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Thereza Emanuelle Alves de Oliveira - 025.067.073-95


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Thereza Emanuelle Alves de Oliveira - 025.067.073-95


Olá, Amigo (a)!

Daremos início a mais uma aula do Curso Completo de Enfermagem para Concursos.

Nesta aula, exploraremos questões cobradas em concursos anteriores referentes ao tema Administração
de medicações.

Desejamos uma ótima aula e muita disciplina .

Profº. Caique Jordan

Profº. Rômulo Passos

www.romulopassos.com.br

Thereza Emanuelle Alves de Oliveira - 025.067.073-95


CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO
A administração de medicamentos é uma das maiores responsabilidades dos profissionais de
enfermagem, devendo ser exercida de modo adequado e seguro, por meio da prevenção de erros e falhas
(CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012).

O efeito terapêutico é a resposta fisiológica esperada ou previsível causada por uma medicação. Já os
efeitos colaterais são efeitos secundários e não evitáveis produzidos durante a administração de doses
terapêuticas usuais. Ademais, os efeitos adversos são respostas graves não pretendidas, indesejadas, e
frequentemente imprevisíveis à medicação (POTTER; PERRY, 2010).

1. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

A via prescrita para administração de um medicamento depende de suas propriedades e do efeito


desejado, assim como das condições físicas e mentais do paciente. As vias de administração podem ser
classificadas em três categorias: percutânea, enteral e parenteral (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER;
PERRY, 2010).

1.1 - ADMINISTRAÇÕES CUTÂNEA E PERCUTÂNEA

Refere-se à aplicação de medicamentos na pele ou nas membranas mucosas para absorção. De uma
forma geral agem localmente (aplicação tópica), mas podem ocorrer efeitos sistêmicos. Pode acontecer nas
seguintes modalidades (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010):

 Cremes: são emulsões semissólidas contendo agentes medicinais para aplicação externa;
 Loções: são normalmente preparações aquosas que contêm matéria em suspensão;
 Unguentos: são preparações semissólidas de substâncias medicinais numa base oleosa;
 Emplastro transdérmico: proporciona a liberação controlada de um medicamento prescrito através
de uma membrana semipermeável de várias horas até 3 semanas, quando aplicado à pele intacta;
 Instilação nasal: as soluções nasais são usadas para tratar os distúrbios temporários que afetam as
membranas mucosas nasais. As formas mais comuns são o spray e as gotas descongestionantes;
 Instilação ocular: os medicamentos oftálmicos mais comuns são os colírios e as pomadas oftálmicas;
 Instilação auricular: as medicações usadas na orelha são chamadas de óticas e geralmente estão sob
a forma de gotas, formadas por uma solução contendo a substância desejada;
 Instilação vaginal: as medicações vaginais estão disponíveis na forma de supositórios, geleias,
espumas, irrigações (duchas), comprimidos ou cremes;
 Administração intraocular: essas medicações assemelham-se a lentes de contato. Geralmente são
posicionadas no saco conjuntival, onde permanecem por 1 semana;
 Administração bucal: está relacionada àqueles comprimidos projetados para serem mantidos na
cavidade bucal (entre a bochecha e os dentes molares);
 Administração sublingual: os comprimidos sublinguais são projetados para serem colados sob a
língua para dissolução e a absorção se dá por meio da vasta rede de vasos sanguíneos dessa área (o
efeito é sistêmico!).

