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AS CARACTERÍSTICAS DAQUELE QUE REALIZA A MISSÃO(AT 17.

16-34)

Introdução

Irmãos, concordo com um autor que diz que, o maior desafio da igreja moderna, é voltar as suas origens e
tratar a evangelização não apenas como um programa da igreja, mas como o estilo de vida.

Por vezes reduzimos esse tema a um programa que realizamos no final de semana, mas no dia-a-dia não
anunciamos com ousadia o evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Falta-nos aquilo que tinha de sobra
no apóstolo Paulo, demonstrado aqui nesse texto. Sobre isso que vamos falar!

Em 1974, por esforço do Pr. Billy Grahan e John Stott, foi realizado em Lausane na Suíça, um Congresso
Internacional de Evangelização Mundial, que ficou conhecido como pacto de Lausane, e como resumo do evento,
sintetizaram em uma frase tudo que discutiram ali: “O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, para
todo mundo, a toda criatura.”

A visão de Deus é o mundo, o método de Deus é a Igreja, e o tempo de fazer missões é agora!

A Evangelização é uma ordem de Deus, uma tarefa exclusiva da igreja e uma necessidade vital dos perdidos.

No texto lido, vamos ver cinco coisas que o apóstolo Paulo tinha e que todo cristão deve ter.

1. Visão 2.Paixão 3. Atitude 4. Mensagem 5. Fé

- O MAIOR BANDEIRANTE DO CRISTIANISMO acaba de chegar a Atenas, a capital intelectual do mundo, a


terra dos grandes luminares do saber humano, como Sócrates, Platão, Aristóteles, Aristófanes, Eurípedes e o
inigualável escultor Fídias. A Academia de Atenas, fundada por Platão, ainda era um centro intelectual com poucos
rivais. Diz um autor, que Atenas descansava em sua reputação de ser centro das artes, literatura, filosofia,
conhecimento e habilidade oratória.

Atenas foi a primeira cidade-estado da Grécia desde o século V a.C. Mesmo depois de integrada ao império
romano, guardava com orgulho a sua independência intelectual e também se tornou uma cidade livre. Gabava-se de
sua rica tradição filosófica, herdada de Sócrates, Platão e Aristóteles. Tinha uma reputação inigualável como a
metrópole intelectual do Império.

Era uma cidade gloriosa. Qualquer visitante que chegasse nessa cidade nos tempos de Paulo olharia com
espanto seus ricos monumentos, seus esplêndidos palácios, seus templos dedicados aos deuses e as glórias de sua
tradição. Vejamos, entretanto, como Paulo reagiu na maior cidade intelectual do mundo.

1. A VISÃO – O que Paulo viu? (17.16)


“E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão
entregue à idolatria.” Atos 17:16

O apóstolo Paulo, mesmo pressionado por circunstâncias adversas por onde passava, era um pregador
atento e observador.

1.1 O que ele tinha diante dos olhos? (17.16)- Paulo poderia ter passeado pela cidade como um turista,
como provavelmente a maioria de nós teria feito. Ele poderia ter conhecido a cidade de ponta a ponta
para admirar seus belos prédios e monumentos, únicos em todo o mundo.

A Acrópole, antiga fortaleza da cidade, podia ser vista a quilômetros de distância. Era considerada uma
ampla composição de arquitetura e escultura dedicada à glória nacional e ao culto dos deuses. O Parthenon
possuía grandeza sem igual. A Agora, com seus muitos pórticos pintados por artistas famosos, poderia ter
atraído Paulo para ouvir os debates políticos e filosóficos da época, pois Atenas era muito conhecida pela sua
democracia. Paulo também era um intelectual formado nas universidades de Tarso e Jerusalém. Mas o
fascínio do apóstolo não foi pela discussão de causas secundárias. Ele esteve nesse local para pregar Jesus e
a ressurreição. Warren Wiersbe observa que, ao chegar a Atenas, o objetivo de Paulo não era ver as atrações
da cidade, mas ganhar almas para Cristo. Para Paulo, os artefatos da cidade não eram meros objetos
artísticos, mas objetos de uma religião pagã.

