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Universidade do Estado da Bahia – UNEB

Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais - DTCS

Rodrigo Cavalcante Carvalho

SILVICULTURA

Revisão Bibliográfica

Juazeiro-BA

Novembro de 2019
Acácia Negra
A acácia-negra (Acacia mearnsii) é uma leguminosa arbórea, originária da Austrália,
que vem sendo cultivada em vários paises. No Brasil, o estado que mais a cultiva é o
Rio Grande do Sul, cujo estabelecimento da primeira plantação comercial deu-se por
volta de 1930. É uma espécie de múltiplos propósitos, tais como restauração de
ambientes degradados, fixação de nitrogênio, produção de tanino e de energia, dentre
outros. No Brasil vem sendo plantada, principalmente, com a finalidade de produção de
tanino, extraído da casca e utilizado nas indústrias de curtume, e de energia,
proveniente da madeira.

Uma das principais vantagens da espécie é a idade de corte no Brasil, que varia desde
os 5 anos até 10 anos, enquanto na África do Sul ocorre normalmente aos 11 anos. A
amplitude de produtividade gira em torno dos 10 a 25 m³/ha/ano, sendo a produção
média de casca em torno de 15 t/ha. Uma árvore de acácia-negra pesa em média nos
plantios brasileiros, na idade de 6 a 8 anos, 60 kg, sendo que destes 6 kg correspondem
à casca e 54 kg à madeira. Em média considera-se uma produtividade de 2,2 t/ano de
casca e 25,7 st./ano de madeira, num ciclo cultural de 7 anos e uma área colhida de 20
mil ha/ano, com uma produção anual em torno de 44 mil t. de casca e 3.600.000 de
metros cúbicos de madeira.

A acácia-negra é de grande importância econômica e social nas pequenas propriedades


existentes na região de plantio, pois cerca de 60% das plantações pertencem aos
pequenos proprietários. A maioria deles planta e colhe a acácia-negra na entressafra.

As plantações de acácia-negra têm características multifuncionais, tendo uma ação


recuperadora de solos de baixa fertilidade, permite consórcio com cultivos agrícolas e
criação de animais e de suas árvores além da madeira é possível o uso da casca para
fins industriais.

Apresenta bom crescimento em solos moderadamente profundos, bem drenados e de


textura média. Devido ao seu sistema radicular superficial desenvolve-se bem mesmo
em solos rasos, mas torna-se muito susceptível aos ventos fortes, podendo tombar com
facilidade.

A espécie não tolera solos mal drenados, hidromórficos ou muito úmidos e apresenta
desenvolvimento reduzido em solos muito ácidos e de baixa fertilidade. A acácia-negra
é uma espécie eficiente na fixação de nitrogênio, recuperadora e enriquecedora do solo
pela deposição elevada de folhedo rico em nitrogênio.

O gênero acácia é característico de regiões climáticas áridas e semiáridas, é comum


em muitas regiões sub-úmidas, pouco frequente na região úmida e raro nas florestas
tropicais e campos.

 Sistemas agroflorestais:

Inúmeros consórcios têm sido relatados da acácia-negra com cultivos agrícolas no


primeiro ano de plantio, como milho, mandioca, melancia e fumo, dependendo da região.

Em áreas de maior declividade, pouco recomendáveis para o uso com cultivos


agrícolas, plantios de acácia-negra têm sido usados em rotações com cultivos de batata,
principalmente. A acácia-negra se beneficia da adubação usada nos cultivos agrícolas
e pode atingir desenvolvimento esperado no sétimo ano em prazos menores, reduzindo
o ciclo.

 Doenças em Acácia-negra:

O principal problema fitossanitário da acácia-negra é a doença conhecida como


gomose, cujo agente causal é o fungo Phytophthora spp. A partir de 2001, em plantios
desta espécie tem-se verificado a presença de murcha de Ceratocystis fimbriata.

O sintoma da murcha de Ceratocystis que chama a atenção é o aparecimento de


murcha seguida da morte das árvores. Quando os caules são cortados
transversalmente, observam-se estrias internas de cor marrom no cerne. Nas
plantações, as árvores doentes são distribuídas esparsamente, e ocorre geralmente em
plantios de acácia-negra com dois a três anos de idade.

O fungo C. fimbriata requer ferimentos para penetração na planta. Tais ferimentos


podem ser provocados por insetos, ventos, granizo e práticas silviculturais. Os
ferimentos que ocorrem nos meses quentes e chuvosos são mais favoráveis para a
infecção do que os ferimentos que ocorrem nos meses frios e secos. A transmissão do
fungo de uma árvore doente para uma sadia é associada com insetos vetores.

