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Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1
Autoridades Expediente
Utramig
CGP Solutions Ltda – EPP
Editoração, Impressão e Acabamento
Liza Prado
Presidenta Três Criativos
Diagramação
Francisco José da Fonseca
Rafael Malagoli
Diretor de Planejamento, Gestão e
Pesquisa de Imagens
Finanças

Lindomar Gomes
Diretor de Ensino Pesquisa

Vera Victer
Diretora de Qualificação e
Extensão

Tatiane Soares de Paula


Diretora de Ensino a Distância
Utramig – Curso Técnico em Segurança do
Trabalho – Etapa 1
Antônio Lúcio
Português / Informática / Matemática /
Gerente Responsável pelo Projeto Segurança do Trabalho / Psicologia do Trabalho
/ Legislação / Medicina do Trabalho / Técnicas
de Prevenção / Higiene do Trabalho. Belo
Michele Afonsa Horizonte: 2016.
Supervisora Pedagógica
656 páginas.
Responsável pelo Projeto
Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1

Professores Organizadores de Conteúdo

Andrea Guimarães de Campos


Cristiane Aparecida Salomão Penna
Fernanda De Cássia Oliveira Sales
Flávio Roberto de Oliveira Horta
Marcela Sobreira Silva
Mauro Lúcio da Silva
Monica Bandeira Menezes
Neidia Sena Guimarães Lopes
Pedro Zacarias Assunção
Ronaldo Lopes Viana
Rosemeire Fagundes Oliveira Cunha
Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1


Conteúdos Específicos Página

Disciplinas Instrumentais
Português.................................................................................................. 7
Informática.............................................................................................. 67
Matemática.............................................................................................. 117

Disciplinas Profissionalizantes
Introdução à Segurança do Trabalho..................................................... 213
Psicologia do Trabalho........................................................................... 265
Legislação e Normas Técnicas................................................................ 353
Medicina do Trabalho............................................................................ 435
Técnicas de Prevenção e Combate a Sinistros....................................... 531
Higiene do Trabalho.............................................................................. 571
Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1

PORTUGUÊS
Português

Sumário

1. Disciplina.................................................................................................................... 9

2. Texto de aula inaugural para entender o mercado de trabalho...............................10

3. Como ser criativo......................................................................................................11

4. Proposta de produção (interpessoal) ......................................................................13

5. A importância da leitura para o melhoramento do conhecimento


da língua portuguesa . .................................................................................................15

6. Propostas de atividades:..........................................................................................20

7. Estudo do texto: ......................................................................................................25

8. Pesquisa.................................................................................................................... 26

9. Sobre a reforma ortográfica.....................................................................................29

10. Estudo de palavras:................................................................................................32

11. Os plural? Onde estão os plural?............................................................................34

12. Atividade................................................................................................................ 35

13. O valor do bom português.....................................................................................36

14. Questões................................................................................................................ 47

Referências bibliográficas:............................................................................................58

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Português

1. DISCIPLINA

Objetivos Gerais E Competências:


• Desenvolver competências e habilidades socio-comunicativas referentes à sua área de pro-
fissionalização;

• Conhecer normas do código escrito, aplicando-as na legibilidade, coerência e pertinência


da mensagem escrita;

• Produzir mensagem com eficácia objetiva, clara e adequada, usando a concordância correta
e as normas ortográficas;

• Conhecer normas e especificações que compõem o conjunto: redação técnica/correspon-


dência oficial e empresarial;

• Reconhecer/elaborar o texto técnico (correspondência oficial e empresarial);

• Perceber o texto em seus múltiplos significados e intenções;

• Conscientizar-se da importância da leitura;

• Realizar o hábito da leitura, reconhecendo-a como meio de aquisição e fonte de prazer.

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Português

2. TEXTO DE AULA INAUGURAL PARA ENTENDER


O MERCADO DE TRABALHO

...Para quem não entende o que está acontecendo no mundo do trabalho


ou experimenta seus piores efeitos (o que ainda é a grande maioria), tudo isso
pode parecer apenas mais uma crise. Porém, a coisa não é tão simples assim. O
que presenciamos neste momento no grande “aquário” não significa um simples
modismo ou coisa passageira. É algo que veio para ficar e mudar definitivamen-
te a maneira como todos nós trabalhamos e vivemos. É a consequência de uma
transformação histórica, fundamental, de raiz e que já dura algumas décadas. A in-
trodução da tecnologia eletrônica tem determinado uma aceleração nos meios de
comunicação e nos processos produtivos, rompendo definitivamente com todos
os procedimentos e relações que marcaram a vida de corporações e trabalhadores
nos últimos trezentos anos. E não é um movimento localizado, parcial. É global,
ou seja, envolve todo o planeta e ninguém vai ficar de fora dessa grande trans-
formação. Tudo isso tem criado um conjunto inesperado de circunstâncias: novas
tecnologias, novos produtos e serviços, novos consumidores, novas plataformas
de negócio e novas configurações de mercado, impactando o quotidiano de todos
nós. São mudanças profundas, capazes de desconstruir ideias, carreiras e empre-
sas que até então, eram consideradas sólidas.

É bem o que o visionário professor Peter Drucker previu ao afirmar algumas


décadas atrás: “Aquilo que chamamos de Revolução da Informação é na realidade,
uma revolução do conhecimento. A Revolução da Informação vai ser semelhante à
Revolução Industrial do final do século 18 e início do século 19.”.

Para entender melhor o que está acontecendo, é preciso recolher muitas


informações e depois avaliá-las com calma. Para mim, que já vivi mais de meio sé-
culo, fica um pouco mais fácil fazer as comparações necessárias e juntar as peças
desse quebra-cabeças, para ir formando uma imagem mais clara da realidade que
nos envolve atualmente. Sou do tempo do mimeógrafo a álcool e da máquina de
datilografar. Agora tenho que lidar com a impressão a laser, a internet e o tablet.
Mais que isso, curiosamente agora tenho que explicar o resumo desta ópera e suas
implicações no mercado para auditórios de profissionais e meus alunos na facul-
dade. Bem, esta é talvez a missão mais nobre para quem viu o tempo passar e não
ficou apenas assistindo como espectador passivo. Mesmo para não envelhecer por
dentro, é preciso acompanhar e analisar as transformações que vão acontecendo
e não simplesmente amoldar-se a elas.

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Português
Em rápidas pinceladas, eis aqui então, algumas das características que me-
lhor definem a realidade atual do mundo do trabalho.

• Evolução tecnológica acelerada.


• Novos procedimentos de trabalho.
• Substituição do homem pela máquina.
• Surgimento de novas áreas de trabalho.
• Crescimento horizontal nas organizações.
• Maior produtividade com menores custos.
• Globalização do mercado.
• Extinção do modelo pirâmide nas organizações.
• Redução de emprego e crescimento do trabalho.
• Ganhos compatíveis com resultados.
• Forte tendência para a terceirização.
• Maior demanda de capacitação, qualidade e ética.
• Clientes mais informados e exigentes.
• Aumento da participação feminina no mercado.

NEGROMONTE, Ronaldo. Estratégias de sobrevivência no mundo do trabalho:


10 dicas para você vender seu peixe. Belo Horizonte: Editora Artesã, 2012.

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Português

3. COMO SER CRIATIVO

20 Maneiras de ser mais criativo:


1. Saiba que há um tesouro em sua cabeça - uma mina de ouro entre suas orelhas. Construir
um computador com as mesmas características do seu cérebro custaria mais do que 3 bi-
lhões de bilhões de dólares. Sabe como U$$ 3.000.000.000.000.000.000,00.
2. Todos os dias escreva pelo menos uma ideia sobre estes assuntos: como eu posso fazer
meu trabalho melhor; como eu poderia ajudar outras pessoas; como eu posso ajudar mi-
nha empresa; como posso ajudar o meu país.
3. Escreva seus objetivos específicos de vida. Agora, carregue esta relação no bolso, sempre.
4. Faça anotações. Não saiba sem papel e lápis ou algo para escrever. Anote tudo, não confie
na memória.
5. Armazene ideias. Coloque em cada pasta um assunto. Ideias para a casa, para aumentar a
sua eficiência no trabalho, para ganhar mais dinheiro. Vá aumentando este banco de dados
com leitura, viagens, conhecimento com novas pessoas, filmes, competições esportivas,
etc.
6. Observe e absorva. Observe tudo cuidadosamente. Aproveite o que você observa. E princi-
palmente, observe tudo como se fosse a última vez que você fosse ver.
7. Desenvolva uma forte curiosidade sobre pessoas, coisas, lugares. Ao falar e com outras
pessoas faça com que elas se sintam importante. Olhe no olho.
8. Aprenda a escutar e ouvir, tanto com os olhos quanto com os ouvidos. Perceba o que não
foi dito.

9. Descubra novas fontes de ideias. Utilize-se de novas amizades de novos livros, de


assuntos diversos e até de artigos como este que você está lendo.
10. Compreenda primeiro. Depois julgue.
11. Mantenha o sinal verde de sua mente sempre ligado, sempre aberto.
12. Procure ter uma atitude positiva e otimista. Isso ajuda você a realizar seus objetivos.
13. Pense todos os dias. Escolha uma hora e um lugar para pensar alguns minutos, todos
os dias.
14. Descubra o problema. Ataque seus problemas com maneiras ordenadas. Uma delas é
descobrir qual é realmente o problema, senão você não vai achar a solução. Faça seu
subconsciente trabalhar.Ele pode e precisa.Dia e noite.Fale com alguém sobre a ideia,
não a deixe morrer.
15. Construa GRANDES ideias, a partir de pequenas ideias. Associe ideias, combine,
adapte, modifique, aumente, diminua, substitua, reorganize-as. E, finalmente, inverta

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Português

as ideias que você tem. 16. Evite coisas que enfraqueçam o cérebro: barulho, fadiga,
negativismos, dietas desequilibradas, excessos em geral.
17. Crie grandes metas. Grandes Objetivos.
18. Aprenda a fazer perguntas que desenvolvam o seu cérebro: Quem? Quando? Onde?
O quê? Por quê? Qual? Como?
19. Coloque as ideias em ação. Lembre de que uma ideia razoável colocada em ação é
muito melhor que um a grande ideia arquivada.
20. Use o seu tempo ocioso com sabedoria. Lembre-se de que a maior parte das grandes
ideias, os grandes livros as grandes composições musicais, as grandes invenções fo-
ram criadas no tempo ocioso dos criadores.

Apenas para confirmar que a criatividade não é um dom, mas um potencial a ser ex-
plorado a sua volta e dentro de você, vamos ver o que grandes inventores e pensadores
escreveram sobre CRIAR:

“As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que
precisam e quando não as encontram, as criam.’’ (Bernard Show- Filósofo)

“Minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração.”


(Thomas Edison - Inventor)

“As mentes são como os paraquedas; Só funcionam se estiverem abertas. ’’


(Ruth Noller - Pesquisadora da Universidade de Buffalo).

‘’As boas ideias vêm do inconsciente. Para que uma ideia seja relevante o inconscien-
te precisa estar bem informado. (David Ogilvy - Publicitário)

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Português
Compreenda o processo de criação

Catherine  Patrick descreve as etapas do processo de criação em sua obra intitulada “O que é o
pensamento criativo”.

1. Preparação: consiste na etapa de manipulação da maior quantidade de dados e elementos


referentes a um determinado problema. Ler, escrever, reunir, consultar, fazer rabiscos, cul-
tivar sua concentração no assunto.
2. Incubação: Consiste na etapa onde o inconsciente entra em atividade e sem a inibição do
intelecto consegue desenvolver as conexoes inesperadas que fazem parte da essencia do
processo de criação.
3. Iluminação: É o momento da sintese e da genese da ideia para o homem criativo em incu-
bação nas situações mais inesperadas.
4. Verificação: Nesta etapa o lado intelectual finaliza a obra que o campo imaginativo deu ini-
cio. O criador julga, analisa e testa sua ideia para ver se ela de fato é adequada.
 

4. PROPOSTA DE PRODUÇÃO (INTERPESSOAL)

Autorretrato

Nasceu no ano de 1892, na cidade de Quebrangulo-Alagoas


Foi casado por duas vezes e tem sete filhos ao todo
Altura 1,75m
Sapato numero 41
Colarinho numero 39
Evita andar
Nao tem apreço por vizinhos
Detesta tecnologias como radio, campainhas e telefone
Não gosta de pessoas que falam alto
Faz uso de óculos
Tem calvice

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Português

Em termos de comida nao tem preferencia


Não é fã de frutas nem de doces.
Não tem preferência musical

A Bíblia é a sua leitura predileta


Produziu a obra Caetés com 34 anos de idade
Não dá preferencia por nenhum dos livros que publicou
Sua bebida preferida é aguardente
É ateu. Indiferente à Academia
Não gosta da burguesia
Gosta de crianças
Os romancistas brasileiros de sua preferencia sao: Machado de Assis, Manuel
Antonio de Almeida, Jose Lins do Rego, Jorge Amado e Rachel de Queiroz.
Dora palavrões falados e tambem escritos
Deseja que o capitalismo acabe
Seus livros foram escritos pela manha
Fuma cigarros “Selma” (cerca de tres maços por dia).
É inspetor de ensino, trabalha no Correio da Manhã
Apesar de o acharem pessimista, discorda de absolutamente tudo
So apresenta cinco ternos de roupa, estragados
Refez seus romances varias vezes
Esteve preso por duas vezes
É-lhe indiferente estar preso ou livre
Escreve a mão
Seus grandes amigos sao: Capitao Lobo, José Lins do Rego, Jose Olympio e
Cubano
Apresenta poucas dividas
Quando foi prefeito de uma cidade interiorana, soltava os presos para traba-
lhar na construção de estradas.
Espera morrer com 57 anos.

(Disponível em: http: //www.graciliano.com.br. Acesso em 10 out. 2006).

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Português

5. A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA O MELHORAMENTO 
DO CONHECIMENTO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Ler é a melhor solução

Você é o que você lê. Afinal, se tem uma fome que é insaciável é a minha fome de
ler, fome de livro. Que, aliás, tem uma vantagem sobre as outras fomes, já que o livro não
engorda. Este artigo é sobre ler. Porque para mim as pessoas são como estantes que vão
se completando a medida que empilham na memória os livros que vão lendo. E é por isso
que eu digo que quando uma velha pessoa morre, o mundo perde uma biblioteca. Ler um
livro é como ler uma mente, é saber o que o outro pensa. O que o autor pensa. Ler é poder.
Poder construir você mesmo tijolo a tijolo. Ou livro a livro, para ser mais exato.
Você Lê? Quanto? O quê? Eu leio o que pinta. Livros, revistas, pichações, frases de
banheiro público, poesia, placa de estrada, jornal, leio Capricho. Leio até errata. É claro
que ler não é substituto para viver. Viver é uma experiência que não se substitui com livro.
Mas pode ser enriquecida com vidas que estão neles. Também não estou dizendo que
você tem medo de se colocar em prática. Eu estou falando de praticar o lido para ficar
melhor. Em tudo. Na vida, não profissão, no papo, nas festas. Até no namoro.
Ás vezes, a gente não lê tanto quanto deveria porque não sabe o que ler. Mas se esse
é o seu caso, peça dicas. Eu sempre peço e dou. Para mim, indicar um livro é como contar
a alguém de um lugar que só eu sei onde fica. Por exemplo, quando eu era pequeno li Sítio
do Pica Pau Amarelo. Que imaginação tinha Monteiro Lobato! Eu viajei nas histórias. Ou-
tro Livro que me marcou foi um sobre a vida de Mayakovski, um poeta russo que viveu tal-
vez a época mais energética da era moderna: a revolução soviética. Ele fazia dos cartazes
de propaganda comunista uma forma de poesia. Viveu tão intensamente quanto a poesia
que escrevia. Existe, ainda, Jorge Luís Borges, que era um gênio (dizia que publicava livros
para se libertar deles), e Júlio Cortázar. Existe Fernando Pessoa, um homem que tinha a
capacidade de escrever assumindo personalidades diferentes, chamadas de heterônimos
(o contrário de homônimos). O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega
a fingir que é dor a dor que deveras sente’’. Isto é Fernando Pessoa. Caetano já cantou a
pessoa de Pessoa em sua música.
Outra descoberta: Ler é o melhor remédio. Exemplo: em 1990, eu e minha namorada
nos separamos. Foi o momento mais duro de minha vida. E para não afundar, as minhas boias
foram dois livros, um de Krishnamurti, um pensador indiano, e outro chamado Alegria e Triun-
fo. Estou sempre comprando livros e adoro os de frases. São frases de pessoas conhecidas,
artistas, escritores, atores. Tem coisas maravilhosas. “Se a sua vida é livre de erros, você não
está correndo riscos suficientes’’, “Amigo é um presente que você dá a você mesmo!”, “Se
você está querendo uma grande oportunidade, procure um grande problema’’.

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Português

Existe Drummond, João Cabral de Mello Neto, Nelson Rodrigues, James Joyce, Paul
Valéry, Thomas Mann, Sartre, Shakespeare, Ítalo Calvino. Existe romance, novela, conto,
ensaio, poesia, humor, biografia. Existe livro e autor para tudo quanto é leitor. E é por isso
que para mim o analfabetismo é coisa imoral, triste e vergonhosa. Porque ‘’se o livro é o
alimento do espírito, o analfabetismo é a fome da alma”. Uma fome que mata a possibili-
dade das pessoas serem tudo que podem. “Ler ás vezes enche o saco”, ás vezes dá sono,
ás vezes dá bode. Mas resista, lute contra essa preguiça dos olhos. O seu cérebro vai agra-
decer. Afinal, as respostas estão todas ali. Você só precisa achar as perguntas.

Alexandre Gama - Publicitário e sócio da Almap/BBDO. Folha de São Paulo, 12/10/07, Cotidiano, p. 7

1) No referido texto, Alexandre Gama procura tratar de forma direta com seu interlocutor.


a) Qual deve ser o pronome de tratamento utilizado pelo autor para se reportar a ele?
b) Quem é o interlocutor?

2)  A linguagem utilizada por Alexandre Gama é coerente. Por quê?

3)  Tal linguagem é coerente também ao objetivo proposto pelo texto e pelo interlocutor?

4)  A frase inicial é: Você é o que você lê. O predicativo da frase “o que você lê” é bem determina-
do. Agora responda: Você é exatamente aquilo que você lê? Justifique.

5) O publicitário faz referencia a varios autores que considera de fato importante. Relacione quais
sao esses autores, dentre os que foram citados você conhece ou de qual deles voce gosta mais.

6) Retire do texto e faça uma copia em seu caderno da frase que você considera a mais interessan-
te. Em seguida explique o porquê de sua escolha.

7) O autor fala que: Lê o que pinta.


a) O que o autor quer dizer com essa gíria?
b) Qual é sua opinião sobre a atitude tomada pelo autor?
c) Você tem o hábito de ler?
d) Qual é (ou quais são) seu tipo de leitura favorita?

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Português

Ler devia ser proibido

Guiomar de Grammont

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.


Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades
impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vi-
vem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado
no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madamme Bovary.
O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se
pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha
a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fo-
focas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso,
inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra
forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem
excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram.
Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao tra-
balho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação. Sem ler, o ho-
mem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo bem de Aris-
tóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita
é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para
caminhos que devem necessariamente ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode esti-
mular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Transportam-nos
a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Fazem-
-nos acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a
descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estre-
las jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede
de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, podem
levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um
animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progres-
so e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores,
não contem histórias, podem estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida
destinou para a repetição e para o trabalho duro. Ler pode ser um problema, pode gerar
seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos, em um mundo adminis-
trado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria im-
possível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que
desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no

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Português

mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.


O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões
utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais,
etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria
um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões,
menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo.
Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais
subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir
deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem tra-
balhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve
ser coisa rara, não para qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é
para poucos.
Para obedecer, não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem do submisso. Para
executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros senti-
mentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secre-
to, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras
histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura
devia ser proibida. Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Fonte : PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista.


Rio de Janeiro. Argus, 1999. pp.71-3.

Fonte: Disponivel em : www.hongkiat.com. Acessado em 09/01/2016.

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Português

A linguagem humana
A nossa civilização é marcada pela linguagem gráfica.
A escrita domina nossa vida: É uma instituição social tão forte quanto a Nação e
o Estado. Nossa cultura é basicamente uma cultura de livros. Pela escrita acumulamos
conhecimentos, transmitimos ideias, fixamos nossa cultura. Nossas religiões derivam de
livros: O Islamismo do Alcorão, escrito por Maomé, os Dez Mandamentos de Moisés foi
um livro escrito em pedra. O Cristianismo está contido em um livro: A Bíblia é a cartilha,
nosso primeiro livro escolar.
Mesmo a televisão e o cinema lançam mão dos recursos da linguagem escrita (le-
genda) para facilitar a comunicação.
Na engrenagem da sociedade moderna, a comunicação escrita senta-se em trono.
São as certidões, os atestados, os relatórios, os diplomas. O “documento é basicamente
um documento gráfico, e a simples expressão gráfica vale mais que todas as evidências.
Numa quase caricatura, podemos dizer que o atestado de óbito é mais importante que o
cadáver, o diploma mais que a habilitação. Sem a linguagem escrita é praticamente impos-
sível a existência no seio da civilização. O analfabeto é uma pátria que não se comunica
com o mundo, não influi e não é influenciado.
Ao lado da linguagem escrita, mais ainda comunicação gráfica, a linguagem dos
símbolos, conduzindo o tráfico, indicando a direção dos elevadores, prevenindo perigos,
interditando praias. Em muitos casos a própria palavra vira um signo: WC, “STOP UP”,
romperam com os limites do vernáculo e se transformaram em mensagens universais a
exemplo da seta e da flecha, das cores dos semáforos e dos sinas de trânsito.
Depois do rádio, a primeira ameaça a esse império foi representada pelo apareci-
mento das revistas e quadrinhos. A linguagem dos quadrinhos criou uma comunicação
que, muitas vezes, para a compreensão, dispensa o próprio texto. As crianças de todas
as línguas traduzem “o zzzzzzzzzz” como uma indicação de sono, o crasch e crack como
indicadores de ruídos representado objetos sendo quebrados, o click é o desligar do inter-
ruptor, o buum uma explosão, o rat-tatatat uma raja de metralhadoras”. Mas o quadrinho,
ou os “comics”, são comunicação escrita, ainda que um estágio superior ao lado da prosa
linear. O quadrinho não abalou o livro, levou-o mais cedo ao homem oferecendo às crian-
ças e aos semiletrados a possibilidade de letramento.

Fonte: R. A. Amaral Vieira. O futuro da Comunicação. 2ª edição. Rio de Janeiro. Edições Achiamé.
Nota: WC= water closet= banheiro, “stop up” = pare, “comics”= histórias em quadrinhos.

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Português

6. PROPOSTAS DE ATIVIDADES:

l)  Marque as alternativas que se apresentam no sentido denotativo(real):


a. ( ) “O livro usado na escola é importante”.
b. ( ) “…a linguagem escrita senta-se no trono”.
c. ( ) “Para todo documento, utiliza-se a linguagem escrita”.

2) A frase que se apresenta no sentido conotativo(figurado) é:

a. ( ) “As crianças adoram ler revista em quadrinhos.”


b. ( ) “O quadrinho não abalou o livro”.
c. ( ) “As mensagens de texto enviadas pelo celular são muito usadas atualmente”
 

3) ”Nossa cultura é basicamente uma cultura de livros”. Marque a alternativa que melhor explica
essa afirmativa.
a. ( ) A escrita consegue dominar nossa vida.
b. ( ) Diversas religiões sao derivadas de livros.
c. ( ) Pela escrita reunimos conhecimentos e expressamos ideias.
d. ( ) O Cristianismo está presente em um livro chamado Bíblia.

4)  “O atestado de óbito é mais importante que o cadáver”. Essa Crítica é expressa na seguinte alter-


nativa:
a) ( ) A comunicação escrita goza de privilégios especiais.
b) ( ) Em nossa sociedade, os documentos valem mais que os fatos.

5) Você está de acordo que “sem a linguagem escrita é praticamente impossível a existên-


cia no seio da civilização?” Justifique sua resposta.

6)  Todos tem a percepção sobre o valor da linguagem que usam? Pode-se fazer uma comparação


entre linguagem à roupas? É aceitavel apresentar descuidos na linguagem?

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Português

Prática de oralidade
O manifesto “Amazônia para sempre” cita o nome de Chico Mendes, que foi morto
pela causa que defendia. Leiam sua declaração postada no site do Instituto que leva seu
nome: “No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei
que estava lutando para salvar a floresta Amazônica. Agora percebi que estava lutando
pela humanidade”.

Fonte:Disponível em: http://www.chicomendes.org.br/1. Acessado em 09/01/2016.

Reflexão
• Registre os problemas e as dificuldades que ocorre próximo a você e que através de suas
ações poderiam ser amenizadas.
 • Observe o que seus amigos escreveram. Discutam sobre os problemas que se apresen-
tam de forma urgente e que merecem atenção redobrada.
 • Escolham um problema, optando por aquele que acharem mais importante para escre-
ver um manifesto. 
• Escrevam suas conclusoes para a posterior atividade de elaboração de texto. 

Ano internacional da agricultura familiar – 2014
O  Ano Internacional da Agricultura Familiar-AIAF 2014 tem por objetivo tornar mais visivel a agri-
cultura familiar e elevar também a visibilidade dos pequenos agricultores, chamando a atenção do mundo
para a importancia dessa atividade no processo de erradicação da fome e também da pobreza, melhoria
dos meios de subsistência, promoção da segurança alimentar e nutricional, gerenciamento dos recursos
advindos da natureza, preservação do meio ambiente e também para a sustentabilidade do país, principal-
mente nas areas rurais.
A meta do AIAF 2014 consiste em reposicionar a agricultura familiar, determinando espaços e opor-
tunidades para proporcionar uma mudança em direção a um desenvolvimento mais equitativo e harmô-
nico. O AIAF 2014 vai realizar uma ampla discussao e cooperação na esfera nacional, regional e também
global para elevar a consciência e a compreensão dos obstáculos que geralmente os pequenos agricultores
enfrentam e auxiliar na identificação de formas eficientes de apoio aos agricultores familiares.

O que é agricultura familiar?


A agricultura familiar corresponde a todas as atividades agricolas voltadas para a base familiar
e que estão associadas a varias areas do desenvolvimento rural. A agricultura familiar nada mais é do

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Português
que uma forma de organização das produções da agricultura, florestal, pastoril, pesqueira e aquícola
que são gerenciadas e tambem operadas pela familia, sendo tambem dependente da mao de obra
familiar tanto de homens quanto de mulheres. Tanto nos paises desenvolvidos quanto nos países com
desenvolvimento ascendente, a agricultura familiar é a forma de agricultura que predomina no setor
de produção alimenticia.
No âmbito nacional, existem varios elementos que sao essenciais para o desenvolvimento quali-
ficado da agricultura familiar. Dentre esses elementos é possivel citar as condições agro ecológicas e os
atributos territoriais, o ambiente político, o acesso aos mercados e à terra bem como aos seus recursos
naturais, o acesso a tecnologia e aos serviços de extensao, o acesso ao financiamento, a disponibilidade de
educação especializada, as condições demográficas, esconomicas e socioculturais, dentre outros.

Por que a agricultura familiar é importante?


• Tanto a agricultura familiar como a de pequena escala estão associadas à segurança alimen-
tar mundial;
• A agricultura familiar conserva os alimentos que sao tradicionais, sem contar que colabora
para uma alimentação mais equilibrada, para a proteção da agrobiodiversidade e tambem
para a utilização sustentavel dos recursos advindos da natureza;
• A agricultura familiar representa uma chance de impulsionar as economias locais, principal-
mente quando combinada com politicas especificas direcionadas a promoção da proteção
social e também do bem-estar das comunidades.

Disponível em:<http://www.gestaoconcurso.com.br/documentos/copasa_aux_serv_saneamento_cod1.pdf>
Proposta interdisciplinar: Responsabilidade social

Fonte: chinchilamutante.blogspot.com/

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Português
Conceituando linguagem e discurso:
A fala do personagem revela um discurso

a) Capitalista
b) Idealista
c) Otimista
d) Legalista

Outras linguagens: Charge


Outra maneira de tornar sensivel a opinião pública é através das imagens. A charge é um gêne-
ro que, através de imagens, pode lançar criticas sobre fatos ou situações, bem como provocar o leitor a par-
tir de crítica contundente ou expor uma atitude de manifesto, como é o caso da charge a seguir.
Observe:

ANGELI. Folha de S. Paulo 27 nov. 2011,p. A2

a) Na imagem
• As ilustrações retorcidas, contundente das árvores, personificar com expressões humanas;
• A cor de fundo escura e sombria;
• O efeito provocado pela imagem de desespero, como se as “bocas” das árvores emitis-
sem sons.

b) No texto verbal
“A mata urge.”
• A palavra urge é similar a um jogo com a inversão das letras da palavra ruge que quer dizer

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Português
a emissão de ruidos ,  voz  de  grandes  felinos, como é o caso do  leão e o tigre.
• O termo urgir, em sentido literal, quer dizer ‘ser urgente’, não
Admitir atraso, solicitar com insistência , reclamar, exigir.

O traje
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam
como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tentariam melhorar, caprichar,
conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos tão displicentes com esse instrumento tão nosso, o que
mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como
um braço, um olho, e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é
meio curto, o olho é meio vesgo, ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis pró-
prias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo na linguagem escrita, essa que os
analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da
cartilha.
Nem precisamos procurar nos mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de
cultura também, sim, senhores! ) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum
duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, ex-
pressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”. “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito
que concorde com o verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido desedu-
cado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afir-
mando que “acento, para mim não existe mais”!
Pobres alunos tão desanimados ou iludidos mestres: Lá vêm as crianças para casa
trocando acentos como os bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de
vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem
escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão, e muito mal
colocada...deixa de fora à mostra um bom pedaço de vergonha.

Fonte: Lya Lufty. Matéria do Cotidiano. Porto Alegre. Grafosu/IELRS, 1978.

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Português

7. ESTUDO DO TEXTO:

1) Entre parênteses há dois sinônimos para cada palavra do texto.
Sublinhe-os:
cotidiano (linha 12) : (diário, eventual, habitual)
displicente (6): (desleixados, negligentes, cuidadosos)
manejam (8): (empregam, utilizam, envolvem)
espontânea (16): artificial,comum, natural)
coerção (17): ( liberdade, coação, controle)
esgrime (19): (maneja, briga, utiliza)
duende (26): ( fantasma, assombração, professor)
ambíguas (27): (precisas, dúbias, confusas)
esmolambadas (28): (diferentes, esfarrapadas, rotas)
mimos (30) : (primores, oferendas, erros)
escriba (32): ( escrevinhado, aluno, mau escritor)
heresias (33): (disparates, contrassenso, verdades)

2) O que significa a expressão “de fio a pavio”?

3) O que é utilizar a linguagem como trapos?

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Português

8. PESQUISA

Anedotinhas
De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:
— Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.
Lá de dentro, estremunhando, o filho respondeu:
— Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu
estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não
aguento mais aqueles meninos. E o pai responde lá de fora: — Você tem que ir. E tem que
ir, exatamente, por três razões: primeiro, por que você tem um dever a cumprir; segundo,
porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.

Fonte:Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981. p. 8.

Inimigos da norma culta


Principais vícios de linguagem:

Fonte: www.fichasuja.org

Ambiguidade ou anfibologia: corresponde a uma mensagem que apresenta mais de um


sentido lógico. Isso se deve a má disposição dos termos na frase.

Ex: Como vai a cachorra de sua mãe? (Que cachorra? A mãe ou a cadela criada pela mãe).

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Português

Barbarismo, Peregrinismo ou Estrangeirismo: É a utilização de termos, expressão ou cons-


trução estrangeira em substituição a de equivalente vernácula.

Ex: “Comeu um roast-beef.” (anglicanismo), o mais adequado seria “comeu um rosbife.”

Fonte:<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=36024>

Prolixidade: Consiste na comunicação estabelecida através do uso de palavras em excesso.


Sinônimo de concisão.

Ex.: “Gostaria de dizer, antes de mais nada, que estarei firme no meu propósito.”

Plebeísmo: Geralmente são usadas palavras inadequadas como gírias.

Ex: “Tá ligado nas quebradas, meu chapa.”

Cacofonia ou cacófato: Consiste em palavras com sentido desagradavel ou obceno, que se


forma pela articulação de termos contíquos.

Ex: “Vou- me já, pois estou em cima da hora.”

Solecismo: É um erro sintático na frase no que se refere a norma gramatical do idioma

Tipo 1) Quanto à concordância:


Ex.: “Fazem três anos que não vou ao médico.” (O correto é dizer: “Faz três anos que não vou ao médico.”).

Tipo 2) Quanto à regência:


Ex.: “Eu namoro com Fernanda.” (O correto é dizer: “Eu namoro Fernanda.”).

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Português

Tipo 3) Quanto á colocação:


Ex.: “Me parece que ela ficou contente”. (O correto é dizer: “Parece-me que ela ficou contente.”).

Pleonasmo: O Pleonasmo é considerado uma figura de linguagem. Consiste em uma repetição


de sentido desnecessária em uma frase, sendo portanto considerado um vicio de linguagem.

Ex.: “Ele vai ser o protagonista principal da peça”.

Fonte: <http://let006.blogspot.com.br/2011/09/figuras-de-linguagem.html>

Gerundismo: Corresponde ao uso exagerado dos termos no gerundio (forma nominal ter-
minada em ando, endo, indo). Sua utilização prejudica a clareza da mensagem como “falam
mal” de quem usa.

Ex.: “Senhor, vou estar transferindo sua ligação.”

Nunca diga ...


Á nível de: Porque está associado a niveis de comparação de atitude entre mar e
terra. O correto é dizer “Em nível de”.
Ir de encontro a: Não quer dizer uma concordância, mas uma colisão. Ir de encon-
tro quer dizer chocar, bater, trombar.

*Pesquisa e estudo da Publicação Pampulha de abril /2007.*Gabriela Cabral da Equipe Brasil Escola. Disponí-
vel em: <http://luiz33.wordpress.com/2007/10/07/sobre-o-gerundismo/>

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Português

Fontetp://luiz33.wordpress.com/2007/10/07/sobre-o-gerundismo/>

9. SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA

Um pequeno histórico sobre a reforma

Assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Prín-
cipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o acor-
do foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995. Mas a gramática é diferen-
te. Iniciou-se no ano de 1990, passando a ter validade no Brasil somente agora a partir de 2009.
Acordo ortográfico assinado na cidade de Lisboa entre os países lusófonos. Acredita-se que so-
mente 0,5% dos termos em portugues sofreram o Acordo Ortográfico.

Conhecendo Nova Ortografia

*Alfabeto composto de 26 letras: abcdefghijklmnopqrstuvwxyz

1) Não se utiliza mais trema na lingua portuguesa. Escrevemos: agüentar,conseqüência,cinqüen-


ta,qüinqüênio,freqüência,freqüente,elequência, elequente, arguição,pinguim,tranquilo, linguiça.

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Português
2)  Toda palavra paroxitona com terminação em ditongo aberto (ei, oi) não recebe mais acen-
to:Assembléia,  platéia,  idéia,  colméia,  bóia,  paranóia,  jibóia, apoio, heróico.

3)  Os hiatos não são mais acentuados: (“ ee ,oo”):


Crêem,dêem,lêem,vêem. (credeleve) e enjôo,vôo,corôo, perdôo.

4)  Não existe mais o acento diferencial para palavras homógrafas.
Para (verbo), pela (verbo ou substantivo)
Pelo (substantivo), pera (substantivo)

Observe que o único verbo a manter o acento será “pôde” (na 3ª pessoa do pret. perf. do indi-


cativo) e também no verbo “por”para poder diferenciar da preposição ‘por’.
Não se  acentua  mais  a  letra  “u” nas formas  verbais  rizotônicas,quando ela for  precedida de ‘g’
ou ‘q’ e antes de ‘e’ ou ‘i’ (gue, que, gui, qui). Observemos: argui, apazigúe, averigúe, enxágüe, enxagüe-
mos, obliqúe.
As letras ‘i’ e ‘u’ tônicos não são mais acentuadas em paroxítonas quando precedidos de diton-
go. Veja: baiúca,boiúna, feiura.

Emprego do hífen: hifenização
Expressões como  a vontade, cor de vinho, abaixo de, fim de semana, café com leite, sala de jan-
tar, cartão de visita, pão de mel, cão de guarda,
Exceções a regra  (consagradas  pelo  uso):  água-de-colônia,  pé-de- meia,  arco-da-velha,  mais-
-que-perfeito, ao-Deus-dará, queima-roupa, cor-de-rosa.
Qual a regra se segue? Antessala, autorretrato, antirrevolucionário, antirrugas, arquiromântico,
autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, minirrádio, ultrassom, minirrestaurante.
Agora observe bem: hiper-requitando, hiper-requisitado, inter-racial, inter-relação, inter-regio-
nal, super-racional, super-realista, super-resistente.
Descubra a regra para: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoinstru-
ção, autoestrada, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraordinário, extrao-
ficial, infraestrutura, antiaéreo, antiamericano, socioeconômico, semiaberto, semiembriagado.
Observe o porquê do hífen. Anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.
Assim  se  escreve: ex-senador, vice-presidente, vice-governador, ex-marido, ex-namorado,
pan-americano, pré-natal, pro-desarmamento, pós-graduação,  pré-história,  pré-escolar,  além-mar,
além-fronteiras, aquém-oceano,recém-nascidos,sem–número,sem-teto, anti-inflamatório, anti-ibéri-
co, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-infeccioso,semi-integral, arqui-inimigo, micro-ondas, mi-
cro-orgânico, micro-ônibus.
Agora analise bem... hiper-requitando, hiper-requisitado, inter-racial, inter-relação,inter-regio-
nal, super-racional, super-realista, super-resistente, mal-estar, mal-humorado, mal-entendido,mal-e-
ducado, bem - quisto, bem-estar, bem – casados , bem-nascido.

Bem-vindos! Bien venidos! Welcome.
Temos por objetivo unir culturas, eliminar as diferenças de grafias entre os diversos países que

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Português
tem o Portugês como a lingua oficial. Eliminar as diferenças entre o português lusitano do brasileiro.
Dessa forma é possivel ter autores de Moçambique sem dificuldades com a grafia.
Língua, uma forma de conversão da sociedade, que apresenta regras e leis que se associam para
se respeitar. Mas de 80% das pessoas que falam de portugues do mundo moram em terras brasileiras.
Os países que apresentam a lingua portuguesa como seu idioma oficial são: (São Tomé e Prín-
cipe,Cabo verde, Moçambique, Portugal,Guiné-Bissau, Angola). Na Ásia está em Goa e Timor-Leste.

Releituras de Carlos Drummond de Andrade

Aula de português
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.

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Português

10. ESTUDO DE PALAVRAS:

1)  Dê  o sinônimo para as palavras ou expressões destacadas ou tente explicar seu significado:


a) Ai mordi a ponta da língua! Que dor!
b) Naquela época eu sabia as capitais da Europa na ponta da língua.
c) Nós, brasileiros, falamos a língua portuguesa.
d) O motorista irresponsável atropelou a criança e fugiu.
e) Ele estava tão nervoso que as palavras se atropelavam em sua fala.
f) Os juízes determinaram o sequestro dos bens do ex-presidente.
g) Terroristas fanáticos planejaram o sequestro do avião.

2) Observe:
O Rio Amazonas é um dos maiores do mundo.
Sentido próprio ou denotativo aquele em que a palavra aparece apenas com um sentido.
O garoto desmatava o amazonas da sua ignorância.
Sentido  figurado  ou  conotativo  aquele  em  que  a  palavra  aparece  com  um sentido  diferen-
te do que lhe é próprio, usual.

Identifique  os  trechos de  linguagem denotativa  ou conotativa:


a) “Você é o meu caminho, /Meu vinho, meu vício, /Desde o início estava você. /Meu bálsamo be-
nigno, /Meu signo, meu guru...” (Caetano Veloso)
b) No jogo de ontem, Biro-Biro comeu a bola.
c) “Um  coqueiro, vendo-me inquieto e adivinhando a causa, murmurou  de
cima de si que não era feio que os meninos de quinze anos andassem nos cantos com as meni-
nas de quatorze”. (Machado de Assis)
d) O escritor Rubem Braga nasceu em 1913.
e) “Buscou no amor o bálsamo da vida”.
f) Não encontrou senão veneno e morte”. (Manuel Bandeira)
g) Até hoje não me conformo com sua morte.

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Português

3)  Empregue  as  palavras  abaixo  em  frases  dando  a  elas  sentido  denotativo e conotativo.Veja:
Os  cachorros uivavam  a  noite  / O  vento uivava  na  noite.
a) Caminho:
b) Trevas:
c) Nuvem:
d) Colheita:
e) Asas:
f) Suavidade:

Proposta de redação:

Você  vai  preparar  um  texto  dissertativo  sobre  o  atual  ensino  brasileiro.  Procure
ler sobre o assunto e ouvir a opinião de algumas pessoas. Realize uma entrevista com al-
guém da área.

Antes de escrever, procure responder às seguintes questões:

1) Que importância tem o sistema de ensino dentro de um país?
2) Quais são os aspectos positivos do ensino atual?
3) Quais são os aspectos negativos do ensino atual?
4) No Brasil, há escolas oficiais e particulares. Comente esse fato. Não esqueça: Cite a rede par-
ticular e a pública.
5) Quais seriam as causas da atual situação do ensino?
6) Quais serão as consequências da atual situação?
7) Seria possível melhorar a situação do atual sistema de ensino? Como?
8) Qual sua ideia final, sua conclusão sobre o assunto?
9) Transforme suas respostas em um texto dissertativo, organizando suas ideias da seguin-
te maneira:
• Introdução:  respostas à  questão  1.
• Desenvolvimento:  respostas às  questões  2,  3,  4,  5  e  6.
• Conclusão  :  respostas  às  questões  7  e  8.

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Português

11. OS PLURAL? ONDE ESTÃO OS PLURAL?

Você  caminha  por  uma  rua  tranquila  da  cidade  e,  ao  passar  pela  porta  do res-
taurante  de  aparência  simpática,  não  pode  deixar  de  reparar  na  placa  que anun-
cia  “refeições  caseira”.  Um  pouco  adiante,  sua  aula  prática  de  concordância ga-
nha  um  novo  colorido:  um  vendedor  anuncia,  pelo  alto  falante  do  velho  caminhão,
“frutas fresquinha”, “morangos maduro” e “quatro caixa de caqui por oito real”.
Se  uma  associação  de  ideias  o  remeter  imediatamente  ao  grande  palco  da tempora-
da  da  política  em  Brasília,  não  será  mera  coincidência:  também  na  CPI  dos Correios  o  s  fi-
nal sucumbiu ao que se pode considerar a nova moda de tornar as palavras absolutamente in-
variáveis, sem levar em conta se designam uma, duas, cinco ou 10 unidades.
Poupemos  os  nomes,  já  que  este  comentário,  nem  de  longe,  pretende  engrossar  as
fileiras  do  denuncismo.  Mas,  como  ficar  insensível  diante  de  joias  linguistas  como “pes-
soas  vinculada  ao  partido”,  “nas  últimas  campanha”,  “as  regiões  mais  carente, mais  dis-
tante dos grandes centro” “os militante”, “os partido de base aliada”, “nos escritório dos Cor-
reio”, “esses detalhe”?
No  começo,  você  pensa  que  ouviu  mal,  que  não  estava  prestando  a  atenção  devida.
Por isso, apura os sentidos. Aí vem a surpresa: a linguagem não se altera. Intimamente, você per-
gunta-se,  a  exemplo  do  que  ocorreu  com  muitas  outras pessoas:  como  é  possível?  A fi-
nal, nas 10 ou 15 horas de depoimentos e perguntas de cada sessão da CPI, cruzam-se as vo-
zes de deputados, senadores, dirigentes de partidos, secretárias de altos empresários.
Para dizer o menos, trata-se de pessoas para que a linguagem constitui importante for-
ma de comunicação, de expressão ou de convencimento. Em maior ou menor grau, frequen-
taram boas escolas (presume-se), tiveram acesso aos diversos níveis de ensino formal, mui-
tas até exibem um anel universitário. Como admitir, então, tamanho descaso com o idioma?
Engana-se  quem  pensa  que  tudo  se  limitou  a  enunciar  ou  não  um  s  no  fim  das pa-
lavras. A  concordância  também  não  escapou  incólume  desse  escapamento ver-
bal:  “Indiquei  x  nomes.  Esses  nomes  foi  pra  cá  ou  pra  lá.”/  “A  Senhora  tem  tudo
pra  fazer  que  seja  reparado  os  danos  cometidos.”/  “O  que  me  traz  à  CPI  é  alguns as-
suntos  como...”.  E  os  casos  clássicos  do  gênero,  claro,  dificilmente  ficariam ausen-
tes:  “Haviam  muitos  problemas  a  resolver”,  “houveram  casos  que  eu  não gosta-
ria  de  mencionar”,  “faziam  dois  anos  que  eu  vinha  alertando  os  dirigentes”,  “já
fazem 10 horas que estamos reunidos e nada se resolver até agora”.
O  nervosismo  do  momento  pode  justificar  um  ou  outro  erro  ocasional,  é  evidente,
mas  não,  depois  de  horas  de  depoimento,  pronúncias  como  “probrema”,  “craro”, “Pranar-
to”, “recramações”, “habeas corpio”, “seje”, “esteje”, “areoporto”, etc. Como se vê, infelizmen-
te, não é apenas de honestidade e lisura no trato dos recursos públicos que o país está pre-
cisando.

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Português

12. ATIVIDADE

1) Compare estas duas orações abaixo:

a)  Os políticos cometem graves erros de concordância.
b) O poeta transgrediu as regras de concordância.
Nesse  contexto,  qual a  diferença  entre  o  uso  das  palavras erros  e transgrediu?

2) Porque o autor transgrediu as regras de concordância nominal no título do texto?

3) Como você observou, em nossa sociedade, as pessoas estão constantemente  sendo  avalia-
das  pela  sua  forma  de  falar.  Por  uma  questão  de preconceito,  costuma-se  chamar  de  erro  a  va-
riedade  da  língua  falada  por pessoas  de  baixo  nível  social,  econômico  e  cultural.  Quan-
do  uma  pessoa pertence  a  uma  classe  social  mais  elevada  usa  uma  variedade  diferente  da
culta,  geralmente  se  diz  que  ela  cometeu  um  “deslize”.  De  que  forma  o  autor revela essa visão pre-
conceituosa de nossa sociedade?

4)  Ao  dizer  que  “a linguagem constitui importante forma de comunicação, de expressão ou de con-


vencimento”  para  os  que  frequentaram  boas escolas,  o  autor  não  atribui  aos  pequenos  comercian-
tes  a  mesma  função da linguagem. Você concorda com ele? Justifique sua resposta.

5) De que forma o autor constatou que não se tratava de “um ou outro erro ocasional”?

6) Como  você  pôde  perceber,  todos  os  exemplos,  os  quais  o  autor  ironicamente chama de “joias lin-
guísticas”, são da linguagem oral. Em sua opinião, se essas pessoas estivessem dando um depoimen-
to por escrito, usariam o mesmo nível de linguagem? Explique.

7) Identifique no texto os exemplos de “erros” de concordância NOMINAL e reescreva-os corrigindo:

8) Identifique no texto os exemplos de “erros” de concordância VERBAL e reescreva-os corrigindo .

9) Você se considera uma pessoa que comete “erros” ou que já sabe como transgredir as regras de lín-
gua portuguesa? Explique.

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Português

13. O VALOR DO BOM PORTUGUÊS

Falar e escrever bem ajuda na hora que arrumar emprego, conseguir promoção e até para con-
quistar namorado ou namorada. Mas não vá exagerar na dose e virar um patrulheiro da língua, por-
que geralmente “pega mal”.

É bom falar o bom português
Falar e escrever bem é importante na hora de conquistar um namorado ou namorada.
Mas sem exagerar!
“Eu gosto de escrever e sempre me correspondo com meus amigos, através de e- mail. As-
sim,  conheço  muitas  pessoas  por  esse  meio  de  comunicação.  Uma  vez, conversei  por  escri-
to com um rapaz que escrevia bem, tinha um texto inteligente, irônico  mas  correto,  sedutor.  Fi-
quei muito impressionada. Pena que “ao vivo”.
Não correspondia à boa conversa. O namoro foi um desastre; sem graça! Já namorei tam-
bém um garoto que escrevia muito mal, um texto desorganizado, com muitos erros. Não aguen-
tei e corrigi seus erros pela internet.

Resultado: Ele se ofendeu e o namoro acabou. Saber escrever demonstra cultura, conheci-
mento, mostra que a pessoa quer evoluir. “ Sou chata, não gosto de ouvir ou ler verbos mal con-
jugados e palavras empregadas errado.”

(Luana, recepcionista)

“Dispensei um funcionário que escrevia mal”
“Há  um mês atrás, mandei embora  um funcionário  da  área  administrativa  porque  ele es-
crevia e falava muito mal. Ele tinha sérias dificuldades com a língua portuguesa.
Errava ortografia, concordância, não percebia que os documentos eram formais e exigiam tex-
tos  organizados  e  corretos.  Sua  função  era  escrever  relatórios  a  clientes e,  para  isso,  a  clare-
za e a correção gramatical são imprescindíveis.
Eu observo que conhecer bem a língua, atualmente, é uma necessidade, e por isso, exijo
isso de meus funcionários. Não adianta querer fazer um cursinho rápido para aprender a escre-
ver bem. Af ormação eo
  e  nsino se alicerçam em muitos anos deestudo. Quem não dá importância au
  ma boa forma-
ção e não cultiva o hábito de leitura vai enfrentar sérias dificuldades para trabalhar. Um dos requis-
itos para admitir uma pessoa como funcionária da minha empresa é apresentar uma boa redação.”

(Pedro Luís, empresário)

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Português
a)  Quais são as semelhanças e as diferenças entre os depoimentos de Luana e Pedro?
b)  Escreva no caderno um argumento a favor e uma crítica aos dois depoimentos.
c)  Qual a sua opinião sobre o assunto?
Você  observou  que,  em  determinadas  situações,  é  necessário  utilizar  a  linguagem culta,  a  nor-
ma padrão. É o que as pessoas costumam chamar de “português correto”. Não é adequado chamar a “lín-
gua padrão” de “português correto”, porque todas as linguagens, todos os falares são corretos, depen-
dendo da situação em que estão inseridos.
A língua culta ou norma padrão é aquela usada, geralmente, em textos escritos, documentos, jor-
nais, televisão, revistas e nas situações de comunicação entre pessoas cultas. É valorizada porque sa-
ber usá-la dá certo poder ao falante em determinadas situações: arrumar um emprego, escrever uma dis-
sertação científica, etc.
Os períodos a seguir foram retirados de produções de alunos. Identifique os problemas de ortogra-
fia, concordância, ou significado e redija uma proposta de correção.
a)  “O  nosso  ambiente  ele  estava  muito  estragado  e  muito  poluído  por  causa  que  os ou-
tros não zela o ar puro.”
b)  “O  serumano  no  mesmo  tempo  no  mesmo  tempo  que  constrói  também  destrói,  pois
nóis temos que nos unir para realizar parcerias”.
c)  “Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais”.
d)  “Morrem queimados e asfiquiciados”.
e)  “Hoje endia a natureza..”.
f)  “O maios problema da floresta Amazonas é o desmatamento dos peixes”.

Manifesto 2.0 - por uma sociedade mais colaborativa
Estamos  descobrindo  maneiras  melhores  de  organizar  a  sociedade  em  todas  as suas  instân-
cias, através da colaboração, utilizando as ferramentas interativas que a Internet proporciona. É preci-
so reunir pessoas, através de uma mesma visão, que pensam, a partir de um novo paradigma para ace-
lerar a implantação desse novo ponto de vista. Através desta visão queremos valorizar e desenvolver:

• O uso criativo da rede digital para ajudar a resolver problemas complexos;
• A ampliação da participação de todos os cidadãos, como condição para a efetiva democra-
tização institucional, informacional, econômica e cultural.
• A aproximação entre as pessoas para promover diálogos, utilizando os meios mais adequa-
dos a cada contexto, sejam eles presenciais ou digitais.

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Português

Princípios do Manifesto 2.0

1.  Disseminar e debater que a Internet faz parte de uma revolução informacional e
comunicacional.
2.  Disseminar  e  promover  diálogos  a  partir  do  entendimento  que  esta  mudan-
ça não é  tecnológica,  mas  informacional,  pedra  fundamental  de  uma  nova  civilização 
mais compatível com uma superpopulação mundial e a complexidade que tal cenário
impõem à nossa espécie;
3.  Disseminar e debater que tal revolução do ambiente informacional trará mudan-
ças significativas  e  profundas  na  gestão  da  sociedade  e  que  é  preciso  agir  com
sabedoria, rapidez e eficiência para a ampliação dos benefícios coletivos para redu-
zir os possíveis sofrimentos que tais mudanças radicais trarão ao mundo;
4.  Que  as  mudanças  significam  democratização  paulatina  institucional,  econômi-
ca  e informacional  de  todas  as  sociedades,  através  de  uma  nova  forma  de  gerar  valor
para a humanidade mais colaborativa, dinâmica e inovadora;
5.  Buscar um novo modelo de compartilhamento dos lucros, em novas empresas
que gerem valor para a sociedade, respeitando os seres vivos, incluindo seus clien-
tes e colaboradores;
6.  Sugere-se uma nova plataforma aberta de governo, onde os dados serão de
acesso  público  e  a  sociedade  poderá  usá-los  de  forma  a  acompanhar  o  que  está sen-
do  feito  e  a  customizar  o  uso,  gerando  aplicativos  que  possam  beneficiar  tanto  o pró-
prio povo, quanto o governo, aproximando assim os dois lados interessados nas políti-
cas aplicadas àquele contexto;

7.  Defesa de escolas que adotem o uso das ferramentas digitais de informação e


comunicação dentre outras estratégias educacionais para desenvolver competências e ha-
bilidades de leitura e escutas críticas, do diálogo, da capacidade de lidar com a diversida-
de sem preconceitos, da construção coletiva de conhecimentos e criação de soluções co-
laborativas para os desafios complexos do mundo no qual vivem;

8.  Tais alterações significam compreender a necessidade do compartilhamento
aberto e livre de ideias, através de novas formas criativas de remuneração, seja a distân-
cia ou no presencial;
9.  Sugere-se  a  todos  que  assinem  esse  manifesto  que  sejam  estimulados  a  se
aprofundar cada vez mais  em  ferramental  teórico  e  prático  sobre  esse  novo am-
biente, a  fim  de  promover tais alterações, procurando, o máximo  possível, coe-
rência entre discurso e ações, em direção a um mundo mais colaborativo, estimula-
dos por Gandhi “Seja a mudança que você quer ver no mundo”;

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Português

10. Sugere-se ainda promover ações que minimizem a compulsão informacional que
gera ansiedade, alienação, pouco significado e, portanto, repetição de modelos e não mu-
danças;
11. Sugere-se a formação de iniciativas na rede ou fora dela, para promoção de
ações de todo tipo baseados nesse manifesto, que deve ser aprimorado, a partir da discus-
são e da prática;
12. Que este manifesto sofra melhorias permanentes por aqueles que o apoiam.

Proposta interdisciplinar: Responsabilidade social

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Português
De olho no lixo
Você  já  reparou  na  quantidade  de  lixo  que  produz  todo  dia?  Por mais  cuidado que a gente te-
nha, sempre surgindo migalhas de pão, potes vazios, cascas de banana, papéis, restos de borracha, e ou-
tros ....  Fabricamos lixo o tempo todo.
Até hoje não conseguimos um jeito de evitar que isso aconteça. E o curioso é que, quanto mais in-
dustrializado é um pais, maior é a quantidade de lixo que ele produz.A história do lixo é tão antiga quan-
to a humanidade. Só que havia menos gente e eram jogados fora basicamente restos de comida e ma-
teriais orgânicos.
As  pessoas  moravam  em  cavernas  e,  quando  a  caça  diminuía,  simplesmente se muda-
vam.  O  lixo,  formado  de  sobras  de  alimentos  ia  se  decompondo  com  o passar  do  tempo.  O  proble-
ma da sujeira foi aumentando com a civilização e também com o surgimento das grandes cidades.
Pelo que se sabe, a Roma antiga foi uma das primeiras a enfrentar o problema, pois tinha mui-
tos  habitantes.  Os  romanos  despejavam  o  lixo  e  o  esgoto nos  rios,  onde  os  resíduos  eram  dissolvi-
dos pela correnteza e carregados para o mar.
Depois, na Idade Média, nos povoados que existiam na região que hoje é a Europa, o lixo se acumu-
lava nas ruas e facilitava a transmissão de doenças. Mais tarde,  as  cidades  cresceram  e ganharam siste-
mas  de esgoto e  novos  reservatórios de água, o que ajudava a manter a higiene e a limpeza. Mas a pop-
ulação e a produção de lixo foram aumentando.

Problema sério
No  século  20,  a  quantidade  de  lixo  aumentou  muito  e  o  assunto  virou preocupação  mun-
dial. Com o avanço da tecnologia, todo mundo passou a usar materiais  como  plástico,  isopor,  lâmpa-
das, e pilhas, que começaram a fazer parte do lixo e a poluir a natureza. Além disso, há toneladas de de-
tritos produzidos pelas fábricas, que jogam toneladas de sujeira nos rios e mares todos os dias.
Segundo os estudiosos só no Brasil cada um de nós fabrica mais de 300 quilos de lixo por ano. São 25 mil qui-
los de lixo durante a vida toda!
E  a  gente  começa  cedo,  pois  desde  bebês  usamos  fraldas  descartáveis  e produtos  em  poti-
nhos que depois serão jogados fora. Resultado: com apenas uma semana de vida, já produzimos uma pi-
lha  de lixo equivalente  a quatro  vezes  nosso tamanho.
Uma das saídas para dar fim à sujeira é fazer coleta seletiva, ou seja, recolher os materiais separa-
damente, o que facilita o seu reaproveitamento. Através da reciclagem. Além disso, é importante reci-
clar papel, plástico e vidro e construir usinas geradoras de energia elétrica que usam o lixo como com-
bustível.  O  legal  é que  todos  podem  e  devem  ajudar!  Esse  papel  participativo  é  para  todo  cidadão
responsável.

