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Samuel Pedro P.

Silveira

Introdução à Simuladores de Eventos em Física


de Altas Energias

Santo André
Agosto, 2019
Samuel Pedro P. Silveira

Introdução à Simuladores de Eventos em Física de Altas


Energias

Relatório apresentado à Pró-Reitoria de Pes-


quisa da Fundação Universidade Federal do
ABC, como parte das exigências do Programa
Pesquisando Desde o Primeiro Dia (PDPD),
referente ao período de 2018.3 - 2019.2.

Fundação Universidade Federal do ABC – UFABC


Centro de Ciências Naturais e Humanas – CCNH

Orientador: Prof. Dr. Mauro Rogério Cosentino

Santo André
Agosto, 2019
Resumo
Este projeto visa a introdução a métodos de simulação de colisões em experimentos de
física nuclear e de partículas através de programas conhecidos como geradores de eventos.
Esse tipo de gerador simula o evento, ou seja, a colisão e suas consequências, usando
métodos de Monte Carlo. O programa adotado neste projeto será o Pythia 8, construído
na linguagem de programação C++. As simulações servirão como motivação à introdução
de conceitos básicos em relatividade restrita, mecânica quântica, estatística e uma visão
geral do Modelo Padrão das Partículas Elementares. Espera-se ao final do projeto que
o aluno tenha adquirido a habilidade de rodar o programa gerando algumas classes de
eventos e seja capaz de fazer análises de dados simplificadas dos resultados obtidos.

Palavras-chave: Simulação, Pythia, ROOT, Física de Altas Energias, eventos, colisões.


Lista de ilustrações

Figura 1 – Exemplo de arquivo de configuração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9


Figura 2 – Histograma da energia das partículas em GeV . . . . . . . . . . . . . . 10
Figura 3 – Distribuição de massa invariante inclusiva . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Figura 4 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Figura 5 – Distribuição de massa invariante exclusiva . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Figura 6 – Distribuição de ângulo relativo exclusivo . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Figura 7 – Distribuição de massa invariante inclusiva e exclusiva . . . . . . . . . . 17
Figura 8 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo e exclusivo . . . . . . . . . . . 17
Figura 9 – Distribuição de massa invariante mixada . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Figura 10 – Distribuição de ângulo relativo mixado . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Figura 11 – Distribuição de massa invariante inclusiva em bárions e mésons. . . . . 19
Figura 12 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo em bárions e mésons. . . . . . 20
Figura 13 – Distribuição de massa invariante exclusiva em bárions e mésons . . . . 21
Figura 14 – Distribuição de ângulo relativo exclusivo em bárions e mésons . . . . . 21
Figura 15 – Distribuição de massa invariante inclusiva e exclusiva em bárions e mésons 22
Figura 16 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo e exclusivo em bárions e mésons 22
Sumário

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1 O experimento ALICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2 O gerador de eventos Pythia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.3 A ferramenta de análise de dados ROOT . . . . . . . . . . . . . . . . 6

2 OBJETIVOS E RESULTADOS ESPERADOS . . . . . . . . . . . . . 8

3 ESTRUTURA COMPUTACIONAL DOS EVENTOS . . . . . . . . . 9

4 SIMULAÇÕES E ANÁLISES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1 Partículas de Interesse . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.2 Estrutura computacional das análises . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4.2.1 Análise de massa invariante e ângulo relativo (∆Φ) . . . . . . . . . . . . . 14

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

6 CRONOGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5

1 Introdução

O LHC (TAYLOR, 2001) é o acelerador que produz as mais energéticas colisões


entre íons pesados da atualidade. As colisões entre íons pesados relativísticos e ultra-
relativísticos são o estado da arte da pesquisa experimental das interações fortes e sua teoria
de fundo, a cromodinâmica quântica, ou QCD (VOGT, 2007). Algumas das questões em
aberto na QCD, e que essas colisões procuram elucidar, se estendem desde a distribuição de
pártons nos núcleos atômicos (SARKAR; SATZ; SINHA, 2009), passando por fenômenos
de saturação de glúons nos núcleos alvo formando um estado conhecido como Color
Glass Condensate (CGC) (MCLERRAN, 2002) chegando na formação do estado de
desconfinamento de quarks e glúons, conhecido como plasma de quarks e glúons (QGP
na sigla em inglês) (ZIMÁNYI, 2005). Este projeto está contextualizado na área de
física nuclear relativística através da participação na colaboração internacional ALICE (A
Large Ion Collider Experiment), que é dentre os principais experimentos do LHC, aquele
dedicado essencialmente à pesquisa das colisões entre íons pesados relativísticos (ALICE
Collaboration et al., 2006a) (ALICE Collaboration et al., 2006b). Para compreender os
dados acumulados pelos detectores do experimento são necessárias sofisticadas análises que
incluem, entre outras ferramentas, simulações computacionais e em especial, simuladores
de eventos (ou colisões).
Este projeto de PDPD é vinculado à participação brasileira na análise de dados e
simulações do experimento ALICE.