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1.2 - ADMINISTRAÇÃO ENTERAL
Os fármacos são administrados diretamente no trato gastrintestinal (TGI) através dos métodos oral,
retal, gastrostomia endoscópica percutânea ou nasogástrico/nasoenteral (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012;
POTTER; PERRY, 2010).
A via oral (VO) é a mais fácil e desejada, na qual os pacientes normalmente são capazes de ingerir ou de
autoadministrar os medicamentos. A principal contraindicação da VO inclui a presença de alterações no TGI,
incapacidade do indivíduo em engolir alimentos ou fluidos e o uso de sucção gástrica (POTTER; PERRY, 2010).
Os medicamentos são administrados por sonda nasogástrica em pacientes que estão impossibilitados
de engolir, estão comatosos, ou com alguma desordem no esôfago. Toda vez que for possível, uma forma
líquida de um medicamento deve ser utilizada para esse tipo de administração. A sonda deve ser lavada com
ao menos 30 mL de água antes e após a administração de medicamentos. Quando um ou mais medicamentos
são administrados no mesmo momento, uma lavagem entre cada medicação de 5 a 10 mL de água deve ser
realizada (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012).
Vejamos a seguir as diversas apresentações disponíveis para a via enteral (CLAYTON; STOCK; COOPER,
2012; POTTER; PERRY, 2010):
 Cápsulas: são pequenos recipientes cilíndricos gelatinosos que armazenam pó seco ou líquido do
agente medicinal;
 Pastilhas ou tabletes: são discos achatados contendo um agente medicinal em uma base com um
sabor agradável;
 Pílulas: são uma forma obsoleta de apresentação que não são mais fabricadas em razão do
desenvolvimento das cápsulas e comprimidos. Contudo, o termo é ainda utilizado para se referir a
comprimidos e cápsulas;
 Comprimidos: são medicamentos secos e em pó que foram comprimidos até formarem pequenos
discos;
 Elixires: são líquidos claros constituídos pelo medicamento dissolvido em álcool e água;
 Emulsões: são disseminações de pequenas gotas de água em óleo ou de óleo em água;
 Suspensões: são apresentações líquidas que contêm partículas sólidas e insolúveis de drogas
disseminadas em uma base líquida;
 Xaropes: possuem agentes medicinais dissolvidos em uma solução concentrada de açúcar,
usualmente e sacarose;
 Supositórios: são uma forma sólida de medicamentos para serem introduzidos em um orifício do
corpo. Na temperatura do corpo, a substância se dissolve e é então absorvida pelas membranas da
mucosa;

1.3 - ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL

O termo parenteral significa administração por qualquer via que não a enteral. Nesse tipo de
administração o início da ação é geralmente mais rápido e de menor duração, a dose quase sempre é menor e
o custo do tratamento, em geral, é maior (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).

Normalmente a rota parenteral se refere às injeções intradérmica (ID), subcutânea (SC), intramuscular
(IM) ou intravenosa (IV). Cada via de injeção difere em relação ao tipo de tecido em que o medicamento será

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aplicado, cujas características influenciam na velocidade de absorção do medicamento e no início da sua ação
(CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).