Araucária
O gênero Araucaria L. Jussieu, cuja origem remonta há cerca de 200 milhões de anos,
é composto por 19 espécies de ocorrências restritas ao hemisfério Sul, na Austrália,
Papua Nova Guiné, Nova Caledônia, Vanuatu, Ilha Norfolk, Brasil, Chile e Argentina.

A espécie Araucaria angustifolia é nativa do Brasil e possui uma ampla área de


distribuição, contribuindo para que o pinheiro-do-paraná se diferencie em raças locais
ou ecotipos (Gurgel et al., 1965), descritos por Reitz & Klein (1966) em variedades, a
saber: Araucaria angustifolia: elegans, sancti josephi, angustifolia, caiova, indehiscens,
nigra, striata, semi-alba e alba (Carvalho, 1994).

A despeito de ocupar extensas áreas, a sua exploração indiscriminada colocou-a na


lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção (Brasil, 1992).

Dos 20 milhões de hectares originalmente cobertos pela Floresta de Araucária, restam,


atualmente, cerca de 2% dessa área.

Particularmente no Estado do Paraná, as serrarias e o uso industrial foram as principais


responsáveis pelo desmatamento (Gurgel Filho, 1990).

É a espécie arbórea dominante da floresta ombrófila mista, ocorrendo majoritariamente


na região Sul do Brasil, mas também sendo encontrada no leste e sul do estado de São
Paulo, sul do estado de Minas Gerais, principalmente na Serra da Mantiqueira, na
Região Serrana do estado do Rio de Janeiro e em pequenos trechos da Argentina e
Paraguai.
Para produzir pinhões é necessário indivíduos macho e fêmea e precisam estar
alinhados pois a polinização é feita pelo vento.

Araucária tem suas manhas. É árvore de crescimento rápido, portanto de madeira


“mole” como se diz no interior. Atinge mais de 30 m e solta galhos com vento e chuva.
Há de se ter muito cuidado onde ela será plantada. Recomendada para áreas
de reflorestamento, grandes espaços, fazendas. Em área urbana o plantio é
complicado.

 SINONÍMIA

- Colymbea angustifolia Bert.;


- Colymbea brasiliensis Carr.;
- Araucaria brasiliana A. Rich.;
- Araucaria brasiliensis A. Rich.;

 CARACTERÍSTICAS

A araucária amplamente conhecida e fotografada, aquela do formato de cálice, é a


fêmea. Ela é maior, mais frondosa e produz a pinha e o pinhão. O macho é menor tem
um formato triangular e gera o estróbilo ou o popular "pito". A reprodução conta com a
ajuda do vento que age como polinizador.

Porte: Árvore de grande porte. Pode atingir 50m.

COPA: Sua forma é única na paisagem brasileira, parecendo uma taça ou umbela.

CAULE: Cilíndrico, reto. DAP de 2,5m.

FOLHAS: Aciculares

FLORES: As flores femininas são estróbilos, conhecidas popularmente como pinhas, e


as masculinas são amentos ou cones cilíndricos com escamas coriáceas que protegem
os sacos de pólen, com comprimento variando de 10 a 22 cm e diâmetro entre 2 e 5 cm.

FRUTOS: Pseudofrutos (pinhas) globosos a elípticos. As araucárias não têm frutos


verdadeiros, ou seja, suas sementes não são envolvidas por uma polpa. Os
pseudofrutos ficam agrupados nas pinhas que, maduras, assumem uma forma esférica,
com um diâmetro de cerca de 15 a 30 cm, e chegam a pesar 5 kg.

SEMENTES: Sementes comestíveis (pinhões) de cor castanho-avermelhada, com 3 a 8


cm de comprimento por 1 a 2 cm de diâmetro.

As sementes, os pinhões, se originam em brácteas do amentilho feminino,


desenvolvendo-se a partir de óvulos nus; são de cor marrom, cônicas, aladas, com cerca
de 5 cm de comprimento, peso médio de 8,7g, ápice em espinho achatado e curvo; seu
tegumento coriáceo esconde um endosperma nutritivo, ou amêndoa, rico em amido e
aminoácidos, que envolve os cotilédones.
Seringueira
 Características

A seringueira, cujo nome científico é Hevea brasiliensis, é uma árvore de porte ereto,
podendo atingir 30m de altura total sob condições favoráveis, iniciando aos 4 anos a
produção de sementes, e aos 6 -7 anos (quando propagada por enxertia) a produção
de látex (borracha) (IAPAR,2004).

Seu tronco varia entre 30-60cm de diâmetro. A casca é o principal componente do


tronco, responsável pela produção de látex, transporte e armazenamento de
assimilados produzidos na folha. Além dos vasos laticíferos, acham-se na casca,
próximo ao câmbio, os tubos crivados, as células parenquimatosas e os raios
medulares.

