Você está na página 1de 1

Questão 01

a) João incorreu no crime de estupro de vulnerável, descrito no art. 217 – A do Código Penal. Neste caso, embora tenha havido o consentimento da menor, o entendimento jurisprudencial sumulado no Enunciado da Súmula 593 do STJ , descreve que é irrelevante o eventual consentimento da vítima considerando a sua vulnerabilidade.

b) O pai de Clara não precisa apresentar a queixa-crime contra o João, tendo em vista que a ação é pública incondicionada conforme descreve o art. 225, caput do Código Penal, basta apenas a comunicação à autoridade competente.

Questão 02

Nesta hipótese tendo em vista a parcialidade do Magistrado este se torna impedido de julgar tal demanda, uma vez que já atuou como membro de acusação nos respectivos autos, sendo assim com fulcro no art. 252, II do Código de Processo Penal. Deste modo, o advogado do réu deverá arguir exceção por impedimento conforme art. 95, I do CPP e a anulação do processo “ab initio” com fulcro no art. 564, I do CPP.

Questão 03

a) Em consoante posição do STF, o Delegado de Polícia não pode indeferir pedido de vista dos autos do inquérito, formulado por advogado constituído pelo indiciado, ao simples argumento de que a divulgação dos depoimentos das testemunhas coloca suas vidas em risco, assim haveria descumprimento do art. 7º da Lei nº 8.906 de 1994.

b) O defensor deverá impetrar um Habeas Corpus preventivo, pelo descumprimento do art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal que, "conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder".

Questão 04

Deverá ser pedido o benefício de suspensão condicional do processo, com fulcro no art. 89 da lei 9099/95, se for o caso da renúncia do Ministério Público, o Juiz em consoante com a Súmula 696 do STF, remeterá a questão ao Procurador Geral.