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2018

Classificações da matéria

Substâncias puras e misturas

1
CLASSIFICAÇÃO DA MATÉRIA
Substâncias puras e misturas

Substância pura - uma única substância com composição


característica e definida e com um conjunto de propriedades
definidas. Ex.: água, sal de cozinha (NaCl), ferro, oxigênio (O2),
etc..

Mistura - consiste em duas ou mais substâncias fisicamente


misturadas. Ex.: água salgada (uma fase); granito (pelo menos três
fases: quartzo branco, feldspato rosa e mica preta e algumas vezes
outros minérios); água e óleo (2 fases); água gaseificada e gelo (3
fases), etc.. Pode ser separada por métodos físicos.
2
Elementos e Compostos
Elementos - são as formas mais simples da matéria.
Ex.: o sódio (Na), o cloro (Cl), o hidrogênio (H), etc.
Não pode ser separado em substâncias mais simples por métodos
químicos.
Tabela 1 - alguns elementos e seus símbolos
Elemento Símbolo Origem do símbolo
Hidrogênio H inglês
Oxigênio O inglês
Carbono C inglês
Magnésio Mg inglês
Crômio Cr inglês
Sódio Na latim (natrium)
Potássio K latim (kalium)
Prata Ag latim (argentum)
Tungstênio W alemão (wolfram) 3
Compostos - são constituídos de dois ou mais elementos
combinados em uma relação definida. Ex.: cloreto de sódio (NaCl);
água (H2O); dióxido de carbono (CO2). Os compostos podem ser
decompostos (separados) em seus elementos constituintes através
de métodos químicos.

4
Número de fases
(excluindo recipiente e atmosfera)

1 (água)
água

1 (solução de sal e água)


água salgada

água
2
água
areia
areia

óleo
óleo 2
água 5
água
Número de fases
(excluindo recipiente e atmosfera)

óleo
3 gelo
água líquida

gelo
3 água líquida
gás dióxido de carbono

óleo
gelo
solução de sal e água
6 quartzo
mica
feldspato 6
CLASSIFICAÇÃO DA MATÉRIA

MATÉRIA

SUBSTÂNCIAS PURAS MISTURAS


- composição definida - composição variável
- não podem ser separadas por processos - podem ser separadas por processos físicos
físicos - temperatura variável durante a mudança de
- temperatura constante durante a mudança estado
de estado

ELEMENTOS COMPOSTOS MISTURAS MISTURAS


- substâncias puras - constituído de 2 ou HOMOGÊNEAS HETEROGÊNEAS
mais simples mais elementos - constituídas de 2 ou - constituídas de 2 ou
- não podem ser - podem ser mais componentes mais componentes
decompostos (proc. decompostos (proc. - monofásicas - duas ou mais fases
químicos) químicos)

7
TRANSFORMAÇÕES DA MATÉRIA

Físicas - não alteram a identidade da matéria. As mudanças de


estado são exemplos deste tipo de transformação. Ex.: água (gelo,
água líquida, vapor).

TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS DA ÁGUA

T/oC

100 LG G (vapor)

L (água líquida)
SL
0

S (gelo)

tempo
8
Químicas - substâncias são destruídas e outras, novas, são
formadas. Ex.: ferro na presença de umidade e oxigênio resulta na
formação de ferrugem:
Ar O2
Ferrugem

Fe(s)  Fe2+(aq) + 2e-


Ânodo Cátodo
O2(g) + 4H+(aq) + 4e- 2H2O(l)
Fe2+(aq)  Fe3+(aq) + e-

Fe2+(aq) + O2(g) + (4 +2x) H2O(l)  2 Fe2O3 . x H2O(s) + 8 H+(aq)


9
Lei das transformações químicas

• Lei da conservação da massa (Lavosier – 1774)


Numa transformação química não há perda ou ganho de
massa.
 (~840 °C)
Ex: calcário  cal viva + dióxido de carbono


CaCO3(s)  CaO(s) + CO2(g)
40,0 g 22,4 g m=?

mCO2 = 40,0 – 22,4 = 17,6 g mCO2 = 17,6 g


10
• Lei das proporções definidas ou composições definidas
(Proust – 1799)
Amostras diferentes de um mesmo composto contêm sempre a
mesma proporção em massa dos seus elementos constituintes.
Representação esquemática das leis da conservação da massa
e das composições definidas