O desenvolvimento das raízes da seringueira está diretamente relacionado às


condições físicas ideais do solo, como boa aeração, drenagem e retenção de umidade
adequada, permitindo maior exploração do sistema radicular da planta por volume de
solo.

Possui folhas compostas trifoliadas, longamente pecioladas, com folíolos


membranáceos e glabros.

A espécie pertence ao grupo das Dicotiledôneas, sendo monóica. As flores são


unissexuadas, pequenas, amarelas e dispostas em racimo. O fruto é uma cápsula
grande, que geralmente apresenta três sementes. Estas são geralmente grandes e
pesam, em média, de 3,5 a 6,0g de forma oval com a superfície neutral ligeiramente
achatada. O tegumento é duro e brilhante, de cor marrom, com numerosas matizes
sobre a superfície dorsal.

A seringueira (Hevea brasiliensis) é atualmente a principal fonte da borracha natural no


mundo. A borracha dessa árvore foi descoberta em meados do século XVIII.

O Brasil tornou-se o maior produtor mundial da borracha natural e passou a abastecer


o comércio internacional de 1879 a 1912. Isso trouxe riqueza e desenvolvimento para
cidades como Manaus, Belém e Rio Branco, na época e ainda foi responsável pela
colonização do Acre, então território da Bolívia, que mais tarde foi anexado ao Brasil
(LEÃO, 2000).

Entretanto, a partir de 1912, as exportações brasileiras foram substituídas


continuamente, até serem paralisadas no final dos anos 40 (PEREIRA, 2000).

O fim do ciclo da borracha iniciou em 1876 quando Henry Wickham levou para Inglaterra
70 mil mudas de seringueira onde apresentaram notável desenvolvimento. Neste
mesmo período, 2.000 mudas foram levadas para Malásia onde também conseguiram
se desenvolver. Em 1913, as seringueiras malaias superavam a produção do Brasil:
47.000 toneladas contra 37.000 mil toneladas (LEÃO, 2000).

Os fatores que contribuíram para o sucesso da produção da borracha natural na Ásia


foi o fato de a seringueira ser cultivada de forma comercial naqueles países, além da
inexistência do fungo causador do mal-das-folhas, doença mais comum dos seringais,
principalmente da Amazônia. No Brasil, isto ocorreu diferentemente, onde o sistema de
produção era extrativista e o investimento em pesquisa agrícola não era tão grande
quando comparado com o do Ásia. Assim, desde 1912, os países asiáticos passaram a
dominar o mercado mundial (BORRACHA NATURAL, 2006).

Mas, foram feitas algumas tentativas no Brasil objetivando aumentar a produção


nacional da borracha natural.

A partir da década de 60 foram elaborados no país planos ambiciosos para expandir a


produção da borracha natural via cultivo da seringueira. Nos anos 70 e 80, o país
investiu mais de US$ 1,0 bilhão para viabilizar a cultura na Amazônia (PEREIRA, 2000).

Todavia, apenas os seringais formados fora da região Amazônica tornaram-se viáveis


e fizeram crescer a produção nacional da borracha natural. De 1971 a 2004, a produção
nacional de borracha natural aumentou 400% (Figura 1), mas ainda é pequena quando
comparada com a dos países asiáticos.

A cultura da seringueira na Amazônia não obteve sucesso devido ao efeito devastador


do fungo Microcylus ulei, causador do mal-das-folhas (PEREIRA, 2000).

 Pragas e Doenças:

Entre as doenças que ocorrem na espécie, o “mal-das-folhas” é uma das mais


conhecidas. É causada pelo fungo Microcylus ulei e é o principal fator limitante à
expansão da heiveicultura no Brasil, principalmente na região Norte do país. O dano
maior é a queda prematura de folhas, podendo levar as plantas à morte. O controle pode
ser realizado utilizando clones resistentes, área de escapes ou fungicidas.

Podemos destacar também as doenças provocadas pelo fungo Phytophthora spp. Nos
últimos anos, este tem causado danos superiores ao mal-das-folhas, atacando folhas,
frutos e hastes. Os sintomas são: requeima, queda anormal das folhas, podridão dos
frutos, cancro estriado do painel e cancro do tronco. Ocorre somente no Brasil e tem
maior importância no sudeste da Bahia.

O controle pode ser feito utilizando fungicidas, área de escape, limpeza e queima de
ramos e galhos infectados da porção mais baixa da copa. Além da requeima e queda
anormal das folhas, o fungo é responsável pelo cancro-estriado (cancro-do-painel) e o
cancro-do-tronco. O sintoma do cancro-estriado é a interrupção das sangrias durante o
período chuvoso, prejudicando a produção.

O cancro-do-tronco pode danificar as plantas com a formação de sintomas de cancro


típico ou anelar, levando as árvores à morte.

