mar

Fissuração em corrosão sob tensão (SCC)


A fissuração em corrosão sob tensão (SCC)
refere-se à influencia combinada de tensão
de tração (aplicada ou interna) e ambiente
corrosivo. O material pode rachar sem qualquer
deformação significante ou deterioração óbvia
do material. Com frequência a corrosão alveolar
está associada ao fenômeno de fissuração em
corrosão sob tensão.
Fig. 1.6.10: Fissuração em corrosão sob tensão
Exemplos de metais sujeitos à fissuração por
corrosão sob tensão:
• Aço inoxidável EN 1.4401 (AISI 316) em cloretos
• Latão em amônia

63
1. Seção
Design1.6
of pumps and motors
1.1Materiais
Pump construction, (10)

Corrosão por fadiga


<

Fadiga mecânica pura é quando um material


sujeito a uma carga cíclica muito abaixo da
resistência máxima de tração pode falhar. Se
o metal é simultaneamente exposto a um
ambiente corrosivo, a falha pode acontecer
numa tensão ainda menor e depois de um
tempo mais curto. Contrário a uma fadiga Fig. 1.6.11: Corrosão por fadiga
mecânica pura, não há limite de fadiga na fadiga
auxiliada por corrosão.

Exemplos de metais sujeitos à corrosão por


fadiga:
• Estruturas de alumínio em atmosfera corrosiva

Corrosão galvânica
Quando um eletrólito corrosivo e dois materiais
metálicos estão em contato (célula galvânica),
aumenta a corrosão sobre o material menos
nobre (o anodo) e diminui no mais nobre (o Alumínio – menos nobre Cobre – mais nobre

catodo). O aumento na corrosão é chamado de Fig. 1.6.12: Corrosão galvânica


corrosão galvânica. A tendência de um metal
ou uma liga corroer em uma célula galvânica
é determinada pela sua posição nas séries
galvânicas. As séries galvânicas indicam a
nobreza relativa de diferentes metais e ligas
Séries galvânicas para metais e ligas em água do mar
num dado ambiente (por exemplo, água do mar,
ver figura 1.6.12). Quanto mais distantes os
Extremidade catódica, nobre (menos provável de corroer)
metais estiverem na série galvânica, maior será Platina
o efeito da corrosão galvânica. Metais ou ligas Ouro
na extremidade superior são nobres, enquanto Titânio (passivo)
que aqueles na parte inferior são menos nobres. Prata
Aço inoxidável (passivo)
Exemplos de metais sujeitos à corrosão Cobre
galvânica: Bronze
• Aço em contato com 1.4401 Latão
• Alumínio em contato com cobre Estanho
Aço inoxidável (ativo)
Os princípios da corrosão galvânica são usados Aço
na proteção catódica. A proteção catódica é Alumínio
um meio de reduzir ou evitar a corrosão de Zinco
uma superfície de metal pelo uso de anodos Magnésio
sacrificiais (zinco ou alumínio) ou correntes Eextremidade anódica, Menos nobre (mais provável de corroer)
impressas.
Fig. 1.6.13: Séries galvânicas para metais e ligas em
água do mar

64
1.6.3 Metal e ligas de metal
Nas páginas a seguir você pode ler sobre as
características de diferentes metais e ligas de metal
usados para a construção de bombas.

Corrosão por cavitação de impulsor de bronze Ligas ferrosas

Ligas ferrosas são ligas onde o ferro é o constituinte


principal. As ligas ferrosas são o mais comum dos
materiais por causa de sua disponibilidade, baixo
custo e versatilidade.

Aço
Corrosão por erosão de impulsor de ferro fundido O aço é um material amplamente utilizado
principalmente composto de ferro ligado com
carbono. A quantidade de carbono no aço varia na
faixa de 0,003% a 1,5% por peso. O teor de carbono
tem um impacto importante na força do material,
capacidade de solda, usinabilidade, aptidão à
dobragem, e dureza. Como regra geral, um aumento
no teor de carbono levará a um aumento na força
e na dureza, mas a uma diminuição na aptidão
Corrosão alveolar de EN 1.4401 (AISI 316) a dobragem e capacidade de solda. O tipo mais
comum de aço é aço carbono. O aço carbono está
agrupado em quatro categorias, ver figura 1.6.14.

Tipo de aço Teor de carbono

Aço ameno de baixo teor de carbono 0,003% a 0,30% de carbono

1 mm Aço Aço de médio teor de carbono 0,30% a 0,45% de carbono

Aço de alto teor de carbono 0,45% a 0,75% de carbono

Aço de teor de carbono muito elevado 0,75% a 1,50% de carbono

Fig 1.6.14: Quatro tipos de aço carbono

Corrosão Corrosão por fresta de


intergranular de aço EN 1.4462 (SAF 2205) O aço está disponível na condição forjado bem
inoxidável como fundido. As características gerais da fundição
de aço são intimamente comparáveis às dos aços
forjados. A vantagem mais óbvia do aço é que ele é
relativamente barato para fazer, formar e processar.
Por outro lado, a desvantagem do aço é que sua
resistência à corrosão é baixa comparada a materiais
alternativos tais como o aço inoxidável.

65
1. Seção
Design of pumps and motors
1.6
1.1Materiais
Pump construction, (10)

Ferro Fundido
O ferro fundido pode ser considerado uma Ferro nodular (flexível)
liga de ferro, silício e carbono. Normalmente a
concentração de carbono está entre 3-4% por peso, Designações do ferro nodular
a maior parte está presente na forma insolúvel
(exemplo, grafite em flocos ou nódulos). Os dois Resistência
à tração
tipos principais são ferro fundido cinzento e ferro N/mm, min.
fundido nodular (flexível). A resistência à corrosão
do ferro fundido é comparável a aquela do aço; e às
vezes até mesmo melhor. O ferro fundido pode ser
ligado com 13-16% por peso de silício ou 15-35%
por peso de níquel (Ni-resist) respectivamente de
modo a melhorar a resistência à corrosão. Vários
tipos de ferros fundidos são amplamente usados Fig 1.6.16: Comparação e designações do ferro nodular
na indústria, especialmente para válvulas, bombas,
tubos e peças automotivas. O ferro fundido tem
boa resistência à corrosão para líquidos neutros e O ferro nodular contém por volta de 0,03-0,05%
alcalinos (alto ph). Mas sua resistência aos ácidos por peso de magnésio. O magnésio faz com que
(baixo pH) é ruim. os flocos se tornem globulares assim o grafite
é disperso em toda a matriz ferrita ou perlita
na forma de esferas ou nódulos. Os nódulos de
grafite não têm características marcantes. A forma
Ferro cinzento redonda do grafite nodular reduz a concentração
de tensões e, consequentemente, o material é
muito mais flexível do que o ferro cinzento. A
Designações de ferro cinzento
figura 1.6.16 mostra claramente que a resistência
Resistência
à tração é maior para o ferro nodular do que
à tração é o caso para o ferro cinzento. O ferro nodular
N/mm, min. normalmente é usado para peças de bombas com
altos requisitos de resistência (aplicações de alta
pressão ou alta temperatura).

Fig 1.6.15: Comparação e designações de ferro cinzento Aço inoxidável


No ferro cinzento, o grafite é disperso em toda O aço inoxidável são ligas de aço contendo cromo.
uma matriz de ferrita ou perlita em forma de O teor mínimo de cromo em aço inoxidável
flocos. Superfícies de fratura assumem uma padronizado é 10,5%. O cromo melhora
aparência cinzenta (daí o nome!). Os flocos de a resistência à corrosão do aço inoxidável. A
grafite agem como concentradores de tensão sob maior resistência à corrosão é devida ao filme
cargas de tração, fornando-o fraco e quebradiço de oxido de cromo que é formado na superfície
na tensão, mas forte e flexível na compressão. do metal. Esta camada extremamente fina é
O ferro cinzento é usado para a construção de autorreparadora sob as condições certas.
blocos de motor por causa da sua alta capacidade Níquel, molibdênio e nitrogênio são outros
de amortecimento de vibração. O ferro cinzento exemplos típicos de elementos de ligação.
é um material barato e relativamente fácil de Ligação com estes elementos apresenta
fundir com um risco de mínimo de encolhimento. diferentes estruturas cristalinas que permitem
É por isso que o ferro cinzento é frequentemente propriedades diferentes em conexão com a
usado para peças de bombas ecom requisitos usinagem, formação, soldadura, resistência à
moderados de resistência. corrosão, etc. Em geral, aço inoxidável tem uma
maior resistência aos produtos químicos (isto é,
ácidos) do que o aço e o ferro fundido têm.
66
Em ambientes contendo cloretos, o aço inoxidável (cromo, molibdênio e nitrogênio) sobre a resistência
pode ser atacado pela corrosão localizada, por alveolar é levada em consideração. Quanto mais
exemplo, corrosão alveolar e corrosão por alto o PRE, mais alta a resistência à corrosão
frestas. A resistência do aço inoxidável a estes localizada. Esteja ciente de que o valor de PRE
tipos de corrosão é altamente dependente de sua é uma estimativa muito grosseira da resistência
composição química. Tornou-se bastante comum alveolar de um aço inoxidável e só deve ser usado
usar os tão conhecidos valores PRE (Equivalente para comparação/classificação de diferentes tipos
de Resistência Alveolar) como uma medida da de aço inoxidável.
resistência alveolar do aço inoxidável. Os valores A seguir, apresentaremos os quatro tipos principais
PRE são calculados por fórmulas nas quais a de aço inoxidável: ferrítico, martensítico, austenítico
influência relativa de alguns elementos de ligação e duplo.

Fig 1.6.17: Composição química do aço inoxidável

Composição química do aço inoxidável [w%]

Microestrutura Designação % % % % % PRE 5)


EN/AISI/UNS Carbon máx. Cromio Níquel Molibdênio Outros

Ferritico 1.4016/430/ S43000 0.08 16-18 17

Martensitico 1.4057/431/ S43100 0.12-0.22 15-17 1.5-2.5 16

Austenítico 1.4305/303/ S30300 0.1 17-19 8-10 S 0.15-0.35 18

Austenítico 1.4301/304/ S30400 0.07 17-19.5 8-10.5 18


Austenítico 1.4306/304L/ S30403 0.03 18-20 10-12 18

Austenítico 1.4401/316/ S31600 0.07 16.5-18.5 10-13 2-2.5 24


Austenítico 1.4404/316L/ S31603 0.03 16.5-18.5 10-13 2-2.5 24

Austenítico 1.4571/316Ti/ 0.08 16.5-18.5 10.5-13.5 2-2.5 Ti >5 x carbono 24


S31635 Ti < 0.70
Austenítico 1.4539/904L/ N08904 0.02 19-21 24-26 4-5 Cu 1.2-2 34

Austenítico 1.4547/nenhum / 0.02 20 18 6.1 N 0.18-0.22 43


S 31254 3) Cu 0.5-1
Ferrítico/ 1.4462/ nenhum/ 0.03 21-23 4.5-6.5 2.5-3.5 N 0.10-0.22 34
austenítico S32205 2)

Ferrítico/ 1.4410/nenhum/ 0.03 25 7 4 N 0.24-0.32 43


austenítico S 32750 4)

Microestrutura Designação % % % % % PRE


EN/ASTM/UNS Carbon máx. Crômio Níquel Molibdênio Outros
Austenítico 1) 1.4308/CF8/ J92600 0.07 18-20 8-11 19

Austenítico 1) 1.4408/CF8M/ J92900 0.07 18-20 9-12 2-2.5 26

Austenítico 1) 1.4409/CF3M/ J92800 0.03 18-20 9-12 2-2.5 N máx. 0.2 26

Austenítico 1.4584/nenhum/nenhum 0.025 19-21 24-26 4-5 N máx. 0.2 35


Cu 1-3
Ferrítico/
austenítico 1.4470/CD3MN/ J92205 0.03 21-23 4.5-6.5 2.5-3.5 N 0.12-0.2 35

Ferrítico/ 1.4517/CD4MCuN/ N 0.12-0.22


austenítico J93372 0.03 24.5-26.5 2.5-3.5 2.5-3.5 Cu 2.75-3.5 38

Contém um pouco de ferrita 2) Também conhecido como SAF 2205, 3) Também conhecido como 254 SMO, 4)
1)

Também conhecido como SAF 2507 5) Equivalente de Resistência Alveolar (PRE): Cr% + 3,3xMo% + 16xN%.

67
1.Seção 1.6
Design of pumps and motors
Materiais
1.1 Pump construction, (10)

Ferrítico (magnético)
também conhecida como sensibilização (ver
O aço inoxidável ferrítico é caracterizado por
seção 1.6.2).
propriedades de corrosão muito boas, resistência
Se baixos teores de carbono de aço inoxidável
muito boa à fissuração por tensão e dureza
forem usados, o risco de sensibilização é
moderada. Aço inoxidável ferrítico com liga
reduzido. O aço inoxidável com baixo teor de
baixa é usado em ambientes brandos (colheres,
carbono é conhecido como EN 1.4306 (AISI
pias de cozinha, tambores de máquinas de lavar,
304L) ou EN 1.4404 (AISI 316L). Ambos os teores
etc.) onde há necessidade que o componente
contêm 0,03% de carbono comparado ao 0,07%
seja livre de manutenção e não enferruje.
no tipo regular de aço inoxidável EN 1.4301
(AISI 304) e EN 1.4401 (AISI 316), ver ilustração
1.6.17.
Martensítico (magnético)
O aço inoxidável martensítico é caracterizado As grades estabilizadas EN 1.4571 (AISI 316Ti)
pela alta força e resistência limitada à corrosão. contêm uma pequena quantidade de titânio.
Aços martensíticos são usados para molas, eixos, Porque o titânio tem uma maior afinidade
instrumentos cirúrgicos e para ferramentas de para carbono que cromo, a formação de
ponta afiada, tais como facas e tesouras. carbonetos de cromo é minimizada. O teor de
carbono é geralmente baixo no aço inoxidável
moderno e com fácil disponibilidade de grades
Austenítico (não magnético) ‘L’ a utilização de grades estabilizadas diminuiu
O aço inoxidável austenítico é o tipo mais acentuadamente.
comum de aço inoxidável e é caracterizado por
uma alta resistência à corrosão, maleabilidade
muito boa, dureza e capacidade de soldagem. Ferrítico - austenítico ou duplo (magnéti-
O aço inoxidável austenítico, especialmente o
co)
EN 1.4301 e o EN 1.4401 são usados para quase
O aço inoxidável Ferrítico - austenítico (duplex)
qualquer tipo de componentes de bomba na
é caracterizado por alta força, boa dureza, alta
indústria. Este tipo de aço inoxidável pode ser
resistência à corrosão e excelente resistência
tanto forjado ou fundido.
à fissuração de corrosão por tensão e corrosão
por fadiga em especial. O aço inoxidável
O EN 1.4305 é um dos mais populares tipos
ferrítico-austenítico normalmente é usado em
de aço inoxidável de todos os tipos de aço
aplicações que exigem alta força, alta resistência
inoxidável sem usinagem. Devido ao seu alto
à corrosão e baixa suscetibilidade à fissuração
teor de enxofre (0,15-0,35 w%), a capacidade de
por corrosão de tensão ou uma combinação
usinagem tem aumentado consideravelmente,
destas propriedades. O aço inoxidável EN 1.4462
mas infelizmente a custo de sua resistência
é amplamente usado para fabricação de eixos de
à corrosão e sua capacidade de soldagem.
bombas e carcaças de bombas.
Entretanto, ao longo dos anos graus sem
usinagem com um baixo teor de enxofre e
assim uma maior resistência à corrosão têm
sido desenvolvidos.

Se o aço inoxidável é aquecido até 500°C -


800°C por período maior durante a soldagem,
o cromo pode formar carbonetos de cromo
com o carbono presente no aço. Isto reduz
a capacidade do cromo de manter um filme
passivo e pode levar à corrosão intergranular

68
Ligas de Níquel Ligas de cobre

Ligas à base de níquel são definidas como ligas nas O cobre puro tem excelentes propriedades
quais o níquel está presente em maior proporção térmicas e elétricas, mas é um material muito
do que qualquer outro elemento de ligação. macio e dúctil.
Os constituintes de ligação mais importantes Elementos de liga resultam em diferentes
são ferro, cromo, cobre, e molibdênio. Os materiais de fundidos e forjados, que são
constituintes de liga tornam possível formar adequados para uso na produção de bombas,
uma ampla gama de classes de liga. O níquel e tubulações, acessórios, vasos de pressão e para
as ligas de níquel têm a capacidade de resistir a muitas aplicações marinhas, elétricas e de
uma ampla variedade de condições operacionais engenharia em geral.
severas, por exemplo, ambientes corrosivos, altas
temperaturas, altas tensões ou uma combinação
destes fatores. Tipos comuns de ligas de cobra

Material Elementos principais de liga [w%]


1)

Ligas Hastelloys™ são uma linha de ligas comerciais


Zinco Estanho Níquel Cobre
contendo Ni, Mo, Cr e Fe. As ligas à base de níquel,
Latão descanso
tais como Inconel™ Alloy 625, Hastelloys™ C-276
e C-22 são altamente resistentes à corrosão e não Latão vermelho descanso
(metal de arma)
estão sujeitas à corrosão alveolar ou por frestas
em água do mar de baixa velocidade e não sofrem Bronze 2) descanso
erosão em alta velocidade. Cuproníquel descanso

O preço da liga à base níquel limita seu uso 1) Chumbo pode ser adicionado como elemento de ligação
a certas aplicações. As ligas de níquel estão para aumentar a capacidade de usinagem.
disponíveis tanto em grades forjadas quanto 2) O bronze pode ser ligado com o alumínio para aumentar
fundidas. Entretanto, as ligas de níquel são mais a resistência.
difíceis de fundir do que os aços carbonos comuns Fig 1.6.18: Tipos comuns de ligas de cobre
e ligas de aço inoxidável. As ligas de níquel são
especialmente utilizadas para peças da bomba
na indústria de processamento químico. Latões são os mais amplamente utilizados nas
ligas de cobre por causa de seu baixo custo,
sua fabricação e usinagem fáceis ou baratas.
Entretanto, eles são inferior ao bronze
em resistência e não devem ser usados em
ambientes que causem dezincificação (ver seção
sobre corrosão seletiva).
Latão vermelho, bronze, níqueis de cobre em
particular têm, em comparação ao ferro fundido,
uma alta resistência aos cloretos em líquidos
agressivos, tais como água do mar. Em tais
ambientes o latão não é adequado por causa de
sua tendência a dezincificar.
Todas as ligas de cobre têm fraca resistência a
líquidos alcalinos (alto pH), amônia e sulfetos
e são sensíveis à erosão. Latão, latão vermelho
e bronze são amplamente usados para fazer
rolamentos, impulsores e carcaças de bombas.

69
1. Design of pumps and motors
Section 1.6
1.1 Pump construction, (10)
Materials

Alumínio
Titânio
Designação Elemento principal de liga Graus de Titânio Características da Liga Atributos
ASTM
Série 1000 Não ligado (puro) > 99% Al
O cobre é o principal elemento de ligação, embora outros Grau 1,2,3,4 Graus CP com Resistência à corrosão
Série 2000
elementos (magnésio) possam ser especificados aumento no teor com facilidade de
de oxigênio fabricação e soldagem
Série 3000 O manganês é o principal elemento de ligação
Grau 7,11 Graus CP com Resistência à corrosão
Série 4000 O silício é o principal elemento de ligação melhorada para a redução
adição de paládio
de ácidos e corrosão
Série 5000 Magnésio é o principal elemento de ligação por frestas
Série 6000 Magnésio e silício são os principais elementos de ligação Grau 5 6% Al, 4% V Liga de "distribuição" com
alta força. Amplamente
O zinco é o principal elemento de liga, mas outros usada na indústria
Série 7000 elementos, tais como cobre, magnésio, cromo, e zircônia aeronáutica
podem ser especificados
Outros elementos (incluindo estanhos e algumas Fig 1.6.20: Graus de titânio e características da liga
Série 8000
composições de lítio)

Fig 1.6.19: Principais elementos de liga de alumínio

O alumínio puro é um metal leve e macio com uma O titânio puro tem uma densidade baixa, é bastante
densidade de aproximadamente um terço daquele flexível e tem uma força relativamente baixa.
do aço. O alumínio puro tem uma condutividade Entretanto, quando uma quantidade limitada de
elétrica e térmica alta. Os elementos de ligação oxigênio for adicionada ele irá reforçar o titânio e
mais comuns são silício (silumin), magnésio, ferro e produzir as famosas grades comerciais puras. As
cobre. O silício aumenta a capacidade de fundição adições de vários elementos de ligação, tais como
do material, o cobre aumenta sua capacidade de o alumínio e o vanaádio aumentam sua resistência
usinagem e magnésio aumenta sua resistência à significantemente, à custa da flexibilidade. O
corrosão e força. alumínio e o vanádio - de titânio ligado (Ti-6Al-
4V) é a liga de “distribuição” da indústria do
As vantagens óbvias do alumínio são que o material titânio. Ela é usada em muitos componentes de
naturalmente gera um filme óxido protetor e é motores aeroespaciais e fuselagem. Porque o
altamente resistente à corrosão se for exposto à titânio é um material de preço alto, ainda não é
atmosfera. Tratamentos, tais como a anodização, um material frequentemente utilizado para fazer
podem aumentar ainda mais esta propriedade. os componentes da bomba.
As ligas de alumínio são amplamente usadas em
estruturas onde uma elevada resistência à relação O titânio é um material muito reativo. Como é
de peso é importante, tais como na indústria de o caso do aço inoxidável, a resistência do titânio
transporte. Por exemplo, o uso de alumínio em à corrosão depende da formação de um filme
veículos e aeronaves reduz o peso e o consumo de óxido. No entanto, o filme óxido é mais protetor
energia. do que aquele de aço inoxidável. Assim, o titânio
tem um desempenho muito melhor do que o aço
Por outro lado, a desvantagem do alumínio é que inoxidável em líquidos agressivos, tais como água
não é estável em pH baixo e alto e em ambientes do mar, cloro úmido ou cloretos orgânicos, que
contendo cloretos. Esta propriedade torna o causam corrosão alveolar e por frestas.
alumínio inadequado para exposição a soluções
aquosas especialmente sob condições com alto
fluxo. Isto é ainda mais enfatizado pelo fato de que o
alumínio é um metal reativo, isto é tem uma posição
baixa na série galvânica (ver seção sobre corrosão
galvânica) e pode facilmente sofrer com a corrosão
galvânica se acoplado a metais e ligas mais nobres.