1.1 O experimento ALICE


O experimento ALICE é um detector para física de íons pesados relativísticos. Ele é
composto de diversos subsistemas, cada um deles especializado em medir um determinado
tipo de partícula ou características específicas de cada colisão. Esses subsistemas detectam
as trajetórias, momentos, perdas de energia, energia total, tempo de vôo, emissão de
radiação de Cherenkov e emissão de radiação de transição dos diversos tipos de partículas,
assim como a multiplicidade1 , orientação e demais características globais dos eventos.
As características das partículas são importantes para se determinar tanto sua natureza
quanto a sua dinâmica, fornecendo dados preciosos sobre o processo físico que resultou em
sua criação.
As características globais dos eventos são importantes para decidir que tipo de
colisão armazenar em disco, dado que nem todas as colisões tem seus dados armazenados,
1
Número de partículas geradas em uma colisão
Capítulo 1. Introdução 6

seja pela questão de espaço em disco, seja pela ocupação de banda na transmissão de dados,
pois a gravação destas informações em geral leva mais tempo do que aquele que transcorre
entre colisões. O processo de decidir quais colisões devem ser gravadas é conhecido pelo
nome genérico de "gatilho de eventos".

1.2 O gerador de eventos Pythia


O programa Pythia (SJÖSTRAND et al., 2015) é uma ferramenta padrão para a
geração de eventos em colisões de altas energias, contendo um conjunto coerente de modelos
físicos para realizar a evolução de um processo altamente energético com poucos corpos
até um complexo estado final com múltiplas partículas. Ele contém uma biblioteca de
processos duros2 , modelos para chuveiros partônicos de estado inicial e final, coincidência
e fusão entre hard processes e chuveiros partônicos, interações de múltiplos pártons (MPI
na sigla em inglês), remanescentes de feixe, fragmentação de cordas e decaimentos de
partículas. Ele também conta com um conjunto de utilidades e de diversas interfaces para
programas externos.
O Pythia 8.2 é a segunda grande versão depois da "tradução"completa do programa
da linguagem Fortran para a linguagem C++ e com isso atingiu um nível de maturidade
capaz de oferecer a troca completa da grande maioria das aplicações, especialmente para
aquelas destinadas a estudos no LHC.

1.3 A ferramenta de análise de dados ROOT


O programa ROOT (BRUN; RADEMAKERS, 1995) é um software e biblioteca
orientado a objetos desenvolvido pelo CERN. Foi originalmente desenvolvido para análise
de dados em física de partículas e, portanto, possui diversas utilidades para tal campo
especificamente, entretanto, é também utilizado em outras aplicações como astronomia e
mineração de dados. Sua antepenúltima versão, de julho/2018, utilizada neste trabalho é
a 6.14.
O CERN manteu uma biblioteca de programação escrita em FORTRAN por muitos
anos, mas foi descontinuada em 2003 e substituída pelo ROOT, escrito em C++, desen-
volvido originalmente por René Brun e Fons Rademaker, em 1994. Uma das ferramentas
chave do ROOT intensamente utilizada nessa pesquisa é um container de dados chamado
tree, o qual possui subestruturas chamadas branches e leaves. A definição precisa de tree
é um objeto que possui diferentes branches, esses branches são buffers que são escritos e
mantidos na memória. Intuitivamente, uma tree funciona como um banco de dados para
2
Do inglês hard process, significando processos com elevada transferência de energia.
Capítulo 1. Introdução 7

os resultados das simulações, de forma que os eventos são salvos e com eles os dados de
cada uma das partículas geradas.
Trees são salvas em arquivos montados e interpretados internamente pela estrutura
do ROOT, de forma que o armazenamento de dados fique otimizado e possa ser interpretado
pelas classes que gerenciam histogramas, por exemplo. Dessa forma, é possível salvar/ler
dados em/a partir de um arquivo de texto nos quais as trees são salvas em formato binário.
Adicionalmente, são possíveis tipos de operação com esses arquivos, como a “soma”, de
forma que dados obtidos de diferentes processos (e.g. aplicação em supercomputadores)
podem ser interpretados num histograma juntos.
8

2 Objetivos e Resultados Esperados

Este projeto teve como principal objetivo a introdução do aluno nas técnicas de
simulação mais utilizadas na área de física de altas energias. Como consequência, o aluno
adquiriu os conhecimentos mais básicos da área, tais como uma visão geral do modelo
padrão das partículas elementares, noções de estatística e análise de dados experimentais
e conceitos básicos de relatividade restrita. Todos estes elementos são compatíveis com
o desenvolvimento acadêmico de um aluno de primeiro ano de graduação. Além desses
elementos, o desenvolvimento de habilidades de programação mais avançada em C++
(STROUSTRUP, 2000)(DEITEL; DEITEL, 1999) foram alcançados.
A análise dos dados obtidos das simulações foi realizada utilizando-se a ferramenta
de análise ROOT, que é um conjunto de ferramentas de análise construído com bibliotecas
na linguagem C++.
Em termos de objetivos específicos do trabalho de pesquisa, espera-se que realizar ao
final do projeto simulações de eventos que envolvem a produção de alguns tipos específicos
de partículas tais como charmônio, bottomônio e os bósons W ± e Z 0 . O decaimento destas
partículas em canais contendo elétrons/pósitrons pode ajudar a desenvolver estratégias de
gatilho e de análise em tópicos de física que envolvam essas partículas. Nessa perspectiva, ao
identificar os hádrons que são originados dos pares de quark-antiquark c̄s e cs̄ provenientes
do decaimento dos bósons W ± ter-se-á certa base para compreensão de colisões P bP b.
9