 Via intradérmica (ID): são aplicadas na derme, logo baixo da epiderme. São injetados pequenos
volumes, geralmente 0,1 mL. Sua absorção é lenta, sendo a via preferida para realização de testes de
alergia, injeções dessensibilização, aplicação de anestésicos locais e vacinas. Os locais mais
comumente usados são a parte superior do tórax, a região escapular e a face interna dos antebraços.
O ângulo de inserção da agulha deve ser de 15º com o bisel voltado para cima (CLAYTON; STOCK;
COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Via subcutânea (SC): consiste na colocação de medicamentos no tecido conjuntivo frouxo sob a
derme (hipoderme). O tecido subcutâneo não é tão ricamente suprido com sangue quanto os
músculos, por isso a absorção dos medicamentos é mais lenta do que a via IM. O volume máximo
suportado por essa via é de 1,5 mL. Os medicamentos comumente utilizados por essa via incluem a
heparina, enoxaparina e insulina. O comprimento da agulha é o que define seu ângulo de inserção. A
agulha 13x4,5 é preferível e o ângulo de inserção é de 90º. Por outro lado, as agulhas 25x7 e 25x6
mm devem ser introduzidas a um ângulo de 45º. Os locais mais usados incluem braços, face anterior
das coxas e abdome. As áreas usadas com menor frequência são as nádegas e a porção superior do
dorso ou a região escapular (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Via intramuscular (IM): fornece uma absorção mais rápida que a SC por ser mais ricamente
vascularizada. Deve-se utilizar uma agulha mais longa e calibrosa para atravessar o tecido
subcutâneo e penetrar no tecido muscular profundo. O músculo é menos sensível a medicamentos
irritantes e viscosos. O ângulo de inserção deve ser de 90º. O volume máximo a ser administrado
depende do sítio de aplicação da injeção, conforme veremos a seguir:
 Deltoide: embora não seja bem desenvolvido em muitos adultos, é utilizado frequentemente
devido ao seu fácil acesso com o paciente sentado, ereto e em decúbito dorsal, ventral ou lateral.
O volume administrado varia de 2 a 3 mL em adultos. É utilizado usualmente para aplicação de
vacinas (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Vasto lateral: localizado na região anterolateral da coxa, longe de vasos sanguíneos e nervos. O
local de aplicação da injeção situa-se em seu terço médio (a um palmo do trocanter maior e um
palmo acima do joelho). É o local de escolha para lactentes, visto que representa a sua maior
massa muscular. O volumem a ser administrado varia de 3 a 4 mL (CLAYTON; STOCK; COOPER,
2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Reto femoral: está localizado medialmente ao músculo vasto lateral e a delimitação do local de
aplicação é feita da mesma maneira que o vasto lateral (terço médio). Suporta até 5 mL de
volume administrado (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Ventroglúteo: corresponde ao glúteo médio e situa-se em local profundo e afastado dos
nervos e vasos importantes. Possui fácil acesso com o paciente em decúbito ventral, dorsal ou
lateral. É localizado colocando a palma da mão na porção lateral do trocanter maior, o dedo
indicador na espinha ilíaca anterossuperior e estendendo o dedo médio até a crista ilíaca. A
injeção é aplicada no centro do V formado pelos dedos médio e indicador. Pesquisas tem
demonstrado que é o local preferido para a maior parte das infusões em qualquer idade com

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menor número de complicações. Suporta um volume de até 4 mL (CLAYTON; STOCK; COOPER,
2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Dorsoglúteo: para usar este local o paciente deve estar em decúbito ventral. O local é
identificado desenhando-se uma linha imaginária que vai da espinha ilíaca posterossuperior até o
trocanter maior do fêmur. A injeção deve ser aplicada em qualquer ponto entre essa linha e a
curva da crista ilíaca. Não deve ser utilizada em crianças com menos de 3 anos de idade, pois
como elas deambulam há pouco tempo, o músculo ainda não está desenvolvido e há maior risco
de que se atinja o nervo ciático. O volume máximo a ser administrado é de 5 mL (CLAYTON;
STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).
 Via intravenosa (IV): se refere à introdução de fluidos diretamente na corrente sanguínea. Possui
como vantagens o grande volume que pode ser administrado rapidamente na veia e geralmente com
menos irritação. Isto posto, é a via de ação mais rápida. Os fármacos são administrados diretamente
na veia por uma agulha de modo intermitente ou através de um acesso venoso periférico ou central
já estabelecido para infusões contínuas (CLAYTON; STOCK; COOPER, 2012; POTTER; PERRY, 2010).

QUESTÕES COMENTADAS
MEU AMIGO (A), VAMOS APROFUNDAR OS SEUS CONHECIMENTOS,
QUE O LEVARÃO À SUA APROVAÇÃO!

1. (Instituto Federal de Santa Catarina - IF-SC/IESES/2014) Alguns profissionais desconhecem a administração


de medicamentos no músculo ventroglúteo, deixando clara a deficiência de conhecimento, inclusive quanto
à técnica; daí necessitam de atualização a respeito dos princípios que permeiam o preparo da medicação.
Este é um problema de:
a) Vias de administração.
b) Diluição.
c) Dose ministrada.
d) Dose apresentada.
COMENTÁRIOS
A absorção refere-se à passagem de moléculas do fármaco para o sangue a partir do local de
administração. Os fatores que influenciam na absorção incluem a via de administração do medicamento, a sua
capacidade de dissolução, o fluxo sanguíneo no local da administração, a área de superfície corporal e a
solubilidade em lipídios (lipossolubilidade).
Cada via de administração possui uma velocidade diferente de absorção. A via prescrita depende das
propriedades do medicamento e do efeito desejado, assim como das condições físicas e mentais do paciente.
As vias de administração podem ser:
* Vias oral, sublingual e bucal;