70
1.6.4 Cerâmica Termoplásticos

Materiais cerâmicos são definidos como materiais Polímeros termoplásticos consistem de moléculas
inorgânicos, não metálicos, que são normalmente de polímero longo que não estão ligadas uma
de natureza cristalina. Eles são compostos de a outra, isto é, não tem ligações cruzadas. Eles
elementos metálicos e não metálicos. Cerâmicas com frequência são fornecidos como grânulos e
técnicas comuns são o óxido de alumínio (alumina aquecidos para permitir fabricação por métodos, tais
- Al2O3), carbeto de silício (SiC), carboneto de como moldagem ou extrusão.
tungstênio (WC) e nitreto de silício (Si3N4). Uma ampla gama está disponível, de plásticos de
As cerâmicas são adequadas para aplicações que matéria-prima de baixo custo (ex.: PE, PP, PVC) a
exigem elevada estabilidade térmica, elevada termoplásticos de engenharia de alto custo (ex.:
força, alta resistência ao desgaste e elevada PEEK), e fluopolímeros resistentes a produtos
resistência à corrosão. A desvantagem da cerâmica químicos (ex,: PTFE, PVDF). O PTFE é um dos poucos
é a baixa flexibilidade e alta tendência para termoplásticos que não é processável por fusão. Os
fraturas frágeis. As cerâmicas são principalmente termoplásticos são amplamente usados para fazer
usadas para fazer rolamentos e faces de vedação carcaças de bomba ou para revestimento de tubos e
para retentores do eixo. de carcaças de bombas.

1.6.5 Plásticos
Termoendurecidos
Abreviação Nome do polímero
PP Polipropileno Os termoendurecidos endurecem
PE Polietileno permanentemente quando aquecidos, já que a
PVC Policloreto de vinila reticulação impede flexões e rotações. A reticulação
PEEK Polieter-éter-cetona
é alcançada durante a fabricação usando
PVDF Polifluoreto de vinilideno
PTFE* Politetrafluoroetileno produtos químicos, aquecimento ou radiação;
*Marca comercial: Teflon® este processo é chamado cura ou vulcanização.
Fig 1.6.21: Visão geral dos nomes de polímero Os termoendurecidos são mais duros, mais
estáveis dimensionalmente e mais frágeis do
Alguns plásticos são derivados de substâncias que os termoplásticos e não podem ser fundidos
naturais, tais como plantas, mas a maioria dos novamente. Importantes termoendurecidos
tipos é feita pelo homem. Esses são conhecidos incluem epóxis, poliésteres e poliuretanos. Os
como plásticos sintéticos. A maioria dos plásticos termoendurecidos são, entre outras coisas, usados
sintéticos vem do petróleo bruto, mas o carvão para revestimentos de superfície.
e o gás natural também são utilizados. Existem
dois tipos principais de plásticos: termoplásticos
e termoendurecidos (plásticos termoestáveis).
Os termoplásticos são os tipos mais comuns de Cadeias de polímero linear
Termoplásticos
plásticos usados em todo mundo. Os plásticos com
frequência contêm aditivos, que transferem certas
propriedades adicionais ao material. Além disso, os Cadeias de polímero ramificado
plásticos podem ser reforçados com fibra de vidro
ou outras fibras. Estes plásticos junto com aditivos
e fibras também são conhecidos como compostos. Elastômeros

Cadeias de polímero fracamente reticulados


Exemplos de aditivos encontrados em plásticos:
• Enchimento inorgânicos para reforço mecânico
Termoendurecidos
• Estabilizantes químicos, por exemplo,
antioxidantes Cadeias de polímero fortemente reticulados
• Plastificantes Fig 1.6.22: Diferentes tipos de polímeros
• Retardadores de chamas
71
1. Design of pumps and motors
Seção 1.6
1.1Materiais
Pump construction, (10)

1.6.6 Borracha Borracha de etileno propileno (EPDM)


O etileno propileno tem excelente resistência
Exemplos de
à água que é mantida a altas temperaturas
Abreviação Common types of copper alloys
Nome comum
nome comerciais de aproximadamente 120- 140°C. O tipo de
NBR Borracha nitrílica Buna-NR borracha tem boa resistência a ácidos, bases
EPDM, EPM Borracha de etileno-propileno NordelR
fortes e fluidos altamente polares, tais como
metanol e acetona. No entanto, tem fraca
FKM Fluoroelastômeros VitonR
resistência a óleo mineral e combustível.
MQ, VMQ, PMQ, FMQ Borracha de silicone SilopreneR

FFKM Perfluoroelastômeros ChemrazR Fluoroelastômeros (FKM)


KalrezR
Fluoroelastômeros cobrem uma família inteira
Fig 1.6.23: Tipos de borracha de borrachas designadas para suportar óleo,
combustível e uma ampla gama de produtos
O termo borracha inclui tanto borracha natural químicos incluindo solventes não polares.
quanto borracha sintética. As borrachas (ou O FKM oferece excelente resistência a
elastômeros) são polímeros de cadeia longa flexível operações no de altas temperaturas (até 200°C
que podem ser esticados facilmente por várias dependendo da grade) no ar e diferentes tipos
vezes seu comprimento quando não estivado e que de óleo. As borrachas FKM têm resistência
rapidamente retornam a suas dimensões originais limitada ao vapor, água quente, metanol e
quando a tensão aplicada é liberada. As borrachas outros fluidos altamente polares. Além disso,
são reticuladas (vulcanizadas), mas têm uma este tipo de borracha tem fraca resistência a
baixa densidade de reticulação, ver figura 1.6.22. A aminas, bases fortes e muitos fréons. Existem
reticulação é a chave para as propriedades elásticas grades padrão e especiais – as últimas têm
ou de borracha destes materiais. A elasticidade propriedades especiais tal como resistência a
fornece resiliência em aplicações de vedação. baixa temperatura e produtos químicos.
Diferentes componentes em uma bomba são feitos
de borracha, por exemplo, juntas, e anéis O(ver Borracha de silicone (Q)
seção 1.3 sobre retentores de eixo). Nesta seção As borrachas de silicone têm propriedades
apresentaremos diferentes tipos de qualidades de notáveis, tais como baixa compressão
borracha e suas principais propriedades no que diz configurada numa larga faixa de temperaturas
respeito à temperatura e resistência a diferentes (entre -60°C a 200°C no ar), excelente isolamento
tipos de grupos de líquidos. elétrico e não são tóxicas. As borrachas de
silicone são resistentes à água, alguns ácidos
e produtos químicos oxidantes. Ácidos
Borracha nitrílica (NBR) concentrados, alcalinos, e solventes não devem
Em temperaturas até aproximadamente 100°C ser usados com borrachas de silicone. Em geral,
a borracha nitrílica é um material barato que estes tipos de borracha têm fraca resistência ao
tem uma alta resistência ao óleo e combustível. óleo e combustível. Entretanto, a resistência da
Existem diferentes grades - quanto mais alto o teor borracha de silicone FMQ ao óleo e combustível
de acrilonitrila (ACN), maior a resistência ao óleo, é melhor do que a das borrachas de silicone dos
mas pior a baixa flexibilidade de temperatura. As tipos MQ, VMQ, e PMQ.
borrachas nitrílicas têm alta resiliência e elevada
resistência ao desgaste, mas força moderada. Perfluoroelastômeros (FFKM)
Além disso, a borracha tem resistência limitada Perfluoroelastômeros têm resistência muito
ao intemperismo e fraca resistência a solventes. alta a produtos químicos quase comparável
Ela pode ser usada geralmente a cerca de - 30°C, àquela do PTFE (Politetrafluoroetileno, por
mas certas grades podem operar a temperaturas exemplo, TeflonR). Eles podem ser usados em
mais baixas. altas temperaturas, mas suas desvantagens
são difíceis de processar, custo muito alto e uso
limitado em baixas temperaturas.
72
1.6.7 Revestimentos
Revestimento de proteção – metálico, não Proteção galvânica x barreira contra a corrosão
metálico (inorgânico) ou orgânico – é um método
comum de controle de corrosão. A principal
função do revestimento é (além de revestimentos
de galvanização, tais como zinco) fornecer uma
barreira eficaz entre o metal (substrato) e seu
ambiente. Eles permitem o uso de aço normal ou
alumínio em vez de materiais mais caros. Na seção Para proteger o aço base, Aço revestido com um metal mais
a seguir examinaremos as possibilidades de evitar o revestimento de zinco nobre, tal como o níquel,
sacrifica a si mesmo corroi mais rapidamente se o
a corrosão por meio de diferentes revestimentos: lentamente pela ação galvânica. revestimento estiver danificado.
Revestimentos metálicos e não metálicos
(inorgânicos) e revestimentos orgânicos. Fig 1.6.24: Proteção galvânica x barreira
contra a corrosão

Revestimentos metálicos

Revestimentos metálicos menos nobres


que o substrato
Revestimentos de zinco são comumente usados
para a proteção de estruturas de aço contra
corrosão atmosférica. O zinco tem duas funções:
ele age como um revestimento barreira e
fornece proteção galvânica. Caso ocorra uma
área exposta de aço, a superfície de zinco corroi
preferencialmente a uma taxa lenta e protege
o aço. A proteção preferencial é chamada de
proteção catódica. Quando o dano é pequeno, a
os produtos de proteção contra corrosão do zinco
preencherão a área exposta e pararão o ataque.

Revestimentos metálicos mais nobres que


o substrato
Galvanoplastia de níquel e revestimentos de
cromo sobre o aço são exemplos de revestimentos
metálicos que são mais nobres que o substrato.
Ao contrário de revestimentos galvânicos onde o
revestimento corroi perto das áreas onde o metal
de base está exposto, qualquer cavidade ou dano
em revestimento de barreira pode levar a um
ataque imediato do metal de base.

73
1. Seção
Design1.6
of pumps and motors
1.1Materiais
Pump construction, (10)
<

Revestimentos não metálicos Tintas


(revestimentos inorgânicos)
Como mencionado acima, as tintas são uma classe
Revestimentos de conversão são uma categoria importante de revestimento orgânico. A Figura
importante de revestimentos não metálicos 1.6.25 mostra vários tipos de revestimentos
(inorgânicos). orgânicos. Uma formulação de tinta típica
contém aglutinantes poliméricos, solventes,
pigmentos e aditivos. Por razões ambientais,
Revestimentos de conversão os solventes orgânicos estão sendo cada vez
Revestimentos de conversão são formados por mais substituídos por água ou simplesmente
uma reação de corrosão controlada do substrato eliminados, por exemplo, revestimento em pó.
numa solução oxidada. Exemplos bem conhecidos Estruturas metálicas pintadas normalmente
de revestimentos de conversão são anodização e envolvem duas ou mais camadas de revestimento
cromagem de alumínio e tratamento do aço com aplicado sobre um revestimento primário, o qual
fosfato. A anodização é usada principalmente para está em contato direto com o metal.
a proteção de superfícies de alumínio, enquanto a
cromagem e a fosfatização são normalmente
usadas para pré-tratamentos em conexão com a
pintura. Além de melhorar a aderência da tinta,
ela ajuda a prevenir a propagação da ferrugem
sob camadas de tinta.
Estados físicos de revestimentos orgânicos comuns

Tipo de A base A base Revesti- Liquido


Revestimentos orgânicos resina de de mento dois
solvente água em pó componentes.

Os revestimentos orgânicos contêm compostos Acrílico X X X


Alquídico X X
e estão disponíveis em uma ampla gama de
Epóxi X X X X
tipos diferentes. Os revestimentos orgânicos Poliéster X X X
são aplicados ao metal por métodos de Poliuretano X X X X
pulverização, imersão, escovação, folheamento Vinil X X X
ou eletrorrevestimento (pintura aplicada por
meios de uma corrente elétrica) e eles podem Fig 1.6.25: Estados físicos de revestimentos orgânicos
ou não requerer endurecimento a quente. comuns
Ambos os revestimentos termoplásticos, tais
como poliamida, polipropileno, polietileno,
PVDF e PTFE e revestimentos elastômeros são
aplicados aos substratos metálicos para combinar
as propriedades mecânicas do metal com a
resistência química de plásticos, mas as tintas
são de longe os revestimentos orgânicos mais
amplamente utilizados.

74
Capitulo 2. Instalação e leitura de desempenho

Seção 2.1: Instalação da Bomba


2.1.1 Nova instalação
2.1.2 Instalação-substituição existente
2.1.3 Fluxo de tubo para instalação de bomba única
2.1.4 Limitação de ruído e vibrações
2.1.5 Nível de som (L)

Seção 2.2 Desempenho das bombas


2.2.1 Termos hidráulicos
2.2.2 Termos elétricos
2.2.3 Propriedades dos líquidos
Seção 2.1
Instalação da Bomba

A recomendação e seleção corretas 2.1.2 Instalação existente – substituição


do tipo de bomba para uma
instalação têm uma implicação Os cinco passos a seguir o ajudarão a escolher uma bomba
maior do que parece. Quanto ideal para uma instalação já existente:
maiores as bombas, maiores
os custos no que diz respeito A pré-investigação da instalação deve incluir as
ao investimento, instalação, seguintes considerações:
comissionamento, funcionamento • Fluxo básico do tubo - tubos dentro e fora do edifício, por
e manutenção - basicamente o exemplo, a partir do solo, ao longo do piso ou a partir do
custo do ciclo de vida (LCC). Um teto;
porftólio abrangente de produto • Tubulação específica no ponto de instalação, por exemplo,
combinado com recomendação em linha ou com sucção pela extremidade, dimensões,
competente e serviço pós-venda coletores;
é a fundação de uma seleção • Espaço disponível - profundidade, largura e altura;
correta. A análise a seguir, • Acessibilidade em conexão com instalação e manutenção,
recomendações e dicas são gerais por exemplo, entradas das portas;
para qualquer tipo de instalação, • Disponibilidade de equipamento de elevação ou,
mas em maior parte relevantes alternativamente, acessibilidade de tais equipamentos;
para as instalações de médio e • Tipo de piso, por exemplo, piso sólido ou suspenso com
grande porte. Apresentaremos porão;
nossas recomendações para dois • Fundação existente;
tipos de instalação: instalações • Instalação elétrica existente.
novas e existentes.
Instalação da bomba anterior
• Marca da bomba, tipo, especificações incluindo antigo
2.1.1 Instalação nova ponto de funcionamento, vedação do eixo, materiais,
juntas, comandos;
• Histórico, por exemplo, vida útil, manutenção.
• Se a tubulação ainda não foi
planejada, você pode basear
a seleção do tipo de bomba
Requisitos futuros
• Melhorias desejadas e benefícios
em outro critério de seleção
• Novos critérios de seleção incluindo pontos de
principal, por exemplo, eficiência,
funcionamento e tempo operacional, temperatura, pressão,
custos de investimento ou
especificações do líquido
custos do ciclo de vida (LCC).
• Critérios do fornecedor, por exemplo, disponibilidade de
Esses não serão cobertos nesta
peças de reposição
seção. Entretanto, as diretrizes
gerais apresentadas também
se aplicam para tubulação que Consultivo
ainda não foi planejada. • As alterações importantes podem ser benéficas em um
longo ou curto prazo, ou ambos e devem ser
• Se a tubulação já foi planejada, a documentadas, por exemplo, economias de instalação,
seleção da bomba é equivalente custos de ciclo de vida (LCC), redução sobre o impacto
a substituir uma bomba numa ambiental como ruído e vibrações e acessibilidade em
instalação existente. conexão com manutenção

Seleção
• Deve ser baseada em uma lista de prioridades de acordo
com o cliente Para a seleção do correto tipo de bomba e
recomendação sobre a instalação, duas áreas principais são
importantes: escoamento e limitação de ruído e vibrações.
Essas duas áreas serão tratadas nas páginas a seguir.
76
2.1.3 Escoamento num tubo para instalação de bomba única

A figura 2.1.1 baseia-se na instalação de bomba única. Em instalações paralelas a acessibilidade desem-
penha um papel importante sobre como uma escolha de bomba é boa.

O critério de avaliação é a tubulação mais simples possível, portanto com o mínimo de dobras possíveis.

Pontuações:
A melhor escolha
Melhor escolha
A pior escolha
Não aplicável

Tipo de bomba

A. Em linha acoplagem B. Sucção pela extremidade C. Sucção pela extremidade


Tubulação próxima (montagem
horizontal ou vertical)
acomplagem próxima
(montagem horizontal ou
acoplagem longa
(montagem horizontal
vertical) apenas) montagem
Para a bomba: A partir da bomba:

Junto ao piso Melhor escolha Boa escolha Boa escolha


Junto Para o chão Melhor escolha Boa escolha Boa escolha
ao piso
Para o teto Boa escolha Melhor escolha Melhor escolha
Junto ao piso Boa escolha Melhor escolha Pior escolha

A partir Para o chão Boa escolha Melhor escolha Pior escolha


do chão
Para o teto Boa escolha Melhor escolha Melhor escolha
Junto ao piso Melhor escolha Pior escolha Pior escolha
A partir Para o chão Melhor escolha Boa escolha Boa escolha
do teto
Para o teto Boa escolha Melhor escolha Melhor escolha

Montada Montada Melhor escolha Boa escolha Não se aplica


na parede na parede

Fig. 2.1.1 Tubulação e tipo de bomba

77
Seção 2.1
Instalação da Bomba

A acessibilidade desempenha um papel


importante sobre como a boa escolha de uma
bomba específica está relacionada à instalação de
várias bombas em paralelo. A acessibilidade nem
sempre é fácil para bombas em linha instaladas
em paralelo por causa da tubulação, ver figura
2.1.2. Como aparece na figura 2.1.3, as bombas de
sucção pela extremidade instaladas em paralelo
Fig. 2.1.2:
facilitam o acesso.
3 bombas em linha em paralelo; acesso para
manutenção limitado por causa da tubulação.

2.1.4 Limitação de ruído e vibrações

Para alcançar um funcionamento ideal e


minimizar o ruído e vibração, poderá ser
necessário considerar o amortecimento da
vibração da bomba em certos casos. Geralmente,
isso deve ser sempre considerado no caso de
bombas com motores acima de 7,5kW. Motores
de tamanhos menores, entretanto, também
podem causar ruído e vibração indesejados. O
ruído e a vibração são gerados pela rotação
no motor e bomba e pelo fluxo nos tubos e Fig. 2.1.3:
conexões. O efeito sobre o ambiente depende da 3 bombas de sucção pela extremidade em
paralelo; acesso para manutenção mais fácil
correta instalação e do estado de todo o sistema.
por causa da tubulação.
Abaixo nós apresentaremos 3 modos diferentes
de limitar o ruído e a vibração numa instalação
de bomba: Fundação, amortecedores e junta de Piso
expansão. Chão sólido

Fundação Fig. 2.1.4: Construção de piso sólido

Construções no piso podem ser divididas em dois Piso


tipos: piso sólido e piso suspenso.
Piso de chão
Sólido – risco de ruído mínimo devido a má
transmissão de vibrações, ver figura 2.1.4. Parede Porão

Suspenso – risco de o piso amplificar o ruído.


O porão pode agir como uma caixa
de ressonância. Ver figura 2.1.5.
Piso
A bomba deve ser instalada numa superfície plana Chão sólido
e rígida. Quatro modos básicos de instalação
existem para os dois tipos de construção de piso:
piso, pedestal, pedestal flutuante e base suspensa
em amortecedores de vibração.
Fig. 2.1.5: Construção piso suspenso

78
Fig. 2.1.6: Piso

Piso
Montagem direta no piso, portanto transmissão
Piso Placa de base Unidade da bomba
da vibração direta, ver figura 2.1.6.

Fig. 2.1.7: Pedestal


Pedestal
Colocado diretamente sobre o piso de concreto,
portanto como piso, ver figura 2.1.7.

Pedestal flutuante
Piso Pedestal Placa de base Unidade da bomba
Apoiado sobre material inerte, por exemplo,
areia, portanto risco reduzido de transmissão
de vibração 2.1.8.
Fig. 2.1.8:
Pedestal
flutuante
Fundação suspensa sobre Piso
amortecedores de vibração Areia
Solução ideal com transmissão de vibração
controlada, ver figura 2.1.9. Pedestal Placa de base
Unidade da bomba
Como regra geral, o peso de uma fundação
de concreto deve ser 1,5 x o peso da bomba. Fig. 2.1.9: Fundação
Esse peso é necessário para conseguir que os suspensa sobre
amortecedores de
amortecedores funcionem eficientemente com vibração
a bomba em baixa velocidade.

Piso

Amortecedores de vibração Placa de base


Fundação Unidade da bomba

Fig. 2.1.10: A mesma regra de fundação vale para


bombas in-line na vertical

Unidade da
bomba

Fundação
Amortecedores
de vibração
Piso
79
Seção 2.1
Instalação da Bomba

Amortecedores

A seleção do amortecedor de vibração correto


exige os seguintes dados:

• Forças agindo no amortecedor


• Velocidade do motor considerando o controle de
velocidade, se houver
• Amortecimento exigido em % (valor sugerido é
70%)

A determinação do amortecedor correto varia de


instalação a instalação, mas a seleção errada do
amortecedor pode aumentar o nível de vibração
em certos casos. Portanto, o fornecedor deve
dimensionar os amortecedores de vibração.

As bombas instaladas com amortecedores de Fundação


Junta de
vibração sempre devem ter juntas de expansão Unidade
expansão
equipadas nos lados de sucção e lado e de da bomba
descarga. Isso é importante de modo a evitar que Placa de base
a bomba fique suspensa nos flanges.

Juntas de expansão

As juntas de expansão são instaladas para:

• absorver expansões/contrações na tubulação Piso


causadas pela alteração na temperatura do
líquido; Amortecedores de vibração

• reduzir tensões mecânicas em conexão com as


Fig. 2.1.11: Instalação com juntas de expansão,
ondas de pressão na tubulação; amortecedores de vibração e tubulação fixa.

• isolar ruído mecânico na tubulação (não para


juntas de expansão de fole metálico).

As juntas de expansão não devem ser instaladas


para compensar imprecisões na tubulação, tais
como deslocamento do centro ou desalinhamentos
dos flanges.

As juntas de expansão são colocadas a uma


distancia mínima de 1 a 1,5 DN de diâmetro a
partir da bomba no lado da sucção, bem como no
lado da descarga. Isso evita o desenvolvimento de
turbulência nas juntas de expansão, resultando
em melhores condições de sucção e uma perda
de pressão mínima no lado da pressão. Em altas
velocidades da água (>5 m/s) é melhor instalar
juntas de extensão maiores correspondentes à
tubulação.

80
As figuras 2.1.12-2.1.14 mostram exemplos de
juntas de expansão de fole de borracha com ou
sem barra transversal.

Juntas de expansão com barras transversais podem


ser usadas para minimizar as forças causadas
pelas juntas de expansão. As juntas de expansão Fig. 2.1.12: Juntas de
com barras transversais são recomendadas para expansão fole borracha com
barras transversais
tamanhos maiores que DN 100. Uma junta de
expansão sem barra transversal irá exercer força
nos flanges da bomba. Estas forças afetam a
bomba e a tubulação.

Os tubos devem ser fixados de modo que não Fig. 2.1.13: Juntas de
expansão fole borracha
exerçam tensão sobre as juntas de expansão e a sem barras transversais
bomba, ver figura 2.1.11. Os pontos fixos devem
sempre ser colocados o mais perto possível das
juntas. Siga as instruções do fornecedor de juntas
de expansão.