+ 
Elemento A Elemento B Composto C

+  +
Composto C Excesso de A

+  +
Composto C Excesso de B 11
Lei das proporções múltiplas de Dalton

Átomos de oxigênio no CO e CO2

Monóxido de
carbono

Dióxido de 2
carbono

Razão de oxigênio no monóxido de carbono para


12
oxigênio no dióxido de carbono: 1:2
• Lei das proporções múltiplas de Dalton
Quando dois compostos diferentes são formados pelos mesmos
elementos a massa de um elemento, que reage com uma
mesma massa fixa do outro, encontra-se numa proporção de
pequenos números inteiros
Exemplo: CO – monóxido de carbono
CO2 – dióxido de carbono

CO 1,33 g O CO2 2,66 g O


1,00 g C 1,00 g C
Razão de massa de O = 1,33/2,66 = 1/2 (razão de números inteiros pequenos)

13
TEORIA ATÔMICA DA MATÉRIA

John Dalton (1808)


• Os elementos são constituídos por partículas extremamente
pequenas chamadas átomos;
• Todos os átomos de um dado elemento são idênticos, tendo
o mesmo tamanho, massa e propriedades químicas;
• Os compostos são constituídos por átomos de mais de um
elemento numa razão fixa de números inteiros;
• Uma reação química envolve apenas a separação,
combinação ou rearranjo de átomos. Átomos não são
destruídos ou criados.
14
NATUREZA ELÉTRICA DA MATÉRIA
• Os primeiros experimentos de eletrólise da água realizados por
William Nicholson e Anthony Carlisle (1800) demonstraram a
relação da matéria e a eletricidade, a partir da decomposição
da água nos gases H2 e O2.
• Humphry Davy e Michael Faraday (1832) - Leis da eletrólise
(1) A quantidade de produto formado (ou reagente consumido)
é proporcional à quantidade de eletricidade(Q) usada : mαQ
(2) Para uma dada quantidade de eletricidade, a quantidade de
produto formado é proporcional ao seu peso equivalente (E):
mα E, onde E = M/z.
Hoje é conhecida como leis de Faraday:
M 1
m  x Q , onde Q  I x t
z F 15
EXPERIMENTOS EM TUBOS DE CROOKES
http://www.e-quimica.iq.unesp.br
William Crookes (1850) – Experimentos em tubos de descarga de gás

(a) Os eletrodos de um tubo de Crookes são ligados a uma fonte de


alta tensão (20.000 V), e o tubo é conectado a uma bomba de
vácuo. 16
(b) Em baixas pressões, algo semelhante a um raio de luz deixa o
catodo (-) e viaja em direção ao anodo. Inicialmente pensou-se
que se tratava de raio de luz, que foi denominado de raio
catódico.

(c) Em pressões muito baixas, a concentração de gás no tubo é muito


pequena e não se nota incandescência no tubo, mas o choque do
feixe partículas com o vidro produz uma incandescência 17
esverdeada na extremidade do anodo.
(d) Se no tubo de Crookes é colocada um amostra de sulfeto de
zinco (substância fosforescente), o lado da amostra voltado
para o catodo emite uma incandescência fosforescente (flash
de luz) e uma sombra pode ser vista no anodo no final do tubo.

18
No tubo de Crookes um anteparo é colocado entre o catodo e o anodo.
Observa-se a formação de sombra no final do tubo, indicando que o
raio catódico caminha em linha reta.
19
Raios catódicos

20
• Experiências em tubos de Crookes, 1850, (William Crookes)
evidenciaram a relação matéria eletricidade e a existência de
partículas subatômicas (raios catódicos).
Raios catódicos
• Delineiam sombra, portanto caminham em linha reta;
• Podem mover anteparos colocados em seu caminho, indicando
que são formados por partículas e possuem massa;
• Aquecem uma folha metálica colocada entre os eletrodos;
• Podem ser curvados por um campo elétrico ou magnético, numa
direção tal que se deduz serem partículas com cargas negativas;
• São sempre as mesmas, independente do material que compõe
os eletrodos ou da espécie de gás residual no interior do tubo.
21
Raios catódicos e elétrons

– A quantidade de desvio dos raios catódicos depende dos


campos magnético e elétrico aplicados;
– Por sua vez, a quantidade do desvio também depende da
proporção carga-massa do elétron;

• Em 1897, J.J. Thomson determinou que a proporção ou razão


carga-massa de um elétron era -1,76 x 108 C/g.

