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woud Outros tempos, outras historias =U) June Be Edits. O que é a Histéria? 1.1. A Histéria 1.2. O século Para saberes mais Para praticares A Peninsula Ibérica 2.1. Os primeiros habitantes 2.2. Os Romanos 2.3. Os povos Barbaros 2.4. Os Muculmanos 2.5. A Reconquista Crista 2.6. A formacao do Condado Portucalense Para saberes mais Para praticares A formacae de Portugal 3.1. Um reino independente 3.2. A conquista de Portugal 3.3. Portugal no século XIII Para saberes mais Para praticares Tempes de revolta 4.1, Um reino em crise 4.2. Actise de 1383-1385 4.3. A aclamacio de D. Jodo | 4.4. As invasdes castelhanas 4.5. A batalha de Aljubarrota Para saberes mais Para praticares (SBN 976.972-0.01698 24 25 28 M 32 36 38 39 40 al 42 99 989 A descoberta de noves mundes B.A. As Descobertas 0... 5.2. D. Sebastizio 5.3. A procura de um rei Para saberes mais Para praticares Trés séculos de Histéria 6.1. Século XVII = O dominio espanhol —A Restauracao da Independéncia 6.2. Século XVIII — O terramoto de Lisboa .. 6.3. Século XIX — As InvasGes Francesas Para saberes mais Para praticares A Repablica 7.1. Da Monarquia & Reptiblica O Estado Novo 0.25 de Abril e a democracia |. Os simbolos nacionais Para saberes mais Para praticares A Unido Europeia 8.1. A adestio de Portugal & Unido Europeia Para saberes mais Para praticares Apéndice Monarquia Repablica 46 51 53 54 5 60 61 62 63 65 66 70 73 74 76 78 79 84 87 . 88 92 96 remit Rr Este livro esta dividido em 8 unidades. Para facilitar a consulta dos temas, apresenta-se, no inicio de cada unidade, uma lista de contetidos. Cada unidade apresenta uma rubrica de curiosidades, chamada Para saberes mais, onde podes aprender ainda mais sobre alguns temas. No final de cada unidade, tens a oportunidade de verificar 0 que aprendeste, pois existem algumas questdes para resolveres, no Para praticares. Recorrendo a fotografias, mapas e ilustracées divertidas, este livro ajuda-te a compreender melhor os temas apresentados. Conteades 1.1. A Histéria O mundo, tal como nés 0 conhecemos, sofreu varias transformac6es ao longo de milhares & milhares de anos. Ha muito tempo, outros povos viveram na Terra — 05 nossos antepassados. Eram diferentes de nés, tanto no seu modo de vida como nos conhecimentos que tinham sobre © que os rodeava. A Histéria permite-nos conhecer como viviam os nossos antepassados. Ss , Homem pré-histérico a lo Romano Navegador Homem atual do inicio do século Um friso cronolégico é uma barra com datas sequenciais que permite a localizagao de acontecimentos histéricos numa linha de tempo. Observa o exemplo que se segue: er Os primeiros Séc. Ila. C. aC. qpd.c. Séc. VII habitantes Chegada do Nascimento Inicio da invasao da Peninsula Povo romano de Jesus Cristo da Peninsula tbérica Ibérica pelo povo arabe O que é a Histéria? Sao 08 arquedlogos que se dedicam a descoberta e ao estudo de vestigios arqueolégicos (objetos, ossadas, monumentos, utensilios, sepulturas, gravuras...) através das escavagdes. So os historiadores que fazem a narragéo dos acontecimentos e dos factos hist6ricos, recorrendo as fontes histéricas (vestigios arqueolégicos e documentos escritos). Podemos observar varios vestigios arqueolégicos e documentos histéricos em museus Gravura rupestre Objetos antigos Todo este trabalho dos historiadores € arquedlogos permite-nos reconstituir 0 passado dos povos, ou seja, conhecer a nossa Histéria. Mas ela nao termina aqui. Todos nés fazemos a i Hist6ria do nosso povo, do nosso pats, do nosso mundo! ~~) a = Séc. XV Séc. XVI Séc. XX Inicio do aa Implantago 0.25 Aadesao da época dos espanhol da de Abril de Portugal Descobrimentos Reptiblica aUE O que € a Histéria? 1.2. O sécule Para nos situarmos no tempo, tornou-se necessario datar e ordenar os varios acontecimen- tos passados. A localizacio desses acontecimentos no tempo € no espaco, com a atribuiggo de uma data, é fundamental. 