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Índice

1. Introdução..........................................................................................................................................2

2. Os Problemas da Psicologia na Idade Média e na Época de Renascimento.........................................3


2.1. Pequena Historial da Psicologia na Idade Média e no Renascimento..........................................3
3. Psicologia da Idade Media e no Império Romano...............................................................................4
3.1. Santo Agostinho (354-430)..........................................................................................................5
3.2. São Tomas de Aquino (1225-1274)..............................................................................................5
4. Psicologia na Época do Renascimento (Período pré-científico)...........................................................6
4.1. Como a Ciência colaborou para o desenvolvimento da Psicologia..............................................6
5. Conclusão............................................................................................................................................8
6. Referências bibliográficas...................................................................................................................9
1. Introdução
No trabalho presente a ser abordado, teremos como tema principal Os Problemas da Psicologia
na Idade Media e na Época do Renascimento.

Como bem sabemos, qualquer ciência parte da Filosofia, onde na sua maior das vezes os seus
estudos eram somente especulativos. A Psicologia não é excepção, pois para se posicionar no
estatuto que possui actualmente, teve que passar por varias metamorfoses. Psicologia como as
outras ciências, teve possuir um status de ciência autónoma, pois com as regras do positivismo,
que caracterizavam a ciência a partir do seu objecto de estudo, os métodos de estudo, e as leis
dos mesmos.

A Ciência Psicologia como chamamos actualmente, passou por essas fazes em que geraram
mudanças, ma antiguidade a Psicologia era somente uma das especificações da Filosofia, possuía
um objecto, mas sem método de estudo, eram somente especulações.

Os problemas, pelos quais a Psicologia teve de superar foram vários. Desde o seu objecto de
estudo, os seus métodos, as leis e as suas experiencias. Como bem sabemos, na Idade Media
existiu uma interrupção, quanto a evolução científica. Era um momento em que todas as ciências
estavam submetidas ao estudo das crenças da Igreja Católica, pois ninguém devia seguir outras
áreas de conhecimento para alem do cristianismo, se assim o podemos dizer.

Eram problemas que não somente envolveram ciências, mas também varias pessoas. Portanto, é
possível afirmar que a Psicologia tornou-se ciência pelas ideias que foram surgindo e das que
ainda vão surgindo, daí que, podemos afirmar que existe uma dinamicidade nas ciências.
2. Os Problemas da Psicologia na Idade Média e na Época de Renascimento
O comportamento e a mente humana sempre despertaram interesse e fascínio, especialmente dos
filósofos (Paludo). O termo Psicologia surge apenas no século XVI, sugerido por Rudolfo
Goclénio.

Antes porém, o termo Psicologia tem sua origem etimológica assentada na noção de alma; deriva
do latim psiché (alma) + logos (razão). Daí, sendo possível afirmar que a ciência Psicologia
passou por várias fases fazendo com que obteve-se o status de ciência autónoma que
conhecemos hoje.

Psicologia como toda e qualquer outra ciência tem suas raízes na Filosofia. Para alcançar o status
de ciência precisou romper com suas raízes e passar a utilizar métodos bem sucedidos nas
ciências físicas e biológicas.

2.1. Pequena Historial da Psicologia na Idade Média e no Renascimento


Para alguns autores, a Psicologia deste período é extremamente ligada as questões religiosas,
pois este período foi marcado pelo domínio da Igreja Católica e o que não estivesse de acordo
com os ensinamentos desta instituição era condenado como heresia.

A Época do Renascimento ou Renascença é o nome dado ao movimento de reforma artística,


literária e científica que teve origem no século XIV na Itália e se espalhou para o resto da
Europa, estando em vigor até o século XVI. Também significa o acto de renascer e pode ser
sinónimo de reformulação.

De acordo com alguns autores, o Renascimento foi um movimento de ruptura, que surgiu em
oposição à “escuridão cultural e intelectual” verificada na Idade Média. Enquanto alguns autores
defendiam que o Renascimento foi um movimento de separação de muitas filosofias da época
medieval, outros indicam que foi um movimento de continuidade e que por isso está
inevitavelmente relacionado com a Idade Média.

A Idade Media, d.C. é o momento em que tudo parou, as ciências deixam de ser abordadas, o que
faz chegar a denominação da “Era das Trevas”, pois aqui deixa de existir dinamismo nas
ciências, mas existe uma Luz no fundo.