Em temperaturas acima de 100°C combinadas com


alta pressão, com frequência dá-se preferência às
juntas de expansão de fole metálico devido ao
risco de ruptura.
Fig. 2.1.14: Juntas de expansão fole metálica com
barras transversais
2.1.5 Nível de som (L)
O nível de som num sistema é medido em decibeis
(dB). Ruído é um som indesejado. O nível de ruído
pode ser medido nas três formas seguintes:

1. Pressão – Lp : A pressão das ondas de ar


2. Potência – LW : A potência do som Lp (dB)
Limiar da dor
3. Intensidade - LI: A potência por m2 (não será 120
coberta nesse livro) Limiar da escuta
100

Não é possível comparar os três valores 80 Música


diretamente, mas é possível calcular entre eles 60
com base nos padrões. A regra geral é: Fala
40

20

Bombas menores, por exemplo, 1,5 kW: Lw = LP + 11 dB 0


20 50 100 200 500Hz 1 2 5 10 20kHz
Bombas maiores, por exemplo, 110 kW: Lw = LP + 16 dB Frequênci
kHz
Fig. 2.1.15: Limiar da escuta vs frequência

81
Seção 2.1
Instalação da Bomba

dB (A)
A Diretiva de Máquina da EU prescreve que
10
os níveis de som têm que ser indicados como 0
pressão quando estiverem abaixo de 85 dB (A) e -10
como potência quando ultrapassarem 85 dB (A). -20
-30
O ruído é subjetivo e depende da capacidade -40
da pessoa de ouvir, por exemplo, pessoa jovem -50
vs pessoa velha. Entretanto, as medidas acima -60

mencionadas ganham relevância de acordo -70


-80
com a sensibilidade de um ouvido padrão, ver 10 100 1000 10000 H
figura 2.1.15. A pesagem é conhecida como
Fig. 2.1.16 Curva de pesagem A
pesagem-A (dB(A)), expressa como por exemplo:
LpA, e as medições serão ajustadas dependendo
da frequência. Em alguns casos ela aumenta em
outros diminui, ver figura 2.1.16 Outras pesagens
são conhecidas como B e C, mas são usadas para
Aumento nível do som Lp (dB)
outras finalidades, que não cobriremos nesse
livro. 15

No caso de duas ou mais bombas em operação,


o nível de som pode ser calculado. Se forem 10
bombas com o mesmo nível de som, o nível de
som total pode ser calculado adicionando o valor
a partir da figura 2.1.17, por exemplo, 2 . bombas
5
é Lp + 3dB, 3 . bombas é Lp + 5dB. Se as bombas
tiverem níveis de som diferentes, os valores da
figura 2.1.18 podem ser adicionados.
4 8 12 16 20 24
As indicações de nível de som devem normalmente Número de bombas iguais
ser determinadas como condições de campo livre
sobre superfície refletora, significando o nível Fig. 2.1.17 Aumento do nível total de pressão
do som com fontes iguais
do som sobre chão duro sem paredes. Garantir
valores num cômodo específico num sistema de
tubos específico é difícil porque esses valores
estão além do alcance do fabricante. Certas Aumento na pressão do som Lp (dB)
condições têm um impacto negativo, (nível de
3
som crescente) ou um impacto positivo no nível
de som. As recomendações para instalação e 2.5
fundação podem ser dadas para eliminar ou
reduzir o impacto negativo. 2

1.5

Valores da experiência: 1

Aumento de Percebido como: 0.5


+ 3 dB Apenas perceptível
+ 5 dB Claramente perceptível 2 4 6 8 10
+10 dB Duas vezes mais alto Diferença entre o nível a ser adicionado Lp (dB)

Fig. 2.1.18 Aumento do nível total de


pressão sonora com diferentes fontes

82
Seção 2.2
Desempenho das bombas

Quando você examina uma bomba, existem


várias coisas que você tem que verificar. Além
de verificar a condição física, por exemplo, se ela
está enferrujada ou faz ruído anormal, você tem
que saber alguns valores de modo a ser capaz de
dizer se a bomba funciona como se espera. Nas
próximas páginas, apresentaremos três grupos de
valores que você pode precisar para se concentrar
quando examinar o desempenho da bomba: termos
hidráulicos, condições elétricas, condições mecânicas
e propriedades do líquido.

2.2.1 Condições hidráulicas


Quando você quiser examinar o desempenho da
bomba, existem alguns valores que precisa conhecer.
Nessa seção nós apresentaremos as condições
hidráulicas mais importantes: fluxo, pressão e carga.

Fluxo (vazão)
Fluxo (vazão) é a quantidade de líquido que passa
através de uma bomba num determinado período de Q
Qm = ρ . Q ; Q = m
tempo. Quando lidamos com leitura de desempenho, ρ
nós distinguimos entre dois parâmetros de fluxo:
fluxo do volume e fluxo da massa.
Água
Exemplos Unidade
em 20°C em 120°C
Fluxo volumétrico (Q) Fluxo
m3/h 10
Fluxo volumétrico é o que lemos da curva de uma volumétrico Q
bomba ou, colocado de outra forma, uma bomba pode Densidade kg/m3 998 943
mover um volume por unidade de tempo (medido
kg/h 9980 9403
em m3/h) sem importar a densidade do líquido. Fluxo de massa Qm
Quando lidamos com, por exemplo, fornecimento kg/s 2.77 2.62
de água, o fluxo volumétrico é o parâmetro mais
importante por que precisamos que a bomba libere Fig. 2.2.1: Exemplos de cálculo
certo volume, por exemplo, de água potável ou água
para irrigação. Neste livro inteiro o termo fluxo se
refere ao fluxo volumétrico.

Fluxo de massa (Qm)


O fluxo de massa é a massa que a bomba move por
unidade de tempo e é medido em kg/s. A temperatura
do líquido tem uma influência sobre o tamanho do
fluxo de massa que a bomba pode mover por unidade
de tempo uma vez que a densidade do líquido muda
com a temperatura. Em conexão com sistema de
aquecimento, refrigeração e ar-condicionado, o fluxo
de massa é um valor essencial para se conhecer por
que a massa é o transportador da energia (ver seção
sobre capacidade de Aquecimento).

83
Seção 2.2
Desempenho das bombas

Pressão (p)

A pressão é uma medida de força por área unitária.


Nós distinguimos entre pressão estática, pressão
dinâmica e pressão total. A pressão total é a soma da
pressão estática e da pressão dinâmica:

psta ptot pdyn

Pressão estática
A pressão estática psta1é a pressão que é medida com o Q psta psta
ptot ptot
medidor de pressão colocado perpendicular ao fluxo
2
ou num líquido sem movimento, ver figura 2.2.2.
Fig. 2.2.2: Como determinar a pressão estática psta,
Pressão Dinâmica1 pressão dinâmica pdyn e a pressão total ptot
A pressão dinâmica2pdyn é causada pela velocidade do
líquido. A pressão dinâmica não pode ser medida por
um manômetro normal, mas é calculada pela seguinte
fórmula:
1
2
onde:
ρ é a densidade do 1líquido em [kg/m3]
p1 p2
v é a velocidade do 2líquido em [m/s]
v1 v2
D1 D2
A pressão dinâmica pode ser convertida em pressão
estática pela redução da velocidade do líquido e A B
vice versa. A figura 2.2.3 mostra uma parte de um
sistema onde o diâmetro do tubo aumenta de D1 a D2, P ptot
psta
resultando numa diminuição na velocidade do líquido
de v1 para v2. 1Assumindo que não há perda por fricção
no sistema, a2soma da pressão estática e da pressão
dinâmica é constante por todo o tubo horizontal. pdyn
1
2
Fig. 2.2.3: A pressão estática aumenta se a
Assim, um aumento no diâmetro do tubo, como velocidade do líquido for reduzida. A figura se aplica
a um sistema com perda de fricção insignificante.
aquele mostrado na figura 2.2.3 resulta num
aumento na altura manométrica estática medida
com o medidor de pressão p2.

Na maioria dos sistemas de bombas, a pressão


dinâmica pdyn tem um impacto menor na pressão
total. Por exemplo, se a velocidade de um fluxo de
água é 4,5 m/s, a pressão dinâmica é em torno de
0,1 bar, que é considerada insignificante em muitos
sistemas de bombeamento. Mais tarde neste capítulo,
discutiremos a pressão dinâmica em conexão com a
determinação da altura manométrica de uma bomba.

84
H(m)
Duty point for diesel at 20°C
12

Duty point for water at 95°C


10
Duty point for water at 20°C
8
Duty point for brine at 20°C

Tabela de conversão para unidades de pressão


Medição da pressão
Pa bar atm* at** mH2O mmHg
A pressão é medida em, por exemplo, Pa (N/m2), bar
1 Pa = 1 N/m2 9.87 . 10 1.02 . 10 1.02 . 10 750 . 10
-5 -4 -5 -4 -5
1 10
(105 Pa) ou PSI (Ib/in2). Quando trabalhamos com 1 bar 10
5
1 0.987 1.02 10.2 750
pressão é importante saber o ponto de referencia 1 atm 1.013 . 10 1.013 1
5
1.033 10.33 760
para a medição da pressão. Dois tipos de pressão 1 at = 1 kp/cm3 0.981 . 105 0.981 0.968 1 10 736

são essenciais em conexão com a medição de 1 m H2O 0.981 . 104 0.0981 0.0968 0.1 1 73.6

pressão: pressão absoluta e pressão manométrica: * Atmosfera física ** Atmosfera teórica

Fig. 2.2.4: Tabela de conversão para unidades de pressão


Pressão absoluta (pabs)
A pressão absoluta é definida como a pressão acima
do vácuo absoluto, 0 atm, que é o zero absoluto
para a pressão. Normalmente, o valor “pressão
absoluta” é usado em cálculos de cavitação.

Pressão manométrica
A pressão manométrica, com frequência

10.6 m
10.2 m
conhecida como sobrepressão, é a pressão maior
do que a pressão atmosférica normal (1 atm). 7.3 m

Normalmente, a pressão p é determinada como


Salmoura a 20°C Água a 20°C
pressão manométrica por que a maioria das

12.75 m
10.6 m
10.2 m

1300 kg/m3 997 kg/m3


7.3 m

medições dos sensores e dos medidores de pressão 1 bar = 7.3 m 1 bar = 10.2 m
mede a diferença de pressão entre o sistema e a 1 bar 1 bar 1 bar
atmosfera. Por todo esse livro o termo pressão se
refere a pressão manométrica.
1 bar 1 bar 1 bar 1 bar

Altura manométrica
1 (H) H(m)

2 12
Duty point for diesel
A altura manométrica de uma bomba é a expressão
H(m) Duty poin
da altura que a bomba pode elevar um líquido. A 10
Duty point for diesel at 20°C Duty
altura manométrica1 é medida em metros (m) e é 12

2
8
independente da densidade do líquido. A fórmula a 10
Duty point for water at 95°C
Duty point
6 for water at 20°C
seguir mostra a relação entre pressão (p) e a altura
8
manométrica (H): Duty point for brine at 20°C
4
6
12.75 m
10.6 m
10.2 m
7.3 m

2
4
onde :
H é a altura manométrica em [m] Água a 95°C
2
Óleo diesel a 20°C
p é a pressão em [Pa = N/m2] 960 kg/m3 800 kg/m3
1 bar = 10.6 m 1 bar = 12.75 m
Tabela de conversão para unidades d
Q
ρ é a densidade do líquido em [kg/m3]
g é a aceleração da gravidade em 1[m/s
bar
2
] 1 bar 1 bar
Pa de1 bar
bar atm* at**
Tabela de conversão para unidades pressão
Pa 1 Pa =bar
1 N/m atm*1 2
at**
-5
10mH2O 9.87 . 10-4 1.02 . 10
mmHg
Normalmente, a pressão ρ é medida em [bar], que
é igual a 105 Pa. Entretanto, outras unidades
1 Pa =de
1 N/m2 1 1 bar
10
-5 -4
5
9.87 . 1010 1.02 . 10 11.02 . 10 0.987
-5 -4
750 . 10 1.02
-5

pressão também são usadas também, ver 1figura


bar 10
5
1 atm
1 0.987 1.013 . 10
1.02
5
1.013
10.2 1 750 1.033
2.2.4. 1 atm H(m)
1.013 . 101 at1.013
= 1 kp/cm
5
1 3 0.981 . 10 0.981
1.033 10.33 0.968
760
5
1
Fig. 2.2.5:
Duty Bombeando
point for diesel at quatro
20°C líquidos diferentes a 1
12 3
1 at = 1 kp/cm 0.981 . 1015 m0.981
H O 0.968 0.981
bar no lado da2 descarga da bomba resulta em quatro 1 . 104 0.0981
10 736
0.0968 0.1
A relação entre a pressão e a altura manométrica é
1 m H2O 10 0.981 . 10
alturas manométricas
4 Duty point
0.0981
* Atmosfera 0.0968diferentes(m),
for water0.1
at 95°C
física ** Atmosfera
por isso quatro
1 teórica 73.6
mostrada na figura 2.2.5 onde a bomba manuseia pontos de trabalho diferentes
Duty point for water at 20°C
quatro líquidos diferentes. * Atmosfera física ** Atmosfera teórica
8
Duty point for brine at 20°C 85
6
Seção 2.2
Desempenho das bombas

Como determinar a altura manométrica


A altura manométrica da bomba é determinada
pela leitura da pressão nos flanges da bomba p2,
p1 e depois a conversão dos valores em altura
manométrica - ver figura 2.2.6. Entretanto, se uma
1
diferença geodésica na altura manométrica estiver
2 dois pontos de medição, como é
presente entre
o caso na figura 2.2.6, é necessário compensar a
diferença. Além
1 disso, se as dimensões da porta dos
dois pontos2 de medição diferirem uma da outra,
a altura manométrica real também tem que ser
corrigida para este.
v2
1 D2
A altura manométrica da bomba real H é calculada
2
pela seguinte fórmula:
1 p2
2 1
2
onde : v1
D1 p1
1
H é a altura manométrica real da bomba em [m]
2
p é a pressãonos flanges em [Pa = N/m2] h2 h1
ρ é a densidade do líquido em [kg/m3]
g é a aceleração da gravidade em [m/s2]
h é a altura geodésica em [m] Fig. 2.2.6: Bomba padrão com sucção na
v é a velocidade do líquido em [m/s] extremidade com diferença de dimensão na
sucção e portas de descarga
v2 = 5.43 m/s2
A velocidade do liquido v é calculada D2= 125 mm
pela seguinte fórmula:

p2 = 1.1 bar
h2 - h1 = 355 mm
onde: D1 = 150 mm
v é a velocidade do líquido em [m/s]
v1 = 3.77 m/s2
Q é o fluxo volumétrico em [m3/s] p1 = 0.5 bar
D é o diâmetro da porta em [m]

Combinando estas duas fórmulas, a altura


manométrica H depende dos seguintes fatores: As
medições de pressão p1 e p2, a diferença em altura
geodésica entre os pontos de medição (h2-h1), o
fluxo através da bomba Q e o diâmetro das duas
portas D1 e D2.

A correção devida à diferença no diâmetro da porta


é causada pela diferença na pressão dinâmica. Em
vez de calcular a correção a partir da fórmula, a
contribuição pode ser lida num nomograma, ver
apêndice F.

86
2

1
2

v2
D2

1
Exemplo de cálculo
2 p2
Uma bomba do mesmo tipo que aquela mostrada
1
na figura 2.2.7 está instalada num sistema com
2
1
os seguintes dados: v1
D1 p1
2
1
Q =2 240 m3/h h2 h1
p1 = 0.5 bar
p2 = 1.1 bar
Líquido: Água a 200C

Diâmetro da porta de sucção D1 = 150 mm v2 = 5.43 m/s2


Diâmetro da porta de descarga D2 = 125 mm.
D2= 125 mm
A diferença na altura entre as duas portas onde
os manômetros de pressão estão instalados é
h2-h1 = 355 mm. p2 = 1.1 bar
h2 - h1 = 355 mm

Agora somos capazes de calcular a altura D1 = 150 mm

manométrica da bomba: v1 = 3.77 m/s2


p1 = 0.5 bar

Fig. 2.2.7: Bomba padrão com sucção na extremidade


com diferentes dimensões de sucção e portas de
descarga (exemplo)

Como resulta do cálculo, a diferença de pressão


medida por manômetros de pressão é de cerca
de 1,1 m inferior ao que a bomba está realmente
executando. Isso pede uma explicação. Primeiro,
o desvio é causado pela diferença em altura entre
os manômetros de pressão (0,36m) e segundo, é
causado pela diferença de dimensões da porta,
que neste caso é 0,77m.

87
Seção 2.2
Desempenho das bombas

Se os manômetros de pressão forem colocados na


mesma altura geodésica, ou se um manômetro de
pressão diferencial for usado para as medidas, não
é necessário compensar para a diferença em altura
(h2-h1). Em conexão com bombas em linha, onde
a entrada e a saída estão colocadas no mesmo p1 p2
nível, as duas portas com frequência têm o mesmo
diâmetro. Para estes tipos de bomba uma fórmula
simplificada é usada para determinar a altura
manométrica: h1 h2

Fig.2.2.7.a: Bomba em linha com a mesma altura


geodésica na entrada e na saída. h2 = h1

Pressão diferencial (∆p)


A pressão diferencial é a diferença de pressão entre
as pressões medidas nos dois pontos, por exemplo,
a pressão cai através da válvulas num sistema. Refrigerador seco

A pressão diferencial é medidas nas mesmas


unidades que a pressão.

Pressão do sistema Refri-


A pressão do sistema é a pressão estática, que gerador

está presentes num ponto no sistema, quando Hsyst


as bombas não estiverem em funcionamento. A
pressão do sistema é importante para considerar Hsyst > h
quando você trabalha com um sistema fechado.
Fig.2.2.8: A pressão do sistema Hsta num sistema
A pressão do sistema em (m) Hsta no ponto mais fechado tem que ser mais alta do que a altura
inferior deve sempre ser mais alta do que a altura física da instalação
do sistema de modo a garantir que o sistema
esteja cheio de líquido e pode ser ventilado
adequadamente.

88
Cavitação e NPSH a = Frente das pás do
A cavitação ocorre em algum lugar na bomba rotor
quando a pressão é menor do que a pressão do b = Parte de trás das pás
vapor do líquido, ver figuras 2.2.9 e 2.2.10. a do rotor

Quando a pressão no lado da sucção cai abaixo b


da pressão do vapor do líquido (figura 2.210
Bolhas de vapor
ponto amarelo), pequenas bolhas de vapor se
implodindo
formam. Estas bolhas cedem (implodem) quando
a pressão sobe (figura 2.2.10 ponto vermelho) e
libera ondas de choque. Consequentemente, os Fig.: 2.2.9: Implosão das bolhas de cavitação na
impulsores podem ser danificados pela energia parte de trás das pás do rotor
liberada. A taxa do dano ao impulsor depende
das propriedades do material. O aço inoxidável
p
é mais resistente à cavitação do que o bronze e
o bronze é mais resistente à cavitação do que o
ferro fundido, ver seção 1.6.3. Pressão [Pa]
a b
a = Frente das pás
do rotor
b = Parte de trás
A cavitação diminui o fluxo (Q) e a altura das pás do rotor
H p1 H
manométrica (H), o que leva a desempenho
reduzido da bomba, ver figura 2.2.11. O dano Pressão do vapor

devido à cavitação com frequência apenas é


detectado quando a bomba é desmontada. Entrada do rotor Saída do ro

Além disso, a cavitação causa aumento de ruído NPSH


Fig.: 2.2.10: Desenvolvimento da pressão através de uma
e vibrações, o que pode consequentemente bomba centrifuga
danificar os rolamentos, retentores de eixo e Q Q
soldas.

Cálculo do risco de cavitação H


Para evitar a cavitação, a seguinte fórmula é
usada para calcular a altura manométrica de
sucção máxima:

Curva
quando a
bomba cavita
hmax – Altura manométrica máxima de sucção Q
Fig.: 2.2.11: Curva da bomba quando a bomba cavita
Hb – pressão atmosférica no local da bomba;
esta é a elevação de sucção máxima teórica, ver
figura 2.2.13
H H
Hf – Perda de fricção no tubo de sucção

NPSH = Altura manométrica de sucção positiva


líquida (é para ser lida na curva NPSH no fluxo
operacional mais alto) ver figura 2.2.12. NPSH

Q Q
Fig.: 2.2.12: curva NPSH
89
H
Seção 2.2
Desempenho das bombas

O valor NPSH indica em que medida a bomba não Altura acima Pressão Coluna de Ponto de
é capaz de criar vácuo absoluto, isto é para levantar do nível do barométrica água ebulição
uma coluna cheia de água 10,33 m acima do nível mar (m) p (bar) H (m) da água (°C)
b b
do mar, ver figura 2.2.13.
0 1.013 10.33 100

NPSH pode ser chamada de NPSHr (requisitada) 500 0.935 9.73 99


ou NPSHa (disponível). 1000 0.899 9.16 96
2000 0.795 8.10 93
NPSHrequisitada A altura manométrica de sucção
Fig.: 2.2.13: Pressão barométrica acima do nível do mar
requerida para a bomba
NPSHdisponível Altura manométrica de sucção
disponível no sistema disponivel tm Hv
(˚C ) (m)

150
O valor NPSH de uma bomba é determinado 140
45
40
35

pelo teste de acordo com isso 9906 e pe feito 130


tm
30
Hv
25
da seguinte maneira. A altura manométrica de (˚C )
120
150
(m)
20
45
sucção é reduzida enquanto o fluxo é mantido 110
140
1540
1235
em nível constante. Quando a pressão diferencial Hf 100
130
1030
25
8,0
diminuiu até 3%, a pressão no lado sucção da 90
120 6,0
20
5,0
80
bomba é lida; e o valor NPSH da bomba é definido. 110
70
15
4,0
12
3,0
O teste é repetido em diferentes fluxos, o que Hf 100 10
60 2,0
8,0
90
forma a base da curva NPSH no final. 50
1,5
6,0
NPSH 80 5,0
1,0
h 40 0,8
4,0
Hb 70 0,6
3,0
Colocado de outra forma: Quando a curva NPSH 30
60
0,4
2,0
0,3

é atingida, o nível de cavitação é tão alto que a 20


50
1,5
0,2
NPSH 10 1,0
altura manométrica da bomba diminuiu em 3%. h
Hb
40
0
0,8
0,1
0,6
Hv 30 0,4
0,3

Hv – Pressão do vapor do líquido; para maiores 20


0,2
10
informações relativas à pressão do vapor da água, 0
0,1

vá ao apêndice D. Hv

Hs – Fator de segurança. Hs depende da situação


e normalmente varia entre 0,5m e 1 m e para Fig.: 2.2.14: Sistema com indicação de valores diferentes
líquidos contendo gás até 2 m, ver figura 2.2.15. que são importantes na conexão com cálculos de sucção

2.2.2 Condições Elétricas


H [m]

Quando você quer examinar o desempenho da


bomba, precisa conhecer uma gama de valores. NPSH
Nesta seção apresentaremos os valores elétricos Liquido com ar
mais importantes: consumo de energia, tensão,
corrente e fator de energia.
Liquido deslo

Q [m3/s]

Fig.: 2.2.15: Curva NPSH típica para líquido contendo gás

90
Consumo de energia(P)

As bombas são feitas de vários componentes, ver


figura 2.2.16. O consumo de energia de diferentes
componentes é designado da seguinte maneira:

P1 A entrada de energia da rede ou, dito de outra


forma, a quantidade de energia que o
consumidor terá que pagar
P1
P2 A entrada de energia para a bomba ou a saída
de energia a partir do motor. Muitas vezes
conhecida como energia do eixo;
P2
PH Energia hidráulica - a energia que a bomba
transfere para o líquido na forma de fluxo e Fornecimento
altura manométrica. a partir da rede

Para os tipos de bomba mais comuns, o termo


consumo de energia normalmente se refere a P2.
A energia é medida em W, kW.