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Português
Documentário indicado: Lixo Extraordinário
TEXTO E INTERPRETAÇÃO

Supermercados: as catedrais do consumo
Numa sociedade onde ninguém quer engordar, o crescimento dos supermercados
é um tanto contraditório. A febre de emagrecimento deveria beneficiar o desenvolvi-
mento de pequenas quitandas e não desses monstruosos templos de consumo. Aconte-
ce que o esforço para manter-se magro nasceu exatamente na esteira dos supermerca-
dos. O homem atual vive imprensado entre os dietéticos e os supermercados. Mais um
pouco, e será impossível reviver a dupla do Gordo e o Magro. Quando muito, consegui-
remos uma dupla formada pelo Gordo e o Menos Gordo.
É difícil fugir ao irresistível apelo dos supermercados. É nele que o homem satisfaz
a todas as necessidades de consumidor. A primeira intenção de quem entra num super-
mercado é comprar tudo. Um conhecido meu, consumidor consagrado, já confessou que
seu maior desejo é poder se atirar sobre as prateleiras, abrir pacotes, latas e caixas de bis-
coitos, queijo, compotas, doces e ficar ali esparramado, comendo até sair pelos ouvidos.
Os proprietários têm consciência dessa compulsão e arrumam suas mercadorias de
forma a poder deixar o consumidor como eles, proprietários, quando chegaram ao Brasil,
ou seja, de tanga. Curiosamente, a alimentação deixou de ser uma simples necessidade
para tornar-se um complicado sistema de “marketing” e pesquisa. Hoje, a gente nem sem-
pre compra o que quer. Compra-se o que eles querem vender. Vocês sabem, por exemplo,
por que o açúcar é colocado no fundo dos supermercados? Porque o açúcar é um artigo
comum a todos, e ficando no fundo obriga o consumidor a passar por várias outras seções
antes de encontrá-lo. E nessa passagem pode comprar mais alguma coisa. Para escapar
a esse risco, há uma solução: entrar pela porta dos fundos. Texto Publicitário do Circuito
Cultural da Praça Liberdade “Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais”
A colocação dos artigos nas prateleiras é matematicamente calculada. Os que têm
saída certa ficam embaixo. Os de venda difícil são colocados à altura dos olhos. Dos olhos e
principalmente das mãos. E há ainda as embalagens, feitas de forma a atrair o consumidor.
Tem muita gente que só compra pela embalagem, tem gente que ainda faz pior. Só come
a embalagem.
As últimas pesquisas demonstram que os homens já estão se equiparando às mulhe-
res na frequência aos supermercados. Revelam ainda que eles vêm mostrando um talento
incrível para donas-de-casa. Os homens são os melhores fregueses nas chamadas compras
de impulso - termo que surgiu com o supermercado - que são aquelas que não se coloca
na lista. Você chega lá, olha para a mercadoria, verifica quanto tem no bolso e depois se
justifica: “Vou comprar só desta vez para experimentar”. As pesquisas assinalam ainda que
nas compras o impulso ocorre da classe média para cima. Abaixo da classe média, diminui
sensivelmente. Até mesmo porque, se houvesse impulso, não haveria dinheiro.
Na zona Sul o que mais se vende é o enlatado. Os artigos de toucador não saem mui-

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Português

to. O cidadão da zona sul não dorme de touca. Na zona norte, em primeiro lugar vem os
artigos de primeira necessidade, em segundo os de segunda necessidade e em terceiro os
de quarta necessidade. Os supermercados ainda não vendem os de terceira necessidade.
Ao todo, os supermercados cariocas vendem 80 por cento dos artigos comercializa-
dos. E eu fico aqui pensando como sobreviviam nossos antecessores sem supermercados.
Aliás, por que não instalam mais supermercados no nordeste para que o pessoal também
possa comer melhor? Em São Paulo a proporção é menor que no Rio. Ainda assim, o Jum-
bo, da cadeia do Pão de Açúcar, oferece quase 70.000 tipos de produtos. Os supermerca-
dos praticamente têm de tudo. Alguns tem até desabamento.
Os supermercados transformaram os hábitos de venda. Terminaram com os ven-
dedores. O que foi melhor pra eles. Com menos gente vendendo, sobra mais gente pra
comprar. E como se compra! Positivamente, isto aqui não é uma sociedade de lazer. Por
enquanto, é do comer. Sem os vendedores, acabaram as conversas e as pechinchas. O
supermercado é um dos poucos lugares onde não se pode dizer não à inflação. Não tem
a quem.
A única figura disponível para uma conversinha é a caixa. Mas seu trabalho diário ba-
tendo alucinadamente naquelas teclas da registradora, já as transformou em verdadeiros
autômatos. As caixas falam por números. Alguns sociólogos explicam que a presença de
toda a família é a forma de exercitar a conversa. Outros admitem que a família se reúne
para ir a um supermercado porque a família que compra unida continua unida. A grande
maioria dos estudiosos, porém, prefere acreditar que o supermercado seja um programa
tão atraente quanto um circo ou um parque de diversões. É também no supermercado
que os garotos tiram as frustrações do automóvel, dirigindo os carrinhos de compras.
Os garotos gostam tanto de dar trombadas no alheio que, no ano passado, quando
minha irmã perguntou ao filho o que ele queria de Natal, ele respondeu : um carrinho de
supermercado.
Há horários em que os carrinhos – com ou sem garotos - congestionam comple-
tamente os corredores. Já era tempo de colocar guardas de trânsito pelas esquinas dos
supermercados para evitar batidas, engarrafamentos e principalmente que as madames
larguem os carrinhos no meio do corredor para ir buscar seu feijão do outro lado.

(Carlos Eduardo Novaes)

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Português
1) “Alguns sociólogos explicam que a presença de toda a família é a forma de exercitar a conver-
sa” De acordo com os sociólogos:
a) A comunicação em família, no lar, esta cada vez mais difícil.
b) O supermercado oferece maiores condições para as amizades.
c) O supermercado facilita a conversa, porque evita as discussões.
d) O silencio dos supermercados favorece o entendimento dos homens.
e)  A  troca  de  ideias  quanto  às  compras  no  supermercado,  estabelece  maior compreen-
são ente os familiares.

2) A única afirmativa CORRETA, de acordo com o texto é:
a) As compras de impulso são mais comuns entre as mulheres.
b) Os supermercados são verdadeiros circos e parques.
c) As compras de impulso estão sujeitas à disponibilidade de dinheiro.
d) Os nossos antepassados não se alimentavam bem pois não dispunham de supermer-
cados.
e) A instalação de supermercados no nordeste resolveria os problemas de fome naquela região.

3) De acordo com texto a única alternativa FALSA é:
a) Os supermercados não favorecem o combate a inflação.
b) A classe média sempre se beneficia com as compras de impulso.
c) A família reunida nos supermercados dá expansão as suas conversas.
d) A ausência de vendedores nos supermercados evita o decréscimo no preço das mer-
cadorias.
e) As compras de impulso raramente ocorrem abaixo da classe média, por se tratar de pes-
soas de minguado poder aquisitivo.

4) A única passagem que não denota ironia é:
a) “( ) Alguns tem até desabamento.”
b) “( ) ...  comendo até sair pelos ouvidos.”
c) “( ) ...  ele respondeu: um carrinho de supermercado
d) “( ) E os de venda difícil são colocados à altura dos olhos”

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Português
e) “( ) ...  a família que compra unida continua comendo unida”

5) De acordo com o texto lido, compras de impulso são uma particularidade de :
a) Donas de casa sem lista de compras;
b) Maridos tentando colaborar com a prática do supermercado;
c) Crianças desmioladas e sem controle dos pais;
d) Donas de casa consumistas;
e) Irmãos mais velhos e sem juízo.

6) A assertiva abaixo que confirma o poder de oferta em 100% é:
a) Os supermercados praticamente têm de tudo. Alguns têm até desabamentos.
b) A única figura disponível para uma conversinha é o caixa.
c) O Jumbo, da cadeia do Pão de Açúcar, oferece quase 70.000 tipos de produtos.
d) Na zona sul o que mais vende é enlatados.
e) O Nordeste carece de supermercados.

Suporte: Jornal

Propaganda a ser limitada
É grande a força do lobby de cervejarias, TVs e agências de propaganda. Mais uma
vez, conseguiu evitar que a publicidade de cervejas fosse equiparada à das demais bebidas
alcoólicas e proibida das 6h às 22h.
O projeto de lei do Executivo restituindo um pouco de lógica à legislação que regula
a propaganda de álcool estava pronto para ser votado. Mas um acordo entre parlamenta-
res e governo conseguiu retirar a urgência da proposta, que agora fica sem prazo para ir ao
plenário. A julgar pelos precedentes, isso dificilmente ocorrerá antes dos Jogos Olímpicos
de Pequim, em agosto, ou quem sabe da Copa de 2014.
Em termos de saúde pública e ciência, não há justificativa para tratar a publicidade
de bebidas alcoólicas de qualquer gradação de forma diversa da do tabaco, que é vedada
quase totalmente.
O álcool é uma droga psicoativa com elevado potencial para provocar depen-
dência. Estudo da Organização Mundial da Saúde atribui ao abuso etílico 3,25% das
mortes ocorridas no planeta (cerca de 1,8 milhão de óbitos anuais). Metade delas tem
como causa doenças, e a outra metade, ferimentos. No Brasil, dados da Secretaria Na-
cional Antidrogas (2005) apontam que 12,3% da população entre 12 e 65 anos pode
ser considerada dependente.

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45
Português

Não se trata de proibir o consumo de álcool, mas esses números deixam claro, por
outro lado , que ninguém deveria ser estimulado a beber. A propaganda é uma atividade
legítima para a esmagadora maioria dos produtos e serviços existentes. O caso das drogas
lícitas é uma exceção. A Constituição Federal, em seu artigo 220, prevê restrições a esse
tipo de publicidade.
Não faz, portanto, sentido a campanha que a Associação Brasileira de Publicidade
mantém desde o final de abril afirmando que a restrição à publicidade de cervejas teria o
mesmo efeito que proibir “a fabricação de abridores de garrafa”.
Louvar as virtudes reais ou imaginárias de abridores de garrafa não costuma levar
jovens a consumir quantidades crescentes de drogas psicotrópicas. Já a propaganda de
cerveja o faz.

(Folha de São Paulo, 11/05/2008.Licenciado por Folhapress.)

1) Qual é o tema abordado pelo editorial?

2) Por que esse tema estava sendo debatido no Brasil naquele momento?

3)  Segundo o texto qual é o motivo de esse projeto não ter sido votado e entrado em acordo?

4)  Coloque (F) para falso e (V) para verdadeiro:
( ) O editorial tem uma estrutura geralmente simples. Apresenta a tese (que apresenta
o ponto de vista do jornal), o desenvolvimento do tema através de argumentações e con-
clusão .
( ) Um editorial precisa necessariamente apresentar argumentos consistentes.
( ) Esse gênero privilegia a impessoalidade.
( )  A  conclusão  geralmente  apresenta  uma  síntese  das  ideias  expostas  para  a solu-
ção do problema abordado.

5)  Segundo o editorial, a votação do Projeto de lei não ocorrerá antes dos Jogos Olímpicos de Pe-


quim ou da Copa de 2.014. Por que o jornalista deduz isso?

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Português
6) Cite quais são as principais características do editorial? Considere a finalidade do gênero, per-
fil dos interlocutores, suporte ou veículo, tema, estrutura e linguagem.

7)  Quais são os principais interessados em manter na mídia a publicidade das cervejarias?

8)  Explique o último parágrafo do texto.

9) Comente o trecho sublinhado no texto.

10) O texto nos remete a uma realidade combatida todos os dias. O que recentemente foi propos-
ta de redação do ENEM./2013. Comente sobre a Lei Seca no Brasil. (Parágrafo dissertativo).

TEXTO I

Papos
_ Me disseram...
_Disseram-me.
_Hein?
_O correto é “disseram-me”. Não, “me disseram”.
_Eu falo como quero. E te digo mais ...  ou é “digo-te?”- O quê?
_Digo-te que você ...
_O “te” e o “você” não combinam.
_ Lhe digo?
_Também não. O que você ia me dizer?(...)
_Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender.
_Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
_Pois esqueça-o e para-te.Pronome no lugar certo é elitismo!
_Se você prefere falar errado...
_Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?

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Português

_No caso. Não sei.
_Ah! Não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
_Esquece.
_Não. Com “esquece” ? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou
“esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
_Depende.
_Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesse. Mas não sabes-o.
_Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
_Agradeço-lhe a permisão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais
dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
_Por quê?
_Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

VERÍSSIMO.Luís Fernando, Comédias para se ler na escola. RJ. 2001.

14. QUESTÕES

1)  Uma das estratégias do narrador, no desenvolvimento da história, é explorar a contradi-


ção de um dos personagens. Retire do texto um exemplo dessa estratégia.

2)  No texto de Luís Fernando Veríssimo, um dos personagens critica o uso dos pronomes oblí-
quos falados por outro personagem. Sobre o texto, pode-se afirmar que: (0.5)
a) O autor quis criticar a gramática normativa sobre o uso dos pronomes.
b) Os dois personagens do texto são intransigentes quanto ao uso da norma padrão da língua.
c) Um dos personagens acha inaceitável o uso da mesóclise durante um papo.
d) O dois personagens conhecem bem as regras de uso de colocação pronominal.
e) O autor, em forma de zombaria, critica o uso da norma padrão em situação de oralidade.

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Português
3)  “... Pronome no lugar certo é elitismo!”. RELACIONE  norma  padrão  e  elitismo. (1.0)

4)  As construções “Matar-lhe-ei-te”, “sabes-lo”, “Ensines-lo-me” e “esquecilo” não exis-
tem em português, nem na norma culta e muito menos na norma popular. No texto, portan-
to, elas têm uma função especial, que é: (0.5)
a) Demonstrar que as regras de colocação pronominal são irrelevantes.
b) Identificar as características do personagem: ele é chato e gosta de parecer elitista.
c) Ironizar o falso conhecimento que o outro personagem tem das regras de colocação pro-
nominal.
d) Satirizar as pessoas que falam errado.
e) Provocar um efeito de humor com as dificuldades do personagem.

5) O texto de Luís Fernando Veríssimo é uma crônica ficcional que tem como finalidade demons-
trar que: (0.5)
a) A boa comunicação depende da colocação pronominal.
b) Cada pessoa tem o direito de usar a língua como bem entender.
c) A preocupação excessiva com a gramática pode prejudicar a comunicação.
d) As regras de colocação pronominal são muito difíceis.
e) O aprendizado das regras gramaticais é muito importante.

Disponível em: <http://cargocollective.com/ricardosantiago/jamoto>

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Português

TEXTO II: “As motos Flex da Honda emitem menos gás carbônico e são mais econô-
micas na hora de abastecer. A natureza agradece. O seu bolso também.”

6)  RELACIONE o símbolo “CO” com a palavra “ECONOMIZE” no plano da divulgação.

7) Para anunciar a marca a uma postura ecológica, o anunciante se vale de certas estratégias.
I. Associação do símbolo do dióxido de carbono ao principal apelo da mensagem Economize.
II. Argumentação a favor da diminuição da emissão de gás carbônico.
III.Utilização da frase: “A natureza agradece” , que enaltece o anunciante.
IV.Emprego do enunciado. “No trânsito, somos todos pedestres”.
Estão corretas, apenas a alternativa...
a)  I , III, IV
b)  I, II, III
c)  I, II, IV
d)  II, III, IV

A era da falta d’água
Uma previsão catastrófica marca o colapso da água no mundo para o ano 2025. Foi
dada a largada para a corrida em busca de soluções. Veja o que se pode fazer para não en-
trarmos pelo cano
Por Claudio  Angelo,  Mariana  Mello  e  Maria  Fernanda  Vomero  colaboraram  Mô-
nica Rentschler,  de  Tóquio,  e  Daniel  Blumenthal,  de  Jerusalém  Se  você  se  comove
quando  vê  imagens  como  esta,  melhor  recolher  as  lágrimas  e  guardá-las.  Vai  piorar.
O  velho  pesadelo  dos  ambientalistas  de  que  as  reservas  mundiais  de  água  doce  vão
entrar  em  colapso  em  algum  momento  do  século  XXI  nunca  esteve  tão  próximo  de vi-
rar  realidade.  Um  estudo  das  Nações  Unidas  divulgado  este  ano  prevê  que  2,7 bi-
lhões  de  seres  humanos  -  45%  da  população  mundial  -  vão  ficar  sem  água  no  ano
2025. O problema já afeta 1 bilhão de indivíduos, principalmente no Oriente Médio e nor-
te da África
Daqui a 25 anos, Índia, China e África do Sul deverão entrar na estatística
“Nesses lugares, as reservas deverão se esgotar completamente”, alerta o autor do
estudo,  o  geólogo  Igor  Shiklomanov,  do  Instituto  Hidrológico  Estatal  de  São Petersbur-
go, Rússia

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Português

O  precário  abastecimento  d’água  desses  lugares  vai  falir  por  vários  moti-
vos. “Nos últimos cinquenta anos, a população mundial triplicou e o consumo de água
aumentou  seis  vezes”,  sintetiza  o  ecólogo  paulista  José  Galizia  Tundisi,  do  Institu-
to Internacional  de  Ecologia.  Com  a  população  cresce  também  a  agricultura,  a ativida-
de  humana  que  mais  consome  o  líquido.  “Os  países  em  desenvolvimento  vão aumen-
tar seu uso de água em até 200% em 25 anos”, disse Shiklomanov à SUPER
Gente demais já basta para tornar a situação aflitiva em um terço do planeta. Para
piorar,  a  saúde  dos  rios  -  as  principais  fontes  de  água  doce  da  Terra  -  está  piorando.
Metade  dos  mananciais  do  planeta  está  ameaçada  pela  poluição  e  pelo assoreamen-
to. Só a Ásia despeja anualmente em seus cursos d’água 850 bilhões de litros de esgo-
to. E cada litro de sujeira num rio inutiliza 10 litros da sua água. 
“A humanidade sempre tratou a água como um recurso inesgotável”, explica o hi-
drogeólogo  Aldo  Rebouças,  da  Universidade  de  São  Paulo  (USP).  “Estamos descobrin-
do, da pior forma possível, que não é bem assim.”
As previsões são turvas, é verdade. Só que não estamos inexoravelmente condena-
dos a entrar pelo cano. Os mananciais degradados podem ser despoluídos.
Novas técnicas de tratamento cada vez mais reutilizam a água do esgoto em países
desenvolvidos. Melhoraram, bastante, as condições técnicas e econômicas para a explora-
ção de fontes alternativas, como a dessalinização da água do mar.
E nem só processos caros e sofisticados oferecem soluções para a crise.
É  o  caso  da  remota  vila  de  Baontha-Koyala,  no  noroeste  da  Índia.  Seus  habitan-
tes não tinham uma gota d’água para beber até meados da década de 80. No final dos
anos  90,  recuperaram  seus  lençóis  subterrâneos  e  o  principal  rio  da  região  voltou  a
ter  água.  O  que  fizeram?  Simples.  Cavaram  poços  no  quintal  das  casas  para reco-
lher água de chuva. É o óbvio. Mas ninguém havia feito antes. O exemplo serve para o Nor-
deste brasileiro. É só usar a cabeça.

Disponível em : super.abril.com.br/ciencia/a-era-da-falta-dagua. Acessado em 09.01.2016

A propósito do texto:

1-  Copie as principais informações de cada parágrafo. Lembre-se de que nem todos os perío-


dos que formam os parágrafos apresentam informações essenciais. Agora, responda:
a) Qual é o principal fato transmitido pelo texto?
b) Qual é a sua causa?
c) Quais são as consequências desse fato?

2-  Sabendo  que  eco  –  significa  “causa,  meio  ambiente”,  hidro-  significa  “água”, geo  –  ter-
ra, e logo “ o que estuda”, tente explicar o que fazem um hidrogeólogo e um ecólogo. Há, no quar-

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Português
to parágrafo, algumas expressões que jornalistas usam com objetivo de aproximar-se do leitor. Trans-
creva-as e explique por que elas foram estrategicamente escolhidas para falar do assunto em questão.

3- Substitua as palavras em destaque por sinônimos:


a) “... as reservas mundiais de água doce vão entrar em colapso em algum momento do sé-
culo XXI ...”
b) “O precário abastecimento d’água desses lugares vai falir”
c) “ A humanidade sempre tratou a água como um recurso inesgotáveis...”
d) “Só que não estamos inexoravelmente condenados a entrar pelo cano.”

4- Com base na tirinha, qual das ações apresentadas é avaliada NEGATIVAMENTE pelo persona-
gem, em decorrência da seca?
a) Cutucar o nariz
b) Olhar o céu azulão
c) Ver ipês floridos
d) Usar umidificador

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Português
5- A tirinha abaixo foi dividida em três quadros:
Qual das alternativas apresenta um trecho de uma musica que corresponde CORRETAMEN-
TE ao quadro indicado entre colchetes?

a) “A vida aqui só é ruim / Quando não chove no chão / Mas se chover, dá de tudo / Fartu-
ra tem de porção”. (Luiz Gonzaga) – [Correspondente ao quadro 2]

b) “Fogo, fogo de artifício / Quero ser sempre o menino / As estrelas deste mundo, Xan-
gô / Ai, São João, Xangô menino” (Caetano Veloso)– [Correspondente ao quadro 3]

c) “Olha pro céu, meu amor! / Veja como ele esta lindo ! / Olha para aquele balão multicor /
Que La no céu vai sumindo!” (Luiz Gonzaga) – [Corresponde ao quadro 2]

d) “Ver a terra rachada, amolecendo / A terra antes pobre, enriquecendo / O milho pro céu apon-
tando / O feijão pelo céu enramando!” (Gonzaga Jr) [ Corresponde ao quadro 1] 52

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Português

Detalhes
O  velho  porteiro  do  palácio  chega  em  casa,  trêmulo.  Como  sempre  que  tem  bai-
le no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas desta vez ele nem
olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Ati-
ra-se na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole de bebida, pelo gargalo.
— Helmuth, o que foi? —  Espera, Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
— Conta,  homem!  O  que  houve  com  você?  Aconteceu  alguma  coisa  no  bai-
le? — Co-começou  tudo  bem.  As  pessoas  chegando,  todo  mundo  de  gala,  todos  com
convite,  tudo  direitinho.  Sempre  tem,  é  claro,  o  filhinho  de  papai  sem  convite  que
quer levar na conversa, mas já estou acostumado. Comigo não tem conversa. De repen-
te, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três pa-
relhas  de  cavalos  brancos.  Cavalões!  Elefantes!  De  dentro  da  carruagem, sal-
ta  uma  dona.  Sozinha.  Uma  beleza.  Eu  me  preparo  para  barrar  a  entrada  dela
porque mulher desacompanhada não entra no baile do palácio. Mas essa dona tão boni-
ta, tão sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
— Co-começou  tudo  bem.  As  pessoas  chegando,  todo  mundo  de  gala,  to-
dos  com convite,  tudo  direitinho.  Sempre  tem,  é  claro,  o  filhinho  de  papai  sem  con-
vite  que quer  levar  na  conversa,  mas  já  estou  acostumado.  Comigo  não  tem  conver-
sa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada
por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! De dentro da carruagem, sal-
ta  uma  dona.  Sozinha.  Uma  beleza.  Eu  me  preparo  para  barrar  a  entrada  dela por-
que  mulher  desacompanhada  não  entra  no  baile  do  palácio.  Mas  essa  dona  tão boni-
ta, tão sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
— Bom, Helmuth. Até aí..
— Espera.  O  baile  continua.  Tudo  normal.  Às  vezes  rola  um  bêbado  pela esca-
daria, mas nada de mais.  E então bate a meia-noite. Há um rebuliço na porta do palá-
cio.  Olho  para  trás  e  vejo  uma  mulher  maltrapilha  que  desce  pela  escadaria, corren-
do. Ela perde uma sapato. E o príncipe atrás dela.
— Bom, Helmuth. Até aí..
— Espera.  O  baile  continua.  Tudo  normal.  Às  vezes  rola  um  bêbado  pela esca-
daria, mas nada de mais.  E então bate a meia-noite. Há um rebuliço na porta do palá-
cio.  Olho  para  trás  e  vejo  uma  mulher  maltrapilha  que  desce  pela  escadaria, corren-
do. Ela perde uma sapato. E o príncipe atrás dela.
— O  príncipe? — Ele  mesmo.  E  gritando  para  mim  segurar  a esfarrapada.  “Segu-
ra! Segura!” Me preparo para segura-la quando ouço uma espécie de “vum” acompanha-
do de um clarão. Me viro e..
— E o quê, meu Deus? O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
—  Você não vai acreditar.
— O príncipe?

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Português

— Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura! Segura!” Me


preparo para segura-la quando ouço uma espécie de “vum” acompanhado de um cla-
rão. Me viro e..
— E o quê, meu Deus? 186 O A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transforma-
do numa abóbora.
— Numa o quê? — porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
— Você não vai acreditar.
— Conta! ___ Eu disse que você não ia acreditar.
— Uma abóbora? ___ E os cavalos em ratos.
— Helmuth..
— Não tem mais aguardente? — Acho que você já bebeu demais por hoje.
— Juro que não bebi nada! — Esse trabalho no palácio está acabando com você, Hel-
muth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.

VERÍSSIMO, L. F. O analista de Bagé. 100. ed. Porto Alegre: L&P Editora.

Pronomes de Tratamento para serem observados em correspondência técnica


observando abreviaturas

Fonte: Elaborado pelo autor

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Português
Correspondência técnica. (Proposta do portfólio)
Correspondência  é  uma  forma  de  comunicação  escrita  estabelecida  ente pessoas  para  tra-
tar de assunto particulares , empresariais ou oficiais.
As correspondências oficiais e empresariais obedecem a certos parâmetros técnicos e por isso re-
cebem o nome de correspondências técnicas, sendo objeto deste estudo.
Nota: A correspondência técnica exige: objetividade, concisão, clareza, elegância , coerência,-
cortesia, tudo isso amparado pela correção linguística e pela simplicidade de estilo.

Orientações para apresentação de trabalhos acadêmicos:

1. Capa

2. Folha de rosto

3. Dedicatória

4. Agradecimentos.

5. Sumário

6. Introdução

7. Desenvolvimento

8. Conclusão

9. Bibliografia

1. CAPA : É a primeira folha do trabalho e tem como objetivo protegê-lo. Deve conter da-
dos do(s) autores e título. Pode trazer ilustrações.
2. FOLHA DE ROSTO: Apresenta o(s) nome(s) do(s) autor(es), o título, local e ano.
Deve conter informações sobre a apresentação do trabalho (nome da disciplina, do pro-
fessor orientador e da escola).
3. e 4 . DEDICATÓRIA OU AGRADECIMENTO: São partes opcionais do trabalho. O agradeci-
mento é feito a pessoas que ajudaram diretamente na execução do trabalho. A dedica-
tória é livre.

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Português

5. SUMÁRIO/SUMARIZAÇÃO: Enumeração dos capítulos e subdivisões, apresenta-


dos na mesma ordem e grafia com que aparecem no texto. O sumário corresponde ao es-
quema elaborado para desenvolvimento do trabalho.
6. INTRODUÇÃO: É a apresentação ou exposição do trabalho. É a parte na qual se situa o lei-
tor diante do assunto que irá ler, mencionando os principais itens e traçando os objeti-
vos.
7. DESENVOLVIMENTO: É a parte na qual se desenvolve o assunto a ser tratado . É onde ex-
pomos os itens inicialmente destacados, analisando-os detalhadamente.
8. CONCLUSÃO: É a síntese do trabalho, onde expomos uma opinião crítica do assunto tra-
tado.
9.  BIBLIOGRAFIA:  Registro  dos  documentos  consultados  escrito  em  ordem alfabéti-
ca por sobrenome do autor.

Proposta prática: Elaboração de uma capa / folha de rosto e dedicatória acerca de um as-
sunto da escolha do aluno.

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
Para a apresentação de todos os trabalhos acadêmicos são adotadas as recomendações de pa-
dronização e formatação contidas na NBR 14724 (ABNT, 2005).

1. Papel

A digitação deverá ser em papel branco, formato A4 (21,0 cm X 29,7 cm), sempre no ante-
verso (frente) das folhas, tendo como única exceção a folha de rosto, onde, opcionalmen-
te, deve ser colocada no verso a ficha catalográfica do trabalho.

2. Capa
Elemento obrigatório: A capa deve conter centralizada na folha:
• Nome da Instituição (fonte 14)
• Autoria (fonte 14)
• Título do trabalho (fonte 16)
• Subtítulo se houver (fonte 14)

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

57
Português
• Cidade da publicação (fonte 14)
• Ano (fonte 14)

3. Folha de rosto
3.1.2 Folha de rosto
Elemento obrigatório Autor: Nome do autor completo, centrado no alto da folha de rosto,
margem vertical de 3,0 cm (fonte 14).
Título: Centro da página (fonte tamanho 16), quando houver subtítulo separar por dois pon-
tos e usar ( fonte 14) para o subtítulo.
Notas de apresentação: Tabulação: 7 tab – tamanho da fonte: 10 Local:Cidade da institui-
ção onde deve ser apresentado: (fonte 14) Ano de depósito: Entrega (fonte 14)

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

58
Português
4. Sumário
Elemento obrigatório identificado pela palavra “sumário”, escrita em letras maiúscu-
las e centrado. Obedece à margem mínima de 3,0 cm.
Os títulos de partes ou capítulos são indicados em letras maiúsculas e apenas a inicial mai-
úscula para os títulos das subdivisões dos capítulos e partes.
Os itens ou elementos pré-textuais (anteriores ao texto) não devem fazer parte do sumá-
rio. Deve ser colocado como último elemento pré-textual (antes do texto da pesquisa)
Os indicativos das seções devem ser alinhados à esquerda.

Fonte: print sreen do aplicativo operacional Windows

5. Texto
5.1. Fonte
Arial ou Times New Roman Escolhidas a fonte, ela deverá ser utilizada para todo o traba-
lho, incluindo notas de rodapé, citações e titulações.
Tamanho: 12
Cor: Automática
O tamanho da fonte deverá ser 12 para o desenvolvimento do texto, 10 para citações lon-
gas (mais de três linhas), paginação, notas de ilustração, rodapé e outras notas e 14 para tí-
tulos. A impressão do trabalho deverá ser em cor preta. Somente poderão ser utilizadas co-
res para as ilustrações.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

59
Português
5.2. Parágrafo.
Parágrafo – o texto inicia-se a 2,0 cm a partir da margem esquerda e não é dado espaço en-
tre um parágrafo e outro.
Menu formatar – Parágrafo – Recuo – Especial de primeira linha – 2,0 cm

5.3. Espaçamento entre linhas


O texto de todo o trabalho deve ser digitado com espaçamento entrelinhas 1,5 (um e
meio). As citações longas e as notas de rodapé deverão ser digitadas com espaçamento sim-
ples nas entrelinhas, dentro do corpo do trabalho.
Externo ao corpo do trabalho, as referências bibliográficas, as legendas de ilustrações, a fi-
cha catalográfica, as tabelas e a nota de apresentação da folha de rosto deverão ser produ-
zidas com espaço simples.
Menu formatar – Parágrafo - Espaçamento – entre linhas – 1,5

5.4 Paginação e margem


Menu arquivo - configurar página
Superior e esquerda = 3 cm
Inferior e direita = 2 cm

Fonte: print sreen do aplicativo operacional Windows

Numeração da página
Para o trabalho a nível acadêmico, todas as folhas a partir da folha de rosto devem ser con-
tabilizadas. A numeração deve ser realizada com algarismos arábicos, situada no canto su-
perior à direita da folha, a 2,0 cm a partir da borda superior e da borda direita. Em traba-
lhos que apresentam mais volumes, deve-se manter a numeração sequencial das páginas.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

60
Português
5.5 Títulos das seções e subseções
Os títulos das seções e subseções precisam ser fragmentadosdos do texto por dois espaços
de 1,5cm de entrelinhas, tanto da parte anterior quanto superior do texto.
Não se pode utilizar pontuação no final do título da seção ou subseção.

6. Ilustrações (Figuras ou fotos), gráficos e tabelas


Deverão ser inseridos sempre em uma caixa de texto

7. Referências
Elemento obrigatório. É um conjunto de elementos que permitem a identificação de pu-
blicações, no todo ou em parte. Esses elementos podem ser essenciais ou complementa-
res e são extraídos do documento que estiver sendo referenciado. Os elementos essen-
ciais são informações indispensáveis à identificação do documento e, quando necessário, vêm
acrescidos de elementos complementares (informações acrescentadas para melhor carac-
terizar os documentos).
Ao final do trabalho, as identificações de todas as fontes efetivamente utilizadas na realiza-
ção do trabalho serão organizadas em uma lista alfabética denominada “referências”.

Dica O embasamento teórico é muito importante para realizar o trabalho acadê-


mico e ser considerado científico. Assim, as obras consultadas devem fazer parte das refe-
rências bibliográficas, pois, sem elas, o trabalho perde o caráter científico.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

61
Português

Bibliografias para internet


Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Glicemia. Acesso em 20/08/2013 ás 15:03h.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

62
Português
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

MARTINS, Silveira. Português Instrumental;

SAORA, Luzzato Beltrão. Correspondência;

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da Língua Portuguesa;

TAKAZAKI, Heloisa Harue. Língua Portuguesa.

Textos atuais (jornais, revistas , periódicos e outros portadores de textos.

SAMENTO, Leila Lauar. Português: leitura, produção e gramática.

Robson Trindade da HELLOU , Giórgia. Língua Portuguesa.

NEGROMONTE, Ronaldo. Estratégias de sobrevivência no mundo do trabalho:10 dicas para você


vender seu peixe.

Relação de Filmes sugeridos para intertextualização : após cada textos

GRAMÁTICA: texto, reflexão e uso/ Willian Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. - 3.ed. re-
form -São Paulo : Atual ,2008

MARCUSHI, L. A. Gêneros textuais; constituição e práticas sociais. São Paulo; Cortez, (no prelo)

SCHNEUWLY, B. E DOLZ, J. Os gêneros escolares – das práticas escolares aos objetos de ensino. Re-
vista Brasileira de Educação 11:5-6,1999.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

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Português

Fonte: Imagem publicada no periódico do Colégio Edna Roriz.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

64
Português

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

65
Português

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

66
Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1

INFORMÁTICA
Informática

Sumário

Acessando o Word................................................................................................. 69
enu controles.................................................................................................................................. 69
M
Barra de ferramentas de acesso rápido . ........................................................................................... 70
Barra de título.................................................................................................................................... 70
Botão ajuda ....................................................................................................................................... 70
Barra de status . ................................................................................................................................. 71
Área do documento . ......................................................................................................................... 71
Guia arquivo ...................................................................................................................................... 71
Novo................................................................................................................................................... 71
Documentos recentes........................................................................................................................ 71
Fechar................................................................................................................................................. 72
Abrir: ................................................................................................................................................. 72
Para salvar ......................................................................................................................................... 72
Dicas: ................................................................................................................................................. 72
Exemplo ............................................................................................................................................. 73
Trabalhos acadêmicos........................................................................................................................ 73
Sumário.............................................................................................................................................. 75
Texto................................................................................................................................................... 76
Parágrafo............................................................................................................................................ 77
Espaçamento entre linhas ................................................................................................................. 77
Paginação e margem – menu arquivo – configurar página................................................................ 77
Numeração da página........................................................................................................................ 79
Títulos das seções e subseções.......................................................................................................... 79
Ilustrações (figuras ou fotos), gráficos e tabelas................................................................................ 79
Referências......................................................................................................................................... 79
Dica..................................................................................................................................................... 80
Bibliografia para internet................................................................................................................... 80

Acessando MS-Power Point................................................................................... 81


A tela do Powerpoint.......................................................................................................................... 81

Iniciando o Excel.................................................................................................... 97

Acessando o Publisher......................................................................................... 108

Referências bibliográficas:................................................................................... 115

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

68
Informática

Acessando o Word
ACESSANDO O WORD
Acione o botão “Iniciar” através das teclas CTRL + ESC. Na sequência, utilize a seta para baixo
até localizar a lista de todos os programas (ou menu Programas).
Acione o botão “Iniciar” através das teclas CTRL + ESC. Na sequência, utilize a seta para baixo até
localizar a lista
Depois, de todos
acione a setaospara
programas (ou encontrar
baixo até menu Programas).
a opção “Microsoft Office”. Pressione mais
Depois, acione a seta para baixo até encontrar a opção “Microsoft Office”. Pressione mais uma
vez uma
a setavez a seta
para para
baixo baixoaté
e desça e desça até encontrar
encontrar “Microsoft
“Microsoft Office
Office Word Word
2010”, que2010”,
deveráqueserdeverá
escolhida
pressionando-se
ser escolhida ENTER.
pressionando-se
pressionando se ENTER.

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Logo
Logo que
que abrimos
abrimos o Word,
o Word, umum documento
documento é criado
é criado automaticamente
automaticamente com
com o nome
o nome dede
“Documento 1”, e uma janela surge, a qual será descrita abaixo:
“Documento
Documento 1”, e uma janela surge, a qual será descrita abaixo:
Menu Controles
Acionando o botão do Word (ao pressionar ALT da esquerda simultaneamente com a barra de
espaços e usando as setas para cima e para baixo) aparecerão no canto superior esquerdo funções
como: Restaurar,
Menu Minimizar, Maximizar, Fechar, entre outras, que são as principais ações de controle
Controles
da janela do Word. Os controles da janela servem para minimizar (deixando visível apenas uma tarja
comAcionando
o nome daojanela
botãono
botão docanto
Wordinferior da janela),
(ao pressionar ALTmaximizar (ficando
da esquerda do tamanho dacom
simultaneamente tela), restaurar
a barra
(pode ser redimensionada conforme a necessidade) e fechar (fechar a janela). Atalho para: Restaurar
de espaços e usando as setas para cima e para baixo) aparecerão no canto superior
janela: ALT + F5. Para maximizar: CTRL + F10.
esquerdo funções como: Restaurar, Minimizar, Maximizar, Fechar, entre outras, que são as
principais ações
açõe
Fundação s de controle
de Educação da janela
para o Trabalho doGerais
de Minas Word. Os Técnico
– Curso controles da janela
em Segurança servem– Etapa
do Trabalho para 1
(deixando visível apenas uma tarja
minimizar (deixando 69 com o nome da janela no canto inferior da
janela),
janela), maximizar (ficando
maximizar (ficando do
dotamanho da tela),
tamanho restaurar
da tela), (pode ser(pode
restaurar redimensionada
ser redimensionada
conforme a necessidade) e fechar (fechar a janela). Atalho para: Restaurar janela: ALT + F5.
conforme a necessidade) e fechar (fechar a janela). Atalho para: Restaurar janela: ALT + F5.
Para maximizar: CTRL + F10.
Para maximizar: CTRL + F10. Informática

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Barra de Ferramentas de Acesso


Barra de Ferramentas de AcessoRápido
Rápido

Ao trabalhar em um
Ao trabalhar documento,
em um documento, você executa
você executa algumas
algumas açõesações que
que são sãoougerais
gerais ou repetitivas e,
repetitivas
por padrão, quando
e, por padrão, quando o Pacote Office é instalado, os botões que aparecem nessa barra sãoos seguintes:
o Pacote Office é instalado, os botões que aparecem nessa barra são
Salvar, Desfazer
BarraosdeeFerramentas
Refazer. Parade acionar
Acesso está barra tecle ALT, em seguida SHIFT + TAB, e navegue com a
Rápido
seguintes: Salvar, Desfazer e Refazer. Para acionar está barra tecle ALT, em seguida SHIFT
seta para a direita pelos botões - para acioná-los tecle ENTER
+ TAB, e navegue com a seta para a direita pelos botões - para acioná-los tecle ENTER
Ao trabalhar em um documento, você executa algumas ações que são gerais ou repetitivas
e, por padrão, quando o Pacote Office é instalado, os botões que aparecem nessa barra são
os seguintes: Salvar, Desfazer e Refazer. Para acionar está barra tecle ALT, em seguida SHIFT
+ TAB, e navegue com a seta para a direita pelos botões - para acioná-los tecle ENTER
Barra de Título

Mostra o título do programa e o nome do documento ((arquivo)


arquivo) que está aberto atualmente.
Pressione o número 0 do teclado numérico para que o Virtual Vision leia essas informações.
Barra dedeTítulo
Barra Título

Mostra
Mostra o título
o título do programa
do programa e o enome
o nome do documento
do documento (arquivo)
((arquivo)
arquivo) que que
está está aberto
aberto atualmente.
atualmente.
Pressione o número 0 do teclado numérico para que o Virtual Vision leia essas informações.
Pressione o número 0 do teclado numérico para que o Virtual Vision leia essas informações.

Botão Ajuda

locall (salva no computador). Pressione ALT, seta para a


Acessa a ajuda do Office.com ou a loca
Botão Ajuda
direita até a opção Ajuda, em seguida tecle ENTER e navegue com o TAB sobre as
Acessa a ajuda do Office.com ou a local (salva no computador). Pressione ALT, seta para a direita
atéBotão Ajuda
informações
a opção encontradas.
Ajuda, em seguidaUm atalho
tecle rápido
ENTER é a tecla
e navegue comde ofunção F1. as informações encontradas.
TAB sobre
Um atalho rápido é a tecla de função F1.
locall (salva no computador). Pressione ALT, seta para a
Acessa a ajuda do Office.com ou a loca
direita até a opção Ajuda, em seguida tecle ENTER e navegue com o TAB sobre as
informações encontradas. Um atalho rápido é a tecla de função F1.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

70
Barra de status

Está localizada na margem inferior da tela e mostra informações sobre o documento, tais
Informática
Barra de status
Barra
Estáde status na margem inferior da tela e mostra informações sobre o documento, tais
localizada
Estáolocalizada
como número da na página,
margemtotal
inferior da tela eemostra
de páginas informações
de palavras sobre
no texto, o documento,
além tais como
da página atual.
o número da página, total de páginas e de palavras no texto, além da página atual. Pressione o número
Pressione
9 do o número para
teclado numérico 9 do confirmar
teclado numérico para confirmar estas informações.
estas informações.

Área
Área dododocumento
documento

Local nonoqual
Local qualosostextos
textos são digitados
digitadoseeeditados.
editados.Nesta
Nesta área
área existe
existe umauma
barrabarra vertical
vertical piscando,
chamada de cursor ou ponto de inserção. Qualquer caractere digitado será inserido à esquerda do
piscando, chamada de cursor ou ponto de inserção. Qualquer caractere digitado será
cursor.
inserido à esquerda do cursor.

Guia Guia Arquivo
Arquivo
Para acioná-la
acioná-latecle
tecleALT + A+e Anavegue
ALT com acom
e navegue seta apara
setabaixo
parapelas opções.
baixo pelasAbaixo descrevere-
opções. Abaixo
mos alguns de seus itens:
descreveremos alguns de seus itens:

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

NovoNovo
Esta opção abre uma janela para um novo documento. O modelo padrão é documento em bran-
Esta opção
co. Para abrir um abre uma janela
documento para um
em branco, novo documento.
pressione O modelo
ALT + A, desça padrão
na opção Novo ée documento
tecle ENTER em
duas
vezes.branco.
Atalho: Para
CTRL abrir
+ O. um documento em branco, pressione ALT + A, desça na opção Novo e

tecle ENTER duas vezes. Atalho: CTRL + O.


Documentos Recentes
Nesta área aparecerão
Documentos Recentes os últimos documentos abertos. Para acessar esta lista basta acionar o
guia Arquivo por meio das teclas Alt + A, descer até a opção recente, teclar ENTER, navegar com a seta
para baixo
Nestaeárea
paraaparecerão
cima até encontrar o documento
os últimos documentos desejado,
abertos.ePara
teclaracessar
ENTEResta
paralista
abri-lo.
basta acionar
o guia Arquivo por meio das teclas Alt + A, descer até a opção recente, teclar ENTER, navegar
com a seta para baixo e para cima até encontrar o documento desejado, e teclar ENTER para
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
abri-lo.
71

Fechar

Existem várias formas de encerrar o Word. Uma delas é por meio da guia Arquivo, “Fechar”.
Informática
Fechar
Existem várias formas de encerrar o Word. Uma delas é por meio da guia Arquivo, “Fechar”.
Pressione ALT + A, SHIFT + TAB, seta para a direita até o botão fechar e pressione ENTER. Caso haja
alguma alteração em seu documento que não tenha sido salva, aparecerá a seguinte mensagem: “Mi-
crosoft Word, deseja salvar as alterações em Documento 1?”. Use o TAB para navegar entre as opções
“Sim”, “Não” ou “Cancelar” e tecle ENTER para acionar a opção desejada. Atalho: CTRL + F4.
Abrir: Para acionar o botão Abrir acione a guia Arquivo teclando ALT + A. Em seguida desça
Abrir até a opção abrir e tecle ENTER. Aparecerá uma janela para que você procure o arquivo que
Para acionar deseja
o botão Abrir
abrir. acione
Navegue a guia
nesta Arquivo
tela com teclando
a tecla ALT + A. aEm
TAB até encontrar seguida
lista desça
de arquivos, até a opção
depois
abrir e tecle ENTER.navegue
Aparecerá
nessa lista com a seta para baixo e, ao encontrar o arquivo desejado, pressioneNavegue
uma janela para que você procure o arquivo que deseja abrir.
nesta tela com a tecla TAB até encontrar a lista de arquivos, depois navegue nessa lista com a seta
ENTER para carregá-lo. Atalho para abrir um documento: CTRL + A. Logo que abrimos o
para baixo e, ao encontrar o arquivo desejado, pressione ENTER para carregá-lo. Atalho para abrir um
documento: CTRL +Word, um documento é criado automaticamente com o nome de “Documento 1”, e uma
A. Logo que abrimos o Word, um documento é criado automaticamente com o
janela surge,
nome de “Documento 1”, e uma a qual será descrita
janela surge,abaixo:
a qual será descrita abaixo:

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Para salvar
Gravar um documento, vá para a guia Arquivo (ALT + A) e, em seguida, desça com a seta até a
opção “Salvar” e pressione ENTER. Vale lembrar que o documento é salvo com as alterações realizadas
até o presente momento, isto é, tudo o que você fizer depois não estará salvo enquanto não executar
esse procedimento novamente. Se for a primeira vez em que o documento será salvo, selecione o local
no qual ele será gravado, dê um nome e tecle ENTER. Atalho para salvar: CTRL + B.
Para salvar
Na instituição UTRAMIG deve se gravar os arquivos, imagens, mídias e emails na matrícula ca-
dastrada dentro deGravar um documento,
=>Computador vá para a de
= número guiamatrícula
Arquivo (ALT + A) e, em
287654 seguida, desça
(exemplo de um com a seta até
número de matrí-
cula). a opção “Salvar” e pressione ENTER. Vale lembrar que o documento é salvo com as
Quando vocêalterações
fechar erealizadas
abrir o arquivo novamente,
até o presente momento,eleisto
estará
é, tudodaoforma como
que você fizer estava quando foi
depois não
salvo pela última vez. O arquivo terá a extensão .docx, que é inserida automaticamente pelo Word.
estará salvo enquanto não executar esse procedimento novamente. Se for a primeira vez em
que o documento será salvo, selecione o local no qual ele será gravado, dê um nome e tecle
ENTER. Atalho para salvar: CTRL + B.
Dicas:
Na instituição UTRAMIG deve se gravar os arquivos, imagens, mídias e emails na matrícula
Para facilitar a busca por seus documentos, há algumas dicas quanto à nomeação de arquivos
cadastrada dentro de =>Computador = número de matrícula 287654 (exemplo de um
quando for salvá-los:
número de matrícula).

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

72
Informática

• Usar palavras-chave que facilitem a memorização.


• Digitar as iniciais em maiúsculas.
• Evitar preposições entre as palavras.
• Evitar acentos e cedilhas.
• Inserir datas, se necessário.

Exemplo
Se você for salvar um relatório semanal de atividades, um bom nome seria RelSemAtiv_12_ Dez.
Neste caso, o “12_Dez” é para identificar de qual semana é o relatório, sem precisar abri-lo.
Vamos salvar o documento que acabamos de digitar com o nome “Teste”.
É importantíssimo o hábito de manter o documento salvo, mas caso você se esqueça de salvar e,
por algum problema, o computador desligue ou trave inesperadamente, ainda há esperanças graças à
“Recuperação automática de arquivos”.

Trabalhos Acadêmicos
Para apresentação de todos os trabalhos acadêmicos, adotamos as recomendações de padroni-
zação e formatação contidas na NBR 14724 (ABNT, 2005).
1.1 Papel
1.1 Papel
A digitação
A digitação deverá ser emdeverá
papelser em papel
branco, branco,A4
formato (21,0A4
formato cm(21,0 cm xcm),
x 29,7 29,7 sempre
cm), sempre
na na (frente)das
(frente)
folhas, tendo como únicadasexceção à folha
folhas, tendo de única
como rosto,exceção
onde,àopcionalmente, deve
folha de rosto, onde, ser colocadadeve
opcionalmente, no ser
verso
a ficha catalográfica do trabalho.
colocada no verso a ficha catalográfica do trabalho.

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
1.2 Capa
73

Elemento obrigatório: A capa deve conter centralizada na folha:

Nome da Instituição (fonte 14)


Informática
1.2 Capa
Elemento obrigatório: A capa deve conter centralizada na folha:
Nome da Instituição.......... (fonte 14)
Autoria ............................. (fonte 14)
Título do trabalho............. (fonte 16)
Subtítulo se houver........... (fonte 14)
Cidade da publicação........ (fonte 14)
Ano.................................... (fonte 14)

1.3 Folha de Rosto


1.3 Folha de Rosto
Elemento obrigatório.
Elemento obrigatório.
1.3.1 Autor
Nome do autor completo,
1.3.1 Autor centrado no alto da folha de rosto, margem vertical de 3,0 cm, (fonte 14).

1.3.2 Título: Nome do autor completo, centrado no alto da folha de rosto, margem vertical de 3,0 cm,
(fonte 14).
Centro da página, (fonte tamanho 16), quando houver subtítulo separar por dois pontos e usar
(fonte 14) para o subtítulo.
1.3.2 Título:
1.3.3 Notas de apresentação
Tabulação: 7 Centro
tab. - da
tamanho da fonte:
página, (fonte 1016), quando houver subtítulo separar por dois pontos e
tamanho
usar (fonte 14) para o subtítulo.
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

74
Tabulação: 7 tab. - tamanho da fonte: 10

1.3.4 Local Informática


1.3.4 Local
Cidade da instituição onde deve ser apresentado (fonte 14)
Cidade da instituição onde deve ser apresentado (fonte 14)
1.3.5 Ano de depósito

1.3.5 Ano de depósito


Entrega (fonte 14)
Entrega (fonte 14)

Normas de Apresentação

Sumário
Elemento obrigatório identificado pela palavra sumário, escrita em letras maiúsculas e centrado.
Obedece à margem vertical mínima de 3,0 cm.
Os títulos de partes ou capítulos são indicados em letras maiúsculas e apenas a inicial maiúscula
para os títulos das subdivisões dos capítulos e das partes.
Os itens ou elementos pré-textuais não devem fazer parte do sumário.
Deve ser colocado como último elemento pré-textual.
Os indicativos das seções devem ser alinhados à esquerda.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

75
Deve ser colocado como último elemento pré-textual.

Os indicativos das seções devem ser alinhados à esquerda.

Informática

Tabulações

Posição de Tabulação: 13 cm

Alinhamento Direita ok

Caractere 2...

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows


TEXTO
1.4 Fonte
Arial ou Times New Roman.
Escolhida a fonte, ela deverá ser utilizada para todo o trabalho, incluindo notas de rodapé, cita-
ções e titulações.
Tamanho: 12
Cor: Automática
O tamanho da fonte deverá ser 12 para o desenvolvimento do texto, 10 para citações longas
(mais de três linhas), paginação, notas de ilustração, rodapé e outras notas e 14 para títulos. A im-
pressão do trabalho deverá ser em cor preta. Somente poderão ser utilizadas cores para as ilustrações.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

76
Informática
Parágrafo
O texto inicia-se a 2,0 cm da margem esquerda e não deve dar espaço entre um parágrafo e
outro.
Menu formatar – parágrafo – recuo – especial de 1ª linha – 2,0 cm
O texto deve ser digitado justificado.

Espaçamento entre linhas


O texto de todo o trabalho deve ser digitado com espaço de entrelinhas 1,5 (um e meio). As ci-
tações longas e as notas de rodapé deverão ser digitadas com espaço simples nas entrelinhas, dentro
do corpo do trabalho.
Fora do corpo do trabalho, as referências bibliográficas, a ficha catalográfica, as legendas de
ilustrações, as tabelas e a nota de apresentação da folha de rosto deverão ser digitadas com espaço
simples.
Menu formatar – parágrafo - Espaçamento – entre linhas – 1,5
Menu formatar – parágrafo - Espaçamento – entre linhas – 1,5
Segue exemplificação de tudo relatado acima para que seus textos de capa fiquem
Segue exemplificação de tudo relatado acima para que seus textos de capa fiquem justificados
justificados
e as linhas fiquem e as linhas
separadas fiquemlidas
para serem separadas para
com mais serem lidas com mais clareza.
clareza.

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

PaginaçãoPaginação
e Margem e Margem
– Menu– arquivo
Menu arquivo – configurar
– configurar página
página
Superior e esquerda
Superior = 3 cm=e3Inferior
e esquerda e direita
cm e Inferior = 2 cm= 2 cm
e direita

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

77
Paginação e Margem – Menu arquivo – configurar página
Informática
Superior e esquerda = 3 cm e Inferior e direita = 2 cm

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Numeração da página
78
Para o trabalho acadêmico, todas as folhas a partir da folha de rosto devem ser contadas.

A numeração deve ser feita com algarismos arábicos, sempre no canto superior à direita da
folha, a 2,0 cm da borda superior e da borda da direita. Em trabalhos com mais volumes,
Informática
Numeração da página
Para o trabalho acadêmico, todas as folhas a partir da folha de rosto devem ser contadas.
A numeração deve ser feita com algarismos arábicos, sempre no canto superior à direita da
folha, a 2,0 cm da borda superior e da borda da direita. Em trabalhos com mais volumes, deve ser
mantida a numeração sequencial das páginas

Títulos das seções e subseções


Os títulos das seções e subseções devem ser separados do texto por dois espaços de 1,5 de
entrelinhas, tanto do texto anterior quanto do texto posterior. Não se pode usar pontuação no final
do título da seção ou subseção.

Ilustrações (figuras ou fotos), gráficos e tabelas


Ilustrações (figuras ou fotos), gráficos e tabelas
Deverão ser inseridos sempre em uma caixa de texto.
Deverão ser inseridos sempre em uma caixa de texto.

Referências
Referências
Elemento obrigatório. É um conjunto de elementos que permitem a identificação de publica-
ções, no todoElemento
ou em parte. EssesÉelementos
obrigatório. podem
um conjunto ser essenciais
de elementos ou complementares
que permitem a identificaçãoede
são extraídos
do documento que estiver
publicações, no sendo
todo referenciado.
ou em parte. Os elementos
Esses essenciais
elementos podem são
ser informações
essenciais ou indispensá-
veis à identificação do documento e, quando necessário, vêm acrescidos de elementos complementa-
complementares e são extraídos do documento que estiver sendo referenciado. Os
res (informações acrescentadas para melhor caracterizar os documentos).
elementos essenciais são informações indispensáveis à identificação do documento e,
Fundação de Educação
quando para ovêm
necessário, Trabalho de MinasdeGerais
acrescidos – Curso Técnico
elementos em Segurança
complementares do Trabalho – Etapa 1
(informações
79
acrescentadas para melhor caracterizar os documentos).

Ao final do trabalho, as identificações de todas as fontes efetivamente utilizadas na


realização do trabalho serão organizadas em uma lista alfabética denominada referências.
Informática
Ao final do trabalho, as identificações de todas as fontes efetivamente utilizadas na realização
Dica
do trabalho serão organizadas em uma lista alfabética denominada referências.
O embasamento teórico é muito importante para realizar o trabalho acadêmico e ser
Dica
considerado científico. Assim, as obras consultadas devem fazer parte das referências
O embasamento teórico é muito importante para realizar o trabalho acadêmico e ser considera-
bibliográficas, pois, sem elas, o trabalho perde o caráter científico.
do científico. Assim, as obras consultadas devem fazer parte das referências bibliográficas, pois, sem
elas, o trabalho perde o caráter científico.

Bibliografia para Internet


Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Glicemia. Acesso em 20/08/2010 às 15h03min.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

80
Iniciar

Todos os programas

Microsoft Office Informática


Microsoft Office Power Point
ACESSANDO MS-POWER POINT

Iniciar
Todos os programas
Microsoft Office
Microsoft Office Power Point

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

A tela do PowerPoint
A tela
ela do PowerPoint

Fundação de1.5 Barrapara


Educação de Título
o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

81
Informática
1.5 Barra de Título
Barra de Título

Nome do Aplicativo Nome do trabalho


aberto
Fechar
Nome do Aplicativo Nome do trabalho
Minimizar
aberto
Fechar
Minimizar

Nome do Aplicativo Nome do trabalho


Minimizar: Recolhe a janela para barra
aberto
de tarefas do Windows
Fechar

Restaurar: Dimensiona
Minimizar: a janela
Recolhe a janela parapara o tamanho
barra de tarefasoriginal
do Windows
Minimizar

Maximizar:Dimensiona
Restaurar: Aumenta o atamanho de modo
janela para que a original
o tamanho janela ocupe toda área de trabalho.

Fechar:Minimizar:
Encerra
Maximizar: oRecolhe
Aumenta aplicativo
o tamanho debarra
a janela para modo deque a janela
tarefas ocupe toda área de trabalho.
do Windows
Minimizar: Recolhe a janela para barra de tarefas do Windows
Fechar:Restaurar: oDimensiona
aplicativoaajanela
EncerraDimensiona
Restaurar: para
janela o tamanho
para original
o tamanho original
1.6 Maximizar: Aumenta
Barra de Menus
Maximizar:
o tamanho de modo que a janela ocupe toda área de trabalho.
Aumenta o tamanho de modo que a janela ocupe toda área de trabalho.
Fechar: Encerra o aplicativo
1.6 Fechar:
Barra deEncerra
Menuso aplicativo
1.5 Barra de Menus
1.6 Barra de Menus

Permite acesso aos comandos do PowerPoint.


Permite acesso aos comandos do PowerPoint.
1.7
PermiteBarra Padrão
acesso aos comandos do PowerPoint.
1.6 Barra Padrão
1.7 Permite acesso aos comandos do PowerPoint.
Barra Padrão
1.7 Barra Padrão

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

82
Informática

Botão Nome Descrição

Novo Documento Abre uma apresentação em branco.

Abrir Abre uma apresentação já existente.

Salvar Salva a apresentação.

Permite ou não que a apresentação seja utilizada


Permissão
na rede simultaneamente.

Abre o Microsoft Outlook para que a apresentação


E-mail (como anexo) seja enviada como anexo.

Imprimir Imprime a apresentação.

Visualizar Impressão Visualiza o slide antes de ser impresso.

Ortografia e gramática Abre a janela do corretor ortográfico.

Pesquisar Faz uma busca dentro dos programas do Office.

Retira o objeto selecionado colocando-o na área de


Recortar transferência.

Copiar Cria uma cópia na área de transferência.

Retira o objeto que está na área de transferência e


Colar o coloca no local indicado.

Pincel Copia a formatação.

Desfazer Volta a última ação.

Refazer Anula o item desfazer.

Inserir gráfico Abre o assistente de gráfico.

Inserir tabelas Insere uma tabela do Ms Word.

Tabela e bordas Exibe a barra de ferramentas tabelas e bordas.

Hiperlink Cria uma ligação com um endereço da internet.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

83
Informática
Para trabalhar no modo estrutura dos tópicos.
Expandir tudo Obs.: Fica desabilitado no modo slides.

Mostrar a formatação Alterar a formatação das anotações.

Mostrar/ocultar grade Exibe ou oculta uma grade no slide.

Cor e escala cinza Alterna as cores.

Zoom Aumenta ou reduz a visualização do slide.

Ajuda Abre o assistente de ajuda.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

1.7 Barra de Formatação

Botão Nome Descrição

Tipo da Fonte Utilizamos para definir o formato da letra.

Tamanho da Fonte Tamanho da letra.

Negrito Aplica um contorno mais forte a fonte.

Itálico Inclinar e fonte para à direita.

Sublinhado Aplicar um traçado embaixo da palavra.

Sombra Aplicar um contorno em volta da fonte.

Alinhar à esquerda Alinhar a posição do texto do lado esquerdo

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

84
Informática
Centralizar Centralizar a posição do texto.

Centralizar Centralizar a posição do texto.


Alinhar à direita Alinha a posição do texto do lado direito.

Alinhar à direita Alinha a posição do texto do lado direito.


Numeração Utilizamos em listas ordenadas.

Numeração Utilizamos em listas ordenadas.


Marcadores Utilizamos em listas não ordenadas.

Marcadores Utilizamos em listas não ordenadas.


Aumentar
Aumenta gradativamente o tamanho da fonte.
Aumentar
O tamanho da fonte
Aumenta gradativamente o tamanho da fonte.
O tamanho da fonte
Diminuir o
Diminui gradativamente o tamanho da fonte.
Diminuir o
Tamanho da fonte
Diminui gradativamente o tamanho da fonte.
Tamanho da fonte
Diminuir recuo Desloca o recuo para a esquerda.

Diminuir recuo Desloca o recuo para a esquerda.


Aumentar recuo Desloca o recuo para a direita.

Aumentar recuo Desloca o recuo para a direita.


Cor da fonte Alterar a cor da fonte.

Cor da fonte Alterar a cor da fonte.


Exibe vários modelos prontos para a
Design apresentação.
Exibe vários modelos prontos para a
Design apresentação.
Novo slide... Insere um novo slide na apresentação.

Novo slide... Insere um novo slide na apresentação.


Design escolhido: Indica a estrutura escolhida no Menu: Formatar  Aplicar estrutura.

1.8
IdiomaBarra de Status
Português (Brasil): Mostra o idioma que é a base para o corretor ortográfico.
1.8 Barra de Status
1.8 Barra de Status

1.9 Barra de Ferramentas Desenho


Slide atual e Design escolhido Idioma
total de slides
Slide atual e Design escolhido Idioma
total de
Slide atual e Design escolhido Idioma
slides
total de
Slide slides
atual e total de slides: O primeiro número mostra qual slide está
Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows
Slide visualizado, o segundo
sendo atual e total de de
a quantidade slides:
slidesO existentes
primeiro número mostra qual slide está
na apresentação.
BotãoFundação deNome
Educação para o aTrabalho deDescrição
Minas
sendo visualizado, o segundo quantidade deGerais
slides–existentes
Curso Técnico
naemapresentação.
Segurança do Trabalho – Etapa 1

Oferece85opções para o desenho como: girar, inverter,


Desenhar
ordenar, etc.

