Você está na página 1de 13

ii

Índice
Introdução ................................................................................................................................... 3

Objectivos ................................................................................................................................... 3

Metodologias .............................................................................................................................. 3

Origem dos direitos humanos ..................................................................................................... 4

Declaração Universal dos Direitos Humanos ............................................................................. 4

Características dos direitos humanos.......................................................................................... 6

Os ideais universais dos direitos humanos ................................................................................. 6

Direito civis e políticos e direitos económicos, sociais e culturais ............................................ 8

Contextualização ........................................................................................................................ 8

O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos.................................................................. 9

O Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais ........................................ 9

Direitos civis ............................................................................................................................. 10

Direitos políticos ...................................................................................................................... 10

Direitos sociais ......................................................................................................................... 10

Direito económico .................................................................................................................... 10

Direitos culturais ...................................................................................................................... 11

Conclusão ................................................................................................................................. 12

Bibliografia ............................................................................................................................... 13
2
3

Introdução

O presente trabalho intitulado "História da evolução e aplicação dos Direitos Humanos: civis,
económicos, políticos, sociais e culturais" reflecte as etapas da evolução dos Direitos
Humanos, O primeiro Registro histórico de direitos humanos é de aproximadamente 500 anos
antes de Cristo, quando Ciro, rei da Pérsia, declarou a liberdade de escravos e alguns outros
direitos de igualdade humana.

Objectivos

Objectivo Geral – compreender História da evolução e aplicação dos Direitos Humanos.

Objectivos específicos:

 Analisar evolução e aplicação dos Direitos Humanos,


 Identificar as etapas da evolução e aplicação dos Direitos Humanos,
 Explicar há aplicação dos Direitos Humanos tais; civis, económicos, políticos, sociais
e culturais.

Metodologias

Para realização deste trabalho, o grupo recorreu há certos manuais literários que abordam a
cerca da temática.
4

Origem dos direitos humanos

O primeiro Registro histórico de direitos humanos é de aproximadamente 500 anos antes de


Cristo, quando Ciro, rei da Pérsia, declarou a liberdade de escravos e alguns outros direitos de
igualdade humana. Esses direitos foram gravados em uma peça chamada Cilindro de Ciro.

Também são acontecimentos importantes na protecção dos direitos humanos a criação da


Declaração de Direitos de Virgínia, nos Estados Unidos (1776) e a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão (1789) na França.

A criação da Organização das Nações Unidas em 1945 também faz parte da história da
evolução dos direitos humanos. É um fato importante porque um dos objectivos da ONU é
trabalhar para garantir a dignidade de todos os povos e para diminuir as desigualdades
mundiais.

Logo em seguida, no ano de 1948, a ONU aprovou a criação da Declaração Universal dos
Direitos Humanos e em 1966 foram criados mais dois documentos: o Pacto Internacional
sobre os Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos,
Sociais e Culturais.

Hoje existem várias organizações e movimentos que têm como objectivo defender os direitos
humanos, como por exemplo:

 Anistia Internacional,
 Serviço Paz e Justiça na América Latina,
 Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos,
 Human Rights Watch,
 Gabinete de Instituições Democráticas e Direitos Humanos da Organização para a
Segurança e Cooperação na Europa.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Em 1948 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a Declaração Universal dos Direitos
Humanos (DUDH). Esse documento é um dos mais importantes na base dos direitos humanos
e contém os princípios básicos relacionados à garantia desses direitos.
5

Segundo Leão, a Declaração Universal de Direitos Humanos é um documento internacional


que estabelece um padrão de comportamento moral e ético mínimo comum para a relação dos
Estados com os seus cidadãos.

Segundo Almeida, quando o documento começou a ser pensado, o mundo ainda sentia os
efeitos da Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. “A descoberta do horror que o
homem é capaz é o elemento que está na base dos movimentos sociais que reivindicaram a
elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A ONU define o documento como a base da luta universal contra a opressão e a


discriminação, defende a igualdade e a dignidade das pessoas e reconhece que os direitos
humanos e as liberdades fundamentais devem ser aplicados a cada cidadão do planeta, porém,
a percepção sobre a declaração é deturpada.

Segundo a pesquisa da Ipsos, 6 em cada 10 entrevistados brasileiros concordam com a


afirmação de que os únicos beneficiados pelos direitos humanos são aqueles que “não
merecem”, como “criminosos e terroristas”. Para a pesquisadora da Unicamp, esses dados
reflectem desconhecimentos. “Se as pessoas soubessem quais são os direitos humanos, elas
jamais permitiriam que esse discurso se disseminasse, porque a maioria delas precisa dessa
protecção”, afirma.