Dois filósofos se destacam:


 Santo Agostinho (354-430)

Pregava que alma além de ser a morada da razão é também uma manifestação divina, pois é
imortal.

 São Tomás de Aquino

A busca da perfeição pelo homem é a busca de Deus, pois somente Deus é capaz de reunir a
essência e a existência em termos de igualdade.

3. Psicologia da Idade Media e no Império Romano


A discussão de algumas raízes do período antropocêntrico. Existiu o final da Idade Antiga e a
marcação da ascensão do cristianismo. Uma nova ordem começava a ser estabelecida em todo o
Ocidente. A filosofia cristã, tendo Jesus Cristo como modelo e a Sagrada Escritura como
paradigma de todas as verdades, espalhava-se e dominava, pouco a pouco, todos os impérios da
época.

De acordo com FREIRE, Deus passou a ocupar o centro de toda a vida; e este processo se dá
lentamente originando dois momentos importantes:

 O da patrística (séc. IV-V) – é a filosofia dos primeiros padres da Igreja, sua preocupação
central era a luta contra o paganismo, as heresias e a defesa dos dogmas cristãos, aqui
estava Santo Agostinho fazendo estudo do tempo. E o da escolástica (a partir do séc. IX)
– que buscava mais o aspecto educacional de um povo que já era cristão.

“Falar de Psicologia nesse período é relacioná-la ao conhecimento religioso como


uma das principais características do aparecimento e desenvolvimento do
cristianismo - uma força religiosa que passa a força política dominante. Mesmo
com as invasões bárbaras, por volta de 400 d.C., que levam à desorganização
económica e ao esfacelamento dos territórios, o cristianismo sobrevive e até se
fortalece, tornando-se a religião principal da Idade Média, período que então se
inicia.” (BOCK, et al. 1999 p. 34)
A Psicologia nessa Idade assim como as outras ciências tiveram uma pausa, visto que a
importância máxima era o estudo do cristianismo. Filósofos com Santo Agostinho (354-430) e
São Tomás de Aquino (1225-1274) foram os que mais se desempenharam nos estudos da
Psicologia.

3.1. Santo Agostinho (354-430)


Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia uma cisão entre alma e corpo. Entretanto,
para ele, a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no
homem. A alma era imortal por ser o elemento que liga o homem a Deus. E, sendo a alma
também a sede do pensamento, a Igreja passa a se preocupar também com sua compreensão.

Santo Agostinho, rejeitava a posição de Platão, bem como a de Aristóteles, pois


tinham posições comuns com relação a criação. Imaginavam a existência de uma
matéria primitiva, “incriada”. Nessa perspectiva, Deus, seria um modelador e não
um criador. Contra isso, Santo Agostinho afirma que o mundo foi criado do nada e
não de uma matéria. Deus criou toda a substancia e não somente a ordem. (Freire)

3.2. São Tomas de Aquino (1225-1274)


São Tomás de Aquino viveu num período que prenunciava a ruptura da Igreja Católica, o
aparecimento do protestantismo. Foi a figura da escolástica, seguidor de Aristóteles, tenta unir os
conceitos aristotélicos à religião, procurando adaptá-los ao dogma cristão, buscando submeter ou
concordar o saber com a fé cristã e com a Sagrada Escritura. Afirma que não pode haver
verdades contraditórias provenientes da experiencia dos sentidos, porta de todo o conhecimento,
as verdades da fé, pois provem da mesma fonte: Deus.

BOCK, et al. (1999) afirma que São Tomás de Aquino busca a Aristóteles.
Distingue a essência e a existência. Como filosofo grego, ele considerava que o
homem, na sua essência, busca a perfeição através da sua existência, mas ele
contradiz Aristóteles, afirmando que somente Deus seria capaz de reunir a
essência da existência (p.35).
4. Psicologia na Época do Renascimento (Período pré-científico)
Pouco mais de 200 anos após a morte de São Tomás de Aquino, período de um processo de
valorizado do Homem. No despontar da Idade Moderna (séc. XV), inicia-se uma reacção à
tendência dogmática do pensamento que predominou em toda a Idade Média.