Seleciona Objeto Aciona a seta para seleção de objetos já inseridos.


1.9 Barra de Ferramentas Desenho

Informática

Botão Nome Descrição

Oferece opções para o desenho como: girar, inverter,


Desenhar ordenar, etc.

Seleciona Objeto Aciona a seta para seleção de objetos já inseridos.

Oferece figuras, faixas, setas e outras formas prontas para


AutoFormas
inserir no slide.

Linhas Desenhar linhas.

Setas Desenhar setas.

Retângulo Desenhar retângulos.

Elipse Desenhar elipses e círculos.

Caixa de Texto Colocar uma caixa que podemos digitar textos.

WordArt Colocar uma autoforma que podemos digitar textos.

Inserir diagrama Inserir diversos tipos de diagramas ou organogramas no


slide.
ou organograma

Inserir Clip-art Inserir um Clip-art no slide.

Inserir imagem
Inserir uma imagem ou foto no slide.
do arquivo

Cor do Alterar a cor de preenchimento das autoformas ou


WordArt.
Preenchimento

Cor da linha Alterar a cor da linha.

Cor da fonte Alterar a cor da fonte.

Estilo da linha Alterar o estilo e espessura da linha.

Fundação de Educação para o Trabalho deAlterar


Minas oGerais
estilo– do traçado
Curso deem
Técnico uma linha, seta
Segurança ou
do Trabalho – Etapa 1
Estilo do tracejado autoforma.
86

Estilo da seta Alterar o tipo de seta.

Estilo de sombra Aplicar o efeito sombra.


Cor da linha Alterar a cor da linha.

Cor da fonte Alterar a cor da fonte.

Estilo da linha
Informática
Alterar o estilo e espessura da linha.

Alterar o estilo do traçado de uma linha, seta ou


Estilo do tracejado autoforma.

Estilo da seta Alterar o tipo de seta.

1.11 O que é uma apresentação de Slides


Aplicar o efeito sombra.
Estilo de sombra

Estilo Aplicar o efeito tridimensional.


3D é uma ferramenta
Apresentação de Slides normalmente utilizada em palestras e reuniões.
Tem como principalImagem:
função, exemplificar
captura de tela do o assunto
aplicativo abordado,
operacional através de tópicos, gráficos,
Windows

imagens, organogramas e pequenos textos.


1.10 O que é uma apresentação de Slides
1.10Apresentação de apresentação
O que é uma Slides é uma ferramenta
de Slides normalmente utilizada em palestras e reuniões. Tem
como principal função, exemplificar o assunto abordado, através de tópicos, gráficos, imagens, orga-
1.12 Salvando uma apresentação
nogramas e pequenos textos.
Apresentação de Slides é uma ferramenta normalmente utilizada em palestras e reuniões.
1.10.1 Salvando uma apresentação
Tem como
Clique principal
no Menu: função,
Arquivo exemplificar
 Salvar, o assunto
ou clique abordado,
no botão através de tópicos, gráficos,
Salvar.
imagens,
Cliqueorganogramas e pequenos
no Menu: Arquivo textos.
=> Salvar, ou clique no botão Salvar.
Na caixa de diálogo que surgir escolha a pasta que deseja salvar a apresentação.
Na caixa de diálogo que surgir escolha a pasta que deseja salvar a apresentação.
Digite o nome do arquivo ou mantenha a sugestão do próprio PowerPoint.
Digite o nome do arquivo ou mantenha a sugestão do próprio PowerPoint.
1.11Clique
Salvando uma apresentação
Clique nono botão
botão salvar
salvar ouou tecle
tecle Enter.
Enter.

Clique no Menu: Arquivo  Salvar, ou clique no botão Salvar.

Na caixa de diálogo que surgir escolha a pasta que deseja salvar a apresentação.

Digite o nome do arquivo ou mantenha a sugestão do próprio PowerPoint.

Clique no botão salvar ou tecle Enter.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Clicando na opção “Salvar como tipo:” podemos alterar de


Apresentação para Apresentação do PowerPoint. É criado um
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
ícone diferente onde dando um clique duplo é aberto diretamente
87
à apresentação.
1.13 Criar uma apresentação usando um modelo de design

1.13 Criar uma apresentação usando um modelo de design


1. Se o painel de tarefas: Nova Apresentação não aparecer, no menu: Arquivo, clique em:
Informática
Novo.
demos alterar de 1. Se o painel de tarefas: Nova Apresentação não aparecer, no menu: Arquivo
2. Em: Novo, clique em:
oint. É criado um Com na
Clicando base no modelo
opção de design.
“Salvar como tipo:” podemos alterar de Apresentação para
aberto diretamente Apresentação doNovo.
PowerPoint. É criado um ícone diferente onde dando um clique
duplo é aberto diretamente à apresentação.
2. Em: Novo, clique em: Com base no modelo de design.

1.11 Criar uma apresentação usando um modelo de design


1) Se o painel de tarefas: Nova Apresentação não aparecer,
no menu: Arquivo, clique em: Novo.

2) Em: Novo, clique em: Com base no modelo de design.

3) No painel de tarefas Design do slide, clique no modelo de


design desejado.
3. No painel de tarefas Design do slide, clique no modelo de
3. Nopadrão
4) Se desejarmos manter o título painel do
de tarefas Design do slide, clique no modelo de
layout para
design desejado.
primeiro slide, vá para a etapa 5. Se desejar um layout
design desejado.
diferente para o primeiro slide, no menu Formatar, clique
4. Se desejarmos
em Layout manter
do slide e, o
em título
4. padrão
seguida, clique
Se no do layout
layout
desejarmos parao título padrão do layout para
desejado. 
manter
primeiro slide, vá para a etapa 5. Se desejar
primeiroum layout
slide, diferente
vá para a etapa 5. Se desejar um layout diferente
5) No slide ou na guia Estrutura de tópicos, digite o texto
para oslide,
para o primeiro primeiro
noslide.
menu Formatar,
para o clique em
primeiro Layout
slide, do Formatar, clique em Layout do
no menu

slide e, em seguida, clique


6) Para inserir umno layout
novo slide e, emdeseguida,
slide,desejado.
na barra clique cli-
ferramentas, no layout desejado.

5. No slideque
ou no
nabotão e escolha
5. No slide
guia Estrutura de tópicos, nona
ou
digite opainel
guia de
texto ta-
Estrutura
para de tópicos, digite o texto para
refas o layout desejado através de um clique.
o primeiro slide.
o primeiro slide.
Repita as etapas 5 e 6 para continuar adicionando
6. Para inserir um novo slides,
slide, na barra de ferramentas, clique
6. Para inserir
outros um novo
elementos slide,ou
de design naosbarra
efeitosde ferramentas,
que desejar. clique
no botão e escolha no painel de tarefas o layout
no botão Para salvar a apresentação,
e escolha no painelArquivo,
nodesejado
menu de tarefas
cliqueoem
layout
Sal-
através de um clique.
var; na caixa: Nome de arquivo, digite um nome para a apresenta-
desejado
ção através de Salvar.
e clique em um clique.
Repita as etapas 5 e 6 para continuar adicionando slides, outros
Repita as etapas 5 e 6 parafoicontinuar
Observação:  Se adicionando
criado umelementos
modelo, slides,ououtros
deaparecerá,
ele design os efeitos que desejar.
em ordem alfabética de acordo com o nome que
elementos de design ou
atribuímos os efeitos
a ele, quemodelos
entre os desejar.do Microsoft
PowerPoint, no painel de tarefas: Design do Slide.
Para salvar a apresentação, no menu Arquivo, clique em Salvar;
na caixa: Nome de arquivo, digite um nome para a
Para salvar a apresentação,
1.12 Inserindo, movendono menu Arquivo,
e excluindo slides clique em Salvar;
apresentação e clique em Salvar.
na caixa: Durante
Nome o de arquivo,
processo digite
de criação umapresentação,
de uma nome para utili-a
zamos novos slides, de todos os tipos e formas. Para isso devemos
apresentação e clique em Salvar.
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

88
Para inserir novos slides faça de uma destas maneiras: Menu Inserir  Clique no botão ou
Pressione CTRL + M
Informática
inseri-los na apresentação.
1.15ParaMovendo slides
inserir novos slides faça de uma destas maneiras: Menu Inserir è Clique no botão ou Pres-
sione CTRL + M

1.13 Movendo
Clique, slides
segure e arraste o slide até a posição desejada na apresentação, assim que estiver
Clique, segure e arraste o slide até a posição desejada na apresentação, assim que estiver com
com o mouse sobre o local basta soltá-lo
o mouse sobre o local basta soltá-lo

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

1.13.1 Excluindo slides


Selecione o slide no painel da esquerda. Clique com o botão direito do mouse sobre o mesmo e
aponte Excluir. Ou neste painel selecione o slide que deseja remover e tecle Delete.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

89
Selecione
Selecione oo slide
slideno
nopainel
paineldada esquerda.
esquerda. Clique
Clique com com o botão
o botão direito direito do sobre
do mouse mouseo sobre o
mesmo
mesmo e aponte Excluir.OuOu
aponteExcluir. neste
neste painel
painel selecione
selecione o que
o slide slidedeseja
que deseja
removerremover
e tecle e tecle
Delete.
Delete. Informática

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows
1.17 Criando caixas de texto

1.14 Criando caixas


1.17 de texto
Criando caixas de texto
A caixa de texto é um recurso que permite acrescentar textos em nossos slides.
A caixa de texto é um recurso que permite acrescentar textos em nossos slides.

APara
caixainserir umaécaixa
de texto de texto,
um recurso queclique: no botão
permite Caixa detextos
acrescentar Texto em nossos
 clique, segure e
slides.
Para arraste
inserir no
umalugar ondede
caixa será colocada
texto, a Caixa
clique: de texto,
no botão delimitando
Caixa de Textoassim o seutamanho.
è clique, segure e
arraste no Para
lugar inserir
onde seráuma colocada
caixa dea Caixa
texto,declique:
texto, delimitando
no botão Caixa assim
deoTexto
seu tamanho.  clique, segure e
arraste no lugar onde será colocada a Caixa de texto, delimitando assim o seu tamanho.

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
1.18 Criando slides com imagens
90

No PowerPoint, temos uma ferramenta que possibilita ilustrar os slides com muita
facilidade. Em Layout escolha Tít ulo, texto e clip
Título, art.
clip-art.
1.18 Criando slides com imagens

Informática
No PowerPoint, temos uma ferramenta que possibilita ilustrar os slides com muita
facilidade. Em Layout escolha Tít ulo, texto e clip
Título, art.
clip-art.
1.18 Criando slides com imagens
No PowerPoint, temos uma ferramenta que possibilita ilustrar os slides com muita facilidade.
Em Layout escolha Título,
Para texto
inserir umeslide
clip-art.
texto cclique:
lique: Menu Formatar  Layout do slide  Outros layouts
layouts,,
Clip--Art
escolha Título, texto e Clip Clique
Art  Cliq
C obre
quee sobre o mo
sobre mode
odelo.
elo.
Para inserir um slide texto clique: Menu Formatar è Layout do slide è Outros layouts,
escolha Título, texto e Clip-Art è Clique sobre o modelo.

Para inserir uma imagem basta dar dois cliques sobre a área indicada.
Para inserir uma imagem basta dar dois cliques sobre a área indicada.

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Aparecerá uma caixa de diálogo com diversos clip clip-arts.


arts. Para escolher o desejado, clique
Aparecerá uma caixa de diálogo com diversos clip-arts. Para escolher o desejado, clique sobre a
sobre a imagem escolhida.
imagem escolhida.

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

1.19 Inserindo mais imagens em um slide:


Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

91
Podemos utilizar mais do que uma imagem em cada slide para elaborar uma apresentação.

Estando com o slide que deseja inserir as imagens em visualização, siga as


1.19 Inserindo mais imagens em um slide:

Informática
Podemos utilizar mais do que uma imagem em cada slide para elaborar uma apresentação.

1.19 Inserindo
Estando maisque
com o slide imagens em um
deseja inserir as slide:
imagensPodemos utilizar mais
em visualização, siga as
do que uma imagem em cada slide para elaborar uma apresentação.
orientações abaixo.
 Estando com o slide que deseja inserir as imagens em visualização,
1. asClique
siga no menu
orientações Inserir.
abaixo.
• Clique no menu Inserir.
2. Clique em Imagem.
• Clique em Imagem.
3. Escolha a opção Clip-Art.
• Escolha a opção Clip-Art.
4. No painel de tarefas em Procurar por: digite uma palavra-chave
• No painel de tarefas em Procurar por: digite uma palavra-chave
referente à imagem
referente que deseja
à imagem que inserir.
deseja inserir.
5. Clique no botão
• Clique “Ir” “Ir”
no botão
• lista
6. Na Na lista
que que surgir
surgir escolha
escolha a imagem
a imagem através
através de um
de um clique
clique
7. A• figura
A figura aparecerá
aparecerá na tela,
na tela, porém
porém comcom algumas
algumas bolinhas
bolinhas em volta
em volta (alças
(alças de redimensionamento) que servem para ajustar o tamanho
de redimensionamento)
da imagem. que servem para ajustar o tamanho da imagem.
8. Para utilizar
• Para as alças
utilizar de redimensionamento
as alças de redimensionamento bastabasta
posicionar o cursor
posicionar o
cursor do mouse, manter o botão esquerdo pressionado e arrastar
do mouse, manter o botão esquerdo pressionado e arrastar no sentido
no sentido desejado.
desejado.
• Pronto, sua imagem já está na tela. Para ajustar a posição, clique
sobresua
9. Pronto, a imagem
imageme já
arraste
está para o local
na tela. Paradesejado.
ajustar a posição, clique sobre a imagem e
arraste para o local desejado. Alça de

redimensionamento
Alça de
Imagem: captura de tela
do aplicativo operacional redimensionamento
Windows
1.20 Inserindo imagem do arquivo

1.20 Inserindo imagem do arquivo


Podemos trabalhar com outras figuras que não são clip-arts. São as imagens que
1.20 Inserindo imagem do arquivo
estão armazenadas no computador, para isso seguiremos as orientações abaixo:
Podemos trabalhar com outras figuras que não são clip-arts. São as imagens que estão arma-
zenadas no computador, Clique:
para isso
Menuseguiremos as orientações
Inserir Î Imagem Î Do arquivo abaixo:
Î Escolha a imagem Î Clique em cima da
Podemos trabalhar com outras figuras que não são clip-arts. São as imagens que
Clique: Menu Inserir  Imagem
imagem escolhida.  Do arquivo  Escolha a imagem  Clique em cima da
imagem escolhida. estão armazenadas no computador, para isso seguiremos as orientações abaixo:
Clique: Menu Inserir Î Imagem Î Do arquivo Î Escolha a imagem Î Clique em cima da
imagem escolhida.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
1.21 Criando slides de diagrama
92 ou organograma

Podemos criar diagramas e organogramas com muita facilidade. Caso queira inseri-los em
um Slide já pronto clique em: Menu Inserir Î Diagrama...
Informática
1.21 Criando slides de diagrama ou organograma
Podemos criar diagramas e organogramas com muita facilidade. Caso queira inseri-los em um
Slide já pronto clique em: Menu Inserir  Diagrama...

Na caixa de diálogo que surgir denominada galeria de diagramas escolha o tipo de diagrama
desejado e clique em OK.
Imagem: captura de tela
do aplicativo operacional
Windows
Na caixa de diálogo que surgir denominada galeria de diagramas escolha o tipo de diagrama

Na desejado e cliqueque
caixa de diálogo OK. denominada galeria de diagramas escolha o tipo de diagrama
em surgir
Na caixa de diálogo que surgir denominada galeria de diagramas escolha o tipo de diagrama
desejado e cliquee em
desejado OK.em OK.
clique

Diagrama pirâmide Organograma

Diagrama pirâmide Organograma

Diagrama pirâmide Organograma


1.22 Editando um organograma
1.22 Editando um organograma
Diagrama pirâmide Organograma
Barra de ferramentas:
Barra de Organograma.
ferramentas: Organograma.
1.22 Editando um organograma

1.22 Editando um organograma


Barra de ferramentas:
Através Organograma.
do botão, Inserir forma podemos incluirno
mais formas no Organograma.
Através do botão, Inserir forma podemos incluir mais formas Organograma.
Barra de ferramentas: Organograma.
Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Através do botão, Inserir forma podemos incluir mais formas no Organograma.


Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Através do botão, Inserir forma podemos incluir mais formas no Organograma.
93
Clique e escolha Subordinado (embaixo),
Colaborador (ao lado) e Assistente (entre um
nível e outro).
Informática
Clique
Clique ee Clique Subordinado
escolha
escolha e escolha (embaixo),
Subordinado Subordinado (embaixo),
(embaixo),
Colaborador
Colaborador (ao
Clique e escolhaColaborador
(ao lado)
lado) (ao
ee Assistente
Assistente
Subordinado lado) e Co-
(entre
(entre
(embaixo), Assistente
um
um (entre um
laborador (ao lado) enível
níveleeoutro).
outro). Assistente (entre um nível e
e outro).
nível
outro).

Em layout podemos modificar a disposição das formas dentro do Organograma.

Em layout
Emlayout podemos
layoutpodemos modificar
Em
podemos a disposição
layout podemos
modificar das formas
modificar dentro
dentrodo
a disposição doOrganograma.
das formas dentro do Organograma.
Em modificar aadisposição
disposição dasformas
das formas dentro do Organograma.
Organograma.

O botão selecionar faz a seleção hierárquica do organograma e o ajustar texto adapta o


tamanho das palavras dentro da Autoforma.

O botão selecionar faz a seleção hierárquica do organograma e o ajustar texto adapta o tama-
O botão Autoformatação oferece uma galeria de estilos para aplicar no organograma.
nho das palavras dentro da Autoforma.
selecionar o ajustar
OObotão
botãoselecionar
Selecione
O
selecionarfazbotão
fazaaseleção
um estilo e clique
faz a seleção
seleçãohierárquica
OK.
hierárquica hierárquicaeedo
doorganograma
do organograma organograma
ajustartexto
ooajustar eadapta
textoadapta oo texto adapta
Otamanho
botão Autoformatação
tamanho
daspalavras
palavras das
dentro oferece
da uma
palavras galeria
dentro
Autoforma. dade estilos para aplicar no organograma. Se-
Autoforma.
tamanho das dentro da Autoforma.
lecione um estilo e clique OK.

OObotão O botão Autoformatação


botãoAutoformatação
Autoformatação ofereceuma
oferece umagaleria oferece
galeria umapara
deestilos
de estilos galeria
para de estilos
aplicar
aplicar para aplicar no organograma
noorganograma.
no organograma.
Selecioneum
Selecione estiloSelecione
umestilo eeclique um estilo e clique OK.
OK.
cliqueOK.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

94
Informática

1.23 Criando slides de gráficos


1.23 Criando slides de gráficos
1.23 Criando slides de gráficos
No PowerPoint,
No PowerPoint, temos
temos uma uma ferramenta
ferramenta que possibilita
que possibilita ilustrar
ilustrar dados dados enos
e números números
slides nos slides com
muita facilidade.
com muita facilidade.
No PowerPoint, temos uma ferramenta que possibilita ilustrar dados e números nos slides
Paraum
Para inserir inserir
Slideum Slide clique:
Gráfico, Gráfico, clique:
Menu Menu
Inserir Î Inserir
Gráfico,ouGráfico,
escolha ou escolha
o Layout o Layout
Título e Título e Grá-
fico com muita
e clique facilidade.
duplo sobre o ícone gráfico
Gráfico e clique duplo sobre o ícone gráfico
Para inserir um Slide Gráfico, clique: Menu Inserir Î Gráfico, ou escolha o Layout Título e
Gráfico e clique duplo sobre o ícone gráfico

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Gráfico

Planilha de
Gráfico
dados

Planilha de
Utilize a planilha de dados para inserir as informações que serão exibidas no gráfico.
dados
Utilize a planilha de dados para inserir as informações que serão exibidas no gráfico.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

Utilize a planilha de dados para inserir as informações


95 que serão exibidas no gráfico.
em:

Menu Gráfico Î Tipo de Gráfico Î Escolha o gráfico Î Clique em OK

Formatar o texto – Aproximadamente de 7 a 10 linhas por slide.


Informática
Para configurar o gráfico basta dar dois cliques sobre a área indicada. Aparecerá na tela uma
Tamanho da fonte:
janela que possibilitará a inserção dos dados no gráfico. Se desejar escolher outro tipo clique em:
Menu Instituição
Gráfico – 18Tipo de Gráfico
; Título  Escolha
– 36 ; Subtítulo – 28 ; oAutor
gráfico
– 24 Clique em OK
Formatar o texto – Aproximadamente de 7 a 10 linhas por slide.
Local e ano – 18 ; Título – 32 ; Texto – 24
Tamanho da fonte:
Instituição – 18 ; Título – 36 ; Subtítulo – 28 ; Autor – 24
Local e ano – 18 ; Título – 32 ; Texto – 24
Colocando estilo na imagem:

Colocando estiloa imagem


Selecionar na imagem:
Î Clicar na aba ferramentas de imagemÎ Escolher o design
Selecionar a imagem  Clicar na aba ferramentas de imagem Escolher o design
SegueSegue exemplo
exemplo de umde um slide
slide

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

INICIANDO O de
Fundação EXCEL
Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

96
Para abrir o programa Excel, usaremos os seguintes passos:
Informática

INICIANDO O EXCEL
INICIANDO O EXCEL
Para abrir o programa Excel, usaremos os seguintes passos:

Para abrir o programa Excel, usaremos os seguintes passos:

1.Clique no botão iniciar Î

2. Posicione o cursor do mouse na opção todos os Programas Î


1.24 A tela do Excel
3. Posicione o cursor na opção Microsoft Office Î

4. Visualize e clique em Microsoft Office Excel 2003 Î

1.24 A1.24
telaAdo
telaExcel
do Excel

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows
Para quem já trabalhou com o editor de textos Microsoft Word, a tela acima lembra um
pouco, principalmente a barra de Ferramentas. Alguns botões do Word, porém, o que
diferencia mesmo
Para quemsão as células,com
já trabalhou divididas emde
o editor linhas e colunas.
textos Microsoft Word, a tela acima lembra um pouco,
principalmente a barra de Ferramentas. Alguns botões do Word, porém, o que diferencia mesmo são
Para quem já trabalhou com o editor de textos Microsoft Word, a tela acima lembra um
1.25 Conhecendo
as células, divididasasem
barras doeExcel
linhas colunas.
pouco, principalmente a barra de Ferramentas. Alguns botões do Word, porém, o que
1.25 Conhecendo
diferencia mesmoassão
barras do Excel
as células, divididas em linhas e colunas.
1.25.1 Barra de Título
1.25.1 1.25
BarraConhecendo
de Título as barras do Excel

1.25.1 Barra de Título

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Fornece o nome do software e também o nome do97arquivo que está sendo editado (ou que
se encontra aberto).

Barra
1.25.2 Fornece de Menus
o nome do software e também o nome do arquivo que está sendo editado (ou que
Fornece o nome do software e também o nome do arquivo que está sendo editado (ou que
Informática
se encontra aberto).
Fornece o nome do software e também o nome do arquivo que está sendo editado (ou que se
1.25.2 Barra de Menus
encontra aberto).
1.25.2 Barra de Menus
1.25.3 Barra padrão ou de ferramentas de comandos

Fornece os menus de comandos do Excel.


Fornece os menus de comandos do Excel.
1.25.3 Barra padrão ou de ferramentas de comandos

1.25.3 Barra padrão ou de ferramentas de comandos


Fornece, ao usuário, botões representando alguns dos comandos disponíveis nos menus.

Fornece, ao usuário, botões representando alguns dos comandos disponíveis nos menus.
Fornece, aoBarra
1.25.4 de Ferramentas
usuário, de Formatação
botões representando alguns dos comandos disponíveis nos menus.
1.25.4 Barra de Ferramentas de Formatação

1.25.4 Barra de Ferramentas de Formatação

Permite ao usuário formatar os caracteres do texto na célula, modificando estilo, cor de textos e
Permite aoalinhamento
células, usuário formatar os centralizar
do texto, caracteres colunas,
do textoformatar
na célula,
emmodificando
moeda, etc. estilo, cor de
textos e células, alinhamento do texto, centralizar colunas, formatar em moeda, etc.
1.25.5 Barra de Fórmulas
Permite
É o ao usuário
local formatar
onde iremos os caracteres
digitar nas célulasdo texto nacom
e trabalhar célula, modificando
colunas estilo,
e linhas de uma cor de
planilha.
textosMostra
1.25.5 a célula
Barra
e células, selecionada
de Fórmulas
alinhamento pelo cursor,
do texto, bem colunas,
centralizar como a fórmula,
formatarfunção e ainda
em moeda, textos, se usados,
etc.
em cada célula.

É o1.25.6
local onde iremos
Barras digitar nas células e trabalhar com colunas e linhas de uma planilha.
de Rolagens
1.25.5 Barra de Fórmulas
Mostra aUsadas
célula para que o usuário
selecionada se desloque
pelo cursor, bem pelo
comotexto com o auxílio
a fórmula, funçãodoe mouse, elas podem
ainda textos, se ser ver-
tical ou horizontal. Você desloca pela planilha clicando nas setas ou arrastando o botão.
usados, em cada célula.
É o local onde iremos digitar nas células e trabalhar com colunas e linhas de uma planilha.

Mostra a célula selecionada pelo cursor, bem como a fórmula, função e ainda textos, se
usados, em cada célula.
1.25.6 Barras de Rolagens
Área de trabalho

Usadas para que o usuário se desloque pelo texto com o auxílio do mouse, elas Imagem:
podem captura
ser de tela
do aplicativo operacional
1.25.6 Barras de Rolagens Windows
vertical ou horizontal. Você desloca pela planilha clicando nas setas ou arrastando o botão.

Usadas para que o usuário se desloque pelo texto com o auxílio do mouse, elas podem ser
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
vertical ou horizontal. Você desloca pela planilha clicando nas setas ou arrastando o botão.
1.26 Os componentes do Excel
98

Este software é composto de cinco partes fundamentais, que são:

1. Pasta.
Informática
1.26 Os componentes do Excel
Este software é composto de cinco partes fundamentais, que são:

• Pasta.
• Planilha.
• Coluna.
• Linha.
• Célula.

PASTA  É denominada “PASTA” todo arquivo que for criado neste software “Excel”. Tudo que
for criado e posteriormente será um arquivo, porém considerado uma PASTA.
PLANILHA  Uma planilha é considerada a parte onde será executado todo o trabalho por isso
está é fundamental, se não temos planilha não podemos criar qualquer calculo que seja.

OBS: Dentro de uma planilha estão contidas as colunas, linhas e células.

COLUNA  É o espaçamento entre dois traços na vertical. As colunas do Excel são representa-
das em letras de acordo coma a ordem alfabética crescente sendo que a ordem vai de A até IV, e tem
no total de 256 colunas em cada planilha.

LINHA  É o espaçamento entre dois traços na horizontal. As linhas de uma planilha são
representadas em números, formam um total de 65.536 linhas e estão localizadas na parte vertical
esquerda da planilha.

CÉLULA  As células são formadas através da intersecção “cruzamento” de uma coluna com
uma linha e, cada célula tem um endereço “nome” que é mostrado na caixa de nomes que se encon-
tra na Barra de Fórmulas. Multiplicando as colunas pelas linhas vamos obter o total de células que é
16.777.216.

Os componentes:

PASTA
Todos os arquivos criados no Excel denominamos pasta.

PLANILHA
O Excel 2003 possui várias planilhas, (inicialmente temos 03 planilhas para trabalharmos,
mas que posteriormente podem ser alteradas).
Podemos localizar uma planilha através dos nomes que elas receberam inicialmente PLAN1,
PLAN2... Na parte inferior da Área de Trabalho, que recebe o nome de guia de planilhas.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

99
Informática
COLUNA
O Excel possui 256 colunas representadas por letras de nosso alfabeto, podemos localizar uma
coluna na tela do Excel através das letras que se encontram acima da área de trabalho, como no exem-
plo abaixo, observe a coluna D.

Sinais operacionais

Sinal de * = Multiplicação
Sinal de / = Divisão
Sinal de + = Adição
Sinal de – = Subtração
Sinal de ^ = Potenciação
Sinal de % = Porcentagem

1.27 Entendendo Funções


Nós podemos fazer cálculos com o Excel usando as funções já existentes ou ainda criando novas
funções que veremos a seguir.
Um detalhe muito importante é que uma função no Excel deve ser precedida pelo sinal de =
(igual), independentemente da função, pois o software reconhece uma fórmula ou função a partir do
momento que for iniciado com o sinal de igual.
A função é um método para tornar mais rápido a montagem de fórmulas que envolvem cálculos
mais complexos e vários valores. Existem funções para cálculos matemáticos, financeiros e estatísti-
cos. Por exemplo, na função: =SOMA (A1:A10), significa que a função SOMA, somará os valores do
intervalo A1 até A10, sem você precisar informar célula por célula.

Algumas funções…
A seguir encontraremos uma pequena relação das funções mais utilizadas. O Excel oferece cen-
tenas de funções e agora vamos conhecer algumas delas.

1.28 Fórmula da soma


Ex: =SOMA (A1:A8)

A fórmula irá somar todos os valores que se encontram no endereço A1 até o endereço A8. Os
dois pontos indicam até, ou seja, some de A1 até A8. A fórmula será sempre a mesma, só mudará os
devidos endereços dos valores que você deseja somar.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

100
Informática

Veja o outro exemplo:

E
=SOMA (A1:D1)
Imagem: captura de
tela do aplicativo
operacional
Windows

Neste exemplo estamos somando todos os valores do endereço A1 até o endereço D1. A fórmu-
la seria digitada como no exemplo, e ao teclar ENTER o valor apareceria. No caso a resposta seria 60.
Outra maneira de você somar é utilizando o Botão da Autosoma. Veja o exemplo:

Este é o botão da Autosoma.

Para trabalhar com o botão da Autosoma você deve fazer o seguinte:


• Selecionar os valores que desejar somar.
• Depois clique no botão da Autosoma e ele mostrará o resultado.

Veja mais um exemplo de Soma

Imagem: captura de
tela do aplicativo TOTAL =SOMA (A1:D3)
operacional
Windows

Agora você deseja somar todos os valores dispostos nesta planilha usando uma única fórmula,
desta vez você terá que digitar a fórmula.
Para fazer isto, só basta que você digite o endereço inicial (em destaque) e também o endereço
final (em destaque).
Desta forma, você está somando todos os valores numa única fórmula, é o que chamamos de
somar matrizes.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

101
Informática
Acompanhe mais um exemplo de Soma.
Desta vez você deseja somar números dispostos de maneira alternada, ou seja, em endereços
diferentes. Veja o exemplo:

Você deseja somar somente os valores de água, então, basta digitar o endereço de cada valor,
ou seja, o endereço do primeiro valor + o endereço do 2º valor e assim sucessivamente. Lembre-se
1.29 Fórmula
que sempre da subtração
devo iniciar o cálculo usando o sinal de igualdade.

1.28NoFórmula
exemplo da
abaixo você deseja saber qual o saldo líquido do José. Então é simples: basta
subtração
que
No você digiteabaixo
exemplo o endereço do salário
você deseja qual–oosaldo
saberbruto endereço dodo
líquido desconto de maneira
José. Então mais
é simples: claraque
basta
vocêquer
digitedizer
o endereço
que paradorealizar
saláriouma
bruto – o endereço
subtração do desconto
no Excel, de maneira
você só precisa mais
digitar clara querdos
o endereço dizer
que para realizar uma subtração no Excel, você só precisa digitar o endereço dos devidos valores (ini-
cial edevidos valores (inicial
final) acompanhado doesinal
final)
deacompanhado do sinal
subtração (-), como de subtração
mostrar no exemplo(-),abaixo.
como Para
mostrar no
os demais
funcionários
exemplovocê só bastaria
abaixo. copiar afuncionários
Para os demais fórmula. você só bastaria copiar a fórmula.

A B C E
1 FUNCIONÁRIO SALÁRIO BRUTO DESCONTO TOTAL SALÁRIO LÍQUIDO
2 José 800 175 =B2-C2
3

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

1.29 Fórmula da multiplicação


1.30 Fórmula da multiplicação
MULT Multiplica todos os números fornecidos como argumentos e retorna o produto.
Sintaxe =MULT (núm1; núm2;)
Agora a maneira como você subtraiu é a mesma para multiplicar, será preciso apenas trocar o
MULTÎ Multiplica
sinal de subtração pelo otodos os multiplicação
sinal de números fornecidos
(*). Ou:como argumentos
digitar e retorna
a função:=MULT o produto.
(selecionar as células
com os seguintes valores a serem multiplicados).
Sintaxe =MULT (núm1; núm2;)

Agora a maneira como você subtraiu é a mesma para multiplicar, será preciso apenas trocar
o sinal de subtração
Fundação pelo
de Educação o osinal
para de multiplicação
Trabalho de Minas Gerais(*). Ou:Técnico
– Curso digitarem
a função:=MULT (selecionar
Segurança do Trabalho – Etapa 1

102
as células com os seguintes valores a serem multiplicados).

A B C E
1 PRODUTO VALOR QUANT. TOTAL
Sintaxe =MULT (núm1; núm2;)

Agora a maneira como você subtraiu é a mesma para multiplicar, será preciso apenas trocar
o sinal de subtração pelo oInformática
sinal de multiplicação (*). Ou: digitar a função:=MULT (selecionar
as células com os seguintes valores a serem multiplicados).

A B C E
1 PRODUTO VALOR QUANT. TOTAL

2 Feijão 1,5 50 =B2*C2


3

1.30 Fórmula da divisão


1.31 Fórmula da divisão
A fórmula A B maneira queCas duas anteriores. Você só precisa trocar colocar o
ocorre da mesma
1 RENDA
sinal para dividir (/). MEMBROS VALOR

2 A25000
fórmula ocorre15 da mesma maneira que as duas anteriores. Você só precisa trocar colocar o
=A2/B2
A (/).
3 sinal para dividir B C
1 RENDA MEMBROS VALOR
2 25000 15 =A2/B2
O cálculo se realiza da
3 mesma maneira como numa máquina de calcular, a diferença é que
você adicionará endereços na fórmula. Veja o exemplo:

UmO cliente
cálculo de
se realiza
sua lojada mesma
fez maneirano
uma compra como numa
valor de R$máquina de ecalcular,
1.500,00 a diferença
você deseja é que
dar a ele um você
O cálculo se realiza da mesma
adicionará endereços na fórmula. Veja o exemplo: maneira como numa máquina de calcular, a diferença é que
desconto devocê
Um cliente 5%sua
de emlojacima do
fez uma
adicionará valor danano
compra
endereços compra.
valor deVeja
fórmula. como
R$ 1.500,00
Veja ficaria
e vocêa deseja
o exemplo: fórmuladarno campo
a ele um des-
conto de 5%
Desconto.em cima do valor da compra. Veja como ficaria a fórmula no campo Desconto.
Um cliente de sua loja fez uma compra no valor de R$ 1.500,00 e você deseja dar a ele um
A B C E
desconto de 5% em cima do valor da compra. Veja como ficaria a fórmula no campo
1 TOTAL DA
CLIENTE DESCONTO VALOR A PAGAR
Desconto.
COMPRA
2 Márcio 1500 =B2*5/100 =B2-C2
A ou
B se preferir assim
C também:=B2*5% E
3 1 TOTAL DA
CLIENTE DESCONTO VALOR A PAGAR
COMPRA
2 Márcio 1500 Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows
=B2*5/100 =B2-C2
Onde: ou se preferir assim também:=B2*5%
B2 – se refere ao endereço do valor da compra.
Onde: 3
* - sinal de multiplicação.
B25/100 – é o valor
– se refere do desconto
ao endereço dividido
do valor por 100, ou seja, 5%.
da compra.
Você está multiplicando o endereço do valor da compra por 5 e dividindo por 100, gerando as-
sim*o-valor
sinal do
de desconto
Onde: de 5%.
multiplicação.
Se preferir pode fazer o seguinte exemplo:
B2 – do
5/100 – é o valor se refere ao endereço
desconto do 100,
dividido por valorou
daseja,
compra.
5%.
Onde:
B2 –está
Você endereço do valor
* - sinal oda compra do valor da compra por 5 e dividindo por 100, gerando
de multiplicação.
multiplicando endereço
* - sinal de multiplicação
assim o valor5/100
do desconto de 5%.
– é o valor do desconto dividido por 100, ou seja, 5%.
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Se preferir pode
Vocêfazer
estáomultiplicando
seguinte exemplo:
o endereço do valor da compra por 5 e dividindo por 100, gerando
103

Onde: assim o valor do desconto de 5%.

Sedo
B2 – endereço preferir pode
valor da fazer o seguinte exemplo:
compra
Depois para o saber o Valor a Pagar, basta subtrair o Valor da Compra – o Valor do Desconto,
como mostra no exemplo. Informática

5% - o valor da porcentagem.
Depois para o saber o Valor a Pagar, basta subtrair o Valor da Compra – o Valor do Desconto,
1.32 Fórmula do máximo
como mostra no exemplo.

1.30 Fórmula do máximo


Mostra o valor máximo de uma faixa de células.
Mostra o valor máximo de uma faixa de células.
Exemplo:Exemplo: Suponhamos
Suponhamos que desejasse
que desejasse saber
saber qual qual aidade
a maior maiordeidade de crianças
crianças em umaem uma de
tabela tabela de
dados. Veja a fórmula no exemplo
dados. Veja abaixo:
a fórmula no exemplo abaixo:

A B C
1 IDADE
2 15
3 16
4 25
5 30
6 MAIOR IDADE: =MÁXIMO(A2:A5)
7
Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows
Onde:
(A2:A5) –Onde:
refere-se ao endereço dos valores onde você deseja ver qual é o maior valor. No caso
a resposta seria 30. Faça como mostra o exemplo trocando apenas o endereço das células.
(A2:A5) – refere-se ao endereço dos valores onde você deseja ver qual é o maior valor. No
caso a resposta seria 30. Faça como mostra o exemplo trocando apenas o endereço das
1.31 Fórmula do mínimo
células.
Mostra o valor mínimo de uma faixa de células.
Exemplo: Suponhamos que desejasse saber qual o peso idade de crianças em uma tabela de
dados. Veja a fórmula no exemplo abaixo:
1.33 Fórmula do mínimo
A B C
1 PESO
Mostra
2 15 o valor mínimo de uma faixa de células.
3 16
Exemplo:
4 25 Suponhamos que desejasse saber qual o peso idade de crianças em uma tabela de
5 30 Veja a fórmula no exemplo abaixo:
dados.
6 MENOR IDADE: =MÍNIMO(A2:A5)
7
Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

1.34 Fórmula da média

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Calcula-se a média de uma faixa104de valores, após somados os valores e divididos pela
quantidade dos mesmos.

Exemplo: Suponhamos que desejasse saber qual a média de idade numa tabela de dados
1.34 Fórmula da média
Calcula-se a média de uma faixa de valores, após somados os valores e divididos pela
quantidade
Calcula-se ados mesmos.
média de uma faixa de valores, após somados os valores e divididos pela
Informática
quantidade
Exemplo: dos mesmos.
Suponhamos que desejasse saber qual a média de idade numa tabela de dados
1.32 Fórmula da média
abaixo:
Exemplo: Suponhamos que desejasse saber qual a média de idade numa tabela de dados
Calcula-se a média de uma faixa de valores, após somados os valores e divididos pela quantida-
abaixo:
de dos mesmos.
Exemplo: Suponhamos que desejasse saber qual a média de idade numa tabela de dados abaixo:
A B C
1 IDADE
A B C
2 15
1 IDADE
3 16
2 15
4 25
3 16
5 30
4 25
6 MÉDIA IDADE =MÉDIA(A2:A5)
5 30
6 MÉDIA IDADE =MÉDIA(A2:A5)

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows


1.35 Fórmula da data
1.33 Fórmula da data
1.35 Fórmula da data
Esta fórmula insere a data
Esta fórmula insereautomática em uma em
a data automática planilha. Veja o exemplo:
uma planilha. Veja o exemplo

EstaA
fórmula insere a data automática
B em uma planilha.CVeja o exemplo
1 Data =HOJE()
A B C
2
1 Data =HOJE()
3
2
3
Esta fórmula é digitada precisamente como esta’. Você só precisa colocar o cursor no local onde
deseja que fique a data e digitar =HOJE () e ela colocará automaticamente a data do sistema.

“Bem agora que você já conhece o Excel daremos início as nossas planilhas eletrônicas.”

Boletim escolar

O Boletim Escolar terá o objetivo de mostrar o quadro de avaliação do aluno, mostrando


se ele estará aprovado ou reprovado na respectiva matéria.

Depois de montar a seguinte planilha, devemos começar fazendo o cálculo de total de


pontos por matéria, que será encontrado com a soma dos pontos de cada matéria, sendo
todos os meses de março a novembro. Como no exemplo: =SOMA (B9:B16).
O próximo passo será encontrar a média de pontos de cada matéria, para isso dividimos o
total de pontos por matéria pela quantidade de meses, faça como no exemplo: =B18/8.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

105
O Boletim Escolar terá o objetivo de mostrar o quadro de avaliação do aluno, mostrando se
Informática
ele estará aprovado ou reprovado na respectiva matéria.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

A situação é um cálculo que nos mostra um resultado de aprovação ou reprovação do aluno


na matéria, faça a fórmula como no exemplo: temos que tirar a situação da média do aluno: =SE
(B20>=7;”Aprovado”;”Reprovado”).
Depois de montar a planilha devemos começar fazendo o cálculo de total de pontos por
Faça tudo com atenção e não se esqueça de ler em casa...
matéria, que será encontrado com a soma dos pontos de cada matéria, sendo todos os
meses de março a novembro. Como no exemplo: =SOMA (B9:B16).
Lembre-se quem muito lê muito sabe, quem lê pouco, pouco sabe, e quem não lê
nada,
O próximo passo será nada sabe...não
encontrar fique
a média de nestadeúltima
pontos cada colocação.
matéria, para isso dividimos o
total de pontos por matéria pela quantidade de meses, faça como no exemplo: =B18/8.
Quadro de rendimento do aluno
Esta aula também terá o mesmo objetivo de mostrar a situação do aluno quanto a
sua aprovação final... Faça com atenção!
Começamos pela média dos bimestres que será somado os resultados dos bimes-
tres de cada matéria e divido pela quantidade de bimestres “4”, como no exemplo: =SOMA
(B4:E4) /4.
A avaliação conclusiva anual é uma nota que o professor dará ao aluno pelo seu
comportamento e participação nas aulas. Fica a critério do professor a questão da nota.
A média anual será encontrada quando somarmos os resultados da média dos bi-
mestres com a avaliação conclusiva anual e dividirmos essa soma por dois “2” faça como
no exemplo: = (F4+G4) /2.
Quanto a situação do aluno!!! Se ele não ficou com média inferior em nenhuma ma-
téria colocamos aprovação direta, se tirou nota inferior, colocamos recuperação.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

106
QUADRO DE RENDIMENTO DO ALUNO

Esta aula também terá o mesmo Informática


objetivo de mostrar a situação do aluno quanto a sua
aprovação final... Faça com atenção!

A média anual será encontrada quando somarmos os resultados da média dos bimestres
com a avaliação conclusiva anual e dividirmos essa soma por dois “2” faça como no
exemplo: = (F4+G4) /2.

Quanto a situação do aluno!!! Se ele não ficou com média inferior em nenhuma matéria
colocamos aprovação direta, se tirou nota inferior, colocamos recuperação.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Começamos pela média dos bimestres que será somado os resultados dos bimestres de
ORÇAMENTO DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO
ORÇAMENTO DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO
cada matéria e divido pela quantidade de bimestres “4”, como no exemplo: =SOMA (B4:E4)
Umademonstração
Uma demonstraçãousada
usadapara
parasese
terter
umum balanço
balanço e controle
e controle de de gastos
gastos de uma
de uma construção,
construção, com
/4.
relação com
aos materiais e amateriais
relação aos mão de obra.
e a mão de obra.
A avaliação conclusiva anual é uma nota que o professor dará ao aluno pelo seu
comportamento e participação nas aulas. Fica a critério do professor a questão da nota.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

107
A fórmula do preço total é apenas a multiplicação da quantidade pelo preço unitário,
faça como no exemplo: =D5*E5
O horas/dias é a multiplicação da quantidade de horas do dia pelo valor da hora dia:
=D22*C23.
Informática
A horas/semanas é a multiplicação do total de horas da semana pelo valor da hora:
A fórmula do preço total é apenas a multiplicação da quantidade pelo preço unitário, faça
=E22*C23.
como no exemplo: =D5*E5
O subtotalAé ahoras/mês
soma de todos
é a os do=soma
preços totais:
multiplicação total (F5:F17)
de horas do mês pelo valor da hora:
O horas/dias é a multiplicação da quantidade de horas do dia pelo valor da hora dia: =D22*C23.
=F22*C23.
A horas/semanas é a multiplicação do total de horas da semana pelo valor da hora: =E22*C23.
A horas/mês é a multiplicação do total de horas do mês pelo valor da hora: =F22*C23.
O total
O total geral geraldoégasto
é a soma a soma
comdomateriais
gasto com materiaiscom
e a despesa e aadespesa com do
mão de obra a mão de obra
pedreiro e dodo
ajudante: =soma (F19;
pedreiro e doF23;24).
ajudante: =soma (F19; F23;24).

Acessando o Publisher

ACESSANDO
Iniciar O PUBLISHER

Todos os programas
 Iniciar
 Todos os programas
Microsoft Office
 Microsoft Office
 Microsoft
MicrosoftOffice
OfficePublisher
Publisher

Imagem: captura de tela


do aplicativo operacional
Windows

Dentro do programa Publisher já existem vários modelos prontos com cores e separações de
campos, contudo é interessante primeiro saber que tipo de modelo adequará melhor ao objetivo do
trabalho a ser feito.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

108
Dentro do programa Publisher já existem vários modelos prontos com cores e separações de
campos, contudo é interessante primeiro saber que tipo de modelo adequará melhor ao
Informática
objetivo do trabalho a ser feito.
Para
Para verificar
verificar os os modelos
modelos existentes
existentes segue
segue o caminho
o caminho para
para tal:tal:

Imagem: captura de tela


O modelo escolhido, será um folheto do aplicativo operacional
Windows
(geralmente utilizado para divulgar
algum trabalho de mostra da escola)

O panfleto selecionado é feito com um


design pré-definido e possuem caixas de
texto onde será possível modificar os
textos existentes. Para isso basta colocar o
mouse em cima das caixas de texto clicando com o botão da esquerda e alterar os quadros
de um a um.

Para modificar as imagens é só clicar com o mouse no botão da direita e encontrar o texto
quePara
diz:modificar
alterar as imagensDesse
imagem. é só clicar
modo coma oimagem
mouse no
a botão da direita
ser inserida já edeve
encontrar
estaro salva
texto que
na diz:
alterar imagem. Desse modo a imagem a ser inserida já deve estar salva na matrícula para que possa ser
inserido, senão primeiro salve a imagem num local de fácil busca e depois refaça esse processo.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

109
matrículapara
matrícula paraque
quepossa
possaser
serinserido,
inserido,senão
senãoprimeiro
primeirosalve
salveaaimagem
imagemnum
numlocal
localde
defácil
fácil
buscaeedepois
busca depoisrefaça
refaçaesse
esseprocesso.
processo.
Informática

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows


Paraalterar
Para alterarcores
coreseedesign
design façaoocaminho
faça caminhoaaseguir: Designde
seguir:Design depágina=>
página=>esquema
esquemaeeescolha
escolha
asasPara
cores
cores quemais
que
alterar mais adéqua
coresadéqua aofaça
ao
e design trabalho.
trabalho. Tenha
Tenha
o caminho cuidado
cuidado
a seguir: nasescolhas
nas
Design escolhas decores
de
de página=> cores poisalgumas
pois
esquema ealgumas
escolha as
cores que mais
podem
podem adéqua
deixar
deixar ao trabalho.
ootrabalho
trabalho Tenha cuidado nas escolhas de cores pois algumas podem deixar
muitoinformal.
muito informal.
o trabalho muito informal.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Para
Para
Para modificar
modificar
modificar asasas fontes
fontes
fontes dodo
do trabalho,
trabalho,
trabalho, segue
segue
segue ocaminho
caminho
oocaminho design
design
design dada
da páginafontes.
páginaÎ
páginaÎ fontes.
fontes.
Também vale lembrar que existem fontes que só o pacote Office possui, sendo interessante
inserir fontesvale
Também
Também mais
vale comunsque
lembrar
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que existem
existem informais.
fontesque
fontes Nasó
que escola
só UTRAMIG
oopacote
pacote Officese
Office usa outro
possui,
possui, programa
sendo
sendo que não
interessante
interessante
Windows, sendo assim não coloque letras artísticas para não comprometer a formatação ao apresen-
oinserir
tar inserir fontesmais
fontes
trabalho. maiscomuns
comunseemenosmenosinformais.
informais.NaNaescola
escolaUTRAMIG
UTRAMIGse seusa
usaoutro
outroprograma
programa
que não
que não Windows,
Windows, sendo
sendo assim
assim não
não coloque
coloque letras
letras artísticas
artísticas para
para não
não comprometer
comprometer aa
formataçãoao
formatação aoapresentar
apresentarootrabalho.
trabalho.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

110
Informática

Não se esqueça que o trabalho deverá ser salvo desde o primeiro momento para que não
haja risco de perda de tudo que já foi feito até agora. Salve em Computador Î número da
matrícula (cada aluno possui um número de identificação = solicite o seu na secretaria) Î
coloque nomes técnicos do trabalho para que facilite a identificação do trabalho e até
Não se esqueça
mesmo que o trabalho
se possível deverádoseraluno,
salvo desde o primeiro momento para que não
Não se esqueça que o com o nome
trabalho caso este
deverá ser salvo desde arquivo
o primeiro tenha para
momento de ser
queavaliado
não haja
riscohaja
de risco
perda de
deperda
tudo de
que tudo

futuramente pelo professor. que
foi já
feito foi
atéfeito até
agora. agora.
Salve emSalve em Computador
Computador  número
Î número
da da
matrícula
(cada aluno possui um número de identificação = solicite o seu na secretaria)  coloque nomes téc-
matrícula (cada aluno possui um número de identificação = solicite o seu na secretaria) Î
nicos do trabalho para que facilite a identificação do trabalho e até mesmo se possível com o nome
do aluno, casonomes
coloque este arquivo
técnicostenha de ser avaliado
do trabalho futuramente
para que facilite apelo professor. do trabalho e até
identificação
1.36 se
mesmo Cartões de Visita
possível com o nome do aluno, caso este arquivo tenha de ser avaliado

1.33futuramente
Cartões depelo professor.
Visita
É possível que seja produzido também cartões de visita através dos modelos já existentes. O
É possível que seja produzido também cartões de visita através dos modelos já existentes. O
caminho
caminho é novo=>
é novo=> cartõescartões de visita.
de visita. Clique Clique
em cimaemdo
cima do cartão
cartão e o arquivo
e o arquivo será baixado
será baixado para aspara
alte-
1.36
rações Cartões de Visita
pessoais.
as alterações pessoais.

É possível que seja produzido também cartões de visita atravésImagem:


dos modelos
capturajá
deexistentes.
tela O
do
caminho é novo=> cartões de visita. Clique em cima do cartão eaplicativo
o arquivo
Windows
operacional
será baixado para
as alterações pessoais.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows


Assim que o modelo for baixado clique com o botão da esquerda em cima da página, que
será uma
Assim que ocaixa de texto
modelo e façaclique
for baixado as modificações
com o botãoque quiser, podendo
da esquerda em cimamodificar
da página,também
que será
uma caixa decores
fonte, textoeeaté
façamesmo
as modificações que quiser,
colocar “logos” podendo modificar também fonte, cores e até
personalizadas.
mesmo colocar “logos” personalizadas.

Assim que o modelo for baixado clique com o botão da esquerda em cima da página, que
será uma caixa de texto e faça as modificações que quiser, podendo modificar também
Fundação
fonte, cores de Educação
e até mesmo paracolocar
o Trabalho de Minas
“logos” Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
personalizadas.
111
Informática

Dê um zoom para facilitar a


visualização

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Para
Paraconfigurar
configurara página. Vá para
a página. layout
Vá para da página
layout e formate
da página da formada
e formate que preferir,
forma quelembrando
preferir,
que alguns modelos já estarão formatados. Sempre confira a impressão antes de fazê-la. A exemplo
lembrando que alguns modelos já estarão formatados. Sempre confira a impressão antes de
dos cartões de visita, por exemplo, vemos que a formatação está convencionada no formato A4 e cada
folha contemplará 10 cartões
fazê-la. A exemplo com
dos o tamanho
cartões especificado
de visita, pelo programa
por exemplo, vemos que
quevem demonstrado
a formatação do
está
lado esquerdo da tela. Não se esqueça de usar as barras de rolagem para movimentar a tela para es-
querda,convencionada
direita; abaixo enoacima
formato A4 esteja
caso não e cadaconseguindo
folha contemplará 10 cartões com o tamanho
uma boa visualização.
especificado pelo programa que vem demonstrado do lado esquerdo da tela. Não se
esqueça de usar as barras de rolagem para movimentar a tela para esquerda, direita; abaixo
e acima caso não esteja conseguindo uma boa visualização.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

112
Informática

Cada modelo vem especificando o tamanho dos desenhos de cartões, panfletos entre
outros. Caso tenha dúvida verifique com uma régua comum se o tamanho de cada modelo
atenderá e não se esqueça de checar a configuração e modelo de papel para cada trabalho
Cada modelo vem especificando o tamanho dos desenhos de cartões, panfletos entre outros.
que
Caso estará
tenha sendo
dúvida feito. com
verifique Se A4,
uma A5,régua
Oficio,
comumentreseoutras configurações
o tamanho como orientação
de cada modelo atenderá e não
se horizontal
esqueça deechecar
Cada modelo a configuração
vertical.
vem Lembro também
especificando e modelo
o que asdemargens
tamanho papel
dos para cadaser
podem
desenhos trabalho que panfletos
de configuradas
cartões, estará sendo
de modo afeito.
entre
Se A4, A5, Oficio, entre outras configurações como orientação horizontal e vertical. Lembro também
queaproveitar
outros.
as margensbem
Caso os espaços
tenha
podem dúvida
ser existentes
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configuradas para
com que
uma
modo na impressão
régua comum
a aproveitar bemcaso
se haja recortes
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tamanho nãopara
de cada
existentes sobre
modelo
que na
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espaço casobranco
em
atenderá e haja recortes
não seem vão.nãode
esqueça sobre
checarespaço em branco eem
a configuração vão. de papel para cada trabalho
modelo
que estará sendo feito. Se A4, A5, Oficio, entre outras configurações como orientação
horizontal e vertical. Lembro também que as margens podem ser configuradas de modo a
aproveitar bem os espaços existentes para que na impressão caso haja recortes não sobre
espaço em branco em vão.

Imagem: captura de tela do aplicativo operacional Windows

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

113
Informática

Dicas:
1.34 Construa Materiais Personalizados
Materiais de marketing, como folhetos ou catálogos, são em geral mais eficazes quando
são dirigidos a um cliente específico ou segmento de cliente. Todavia, nem sempre você
tem tempo para criar um novo folheto personalizado para cada reunião com cliente ou
conferência. Com as melhorias da mesclagem de catálogo no Office Publisher 2007, você
pode rapidamente fundir textos e fotos de uma fonte de dados (ou combinar elementos
de várias fontes) para criar uma nova publicação que incorpore múltiplos registros por
página. Isto é especialmente útil para publicações ricas em conteúdo, atualizadas frequen-
temente como listas de preços, folhetos, agendas de endereços ou catálogos. As fontes de
dados incluem as fontes comuns como planilhas ou bancos de dados no Microsoft Office
Excel 2007, Office Access 2007, Office Outlook 2007 e outros formatos.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

114
Informática
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
http://www.ceavi.udesc.br/arquivos/id_submenu/487/apostila_word.pdfhttp://salaaberta.files.wor-
dpress.com/2011/12/apostila-word.pdf

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=7&ved=0CFoQFjAG&ur-
l=http%3A%2F%2Fwww.slideshare.net%2Fjosimarnunes%2Fapostila-bsica-de-word&ei=rs2xUvGfEd-
TOkQejqoCABQ&usg=AFQjCNHRqfwSd9hjNmVtbR8Q7ke- NZ70kQ

http://www.unifesp.br/proex/dac/eaoc/apostilas/publisher_2003/apostila.pdf

http://pt.slideshare.net/nanecg2/apostila-completaexcel-26894290

http://blog.segr.com.br/wp-content/uploads/2013/09/Apostila-Excel1.pdf

Apostila Power Point Avançado. Treinar Cursos de informáticas

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115
Curso Técnico em

SEGURANÇA DO
TRABALHO
Etapa 1

MATEMÁTICA APLICADA
Matemática Aplicada

Sumário

1 Introdução .......................................................................................................121

2 Conjuntos ........................................................................................................122
2.1 Conceitos de conjuntos.......................................................................................................122
2.1.1 Conjunto vazio: . ........................................................................................................122
2.1.2 Subconjuntos: . ..........................................................................................................122
2.1.3 Pertinência: ...............................................................................................................122
2.1.4 Igualdade: . ................................................................................................................123
2.1.5 Desigualdade: . ..........................................................................................................123
2.1.6 Complementar: .........................................................................................................123
2.2 Operações entre conjuntos: ...............................................................................................124
2.2.1 Diferença de conjuntos: ............................................................................................124
2.2.2 União de Conjuntos: . ................................................................................................125
2.2.3 Intersecção de Conjuntos: .........................................................................................125

3 Conjuntos numéricos .......................................................................................126
3.1 Conjunto dos números naturais (IN) ..................................................................................126
3.2 Conjunto dos números inteiros (Z) .....................................................................................127
3.3 Conjunto dos números racionais (Q) ..................................................................................127
3.4 Conjunto dos números irracionais . ....................................................................................128
3.5 Conjunto dos números reais (IR) ........................................................................................128
Lista de exercícios – conjuntos .................................................................................................129

4. Números decimais.........................................................................................132
4.1 Frações Decimais ................................................................................................................133
4.2 Numeração decimal . ..........................................................................................................133
4.2.1 Números Decimais ....................................................................................................133
4.2.2 Leitura dos números decimais . .................................................................................135

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

118
Matemática Aplicada
4.2.3 Transformação de números decimais em frações decimais ......................................136
4.2.4 Transformação de fração decimal em número decimal ............................................137
4.2.5 Decimais equivalentes . .............................................................................................138
4.2.6 Comparação de números decimais ...........................................................................139
4.3 Operações com números racionais decimais .....................................................................139
4.3.1 Adição . ......................................................................................................................139
4.3.2 Subtração ..................................................................................................................140
4.3.3 Multiplicação .............................................................................................................141
4.3.4 Divisão .......................................................................................................................142
4.3.5 Potenciação ...............................................................................................................147
4.3.6 Raiz Quadrada ...........................................................................................................148
4.3.7 Expressões Numéricas . .............................................................................................148
Lista de exercícios – número decimal .......................................................................................150

5  Medidas: Comprimento, Área, Volume, Capacidade e massa...........................153
5.1 Sistema Métrico Decimal........................................................................................................... 153
5.1.1 Medida de Comprimento................................................................................................ 153
5.1.2 Medida de Superfície ou Área...........................................................................................156
5.1.3 Medida de Volume........................................................................................................... 157
5.1.4 Medida de capacidade..................................................................................................... 158
5.1.5 Medida de Massa............................................................................................................. 159
Lista de exercícios – medidas de comprimento, área, volume, capacidade 
e massa......................................................................................................................................160

6 Potencia de dez................................................................................................165
6.1 Operações com potência de dez:...............................................................................................166
6.1.1 Adição e Subtração...........................................................................................................166
6.1.2 Multiplicação....................................................................................................................167
6.1.3 Divisão..............................................................................................................................167
6.1.4 Expressões com potência de dez......................................................................................168
Lista de exercícios – potência de 10.................................................................................................169

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

119
Matemática Aplicada
7 Razão...............................................................................................................172
Lista de exercícios – razão................................................................................................................173

8 Proporção.........................................................................................................175
8.1 Propriedade Fundamental das Proporções................................................................................176
8.2 Resolução de uma proporção.....................................................................................................177
Lista de exercícios – proporção........................................................................................................178

9 Regra de três....................................................................................................180
9.1 Regra de três simples.................................................................................................................180
9.2 Regra de três composta..............................................................................................................183
Lista de exercícios regra de três........................................................................................................186

10 Equação exponencial......................................................................................188
10.1 Função Exponencial..................................................................................................................189
Lista de exercícios equações exponenciais.......................................................................................191

11 Logaritmos......................................................................................................194
11.1 Função Logarítmica..................................................................................................................196
Lista de exercícios - logaritmo..........................................................................................................200

12. Medias..........................................................................................................202
12.1 Média aritmética simples.........................................................................................................202
12.2 Média ponderada.....................................................................................................................202
Lista de exercícios – média...............................................................................................................203

13 Probabilidade.................................................................................................207
13.1 Experimento Aleatório.............................................................................................................207
13.2 Espaço Amostral.......................................................................................................................207
Lista de exercícios – probabilidade...................................................................................................209

Referencias bibliográficas....................................................................................212

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

120
Matemática Aplicada

1. INTRODUÇÃO

“A educação é um ato de amor e, portanto, um ato de coragem. Não pode temer o de-
bate, a análise da realidade; não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.” 