• O objetivo era encontrar a carga do elétron para determinar


sua massa.
22
Raios catódicos e elétrons

Aparelho usado por J. J. Thomson para determinar a razão carga-massa


do elétron (1897). 23
Experimento da gota de óleo de Millikan (1909)
Considere o seguinte experimento:
• Gotas de óleo são borrifadas sobre uma chapa carregada
positivamente contendo um pequeno orifício.
• À medida que as gotas de óleo passam através do orifício, elas são
carregadas negativamente.
• A gravidade força as gotas para baixo. O campo elétrico aplicado
força as gotas para cima.
• Quando uma gota está perfeitamente equilibrada, seu peso é igual
à força de atração eletrostática entre a gota e a chapa positiva.
• O experimento Millikan revelou que as cargas na gota de óleo eram
sempre múltiplos inteiros de 1,60 x 10-19 C. 24
Aparelho usado por Millikan para determinar a carga do elétron (1909).
25
• Millikan deduziu que a carga de um único elétron seria
-1,60x10-19 C. Conhecendo a razão carga-massa, -1,76x108C/g,
Millikan calculou a massa do elétron: 9,10 x 10-28 g.
- 1,60 x 10 -19 C  28
Massa do elétron  8
 9 ,10x 10 g
- 1,76 x 10 C / g
• Atualmente considera-se a massa do elétron 9,10939 x 10-28 g.

No final do século XIX dois fatos eram bem claros:


• O átomo continha elétrons (-), mas eram eletricamente neutros;
• A eletroneutralidade sugeria que o átomo possuía o mesmo
número de cargas (-) e (+), sendo a massa da carga (+) bem maior.
26
Modelo de átomo de J. J. Thomson (1898)

• O átomo era neutro e continha


partículas carregadas negativa e
positivamente.

• Thomson supôs que todas essas


espécies carregadas eram encon-
tradas em uma esfera.

• No modelo de Thomson se
imaginava uma esfera carregada
positivamente com elétrons incrus-
trados na superfície, sugerindo uma
fácil remoção dos elétrons do
átomo. (“pudim de ameixas”).
27
Radioatividade
• Antoine Henri Becquerel (1896) descobriu uma radiação emitida
pelo sulfato de uranila (K2UO2(SO4)2.2H2O), capaz de sensibilizar
placas fotográficas protegidas da luz - radioatividade.
• Em 1899 Becquerel realizou o seguinte experimento:
 Uma substância radioativa é colocada em uma caixa de chumbo

com um pequeno orifício, de tal forma que um feixe de radiação


fosse emitido pelo orifício;
 A radiação passa entre duas chapas eletricamente carregadas e é

detectada na placa fotográfica;


 Três pontos são observados no detector:

–um ponto no sentido da chapa positiva,


–um ponto que não é afetado pelo campo elétrico,
–um ponto no sentido da chapa negativa. 28
Radioatividade

Partículas emitidas por uma substância radioativa.


29
Becquerel (1899) identificou os tipos de radiação emitida por
substâncias radioativas (partículas  e  e radiação )

• Um alto desvio no sentido da chapa positiva corresponde à


radiação que é negativamente carregada e tem massa baixa. Essa
se chama radiação  (consiste de elétrons emitidos pelo núcleo).
• Nenhum desvio corresponde a uma radiação neutra. Uma
radiação eletromagnética de alta energia. Essa se chama
radiação .
• Um pequeno desvio no sentido da chapa carregada negativamente
corresponde à radiação carregada positivamente e de massa alta.
Essa se chama radiação  (consiste de núcleos de He). 30
Experimento realizado por Rutherford

• Uma fonte de partículas  foi colocada na entrada de um


detector circular;
• As partículas  foram lançadas através de uma fina chapa de
ouro;
• A maioria das partículas  atravessavam a chapa de ouro, sem
desviar;
• Algumas partículas  foram desviadas com ângulos grandes;
• Se o modelo do átomo de Thomson estivesse correto, o
resultado de Rutherford seria impossível.
31
(Po ou Ra)

Experimento de Rutherford, Geiger e Marsden para determinação 32


do modelo atômico (1910).
Modelo de átomo de Rutherford(1910)

• Rutherford modificou o modelo de


Thomson da seguinte maneira: supôs
que o átomo era esférico mas, a
carga positiva (núcleo) no centro era
rodeada por uma região relati-
vamente grande contendo elétrons.