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*Vias parenterais: intradérmica, subcutânea, intramuscular, intravenosa, epidural, intratecal,
intraóssea, intraperitoneal, intrapleural, intraocular, percutânea e inalatória;
Quando os medicamentos são aplicados sobre a pele, a absorção é lenta devido às suas características
físicas. Já aqueles aplicados sobre mucosas e vias respiratórias são rapidamente absorvidos, uma vez que são
tecidos bastante vascularizados. Como os medicamentos administrados por via oral atravessam o trato
gastrintestinal, a velocidade de absorção geralmente é lenta. A injeção intravenosa leva a uma absorção mais
rápida, já que o medicamento está prontamente disponível ao entrar no sistema circulatório.

Diante do exposto, a resposta correta é a letra A.

2. (Prefeitura de Ituporanga-SC/ IOBV/2014) Em relação a técnica de administração de medicamentos por


venóclise, se você profissional observar nas imediações do local da punção a presença de edema, calor, rubor
e dor, ele esta identificando a ocorrência de:
a) Embolia
b) Flebite
c) Anafilaxia
d) Complicações periféricas
COMENTÁRIOS:
Flebite é a inflamação de uma veia e tromboflebite é a inflamação da veia com a formação de um
trombo na área de inflamação. Se houver rubor (eritema), calor, dor e edema e dor em queimação no trajeto
da veia, pode estar se desenvolvendo flebite, tromboflebite ou infecção.
As três causas primárias de flebite são:
1- Irritação da veia pelo cateter (p. ex., o diâmetro do cateter é muito grande para a veia; inserção
incorreta; fixação incorreta do cateter possibilitando movimento excessivo);
2- Irritação química causada pelos medicamentos (p. ex., soluções infundidas rapidamente ou em
volume muito grande para o tamanho da veia; a solução é irritante para a veia);
3- Infecção causada por técnica asséptica inadequada durante a punção ou trocas de curativos, ou
devido à permanência prolongada do cateter.

Diante do exposto, a resposta correta é a letra B.

3. (HUJM-UFMT/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Homem, 38 anos, ao ser admitido na Clínica Cirúrgica para


realização de herniorrafia eletiva, foi puncionado catéter venoso periférico de poliuretano em antebraço
esquerdo. Entre os cuidados com esse catéter, é recomedado
a) trocar o catéter a cada 72 horas.
b) manter a permeabilidade do catéter com solução de heparina após o uso.
c) proteger o sítio de inserção do catéter com fita hipoalergênica.
d) trocar diariamente o curativo do catéter.
e) utilizar cobertura estéril semi-oclusiva ou membrana transparente semi-permeável.
COMENTÁRIOS:
As infecções primárias de corrente sanguínea – IPCS estão entre as mais comumente
relacionadas à assistência à saúde. Estima-se que cerca de 60% das bacteremias nosocomiais sejam
associadas a algum dispositivo intravascular. Dentre os mais freqüentes fatores de risco conhecidos