Paulo Freire

Este material serve como introdução aos conceitos matemáticos, adequando-se às necessida-
des dos alunos da UTRAMIG.
Nele estão conteúdos dos níveis básico e intermediário da matemática, dos ensinos fundamen-
tal e médio. Os pontos, aqui abordados, fazem parte de um grupo de requisitos necessários à ascen-
são nos cursos oferecidos pela unidade.
Este material tem por objetivo oferecer subsídios e conhecimento básicos aos alunos que de-
les necessitam, a modo de proporcionar aos discentes a base matemática para prosseguir em seus es-
tudos.  Estes conteúdos  auxiliarão  no  manuseio  e  dosagem  de  substâncias,  além  de, proporcio-
nar uma visão crítica na interpretação de exames e diagnósticos.
O  material  contém  as  definições  matemáticas  de  uma  maneira  clara  e objetiva,  exem-
plos e uma série de exercícios de fixação.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

121
Matemática Aplicada

2. CONJUNTOS

A noção de conjunto e bastante simples e fundamental na matemática, pois a partir dela po-
dem ser expressos todos os conceitos matemáticos.
Um conjunto é uma coleção qualquer de objetos. Por exemplo:  
• Conjunto dos estados da região sudeste do Brasil:
S =  {São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo}  
• Conjuntos dos números primos:
B =  {2,3,5,7,11,13...}

2.1 Conceitos de conjuntos

2.1.1 Conjunto vazio:
É um conjunto que não possui elementos. O conjunto vazio é representado por { } ou ∅. Uma pro-
priedade contraditória qualquer pode ser usada para definir o conjunto vazio.
Exemplos: {x/ x é um número natural ímpar menor do que 1}  = ∅

Pois não há número natural ímpar menor do que 1.

2.1.2 Subconjuntos:
Quando  todos  os  elementos  de um  conjunto  A  qualquer  pertencem a outro  conjunto  B, diz-
-se, então, que A é um subconjunto de B, ou seja A ⊂ B.
Observações: O conjunto vazio, por convenção, é subconjunto de qualquer conjunto, ou seja
∅⊂A
Exemplos : A =  { 1,2,3,4,5,6,7} B =  {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10}
Podemos dizer que o conjunto A e um subconjunto do conjunto B.
Pois o conjunto A ⊂ B.

2.1.3 Pertinência:
a ∈ A (lê-se: a pertence ao conjunto A)

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

122
Matemática Aplicada
a ∉ B (lê-se: a não pertence ao conjunto B)

Exemplos: A = {0,1,2,3,4,5,6,7,...} temos,
3∈Ae–3∉A

2.1.4 Igualdade:
Dois conjuntos são iguais quando possuem os mesmos elementos.
A = B ( lê-se: conjunto A igual ao conjunto B) Exemplos: A = {1,3,5} e B =  {x/x é ímpar, positi-
vo, menor que 7}

Então temos A = B.

2.1.5 Desigualdade:
Dois  conjuntos  são  diferentes  quando  existe  pelo  menos  um  elemento que  perten-
ce a um dos conjuntos e não pertence ao outro.
A ≠ B ( lê-se: conjunto A diferente do conjunto B)

Exemplos: A = {9,11,13,...} e B =  {x/x é ímpar, positivo, maior ou igual a 7} Então temos A ≠B.

2.1.6 Complementar:
O conjunto complementação de B em relação a A é dado por, CAB =  A – B (condição B ⊂ A).

CAB ( lê-se: complementar de B em relação a A)

Exemplo: A =  {–4, –3, –2, –1,0} e B = {–2, –1, 0}, temos CAB =  {–4, –3}

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123
Matemática Aplicada
SÍMBOLOS

∈ : pertence ⇒ : implica que

∉ : não pertence ⇔ : se, e somente se

⊂ : está contido ∃ : existe

⊃ : não está contido ∃: não existe

∀ : para todo (ou qualquer que


⊂ : contém
seja)

⊄ : não contém ∅ : conjunto vazio

/ : tal que

Fonte: Elaborado pelo autor

2.2 Operações entre conjuntos:

2.2.1 Diferença de conjuntos:


Dados os conjuntos A e B , define-se como diferença de conjunto ou conjunto representa-
do por A-B, nesta ordem, formado por todos os elementos pertencentes ao conjunto A e que não per-
tence ao conjunto B, ou seja,

Exemplos: A = {4,5,6,7,8,9,} B = {6,7,8,9} , então A – B = {4,5}

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124
Matemática Aplicada

2.2.2 União de Conjuntos:


Dados os conjuntos A e B, define-se como união dos conjuntos A e B ao conjunto representado
por A ∪ B, formado por todos os elementos pertencentes a A ou B, ou seja:
A ∪ B = {x/x ∈ A ou x ∈ B}

A∪B

Exemplos : A = {3,6} B = {5,6} , então A ∪ B = {3,5,6}

2.2.3 Intersecção de Conjuntos:


Dados os conjuntos A e B, define-se como intersecção dos conjuntos A e B ao conjunto repre-
sentado por A ∩ B , formado por todos os elementos pertencentes a A e B, simultaneamente, ou seja:
A ∩ B = {x/x ∈ A ou x ∈ B}

A∩B

Exemplos : A = {3,6,9} B = {3,4,5,6} , então = {3,6} 74

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125
Matemática Aplicada
SÍMBOLOS DAS OPERAÇÕES:

3. CONJUNTOS NUMÉRICOS

3.1 Conjunto dos números naturais (IN)

IN = {0, 1, 2, 3, 4, 5,...}

Um subconjunto que é importante de IN é o conjunto IN*:


IN* = {1, 2, 3, 4, 5,...} → o zero foi excluído do conjunto IN.

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126
Matemática Aplicada
É possivel considerar o conjunto dos números naturais dispostos sobre uma reta, como mos-
tra o gráfico abaixo:

3.2 Conjunto dos números inteiros (Z)


Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}

O conjunto IN consiste no subconjunto de Z.

Temos também outros subconjuntos de Z:

Z* = Z–{0}

Z+ = conjunto dos inteiros não negativos = {0,1,2,3,4,5,...}

Z_ = conjunto dos inteiros não positivos = {0, –1, –2, –3, –4, –5,...}
Note que Z+ = IN.
É possivel considerar os números inteiros dispostos sobre uma reta, conforme mostra o gráfi-
co abaixo:

3.3 Conjunto dos números racionais (Q)


Os números racionais são todos os valores que podem ser dispostos na forma fracioná-
ria (com o numerador ∈ Z e denominador ∈ Z*). Ou seja, o conjunto dos números racionais nada mais
é do que a junção do conjunto formado pelos nueros inteiros com as frações positivas e negativas.

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127
Matemática Aplicada
Assim, podemos escrever:

a
Q = {x | x = , com a ∈ Z , b ∈ Z e b ≠ 0}
b

a
É importante considerar a representação decimal de um número racional, que se obtém di-
b
vidindo a por b.
Exemplos de decimais exatos ou finitos:

Exemplos de decimais periódicos ou infinitos:


Todo decimal exato ou periódico pode aparecer sob a forma de número racional.

3.4 Conjunto dos números irracionais


Os números irracionais correspondem a decimais infinitos não periódicos, ou seja, os núme-
ros que não podem ser representados na forma de fração (divisão de dois inteiros). Como exem-
plo de números irracionais, é possivel citar a raiz quadrada dos números primos : 2 = 1,4142135..

2 = 1,4142135...

3 = 1,7320508..
Um número irracional bastante conhecido é o número π = 3,1415926535..

3.5 Conjunto dos números reais (IR)


Dados os conjuntos dos números racionais (Q) e dos irracionais, o conjunto dos números reais
pode ser definido como:

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128
Matemática Aplicada

IR = Q ∪ {irracionais} = {x|x é racional ou x é irracional}

O diagrama abaixo representa a relação entre os conjuntos numéricos:

Portanto, os números naturais, inteiros, racionais e irracionais são em sua totalidade núme-
ros reais. Como subconjuntos importantes de IR temos:
IR* = IR-{0}
IR+ = conjunto dos números reais não negativos.
IR_ = conjunto dos números reais não positivos.

Obs.: Entre dois números inteiros existem infinitos números reais. Por exemplo:
• Entre os números 1 e 2 existem infinitos números reais: 1,01 ; 1,001 ; 1,0001 ; 1,1 ; 1,2 ;
1,5 ; 1,99 ; 1,999 ; 1,9999 ...
• Entre os números 5 e 6 existem infinitos números reais: 5,01 ; 5,02 ; 5,05 ; 5,1 ; 5,2 ; 5,5 ;
5,99 ; 5,999 ; 5,9999 ..

Lista de exercícios – Conjuntos

1) Utilizar os símbolos ∈ ou ∉, relacionando os elementos com os conjuntos A = {a, e, i, o, u} e


B = {b, c, d, f, g}.
a) a ......A
b) u...... B
c) c...... B
d) d...... A

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129
Matemática Aplicada
2) Sendo A  =  {3, 4, 5, 6, 7} e B  =  {5, 6, 7, 8, 9 ...}, determine:
a) A ∪ B
b) A ∩ B
c) A – B

3) São dados os conjuntos:
A  =  {x ∈ N / x é ímpar},
B  =  {x ∈ Z / – 3 ≤ x < 4},
C  =  {x ∈ Ζ / x < 6}.

Calcule:
a) (A∩B) ∪ (B∩C)  =
b) (A∩C) ∪ B  =

4) Em  uma  escola,  100  alunos  praticam  vôlei,  150  futebol,  20  os  dois  esportes  e 110  alunos,  ne-
nhum esporte. O número total de alunos é.

5) Em uma classe 30 alunos acertaram a primeira questão de uma prova e 25 alunos acertaram a se-
gunda questão dessa prova. A prova continha apenas duas questões e todos os alunos da clas-
se acertaram pelo menos uma questão.
a) Qual é o máximo de alunos que essa classe pode ter? Em qual situação?
b) Qual é o mínimo de alunos que essa classe pode ter? Em qual situação?

6) Numa prova constituída de dois problemas, 300 alunos acertaram somente um deles, 260 o se-
gundo, 100 alunos acertaram os dois e 210 erraram o primeiro, quantos alunos fizeram a prova?

7) Um banco de sangue catalogou 60 doadores assim distribuídos:
• 29 com sangue tipo O;
• 30 com fator Rh negativo;
• 14 com fator Rh positivo e tipo sanguíneo diferente de O.
Determine quantos doadores possuem tipo sanguíneo diferente de O e fator Rh negativo.

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130
Matemática Aplicada
8) (Retirado do Livro Luiz Roberto Dante – Matemática Contexto & Aplicações – vol. 1, Ed. Ática, São Pau-
lo, 2008). Dado os conjuntos:
A = {0; 1; 2}, B = {1; 2; 5} e C = {0; 1; 2; 3; 4; 5}, determinar:
a) A ∪ B ∪ C
b) A ∩ B ∩ C
c) (A – B) ∩ C
d) A ∪ (B – C)

9) Um conjunto A tem 13 elementos, A ∩ B tem 8 elementos e A ∪ B tem 15 elementos. Qual o nú-


mero de elementos do conjunto B?

10) No diagrama, a parte hachurada representa:

a) (E ∩ F) ∩ G
b) (E ∩ G)
c) G ∩ (E ∪ F)
d) (E ∩ F) ∪ (F ∩ G)
e) (E ∪ F) ∪ G

11) A diferença A – B, sendo A = {x ∈ R I – 4 < x < 3} e B = {x ∈ R I – 2 < x < 5} é igual a:


a) {x ∈ R I – 4 < x < –2}
b) {x ∈ R I – 4 < x < –2}
c) {x ∈ R I 3 < x < 5}
d) {x ∈ R I 3 < x < 5}
e) {x ∈ R I – 2 < x < 5}

12) Analise as afirmativas a seguir:


I – é maior do que .

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131
Matemática Aplicada
II – 0,555... é um número racional.
III – Todo número inteiro tem antecessor.
a) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) Se somente a afirmativa II estiver correta.
c) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) Se somente a afirmativa I estiver correta.
e) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

13) Classifique as afirmações a seguir em verdadeira (V) ou falsa (F), Justificando as falsas com um exem-
plo numérico:
a) Todo número inteiro é racional. (___)
b) (NUZ)∩(Q U R) = Z (___)
c) ( Q U I ) = R (___)
d) ( N U I ) = Q (___)
e) Z∩(Q U R) = N (___)
f) Entre dois números racionais existe sempre outro número racional. (___)
g) Todo número racional é natural. (___)

4.NÚMEROS DECIMAIS

A figura nos mostra um paralelepípedo com suas principais dimensões em centímetros.

Essas dimensões são apresentadas sob a forma de notação decimal, que corresponde à ou-

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132
Matemática Aplicada
tra forma de representação dos números racionais fracionários.
A representação dos números fracionária já era conhecida há quase 3.000 anos, enquanto a for-
ma decimal surgiu no século XVI com o matemático francês François Viéte.
O uso dos números decimais é bem superior ao dos números fracionários. Observe que nos com-
putadores e nas máquinas calculadoras utilizamos unicamente a forma decimal.

4.1 Frações Decimais


Observe as frações:

Os denominadores são potências de 10.


Assim:

Denominam-se frações decimais, todas as frações que apresentam potências


de 10 no denominador.

4.2 Numeração decimal

4.2.1 Números Decimais


O francês Viète (1540 – 1603) desenvolveu um método para escrever as frações decimais; no lu-
gar de frações, Viète escreveria números com vírgula.
Esse método, modernizado, é utilizado até hoje.

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133
Matemática Aplicada
Observe no quando a representação de frações decimais através de números decimais:

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134
Matemática Aplicada
Os números 0,1, 0,01, 0,001; 11,7, por exemplo, são números decimais.
Nessa representação, verificamos que a vírgula separa a parte inteira da parte decimal.

4.2.2 Leitura dos números decimais


No sistema de numeração decimal, cada algarismo, da parte inteira ou decimal, ocupa uma po-
sição ou ordem com as seguintes denominações:

Nomenclatura da parte decimal:

* Décimo = 0,1
* Centésimo = 0,01
* Milésimo = 0,001
* Décimo Milésimo = 0,0001
* Centésimo Milésimo = 0,00001
* Milionésimo = 0,000001
* Décimo Milionésimo = 0,0000001
* Centésimo Milionésimo = 0,00000001
* Bilionésimo = 0,000000001
* Décimo Bilionésimo = 0,0000000001
* Centésimo Bilionésimo = 0,00000000001
* Trilionésimo = 0,000000000001

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135
Matemática Aplicada
*  Décimo Trilionésimo  =  0,0000000000001
*  Centésimo Trilionésimo  =  0,00000000000001

Exemplos:
1,2: um inteiro e dois décimos;
2,34: dois inteiros e trinta e quatro centésimos
Quando a parte inteira do número decimal é zero, lemos apenas a parte decimal.
Exemplos:
0,1 : um décimo;
0,79 : setenta e nove centésimos

Observação:  
• Existem outras maneiras de executar a leitura referente a um número decimal.
Veja a leitura do número 5, 53: Leitura convencional: cinco inteiros e cinquenta e três cen-
tésimos; Outras maneiras:  quinhentos  e  cinquenta  e  três  centésimos; cinco  inteiros,  cin-
co décimos e três centésimos.
• Todo  número  natural  pode  ser  escrito  na  forma  decimal,  sendo necessário apenas inse-
rir a vírgula após o último algarismo e adicionar zero(s).
Exemplos:
4  =  4,0  =  4,00 75  =  75,0  =  75,00

4.2.3 Transformação de números decimais em frações decimais
Observe os seguintes números decimais:  
8
• 0,8 (lê-se “oito décimos”), ou seja, 10 .

• 0,65 (lê-se “sessenta e cinco centésimos”), ou seja, 65 .
100
•  5,36 (lê-se “quinhentos e trinta e seis centésimos”), ou seja, 536 .
100
47
• 0,047 (lê-se “quarenta e sete milésimos”), ou seja
1000

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136
Matemática Aplicada
Verifique então que:

Dessa forma: um valor decimal é igual à fração que é obtida escrevendo para numerador o va-
lor sem vírgula e fornecendo para denominador a unidade seguida de tantos zeros quantas fo-
rem às casas decimais.

4.2.4 Transformação de fração decimal em número decimal


Veja as igualdades que existem entre frações decimais e números decimais a seguir:

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137
Matemática Aplicada
É possivel concluir, então, que: para realizar a transformação de uma fração em número deci-
mal, é preciso somente dar ao numerador tantas casas decimais quantas forem a quantidade de zeros
presentes no denominador.

4.2.5 Decimais equivalentes


As figuras foram divididas em 10 e 100 pares, respectivamente. A seguir foram coloridas de ver-
de escuro 4 e 40 destas parte, respectivamente.
Observe:

4 40
= 0, 4 = 0, 40
10 100

Verificamos que 0,4 representa o mesmo que 0,40, ou seja, são decimais equivalentes.
Logo, decimais equivalentes são aqueles que representam a mesma quantidade.
Exemplos:

0,4 = 0,40 = 0,400 = 0,4000 8 = 8,0 = 8,00 = 8,000

2,5 = 2,50 = 2,500 = 2,5000 95,4 = 95,40 = 95,400 = 95,4000

Dos exemplos acima, podemos concluir que: um número não se altera quando se acrescen-
ta ou se suprime um ou mais zeros à direita de sua parte decimal.
Lembrando que o zero a direita de um número inteiro tem valor, o zero só não apresenta va-
lor à esquerda de um número inteiro.

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138
Matemática Aplicada
4.2.6 Comparação de números decimais
Comparar dois números decimais significa estabelecer uma relação de igualdade ou de desi-
gualdade entre eles. Consideremos dois casos:
1º Caso: As partes inteiras
O maior é aquele que tem a maior parte inteira.
Exemplos:
3,4 > 2,943, pois 3 >2. 10,6 > 9,2342, pois 10 > 9.

2º Caso: As partes inteiras são iguais


O maior é aquele que tem a maior parte decimal. É necessário igualar inicialmente o núme-
ro de casas decimais acrescentando zeros.
Exemplos:
0,75 > 0,7 ou 0,75 > 0,70 (igualando as casas decimais), pois 75 > 70.
8,3 > 8,03 ou 8,30 > 8,03 (igualando as casas decimais ), pois 30 > 3.

4.3 Operações com números racionais decimais

4.3.1 Adição
Veja a seguinte adição:
1,28 + 2,6 + 0,038
Alterando para frações decimais, temos:

Método prático
1º) O números de casas decimais são igualados, acrescentando zeros;
2º) Inserimos vírgula debaixo de vírgula;
3º) Realizamosmos a adição, inserindo a vírgula na soma, alinhada com as demais.

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Matemática Aplicada
Exemplos:

1,28 + 2,6 + 0,038 35,4 + 0,75 + 47 6,14 + 1,8 + 0,007

4.3.2 Subtração
Veja a seguinte subtração:
3,97 – 2,013
Alterando para fração decimais, teremos:

Método prático
1º) Os números de casas decimais são igualados, havendo o acréscimo de zeros;
2º) Inserimos vírgula debaixo de vírgula;
3º) Realizamos a subtração, inserindo a vírgula na diferença, alinhada com as demais.

Exemplos:

3,97 – 2,013 17,2 – 5,146 9 – 0,987

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Matemática Aplicada
4.3.3 Multiplicação
Observe a seguinte multiplicação: 3,49 · 2,5

Alterando para fração decimais, temos:

Método prático
Para multiplicar os dois valores decimais como se fossem números naturais, inserimos a vírgu-
la no resultado para que o número de casas decimais do produto seja equivalente à soma dos números
de casas decimais dos fatores.

Exemplos:

Observação:
1. Ao multiplicar um número natural com um número decimal, usamos o método prático da ope-
ração de multiplicação. Nesse caso a quantidade de casas decimais do produto é equivalente ao
número de casas decimais do fator decimal.

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Matemática Aplicada
Exemplo:
5 · 0,423 = 2,115 2.

2. Quando se multiplica um valor decimal por 10, 100, 1.000, ..., é preciso deslocar a vírgula para a di-
reita uma, duas, três, ..., casas decimais.
Exemplos:

3. Os valores decimais podem ser alterados para porcentagens.


Exemplos:

4.3.4 Divisão

1º: Divisão exata


Veja a seguinte divisão: 1,4 : 0,05

Alterando para frações decimais, teremos:

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Matemática Aplicada

Método prático
1º)  Os números de casas decimais são igualados , acrescentando zeros;
2º)  Suprimimos as vírgulas;
3º)  Realizamos a divisão.

Exemplos

1,4  :  0,05 Executado  a  divisão


As  casa  decimais são igualadas:  1,40    : 0,05 140 5
Suprimindo  as  vírgulas:  140  : 5
40 28
Logo,  o  quociente  de  1,4  por  0,05 é 28.
0

6  :  0,015 Executando  a  divisão


As  casas  decimais são igualadas: 6,000: 0,015
6000 15
Suprimindo  as  vírgulas: 6.000    : 15
Logo,  o  quociente  de  6  por  0,015 é  400. 000 400

4,096  :  1,6 Executando  a  divisão


As  casas  decimais são igualadas: 4,096 : 1,600 4096 1500
Suprimindo  as  vírgulas: 4.096 : 1.600
890 2

Note que na divisão efetuada acima o quociente inteiro é representado pelo número 2 e o resto


se refere a 896 unidades. É possivel dar prosseguimento a divisão estabelecendo a parte decimal do
quociente. Para determinar os decimos, inserimos uma virgula no quociente e adicionamos um zero
ao resto, tendo em vista que 896 unidades é equivalente a 8960 décimos.
Dando continuidade a divisão para estabelecer os centésimos adicionando outro zero ao novo res-
to, tendo em vista que que 960 décimos equivalem a 9600 centésimos.
4 096 1 500
8960 2,56
9600 0
O quociente 2,56 é exato, uma vez que o resto é nulo.

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143
Matemática Aplicada
Logo, o quociente de 4,096 por 1,6 é 2,56.
0,73 : 5
• O número de casas decimais são igualados;
• Suprimos a vírgula;
• Realizamos a divisão.

É possivel dar prosseguimento a divisão, inserindo uma vírgula no quociente e adicionan-


do um zero à direita do três. Assim:

730 500
230 0,1

Dando continuidade a divisão, obtemos:

730 500
2300 0,146
3000
0

Logo, o quociente de 0,73 por 5 é 0,146.

Em algumas divisões, a adição de um zero ao resto faz com que ainda não seja possível a di-


visão. Nesse caso, é preciso inserir um zero no quociente e adicionar mais um zero ao resto.

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Matemática Aplicada
Exemplos:

2,346 : 2,3

Note que 460 (dé-


cimos) é inferior ao
divisor (2.300). Inse-
rimos, portanto, um
zero no quociente e adiciona-
mos mais um zero ao resto.

Logo, o quociente de 2,346 por 2,3 é 1,02.


Observação:
Para efetuar a divisão de um valor decimal por 10, 100, 1.000, ..., é preciso deslocar a vírgu-
la para a esquerda uma, duas, três, ..., casas decimais.
Exemplos:

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145
Matemática Aplicada
2º : Divisão não exata
Para uma divisão não exata estabelecemos o quociente com aproximação por falta ou por ex-
cesso.
Observe, por exemplo, a divisão de 66 por 21:

Ao tomar o quociente 3 (por falta), ou 4 (por excesso), estamos cometendo um erro que uma uni-
dade, tendo em vista que o quociente real encontra-se entre 3 e 4.

66
Logo: 3 < <4
21

Assim, na divisão de 66 por 21, temos a afirmar que:


• 3 é o quociente com aproximação por falta, a menos de uma unidade.
• 4 é o quociente com aproximação por excesso, a menos de uma unidade.

Prosseguindo a divisão de 66 por 21, temos:

É possivel afirmar que:


• 1 é o quociente com aproximação por falta, a menos de um décimo.
• 3,2 é o quociente com aproximação por excesso, a menos de um décimo.

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146
Matemática Aplicada
Dando mais um passo, seguindo essa mesma divisão, é possivel afirmar que:
• 3,14 é o quociente com aproximação por falta, a menos de um centésimo.
• 3,15 é o quociente com aproximação por excesso, a menos de um centésimo.

Observação:
1. As expressões apresentam o mesmo significado:
– Aproximação por falta com erro menor que 0,1 ou com aproximação de décimos.
– Aproximação por falta com erro menor que 0,01 ou com aproximação de centésimos e, as-
sim, por diante.
2. Estabelecer um quociente aproximado de décimos, centésimos ou milésimos quer dizer parar a di-
visão ao alcançar a primeira, segunda ou terceira casa decimal do quociente, respectivamente.

Exemplos:
13 : 7 = 1,8 (aproximação de décimos)
13 : 7 = 1,85 (aproximação de centésimos)
13 : 7 = 1,857 (aproximação de milésimo)

Cuidado!
Caso seja pedido um quociente com aproximação de uma divisão exata, É preciso comple-
tar com zero(s), a(s) casa(s) do quociente necessária(s) para alcançar tal aproximação.
Exemplo:
O quociente aproximado de milésimos de 8 de 3,2 é:

4.3.5 Potenciação
As potências onde a base é representada por um número decimal e o expoente é um núme-
ro natural são regidos pelas mesma regras desta operação, já estabelecidas. Assim:

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147
Matemática Aplicada
(3,5)2 = 3,5 · 3,5 = 12,25 (0,64)1 = 0,64
(0,4)3 = 0,4 · 0,4 · (0,18)0 = 1
0,064

4.3.6 Raiz Quadrada


A raiz quadrada de um número decimal pode ser estabelecida de maneira fácil, modifican-
do o mesmo numa fração decimal. Assim:

4.3.7 Expressões Numéricas


Para o cálculo de expressões numéricas que envolvem números decimais é preciso seguir as mes-
mas regras que são aplicadas às expressões numericas fracionárias. Nas expressões que contêm fra-
ções e números decimais, é preciso trabalhar modificando todos os termos em um só tipo de núme-
ro racional.

Exemplo:

Transformemos em número decimal

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148
Matemática Aplicada
= 0,05 + 0,2 · 0,16 : 0,4 + 0,25

= 0,05 + 0,032 : 0,4 + 0,25

= 0,05 + 0,08 + 0,25 = 0,38

Em expressões que contêm dízimas, devemos estabelecer de forma imediata suas geratrizes.
Exemplos:

Determine as geretrizes das dízimas

Transformemos em fração decimal

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149
Matemática Aplicada
Lista de exercícios – Número Decimal

1- Converta cada número decimal em fração decimal.


a) 0,2 =
b) 1,3 =
c) 0,08 =
d) 0,201
e) 0,485 =
f) 34,72 =
g) 7,345 =
h) 764,34 =

2- Converta cada fração decimal em número decimal.

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150
Matemática Aplicada
3-  Determine as somas e as subtrações:
a) 6,52 + 4,58  = k) 16,4 – 3,2  =
b) 7,318 + 3,002  = l) 17 – 4,8  =
c) 10,94 – 6,328  = m) 14 – 6,22  =
d) 12,345 – 9,12  = n) 0,6 – 0,43  =
e) 2,4 + 3,5  = o) 17 – 6,08  =
f) 7 + 3,5  = p) 17,8 – 9,4  =
g) 3,3 + 0,77  = q) 21 – 3,6  =
h) 6,6 +0,66  = r) 16 – 3,55  =
i) 3,98 + 0,02  = s) 0,8 – 0,66  =
j) 5,7 + 4,1  = t) 14,1 – 3,044  =

4-  Efetue os produtos:
a) 4 x 0,6  = h) 5,85 x 0,36  =
b) 8 x 3,5  = i) 6,89 x 0,31  =
c) 3,2 x 5,4  = j) 5 x 4,7  =
d) 3,2 x 9,9  = k) 6 x 3,85  =
e) 3,81 x 0,44  = l) 3,7 x 8,5  =
f) 4 x 2,15  = m) 3,33 x 0,22  =
g) 4,8 x 5,5  = n) 0,44 x 0,4  =

5-  Calcule os quocientes dos números decimais:
a) 1,5 : 0,5  = h) 40,7 : 5,5  =
b) 0,08 : 0,04  = i) 15,54 : 0,7  =
c) 3,4 : 0,17  = j) 3,4 : 0,04  =
d) 10 : 0,25  = k) 5,55 : 1,5  =
e) 34,5 : 10  = l) 48 : 7,5  =
f) 21,8 : 4,36  = m) 26,4 : 4,8  =
g) 77 : 0,7  = n) 0,88 : 8  =

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151
Matemática Aplicada
6-  Efetue as divisões :
a) 4,38: 10
b) 59,61:10
c) 381,7:10
d) 674,9:100
e) 85,35:100
f) 6312,4:100
g) 7814,9:10000

7-  Efetue as divisões :
a) 5,38: 0,1
b) 85,61:0,01
c) 0,012:0,01
d) 5,9:0,001
e) 0,00084:0,0001
f) 0,45:0,001
g) 0,8: 0,1

8- Calcular o valor das expressões:

a) 6,9 : 3 – 0,71  =
b) 8,36 : 2 – 1,03  =
c)  3 0, 027 =
d)  6, 25 =

e)  0, 04 =
f) (0,35)2  =
g) (5,97)4  =
h) (0,57)3  =

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152
Matemática Aplicada

5.  MEDIDAS: COMPRIMENTO, ÁREA, VOLUME, 
CAPACIDADE E MASSA

5.1 Sistema Métrico Decimal
Na  França,  em  1793,  foi  adotado  um  sistema  de  medidas  mais  prático  e eficiente.  É  o  siste-
ma métrico decimal dividido das seguintes medidas: comprimento, superfície ou área, volume, capaci-
dade e massa. Brasil aderiu este sistema em 1862.

5.1.1 Medida de Comprimento
Serve para medir distância. A unidade padrão é o metro, obtendo múltiplos e seus submúltiplos.
Múltiplos: km (quilômetro), hm(hectômetro), dam(decâmetro),
Submúltiplos: dm(decímetro), cm(centímetro) e mm(milímetro).

Quadro  da  medida  de  comprimento

Km Hm Dam m dm cm Mm

1000 m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

As  sucessivas  unidades  variam  de  10  em  10,  isto  é,  de  uma  unidade  para  outra se  multipli-
ca ou se divide 10 unidades.

Transformar unidades
Para transformar hm (hectômetro) em m (metro) – observe que são duas casas à direita – multi-
plicamos por 100, ou seja, (10 x 10).
Ex.: a) 17,475 x 100  =  1747,50
Ou seja:
17,475 hm  =  1747,50m
b) Transforme 186,8m em dam.
Para transformar m (metro) em dam (decâmetro) – observe que é uma casa à esquerda – dividi-
mos por 10.

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153
Matemática Aplicada
186,8 ÷ 10  =  18,68
Ou seja:
186,8m  =  18,68 dam
c) Transforme 2,462 dam em cm.

Para  transformar  dam  (decâmetro)  em  cm  (centímetro)  –  observe  que são  três  casas  à  direi-
ta – multiplicamos por 1000, ou seja, (10 x 10 x 10).
2,462 x 1000  =  2462
Ou seja:
2,462dam  =  2462cm

Equivalências:
1 polegada  =  1”  =  25,4 mm  =  0,0254 m
1 pé  =  1’  =  30,4799 cm  =  0,304799 m
1 jarda  =  1 yd  =  0,914399 m
1 milha terrestre  =  1.609,3 m
1 milha marítima  =  1852 m

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Matemática Aplicada

Fonte: elaborado pelo autor

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155
Matemática Aplicada
5.1.2 Medida de Superfície ou Área
Serve para medir área. A unidade padrão é o metro ao quadrado
Múltiplos: km² , hm² e dam².
Submúltiplos: dm², cm² e mm².

Quadro  da  medida  de   superfície  ou área:

km² hm² dam² m² dm² cm² mm²

1 000 000 m² 10 000 m² 100 m² 1 m² 0,01 m² 0,0001 m² 0,000001 m²

As  sucessivas  unidades  variam  de  100  em  100,  isto  é,  de  uma  unidade  para outra  se  multipli-
ca ou se divide 100 unidades.

Transformar unidades
Para  transformar  hm²  (hectômetro  ao  quadrado)  em  m²  (metro  ao quadrado) – obser-
ve  que  são  duas  casas  à  direita – multiplicamos  por  10000, ou seja, (100 x 100).
Ex.: a) 23,275 x 10000  =  232 750
Ou seja:
23,275 hm²  =  232 750 m²
b) Transforme 186,8m² em dam².
Para  transformar  m²  (metro  ao  quadrado)  em  dam²  (decâmetro  ao quadrado)  –  obser-
ve que é uma casa à esquerda – dividimos por 100.
186,8 ÷ 00  =  1,868
Ou seja:
186,8m²  =  1,868 dam²
Obs.: Para se medir fazendas, sítios, etc., usa-se as medidas agrárias.
Centiare(ca)  =  m²
are (a)  =  dam²
hectare (há)  =  hm²

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156
Matemática Aplicada
5.1.3 Medida de Volume
Serve para medir sólidos. A unidade padrão é o metro cúbico, obtendo múltiplos e seus submúl-
tiplos.
Múltiplos: km³ (quilômetro cúbico), hm³ (hectômetro cúbico), dam³ (decâmetro cúbico);
Submúltiplos: dm³ (decímetro cúbico), cm³ (centímetro cúbico) e mm³ milímetro cúbico).

Quadro da medida de volume:

km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³

1000 000 000 m³ 1000 000 m³ 1 000 m 1 m³ 0,001 m³ 0,000001m³ 0,000000001 m³

As sucessivas unidades variam de 1000 em 1000, isto é, de uma unidade para outra se multipli-
ca ou se divide 1000 unidades.

Transformar unidades
Para transformar m³ (metro cúbico) em dm³ (decímetro cúbico) – observe que é uma casa à direi-
ta – multiplicamos por 1000.
Ex.:a) 6 x 1000  =  6 000
Ou seja:
6 m³  =  6 000 dm³
b) Transforme 8,2 m³ em dam³.
Para transformar m³ (metro cúbico ) em dam³ (decâmetro cúbico) – observe que é uma casa à es-
querda – dividimos por 1000
8,2 ÷ 1000  =  0,0082
Ou seja:
8,2 m³  =  0,0082 dam³

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157
Matemática Aplicada
5.1.4 Medida de capacidade
Serve para medir líquidos. A unidade fundamental é o litro (ℓ).obtendo múltiplos e seus sub-
múltiplos.
Litro é a capacidade de um cubo que tem 1dm de aresta.
Múltiplos: kl (quilolitro), hl(hectolitro), dal(decalitro),
Submúltiplos: dl(decilitro), cl(centilitro) e ml(mililitro).

Quadro  da  medida  de  capacidade:

kilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centilitro mililitro

kℓ hℓ daℓ ℓ dℓ cℓ mℓ

1000 ℓ 100 ℓ 10 ℓ 1 ℓ 0,1 ℓ 0,01 ℓ 0,001 ℓ

As  sucessivas  unidades  variam  de  10  em  10,  isto  é,  de  uma  unidade  para  outra se  multipli-
ca ou se divide 10 unidades.

Transformar unidades
Para  transformar  kl  (quilolitro)  em  ℓ  (litro) – observe  que  são  três  casas  à direita – multiplica-
mos por 1000 ou seja, (10 x 10 x 10).
Ex.: a) 18,4275 x 1000  =  18427,5
Ou seja 18, 4275 kℓ  =  18427,5 ℓ
b) Transforme 3,2 mℓ em ℓ.
Para  transformar  mℓ  (mililitro)  em  ℓ  (litro)  –  observe  que  são  três casas à  esquerda  –  dividi-
mos por 1000.
3,2 ÷ 1000  =  0,0032
Ou seja 3,2 mℓ  =  0,0032 ℓ

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158
Matemática Aplicada

Relação entre as medidas de capacidade e as medidas de volume

1 ℓ  =  1dm³
1 mℓ  =  1cm³

Ex. a) Transformar 2 m³ em ℓ

2 m³  =  ( 2 x 1 000) dm³  =  2 000 dm³  =  2 000 ℓ

b) Transformar 6 ℓ em cm³

6 ℓ  =  6 dm³  =  ( 6 x 1 000) cm³  =  6 000 cm³

5.1.5 Medida de Massa
Serve para medir peso. A unidade fundamental e legal é o quilograma (kg)  e  a  unidade  princi-
pal é o grama (g).

Múltiplos : kg (quilograma), hg (hectograma), dag (decagrama)
Submúltiplos: dg (decigrama), cg (centigrama), mg (miligrama)

Quadro  da  medida  de  massa:

quilograma hectograma decagrama Grama decigrama centigrama miligrama

kg Hg dag G dg cg mg

1 000 g 100 g 10 g 1 0,1 g 0,01 g 0,001 g

As  sucessivas  unidades  variam  de  10  em  10,  isto  é,  de  uma  unidade  para  outra se  multipli-
ca ou se divide 10 unidades.

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159
Matemática Aplicada
Transformar unidades
Para transformar kg (quilograma) em g (grama) – observe que são três casas à direita – multipli-
camos por 1000 , ou seja, (10 x 10 x 10).
Ex.: a) 1,9475 x 1000  =  1947,5
Ou seja, 1,9475 kg  =  1947,5 g
b) Transforme 186,8 dg em g
Para  transformar  dg  (decigrama)  em  g  (grama)  –  observe  que  é  uma casa  à  esquerda  –  dividi-
mos por 10.
186,8 ÷ 10  =  18,68
Ou seja 186,8dg  =  18,68 g

Lista de exercícios – Medidas de Comprimento, Área, Volume, Capacidade e Massa

1)  Faça as transformações:
a) 2 m  = cm
b) 25 cm  = mm
c) 0,05 dm  = km
d) 68 mm  = cm
e) 8,3 cm  = dm
f) 3,45 km  = m
g) 0,003 cm  = mm
h) 1 mm  = km
i) 0,34 dm = dam
j) 5,33 hm = cm
k) 54,32 km = m
l) 845,78 mm = dam
m) 3,3 mm  = hm
n) 87,45 dam  = mm
o) 543,2 cm = km

2)  Dê o resultado em cm:

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160
Matemática Aplicada
34,3 km + 0,05 hm + 0,001 mm + 78,63 dam

3)  Responda:
a) Uma aeronave voa a uma altura d 9 400 m,Qual é a altura da aeronave em km?
b) A rua de uma cidade X tem 4,25 km de extensão. Qual é o comprimento da rua, em m?

4) Determinar o perímetro de um quadrado cujo lado mede 3,2 cm. Dê o resultado em metros.

5) Para se fazer um trabalho de instalação de interfone, um técnico em eletrônica precisou de cabos


eletrônicos. Cada rolo contém 10 m deste fio e ele utilizará 10 rolos. Quantos metros foi utilizado
no total?

6)  Faça as transformações:
a) 3 m2 = cm2
b) 5 cm2  = mm2
c) 405 dm2  = km2
d) 77m2 = cm2
e) 93 cm2  = dm2
f) 245 km2 = hm2
g) 1,2 dam2  = cm2
h) 1 mm2  = km2
i) 0,34 dm2 = dam2
j) 5,33 hm2  = cm2
k) 54,32 km2  = m2
l) 845,78 mm2  = dam2
m) 3,3 mm2  = hm2
n) 87,45 dam2  = mm2
o) 543,2 cm2  = km2

7) O piso de uma sala de aula do curso de segurança do trabalho é formado por 4550 tacos retangu-
lares de 20 cm por 7 cm cada um. Qual é, em m2, a área desta sala?
8) Em uma área disponível em formato retangular, de 3 metros por 4 metros, eu pretendo cavar uma

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161
Matemática Aplicada
cisterna para guardar 15.000 litros de água. A qual profundidade, em centímetros, eu devo cavar?
a)1,25.
b)12,5.
c)125.
d)1250.

9) Uma sala tem o formato aproximado de dois paralelepípedos grudados. Um destes tem largura de
4 metros e comprimento de 3 metros, e o outro tem largura e comprimento iguais, de 2 metros.
A altura da sala é de 2,5 metros. Eu quero comprar um ar condicionado para resfriar esta sala,
e cada ar condicionado indica o volume, em litros, que ele consegue refrigerar. Então, é preciso
comprar o menor ar condicionado, dentre aqueles que tem capacidade de resfriar esta sala. Das
opções abaixo, qual é a mais indicada?
a) 10.000 l
b) 20.000 l
c) 50.000 l
d) 100.000 l

10) A área da figura abaixo, em, cm2 é:


11) Num retângulo de perímetro 60, a base é duas vezes a altura. Então a área é:
a) 200
b) 300
c) 100
d) 50
e) 30

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162
Matemática Aplicada
12) Determine a área das figuras planas abaixo:

13) (Mack-SP) Uma escola de Educação Artística tem seus canteiros em forma geométrica. Um deles é
em formato do trapézio retângulo, com as medidas indicadas na figura. A área do canteiro repre-
sentada pela figura é:

a) 13 m2
b) 22 m2
c) 6,5 m2
d) 52 m2
e) 26 m2

14) Determine a medida x do cateto AB do triângulo retângulo da figura. A seguir, calcule a área desse
retângulo.

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163
Matemática Aplicada
15) A área da região pintada vale, aproximadamente:

a) 50,24 cm²
b) 28,26 cm²
c) 78,50 cm²
d) 106,76 cm²

16) O lado de um quadrado mede 5 cm, calcule sua área.

17)  Faça as transformações:

a) 78,5 m³  = mm³
b) 0,003 cm³  = km³
c) 2 mm³  = hm³
d) 0,34 cm³ = km³
e) 22,7 dm³  = dam³
f) 887,3 km³  = dm³
g) 3,3 cm³  = mm³
h) 0,0001 mm³ = km³
i) 54,32 hm³  = dm³
j) 5 km³  = cm³
k) 67,98 km³  = dam³
l) 9 cm³  = dm³
m) 7,6 dam³  = hm³
n) 8 km³  = dam³
o) 0,00043 mm³ = dm³

18)  Um peso de um fio de prumo tem a forma cônica com 2 cm de diâmetro e 6 cm de altura. Calcu-


le seu volume.

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164
Matemática Aplicada
19)  Transforme as medidas abaixo:
a) 10 m³  = ℓ
b) 9,3 daℓ  = cl
c) 4 k ℓ  = mℓ
d) 33,72 hℓ  = ℓ
e) 0,987 cm³  = mℓ
f) 8 kℓ  = m³
g) 23,8 daℓ  = mm³
h) 6,32 hℓ  = km³
i) 56,87 cℓ  = dam³

20)  Transforme as medidas abaixo:
a) 10 g  = kg
b) 9,3 kg  = g
c) 4 mg  = cg
d) 33,72 hg  = mg
e) 0,987 dg  = dag
f) 8 hg  = mg
g) 23,8 dag  = g
h) 6,32 kg  = mg
i) 56,87 mg  = kg

6- POTÊNCIA DE DEZ

É a forma compacta de se expressar números grandes ou pequenos demais acompanhado com


a potência de dez.
Ex.: 750 000 = 75 x 104
750 x 10³
7,5 x 105
0,75 x 106

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165
Matemática Aplicada
Número na notação científica de potência de dez: é aquele número que pode ser expresso como
o produto de um número compreendido entre 1 e 10, por uma potência de dez adequada.

Ex.: 750 000 = 7,5 x 105

Valores aproximados de algumas distâncias em metros

1,8 x 10 23 - Distância à mais longínqua galáxia já fotografada.


1,6 x 1022 - Distância à grande nebulosa de Andrômeda (galáxia mais próxima).
3,8 x 10 20 - Distância do Sol ao centro de nossa galáxia.
9,46 x 1015 - Um ano-luz ( distância que a luz percorre em um ano ).
1,5 x 10 - Distância da Terra ao Sol.
6 x 106 - Raio da Terra.
8 x 10 3 - Altura do Monte Everest.
2 - Altura de um Homem.
5 x 10-3 - Tamanho de uma Formiga.
1,5 x 10-5 - Tamanho de um vírus.
5 x 10-7 - Comprimento de onda da luz.
10-10 - Diâmetro do átomo de hidrogênio.
10-15 - Diâmetro do próton.

6.1 Operações com potência de dez

6.1.1 Adição e Subtração


Para adicionar ou subtrair potências de dez é necessário que os expoentes estejam iguais.

Ex.: a) 4,3 x 10³ + 0,25 x 10³ = 4,55 x 10³ (adiciona os números decimais e conserva a potência).
b) 85,6 x 10³ + 0,062 x 105. (Quando os expoentes estiverem diferentes é necessário igualá-los).

• 1° modo: conserva-se a primeira potência de dez e transforma a segunda no mesmo expo-


ente da primeira potência.
85,6 x 10³ + 6,2 x 10³ = 91,8 x 10 ³
= 9,18 x 104 (resultado em notação científica de potência de dez).

• 2° modo: conserva-se a segunda potência de dez e transforma a primeira no mesmo expo-


ente da segunda potência.
0,856 x 105 + 0,062 x 105 = 0,918 x 105
= 9,18 x 104 (resultado em notação científica de potência de dez).

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166
Matemática Aplicada
6.1.2 Multiplicação
Para multiplicar potências de dez, é necessário multiplicar os números e depois as potências.

Ex.: (56,7 x 107) (2,1 x 10³) =


56,7 x 2,1 = 119,07
107 x 10³ = 107 + 3 = 1010

Logo,

(56,7 x 107) (2,1 x 10³) = 119,07 x 1010


=1,1907 x 1012 (notação cientifica de pot. dez)

6.1.3 Divisão
Para dividir potências de dez, é necessário dividir os números e em seguida as potências.

Exemplo:
45,2 x 106 =
2,35 x 10²
45,2 x 106 =
2,35 10²

Logo,
45,2 x 106 = 19,23 x 106-2 = 19,23 x 104 = 1,923 x 105 (notação científica de pot.dez)
2,35 x 10²

Potenciação

Lembrando algumas propriedades da potência:


a) an . am = an+m
b) an : am = an+m , a ≠ 0
c) (a . b)n = an . bn
d) (a n)m = an.m
e) n, b ≠ 0 =
e) a-n = , a≠ 0
f) a° = 1
g) a1 = a

A potenciação da potência de dez, é necessário aplicar a propriedade (a.b)n e em seguida a (an)m.

Exemplo:
(3,4 x 10³) ² = 3,4² x (10³) ² = 11,56 x 103.2
= 11,56 x 106
= 1,156 x 107 (resultado em notação cientifica de potência de dez).

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167
Matemática Aplicada
Radiciação

Lembrando algumas propriedades da radiciação:


a) n
a m = am/n

b) n
an = a

c) ( a)
n m
= n.
am

d) n
a.b = n
a. n
b

e) n m
a = n.m
a

a n
a
f) n = , b≠0
b n
b

A radiciação da potência de dez é necessária aplicar a propriedade n


a.b = n
a . n
b e depois
n
a m = am/n

Exemplo:

6.1.4 Expressões com potência de dez


Para efetuar uma expressão com potência de dez é necessário seguir as regras de expressões
numéricas ou algébricas:
Efetuar por ordem de:

1°) potenciação e radiciação;


2°) multiplicação ou divisão;
3°) adição e subtração.

E se tiver parêntesis, colchetes e chaves, é necessário efetuar as operações primeiro em parên-


tesis em seguida em colchetes e depois as chaves.

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168
Matemática Aplicada
Exemplo:

( 3,2 x 10³)( 5,1 x 10²) + ( 4,3 x 10³)


(1 x 10²) ²

1º. No numerador é necessário resolver a multiplicação e depois a adição. No denominador,


resolva-se a potenciação.

2° - O resultado do numerador divide-se com o resultado do denominador.


= (16,23 x 105 ) + (4,3 x 10³)
1 x 104

= (16,23 x 105) + (0,043 x 105)


1 x 104

= 16,273 x 105 = 16,273 x 10 = 1,6273 x 10² (resultado em notação científica de


1 x 104 potência de dez)

Obs.: existem outras formas de solucionar.

Lista de exercícios – Potência de 10

1. Efetue a subtração 3,987. 105 - 9,51 . 106.

2. Resolva as operações
a) 6.10-3.3.10-5 =
b) 2.105.5.104 =
c) 9.109.10-6.2.10-6 =
d)109. 3.10-3 . 2.10-6 =

3. Efetue as operações
a) 109.10-4 =
b) 108 / 103 =
c) 4,8. 10-6 / 1,2.104 =
d) 105/ 10-4 =

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

169
Matemática Aplicada
4. Complete o quadro a seguir:

5. Em uma das votações do BBB9, o número total de votos chegou próximo de 75 milhões. Escreva
esse número em notação científica.

6. A duração da aula de uma escola é 50 min. Após um dia de 5 aulas, quantos minutos dará.

7. (Puc-Rio) 41.000 × 10-5 + 3 × 10-4 é igual:


a) 0,4013.
b) 0,4103.
c) 0,0413.
d) 0,44.
e) 0,044

8. (UFPI) A nossa galáxia, a Via Láctea, contém cerca de 400 bilhões de estrelas. Suponha que 0,05%
dessas estrelas possuam um sistema planetário onde exista um planeta semelhante à Terra. O
número de planetas semelhantes à Terra, na Via Láctea, é:
a) 2,0 . 104
b) 2,0 . 106
c) 2,0 . 108
d) 2,0 . 1011
e) 2,0. 1012

9. Um livro de Física tem 800 páginas e 4,0 cm de espessura. A espessura de uma folha do livro vale,
em milímetros:
a) 2,5 . 10

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170
Matemática Aplicada
b) 5,0 . 10
c) 1,0 . 10
d) 1,5 . 10
e) 2,0 . 10

10. (Unifor – CE) Considerando que cada aula dura 50 minutos, o intervalo de tempo de duas aulas
seguidas, expresso em segundos, é de:
a) 3,0 . 10²
b) 3,0 . 10³
c) 3,6 . 10³
d) 6,0 . 10³
e) 7,2 . 10³

11. Efetue as operações aplicando as respectivas propriedades:


a) 10² x 10³ x 106 =
b) 108 : 10² =
c) 105 : 10-4 =
d) (10²)³ . 10-8 =
e) ( 3 x 10²)³ =

i) 10 x 10² x 10³ =
10³ x 10-7

12. Efetue as operações com potência de dez e dê o resultado em notação científica de potência de
dez:
a) 7,54 x 108 - 6,432 x 106 =
b) 0,532 x 10³ + 1,543 x 10³ =
c) 5,7 x 10-4 – 2,456 x 10-6 =
d) (8,23 x 105) (3,23 x 1011)
e) (5,345 x 10-10): (23,5 x 10-6) =

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171
Matemática Aplicada
13. Determine o resultado da expressão seguinte e dê o resultado em notação científica de potência
de dez:
a) [(3,3 x 1020)(58,7 x 10²)] + (1,45 x 1015)
(2,1 x 10²) (1,2 x 10)

b)

c) (2,65 x 10³)² =
1,5 x 10³

7 - RAZÃO

Razão de dois números racionais (com o segundo diferente de zero) é o quociente do


primeiro pelo segundo.
A razão de dois números racionais a e b pode ser representada na forma a/b ou na for-
ma a: b; em ambos os casos lê-se: “razão de a para b” ou “a para b.
O primeiro número denomina-se antecedente e o segundo, consequente.

a Antecedente

b Consequente

Exemplos:
1) Determinar a razão de 20 para 16.
20 = 5 Fração irredutível que corresponde à razão pedida
16 4

2) Uma prova de matemática tem 10 questões. Um aluno acertou 8 destas questões. Determinar:
a) a razão do número de questões que acertou para o número total de questões:

8=4
10 5

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172
Matemática Aplicada
b) a razão do número de questões que errou para o número de questões que acertou:

2=1
8 4

c) Numa Classe de 50 alunos, 10 forma reprovados. Pede-se a razão do número de reprovados


para o número de alunos da classe.

10 = 1
50 5

d) Na minha casa, a área construída é de 120 m2, e a área livre é de 80 m2. Qual é a razão da
área construída para a área livre?

120 = 3
80 2

3) Você sabe que a área do quadrado é igual ao quadrado da medida do lado. Dois terrenos quadrados
têm, respectivamente, 10m e 20 m de lado. Qual é a razão da área do 1º terreno para a área do
2º terreno?
Área do 1º terreno = (10m)2 = 100m2 10 = 1
Área do 2º terreno = (20m)2 = 400m2 400 4

Lista de exercícios – Razão

1) Determine a razão do primeiro número para o segundo:


a) 1 e 3 =
b) 2 e 8 =
c) 12 e 24 =
d) 6 e 3 =
e) 10 e 50 =
f) 48 e 72 =

2) Resolva os problemas:
a) Uma mercadoria, acondicionada numa embalagem de papelão, possui 200g de peso líquido
e 250g de peso bruto. Qual a razão do peso liquido para o peso bruto?

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

173
Matemática Aplicada
b) Um retângulo A tem 10cm e 15cm dimensões, enquanto as dimensões de um retângulo B são
10cm e 20cm. Qual é a razão entre a área do retângulo A e a área do retângulo B?
c) Numa prova de Matemática, um aluno acertou 12 questões sobre as 20 questões que foram
dadas. Qual é a razão do número de questões que ele acertou para o número de questões
da prova?
d) O volume de um cubo é igual ao cubo da medida da aresta. Qual é a razão entre os volumes
de dois cubos cujas arestas medem 4cm e 8cm, respectivamente?
e) Uma equipe de futebol apresenta o seguinte retrospecto durante o ano de 2013: 30 vitórias,
18 empates e 12 derrotas. Qual a razão do número de vitórias para o número de partidas
disputadas?

3) Em uma classe de 36 alunos, 28 foram aprovados. Determine a razão entre o número de alunos
aprovados e o total da classe.

4) Determine a razão entre os preços de uma par de sapatos e um livro que custam respectivamente,
R$80,00 e R$14,00.

5) Qual é a razão entre o comprimento e a largura de uma sala de aula, que medem respectivamente
14m e 8m?

6) Determine as razões:
a) 0,4km e 6hm =
b) 24,3cm e 2m =
c) 8m2 e 12dm2 =
d) 0,150kg e 850g =

7) Escreva a razão de 3 toneladas para 4.500kg.

8) Qual é a razão entre a altura de Beatriz (altura 150cm) e a altura de Clóvis (altura: 120cm)?

9) Qual é a razão entre as áreas de um quadrado A com 4cm de lado e de um quadrado B com 8mm
de lado?

10) Se com 40 laranjas é possível fazer 26 litros de suco, quantos litros de suco serão obtidos com 25
laranjas?

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174
Matemática Aplicada

8 - PROPORÇÃO

Sejam os números 6, 9,12 e 18.

Nessa ordem, calcula-se:


• A razão do 1º para o 2º:
6=2
9 3

• A razão do 3º para o 4º:


12 = 2
18 3

Observando que a razão do primeiro para o segundo é igual a razão do terceiro para o quarto,
pode-se escrever:
6 : 9 = 12 : 18 ou 6 = 12
9 18

Nesse caso, dizemos que os números 6,9, 12 e 18, nessa ordem, formam uma proporção.
Na proporção 6 : 9 = 12 : 18 ou 6 = 12, destaca-se:
9 18

I) A sua leitura é: 6 está para 9, assim como 12 está para 18


III) O primeiro
II) Os números e o
6,9,12 e 18 sãoquarto termos termos
denominados são denominados extremos, enquanto o
da proporção
III) O primeiro
segundo e o quarto
e o terceiro termos
termos são são denominados
denominados extremos, enquanto o segundo e o terceiro
meios.
termos são denominados meios.

Extremos Extremos Meios


6 12
6 : 9 = 12 : 18 9
= 18
Meios Extremos
Meios

De uma forma geral: Quatro números racionais a, b, c, d, diferentes de zero, nessa


De uma forma geral: Quatro números racionais a, b, c, d, diferentes de zero, nessa ordem, for-
ordem,
mam uma formamquando
proporção uma proporção
a razão doquando a razão
primeiro para odosegundo
primeiroé para
igual oà segundo
razão do éterceiro
igual à para o
quarto.razão do terceiro para o quarto.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Observação:
175
Sendo a proporção uma igualdade de duas razões, os antecedentes e os consequentes
das razões iguais são chamados antecedentes e consequentes da proporção.
Matemática Aplicada

Observação:
Sendo a proporção uma igualdade de duas razões, os antecedentes e os consequentes das
razões iguais são chamados antecedentes e consequentes da proporção.

8.1 Propriedade Fundamental das Proporções


Considerando as seguintes proporções, complete o que se pede:

1) 6 = 10
8 20
Produto dos extremos = 6 X 20 = 120.
Produto dos meios = 8 x 15 = 120.
O produto dos extremos e o produto dos meios são iguais.

2) 1 = 4
3 12
Produto dos extremos = 1 X 12 = 12.
Produto dos meios = 3 x 4 = 12.
O produto dos extremos e o produto dos meios são iguais.

Então:
6 = 15 6 x 20 = 8 x 15
8 20
produto dos produto dos
extremos meios

1=4 1 x 12 = 3 x 4
3 12
produto dos produto dos
extremos meios

Daí, a propriedade fundamental:


Em toda proporção, o produto dos extremos é igual ao produto dos meios, e vice-versa.

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176
versa.

a x b = b xMatemática Aplicada
a c
=d c
b
Produto dos Produto dos
extremos meios
a=c axb= bxc
b d
produto dos produto dos
extremos meios
Resolução de uma proporção
8.2

Resolver uma proporção significa determinar o valor do termo desconhecido dessa


8.2 Resolução de uma proporção
proporção.
Resolver uma proporção significa determinar o valor do termo desconhecido dessa proporção.
Exemplos:
Exemplos:

20 8
1) Resolver a proporção: =
25 Y

20 8
=
25 Y

20 x Y = 25 x 8  aplica-se a propriedade fundamental.

20Y = 200  equação do 1º grau em Y.