5 : © nascimento de Cristo tornou-se num ponto de referéncia: antes do seu nascimento, as datas aparecem com a designacdo a. C. {antes de Cristo); as datas posteriores podem aparecer com ou sem a designagao d. C. (depois de Cristo). Documentos datados com a. C. ed. C. Historiador Os historiadores usam normalmente, como unidade de medida de tempo, o século, Cada século corresponde a 100 anos. Os séculos escrevem-se em numeragdo romana. Podemos identificar a que século corresponde um determinado ano da seguinte forma: * Se o ano nao terminar em zeros, acrescentamos uma unidade ao ndmero das centenas. Exemplos: ano 2011 — 20 centenas + 1 unidade = século XX1 ano 1143 11 centenas + 1 unidade = século XII Se 0 ano acabar em dois zeros, 0 ntimero das centenas ja indica 0 século. Exemplos: ano 2000 — 20 centenas = século XX ano 1900 ~ 19 centenas = século XIX --—~-------------— im edares cadis --- Conimbriga, localizada a dezasseis quilémetros de Coimbra, € uma das maiores povoagoes romanas de que ha vestigios em Portugal, classificada como monumento nacional, por decreto em 1910. A evidéncia arqueol6gica revela-nos que Conimbriga foi habitada, pelo menos, entre 0 século IX a. C. € 0s séculos VILVII, d. C. Quando os Romanos chegaram, na segunda metade do século | a. C., Conimbriga era um povoado crescente ¢, gracas & paz estabelecida na Lusitania, operou-se uma répida romanizagao da populacio. Confmbriga tomou-se uma cidade préspera e, na época da Invasio Romana da Penjnsula lbérica, foi a principal cidade do Conventus Scallabitanus, provin romana da Lusitania. Seguindo a profunda crise politica e administrativa do Império, Conimbriga sofreu as consequén- cias das Invasdes Barbaras em 465, e em 468 os Suevos capturaram e saquearam parcialmente a cidade, levando a que, paulatinamente, esta fosse abandonada. As primeiras escavagbes arqueolégicas sistematicas comecaram em 1899, gracas a um subsidio concedido pela rainha D. Amélia. Entre os destaca-se Virgilio Correia que, entre 1930 € falecer), escavou sistematicamente toda tir _wewconimbrig.pyportuguestuinas himl seus pesquisadores 1944 (ano em que veio a a rea contigua 3 muralha leste. Em meados do século XX, 2 pa de 1955, 0 ritmo das investigagGes intensificou-se. queolégica inclui o Museu Monogratico de Conimbriga, Aestagao art rtefactos encontrados nas escava- onde estio expostos muitos dos al des arqueol6gicas, incluindo moedas e instrumentos cirGrgicos, D (uma penttewss ------------------ Completa as frases com: vestigios, arquedlogos e historiadores. Os _____________ estudam documentos histéricos. Os____—_descobrem os vestigios. Os_________ sao objetos e documentos do passado. = 2. Explica por palavras tuas a importancia da Hist6ria. 3. Qual o ponto de referéncia escolhido para localizar no tempo os acontecimentos histéricos? 4. Liga corretamente: ace * depois de Cristo dc. * antes de Cristo 5. Quantos anos representa um século? 6. Identifica o século a que corresponde cada ano. 143 Século 500 Século 1974 | Século | | 2005 Século 7. Oque é um friso cronolégico? 10 Conteddes mac ae Dee, MH Jessen 15 pescto (4 essa y A Peninsula Ibérica 2.1. Os primeires habitantes Portugal, o pais onde tu vives, nem sempre foi como hoje 0 conheces. Situa-se numa peninsula, conjuntamente com Espanha, de nome Peninsula Ibérica. Esta foi sendo povo- ada, ao longo de muitos séculos. Os homens primitivos que aqui se instala- ram viviam em grutas e cavernas, O clima era rigoroso, bastante frio, ficando 0 solo coberto de neve e gelo. As cavernas e grutas serviam para se protegerem do clima agreste e dos ani- mais ferozes. Estes homens primitivos alimentavam-se de raizes e frutos, pescavam e cagavam animais selvagens. Usavam como vestudrio peles de animais e folhas. Compreendes, assim, que os homens primitivos tivessem necessidade de se deslocar com frequéncia a