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para IPCS, podemos destacar o uso de cateteres vasculares centrais, principalmente os de curta
permanência.
O material utilizado na fabricação da cânula dos cateteres e outros componentes influenciam
diretamente na ocorrência de complicações. Os materiais comumente utilizados para a fabricação de
cateteres são o politetrafluoretileno – PTFE, o poliuretano, silicone, a poliamida e o poliéster. O aço
inoxidável é utilizado na fabricação de cânulas metálicas, introdutores bipartidos para a inserção de
cateteres e dispositivos com asas; o cloreto de polivinil e o polietileno são utilizados na fabricação de
introdutores. Estudos apontam que os cateteres de poliuretano foram associados a complicações
infecciosas menores do que cateteres confeccionados com cloreto de polivinil ou polietileno (AI).
Algumas recomendações são feitas nesse mesmo documento a respeito dos cuidados com o
acesso venoso, vamos confrontá-los com as assertivas acima dispostas:
a) Recomenda-se a troca do cateter periférico em adultos em 72 horas quando confeccionado
com teflon e 96 horas quando confeccionado com poliuretano. Nas situações em que o acesso
periférico é limitado, a decisão de manter o cateter além das 72-96 horas depende da avaliação do
cateter, da integridade da pele, da duração e do tipo da terapia prescrita e deve ser documentado nos
registros do paciente.
b) Acessos vasculares devem ter sua permeabilidade mantida com cloreto de sódio 0,9% antes e
após o uso para promover e manter o fluxo, além de prevenir a mistura de medicamentos e soluções.
c) A cobertura deve ser estéril podendo ser semi oclusiva (gaze ou fixador) ou membrana
transparente semipermeável – MTS.
d) A cobertura não deve ser trocada em intervalos pré-estabelecidos.

Diante do exposto, embora a questão tenha sido anulada, a resposta correta seria a letra E.

4. (HU-UFES/EBSERH/AOCP/2014/GM) Homem, 32 anos, apresentava convulsões no setor, sendo prescrito


pelo médico uma dose de ataque de Fenitoína 1250mg. Na instituição, existe ampola de Fenitoína 5% com
5ml. Quantas ampolas são necessárias para administrar essa droga?
a) 1.
b) 2.
c) 2,5.
d) 4.
e) 5.
COMENTÁRIOS:
Concurseiro(a), para resolvermos esta questão de cálculo de medicações, devemos lembrar que:

 Quando se utiliza porcentagem nos cálculos de medicação, o termo por cento (%) significa que a
quantidade de solvente é sempre 100 ml:
Exemplo: 7% significa que há 7gramas de soluto em 100 ml de solvente.
Vamos ao cálculo:

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5% = 5g
5g ----- 100ml
X ----- 5ml
100x= 25
X= 0,25 g

0,25 g = 250 mg, ou seja, 1 ampola de 5ml de fenitoína a 5% contém 250 mg de fenitoína.

Como foi prescrito 1250 mg de fenitoína para a dose de ataque temos:


1 ampola ----- 250 mg
X ----- 1250 mg
250 X= 1250
X= 1250
250
X= 5 ampolas

Com isso, o gabarito da questão é a letra E.

5. (HU-UFMT/EBSERH/AOCP/2014/GM) Médico prescreveu para criança internada na Pediatria: Metronidazol


125mg EV a cada 8 horas. Na instituição, há disponível Metronidazol 0,5% com 100ml de solução injetável.
Para execução da prescrição, quantos ml da droga serão necessários?
a) 5.
b) 10.
c) 12,5.
d) 25.
e) 50.
COMENTÁRIOS:
Esta questão pede que nos recordemos de alguns conceitos matemáticos:
Quando a questão nos trouxer que a medicação possui um valor em PORCENTAGEM na sua
concentração, lembre-se:
A PORCENTAGEM deverá ser transformada em GRAMAS. Como assim, professora?
Exemplo: Uma solução de soro glicosado a 5%, significa que há 5g em 100 ml da sua composição.

Vamos a nossa questão:


O,5 g ----- 100 ml
X ------ 100 ml
X= 0,5 g, lembrando-se que 0,5g é o mesmo que 500 mg.
Como a questão trabalha com miligrama vamos trabalhar também.
500 mg – 100 ml
125 mg – x
500X=12500

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X= 12500
500
X= 25 ml, logo o gabarito da questão é a letra D.
E.
6. (CNEN/ IDECAN/2014) ”De acordo com uma prescrição médica que define a administração 1000 ml de soro
fisiológico 0,9% em 6 horas, o resultado do cálculo de gotejamento para gotas, por minuto, é de 55,5
gotas/min.” De acordo com o exposto, calcule, no mesmo volume e tempo, a administração do soro fisiológico
0,9% em microgotas.
a) 111 microgotas/min
b) 166,5 microgotas/min
c) 187 microgotas/min
d) 210 microgotas/min
e) 222 microgotas/min
COMENTÁRIOS:
Vamos relembrar as fórmulas de gotejamento.