200
Y= Y= 10
20

3 1
4 5
2) Resolver a proporção: = 1 (Y≠ 0)
2Y
2

3 1
4 5
= 1
2Y
2

1 3 1
2Y x = x  aplica-se a propriedade fundamental.
5 4 2

2Y 3
=  equação do 1º grau em Y.
5 8

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

16Y 15 177
=  m.m.c (5,8) = 40.
40 40
2Y x 5 = 4 x 2  aplica-se a propriedade fundamental.
5 4 2
2Y 3
2Y = 3  equação do 1º grau em Y.
5 = 8  equação do 1º grau em Y.
5 8
Matemática Aplicada

16Y 15
16Y = 15  m.m.c (5,8) = 40.
40 = 40  m.m.c (5,8) = 40.
40 40

16Y = 15
16Y = 15
15
Y= 15
Y= 16
16
Y+3 3
3) Resolver a proporção: Y+3 = 3
3) Resolver a proporção: Y+1 = 5
Y+1 5

Y+3 3
Y+3 = 3
Y+1 = 5
Y+1 5
5 x ( Y + 3) = 3 x ( Y+ 1)  aplica-se a propriedade fundamental.
5 x ( Y + 3) = 3 x ( Y+ 1)  aplica-se a propriedade fundamental.
5Y + 15 = 3 Y + 3  equação do 1º grau em Y.
5Y + 15 = 3 Y + 3  equação do 1º grau em Y.
5Y – 3Y = 3 – 15
5Y – 3Y = 3 – 15
2Y = - 12
2Y = - 12
12
Y = - 12 Y=-6
Y=- 2 Y=-6
2

LISTA DE EXERCÍCIOS – PROPORÇÃO


Lista de exercícios – Proporção

1) Calcule Y nas proporções:


1) Calcule Y nas proporções:
Y 4
a) =
3 6

12 5
b) =
Y 20

5 Y
= de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
c) Fundação
3 6
178
6 12
d) =
13 Y

1
Y 4
a) =
3 6

12 5
b)
Y
=
20
Matemática Aplicada
5 Y
c) =
3 6

6 12
d) =
13 Y

1
2
+3 Y
e) =
3 0,5

0,6+10 5
f) =
6−0,5 Y

2
0,666…+ 3
5
g) =
Y 12

Y−3 21
h) 𝑒𝑒 =
15 35

2) Resolva os problemas:
2) Resolva os problemas:
a)• A a) A soma
soma de dois
de dois números,
números, x e y,x ée 42.
y, é A42. A razão
razão de xde x para
para y é ydeé 4depara
4 para 3. Calcule
3. Calcule os os dois
números.
dois números.
• b) A soma de dois números é 55. O maior deles está para 7, assim como o menor está para
4. Quais são os dois números?
b) A soma de dois números é 55. O maior deles está para 7, assim como o menor está
• c) A razão entre dois números é de 5 para 3. Se a sua soma é 96, determine os dois números.
para 4. Quais são os dois números?
• d) Dois números estão entre si como 2 está para 1. Sabendo que a diferença entre eles é 40,
calcule os dois números.
• e) A diferença entre dois números é 75. O maior deles está para 5, assim como o menor está
para 2. Quais são esses números?

3) Dizia um pastor: “Se eu tivesse mais duas ovelhas poderia dar a meus três filhos, respectivamente,
1/3, 1/4, e 1/6 daquele total e ficaria com as três restantes.” O número de ovelhas que o pastor
possuía era:
a) 34
b) 22
c) 15
d) 10

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

179
Matemática Aplicada
4) (Unicamp) A quantia de R$1280,00 deverá ser dividida entre 3 pessoas. Quanto receberá cada uma,
se: A divisão for feita em partes diretamente proporcionais a 8, 5 e 7?

9- REGRA DE TRÊS

9.1 Regra de três simples

Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam
quatro valores dos quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um
valor a partir dos três já conhecidos.

Passos utilizados numa regra de três simples:


1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e manten-
do na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
Exemplos:
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º)
1)Montar
Com uma a proporção e resolver de
área de absorção raios solares de 1,2m2, uma lancha com motor
a equação.
movido a energia solar consegue produzir 400 watts por hora de energia.
Exemplos:
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2m2, uma lancha com motor movido a energia
2
Aumentando-se
solar consegue produzir essa área para
400 watts 1,5mde
por hora , qual será a energia produzida?
energia.
Aumentando-se essa área para 1,5m2, qual será a energia produzida?
Solução: montando a tabela:
Solução: montando a tabela:

Área (m2) Energia (Wh)

1,2 400

1,5 x

Identificação do tipo de relação:

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

180
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia solar aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as
Identificação do tipo de relação:

Matemática Aplicada
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe
Observe que:
que: Aumentando
Aumentando a aárea
área de
deabsorção, a energia
absorção, solar aumenta.
a energia solar aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as
Como as palavras
grandezas correspondem
são diretamente (aumentando
proporcionais. Assim- sendo,
aumenta), podemos
colocamos afirmar
outra que as
seta no
mesmo sentido (para baixo) na 1ª coluna.
grandezas são diretamente proporcionais. Assim sendo, colocamos outra seta no
mesmo sentido (para baixo) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
equação temos:

2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado


percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade
utilizada fosse de 480km/h?
Logo,produzida
Logo, a energia a energia será
produzida
de 500será 500hora.
depor
watts watts por hora.

2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso em 3


horas. Em quanto tempo
Solução: faria esse
montando mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
a tabela:
Solução: montando a tabela:

Velocidade (Km/h) Tempo (h)

400 3

480 x

Identificação do tipo de relação:

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso diminui.
Como as palavras
Observesãoque:
contrárias (aumentando
Aumentando - diminui), podemos
a velocidade, o tempoafirmar
doque percurso
as gran- diminui.
dezas são inversamente proporcionais. Assim sendo, colocamos outra seta no sentido
Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui), podemos afirmar que as
contrário (para cima) na 1ª coluna.
grandezas são inversamente proporcionais. Assim sendo, colocamos outra seta no
Fundação de Educação
sentido para o Trabalho
contrário (para decima)
Minasna
Gerais
1ª –coluna.
Curso Técnico em Segurança
Montando do Trabalho
a proporção e –resolvendo
Etapa 1 a
equação temos: 181
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso diminui.
Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui), podemos afirmar que as
grandezas são inversamente proporcionais. Assim sendo, colocamos outra seta no
Matemática Aplicada
sentido contrário (para cima) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
equação temos:

Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e 30 minutos.


Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e 30 minutos.

3) Bianca 3comprou
3) Bianca comprou camisetas3 camisetas e pagou R$120,00.
e pagou R$120,00. Quanto elaQuanto
pagariaela
se pagaria se comprasse
comprasse 5 camisetas5 do
3) Bianca
mesmocamisetas comprou
tipo e preço? 3 camisetas e pagou R$120,00. Quanto ela pagaria se comprasse 5
do mesmo tipo e preço?
camisetas
Solução: do mesmo
montando tipo e preço?
a tabela:
Solução: montando a tabela:
Solução: montando a tabela:
Camisetas Preço (R$)
Camisetas Preço (R$)
3 120
3 120
5 x
5 x

Observe que: Aumentando o número de camisetas, o preço aumenta.


Observe
Observe que:que: Aumentando
Aumentando o onúmero
número dede
camisetas, o preço oaumenta.
camisetas, preço aumenta.
Como
Como asas palavras
palavras correspondem
correspondem (aumentando
(aumentando - aumenta),
- aumenta), podemos
podemos afirmar
afirmar que as
que as
Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta),
grandezas são diretamente proporcionais.podemos afirmar que as
grandezas são diretamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a
grandezas são diretamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a
equação temos:
Montando atemos:
equação proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a Bianca pagaria


Logo, R$200,00
a Bianca pagariapelas 5 camisetas.
R$200,00 pelas 5 camisetas.
Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas.

4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra
4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra
em 20 dias. Se o número de horas de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo
em 20 dias.
Fundação Se o número
de Educação de horas
para o Trabalho de serviço
de Minas Gerais –for reduzido
Curso para
Técnico em 5 horas,doem
Segurança que prazo
Trabalho – Etapa 1
essa equipe fará o mesmo trabalho?
essa equipe fará o mesmo trabalho? 182

Solução: montando a tabela:


Solução: montando a tabela:
Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas.

4) Uma equipe de operários,Matemática Aplicada


trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra
em 20 dias. Se o número de horas de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo
4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra em 20 dias. Se
oessa equipe
número fará o de
de horas mesmo trabalho?
serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa equipe fará o mesmo
trabalho?

Solução: montando a tabela:


Solução: montando a tabela:

Horas por dia Prazo para término (dias)

8 20

5 X

Observe que: Diminuindo o número de horas trabalhadas por dia, o prazo para
Observe que: Diminuindo o número de horas trabalhadas por dia, o prazo para término aumenta.
término aumenta.
Como as palavras
Como são contrárias
as palavras (diminuindo
são contrárias - aumenta),
(diminuindo podemos
- aumenta), afirmar que
podemos as grandezas
afirmar que as são
inversamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
grandezas são inversamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a
equação temos:

9.2 Regra de três composta


9.2 Regra de três composta
A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta
A regra de três
ou inversamente composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas,
proporcionais.
direta ou inversamente proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m3 de areia. Em 5 horas, quantos
Exemplos:
3
caminhões serão
1) Em 8 horas, 20necessários para descarregar
caminhões descarregam 125m
160m3 ?
de areia. Em 5 horas, quantos caminhões se-
rão necessários para descarregar 125m3?

Solução: montando aa tabela,


tabela,colocando
colocandoemem cada
cada coluna
coluna as grandezas
as grandezas de mesma
de mesma espécie e, em
cada linha, as e,
espécie grandezas
em cadade espécies
linha, diferentes
as grandezas de que se correspondem:
espécies diferentes que se correspondem:

Fundação de EducaçãoHoras Caminhões


para o Trabalho de Volume
Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

183
8 20 160

5 X 125
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma
espécie e, em cada linha, as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
espécie e, em cada linha, as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
Matemática Aplicada
Horas Caminhões Volume
Horas Caminhões Volume
8 20 160
8 20 160
5 X 125
5 X 125

Identificação dos tipos de relação:


Identificação
Identificação dosdos tipos
tipos dede relação:
relação:
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).

AAumentando
seguir, devemos comparar
o número decada
A seguir, grandeza
devemos
horas com aquela
de comparar
trabalho, onde
cada está
grandeza
podemos o x.
com aquela
diminuir onde de
o número está o x. Observe que:
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x. Observe que:
caminhões. Portanto a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª
Observe que: Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o núme-
coluna).
ro de caminhões. Portanto a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª
Aumentando o volume de areia, devemos coluna). aumentar o número de caminhões.
Aumentando o volumeé de
Portanto a relação areia, devemos
diretamente aumentar(seta
proporcional o número
para de caminhões.
baixo na 3ª Portanto
coluna).
a relação é diretamente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a
Devemos
razão que igualar
contémaorazão
termoque contém
x com o termo
o produto x com razões
das outras o produto das outras
de acordo com orazões de
sentido
acordo com o sentido das setas. das setas.

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:


Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo,serão
Logo, serãonecessários 25caminhões.
necessários25 caminhões.

2) Numa
2) fábrica de brinquedos,
Numa fábrica 8 homens
de brinquedos, montammontam
8 homens 20 carrinhos em 5 dias.
20 carrinhos emQuantos
5 dias. carrinhos
Quantos serão
montados por 4 homens em 16 dias?
carrinhos serão montados por 4 homens em 16 dias?
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

184
Solução: montando a tabela:

Homens Carrinhos Dias

8 20 5
Logo, serão necessários 25 caminhões.

2) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos


Matemática
carrinhos serão montados por 4 homens em 16Aplicada
dias?

Solução: montando a tabela:


Solução: montando a tabela:

Homens Carrinhos Dias

8 20 5

4 X 16

Observe que:

Observe que: Aumentando o número de homens, a produção de carrinhos aumenta.


Aumentando o número
Portanto a relação de homens,proporcional
é diretamente a produção(não
de carrinhos
precisamosaumenta.
inverter aPortanto
razão). a
Aumentando
relação o número
é diretamente de dias, a produção
proporcional de carrinhos
(não precisamos aumenta.
inverter Portanto a relação
a razão).
também é diretamente proporcional (não precisamos inverter a razão). Devemos igua-
Aumentandolar aorazão
número
quede dias, aoprodução
contém o produtoaumenta.
de carrinhos
termo x com das outrasPortanto
razões. a relação
Montando diretamente
também aé proporção proporcional
e resolvendo (não precisamos
a equação temos: inverter a razão). Devemos
igualar a razão que contém o termo x com o produto das outras razões.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, serão montados 32 carrinhos.

3)Logo,
Doisserão
Logo, serão levam32
montados
montados
pedreiros 32carrinhos.
carrinhos.
9 dias para construir um muro com 2m de altura. Trabalhando
3 pedreiros e aumentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário para
3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro com 2m de altura. Trabalhando 3 pedreiros e
3) Dois pedreiros
completar levam 9 dias para construir um muro com 2m de altura. Trabalhando
esse muro?
aumentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar esse muro?
3 pedreiroscolocamos
Inicialmente e aumentando a altura
uma seta para para
baixo4m, qual será
na coluna queo contém
tempo onecessário
x. Depois para
se
completar
colocam
Inicialmente esse muro?
flechas
colocamos concordantes para
uma seta para as na
baixo grandezas diretamente
coluna que contém o proporcionais com a flechas
x. Depois se colocam
concordantes
Inicialmente
incógnita para as grandezas
colocamos
e discordantes umaas
para diretamente
seta proporcionais
para baixo
inversamente na coluna com
que acomo
proporcionais, incógnita
contém o ex.discordantes
mostra a figurase para
Depois
as inversamente proporcionais, como mostra a figura abaixo:
colocam flechas concordantes para as grandezas diretamente proporcionais com a
abaixo:
incógnita e discordantes para as inversamente proporcionais, como mostra a figura
abaixo:

Montando
Montandoaaproporção
proporçãoeeresolvendo
resolvendoaaequação
equaçãotemos:
temos:

Fundação deaEducação
Montando paraeoresolvendo
proporção Trabalho de Minas Gerais temos:
a equação – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

185

Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.


Matemática Aplicada
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.


Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.

LISTA DE EXERCÍCIOS REGRA DE TRÊS


Lista de exercícios regra de três

1) Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas. Quantas horas levarão 10 torneiras
1) Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas. Quantas horas levarão 10 torneiras para encher 2
para encher 2 piscinas?
piscinas?

2) Uma equipe composta de 15 homens extrai, em 30 dias, 3,6 toneladas de carvão. Se for aumentada
para 20 homens, em quantos dias conseguirão extrair 5,6 toneladas de carvão?

3) Vinte operários, trabalhando 8 horas por dia, gastam 18 dias para construir um muro de 300m.
Quanto tempo levará uma turma de 16 operários, trabalhando 9 horas por dia, para construir um
muro de 225m?

4) Um caminhoneiro entrega uma carga em um mês, viajando 8 horas por dia, a uma velocidade mé-
dia de 50 km/h. Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa carga em 20 dias, a
uma velocidade média de 60 km/h? Resposta: 10 horas por dia.

5) Com certa quantidade de fio, uma fábrica produz 5400m de tecido com 90cm de largura em 50
minutos. Quantos metros de tecido, com 1 metro e 20 centímetros de largura, seriam produzidos
em 25 minutos?

6) Para esvaziar um compartimento com 700m3 de capacidade, 3 ralos levaram 7 horas para fazê-lo.
Se o compartimento tivesse 500m3 de capacidade, ao utilizarmos 5 ralos quantas horas seriam
necessárias para esvaziá-lo?

7) Duas costureiras trabalhando 3 dias, 8 horas por dia, produzem 10 vestidos. Se 3 costureiras traba-
lharem por 5 dias, quantas horas ela precisarão trabalhar por dia para produzirem 25 vestidos?

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

186
Matemática Aplicada
8) Seis galinhas botam 30 ovos em 5 dias. 20 galinhas botarão quantos ovos em 10 dias?

9) Uma família com 2 duas pessoas consome 12m3 de água a cada 30 dias. Se mais uma pessoa com
os mesmos hábitos de consumo se juntar a ela, quantos metros cúbicos de água eles consumirão
em uma semana?

10) Um grupo de 10 trabalhadores descarregam 210 caixas de mercadoria em 3 horas. Quantas horas
25 trabalhadores precisarão para descarregar 350 caixas?

11) Três caminhões transportam 200m³ de areia. Para transportar 1600m³ de areia, quantos cami-
nhões iguais a esse seriam necessários?

12) A comida que restou para 3 náufragos seria suficiente para alimentá-los por 12 dias. Um deles
resolveu saltar e tentar chegar a terra nadando. Com um náufrago a menos, qual será a duração
dos alimentos?

13) Para atender todas as ligações feitas a uma empresa são utilizadas 3 telefonistas, atendendo cada
uma delas, em média, a 125 ligações diárias. Aumentando-se para 5 o número de telefonistas,
quantas ligações atenderá diariamente cada uma delas em média?

14) Um pintor, trabalhando 8 horas por dia, durante 10 dias, pinta 7.500 telhas. Quantas horas por dia
deve trabalhar esse pintor para que ele possa pintar 6.000 telhas em 4 dias?

15) Em uma disputa de tiro, uma catapulta, operando durante 6 baterias de 15 minutos cada, lança
300 pedras. Quantas pedras lançará em 10 baterias de 12 minutos cada?

16) Dez guindastes móveis carregam 200 caixas num navio em 18 dias de 8 horas de trabalho. Quantas
caixas serão carregadas em 15 dias, por 6 guindastes, trabalhando 6 horas por dia?

17) Com a velocidade de 75 Km/h, um ônibus faz um trajeto em 40 min. Devido a um congestionamen-
to, esse ônibus fez o percurso de volta em 50 min. Qual a velocidade média desse ônibus?

18) Uma tábua com 1,5 m de comprimento foi colocada na vertical em relação ao chão e projetou uma
sombra de 53 cm. Qual seria a sombra projetada no mesmo instante por um poste que tem 10,5
m de altura?

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

187
Matemática Aplicada
19) Certa quantidade de suco foi colocado em latas de 2 litros cada uma, obtendo-se assim 60 latas.
Se fossem usadas latas de 3 litros, quantas latas seriam necessárias para colocar a mesma quan-
tidade de suco?

10 - EQUAÇÃO EXPONENCIAL

Chamamos de equações exponenciais toda equação na qual a incógnita aparece em expoente.

Exemplos de equações exponenciais:

3x =81 (a solução é x=4)


2x-5=16 (a solução é x=9)
16x-42x-1-10=22x-1 (a solução é x=1)
x 2x-1
-4 -10=22x-1 (a solução
3) 1632x-1-3x-3x-1+1=0 é x=1)são x’=0 e x’’=1)
(as soluções
4) 32x-1-3x-3x-1+1=0 (as soluções são x’=0 e x’’=1)
Para resolver equações exponenciais, devemos realizar dois passos importantes:
Para resolver equações exponenciais, devemos realizar dois passos importantes:
1º)
1º) redução
redução dos
dos dois
dois membrosdadaequação
membros equaçãoa apotências
potênciasdedemesma
mesmabase;
base;
2º)
2º) aplicação
aplicação dada propriedade:
propriedade:

a m = a n ⇒ m = n (a ≠ 1 e a > 0)

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
Exercícios resolvidos:

1) 3x=81
1) 3x=81
Resolução: Como 81=34, 4podemos escrever 3x =x 34 4
Resolução: Como 81=3 , podemos escrever 3 = 3
E daí, x=4.
E daí, x=4.
2) 9x = 1

x
Resolução: 1 ⇒ 9x =para
Fundação9de=Educação 90 o; logo x=0de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Trabalho

188
Matemática Aplicada
2) 9x = 1
Resolução: 9x = 1 → 9x = 90 ; logo x=0


5) 23x-1 = 322x
Resolução: 23x-1 = 322x → 23x-1 = (25)2x → 23x-1 = 210x ; daí 3x-1=10,
de onde x=-1/7.

10.1 Função Exponencial

Chamamos de funções exponenciais aquelas nas quais temos a variável aparecendo em


expoente.
A função f:IR→IR+ definida por f(x)=ax, com a Є IR+ e a≠1, é chamada função exponen-
cial de base a. O domínio dessa função é o conjunto IR (reais) e o contradomínio é IR+
(reais positivos, maiores que zero).

Gráfico Cartesiano da Função Exponencial

Temos 2 casos a considerar:


→ quando a>1;
→ quando 0<a<1.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

189
1) y=2x (nesse caso, a=2, logo a>1)

Matemática Aplicada
Acompanhe os alguns
Atribuindo exemplos seguintes:
valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a
tabela e o gráfico abaixo:
1) y=2x (nesse caso, a=2, logo a>1)

X -2 -1 0 1 2
Y 1/4 1/2 1 2 4

Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a tabela


e o gráfico abaixo:
2) y=(1/2)x (nesse caso, a=1/2, logo 0<a<1)
2) y=(1/2)x (nesse caso, a=1/2, logo 0<a<1)
Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a
Atribuindo
tabela e oalguns
gráficovalores
abaixo:a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a tabela e
o gráfico abaixo:

X -2 -1 0 1 2
Y 4 2 1 1/2 1/4

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
Nos dois exemplos, podemos observar que:
190

a) o gráfico nunca intercepta o eixo horizontal; a função não tem raízes;


b) o gráfico corta o eixo vertical no ponto (0,1);
Nos dois exemplos, podemos observar que:
Matemática Aplicada
Nos
a) odois exemplos,
gráfico nuncapodemos
interceptaobservar que:
o eixo horizontal; a função não tem raízes;
b) o gráfico corta o eixo vertical no ponto (0,1);
a) o gráfico nunca intercepta o eixo horizontal; a função não tem raízes;
c) os valores de y são sempre positivos (potência de base positiva é positiva), portanto
b) o gráfico corta o eixo vertical no ponto (0,1);
c)oos
conjunto
valores imagem Im=IR+positivos
de y são ésempre . (potência de base positiva é positiva), portanto o con-
junto imagem é Im=IR+.

Além disso, podemos estabelecer o seguinte:


Além disso, podemos estabelecer o seguinte:

a>1 0<a<1

f(x) é crescente e Im=IR+ f(x) é decrescente e Im=IR+


Para quaisquer x1 e x2 do domínio: Para quaisquer x1 e x2 do domínio:
x2>x1 ⇒ y2>y1 (as desigualdades têm x2>x1 ⇒ y2<y1 (as desigualdades têm
mesmo sentido) sentidos diferentes)

Lista de exercicios
LISTA equações
DE EXERCICIOS exponenciais
EQUAÇÕES EXPONENCIAIS

1.Calcule as equações exponenciais abaixo:


1.Calcule as equações exponenciais abaixo:
2x = 64x
a) 2 = 64
3x-2 = x-2
1/10 1
b) 3 = 10
5x2-2xx2-2x
= 125
c) 5 = 125
1
d) 101-x = 10
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
e) �√2�x = 4
191
f) (0,5)2x = 21-3x
g) 24x-x2 = 8
h) (10x)x-1 = 0,000001
2-x 1
Matemática Aplicada
101-x = 1/10
(√2)x = 4
(0,5)2x = 21-3x
24x-x2 = 8
(10x)x-1 = 0,000001
32-x = 1/27
3x-5 = 271-x
(1/2)x2-4 = 8x+2
√(5&2x) = 1/32

2.Resolva as equações exponenciais abaixo:


4x = 16
100x+3 = 1/10
8x-4 = 4x+1
9x-2 = √2 7
(1/16)x+2 = 8x
125x+2 = 1/5
(0,01)x-1 = 1000
(4x)x = 512
(0,25)x-1 = (1/8)1-x

3. (FEI-SP) Resolva a equação (0,25) x = 16.

4. Qual é o valor de x que torna verdadeira a sentença 2 · 2x = √8 · 4√2 · 6√2.

5. Resolva as seguintes equações:


3 . 4x+1 = 96
2x+2 + 2x-1 = 18
22x – 9 . 2x + 8 = 0

6. Encontre os valores de X para as seguintes equações exponenciais:


2x + 2x-1 = 12

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

192
Matemática Aplicada
3x-2 + 3x+1 = 84
22x-3 + 2x-1 + 2x = 52
7x + 7x-1 = 8
4 . 2x + 2x-1 = 72
1 + (3x-1)/3x = -1

7. Resolva:
32x + 2 . 3x - 15 = 0
22x+1 + 3 . 2x+1 = 8
3x - 9/3x = 8
22x – 2 . 2x – 8 = 0
4x+2 + 3 . 2x+3 = 160
32x – 3x = 6
(9x+3)/4 – 3x = 0
(25x+125)/6 = 5x+1

8.(UEPG PR) Dadas às funções definidas por

é correto afirmar que :


a) os gráficos de f(x) e g(x) não se interceptam.
b) f(x) é crescente e g(x) é decrescente.
c) g(–2).f(–1) = f(1)
d) f[g(0)] = f(1)
e) f(–1) + g(1) = 5/2

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

193
Matemática Aplicada

11 - LOGARÍTMOS

Definição de logaritmo:

a x = b ⇔ x = log a b

Sendo b>0 ,a>0 e a≠1

Na igualdade x= log. ab, obtemos:


a= base do logaritmo
b= logaritmando ou antilogaritmo
x= logaritmo

Exemplos:
log 2 32=5 pois 25 = 32
log416=2 pois 42=16
log 5 1= 0 pois 50 = 1

Consequências da definição
Sendo b>0 ,a>0 e a≠1 e m um número real qualquer, temos a seguir algumas consequências
da definição de logaritmo:

log a a = 1 log a a m = m a log a b = b log a 1 = 0

Exemplo:
1. log416 = 2. Sabemos que 42 = 16 , onde 4 é a base, 2 o expoente e 16 a potência, na lin-
guagem dos logaritmos, diremos que 2 é o logaritmo de 16 na base 4.
2. log15225 = 2, pois 152 = 225
3. log6216 = 3, pois 63 = 216
4. log5625 = 4, 54 = 625
5. log71 = 0, pois 70 = 1

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

194
Matemática Aplicada
Propriedades operatórias dos logaritmos
1) Logaritmo do produto:

log a b = log a c ⇔ b = c

log a ( x. y ) = log a x + log a y


(a>0, a≠1, x>0 e y>0)

Exemplos: log2 (32 . 16) = log232 + log216 = 5 + 4 = 9.

2) Logaritmo do quociente:

2 + log216 = 5 + 4 = 9. x
log a   = log a x − log a y
 y
(a>0, a≠1, x>0 e y>0)
(a>0, a≠1, x>0 e y>0)
x
og a   = log a x − log a y
Exemplo: log5(625/125) = log5625 – log5125 = 4 – 3 = 1
y
 
3) Logaritmo da potência:
25 – log5125 = 4 – 3 = 1

log a x m = m. log a x

log a x m = m. log a x a≠1, x>0 e m ∈ℜ)

Exemplo: log3812 = 2 . log381 = 2 . 4 = 8


2.4=8
4) Propriedade da raiz de um logaritmo
um logaritmo Essa propriedade é baseada em outra, que é estudada na propriedade da radiciação, ela diz o seguinte:
m
n m
x =x
m outra, que é estudada na propriedaden da radiciação,
seguinte: m
n m
Caso particular: como temos:
x =x n
m
n m m
log a x = log a x = n
. log a x
n

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
m 195
n m m
log a x = log a x = . log a x
n
n
Matemática Aplicada
Exemplo:
Mudança de base

Em algumas situações podemos encontrar no cálculo vários logaritmos em bases


diferentes. Como as propriedades logarítmicas só valem para logaritmos numa mesma
Mudança de base
base, é necessário fazer, antes, a conversão dos logaritmos de bases diferentes para
Em algumas situações podemos encontrar no cálculo vários logaritmos em bases diferentes.
Como asuma única baselogarítmicas
propriedades conveniente.sóEssa conversão
valem chama-se
para logaritmos mudança
numa mesma debase,
base.éPara fazer a fazer,
necessário
antes, amudança
conversãodedos
umalogaritmos de bases
base a para outra diferentes para uma única base conveniente. Essa conver-
base b usa-se:
são chama-se mudança de base. Para fazer a mudança de uma base a para outra base b usa-se:

log b x log b x
log a x = log a x =
log b a log b a
Exemplos:
Exemplos:
Mudar para base 2 os logaritmos:
1) Mudar para base 2 os logaritmos:
a) Log4 5= Log2 5
Log2 4
b) Log4 16= Log2 16
Log2 4

11.1 Função Logarítmica


A 11.1 Função
função Logarítmica
f:IR→IR +
definida por f(x)=log ax, com a≠1 e a>0, é chamada função logarítmica de
base a. O domínio dessa função é o conjunto IR+ (reais positivos, maiores que zero) e o
A função f:IR+IR definida por f(x)=logax, com a≠1 e a>0, é chamada função
contradomínio é IR (reais).
logarítmica de base a. O domínio dessa função é o conjunto IR+ (reais positivos,
maiores que zero) e o contradomínio é IR (reais).
Gráfico Cartesiano da Função Logarítmica
Temos 2 casos a considerar:
GRÁFICO CARTESIANO DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA
→ quando a>1;
→ quando 0<a<1.
Temos
Acompanhe 2 exemplos
nos casos a considerar:
seguintes, a construção do gráfico em cada caso:
y=log
2
x quando
(nesse caso,
a>1; a=2, logo a>1).
 quando 0<a<1.
Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a

Fundação de Educação
Acompanhe para o Trabalho
nos exemplos de Minas
seguintes, Gerais – Curso
a construção do Técnico
gráficoem
emSegurança do Trabalho – Etapa 1
cada caso:
1) y=log2x (nesse caso, a=2, logo a>1).196
Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y, obtemos a
Matemática Aplicada
tabela e o gráfico abaixo:
tabela e o gráfico abaixo:

X 1/4 1/2 1 2 4
Y valores
Atribuindo alguns -2a x e calculando
-1 0 1
os correspondentes 2 de y, obtemos a
valores
tabela e o gráfico abaixo:
Nos dois exemplos, podemos observar que:
a) o gráfico nunca intercepta o eixo vertical;
X o eixo1/4
b) o gráfico corta 1/2
horizontal no ponto 1(1,0). A raiz 2da função 4é x=1;
Y
c) y assume todos -2
os valores -1 portanto 0o conjunto imagem
reais, 1 2
é Im=IR.

2) y=log(1/2)x (nesse caso, a=1/2, logo 0<a<1)

Atribuindo alguns valores a x e calculando os correspondentes valores de y,


obtemos a tabela e o gráfico abaixo:

2) y=log(1/2)x (nesse caso, a=1/2, logo 0<a<1)


X 1/4 1/2 1 2 4
Y alguns2 valores 1a x e calculando
Atribuindo 0 -1 -2
os correspondentes valores de y,
obtemos a tabela e o gráfico abaixo:

X 1/4 1/2 1 2 4
Y 2 1 0 -1 -2

Nos dois exemplos, podemos observar que:

a) o gráfico nunca intercepta o eixo vertical;


Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

197
Nos dois exemplos, podemos observar que:

a) o gráfico nunca intercepta o eixo vertical;


b) o gráfico corta o eixo horizontal no ponto (1,0). A raiz da função é x=1;
c) y assume todos os valores reais, portanto o conjunto imagem é Im=IR.

Matemática Aplicada
Além disso, podemos estabelecer o seguinte:
Além disso, podemos estabelecer o seguinte:

a>1 0<a<1

f(x) é crescente e Im=IR f(x) é decrescente e Im=IR


Para quaisquer x1 e x2 do domínio: Para quaisquer x1 e x2 do domínio:
x2>x1 ⇒ y2>y1 (as desigualdades têm x2>x1 ⇒ y2<y1 (as desigualdades têm
mesmo sentido) sentidos diferentes)

EQUAÇÕES LOGARÍTMICAS
Equações Logarítmicas
Chamamos de equações logarítmicas toda equação que envolve logaritmos
Chamamos
com a incógnita de equações
aparecendo logarítmicas
no logaritmando, natoda
baseequação que envolve logaritmos
ou em ambos.
com a incógnita aparecendo no logaritmando, na base ou em ambos.

Exemplos de equações logarítmicas:


Exemplos de equações logarítmicas:

6) log3x =5 (a solução é x=243)


1) log3x =5 (a solução é x=243)
2) log(x2-1) = log 3 (as soluções são x’=-2 e x’’=2)
7) log(x2-1) = log 3 (as soluções são x’=-2 e x’’=2)
3) log2(x+3) + log2(x-3) = log27 (a solução é x=4)
4) logx+1(x2-x)=2 (a solução é x=-1/3)
8) log2(x+3) + log2(x-3) = log27 (a solução é x=4)

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198
Matemática Aplicada
Alguns exemplos resolvidos:
1) log3(x+5) = 2

Resolução: condição de existência: x+5>0 => x>-5


log3(x+5) = 2 => x+5 = 32 => x=9-5 => x=4
Como x=4 satisfaz a condição de existência, então o conjunto solução é S={4}.

2) log2(log4 x) = 1

Resolução: condição de existência: x>0 e log4x>0


log2(log4 x) = 1 ; sabemos que 1 = log2(2), então
log2(log4x) = log2(2) => log4x = 2 => 42 = x => x=16
Como x=16 satisfaz as condições de existência, então o conjunto solução é S={16}.

3) Resolva o sistema:

log x + log y = 7

3. log x − 2. log y = 1
Resolução: condições de existência: x>0 e y>0

Da primeira equação temos:


log. x + log. y=7 => log. y = 7-log. x

Substituindo log. y na segunda equação temos:


3.log x – 2.(7-log x)=1 => 3.log x-14+2.log x = 1 => 5.log x = 15 =>

=> log x =3 => x=103


Substituindo x= 103 em log y = 7-log x temos:
log y = 7- log 103 => log y = 7-3 => log y =4 => y=104.

Como essas raízes satisfazem as condições de existência, então o conjunto solução é


S={(103;104)}.

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199
Matemática Aplicada
Lista de exercícios - Logaritmo

1) Calcule os seguintes logaritmos:

2) Calcule: Log5 625 + Log 100 - Log3 27?

3) Considerando-se Log7 10 = 1,1833. Qual é o Log7 70?

4) Calcule o Log3 5 sabendo que o Log3 45 = 3,464974?

5) Determine o valor de:

6) Se log10(2x - 5) = 0, então x vale:


• 5
• 4
• 3
• 7/3
• 5/2

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200
Matemática Aplicada
7) Se log 2 = a e log 3 = b, escrevendo log 32 em função de a e b obtemos:
27
a) 2a + b
b) 2a - b
c) 2ab
d) 2a/b
e) 5a - 3b

8) Admitindo-se que log5 2 = 0,43 e log5 3 = 0,68, obtém-se para log5 12 o valor:
a) 1,6843 b) 1,68 c) 1,54 d) 1,11 e) 0,2924

9) Se log2 b – log2 a = 5 o quociente b/a, vale:


a) 10 b) 32 c) 25 d) 64 e) 128

10) Se log a = 0,477 e log b = 0,301, então log (a/b) é:


a) - 0,823 b) - 0,176 c) 0,176 d) 0,77

11- Represente graficamente as seguintes funções logarítmica;


y=log3x b) y=log10x

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201
Matemática Aplicada

12- MEDIAS

12.1 Média aritmética simples

A média aritmética simples também é conhecida apenas por média. É a medida de po-
sição mais utilizada e a mais intuitiva de todas. Ela está tão presente em nosso dia-a-dia
que qualquer pessoa entende seu significado e a utiliza com frequência. A média de um
conjunto de valores numéricos é calculada somando-se todos estes valores e dividindo-
-se o resultado pelo número de elementos somados, que é igual ao número de elemen-
tos do conjunto, ou seja, a média de n números é sua soma dividida por n.

Exemplo: Três motores geram um ruído de 10 dB, 3,3 dB e 1,7dB. Os três trabalham em conjunto
para realizar um determinado trabalho. O ruído resultante é a media simples dos ruídos. Calcule este
ruído.

R1=10dB
R2=3,3dB
R3=1,7dB

Rmédia = R1 + R2 +R3 = 10i+3,3dB + 1,7dB


Nº de motores 3
Rmédia = 5dB

12.2 Média ponderada


Nos cálculos envolvendo média aritmética simples, todas as ocorrências têm exatamente a mes-
ma importância ou o mesmo peso. Dizemos então que elas têm o mesmo peso relativo. No entanto,
existem casos onde as ocorrências têm importância relativa diferente. Nestes casos, o cálculo da mé-
dia deve levar em conta esta importância relativa ou peso relativo. Este tipo de média chama-se média
aritmética ponderada.
Ponderar é sinônimo de pesar. No cálculo da média ponderada, multiplicamos cada valor do
conjunto por seu “peso”, isto é, sua importância relativa.

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202
Matemática Aplicada
Definição de média aritmética ponderada:
A média aritmética ponderada p de um conjunto de números x1, x2, x3, ..., xn cuja importân-
cia relativa (“peso”) é respectivamente p1, p2, p3, ..., pn é calculada da seguinte maneira:

Exemplo: Alcebíades participou de um concurso, onde foram realizadas provas de Português,


Matemática, Biologia e História. Essas provas tinham peso 3, 3, 2 e 2, respectivamente. Sabendo que
Alcebíades tirou 8,0 em Português, 7,5 em Matemática, 5,0 em Biologia e 4,0 em História, qual foi a
média que ele obteve?

Portanto a média de Alcebíades foi de 6,45.

Lista de exercícios – Média

1.Numa empresa com 20 funcionários, a distribuição dos salários está representada no quadro abaixo.
Qual é o salário médio dos empregados dessa empresa?

2.Certo comerciante mistura 20, 30 e 50 sacas de arroz, cujos preços são R$ 30,00, R$ 40,00 e R$

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203
Matemática Aplicada
50,00 por saca, respectivamente. Quanto vale uma saca dessa mistura?
3.Em um grupo de pessoas as idades são 10, 12, 14 e 15 anos. Se uma pessoa de 19 anos se juntar ao
grupo, a média de idade do grupo:
a) permanece a mesma.
b) diminui de um ano.
c) aumenta menos de um ano.
d) aumenta mais de um ano.

4.Um litro de vinho tipo A custa R$ 8,00 e um litro de vinho tipo B custa R$15,00. Misturando 5
litros de vinho tipo A com 2 litros de vinho tipo B, obtemos um terceiro tipo de vinho. Quanto vale
o litro de vinho dessa mistura?

5.Júlio fará 4 avaliações entre trabalhos e provas neste semestre, precisa garantir média 8,0 para ser
aprovado. Ele já fez um trabalho cuja nota foi 9,5 e duas provas cujas notas também foram 8,0 e
7,5. Falta apenas um trabalho para ser feito, mas as provas têm peso 3 e os trabalhos peso 2, qual
deve ser a nota mínima que deverá tirar neste trabalho para garantir a média?

6. (Fuvest-SP) A distribuição dos salários de uma empresa é dada na tabela a seguir. Determinar a
média salarial.

7.(UnB) Numa turma, com igual número de moças e rapazes, foi aplicada uma prova de Matemática.
A média aritmética das notas das moças foi 9,2 e a dos rapazes foi 8,8. Qual a média aritmética
de toda a turma nessa prova?
a) 8,9
b) 7
c) 9
d) 9,2

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204
Matemática Aplicada
e) 9,1
8. (Fuvest-1999) A distribuição das idades dos alunos de uma classe é dada pelo seguinte gráfico:

Qual das alternativas representa melhor a média de idades dos alunos?


a) 16 anos e 10 meses.
b) 17 anos e 1 mês.
c) 17 anos e 5 meses.
d) 18 anos e 6 meses.
e) 19 anos e 2 meses.

9. (Vunesp-SP) Num concurso vestibular para dois cursos A e B, compareceram 500 candidatos para
o curso A e 100 candidatos para o curso B. Na prova de matemática, a média geral, considerando
os dois cursos, foi 4,0. Mas, considerando apenas os candidatos ao curso A, a média cai para 3,8.
A média dos candidatos ao curso B, na prova de matemática, foi:
a) 4,2
b) 5,0
c) 5,2
d) 6,0
e) 6,2

10.O histograma apresenta a distribuição de frequência das faixas salariais numa pequena empresa.

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205
Matemática Aplicada
Com os dados disponíveis, pode-se concluir que a média desses salários é aproximadamente:
a) R$ 420,00.
b) R$ 536,00.
c) R$ 562,00.
d) R$ 640,00.
e) R$ 708,00.

11. (Fuvest-SP) Uma prova continha cinco questões, cada uma delas valendo 2 pontos. Em sua corre-
ção, foram atribuídas a cada questão apenas as notas 0 ou 2, caso a resposta estivesse, respecti-
vamente, errada ou certa. A soma dos pontos obtidos em cada questão forneceu a nota da prova
de cada aluno. Ao final da correção, produziu-se a seguinte tabela, contendo a porcentagem de
acertos em cada questão:

Logo, a média das notas da prova foi:


a) 3,8 .
b) 4,0.
c) 4,2.
d) 4,4.
e) 4,6.

12. (Faap-SP) Nas eleições realizadas no 1o turno em todo o país no dia 3 de outubro de 1996, inaugu-
rou-se o voto eletrônico. Numa determinada seção eleitoral, cinco eleitores demoraram em votar,
respectivamente: 1min04s, 1min32s, 1min12s, 1min52s e 1min40s. A média aritmética do tempo
de votação (em minutos e segundos) desses eleitores foi:
a) 1min28s.
b) 1min58s.
c) 1min.
d) 1min04s.
e) 2min04s.

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206
Matemática Aplicada

13- PROBABILIDADE

A história da teoria das probabilidades teve início com os jogos de cartas, dados e de
roleta. Esse é o motivo da grande existência de exemplos de jogos de azar no estudo da
probabilidade. A teoria da probabilidade permite que se calcule a chance de ocorrência
de um número em um experimento aleatório.

13.1 Experimento Aleatório


É aquele experimento que quando repetido em iguais condições, podem fornecer resultados
diferentes, ou seja, são resultados explicados ao acaso. Quando se fala de tempo e possibilidades de
ganho na loteria, a abordagem envolve cálculo de experimento aleatório.

13.2 Espaço Amostral


É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório. A letra que repre-
senta o espaço amostral é S.

Exemplo:
Lançando uma moeda e um dado, simultaneamente, sendo S o espaço amostral, constituído
pelos 12 elementos:
S = {K1, K2, K3, K4, K5, K6, R1, R2, R3, R4, R5, R6}

1.Escreva explicitamente os seguintes eventos: A={caras e m número par aparece}, B={um


número primo aparece}, C={coroas e um número ímpar aparecem}.

Solução
Para obter A, escolhemos os elementos de S constituídos de um K e um número par: A={K2,
K4, K6};
Para obter B, escolhemos os pontos de S constituídos de números primos:
B={K2,K3,K5,R2,R3,R5}
Para obter C, escolhemos os pontos de S constituídos de um R e um número ímpar:
C={R1,R3,R5}.

2.Idem, o evento em que:


a) A ou B ocorrem;

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207
Matemática Aplicada
b) B e C ocorrem;
c) Somente B ocorre.

Solução:

(a) A ou B = AUB = {K2, K4, K6, K3, K5, R2, R3, R5}.
(b) B e C = B Ç C = {R3, R5}.
(c) Escolhemos os elementos de B que não estão em A ou C;

3.Quais dos eventos A, B e C são mutuamente exclusivos?

Solução:
A e C são simultaneamente exclusivos, porque A ∩ C = Ø.

Conceito de probabilidade
Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, então a probabilida-
de de ocorrer um evento A é:

Por, exemplo, no lançamento de um dado, um número par pode ocorrer de 3 maneiras diferen-
tes dentre 6 igualmente prováveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%.
Dizemos que um espaço amostral S (finito) é equiprovável quando seus eventos elementares
têm probabilidades iguais de ocorrência.
Num espaço amostral equiprovável S (finito), a probabilidade de ocorrência de um evento A é
sempre:

Exemplo:
Em 1000 lançamentos (n = 1000), 529 resultados foram favoráveis (m = 529), o que nos dá
para m o valor de 0,529.
n

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208
Matemática Aplicada
Em 4040 lançamentos, 2048 resultados foram favoráveis o que nos da m = 0,50693,
n
isso significa que no lançamento de uma moeda “honesta” a probabilidade de se obter “cara”
é 1.
2

Lista de exercícios – Probabilidade

1.Três moedas são lançadas ao mesmo tempo. Qual é a probabilidade de as três moedas caírem com
a mesma face para cima?

2.Considerando todos os divisores positivos do numeral 60, determine a probabilidade de escolher-


mos ao acaso, um número primo.
3.Em uma urna existem bolas enumeradas de 1 a 15. Qualquer uma delas possui a mesma chance de
ser retirada. Determine a probabilidade de se retirar uma bola com número nas seguintes condi-
ções:
a)par.
b) primo.

4. (Unirio) Um grupo de 8 rapazes, dentre os quais 2 eram irmãos, decidiu acampar e levou duas bar-
racas diferentes: uma com capacidade máxima de 3 pessoas e a outra de 5 pessoas. Pergunta-se:
Qual é a probabilidade dos dois irmãos dormirem numa mesma barraca?

5.Para disputar a final de um torneio internacional de natação, classificaram-se 8 atletas: 3 norte-ame-


ricanos, 1 australiano, 1 japonês, 1 francês e 2 brasileiros. Considerando que todos os atletas clas-
sificados são ótimos e têm iguais condições de receber uma medalha (de ouro, prata ou bronze), a
probabilidade de que pelo menos um brasileiro esteja entre os três primeiros colocados é igual a:
a) 5/4
b) 3/7
c) 4/7
d) 9/14
e) 5/7

6.Em um instituto de pesquisa trabalham, entre outros funcionários, 3 físicos, 6 biólogos e 2 matemá-
ticos. Deseja-se formar uma equipe com 4 desses 11 estudiosos, para realizar uma pesquisa. Se
essa equipe for composta escolhendo-se os pesquisadores de forma aleatória, a probabilidade de

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209
Matemática Aplicada
todos os físicos serem escolhidos é um número cujo valor está compreendido entre:
a) 0,00 e 0,01.
b) 0,01 e 0,02.
c) 0,02 e 0,03.
d) 0,03 e 0,04.
e) 0,04 e 0,05.

7.Ao se realizar um lançamento de um par de dados não viciados, com faces numeradas de 1 a 6, qual
é a probabilidade de a soma dos pontos ser 3 ou 7?
a) 4/9
b) 3/11
c) 5/7
d) 2/11
e) 2/9

8.Marcelo Augusto tem cinco filhos: Primus, Secundus, Tertius, Quartus e Quintus. Ele sorteará, entre
seus cinco filhos, três entradas para a peça Júlio César, de Sheakespeare. A probabilidade de que
Primus e Secundus, ambos, estejam entre os sorteados, ou que Tertius e Quintus, ambos, estejam
entre os sorteados, ou que sejam sorteados Secundus, Tertius e Quartus, é igual a:
a) 0,500.
b) 0,375.
c) 0,700.
d) 0,072.
e) 1,000.

9.O mau funcionamento de uma das máquinas de uma indústria fez com que 10% das peças produzi-
das em um determinado lote apresentassem defeito. Escolhendo-se aleatoriamente cinco peças
desse lote, a probabilidade aproximada de que menos de três delas apresentem esse defeito, se
cada peça retirada é reposta antes de se retirar a próxima, é de:
a) 90%.
b) 91%.
c) 93%.
d) 96%.
e) 99%.

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210
Matemática Aplicada
10.Um casal pretende ter quatro filhos. A probabilidade de nascerem dois meninos e duas meninas é:
a) 3/8
b) 1/2
c) 6/8
d) 8/6
e) 8/3

11. (Unesp) Um baralho de 12 cartas tem 4 ases. Retiram-se duas cartas uma após outra. Qual a pro-
babilidade de que a segunda seja um ás sabendo que a primeira é um ás?

12.Um cartão é retirado aleatoriamente de um conjunto de 50 cartões numerados de 1 a 50. Determi-


ne a probabilidade do cartão retirado ser de um número primo.

13. O número de chapa de um carro é par. Determine a probabilidade de o algarismo das unidades
ser zero.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

211
Matemática Aplicada
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETO FILHO, Benigto; Silva C. X. Matemática: Aula por aula. Volume único. São Paulo: FTD, 2000.

DANTE, Luiz Roberto. Matemática contexto e aplicações. Vol. único. São Paulo: Editora Ática, 2010.
Filho, B. B e SILVA, C. X. Matemática. Volume único. São Paulo: Editora FTD S.A.

GUIMARÃES, Ângelo de Moura. Introdução á ciência da computação. Rio de Janeiro: Editora L.T. C S.A,
1998.

Matemática. Disponível em: http://www.somatematica.com.br/. Acesso em: 5 de dezembro, 2013


Função exponencial. Disponível em:
http://www.matematicadidatica.com.br/FuncaoExponencial.aspx. Acesso em: 15 de dezembro, 2013.

Função logarítimica. Disponível em: http://www.brasilescola.com/matematica/funcao-logaritmica.


htm. Acesso em: 15 de dezembro, 2013.
Probabilidade. Disponível em:

http://www.somatematica.com.br/emedio/probabilidade.php. Acesso em: 20 de dezembro, 2013.


Probabilidade. Disponível em:

http://www.matematicadidatica.com.br/ProbabilidadeConceitos.aspx. Acesso em: 20 de dezembro,


2013.

Média Aritmética. Disponível em: http://www.brasilescola.com/matematica/media-aritmetica.htm.


Acesso em 02 de janeiro, 2014.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

212
Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1

Introdução à
Segurança do Trabalho
Introdução à Segurança do Trabalho

Sumário

1 - Fundamentos e técnicas de estruturação de campanhas, seminários,


palestras, treinamento, uniões............................................................................ 215

2 - Legislação sobre segurança do trabalho.......................................................... 226

3 - Características de uma política de sst.............................................................. 230

4 - Guia de intervenção em saúde e segurança no trabalho.................................. 233

5 - Processos de divulgação das normas de higiene e segurança do trabalho....... 239

6 - Anexos............................................................................................................ 248

Referências bibliográficas.................................................................................... 264

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

214
Introdução à Segurança do Trabalho
1 - FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE ESTRUTURAÇÃO DE
CAMPANHAS, SEMINÁRIOS, PALESTRAS, TREINAMENTOS,
REUNIÕES.

Planejar campanhas, seminários, palestras, treinamento, reuniões.


Planejamento o que é?
Planejar significa elaborar, fazer um roteiro, programar, ou seja, organizar diversas maneiras
necessárias para atingir a determinado objetivo. Com isso evitamos improvisações.
Quando planejamos uma campanha de segurança do trabalho, buscamos junto aos colaborado-
res as deficiências em suas atividades diárias nas quais poderiam acontecer possíveis acidentes.
O planejamento de uma campanha nasce das necessidades de prevenir acidentes.
Para evitarmos acidentes ou a incidência de doenças, partimos de um conceito bastante antigo,
embora seja atual. Isto é, o processo de aprendizagem em segurança do trabalho está relacionado:

• Conhecimentos
• Habilidades
• Atitudes

Conhecimentos trazem informações, fatos, conceitos, princípios, teorias, interpretações que o


colaborador deverá adquirir e/ou utilizar para realizar seu trabalho.

Habilidades são as capacidades intelectuais, afetivas, psíquicas e motoras que os trabalhadores


devem desenvolver para exercer suas tarefas.

Atitudes são os comportamentos seguros que os trabalhadores deverão adotar após os treina-
mentos. São comportamentos diferentes dos que assumiam antes do treinamento.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

215
Introdução à Segurança do Trabalho

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

216
Introdução à Segurança do Trabalho
a) Seminário
É uma técnica que objetiva ao estudo de um assunto sob seus diversos aspectos, pelo próprio
grupo de participantes.

• Antes de tudo, é preciso que o apresentador domine o assunto que será abordado apoian-
do-se numa pesquisa bastante informativa, como jornais, livros, Internet, revistas especiali-
zadas, vídeos, e outros.

• Produção de um esquema contendo informações sucintas que nortearão o discurso do
apresentador.

• Realização de ensaios prévios no objetivo de evitar certas falhas que poderão comprometer
a qualidade do trabalho apresentado.
• Procurar enriquecer o conteúdo com recursos audiovisuais, tais como: cartazes, apostilas,
retroprojetor, data show, microfone, entre outros.

• Só lembrando que para o planejamento devem ser levadas em consideração as caracterís-
ticas do público-alvo, como faixa etária, tipos de interesse, expectativas e conhecimentos
prévios em relação ao tema em questão.

• No momento da apresentação é imprescindível o uso da linguagem formal, pois certos hábi-
tos da linguagem oral do tipo: Né? Tipo Assim, Ahnn... Prejudicam a fluência na exposição.

• A postura do apresentador é fator relevante, o mesmo deve evitar gestos excessivos, expres-
sões faciais que não condizem com a situação, manter o tom da voz num ritmo bem articula-
do de modo a não se tornar monótono. E, sobretudo, permanecer de frente para a plateia.

Fonte: http://www.brasilescola.com

b) Palestras

12 dicas para fazer uma palestra interessante.


Planejar o que será dito, saber alguns macetes no computador e conhecer as tec-
nologias disponíveis no dia podem contribuir para uma boa apresentação em um evento:

1) Aprenda ao máximo sobre sua audiência antes de falar;

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

217
Introdução à Segurança do Trabalho
2) Descubra se existem regras para ministrar as palestras;
3) Planeje sua apresentação para que você possa reduzi-la quando necessário;
4) Tenha tempo extra para chegar o local do evento;
5) Saiba qual tecnologia que você poderá usar;
6) Tenha sempre um plano B;
7) Não permita que o público olhe nada em seu computador;
8) Não conte com a Internet;
9) Deixe suas informações sempre no final da apresentação;
10) Carregue seus slides no SlideShare um dia antes de sua apresentação;
11) Não se esqueça: o show tem que continuar;
12) Seja precavido.

Fonte:http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/08/08/854553/12-dicas-fazer-uma-palestra-interessante.html

c) Treinamento
Um treinamento de segurança do trabalho pode ter 8 passos, quais sejam:

1- Introdução – defina o assunto, exponha o que a audiência aprenderá e descubra


conhecimentos prévios e interesse do público.
2- Agenda – liste os tópicos a serem abordados
3- Visão geral – Forneça um panorama do assunto
4- Vocabulário – glossários de termos, explique todos os termos usados no assunto.
5- Primeiro tópico – explique os detalhes, forneça exemplos, exercite para reforçar o
aprendizado.
6- Segundo tópico - explique os detalhes, forneça exemplos, exercite para reforçar o
aprendizado.
7- Resumo – exponha o que foi aprendido, defina maneiras de aplicar o treinamento, peça
comentários a respeito do treinamento.
8- Onde obter maiores informações – outros treinamentos, livros, artigos, fontes eletrônicas,
consultorias, etc.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

218
Introdução à Segurança do Trabalho

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

219
Introdução à Segurança do Trabalho
d) Condução de reuniões

Reunião é uma atividade de grupo que propicia intercâmbio de ideias e experiências sobre certo
assunto, no sentido de obter o acordo entre todos os membros. Entre seus objetivos estão a definição
e classificação de problemas, com estabelecimento de causa e efeito, a coleta de sugestões e críticas,
a tomada de decisões, etc. Em suma, uma reunião propicia cooperação, integração e participação,
permitindo que o grupo resolva problemas que nem sempre podem ser resolvidos individualmente.

Etapas

• Formulação de objetivos precisos (O que queremos?).


• Identificação dos participantes (Quem participará e o que pensam eles sobre o assunto?).
• Elaboração de um roteiro (anote todos os pontos que pretende abordar).
• Preparação do material (pense nos recursos visuais que podem ser utilizados).
• Escolha de local adequado.
• Convocação dos participantes com certa antecedência.
• Abertura da reunião (o clima deve ser informal, com apresentações pessoais, exposição dos
motivos e dos tópicos da reunião).
• Avaliação da reunião.
• Controle dos resultados.

Condução

• Ao se dirigir a um dos participantes, chame-o sempre pelo nome.


• Incentive a participação de todos.
• Desperte a atenção dos participantes.
• Ao expor os assuntos, apresente-os objetivamente, procurando ser lógico e claro.
• Resuma o assunto com frequência.
• Antes de terminar a reunião, procure chegar a um resultado conclusivo, determinando as
providências necessárias, se for o caso.
• Evite a utilização de termos técnicos sem o devido esclarecimento.
• A postura (apresentação pessoal, gestos, atitudes, tom de voz, etc.) é fator importante na
condução de reunião.

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220
Introdução à Segurança do Trabalho
CONTRIBUIÇÃO COMO MEMBRO DA REUNIÃO

Escute com atenção, buscando conhecer realmente o ponto de vista dos demais participantes.

• Aceite a responsabilidade de tomar decisões, ao invés de omitir-se no grupo e acreditar


que a responsabilidade de todos é a responsabilidade de ninguém.
• Integre os pontos de vista, sem destruir a individualidade de cada um.
• Contribua efetivamente para a discussão.

e) Campanhas de segurança

As campanhas de segurança têm como finalidade a divulgação de conhecimentos que irão au-
xiliar na educação do trabalhador na educação de segurança do trabalho.
Os objetivos das campanhas de segurança são de aumentar os conhecimentos que os trabalha-
dores sobre segurança do trabalho, desenvolvendo-lhes a consciência de eliminar ou minimizar os
riscos de acidentes e proteger a saúde, ao mesmo tempo criando-lhes atitudes que permitirá corrigir
condições e práticas incorretas que poderiam provocar acidentes.

Os trabalhadores cometem inconformidades principalmente por:

• Não planejaram corretamente o serviço que será realizado; (falha na análise de riscos).
• Não estarem avisados que o que fazem é errado;
• Não considerarem as instruções importantes;
• Não entenderem as instruções que foram dadas;
• Não serem dadas as instruções específicas;
• Acharem incômodo seguir as instruções;
• Desrespeitarem deliberadamente as normas inclusive as de segurança.

OBS: Trabalhador é todo ser social que produz,


seja algo material, cultural ou intelectual.
O dono da empresa é um trabalhador, o aluno é um trabalhador,
o gerente é um trabalhador,
a dona de casa é uma trabalhadora, etc.

Muitos dos acidentes e doenças do trabalho são devido à falta de conhecimento ou


Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1
habilidade do “acidentado” de fazer seu trabalho, seguro e adequadamente. Isto é uma
221
das causas mais frequentes dos acidentes com lesão e de doenças potencializadas pela
atividade, e pode ser devido nas seguintes razões:
Introdução à Segurança do Trabalho
Muitos dos acidentes e doenças do trabalho são devido à falta de conhecimento ou habilidade
do “acidentado” de fazer seu trabalho, seguro e adequadamente. Isto é uma das causas mais fre-
quentes dos acidentes com lesão e de doenças potencializadas pela atividade, e pode ser devido nas
seguintes razões:

• O trabalhador pode nunca ter aprendido a fazer seu trabalho de maneira correta; muito
menos analisar previamente os riscos, que estará exposto pode ter aprendido uma vez, mas
não tão bem para fixar os hábitos corretos e seguros de trabalho;

• Pode ter aprendido como trabalhar seguramente sob condições normais, mas não com-
preendeu completamente o perigo de certos atos inseguros, possivelmente envolvendo
algumas condições não usuais no trabalho.

I - SIPAT Semana Interna de Prevenção de Acidentes

O Técnico de Segurança do Trabalho tem entre suas atribuições despertar o interesse dos em-
pregados pelos assuntos ligados à prevenção de acidentes e de doenças do trabalho, propor cursos e
treinamentos a respeito para os empregados e auxiliar na promoção da Semana Interna de Prevenção
de Acidentes do Trabalho - SIPAT (NR-5, da Portaria n’ 3.214).

O primeiro objetivo da SIPAT é fazer com que todos participem. Para isso, é necessário um le-
vantamento das necessidades e características das pessoas envolvidas, a fim de que haja um plane-
jamento cuidadoso e um cronograma (com data, horário e duração) das palestras e atividades a ser
desenvolvidas durante o evento.

Apresentamos a seguir sugestões de atividades para as SIPAT.

Palestras:

1. Bases do comportamento humano e prevenção de acidentes;


2. Orientações gerais para a programação de uma SIPAT;
3. Equipamentos de proteção individual;
4. Conscientização, fiscalização e legislação de EPl (Equipamento de Proteção Individual);
5. Levantamento manual de cargas;
6. Riscos elétricos;
7. Prevenção contra incêndios;
8. Arranjo físico, cor e sinalização;
9. CIPA;
10. Iluminação no ambiente de trabalho;

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222
Introdução à Segurança do Trabalho
11. Ventilação;
12. Métodos de prevenção das doenças ocupacionais;
13. Primeiros socorros;
14. Tabagismo;
15. Alcoolismo;
16. AIDS.

• Concurso de cartazes - grupos formados entre os trabalhadores elaboram cartazes sobre o


tema da prevenção de acidentes. No último dia da campanha, os cartazes são expostos e todos os
participantes da SIPAT votam para escolher o melhor. Pode-se oferecer prêmio ou medalha ao grupo
que elaborou o melhor cartaz. Os melhores trabalhos podem tornar-se temas de calendários a ser
distribuídos pela empresa.
• Sorteios de brindes - chaveiros, camisas, flâmulas, adesivos, camisetas, etc. com mensagens
sobre prevenção de acidentes.
• Visita dos familiares dos trabalhadores à empresa - no dia da visita, além de conhecer a em-
presa, os familiares poderão assistir a um filme sobre prevenção de acidentes.
• Folhetos impressos - o conteúdo desses folhetos deve oferecer atividades recreativas envol-
vendo prevenção de acidentes. Por exemplo: jogos para assinalar diferenças entre figuras semelhan-
tes nas quais apareçam equipamentos de proteção individual; frases para ser completadas sobre o
assunto; dominox com palavras pertinentes, etc.
• Entrega de certificados - entregues aos participantes no final do evento, de preferência após
breve discurso sobre a prevenção de acidentes.
• Exposição de EPl e de extintores.
• Slogans - frases sobre prevenção de acidentes podem ser impressas em contra che-
ques e circulares. Os slogans podem ser escolhidos por concurso entre os participantes da SIPAT.