3 Estrutura computacional dos eventos

A metodologia seguida foi a estruturação de reuniões semanais para acompanha-


mento do progresso das atividades de instalação, programação, simulação e análise dos
resultados obtidos. Concomitantemente ao trabalho relacionado aos simuladores de eventos,
apresentam-se os conceitos básicos de física necessários para a compreensão do trabalho a
partir da leitura de livros textos básicos adequados ao nível de desenvolvimento de um
aluno de PDPD. São utilizados os mesmos textos básicos do curso de fenômenos tais como
as referências (SERWAY; JR, 2004a),(SERWAY; JR, 2004b) e (VUOLO, 1995) usadas
para a introdução dos tópicos de relatividade restrita, conceitos de mecânica quântica,
partículas carregadas em campos elétricos e magnéticos e análise de dados experimentais.
Como previsto, o primeiro quadrimestre do projeto consistiu na familiarização,
instalação e primordiais gerações de eventos assim como o desenvolvimento de métodos de
análise desses eventos. Para isso foram criados dois programas, um que gera um evento
(colisão próton-próton) e grava os dados obtidos, e um outro que a é capaz de trabalhar
esses dados gravados.
O primeiro deles é chamado treewriter.cc, esse algoritmo recebe como parâmetro
um arquivo de configuração (Figura 1) para o evento e o número de eventos desejados.

Figura 1 – Exemplo de arquivo de configuração

Foram criadas duas classes, MParticle e MEvent, seu objetivo é auxiliar a mani-
pulação dos dados das simulações, de modo que os dados sejam salvos em objetos desse
tipo, e, então, salvos em trees. MParticle possui atributos de interesse de partículas: as
três componentes do momento, a energia da partícula, sua massa, identificação na lista
de partículas, código PDG 1 , sua(s) partícula(s) mãe(s) e filhas e um valor booleano que
indica seu estado final. MEvent, por sua vez, guarda o identificador do evento e o número
de partículas do mesmo. No método writeTree, uma tree é instanciada e preenchida com
os dados de interesse da simulação, num arquivo com o formato do arquivo de entrada
concatenado a “.root”.
1
O código PDG é estabelecido pelo esquema de numeração de partículas de Monte Carlo, no qual cada
partícula é numerada de acordo com suas informações sobre spin, sabor e números quânticos internos
(PDG, 2006).
Capítulo 3. Estrutura computacional dos eventos 10

Uma vez criada a tree, é interessante obter dados a partir da mesma, para isso,
criou-se o programa treereader.cc, que diferentemente do escritor, é rodado a partir da
execução do ROOT, e recebe como parâmetros o nome do arquivo com a tree, e o código
PDG (HAGIWARA et al., 2002) da partícula de interesse a se obter um histograma,
cumprindo assim, um dos outros objetivos primários do projeto que é a capacidade de
gerar histogramas utilizando o ROOT.
Essa estrutura foi criada de forma que, para qualquer tipo de partícula desejada
a se fazer um histograma, fosse realizada uma série de comandos iguais, dessa forma,
bastaria criar um script que chamasse esse algoritmo para uma série de partículas, caso
assim fosse desejado. Esse script recebe uma lista de códigos PDG e executa o leitor de
trees para cada uma das partículas com código nesta lista, gerando vários histogramas de
uma só vez.
Além de se trabalhar com programas de geração de eventos de forma direta, na
primeira parte do projeto foi necessário aprender lidar com a ferramenta de análise de tais
eventos, o ROOT. Através dele é possível construir diversos métodos de análise gráfica
de dados. O mais explorado neste trabalho foram os histogramas, com os quais foi-se
aprendido a respeito de sua codificação, significado e aplicação. Concluindo, assim a
seção de metodologia aplicada nesta fase, segue um histograma (Figura 2) produzido que
representa a distribuição de energia, em TeV, das partículas da colisão simulada:

Particles energy distribution


htemp
Entries 1.260369e+07
number of counts

Mean 104.1 ± 0.1493


107 Std Dev 530.2 ± 0.1056
Underflow 0
Overflow 0

6
10

5
10

104

3
10

102
0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000
Energy [GeV]