Ainda há a mancha areolada causada pelo fungo Thanatephorus cucumeris, a


antracnose pelo Colltotrichum gloeosporioides, que se manifesta em folhas imaturas,
ramos, frutos e no painel, a Podridão Vermelha pelo Ganoderma philipii; a Podridão
Parda pelo Rigidoporus lignosus e a Podridão Branca pelo Phellinus noxius.

Quanto às pragas que atacam o seringal, há os ácaros, besouros desfolhadores,


mandarovás, formigas, moscas brancas, cochonilhas, percevejos-de-renda e cupins.
Aproximadamente 60 espécies de ácaros de diferentes famílias têm sido relatadas no
Brasil em seringueira. Dentre as espécies de ácaros fitófagos encontradas em
seringueira, duas são consideradas pragas sérias nas regiões Centro-Oeste e Sudeste
do Brasil: Calacarus heveae Feres (Eriophyidae), que têm causado severo
desfolhamento das plantas e conseqüente queda da produtividade do látex (Vieira &
Gomes 1999, Feres 2000); Tenuipalpus heveae Baker (Tenuipalpidae), que causa
bronzeamento e queda prematura das folhas, o que parece determinar redução
significativa da produção de látex (Pontier et al. 2001) (BELLINI et al., 2005).

O ácaro Calacarus heveae é uma espécie pertencente a um grupo de ácaros muito


pequenos (0,1 a 0,3 mm de comprimento), com o corpo vermiforme semelhante a uma
pequena vírgula e apenas dois pares de pernas, apresentando coloração marrom-
acinzentada. Como conseqüência de seu ataque às folhas perdem o brilho e
apresentam um amarelamentoprogressivo de sua superfície intercalado com áreas
verdes normais formando desenhos característicos. Esses sintomas desenvolvem-se a
partir da região inferior da copa, ascendendo progressivamente. As folhas atingidas
acabam caindo, resultando em diferentes níveis de desfolha das plantas.

Aspectos de Plantio:

Cultivares: clones de alto rendimento. Recomenda-se para o litoral; clones tolerantes ao


mal-das-folhas.

Clima e solo: solos com permeabilidade e profundidade adequadas e ph entre 3,8 e 6,0
(ótimo: 4,0 a 5,5). Evitar regiões frias e baixadas sujeitas a geadas.

Época de plantio: mais favorável no início da estação das águas.

Tipos de mudas: mudas formadas no próprio saco plástico ou toco parafinado


transplantado para o saco plástico com um ou dois lançamentos maduros.

Viveiro de seringueira:

Espaçamento: 7 a 8 m, entre as linhas de plantio e 2,5 a 3,0 m entre as plantas na linha.

Mudas necessárias: ideal 500 plantas por hectare.

Plantio: covas nas dimensões de 0,4 x 0,4 x 0,5 m com uso da cavadeira ou em sulcos.
Plantio em nível.

Controle da erosão: plantar em nível mantendo o solo vegetado no período das chuvas.

Calagem e adubação: segundo a análise de solo, aplicar calcário para elevar a


saturação por bases a 50%, usando preferivelmente calcário dolomítico, até a dose de
2 t/ha. A adubação de plantio, por cova, corresponde a 30 g de P2O5 e 30 g de K2O e
20 a 30 litros de esterco de curral bem curtido, quando disponível; para solos deficientes,
acrescentar 5 g de zinco. Cerca de um mês após o plantio, aplicar 30 g de N por planta,
em cobertura, repetindo essa aplicação mais duas vezes durante o decorrer do 1.° ano.
A adubação de formação e exploração corresponde a 80 g/planta de N, 40 a 80 g/planta
de P2O5 e 40 a 80 g/planta de K2O, durante o 2.° e 3.° ano; do 4.° ao 6.° ano aplicar
120 g/planta de N, 60 a 120 g/planta de P2O5 e 60 a 120 g/planta de K2O; do 7.° ao
15.°, aplicar 120 g/planta de N, 60 a 100 g/planta de P2O5 e 60 a 120 g/planta de K2O;
e do 16.° ao 25.° ano, aplicar 100 g/planta de N, 40 a 80 g/planta de P2O5 e 60 a 100
g/planta de K2O. Parcelar a aplicação de fertilizantes, em duas vezes; a primeira no
início e a segunda no final da estação das águas.

Outros tratos culturais: na formação - controlar plantas daninhas com herbicidas


específicos ou capinas manuais; desbrotar para livrar o tronco até 2m; fazer formação
de copa com anelamento da haste, quando necessário. Adulto - controle do mato com
capinas ou herbicidas nas fileiras; roçar as entrelinhas.