1.2 Mas o que Paulo primeiro viu em Atenas? Não foi sua beleza, nem o brilhantismo da cidade, mas sua
idolatria.

Howard Marshall diz que é nesta cidade aspergida e bafejada pela mais refinada intelectualidade,
adornada pelos mais ilustres pensadores do mundo, que Paulo encontra a mais aguda crônica de cegueira
espiritual. E aqui, na terra dos corifeus da filosofia, que Paulo se defronta com a mais tosca e repugnante
idolatria. A palavra “kateidolos” só aparece aqui em todo o Novo Testamento. A tradução indica não apenas
que a cidade estava cheia de ídolos, mas sob os ídolos. A cidade estava sufocada pelos ídolos. O que Paulo
viu foi uma verdadeira floresta de imagens.

Na teologia paulina, os ídolos nada são, mas por trás deles estão os demônios. A idolatria produz
cegueira espiritual e desordem moral. Plínio afirmou que, ao tempo de Nero, Atenas estava ornamentada
por mais de trinta mil estátuas públicas. Petrônio disse que era mais fácil encontrar um deus em Atenas do
que um homem. Cada templo, cada portão, cada pórtico, cada edifício tinha as suas divindades protetoras.

Xenofonte, citado por Champlin, assim descreveu a cidade: “O lugar inteiro é um altar, e a cidade inteira
é um sacrifício e uma oferta aos deuses”. Russell Champlin também diz que certa feita, Diógenes saiu às ruas
de Atenas em pleno meio-dia, sol a pino, de lanternas acesas nas mãos, procurando atentamente alguma
coisa. Alguém, surpreso, interpelou-o: “Diógenes, o que procuras?”. Ele respondeu: “Eu procuro um
homem”.

Havia mais deuses em Atenas do que em todo o resto do país. Eram inúmeros templos, santuários,
estátuas e altares. No Parthenon encontrava-se uma imensa estátua de Atena feita de ouro e mármore. Em
toda parte se viam imagens de Apoio, o padroeiro da cidade, de Júpiter, Vênus, Mercúrio, Baco, Netuno,
Diana e Esculápio. Todo o panteão grego estava ali, todos os deuses do Olimpo. E as imagens eram lindas,
feitas de ouro, prata, marfim e mármore, construídas pelos melhores escultores gregos.

Paulo, porém, não se impressionava com belezas que não honrassem a Deus. Pelo contrário, sentiu-se
oprimido pelo emprego idólatra da criatividade artística dada por Deus aos atenienses. Foi isso que Paulo
viu: uma cidade submersa nos seus ídolos.

John Stott diz que toda idolatria é indesculpável, seja antiga ou moderna, primitiva ou sofisticada, sejam
suas imagens mentais ou feitas de metal, objetos de culto palpáveis ou conceitos abstratos desprezíveis. Pois
a idolatria é a tentativa de confinar Deus, limitando-o a um espaço imposto por nós, quando Deus é o
Criador do universo; ou de domesticá-lo, tornando-o nosso dependente, domando-o e mimando-o, quando
ele é o Mantenedor da vida humana; ou de aliená-lo, culpando-o por sua distância e seu silêncio, quando ele
é o Governador das nações e não está longe de nós; ou de destroná-lo, reduzindo-o a uma imagem
concebida ou feita por nós mesmos, quando ele é o Pai de quem recebemos nossa existência. Em suma, toda
idolatria é uma tentativa de minimizar o abismo entre o Criador e suas criaturas, para colocá-lo sob nosso
controle. E, mais do que isso, ela inverte as posições entre Deus e nós, de modo que, em vez de
reconhecermos humildemente que Deus nos criou e nos governa, temos a ousadia de imaginar que
podemos criar e governar Deus. Não existe lógica na idolatria; ela é uma expressão perversa e confusa da
nossa rebelião contra Deus.
Em 1900, havia 900 milhões de pessoas que nada ouviram do evangelho. Hoje existem 2,1 Bilhão de
pessoas que pouco ou nada ouviram acerca do evangelho.