Eficiência(η)

A eficiência em conexão com bombas


normalmente cobre apenas a eficiência da peça da
bomba nP. A eficiência da bomba é determinada PH
por vários fatores, por exemplo, a forma da
carcaça da bomba, o projeto do rotor e difusor e a
aspereza da superfície. Para unidades de bombas
típicas consistindo de bomba e motor elétrico, a
eficiência total nT também inclui a eficiência do
motor:

Fig. 2.2.16: Unidade de bomba com indicação de


Se um conversor de frequência também for níveis diferentes de consumo de energia
incluído, a eficiência da unidade inteira também
tem que incorporar a eficiência do conversor de
frequência:

91
Seção 2.2
Desempenho das bombas

Tensão (U)
L1
Como a pressão conduz o fluxo através de um L2 } Fornecimento
sistema hidráulico, a tensão conduz a corrente (I) trifásico 400V
através de um circuito elétrico. A tensão é medida L3
em volts (V) e pode ser tanto corrente direta N } Fornecimento
monofásico 230V
(CD), por exemplo, bateria de 1,5 V - ou corrente PE
alternada (CA), por exemplo, fornecimento de
eletricidade para casas, etc. Normalmente as Fig. 2.2.17: Fornecimento da rede, ex.: 3 x 400 V
bombas são fornecidas com fornecimento de
tensão CA. O leiaute da fonte de alimentação
CA difere de um país para o outro. No entanto, o
leiaute mais comum é o de quatro fios com três
fases (L1, L2, L3) e um neutro (N). Além destes
quatro fios, a ligação ao terra (PE) também é
adicionada ao sistema, ver figura 2.217.
Para uma alimentação elétrica 3 x 400V/230V, A tensão entre qualquer das duas fases (L1,L2,L3)
a tensão entre qualquer das duas da fases (L1, é para uma alimentação elétrica 3x400V/230V,
L2, L3) é 400V. A tensão entre uma das fases e o 400V.
neutro (N) é 230V. A razão entre a tensão fase- A tensão entre uma das fases e o neutro (N) é
fase e a tensão fase-neutro é determinada pela 230 V. A razão entre a tensão fase-fase e a tensão
formula à direita: fase-neutro é:

Ufase-fase = √3 . Ufase-neutro
Corrente (I)

A corrente é o fluxo de eletricidade e é medida


em ampere (A). A quantidade de corrente em um
circuito elétrico depende da tensão fornecida e
da resistência/impedância no circuito elétrico.

Energia (P) e fator de potência (cosø ou PF)

O consumo de energia é realmente de grande


importância quando se trata de bombas. Para Motor monofásico CA, ex. 1 x 230V
bombas com motores padrão CA, a entrada de
energia é encontrada pela medição da tensão
de entrada e corrente de entrada e pela leitura
Motor trifásico CA, ex. 3 x 400V
do valor cosø na placa do motor/bomba. cosø é
o ângulo da fase entre tensão e corrente. cosø
também é conhecido como fator de potência
(PF). O consumo de energia P1 pode ser calculado
pelas fórmulas mostradas à direita dependendo
se o motor é monofásico ou motor trifásico..

92
2.2.3 Propriedades do líquido
Quando você estiver fazendo seus cálculos de
sistema, existem três propriedades que você
pode precisar saber sobre o liquido de modo
a fazer os cálculos corretos: a temperatura do
líquido, a densidade e a capacidade térmica.
kJ/kgK kcal/kgK
4.4 1.0
0% água pura
Temperatura do líquido (t,T)
4.0 0.9
20%
A temperatura do líquido é medida em °C
(Celcius), K (Kelvin) ou °F (Fahrenheit). °C 3.6 34% 0.8

e K são realmente a mesma unidade, mas 44%


3.2 0.7
0°C é o ponto de congelamento da água 52%
e 0K é o zero absoluto que é -273.15°C - a
2.8 0.6
temperatura mais baixa possível. O cálculo
entre Fahreinheit e Celsius é: °F = °C . 1.8 + 32,
2.4 0.5
portanto, o ponto de congelamento da água
é 0°C e 32°F e o ponto de ebulição é 100°C
2.0
e 212°F.
-40 -20 0 20 40 60 80 100 120°C

Fig. 2.2.18: Capacidade térmica vs


Densidade do líquido (ρ) temperatura para etileno glicol

A densidade é medida em kg/m3 or kg/dm3.


Ver apêndice L.

Capacidade térmica do líquido (Cp)

A capacidade térmica nos diz quanto


de energia adicional um líquido pode
conter por massa quando aquecido. A
capacidade térmica do líquido depende da
temperatura, ver figura 2.2.18. Esta é usada
em sistema para transportar energia, por
exemplo, aquecimento, ar-condicionado
e arrefecimento. Líquidos misturados, por
exemplo, glicol e água para ar-condicionado
têm uma capacidade térmica mais baixa
do que água pura, portanto, fluxo mais alto
é requisitado para transportar a mesma
quantidade de energia.

93
Capitulo 3: Sistema hidráulico

Seção 3.1: Características do sistema

3.1.1 Resistências individuais


3.1.2 Sistemas fechados e abertos

Seção 3.2: Bombas conectadas em


séries e paralelo
3.2.1 Bombas em paralelo
3.2.2 Bombas conectadas em séries
Seção 3.1
Características do Sistema

Anteriormente na seção 1.1.2 discutimos


as características básicas das curvas de
desempenho da bomba. Neste capítulo vamos
examinar a curva de desempenho da bomba
em diferentes condições de funcionamento
bem como uma característica típica do sistema.
Finalmente, vamos nos concentrar na interação
entre uma bomba e um sistema. Característica
da bomba
Ponto de
Uma característica do sistema descreve a funcionamento
relação entre o fluxo Q e a altura manométrica
H no sistema. A característica do sistema
depende do tipo de sistema em questão. Nós
Característica
distinguimos entre dois tipos: sistemas fechado do sistema
e aberto.

• Sistemas fechados Fig. 3.1.1: O ponto de intersecção entre a curva da


São sistemas de circulação como sistemas de bomba e as características do sistema é o ponto de
aquecimento ou condicionamento de ar, onde a funcionamento da bomba
bomba tem de superar as perdas de fricção nos
tubos, conexões, válvulas, etc. no sistema.

• Sistemas abertos
São sistemas de transporte de líquido como
sistemas de fornecimento de água. Em tais
sistemas a bomba tem que lidar com altura
manométrica estática e superar as perdas
fricção nos tubos e componentes.

Quando a característica do sistema é desenhada


no mesmo sistema de coordenadas como a
curva da bomba, o ponto de funcionamento da
bomba pode ser determinado como ponto de
intersecção das duas curvas, ver figura 3.1.1.

Os sistemas aberto e fechado consistem de


resistências (válvulas, tubos, permutador de
calor, etc.) conectadas em série ou em paralelo
que afetam totalmente a característica do
sistema.
No entanto, antes de continuarmos nossa
discussão sobre sistemas aberto e fechado,
iremos descrever brevemente como essas
resistências afetam a característica do sistema.

96
3.1.1 Resistências únicas
Cada componente em um sistema constitui uma
resistência contra o fluxo de líquido que leva
a uma perda de altura manométrica através
de cada um dos componentes no sistema. A
seguinte fórmula é usada para calcular a perda
de carga ΔH:
∆H = k . Q2

k é uma constante, que depende do componente Válvula


Permutador
em questão e Q é o fluxo através do componente. de calor
Como aparece a partir da fórmula, a perda da
altura manométrica é proporcional ao fluxo na
segunda potência. Então se for possível reduzir
o fluxo num sistema, uma redução substancial
da perda de pressão ocorre. Bomba

Característica resultante
Resistências conectadas em série
Válvula
A perda total da altura manométrica num
sistema consistindo de vários componentes Permutador de calor

conectados em série é a soma das perdas de


altura manométrica que cada componente
representa. A figura 3.1.2 mostra um sistema
consistindo de uma válvula e um permutador
de calor. Se não considerarmos a perda de
altura manométrica na tubulação entre os Fig. 3.1.2: A perda de altura manométrica para dois
dois componentes, a perda total da altura componentes conectados em série é a soma das duas
manométrica ΔHtot é calculada pela adição das perdas de cabeça manométrica individuais
duas perdas de altura manométrica:

∆Htot = ∆H1 + ∆H2

Além disso, a figura 3.1.2 mostra como a


curva resultante parecerá e como o ponto de
funcionamento será se o sistema for um sistema
fechado com apenas esses dois componentes.
Como aparece na figura, a característica
resultante é encontrada somando-se as perdas
de altura manométrica individuais ΔH em um
dado fluxo Q. Da mesma forma, a figura mostra
que quanto maior a resistência no sistema, mais
íngreme a curva resultante do sistema será.

97
Seção3.1
Características do Sistema

Resistências conectadas em paralelo


Contrariamente a conectar componentes em
série, conectar componentes em paralelo resulta
em uma característica de sistema mais plano. A
Válvula
razão é que componentes instalados em paralelo
reduzem a resistência total no sistema e assim a
perda de altura manométrica.
A pressão diferencial através dos componentes Permutador
conectados em paralelo é sempre a mesma. A de calor

característica resultante do sistema é defina


adicionando a taxa de fluxo individual de todos
os componentes para um ΔH específico. A figura
3.1.3 mostra um sistema com uma válvula e um Válvula
permutador de calor conectado em paralelo. Permutador de calor
Característica resultante
O fluxo resultante pode ser calculado pela seguinte
fórmula para a perda de altura manométrica
carga equivalente a ΔH: Bomba

Q tot = Q 1 + Q2

3.1.2 Sistemas fechado e aberto


Fig. 3.1.3: Componentes conectados em paralelo
Como mencionado anteriormente, os sistemas de
reduzem a resistência no sistema e resulta numa
bomba são divididos em dois tipos de sistemas característica de sistema mais plana
básicos: sistemas fechado e aberto. Nesta seção,
examinaremos as características básicas destes
sistemas.

Sistemas fechados
Normalmente, sistemas fechados são sistemas
que transportam energia térmica em sistemas
de aquecimento, sistemas de condicionamento Válvula
de ar, sistemas de arrefecimento de processos,
etc. Uma característica comum destes tipos de Aquecedor
sistema fechados é que o líquido é circulado e é Permutador
de calor
o transportador da energia térmica. A energia
térmica é de fato o que o sistema tem que
transportar Fig. 3.1.4: Desenho esquemático de
um sistema fechado
Os sistemas fechados são caracterizados como
sistemas com bombas que apenas têm que
superar a soma das perdas por atrito, que são
geradas por todos os componentes. A figura 3.1.4 Bomba
mostra um desenho esquemático de um sistema
fechado onde uma bomba tem que circular água Característica resultante
de um aquecedor através de uma válvula de
controle para um permutador de calor.

98
Válvula

Aquecedor
Permutador
de calor

Todos estes componentes juntos com os tubos


e conexões resultam numa característica de
sistema como aquele mostrado na figura 3.1.5.
A pressão exigida num sistema fechado (que Bomba
a curva de sistema ilustra) é uma parábola
Característica resultante
começando no ponto (Q,H) = (0,0) e é calculada
pela seguinte fórmula:

H = k . Q2

Como a fórmula e a curva indicam, a perda de


pressão aproxima-se de zero quando o fluxo cai.
Fig. 3.1.5: A característica de sistema para um sistema
Sistemas abertos fechado é uma parábola começando no ponto (0,0)
Os sistemas abertos são aqueles onde a bomba
é usada para transportar líquido de um ponto a
outro, por exemplo, sistemas de fornecimento
de água, sistemas de irrigação, sistemas de Tanque de teto
processo industrial. Em tais sistemas a bomba
tem que ligar com altura manométrica
geodésica do líquido e superar as perdas de
atrito nos canos e componentes do sistemas.

Nós fazemos a distinção entre dois tipos de


Tanque de teto
sistema aberta:
Reservatório intermediário
• Os sistemas abertos onde a elevação
geodésica
total exigida é positiva.
• Os sistemas onde a elevação geodésica total
exigida é negativa. Reservatório intermediário
Fig. 3.1.6: Sistema aberto com elevação geodésica positiva
Bomba

Sistema aberto com carga


Característica resultante
geodésica positiva Bomba
A figura 3.1.6 mostra um sistema aberto típico
com elevação geodésica positiva. Uma bomba Característica resultante
tem que transportar água de um reservatório
intermediário ao nível do chão até um tanque
de teto na parte superior de um prédio. Em
primeiro lugar, a bomba tem que fornecer
uma altura manométrica maior do que a altu- Q1 Q
ra manométrica geodésica da água (h). Em Q
Q1
segundo lugar, a bomba tem que fornecer a
altura manométrica necessária para superar a
perda total por atrito entre os dois tanques na Fig. 3.1.7: Sistema característico junto com a curva
de desempenho da bomba para o sistema aberto na
tubulação, conexões, válvulas, etc (Hf). A perda figura 3.1.6
de pressão depende da quantidade de fluxo,
ver figura 3.1.7.
99
Seção 3.1
Características do Sistema

A figura mostra que num sistema aberto não


há fluxo de água se a altura manométrica
máxima (Hmax) da bomba é menor do que a altura
manométrica geodésica (h). Apenas quando H > h,
a água começará a fluir do tanque intermediário
para o tanque de teto. A curva de sistema também
mostra que quanto menor a taxa de fluxo, menor
a perda de atrito (Hf) e consequentemente menor
o consumo de energia da bomba.

Assim, o fluxo (Q1) e o tamanho da bomba têm


que corresponder à necessidade para o sistema Tanque
específico. Isto é de fato uma regra geral para
sistemas de transporte de líquidos: um fluxo maior
conduz a uma perda de pressão mais elevada,
enquanto que um fluxo menor conduz a uma
menor perda de pressão e, consequentemente,
um menor consumo de energia.
Fig. 3.1.8: Sistema
Tanqueaberto com elevação geodésica
negativa
Sistema aberto com elevação geodésica
negativa
Um exemplo típico de um sistema aberto com
altura manométrica exigida negativa é um
sistema de reforço de pressão, por exemplo, Bomba Característica de sistema a
num sistema de fornecimento de água. A altura nível do tanque reduzido
manométrica geodésica (h) a partir do tanque
de água leva água ao consumidor - a água flui, Característica resulta
Bomba Característica de sistema a
embora a bomba não esteja funcionando. A nível do tanque reduzido
diferença de altura entre o nível do líquido no Característica resultante
tanque e a altitude da saída de água (h) resulta
num fluxo equivalente a Qo. Entretanto, a altura
manométrica é insuficiente para garantir o fluxo
requisitado (Q1) ao consumidor. Portanto, a bomba
tem que impulsionar a altura manométrica para o
nível (H1) de forma a compensar a perda por atrito
(Hf) no sistema. O sistema é mostrado na figura
3.1.8 e a característica do sistema junto com a Fig. 3.1.9: característica de sistema junto com a curva
curva de desempenho da bomba são mostradas de desempenho da bomba para sistema aberto na
na figura 3.1.9. figura 3.1.8

A característica do sistema resultante é uma curva


parabólica começando nos eixos H no ponto (0,-h).

O fluxo no sistema depende do nível do líquido no


tanque. Se reduzirmos o nível no tanque, a altura
(h) é reduzida. Isto resulta numa característica
de sistema modificada e num fluxo reduzido no
sistema, ver 3.1.9.

100
Seção 3.2
Bombas conectadas em série e
em paralelo

Para ampliar o desempenho total da bomba


em um sistema, as bombas normalmente são
conectadas em série ou em paralelo. Nesta seção
nos concentraremos nestas duas formas de
conexão de bombas.

3.2.1 Bombas em paralelo


Bombas conectadas em paralelo normalmente
são usadas quando

• o fluxo necessário é superior àquele que uma


única bomba poderia suportar
• o sistema possuir requisitos de fluxo variáveis
e quando estes requisitos forem atendidos por
meio do ligamento e desligamento de bombas
conectadas em paralelo.

Normalmente, as bombas conectadas em paralelo


são de tipo e tamanho similares. Entretanto, as
bombas podem ter tamanhos diferentes ou uma
ou diversas bombas podem ser controladas por
velocidade e, portanto, terem diferentes curvas
de desempenho.

Para evitar a circulação por derivação em


bombas que não estejam operando, uma válvula
antirretorno é conectada em série em cada uma
Fig. 3.2.1: Duas bombas conectadas em paralelo
das bombas. A curva de desempenho resultante com curvas de desempenho similares
para um sistema consistindo de diversas bombas
em paralelo é determinada pela adição de
fluxo que as bombas fornecem em uma altura
manométrica total (AMT) específica.

A figura 3.2.1 exibe um sistema com duas bombas


idênticas conectadas em paralelo. A curva de
desempenho total do sistema é determinada pela
adição de Q1 e Q2 para cada valor de AMT que é o
mesmo para ambas as bombas, H1 = H2.

Uma vez que as bombas são idênticas, a curva da


bomba resultante terá a mesma AMT Hmax mas
o fluxo máximo Q é duas vezes maior. Para cada
valor de AMT o fluxo Qmax será o dobro que para
uma única bomba em operação:

Q = Q1 + Q2 = 2 Q1 = 2 Q2

101
Seção 3.2
Bombas conectadas em série e em paralelo

Somente P1 contribuirá nesta área


A figura 3.2.2 mostra duas bombas de tamanhos
diferentes conectadas em paralelo. Ao adicionar
Q1 e Q2 a uma determinada AMT H1=H2, a curva de
desempenho resultante é definida. A área tracejada Somente P1 contribuirá nesta área
na figura 3.2.2 demonstra que P1 é a única bomba a
abastecer naquela área específica, uma vez que ela
possui AMT superior a P2.

Bombas controladas por velocidade


conectadas em paralelo
A combinação de bombas conectadas em paralelo
e bombas controladas por velocidade é uma forma
bastante útil de atingir um desempenho de bomba Fig 3.2.2: Duas bombas conectadas em paralelo
eficiente quando houver variação de demanda com curvas de desempenho diferentes
de fluxo. O método é comum na conexão com
sistemas de abastecimento de água/ aumento de
pressão. Mais adiante no capítulo 4, discutiremos
mais detalhadamente as bombas controladas por
velocidade.
Característica
Um sistema de bombeamento consiste de duas do sistema Característica
bombas controladas por velocidade com a mesma do sistema
curva de desempenho cobre uma ampla faixa de
desempenho, veja a figura 3.2.3. Uma única bomba é
capaz de cobrir o desempenho de bomba necessário
até Q1. Acima Q1 as duas bombas devem operar para
atender o desempenho exigido. Se ambas as bombas
estiverem operando na mesma velocidade as curvas
de bombeamento resultantes serão semelhantes às Fig. 3.2.3: Duas bombas controladas por velocidade
curvas laranja exibidas na figura 3.2.3. conectadas em paralelo (mesmo tamanho). A curva
laranja exibe o desempenho em velocidade reduzida
Observe que o ponto de operação indicado em Q1
é obtido com uma bomba operando em velocidade
total. Entretanto, o ponto de operação também
pode ser alcançado quando duas bombas estiverem
operando em velocidade reduzida. Esta situação
é exibida na figura 3.2.4 (curvas laranja). A figura
também compara as duas situações em relação à P1 + P2
eficiência. O ponto de operação para uma única P1 ou P2 velocidade reduzida
bomba operando em velocidade total resulta em
uma eficiência de bomba ruim principalmente por
que o ponto de operação está localizado longe da
curva da bomba. A eficiência total é muito superior
quando as duas bombas operam em velocidade
reduzida, embora a eficiência máxima das bombas
diminui levemente em velocidade reduzida.

Mesmo que uma única bomba seja capaz de


manter o fluxo e AMT necessários, algumas vezes é
necessário utilizar as duas bombas ao mesmo tempo
por uma questão de eficiência e, portanto, consumo
de energia. A decisão de quando operar com uma Fig. 3.2.4: Uma bomba em velocidade total
ou duas bombas depende das características do comparada a duas bombas em velocidade reduzida.
sistema real e do tipo de bomba em questão. Neste caso as duas bombas possuem a eficiência
total superior
102
3.2.2. Bombas conectadas em série
Normalmente, bombas conectadas em série
são usadas em sistemas onde alta pressão
é necessária. Este também é o caso de
bombas multiestágio que são baseadas no
princípio em série, ou seja, um estágio é
igual a uma bomba. A figura 3.2.5 exibe
a curva de desempenho de duas bombas
idênticas conectadas em série. A curva de
Fig. 3.2.5: Duas bombas de mesmo tamanho
desempenho resultante é feita pela marcação conectadas em série
da AMT dupla para cada valor de fluxo no
sistema de coordenadas. Isto resulta em
umca curva com ATM dupla (2-Hmax) e o
mesmo fluxo máximo (Qmax) conforme cada
uma das bombas únicas.

A Figura 3.2.6 exibe duas bombas de tamanhos


diferentes conectadas em série. A curva de
desempenho resultante é encontrada por meio
da adição de H1 e H2 em um determinado fluxo
comum Q1=Q2. Somente a P2
contribuirá nessa área
A área tracejada na figura 3.2.6 demonstra que Somente a P2
P2 é a única bomba a abastecer naquela área Q nessa área
contribuirá
específica porque ela possui um fluxo máximo Fig. 3.2.6: Duas bombas de tamanhos diferentes
superior à P1. conectadas em série Q

Conforme discutido na seção 3.2.1, bombas


diferentes podem ser uma combinação de
bombas de diferentes tamanhos ou de uma ou
diversas bombas controladas por velocidade.
A combinação de uma bomba de velocidade
fixa e uma bomba controlada por velocidade
conectadas em série é frequentemente usada Controlador
em sistemas onde uma pressão alta e constante de velocidade

é necessária. A bomba de velocidade fixa


abastece o líquido para a bomba controlada
por velocidade cuja saída é controlada por um
transmissor de pressão PT, ver figura 3.2.7.