Culturas intercalares: indicado até o terceiro ou quarto ano de formação; culturas anuais
recomendadas - feijão, soja, milho etc; e perenes - palmito, café, cacau, etc. Tomar o
cuidado de respeitar uma faixa de pelo menos um metro de cada lado da linha de
seringueira, para evitar competição por nutrientes.

Controle de doenças: no litoral, clones tolerantes ao mal-das-folhas (Mycrocyclus ulei),


doença que não é problema no planalto. Em viveiros irrigados, em determinadas épocas
do ano, usar benomyl, triadimefom, enbuconazole methyl, propiconazole, mancozeb e
chlorotalonil. Antracnose ocorre em folíolos jovens e painel de sangria. Folíolos:
fungicidas cúpricos e chlorotalonil. Painel: fungicidas à base de chlorotalonil,
propiconazole e mancozeb. Oídio (Oidium heveae): enxofre.

Colheita: o látex é colhido o ano todo com sangrias a cada três, quatro, cinco ou até
sete dias. Sugere-se o uso de estimulantes após visitação técnica.

Produtividade normal: varia com o clone e a idade de sangria. Entretanto, a


produtividade média de borracha seca nos seringais; no Estado gira em torno de 1.000
kg/ha ao ano.

Sabiá
Ocorre naturalmente nos Estados do Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará, na região
Nordeste do Brasil.

Estende-se desde o Estado do Maranhão até o Estado de Pernambuco, na chapada do


Araripe, divisa dos Estados de Pernambuco e do Ceará. Foi introduzida com êxito em
regiões úmidas dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo que nesses locais a
espécie é conhecida como sansão-do-campo.

 Importância e Usos:

A espécie se destaca como uma das principais fontes de estacas para cercas no
Nordeste, em especial no Estado do Ceará. A madeira também é utilizada para energia,
apresentando peso específico em torno de 0,87 g/cm3 e um teor de carbono fixo de
aproximadamente 73%.

Estas características qualificam a espécie como uma boa opção para a produção de
lenha e carvão. Atualmente, nas áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco, no
semiárido nordestino, as estacas têm sido amplamente comercializadas e utilizadas,
principalmente, como tutores para apoio e sustentação das plantações de uvas (Vitis
vinifera L.).
As folhas, verdes ou secas, assim como as vagens, são forrageiras. Sua folhagem é
considerada uma valiosa fonte de alimento para grandes e pequenos ruminantes,
principalmente na época seca.

As folhas possuem alto valor nutricional, contendo aproximadamente 17% de proteína.


As flores são melíferas e a casca tem sido usada em medicina caseira. A espécie
também é utilizada como quebra-vento ou cerca-viva. Na região Sudeste do País é
comum a sua utilização para cercar sítios, fazendas, indústrias, loteamentos e áreas de
mineração.

Nesta última, tem a função de minimizar alguns impactos gerados pela atividade, tais
como o impacto visual e a poeira. As cercas-vivas oferecem proteção como se fossem
um muro , que impossibilita a visualização do empreendimento e a entrada de pessoas
estranhas e animais, além do aspecto paisagístico.

 Produção

Para as condições do semiárido brasileiro, é considerada uma espécie de rápido


crescimento, com incremento médio de 1 m de altura por ano. Em plantios utilizando
espaçamento de 3 x 3 m com 7 anos de idade, apresenta, em média, 6 m de altura e
6,5 cm de DAP (diâmetro à altura do peito).

A produção de madeira varia em função da zona ecológica em que a espécie é plantada.


No Nordeste, em região sub-úmida, obteve-se um volume médio de 46,5 m3 por hectare
em plantações com seis anos de idade, com espaçamento de 2 x 2 m (aproximadamente
7,7 m3/há/ano).

Em regiões de clima semiárido quente, em solos areno-argilosos (Podzólicos Vermelho-


Amarelos) e espaçamentos mais amplos (3 x 2 m), a produção é em torno 5 m3/há/ano.

A produção de estacas varia entre 4.000 e 9.000 unidades por hectare, em plantios com
8 anos de idade, em solos Podzólicos Vermelho-Amarelos. As cercas vivas, quando
plantadas adensadas, atingem quatro metros de altura em dois anos.

Após o terceiro ano a barreira, ou cortina vegetal, está formada com altura de quatro a
oito metros, 50 cm de largura e, aproximadamente, 300 espinhos (acúleos) por metro
quadrado de cerca.