A Índia, o 2º país mais populoso do mundo há cerca de 360 milhões de deuses. 2,3% da população são
cristãos. 1,3 bilhões de pessoas.

O Japão, 3º economia do mundo, ainda está encurvada a Buda, tendo apenas 2,3% da população que
professa o cristianismo.

A Europa está sendo considerada um continente pós-cristão, e estudos mostram que em algumas
décadas ela pode se tornar totalmente islamizada.

O continente mais pobre do mundo, ainda continua escravizado pelo animismo e pela feitiçaria.

2. A PAIXÃO - O que Paulo sentiu (17.16)


““E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão
entregue à idolatria.” Atos 17:16

Não apenas os olhos de Paulo estavam abertos, mas também o seu coração estava disposto a auscultar a
mais intelectual cidade do Império. Lucas registra: O seu espírito se comovia(17.16).

O verbo grego paroxyno, de onde vem a palavra “paroxismo”, tinha conotações médicas e se referia a um
ataque epilético. Também significava “irritar, provocar, causar ira”. Essa palavra só ocorre novamente em lCoríntios
13.5: O amor não se exaspera.

O sentido aqui não é falta de controle, mas de reação progressiva e ponderada contra aquilo que Paulo viu.

O verbo paroxyno é regularmente empregado na LXX em relação à ira de Deus contra a idolatria do povo de
Israel (Dt 9.7,18,22; SI 106.28,29; Os 8.5). Assim, Paulo foi provocado à ira pela mesma razão que provocou a ira de
Deus, ou seja, a idolatria. A idolatria é um pecado gravíssimo porque rouba a honra e a glória do nome de Deus. E
dar a outro ser a honra e a glória que só Deus merece. Quando uma pessoa diz que adora a Deus por meio de uma
imagem, está desprezando a Deus, que ordenou que não se fizesse nem se adorasse nenhuma imagem. Às vezes, as
Escrituras chamam esse sentimento de ciúme. Somos propriedade exclusiva de Deus e ele não nos divide com
ninguém. A esposa pertence ao marido e ele não a divide com ninguém. O marido pertence à esposa e ela não o
divide com ninguém. Deus disse: “Eu sou o Senhor, esse é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem,
nem a minha honra às imagens de escultura.”(Is 42.8).

John Stott diz que o nosso Deus tem direito exclusivo à nossa fidelidade e sente ciúmes quando transferimos
para outra pessoa ou coisa nossa devoção. O autor ergue seu brado de alerta quando escreve: Os ídolos não estão
limitados às sociedades primitivas; existem muitos ídolos sofisticados. Um ídolo é um substituto de Deus; qualquer
pessoa ou coisa que ocupe o lugar que Deus deveria ocupar. A avareza é idolatria. As ideologias podem ser
idolatrias. Assim como a fama, a riqueza e o poder, o sexo, a comida, o álcool e outras drogas, os pais, a esposa, os
filhos e os amigos, o trabalho, o lazer, a televisão e as propriedades, até a igreja, a religião e o culto cristão. Os ídolos
parecem particularmente dominantes em cidades. Jesus chorou por causa da impenitência da cidade de Jerusalém.
Paulo ficou profundamente indignado com a idolatria em Atenas. Será que já fomos perturbados pelas cidades
idólatras do nosso mundo atual?

Precisamos ter a mesma paixão desse homem. Ele estava em sua segunda viagem missionária, no capítulo
16, a bíblia diz que por libertar uma jovem, Paulo e Silas foram açoitados, presos, humilhados... Quando foram para
Tessalônica, insultados por Judeus e ameaçados, eles foram expulsos de lá... chegando em Beréia, não demorou
muito para que também fossem enxotados de lá... Agora está Paulo sozinho em Atenas, era para ele descansar, ou
esperar até que Silas e Timóteo chegassem para começar alguma coisa... Mas não, ele sente a urgência da
evangelização. Que possamos ter a mesma paixão desse homem.