procura de melho- res condigdes e de alimentos: eram némadas. Porém, ha cerca de 10 mil anos, o clima alterou-se, tornando a nossa pentnsula mais seca e quente, quase como nos nossos dias ‘Anta ou délmen As condigées de vida melhoraram. Os homens abandonaram as grutas e comegaram a culti- % var os seus alimentos e a domesticar os ani- ; mais. Passaram de cagadores e némadas a agricultores e sedentarios. Apareceram os primeiros povoados. Entretanto, desenvolve- ram novos utensilios e novas_atividades, ——— como a ceramica, a cestaria, a moagem. Dei- xaram-nos varios vestigios da sua presenca, como os monumentos finebres, as antas ou délmenes, onde enterravam os seus mortos. Utenstlios do Homem primitivo f A Peninsula Ibérica Povos de outras regides comecaram a chegar a Penin- sula tbérica, e aqui se instalaram. + Os Iberos foram os seus primeiros habitantes, e vie- ram a dar origem ao nome da Peninsula Ibérica. Estavam divididos em varias tribos que se dedica- vam ao cultivo da terra e & criacdo de animais. Este povo jé conhecia a escri Castro * Os Celtas construiram pavoados fortificados no cimo dos montes: os castros. As casas eram redon- das, com telhados feitos de colmo. Ficaram também, conhecidos no dominio da ourivesaria pelo fabrico, de joias. Pulseira celta * Da unido dos Celtas e dos Iberos, surgiram os Celtiberos. Estes estavam divididos em varias tribos, entre elas os Lusitanos, que viviam num territ6rio situado entre os rios Douro e Tejo ~ a Lusitania. Hoje em dia, os portugueses sio, ainda, conhecidos como Lusitanos. | 6 OCEANO ATLANTICO Povos que habitavam a Peninsula Ibérica ha 2500 anos 1B A Peninsula Ibérica Este povo desenvolveu-se muito gracas ao contacto com os Fenicios, os Gregos e os Carta- gineses, que, ao contrério dos povos anteriores, ndo vinham do Norte e do Centro da Europa, mas sim do Mediterraneo, e dedicavam-se a0 comércio, O contacto com estes povos foi benéfico: os Fenicios trouxeram 0 alfabeto, os Gregos 0 uso da moeda e os Cartagineses a conservacao dos alimentos através do sal Lusitano Grego Romano 2.2. Os Romanos Os Romanos, ja possuidores de um vasto império, cuja capital era Roma, chegaram a Peninsula Ibérica no século Illa. C. Mas encontraram forte resisténcia por parte dos Lusitanos, que tinham como chefe Viriato. Ele, que era pastor na serra da Estrela, transformou-se num grande guerreiro, conseguindo derrotar os Romanos em muitos combates. Contudo, os Romanos, sentindo-se fortemente ameacados, contrataram trés lusitanos para assassinarem © seu chefe, Os Romanos sé conseguiram dominar toda a Estrada romana nas rufnas a E : i de Mirdbriga ~ Santiago do Cacém Peninsula Ibérica apés dois séculos de lutas. A presenga dos Romanos na Penfnsula tbérica durou cer ca de oito séculos, durante os quais se deu o proceso de desenvolvimento a que se chama Romanizacao (adaptacao aos Costumes romanos). Esse desenvolvimento que 0 povo romano proporcionou foi muito importante para a Peninsula, pois construfram-se pontes, aquedutos, templos, estradas... Desenvolveu-se a agricultura, 0 comércio, a inddstria, a cul- tura (a lingua, os costumes, a religido, a moeda, a arte...) A permanéncia dos Romanos foi muito importante e a Peninsula sofreu um grande desenvolvimento devido as inovagdes que trouxeram Templo romano de Evora A Peninsula Ibérica 2.3. Os poves Barbares No inicio do século V, a Peninsula Ibérica foi invadida pelos Barbaros. Esta designacao foi atribuida pelos Romanos aos povos que nao pertenciam ao seu império e que nao tinham os seus costumes: os Alanos, os Vandalos, os Suevos e, sobretudo, os Visigodos, que consegui- ram dominar toda a Peninsula, Assistiu-se, assim, a uma unio das culturas visigética e romana, acabando os Visigodos por se converterem ao Cristianismo Barbaros 2.4. Os Mugulmanes No ano de 711, os Mugulmanos con- seguiram, com 0 seu poderoso exército, invadir e conquistar quase