• O núcleo positivo e pesado poderia


desviar as partículas .

33
Tamanho do núcleo

O volume do núcleo é cerca de 1/1013


do volume do átomo.

1 Å = 10-8 cm ou 10-10 m

O nêutron
De acordo com o modelo de Rutherford:
H - possui 1 próton + 1 elétron
He – possui 2 prótons + 2 elétrons
Esperava-se que a razão de massa do H/He fosse ½, pois o próton
possuía massa 1840 vezes maior do que a do elétron. No entanto, a
razão era 1/4. Rutherford propôs a existência de uma terceira
partícula, localizada no núcleo, o nêutron (massa aproximadamente
igual a do próton e sem carga). 34
Número Atômico, Números de Massa e Isótopos
• Número atômico (Z) - número de prótons no núcleo.
• Número de massa (A) - número total de prótons e nêutrons
(núcleons) presente no núcleo.
A
• Por convenção, para um elemento X, escreve-se Z X .

• Isótopos: átomos que possuem o mesmo número atômico (Z),


mas diferentes números de massa (A)

A escala de massa atômica


• Por definição: a massa do isótopo de 12C é exatamente 12 u.
• A massa de um átomo de 12C determinada por espectroscopia
de massa é 1,99265 x 10-23 g.
-23
1,99265 x 10 g
• Portanto: 1u   1,66054 x 10 24 g
12 35
A massa do hidrogênio (H) corresponde 8,400% da massa 12C
Massa do H = 12,000 x 0,08400 = 1,008 u

O Mol
12 g[exatamen te]
Número de átomos de C   6 ,02214x 10 23

1,99265 x 10 -23 g

1 mol de átomos de 12C = 6,02214 x 1023 átomos de 12C


Número de Avogadro (NA = 6,02214199 x 1023 mol-1)
1 mol = 6,02214 x 1023 partículas
1 mol moléculas de H2O = 6,02214 x 1023 moléculas de H2O
1 mol íons de NO3- = 6,02214 x 1023 íons de NO3-
36
O mol

(18,02 u) (18,02 g)

37
Propriedades das partículas subatômicas

Partícula Massa (g) Massa relativa Carga Símbolo

Elétron 9,109382x10-28 0,0005485799 -1 0


-1e ou e-

Próton 1,672622x10-24 1,007276 +1 1 p


1 ou p+

Nêutron 1,674927x10-24 1,008665 0 1


0n ou n0

38
Massas exatas de alguns isótopos

Átomo Massa Exata (uma)


4He 4,0092603
13C 13,003355
16O 15,994915
58Ni 57,935346
79Br 78,918336
81Br 80,916289
197Au 196,966543
238U 238,050784

39
Abundância isotópica e Massa atômica

Elemento Símbolo Massa Número Massa Isot. Abundância


Atômica de Massa (uma) Natural
H 1,00794 1 1,0078 99,985
Hidrogênio D 2 2,0141 0,015

T 3 3,0161 0
Boro B 10,811 10 10,0129 19,91
11 11,0093 80,09
Neônio Ne 20,1797 20 19,9924 90,48
21 20,9938 0,27

22 21,9914 9,25
Magnésio Mg 24,305 24 23,9850 78,99
25 24,9858 10,00

26 25,9826 11,01 40
MASSA ATÔMICA OU PESO ATÔMICO

Massas atômicas médias

• A massa atômica relativa: massas médias dos isótopos


O carbono natural: 98,892 % de 12C + 1,107 % de 13C.
• A massa média do C:
• (0,9893)(12,00000 u) + (0,01107)(13,00335 u) = 12,01 u
• A massa atômica (MA) é também conhecida como massa
atômica média.
• As massas atômicas estão relacionadas na tabela periódica.
41
ESTEQUIOMETRIA DE FÓRMULA

ÁTOMO - partículas submicroscópicas que compõe a matéria


(composta por prótons, nêutrons e elétrons)

MOLÉCULA - grupo de átomos ligados quimicamente para formar


uma partícula discreta independente

FÓRMULA - representação da molécula através de símbolos de cada


átomo componente dessa partícula. O número subscrito
indica o número de átomos presentes na molécula

42
Fórmula molecular, Fórmula mínima, Fórmula centesimal,
Fórmula estrutural

• Fórmulas moleculares
Fornecem os números e tipos reais de átomos em uma molécula.
Exemplos: H2O, CO2, CO, CH4, H2O2, O2, O3 e C2H4.

