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“ ‘Screvo o meu livro à beira-mágoa” — Questionário “ ‘Screvo o meu livro à beira-mágoa” — Questionário

1. O poema apresenta duas partes distintas. Os seis primeiros 1. O poema apresenta duas partes distintas. Os seis primeiros
versos constituem a primeira parte, durante a qual o sujeito poético versos constituem a primeira parte, durante a qual o sujeito poético
manifesta a sua situação anímica, recorrendo à primeira pessoa manifesta a sua situação anímica, recorrendo à primeira pessoa
(“’Screvo”, “meu”, “Meu”, “meus”, “me”, “Meus”). A segunda parte da (“’Screvo”, “meu”, “Meu”, “meus”, “me”, “Meus”). A segunda parte da
composição desenvolve-se em torno da interpelação do “eu” ao composição desenvolve-se em torno da interpelação do “eu” ao
“Encoberto” (v. 13), servindo-se, para isso, da segunda pessoa “Encoberto” (v. 13), servindo-se, para isso, da segunda pessoa
(“quererás”, “virás”, “quererás”). Nesse apelo, pede a sua vinda (“quererás”, “virás”, “quererás”). Nesse apelo, pede a sua vinda
para transformar as circunstâncias em que se encontra e dar vida à para transformar as circunstâncias em que se encontra e dar vida à
sua “esperança” (v. 18). sua “esperança” (v. 18).

2. O sujeito lírico apresenta-se num estado de “mágoa” (v. 1) e de 2. O sujeito lírico apresenta-se num estado de “mágoa” (v. 1) e de
tristeza (v. 2), referindo inclusivamente o seu choro: “Tenho meus tristeza (v. 2), referindo inclusivamente o seu choro: “Tenho meus
olhos quentes de água.” (v. 3). Descreve a sua existência como olhos quentes de água.” (v. 3). Descreve a sua existência como
marcada por “dias vácuos” (v. 6), vivendo num “mal” (v. 11) de que marcada por “dias vácuos” (v. 6), vivendo num “mal” (v. 11) de que
só o “Senhor” (v. 20) o poderá “despertar” (v. 11). Mostra-se ainda só o “Senhor” (v. 20) o poderá “despertar” (v. 11). Mostra-se ainda
crente na sua predestinação, ao afirmar que espera tornar-se, com crente na sua predestinação, ao afirmar que espera tornar-se, com
a vinda do Encoberto, mais do que o “sopro incerto/De um grande a vinda do Encoberto, mais do que o “sopro incerto/De um grande
anseio que Deus fez” (vv. 15-16). Assim, o “Senhor”, ou anseio que Deus fez” (vv. 15-16). Assim, o “Senhor”, ou
“Encoberto”, corresponde a um novo “Rei” (v. 8), uma nova “Encoberto”, corresponde a um novo “Rei” (v. 8), uma nova
inspiração para aqueles “a quem morreu o falso Deus” (v. 10), e inspiração para aqueles “a quem morreu o falso Deus” (v. 10), e
que virá criar “A Nova Terra e a Novos Céus” (v. 12), ou seja, o que virá criar “A Nova Terra e a Novos Céus” (v. 12), ou seja, o
Quinto Império – “Sonho das eras português” (v. 14). Quinto Império – “Sonho das eras português” (v. 14).

3. A repetição do advérbio “quando” ao longo do poema acentua a 3. A repetição do advérbio “quando” ao longo do poema acentua a
ânsia do sujeito poético de que D. Sebastião (designado como ânsia do sujeito poético de que D. Sebastião (designado como
“Encoberto”, “Sonho” e Senhor”) regresse e, com ele, se institua o “Encoberto”, “Sonho” e Senhor”) regresse e, com ele, se institua o
Quinto Império. Desta forma, a figura de estilo marca insistente e Quinto Império. Desta forma, a figura de estilo marca insistente e
ansiosamente o desejo e a esperança, da parte do “eu”, de que se ansiosamente o desejo e a esperança, da parte do “eu”, de que se
cumpra uma nova era, num tempo futuro. cumpra uma nova era, num tempo futuro.