toda a Pe- ninsula Ibérica com excegéo de uma regiéo no Norte, que escapou a esse dominio: as Asturias. Os habitantes da Peninsula pratica- vam © Cristianismo. Os Muculmanos, que vinham do Norte de Africa, pratica- vam uma outta religido ~ 0 Islamismo. O seu objetivo era expandir o Islamismo. Cavaleiros mugulmanos A Peninsula Ibérica A influéncia dos Mugulmanos foi mais notoria no Sul do territério, onde permaneceram mais tempo. Existem, na Peninsula Ibérica, intimeros vestigios — mesquitas, palacios... Introduziram novas plantas (alfarrobeira, amendoeira, figueira, oliveira, laranjeira...), novos processos de rega (azenha, nora, acude, chafariz...) € novas palavras (algodio, Algarve, algarismo, arroba...). Contribufram com novos conhecimentos em dreas como a medicina, a matemitica (algarismos), a navegacao (bissola e astrolabio) e introduziram a utilizacao do papel e da pélvora Azenha Nora Agude 2.5. A Reconquista Crista Os Cristaos nao desistiram de reconquistar os seus territ6rios. Organizaram-se e iniciaram a recuperago das terras ocupadas pelos Mugulmanos ~ assim teve inicio a Reconquista Crista. Seguindo 0 exemplo de Pelagio, rei do primeiro reino Cristao ~ as Astirias -, avancaram para sul. No século XI, havia ja outros reinos cristaos: Ledo, Castela, Navarra ¢ Aragéo. Nesta altura, vinham da Europa muitos cavaleiros cristios ~ os cruzados para ajudarem na luta contra os Mugulmanos. D. Henrique, um cavaleiro francés, destacou-se nessa luta {Dominio mugulmano GB Reinos cristios reconquistados aos Mugulmanos 16 A Peninsula Ibérica 2.6. A formacaéo do Condado Portucalense Para recompensar D. Henrique, 0 rei de Ledo, D. Afonso VI, deu-Ihe a mao de D. Teresa, sua filha, em casamento, bem como o governo do Condado Portucalense. Guimaraes era a capital deste condado. Castelo de Guimaraes Como 0 conde D. Henrique era muito ambicioso, sempre sonhou com a independéncia do seu condado face ao reino de Ledo. Lutou também contra os Muculmanos para alargar o seu territério. Con- tudo, morreu sem ver realizado 0 seu sonho ~ a independéncia. D. Teresa assumiu 0 governo do condado, 0 que desagradou aos nobres portuca- lenses, pela influéncia que sobre ela tinham os fidalgos galegos, 0 que prejudicava 0 desejo de independéncia que todos manifestavam. Assim que D. Afonso Henriques, seu filho, atin- giu os 14 anos, armou-se a si préprio cavaleiro entrou em conflito com os partidarios de D. Teresa. Em 1128 deu-se a batalha de S. Mamede. Neste conilito, D. Teresa e os seus partidérios foram der- rotados. Vitorioso, D. Afonso Henriques assumiu 0 governo do Condado Portucalense. D. Afonso Henriques 18 fs a Uma lenda mourisca ros. um casal de mou’ Alentejo, morava 2 rto de Nisa, no oe a muito felizes e esperavam o seu ae ea teras dores ¥ i her comecou a Numa noite, a mul iS ekee © marido logo procurou a ajuda de uma p: ficou a auxilid-los. i se prontificou a. x Eo Cane oa bem, 0 easal quis retribuir oo aa spies " i indo-Ihe... carvao! A parteira ficou muito a eS lhe... u a seeks Cninhe ge casa, foi-se desfazendo oe ches ha moedas de ouro! notou que tinha ° Chegando a casa, a a canal para trés A procura do restante ee ee chao. mouro seguira-a ¢ apanhara os pedacos do Lenda do Castelo de Almeurol ee are ac a Almourol, pela sua beleza e harmonia, suscitou intimeras lendas. Uma delas 6 . Ramiro, que acabou por morrer, mas nao Conseguiu matara filha, pois apair ela. Um dia, D, Ramiro mostrou Intences de casar a sua filha com um Prestigiado alcaide. Ela, entao, resclven fugir com o seu apaixonado mouro, sem deixar rasto, [Puco tempo depots, D, Ramiro moreu de desgosto © o castelo, abandonado, ficou em rufnas, Diz-se que, nas noites de S, Jodo, ©mouro € a sua amada aparecem 1a torre do castelo, negando o Perdao a D. Ramiro, que chora a seus pés, ---------------- agate 1. Faza correspondéncia. Némada * * Povo que vive sempre na mesma regio ou local Sedentario * * Povo que se desloca permanentemente. 