 Descrição Botânica

Árvore de pequeno porte, atingindo altura de 7 a 8 metros, o tronco apresenta acúleos


que desaparecem com a idade. Já os ramos jovens apresentam um grande número de
acúleos. A casca é de cor castanho claro a cinza acastanhado; e o ritidoma se
desprende por rimas longitudinais, em lâminas estreitas e delgadas. As folhas são
alternas, bipinadas com 4 a 6 pinas opostas. Cada pina é constituída de 4 a 8 folíolos
elípticos e ovais. A inflorescência é do tipo panículas de espigas com 5 a 10 cm de
comprimento. As flores são pequenas, de cor branca, com 0,5 a 0,7 mm de
comprimento. O fruto é um craspédio sobre estípete de 2 a 8 mm; castanho, medindo
de 5 a 10 cm de comprimento por 10-13 mm de largura e aproximadamente 1 mm de
espessura, dividindo-se em 5-9 artículos, unisseminados, retangulares ou quadrados,
presos a dois filamentos laterais, os quais, permanecem após a queda dos artículos.
Cada artículo possui uma semente.

As sementes são pequenas, ovóides, tendendo a orbicular com dimensões de 5,9 mm


x 5,5 mm x 1,7 mm, apresentando superfície lisa, lustrosa e de cor marrom.

Seu sistema radicular encontra-se bem adaptado às condições ambientais limitantes.

 Fenologia e Outros Aspectos Biológicos

Em geral a floração se estende de abril a junho, e a frutificação de maio a outubro, com


a queda dos frutos começando a partir de setembro. A polinização é essencialmente
entomófila, sendo considerada uma espécie apícola.

A fim de evitar problemas com os espinhos (acúleos) no manejo desta espécie para
obtenção de estacas, se aconselha a utilização de sementes de M.caesalpiniaefolia
forma inerme, variedade melhorada geneticamente para a ausência dessa
característica. Por outro lado, quando a finalidade do plantio for a formação de cercas-
vivas, a presença de espinhos nas plantas torna-se uma característica desejável.

Possui boa capacidade de rebrota, que se inicia sete dias após do corte do tronco. O
número de brotos chega a ser superior a 12, sendo aconselhado o raleio, deixando
somente 3 a 6 gemas. Também existe a possibilidade de rebrota das raízes.

A espécie tem boa capacidade de regeneração natural e se propaga facilmente por


sementes, sendo que em condições edafoclimáticas favoráveis pode se comportar
como planta invasora.

Possui, ainda, a capacidade de associação simbiótica com Rhizobium sp que fixa o


nitrogênio atmosférico, sendo muito importante para florestas em regeneração e,
principalmente, em áreas de reflorestamento. O efeito dessa bactéria é observado pelo
maior desenvolvimento das plantas em decorrência da maior capacidade de absorção
de nutrientes do solo.

Susceptibilidade a Danos e Enfermidades

As sementes são atacadas por um coleóptero (Bruchus pisorus L.), perfurando-as antes
mesmo da coleta ou logo após o seu beneficiamento. Este fato é importante, e serve
como um indicativo para escolha de sementes de qualidade, garantindo um maior
percentual de germinação.

 Silvicultura e Manejo

A multiplicação pode ser feita por sementes ou por estacas. O número de sementes por
quilo é de 22.400 a 33.000 unidades. As sementes, por apresentarem problemas de
dormência de tegumento, necessitam de tratamento para a sua ruptura, podendo ser
por processos físicos ou químicos. Recomenda-se a prática de imersão das sementes
em água recém-fervida por um minuto. Com este processo de quebra de dormência a
germinação tem início 3 a 5 dias após a semeadura e pode-se obter cerca de 80% de
sementes germinadas.
A formação de mudas pode ser realizada em sacos plásticos, sendo utilizado como
substrato uma mistura de terra e esterco na proporção de 1:1. É onveniente colocar
duas sementes por recipiente, deixando-se posteriormente a de maior vigor ou a central.
A plantação definitiva deve ser feita quando as mudas alcançarem cerca de 20 cm de
altura, o que ocorre 3 a 4 meses depois da semeadura.

O tamanho das covas, para plantios definitivos no terreno, devem ter 20 x 20 x 20 cm,
distanciadas em 3 x 2 m ou 3 x 3 m e devem receber adubação (orgânica ou química),
com o objetivo de favorecer o rápido desenvolvimento das raízes. A plantação desta
espécie pode ser realizada isolada ou associada a outros cultivos.

Os cortes para obtenção de estacas podem ser efetuados em intervalos de 3 a 4 anos


após o plantio. As estacas obtidas durante o período de repouso vegetativo (outubro –
novembro) apresentam menor susceptibilidadeà rachaduras e maior resistência à
decomposição.

Podas e raleios (desbastes) devem ser operações indispensáveis no manejo dos


plantios com a finalidade de obtenção de estacas para cercas.

Na utilização como cercas-vivas recomenda-se que a espécie seja plantada adensada,


utilizando um metro entre plantas, ou ainda em linhas, com espaçamento de 10 cm entre
plantas, o que suprime o uso de arame. Ao contrário, quando for usado o arame, será
necessário utilizar espaçamentos mais amplos entre plantas (2 a 3 metros), fazendo-se,
nesse caso, a condução das mesmas.