Fig. 3.2.7: Uma bomba de velocidade fixa e uma bomba


controlada por velocidade, ambas do mesmo tamanho,
conectadas em série. Um transmissor de pressão PT
juntamente com um controlador de velocidade verifica
se a pressão é constante na saída da P2.
103
Capítulo 4. Ajuste de desempenho das bombas

Seção 4.1: Ajuste de desempenho da bomba


4.1.1 Controle por estrangulamento
4.1.2 Controle de derivação
4.1.3 Modificação de diâmetro do rotor
4.1.4 Controle de velocidade
4.1.5 Comparação de métodos de ajuste
4.1.6 Eficiência geral do sistema de bombas
4.1.7 Exemplo: Consumo de energia relativa
quando o fluxo é reduzido em 20%

Seção 4.2: Soluções de bomba controlada


por velocidade
4.2.1 Controle de pressão constante
4.2.2 Controle de temperatura constante
4.2.3 Pressão diferencial constante em um sistema
de circulação
4.2.4 Controle de pressão diferencial compensado
por fluxo

Seção 4.3: Vantagens do controle


de velocidade

Seção 4.4: Vantagens das bombas com


conversor de frequência integrado
4.4.1 Curvas de desempenho de bombas controladas
por velocidade
4.4.2 Bombas controladas por velocidade em diferentes
sistemas

Seção 4.5: Conversor de frequência


4.5.1 Função básica e características
4.5.2 Componentes do conversor de frequência
4.5.3 Condições especiais relativas aos conversores
de frequência
Seção 4.1
Ajuste de desempenho da bomba

Ao selecionar uma bomba para uma


determinada aplicação é importante
H
selecionar aquela onde o ponto de operação [m]
está na área de alta eficiência da bomba.
Caso contrário, o consumo de energia da 50
bomba será desnecessariamente alto. Ver
figura 4.1.1. 40
70
30 60
Entretanto, algumas vezes não é possível 50
selecionar uma bomba que se adeque ao 20 40
ponto de operação ótimo uma vez que os 30
requisitos do sistema ou a curva do sistema 10 20
10
são alterados ao longo do tempo. 0 0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 Q [m3/h]
Portanto, pode ser necessário ajustar
o desempenho da bomba para que ela Fig.: 4.1.1: Ao selecionar uma bomba é importante
atenda os requisitos alterados. selecionar uma cujo ponto de operação esteja dentro da
área de alta eficiência.

Os métodos mais comuns de mudança de


desempenho de bomba são:

• Controle por estrangulamento


• Controle de derivação
• Modificação do diâmetro do rotor
• Controle de velocidade

A seleção de um método de ajuste de


desempenho de bomba baseia-se em
uma avaliação do investimento inicial
juntamente com os custos operacionais
da bomba. Todos os métodos podem
ser executados continuamente durante
operação independentemente da
modificação do método-diâmetro do
rotor. Frequentemente, as bombas
superdimensionadas são selecionadas
para o sistema e, portanto, é necessário
limitar o desempenho, antes de tudo, da
taxa de fluxo e em algumas aplicações a
altura manométrica máxima.

Nas páginas seguintes você poderá ler


sobre os quatros métodos de ajuste.

106
4.1.1 Controle por estrangulamento
Hp
Uma válvula de estrangulamento é posicionada Válvula de estrangulamento
em série com a bomba possibilitando o ajuste do
ponto de operação. O estrangulamento resulta em
Sistema
uma redução de fluxo, ver figura 4.1.2. A válvula de Hv Hs
estrangulamento acrescenta resistência ao sistema e
eleva a curva do sistema para uma posição superior.
Sem a válvula de estrangulamento, o fluxo é Q2. Com
a válvula de estrangulamento conectada em série
com a bomba, o fluxo é reduzido para Q1.
H
As válvulas de estrangulamento podem ser usadas Bomba

para limitar o fluxo máximo. Ao adicionar a válvula,


Característica resultante
o fluxo máximo possível no sistema é limitado. No Bomba menor
exemplo, o fluxo nunca será superior a Q3, mesmo Hv
Sistema

que a curva do sistema seja completamente plana - Válvula de estrangulamento


significando nenhuma resistência no sistema. Quando
o desempenho da bomba for ajustado pelo método Hs
de estrangulamento, a bomba propiciará uma altura
manométrica superior que aquela necessária para tal Q1 Q2 Q3
Q
sistema específico.
Fig.: 4.1.2: A válvula de estrangulamento aumenta a
resistência no sistema e consequentemente reduz o fluxo.
Se a bomba e a válvula de estrangulamento forem
substituídas por uma bomba menor, a bomba será
capaz de atender o fluxo Q1 desejado, mas a uma altura
manométrica da bomba inferior e consequentemente
um consumo de energia inferior, ver figura .4.1.2.
Válvula de derivação

4.1.2 Controle de derivação QBP

Em vez de conectar uma válvula em série com a QP QS Sistema


bomba, uma válvula de derivação na bomba pode
HP
ser usada para ajustar o desempenho da bomba, ver
figura 4.1.3.

Comparado à válvula de estrangulamento, a instalação


de uma válvula de derivação resultará em um fluxo
mínimo específico QBP na bomba, independente das H
Válvula de derivação
características do sistema. O fluxo QP é a soma do
Hmax
fluxo no sistema QS e o fluxo na válvula de desvio QBP. Bomba
menor Sistema
Qs QBP Característica resultante
HP
A válvula de derivação introduzirá um limite máximo
de altura manométrica fornecida para o sistema Hmax, Bomba

ver figura 4.1.3. Mesmo quando o fluxo necessário


no sistema fortensão
zero, entre
a bombaduasjamais
fases operará com
uma válvula fechada.
correnteComo
de faseno caso com a válvula Q
QBP QS QP
Ambos os
de estrangulamento, o valores
fluxo Qefetivos
S
exigido(valores
pode ser
de RMS),
atendido por uma bomba se menor
aplicame para U e I válvula
nenhuma
de derivação; deslocamento
o resultado será de fase entre inferior e
um fluxo Fig.: 4.1.3: A válvula de derivação recebe parte do fluxo
corrente
consequentemente e tensão de energia menor.
um consumo da bomba e, portanto, reduz o fluxo no sistema.
Exemplo de cálculo:
U = 400 V, I = 6,4 A, cos ϕ = 0,83 107
O resultado é uma entrada de alimentação
de P = 3,68 kW
Seção 4.1
Ajuste de desempenho de bomba

4.1.3 Modificação do diâmetro do rotor


Outra maneira de ajustar o desempenho de uma
bomba centrífuga é modificando o diâmetro do
rotor na bomba significando a redução do diâmetro
e consequentemente reduzindo o desempenho
da bomba. Obviamente, a redução do diâmetro
do rotor não pode ser feita enquanto a bomba
estiver operando. Em comparação aos métodos
de estrangulamento e derivação, que podem ser
realizados durante operação, a modificação do
diâmetro do rotor deve ser feita antes que a bomba
D
seja instalada ou em conexão com a manutenção.
As fórmulas abaixo exibem a relação entre o
diâmetro do rotor e o desempenho da bomba:

Favor observar que as fórmulas são uma expressão


de uma bomba ideal. Na prática, a eficiência da
bomba diminui quando o diâmetro do rotor é
reduzido. Para alterações menores do diâmetro do
rotor Dx > 0.8 . Dn, a eficiência somente é reduzida
em uns poucos pontos percentuais. O grau de
redução de eficiência depende do tipo de bomba e H
ponto de operação (verifique as curvas de bomba
específicas para detalhes).
Hn

Como exibido nas fórmulas, o fluxo e a altura Hx Dn


manométrica mudam com a mesma proporção Dx
– isto é, a mudança
tensão entrede proporção
duas fases do diâmetro
do rotor na corrente
segundadealimentação
fase de energia.
Os pontos de operação
Ambos seguindo
os valores efetivosas(valores
fórmulas Qx Qn Q
de RMS),
são posicionados em se aplicam
uma linhapara U einiciando
reta I
deslocamento
em (0,0). A troca no consumode fasedeentre
energia está Fig. 4.1.4: Mudança no desempenho da bomba
acompanhando corrente e tensão
a mudança de diâmetro na quarta quando o diâmetro do rotor é reduzido
Exemplode
alimentação deenergia.
cálculo:
U = 400 V, I = 6,4 A, cos ϕ = 0,83
O resultado é uma entrada de alimentação
de P = 3,68 kW
4.1.4 Controle de velocidade
O último método de controle do desempenho da
bomba que abordaremos nesta seção é o método
de controle de velocidade variável. O controle de
velocidade por meio de um conversor de frequência
é, sem dúvida, a maneira mais eficiente de ajustar
o desempenho da bomba exposta aos requisitos de
fluxo variável.

108
As equações abaixo se aplicam com grande
aproximação a como a mudança de velocidade
de bombas centrífugas influencia o desempenho
da bomba:

As leis de afinidade se aplicam na condição em que


a característica do sistema permaneça inalterada
para nn e nx e forme uma parábola através de (0,0),
ver seção 3.1.1.tensão entre duas
A equação defases
energia também
implica que a corrente
eficiênciadedafase
bomba seja inalterada
Ambos os valores efetivos (valores
nas duas velocidades.
de RMS), se aplicam para U e I
deslocamento de fase entre
As fórmulas nacorrente
figura 4.1.5 mostram que o fluxo da
e tensão
bomba (Q) é proporcional
Exemplo de cálculo: à velocidade da bomba
(n). AU altura
= 400 V,manométrica
I = 6,4 A, cos ϕ (H) é proporcional à
= 0,83
O resultado
segunda energiaéda uma entrada de(n)
velocidade alimentação
enquanto que
de P =(P)
a energia 3,68 kW
é proporcional à terceira energia da
velocidade. Na prática, uma redução da velocidade
resultará em uma leve queda na eficiência. A
eficiência em velocidade reduzida (nx) pode ser
estimada pela fórmula a seguir, que é válida para
redução de velocidade até 50% da velocidade
máxima:

Finalmente, se você precisar saber com precisão


quanta energia você pode economizar reduzindo Fig. 4.1.5: Parâmetros da bomba para
diferentes equações de afinidade
a velocidade da bomba, você deve considerar a
eficiência do conversor de frequência e do motor.

tensão entre duas fases


corrente de fase
Ambos os valores efetivos (valores
de RMS), se aplicam para U e I
deslocamento de fase entre
corrente e tensão
Exemplo de cálculo:
U = 400 V, I = 6,4 A, cos ϕ = 0,83
O resultado é uma entrada de alimentação 109
de P = 3,68 kW
Seção 4.1
Ajuste de desempenho de bomba

esempenho Eficiência geral Consumo de energia


rá 4.1.5 Comparação de métodos
do sistema de
deredução
relativo com ajuste
bombeamento de 20% no fluxo
Agora que descrevemos as quatro diferentes
esempenho
maneiras deRedução
alterar ogeral
Eficiência Consumo
desempenho de
94%de
umaenergia
bomba
rá do sistema
centrífuga, vamos nosde relativo
concentrar emcom
comoredução
elas se
a b
considerável
Válvula de
diferem umabombeamento de 20% no fluxo
das outras. Ao considerarmos a bomba estrangulamento

e seu dispositivo de alteração de desempenho como


esempenho
uma unidade,Redução
Eficiência
podemos Consumo
geralobservar a 94%de energia
caaracterística
rá considerável
do sistema relativo com redução
de dispositivo
de QH resultante deste e comparar o Válvula de
bombeamento de 20% no fluxo estrangulamento
resultado dos diferentes sistemas.
esempenho Eficiência geral Consumo de energia Hn Hx Válvula
rá Redução
do sistema de relativo94%
com redução Fig. 4.1.6: Válvula de estrangulamento conectada em
Controle por
e curva alterada estrangulamento
Redução
considerável
bombeamento de 20% 110%
no fluxo série comVálvula
umadebomba
O método considerável
de estrangulamento implica em uma estrangulamento
Válvula de derivação
válvula conectada
Redução em série com 94% uma bomba, Hn Hx Válvula
ver figura 4.1.6a. Esta conexão atua como uma
considerável
e curva alterada
nova bomba Redução 110%
em altura manométrica máxima não Válvula de

considerável
a estrangulamento b
alterada, mas desempenho de fluxo reduzido. A Válvula de derivação
curva da bomba Hn, a curva da válvula e a curva Hn Hx Válvula
Hn Hx Válvula
cobrindo ntodo
e curva alterada
o sistema - Hx, ver figura
Redução 110%4.1.6b.
os considerável
Redução leve 67%
Hn Hx Válvula
Controle por derivação Válvula de derivação

Quando uma
e curva alterada válvula é conectada transversalmente
Redução 110% Hn Hx Válvula
na bomba, considerável
ver figura 41.7a, esta conexão atuará Fig. 4.1.7: Válvula de derivação conectada
os como uma nova bomba na altura67%
Redução leve manométrica Válvula de derivação
transversalmente na bomba
D
máxima reduzida e uma curva de QH com uma
Hn Hx Válvula
característica alterada. A curva tenderá a ser mais
linear que quadrática, ver figura 4.1.7b.
67%
Hn Hx
os Redução leve D

os Redução leve 65% Hn Hx Válvula


Modificação do diâmetro do rotor
Controlador
os
O método Redução
de redução
leve
do rotor não67%implica em de velocidade
Hn Hx
nenhum componente extra. A Figura 4.1.8 exibe D
os a curva de Redução
QH reduzida
leve (Hx) e as características
65% da
curva original (Hn). Controlador
de velocidade
D Hn Hx
H Hx Hy
Controle de velocidade Fig. 4.1.8: Ajuste de diâmetro do rotorn
os Redução 65%
levede velocidade (figura 1.4.9)
O método de controle
Controlador
resulta em uma nova curva de QH em altura de velocidade Hn Hx
manométrica e fluxo reduzidos. As características Hn Hx Hy
os 65%
das curvas Redução leve as mesmas.
permanecem Entretanto,
Controlador
quando a velocidade for reduzida, as curvas se de velocidade
tornam mais planas enquanto a altura manométrica
é reduzida para um grau mais elevado que o fluxo. Hn Hx Hy

Em comparação a outros métodos, o método de


controle de velocidade também possibilita ampliar
o limite de desempenho da bomba acima da curva Hn Hx Hy
de QH nominal, simplesmente aumentando a
Fig. 4.1.9: Controlador de velocidade conectado
velocidade acima do nível de velocidade nominal
a uma bomba
da bomba, ver curva Hy na figura 4.1.9. Se esta
operação síncrona excessiva for usada, o tamanho
do motor deve ser levado em conta.

110
4.1.6 Eficiência geral do sistema da bomba
Tanto o método de estrangulamento como
o de derivação introduzem alguma perda
de energia hidráulica nas válvulas (Pperda =
k Q H). Portanto, a eficiência resultante
do sistema de bombeamento é reduzida.
A redução do tamanho do rotor na faixa de Dx/Dn>0.8
não representa um impacto significante
na eficiência da bomba. Portanto, este
método não representa uma influência
negativa na eficiência geral do sistema.

A eficiência das bombas controladas por velocidade


somente é afetada em uma extensão limitada,
na medida em que a redução de velocidade não
fique abaixo de 50% da velocidade nominal.
Posteriormente, nós descobriremos que a eficiência
reduziu somente em alguns pontos percentuais,
e que ela não exerce um impacto na economia
de operação geral das soluções controladas por
velocidade, ver figura 1.4.17 na seção 1.4.4.

4.1.7 Exemplo: Consumo de energia


relativo quando o fluxo é reduzido em 20%
Em determinada instalação o fluxo deve ser
reduzido de Q = 60 m3/h para 50 m3/h. No ponto
inicial original (Q = 60 m3/h e H = 70 m) a entrada
de energia para a bomba é definida relativamente
a 100%. Dependendo do método de ajuste de
desempenho, a redução de consumo de energia
sofrerá variação. Agora, vamos dar uma olhada em
como o consumo de energia afeta cada um dos
métodos de ajuste de desempenho.

111
Seção 4.1
Ajuste de desempenho de bomba

= Ponto de serviço modificado


Controle por estrangulamento H [m]
= Ponto de serviço original
O consumo de energia é reduzido em 76
H [m]
aproximadamente 94% quando o fluxo cai. 70
55
O estrangulamento resulta em uma altura H [m]
76
manométrica aumentada, ver figura 4.1.10. O H [m]
70
55 Q
consumo de energia máximo para algumas bombas P2 76
100% 76
fica em um fluxo menor que o fluxo máximo. Se 94%
70
70
55
este for o caso, o consumo de energia aumentará 55
P2
Q

100%
por conta do estrangulamento. 94%
Q
Q [m3/h]
50 60
P2 Q
P
100%2
100%
Fig. 4.1.10: Consumo de energia relativa –
Controle por derivação 94%
94% controle por estrangulamento
50 60 Q [m /h] 3
H [m]
Para reduzir o fluxo no sistema, a válvula deve
reduzir a altura manométrica da bomba para 55 m. 50 60
= Ponto de serviço
Q [m /h]
Q [m3/h]
modificado
3
50 60
Isto só pode ser feito por meio do aumento do fluxo H [m]
70
= Ponto de serviço original
na bomba. Conforme mostrado na figura 4.1.11, o 55
H [m]
fluxo será consequentemente aumentado para 81 H [m]
70

m3/h, que resultará em um aumento no consumo P2


55
110%
Q

de energia de até 10% acima do consumo original. 100% 70


70
55
O grau de aumento depende do tipo de bomba e 55
P2 110%
Q

do ponto de operação. Portanto, em alguns casos, 100%


Q
50 60 81 Q [m3/h]
o aumento na P2 é igual a zero e em poucos casos P2
P2
110%
110%
Q
100%
raros a P2 poderá até mesmo diminuir um pouco. 100%
50 60 81 Q [m3/h]
H [m]
Fig. 4.1.11: Consumo de energia relativo -
Modificação no diâmetro do rotor controle por derivação
50 60 81 Q [m /h] 3

50 60 81 Q [m /h] 3

Quando o diâmetro do rotor for reduzido, H [m]


70
tanto o fluxo quanto a altura manométrica da 55

bomba cairão. Por meio da redução de fluxo


H [m]
H [m] = Ponto de serviço modificado
70
de 20%, o consumo de energia é reduzido para 55
= Ponto deQ serviço original
P2
aproximadamente 67% de seu consumo original, 100% 70
70
55
ver figura 4.1.12. 67% 55
P2
Q

100%

Controle de velocidade 67%


P2
P2
50 60 Q [m3/h]
Q
Q

Quando a velocidade da bomba é controlada, tanto 100%


100%
67%
o fluxo quando a altura manométrica são reduzidos, 67% 50 60 Q [m3/h]

H [m]
ver figura 4.1.13. Consequentemente, o consumo Q [m3/h]
50 60
de energia foi reduzido para aproximadamente 50 60 Q [m3/h]

H [m] Fig. 4.1.12: Consumo de energia relativo –


65% do consumo original. 70
modificação de diâmetro de rotor
55
H [m]
Quando se trata de obter a melhor eficiência Q
H [m]
70
= Ponto de serviço modificado
possível, o método de ajuste de diâmetro de rotor ou P2
55 Q
= Ponto de serviço original
o método de controle de velocidade da bomba são os 100% 70
70
Q 55
mais adequados para reduzir o fluxo na instalação. 65% 55
P2
Q

Quando a bomba tiver de operar em um ponto de Q100%


Q 50 60 Q [m3/h]Q
operação fixo, modificado, o método de ajuste de 65%
P2
P2
Q

diâmetro de rotor é a melhor solução. Entretanto, 100%


100%
65%
50 60 Q [m3/h]
quando nos deparamos com uma instalação, onde a 65%

demanda de fluxo é variável, a bomba controlada por 50 60 Q [m3/h]


Q [m3/h]
velocidade é a melhor solução. 50 60

Fig. 4.1.13: Consumo de energia relativo –


controle de velocidade

112
Resumo
A Figura 4.1.14 fornece uma visão geral dos
diferentes métodos de ajuste que apresentamos
na seção anterior. Cada método tem seus prós e
contras que devem ser considerados ao escolher
o método de ajuste para um sistema.

Método O ajuste A curva de desempenho Eficiência geral Consumo de energia


contínuo resultante terá do sistema de relativo com redução
é possível bombeamento de 20% no fluxo

Controle por Sim Q reduzido Redução 94%


estrangulamento considerável

Válvula de
estrangulamento

Hn
Hx
Válvula

Controle por desvio Sim H reduzido e curva alterada Redução 110%


considerável
Válvula de desvio

Hn
Hx
Válvula

Modificação do Não Q e H reduzidos Redução leve 67%


diâmetro
do impulsor

Hn
Hx

Controle de velocidade Sim Q e H reduzidos Redução leve 65%

Controlador
de velocidade

Hn
Hx
Hy

Fig. 4.1.14: Características dos métodos de ajuste.

113
Seção 4.2
Soluções de bomba controlada por velocidade

Como discutido na seção anterior, o controle de


velocidade de bombas é uma maneira eficiente
de ajustar o desempenho da bomba ao sistema.
Nesta seção nós discutiremos a possibilidade de
combinação de bombas controladas por velocidade
com controladores PI e sensores medindo
parâmetros de sistema, tais como pressão, pressão
diferencial e temperatura. Nas próximas páginas,
as diferentes opções serão exemplificadas.
Ponto de ajuste pset Controlador Valor real de p1
PI
H

Transmissor
de pressão
Tanque
4.2.1 Controle de pressão constante intermediário
Controlador
de velocidade n
PT pset
Uma bomba deve fornecer água da torneira h
de um tanque intermediário para diferentes p1 Torneiras
Q1
torneiras em um edifício. H1
h
APonto
demanda
de ajustepor
pset água de torneira é devariável,
Valor real p1
Controlador
portanto, a característica PI do sistema varia H
conforme o fluxo necessário. Por conta do
conforto e economia de energia uma Transmissor
pressão de nn
de pressão
fornecimento constante
Tanque é recomendada.
Controlador
intermediário
de velocidade nx
Como exibido na figura 4.2.1, PT a solução é pset
uma
h bomba controlada por velocidade com
um Controlador PI. Q1 O Controlador
p1 PI compara Torneiras
a pressão necessária H pset com a pressão de
1
fornecimento real p1 medida por um transmissor h Q1 Qmax Q
de pressão PT.
Se a pressão real for maior que a de ponto de Fig. 4.2.1: Sistema de abastecimento de água com
ajuste, o Controlador PI reduzirá a velocidade e bomba controlada por velocidade fornecendo pressão
consequentemente o desempenho da bomba até constante para o sistema
p1 = pset. A figura 4.2.1 mostra o que ocorre quando
o fluxo é reduzido de Qmax para Q1. O controlador
se certifica se a velocidade da bomba foi reduzida
de nn para nx para garantir que a pressão de
descarga necessária seja = Pset. A instalação da
bomba garante que a pressão de fornecimento é
constante na faixa de fluxo de 0 - Qmax. A pressão
de fornecimento é independente do nível (h) no
tanque intermediário. Se houver alteração de h, o
Controlador PI ajusta a velocidade da bomba para
que P1 corresponda sempre ao ponto de ajuste.