3. A ATITUDE - O que Paulo fez? (17.17,18)


“De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se
apresentavam.” Atos 17:17
“E tomando-o, o levaram ao Areópago...” Atos 17:19

3.1 Se pôs a pregar: Paulo não era um observador contemplativo. O que viu e sentiu, isso o moveu à ação.
A reação de Paulo não foi apenas sentimental(comoveu-se, revoltou-se ou desânimo), mas ele
aproveitou o ensejo para testemunhar.
Não basta identificar os problemas que afligem a sociedade. Precisamos apontar a solução divina!
Paulo pegou um gancho ao ver um altar ao deus desconhecido. Os gregos tinham altares para todos os
deuses. Seus deuses eram vingativos e, com medo de que algum deus pudesse ser esquecido, eles
ergueram um altar ao deus desconhecido. Paulo, então, a partir dessa ponte, anuncia o Deus verdadeiro
que eles não conheciam.

3.2 Paulo dissertou nas sinagogas. Ali, Paulo, aos sábados, dissertava entre os judeus e tementes a Deus. O
equivalente mais próximo que temos da sinagoga é a igreja, o local onde se encontram pessoas
religiosas. Ainda é importante compartilhar o evangelho com pessoas que frequentam a igreja e com
tementes a Deus, que talvez só participem ocasionalmente dos cultos. 2 .
3.3 Paulo dissertou na Ágora. A Ágora, ou praça, era o centro dos negócios e das atividades cívicas, como
também da propaganda e da troca informal de ideias e novidades. Servia ainda de mercado e centro da
vida social, local de reunião onde se congregava o povo para ouvir os oradores. Paulo falava nessa praça
não apenas no sábado, mas todos os dias. Em outras palavras, Paulo não limitou seu ensino aos judeus e
tementes a Deus aos sábados na sinagoga local. Durante o restante da semana, ensinava na praça do
mercado, onde as pessoas iam comprar alimentos e outras mercadorias. O equivalente à Agora pode ser
um parque, uma praça, um shopping, uma feira, uma sala de aula, uma cantina de escola. Há grande
necessidade de evangelistas talentosos, capazes de fazer amigos e conversar sobre o evangelho em
locais informais desse tipo. Paulo se misturava com o povo na praça. Não fugia das pessoas. Paulo não se
encastelava numa torre de marfim. Não se empoleirava numa cátedra proclamando formulações
teológicas na terra dos corifeus da filosofia. Paulo não era um teólogo de gabinete. Nivelava-se com o
povo e descia até onde o povo estava. Mas também conversava com os intelectuais.
3.4 Paulo começou a debater no Areópago. Os filósofos epicureus e estoicos levaram Paulo da Ágora ao
Areópago. A palavra areópago significa “a colina de Ares”. Visto ser Ares o deus da guerra dos gregos, o
deus Marte dos romanos, o local é também chamado de Colina de Marte. Esta colina dava vista para a
Ágora e ficava defronte do Parthenon. Um concílio se reunia no Areópago com funções jurídicas
importantes. Areópago era tanto o nome do lugar como do conspícuo tribunal que ali se reunia. Esse era
muito seleto, formado por trinta membros, intervinha em casos de homicídio e tinha a supervisão da
moral pública. Era o supremo tribunal de Atenas. O conselho do Areópago era responsável também por
supervisionar a religião e a educação na cidade, de modo que era natural investigarem a “nova doutrina”
que Paulo ensinava. Esse era o local onde as causas públicas eram julgadas. O correspondente mais
próximo seria a evangelização nas universidades, nos salões dos governos, nas repartições públicas.
Precisamos de gente que possa evangelizar por meio de palestras com conteúdo apologético.
Precisamos urgente de pensadores cristãos que se dediquem a Cristo como escritores, compositores,
musicistas, jornalistas, dramaturgos, radialistas, cineastas, roteiristas e produtores para proclamar o
evangelho. Cristo deseja mentes humildes, mas não reprimidas.
Vejamos agora os dois grupos de filósofos, com os quais Paulo debateu:
A- Os epicureus não acreditavam na vida após a morte nem em julgamento final. Criam que o fim
principal do homem era o prazer. Pregavam o acaso, a fuga e o prazer. O lema dos epicureus era: ...
comamos e bebamos, porque amanhã morreremos (ICo 15.32). Depois de quase dois mil anos,
vivemos hoje também numa sociedade hedonista. As pessoas vivem para o prazer imediato. Não
querem pensar; querem apenas sentir. Buscam emoções e vivem apenas para o hoje. Não querem
pensar na eternidade, no destino da alma, no encontro inevitável que terão com Deus.
B- Os estoicos eram materialistas, panteístas, fatalistas, apáticos ao sofrimento humano e defensores
da visão cíclica da história. Acreditavam no determinismo cego. Pregavam a fatalidade, a submissão
ao destino irreversível e a importância de suportar a dor. Na filosofia estóica não há esperança. Não
adianta lutar nem clamar. Não há para onde correr. Todos estão entrincheirados por um destino
cego e implacável. Essa cosmovisão gesta o desespero e dá à luz o conformismo. Os dois primeiros
líderes da escola estóica cometeram suicídio. Ainda hoje há pessoas que pensam como Gabriela
Cravo e Canela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim”. A Palavra de Deus nos mostra
que é possível mudar. E possível recomeçar. E possível sair do cativeiro e ter uma nova vida em
Cristo. Tanto os epicureus como os estoicos estavam equivocados. Os epicureus diziam “Aproveite a
vida”, enquanto os estoicos diziam “Aguente a vida!”. A Palavra de Deus nos ensina a viver a vida na
presença de Deus, mediante o poder de Deus e para a glória de Deus.