Figura 2 – Histograma da energia das partículas em GeV


11

4 Simulações e análises

O evento gerado através do Pythia consiste numa colisão próton-próton com dois
processos eletrofracos ligados: WeakSingleBoson:ffbar2W que consiste no espalhamento
do tipo férmion/antiférmion → W ± e WeakSingleBoson:ffbar2ffbar(s:W) que é quase
equivalente ao processo anterior, mas escrito como um processo 2 → 2, para que pT possa
ser usado como variável de corte ou ordenação. A seleção de sabor do estado final é
baseada nos modos de decaimento permitidos por W . Há duas simplificações relativas
à implementação no processo anterior. Primeiramente, não é possível definir diferentes
modos de decaimento para o W + e o W − ; em vez disso, os W + permitidos serão usados
por toda parte, com conjugação de carga para o W − . Em segundo lugar, as correções de
massa de quarks são negligenciadas na distribuição angular de decaimento(SJÖSTRAND;
LONNBLAD; MRENNA, 2001). Seu resultado é um arquivo .root com todas as partículas
geradas e seus dados estruturados de acordo com a classe MParticle, dessa forma, pode-se
analisar tais dados através do ROOT.
Uma análise consiste em um script computacional que analisa certas propriedades
das partículas de maneira a obter um resultado que denote um padrão nas partículas
com tais propriedades, nesse sentido, poder-se-ia concluir certos enunciados a respeito das
mesmas, matematicamente.
Foram estabelecidos três métodos principais de análise, a inclusiva, exclusiva e
mixada, que significam, respectivamente:
(1) Todas as partículas dentro de um mesmo evento, evento a evento, são analisadas
(análise inclusiva);
(2) Apenas as partículas que tem a identificação definida (pertencem à mesma mãe
e essa à um W ) (análise exclusiva);
(3) Relaciona-se uma partícula com partículas de eventos distintos (análise mixada).
Nesse sentido, foram analisados os ângulos e massa invariante de configurações
distintas, um W ± decaindo em um par quark charme antiestranho, ou anticharme estranho
ou um méson ou bárion charmônico ou estranho oriundo da hadronização daqueles
(anti)quarks.

4.1 Partículas de Interesse


Os bósons W , juntamente com o Z, são conhecidos como bósons fracos, partículas
elementares que mediam a força fraca. Os bósons W tem uma carga elétrica positiva (W + )
Capítulo 4. Simulações e análises 12

e uma negativa (W − ) de cada carga elementar e são um a antipartícula do outro e são


mediadores do decaimento de neutrinos.
Os quarks são partículas elementares que, juntamente com os léptons, constituem
a matéria. Devido ao efeito denominado confinamento, quarks não são observáveis direta-
mente ou isoladamente, apenas dentro de hádrons como bárions e mésons. Possuem seis
sabores: up, down, strange, charm, bottom e top, neste trabalho, os quarks de interesse
são o charm e strange.
Os mésons, por sua vez, são partículas subatômicas hadrônicas compostas de um
quark e um antiquark, confinados por interações fortes. Todos os mesons são instáveis,
entretanto, alguns duram tempo suficiente para serem detectáveis ao passo que os quarks
que o originam não o são, nessa perspectiva, as análises feitas a partir dos mésons são
mais realistas no sentido de passíveis de observação factual em colisores, neste trabalho,
foram analisados mésons charmônicos e estranhos.
Bárions são férmions que interagem fortemente - isto é, eles experimentam a força
nuclear forte - e são descritos pela estatística de Fermi-Dirac, que se aplica a todas as
partículas que obedecem o princípio de exclusão de Pauli. Isto está em contraste com os
bósons, que não obedecem ao princípio de exclusão. Bárions, junto com os mésons, são
hádrons, o que significa que são partículas compostas de quarks e glúons1 , e constituem o
último tipo de partícula de interesse deste trabalho. (ROHLF, 1994) Os hádrons, por sua
vez, são a família de partículas à qual pertencem bárions e mésons.
Todas as partículas analisadas neste trabalho encontram-se tabeladas abaixo, com
seu respectivo código PDG e composição:

Quark PDG
s 3
c 4

Boson PDG
W 24

1
Partículas fundamentais que medeiam a força forte de quarks na cromodinâmica quântica e carregam
carga de cor, portanto, poderia ser feito um paralelo entre os glúons e os fótons, mas estes não possuem
carga, o que torna a descrição da QCD significamente mais complexa do que a da eletrodinâmica
quântica.
Capítulo 4. Simulações e análises 13

Bárion PDG Composição


Λ0 3122 uds
Λ+c 4122 udc
Σ0 3212 uds
Σ+ 3222 uus
Σ− 3112 dds
Σ0c 4112 ddc
Σ++
c 4222 uuc
Σ+c 4212 udc

Méson PDG Composição


K0 311 ds̄
Kc+ 321 us̄
ds̄−s ¯
KL0 130 √ d
2
ds̄+s ¯
KS0 310 √ d
2
D+ 411 cd¯
D0 421 cū
Ds+ 431 cs̄
D∗0 423 cū