Populus
O gênero Populus, popularmente chamado de Álamo ou Choupo pertence a Família
Salicaceae. É originário de regiões de clima temperado e frio do Hemisfério Norte, onde
são amplamente cultivados, constituindo-se como uma das principais espécies
econômicas.

Segundo previsões da FAO (2004), existem cerca de 70 milhões de hectares de Álamo,


os quais crescem em forma de bosques naturais, florestas plantadas, incluindo sistemas
agro-florestais e árvores ornamentais.

A Federação Russa, Canadá e Ucrânia têm as maiores áreas de Álamo nativos, porém,
China, Índia e Paquistão possuem as maiores áreas plantadas. No Brasil os primeiros
plantios comerciais de Populus foram implantados na década de 1960, no entanto,
somente no início da década de 1990, passaram a ser praticados em áreas mais
extensas.

Atualmente existem aproximadamente 5.500 ha, entre os estados do Paraná e Santa


Catarina, na Bacia do rio Iguaçu. A madeira destes plantios é destinada ao
abastecimento da indústria fosforeira, visto que as características de crescimento
rápido, retidão de fuste, composição química (ausência de resinas), coloração
esbranquiçada e fibra reta, favorecem a espécie para esse segmento industrial.

Entre os problemas associados ao gênero Populus no Brasil, o de maior destaque é o


ataque da lagarta Condylorrhiza vestigialis (Guenée, 1854) (Lepidoptera: Crambidae),
conhecida popularmente como “Mariposa-do-Álamo”. Esse inseto provoca desfolha
intensa nas plantas, causando danos no período de maior crescimento vegetativo das
mesmas, nos meses de dezembro a março.

A composição volumétrica da madeira de Populus é caracterizada pela alta proporção


de fibras (53% a 60%), seguida pelos elementos de vaso (28% a 34%), células de raio
(11% a 14%) e pela baixa proporção de parênquima axial (0,1 a 0,3%) (PANSHIN and
de ZEEUW², apud BALATINECZ, 2001).

Paricá
A espécie Shizolobium amazonicum (paricá) por apresentar rápido crescimento, fuste
reto e madeira com elevada cotação no mercado interno e externo, vem sendo bastante
cultivada pelas empresas madeireiras da região norte e nordeste do país, principalmente
nos Estados do Pará e Maranhão. Segundo o Centro de Pesquisa do Paricá (CPP)
localizado no município de Dom Eliseu, no sul do Pará, que representa a grande maioria
dos plantadores de paricá dos Estados do Pará e Maranhão, estima-se que, nestes
Estados, existe em torno de 40.000 hectares da espécie plantados.

Ocorre na Amazônia brasileira, venezuelana, colombiana, peruana e boliviana. No


Brasil, é encontrado nos Estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia, em
solos argilosos de florestas primárias e secundárias, tanto em terra firme quanto em
várzea alta. Ocorre em altitudes de até 800m.

 Usos da espécie

A madeira é mole, leve, com textura grossa, grã direita a irregular, cerne creme-
avermelhado e alburno creme claro. Apresenta processamento fácil e recebe bom
acabamento, mas possui baixa durabilidade natural, sendo suscetível ao ataque de
fungos, cupins e insetos xilófagos. É empregada na fabricação de palitos de fósforo,
saltos de calçados, brinquedos, maquetes, embalagens leves, canoas, forros, miolo de
painéis e portas, formas de concreto, laminados, compensados, celulose e papel.

A árvore é indicada para plantios comerciais, sistemas agroflorestais e


reflorestamento de áreas degradadas, devido ao seu rápido crescimento e ao bom
desempenho tanto em formações homogêneas quanto em consórcios. Por sua
arquitetura e floração vistosa, pode ser empregada em arborização de praças e jardins
amplos. A casca pode servir para curtume e as folhas são usadas como febrífugo por
algumas etnias indígenas.

 Características Silviculturais

O paricá é uma espécie essencialmente heliófila, que não tolera baixas


temperaturas. Apresenta crescimento monopodial, ainda que a céu aberto, com fuste
reto e limpo, devido à boa derrama natural ou auto-poda (Carvalho, 2007).

Métodos de regeneração: os trabalhos relacionados com a silvicultura dessa


espécie ainda são poucos (MARQUES, 1990). Contudo, essa espécie deve ser plantada
a pleno sol nos espaçamentos de 4 m x 3 m ou 4 m x 4 m, que proporcionam maior
crescimento (RONDON, 2002). Contudo, é bastante afetada pela ação do vento, que
pode provocar inclinação dos fustes. Para que haja equilíbrio na estrutura de
povoamentos com essa espécie, recomenda-se cortinas de abrigo ou plantios
consorciados com espécies que tenham semelhante ritmo de crescimento (PEREIRA,
1982). O paricá brota, intensamente, da touça.