II - Campanhas de Prevenção da AIDS.

III - Campanha especifica

Em função do risco a empresa implementa campanhas objetivas e participativas, sempre com


envolvimento da alta administração. – Alcoolismo, fumo, etc.

IV - Contato pessoal

A conscientização dos trabalhadores, em todos os níveis, deste o presidente até o mais simples
dentro da hierarquia, somente será atingida através de campanhas educativas em longo prazo, em
que ressalta como elemento mais importante o contato pessoal, frequente, do supervisor com os
trabalhadores que lhe são subordinados. Isto em cadeia, do dono do negocio com os supervisores ou
mestres, e destes com os subordinados.

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223
Introdução à Segurança do Trabalho
No contato pessoal temos algumas regras que facilitarão o trabalho do Técnico de Segurança.
Vamos a elas:

I) Tenha uma razão para estar presente;


II) O que você faz é tão importante quanto o que você diz;
III) Olhe e escute conscientemente;
IV) Não faça interrogatórios, peça ajuda;
V) Fale sobre o serviço, é o que você tem em comum;
VI) Acima de tudo, incentive.

Fonte: http://rogerio-azevedo.blogspot.com.br/2011/11/o-efeito-goya.html

V - DDS – Diálogo Diário de Segurança

Algumas vezes também são usadas as siglas DDSMS – Diálogo de Segurança, Meio Ambiente e
Saúde, - DDHSMA – Diálogo Diário de Higiene Segurança e Meio Ambiente, DHSMQ – Diálogo Diário
de Higiene, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade.

É uma palestra curta no início das atividades diárias destinada a sensibilizar o empregado en-
volvendo suas atividades diárias, a trabalhar sempre com segurança, preservando sua saúde, meio
ambiente e qualidade de seu trabalho.

É uma ferramenta muito usada nas empresas, que quando iniciou, na década de 80 no século
passado era chamada de minuto de segurança. Seu formato não mudou. Percebeu-se que é uma
ferramenta poderosa na prevenção de acidentes, pois os empregados passaram a discutir o assunto
“segurança” em seu dia a dia.

VI - Avaliações periódicas

Os supervisores devem fazer periodicamente avaliações, com preenchimen-


to de lista de verificações, (Checklist), e encaminhar estas para estância superior, com
as ações tomadas em caso de desconformidade. Este material ficara arquivado por cer-
to período e será utilizado em atividades futuras, inclusive em caso de litígio trabalhista.

VII - Treinamentos

• Específicos para os riscos a que estará exposto;


• Permissão para serviços;
• Analise de acidente do ponto de vista prevencionista;

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224
Introdução à Segurança do Trabalho
• Causas de acidentes;
• Qualidade de vida;
• Prevenção de acidentes nos locais de trabalho;
• Ordem, limpeza e quedas;
• Eletricidade;
• Operação com máquinas;
• Uso correto de ferramentas manuais;
• Prevenção e combate a principio de incêndio;
• Equipamentos de proteção individual;
• Noções de primeiros socorros;
• Inspeção de segurança, investigação e comunicação de acidentes;
• Custo de acidentes, cadastro de acidentes;
• Formação da mentalidade prevencionista;
• Aspectos legais do acidente do trabalho;
• Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
• Análise de um acidente de simulado;
• Atuação em caso de sinistro.

VIII - Palestras

São aconselháveis palestras curtas e incisivas. Utilizando exemplos de casos do passado, de em-
presas similares ou fatos de relevância no momento.

IX - Impressos

• Cartazes;
• Manual ou regulamentos de segurança;
• Revistas, jornais de empresa e folhetos.

X - Caixas de sugestões

Incentivar os trabalhadores a colaborarem com a campanha de qualidade de vida e prevenção


de acidentes.

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225
Introdução à Segurança do Trabalho

XI - Outros meios

Quaisquer outros meios que possam auxiliar na melhoria da segurança e da higiene do trabalho
e proteção à saúde.

2 - LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA DO TRABALHO

Na legislação sobre segurança do trabalho observa-se uma dinâmica intensa, as modificações


são frequentes, as alterações periódicas. Sabemos que a partir da lei, no sentido estrito do termo,
percorre-se uma longa cadeia de atos até a concretização da norma (temos então Portarias, Instruções
Normativas, Ordens de Serviço, Modelos).

A Segurança e Medicina no Trabalho preocupa-se com todas as ocorrências que interfiram em


solução de continuidade em qualquer processo produtivo, independente se nele tenha resultado le-
são corporal, perda material, perda de tempo ou mesmo esses três fatores conjuntos.

É sabido que prevenção de acidentes não se faz simplesmente com a aplicação de normas, po-
rém elas indicam o caminho obrigatório e determinam limites mínimos de ação para que se alcancem,
na plenitude, os recursos existentes na legislação. É necessário que se conheça seus meandros e pos-
sibilidades e, com isso, conseguir eliminar, ao máximo, os riscos nos ambientes de trabalho.

Breve histórico

Dentro das perspectivas dos direitos fundamentais do trabalhador em usufruir de uma boa e
saudável qualidade de vida, na medida em que não se podem dissociar os direitos humanos e a quali-
dade de vida, verifica-se, gradativamente, a grande preocupação com as condições do trabalho.
A primazia dos meios de produção em detrimento da própria saúde humana é fato que, infe-
lizmente, vem sendo experimentado ao longo da história da sociedade moderna. É possível conciliar
economia e saúde no trabalho.

As doenças aparentemente modernas (stress, neuroses e as lesões por esforços repetitivos), já


há séculos vêm sendo diagnosticadas.

Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. As do-


enças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de produção,
com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades.

A OIT - Organização Internacional do Trabalho, em 1919, com o advento do Tratado de Ver-


salhes, objetivando uniformizar as questões trabalhistas, a superação das condições subumanas do
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

226
Introdução à Segurança do Trabalho
trabalho e o desenvolvimento econômico, adota seis convenções destinadas à proteção da saúde e à
integridade física dos trabalhadores (limitação da jornada de trabalho, proteção à maternidade, tra-
balho noturno para mulheres, idade mínima para admissão de crianças e o trabalho noturno para
menores).

Até os dias atuais diversas ações foram implementadas envolvendo a qualidade de vida do tra-
balho, buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos os
trabalhadores.

Em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, implantaram-se


serviços de medicina ocupacional, com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial despertou-se uma nova mentalidade humanitária,
na busca de paz e estabilidade social.
Finda a Segunda Guerra Mundial, é assinada a Carta das Nações Unidas, em São Francisco, em
26 de junho de 1945, que estabelece nova ordem na busca da preservação, progresso social e melho-
res condições de vida das futuras gerações.

Em 1948, com a criação da OMS - Organização Mundial da Saúde estabelece-se o conceito de


que a “saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de afecções
ou enfermidades” e que “o gozo do grau máximo de saúde que se pode alcançar é um dos direitos
fundamentais de todo ser humano.”.

Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas, aprova a Declaração Uni-
versal dos Direitos Humanos do Homem, que se constitui uma fonte de princípios na aplicação das
normas jurídicas, que assegura ao trabalhador o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, as
condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao desemprego; o direito ao repouso e
ao lazer, limitação de horas de trabalho, férias periódicas remuneradas, além de padrão de vida capaz
de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar.

Contudo, a reconstrução pós-guerra induz a sérios problemas de acidentes e doenças que re-
percutem nas atividades empresariais, tanto no que se refere às indenizações acidentárias, quanto ao
custo pelo afastamento de empregados doentes.

Impunha-se a criação de novos métodos de intervenção das causas de doenças e dos acidentes,
recorrendo-se à participação interprofissional.

Em 1949, a Inglaterra pesquisa a ergonomia, que objetiva a organização do trabalho em vista da


realidade do meio ambiente laboral adequar-se ao homem.

Em 1952, com a fundação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - CECA, as questões vol-
taram-se para a segurança e medicina do trabalho nos setores de carvão e aço, que até hoje estimula
e financia projetos no setor.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

227
Introdução à Segurança do Trabalho
Na década de 60 inicia-se um movimento social renovado, revigorado e redimensionado marca-
do pelo questionamento do sentido da vida, o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o
uso do corpo, notadamente nos países industrializados como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados
Unidos e Itália.
Na Itália, a empresa Farmitalia, iniciou um processo de conscientização dos operários quanto à
nocividade dos produtos químicos e dos técnicos para a detecção dos problemas. A FIAT reorganiza as
condições de trabalho nas fábricas, modificando as formas de participação da classe operária.

Na realidade o problema da saúde do trabalhador passa a ser outra, desloca-se da atenção dos
efeitos para as causas, o que envolve as condições e questões do meio ambiente.

No início da década de 70, o Brasil é o detentor do título de campeão mundial de acidentes. E,


em 1977, o legislador dedica no texto da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, por sua reconhecida
importância Social, capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho. Trata-se do Capítulo V,
Título II, artigos 154 a 201, com redação da Lei nº 6.514/77.

O Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho,


hoje denominado Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, regulamenta os artigos contidos
na CLT por meio da Portaria nº 3.214/78, criando vinte e oito Normas Regulamentadoras - NR. Com a
publicação da Portaria nº 3214/78 se estabelece a concepção de saúde ocupacional.

Em 1979, a Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador, promove a Semana de Saúde do


Trabalhador com enorme sucesso e em 1980 essa comissão de transforma no Departamento Intersin-
dical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho.

Os eventos dos anos seguintes enfatizaram a eliminação do risco de acidentes, da insalubridade


ao lado do movimento das campanhas salariais.

Os diversos Sindicatos dos Trabalhadores, como o das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, tive-
ram fundamental importância denunciando as condições inseguras e indignas observadas no trabalho.

Com a Constituição de 1988 nasce o marco principal da etapa de saúde do trabalhador no nosso
ordenamento jurídico. Está garantida a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas
de saúde, higiene e segurança. E, ratificadas as Convenções 155 e 161 da OIT, que também regulamen-
tam ações para a preservação da Saúde e dos Serviços de Saúde do Trabalhador.

As conquistas, pouco a pouco, vêm introduzindo novas mentalidades, sedimentando bases sóli-
das para o pleno exercício do direito que todos devem ter à saúde e ao trabalho protegido de riscos ou
das condições perigosas e insalubres que põem em risco a vida, a saúde física e mental do trabalhador.

A proteção à saúde do trabalhador fundamenta-se, constitucionalmente, na tutela “da vida com


dignidade”, e tem como objetivo primordial a redução do risco de doença, como exemplifica o art.
7º, inciso XXII, e também o art. 200, inciso VIII, que protege o meio ambiente do trabalho, além do
art. 193, que determina que “a ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo
o bem-estar e a justiça sociais”. Posteriormente, o Ministério do Trabalho, por meio da Portaria nº
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

228
Introdução à Segurança do Trabalho
3.067, de 12.04.88, aprovou as cinco Normas Regulamentadoras Rurais vigentes.

A Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovou a NR 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e


Saúde no Trabalho Portuário.

Atuando de forma tripartite o Ministério do Trabalho e Emprego, aprova através da Portaria 34


de 04.12.2002 a NR nº 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário.

Em 4.3.2005 foi publicada no DOU a Portaria nº 86, , da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do


MTE, aprovando a Norma Regulamentadora Nº 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura,
Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura.

Através da Portaria GM n.º 485, de 11 de novembro de 2005, divulga a NR 32 - Segurança e Saú-


de no Trabalho em Serviços de Saúde.

Continuando o aprimoramento da legislação de Segurança do Trabalho, através da Portaria 202,


de 22.12.2006 o MTE aprova a NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados.

Através da Portaria 200 de 20.01.2011 é publicada a NR 34 – Condições e Meio Ambiente de


Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval.
Percebendo que ainda faltam normatizar algumas atividades que não foram contempladas ade-
quadamente na segurança, o MTE publica a Portaria 313 de 23.3.2012 que aprova a NR 35 – Seguran-
ça e Saúde no Trabalho em Altura.

Continuando com o aprimoramento da legislação sobre segurança e medicina do trabalho, o


MTE publica a Portaria MTE n.º 555, de 18 de abril de 2013 que aprova a NR 36 - Segurança e Saúde
no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados.

Os problemas referentes à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida no tra-


balho vêm ganhando importância no Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais e
na sociedade como um todo. Propostas para construir um Brasil moderno e competitivo, com menor
número de acidentes e doenças de trabalho, com progresso social na agricultura, na indústria, no co-
mércio e nos serviços, devem ser apoiadas.

Para isso deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da sociedade e a conscientiza-
ção na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho. Trabalhador saudável e qualificado
representa produtividade no mercado globalizado.
Fonte: Texto retirado Manual de Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho da FIESP

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

229
Introdução à Segurança do Trabalho

3 - CARACTERÍSTICAS DE UMA POLÍTICA DE SST

Quando falamos de política de Segurança do Trabalho de uma empresa pode ser entendida
como normas básicas de procedimentos que norteiam e sustentam o programa geral e específico de
prevenção de acidentes. É a cultura adotada pela empresa para desenvolver, desempenhar e ter como
objetivo sua atividades preventivas. Claro está que toda atividade de segurança e saúde do trabalha-
dor deverá estar pautada na legislação vigente bem como nos interesses sociais e econômicos. Uma
política de segurança e saúde ocupacional tendo como participação ativa a alta administração, terá
maiores chances de sucesso, do que a que é definida somente por um grupo de pessoas técnicas.

Não confundir Política de Segurança do Trabalho com Programa de Segurança do Trabalho. Programa
de Segurança do trabalho é executável, enquanto que política é que define o que será executado.

Uma política de segurança do trabalho pode ser encarada como:

“um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST) que constitui parte do sistema
global de gestão de uma organização que objetiva o controle dos perigos e riscos em matérias de
SST, por meio de abordagem estruturada e planejada em suas dimensões: segurança industrial, hi-
giene, ergonomia, psicologia, sociologia e a organização do trabalho, envolvendo toda a estrutura
da organização e todos os outros que sejam influenciados pelas atividades, maquinários, produtos
e processos da organização que possam provocar acidentes, implementando um processo proativo
de melhoria contínua”. (Ribeiro Neto, João Batista M.Sistema de Gestão Integrado – pág. 135 e 136).

Um SGSST terá como modelo padrão:

1) Introdução;
2) Definição de atribuições e responsabilidades;
3) Organização da Segurança;
4) Comunicação e registro de acidentes;
5) Plano de controle de riscos e inspeções de segurança;
6) Reunião de segurança;
7) Plano de treinamento;
8) Plano de divulgação;
9) Plano de emergência;
10) Plano de arquivamento e formulários.

Fonte: Vieira, Sebastião Ivone, Manual de Saúde e Segurança do Trabalho, VOL III pág. 46

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

230
Introdução à Segurança do Trabalho
Segundo a norma OSHA 18001:2007, para implementar um SGSST é fundamental a metodologia
PDCA (Plan, Do, Check, Act ou Planejar, fazer, verificar e agir).

A figura 1 apresenta uma visão do sistema de gestão conforme OHSAS 18001.

Figura 1 – Modelo de sistema de gestão da SST – OHSAS 18001:2007


Figura 1 – Modelo de sistema de gestão da SST – OHSAS 18001:2007

Diante de um SGSST, podemos demonstrar de uma forma bastante simplificada alguns


componentes, quais sejam:

1) Identificar os perigos e avaliar os riscos do SST;


2) Identificar a legislação aplicável;
3) Definir a política Definir e implementar programas;
4) Identificar processos e controles necessários ao SGSST;
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1
5) Sistematizar processos;
231
6) Identificar e prover recursos necessários;
7) Executar processos conforme especificado;
Introdução à Segurança do Trabalho
Diante de um SGSST, podemos demonstrar de uma forma bastante simplificada alguns compo-
nentes, quais sejam:

1) Identificar os perigos e avaliar os riscos do SST;


2) Identificar a legislação aplicável;
3) Definir a política Definir e implementar programas;
4) Identificar processos e controles necessários ao SGSST;
5) Sistematizar processos;
6) Identificar e prover recursos necessários;
7) Executar processos conforme especificado;
8) Monitorar, medir e analisar resultados, incluindo atendimento legal;
9) Melhorar continuamente o sistema.
10) De SST, objetivos e metas;

OIT. Disponível em: <http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---ed_protect/---protrav/---


safework/documents/publication/wcms_154878.pdf>. Acessado em 08 Fev. 2016.
OIT. Disponível em: <http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---ed_protect/---protrav/---safework/docu-
ments/publication/wcms_154878.pdf>. Acessado em 08 Fev. 2016

4 - GUIA DE INTERVENÇÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

TEXTO 1
Não é raro fazermos a nós mesmos uma série de perguntas sobre segurança, não só no
trabalho, como também em casa e na rua. Mas nem sempre temos respostas adequadas às
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1
nossas dúvidas, em parte devido à nossa formação deficiente desde os tempos da escola
232
fundamental.
Em geral, a angústia criada por desastres que nos levam, de tempos em tempos, a querer
aprender e modificar alguma coisa.
Introdução à Segurança do Trabalho

4 - GUIA DE INTERVENÇÃO EM SAÚDE


E SEGURANÇA NO TRABALHO

Não é raro fazermos a nós mesmos uma série de perguntas sobre segurança, não só no trabalho,
como também em casa e na rua. Mas nem sempre temos respostas adequadas às nossas dúvidas, em
parte devido à nossa formação deficiente desde os tempos da escola fundamental.
Em geral, a angústia criada por desastres que nos levam, de tempos em tempos, a querer
aprender e modificar alguma coisa.
É bastante comum pensarmos que segurança depende de máquinas ou de setores
especializados, alheios a nossa participação. Vamos juntos, refletir a respeito e veremos que seguran-
ça depende única e exclusivamente de cada um de nós, e de todos nós.
O homem é sempre o mesmo, seja no trabalho, em casa ou na rua. Portanto, é contraditório que
um homem aja com segurança no trabalho, e dirija embriagado ou em alta velocidade na rua, com o
carro sem revisão, ou sem respeitar os sinais de trânsito, ou que em casa deixe produtos tóxicos ao
alcance de crianças.
Um indivíduo não pode se considerar seguro se não respeitar os princípios básicos de segurança
tanto no trabalho como na rua, no lar, no lazer.
Pois segurança está intimamente ligada à saúde, à vida, à perfeita integração do homem como
um todo, com a máquina e com ambiente.
Daí podermos afirmar que segurança e saúde são imprescindíveis quando o propósito é
manter um ambiente de trabalho hígido e produtivo. São questões diretamente ligadas à valorização do
elemento humano como primordial para o sucesso de qualquer organização.
Em um mundo em constante mudança, a disseminação de informações sobre a
prevenção de acidentes e doenças do trabalho se torna decisiva para a qualidade de vida no ambiente
laboral, seja sempre valorizada. É um trabalho árduo, pois ao mudar as pessoas, os modos produtivos, a
sensibilização da importância da saúde e da segurança no trabalho, requer um grande investimento
tanto na área empresarial quanto na dos trabalhadores.
Por entender que o homem é o mesmo, é necessário que o conhecimento seja
disseminado em todos os níveis. Para que ocorra essa disseminação é necessário conhecer a legislação e
normas de segurança brasileira, quiçá internacional. Nossa legislação é muito ampla e atende, hoje,
praticamente todos os setores industriais. Este conhecimento significa as informações, os fatos, conceitos,
princípios, teorias, interpretações que o trabalhador ou mesmo os empresários deverão adquirir ou
utilizar para realizar seu trabalho.
As informações serão buscadas na legislação e normas técnicas. Porém, não bastará ter as
informações. Os trabalhadores ou mesmo os serviços especializados deverão ter a capacidade de
observar, levantar e relatar os riscos organizacionais. Relacionar os riscos ambientais com acidentes e
doenças do trabalho e saber selecionar a fonte adequada de consulta quando um problema técnico
assim o exigir.
O treinamento deverá ser bastante bom no sentido que o trabalhador poderá
verbalizar com clareza as solicitações de mudanças nos ambientes visando torná-los mais saudáveis e
seguros. Os serviços especializados deverão ser capazes de elaborar um plano de trabalho coerente e

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

233
Introdução à Segurança do Trabalho
fundamentado e adequado conhecimento da realidade para promover e ou participar de atividades
educativas na área de segurança e saúde do trabalhador.
A legislação nacional, obedecendo a normas internacionais, como as convenções da
OIT – Organização Internacional do Trabalho que são ratificadas pelo Brasil, obriga as empresas a
implantarem programas de prevenção, tais como PPRA – Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais, PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional entre outros, estes
programas facilitam sobremaneira as atividades dos técnicos na prevenção de acidentes, além de
diminuir consideravelmente o índice de acidentes, preservando uma mão de obra sadia.
Um programa de segurança é uma soma de conhecimentos técnicos e aplicação de princípios
sadios de trabalho e convivência. A cultura de uma empresa se constitui do conhecimento que seus
empregados levam para seu interior, e dentro dela ajudam a aprimorar. Se pensarmos em melhorar a
cultura de segurança de uma fábrica é necessário que cada empregado melhore seus próprios hábitos.
Continuando, um programa de segurança é uma ordenação de princípios e ações práticas que,
mais do que responder a nossas eventuais dúvidas, organiza o trabalho dos grupos, estabelece os
padrões de trabalho, cria normas de conduta, afere resultados e corrige diretrizes, de forma a
aprimorar os hábitos de segurança.
Deve-se levar em consideração que os gestores têm uma responsabilidade com a segurança das
pessoas e das instalações de uma empresa, portanto, o exemplo deles é um dos maiores fatores para
o bom cumprimento de um programa de segurança.
O serviço de segurança apesar de suas importantes tarefas, não deve ser o único responsável
pela segurança das pessoas. É necessário que conscientize o trabalhador, pois uma pessoa consciente
conhece melhor do que ninguém os riscos de sua área de trabalho. O ideal que o serviço de segurança
aja como um assessor especializado, facilitando a implantação das ações e das normas de segurança
que compõem os programas. Ser promotor, valorizar a segurança e manter uma equipe adequada,
capacitada e motivada para combater as emergências sempre que necessário.
Finalmente, evitar acidente é um dever de todos e deve ter tanta importância quanto a
produtividade, qualidade e custo. Um programa de segurança será considerado bom, quando o
trabalhador e a empresa crescem juntos, melhorando em conjunto seus métodos de trabalho e
atingindo uma forma superior de administração. Deve-se lembrar sempre: trabalhar com segurança,
respeitar a segurança, exigir segurança, valorizando e respeitando a vida.

A) Ações pró-ativas na prevenção de acidentes

As ações que o Técnico de Segurança do Trabalho deve realizar em termos de prevenção de


acidentes são:

• Identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos, com a


participação do maior número de trabalhadores;
• Elaborar plano de trabalho que possibilite estabelecer as medidas e ações preventivas
necessárias;
• Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho;
• Colaborar no desenvolvimento e na implementação do Programa de Controle Médico de

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234
Introdução à Segurança do Trabalho
Saúde Ocupacional (PCMSO), do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e de
outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho;
• Propor treinamento adequado a cada trabalhador para que ele conheça os riscos e perigos
existentes nas suas atividades/tarefas, propondo, ainda, reciclagens periódicas;
• Participar de campanhas de prevenção sobre temas como AIDS, vacinação, trabalho, segu-
ro, segurança química, controles de energias perigosas, etc.;
• Informar aos trabalhadores dos riscos ambientais a que estão expostos e que podem afetar
a segurança e saúde.

B) Tipos de inspeções que podem ser realizadas

As inspeções de segurança não são feitas somente pela CIPA, mas também pelos profissionais
dos Serviços Especializados, podem ser feitas por diversos motivos, com objetivos diferentes e progra-
madas em épocas e intervalos variáveis. Podem ser: gerais, parciais, de rotina, periódicas, eventuais,
oficiais e especiais.

• Inspeções gerais
São aquelas feitas em todos os setores do Parque Guanabara e que se preocupam com todos
os problemas relativos à Segurança e Medicina do Trabalho. Dessas verificações podem participar en-
genheiros, técnicos de segurança, médicos, assistentes sociais e membros da CIPA. Essas verificações
devem ser repetidas a intervalos regulares e, onde não existirem Serviços Especializados em Seguran-
ça e Medicina do Trabalho, a tarefa caberá a CIPA da empresa.

• Inspeções parciais
Elas podem limitar-se em relação a áreas específicas, sendo verificados apenas determinados
setores do Parque Guanabara, e podem limitar-se em relação às atividades, sendo verificados certos
tipos de trabalho, certas máquinas ou certos equipamentos.

• Inspeções de rotina
Cabem aos encarregados dos setores de segurança, aos membros da CIPA, ao pessoal que cui-
da da manutenção de máquinas, equipamentos e condutores de energia. É muito importante que
os próprios trabalhadores façam verificações em suas ferramentas, nas máquinas que operam e nos
equipamentos que utilizam. Naturalmente, em verificações de rotina, são mais procurados os riscos
que se manifestam com mais frequência e que constituem as causas mais comuns de acidentes.

• Inspeções periódicas
Como é natural que ocorram desgastes dos meios materiais utilizados na produção, de tempos
em tempos devem ser marcadas, com regularidade, inspeções destinadas a descobrir riscos que o uso

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

235
Introdução à Segurança do Trabalho
de ferramentas, de máquinas, de equipamentos e de instalações energéticas podem provocar.
Algumas dessas inspeções são determinadas por lei, principalmente a de equipamentos peri-
gosos, como caldeiras e mesmo de equipamentos de segurança como extintores e outros. Materiais
móveis de maior uso e desgaste devem merecer verificações periódicas.

• Inspeções eventuais
Não tem datas ou períodos determinados. Podem ser feitas por vários técnicos, incluindo mé-
dicos ou engenheiros, e se destinam a controles especiais de problemas importantes dos diversos
setores da empresa. O médico pode, por exemplo, realizar inspeções em ambientes ligados à saúde
do trabalhador, como refeitórios, cozinhas, instalações sanitárias, vestiários e outros.

• Inspeções oficiais
São realizadas por agentes dos órgãos oficiais e das empresas de seguro.

• Inspeções especiais
Destinam-se a fazer controles técnicos que exigem profissionais especializados, aparelhos de
teste e de medição. Pode-se dar o exemplo de medição do ruído ambiental, da quantidade de partícu-
las tóxicas em suspensão no ar, da pesquisa de germes que podem provocar doenças.
A presença de representantes da CIPA nas inspeções de segurança é sempre recomendável, pois
a assimilação de conhecimentos cada vez mais amplos sobre as questões de Segurança e Medicina do
Trabalho vai tornar mais completa o trabalho educativo que a comissão desenvolve.
Além disso, a renovação dos membros da CIPA faz com que um número sempre maior de em-
pregados passe a aprofundar os conhecimentos exigidos para a solução dos problemas relativos a
acidentes e doenças do trabalho.

C) Passos a serem seguidos na inspeção de segurança

Existem alguns passos que devem ser seguidos para o desenvolvimento dessa atividade. São
eles: observação, registro, análise de riscos, priorização, implantação e acompanhamento.

• Observação
Neste primeiro passo, os elementos da CIPA devem observar criteriosamente as condições de
trabalho e de atuação das pessoas. Essa observação deve ser completada com dados obtidos por meio
de entrevistas e preenchimento de questionários junto aos coordenadores e trabalhadores.

• Registro
O registro dos riscos observados sobre saúde e segurança do trabalho deve ser feito em formu-
lários que favoreçam a análise dos problemas apontados.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

236
 ANÁLISE DE RISCO

Introdução à Segurança do Trabalho


Da verificação de segurança resulta a necessidade de um estudo mais aprofundado de
• Análiseoperação.
determinada de risco Trata-se da análise de riscos.
Da verificação de segurança resulta a necessidade de um estudo mais aprofundado de determi-
Para
nada realizá-la,
operação. o interessado
Trata-se deve
da análise de decompor e separar as fases da operação, para
riscos.
Para realizá-la,
verificação o interessado
cuidadosa deve
dos riscos quedecompor e separarem
estão presentes as cada
fases fase.
da operação, para
O quadro a verificação
seguir
cuidadosa dos riscos que estão presentes em cada fase. O quadro a seguir orienta a decomposição de
umaorienta a decomposição
operação para este fim.de uma operação para este fim.

Dados Análise dos Riscos


Deve ser feito isso que está sendo observado ou existe algum
O que é feito? risco que sugere alteração?
A técnica desenvolvida é correta?
Como é feito? Contém riscos que podem ser eliminados com pequenas
alterações?
O objetivo da atividade será alcançado corretamente em
Por que é feito? segurança?

• Priorização
A partir da análise de riscos, priorizar os problemas de forma a atender àqueles mais graves e/
 PRIORIZAÇÃO
ou iminentes.
A partir da análise de riscos, priorizar os problemas de forma a atender àqueles mais graves
• Implantação
Nesta
e/ou fase, o relatório com as medidas corretivas definidas deverão ser encaminhados ao de-
iminentes.
partamento responsável para sua efetivação. A operacionalização das medidas deverá ser negociada
no próprio setor responsável, em prazos determinados por prioridade.
 IMPLANTAÇÃO
• Acompanhamento
Nesta fase, na
Consiste o relatório com
verificação as medidas
e cobrança das corretivas definidas deverão
medidas preventivas serDevem
propostas. encaminhados ao
ser realizados,
junto à unidade responsável,
departamento responsávelsetores afins
para sua e com o SESMT.
efetivação. A operacionalização das medidas deverá ser
negociada no próprio setor responsável, em prazos determinados por prioridade.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

237
Consiste na verificação e cobrança das medidas preventivas propostas. Devem ser
realizados, junto à unidade responsável, setores afins e com o SESMT.
Introdução à Segurança do Trabalho
Toda verificação de segurança possui um ciclo de procedimentos básicos:
Toda verificação de segurança possui um ciclo de procedimentos básicos:

Observações

Registro
Acompanhamento

Verificação
De
Segurança

Implantação
Análise de Risco

Definição
de Prioridades

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238
Introdução à Segurança do Trabalho

5 - PROCESSOS DE DIVULGAÇÃO DAS NORMAS DE HIGIENE


E SEGURANÇA DO TRABALHO

Eliminando os riscos do trabalho através de normas regulamentadoras – NR


O Técnico de Segurança do Trabalho deve conhecer os riscos das atividades antes, porém, deve
conhecer o que as normas que regulamentam a matéria determinam em termos de responsabilida-
des, direitos e deveres.

NR 1 - Disposições Gerais

Deve-se considerar que as NR têm uma inter-relação entre si, ou seja, devemos atender e aten-
tar na aplicação das Normas Regulamentadoras e que as mesmas são de observância obrigatória pelas
empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como
pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolida-
ção das Leis do Trabalho - CLT.
As disposições contidas nas Normas Regulamentadoras – NR aplicam-se, no que couber, aos
trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos sindicatos represen-
tativos das respectivas categorias profissionais.

O Técnico deve observar os códigos de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Muni-
cípios conhecer sobre as convenções e acordos coletivos de trabalho.

Os sindicatos são atuantes em matéria de segurança e saúde ocupacional e é necessário que


todo plano de ação prevencionista seja elaborado com um perfeito conhecimento das convenções e
acordos coletivos, pois, caso tenham alguma exigência maior que a própria legislação, aquela predo-
mina sobre esta.

As Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego, através de seus Agentes Fiscais do Tra-


balho – AFT, dentre outras funções podem embargar obra, interditar estabelecimento, setor de ser-
viço, canteiro de obra, frente de trabalho, locais de trabalho, máquinas e equipamentos, notificar as
empresas, estipulando prazos, para eliminação e/ou neutralização de insalubridade.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

239
Introdução à Segurança do Trabalho
Respeitando-se
obrigações a paridade da
de empregadores lei, no que diz
e empregados, respeitoquadro
conforme a direitos e deveres, a NR-1 estabelece
abaixo:
obrigações de empregadores e empregados, conforme o seguinte quadro:

CABE AO EMPREGADOR CABE AO EMPREGADO


a) Cumprir e fazer cumprir as disposições a) Cumprir as disposições legais e
legais e regulamentares sobre segurança e regulamentares sobre segurança e saúde do
medicina do trabalho; trabalho, inclusive as ordens de serviço
expedidas pelo empregador;
b) Elaborar ordens de serviço sobre
segurança e saúde no trabalho, dando b) Usar o EPI fornecido pelo empregador;
ciência aos empregados por comunicados,
cartazes ou meios eletrônicos;
c) Informar aos trabalhadores:
I. Os riscos profissionais que possam
originar-se nos locais de trabalho;
II. Os meios para prevenir e limitar tais riscos
e as medidas adotadas pela empresa; c) Submeter-se aos exames médicos
III. Os resultados dos exames médicos e de previstos nas Normas Regulamentadoras -
exames complementares de diagnóstico aos NR;
quais os próprios trabalhadores forem
submetidos;
IV. Os resultados das avaliações ambientais
realizadas nos locais de trabalho
d) Permitir que representantes dos
trabalhadores acompanhem a fiscalização d) colaborar com a empresa na aplicação das
dos preceitos legais e regulamentares sobre Normas Regulamentadoras - NR;
segurança e medicina do trabalho;
e) Determinar procedimentos que devem ser Observação: Constitui ato faltoso a recusa
adotados em caso de acidente ou doença injustificada do empregado ao cumprimento
relacionada ao trabalho do disposto no item anterior.

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240
Introdução à Segurança do Trabalho

MODELO DE ORDEM DE SERVIÇO

ORDEM DE SERVIÇO
Data___/___/___
POR ATIVIDADE
NOME:
Função: Setor:
1. Descrição da Função
.
2. Agentes Associados às Atividades
 BIOLÓGICOS
 QUÍMICOS.
 FÍSICOS
3. EPI de Uso Obrigatório
 Luvas de procedimentos;  Óculos de segurança.
 gorro;  Jaleco manga longa
 máscara
4. É OBRIGATÓRIO
 Usar calçados fechados
 Usar calça comprida
 Lavar as mãos na entrada e saída do laboratório e após atividades.
5. Proibições
 Fumar, alimentar-se, beber, mascar chicletes, guardar  Reencapar agulhas
alimentos, cultivar plantas, aplicar cosméticos nos  Atender telefone, abrir portas, gavetas usando luvas.
setores técnicos.  Compartilhar objetos de pessoas que estejam manipulando
 Usar sandálias ou tamancos, saias ou bermudas. material contaminado ou potencialmente
 Colocar objetos na boca, lamber etiquetas, circular fora do contaminado.
laboratório ou nos locais de alimentação, portanto  Cheirar reagente voláteis ou fumegantes
jalecos o/ou luvas.  Cabelos compridos soltos
 Esfregar os olhos e o uso de barba  Pipetar com a boca
 Colocar pipetas contaminadas na superfície das bancadas
6. Procedimentos em caso de acidentes
Todo e qualquer acidente de trabalho, deverá ser comunicado para o superior imediato ou ao DP, para que possa ser providenciada a
emissão da CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho, cujo prazo é de 24 horas.
Obs.: O acidente não comunicado, não será considerado para efeitos legais.
7. Observações
 As orientações aqui contidas não esgotam o assunto sobre prevenção de acidentes, devendo ser observadas todas as instruções
existentes, ainda que verbais em especial as Normas e Regulamentos da Empresa.
Não executar qualquer atividade sem treinamento e pleno conhecimento
dos riscos e cuidados a serem observados.
CIENTE: Data:

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241
Introdução à Segurança do Trabalho

NR 2 - Inspeção Prévia

Esta NR estabelece que todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá so-
licitar aprovação de suas instalações do Órgão regional do MTE.
Fica claro que, como o quadro de AFT não comporta a demanda de inspeções, a NR 2 prevê que
a empresa poderá encaminhar ao órgão regional do MTE uma declaração das instalações do estabele-
cimento novo, conforme modelo.

DECLARAÇÃO DE INSTALAÇÕES – (MODELO)

1.Razão Social:

CEP:
Fone:
CNPJ:
Endereço:
Atividade principal:
N.º de empregados (previstos) - Masculino: Maiores: Menores:
- Feminino: Maiores: Menores:

2. Descrição das Instalações e dos Equipamentos (deverá ser feita obedecendo ao


disposto nas NR 8, 11, 12, 13, 14, 15 (anexos), 17, 19, 20, 23, 24, 25 e 26) (use o
verso e anexe outras folhas, se necessário).

3. Data: ____/____/19___

________________________________________________
(Nome legível e assinatura do empregador ou preposto)

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242
Introdução à Segurança do Trabalho

NR 3 - Embargo ou Interdição

Estabelece medidas de urgência, adotadas a partir da constatação de situação de trabalho que


caracterize risco grave e iminente (RGI) ao trabalhador.

Risco grave e iminente é definido como sendo toda condição ou situação de trabalho que possa cau-
sar acidente ou doença relacionada ao trabalho com lesão grave à integridade física do trabalhador.

Os Agentes Fiscais do Trabalho poderão interditar o estabelecimento, total ou parcial, setor de


serviço, máquina ou equipamento. A interdição implica a paralisação.

Poderão também embargar uma obra. O embargo implica a paralisação total ou parcial da obra.

Considera-se obra todo e qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação,


manutenção ou reforma.

Durante a vigência da interdição ou do embargo, podem ser desenvolvidas atividades necessá-


rias à correção da situação de grave e iminente risco, desde que adotadas medidas de proteção ade-
quadas dos trabalhadores envolvidos.

Observação
Durante a paralisação decorrente da imposição de interdição ou embargo,
os empregados devem receber os salários como se estivessem em efetivo exercício.

NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. SESMT

Esta norma estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas, que possuam em-
pregados regidos pela CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Serviços Especializados
em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover
a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. O objetivo proposto só será
alcançado se houver uma intervenção nos processos e sistemas, incluindo definição de métodos de
trabalho e procedimentos.

Especialistas em Segurança e Medicina do Trabalho são os profissionais qualificados e habilita-


dos para identificar riscos nos ambientes de trabalho, estabelecer técnicas para sua eliminação e, de
uma forma geral, sugerir ações que possam prevenir acidentes e doenças ocupacionais.

O dimensionamento do SESMT será baseado na gradação do risco da atividade principal e ao


número total de empregados do estabelecimento.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

243
Introdução à Segurança do Trabalho
A empresa poderá constituir Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina
do Trabalho centralizado para atender a um conjunto de estabelecimentos pertencentes a ela, desde
que a distância a ser percorrida entre aquele em que se situa o serviço e cada um dos demais não
ultrapasse a 5.000 (cinco mil metros).

Os profissionais que compõem o SESMT são Engenheiros de Segurança do Trabalho, Médicos do


Trabalho, Enfermeiros do Trabalho, Técnicos de Segurança do Trabalho e Auxiliares de Enfermagem do
Trabalho. Todos devidamente registrados em seus conselhos ou no MTE, como no caso do Técnico de
Segurança do Trabalho.

Embora seja obrigatória a composição do SESMT com esses profissionais, há casos que o SESMT
é composto apenas por um ou dois Técnicos de Segurança do Trabalho.

Dentre as atividades do SESMT, compete aos profissionais que o compõem, destacamos:

a) aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho ao ambiente


de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo
a reduzir até eliminar os riscos ali existentes;
b) Esclarecer e conscientizar os empregados sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacio-
nais, estimulando-os em favor da prevenção;
c) Analisar e registrar em documentos específicos todos os acidentes ocorridos, com ou sem
vítimas e doenças ocupacionais;
d) Registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho, doenças ocupacio-
nais e de agentes de insalubridade;
e) Atendimento de emergência, planos de controle de efeitos de catástrofes, de disponibilida-
de de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à
vítima.

Dimensionamento do SESMT

O dimensionamento do SESMT vincula-se à gradação do risco da, atividade principal e ao nú-


mero total de empregados do estabelecimento, constantes dos Quadros I e II anexos, observadas as
exceções previstas da NR 4.

Ou seja, o dimensionamento do SESMT é feito com base no grau de risco da atividade (que
consta no Quadro I) e número total de empregados (Quadro II).

Para fazer isso é necessário ir até o Quadro I descobrir qual grau de risco da empresa. E depois
disso no Quadro II (Dimensionamento do SESMT) veremos o grau de risco da atividade. Fazendo um
cruzamento entre grau de risco e quantidade de funcionários chega-se ao resultado.
Para fazer isso é necessário ir até o Quadro I descobrir qual grau de risco da empresa. E depois
disso no Quadro II (Dimensionamento do SESMT) veremos o grau de risco da atividade.
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

244
Introdução à Segurança do Trabalho
Fazendo um cruzamento entre grau de risco e quantidade de funcionários se chega ao
resultado.

Exemplo:

Vamos dimensionar o SESMT para uma empresa de fabricação de sorvetes com 150
funcionários.
Exemplo:
Vamos dimensionar o SESMT para uma empresa de fabricação de sorvetes com 150
Para dimensionar o SESMT é necessário ter os seguintes dados:
funcionários.

- Atividade de atuação da empresa (ramo de atividade);


Para dimensionar
- Quantidade o SESMT é necessário ter os seguintes dados:
de funcionários;
- Grau- Atividade
de Risco; de atuação da empresa (ramo de atividade);
- Quantidade de funcionários;
- Graucaso
No nosso de Risco;
temos:

- Atividade decaso
No nosso atuação
temos: da empresa (ramo de atividade)? Fabricação de sorvetes.
- Quantidade
- Atividadede
de funcionários? 150(ramo de atividade)? Fabricação de sorvetes.
atuação da empresa
- Grau- Quantidade
de Risco? de????? . Ainda150
funcionários? não sabemos, vamos buscar na NR 4.
- Grau de Risco? ????? . Ainda não sabemos, vamos buscar na NR 4.

ComoComo supracitado teremos


supracitado teremos que
queir primeiro ao Quadro
ir primeiro I (Classificação
ao Quadro de Atividadesde Atividades
I (Classificação
Econômicas).
Econômicas).
Lembrando queque
Lembrando nesse Quadro
nesse Quadrosó só
precisamos
precisamos encontrar
encontrar a denominação
a denominação Fábrica
Fábrica de de sorvetes,
quando a encontrarmos, encontraremos junto o grau de risco.
sorvetes, quando a encontrarmos, encontraremos junto o grau de risco.

Abaixo, em destaque, está a denominação no qual somos inseridos e ao direito vemos



nosso Grau de Risco.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

245
Introdução à Segurança do Trabalho

Como vimos
Como
Como (área
vimos
vimos destaque)
(área
(área destaque)aaaempresa
destaque) empresa seenquadrou
empresa se
se enquadrou
enquadrou nono
no Grau
Grau
Graudedede
RiscoRisco
3. 3. 3.
Risco

Agora temos todas as informações que precisamos:


Agora temos todas as informações que precisamos:
Agora temos todas as informações que precisamos:
- Atividade
- Atividade de atuação
de atuação dadaempresa
empresa (ramo
(ramodedeatividade)?
atividade)?
- Atividade de atuação da empresa (ramo de atividade)?
Fabricação de sorvetes.
Fabricação de sorvetes.
- Quantidade de funcionários? 150
Fabricação de sorvetes.
- Quantidade de funcionários?
- Grau de Risco? 3 150
--Quantidade de 3funcionários? 150
Grau de Risco?
- Grau de Risco? 3
AGORA VAMOS QUADRO II. PARA TERMINAR:
Com
Agora todosquadro
vamos dados acima, é sóterminar:
II. Para fazer o cruzamento entre Grau de Risco e quantidade de
AGORA VAMOS QUADRO II. PARA TERMINAR:
funcionários.
Comtodos
Com todosdados
dadosacima,
acima,éésó
sófazer
fazeroocruzamento
cruzamentoentre
entreGrau
Graude
deRisco
Riscoeequantidade
quantidadede
defuncionários.
funcionários.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

246
Introdução à Segurança do Trabalho
Com isso chegamos a conclusão que essa empresa precisará de 1(um) Técnico de Segurança
do Trabalho.

Ou seja, O SESMT da empresa no exemplo será formado


por um Técnico de Segurança do Trabalho.

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com/dimensionamento-do-sesmt-veja-como-dimensionar-aqui/

Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho

O exercício da profissão do Técnico de Segurança do Trabalho depende de prévio registro no


Ministério do Trabalho e Emprego.

O registro profissional será efetivado pelo Setor de Identificação e Registro Profissional das
Unidades Descentralizadas do Ministério do Trabalho e Emprego, mediante requerimento do
interessado, que poderá ser encaminhado pelo sindicato da categoria.

O requerimento deverá estar acompanhado dos seguintes documentos:

I – Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, para lançamento do registro profis-


sional;
II – cópia autenticada de documento comprobatório de atendimento aos requisitos cons-
tantes nos incisos I, II ou III do artigo 2º da Lei n.º 7.410, de 27 de novembro de 1985;
II – cópia autenticada da Carteira de Identidade (RG); e
IV – cópia autenticada do comprovante de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

A autenticação das cópias dos documentos dispostos nos incisos II, III e IV poderá ser obtida
mediante apresentação dos originais para conferência na Unidade Descentralizada do Ministério do
Trabalho e Emprego.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

247
Introdução à Segurança do Trabalho

6 - ANEXOS

Anexo I

O efeito Goya
Falarei com vocês hoje sobre um vídeo treinamento. Este treinamento é um dos alicerces da
minha formação gerencial. O filme possui mais de 40 anos e auxiliou a formação gerencial dos grandes
empresários, administradores e gestores de sucesso do último século. No final do artigo lhe envio os
links para apreciarem o filme na integra.
O título G.O.Y.A significa “Get Off Your Ass”, traduzido gentilmente para “Gerencie Onde os In-
cidentes Acontecem”. O filme trata de postura gerencial e alerta para a importância de gerenciar em
loco e não apenas por relatórios e memorandos. Para saber o que realmente ocorre, é importante
estar presente na linha de batalha, em outros termos, na linha de frente ou chão de fábrica.
O filme mostra o início da trajetória de um gestor após uma promoção na empresa em que tra-
balha. No desenrolar da trama, o filme destaca 06 regras importantes a serem observadas por profis-
sionais que atuam, ou que desejam de atuar como líderes.
Aos que se interessarem pelo filme, gostaria de fazer um pedido, assistam com atenção, reserve
um tempo para o seu aprendizado, o vídeo tem apenas 20 minutos. Faça anotações e assista várias
vezes, só assim você conseguirá absorver todas as nuances do filme. Vamos às regras.

Regra – 1 - Tenha uma razão para estar presente;

Quanto mais presente estiver, mais razões terá para estar presente. A falta de um motivo fará a sua
presença parecer importante o que não é o objetivo. Quanto mais presente estiver exercitar-se-á cada vez
mais e verá nitidamente a importância de estar em loco e gerenciar onde as coisas realmente acontecem.

Regra – 2 - O que você faz, é tão importante quanto o que você diz;

Mostre verdadeiro interesse, quanto mais interessado mais conseguirá o interesse das pessoas.
Há de se lembrar, que o interesse deve ser genuíno ou causará quebra de confiança e antipatia. Esteja
atento, quando estiver com as pessoas desligue-se de fatores que possam tirar a sua atenção como
celulares por exemplo.

Regra – 3 - Olhe e escute conscientemente;

O começo é sempre difícil, será necessário esforço e dedicação, como o tempo essa tarefa se tor-
nará automática. Existe uma grande diferença entre ouvir e ouvir atentamente, os ruídos no ambiente
de trabalho podem não ser apenas barulho e pode lhe mostrar muito mais que relatórios impressos.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

248
Introdução à Segurança do Trabalho

Regra – 4- Não faça interrogatórios, peça ajuda;

A acusação põe as pessoas na defensiva e obriga-as a se justificarem. Se desejares encontrar cul-


pados, busque antes outra profissão. Faça as pessoas explicarem as coisas e elas falarão ao seu modo
e livremente.

Regra – 5- Fale sobre o serviço, é só o que vocês têm em comum;

No primeiro contato evite comentários pessoais e inadequados, fale sobre o serviço, pois é o
assunto que há em comum no primeiro contato. Você não ganhará a confiança das pessoas fazendo
perguntas ou comentários pessoais, mas sim se importando com o serviço de cada um. Com o tempo
você ganhará direito às confidencias pessoais.

Regra – 6 - Acima de tudo incentive;

Se alguém tiver uma ideia aproveitável, aproveite-a e informe sobre o andamento. Se não puder
aproveitá-la, informe porque não. As pessoas só continuarão proativas e criativas se virem que você
se importa, e que suas ideias e sugestões serão ou poderão ser acatadas.

Fonte: http://rogerio-azevedo.blogspot.com.br/2011/11/o-efeito-goya.html

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

249
Introdução à Segurança do Trabalho

Anexo II

Checklist de Couto

Avaliação simplificada do fator biomecânico no risco para distúrbios musculoesqueléticos de mem-


bros superiores relacionados ao trabalho.

Descrição sumária da atividade:


Especificar: Linha, modelo que está sendo produzido, produção por hora, data e turno.

1. Sobrecarga Física

1.1 Há contato da mão ou punho ou tecidos moles com alguma quina viva de objetos ou ferra-
mentas? Não (0) Sim (1)
1.2 O trabalho exige o uso de ferramentas vibratórias? Não (0) Sim (1)
1.3 O trabalho é feito em condições ambientais de frio excessivo? Não (0) Sim (1)
1.4 Há necessidade do uso de luvas e, em consequência disso, o trabalhador tem que fazer mais
força? Não (0) Sim (1)
1.5 O trabalhador tem que movimentar peso acima de 300 g, como rotina em sua atividade?
Não (0) Sim (1)

2. Força com as Mãos

2.1 Aparentemente as mãos têm que fazer muita força? Não (0) Sim (1)
2.2 A posição de pinça (pulpar, lateral ou palmar) é utilizada para fazer força?
Não (0) Sim (1)
2.3 Quando usados para apertar botões, teclas ou componentes, para montar ou inserir, ou
para exercer compressão digital, a força de compressão exercida pelos
dedos ou pela mão é de alta intensidade? Não (0) Sim (1)
2.4 O esforço manual detectado é feito durante mais que 49% do ciclo ou é repetido mais que
8 vezes por minuto? Não (0) Sim (1)

3. Postura no Trabalho

3.1 Há algum esforço estático da mão ou do antebraço como rotina na realização do trabalho?
Não (0) Sim (1)
3.2 Há algum esforço estático do ombro, do braço ou do pescoço como rotina na realização do
trabalho? Não (0) Sim (1)

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

250
Introdução à Segurança do Trabalho
3.3 Há extensão ou flexão forçada do punho como rotina na execução da tarefa?
Não (0) Sim (1)
3.4 Há desvio ulnar ou radial forçado do punho como rotina na execução da tarefa?
Não (0) Sim (1)
3.5 Há abdução do braço acima de 45 graus ou elevação dos braços acima do nível dos ombros
como rotina na execução da tarefa? Não (0) Sim (1)
3.6 Ha outras posturas forçadas dos membros superiores? Não (0) Sim (1)
3.7 O trabalhador tem flexibilidade na sua postura durante a jornada? Sim (0) Não (1)

4. Posto de Trabalho e Esforço Estático

4.1 A atividade é de alta precisão de movimentos? Ou existe alguma contração muscular para
estabilizar uma parte do corpo enquanto outra parte executa o trabalho? Não (0) Sim (1)
4.2 A altura do posto de trabalho é regulável? Sim (0) ou desnecessária a regulagem (0) Não (1)

5. Repetitividade e Organização do Trabalho

5.1 Existe algum tipo de movimento que é repetido por mais de 3.000 vezes no turno? Ou o
ciclo é menor que 30 segundos, sem pausa curtíssima de 15% ou mais do mesmo? Não (0)
Sim (1)
5.2 No caso de ciclo maior que 30 segundos, há diferentes padrões de movimentos, de forma
que nenhum elemento da tarefa ocupe mais que 50% do ciclo?
Sim (0) Não (1) ou ciclo < 30 s (1)
5.3 Há rodízio (revezamento) nas tarefas, com alternância de grupamentos musculares? Sim (0)
Não (1)
5.4 Percebem-se sinais de estar o trabalhador com o tempo apertado para realizar sua tarefa?
Não (0) Sim (1)
5.5 Entre um ciclo e outro há a possibilidade de um pequeno descanso? Ou há pau-
sa bem definida de aproximadamente 5 a 10 minutos por hora? Sim (0) Não (1)

6. Ferramenta de Trabalho

6.1 Para esforços em preensão:


- O diâmetro da manopla da ferramenta tem entre 20 e 25 mm (mulheres) ou entre 25 e 35 mm
(homens)? Para esforços em pinça: O cabo não é muito fino nem muito grosso e permite
boa estabilidade da pega?
Sim (0) ou Não há ferramenta (0) Não (1)
6.2 - A ferramenta pesa menos de 1 kg ou, no caso de pesar mais de 1 kg, encontra-se suspensa

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251
Introdução à Segurança do Trabalho
por dispositivo capaz de reduzir o esforço humano?
Sim (0) ou Não há ferramenta (0) Não (1)

Critério de Interpretação:

• Somar o total dos pontos


• De 0 a 3 pontos: ausência de fatores biomecânicos – AUSÊNCIA DE RISCO;
• Entre 4 e 6 pontos: fator biomecânico pouco significativo- AUSÊNCIA DE RISCO;
• Entre 7 e 9 pontos: fator biomecânico de moderada importância- IMPROVÁVEL, MAS POSSÍ-
VEL;
• Entre 10 e 14 pontos: fator biomecânico significativo- RISCO;
• 15 ou mais pontos: fator biomecânico muito significativo- ALTO RISCO.

7- Fator ergonômico extremo

Descreva algum fator de altíssima intensidade (por exemplo, altíssima repetitividade, postura
extremamente forçada, força muito intensa). Caso exista, deve-se fazer uma análise especial desse
fator.

8- Dificuldade, desconforto e fadiga observados pelo analista durante a avaliação

Serve de orientação para medidas corretivas, mesmo na inexistência de fator biomecânico sig-
nificativo.

Analistas: Data:

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252
Introdução à Segurança do Trabalho

Anexo III

ANEXO III

INSPEÇÃO DE SEGURANÇA

DEPTO / SETOR _______________________________________________________

DATA _____/_____/_____

HORA INÍCIO ______:______

HORA TÉRMINO ______:______

INSPEÇÃO REALIZADA POR: _________________________________


CHECK LIST PARA INSPEÇÕES DE SEGURANÇA

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253
Introdução à Segurança do Trabalho

1 – Equipamentos de proteção individual – EPI


1 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI

Há no departamento, setores onde o uso dos EPI seja obrigatório?


( ) SIM ( ) NÃO
Em caso afirmativo, no item anterior, os funcionários estão se utilizando dos EPI adequados aos riscos
à que estão expostos? ( ) SIM ( ) NÃO
No caso dos funcionários não estarem utilizando os EPI recomendados ou estarem utilizando os
mesmos de forma incorreta preencher o anexo I do check list.
Os EPI possuem o Certificado de Aprovação (CA), e são os fornecidos pela empresa? ( ) SIM ( )
NÃO
Os funcionários receberam formação sobre a finalidade do EPI e o modo correto de sua utilização?
( ) SIM ( ) NÃO
O estado geral de conservação e higienização dos EPI encontrados no setor é:
( ) SATISFATÓRIO ( ) REGULAR ( ) RUIM ( ) PÉSSIMO
Os EPI estão sendo guardados em lugares adequados? ( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

MATRÍCULA NOME EPI NÃO UTILIZADO

Número total de funcionários do setor


Total utilizando EPI
Total não utilizando EPI
Porcentagem de não uso

OBSERVAÇÕES:
__________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________
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254
2 – EDIFICAÇÕES
Introdução à Segurança do Trabalho

2 – Edificações

Há no departamento lugares onde o pé direito seja inferior a 3m (três metros)?


( ) SIM ( ) NÃO
Em caso afirmativo no item anterior, especifique qual(is) local(is) isto ocorre.

O piso do local de trabalho apresenta saliências ou depressões que prejudiquem a circulação de


pessoas e/ou materiais? ( ) SIM ( ) NÃO
As aberturas dos pisos ou paredes possuem proteção de forma que impeçam a queda de pessoas ou
objetos? ( ) SIM ( ) NÃO
As rampas e escadas fixas são construídas de acordo com as normas oficiais e estão em perfeito estado
de conservação? ( ) SIM ( ) NÃO
Nos pisos, escadas, rampas, corredores e locais de passagem, onde exista o risco de escorregamento,
está sendo utilizado material ou processo de proteção contra quedas? ( ) SIM ( ) NÃO
Os andares acima do solo que não são vedados por paredes externas, possuem guarda corpo de
proteção contra quedas? ( ) SIM ( ) NÃO
Os guarda corpos possuem altura mínima de 0,90 m (noventa centímetros), a contar do nível do
pavimento? ( ) SIM ( ) NÃO
Quando vazados, têm, pelo menos, uma de suas dimensões igual ou inferior a 0,12 m (doze
centímetros)? ( ) SIM ( ) NÃO
São confeccionados em material rígido e dentro das especificações técnicas oficiais?
( ) SIM ( ) NÃO
Há no departamento local(is) onde exista infiltração de água em caso de chuva?
( ) SIM ( ) NÃO
As tubulações existentes no departamento estão pintadas nas corres exigidas pela legislação vigente?
( ) SIM ( ) NÃO
As tubulações apresentam pontos onde haja vazamento, corrosão ou outro tipo qualquer de
anormalidade? ( ) SIM ( ) NÃO
Os ralos existentes no setor, encontram-se tampados e possuem tela para impedir a entrada de
roedores e insetos? ( ) SIM ( ) NÃO
Os painéis de vidro e vitrais apresentam vidros quebrados e/ou trincados?
( ) SIM ( ) NÃO
Há buracos ou rachaduras nas paredes? ( ) SIM ( ) NÃO

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255
Introdução à Segurança do Trabalho

3 – INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

Todas as partes das instalações elétricas estão projetadas e construídas de modo que o perigo de
choques elétricos e outros tipos de acidentes estejam prevenidos?
( ) SIM ( ) NÃO
Instalações elétricas, máquinas e equipamentos se encontram eletricamente aterrados conforme as
normas técnicas oficiais vigentes? ( ) SIM ( ) NÃO
Há no departamento instalações elétricas que possam eventualmente ficar em contato com água? (
) SIM ( ) NÃO
Toda instalação ou peça condutora, que não faça parte do circuito elétrico, mas que, eventualmente,
possa ficar sob tensão, está devidamente aterrada?
( ) SIM ( ) NÃO
As instalações elétricas, nas áreas onde haja risco de explosão, são blindadas?
( ) SIM ( ) NÃO
As partes de instalações elétricas, máquinas ou equipamentos, sujeitos a acúmulo de eletricidade
estática se encontram aterradas? ( ) SIM ( ) NÃO
Os transformadores e capacitores, existentes no departamento se encontram devidamente protegidos
ou instalados em local onde não exista o risco de contato físico acidental? ( ) SIM ( ) NÃO
O Local onde estão localizados acumuladores, capacitores ou transformadores são bem ventilados?
( ) SIM ( ) NÃO
O local destinado às baterias tracionarias, Now Break ou outro tipo de acumulador possui piso
resistente à ácidos e é dotado de exaustão para dispersão dos gases?
( ) SIM ( ) NÃO
As tomadas e plugs encontram-se em bom estado de conservação não apresentando nenhum tipo de
problema? ( ) SIM ( ) NÃO
Os cabos utilizados em extensões elétricas se encontram em perfeito estado e são contínuos, não
apresentando emendas? ( ) SIM ( ) NÃO
Há cabos e fios pelo chão, em local de tráfego de pessoas ou veículos de transporte?
( ) SIM ( ) NÃO
Há no departamento o uso de acessórios que aumentem o número de saídas das tomadas? ( )
SIM ( ) NÃO
Nos painéis elétricos há o emprego de proteção que evite o contato físico acidental com os
barramentos? ( ) SIM ( ) NÃO
As tomadas de corrente existentes nos pisos, possuem proteção que evite a entrada de água ou
objetos estranhos, estando ou não o pino inserido na tomada?
( ) SIM ( ) NÃO
Estão sendo inseridos nas tomadas, fios sem o uso de pinos adequados?
( ) SIM ( ) NÃO
Todas as ferramentas manuais, ou equipamentos utilizados na execução de serviços em instalações
elétricas, são eletricamente isolados? ( ) SIM ( ) NÃO
Nos painéis elétricos estão sendo guardados objetos estranhos ao mesmo?
( ) SIM ( ) NÃO
Os painéis elétricos existentes no departamento encontram-se desobstruídos?
( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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256
Introdução à Segurança do Trabalho
4 – TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS
4 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais

As transpaleteiras manuais possuem protetores para as mãos?