114
4.2.2 Controle de temperatura constante Ponto de ajuste pset Controlador
PI
Valor real de tr

O ajuste de desempenho por meio de controle de


velocidade é adequado para diversas aplicações Controlador
de velocidade
industriais. A Figura 4.2.2 exibe um sistema com uma Máquina modelagem por injeção
máquina de modelagem por injeção que deve ser
Usina
resfriada por água para garantir uma produção de de
resfriamento
alta qualidade.
A máquina é resfriada com água em 15° C a partir Transmissor
de temperatura
de uma usina de resfriamento. Para garantir que a
máquina de modelagem
Ponto de ajusteopere adequadamente
pset Controlador Valor real de tr e
seja suficientemente resfriada, a temperatura
PI do tubo
de retorno deve ser mantida em um nível constante;
tr = 20oC. A solução é uma bomba Controlador
controlada por
velocidade controlada por um Controlador
de velocidade PI. O
Máquina modelagem por injeção
Controlador PI compara a temperatura necessária tset
com a temperatura da tubulação
Usina
de
de retorno real tr, que
é medida por meio deresfriamento
um transmissor de temperatura
TT. Este sistema possui uma característicaTransmissor de sistema
de temperatura
fixo e, portanto, o ponto de operação da bomba fica
Fig. 4.2.2: Sistema com máquina de modelagem por injeção e
localizado na curva entre Qmin e Qmax. Quanto maior bomba de circulação controlada por temperatura garantindo
a perda de calor na máquina, maior será o fluxo de uma temperatura de tubulação de retorno constante
água de resfriamento necessário para garantir que a
temperatura da tubulação de retorno seja mantida
em um nível constante de 20° C.
Ponto de ajuste Hset Controlador Valor real de H1
PI

4.2.3 Pressão diferencial constante em um


sistema de circulação Controlador
de velocidade

Os sistemas de circulação (sistemas fechados), veja


o capítulo 3, são bastante adequados para soluções
de bombeamento controlado por velocidade. É
uma vantagem que os sistemas de circulação com
característica de sistema variável sejam equipados Transmissor de
pressão diferencial
com uma bombaPonto de circulação
de ajuste Hsetcontrolada porValor
pressão
real de H1
Controlador
diferencial, veja a figura 4.2.3. PI

A figura mostra um sistema de aquecimento


consistindo de um trocador de Controlador
calor onde a água
circulada é aquecida e entregue adetrês consumidores,
velocidade

ex. radiadores, por meio de uma bomba controlada


por velocidade. Uma válvula de controle é conectada
em série em cada consumidor para controlar o fluxo
conforme o requisito de calor.
A bomba é controlada conforme uma
Transmissor de pressão
diferencial constante, medida em todadiferencial
pressão a bomba. Isto
significa que o sistema de bombeamento oferece
uma pressão diferencial na faixa Q de 0 – Qmax, Fig. 4.2.3: Sistema de aquecimento com bomba de
circulação controlada por velocidade fornecendo pressão
representando como linha horizontal na figura 4.2.3. diferencial constante para o sistema

115
Seção 4.2
Soluções de bomba controlada por velocidade

4.2.4 Controle de pressão diferencial


compensada por fluxo
A função principal do sistema de bombeamento Ponto de ajuste Hset PI- Valor real de H1
controller
na figura 4.2.4 é manter uma pressão diferencial
constante em todas as válvulas de controle nos
consumidores, ex.: radiadores. Para isso, a bomba Controlador
deve ser capaz de superar as perdas de fricção em de velocidade

tubulações, trocadores de calor, conexões, etc.


Q1

Conforme discutido no capítulo 3, a perda de pressão


em um sistema é proporcional para o fluxo na DPT1
Hf
segunda energia. A melhor
Ponto de ajuste Hset PI-
maneira de controlar
Valor real de H1 DPT2
uma bomba de circulação em um sistema como
controller
aquele mostrado na figura à direita, é permitir que
a bomba forneça uma pressão que aumente quando
o fluxo aumentar. Controlador H
de velocidade

Quando a demanda de fluxo for baixa, as perdas nn


Q1
de pressão nas tubulações, trocadores de calor,
nx
conexões, etc. serão também baixas, e a bomba Hset
fornecerá somente uma pressão
DPT1 equivalente àquela
Hf H1
que a válvula de controle exigir, Hset -Hf. Quando
DPT2 a
demanda de fluxo aumentar, as perdas de pressão
aumentam na segunda energia e, portanto, a Q1 Qmax Q
bomba deve aumentar a pressão de fornecimento;
demonstrado como a curva azul na figura 4.2.4. Fig. 4.2.4: Sistema de aquecimento com bomba de
circulação controlada por velocidade fornecendo pressão
Tal sistema de bombeamento pode ser projetado de diferencial compensada por fluxo para o sistema
duas maneiras:

• O transmissor de pressão diferencial está localizado


na bomba e o sistema está operando com controle Estes dados são usados para calcular o fluxo e
de pressão diferencial compensado por fluxo – desta forma calcular quanto o ponto de ajuste
DPT1, veja a figura 4.2.4 Hset deve ser reduzido em determinado fluxo
para garantir que o desempenho da bomba
• O transmissor de pressão diferencial está localizado atenda a curva azul exigida na figura 4.2.4.
próximo dos consumidores e o sistema está
operando com controle de pressão diferencial – A segunda solução com o transmissor
DPT2 na fig. 4.2.4 posicionado na instalação exige mais custos
de instalação uma vez que o transmissor
A vantagem da primeira solução é que a bomba, deve ser instalado no local de instalação e
o Controlador PI, o controle de velocidade e o o cabeamento necessário também deve ser
transmissor estão posicionados perto um do outro, realizado. O desempenho deste sistema é
facilitando a instalação. Esta instalação torna mais ou menos similar ao primeiro sistema.
possível tratar todo o sistema como uma única O transmissor mede a pressão diferencial no
unidade, ver seção 4.4. A fim de deixar o sistema consumidor e compensa automaticamente
operando adequadamente, os dados de curva de para o aumento na pressão necessária para
bomba devem ser armazenados no controlador. superar o aumento nas perdas de pressão nas
tubulações de abastecimento, etc.

116
Seção 4.3
Vantagens de controle de velocidade

Um grande número de aplicações de bomba Consumo de energia reduzido


não exige o desempenho de bombeamento As bombas controladas por velocidade usam
total 24 horas por dia. Portanto, é vantajoso somente a quantidade de energia necessária
ser capaz de ajustar o desempenho da bomba para atender um trabalho específico da bomba.
no sistema automaticamente. Como vimos na Em comparação a outros métodos de controle, o
seção 4.1, a melhor maneira possível de adaptar controle de velocidade controlada por frequência
o desempenho de uma bomba centrífuga é oferece a mais alta eficiência e, portanto, uma
por meio de controle de velocidade da utilização mais eficiente da energia, ver seção 4.1.
bomba. O controle de velocidade de bombas
é normalmente feito por uma unidade de Baixo custo de ciclo de vida
conversão de frequência. Como veremos no capítulo 5, o consumo de
energia de uma bomba é um fator muito
Nas próximas páginas nós analisaremos as importante considerando os custos de ciclo
bombas controladas por velocidade em sistemas de vida da bomba. Portanto, é importante
fechados e abertos. Mas antes de aprofundar manter os custos de operação de um sistema de
no mundo de controle de velocidade, nós bombeamento no nível mais baixo possível. A
apresentaremos as vantagens que o controle operação eficiente resulta em menor consumo
de velocidade fornece e os benefícios oferecidos de energia e, portanto, custos de operação
pelas bombas controladas por velocidade de mais baixos. Em comparação às bombas de
conversor de frequência. velocidade fixa, é possível reduzir o consumo de
energia em até 50% com uma bomba controlada
por velocidade.

Proteção do meio ambiente


Bombas que utilizam a energia de maneira
eficiente poluem menos e, portanto, não
agridem o meio ambiente.

Aumento de conforto
O controle de velocidade em diferentes sistemas
de bombeamento oferece mais conforto: em
sistemas de abastecimento de água, o controle de
pressão automática e partida suave das bombas
reduzem o golpe de aríete e o ruído gerado por
pressão muito alta no sistema. Nos sistemas de
circulação, as bombas controladas por velocidade
garantem que a pressão diferencial seja mantida
em um nível tal que o ruído no sistema é
minimizado.

Redução nos custos do sistema


As bombas controladas por velocidade podem
reduzir a necessidade de comissionamento e
válvulas de controle no sistema. Dessa forma os
custos totais do sistema podem ser reduzidos.

117
Seção 4.4
Vantagens das bombas com conversor de frequência integrado

Em muitas aplicações, as bombas com conversor de


frequência integrado é uma ótima solução. A razão
é que estas bombas combinam os benefícios de
uma solução de bomba controlada por velocidade
com os benefícios obtidos da combinação de
uma bomba, um conversor de frequência, um
Controlador PI e algumas vezes também um
sensor/transmissor de pressão em uma única
unidade - ver figura 4.4.1.
Uma bomba com um conversor de frequência
integrado não é apenas uma bomba, mas um Ponto
sistema capaz de resolver problemas de aplicação de
ajuste
ou economizar energia em uma variedade de
instalações de bomba. No que se refere à reposição,
as bombas com conversores de frequência
integrados são ideais uma vez que elas podem ser Controlador
instaladas no lugar de bombas de velocidade fixas PI

sem qualquer custo de instalação extra. Tudo o que


se precisa é uma conexão de alimentação e uma Conversor
de
conexão da bomba com conversor de frequência frequência
integrado no sistema de tubulação e, então, a
bomba estará pronta para operar. Tudo o que o
instalador deve fazer é ajustar o ponto de ajuste
(pressão) e, assim, o sistema estará em condições
de operar.
M
Segue abaixo uma breve descrição das vantagens
que as bombas com conversor de frequência
integrada podem oferecer.

Fácil instalação
Bombas com conversor de frequência integrado
são tão fáceis de instalar quanto as bombas de PT
velocidade fixa. Tudo que você tem a fazer é
conectar o motor à alimentação elétrica e a bomba
entrará em operação. Todas as conexões e ajustes
já vêm configurados de fábrica.

Ótima economia de energia


Uma vez que a bomba, o motor e o conversor de Fig. 4.4.1: Unidade da bomba com conversor de
frequência foram projetados para compatibilidade, frequência integrado e transmissor de pressão
a operação do sistema de bomba reduz o consumo
de energia.

Único fornecedor
Um único fornecedor pode fornecer a bomba,
o conversor de frequência e o sensor o que
naturalmente facilita o dimensionamento,
seleção, procedimentos de pedido, assim como sua
manutenção e reparos.

118
Ampla faixa de desempenho
As bombas com conversor de frequência integrado
possuem uma gama bastante ampla de faixa de
desempenho, o que permite que elas operem de
forma eficiente sob condições bastante variadas e
atendam a uma ampla gama de requisitos. Assim,
menos bombas podem substituir muitos tipos de
bomba de velocidade fixa com poucos recursos de H
[m]100%
desempenho. 70
90%
60 86%

50 80%
4.4.1. Curvas de desempenho de bombas
40 70%
controladas por velocidade 30 60%

20 50%
Agora, permita-nos fazer uma análise aprofundada
de como você pode ler o desempenho da bomba 10
25%
controlada por velocidade. 0 5 10 15 20 25 30 35 [ 3/h]
Q m
P 1

A figura 4.4.2 mostra um exemplo das curvas [kW]


6
de desempenho de uma bomba controlada por
4
velocidade. A primeira curva exibe a curva QH e
a segunda curva mostra a curva de consumo de 2

energia correspondente. 0
Q m
[ 3/h]

Como você pode ver, as curvas de desempenho Fig 4.4.2: Curva de desempenho para uma
são fornecidas para cada diminuição em 10% bomba controlada por velocidade
na velocidade de 100% para 50%. Da mesma
forma, a curva mínima representada por 25% da
velocidade máxima também é mostrada. Como
nós indicamos no diagrama, você pode indicar
um ponto de operação específico QH e descobrir
em qual velocidade de ponto de operação pode H H H H
Curva da bomba Curva da bomba
ser alcançado e o que o consumo de energia da
P1 significa.

4.4.2. Bombas controladas por Característica Característica


do sistema HO HO
do sistema
velocidade em diferentes sistemas
Q Q Q Q
Sistema fechado Sistema aberto
As bombas controladas por velocidade são
usadas em uma ampla gama de sistemas.
Fig 4.4.3: SPonto de característica de sistema
A troca no desempenho da bomba e de um sistema fechado e um sistema aberto
consequentemente a economia de energia
potencial dependem do sistema em questão.

Conforme discutido no capítulo 3, a característica de


um sistema é uma indicação da altura manométrica
necessária que uma bomba deve fornecer para
transportar uma certa quantidade de líquido
através do sistema. A Figura 4.4.3 exibe a curva de
desempenho e a característica do sistema de um
sistema fechado e um sistema aberto.
119
Seção4.4
Vantagens de bombas com conversor de frequência integrado

2
Bombas controladas por velocidade em Q = 15 m /h
sistemas fechados
Em sistemas fechados, como sistemas de
aquecimento e ar condicionado, a bomba deve H
somente superar as perdas de fricção nas tubulações, Caldeira
válvulas, trocadores de calor, etc. Nessa seção, nós ou similar
apresentaremos um exemplo com uma bomba Consumidores
controlada por velocidade em um sistema fechado. A
Fig. 4.4.4: Sistema fechado
perda de fricção total por um fluxo total é de 15 m3/h
é 18 m, ver figura 4.4.4.

A característica de sistema inicia no ponto (0,0), H


[m]100%
a linha vermelha na figura 4.4.5. As válvulas de 99%
24
controle no sistema sempre precisam de certa 90%

pressão operacional, portanto a bomba não pode 20


80%
operar de acordo com a característica de sistema. 16
Isso ocorre porque algumas bombas controladas 70%
12
por velocidade oferecem a função de controle de 60%

pressão proporcional, que garante que a bomba 8


50%
operará de acordo com a linha laranja mostrada 4
na figura. Como você pode ver na figura 4.4.5, o 25%

desempenho mínimo está por volta de 57% da 0 2 4 6 8 10 12 14 16 [ 3/h]


Q m
P1
velocidade total. Em uma operação de sistema de [kW]
circulação na curva mínima (25% da velocidade 1.2

total) podem ser relevante em algumas situações, 0.8


por exemplo, quando lidamos com serviços 0.4
noturnos em sistemas de aquecimento. 0
[ 3/h]
Q m

Fig. 4.4.5: A Uma bomba controlada por


velocidade em um sistema fechado

120
Bombas controladas por velocidade em
sistemas abertos
A característica do sistema e a faixa operacional Fig. 4.4.6: Bomba em um sistema de pt = 2 bar
da bomba dependem do tipo de sistema em abastecimento de água
questão. A Figura 4.4.6 mostra uma bomba em
um sistema de reforço de pressão/abastecimento
de água. A bomba deve abastecer Q = 6,5 m3/h
para a torneira, que é posicionada h = 20 m acima h = 20 m
da bomba. A pressão de entrada para a bomba ps
é de 1 bar, a pressão na torneira pt deve ser de 2
bar e a perda de fricção total no sistema por fluxo pf = 1.3 bar
ps = 1 bar
total de pf é de 1,3 bar.
Q = 6.5 m3/h
A Figura 4.4.7 mostra a curva QH de uma
bombacapaz de atender os requisitos descritos H
acima. Você poderá calcular a altura manométrica
necessária em fluxo zero (Ho) usando a equação à pt - Pressão no ponto de tomada
sua direita. ps - Pressão de sucção
pf - Perda de fricção
Q - Taxa p
de fluxo 1.3. 10
5
Se você precisar calcular a altura manométrica H max = oH + f = 30.2 + = 43.5
máxima em um fluxo (Q) de 6.5 m3/h, utilize a ρ . gestática
h - Elevação 998 . 9.81
equação abaixo:

pf 1.3. 10
5
p-p . 10
(2-1) 5

H max = oH +
ρ.g
= 30.2 + = 43.5 H o = h ρ+t. s = 20 + = 30.2 m
998 . 9.81 g .
998 9.81

Para cobrir esta aplicação de fluxo zero para fluxo


pt= ps m3/h a(2-1)
- 6.5 . 10
5
máximo
Ho = h Q + = 20 bomba
+ operará
= em uma
30.2 m
ρ.g
faixa de velocidade . 9.81 que fica entre
998relativa,
estreita H
[m] 100%
65% da velocidade total e até 99% da velocidade
total. Nos sistemas com menos perda de fricção 60
90%
a variação a velocidade será ainda menor. Se não 50
80%
houver nenhuma perda de fricção, a velocidade
40
mínima no caso acima será por volta de 79% da 70%

velocidade. HO
60%

20 50%
Como você pode ver a partir dos dois exemplos
10
anteriores, a variação possível na velocidade e 25%

consequentemente no consumo de energia é 0 1 2 3 4 5 6 7 8Q m


[ 3/h]
P1
a máxima em sistemas fechados. Portanto, os [kW]
sistemas fechados são responsáveis pela maior 1.2
economia de energia potencial. 0.8

0.4
0
Q m
[ 3/h]

Fig. 4.4.7: Uma bomba controlada por velocidade em


um sistema aberto

121
Seção 4.5
Conversor de frequência

Como mencionado anteriormente, o controle 4.5.2. Componentes do conversor de


de velocidade de bombas envolve um conversor frequência
de frequência. Portanto, será relevante ter
um olhar mais próximo em um conversor Em princípio, todos os conversores de frequência
de frequência, como ele opera e finalmente consistem dos mesmos blocos funcionais. A função
discutir precauções relacionadas ao uso deste básica é conforme mencionado anteriormente, para
dispositivo. converter a alimentação de tensão de distribuição
em uma nova tensão CA com outra frequência e
amplitude.
4.5.1 Função básica e características O conversor de frequência antes de tudo retifica
É um fato bastante conhecido que a velocidade de a tensão de rede de entrada e então armazena a
um motor assíncrono depende primeiramente do energia em um circuito intermediário consistindo
número do polo do motor e a frequência da tensão de um capacitor. A tensão CC então é convertida em
fornecida. A amplitude da tensão fornecida e a uma tensão AC com outra frequência e amplitude.
carga no eixo do motor também influenciam a
velocidade do motor, no entanto, não no mesmo Não importa se a frequência é de 50 Hz ou 60Hz
grau. Consequentemente, alterar a frequência da uma vez que o retificador seja capaz de lidar com
tensão de fornecimento é um método ideal para o ambas as situações. Da mesma forma, a frequência
controle de velocidade do motor assíncrono. Para de entrada não influenciará a frequência de saída,
garantir uma magnetização do motor correta conforme isto é definido pelo padrão de tensão/
é também necessário alterar a amplitude da frequência, que é definido no inversor. Tendo os
tensão. fatos acima mencionados em mente, usando
um conversor de frequência em conexão com os
motores assíncronos, os seguintes benefícios são
oferecidos:
T
• O sistema pode ser usado tanto em na área de
f1 f1 > f2 ciclo 50 quanto 60 sem quaisquer modificações;
f2 • A frequência de saída do conversor de frequência
é independente na frequência de entrada;
• O conversor de frequência pode fornecer
n frequência de saída de alimentação mais alta
Fig. 4.5.1: Deslocamento da característica de que a à frequência de alimentação de rede,
torque de motor possibilitando a operação síncrona excessiva.
Um controle de frequência/tensão resulta em
um deslocamento da característica de torque Como você pode ver a partir da figura 4.5.2, o
sempre que a velocidade é alterada. A Figura conversor de frequência consiste também de três
4.5.1 exibe a característica de torque de motor outros componentes: Um filtro EMC, um circuito de
(T) como uma função da velocidade (n) em controle e um inversor.
duas diferentes frequências/tensões. No mesmo
diagrama também é elaborada a característica Alimentação de rede CA
de carga da bomba. Conforme exibido na
Filtro Circuito
figura, a velocidade é alterada pela mudança de Retificador intermediário Inversor
EMC CC
frequência/tensão do motor.
O conversor de frequência altera a frequência
e tensão, portanto, nós podemos concluir Circuito de controle
que a tarefa básica de um conversor de
frequência deve alterar a frequência de tensão
Fig. 4.5.2: Blocos funcionais do conversor de frequência
de alimentação fixa, ex. 3x400 V / 50 Hz, na
tensão/frequência variável.

122
Filtro EMC
Este bloco não é parte da função primária
do conversor de frequência e, portanto, em
princípio, pode ser deixado de fora do conversor
de frequência. Entretanto, para atender os
requisitos da diretiva de EMC da União Europeia
ou outros requisitos locais, o filtro é necessário. O
filtro EMC garante que o conversor de frequência
não enviará sinal de ruído inaceitavelmente
alto de volta à rede interferindo em outros Umotor
equipamentos eletrônicos conectados à rede. Ao Valor médio de tensão
mesmo tempo, o filtro garante que os sinais de 0
ruído na rede gerados por outro equipamento
não interfiram em dispositivos eletrônicos do
0
conversor de frequência causando danos ou
t
distúrbios.
T = 1/fm
Circuito de controle
O bloco de circuito de controle possui duas Fig 4.5.3: Tensão CA com frequência variável (fm) e
funções: ele controla o conversor de frequência e tensão variável (Umotor)
ao mesmo tempo, controla toda a comunicação
entre o produto e arredores.

a b
Inversor
A tensão de saída de um conversor de frequência 0
não é sinusoidal como a tensão de rede normal.
A tensão fornecida para o motor consiste de 0 * * Detail

diversos pulsos de onda quadrada, ve figura


4.5.3. O valor médio destes pulsos forma uma
tensão sinusoidal da frequência e amplitude
desejadas. A frequência de comutação pode Fig 4.5.4: a) Corrente do motor (superior) e tensão do
ser de poucos kHz até 20 kHz, dependendo motor no controle PWM (Modulação de largura de
da marca. Para evitar a geração de ruído nos pulso). b) Seção de tensão do motor
enrolamentos do motor, um conversor de
frequência com uma frequência de comutação
acima da faixa de audibilidade (~16 kHz) é
preferível.

Este princípio de operação de inversor é


chamado de controle PWM (Modulação de
largura de pulso) e é o princípio de controle que
é mais frequentemente usado nos conversores
de frequência atuais. A corrente do motor por
si só é quase sinusoidal. Isto é mostrado na
figura 4.5.4 (a) indicando a corrente de motor
(superior) e a tensão do motor. Na figura 4.5.4
(b) uma seção da tensão do motor é mostrada.
Isto indica como a faixa de pulso/pausa da
tensão é alterada.

123
Seção 4.5
Conversor de frequência

4.5.3 Condições especiais em relação


aos conversores de frequência a

Existem muitas condições que o instalador e o


usuário devem estar cientes quando da instalação
e uso de conversores de frequência ou bombas
com conversores de frequência integrados. Um
conversor de frequência se comportará de forma
diferente no lado da alimentação de rede se
comparado a um motor assíncrono padrão. Isso é Fig 4.5.5 a): Motor assíncrono padrão dois polos, trifásico
descrito em detalhes abaixo.