O teocentrismo deixa de prevalecer e é revivido o antropocentrismo dos tempos antigos, mas não
implica que o cristianismo tenha sido extinto, muito pelo contrário, ele perdura até aos dias de
hoje (FREIRE).

O inicio dessa época foi marcado pelo Renascimento, culminando em mudanças gerais, em todas
áreas. No campo das ciências, por exemplo, a Biologia evoluiu com a dissecação de cadáveres.
Essas mudanças não se fizeram de uma só vez, foi uma sequência lenta e progressiva.

A Psicologia, na época, era essencialmente filosófica. No entanto, muitas tendências que


haveriam de levá-la à conquista do status de ciência começavam a ser delineadas e identificadas.
As tendências psicológicas até agora analisadas, e outras características acrescentadas no período
reuniram-se em dois grandes grupos: a científica e a filosófica, que mais tarde viriam a se tornar
num tronco, formando a “psicologia científica”.

4.1. Como a Ciência colaborou para o desenvolvimento da Psicologia


A ciência chegou à Idade Moderna num estágio primitivo de desenvolvimento. Até essa época
seu estatutos se limitam a obter mais respostas epistemológicas e metafísicas, consoante as
respostas provenientes da experimentação e quantificação que pudessem desvendar o “porquê” e
o “como” das ciências. O atraso deveu-se ao facto de todo o conhecimento ser tutelado pela
Igreja e devia estar de acordo com a Revelação Divina contida na Sagrada Escritura, na Idade
Média. Um outro factor, foi a inexistência do método científico.

Segundo Freire, “o Renascimento veio, assim, despertar a consciência para a


formação científica.” Entre as mais importantes estão a Astronomia, a Física, a
Química e a biologia. A Fisiologia (função) e a anatomia (estrutura), como ramos
da Biologia, foram, as que deram maior contribuição para o desenvolvimento da
Psicologia.
Neste período, René Descartes (1596-1659), um dos filósofos que mais contribuiu para o avanço
da ciência, postula a separação entre mente (alma ou espírito) e corpo, afirmando que o homem
possui uma substância material e uma substância pensante, e que o corpo, desprovido do
espírito, é apenas uma máquina. Essa ideia torna possível o estudo do corpo humano morto, o
que era impensável na Idade Média (o corpo era considerado sagrado pela Igreja, por ser sede da
alma). Desta forma, possibilitou o avanço da Anatomia e da Fisiologia que viria a contribuir
muito para a Psicologia.
5. Conclusão

No findar deste tópico, Os Problemas da Psicologia na Idade Media e na Época do


Renascimento, podemos perceber que para a conceituação da Psicologia com status de ciência,
passou por varias fazes. Estavam envolvidas pessoas para que esta assim se tornasse. O
comportamento e a mente humana sempre despertaram interesse e fascínio, especialmente dos
filósofos.
A Psicologia como toda e qualquer outra ciência, parte da Filosofia, uma vez que, na sua maioria,
os factos eram especulativos. Alguns autores defendem que a Psicologia na Idade Média era
extremamente ligada as questões religiosas, visto que este período foi marcado pelo domínio da
Igreja Católica.

Existiram dois grandes filósofos importantes na discussão da Psicologia neste período, Santo
Agostinho e São Tomás de Aquino os quais interpretavam a Psicologia de maneira centrada em
Deus. Para Santo Agostinho, a alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma
manifestação divina no homem. A alma era imortal, pois ela liga o Homem a deus, fazendo com
que a Igreja se preocupasse na sua compreensão.

E, do outro lado, para São Tomás de Aquino, o homem, na sua essência, busca a perfeição
através da sua existência. E ele afirma que isto só Deus seria capaz de reunir a essência e a
existência.

Ao findar do tópico, temos a Era do Renascimento, constituída por avanços da ciência e para o
alavanque da Psicologia como pré-ciência.
6. Referências bibliográficas
PALUDO, Simone. Módulo 2-Construção Histórica da Psicologia como Ciência. UAB/FURG

FREIRE, Izabel Ribeiro. Raízes da Psicologia. 7ª Ed. Editora Vozes. Petrópolis-2002

BOCK, Ana, FURTADO, Odair, TEIXEIRA, Maria de Lurdes. Psicologias, Uma Introdução ao
Estudo de Psicologia. 13ª Ed. 3ª Tiragem. Editora Saraiva-2001