Sistemas agroflorestais: em Rondônia, essa espécie é utilizada para sombrear


plantações de café ou de cacau. Em Paragominas, no sul do Pará, foi plantado em
consórcio com o cultivo de milho repetido nos três primeiros anos; no terceiro ano, junto
com o terceiro cultivo de milho, foram introduzidas três gramíneas forrageiras.

Semeadura: recomenda-se semear uma a duas sementes diretamente em sacos


de polietileno com dimensão de 18 cm de largura por 25 cm de comprimento (RONDON,
2002), ou em tubetes de tamanho grande. Se for necessária, a repicagem deve ser feita
quando as plantas atingirem altura de 9 cm, entre uma semana a 71 dias após a
germinação (GIBSON & LEÃO, 1997). O sistema radiculardessa espécie é superficial.

Propagação vegetativa: a produção de mudas de paricá pelo método de estaquia


de material juvenil é viável, desde que as estacas sejam retiradas das seções medianas
e basais da planta e tratadas com AIB com concentração variando entre 2.000 ppm a
4.000 ppm (ROSA & PINHEIRO, 2.000). Rosa & Pinheiro (2001) recomendam a
utilização de 2.545,67 ppm de AIB para as estacas retiradas da base e 3.979,71 ppm
para as estacas extraídas da parte mediana da planta, que correspondem ao
enraizamento máximo, de 83,07 % e 80,12 % respectivamente.

Nim
O nim é uma planta de origem asiática, pertencente à família Meliaceae, natural de
Burma e das regiões áridas da Índia (SAXENA, 1983). O nim (Azadirachta indica A.
Juss) também pode ser encontrado com os nomes de neen, margosa, nime, lila índio,
ou ainda por Melia azadirachta L., Melia indica (A. Juss.) Brandis e Antelaea azadirachta
(L.) Adelb. (KOUL et al., 1990).

 Características botânicas

É uma árvore de crescimento rápido, podendo alcançar de 10 a 20 m de altura, com


tronco semi-ereto a reto, marrom-avermelhado, duro e resistente, de 30 a 80 cm de
diâmetro, e apresentando um sistema radicular que pode atingir profundidade de até 15
m. Sua copa pode variar de 8 a 12 m. Suas folhas são alternadas, com freqüência
aglomerada nos extremos dos ramos simples e sem estípulas e com folíolos de
coloração verde-clara intensa (SODEPAZ, 2006). Suas flores são brancas ou de cor
creme e aromáticas, reunidas em inflorescências densas, de cerca de 25 cm de
comprimento, encontrando-se tanto flores masculinas como hermafroditas na mesma
planta. Seu fruto é uma baga ovalada que apresenta cor verde-clara durante seu
desenvolvimento inicial, e se tornando amarelado, com polpa macia e amarga quando
madura (SODEPAZ, 2006). Sua semente apresenta uma casca dura, porém fina, de
coloração branca, contendo em seu interior a semente propriamente dita, de coloração
marrom.

 Ecologia da planta

A planta cresce durante os cinco primeiros anos de 4 a 7 m. Sua floração normalmente


se inicia no segundo ano de idade, e a produção de frutos passa a ser significativa após
três anos do plantio, com cerca de 8 kg de frutos planta-1 . No Brasil, a produção de
frutos se inicia em dezembronas regiões Central, Norte e Nordeste; na região Sudeste,
a produção predomina entre fevereiro a abril, e na região sul, vai de maio até junho
(MARTINEZ et al., 1998).

 Clima e solo

O nim é uma planta de clima tropical, podendo se adaptar ao clima subtropical. Seu
máximo potencial de desenvolvimento é obtido com temperaturas entre 20 e 32º C
(GRUBER, 1992). É mais resistente às altas do que as baixas temperaturas, tolerando
temperaturas altas, mas não suportando temperaturas abaixo de 4ºC por muito tempo.
Geadas causam mais danos em mudas pequenas do que em árvores maduras, porém
podem reduzir drasticamente a produção de frutos no ano seguinte. A planta é resistente
à seca, podendo se desenvolver com precipitação média anual de 400 mm, porém as
condições ideais estão entre 800 e 1800 mm. Pode se desenvolver em qualquer solo,
tendo preferência pelos profundos e bem drenados. O pH do solo ideal para seu
crescimento deve variar de 6,5 e 7,5 (GRUBER, 1992).

Referências
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ESPLAR – CENTRO DE PESQUISA E ACESSORIA – PRODUTOS DO NIM


http://www.esplar.org.br/produtos/nim1.htm (19 de fevereiro de 2006).

www.iac.sp.gov.br › imagem_informacoestecnologicas