Entrada de alimentação não sinusoidal, b

conversores de frequência alimentados em


três fases
Um conversor de frequência projetado como aquele
descrito acima não receberá corrente sinusoidal
da rede. Entre outras coisas, isso influencia no
dimensionamento do cabo de alimentação de rede,
chaves de rede, etc. A Figura 4.5.5 exibe como a
corrente de rede e a tensão aparecem para um: Fig 4.5.5 b): Motor assíncrono padrão trifásico de
a) motor assíncrono padrão de dois polos, dois polos com conversor de frequência
trifásico;
b) motor assíncrono padrão de dois polos,
trifásico com conversor de frequência. Em ambos Motor padrão
Motor com conversor
de frequência
os casos o motor fornece 3kW para o eixo.
Tensão de rede 400 V 400 V
Corrente de rede RMS 6,4 A 6,36 A
Uma comparação da corrente nos dois casos Corrente de rede, pic 9,1 A 13,8 A
mostra as diferenças abaixo, ver figura 4.5.6:
Entrada de alimentação, P1 3,69 kW 3,69 kW
cos ϕ,
• A corrente para o sistema com o conversor de
fator de potência (PF) PF = 0,86 PF = 0,86
frequência não é sinusoidal
• A corrente de pico é muito superior (aprox. 52%
Fig. 4.5.6: Comparação de corrente de um
superior) para a solução de conversor motor padrão e um conversor de frequência
de frequência

Isto ocorre devido ao projeto do conversor de


frequência conectando a rede a um retificador
acompanhado por um capacitor. O carregamento
do capacitor ocorre durante curtos períodos de
tempo no qual a tensão retificada é superior
à tensão no capacitor naquele momento.
Conforme mencionado acima, a corrente não tensão entre duas fases
sinusoidal resulta em outras condições no lado corrente de fase
de alimentação de rede do motor. Para um motor Ambos os valores efetivos (valores
padrão sem um conversor de frequência a relação de RMS), se aplicam para U e I
deslocamento de fase entre
entre a tensão (U), corrente (I) e alimentação (P) é
exibida na caixa à sua direita. A mesma fórmula corrente e tensão
não poderá ser usada para o cálculo da entrada Exemplo de cálculo:
U = 400 V, I = 6,4 A, cos ϕ = 0,83
de alimentação na conexão com motores com O resultado é uma entrada de alimentação
conversores de frequência. de P = 3,68 kW

124
De fato, nesse caso não há uma maneira segura tensão entre duas fases
de calcular a entrada de alimentação baseada corrente de fase
em medições de corrente e tensão simples Ambos os valores efetivos (valores
quando essas não forem sinusoidais. Em vez de RMS), se aplicam para U e I
disso, a alimentação deve ser calculada por deslocamento de fase entre
meio de instrumentos e com base em medições corrente e tensão
instantâneas de corrente e tensão. Exemplo de cálculo:
U = 400 V, I = 6,4 A, cos ϕ = 0,83
Se a alimentação (P) for conhecida assim como O resultado é uma entrada de alimentação
o valor de RMS da corrente e tensão, o fator de de P = 3,68 kW
alimentação (PF) pode ser calculado pela fórmula
à sua direita.

Do contrário, quando a corrente e a tensão forem


sinusoidais, o fator de alimentação não terá
conexão direta com a maneira em que a corrente
e tensão são deslocadas no tempo.

Ao medir a corrente de entrada em conexão com a


instalação e serviço de um sistema com conversor
de frequência é necessário utilizar um instrumento
que seja capaz de medir as correntes “não
sinusoidais”. Em geral, instrumentos de medição
de corrente para conversores de frequência
devem ser de medição do tipo “Valor eficaz real Fig 4.5.7: Etiqueta do ELCB para conversores de
verdadeiro”(True RMS). frequência de fase única

Conversores de frequência e disjuntores de


vazamento de terra (ELCB)
Os disjuntores de vazamento de terra estão cada
vez mais sendo usados em instalações elétricas.
Se um conversor de frequência tiver que ser
Fig 4.5.8: Etiqueta do ELCB para conversores de
conectado em tal instalação, deve-se garantir
frequência de três fases
que o ELCB a ser instalado seja de um tipo que
seguramente funcionará também se a falha
ocorrer no lado CC do conversor de frequência.
Para garantir que o ELCB sempre funcionará em
caso de corrente vazamento para terra o ELCB
a ser usado em conexão com o conversor de
frequência deve apresentar os sinais exibidos na
figura 4.5.7 e 4.5.8

Ambos os tipos de disjuntores de vazamento para


terra estão disponíveis no mercado atualmente.

125
Capítulo 5. Cálculo de custos de ciclo de vida

Seção 5.1: Equação de custos de ciclo de vida


5.1.1 Custos iniciais, preço de compra (Cic)
5.1.2 Custos de instalação e comissionamento (Cin)
5.1.3 Custos de energia (Ce)
5.1.4 Custos operacionais (Co)
5.1.5 Custos ambientais (Cenv)
5.1.6 Custos de manutenção e reparo (Cm)
5.1.7 Custos por tempo parado, custos de perda de produção (Cs)
5.1.8 Custos de desativação e descarte (Co)

Seção 5.2: Cálculo de custos de ciclo de vida – um exemplo

Custos de manutenção 2-5%


Custos de energia 90%
Custos iniciais 5-8%
Seção 5.1
Equação de custos de ciclo de vida

Nesta seção abordaremos os elementos que


compõem os custos de ciclo de vida da bomba
(LCC) para entender o que é LCC, quais fatores
considerar quando o calculamos e como calculá-
lo. Finalmente, ilustraremos os custos de ciclo
de vida por meio de um exemplo. Mas antes
de nos aprofundar nos custos de ciclo de vida,
precisamos entender o que a noção abrange.

Os custos de ciclo de vida de uma bomba são


uma expressão de quanto custa para comprar,
t
instalar, operar, manter e descartar uma bomba
durante seu ciclo de vida. Fig. 5.1.1: Um guia para análise de custos de ciclo de
vida para sistemas de bombeamento

O Hydraulic Institute, Europump e o


Departamento Americano de Energia elaboraram
uma ferramenta chamada Custos de ciclo de vida
(LCC) da bomba, ver figura 5.1.1. A ferramenta foi
projetada para ajudar as empresas a minimizarem
Custos de ciclo de vida típicos
o desgaste e maximizar a eficiência de energia
em diferentes sistemas incluindo sistemas de
bombeamento. Os cálculos de custo de ciclo de
vida são uma ferramenta de tomada de decisão
que pode ser usada em conexão com o projeto Custos iniciais
de novas instalações ou reparo das instalações Custos de manutenção
existentes.
Custos de energia

Os custos de ciclo de vida (LCC) consistem dos


seguintes elementos:
Fig. 5.1.2: Custos de ciclo de vida típicos de um
Cic Custos iniciais, preço de compra sistema de circulação na indústria
Cin Custos de instalação e comissionamento
Ce Custos de energia
Co Custos operacionais
(custos de mão de obra)
Cemv Custos de meio ambiente
Cm Custos de manutenção de reparo
Cs Custos por tempo parado
(perda de produção)
Cd Custos de desativação/descarte
O LCC é calculado pela fórmula abaixo:
Cada um desses elementos é descrito nos
parágrafos abaixo. Conforme mostrado na figura LCC = Cic + Cin + Ce + Co + Cm + Cs + Cemv + Cd
5.1.2, os custos de energia, custos iniciais e custos
de manutenção são os mais importantes.

128
5.1.1 Custos iniciais, preço de compra
(Cic)
Painéis
Os custos iniciais (Cic) de um sistema de bomba Bomba
de controle
incluem todo o equipamento necessário para
operar o sistema, ex.: bombas, conversores de
frequência, painéis de controle e transmissores,
ver figura 5.1.3. Custos iniciais

Frequentemente, existe uma contrapartida


entre os custos iniciais e a energia e custos
de manutenção. Sendo assim, em muitos casos Conversor de Transmissor
componentes caros têm um tempo de vida frequência
superior ou um consumo de energia inferior em
relação a componentes menos caros. Fig. 5.1.3: Equipamento que compõe um
sistema de bombeamento

5.1.2 Custos de instalação e comission-


amento (Cin)

Os custos de instalação e comissionamento


incluem os seguintes custos:

• Instalação das bombas


• Fundação
• Conexão de fiação elétrica e instrumentação
• Instalação, conexão e configuração de
transmissores
• Avaliação de comissionamento na partida

Como é o caso para custos iniciais, é importante


verificar as opções de compensação. Em
conexão com as bombas com conversor de
frequência integrado, muitos dos componentes
já estão integrados no produto. Portanto, este
tipo de bomba está frequentemente sujeita a
custos iniciais maiores e custos de instalação e
comissionamento menores. Fig. 5.1.4: Custos iniciais de um sistema de
bombeamento por velocidade constante (sistema 1) e
um sistema de bombeamento controlado (sistema 2)

129
Seção 5.1
Equação de custos do ciclo de vida

5.1.3 Custos de energia (Ce )

Na maioria dos casos, o consumo de energia é o


maior custo dentro os custos do ciclo de vida de um
sistema de bombas, onde estas muitas vezes operam
por mais de 2.000 horas por ano. Na verdade, cerca
de 20% do consumo mundial de energia elétrica são
usados em sistemas de bombeamento, ver figura
5.1.5. Abaixo está uma lista de alguns dos fatores que
influenciam o consumo de energia de um sistema de
bombas:

• Perfil da carga Outros usos 80%


• Eficiência da bomba (cálculo do ponto de
operação), ver figura 5.1.6
• Eficiência do motor (a eficiência do motor em
carga parcial pode variar significativamente Sistemas de
entre motores de alta eficiência e motores de bombas 20%
eficiência normal)
• Dimensionamento da bomba (muitas vezes, as
margens e arredondamentos tendem a sugerir
bombas de grandes dimensões)
• Outros componentes do sistema, tais como tubos Fig. 5.1.5: Consumo mundial de energia
e válvulas
• Uso de soluções de velocidade controlada.
Ao utilizar bombas de velocidade controlada no
setor, é possível reduzir o consumo de energia
em até 50%

5.1.4 Custos operacionais (Co ) Nova


[%]

80

60
Existente
40
Os custos operacionais abrangem custos de mão 20

de obra relativos à operação de um sistema de 0

bombeamento. Na maioria dos casos, os custos de 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 Q [M3/h]

mão de obra relacionados às bombas são modestos.


Hoje, diferentes tipos de equipamentos de vigilância Fig. 5.1.6: Comparação da eficácia de uma bomba
nova e uma bomba existente
permitem conectar o sistema de bombas a uma
rede de computadores, proporcionando custos
operacionais baixos.

5.1.5 Custos ambientais(Cenv)

Os custos ambientais abrangem o descarte de peças


e a contaminação provocada pelo líquido bombeado.
A contribuição do fator ambiental para os custos do
ciclo de vida de um sistema de bombeamento no
setor é modesto.

130
5.1.6 Manutenção e custos de reparo
(Cm)

Os custos de manutenção e reparo abrangem,


como o nome sugere, todos os custos relacionados
à manutenção e reparo do sistema de bombas,
por exemplo: custos de mão de obra, peças de
reposição, transporte e limpeza.

A melhor maneira de alcançar a vida útil ideal de


uma bomba e evitar avarias é através da realização
de manutenção preventiva.

5.1.7 Custos de tempo parado, custos


de perda de produção (Cs)

Os custos de tempo parado são extremamente


importantes quando se trata de sistemas de
bombas utilizados em processos de produção. O
motivo é simples: parar a produção é oneroso,
mesmo por um curto período de tempo. Mesmo
que uma bomba seja suficiente para o desem- Fig. 5.1.7: A bomba reserva assegura a produção
contínua em caso de quebra da bomba
penho exigido, é sempre bom instalar uma bomba
reserva que possa assumir o comando e assegurar
que a produção vai continuar mesmo se ocorrer
uma falha inesperada no sistema, ver figura 5.1.7.

5.1.8 Custos de desimplantação e des-


carte (Cd )
LCC = Cic + Ce + Cm
Dependendo do fabricante da bomba, os custos de
desimplantação de um sistema de bombas estão
sujeitos a pequenas variações. Portanto, este custo
é raramente levado em consideração.

Cálculo dos custos do ciclo de vida


Os custos do ciclo de vida de um sistema de
bombas são compostos pela soma de todos os
componentes acima mencionados durante o
tempo de vida do sistema. Normalmente, diz-
se que o tempo de vida é de 10 a 20 anos.
Neste negócio, os custos do ciclo de vida são
normalmente calculados utilizando uma fórmula
mais simplificada com menos elementos a serem
considerados. Esta fórmula é mostrada à direita.
131
Seção 5.2
Cálculo dos custos do ciclo de vida – um exemplo

Vamos dar uma olhada em um exemplo


usando a fórmula simplificada mencionada
anteriormente: Uma indústria precisa de uma
nova bomba de abastecimento de água e duas
soluções são levadas em consideração:

• Uma bomba centrífuga múltiploestágio


com velocidade fixa;
• Uma bomba centrífuga múltiploestágio
com velocidade variável.

Os cálculos mostram que, em comparação


à bomba de velocidade fixa, a bomba de
velocidade variável consome 40% menos
energia. No entanto, os custos iniciais (Cic) da
bomba de velocidade variável são duas vezes
mais alto do que os da bomba de velocidade
fixa.

Os cálculos dos custos do ciclo de vida vão ajudar


a determinar qual bomba instalar no sistema. A
aplicação tem as seguintes características:

• 12 horas de operação por dia


• 220 horas de funcionamento por ano
• Vida útil de 10 anos (período de cálculo)
Fig. 5.1.8: Custos do ciclo de vida de uma bomba de
Com base nesses dados, é possível calcular os velocidade fixa e uma bomba de velocidade variável
custos do ciclo de vida das duas soluções.

Mesmo que os custos iniciais de uma bomba


de velocidade variável sejam duas vezes mais
altos em comparação aos de uma bomba
de velocidade fixa, o custo total da solução
primeiramente mencionada é 25% inferior ao
da solução de bomba de velocidade fixa depois
de 10 anos.

Além dos custos de ciclo de vida mais baixos,


a bomba de velocidade variável fornece,
conforme discutido no capítulo 4, alguns
benefícios operacionais como, por exemplo,
pressão constante no sistema.

O tempo de retorno da solução de velocidade Fig. 5.1.9: Tempo de retorno para uma bomba de
variável é um pouco maior, porque a bomba é velocidade fixa e uma bomba de velocidade variável
mais cara. Como podemos ver na figura 5.1.9, o
tempo de retorno é de cerca de 2 anos e meio,
sendo que em aplicações industriais gerais, isto
é considerado um bom investimento.

132
Apêndice

A) Notações e unidades

B) Tabelas de conversão de unidades

C) Prefixos SI e alfabeto grego

D) Pressão de vapor e densidade da água em diferentes temperaturas

E) Orifício

F) Mudança na pressão estática devido à mudança no diâmetro do tubo

G) Bocais

H) Nomograma para perdas de altura manométrica em curvas, válvulas, etc

I) Nomograma para perda na tubulação de água potável a 20°C

J) Sistema periódico

K) Padrões da bomba

L) Viscosidade para diferentes líquidos como função da temperatura do líquido


Apêndice A

Notações e unidades

A tabela abaixo fornece uma visão geral das notações e unidades


mais utilizadas no que tange às bombas e aos sistemas de bombas.

Unidade
Notação Unidade SI Outras unidades Observações
normalmente
utilizadas
Altura
Fluxo de volume
Fluxo de massa
Pressão
Pressão
diferencial

Altura manométrica
de sucção positiva

Densidade
Viscosidade
cinemática

Viscosidade
dinâmica

Temperatura

Temperatura
absoluta

Diâmetro
Diâmetro
Aceleração
de gravidade

Velocidade
Eficiência
Velocidade rotacional
Tempo
Potência
Tensão
Corrente
Frequência
Cosseno para ângulo
de fase entre U e I

Fator de potência

134
Apêndice B

Tabelas de conversão de unidades

As tabelas de conversão para pressão e fluxo mostram as unidades mais comumente usadas no que
tange aos sistemas de bombeamento

Temperatura
As fórmulas listadas abaixo ensinam como converter as unidades
mais comumente utilizadas para temperatura.

De graus Celsius para Kelvin: T [K] = 273.15 + t [oC]


De graus Celsius para graus Fahrenheit: t [oF] = 32 + 1.8 t [oC]

Graus Graus
Kelvin Kelvin
Graus Graus ∆t ∆t
∆t ∆t
∆t ∆t
Celsius Celsius Fahrenheit Fahrenheit
˚C ˚CK K
˚F ˚F ∆T, ∆t ˚C∆T, ∆t ˚CK K
˚F ˚F
0 273.15
0 32
273.15 32 1 ˚C = 11 ˚C = 11 5/9
1 5/9
100 373.15
100 212
373.15 212 1K= 11 K = 11 5/9
1 5/9
- 17.8 -255.35
17.8 0
255.35 0 1 ˚F = 1 ˚F =
9/5 9/5
9/5 1
9/5 1

135
Apêndice C

Prefixos SI e Alfabeto Grego

Fator Prefixo Símbolo


109 1,000,000,000 giga G
106 1,000,000 mega M
103 1,000 kilo k
102 100 hekto h
10 10 deka da
10-1 0.1 deci d
10-2 0.01 centi c
10-3 0.001 milli m
10-6 0.000.001 mikro µ
10-9 0.000.000.001 nano n

Alfabeto grego
Alfa Α α
Beta Β β
Gama Γ γ
Delta ∆ δ
Epsilon Ε ε
Dzeta Ζ ζ
Eta Η η
Teta Θ θ
Iota Ι ι
Capa Κ κ
Lambda Λ λ
Mu Μ µ
Nu Ν ν
Csi ΚΣ κσ
Ômicron Ο ο
Pi Π π
Rho Ρ ρ
Sigma Σ σ
Tau Τ τ
Upsilon Υ υ
Fi Φ φ
Qui Χ χ
Psi Ψ ψ
Ômega Ω ω

136
Apêndice D

Pressão de vapor e densidade ρ da água a diferentes temperaturas


t[°C] T[K] P[bar] ρ[kg/m3] t[°C] T[K] P[bar] ρ[kg/m3] t[°C] T[K] P[bar] ρ[kg/m3]
0 273.15 0.00611 0999.8 138 411.15 3.414 927.6
1 274.15 0.00657 0999.9 61 334.15 0.2086 982.6 140 413.15 3.614 925.8
2 275.15 0.00706 0999.9 62 335.15 0.2184 982.1 145 418.15 4.155 921.4
3 276.15 0.00758 0999.9 63 336.15 0.2286 981.6 150 423.15 4.760 916.8
4 277.15 0.00813 1000.0 64 337.15 0.2391 981.1
5 278.15 0.00872 1000.0 65 338.15 0.2501 980.5 155 428.15 5.433 912.1
6 279.15 0.00935 1000.0 66 339.15 0.2615 979.9 160 433.15 6.181 907.3
7 280.15 0.01001 999.9 67 340.15 0.2733 979.3 165 438.15 7.008 902.4
8 281.15 0.01072 999.9 68 341.15 0.2856 978.8 170 443.15 7.920 897.3
9 282.15 0.01147 999.8 69 342.15 0.2984 978.2 175 448.15 8.924 892.1
Pressão de vapor 10 283.15 0.01227 999.7 70 343.15 0.3116 977.7
180 453.15 10.027 886.9
e densidade da 11 284.15 0.01312 999.7 71 344.15 0.3253 977.0 185 458.15 11.233 881.5
água a diferentes 12 285.15 0.01401 999.6 72 345.15 0.3396 976.5 190 463.15 12.551 876.0
13 286.15 0.01497 999.4 73 346.15 0.3543 976.0 195 468.15 13.987 870.4
temperaturas 14 287.15 0.01597 999.3 74 347.15 0.3696 975.3 200 473.15 15.50 864.7
15 288.15 0.01704 999.2 75 348.15 0.3855 974.8
Esta tabela mostra a 16 289.15 0.01817 999.0 76 349.15 0.4019 974.1 205 478.15 17.243 858.8
17 290.15 0.01936 998.8 77 350.15 0.4189 973.5 210 483.15 19.077 852.8
pressão de vapor p 18 291.15 0.02062 998.7 78 351.15 0.4365 972.9 215 488.15 21.060 846.7
[bar] e a densidade 19 292.15 0.02196 998.5 79 352.15 0.4547 972.3 220 493.15 23.198 840.3
ρ [kg/m3] de água 20 293.15 0.02337 998.3 80 353.15 0.4736 971.6 225 498.15 25.501 833.9
em diferentes

temperaturas t [oC]. 21 294.15 0.02485 998.1 81 354.15 0.4931 971.0 230 503.15 27.976 827.3
Da mesma forma, 22 295.15 0.02642 997.8 82 355.15 0.5133 970.4 235 508.15 30.632 820.5
a tabela mostra a 23 296.15 0.02808 997.6 83 356.15 0.5342 969.7 240 513.15 33.478 813.6
temperatura absoluta 24 297.15 0.02982 997.4 84 357.15 0.5557 969.1 245 518.15 36.523 806.5
25 298.15 0.03166 997.1 85 358.15 0.5780 968.4 250 523.15 39.776 799.2
correspondente T [K].
26 299.15 0.03360 996.8 86 359.15 0.6011 967.8 255 528.15 43.246 791.6
27 300.15 0.03564 996.6 87 360.15 0.6249 967.1
28 301.15 0.03778 996.3 88 361.15 0.6495 966.5 260 533.15 46.943 783.9
29 302.15 0.04004 996.0 89 362.15 0.6749 965.8 265 538.15 50.877 775.9
30 303.15 0.04241 995.7 90 363.15 0.7011 965.2 270 543.15 55.058 767.8
275 548.15 59.496 759.3
31 304.15 0.04491 995.4 91 364.15 0.7281 964.4 280 553.15 64.202 750.5
32 305.15 0.04753 995.1 92 365.15 0.7561 963.8
33 306.15 0.05029 994.7 93 366.15 0.7849 963.0 285 558.15 69.186 741.5
34 307.15 0.05318 994.4 94 367.15 0.8146 962.4 290 563.15 74.461 732.1
35 308.15 0.05622 994.0 95 368.15 0.8453 961.6 295 568.15 80.037 722.3
36 309.15 0.05940 993.7 96 369.15 0.8769 961.0 300 573.15 85.927 712.2
37 310.15 0.06274 993.3 97 370.15 0.9094 960.2 305 578.15 92.144 701.7
38 311.15 0.06624 993.0 98 371.15 0.9430 959.6 310 583.15 98.700 690.6
39 312.15 0.06991 992.7 99 372.15 0.9776 958.6
40 313.15 0.07375 992.3 100 373.15 1.0133 958.1 315 588.15 105.61 679.1
320 593.15 112.89 666.9
41 314.15 0.07777 991.9 102 375.15 1.0878 956.7 325 598.15 120.56 654.1
42 315.15 0.08198 991.5 104 377.15 1.1668 955.2 330 603.15 128.63 640.4
43 316.15 0.08639 991.1 106 379.15 1.2504 953.7 340 613.15 146.05 610.2
44 317.15 0.09100 990.7 108 381.15 1.3390 952.2
45 318.15 0.09582 990.2 110 383.15 1.4327 950.7 350 623.15 165.35 574.3
46 319.15 0.10086 989.8 360 633.15 186.75 527.5
47 320.15 0.10612 989.4 112 385.15 1.5316 949.1
48 321.15 0.11162 988.9 114 387.15 1.6362 947.6 370 643.15 210.54 451.8
49 322.15 0.11736 988.4 116 389.15 1.7465 946.0 374.15 647.30 221.2 315.4
50 323.15 0.12335 988.0 118 391.15 1.8628 944.5
120 393.15 1.9854 942.9
51 324.15 0.12961 987.6
52 325.15 0.13613 987.1 122 395.15 2.1145 941.2
53 326.15 0.14293 986.6 124 397.15 2.2504 939.6
54 327.15 0.15002 986.2 126 399.15 2.3933 937.9
55 328.15 0.15741 985.7 128 401.15 2.5435 936.2
56 329.15 0.16511 985.2 130 403.15 2.7013 934.6
57 330.15 0.17313 984.6
58 331.15 0.18147 984.2 132 405.15 2.8670 932.8
59 332.15 0.19016 983.7 134 407.15 3.041 931.1
60 333.15 0.19920 983.2 136 409.15 3.223 929.4

137
Apêndice E

Orifício Orifício

Como discutido no capítulo 3, o ponto de operação de uma


bomba é ajustado adicionando-se uma resistência em série
conectada à bomba. Na prática, isso é normalmente feito
colocando um orifício no flange de saída da bomba.
d Q DN

O gráfico a seguir fornece o diâmetro do orifício d [mm]


com base na dimensão DN do tubo/porta [mm], o fluxo Q
[m3/h] e a perda de carga necessária ΔH [m].
∆H

1000

63 25 10 4
H= H= H= H=
0 0 40 =16 6.3 2.5
1 H= H H= H=
H=
100
Q [m3/h]

10

1
1000

Dn=300 Dn=250
Dn=200
Dn=150
Dn=125
100 Dn=100
Dn=80
Dn=65
Orifício [mm]

Dn=50
Dn=40
Dn=32

Exemplo:
A altura manométrica de uma bomba, com flange de
10
saída de 125 mm, tem de ser reduzida em 25 m com um
fluxo de 150 m3/h.