4.2 Estrutura computacional das análises


Para analisar os eventos, foram criados diversos scripts, tais estruturas de código
são constituídos, de maneira geral, de um padrão extremamente importante devido à
estrutura de dados do ROOT. Dessa forma, ao iniciar-se uma análise qualquer, é necessário
carregar uma árvore com o arquivo de saída dos eventos gerados pelo Pythia, além disso,
instanciar um TClonesArray2 , pois o dado mais importante da árvore, da maneira que foi
modelada e construída, é o vetor de partículas associado à um determinado evento. Com
tudo isso instanciado é possível percorrer a estrutura de eventos e conseguintemente a de
partículas.
Nesse momento selecionam-se as partículas de interesse citadas anteriormente, que
nas primeiras análises foram os quarks charme, estranho e suas respectivas antipartículas,
dessa forma, quaisquer que fosse a ascendência ou descendência de tais partículas na estru-
tura do decaimento, seriam salvas num vector STL(Standard Template Library)(PLAUGER
et al., 2000)(MUSSER; DERGE; SAINI, 2009). Tais vetores são uma coleção de TLo-
rentzVector, cuja definição é uma classe geral de quadrivetores, que pode ser utilizada
2
A classe TClonesArray e sua importância para este trabalho será aprofundada no capítulo 5 - Resultados
e Discussão.
Capítulo 4. Simulações e análises 14

para descrição de posição e tempo ou momento e energia. Em relatividade especial, um


quadrivetor é um elemento de um espaço vetorial quadridimensional composto de qua-
tro componentes que transformam sob certos parâmetros na transformação de Lorentz.
Entretanto, em análises exclusivas, tais estruturas são modeladas como MParticle, pois é
necessário mais um passo de análises na percolação de partículas. Dessa forma, é possível,
após salvar as partículas nos containers STL, percorrer tais vetores dinâmicos de forma a
obter determinados dados e a partir disso construir histogramas.

4.2.1 Análise de massa invariante e ângulo relativo (∆Φ)


Para a análise de massas invariantes e ângulos relativos, os passos acima descritos
foram seguidos, de maneira que ao encontrar quaisquer dos quarks charme e estranho
ou sua respectiva antipartícula, era-se salvo seu TLorentzVector(px , py , pz , E) em seu
correspondente container e, após salvar todas as partículas de um determinado evento,
passava-se somando os quadrivetores/obtendo a diferença angular de quaisquer par c̄s
ou cs̄ e salvava-se sua massa invariante ou ângulo relativo. Esperava-se uma distribuição
aproximadamente gaussianamente/linearmente distribuída, com seu máximo nas menores
massas invariantes e mímino nas maiores, além disso, era aguardado que teria-se um pico
no que seria a massa invariante/ângulo do bóson W , uma vez que ao somar aleatoriamente
o vetor de Lorentz de um par quark-antiquark eventualmente será somado um par que
vem de uma mesma mãe e dentre vários eventos surgirá um padrão denotado pelo pico
visualizado no histograma. Nisso consiste a análise de massa invariante(Figura 3) e ângulo
relativo (Figura 4) inclusivo:

Charm/Strange Inclusive Invariant Mass


hCharmStrangeInvMass
Entries 1072488
number of counts

Mean 70.06 ± 0.03089


1400 Std Dev 12.89 ± 0.02184
Underflow 7.656e+05
Overflow 1.329e+05

1200

1000

800

600

400

50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100
2
mcs [GeV/c ]

Figura 3 – Distribuição de massa invariante inclusiva


Capítulo 4. Simulações e análises 15

Charm/Strange Inclusive DPhi


hCharmStrangeDPhi
number of counts

Entries 1072488
Mean 2.124 ± 0.001389
12000 Std Dev 1.438 ± 0.0009821
Underflow 0
Overflow 157

10000

8000

6000

4000

2000

0
0 1 2 3 4 5 6
Phics [rad]

Figura 4 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo

A análise de massa invariante e ângulo relativo exclusivos é muito similar à inclusiva.


Se diferem em sua estrutura pois os containers STL são ponteiros de MParticle ao invés
de TLorentzVector, seu salvamento é exatamente igual, entretanto, grava-se a partícula
inteira na estrutura e não apenas seu TLorentzVector. Isso é necessário pois no laço que
analisa cada par de quark-antiquark é necessário analisar se ambas possuem a mesma
mãe e daí salvá-las no histograma. Pretende-se com isso, obter a massa invariante/ângulo
do bóson W ± , pois espera-se que ao somar os quadrivetores dos pares quark-antiquark
provenientes de uma mesma mãe, essa mãe seja tal bóson e com uma aproximação de
conservação de energia obtenha-se algo próximo à sua massa invariante, a análise exclusiva
não tem fundo, e os picos observados resultam exatamente a cinemática de decaimento
do W ± , ao passo que no inclusivo, os picos ficam misturados à combinação aleatória de
pares. Adicionalmente, foi criado um histograma que sobrepõe histogramas inclusivos e
exclusivos de massa invariante (Figura 7) e ângulo relativo (Figura 8). Nisso consiste a
análise de massa invariante (Figura 5) e ângulo relativo (Figura 6) exclusivo:
Capítulo 4. Simulações e análises 16

Charm/Strange Exclusive Invariant Mass


hCharmStrangeInvMass
Entries 3278
number of counts

Mean 80.09 ± 0.07155


Std Dev 4.016 ± 0.05059
250 Underflow 88
Overflow 39

200

150

100

50

0
50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100
mcs [GeV/c2]