43
• Fórmula empírica ou mínima
Expressa somente a razão dos átomos (ou mols de átomos)
presentes na molécula.
C6H12O6 (glicose)  Fórmula empírica: CH2O
C12H22O11 (sacarose)  Fórmula empírica: C12H22O11
Si

A fórmula empírica também pode


ser usada para representar C
Si
substâncias que não são moléculas: Si
carbeto de silício

Si 44
Tabela 2 - Fórmulas moleculares e empíricas de algumas
substâncias
Substância Fórmula Fórmula
molecular empírica
Água H2O H2O
Amônia NH3 NH3
Dióxido de carbono CO2 CO2
Sacarose C12H22O11 C12H22O11
Oxigênio O2 O
Ozônio O3 O
Enxofre S8 S
Acetileno C2H2 CH
Benzeno C6H6 CH
Carbeto de silício - SiC
Cloreto de sódio - NaCl
45
• Fórmula estrutural
A fórmula estrutural de uma substância molecular mostra o
número de átomos presentes e como eles estão ligados entre si
no interior da molécula.

46
Determinação experimental da Fórmula Empírica

Obs: O óxido de cobre (CuO) ajuda a oxidar traços de C ou CO a CO2

Exercício 02 - Quando 11,5 g de etanol (composto formado por C, H e


O) são queimados num aparelho como da figura acima, formam-se
22,0 g de CO2 e 13,5 g de H2O. Determine a fórmula empírica do
etanol. Dados C = 12,01 u, H = 1,008 u, O = 16,00 u.
(Dica: Fazer os cálculos sem considerar o oxigênio!)
Massa molar do CO2: [12,01 + (2x16,00)] = 44,01 g/mol
Massa molar do H2O: [(2x1,008) + 16,00] = 18,02 g/mol
 12,01gC 
mC  (22,0 gCO2 ) x   6,00 g 47
Carbono:  44,01gCO2 
 2 x1,008 gH 
Hidrogênio: mH  (13,5 gH 2O) x   1,51g
 18,02 gH 2O 
Então: mO  11,5  (6,00  1,51)  4,0 g

Cálculo do número de mols de cada elemento:


 1molC 
nC  6,00C.   0,500 mol
 12,01gC 
 1molH  Tem-se a seguinte relação:
nH  1,51gH .   1,50mols
 1,008 gH  C0,500 H1,50O0,25
 1molo 
nO  4,0 gO.   0,25mol
 16,00 gO 

Para reduzir a números inteiros divide-se pelo menor deles:

Fórmula empírica: C2,0H6,0O1,0 ou C2H6O 48


• Análise elementar ou composição percentual em massa
(Fórmula centesimal)
É a porcentagem em massa de cada elemento em um composto
Exercício 03 - O ácido butírico, um composto produzido quando a
manteiga deteriora, tem a fórmula C4H8O2. Qual é a sua análise
elementar? (Resposta: 54,5% C; 9,17% H; 36,3% O)
4 mols de átomos de C
1 mol de C4H8O2 8 mols de átomos de H
2 mols de átomos de O
 12,0 gC 
C: mC  4molC    48,0 gC
 1molC 
H: mH  8molH 
1,01gH 
  8,08 gH
 1molH 

C: mH  2molO
16,0 gO 
  32,0 gO 49
 1molO 
A massa de 1 mol de C4H8O2= 48,0 + 8,08 + 32,0 = 88,1g

A porcentagem de cada elemento em 88,1 g de composto é:


48,0 g
%C  x100  54,5% em massa
88,1g

8,08 g
%H  x100  9,17% em massa
88,1g
32,0 g
%O  x100  36,3% em massa
88,1g

% C + % H + % O = 54,5 + 9,17 + 36,3 = 99,97 = 100,0 %

50
• Determinação da fórmula molecular de um composto
Exercício 04 - O ácido acético possui fórmula empírica CH2O.
Sabendo-se que a Massa Molar do composto é aproximadamente
60 g/mol, determine a sua Fórmula Molecular.
A Massa da Fórmula Fmpírica pode ser calculada como:
[12,01 + (2x1,008) + 16,00] = 30,03 g
Dividindo a Massa molar pela Massa da Fórmula Empírica:

Massa molar 60 g / mol


  2,0
Massa F. Empírica 30,03 g / mol
Fórmula molecular = (Fórmula empírica)2 = (CH2O)2 = C2H4O2

51
ESTEQUIOMETRIA DE REAÇÕES
Qualitativamente
Uma equação química descreve quais são os reagentes e produtos
de uma reação.