Almeida ainda explica, que a declaração coloca no contexto internacional algo que já estava
presente nas convicções morais de muitas nações: a defesa da dignidade humana. “Essa ideia
existe em diferentes culturas, e as culturas traduzem de maneira diferente o que ela significa.
Mas, no fundamento, sempre está a negação que uma vida humana pode ser negociada em
favorecimento da vida do outro. Toda vida tem exactamente o mesmo valor”, diz Almeida.

A DUDH é importante no mundo todo porque é considerada o documento que marca o início
da conscientização e da preocupação mundial com a protecção dos direitos humanos. A
Assembleia Geral da ONU considera a Declaração como um modelo ideal para todos os
povos para atingir o respeito a esses direitos e liberdades humanas. A DUDH afirma que
todos os seres humanos nascem livres e que são iguais em dignidade e em direitos. Além
disso, a adopção da Declaração pela ONU também tem o objectivo de evitar guerras entre
países, promover a paz mundial e fortalecer a protecção aos direitos humanitários.
6

Características dos direitos humanos

As principais características dos direitos humanos e a sua principal função são de garantirem a
dignidade de todas as pessoas:

a. são universais: são válidos para todas as pessoas, sem qualquer tipo de discriminação
ou diferenciação,
b. são relacionados entre si: todos os direitos humanos devem ser aplicados igualmente,
a falta de um direito pode afectar os outros,
c. são indisponíveis: significa que uma pessoa não pode abrir mão dos seus direitos,
d. são imprescritíveis: significa que os direitos humanos não têm prazo e não perdem a
validade.

Os direitos humanos são tratados em várias leis, convenções, acordos e tratados


internacionais. Além da existência de leis sobre o assunto, é dever de cada Estado ter as suas
próprias leis que garantam que os direitos humanos serão respeitados e colocados em prática.

As leis que tratam dos direitos humanos:

 Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948)


 Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966)
 Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1966).

Os ideais universais dos direitos humanos

Os ideais universais contidos nos 30 artigos do texto vão desde os mais fundamentais, como o
direito à vida, aos que garantem uma vida digna, como os direitos à alimentação, educação,
trabalho, saúde, segurança, Justiça e liberdade.

Enfatizando a dignidade inerente de cada ser humano, o preâmbulo do texto afirma que os
direitos humanos são “a base da liberdade, da justiça e da paz no mundo”. 70 anos após a sua
proclamação, muitos artigos da declaração seguem sendo violados ou estão sob ameaça em
diversos lugares do mundo. Para a ONU, racismo, discriminação e intolerância permanecem
entre os maiores desafios do nosso tempo. “Embora a gente tenha uma práxis imperfeita do
respeito a essa declaração, ela é o instrumento que permite que grupos sociais e indivíduos
possam reivindicar direitos”, ressalta a historiadora.
7

O que significa a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH).

Artigo 1

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de
razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.”

O artigo primeiro da declaração reproduz os ideais da Revolução Francesa: liberdade,


igualdade e fraternidade. A liberdade é condição para igualdade (...) A fraternidade significa
trabalhar colectivamente para o bem colectivo. Ou seja, nós somos indivíduos que vivem em
comunidade e precisamos ter essa visão, explica Néri de Barros Almeida, da Unicamp.

A palavra dignidade aparece 5 vezes ao longo da declaração e, segundo a ONU, é a base de


todos os direitos humanos. A organização explica que a dignidade humana é reconhecida
como direito em mais de 160 constituições do mundo, incluindo a brasileira, de 1988. Em
1945, apenas 5 países usavam o termo na sua carta magna.

As primeiras palavras do artigo 1º ecoam a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,


documento francês adoptado pouco após a Revolução Francesa, em 1789. Graças à redactora
indiana Hansa Mehta, a frase francesa “todos os homens nascem livres e iguais” se tornou
“todos os seres humanos nascem livres e iguais”. O primeiro artigo da declaração estabelece
as bases para todos os outros.

Artigo 3

“Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”

Com as memórias dos campos de concentração nazistas e dos assassinatos de milhões


promovidos durante a Segunda Guerra, o artigo 3º relacionado intimamente com os artigos 5 e
9, contra tortura e prisão arbitrária marcaram a renúncia à crença de Hitler na supremacia do
Estado para controlar as vidas de indivíduos.

