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AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - DEMISSÃO

POR JUSTA CAUSA - DESÍDIA - NÃO COMPROVAÇÃO - FATOS E PROVAS . O


Tribunal Regional, com base no conjunto fático-probatório dos
autos, especialmente as provas documental e testemunhal ,
verificou que não ficou comprovada a desídia da reclamante nem
evidente a atitude faltosa da autora . É inadmissível recurso de
revista em que, para se chegar à conclusão pretendida pela
primeira reclamada, seja imprescindível o reexame do contexto
fático-probatório dos autos. Incide a Súmula nº 126 do TST. Agravo
desprovido.

(TST - Ag-AIRR: 867720105010030, Relator: Luiz Philippe Vieira de


Mello Filho, Data de Julgamento: 05/06/2019, 7ª Turma, Data de
Publicação: DEJT 07/06/2019)

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AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA


VIGÊNCIA DA LEI 13.015/2014. JUSTA CAUSA. DESÍDIA.
O Regional manteve a reversão da justa causa, sob o fundamento de
que, conquanto o conjunto probatório indique atos desidiosos da
reclamante nos últimos meses da contratualidade, o ato que a
reclamada alega ter sido o culminante da despedida motivada
aplicada não restou comprovado, estando ausente o nexo de
causalidade justamente na última punição aplicada e,
consequentemente, a mais grave. Isso porque, apesar de ter alegado
que a reclamante chegou atrasada ao trabalho no dia 10/09/15,
oportunidade em que foi aplicada a justa causa com base na alínea e
do artigo 482 da CLT, o exame do cartão-ponto revela que tal
informação não é verdadeira. Registrou, ainda, que no comunicado de
dispensa apresentado pela própria reclamada consta que os serviços
da reclamante não seriam mais necessários em razão de "ato de mau
procedimento", infração prevista na alínea b do artigo 482 da CLT,
não havendo qualquer explicação no comunicado de qual seria o
suposto ato, não se tratando, portanto, de erro material. Nesse
contexto, para se chegar à conclusão pretendida pela reclamada, de
que extinção contratual deu-se por justa causa (desídia do
empregado), necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório, o que impossibilita o processamento da revista, ante o
óbice da Súmula 126 desta Corte Superior, a pretexto da alegada
violação do artigo 482, e, da CLT. Agravo de instrumento não
provido. RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI
13.015/2014. HONORÁRIOS DE ADVOGADO. SÚMULA 219, I, DO TST. Nos
termos da Súmula 219, I, desta Corte, "a condenação ao pagamento de
honorários advocatícios [...] não decorre pura e simplesmente da
sucumbência, devendo a parte, concomitantemente: a) estar assistida
por sindicato da categoria profissional; b) comprovar a percepção
de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em
situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do
próprio sustento ou da respectiva família". Incabível, portanto, o
deferimento de verba honorária na hipótese de empregado assistido
por advogado particular. Recurso de revista conhecido e provido .
(TST- ARR 20244-26.2016.5.04.0333 – Relator Breno Medeiros -
Julgamento 26 de Setembro de 2018 - Órgão Julgador 5ª Turma –
Publicação DEJT 28/09/2018)

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REVERSÃO DA JUSTA CAUSA. DESÍDIA. FALTA SUPERVENIENTE. AUSÊNCIA DE


GRAVIDADE. Independente da ocorrência de punições anteriores, a
aplicação da penalidade máxima de justa causa demanda a
configuração de uma conduta de gravidade compatível com a
repercussão da aplicação da justa causa para a vida do
trabalhador, ou mesmo a repetição de falta punida anteriormente.
Não se enxergando na conduta noticiada nos autos a gravidade
suficiente e necessária capaz de justificar a resolução do
contrato de trabalho por culpa do empregado, conclui-se que a pena
aplicada ao autor exorbitou aos critérios de razoabilidade e
proporcionalidade e à natureza pedagógica que devem nortear o
exercício do poder disciplinar, devendo ser revertida
judicialmente.

(TRT-17 - RO: 00017380420175170010, Relator: WANDA LÚCIA COSTA


LEITE FRANÇA DECUZZI, Data de Julgamento: 18/07/2019, Data de
Publicação: 24/07/2019)
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RECURSO ORDINÁRIO OBREIRO. REVERSÃO DA JUSTA CAUSA. DESÍDIA. NÃO


CONFIGURAÇÃO. A justa causa judicialmente alegada deve ser
indubitavelmente provada. Além disso, o fato ensejador da justa
causa há de ser suficientemente grave, a ponto de tornar
insuportável a continuação do vínculo de emprego, autorizando o
empregador a despedir o empregado sem qualquer ônus quanto ao
pagamento de verbas rescisórias. Um dos elementos a legitimar a
medida é a imediatidade da punição e não se verificando tais
premissas, a justa causa há de ser afastada. II. HORAS EXTRAS. A
apreciação da controvérsia envolvendo jornada de trabalho está
estritamente vinculada à exibição de documento essencial a cargo
do empregador quando possuir mais de 10 (dez) empregados, caso
concreto destes autos, por imperativo legal (incidência do art.
74, § 2º, da CLT). A não apresentação dos cartões de ponto sobre
todo o período laboral gera a incidência da súmula 338 TST,
presumindo-se verdadeiras as jornadas apontadas na peça
vestibular. Recurso ordinário do qual se dá provimento. (Processo:
RO - 0000734-67.2017.5.06.0161, Redator: Paulo Alcantara, Data de
julgamento: 20/06/2018, Segunda Turma, Data da assinatura:
20/06/2018)

(TRT-6 - RO: 00007346720175060161, Data de Julgamento: 20/06/2018,


Segunda Turma)