Você está na página 1de 11

1.

Introdução:

O que denominamos seqüência lógica constitui a representação das


informações, sob forma de esquemas e figuras, referentes a um momento
preciso do processo de torneamento de uma peça. Assim, nesse esquema,
cada etapa de trabalho leva esse nome - seqüência lógica- por entendermos
que essa ordem é a mais adequada e gera um trabalho produtivo. Logo, cada
seqüência lógica é a descrição de uma etapa do processo de usinagem e seu
ordenamento obedece a uma “lógica”. Nesse sentido, você vai perceber que,
ao lado do termo seqüência lógica, vem um número, que indica a ordenação no
encadeamento das seqüências, e, logo depois, um texto explicando a ação que
será realizada naquela seqüência que está sendo apresentada.

Em seguida, há um outro campo, denominado Representação esquemática


da seqüência, onde teremos a representação do status da peça naquele
momento de trabalho descrito na seqüência lógica. Em Ferramentas e
instrumentos, elencamos os equipamentos que você vai utilizar naquele
momento. Em algumas etapas, também estará ai relacionados alguns
acessórios do torno. No campo Parâmetros de corte, nós indicamos a
velocidade de corte, a rotação por minuto e o avanço necessários ao trabalho
com a peça Quando não houver essa indicação, haverá um (-). Tais valores
aparecerão somente quando houver trabalho de torneamento em si, sendo que
o parâmetro de avenço á característico de torneamento em automático.

O Tempo de execução estimado funciona para indicar o tempo que se tem


como base para o desenvolvimento da ação indicada na etapa descrita. Ele
será importante para se calcular o tempo de fabricação e para avaliação do
tempo de trabalho.

Finalmente, no campo Pontos Críticos (chave), nós descrevemos alguns


procedimentos considerados importantes para aquela etapa em foco. Não se
trata de um passo a passo, mas de uma indicação do que você deve observar
com atenção e, na maioria das vezes, vem acompanhada de figuras
esquemáticas. Agora, já tendo interpretado os desenhos e se familiarizado com
os itens da seqüência lógica dê inicio â parte prática.

2. Objetivo:

O principal objetivo desse relatório é demonstrar as operações possíveis no


processo de usinagem por um torno mecânico, mostrar os equipamentos e
componentes que tornam essas operações possíveis. Operações como o:
Manuseio; Movimentos de corte e avanço; Condição de corte; Formação de
cavaco; esforços de corte e o desgaste da ferramenta.
3. Materiais:

 Torno Horizontal (ATLASMAQ TM-360)


 Placa Universal de 3 castanhas
 Placa de 4 castanhas independentes
 Placa lisa
 Luneta móvel
 Contra ponta
 Suporte de ferramenta
 Ferramenta de facear
 Ferramenta de tornear cilindro
 Bedame (para sangrar)
 Ferramenta de rosquear
 Broca de centro
 Escantilhão
 Escala
 Paquímetro
 Óculos de segurança

4. Metodologia

 Sequência Lógica 3:
Utiliza-se: Paquímetro; Chave de aperto da placa Universal.
Parâmetros de Corte: -
Tempo de Execução: 15 minutos

a) Com auxílio da chave de aperto abra as castanhas até uma medida um


pouco maior que o diâmetro da peça a se usinar.
b) Deixar para fora da placa o mínimo da peça possível, somente o
suficiente para realizar a sequência de faceamento, sem choque com a
ferramenta e seu suporte. Assim o ideal é que a parte para fora da placa
seja, no máximo, a medida do diâmetro do material
c) O material deve estar centrado. Caso não esteja centrado, mude de
posição, girando sobre si, até ficar centrado e bem apoiado na pega das
três castanhas da placa
d) Aperte firmemente com as duas mãos e retire chave da placa.
e) Observação: Sempre lembrar de retirar a chave da placa para evitar
acidentes.
 Sequência Lógica 4:
Utiliza-se: Paquímetro; Suporte para ferramenta; Ferramenta de facear
à direita; Chave de aperto do suporte da ferramenta; Contraponta;
Bucha cônica de redução.
Parâmetros de Corte: Velocidade de Corte (25m/min); 210 RPM;
Avanço (0,10 mm/min)
Tempo de Execução: 10 minutos