DN = 125 mm, ΔH = 25 m, Q = 150 m3/h →


É necessário instalar um orifício com um diâmetro de 59 mm.

138
Apêndice F

Mudança na pressão estática devido à


mudança no diâmetro do tubo ΔH tem de ser adicionado à altura manométrica
medida da bomba:
Conforme descrito no capítulo 2.2, uma
8 . Q2
alteração na dimensão do tubo resulta
em mudança na velocidade do líquido e,
∆H =
ν22 - ν12
2.g
=
g . π2
. [ D1 2
4
_ 1
D14
]
consequentemente, uma mudança na pressão
dinâmica e estática. onde :
Quando a altura manométrica tiver que ser v1 é a velocidade do líquido na porta de entrada
determinada (ver página 86), a diferença nas em [m/s]
duas dimensões de porta exige uma correção v2 é a velocidade do líquido na porta de saída
da altura manométrica medida. em [m/s]
Q é a taxa de vazão em [m3/s]
g é a aceleração da gravidade em [m/s2]
D1 é o diâmetro da porta de entrada em [m]
D2 é o diâmetro da porta de saída em [m]

O gráfico mostra o valor ∆H para configurações


Exemplo: típicas das dimensões de porta D1/D2 como uma
Uma bomba com uma porta de entrada de 250 mm função da vazão Q. Neste caso, a vazão Q é medida
e uma porta de saída de 150 mm está bombando em [m3/h] e ΔH é medido em [m].
300 m3/h. Quanto a diferença na dimensão da
porta afeta a altura manométrica medida?

D1 = 250 mm D2 = 150 mm Q = 300 m3/h

Conforme exibido no gráfico, a diferença na altura


manométrica é ΔH = 1 m.

139
Apêndice G

Bocais

A relação entre o diâmetro do bocal d [mm], a vazão Q [m3/h] necessária e a pressão exigida antes
do bocal p [bar] é calculada através do nomograma abaixo. Presumimos que o bocal tenha um
comportamento quadrático::

( pp )
n
Q1 1

Q2 = 2

onde n = 0.5. Alguns bocais têm um valor n menor (verifique com o fornecedor).

Pressão
p [bar]

Vazão Diãmetro do bocal


Q [m3/h] d [mm]

Exemplo:
100.00 Um bocal de 3,5 mm tem de fornecer 1 m3/h.
Qual é a pressão necessária na frente do bocal?

Q = 1 m3/h, d = 3.5 mm →
p [bar]

p = 4.8 bar

10.00

1.00

d=
6.0
2.0

8.0
9.0
5.0
4.0

7.0
1.0

3.5
2.5
1.5

0.10
0.01 0.1 1 10
Q [m3/h]

140
Apêndice H

141
Apêndice I

142
1 2
H He
Hidrogênio Hélio
Sistema periódico

3 4 5 6 7 8 9 10
Li Be B C N O F Ne
Lítio Berílio Boro Carbono Nitrogênio Oxigênio Flúor Neon

11 12 13 14 15 16 17 18
Na Mg Al Si P S Cl Ar
Sódio Magnésio Alumínio Silício Fósforo Enxofre Cloro Argônio

19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
Potássio Cálcio Escândio Titânio Vanádio Cromo Manganês Ferro Cobalto Níquel Cobre Zinco Gálio Germânio Arsênico Selênio Bromo Criptônio

37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
Rubídio Estrôncio Ítrio Zircônio Nióbio Molibdênio Tecnécio Rutênio Ródio Paládio Prata Cádmio Índio Estanho Antimônio Telúrio Iodo Xenon

55 56 57 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
Cs Ba La Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
Césio Bário Lutécio Háfnio Tântalo Tungstênio Rênio Ósmio Irídio Platina Ouro Mercúrio Tálio Chumbo Bismuto Polônio Astato Radônio

87 88 89 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114
Fr Ra Ac Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut UUq
Frâncio Rádio Actínio Rutherfórdio Dúbnio Seabórgio Bóhrio Hássio Meitnério Damstádio Roentgênio Unúmbio Unúntrio Ununquádio

58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71
Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu
Cério Praseodímio Neodímio Promécio Samário Európio Gadolínio Térbio Disprósio Hólmio Érbio Túlio Itérbio Lutécio

90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103


Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr
Tório Protactínio Urânio Netúnio Plutônio Amerício Cúrio Berquélio Califórnio Einstênio Férnio Mendelévio Nobélio Laurêncio
Apêndice J

143
Apêndice K

Padrões de bomba

Padrões de bomba:

EN 733 Bombas centrífugas de sucção, classificada com 10 bar com cavalete


EN 22858 Bombas centrífugas de sucção pela extremidade (classificada com
16 bar) - Designação, ponto de operação nominal e dimensões

Padrões relacionados à bomba:

ISO 3661 Bombas centrífugas de sucção pela extremidade - Dimensões de placa


de base e instalação
EN 12756 Retentores mecânicos - Dimensões principais, designação e códigos de
materiais
EN 1092 Flanges e suas junções - Flanges circulares para tubos, válvulas,
conexões e acessórios, designado PN
ISO 7005 Flanges metálicos
DIN 24296 Bombas e unidades de bombas para líquidos: Peças sobressalentes

Especificações, etc:

ISO 9905 Especificações técnicas para bombas centrífugas - Classe 1


ISO 5199 Especificações técnicas para bombas centrífugas – Classe 2
ISO 9908 Especificações técnicas para bombas centrífugas – Classe 3
ISO 9906 Bombas rotodinâmicas – Testes de desempenho hidráulico -
Grades 1 e 2
EN 10204 Produtos metálicos - Tipos de documentos de inspeção
ISO/FDIS 10816 Vibração mecânica - Avaliação de vibração da máquina por meio de
medições de partes não-rotativas

Padrões de motor:

EN 60034/IEC 34 Máquinas elétricas rotativas

144
Apêndice L

Viscosidade de líquidos típicos como Viscosidade


função de temperatura do líquido
A viscosidade cinemática é medida em centiStoke
O gráfico mostra a viscosidade de diferentes [cSt]
líquidos em diferentes temperaturas. Como (1 cSt = 10-6 m2/s). A unidade Saybolt Universal
aparece no gráfico, a viscosidade diminui quando [SSU] é também utilizada em relação à
a temperatura aumenta. viscosidade cinemática. O gráfico abaixo mostra
a relação entre a viscosidade cinemática em [cSt]
e viscosidade em [SSU]. O número SAE também
está indicado no gráfico.

Para viscosidade cinemática acima de 60 cSt, a


viscosidade Saybolt Universal é calculada pela
fórmula a seguira:
[SSU] = 4.62 . [cSt]

Viscosidade cinemática Sekunder saybolt


em centoStokes cSt Universal SSU
1
As densidades mostradas
no gráfico são para 20° C
2 32
35
3
4
40
5

50
10

20 100

30
40 200
50 n°SAE
300 o
( a 20 C)
400
100 500
SAE 10

200 1000
SAE 20
300
400 2000
500
SAE 30
3000
4000 SAE 40
1000 5000
SAE 50

2000 10000 SAE 60

3000
SAE 70
4000 20000
5000
30000
40000
10000 50000

20000 100000
30000
40000 200000
50000

100000

145
Apêndice L

Etilenoglicol

ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν

[kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt] [kg/m
3
] [cSt]
Concentração
Peso% = 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 55% 60%
Temperatura

-50

-45

-40

-35

-30

-25

-20

-15

-10

-5

10

15

20

25

30

35

40

45

50

55

60

65

70

75

80

85

90

95

100

146
Apêndice L

Propilenoglicol

147
Apêndice L

Hidróxido de sódio

ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν ρ ν

[kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt] [kg/m3] [cSt]
Concentração
Peso% = 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 55%
Temperatura
0 1060 1117 1174 1230 1285 1334 1384 1435 1483 1530 1559
5 1058 1115 1172 1227 1283 1332 1381 1429 1480 1528 1556

10 1057 1113 1170 1224 1280 1330 1377 1423 1478 1525 1553
15 1056 1111 1167 1222 1277 1326 1372 1420 1471 1518 1546

20 1054 1.3 1109 1.7 1164 2.5 1219 3.6 1274 6.2 1322 10.1 1367 16.8 1416 25.4 1464 38.2 1511 51.8 1540

25 1052 1.1 1107 1.5 1162 2.1 1217 3.1 1271 5.1 1319 8.3 1364 13.3 1413 19.9 1461 29.0 1508 39.0

30 1050 1.0 1104 1.3 1159 1.8 1214 2.7 1268 4.0 1315 6.5 1360 9.9 1410 14.4 1457 19.9 1504 26.2

35 1048 0.9 1102 1.2 1157 1.6 1211 2.3 1265 3.4 1312 5.5 1357 8.2 1407 11.6 1454 15.9 1501 20.5

40 1046 0.8 1100 1.1 1154 1.4 1208 2.0 1262 2.8 1309 4.5 1353 6.6 1403 8.9 1450 12.0 1497 14.7

45 1044 0.7 1097 1.0 1151 1.3 1205 1.8 1259 2.6 1306 3.9 1347 5.6 1396 7.5 1443 9.9 1490 12.1

50 1042 0.7 1094 0.9 1148 1.2 1202 1.6 1256 2.3 1302 3.3 1340 4.6 1389 6.0 1436 7.8 1483 9.4

55 1039 0.6 1092 0.8 1145 1.0 1199 1.5 1253 2.0 1299 2.9

60 1036 0.6 1089 0.7 1143 0.9 1196 1.3 1250 1.8 1295 2.4

65 1033 0.5 1086 0.7 1140 0.9 1193 1.2 1246 1.6

70 1030 0.5 1083 0.6 1137 0.8 1190 1.1 1243 1.5

75 1027 1080 1134 1186 1240


80 1025 1077 1131 1183 1237

kg/m3 cSt
1600 100

55%
50% 50%
45%
1500
45% 40%
35%
40%
10 30%
1400
35%
25%
30% 20%
1300 15%
25%
10%
5%
20% 1
1200
15%

10%
1100

5% 0
20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70
1000 °C
0 10 20 30 40 50 60 70 80 °C

148
Apêndice L

Cloreto de cálcio

Cloreto de nátrio

149
Índice

A Bomba horizontal 12, 13


À prova de poeira explosiva (DIP) 42 Bomba padrão 17
Acionamento magnético 19 Bomba para poço profundo 23
Aço 65 Bomba sanitária 20
Aço inoxidável 66 Bomba submergível 22
Acoplamento 16 Bomba submersível 23
Acoplamento básico 16 Bomba vertical 12, 13
Acoplamento flexível 16 Bomba
Acoplamento do espaçador 16 Bomba de fluxo axial 8
Acoplamento básico 16 Bomba de submersa 23
Acoplamento do espaçador 16 Bomba de motor blindado 18
Acoplamento flexível 16 Bomba centrífuga 8
Ajustar o desempenho da bomba 106 Bomba de acoplamento curto 12, 13, 16
Alimentação de tensão 47 Bomba de diafragma 25
Altura manométrica 9, 85 Bomba dosadora 25
Altura geodésica 99 Bomba hermeticamente vedada 18
Alumínio 70 Bomba horizontal 12, 13
Amortecedores de vibração 79 Bomba submergível 22
Aquecimento estacionário do motor 51 Bomba de acoplamento longo 12, 13, 16
ATEX (Atmosphère EXplosive) 41 Bomba com tração magnética 19
Austenítico (não magnético) 68 Bomba de fluxo misto 8
Austenítico-ferrítico ou duplex (magnético) Bomba de múltiplos estágios 1 1, 12, 13, 16
68 Bomba de deslocamento positivo 24
Bomba de fluxo radial 8
Bomba sanitária 20
Bomba mono-estágio 15
B Bomba de carcaça bipartida 12, 13, 17
Base 79
Bomba padrão 17
Base flutuante 79
Bomba vertical 12, 13
Bomba centrífuga 8
Bomba de águas residuais 21
Bomba com acoplamento curto 12, 13, 16
Bombas com conversor de frequência
Bomba de acoplamento longo 12, 13, 16
integrado 118
Bomba de águas residuais 21
Bombas conectadas em série 103
Bomba de câmara partida 12, 13, 17
Bombas de fluxo axiais 8
Bomba de deslocamento positivo 24
Bombas de fluxo misto 8
Bomba de diafragma 25
Bombas de grandes dimensões 106
Bomba de fluxo radial 8
Bombas de velocidade controlada em
Bomba de motor blindado 18
paralelo 102
Bomba de múltiplos estágios 11, 12, 13, 16
Bombas em paralelo 101
Bomba de poço profundo 23
Borracha 72
Bomba de sucção pela extremidade 12
Borracha de etileno-propileno (EPDM) 72
Bomba mono-estágio 11, 12, 13, 15
Fluoroelastômeros (FKM) 72
Bomba dosadora 25
Borracha nitrílica (NBK) 72
Bomba em linha 12, 13
Perfluoroelastômeros (FFKM) 72
Bomba gêmea 11
Borracha de silicone (Q) 72
Bomba hermeticamente vedada 18
Índice

Vedação de borracha do fole 31 Controle de velocidade variável 108


Borracha de etileno-propileno (EPDM) 72 Conversor de frequência 47, 108, 118
Borracha de silicone (Q) 72 Corrente não-sinusoidal 124
Borracha nitrílica 72 Corrosão 60
Corrosão por cavitação 63
Corrosão por frestas 62
C Corrosão por erosão 63
Caixa de empanque 28 Corrosão galvânica 64
Capacidade de calor 93 Corrosão intergranular 62
Característica da bomba 9, 96 Corrosão por microfissuração 61
Característica do sistema 96 Corrosão seletiva 62
Sistema fechado 96, 98 Corrosão uniforme 61
Sistema aberto 96, 99 Corrosão galvânica 61
Carcaça 15 Corrosão intergranular 62
Espiral dupla 15 Corrosão por erosão 63
Espiral única 15 Corrosão por fadiga 64
Canal de retorno 15 Corrosão por frestas 62
Carcaça com espiral única 15 Corrosão por microfissuração 61
Carcaça da bomba 15 Corrosão seletiva 62
Carcaça de espiral dupla 15 Corrosão uniforme 61
Carcaça espiral 11 Corrosão uniforme 61
Cavitação 10, 89 Curva da bomba 9
Corrosão por cavitação 63 Curva de bomba de líquido viscoso 55
Cerâmica 71 Curva de desempenho da bomba 9, 96
Classe de gabinete (IP), motor 43 Curva de eficiência 10
Classe de isolamento 44 Curva QH 9
Consumo de energia 10, 91 Custos ambientais 130
Energia hidráulica 10, 91 Custos de aquisição 129
Potência do eixo 91 Custos de desimplantação e descarte 131
Controlador PI 114 Custos de energia 130
Controle 106 Custos de instalação e comissionamento 129
Controle por estrangulamento 107 Custos de manutenção e reparo 131
Controle de derivação 107 Custos de perda de produção 131
Controle de velocidade 108 Custos de tempo parado 131
Controle de pressão diferencial constante 115 Custos do ciclo de vida 117, 128
Controle de pressão constante 114 Exemplo 132
Controle de temperatura constante 115 Custos do sistema 117
Controle da pressão diferencial 116 Custos iniciais 129
Controle da pressão Custos operacionais 106, 130
Controle de pressão diferencial constante 115
Pressão constante 114
Controle de pressão constante 119
Controle de acelerador 106, 110-113
Controle de derivação 106
Controle de pressão proporcional 120
Controle de velocidade 106, 108, 110
Controle de velocidade variável 108
Índice

D Piso 79
Densidade 10, 93 Base 79
Unidade Apêndice A Amortecedores de vibração 79
Água Apêndice D
Salmoura Apêndice L I
Descarga 32 IEC, motor 40
Diretiva EMC 123 Impulsor 14, 21
Disjuntor de vazamento ao terra (ELCB) 125 Canal duplo 21
Canal único 21
E Impulsor tipo vórtex 21
Economia de energia 111, 114, 117 Impulsor de canal duplo 21
Eficiência 10 Impulsor de canal único 21
Eficiência em velocidade reduzida 109 Impulsor de sucção dupla 11, 17
Eficiência do motor 49 Impulsor de sucção única 11
Eixo 11 Impulsor tipo vórtex 21
Elevação geodésica 99 Instalação da bomba 77
Energia hidráulica 10, 91 Invólucro do canal de retorno 11, 15
Energia do eixo 91 Isolamento de fase 48
Entrada dupla 17 Isolamento do motor 48
Isolamento reforçado 48
F Juntas de dilatação 80
Face de vedação
Fadiga de corrosão 64 L
Fadiga de corrosão 64 Lacuna de vedação 29
Ferríticos (magnéticos) 68 Ligas de cobre 69
Ferro cinzento 66 Ligas de níquel 69
Ferro fundido 66 Ligas ferrosas 65
Ferro nodular 66 Ligas metálicas 65
Filtro EMC 123 Ligas ferrosas 65
Fissuração por corrosão sob estresse (SCS) 63 Líquido 54
Fissuração por corrosão sob estresse 63 Dilatante 55
Fluído newtoniano 55 Newtoniano 55
Fluido plástico 55 Não-newtoniano 55
Fluoroelastômeros (FKM) 72 Fluido plástico 55
Fluxo 83 Tixotrópico 55
Fluxo de massa 83 Viscoso 54
Fluxo de volume 83 Líquido dilatante 55
Unidades Apêndice B Líquido não-newtoniano 55
Fluxo de massa 83 Líquido tixotrópico 55
Fluxo de volume 83 Líquido viscoso 54
Unidades Apêndice A
Forças axiais 14
Forças radiais 15
Fundação 7
Base flutuante 79
Índice

M Pressão diferencial 88
Mancal 51
Pressão dinâmica 84
Mancal isolado 48
Pressão do indicador 85
Martensítica (magnética) 68
Medição da pressão 85
Medição da pressão 85
Pressão estática 84
Modificação do diâmetro do rotor 108, 110
Pressão do sistema 88
Modulação de Largura de Pulso (PWM) 123
Unidades 85, Apêndice A
Montagem do motor (IM) 43
Pressão de vapor 90, Apêndice D
Motor antifaísca 42
Pressão absoluta 85
Motor assíncrono 40
Pressão constante de abastecimento 114
Motor com segurança aumentada 41
Pressão de vapor 90, Apêndice D
Motor elétrico 40
Pressão diferencial 88
Motor à prova de fogo 41
Pressão dinâmica 84
Motor com segurança aumentada 41
Pressão do indicador 85
Motor antifaísca 42
Pressão do sistema 88
Motores 40
Pressão estática 84
Motores à prova de fogo 41
Proteção do motor 49
PWM (Modulação de Largura de Pulso) 123

N
NEMA, padrão de motor 40
R
Nível de som 81
Resistências conectadas em paralelo 98
Nível de pressão sonora 82
Resistências conectadas em série 97
NPSH (Altura Livre
Resistências individuais 97
Positiva de Sucção) 10, 89
Resistências conectadas em série 97
Retentor de eixo balanceado 30
Retentor de eixo mecânico 18, 28
P Retentor de fole 31
Padrões 40 Retentor de cartucho 32
IEC, motor 40 Retentor de fole metálico 32
NEMA, motor 40 Retentor de fole de borracha 31
Normas sanitárias 20 Função 29
Partida de autotransformador 46 Descarga 32
Partida direta em linha (DOL) 46 Retentor de eixo mecânico duplo 33
Partida direta em linha (DOL) 46 Retentor de cartucho 32
Partida estrela/delta 46 Retentor do eixo 28
Partida do autotransformador 46 Retentor do eixo balanceado 30
Conversor de frequência 46, 47 Retentor do eixo desbalanceado 30
Partida suave 46 Retentor do eixo desbalanceado 30
Partida do motor 46 Retentor de fole 31
Partida estrela/delta 46 Retentor de O-ring 31
Partida suave 46 Retentor duplo consecutivo 34
Perfluoroelastômeros (FFKM) 72 Retentor duplo em tandem 33
Plásticos 71 Retentor de fole metálico 32
Ponto de ajuste 114 Revestimentos 73
Ponto de operação 96 Revestimentos metálicos 73
Potência no eixo 91
Pressão 84
Pressão absoluta 85
Índice

Revestimentos não-metálicos 74 Termoplásticos 71


Revestimentos orgânicos 74 Tintas 74
Revestimentos metálicos 73 Titânio 70
Revestimentos não-metálicos 74 Transmissor de pressão (TP) 114
Revestimentos orgânicos 74
Ruído (vibração) 78
V
Válvula borboleta 107
S Vibrações 78
Seleção de bomba assistida Viscosidade 54, Apêndice L
por computador 58 Viscosidade dinâmica 54
Sistema aberto 96, 99 Viscosidade cinemática 54, Apêndice L
Sistema fechado 96, 98 Viscosidade dinâmica 54

T
Tamanho da estrutura 44
Temperatura 93
Unidades Apêndice B
Termistores PTC 50
Termoendurecíveis 71
Ser responsável é nosso fundamento

MANUAL DE BOMBAS
Pensar à frente o torna possível
Inovação é a excelência

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