( ) SIM ( ) NÃO
Os materiais estocados estão à uma distância mínima de 0,50 m (cinquenta centímetros) das paredes
laterais dos prédios? ( ) SIM ( ) NÃO
As empilhadeiras possuem, em local visível, a indicação de carga máxima permissível? ( ) SIM
( ) NÃO
Estão sendo transportadas pessoas em veículos de carga ou equipamentos de transporte? ( ) SIM
( ) NÃO
Há estopas ou panos, com resíduos de óleo ou graxa nas empilhadeiras?
( ) SIM ( ) NÃO
O levantamento de pessoas está sendo feito em plataforma com grade de proteção e fixada nos garfos
da empilhadeira? ( ) SIM ( ) NÃO
Os instrumentos das empilhadeiras estão funcionando perfeitamente? ( ) SIM
( ) NÃO
O som da buzina está normal? ( ) SIM ( ) NÃO

Há lâmpadas queimadas? ( ) SIM ( ) NÃO

A empilhadeira está freia normalmente? ( ) SIM ( ) NÃO

Há alguma anormalidade nos pneus? ( ) SIM ( ) NÃO

Os níveis de óleo de freio e hidráulico estão normais? ( ) SIM ( ) NÃO

O sistema hidráulico está funcionando corretamente e não apresenta vazamentos?


( ) SIM ( ) NÃO
As correntes não apresentam folga e estão em bom estado de conservação e lubrificadas? ( )
SIM ( ) NÃO
Os garfos estão alinhados e não apresentam empenamentos? ( ) SIM ( ) NÃO

Os pontos das baterias tracionarias encontram-se limpos? ( ) SIM ( ) NÃO

Quando do manuseio das baterias, os EPI adequados estão sendo utilizados?


( ) SIM ( ) NÃO
Os polos das baterias estão untados com vaselina neutra ou graxa especial e não apresentam folgas?
( ) SIM ( ) NÃO
Os cabos das baterias estão gastos ou esfolados? ( ) SIM ( ) NÃO

Os conectores são intercambiáveis? ( ) SIM ( ) NÃO

Os orifícios existentes nas tampas dos elementos encontram-se desobstruídos a fim de permitir a saída
dos gases? ( ) SIM ( ) NÃO
Ao subir rampas a carga está a frente do operador? ( ) SIM ( ) NÃO

Ao descer rampas a carga está seguindo o operador? ( ) SIM ( ) NÃO

A carga está acondicionada de forma a não oferecer riscos? ( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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257
Introdução à Segurança do Trabalho

5 – Máquinas e equipamentos
5 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Está sendo respeitado o espaçamento mínimo de 0,60m (sessenta centímetros) à 0,80m (oitenta
centímetros) entre máquinas e equipamentos? ( ) SIM ( ) NÃO
As áreas reservadas para corredores e armazenamento estão devidamente marcadas?
( ) SIM ( ) NÃO
As vias principais de circulação possuem largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros) e
estão devidamente marcadas e desobstruídas?
( ) SIM ( ) NÃO
As máquinas e equipamentos possuem dispositivos de acionamento e parada localizados de modo
que:
a) Seja acionado ou desligado pelo operador em seu local de trabalho? ( ) SIM ( )
NÃO
b) Não se localize em zona perigosa da máquina? ( ) SIM ( ) NÃO
c) Possa ser acionado ou desligado em caso de emergência por qualquer outra pessoa que não seja o
operador? ( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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258
Introdução à Segurança do Trabalho

6 – Caldeiras e vasos
6 – CALDEIRAS E VASOSde pressão
DE PRESSÃO

Está afixado em lugar visível na caldeira, placa de identificação, com o nome do fabricante, número de
ordem, ano de fabricação, pressão máxima de trabalho permissível, pressão de teste hidrostático,
capacidade de produção de vapor, área de superfície de aquecimento, código de projeto e ano de
fabricação?
( ) SIM ( ) NÃO
O prontuário da caldeira está atualizado? ( ) SIM ( ) NÃO
A área de caldeira(s) dispõe de pelo menos duas saídas amplas, permanentemente desobstruídas e
dispostas em direções distintas? ( ) SIM ( ) NÃO
A área de caldeiras dispõe de iluminação conforme as normas oficiais vigentes?
( ) SIM ( ) NÃO
A área de caldeiras possui sistema de iluminação de emergência? ( ) SIM ( )
NÃO
A área de caldeiras dispõe de sensor para detecção de gases, em caso de combustível gasoso? ( )
SIM ( ) NÃO
Está sendo utilizada para qualquer outra atividade não pertinente? ( ) SIM (
) NÃO
Possui sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado, provenientes da combustão,
para fora da área de operação, atendendo as normas ambientais vigentes? ( ) SIM ( ) NÃO
Possui manual de operações atualizado, em língua portuguesa e em local de fácil acesso? ( ) SIM (
) NÃO
Os instrumentos e controles das caldeiras são mantidos calibrados e em boas condições operacionais,
sem o emprego de artifícios que neutralizem sistemas de controle e segurança das caldeiras? ( ) SIM
( ) NÃO
A qualidade da água utilizada na caldeira é controlada? ( ) SIM ( ) NÃO
O operador possui certificado de treinamento de segurança na operação de caldeiras e a comprovação
do estágio? ( ) SIM ( ) NÃO

As intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que operem sob pressão são
seguidas de teste hidrostático, com características definidas por profissional habilitado?( ) SIM (
) NÃO
As válvulas de segurança são inspecionadas periodicamente?
( ) SIM ( ) NÃO
Todo vaso de pressão da empresa possui o “Prontuário do Vaso de Pressão”.
( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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259
Introdução à Segurança do Trabalho

7 – ERGONOMIA
7 – Ergonomia

As cadeiras utilizadas na empresa possuem altura ajustável?


( ) SIM ( ) NÃO
Borda frontal arredondada? ( ) SIM ( ) NÃO
Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção lombar?
( ) SIM ( ) NÃO
Possuem suporte para os pés ajustável? ( ) SIM ( ) NÃO
Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, é fornecido suporte adequado
para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação,
evitando movimentação frequente do pescoço e fadiga visual? ( ) SIM ( ) NÃO
Os documentos são de boa leitura e não estão sendo utilizados papéis brilhantes ou de qualquer outro
tipo que provoque ofuscamento? ( ) SIM ( ) NÃO
Os terminais de vídeo oferecem condições de mobilidade suficiente para permitir o ajuste da tela à
iluminação do ambiente e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador? ( ) SIM
( ) NÃO
O teclado é independente e possui mobilidade permitindo o seu ajuste de acordo com as tarefas a
serem executadas? ( ) SIM ( ) NÃO
A iluminação é apropriada à natureza da atividade desenvolvida nos diversos setores do
departamento? ( ) SIM ( ) NÃO
A iluminação geral está uniformemente distribuída e difusa? ( ) SIM ( )
NÃO
Existe pontos onde haja ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos devido à
iluminação? ( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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260
Introdução à Segurança do Trabalho

8 – Combustíveis e inflamáveis
8 – COMBUSTÍVEIS E INFLAMÁVEIS

Há no setor / depto estocagem de líquidos combustíveis e/ou inflamáveis?


Em caso afirmativo especifique a quantidade encontrada (___________L / Kg)
( ) SIM ( ) NÃO
Líquidos combustíveis e/ou inflamáveis estão armazenados em recipientes adequados? ( ) SIM
( ) NÃO
Os recipientes possuem placas identificando o tipo de produto armazenado?
( ) SIM ( ) NÃO
Os recipientes se encontram em locais afastados de possíveis fontes de ignição como quadros
elétricos, tomadas, etc..? ( ) SIM ( ) NÃO
No local onde há o armazenamento de líquidos combustíveis e/ou inflamáveis placas com os dizeres
“NÃO FUME” e “INFLAMÁVEL” ? ( ) SIM ( ) NÃO
A descarga de caminhões tanque, está sendo feita com o veículo ligado à terra?
( ) SIM ( ) NÃO
As tubulações de transporte de combustíveis e/ou inflamáveis são pintadas obedecendo a legislação
oficial? ( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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261
Introdução à Segurança do Trabalho

9 – Proteção contra
9 – PROTEÇÃO incêndios
CONTRA INCÊNDIOS

As aberturas de saída possuem uma largura mínima de 1,20 m (um metro e vinte
centímetros)? ( ) SIM ( ) NÃO
O sentido de abertura das portas se dá para o exterior do local de trabalho?
( ) SIM ( ) NÃO
As circulações internas ou corredores de acesso são contínuos e seguros e possuem
largura mínima de 1,20 m ? ( ) SIM ( ) NÃO
As aberturas, saídas e vias de passagem estão claramente assinaladas por meio de
placas ou sinais luminosos indicando a direção da saída? ( ) SIM ( ) NÃO
As escadas, plataformas e patamares são construídas com materiais incombustíveis e
resistentes ao fogo? ( ) SIM ( ) NÃO
Os equipamentos portáteis de combate a incêndios estão localizados em locais de
fácil acesso, fácil visualização e em locais onde haja menos probabilidade do fogo
bloquear o seu acesso? ( ) SIM ( ) NÃO
Há sinalização de solo e aérea indicativa de equipamento de combate à incêndio?
( ) SIM ( ) NÃO
Há extintores que possuam sua parte superior a mais de 1,60m acima do nível do
piso? ( ) SIM ( ) NÃO
Há extintores localizados em paredes de escada? ( ) SIM ( ) NÃO
Há equipamentos de combate à incêndios que estejam bloqueados?
( ) SIM ( ) NÃO

OBS.:

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262
Introdução à Segurança do Trabalho

10 – Sinalização de segurança
10 – SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

10 – SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
As tubulações e outros tipos de condutores possuem as cores de segurança conforme as legislações
vigentes? ( ) SIM ( ) NÃO
tubulações
As cores e outros
utilizada tipos de condutores
na identificação possuem
causam fadiga, as cores
confusão ou de segurança conforme as legislações
distração?
(vigentes?
) SIM ( ) SIM
( ) NÃO ( ) NÃO
As cores
Todos os utilizada
produtosna identificação
perigosos causam
ou nocivos fadiga,possuem
à saúde confusãorotulagem
ou distração?
com termos precisos, breves e de
( ) compreensão?
fácil SIM ( ( ) )NÃO
SIM ( ) NÃO
Todos
As osdestinadas
áreas produtos perigosos ou nocivos
à armazenagem à saúde possuem
de materiais rotulagem com
estão devidamente termos precisos, breves e de
sinalizadas?
(fácil) compreensão?
SIM ( ( ) NÃO
) SIM ( ) NÃO
As áreas destinadas à armazenagem de materiais estão devidamente sinalizadas?
( ) SIM
OBS.: ( ) NÃO

OBS.:

11 – Considerações gerais
11 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

11 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

_____________________________________

_____________________________________

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

263
Introdução à Segurança do Trabalho
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARAN, Paulo. Segurança de Higiene e Segurança do Trabalho. Apostila do


Curso de ‘Eletrônica, Instituto Federal de Ciência e Tecnologia. Santa Catarina, 2009, 71 p.

BRASIL. Ministério do Trabalho, Segurança e Medicina do Trabalho. Manual de Normas Regulamenta-


doras. Lei n. 6514 de 22 de dezembro de 1977, 71ª São Paulo: Atlas, 2013.

COUTO, Hudson de Araujo. 7- lições para o


supervisor de primeira linha. Belo Horizonte: ERGO, 2009.

VIEIRA, Sebastião Ivone. Manual de Saúde e Segurança do Trabalho. São Paulo: LTR, 2005.
http://rogerio-azevedo.blogspot.com.br/2011/11/o-efeito-goya.html - Página consultada em
23/12/2013.

http://segurancadotrabalhonwn.com/dimensionamento-do-sesmt-veja-como-dimensionar-aqui/ -
Página Consultada em 23/12/2013

http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---ed_protect/---protrav/---afework/documents/publica-
tion/wcms_154878.pdf - Página Consultada em 22/12/2013.

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

264
Curso Técnico em

Segurança do Trabalho
Etapa 1

Psicologia do Trabalho
Psicologia do Trabalho

SUMÁRIO

1. Introdução ao estudo da Psicologia..................................................................267

Texto 1. A psicologia ou as psicologias.............................................................................................267


Texto 2. Ninguém nasce feito: é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos.................273
Atividade. O estudo da Psicologia científica.....................................................................................277

2. Trabalho e desenvolvimento humano..............................................................275


Texto 1. A multideterminação do humano: uma visão em Psicologia..............................................275
Texto 2. O trabalho: categoria central na vida humana....................................................................281
Atividade. O trabalho na formação do sujeito..................................................................................291

3. O sujeito no mundo do trabalho......................................................................292


Texto 1. Projeto profissional: articulações entre juventude, trabalho e futuro na
contemporaneidade.........................................................................................................................292
Texto 2. Refletindo sobre desemprego e agravos à saúde mental...................................................297
Texto 3. Gênero nos estudos do trabalho.........................................................................................304
Texto 4. Deriva..................................................................................................................................308
Atividade. Seminário........................................................................................................................317

4. Adoecimento mental e trabalho......................................................................318


Texto 1. A polêmica em torno do nexo causal entre distúrbio mental e trabalho............................318

5. Ergoterapia......................................................................................................325
Texto 1. Análise da atividade como dispositivo clínico-institucional nas práticas em Saúde
Mental..............................................................................................................................................325

6. Trabalho: saber e experiência..........................................................................331


Texto 1. Contribuições da Clínica da Atividade para o campo da segurança no trabalho................331
Texto 2. Entrevista: Pierre Trinquet e o ponto de vista da atividade em formação profissional e
segurança no trabalho......................................................................................................................340
Atividade. Articulações entre Psicologia e Segurança do Trabalho..................................................350

Referências bibliográficas....................................................................................351

Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho– Etapa 1

266
Psicologia do Trabalho

1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA PSICOLOGIA

Texto 1. A Psicologia ou as Psicologias

Ciência e Senso comum


Quantas vezes, no nosso dia-a-dia, ouvimos o termo psicologia? Qualquer um entende um pou-
co dela. Poderíamos até mesmo dizer que “de psicólogo e de louco todo mundo tem um pouco”. O
dito popular não é bem este (“de médico e de louco todo mundo tem um pouco”), mas parece servir
aqui perfeitamente. As pessoas em geral têm a “sua psicologia”.
Usamos o termo psicologia, no nosso cotidiano, com vários sentidos. Por exemplo, quando fa-
lamos do poder de persuasão do vendedor, dizemos que ele usa de “psicologia” para vender seu
produto; quando nos referimos à jovem estudante que usa seu poder de sedução para atrair o rapaz,
falamos que ela usa de “psicologia”; e quando procuramos aquele amigo, que está sempre disposto a
ouvir nossos problemas, dizemos que ele tem “psicologia” para entender as pessoas. Será essa a psi-
cologia dos psicólogos? Certamente não. Essa psicologia, usada no cotidiano pelas pessoas em geral,
é denominada de psicologia do senso comum. Mas nem por isso deixa de ser uma psicologia.
O que estamos querendo dizer é que as pessoas, normalmente, têm um domínio, mesmo que
pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela Psicologia científica, o que lhes permite ex-
plicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico. É a Psicologia
científica que pretendemos apresentar a você. Mas, antes de iniciarmos o seu estudo, faremos uma
exposição da relação ciência/senso comum; depois falaremos mais detalhadamente sobre ciência e,
assim, esperamos que você compreenda melhor a Psicologia científica.

O senso comum: conhecimento da realidade


Existe um domínio da vida que pode ser entendido como vida por excelência: é a vida do
cotidiano. É no cotidiano que tudo flui que as coisas acontecem que nos sentimos vivos, que
sentimos a realidade.
Neste instante estou lendo um livro de Psicologia, logo mais estarei numa sala de aula fazendo
uma prova e depois irei ao cinema. Enquanto isso tenho sede e tomo um refrigerante na cantina da
escola; sinto um sono irresistível e preciso de muita força de vontade para não dormir em plena aula;
lembro-me de que havia prometido chegar cedo para o almoço. Todos esses acontecimentos denun-
ciam que estamos vivos. Já a ciência é uma atividade eminentemente reflexiva. Ela procura compre-
ender, elucidar e alterar esse cotidiano, a partir de seu estudo sistemático.
Quando fazemos ciência, baseamo-nos na realidade cotidiana e pensamos sobre ela.
Afastamo-nos dela para refletir e conhecer além de suas aparências.
O cotidiano e o conhecimento científico que temos da realidade aproximam-se e se afastam:
aproximam-se porque a ciência se refere ao real; afastam-se porque a ciência abstrai a realidade para
compreendê-la melhor, ou seja, a ciência afasta-se da realidade, transformando-a em objeto de inves-
tigação — o que permite a construção do conhecimento científico sobre o real.
Para compreender isso melhor, pense na abstração (no distanciamento e trabalho mental) que
Newton teve de fazer para, partindo da fruta que caía da árvore (fato do cotidiano), formular a lei da
Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Segurança do Trabalho – Etapa 1

267
Psicologia do Trabalho
gravidade (fato científico).
Ocorre que, mesmo o mais especializado dos cientistas, quando sai de seu laborató-
rio, está submetido à dinâmica do cotidiano, que cria suas próprias “teorias” a partir das teorias
científicas, seja como forma de “simplificá-las” para o uso no dia-a-dia, ou como sua maneira peculiar de
interpretar fatos, a despeito das considerações feitas pela ciência. Todos nós — estudantes,
psicólogos, físicos, artistas, operários, teólogos — vivemos a maior parte do tempo esse cotidiano e
as suas teorias, isto é, aceitamos as regras do seu jogo.
O fato é que a dona de casa, quando usa a garrafa térmica para manter o café quente, sabe
por quanto tempo ele permanecerá razoavelmente quente, sem fazer nenhum cálculo complicado e,
muitas vezes, desconhecendo completamente as leis da termodinâmica.
Quando alguém em casa reclama de dores no fígado, ela faz um chá de boldo, que é uma
planta medicinal já usada pelos avós de nossos avós, sem, no entanto, conhecer o princípio ativo
de suas folhas nas doenças hepáticas e sem nenhum estudo farmacológico. E nós mesmos, quando
precisamos atravessar uma avenida movimentada, com o tráfego de veículos em alta velocidade,
sabemos perfeitamente medir a distância e a velocidade do automóvel que vem em nossa direção.
Até hoje não conhecemos ninguém que usasse máquina de calcular ou fita métrica para essa tarefa.
Esse tipo de conhecimento que vamos acumulando no nosso cotidiano é chamado de senso comum.
Sem esse conhecimento intuitivo, espontâneo, de tentativas e erros, a nossa vida no dia-a-dia seria
muito complicada.
A necessidade de acumularmos esse tipo de conhecimento espontâneo parece-nos óbvia.
Imagine termos de descobrir diariamente que as coisas tendem a cair, graças ao efeito da gravida-
de; termos de descobrir diariamente que algo atirado pela janela tende a cair e não a subir; que um
automóvel em velocidade vai se aproximar rapidamente de nós e que, para fazer um aparelho
eletrodoméstico funcionar, precisamos de eletricidade.
O senso comum, na produção desse tipo de conhecimento, percorre um caminho que vai do
hábito à tradição, a qual, quando estabelecida, passa de geração para geração. Assim, aprendemos
com nossos pais a atravessar uma rua, a fazer o liquidificador funcionar, a plantar alimentos na época
e de maneira correta, a conquistar a pessoa que desejamos e assim por diante.
E é nessa tentativa de facilitar o dia-a-dia que o senso comum produz suas próprias “teorias”; na
realidade, um conhecimento que, numa interpretação livre, poderíamos chamar de teorias médicas,
físicas, psicológicas etc.

Senso comum: uma visão-de-mundo


Esse conhecimento do senso comum, além de sua produção característica, acaba por se
apropriar, de uma maneira muito singular, de conhecimentos produzidos pelos outros setores da
produção do saber humano. O senso comum mistura e recicla esses outros saberes, muito mais
especializados e os reduz a um tipo de teoria simplificada, produzindo uma determinada visão-
de-mundo.
O que estamos querendo mostrar a você é que o senso comum integra de um modo
precário (mas é esse o seu modo), o conhecimento humano. E claro que isto não ocorre muito
rapidamente. Leva certo tempo para que o conhecimento mais sofisticado e especializado seja absor-
vido pelo senso comum, e nunca o é totalmente. Quando utilizamos termos como “rapaz complexado”,
“menina histérica”, “ficar neurótico”, estamos usando termos definidos pela Psicologia científica.
Não nos preocupamos em definir as palavras usadas e nem por isso deixamos de ser entendidos pelo
outro. Podemos até estar muito próximos do conceito científico, mas, na maioria das vezes, nem o
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268
Psicologia do Trabalho
sabemos. Esses são exemplos da apropriação que o senso comum faz da ciência.
Áreas do conhecimento
Somente esse tipo de conhecimento, porém, não seria suficiente para as exigências de de-
senvolvimento da humanidade. O homem, desde os tempos primitivos, foi ocupando cada vez mais
espaço neste planeta, e somente esse conhecimento intuitivo seria muito pouco para que ele domi-
nasse a Natureza em seu próprio proveito. Os gregos, por volta do século 4 A.C, já dominavam com-
plicados cálculos matemáticos, que ainda hoje são considerados difíceis por qualquer jovem colegial.
Os gregos precisavam entender esses cálculos para resolver seus problemas agrícolas, arquitetônicos,
navais etc. Era uma questão de sobrevivência. Com o tempo, esse tipo de conhecimento foi-se espe-
cializando cada vez mais, até atingir o nível de sofisticação que permitiu ao homem atingir a Lua. A
este tipo de conhecimento, que definiremos com mais cuidado logo adiante, chamamos de ciência.
Mas o senso comum e a ciência não são as únicas formas de conhecimento que o homem pos-
sui para descobrir e interpretar a realidade. Povos antigos, e entre eles cabe sempre mencionar os
gregos, preocuparam-se com a origem e com o significado da existência humana. As especulações em
torno desse tema formaram um corpo de conhecimentos denominado filosofia. A formulação de um
conjunto de pensamentos sobre a origem do homem, seus mistérios, princípios morais, forma outro
corpo de conhecimento humano, conhecido como religião. No Ocidente, um livro muito conhecido
traz as crenças e tradições de nossos antepassados e é para muitos um modelo de conduta: a Bíblia.
Esse livro é o registro do conhecimento religioso judaico-cristão.
Outro livro semelhante é o livro sagrado dos hindus: Livro dos Vedas. Veda, em sânscrito (antiga
língua clássica da Índia), significa conhecimento.
Por fim, o homem, já desde a sua pré-história, deixou marcas de sua sensibilidade nas paredes
das cavernas, quando desenhou a sua própria figura e a figura da caça, criando uma expressão do co-
nhecimento que traduz a emoção e a sensibilidade. Denominamos arte a esse tipo de conhecimento.
Arte, religião, filosofia, ciência e senso comum são domínios do conhecimento humano.

A psicologia científica
Apesar de reconhecermos a existência de uma psicologia do senso comum e, de certo modo,
estarmos preocupados em defini-la, é com a outra psicologia que este livro deverá ocupar-se — a
Psicologia científica. Foi preciso definir o senso comum, para que o leitor pudesse demarcar o campo
de atuação de cada uma, sem confundi-las.
Entretanto a tarefa de definir a Psicologia como ciência é bem mais árdua e complicada.
Comecemos por definir o que entendemos por ciência (que também não é simples), para depois
explicarmos por que a Psicologia é hoje considerada uma de suas áreas.

O que é ciência
A ciência compõe-se de um conjunto de conhecimentos sobre fatos ou aspectos da realidade
(objeto de estudo), expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa. Esses conhecimentos
devem ser obtidos de maneira programada, sistemática e controlada, para que se permita a
verificação de sua validade. Assim, podemos apontar o objeto dos diversos ramos da ciência e saber
exatamente como determinado conteúdo foi construído, possibilitando a reprodução da experiência.
Dessa forma, o saber pode ser transmitido, verificado, utilizado e desenvolvido. Essa
característica da produção científica possibilita sua continuidade: um novo conhecimento é produzido
sempre a partir de algo anteriormente desenvolvido. Negam-se, reafirmam-se, descobrem-se novos
aspectos, e assim a ciência avança. Nesse sentido, a ciência caracteriza-se como um processo.
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269
Psicologia do Trabalho
Pense no desenvolvimento do motor movido a álcool hidratado. Ele nasceu de uma necessidade
concreta (crise do petróleo) e foi planejado a partir do motor a gasolina, com a alteração de poucos
componentes deste. No entanto, os primeiros automóveis movidos a álcool apresentaram muitos
problemas, como o seu mau funcionamento nos dias frios. Apesar disso, esse tipo de motor foi-se
aprimorando.
A ciência tem ainda uma característica fundamental: ela aspira à objetividade. Suas conclusões
devem ser passíveis de verificação e isentas de emoção, para, assim, tornarem-se válidas para todos.
Objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicas, processo cumulativo
do conhecimento, objetividade fazem da ciência uma forma de conhecimento que supera em muito
o conhecimento espontâneo do senso comum. Esse conjunto de características é o que permite que
denominemos científico a um conjunto de conhecimentos.

Objeto de estudo da psicologia


Como dissemos anteriormente, um conhecimento, para ser considerado científico, requer um
objeto específico de estudo. O objeto da Astronomia são os astros, e o objeto da Biologia são os seres
vivos. Essa classificação bem geral demonstra que é possível tratar o objeto dessas ciências com certa
distância, ou seja, é possível isolar o objeto de estudo. No caso da Astronomia, o cientista-observador
está, por exemplo, num observatório, e o astro observado, a anos-luz de distância de seu telescópio.
Esse cientista não corre o mínimo risco de confundir-se com o fenômeno que está estudando.
O mesmo não ocorre com a Psicologia, que, como a Antropologia, a Economia, a Sociologia e to-
das as ciências humanas, estuda o homem. Certamente, esta divisão é ampla demais e apenas coloca
a Psicologia entre as ciências humanas. Qual é, então, o objeto específico de estudo da Psicologia? Se
dermos a palavra a um psicólogo comportamentalista, ele dirá: “O objeto de estudo da Psicologia é
o comportamento humano”. Se a palavra for dada a um psicólogo psicanalista, ele dirá: “O objeto de
estudo da Psicologia é o inconsciente”. Outros dirão que é a consciência humana, e outros, ainda, a
personalidade.

Diversidade de objetos da Psicologia


A diversidade de objetos da Psicologia é explicada pelo fato de este campo do conhecimento
ter-se constituído como área do conhecimento científico só muito recentemente (final do século 19),
a despeito de existir a muito tempo na Filosofia enquanto preocupação humana. Esse fato é impor-
tante, já que a ciência se caracteriza pela exatidão de sua construção teórica, e, quando uma ciência
é muito nova, ela não teve tempo ainda de apresentar teorias acabadas e definitivas, que permitam
determinar com maior precisão seu objeto de estudo.
Outro motivo que contribui para dificultar uma clara definição de objeto da Psicologia é o fato
de o cientista — o pesquisador — confundir-se com o objeto a ser pesquisado. No sentido mais amplo,
o objeto de estudo da Psicologia é o homem, e neste caso o pesquisador está inserido na categoria a
ser estudada. Assim, a concepção de homem que o pesquisador traz consegue “contamina” inevita-
velmente a sua pesquisa em Psicologia. Isso ocorre porque há diferentes concepções de homem entre
os cientistas (na medida em que estudos filosóficos e teológicos e mesmo doutrinas políticas acabam
definindo o homem à sua maneira, e o cientista acaba necessariamente se vinculando a uma destas
crenças).
É o caso da concepção de homem natural, formulada pelo filósofo francês Rousseau, que imagi-
na que o homem era puro e foi corrompido pela sociedade, e que cabe então ao filósofo reencontrar
essa pureza perdida.
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Psicologia do Trabalho
Outros vêem o homem como ser abstrato, com características definidas e que não mudam, a
despeito das condições sociais a que esteja submetido. Nós, autores deste livro, vemos esse homem
como ser datado, determinado pelas condições históricas e sociais que o cercam. Na realidade, este é
um “problema” enfrentado por todas as ciências humanas, muito discutidas pelos cientistas de cada
área e até agora sem perspectiva de solução. Conforme a definição de homem adotada, teremos uma
concepção de objeto que combine com ela. Como, neste momento, há uma riqueza de valores sociais
que permitem várias concepções de homem, diríamos simplificadamente que, no caso da Psicologia,
está ciência estuda os “diversos homens” concebidos pelo conjunto social. Assim, a Psicologia hoje se
caracteriza por uma diversidade de objetos de estudo.
Por outro lado, essa diversidade de objetos justifica-se porque os fenômenos psicológicos são
tão diversos, que não podem ser acessíveis ao mesmo nível de observação e, portanto, não podem ser
sujeitos aos mesmos padrões de descrição, medida, controle e interpretação. O objeto da Psicologia
deveria ser aquele que reunisse condições de aglutinar uma ampla variedade de fenômenos psicológi-
cos. Ao estabelecer o padrão de descrição, medida, controle e interpretação, o psicólogo está também
estabelecendo um determinado critério de seleção dos fenômenos psicológicos e assim definindo um
objeto.
Esta situação leva-nos a questionar a caracterização da Psicologia como ciência e a postular
que no momento não existe uma psicologia, mas Ciências psicológicas embrionárias e em desen-
volvimento.

A subjetividade como objeto da psicologia


Considerando toda essa dificuldade na conceituação única do objeto de estudo da Psicologia,
optamos por apresentar uma definição que lhe sirva como referência para os próximos capítulos, uma
vez que você irá se deparar com diversos enfoques que trazem definições específicas desse objeto, (o
comportamento, o inconsciente, a consciência etc.).
A identidade da Psicologia é o que a diferencia dos demais ramos das ciências humanas, e pode
ser obtida considerando-se que cada um desses ramos enfoca o homem de maneira particular. Assim,
cada especialidade — a Economia, a Política, a História etc. — trabalha essa matéria-prima de maneira
particular, construindo conhecimentos distintos e específicos a respeito dela. A Psicologia colabora
com o estudo da subjetividade: é essa a sua forma particular, específica de contribuição para a com-
preensão da totalidade da vida humana.

Nossa matéria-prima, portanto, é o homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso


comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e
as genéricas (porque somos todos assim) — é o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto,
homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade.
A subjetividade é a síntese singular e individual que cada um de nós vai constituindo conforme
vamos aos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural; é uma síntese que
nos identifica, de um lado, por ser única, e nos iguala, de outro lado, na medida em que os elementos
que a constituem são experiências no campo comum da objetividade social. Esta síntese — a subjeti-
vidade — é o mundo de ideias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir
de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica; é, também, fonte de suas
manifestações afetivas e comportamentais.
O mundo social e cultural, conforme vai sendo experiência por nós possibilita-nos a construção
de um mundo interior. São diversos fatores que se combinam e nos levam a uma vivência muito parti-
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271
Psicologia do Trabalho
cular. Nós atribuímos sentido a essas experiências e vamos nos constituindo a cada dia.
A subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. É o que
constitui o nosso modo de ser: sou filho de japoneses e militantes de um grupo ecológico, detesto Ma-
temática, adoro samba e Black music, pratico ioga, tenho vontade, mas não consigo ter uma namora-
da. Meu melhor amigo é filho de descendentes de italianos, primeiro aluno da classe em Matemática,
trabalha e estuda, é corintiano fanático, adora comer sushi e navegar pela Internet. Ou seja, cada qual
é o que é: sua singularidade.
Entretanto, a síntese que a subjetividade representa não é inata ao indivíduo. Ele a constrói aos
poucos, apropriando-se do material do mundo social e cultural, e faz isso ao mesmo tempo em que
atua sobre este mundo, ou seja, é ativo na sua construção. Criando e transformando o mundo (exter-
no), o homem constrói e transforma a si próprio.

Um mundo objetivo, em movimento, porque seres humanos o movimentam permanentemente


com suas intervenções; um mundo subjetivo em movimento porque os indivíduos estão permanente-
mente se apropriando de novas matérias-primas para constituírem suas subjetividades.
De certo modo, podemos dizer que a subjetividade não só é fabricada, produzida, moldada, mas
também é automoldável, ou seja, o homem pode promover novas formas de subjetividade, recusan-
do-se ao assujeitamento e à perda de memória imposta pela fugacidade da informação; recusando
a massificação que exclui e estigmatiza o diferente, a aceitação social condicionada ao consumo, à
medicalização do sofrimento. Nesse sentido, retomamos a utopia que cada homem pode participar na
construção do seu destino e de sua coletividade.
Por fim, podemos dizer que estudar a subjetividade, nos tempos atuais, é tentar compreender
a produção de novos modos de ser, isto é, as subjetividades emergentes, cuja fabricação é social e
histórica.
O estudo dessas novas subjetividades vai desvendando as relações do cultural, do político, do
econômico e do histórico na produção do mais íntimo e do mais observável no homem — aquilo que
o captura, submetem-o ou mobiliza-o para pensar e agir sobre os efeitos das formas de submissão da
subjetividade (como dizia o filósofo francês Michel Foucault).
O movimento e a transformação são os elementos básicos de toda essa história. E aproveitamos
para citar Guimarães Rosa, que em Grande Sertão: Veredas consegue expressar, de modo muito ade-
quado e rico, o que aqui vale a pena registrar: “O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas
não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e
desafinam”.
Convidamos você há refletir um pouco sobre esse pensamento de Guimarães Rosa. As pessoas
não estão sempre iguais. Ainda não foram terminadas. Na verdade, as pessoas nunca serão termina-
das, pois estarão sempre se modificando. Mas por quê? Como? Simplesmente porque a subjetividade
— este mundo interno construído pelo homem como síntese de suas determinações — não cessará de
se modificar, pois as experiências sempre trarão novos elementos para renová-la.
Talvez você esteja pensando: mas eu acho que sou o que sempre fui — eu não me modifico!
Por acompanhar de perto suas próprias transformações (não poderia ser diferente!), você pode não
percebê-las e ter a impressão de ser como sempre foi. Você é o construtor da sua transformação (veja
capítulo 13) e, por isso, ela pode passar despercebida, fazendo-o pensar que não se transformou. Mas
você cresceu, mudou de corpo, de vontades, de gostos, de amigos, de atividades, afinou e desafinou,
enfim, tudo em sua vida muda e, com ela, suas vivências subjetivas, seu conteúdo psicológico, sua

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Psicologia do Trabalho
subjetividade.
Isso acontece com todos nós. Bem, esperamos que você já tenha uma noção do que seja subjeti-
vidade e possamos, então, voltar a nossa discussão sobre o objeto da Psicologia. A Psicologia como já
disse anteriormente, é um ramo das Ciências Humanas e a sua identidade, isto é, aquilo que a diferen-
cia, pode ser obtida considerando-se que cada um desses ramos enfoca de maneira particular o objeto
homem, construindo conhecimentos distintos e específicos a respeito dele. Assim, com o estudo da
subjetividade, a Psicologia contribui para a compreensão da totalidade da vida humana.

Texto 2. Ninguém nasce feito: é experimentando-nos no mundo que nós nos


fazemos

Ninguém nasce feito. Vamos aos fazendo aos poucos, na prática social de que tomamos parte.
Não nasci professor ou marcado para sê-lo, embora minha infância e adolescência tenham estado
sempre cheias de “sonhos” em que rara vez me viu encarnando figura que não fosse à de professor.
“Brinquei” tanto de professor na adolescência que, ao dar as primeiras aulas no curso então chamado
de “admissão” no Colégio Osvaldo Cruz do Recife, nos anos 40, não me era fácil distinguir o professor
do imaginário do professor do mundo real.
E era feliz em ambos os mundos. Feliz quando puramente sonhava dando aula e feliz quando,
de fato, ensinava.
Eu tinha, na verdade, desde menino, certo gosto docente, que jamais se desfez em mim. Um
gosto de ensinar e de aprender que me empurrava à prática de ensinar que, por sua vez, veio dando
forma e sentido àquele gosto. Umas dúvidas, umas inquietações, uma certeza de que as coisas estão
sempre se fazendo e se refazendo e, em lugar de inseguro, me sentia firme na compreensão que, em
mim, crescia de que a gente não é, de que a gente está sendo.
Às vezes, ou quase sempre, lamentavelmente, quando pensamos ou nos perguntamos sobre a
nossa trajetória profissional, o centro exclusivo das referências está nos cursos realizados, na forma-
ção acadêmica e na experiência vivida na área da profissão. Fica de fora como algo sem importância a
nossa presença no mundo. É como se a atividade profissional dos homens e das mulheres não tivesse
nada que ver com suas experiências de menino, de jovem, com seus desejos, com seus sonhos, com
seu bem-querer ao mundo ou com seu desamor à vida. Com sua alegria ou com seu mal-estar na
passagem dos dias e dos anos.
Na verdade, não me é possível separar o que há em mim de profissional do que venho sendo
como homem. Do que estive sendo como menino do Recife, nascido na década de 20, em família de
classe média, acossada pela crise de 29. Menino cedo desafiado pelas injustiças sociais como cedo se
tomando de raiva contra preconceitos raciais e de classe a que juntaria mais tarde outra raiva, a raiva
dos preconceitos em torno do sexo e da mulher. (...)
Não nasci, porém, marcado para ser um professor assim. Vim me tornando desta forma no
corpo das tramas, na reflexão sobre a ação, na observação atenta a outras práticas ou à prática de
outros sujeitos, na leitura persistente, crítica, de textos teóricos, não importa se com eles estava
de acordo ou não. É impossível ensaiarmos estar sendo deste modo sem uma abertura crítica aos
diferentes e às diferenças, com quem e com que é sempre provável aprender.
Uma das condições necessárias para que nos tornemos um intelectual que não teme a

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Psicologia do Trabalho
mudança é a percepção e a aceitação de que não há vida na imobilidade. De que não há progresso na
estagnação. De que, se sou, na verdade, social e politicamente responsável, não posso me acomodar
às estruturas injustas da sociedade. Não posso, traindo a vida, bendizê-las.
Ninguém nasce feito. Vamos aos fazendo aos poucos na prática social de que tomamos parte.

Paulo Freire. Política e Educação.

Atividade. O estudo da Psicologia científica

1. Qual a relação entre cotidiano e conhecimento científico? Dê um exemplo de uso cotidiano do


conhecimento científico.
2. Explique o que é senso comum. Dê um exemplo desse tipo de conhecimento.
3. Explique o que você entendeu por visão-de-mundo.
4. Cite alguns exemplos de conhecimentos da Psicologia apropriados pelo senso comum.
5. Quais os domínios do conhecimento humano? O que cada um deles abrange?
6. Quais as características atribuídas ao conhecimento científico?
7. Quais as diferenças entre senso comum e conhecimento científico?
8. O que é subjetividade?
9. Por que a subjetividade não é inata?

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274
Psicologia do Trabalho

2. TRABALHO E DESENVOLVIMENTO HUMANO

Texto 1. A multideterminação do humano: uma visão em Psicologia

Quem é o homem?
Essa pergunta tem instigado poetas, filósofos, cientistas e homens de todos os tempos, e mais
uma vez nos deparamos com ela. O poeta Carlos Drummond de Andrade, também preocupado com o
homem, pergunta em sua poesia:

Mas que coisa é homem,


Que há sob o nome:
Uma geografia?
Um ser metafísico?
Uma fábula sem
Signo que a desmonte?
Como pode o homem
Sentir-se a si mesmo,
Quando o mundo some?
Como vai o homem
Junto de outro homem,
Sem perder o nome?
E não perde o nome
E o sal que ele come
Nada lhe acrescenta
Nem lhe subtrai
Da doação do pai?
Como se faz um homem?
Apenas deitar,
Copular, à espera?
De que do abdômen
Brote a flor do homem?
Como se fazer
A si mesmo, antes.
De fazer o homem?
Fabricar o pai
E o pai e outro pai
E um pai mais remoto
Que o primeiro homem?(...)

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275
Psicologia do Trabalho
Então, quem é o homem? Várias respostas podem ser dadas a esta pergunta, expressando dife-
rentes pontos de vista ou diferentes visões de homem.
Nós escolhemos uma delas para apresentar aqui, e que é, na verdade, a concepção de homem que
fundamenta este livro:

O homem é um ser sócio-histórico


Mas, para que essa concepção fique mais clara, é necessário desenvolvê-la melhor. A primeira
coisa que podemos dizer sobre o homem é que ele pertence a uma espécie animal — Homo sapiens.
Todos nós dependemos dos genes que recebemos de nossos ancestrais para formar nosso corpo, obe-
decendo às características de nossa espécie.
No entanto, a Biologia já nos ensinou que os genes se manifestam sob determinadas condições
ambientais (físicas e sociais). Experiências demonstram que peixes com determinado gene para cor de
olho, quando nascidos em um meio experimental distinto de seu meio natural, apresentam olhos de
outra cor. É por isso que se diz que todos os traços, físicos ou mentais, normais ou não, são ao mesmo
tempo genéticos e ambientais.
Temos, portanto, um conjunto de traços herdados que, em contato com um ambiente determi-
nado, têm como resultado um ser específico, individual e particular. O que a natureza (o biológico)
dá ao homem quando ele nasce não basta, porém, para garantir sua vida em sociedade. Ele precisa
adquirir várias aptidões, aprender as formas de satisfazer as necessidades, apropriar-se, enfim, do que
a sociedade humana criou no decurso de seu desenvolvimento histórico.
Se você pensar nas coisas que sabe fazer — escovar os dentes, comer com talheres, beber água
no copo, jogar futebol e vídeo game escrever, ler este texto, discuti-lo —, compreenderá que nossas
aptidões, nosso saber-fazer, não são transmitidas por hereditariedade biológica, mas adquiridos no
decorrer da vida, por um processo de apropriação da cultura criado pelas gerações precedentes.

O homem aprende a ser homem


Não queremos dizer com isso que o homem esteja subtraído do campo de ação das leis biológi-
cas, mas que as modificações biológicas hereditárias não determinam o desenvolvimento sócio- histó-
rico do homem e da humanidade: dão-lhe sustentação. As condições biológicas permitem ao homem
apropriar-se da cultura e formar as capacidades e funções psíquicas. A única aptidão inata no homem
é a aptidão para a formação de outras aptidões.
Essas aptidões se formarão a partir do contato com o mundo dos objetos e com fenômenos da
realidade objetiva, resultado da experiência.
Sócio histórico da humanidade. E o mundo da ciência, da arte, dos instrumentos, da tecnologia,
dos conceitos e ideias. Para se apropriar desse mundo, o homem desenvolve atividades que reprodu-
zem os traços essenciais da atividade acumulada e cristalizada nesses produtos da cultura. É exemplos
esclarecedores a aprendizagem do manuseio de instrumentos e a da linguagem.
Os instrumentos humanos levam em si os traços característicos da criação humana. Estão neles
fixadas as operações de trabalho historicamente elaboradas. Pense numa enxada ou em um lápis. A
mão humana, que produziu esses objetos, subordina-se a eles, reorganizando os movimentos naturais
do homem e formando capacidades motoras novas, capacidades que ficaram incorporadas nesses
instrumentos. Também o domínio da linguagem não é outra coisa senão o processo de apropriação

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Psicologia do Trabalho
das significações e das operações fonéticas fixadas na língua.
Assim, a assimilação pelo homem de sua cultura é um processo de reprodução no indivíduo das
propriedades e aptidões historicamente formadas pela espécie humana. A criança, colocada diante
do mundo dos objetos humanos, deve agir adequadamente nesse mundo para se apropriar da cul-
tura, isto é, deve aprender a utilizar os objetos. Torna-se, então, condição fundamental para que isso
ocorra que as relações do indivíduo com o mundo dos objetos sejam mediadas pelas relações com
os outros indivíduos. A criança é introduzida no mundo da cultura por outros indivíduos, que a guiam
nesse mundo. H. Piéron resume esse pensamento em uma frase bastante interessante: “A criança,
no momento do nascimento, não passa de um candidato à humanidade, mas não a pode alcançar no
isolamento: deve aprender a ser um homem na relação com os outros homens”.
Duas imagens são interessantes aqui: ainda que coloquemos os objetos da cultura humana na
gaiola de um animal, isso não torna possível a manifestação das propriedades específicas que estes
objetos têm para o homem. O animal não se apropria desses objetos e das aptidões cristalizadas ne-
les. Pode manuseá-los, mas eles não passarão de elementos do meio natural. O homem, ao contrário,
aprenderá com os outros indivíduos a utilizá-los, extraindo do objeto aptidões motores.
Outra imagem é a de uma catástrofe no planeta que eliminasse todos os adultos e preservasse
as crianças pequenas. A história seria interrompida, como afirma Leontiev.

“Os tesouros da cultura continuariam a existir fisicamente, mas não existiria nin-
guém capaz de revelar às novas gerações o seu uso. As máquinas deixariam de funcionar,
os livros ficariam sem leitores, as obras de arte perderiam a sua função estética. A história
da humanidade teria de recomeçar”.

Se retomarmos agora a formação biológica de cada indivíduo, com cargas genéticas diferentes,
poderemos postular aqui que as disposições inatas que individualizam cada homem, deixando marcas
no seu desenvolvimento, não interferem no conteúdo ou na qualidade das possibilidades de desen-
volvimento, mas apenas em alguns traços particulares da sua atividade. Assim, a partir do aprendiza-
do ou da apropriação de uma língua tonal, os indivíduos, independentemente de suas cargas here-
ditárias, formarão o ouvido tonal (capaz de discernir a altura de um complexo sonoro e distinguir as
relações tonais).
No entanto, nessa população, alguém poderá ter herdado de seus pais ouvido absoluto, o que
lhe dará uma acuidade auditiva diferenciada, possibilitando-lhe tornar-se um músico brilhante.
Essas diferenças entre os indivíduos existem, mas não são elas que justificam as grandes diferen-
ças que temos em nossa sociedade. Pois, repetindo, essas diferenças biológicas geram apenas alguns
traços particulares na atividade dos indivíduos. Ou seja, todos aprendem a fazer, só que colorem seu
fazer com alguns traços particulares, singulares, individuais. As nossas diferenças sociais são muito
maiores — temos crianças que sabem fazer e outras que não aprenderam e, portanto, não desenvol-
veram certas aptidões. Essas diferenças estão fundadas no acesso à cultura, que em nossa sociedade
se dá de forma desigual. Existem crianças que não têm brinquedos sofisticados, e até aquelas que
não têm os mais comuns; crianças que não manuseiam talheres ou lápis; crianças que não andam
de bicicleta, ou que nunca viajaram. Temos até muitos adultos que não aprenderam a ler e escrever
e, portanto, nunca leram um livro; que nunca saíram do local onde nasceram e não sabem que o ho-

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277
Psicologia do Trabalho
mem já vai à Lua; nunca viram um avião, nem imaginam o que seja um computador. Esses são alguns
exemplos. Não precisamos nos alongar, porque você, com certeza, já percebeu essas diferenças. Ora,
se desenvolvemos nossa humanidade a partir da apropriação das realizações do progresso histórico, é
claro que, numa sociedade onde essa igualdade não ocorre, fica excluída a possibilidade de igualdade
entre os indivíduos.
“É por isso que a questão das perspectivas de desenvolvimento psíquico do homem e da huma-
nidade põe antes de tudo o problema de uma organização equitativa e sensata da vida da sociedade
humana — de uma organização que dê a cada um a possibilidade prática de se apropriar das realiza-
ções do progresso histórico e participar enquanto criador no crescimento destas realizações”, poden-
do cada um desenvolver seu potencial para que se expressem suas particularidades.

O que caracteriza o humano?


Quando nos colocamos essa questão, estamos querendo explicitar as propriedades ou ca-
racterísticas que fazem do animal homem um ser humano. O que nos distingue dos outros
seres? Quais são nossas particularidades enquanto seres humanos?

O homem trabalha e utiliza instrumentos


Inicialmente, salientamos como característica humana o trabalho e o uso de instrumentos. Al-
guns animais, talvez a maioria deles, executam atividades que se assemelham ao trabalho humano: a
aranha que tece a teia, a abelha que fabrica a colméia e as formigas que incessantemente carregam
folhas e restos de animais para sua “cidadela”. E poderíamos dizer que as operações desses animais se
assemelham às de trabalhadores humanos — tecelões, arquitetos e operários.
Mas o mais inábil trabalhador humano difere do mais “habilidoso” animal, pois, antes de iniciar
seu trabalho, já o planejou em sua cabeça.
No término do processo de trabalho, o homem obtém como resultado algo que já existia em sua
mente. O trabalho humano está subordinado à vontade e ao pensamento conceitual.
O uso de instrumentos também não é exatamente uma novidade no mundo animal. O castor, o
macaco, algumas espécies de aves também fazem uso de instrumentos. Mas esse uso está marcado
pelo fato de o animal não ter consciência disso. Se um macaco vê à sua frente um pedaço de pau, po-
derá com ele tentar apanhar uma fruta em local pouco acessível, mas, se não há nenhum instrumento
à vista, ele fica sem a fruta. O macaco não tem condições de raciocinar: “Poxa, e aquele pauzinho que
eu usei ontem, onde será que eu deixei?”. O macaco tem a imagem do instrumento, mas não tem o
conceito de instrumento. Ele aprende a utilizá-lo, mas não pode dizer ou pensar para que sirva.
Uma breve história de um experimento poderá ajudar a entendermos esta afirmação de que o
macaco aprende, mas não conceitua. Numa oportunidade, exatamente para testar este ponto, alguns
psicólogos treinaram um macaco de laboratório para apagar fogo — um macaco bombeiro.
Primeiro, sabendo que o macaco gostava muito de maçã, eles o treinaram para apanhar uma maçã
em uma plataforma um pouco distante de sua gaiola. Sempre que tocava um sinal, o macaco corria em di-
reção à maçã. O próximo passo, sabendo do verdadeiro pavor que os macacos têm do fogo, foi colocar em
volta da maçã um pequeno círculo de fogo. Naturalmente, o macaco desistiu da maçã.
Em seguida, por meio de condicionamento, ensinaram o pequeno animal a usar um balde com
água para apagar o fogo. Depois de bem treinado, veio o passo final. Colocaram a plataforma com
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Psicologia do Trabalho
a maçã e o círculo de fogo no meio de um tanque com água com altura suficiente para o macaco
atravessá-lo. Resultado: o macaco foi até o lugar onde estava a maçã, viu o fogo, saiu do tanque e foi
apanhar o balde com água para apagá-lo. Veja só, o macaco aprendeu a usar o conteúdo do balde
para apagar o fogo, mas não foi capaz de conceitualizá-lo, já que não percebeu que o conteúdo do
balde era o mesmo do tanque. Entretanto, se estivesse com sede, ele beberia indistintamente tanto o
conteúdo do tanque como o do balde.
Então, para que o instrumento seja considerado um instrumento de trabalho, é necessário que
a sua representação na mente seja conceitualizada e, desta maneira, transforme-se em um primeiro
dado de consciência.

O homem cria e utiliza a linguagem


Para o psicólogo Alexis Leontiev, a linguagem é o elemento concreto que permite ao homem
ter consciência das coisas. Mas, para chegar até a linguagem, houve alguns antecedentes. Se racioci-
narmos em termos evolutivos (teoria evolucionista de Darwin), o homem teve sua origem a partir de
um antropoide.

As condições para que o homem chegasse até a linguagem foram as seguintes:

1. Esse antropóide aprendeu a andar sem usar as mãos, ficou ereto e com as mãos livres;
2. Esse antropóide vivia em grupo (como ocorreu com muitas espécies de macacos);
3. Esse grupo de antropóides tinha dedo opositor, o que permitia a utilização de instru-
mentos (por exemplo, um pedaço de pau para apanhar alimentos);
4. O sistema nervoso dispunha de suporte mínimo para o desenvolvimento da linguagem.

No decorrer da evolução do homem atual (são cerca de cinco milhões de anos desde o apare-
cimento do australopithecus aferensis, primeiro antropóide ou macaco com características humanói-
des, até o homo neanderthalensi e os homo sapiens primitivos — nossos antepassados diretos, que
provavelmente surgiram há 30 mil anos), aprendemos a transformar o instrumento em instrumento
de trabalho (instrumento com objetivo determinado), a registrá-lo simbolicamente em nosso sistema
nervoso central (aparecimento da consciência) e a denominá-lo (aparecimento da linguagem).
Este desenvolvimento foi, evidentemente, muito lento (5 milhões de anos representam muito,
mas muito tempo mesmo...). Cada avanço representou uma enorme conquista para o desenvolvimen-
to da humanidade. A descoberta de que a vocalização (transformação de um grunhido em som com
significado) poderia ser usada na comunicação equivale, nos tempos atuais, à descoberta dos chips
eletrônicos.
O fato é que o instrumento de trabalho induz o aparecimento da consciência (isso ocorre de
forma concomitante) e cria as condições para o surgimento da linguagem — três condições que im-
pulsionam o desenvolvimento humano.

O homem compreende o mundo ao seu redor


Todos nós já observamos o comportamento de uma pequena aranha na sua teia. A teia é
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279
Psicologia do Trabalho
tecida para garantir sua alimentação e, quando um desavisado inseto bate nessa teia, fica preso
a ela. Pronto, o almoço está garantido! O inseto, que também luta pela sobrevivência, debate-se
tentando escapar da armadilha. Esta vibração é uma espécie de aviso para a aranha, que dispara
em direção a ela e envolve o inseto, aplicando-lhe seu veneno. Se nós pegarmos um diapasão e
vibrarmos esse instrumento junto à teia da aranha, estaremos simulando uma situação parecida
com a vibração causada pelo inseto. O resultado é que a aranha irá ao encontro do ponto de
vibração e envolverá com seu fio aquele ponto vibrante sem nenhum inseto. Esta simples expe-
riência demonstra que o comportamento da aranha é predeterminado, geneticamente marcado.
O homem, diferentemente, compreende o que ocorre na realidade ambiente.
Quando percebemos algo, refletimos esse real na forma de imagem em nosso pensamento.
Muitos animais apresentam essa possibilidade. Mas nós, homens, compreendemos — relacio-
nando e conceituando — o que está a nossa volta.
A consciência reflete o mundo objetivo. É a construção, no nível subjetivo, da realidade
objetiva. Sua formação se deve ao trabalho e às relações sociais surgidas entre os homens no
decorrer da produção dos meios necessários para a vida.
Este fator fundamental, a consciência, separa o homem dos outros animais e é o que lhe dá
condições de avaliar o mundo que o cerca e a si mesmo. Só o homem é capaz de fazer uma poesia
perguntando uma coisa muito difícil de responder: Quem sou eu? De onde vim?
Sem dúvida, a compreensão ou o saber que o homem desenvolve sobre a realidade am-
biente não se encontra todo como saber consciente — conhecimento. O homem sabe seu mundo
de várias formas: através das emoções e sentimentos e através do inconsciente. Portanto, essas
formas também se constituem como características do humano.
A consciência (incluída a consciência de si), sentimentos e emoções, o inconsciente pode
ser reunido no que chamamos, em Psicologia, subjetividade ou mundo interno.

Afinal, quem é o homem?


Agora temos condições de retomar o provérbio “pau que nasce torto, não tem jeito, morre
torto”, que introduziu nosso capítulo, e questioná-lo. Esse provérbio abandona por completo
a noção de ser histórico social e concreto, quando liga definitivamente o ser que nasce ao ser
que morre, ou seja, supõe que não há transformação desse homem. As experiências concretas
de vida em determinada época, cultura, classe social, grupo étnico, grupo religioso etc. são, na
concepção do provérbio, absolutamente inofensivas, inúteis, sem influência alguma sobre o ser
que nasce. O ser que morre não é pensado como resultante de toda uma vida real, de todo um
conjunto de condições materiais experiências, que determinam o desenvolvimento do ser que
nasceu.
As propriedades que fazem do homem um ser particular, que fazem deste animal um ser
humano, são um suporte biológico específico, o trabalho e os instrumentos, a linguagem, as
relações sociais e uma subjetividade caracterizada pela consciência e identidade, pelos senti-
mentos e emoções e pelo inconsciente. Com isso, queremos dizer que o humano é determinado
por todos esses elementos. Ele é multideterminado.

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Psicologia do Trabalho

Texto 2. O trabalho: categoria central na vida humana

Os sentidos do trabalho:
O trabalho está no centro da vida, dotando-a de sentidos ao produzir os mais diversos significa-
dos, pois, constitui a subjetividade humana. É a atividade humana por excelência, pela qual o homem
transforma a natureza e a si mesmo. Essa atividade se distingue da ação animal porque é dirigida
por um projeto – antecipação da ação pelo pensamento -, sendo, assim, deliberada, intencional. O
trabalho humano é, portanto, a ação dirigida por finalidades conscientes, à resposta aos desafios da
natureza, na luta pela sobrevivência, tornando-se fonte de idéias e ao mesmo tempo uma experiência
propriamente dita (ARANHA; MARTINS, 1986).
O homem, então, através do trabalho, transforma a natureza, adaptando-a as necessidades hu-
manas, e, ao mesmo tempo, se transforma se autoproduz. Enquanto o animal permanece sempre o
mesmo na sua essência, já que apenas reproduz os mesmos gestos comuns à sua espécie, o homem
muda as maneiras pelas quais age sobre o mundo, estabelecendo relações também mutáveis que, por
sua vez, alteram a maneira de perceber, de pensar e de sentir (ARANHA; MARTINS, 1986).

Os sentidos negativo e positivo expressos na etimologia:


Etimologicamente, trabalho vem do vocábulo latino tripaliare, do substantivo tripalium, apa-
relho de tortura formado por três paus, ao qual eram atados os condenados, ou que também servia
para imobilizar os animais difíceis de ferrar. O significado da palavra nos séculos XII e XIII era, portanto,
sofrimento, tormento, caracterizando, portanto, um sentido negativo.
O sentido de castigo e condenação aparece, também, no texto bíblico, revelando a concepção
de trabalho ligada a uma visão negativa, pois Adão e Eva são expulsos do paraíso e condenados ao
trabalho como punição à transgressão – os mesmos viviam felizes até que pelo pecado foram expulsos
do paraíso e condenados ao trabalho para garantirem a própria subsistência. Assim, além do traba-
lho como meio de garantir a subsistência, à Eva foi acrescentado o trabalho de parto. Os sentidos do
trabalho nos revelam, portanto, significados paradoxais, os quais remontam à etimologia, pois, “o
que caracteriza a palavra é exatamente o sentido negativo, o sentido de não realização, de uma coisa
imposta” (VIEGAS, 1989).
No entanto, a etimologia nos traz, também, um sentido positivo através da palavra labor, o senti-
do de construção do ser. Originalmente ligada às atividades agrícolas, à laboração no campo, trabalhar
significa cultivar, remetendo-nos ao sentido de cultura, advinda de um processo de transformação e
enriquecimento (VIEGAS, 1989).
Entretanto, a autora (Ibid.) pontua o verdadeiro sentido negativo do trabalho, o “trabalho
antevia”, que não é necessariamente o sentido bíblico, visto que esta é uma linguagem simbólica:

O sentido negativo que conhecemos, dentro de uma sociedade civil, dentro de um


modelo de desigualdade, dentro de uma sociedade burocratizada, calcada pela divisão do
trabalho, é o sentido que já foi amplamente analisado, desde o século passado, por Karl
Marx: ou seja, é o trabalho alienado.

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281
Psicologia do Trabalho
A “linguagem mito-poética” da Bíblia, segundo VIEGAS (Ibid.) traz, no entanto, o sentido da
autoconstrução, cujo ônus é o preço da liberdade. Desalinhar-se é, então, correr riscos. Trata-se, pois,
do labor da vida, do fazer-se, rumo à autonomia, cuja liberdade de ser se dá na ação, no trabalho
cotidiano.