4. A MENSAGEM - O que Paulo pregou? (17.22-31)

A presença de numerosos templos, ídolos e altares em Atenas dava a Paulo um excelente ponto de
contato, não obstante ele próprio se sentisse totalmente ultrajado pela idolatria dessa cidade (17.16). A
partir do altar ao deus desconhecido, Paulo anunciou aos atenienses religiosos o Deus vivo que eles não
conheciam.

4.1 Deus é Criador – “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há”Atos 17:24
“E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra,
determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;
Atos 17:26,27
4.2 Deus é Provedor- “Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma
coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;” Atos 17:25
“Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos...” Atos 17:28
4.3 Deus é Senhor- “Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que
não está longe de cada um de nós;” Atos 17:27
4.4 Deus é Juiz - Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do
homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos 17:31
4.5 Deus é Salvador - Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os
homens, e em todo o lugar, que se arrependam;” Atos 17:30

5. A FÉ(17.32-34)

“E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos
outra vez. E assim Paulo saiu do meio deles. Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi
Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros.” Atos 17:32-34

Quando Paulo terminou seu sermão em Atenas, seu auditório revelou três reações.
5.1 Uns escarneceram (17.32). Na cidade da refinada intelectualidade humana, houve pungente zombaria
quando o evangelho foi anunciado. Os gregos escarneciam da doutrina da ressurreição. Eles acreditavam
na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Os atenienses acreditavam no dualismo
grego, da matéria má e do espírito bom. Para os gregos, o corpo era apenas o claustro da alma, um
cárcere medonho do qual somos libertados pela morte. Por isso, quando ouviram Paulo falar sobre a
ressurreição dos mortos, alguns escarneceram.
5.2 Outros adiaram a decisão(17.34a). Alguns ouvintes deixaram a resolução para depois numa polida
indiferença. Adiaram a mais importante decisão da vida. Quantas oportunidades você ainda terá para
acertar sua vida com Deus? Os passageiros do voo 3054 da TAM, que saíram de Porto Alegre para São
Paulo no dia 17 de julho de 2007, eram, na sua maioria, jovens que tinham muitos sonhos e planos pela
frente. Tocaram o solo no aeroporto de Congonhas num minuto e no outro se tornaram uma bola de
fogo e mais tarde carvão. E consumada insensatez deixar para depois a mais importante decisão da sua
vida.
5.3 Outros creram (17.34b). Alguns creram e foram salvos. Qual será sua escolha hoje? Ponha sua confiança
em Jesus. O Deus desconhecido dos atenienses, o Deus verdadeiro, pode agora mesmo ser o Deus da sua
vida, o seu Criador, Salvador, Senhor, Sustentador e Juiz.