a) Prenda a contra-ponta no cabeçote móvel, com auxílio da bucha de


redução.
b) Prenda a ferramenta de facear à direita no suporte, deixando para fora o
mínimo possível.
c) Prenda o suporte no porta-ferramenta do torno, considerando uma
posição de maior apoio possível.
d) Alinhe a ponta da ferramenta na altura do eixo do torno, fazendo
coincidir a ponta da ferramenta com a ponta do contraponto.
e) Posicione a aresta de corte da ferramenta, formando o menor ângulo
possível com a face do material e prenda o porta ferramenta
f) Certifique-se de que a chave da placa não esteja na placa, a ferramenta
e seu suporte estejam bem presos, as alavancas do automático do torno
estejam em posição neutra.
g) Ligue a máquina na RPM calculada ou mais próxima abaixo da
calculada permitida pelo torno.
h) Aproxime a ferramenta da face ate tocar e fixe o carro longitudinal.
i) Afaste a ferramenta para fora da peça, de profundidade coma ajuda do
anel graduado do carro porta ferramenta e avance manualmente até o
centro do material. Não ultrapasse o centro do material, pois certamente
danificará o material. Dê profundidade e faceie até a regularização
completa da face da peça. Agora que você já tem a sensibilidade da
ação de corte em faceamento, de um ultimo passo ultilizando o
movimento automático transversal.

 Sequência Lógica 5:
Ultiliza-se: Paquímetro; Mandril porta-brocas; Broca de centrar; Chave
de aperto do mandril porta-broca; Chave de aperto do cabeçote móvel.
Parâmetros de Corte: Velocidade de Corte (25m/min); 995 RPM;
Avanço (0 mm/min)
Tempo de Execução: 10 minutos

a) Prenda o mandril porta-brocas no magote do cabeçote móvel, com


auxilio da bucha de redução.
b) Prenda a broca de centrar no mandril com auxilio da chave de aperto do
mandril.
c) Aproxime a broca da face da peça a ser furada, por meio do
deslocamento do cabeçote móvel e fixe-o quando a broca estiver
aproximadamente à 10mm da face.
d) Ligue a maquina na RPM calculada ou a mais próxima abaixo da
calculada que o torno permite
e) Atraves o volante do cabeçote móvel, aproxima a broca e efetue o furo
de centro.
f) Afaste a broca para fora da peça permitindo a limpeza dos cavacos.
g) Desligue o torno e quando eixo para totalmente, efetue a medição.
h) Através da repetição dos últimos 4 passos, efetue a furação obtendo a
medida desejada.

 Sequência lógica 6:
Utiliza-se: Paquímetro; Suporte para ferramenta; Ferramenta de
desbastar à direita; Chave de aperto do suporte de ferramenta; Contra
ponta; Bucha cônica de redução; Graminho
Parâmetros de Corte: Velocidade de Corte (25m/min); 248 RPM;
Avanço (0,10 mm/min)
Tempo de Execução: 15 minutos.

a) Prenda a contraponta no cabeçote móvel, com auxílio da bucha de


redução.
b) Prenda a peça. Nesse caso, você irá trazer a peça mais para fora,
deixando-a aproximadamente à 100mm para fora da placa.
c) Aproxime a contraponta, através do cabeçote móvel, fixe-o no
barramento.
d) Atraves do volante do cabeçote móvel, aproxime a contraponta do furo
de centro e ajuste-o.
e) Verifique a centracidade do material (o mais próximo possível da placa)
com o auxilio do graminho
f) Prenda a ferramenta de desbastar à direita no suporte, deixando para
fora o mínimo possível.
g) Prenda o suporte no porta-ferramenta na altura do eixo do torno,
fazendo coincidir a ponta da ferramenta com a ponta da contraponta.
h) Ligue a maquina na RPM correta.
i) Torneie na medida exigida.