O trabalho em sua evolução histórica:


Na Antiguidade grega, em que a divisão de classes já se pronunciava, o trabalho era associado
com tortura, sofrimento, pena, labuta. Todo trabalho manual é, pois, desvalorizado e feito pelos es-
cravos, sendo a atividade teórica considerada a mais digna do homem, cuja essência é fundamental-
mente a de um ser racional. Assim, para Platão, a finalidade dos melhores homens é a “contemplação
de idéias”. Os romanos faziam distinção entre negócio e ócio, definido pela ausência de lazer. Na
Idade Média, Santo Tomás de Aquino, querendo reabilitar o trabalho manual, pregava que todos os
trabalhos se equivalem, mas, na verdade, a própria construção teórica do seu pensamento, calcada
na visão grega, tende a valorizar a atividade contemplativa (ARANHA; MARTINS, 1986).
Como na Idade Média o trabalho realizado pelos servos não visava produtividade, mas sim a
subsistência do feudo, não era importante acumular produção, até que surge a figura do comercian-
te. Enquanto no feudalismo a riqueza estava calcada na terra, com o desenvolvimento do comércio a
acumulação de riqueza passa a se dar através da moeda. Para a acumulação de capital, a produtivi-
dade dos ex-camponeses - que migraram para as cidades com o declínio do feudalismo -, oferecendo
apenas a força de trabalho, foi fundamental (Ibid.).
Para esta mudança de perspectiva, fez-se necessário uma mudança ideológica, tendo em vista
que o trabalho do povo, até então, era considerada uma virtude pela Igreja Católica, o qual não pode-
ria visar o lucro e a usura, sendo conveniente a manutenção do sistema feudal. Em contrapartida, a
burguesia incipiente interessada na lucratividade, através da ética protestante, reavalia a concepção
vigente e, através da Reforma Protestante, passa a introduzir sua ideologia pelo viés religioso, legiti-
mando o princípio da obtenção do lucro.
O trabalho surge, então, como meio de purificação, preconizado pela Reforma Protestante. A
ética protestante se sustenta no ideal de vida ascética, que consiste no exercício espiritual que leva
à efetiva realização da virtude e à plenitude da vida moral, através do controle dos próprios desejos
e da mortificação da carne. Pela teoria da Predestinação, a salvação ou a condenação das almas não
depende do próprio homem, já que é Deus quem escolhe ou condena.
Mas, a escolha divina tem como sinais as obras, a riqueza e a prosperidade. É instituída, então,
a moral burguesa que atribui ao trabalho o meio de fugir às tentações da carne e a condição da puri-
ficação, sendo a ociosidade o pior vício e a preguiça o pior pecado (Ibid.).
É, portanto, na Idade Moderna que a situação começa a se transformar. Cresce o interesse pe-
las artes mecânicas e pelo trabalho em geral – a máquina fascina o homem moderno -, justificando
a ascensão dos burgueses, vindos de segmentos dos antigos servos que compravam sua liberdade e
dedicavam-se ao comércio.
Na vida social e econômica ocorrem, paralelamente, transformações que resultarão na passa-
gem do feudalismo ao capitalismo. Além do aperfeiçoamento das técnicas, ocorre o desenvolvimento
do processo de acumulação de capital e a ampliação dos mercados. O capital acumulado permite a
compra de matérias-primas e de máquinas, o que faz com que muitas famílias que desenvolviam o
trabalho doméstico nas antigas corporações e manufaturas, tenham de dispor de seus antigos instru-
mentos de trabalho e, para sobreviver, se vejam obrigadas a vender sua força de trabalho em troca de

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Psicologia do Trabalho
um salário, surgindo à classe operária. O aumento de produção altera o cenário, surgindo os primeiros
barracões das futuras fábricas, onde serão impostas as divisões de trabalho, ritmo e horários aos tra-
balhadores. Além disso, o rendimento do trabalho não lhes pertence, pois a produção é vendida pelo
empresário, cujos lucros lhe são “concedidos” pelos trabalhadores (ARANHA; MARTINS, 1986).
No século XVIII, a mecanização no setor da indústria têxtil sofre grande impulso na Inglaterra
com o aparecimento da máquina a vapor, aumentando significativamente a produção. No entanto,
o advento da revolução industrial, que acentua o progresso, socialmente torna-se desfavorável ao
proletariado, pois o mesmo se dá através de condições subumanas de trabalho, agravadas no século
XIX: extensas jornadas de trabalho, de 16 a 18 horas, sem direito a férias, sem garantia para a velhice,
doença e invalidez; uso de mão-de-obra barata através de mulheres e crianças; condições insalubres
de trabalho, em locais precários mal iluminados e sem higiene; mal remunerados; e, portanto, em más
condições de existência - os trabalhadores viviam mal alojados e em promiscuidade.
É neste panorama que surgem no séc. XIX, os movimentos socialistas e anarquistas, com a pre-
tensão de denunciar e alterar a situação de exploração. E é a partir da relação de dominação que He-
gel, filósofo alemão do mesmo século, faz a primeira leitura otimista da função do trabalho, na célebre
passagem do “senhor e do escravo”, descrita na Fenomenologia do espírito. Hegel se refere a dois
homens que lutam entre si, e um deles sai vencedor, podendo matar o vencido; este, não ousando
sacrificar sua própria vida, se submete. Ao vencedor convém “conservar” o outro como “servo”, pois
esta é a condição de ser reconhecido como senhor.
Agora é o servo submetido que tudo faz para o senhor; este, com o tempo, descobre que não
sabe fazer mais nada, pois colocou, entre si e o mundo, o escravo, que domina a natureza. O ser do
senhor se descobre como dependente do ser do escravo e, em compensação, o escravo, aprendendo
a vencer a natureza, recupera de certa forma a liberdade. O trabalho surge, então, como a expressão
da liberdade reconquistada.
Karl Marx, porém, critica esta visão hegeliana otimista do trabalho e mostra como o objeto
produzido pelo trabalho é estranho ao seu produtor e destituído de posse, evidenciando o fenômeno
da alienação. Hegel também se refere à alienação como o momento em que o espírito “sai de si” e se
manifesta na construção da cultura. Essa cisão provocada pelo espírito que se exterioriza na cultura
(por meio do trabalho) é superada pelo “trabalho” da consciência, que neste estágio superior é cons-
ciente de si. Mas com isso, segundo Marx, ao privilegiar a consciência, Hegel “perde” a materialidade
do trabalho (o que se compreende dentro da linha idealista do pensamento hegeliano).
Isso não significa que Marx não considere o trabalho a condição da liberdade. Ao contrário, esse
é o ponto central do seu raciocínio. O conceito supremo de toda concepção humanista está em que o
homem deve trabalhar para si – não entender isto como trabalho sem compromisso com os outros -,
deve trabalhar para fazer-se a si mesmo (ARANHA; MARTINS, 1986).

A valorização social do trabalho:


É com o advento do capitalismo que o trabalho passa a ser exaltado e valorizado, tendo um novo
sentido, no qual o lucro e a acumulação do capital, como um fim em si mesmo, são preconizados. Pela
teoria da Predestinação, a salvação ou a condenação das almas não depende do próprio homem, já
que é Deus quem escolhe ou condena. Mas, a escolha divina tem como sinais as obras, a riqueza e a
prosperidade. É instituída, então, a moral burguesa que atribui ao trabalho o meio de fugir às tenta-
ções da carne e a condição da purificação, sendo a ociosidade o pior vício e a preguiça o pior pecado.
A burguesia incipiente interessada na lucratividade, através da ética protestante – o ideal de vida

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Psicologia do Trabalho
ascética -, passa a introduzir sua ideologia pelo viés religioso, legitimando o princípio da obtenção do
lucro (ARANHA; MARTINS, 1986).

De acordo com Goulart e Guimarães (2002), a consolidação do capitalismo foi um marco para
a categoria trabalho, que a partir desse momento de exaltação máxima, passou a ser considerada a
atividade social mais valorizada. Assim, a consagração do capital transformava a sociedade numa so-
ciedade do trabalho, marca registrada do mundo contemporâneo (NICÁCIO, 2003).
A palavra trabalho, portanto, ao longo de vários séculos, passou de um valor extremamente
negativo a um valor extremamente positivo, sendo que desde o fim do século XVIII até a atualidade o
pertencimento pelo trabalho se tornou cada vez mais reforçado.
Mas, notemos que essa virada sobre a representação do trabalho, apesar de detectada em curto
período de tempo – os primeiros anos da Revolução Francesa -, é resultado de uma lenta evolução
sobre a qual o pensamento econômico jamais deixou de desempenhar papel de grande relevância
(JACOB, 1995).
Os primeiros textos econômicos marcam essa mudança na representatividade do trabalho, pois,
da tradição greco-romana, que o associava à escravidão, se voltam diretamente para a ideia de pro-
dução.
Iniciando a autonomização do campo da economia, o valor do trabalho é, então, defendido com
convicção, apresentado como útil e necessário à sociedade. Este processo de desenvolvimento do
“espírito do capitalismo”2 foi calcado sobre valores morais, puritanos, promovidos pelos economistas
para além da racionalidade em busca de eficácia (JACOB, 1995).
Desde então, o trabalho se transformou num valor social total, fonte de identidade e de per-
tencimento. Ele não tem nem mesmo necessidade de ser apreciado (aimé), de ser valorizado. Ele foi
bem além dos objetivos da economia: não há mais trabalho para todos. Se o trabalho se transformou
na trama do tecido social, o não trabalho é doravante a fonte primeira de sua desintegração (JACOB,
1995).
O trabalho, portanto, acumula significados ao longo da evolução da civilização, ganhando exal-
tação máxima enquanto via de acumulação de riquezas. No entanto, na trama do tecido social, para
além dos interesses econômicos, torna-se fator fundamental de identidade, reconhecimento e laço
social.
Assim, enquanto produtor de significações, é portador de sentidos, é criação, vida, poiesis. A
criação humana se constitui pela dimensão física e simbólica, ganhando infinitas significações, uma
vez que se torna instrumento de relação entre o sujeito com o seu trabalho e entre os homens no fio
da História. Apreender sua subjetividade é, pois, apreendê-lo, pois o homem se constitui na relação
com a natureza, com o seu objeto, com o outro e consigo mesmo através da mediação do trabalho.

O trabalho: uma categoria paradoxal:


A questão paradoxal do trabalho, abordada com toda pertinência por VIEGAS (Ibid.), torna-se
fundamental para a compreensão deste fenômeno humano que, dadas as condições sócio produtivas,
é da ordem do prazer e do sofrimento, da saúde e da doença. Ressaltamos, pois, o sentido positivo de
“construção do ser da pessoa” que, apesar dos incômodos e angústias que possam suscitar, produz
um imenso prazer (Ibid.). E, o outro, o negativo, que consiste no empobrecimento, visto que há uma
perda do humano relativa à força de trabalho despendida na produção de riquezas, para o qual não há
uma equivalência – menos-valia. “O trabalho alienado seria esse trabalho que se caracteriza por essa

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Psicologia do Trabalho
perversão do sentido da criação humana. O trabalho, no sentido pleno, estaria ligado à construção do
ser do homem, [...], ou seja, a criação, a criatividade” (VIEGAS, 1989).
Trata-se, pois, do sentido que advém da divisão do trabalho na sociedade civil, que desvincula o
trabalho do trabalhador, tornando-o desapropriado e estranhado ao seu criador: “[...] uma força que
vai esvaindo e você não vê, ou não tem o retorno dela no seu ser” (VIEGAS, 1989).
A proposta divina, ao contrário, tornou o trabalho intrínseco à existência humana, colocando-o
como condição de vida plena.

O trabalho em sua dimensão concreta:


No plano genérico, conforme a perspectiva marxiana, o trabalho é concebido, em sua dimensão
concreta, qualitativa, como atividade vital, como criador de valores de uso, de coisas socialmente
úteis e necessárias, (auto) transformando o próprio criador. Assim, estando no centro do processo
de humanização do homem, torna-se indispensável à existência humana, independente da forma de
sociedade, ao expressar uma atividade genérico-social que transcende à vida cotidiana (ANTUNES,
1997).
O trabalho, portanto, “[...] é necessidade natural e eterna de efetivar o intercâmbio material en-
tre o homem e a natureza, e, portanto, de manter a vida humana” (MARX3 apud ANTUNES, 1997, p.
83). Dito de outra forma, “o ato de produção e reprodução da vida humana realiza-se pelo trabalho. É
a partir do trabalho, em sua cotidianidade, que o homem torna-se ser social, distinguindo-se de todas
as formas não humanas” (ANTUNES, 1997, p. 121). Assim, o autor assinala o ato social pelo trabalho,
evidenciando a correlação entre trabalho e (co) existência humana:

A história de realização do ser social, muitos já o disseram, objetiva-se através da


produção e reprodução da sua existência, ato social que se efetiva pelo trabalho. Este, por
sua vez, desenvolve-se pelos laços de cooperação social existentes no processo de produ-
ção material (ANTUNES, 1997, p. 121).

Desta forma, em seu estatuto ontológico fundante, o trabalho constitui fonte originária de rea-
lização do ser social que, então, transcende ao “ser puramente biológico” (LUKÁCS4 apud ANTUNES,
2000, p. 136). Referenciando-se neste autor, ANTUNES (Ibid.) aponta para o sentido original do tra-
balho, que tem “um significado essencial no universo da sociabilidade humana”, sendo proforma da
práxis social. É, então, expressão do metabolismo entre o ser social e a natureza, bem como, secun-
dariamente, das inter-relações entre os seres sociais (práxis interativa), auto transformando-os (Ibid).

A dimensão abstrata: o trabalho como valor de troca


O trabalho constitui, pois, um sentido rico e positivo na vivência humana, agregando valor ao
longo do percurso histórico-social. Entretanto, na realização da atividade cotidiana, face ao modo de
produção capitalista, o trabalho se transforma em valor de troca (dimensão abstrata), tornando-se
alienado, fetichizado, estranhado. Conforme ANTUNES (1997, p. 76), “deixando de lado o caráter útil
do trabalho, sua dimensão ‘concreta’, resta-lhe apenas ser dispêndio de força humana produtiva, física
ou intelectual, socialmente determinada”. Neste contexto, de acordo com ALBORNOZ (1994), “o tra-
balho está na base de toda sociedade, estabelecendo as formas de relação entre os indivíduos, entre
as classes sociais, criando relações de poder e propriedade, determinando o ritmo do cotidiano”.

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Psicologia do Trabalho
Trabalho, identidade e laço social.
Assim, o trabalho que era tão desvalorizado nas sociedades antigas, torna-se um elemento fun-
damentalmente integrador da sociedade, isto é, permite efetivamente a uma sociedade engen-
drar ou reforçar os laços sociais. A figura do trabalhador vai se tornar totalmente central (ENRI-
QUEZ, 1999, p. 72).
Tendo em vista as transformações que configuram os vários sentidos do trabalho, conforme dis-
cutimos anteriormente, assinalamos a valorização progressiva do trabalho, enquanto motor da produ-
tividade/lucratividade que alimentam o sistema, tornando-se cada vez mais central, contrariando as
teses que apontam o fim da era do trabalho, no seio da crise do sistema capitalista (ANTUNES, 1997;
2002).
No entanto, o que se assiste, com efeito, é uma significativa redução do emprego formal, bem
como uma precarização do mesmo, ou seja, a extinção de uma dada forma de trabalho em função das
transformações nos processos produtivos e gestionários. Salientamos, pois, a diferenciação entre tra-
balho e emprego. Assim, conforme CARVALHO (2001, p. 156), “na verdade, a sociedade do emprego
está em crise”. O autor, com muita pertinência, elucida esta questão do trabalho, enquanto categoria
fundamental, para além das transformações socioeconômicas: Vemos, apesar de tudo, neste novo
contexto, que o trabalho não desapareceu e ressurge forte em novas configurações sócio produtivas,
reafirmando a sua centralidade na dinâmica societal, como nucleador dos processos de construção da
identidade social e no estabelecimento dos vínculos de natureza também social.
Com isso eu quero dizer que o trabalho, ele continua sendo fundante em termos dos papéis
sociais representativos do “eu”. É, portanto, aquilo que eu faço e a partir do que eu faço que eu posso
então me construir como pessoa ou como sujeito social, o que evidencia a importância do homo-fa-
ber no mundo contemporâneo. Podemos talvez, nesta direção, considerar o trabalho um predicado
universal e genérico “definidor” gênero humano (CARVALHO, 2001, p. 157).
Na pós-modernidade, o trabalho encontra-se, então, reconfigurado, tendo em vista as novas tec-
nologias de gestão; a redução dos postos de trabalho, a precarização deste, o mercado informal, em de-
corrência das profundas metamorfoses no cenário socioeconômico. Entretanto, o fato é que mudam as
formas sócias produtivas, a noção de emprego se singulariza, mas as várias faces do trabalho seguem seu
curso, caracterizando-se novas relações homem/capital, sobre as quais novos sentidos são produzidos.

[...] a sociedade moderna se caracteriza pelo fato que a identidade social, em


princípio no mínimo, procede da ação: não mais “eu faço o que sou”, mas “eu sou o que
eu faço”. Sejam quais forem os questionamentos atuais, é sempre (e sem dúvida mais do
que nunca) sobre a base deste pressuposto que nós precisamos pensar o lugar do trabalho
(PERRET, 1997, p. 6)5.

Trata-se, portanto, da centralidade do trabalho na vida humana, que permanece no cenário con-
temporâneo, sendo uma via inestimável de inserção social, de produção de laços, de reconhecimento,
construção de identidade, produção de saúde/doença, sentidos e significados múltiplos. O trabalho
mantém-se como o definidor do humano, fundamental na construção identitária e subjetiva, perma-
necendo, pois, em sentido universal e genérico, como atributo singular da condição humana.
Neste contexto, sublinhamos o lugar do trabalho nos processos de construção da identidade
subjetiva e social, alicerçados na alteridade. Assim, o trabalho enquanto via de laço social é, também,
de construção de identidade, que só se viabiliza a partir do outro. Ou seja, está no centro dos proces-

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Psicologia do Trabalho
sos identitários e de constituição subjetiva, adquirindo um estatuto de centralidade na vida humana
(ANTUNES, 1997; 2002), tendo em vista as evoluções do seu significado e valor ao longo das transfor-
mações societais.
Assim, podemos assinalar, na contemporaneidade, o valor social do trabalho, uma vez que ao
longo das metamorfoses do mundo laboral, em sua história evolutiva, o próprio significado é, tam-
bém, transformado, conferindo ao sujeito trabalhador legitimidade e reconhecimento social. Deste
modo, exige-se do sujeito as mais distintas habilidades e os mais variados recursos psicossociais para
o enfrentamento das realidades que vão lhe constituindo em seu inesgotável processo identitário.
Neste contexto, a articulação entre trabalho e identidade é inequívoca. Trabalho e identidade
se tornam, pois, conexões necessárias, visto que em face das transformações longitudinais no con-
texto sócio produtivo, o próprio significado do trabalho se metamorfoseia, constituindo o sujeito. É,
então, o sujeito trabalhador, humano, subjetivo, autônomo, heterônomo, complexo... Psicossocial,
que, no seu fazer cotidiano, dinamiza o mundo laboral transformando-o num universo de significa-
dos e sentidos. JACQUES (In: CATTANI, 2002, p. 161), acerca do conceito de identidade, o delimita: A
identidade é uma expressão subjetiva e se refere a tudo aquilo que é vivenciado como eu em resposta
à pergunta “quem és”, sendo apreendida através da representação de si mesmo. Inscreve-se em um
contexto conceitual amplo, o que implica abordagens diferenciadas. Constitui-se como um sistema de
representações diversas [Costa, 1989] ou como múltiplos personagens que ora se conservam, ora se
sucedem, ora coexistem, ora se alternam, mas com aparência unívoca e estável [Ciampa, 1987].
Abordando a construção da identidade subjetiva, CARVALHO, (1995 p. 59) elucida esta articu-
lação entre trabalho e identidade: “Para nós, a estruturação de identidade subjetiva se dá histori-
camente, assim como o trabalho é uma formação histórica, a identidade psicológica dos indivíduos
alicerça-se nas relações de trabalho”.
Assim, torna-se fundamental analisar o trabalho nas suas formas historicamente localizadas, a
partir das diferentes formas de organização do trabalho. Trata-se, pois, das (re) configurações produti-
vas que se metamorfoseiam no mundo do trabalho - influenciando o existir e o subjetivar do trabalha-
dor -, caracterizado por transformações econômicas, políticas, culturais e simbólicas. Neste universo,
no qual se configuram as “globalizações”, as pessoas e os coletivos têm um alargamento dos recursos
disponíveis para a elaboração dos argumentos que justificam suas identidades e os seus processos de
identificação (MENDES, 2002).
COSTA (1989, p. 27), ao identificar, também, a vivência laboral no processo de construção iden-
titária do sujeito trabalhador, faz esta articulação: “[...] o componente capacidade de trabalho ou
‘ser trabalhador’ também é um elemento definitório de grande significação”. O autor (Ibid.), a partir
de sua práxis clínica em Serviços de Saúde Mental, comenta a incidência de transtornos psíquicos
estreitamente associados à história laboral do sujeito: [...] sempre que pedíamos que procurassem
falar um pouco de suas vidas, o que emergia espontaneamente era o relato da trajetória profissional
ou os percalços da vida laborativa. A ‘doença dos nervos’ estava sempre relacionada com o trabalho:
desentendimento com colegas ou patrões; má remuneração; condições de trabalho difíceis; ameaça
de desemprego ou o próprio desemprego, etc. (COSTA, 1989, p. 26-27).
O trabalho como um elemento definitório de grande significação na formação da identidade psi-
cológica, é, então, destacado por COSTA (Ibid.), de forma que a identidade de trabalhador é associada
a outros elementos socialmente valorizados e considerados como constitutivos do humano. “E o que
é visível e audível no discurso dos trabalhadores manuais é que a identidade psicológica tem um de
seus mais fortes esteios no traço identificatório” (Ibid., p. 29).

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287
Psicologia do Trabalho
O uso do termo identidade psicológica refere-se ao caráter universal e genérico de definição do
humano, diferenciando-a dos demais sistemas identitários por apresentar-se ao sujeito como o traço
identificatório comum a todos os eu. Este [o trabalho] representa um papel privilegiado na elaboração
da imagem que cada um faz de si mesmo, no mínimo um papel específico que não pode ser preenchi-
do por outros contextos de interação sócios afetivos [...]. E qual melhor espaço que o trabalho para
curar suas feridas narcísicas e estabilizar a imagem de si? [...].
Como bem viu Freud (em Mal-estar da Civilização), trata-se não somente de uma atividade so-
cialmente valorizada, mas igualmente de uma atividade que contribui melhor que outra “a estreitar os
laços entre a realidade e o indivíduo” (PERRET 1997, p. 10).
Tomando a identidade como processo de construção, ENRIQUEZ (1994b) refuta a noção de iden-
tidade como permanência e constância através do tempo, baseando-se em Freud a respeito das iden-
tificações múltiplas instantâneas:

Cada indivíduo é uma parte componente de numerosos grupos, acha-se ligado por vín-
culos de identificação em muitos sentidos e construiu seu ideal do ego segundo os modelos
mais variados. Cada indivíduo, portanto, partilha de numerosas mentes grupais – as de sua
raça, classe, credo, nacionalidade etc. -, podendo também elevar-se sobre elas, na medida em
que possui um fragmento de independência e originalidade (FREUD, 1976, p. 163).

Assim, a noção de totalidade também é discutida, uma vez que o sujeito se compõe por uma
“pluralidade de pessoas psíquicas” (id, ego, superego.), bem como a identidade pessoal que, enquan-
to possibilidade de reconhecimento de si, torna-se, de certa forma, “ilusória”, devido ao próprio pro-
cesso de autoconhecimento. Entretanto, ENRIQUEZ (Ibid.) destaca a dimensão temporal do processo
identitário, sendo inerente a todo processo de construção.

[...] toda construção, por definição, necessita do trabalho do tempo. Mas ele [Freud]
insiste, no entanto, mais na divisão ou mesmo na ruptura às quais todos estão submetidos
a cada instante de sua vida. Se não nos esquecermos de que o processo identificatório está
em ação durante toda a vida e que ele é o único que permite ao indivíduo continuar vivo,
portanto capaz de se afirmar diferentemente de como o fez no passado, então é possível
questionar, em sua pureza, a ideia de constância. Nunca sabemos de maneira precisa, no
momento em que falamos quem está falando e por que falamos dessa maneira (ENRI-
QUEZ, 1994b, p. 48).

Desconstrói-se, portanto, a “noção patriarcal e ocidalocêntrica de uma identidade unam integral


e homogênea, atendendo mais ao invisível, ao não dito, ao papel do outro [...]” (MENDES (2002, p.
504.)). Trata-se, pois, do processo contínuo de metamorfose, que implica no constante vir-a-ser do
sujeito.
Sabemos hoje que as identidades culturais não são rígidas nem, muito menos, imutáveis. São re-
sultados sempre transitórios e fugazes de processos de identificação. Mesmo as identidades aparente-
mente mais sólidas, como a de mulher, homem, país africano, país latino-americano ou país europeu,
escondem negociações de sentido, jogos de polissemia, choques de temporalidades em constante
processo de transformação responsáveis em última instância pela sucessão de configurações herme-
nêuticas que de época para época dão corpo e vida a tais identidades. Identidades são, pois, identifi-

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Psicologia do Trabalho
cações em curso (SANTOS, 2001, p. 135).
Assim, ressaltamos que o processo de construção identitária é da ordem do inacabado, da não
totalidade. Para MENDES (2002, p. 504), a luta pela identidade legítima é permanente e a análise da
mesma terá que ser tematizada, não caindo no exagero do psicologismo ou do sociologismo: Apelarei
a uma concepção dinâmica da identidade, salientando que a identidade é socialmente distribuída,
construída e reconstruída nas interações sociais. As identidades serão, assim, construções relativa-
mente estáveis num processo contínuo de atividade social.
A complexa produção identitária, contudo, tem como processo básico as relações entre Eu/Ou-
tro, uma vez que o sujeito psicossocial se constitui na relação com o outro e consigo mesmo, dentro
de dado contexto histórico-social. Assim, as identidades são relacionais e múltiplas (MENDES, 2002;
ENRIQUEZ, 1994b), baseadas no reconhecimento por outros atores sociais e na diferenciação, cuja
interação tem um papel fundamental. Ao tratar-se de interações sociais, ressaltamos as práticas dis-
cursivas, sabendo-se que falar é falar-se.
As identidades emergem da narrativização do sujeito e das suas vivências sociais [...]. As identi-
dades constroem-se no e pelo discurso, em lugares históricos e institucionais específicos, em forma-
ções prático-discursivas específicas e por estratégias enunciativas precisas (MENDES, 2002, p. 506).
Neste sentido, destacamos o celeiro de possibilidades para a produção identitária, tendo em vis-
ta a diversidade de inter-relações que o sujeito estabelece com o mundo social, sobretudo, através da
sua atividade que se substantiva e se presentifica como atributo do eu: eu sou o que faço (JACQUES,
2001; 2002). Assinalamos, pois a relação dialética do entre o construir algo e a autoconstrução.

[...] como determinada, a identidade se configura, ao mesmo tempo, como deter-


minante, pois o indivíduo tem um papel ativo quer na construção deste contexto a partir
de sua inserção, quer na sua apropriação. Sob esta perspectiva é possível compreender a
identidade pessoal como e ao mesmo tempo identidade social, superando a falsa dicoto-
mia entre essas duas instâncias. Dito de outra forma: o indivíduo se configura ao mesmo
tempo como personagem e autor – personagem de uma história que ele mesmo constrói
e que, por sua vez, o vai constituindo como autor (JACQUES, 2001, p. 163).

Por personagem entende-se, de acordo com os estudos clássicos de GOFFMAN (1985), a identi-
dade empírica que é a forma que a identidade se representa no mundo. Tal representação implica no
desempenho do ator frente ao papel social. O personagem, ao representá-lo, representa uma iden-
tidade coletiva a ele associada, construída e mediada através das relações sociais. (JACQUES, 2001).
CIAMPA (1993), em suas contribuições significativas a esta temática, também aborda a dinâmica pro-
cessual da formação de identidade, que indica metamorfose, em referência à existência de múltiplos
personagens que se interpenetram, bem como com outros personagens no contexto das relações
sociais.
Assim, o pano de fundo contra o qual o sujeito se contrasta em seu processo contínuo de cons-
trução, é inegavelmente marcado pelas vicissitudes do trabalho, que marca um lugar sui generis nas
relações sociais. Neste sentido, fazendo a articulação necessária entre identidade e trabalho, JACQUES
(2002, p. 162) destaca: “a importância e a exaltação máximas conferidas ao trabalho na sociedade oci-
dental concedem, ao papel de trabalhador, lugar de destaque entre os papéis sociais representativos
do eu”.
Neste contexto, conforme ENRIQUEZ (1999), vivemos em uma civilização do trabalho e dos tra-

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Psicologia do Trabalho
balhadores. Até mesmo os operários, frequentemente alienados e explorados, ao longo do processo
histórico, vão justamente reivindicar o trabalho como um elemento constitutivo e fundamental da sua
personalidade e desenvolver sua consciência profissional. JACQUES (2002, p.163), assim, corrobora:

[...] a identidade de trabalhador constitui-se precocemente através da identificação


com modelos adultos e/ou através da inserção concreta no mundo do trabalho. Na vida
adulta, essa inserção aparece como sequência lógica de uma “vida adaptada e normal” e
como atributo de valor em uma sociedade pautada pelo mérito produtivo. Os diferentes
espaços de trabalho vão se constituir em oportunidades diferenciadas para a aquisição de
atributos qualificativos da identidade de trabalhador.

SAINSAULIEU (2001), ao apontar, também, o locus do trabalho como espaço privilegiado na


dinâmica identitária, enfoca a organização em termos de contribuição para a socialização secundária
dos membros de uma sociedade, visto que lhes oferecem uma experiência de relações e de interações
de poderes rica em dinâmicas sociais e em afirmações identitárias. De acordo com o mesmo, a em-
presa faz parte de uma história social que não se limita unicamente aos conflitos do trabalho. Assim,
para o autor (Ibid., p. 71):

[...] a questão da identidade é, em resumo, a da constituição social do sujeito da


ação. Sem parâmetros sociais claramente definidos, o indivíduo perde o sentimento de
sua permanência e de sua coerência, perde a identidade e cai em uma patologia pela in-
capacidade de ser ator em sociedade.

As experiências de pertencimento, de realização de uma obra pessoal e coletiva, de trajetória


evolutiva das responsabilidades, e de oposição e resistência à vontade dominadora constituem as vias
privilegiadas de afirmação identitária pelo trabalho (SAINSAULIEU, 2001). Isto posto, conforme SILVA
(1992, p. 72), “é o trabalho, portanto, que provê identidade para o homem e o habilita a sentir-se
eleito e participante da sociedade”. Neste sentido, SAINSAULIEU (2001, p. 56.), destaca a relevância
do trabalho como produtor de laço social: Quando uma sociedade deixa de oferecer lugares reconhe-
cidos pela coletividade a cada um de seus membros, perde o laço social fundador de sua coesão e não
dispõe mais de legitimidade institucional e corre então o risco de viver uma crise de integração.
Para ENRIQUEZ (1999, p. 69), “toda perda de trabalho provoca uma ferida profunda na identida-
de de diferentes pessoas, concorrendo para a desagregação de suas personalidades. [...] o trabalho é
um dos elementos constitutivos do ser humano”. Além disso, o autor (Ibid.) ressalta o desafiliamento
social, a exclusão do sujeito do tecido social, em situações de perda de trabalho, ao provocar o afrou-
xamento dos laços sociais. Assim, através do trabalho, o sujeito se insere no tecido social, sendo, por
isso, o não trabalho tão adoecedor e a inserção social, via trabalho, produtora de saúde.
No bojo da relação homem-trabalho, há, então, a produção identitária e subjetiva, sendo per-
passada pelos aspectos próprios do modo de produção capitalista. Configura-se, portanto, um com-
plexo psicossocial em que o sujeito, na relação com o fazer, constitui sua subjetividade e, portanto,
descobre-se a si mesmo. Assim, ao assumir formas de trabalho dominado, tendo em vista os atraves-
samentos agenciados pelo modo de produção, carrega em si contradições inexoráveis, como prazer e
sofrimento, saúde e doença.
Entretanto, para além das metamorfoses do mundo do trabalho e os imperativos do capital, o

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Psicologia do Trabalho
trabalho permanece, dado o seu estatuto ontológico de centralidade na constituição humana, o que
o torna genérico e universal. Neste sentido, buscamos sublinhar, contudo, o lugar do trabalho nos
processos de construção da identidade subjetiva e social, destacando a constituição da subjetividade
na produção do sujeito, ou seja, a interação subjetividade/objetividade.
Em suma, o trabalho possui papel central no processo de construção identitária, tomado como
a atividade humana fundamental na constituição do ser social (ANTUNES, 1997; 2000). O trabalho,
neste sentido, está no centro do processo de humanização do homem, sendo o momento fundante
da própria subjetividade humana. Isto posto, sendo a subjetividade a categoria articuladora de vida
e trabalho, e estando em questão a formação do psicólogo para a devida apreensão desta catego-
ria, pode-se afirmar que “a tarefa básica do psicólogo consiste, fundamentalmente, em compreender
como se dá a produção dos indivíduos em uma dada época, a partir do desvendamento das formas de
interação social e das formas de produção e reprodução da existência” (LIMA, mimeo).

Atividade. O trabalho na formação do sujeito

1. Explique a concepção apresentada do homem como ser sóciohistórico.


2. Por que H. Piéron diz que a criança ao nascer não passa de um candidato à humanidade?
3. O que caracteriza o humano? Fale um pouco de cada aspecto.
4. Explique o processo de formação da identidade humana.
5. O que é trabalho? Explique o seu papel no processo de formação do sujeito.

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291
Psicologia do Trabalho

3. O SUJEITO NO MUNDO DO TRABALHO

Texto 1. Projeto profissional: articulações entre juventude, trabalho


e futuro na contemporaneidade.

Marina Gomes Coelho de Souza/NIPIAC/UFRJ


Lucia Rabello de Castro/NIPIAC/UFRJ

Esta pesquisa surge no horizonte de um percurso acadêmico no qual se verificou aparente disso-
nância entre as teorias que versam sobre as transformações contemporâneas no mundo do trabalho
e as constatações empíricas provenientes da atuação como orientadora profissional durante a gra-
duação. A questão aqui se refere à percepção de que, embora autores como Bauman (2001), Sennet
(1999), Antunes (1995) tenham, nas últimas décadas, acentuado uma importante mudança do refe-
rencial do trabalho como central na vida dos sujeitos na modernidade tardia, à atuação com jovens
em fase de inserção profissional parece apontar o contrário.
A atuação com vestibulandos possibilitou o contato próximo com jovens vivenciando o momen-
to da escolha profissional, o que significou testemunhar a forma como esses sujeitos se posicionam e
planejam, em termos profissionais, o futuro. Foi possível constatar a maneira como os jovens viven-
ciam as problemáticas referentes aos primeiros contatos com o mundo do trabalho. Ficaram eviden-
tes preocupações com temas como o desemprego, a busca pela estabilidade financeira e qualidade
devida. Foi possível perceber que, de alguma forma, ao pensarem seu futuro, os jovens dão lugar de
centralidade ao trabalho. Este fato se torna claro na medida em que os demais perfis, como o conju-
gal, a saída da casa e a parentalidade, eram trazidos como referencias coadjuvantes no processo de
construção de um projeto de vida.
Tendo em vista as principais transformações do período atual descritas por Bauman (2001)
como a flexibilização, a fluidez, a integração, a globalização, a relativização, o imediatismo, a agilidade,
a derrubada de fronteiras e a extraterritorialidade, configurando a chamada pós-modernidade ou
modernidade tardia, é valido avaliar como os jovens se apropriam de tais mudanças sociais, políticas,
econômicas e tecnológicas na construção de um projeto profissional. Ou seja, de que forma o cenário
macro social incide sobre os jovens, moldando lógicas de ação e estratégias de inserção profissional.
Como nos aponta Sennet (1999), há um esvaziamento das ações pensadas em longo prazo, que
possibilitavam a orientação de narrativas lineares e cumulativas características da modernidade. No
que se refere especificamente ao trabalho, a rotina, a segurança do emprego e o compromisso com
as instituições ofereciam referenciais estáveis e mantinham as pessoas em lugares relativamente du-
radouros. Segundo o autor, as mudanças geradas pelo capitalismo flexível incidem sobre as relações,
sejam elas materiais ou afetivas. Nessa nova lógica, cabe perguntar se há espaço para compromisso,
lealdade ou sacrifício, seja nas instituições ou mesmo nas relações familiares, uma vez que exigem
tempo para surgir e se consolidarem.
O autor coloca em cheque a validade de se pensar narrativas em longo prazo. Na estrutura so-
cioeconômica contemporânea, prevalece a individualização, a culpabilização, e a solidão. Para o eco-

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Psicologia do Trabalho
nomista Dowbor (2001), o debate tem se centrado nos aspectos matérias relativos às mudanças no
mundo do trabalho, no entanto, aspectos psicológicos e seus impactos devem ser trazidos à discussão,
uma vez se tratando de um contexto gerador de insegurança e fragilidade social.
O trabalho tem ocupado historicamente lugar de centralidade na vida dos indivíduos, constituin-
do-se como importante fonte de interação coletiva, renda e proteção social. Entretanto, vem sendo
modificado pelas transformações próprias da modernidade tardia, contexto no qual há um declínio
da forma salarial institucionalizada, concentrada nas grandes empresas, e ascensão de formas inde-
pendentes de atuação trabalhista. Neste sentido, o trabalho entendido como organizador da vida em
sociedade passa por um processo de reconfiguração (MONTEIRO, 2011).
Neste cenário, os jovens são especialmente atingidos. Uma vez que o trabalho se configura
como importante valor social, a insegurança resultante das novas configurações econômicas exclu-
dentes incide de maneira importante sobre a subjetividade dos jovens. A juventude, entendida como
uma fase de transição entra e adolescência e a fase adulta, se caracteriza como um período de consti-
tuição da identidade e reconhecimento social, à medida que o jovem ocupa e se legitima em espaços
historicamente ocupados por adultos.
A ação de planejar, programar ou projetar ocupou lugar de centralidade na modernidade, como
forma de organizar o passado em direção ao devir. Contudo, a partir das mudanças macrossociais que
envolvem aspectos econômicos, políticos e tecnológicos, o modelo temporal linear e previsível vem
desestabilizando a organização do tempo como compreendido na modernidade.
Sendo assim, o futuro passa a se apresentar como inesperado e indeterminado. As transforma-
ções na temporalidade social acabam por flexibilizar as relações, tornando as experiências episódicas
e fragmentárias. Sendo assim, criar uma narrativa de vida em longo prazo perde sentido, o que pode
inviabilizar ou inibir a construção de um projeto.
O sentimento de impotência decorrente da impossibilidade de visualização de uma saída pos-
sível para a inserção profissional faz com que os jovens vivenciem suas trajetórias como dominada
por forças que lhes são estranhas. Neste sentido, a impotência pode levar à paralisia, resultando em
fenômenos como a extensão da qualificação, a mudança ou abandono dos cursos universitários, entre
outros. Todos estes fenômenos passam a ser analisados e compreendidos como individuais, sem que
sejam considerados os aspectos socioeconômicos que se refletem em tais escolhas singulares.
Sendo assim, uma vez sendo, historicamente, a juventude uma fase na qual as ações estão volta-
das para a formação e preparação de um futuro e, colocada em cheque à validade de tais estratégias,
resta-nos investigar quais novas táticas vem sendo produzidas.
Não há dúvidas de que nos encontramos em um momento de transição, no sentido de que anti-
gos referenciais já não fundamentam o agir dos jovens, por outro lado, novos modelos ainda se encon-
tram por construir, o que pode gerar incerteza e insegurança. Segundo Castro (2005), “se o “emprego
acabou”, se a certeza de uma trajetória de escola e trabalho não está mais assegurada, se o futuro não
nos pertence, importa, então, der-se-se conta do que o presente contém e oferece” (p.19).
Entendemos que não é possível realizar uma compreensão das estratégias utilizadas pelos jo-
vens para a inserção profissional sem que haja uma análise cuidadosa do contexto do trabalho no qual
o jovem está imerso. Cremos que por meio da pesquisa das estratégias de inserção profissional ado-
tadas, ou seja, as ações realizadas visando à própria inclusão no mundo do trabalho torna-se possível
tangenciar também os valores e significados do trabalho para os jovens.
Partimos do entendimento de que ao agir o indivíduo coloca em ação aquilo que, de alguma for-
ma, vinha sendo gestado, em forma de planejamento ou projeto de futuro profissional. Embora seja

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Psicologia do Trabalho
importante frisar que consideremos o projeto como modificado e constituído na e pela ação, não se
tratando o agir e o planejamento de instâncias separadas. Ao eleger tal projeto, diversas forças estão
envolvidas que abarcam referências familiares, de gênero, classe e faixa etária que localizam o sujeito
em determinado lugar social. Para que se evite um entendimento fragmentado do projeto profissio-
nal e das estratégias de ação para a inserção profissional, consideramos pertinente a elaboração de
uma análise que abarque estas diferentes dimensões.
A partir de meados dos anos 90 a preocupação com problemas vivenciados por jovens, sobre-
tudo relacionados à crise do trabalho, violência e saúde pública tem trazido o conceito de juventude
de volta ao escopo das pesquisas sociais. Para além do entendimento da juventude enquanto faixa
etária trata-se de um processo, em geral percebido como etapa provisória de preparação para a vida
adulta. Os parâmetros para a definição da juventude não são homogêneos, variando de acordo com
o contexto socioeconômico, bem como as relações de poder que estabelecem o que é ser jovem ou
adulto em determinada sociedade. Vale ressaltar que estudos atuais sobre juventude têm utilizado o
conceito de juventudes, uma vez que diferentes condições geram diversas formas de ser jovem rela-
cionada à idade, geração, classe social e gênero (CASTRO, 2005; SPOSITO, 2009).
Concordamos com Pais et al (2005), ao afirmar que entrar em contato com a questão da transi-
ção de jovens da escola para o mercado de trabalho é se confrontar com a multiplicidade de circuns-
tâncias que envolvem esse processo. Embora os cenários sejam diversos, a flexibilização e precariza-
ção do trabalho atinge os jovens de maneira extensa. Vale ressaltar que tal fenômeno afeta além do
mercado de trabalho, o sistema de ensino e a dinâmica familiar.
Ao falarmos em projeto profissional, tema aqui proposto, não podemos encarar a questão como
homogênea e ingenuamente considerar que se apresenta da mesma maneira para todos os jovens
brasileiros.
Fato é que o contexto social, econômico e cultural nos apresenta diversas juventudes com es-
pecificidades próprias da conjuntura na qual o jovem está inserido. Processos históricos e sociais
incidem sobre formas singulares de experimentação de “ser jovem ‟.
Neste sentido, a posição econômica deve ser considerada ao se problematizar o planejamento
de um futuro, para que se compreenda a maneira pela qual se estrutura um projeto profissional, com
determinados valores e significações individuais (KORMAN DIB, 2007). Thome et al (2010) ressaltam
as implicações das transformações da categoria social do trabalho para os jovens. Segundo os auto-
res, as ideias do empresariado como a cultura do desempenho, da excelência e da competição, alcan-
çam, sobretudo esta população. A inserção no mercado de trabalho é atravessada pela valorização da
qualidade, produtividade, criatividade, polivalência e versatilidade, e aos jovens cabe corresponder a
tais ideais, o que cria, muitas vezes, um processo gerador de tensão.
Levando em consideração que “os modos de subjetivação na lógica cultural do capitalismo tar-
dio, convocam ao prazer ilimitado, à dispersão e ao engolfamento subjetivo na intensidade do pre-
sente” (CASTRO, 2011, p.8), cabe perguntar em que moldes a ação dos jovens tem se pautado. Em
um contexto no qual a imprevisibilidade parece derrubar a ideia de preparação para o futuro, vale
questionar quais vetores têm determinado as lógicas de ação de ação dos jovens no contemporâneo.
É importante ressaltar que neste novo panorama, a ação individual é considerada primordial
para a inserção profissional, uma vez que o reconhecimento advém da capacidade pessoal de adapta-
ção rápida e flexível às mudanças no mundo do trabalho. Como nos aponta Giroto Guedes (2007), os
efeitos desta configuração do trabalho são vivenciados pelos sujeitos de forma solitária, resultando
em sentimentos de não pertencimento e insegurança.
Para Castro (2011) a formação dos jovens se dá em uma perspectiva individualizada, na qual
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Psicologia do Trabalho
cada um é responsável por si, na medida em que desenvolve seu potencial. A privatização do lugar so-
cial do jovem como local de aperfeiçoamento de capacidades individuais se deu por meio de regimes
de institucionalização, centrado na capacitação para o trabalho, processo que atinge, sobretudo os jo-
vens. Segundo a autora, o modo de subjetivação calcado no individualismo resulta na disjunção entre
o singular e o coletivo. Há uma dissociação entre conhecimento e luta, teoria e práxis, self e alterida-
de, uma vez que a formação dos jovens visa essencialmente à obtenção de competências individuais.
Sendo assim, o que buscamos sublinhar é a maneira como tem se evidenciado a individualiza-
ção das trajetórias biográficas bem como das formas de ação. Os jovens se vêem imersos em num
contexto no qual se sentem imobilizados e impotentes para modificar, restando-lhes apenas saídas
individuais que garantiriam o sucesso pessoal. Daí a ausência de alternativas coletivas de mobilização
e o surgimento de estratégias singulares como o aumento dos anos de escolarização e a ideia de que
a alta qualificação garantiria a inserção profissional desejada.
Estas novas exigências demandam profissionais cada vez mais flexíveis, disponíveis aos interes-
ses coorporativos e hiper qualificados. A extensão do período de qualificação tem gerado, sobretudo
na classe média e alta, um aumento do tempo de escolarização com efeitos sobre a subjetividade
dos jovens em fase de inserção profissional. Como já assinalamos, a qualificação se apresenta como
forma de o jovem estar em “vantagem ‟em relação aos demais. A lógica da competição das empresas
é transferida e assimilada como um valor individual. No entanto, em uma cultura na qual a mudança
adquire um valor extremamente positivo, a aceleração das tecnologias e atualizações profissionais
parece reduzir a validade das capacitações, ou diminuir sua importância (KORMAN DIB, 2007).
Frente à crise do modelo tradicional do sistema produtivo, também os sentidos atribuídos ao
trabalho pelos jovens se modificam. Além disso, as estratégias de ação para inserção profissional, ou
para concretização de um projeto devem ser ajustadas. Apesar desta nova configuração macroeco-
nômica Bonsoit e Franssen (2007) afirmam que o modelo tradicional do “emprego” ainda é bastante
presente e desejado para muitos jovens, embora se torne cada vez mais difícil de praticar. Segundo
os autores “o trabalho é, ao mesmo tempo, necessidade vital, obrigação social e dever moral, cuja
contrapartida é o status social que confere e a satisfação pessoal que proporciona” (p. 98). Sendo as-
sim, faz-se necessária uma diferenciação do projeto profissional enquanto projeto de vida, da função
instrumental do trabalho ou função de subsistência.
A partir de estudos como o de Cristiana Carneiro (2002), Viviane Girotto (2007) e Sandra Korman
Dib (2007), pesquisadoras do Nipiac, que constataram a dificuldade dos jovens em traduzir em ações
os objetivos que dizem almejar, destaca-se a ausência de recursos simbólicos que orientem os jovens
no percurso à realização de seus objetivos.
Segundo Castro (2011), a subjetividade liberal enraizou a crença na autonomia individual e na
liberdade pessoal. Tal processo, concretizado na privatização da experiência, abre uma fenda que
distancia o “eu ‟e o “nós ‟, solapando dos indivíduos a possibilidade de se ampararem em referências
coletivas para a tessitura de suas trajetórias.
Outro fator preponderante se refere ao fato de que o jovem, até a chegada à universidade, per-
corre um caminho relativamente linear, com etapas da vida escolar bem definidas, nas quais o alunos
podia reconhecer o passo seguinte. No entanto, ao final da graduação o jovem se depara com o impre-
visível. A proposta aqui assinalada parte do principio de que, uma vez que a sociedade é constituída
e modificada pela interação dos indivíduos, sua compreensão não pode prescindir da perspectiva dos
próprios sujeitos sobre suas ações. Uma vez que o planejamento da inserção profissional implica uma
construção discursiva de si, que se constitui na interlocução com os outros, na experimentação e na
vivência, consideramos que ao explorar a narrativa dos sujeitos sobre tal inserção seremos capazes de
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Psicologia do Trabalho
nos aproximar da significação de tal prática.
Visando tal objetivo, foram realizadas entrevistas individuais, mirando compreender de forma
aprofundada o modo como os jovens constroem um projeto profissional, garantindo amplitude e con-
sistência à pesquisa ao enfatizar aspectos relacionados à vida escolar e experiências profissionais. Tais
entrevistas buscaram evidenciar análises e reflexões sobre as estratégias que os jovens têm colocado
em ação para atingir o que planejaram para suas vidas profissionais.
Até o momento, foram realizadas nove entrevistas, com cinco mulheres e quatro homens, com
idades entre 20 e 29 anos, todos universitários, buscando sua primeira experiência ou a efetivação
profissional. As entrevistas ainda estão em período de análise inicial, no entanto, é possível salientar
que tal instrumento evidenciou a grande diversidade de experiências relacionadas à vivência da in-
serção profissional, ainda que aproximações possam ser realizadas, não devemos incorrer no erro da
generalização. Embora de maneira incipiente, alguns apontamentos podem ser destacados.
O trabalho pode ser vivenciado subjetivamente de diversas formas, ocupando dentro da dinâmi-
ca de cada personalidade, um lugar de maior ou menor importância na sua constituição. Sendo assim,
os indivíduos se colocam ativamente no processo de trabalho, interpretando e reagindo conforme as
situações que lhe são apresentadas e o contexto no qual estão inseridos.
As análises corroboram o destacado por Korman Dib e Dias (2004), que salientam como impor-
tante fator que dificulta à efetiva ação de jovens no que tange a inserção profissional a dissociação
entre o que é aprendido no sistema de ensino e o que é experienciado em suas vivências pessoais. De
acordo com as autoras, a fragmentação do conhecimento impede que os jovens possam relacionar e
reconhecer que os conflitos e transformações do mundo contemporâneo têm influência sobre suas
vidas.
Além disso, assim como na pesquisa realizada por Vultur (2005), para a maior parte dos jovens,
“estar inserido” consiste em ter um emprego estável, que possa ser mantido por pelo menos dois
anos. Não se limita a conseguir qualquer emprego, pois surge à necessidade de obter satisfação pes-
soal, algo que faça sentido para o jovem. Além disso, comporta a dimensão do reconhecimento social.
Nas palavras do autor “a inserção é, pois, percebida como um processo de socialização, de construção
e afirmação de uma identidade social” (VULTUR, 2005, p.217).
Além dos impactos, já citados, consequência das transformações da modernidade tardia, para
os padrões de trabalho e juventude, destacou também as mudanças no modo de se conceber a rela-
ção com o tempo no contemporâneo. Entendemos que a forma como o tempo e experienciado pelos
indivíduos têm implicações no planejamento de um futuro.
É importante ressaltar que compreendemos a relação do homem com o futuro como um as-
pecto crucial da existência humana e não como simples meta ou objetivo a cumprir. Neste sentido, a
noção de futuro ganha destaque ao se pensar.
As estratégias de inserção profissional.
Dentro deste cenário contemporâneo, destacamos a etapa de inserção profissional para a com-
preensão da relação do jovem com o futuro e estratégias de ação por eles adotadas.
Compreendemos que a dimensão do futuro é essencial para que se apreenda o significado do
trabalho para os indivíduos, bem como para a construção de um projeto profissional.
A ideia de acontecimentos encadeados que organizam a trajetória de vid.
A de um indivíduo sustenta a noção de transição, na qual se passa de uma condição à outra. Da
dependência infantil à independência adulta. No que se refere aos jovens aqui pesquisados, alguns
marcos definem etapas, como a conclusão dos estudos, a saída de casa, o início de atividades de tra-
balho remuneradas e a constituição de uma nova família, características do mundo adulto (KORMAN
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Psicologia do Trabalho
DIB e CASTRO, 2010).
O que se pretende é deixar claro que o processo iniciado pela forte individualização das trajetó-
rias vem modificando a forma como se planeja as trajetórias de vida. Não se pretende aqui ressaltar
aspectos apenas relacionados às perdas decorrentes do declínio do modelo do tempo linear e previ-
sível da modernidade, mas nos interessa conhecer as estratégias que vêm sendo colocadas em ação
para lidar com o novo panorama.
Podemos destacar a dificuldade dos jovens em se posicionar quando questionados a respeito
de seu futuro a longo e médio prazo. Entre projetos e idealizações, o que consideramos elementar é
o fato de que os jovens já não podem ter certeza de qual será o ponto de chegada de suas trajetórias
ao se inserirem no mundo do trabalho. Ainda assim, estratégias são construídas, colocadas em ação
e reformuladas.

Texto 2. Refletindo sobre desemprego e agravos à saúde mental

Letícia Ribeiro Souto Pinheiro e Janine Kieling Monteiro

O mundo do trabalho e o “mundo sem trabalho”


O desemprego é na contemporaneidade um dos assuntos mais preocupantes, visto que se evi-
dencia como um fenômeno mundial. Apesar de relevante, a relação entre desemprego e saúde men-
tal tem sido ainda insuficientemente estudada. Diante disso, o artigo propõe-se a contribuir na dis-
cussão dessa temática ressaltando um olhar profundo ao trabalhador que se encontra em situação de
desemprego. Para tanto, iniciaremos focando as transformações ocorridas no mundo do trabalho e
suas repercussões na problemática do desemprego e saúde.
À luz dos estudos engendrados no campo da psicologia do trabalho existem tradicionais re-
ferências (Chanlat 1993; Codo 2000; Dejours 1999) nas quais expressam ênfase maior as questões
do trabalho, sofrimento psíquico e a figura do trabalhador. Aos conteúdos atrelados às questões da
subjetividade, da saúde mental, da identidade e do trabalho, os estudos demonstram questões espe-
cíficas do sujeito trabalhador com sua subjetividade nos processos de trabalho (Fonseca, 2000; Nardi,
1999; Tittoni, 1994). No entanto, para o fenômeno do desemprego não existem variadas referências
que se proponham a estudar especificamente – até mesmo de forma longitudinal – a problemática.
Destarte, no estudo do desemprego mostra-se fundamental um olhar atento para o trabalho, pois em
inúmeras vezes é no contexto de trabalho que começam a emergir agravos à saúde devidos ao medo
do desemprego.
Cabe destacar, com muita relevância, a importância e a centralidade do trabalho na vida dos
sujeitos e como elas repercutem no fenômeno do desem
prego, a partir de Lima e Borges (2002): Ao contrário de certos modismos teóricos contemporâ-
neos, defendemos a centralidade do trabalho para o homem, mesmo nas suas formas mais entranha-
das. Em outras palavras, não vemos como pensar o homem desconsiderando essa categoria e muito
menos como pensar as consequências do desemprego desconsiderando o fato de que o trabalho foi
e permanece central para o ser humano. Assim, as reações do desempregado à sua condição não são
fruto apenas das perdas materiais que sofreu, mas, sim, da impossibilidade de expressar-se, desenvol-
ver-se e deixar sua marca no mundo (p. 338).

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Psicologia do Trabalho
O trabalho constituiu-se para o homem como um verdadeiro sentido de vida, sendo que, em
muitas situações, ele passa a maior parte de seu tempo trabalhando, mais do que vivenciando situa-
ções fora do espaço de trabalho. “É pertinente enfatizar aqui a definição de Borges e Tamayo (2001,
p. 13):” O trabalho é rico de sentido individual e social. “É o meio de produção da vida de cada um,
criando sentidos existenciais ou contribuindo na estruturação da personalidade e da identidade”. Vas-
concelos e Oliveira (2004) referem que uma grande parte dos trabalhadores tem no trabalho o único
elo social fora do convívio familiar. Nessa perspectiva, mostrasse essencial refletir sobre a situação
do trabalhador que se encontra fora do meio de trabalho, o que pode trazer consequências para sua
saúde mental, uma vez que o trabalho representa algo tão significativo na vida dos seres humanos e
no reconhecimento social.
Vasconcelos e Oliveira (2004) enfatizam ainda que o trabalho, ao produzir no homem um sentido
de inclusão social, revela quanto à sociedade dá importância àquele que está produzindo, destacando
aquele indivíduo que tem vínculo empregatício, salário fixo e estabilidade, por mais que haja uma
forte tendência para a economia e para o trabalho informal. Porém, o fato de não estar trabalhando,
leva o homem a enfrentar um processo de desvalorização social.
O trabalho passa, dessa forma, a ser uma maneira de estar incluído e locado na sociedade. Wi-
ckert (1999) ressalta essa questão: Sim, o trabalho passa a ser a via de acesso para o lugar social, pois
o sujeito só tem o reconhecimento de sua existência, caso produza. Entretanto, quando já não é mais
produtivo a sua locação deixa de existir, pois não tem mais como pagar o aluguel social (p. 68). Grisi
(2000) destaca que, além da importância social, o trabalho é representado na vida do sujeito como
fonte de subjetivação.
No mesmo âmbito, Tittoni (1994) enfatiza o trabalho como objeto de desejos e de aspirações
dos homens, inscrevendo o ser humano nas relações com seus semelhantes e o seu autoconceito.
Desse modo, vista a amplitude do trabalho, constata-se que, de acordo com Sant’Anna (2001),
o reconhecimento também se encontra nessa temática. No entanto, a desenfreada busca por renta-
bilidade faz com que as pessoas fiquem cada vez mais carentes de reconhecimento e afeto. O mundo
atual é miserável de afeto pelo outro, mas, como destacam Guattari e Rolink (1986), o ambiente de
trabalho pode ser uma fonte de reconhecimento e troca de afeto.
Na contemporaneidade, Werner (2002) aponta como o maior inimigo na nova organização do
trabalho o colega que está ao lado, pois com a competição provocada por movimentos individualistas,
o colega de trabalho passa a ser uma ameaça ao seu emprego. O trabalhador passa a ver-se sozinho,
isolado e desamparado, achando como solução a sujeição às exigências da empresa. A falta de relacio-
namentos sinceros e honestos é o resultado do estudo de Sherafat (2002), afirmando que essa pouca
ou nenhuma confiança no outro faz com que o medo impere, gerando insegurança aos funcionários.
Entretanto, Lima (2003) destaca que não existe um consenso ainda claro, frente o nexo causal,
entre a exposição às novas formas organizacionais e o desenvolvimento de transtornos mentais. De-
nota-se a necessidade de estudar de forma abrangente a problemática, incluindo as dimensões obje-
tivas e subjetivas, coletivas e singulares das doenças mentais.
As mudanças tecnológicas, de acordo com Antunes (1995), trouxeram à tona um novo significa-
do social do trabalho, deixando os trabalhadores desprevenidos quanto à sua estabilidade e seguran-
ça. Destacando, ainda, que o trabalho autônomo e o auto empreendimento são, atualmente, formas
de sobrevivência e não de escolha.
Essas profundas modificações remetem os trabalhadores à forte pressão psíquica da contínua
ameaça de ficar desempregado e à sobrecarga física e psíquica devida às exigências de produtividade
e à competição nos mercados (Leon & Iguti, 2003). Essas submissões representam o medo imperativo:
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o desemprego, a falta de trabalho no amanhã. Frente a esse temor, Seligmann-Silva (1994a) ressalta
que o processo de adoecimento e os reflexos psicossociais do desemprego começam quando o tra-
balhador percebe o risco de ficar desempregado. Silenciar a própria dor e restringir a comunicação
é efeitos do medo de perder o emprego, tornando esse indivíduo seu próprio refém e da empresa
(Barreto, 2000).
A demissão, pensada pelos funcionários como punição por não corresponder às exigências e
pressões, de acordo com Merlo et al. (2003), também caracteriza o sofrimento no trabalho. O medo,
para Dejours (1992), encontra-se presente nas mais diversas e diferentes ocupações profissionais,
sendo que pode tomar uma dimensão importante. Esse receio faz com que as relações mudem, pas-
sando a exercer de forma ímpar o individualismo, aumentando a competição e a fragilização dos laços
emocionais.
As incertezas geradas pela desenfreada globalização e quanto ao futuro profissional (Castel,
1998) podem fazer com que o indivíduo desempregado torne-se alvo de discriminações e exclusões.
O distanciamento do meio social torna-se inerente, uma vez que ocorrem rupturas dos laços de socia-
bilidade que foram constituídos no mundo do trabalho.
Frente a essa perspectiva de sociabilidade, Jacques (2003) destaca a importância do trabalho
enquanto ser social, pois entende a identidade de trabalhador como representativida