Mas o direito à vida não se restringe a isso e abarca o que é necessário para que a dignidade
humana também seja respeitada. “O direito à vida inclui tudo aquilo que é fundamental para a
existência. Vida, liberdade e segurança significam que a pessoa não pode ser torturada, presa
injustamente, não pode viver à margem da sociedade sem acesso à moradia, emprego, saúde,
educação”.
8

Nos artigos seguintes, a declaração afirma que nenhum ser humano pode ser mantido em
escravidão, que todos têm direito a protecção contra qualquer discriminação. O texto garante
ainda o direito ao acesso à Justiça e igual protecção da lei e diz que todo humano acusado de
delito é considerado inocente até que se prove o contrário. Também é garantido o direito à
nacionalidade e à busca de asilo em outro país, à liberdade de opinião e expressão, ao
trabalho, à saúde e à educação. Todos esses direitos decorrem do direito à vida, explica
Almeida.

Direito civis e políticos e direitos económicos, sociais e culturais

Contextualização

Os seres humanos nascem livres e igualmente dignos, segundo as declarações e convenções


internacionais, mas muitos deles ainda vivem em condições precárias ou sofrendo frequentes
violações aos seus direitos fundamentais. Ao mesmo tempo em que aumenta o número de
tratados na área de direitos humanos, cresce o número de pessoas sem acesso aos direitos
fundamentais em diferentes partes do mundo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 dispõe sobre uma série de direitos
considerados fundamentais para o ser humano. Publicada poucos anos após o fim da Segunda
Guerra Mundial, a Declaração, embora destituída de força jurídica obrigatória, recebeu uma
boa acolhida pela sociedade internacional, tornando-se um código a ser seguido por todos os
Estados; e terminou por consagrar o carácter universal dos direitos humanos, isto é, a ideia de
direitos humanos como um tema global.

Entretanto, a realidade bipolar do pós-guerra tratou de dividir os direitos humanos em direitos


civis e políticos de um lado e direitos sociais e económicos de outro. O conflito entre Este-
oeste reflectiu na preferência entre as categorias de direitos: enquanto os Estados Unidos
deram ênfase aos direitos civis e políticos, que são parte integrante da herança liberal, a União
Soviética deu importância para os direitos sociais e económicos, que são parte da herança
socialista.

No auge da Guerra fria, o conflito entre as duas categorias de direitos civis e políticos. Social
e económicos encontrou uma solução de compromisso. A tentativa de avançar na aplicação da
9

Declaração de 1948 e dar aos direitos humanos uma conotação jurídica vinculante resultou,
dezoito anos após (1966), em dois pactos internacionais separados em dois grandes grupos:

 Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos,


 Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais.

O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos

Este engloba uma extensa lista de direitos e liberdades, a saber: direito à autodeterminação;
direito à garantia judicial; igualdade de direitos entre homens e mulheres; direito à vida;
proibição da tortura; proibição da escravidão, servidão e trabalho forçado; liberdade e
segurança pessoal; proibição de prisão por não cumprimento de obrigação contratual;
liberdade de circulação e de residência; direito à justiça; direito à personalidade jurídica;
protecção contra interferências arbitrárias ou ilegais; liberdade de pensamento, de consciência
e de religião; liberdade de opinião, de expressão e informação; direito de reunião; liberdade de
associação; direito de votar e de ser eleito; igualdade de direito perante à lei e direito à
protecção da lei sem discriminação; e ainda direitos da família, das crianças, das minorias
étnicas, religiosas e linguísticas.

O Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais

Este por sua vez traz em seu bojo os seguintes direitos: direito ao trabalho, incluindo
remuneração igual para homens e mulheres; direito a formar sindicatos; direito de greve;
direito à previdência e assistência social; direitos da mulher durante a maternidade; direitos da
criança, incluindo proibição ao trabalho infantil; direito a um padrão de vida razoável que
inclua alimentação, vestuário e moradia; direito a todos seres humanos de estarem a salvo da
fome; direito à saúde mental e física; direito à educação; e direito a participar da vida cultural
e científica do país.

O Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, entretanto, não apresenta
a mesmo auto aplicabilidade do seu pacto-irmão. Enquanto os Estados-partes têm a obrigação
imediata de assegurar o rol de direitos estabelecidos no Pacto Internacional dos Direitos Civis
e Políticos, o Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais requer uma
progressiva implementação dos direitos neles enumerados. Em outras palavras, os Estados-
partes não estão obrigados a atribuir efeito imediato aos direitos enumerados pelo Pacto, mas
apenas comprometem-se a adoptar medidas económicas e técnicas necessárias, tanto de
10

ordem interna como por meio da cooperação internacional, a fim de conseguir a plena
efectividade dos direitos neles contemplados.

Embora o Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais estabeleça


também um método de monitoramento, este difere daquele previsto pelo Pacto Internacional
dos Direitos Civis e Políticos. Neste caso, os Estados-partes devem remeter ao Secretário-
Geral da ONU relatórios contendo as medidas adoptadas em respeito aos direitos
contemplados no Pacto. Posteriormente estes relatórios são submetidos ao Conselho
Económico e Social para exame.

Direitos civis

Ao falarmos de direitos civis, é importante saber que eles estão associados à integridade
individual assim como às liberdades civis, essenciais para que todo cidadão usufrua do direito
à vida e dos demais direitos naturais. Além do direito à liberdade individual e à vida, há
muitos outros, como o de ir e vir, o de liberdade religiosa, o de privacidade, o direito à
propriedade.

Direitos políticos

Os direitos políticos, juntamente com os direitos civis, são importantes para garantir a
participação do cidadão na sociedade e no governo, impedindo excessos por parte do poder.

Dentre os direitos políticos, o mais visível e conhecido é o direito ao voto. Tão importantes
quanto este, são os direitos à livre organização política e à liberdade de expressão.

Direitos sociais

Os direitos sociais, muitas vezes confundidos com os direitos políticos. São de carácter
colectivo, procurando igualar as condições de vida dos cidadãos que compõem a sociedade,
visando a uma melhor distribuição de renda, para garantir maior igualdade e harmonia.

Direito económico

Os direitos económicos se compõe das normas jurídicas que regulam a produção e a


circulação de produtos e serviços, com vista ao desenvolvimento económico do país
11

jurisdicionado, especialmente no que diz respeito ao controle do mercado interno, a luta e


disputa lá estabelecida entre as empresas, bem como nos acertos e arranjos feitos para
explorarem o mercado.

São normas, portanto, que regulam os monopólios e oligopólios, fusões e incorporações,


tentando impedir a concorrência desleal, a manipulação de preços e mercado pelas
corporações, através da maior transparência e regulação do assunto.

Direitos culturais

Os direitos culturais foram previstos pela primeira vez, no plano internacional, na Declaração
Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, que os qualificou como indispensáveis à
dignidade e ao livre desenvolvimento da personalidade. Desde então, foram diversos tratados,
declarações e convenções versando directamente sobre os direitos culturais.

Direitos culturais para cada povo consistem essencialmente no poder de manter, de fazer
renascer, desenvolver e difundir os seus valores próprios. Para os indivíduos, estão ligados à
exigência de condições económicas e sociais capazes de assegurar a cada homem a
possibilidade de desenvolver, ao máximo grau, o seu potencial criador, que está ligado à
formação de sentimentos estéticos e à aquisição de conhecimento que permitam ao espírito
exercer o seu direito de crítica”.
12

Conclusão

Chegamos a conclusão do trabalho de investigação científica com visão de que a Declaração


Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10 de Dezembro de 1948 na Assembleia
Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em Paris. É documento consolida a
protecção universal dos direitos humanos como uma norma comum a ser alcançada por todos
os povos e nações após os horrores vividos na Europa durante as guerras mundiais da primeira
metade do século 20.

Mas, 70 anos depois, o texto ainda é desconhecido por parte da população mundial. A cada 10
pessoas no mundo, 4 afirmam conhecer pouco ou nada sobre os direitos humanos, segundo a
pesquisa "Human Rights in 2018 - Global Advisor" feita pela Ipsos em 28 países e divulgada
em Maio deste ano.
13

Bibliografia

ALMEIDA, Néri de Barros. Direitos humanos e cidadania. São Paulo: Editora Moderna,

1999.

ONU. Declaração dos Direitos Humanos. Rio de Janeiro: UNIC, 2009.

ONU. Actos Internacionais. Pacto Internacional sobre Civis, Políticos, Direitos Económicos,

Sociais e Culturais. Bruxelas: XXI Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, 1966.