 Sequência lógica 7:
Utiliza-se: Paquimetro; Madril porta-brocas; Broca de centrar; Chave de
aperto do mandril porta-broca; Chave aperto do Cabeçote móvel;
Suporte para ferramenta; Ferramenta de facear à direita; Chave de
aperto do suporte e ferramenta; Contraponta; Bucha cônica de redução.
Parâmetros de Corte: Velocidade de Corte (25m/min); 995/248 RPM;
Avanço (0,10 mm/min)
Tempo de Execução: 15 minutos.

a) Prenda a peça na placa universal pela parte torneada, deixando para


fora a parte ainda não torneada
b) Prenda a contraponta no cabeçote móvel, com auxilio da bucha de
redução.
c) Prenda, alinhe e posicione a ferramenta de facear à direita.
d) Certifique-se de que a chave da placa não esteja na placa, a ferramenta
e seu suporte estejam bem presos, as alavancas do automático do torno
estejam em posição neutra.
e) Ligue a maquina na RPM calculada ou a mais próxima abaixo da
calculada permitida pelo torno.
f) Aproxime a ferramenta de face ate toca-la e fixe o carro longitudinal.
g) Afaste a ferramenta para fora da peça, dê profundidade com a ajuda do
anel graduado do carro porta-ferramenta e avance manualmente até ao
centro do material
h) Faceie até obter a medida exigida.

 Sequência lógica 8
Utiliza-se: Paquímetro; Micrômetro externo com capacidade de 25mm a
50mm; Suporte para ferramenta; ferramenta de desbastar à direita;
Ferramenta de alisar; Chave de aperto do suporte de ferramenta;
Contraponta; Bucha cônica de redução; Placa arrastadora; Arrastador.
Parâmetros de Corte: Velocidade de Corte (25m/min); 265 RPM;
Avanço (0,10 mm/min)
Tempo de Execução:30 minutos.

a) Monte a placa arrastadora do torno.


b) Verifique a centragem e alinhamento das pontas, corrigindo se
necessário.
c) Prenda o cabeçote móvel no barramento, de tal forma que a distância
entre pontas seja o comprimento da peça.
d) Monte o arrastador na peça sem fixa-lo. Coloque a pela entre as pontas e
fixe o mangote, posicione e fixe o arrastador.
e) Prenda a ferramenta de desbastar a direita no suporte deixando para fora
o mínimo possível.
f) Prenda o suporte no porta-ferramenta do torno, considerando uma
posição de maior apoio possível.
g) Alinhe a ponta da ferramenta na altura do eixo do torno, fazendo coincidir
a ponta da ferramenta com a ponta da contraponta.
h) Ligue a máquina na RMP correta.
i) Torneie na medida requerida.

5. Conclusão:

Percebe-se que é de grande valia o estudo em usinagem e seus processos,


como o torneamento, por exemplo. Que é um equipamento extremamente
versátil, por onde se podem fazer diversos tipos de operações. Hoje em dia
existem novas tecnologias, onde no lugar no torno mecânico (horizontal) é
muito utilizado o torno CNC (Comando Numérico Computadorizado). E a
tendência é que cada vez mais as tecnologias se renovem com o intuito de
melhorar e facilitar mais ainda os meios de produção hoje existentes na
área industrial.

6. Figuras:

Figura 1: Cabeçote Móvel


Figura 2: Ferramentas, desde a mais antiga até a mais atual.
Figura 3: Torno Horizontal ATLASMAQ TM-360
Figura 4: Demonstração da Placa Universal
Figura 5: Aproximação do Contraponto e ferramenta para checar alinhagem e
cocentricidade.
Figura 6: Esquema de um torno mecânico horizontal com seus respectivos
elementos nomeados.

7. Bibliografia:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. Representação


simplificada de juro de centro em desenho técnico: 12288. Rio de Janeiro,
1991.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. Ferramentas de
corte para usinagem: TB-388, Rio de Janeiro,1990.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. Processos
mecânicos de usinagem: 6371. Rio de Janeiro. 1970.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. Tornos paralelos —
Ensaio para aceitação: 9436. Rio de Janeiro, 1986.
SENAI-(RS). Informações Técnicas Mecânica, 10ª Edição revisada e ampliada.
Porto Alegre: CFP SENAI Artes Gráficas "Henrique d'Avila Bertuso",
1996.260p.
CHIAVERINI, Vicente. Processos de fabricação e tratamento (Curso de
Tecnologia Mecânica). 2a. edição. São Paulo: Editora McGraw-Hill, 1986.

Interesses relacionados