Agora, vamos detalhar os dados da questão:

- Administração de 1000 ml de soro fisiológico 0,9% em 6 horas, o resultado do cálculo de gotejamento


para gotas, por minuto, é de 55,5 gotas/min.
- No mesmo volume e tempo, qual é a administração do soro fisiológico 0,9% em microgotas?

Fizemos os cálculos por fins didáticos, mas bastava multiplicar o valor de gotas por 3 (55,5 x 3 = 166,5
microgotas por minuto)

O gabarito, portanto, é a letra B (aproximadamente 166,5 microgotas por minuto).


E.
7. (Prefeitura de JaguariaÃva-PR/MSCONCURSOS/2014) Foi prescrito a um paciente Penicilina Cristalina
2.000.000 U.I, porém na unidade onde você trabalha só há disponível frasco-ampola de Penicilina Cristalina
5.000.000 U.I que deverá ser diluído em 8 ml de água destilada. Sendo assim, quantos mL serão necessários
aspirar dessa diluição para atender à prescrição corretamente?
a) 8.
b) 5,2.
c) 4.
d) 3,2.

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COMENTÁRIOS:
Questão muito interessante. Vejamos primeiramente algumas informações importantes sobre a
penicilina cristalina, conforme recomendações do Manual de Boas práticas: cálculo seguro do COREN SP:

PENICILINA CRISTALINA
Antibiótico de largo espectro largamente utilizado em unidades hospitalares tem frascoampola em
apresentações mais comuns com 5.000.000 UI e 10.000.000 UI.
Diferente da maioria das medicações, no solvente da penicilina cristalina, deve-se considerar o volume
do soluto, que no frasco-ampola de 5.000.000 UI equivale a 2 ml e no frasco de 10.000.000 UI equivale a 4 ml.
Quando coloca-se 8 ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de de 5.000.000 UI, obtém-se como
resultado uma solução contendo 10 ml.
Quando coloca-se 6 ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de 10.000.000 UI, obtém-se como resultado
uma solução contendo 10ml.

Vejamos os dados da questão:


- prescrição: Penicilina Cristalina 2.000.000 U.I;
- apresentação da medicação disponível: frasco-ampola de Penicilina Cristalina 5.000.000 U.I que
deverá ser diluído em 8 ml de água destilada (2 g + 8 ml = 10 ml).
- quantos mL serão necessários aspirar dessa diluição para atender à prescrição corretamente?

Questão bem simples, sendo resolvida facilmente: como a medicação tem 5.000.000 UI, em uma solução
de 10 ml (8 ml de água destilada + 2 g da medicação), 2.000.000 UI correspoderá a quantas ml da medicação?

10 ml ----- 5.000.000 UI
X ----- 2.000.000 UI

5.000.000x = 10 x 2.000.000
5.000.000x = 20.000.000

Nesses termos, o gabarito é a letra C.


E.
8. (Prefeitura de Cortês-PE/ IDEST/2014) A enfermeira recebe uma prescrição médica onde está solicitado a
administração de 150mg de ampicilina. Na unidade tem frascos com 1,0 grama que deve ser diluído em 10ml
de água destilada. Após diluição, quanto deve ser aspirado?
a) 2,0ml
b) 1,5ml
c) 1,0ml
d) 0,5ml
e) 2,5ml

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COMENTÁRIOS:
O primeiro passo é organizar os dados da questão:
- Prescrição: 150 mg de ampicilina;
- Apresentação da medicação: frasco com 1,0 grama (1000 mg), diluído em 10 ml de água destilada;
- Após diluição, quanto deve ser aspirado?
Questão bem simples, sendo resolvida facilmente: como a medicação tem 1000 mg, diluida em 10 ml,
150 mg correspoderá a quantas ml da medicação diluida?.

10 ml ----- 1000 mg
X ----- 150 mg
1000x = 10 x 150
1000x = 1500

X = 1,5 ml do antibiótico (gabarito é a letra B).


E.

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