Figura 5 – Distribuição de massa invariante exclusiva

Charm/Strange Exclusive DPhi


hCharmStrangeDPhi
Entries 3278
number of counts

Mean 2.961 ± 0.01286


180 Std Dev 0.7361 ± 0.009091
Underflow 0
Overflow 0
160

140

120

100

80

60

40

20

0
0 1 2 3 4 5 6
Phics [rad]

Figura 6 – Distribuição de ângulo relativo exclusivo


Capítulo 4. Simulações e análises 17

number of counts

Legend
Exclusive mcs
Inclusive mcs
hCharmStrangeInvMass
Entries 1072488
Mean 70.06 ± 0.03089
Std Dev 12.89 ± 0.02184
3 Underflow 7.656e+05
10 Overflow 1.329e+05

50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100
mcs [GeV/c2]

Figura 7 – Distribuição de massa invariante inclusiva e exclusiva


number of counts

Legend
104 Exclusive ∆Φ
Inclusive ∆Φ

hCharmStrangeDPhi
Entries 1072488
Mean 2.124
Std Dev 1.438
3
10

102
0 1 2 3 4 5 6
Phics [rad]

Figura 8 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo e exclusivo

O último tipo de análise é feito na mesma estrutura da inclusiva, entretanto, para


cada vetor de TLorentzVector de um tipo de quark, associa-se um vetor de inteiros, no
qual é gravado o evento do qual a partícula é originada. Com isso, é possível somar os
quadrivetores/ obter o ângulo relativo de pares que não possuem correlação, ademais, tal
possibilidade é explorada e forçada, de maneira que pares só são somados/subtraídos se
forem de eventos distintos. Para tornar a análise minimamente razoável, estabelece-se
um número máximo de eventos que podem ser misturados, neste trabalho, cinco, sob
único argumento o poder computacional utilizado. O objetivo de tal análise é obter uma
distribuição aproximadamente uniforme, o que não é efetivamente conseguido devido ao
viés estabelecido ao se instanciar os parâmetros de decaimentos eletrofracos no Pythia,
o mixado é uma tentativa de se obter o efeito desta combinação puramente aleatória
combinando partículas de eventos distintos pois desta forma se tem certeza que as partículas
Capítulo 4. Simulações e análises 18

estão sendo arranjadas aleatoriamente e nisso consiste a análise de massa invariante (Figura
9) e ângulo relativo (Figura 10) mixado:

Charm/Strange Mixed Event Invariant Mass


hCharmStrangeInvMass
Entries 3791343
number of counts

4000 Mean 70.56 ± 0.02054


Std Dev 13.95 ± 0.01452
Underflow 2.8e+06
Overflow 5.297e+05
3500

3000

2500

2000

1500

1000
50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100
mcs [GeV/c2]

Figura 9 – Distribuição de massa invariante mixada

Charm/Strange Mixed Event DPhi


× 10
3 hCharmStrangeDPhi
Entries 1.021987e+08
number of counts

1000 Mean 2.021 ± 0.0001399


Std Dev 1.405 ± 9.891e− 05
Underflow 0
900 Overflow 1.342e+06

800

700

600

500

400

300

200

100
0 1 2 3 4 5
Phics [rad]

Figura 10 – Distribuição de ângulo relativo mixado

Como quarks charme e estranho são muito instáveis e não são passíveis de detecção
pois acabam decaindo antes de atingir os detectores, faz-se necessária uma análise mais
real, ou seja, daquilo que pode realmente ser detectado. Para isso, as análises deixam de ser
em relação aos quarks charme e estranho e passam a ser em relação aos mésons e bósons
charmônicos e estranhos. Nessa perspectiva são feitas as mesmas análises anteriormente
descritas (exceto a mixada) dessa vez em relação à tais mésons e bósons. A parte crítica
Capítulo 4. Simulações e análises 19

de tal mudança consiste em encontrar partículas com tais características, para isso, foi
desenvolvida uma função computacional recursiva que, se a partícula encontrada na lista
de um determinado evento é de interesse, então encontra-se a ascendência de tal partícula.
O processo de encontrar a ascendência de uma partícula consiste em olhar para sua mãe
de maneira recursiva até encontrar um charme, anticharme, estranho ou antiestranho,
retorna-se o P DG desse quark que servirá como parâmetro para etiquetar e inserir o
TLorentzVector de tal méson ou bóson em seu respectivo container. Após isso, a análise é
feita da mesma forma, que a inclusiva anterior. Nisso consiste a análise de massa invariante
(Figura 11) e ângulo relativo (Figura 12) inclusivo em mésons e bárions:3

Meson/Barion Inclusive Invariant Mass


hCharmianStrangianInvMass
Entries 626549
number of counts

Mean 16.28 ± 0.03101


Std Dev 24.19 ± 0.02193
60000 Underflow 0
Overflow 1.827e+04

50000

40000

30000

20000

10000

0
0 20 40 60 80 100 120 140
mcs [GeV/c2]

Figura 11 – Distribuição de massa invariante inclusiva em bárions e mésons.