Quantitativamente
Uma equação química balanceada indica as relações mínimas entre
unidades (átomos, moléculas, fórmulas unitárias, etc.) consumida
ou formada numa reação:
4 Fe(s) + 3 O2(g)  2 Fe2O3(s)
(4 átomos) (3 moléculas) (2 fórm. unitárias)
(4 mols átomos) (3 mols moléculas) (2 mols fórm. unitárias)
•Os coeficientes balanceados descrevem as razões entre essas
unidades;
•Uma equação balanceada estabelece uma equivalência química
entre reagentes e produtos. 52
Exercício 05 - Nitrogênio gasoso (N2) e hidrogênio gasoso (H2)
combinam-se sob condições apropriadas para formar o composto
amônia (NH3) de acordo com a reação:
N2(g) + 3 H2(g)  2 NH3(g)
Quando 4,20 x 1021 moléculas de N2 reagem:
(a) Quantas moléculas de H2 são consumidas?
(b) Quantas moléculas de NH3 são formadas?
 3molécH 2 
Moléculas H2  4, 20 x10 21
moléc. N 
2

  1, 26 x10 22

 1molécN 2 
= 1,26 x 1022 moléculas de H2 (consumido)
 2molécNH 3 
(b) Moléculas NH3  4, 20 x10 21
moléc. N 
2

  8, 40 x10 21

 1molécN 2 

= 8,40 x 1021 moléculas de NH3 (formado)


53
Reagentes Limitantes

•O reagente limitante é o reagente consumido em primeiro lugar


num reação;
•Os reagentes em excesso são os reagentes em quantidades
superiores àquelas necessárias para reagir com dada quantidade
de reagente limitante.

Exercício 06 - Em altas temperaturas, enxofre combina com ferro


para formar o sulfeto de ferro (II):
Fe(s) + S(l)  FeS(s)

Num experimento, 7,62 g de ferro (Fe) foram colocados para reagir


com 8,67 g de enxofre (S):
(a) Qual dos dois reagentes é o limitante?
(b) Calcule a massa de FeS formada;
(c) Qual é a massa de reagente em excesso no final da reação? 54
 1molFe 
(a) Ferro: nFe  7,62 gFe   0,136 mol
 55,85 gFe 
 1molS 
Enxofre: 0 nS  8,67 gS    0,270 mol
 32,07 gS 

A partir da equação balanceada: 1 mol de Fe  1 mol S


 se 0,136 mol Fe reagem serão consumidos 0,136 mol S. O
enxofre está em excesso e o Fe é o reagente limitante.

(b) Através da equação balanceada, se são consumidos 0,136 mol


Fe também serão produzidos 0,136 mol de FeS. Portanto a
massa de FeS produzido é:
 87,92 gFeS 
mFeS  0,136 molFeS    12,0 gFeS
 1molFeS  55
(c) O número de mols do regente em excesso é:

nS (excesso) = 0,270 – 0,136 = 0,134 mol S


 32,07 gS 
mS ( excesso)  0,134 molS    4,30 gS
 1molS 

Rendimento de uma reação

% rendimento = (rendimento real / rendimento teórico) x 100

Exercício 07 - O ácido fluorídrico (HF) é produzido através da


seguinte reação: CaF2 + H2SO4  CaSO4 + 2 HF
Em um processo, 6,00 kg de CaF2 são tratados com um excesso de
H2SO4 e produz 2,86 kg de HF. Calcule a % de rendimento do HF.
56
MM(CaF2) = 78,08 g/mol; MM(HF) = 20,01 g/mol

Massa teórica de HF:

 2 x 20,01gHF 
mHF ( teórica)  6,00 x10 gCaF2 
3
  3,08 x10 3 gHF
 78,08 gCaF2 

2,86kg
%rend HF  x100  92,9%
3,08kg

57

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