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TECNOLOGIAS DIGITAIS E EDUCAÇÃO: O

LUGAR DO MEME NA FORMAÇÃO DOCENTE

Ms. Ives Duque


Dra. Angellyne Moço Rangel
CONTEXTUALIZAÇÃO E INTERESSE NA
PESQUISA
• Força discursiva do meme nas comunicações digitais
• Análise do discurso imagético

OBJETIVO
• Examinar o lugar do meme na formação de professores nos
cursos de licenciatura do IFFluminense campus Campos
Centro
REFERENCIAL TEÓRICO

• José Manuel Moran


• Roxane Rojo e Eduardo Moura
• Raquel da Cunha Recuero
• Marcuschi
• Paulo Freire
METODOLOGIA
• Pesquisa bibliográfica
• Pesquisa documental
Ciências da Natureza, Geografia, Matemática, Letras e Teatro
• Questionários
60 questionários foram respondidos pelos alunos dos cursos pesquisados,
sendo: 02 da Licenciatura em Biologia; 09 da Licenciatura em Química; 01
da Licenciatura em Física; 13 da Licenciatura em Teatro; 20 da
Licenciatura em Letras; 08 da Licenciatura em Matemática; 07 da
Licenciatura em Geografia. Ao todo, seis professores responderam o
questionário.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
• 50% dos professores são imigrantes digitais
• 50% tiveram em sua formação inicial preparo para lidar
com as TDIC no exercício do magistério - os demais,
recorreram a cursos de formação continuada, em sua
maioria, cursos de aperfeiçoamento.
• Todos os professores consideram muito ou extremamente
importante trabalhar com as TDIC nos cursos de formação
de professores.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
• Ainda que todos sinalizem utilizar redes sociais digitais e
metade dos professores afirmando se comunicar por
memes nessas redes com familiares, amigos e postagens,
apenas 50% diz que a discussão sobre o meme está
presente em sua aula e 16,7% tem a opinião que o
currículo da disciplina não deveria contemplar essa
temática.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
• 67,2% dos alunos se dizem despreparados para utilizar as
TDIC em sala de aula – o que pode indicar um
distanciamento do aprendizado das TDIC voltado para a
prática profissional futura desses estudantes.
• 89,9% dos alunos entendem o meme como um recurso
relevante no fazer educativo.
• 52,4% dos alunos tendo aprendido sobre o meme nas
aulas, somente 29,6% dizem que o professor utilizou o
meme como ferramenta pedagógica.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para Hack e Negri (2010), uma das competências mais
importantes para o professor, no contexto tecnológico, é
saber midiatizar (propagar pelo uso da tecnologia de mídia) a
comunicação do conhecimento com e para os alunos,
lidando criticamente com a tecnologia e utilizando-a
pedagogicamente. Essa é uma competência que não se
constrói apenas a partir da teoria, mas demanda prática e
reflexão constantes
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste trabalho, entende-se como fundamental o
desenvolvimento de habilidades para o uso pedagógico e
crítico do meme. Como salientado por Recuero (2016),
Chagas e Toth (2016) e Pinto (2015), há toda uma
complexidade e tipologias sobre os memes, que ultrapassam
o senso comum de sua utilização cotidiana, em um contexto
crítico analítico dentro da comunicação mediada pela
tecnologia e a educação
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Entendimento de alunos e professores do meme como facilitador do
processo de comunicação e aprendizagem
• Percepção de despreparo dos licenciandos para utilização do meme
como ferramenta pedagógica.
• A questão geracional foi fator de influência na percepção do meme
como relevante para a comunicação em redes sociais digitais por parte
do grupo investigado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados deste estudo redundam no repensar do
engessamento curricular, da necessidade de constante
atualização dos professores e da aproximação de teorias e
correntes de pensamento com a realidade dos licenciandos
na construção de saberes que permitam aos futuros
professores se prepararem criticamente para uso das TDIC,
desenvolvendo autonomia para sua própria ação pedagógica
e formação continuada.
REFERÊNCIAS
• DEMO, Pedro. Olhar do educador e novas tecnologias. Revista Técnicas Senac: a R. Educ.
Prof., Rio de Janeiro, v. 37, n. 2, mai./ago. 2011.
• FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011
• INOCÊNCIO, Luana; PAIVA, Cláudio. Cognição, linguagem e entretenimento na cultura
digital: o tipoês como nova gramática dos memes. Revista Temática. Ano X, n. 12,
dez/2014.
• MARCUSCHI, Luiz Antônio et al. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Gêneros
textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, v. 20, 2002.
• MORAN, José Manuel. Os novos espaços de atuação do professor com as tecnologias.
Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 4, n. 12, p. 13-21, maio/ago. 2004
• PRENSKY, Marc. Nativos digitais, imigrantes digitais. On the horizon, v. 9, n. 5, p. 1-6,
2001.
• RECUERO, Raquel. Memes e dinâmicas sociais em weblogs: informação, capital social e
interação em redes sociais na Internet. Revista Intexto, Porto Alegre: UFRGS, v. 2, n. 15,
p. 1-16. Jul-dez, 2016.
• ROJO, Roxane; MOURO, Eduardo (org.). Multiletramentos na escola. São Paulo:
Parábola, 2012.