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Colóquio Internacional de Direito processual Civil (Nova Orleans) COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Colóquio Internacional de Direito processual Civil (Nova Orleans)

Internacional de Direito processual Civil (Nova Orleans) COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL (NOVA

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL (NOVA ORLEANS)

Revista de Processo | vol. 102/2001 | p. 403 - 403 | Abr - Jun / 2001

DTR\2001\198

Antonio Gidi

Área do Direito: Processual

Sumário:

No período de 27 a 30.10.1998, a Associação Internacional de Direito Processual ( International Association of Procedural Law) realizou mais um Colóquio Internacional de Direito Processual Civil. Desta vez, o evento foi sediado na cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Essa foi a primeira vez que a Associação promoveu um encontro nos Estados Unidos. Esse acontecimento parece fazer parte de uma política da Associação de angariar membros norte-americanos e de incentivar a participação deles nos eventos promovidos, gerando um maior intercâmbio de idéias entre os sistemas processuais de civil law e de common law.

Nova Orleans é uma cidade peculiar nos Estados Unidos, com uma vasta riqueza cultural

e racial. A escolha dessa cidade foi particularmente apropriada para um evento na área

do Direito Comparado. Por razões históricas, o Estado da Louisiana jamais esteve submetido à colonização britânica. Após passar por um longo período de dominação espanhola e francesa, o território foi vendido pela França diretamente para os Estados Unidos, na maior transação imobiliária da história.

Em virtude da sua particular história, dentro de um país tipicamente colonizado pelo Império britânico, a tradição jurídica da Louisiana é basicamente voltada para o sistema de civil law, e não de common law, como nos demais Estados americanos. O Estado possui inclusive um código civil e um outro de processo civil, aparentemente nos moldes dos códigos europeus, mas com uma marcante influência americana, tanto na forma quanto no conteúdo. Como o Direito Federal, ao contrário, é um sistema de common law, ambos os sistemas funcionam e convivem harmonicamente nesse Estado.

A comissão organizadora do evento foi composta por Athanassios Yiannopoulos e Glynn

Lunney Jr., ambos professores da Universidade Tulane, instituição que hospedou o evento. O evento coincidiu com a tradicional celebração de Halloween, certamente mais um motivo a ser adicionado ao sucesso do colóquio.

O tema do colóquio foi o "abuso de direitos processuais" ( Abuse of procedural rights:

comparative standards of procedural fairness). Pelo que se pôde verificar das diversas exposições realizadas durante o evento, trata-se de um tema atual e de grande importância em todos os países, muito embora as diversas formas de abuso sejam condicionadas à cultura, às tradições e às técnicas processuais específicas de cada país.

O relator geral do colóquio foi Michele Taruffo (Universidade de Pavia), que apresentou um interessante panorama do abuse of procedural rights (APR) no mundo. Após a sua exposição, seguiram-se as apresentações dos relatores regionais, a saber, Geoffrey C. Hazard Jr. (Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos), Angelo Dondi (Universidade de Urbino, Itália), George Van Mellaert (Universidade da Antuérpia, Bélgica), Burkhard Hess (Universidade de Tubinger, Alemanha), Francisco Ramos Mendez (Universidade de Barcelona, Espanha), Eduardo David Oteiza (Universidade de Buenos Aires, Argentina) e Yasuei Taniguchi (Universidade de Kyoto, Japão).

Colóquio Internacional de Direito processual Civil (Nova Orleans) Durante o colóquio, um dia foi reservado

Colóquio Internacional de Direito processual Civil (Nova Orleans)

Internacional de Direito processual Civil (Nova Orleans) Durante o colóquio, um dia foi reservado para discutir

Durante o colóquio, um dia foi reservado para discutir as perspectivas do direito processual americano, com exposições de Oscar Chase (Universidade de Nova Iorque), Mirjan Dama ka (Universidade Yale), Robert Casad (Universidade de Kansas), Stephen Burbank (Universidade da Pensilvânia), Edward Sherman (Universidade Tulane), Stephen Subrin (Universidade Northeastern), Richard Marcus (Universidade Hastings), Thomas Rowe (Universidade Duke), Linda Silberman (Universidade de Nova Iorque), Linda Mullenix (Universidade do Texas) e Friedrich Juenger (Universidade da Califórnia, Davis). Ao final, Geoffrey C. Hazard Jr. também apresentou um discurso especial ( Eason-Weinmann Lecture) sobre o tema Individual Justice in the Bureaucratic World.

O

relatório final foi elaborado por Jacques Normand (Universidade de Reims, França) e

os

trabalhos foram encerrados com as palavras finais de Marcel Storme (Universidade de

Gent, Bélgica), presidente da Associação.

Os brasileiros presentes foram José Carlos Barbosa Moreira e Antonio Gidi, ambos com intervenções. Humberto Theodoro Jr. escreveu o relatório sobre o tema no direito brasileiro.

A língua oficial do evento foi o inglês. Todas as exposições e intervenções (com exceção

do relatório final) foram realizadas nesse idioma, não havendo serviço de tradução simultânea. Atribui-se a esse fato a limitada presença dos membros da Associação no evento.