3
Aqui as variáveis mcs e Φcs correspondem à massa invariante e ângulo relativo de um hádron charmoso
com outro estranho.
Capítulo 4. Simulações e análises 20

Meson/Barion Inclusive DPhi


hCharmianStrangianDPhi
Entries 626549
number of counts

Mean 2.115 ± 0.001863


Std Dev 1.475 ± 0.001318
6000 Underflow 0
Overflow 0

5000

4000

3000

2000

1000

0
0 1 2 3 4 5 6
Phics [rad]

Figura 12 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo em bárions e mésons.

A análise exclusiva é feita de maneira muito similar, entretanto, nessa análise,


para cada container de TLorentzVector instanciado para cada tipo de bárion e méson
(charmoso, estranho, anticharmoso e antiestranho) são associados containeres com o id 4
das respectivas primeiras mães (os quarks encontrados na ascendência). Dessa forma, após
salvar cada um dos mésons e bósons, é verificado como parâmetro para soma/subtração de
seus quadrivetores de suas primeiras mães são as mesmas. Adicionalmente, foi criado um
histograma que sobrepõe histogramas inclusivos e exclusivos de massa invariante (Figura
15) e ângulo relativo (Figura 16). Nisso consiste a análise de massa invariante (Figura 13)
e ângulo relativo (Figura 14) exclusivo em mésons e bárions:

4
O id de uma partícula corresponde à seu index no TClonesArray de partículas.
Capítulo 4. Simulações e análises 21

Meson/Barion Exclusive Invariant Mass


hCharmianStrangianInvMass
Entries 1697
number of counts
140 Mean 16.4 ± 0.5327
Std Dev 21.66 ± 0.3767
Underflow 0
Overflow 44
120

100

80

60

40

20

0
0 20 40 60 80 100 120 140
mcs [GeV/c2]

Figura 13 – Distribuição de massa invariante exclusiva em bárions e mésons

Meson/Barion Exclusive DPhi


hCharmianStrangianDPhi
Entries 1697
number of counts

35 Mean 2.28 ± 0.03656


Std Dev 1.506 ± 0.02585
Underflow 0
Overflow 0
30

25

20

15

10

0
0 1 2 3 4 5 6
Phics [rad]

Figura 14 – Distribuição de ângulo relativo exclusivo em bárions e mésons


Capítulo 4. Simulações e análises 22

number of counts
5
10
Legend
hCharmianStrangianInvMass
Entries Exclusive
626549mcs
Mean 16.28
Inclusive mcs
Std Dev 24.19
104

3
10

102

0 20 40 60 80 100 120 140


mcs [GeV/c2]

Figura 15 – Distribuição de massa invariante inclusiva e exclusiva em bárions e mésons

Legend
number of counts

104
Exclusive ∆Φ
Inclusive ∆Φ

3
10
hCharmianStrangianDPhi
Entries 626549
Mean 2.115
Std Dev 1.475
102

10

0 1 2 3 4 5 6
Phics [rad]

Figura 16 – Distribuição de ângulo relativo inclusivo e exclusivo em bárions e mésons


23

5 Resultados e Discussão

Os programas implementados são capazes de colidir dois prótons e, através dos


códigos, escrever seus dados em estruturas específicas. Foram realizadas diversas análises a
respeito das massas invariantes e ângulos relativos entre quarks, mesons e bósons produzidos
numa colisão próton-próton, através disso foi possível inferir determinadas características
tanto do bóson W ± em relação à seus canais de decaimento, quanto compreender o que
seria visualizado em detectores reais através das análises dos bósons e mésons charmosos
e estranhos. Nessa perspectiva pôde-se concluir alguns aspectos físicos das produções
desses bósons e como devem se comportar geométrica e energeticamente num colisor de
partículas.
Numa perspectiva computacional mais técnica é importante ressaltar a utilização da
classe TClonesArray, nativa do ROOT. O motivo disso é que não existe uma forma trivial
de se gravar numa tree objetos de classes personalizadas, tampouco um array dinâmico
de tais objetos, vale lembrar que a instanciação de arrays estáticos torna-se inviável uma
vez que as análises exigem massivas quantidades de dados e, portanto, a memória deve
ser utilizada de forma otimizada. Em vista disso, surgem como solução a utilização dos
containers nativos da linguagem, pertencentes à STL. Entretanto, para fazer isso o ROOT
deve ser capaz de compreender o que é uma coleção desse tipo de objetos, exigindo a
criação de um dicionário ROOT. Em vista disso, a classe TClonesArray provê uma forma
pouco mais simples de realizar a gravação desejada, e dessa forma é possível escrever/ler
objetos personalizados numa/a partir de uma tree.
Este trabalho será continuado através de um projeto de iniciação científica já em
vigência com bolsa do CNPq, que visará realizar novas análises de eventos e simulações
em física de altas energias.
24

6 Cronograma

Este projeto propôs o seguinte cronograma para o cumprimento de seus objetivos:


Primeiro Quadrimestre do Projeto (3o de 2018):
• Instalação dos programas Pythia 8.2 e ROOT
• Tutoriais semanais com o orientador e colegas em estágio mais avançado no uso
de ferramentas básicas do ROOT
• Estudo das rotinas presentes no Pythia e que sejam de interesse do projeto.
Primeiras tentativas de programa
• Através do curso de Fenômenos Mecânicos o aluno deverá adquirir os conceitos
de conservação de momento e energia, colisões elástica e inelásticas e as primeiras noções
de incerteza experimental
Segundo Quadrimestre do Projeto (1o de 2019):
• Realização das simulações de eventos contendo charmônio e bósons W ± e Z 0
usando o Pythia 8.2
• Estudo dos tópicos de relatividade restrita, conceitos de mecânica quântica e de
ajustes pelo método dos mínimos quadrados usando as referências (SERWAY; JR, 2004a)
e (VUOLO, 1995) respectivamente
Terceiro Quadrimestre do Projeto (2o de 2019):
• Análise dos dados obtidos das simulações realizadas utilizando-se o ROOT
• Estudo dos tópicos partículas carregadas em campos elétricos e magnéticos usando
a referência (SERWAY; JR, 2004b) e a própria disciplina de Fenômenos Eletromagnéticos
25

Referências

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Physics G: Nuclear and Particle Physics, IOP Publishing, v. 32, p. 1295, 2006. Citado na
página 5.

ALICE Collaboration et al. Alice: physics performance report, volume ii. J. Phys. G,
v. 32, n. 1950, p. 1295–2040, 2006. Citado na página 5.

BRUN, R.; RADEMAKERS, F. The root system home page. [S.l.]: CERN, 1995. Citado
na página 6.

DEITEL, H. M.; DEITEL, P. J. C++ como programar. [S.l.]: Prentice Hall, 1999. Citado
na página 8.

HAGIWARA, K. et al. Review of particle properties. Phys. Rev. D, American Physical


Society, v. 66, p. 010001, Jul 2002. Disponível em: <https://link.aps.org/doi/10.1103/
PhysRevD.66.010001>. Citado na página 10.

MCLERRAN, L. The color glass condensate and small-x physics. In: Lectures on Quark
Matter. [S.l.]: Springer, 2002. p. 291–334. Citado na página 5.

MUSSER, D. R.; DERGE, G. J.; SAINI, A. STL tutorial and reference guide: C++
programming with the standard template library. [S.l.]: Addison-Wesley Professional, 2009.
Citado na página 13.

PDG. Monte Carlo particle numbering scheme. 2006. Disponível em: <http:
//pdg.lbl.gov/2007/reviews/montecarlorpp.pdf>. Citado na página 9.

PLAUGER, P. J. et al. C++ standard template library. [S.l.]: Prentice Hall PTR, 2000.
Citado na página 13.

ROHLF, J. W. Modern physics from aalpha to z0. Modern Physics from aalpha to Z0, by
James William Rohlf, pp. 664. ISBN 0-471-57270-5. Wiley-VCH, March 1994., p. 664,
1994. Citado na página 12.

SARKAR, S.; SATZ, H.; SINHA, B. The physics of the quark-gluon plasma: introductory
lectures. [S.l.]: Springer, 2009. v. 785. Citado na página 5.

SERWAY, R. A.; JR, J. W. J. Princípios de Física, volume 1: Mecânica Clássica e


Relatividade. [S.l.: s.n.], 2004. v. 1. Citado 2 vezes nas páginas 9 e 24.

SERWAY, R. A.; JR, J. W. J. Princípios de Física, volume 3: Eletromagnetismo. [S.l.:


s.n.], 2004. v. 3. Citado 2 vezes nas páginas 9 e 24.

SJÖSTRAND, T. et al. An introduction to pythia 8.2. Computer physics communications,


Elsevier, v. 191, p. 159–177, 2015. Citado na página 6.

SJÖSTRAND, T.; LONNBLAD, L.; MRENNA, S. Pythia 6.2: physics and manual (2001).
arXiv preprint hep-ph/0108264, v. 83, 2001. Citado na página 11.
Referências 26

STROUSTRUP, B. The C++ programming language. [S.l.]: Pearson Education India,


2000. Citado na página 8.

TAYLOR, T. The lhc:: a new hadron collider for experimental physics. Nuclear
Instruments and Methods in Physics Research Section A: Accelerators, Spectrometers,
Detectors and Associated Equipment, Elsevier, v. 461, n. 1-3, p. 5–9, 2001. Citado na
página 5.

VOGT, R. Ultrarelativistic heavy-ion collisions. [S.l.]: Elsevier, 2007. Citado na página 5.

VUOLO, J. H. Fundamento da Teoria dos Erros. [S.l.: s.n.], 1995. v. 2. Citado 2 vezes
nas páginas 9 e 24.

ZIMÁNYI, J. Evolution of the concept of quark matter: the ianus face of the heavy ion
collisions. arXiv preprint hep-ph/0512035, 2005. Citado na página 5.