2. O que é uma anta ou délmen? 3. Indica o nome do povo do qual resultou a designacao de Peninsula Ibérica. 4. O que é um castro? Que povo os constru‘a? 5, Pinta no mapa a drea onde se situava a Lusitania. (6 4 ew | bd oa i —rC Ll ei < ( J) ” j {7 a Le Serene & Oceano Yecustste ae ATLANTICO Wee Ruapetiewss ------------------ 6. “A influéncia dos Fenicios, dos Gregos e dos Cartagineses na Peninsula Ibérica foi importante.” Liga corretamente. Fenicios * * uso da moeda Gregos * * conservacao dos alimentos através do sal Cartagineses * * alfabeto 7. Quem foi o principal lider dos Lusitanos na luta contra os Romanos? 8. Os Romanos sentiram-se ameacados pela forca de Viriato. O que fizeram? 9. Completa a frase. “O processo de adaptacao aos costumes romanos chama-se —_____.” 10. Da lista que se segue, assinala com X os vestigios deixados pelos Romanos. = {] mesquitas [- alfabeto __) pontes | templos [) nora () castros ©) aquedutos (J estradas 11, Indica os nomes dos povos Barbaros que invadiram a Peninsula Ibérica. 12. Por que razio alguns povos eram conhecidos como Barbaros? 13. Completa a frase. “Os Muculmanos invadiram a Peninsula Ibérica no ano” 20 ------------------ Rgatkas @ 14. Qual era 0 objetivo dos Muculmanos quando invadiram a Peninsula Ibérica? 15, Da lista que se segue, assinala com X os vestigios deixados pelos Mucul manos. {-) novas palavras E (] mesquitas —[_] alfabeto J __] aquedutos {"] novas plantas nora ) castros 16. Qual foi o primeiro reino cristao da Peninsula Ibérica? Qual o nome do seu rei? 17. Varios reinos cristdos formaram-se com a Reconquista Crista. Pinta-os de acordo com as indicagoes. Ledo- verde Castela-amarelo —Arago ~ vermelho Navarra — azul ‘Mar Cantibrico oo Mar OCEANO. ATLANTICO 2 BD (ua gectteas -----------------. 18. Indica o nome do cavaleiro francés que ajudou D. Afonso VI, rei de Leao, na Reconquista. Quais foram as suas recompensas? 19. “O conde D. Henrique morreu sem ver realizado o seu sonho.” Explica a afirmacao. 20. Quando D. Henrique morreu, quem assumiu o governo do condado? 21, Indica a data da batalha de $. Mamede. Refere os seus intervenientes. 22. A batalha de S. Mamede foi muito importante para a formacao do nosso pais. Porqué? 2 ades Conte A formacée de Portugal 3.1. Um reino independente Em 1128, depois da batalha de S. Mamede, D. Afonso Henriques passou a governar 0 Condado Portucalense. Quando assumiu 0 poder, D. Afonso Henriques tinha dois objetivos: ~conseguir a independéncia do condado, lutando contra D. Afonso VII, seu primo; ~ alargar o territério, Iutando contra os Mugulmanos. D, Afonso Henriques conseguiu realizar o seu grande sonho ~ ser rei de Portugal ~ no ano de 1143, quando foi assinado 0 Tratado de Zamora. Neste documento, D. Afonso VII reconhecia a inde- pendéncia do Condado Portucalense, que passou a cha- mar-se Portugal, e D. Afonso Henriques intitulou-se rei. Tratado de Zamora Mas faltava ainda o reconhecimento do Papa, indis- pensdvel na época, o que veio a verificarse em 1179, através da bula Manifestis Probatum: Bula Manifestis Probatum 24 A formacao de Portugal 3.2. A conquista de Portugal D. Afonso Henriques, para alargar o territério, iniciou um perfodo de conquistas de terras aos Muculmanos. Fez numerosas conquistas, com avangos e recuos. A dificil missio de alar- gar 0 territ6rio portugués nao terminou com o fim do seu reinado. (Os reis que the sucederam deram continuidade a sua expansio. 1145 — conquista de Leiria 1147 — conquista de Lisboa, Almada, Palmela, Sesimbra, Alenquer, Obidos e Santarém_ 1158 ~ conquista de Alcdcer do Sal | 1159 — conquista de Evora e Beja D. Afonso. Henriques 7 | 1161 —perda de Evora, Beja e Alcdcer do Sal 1162 ~ reconquista de Beja 1165 ~ reconquista de Evora 1189 ~ conquista de Silves 1191 - perda de Silves D. Sancho | 1217 - conquista definitiva oe de Aledcer do Sal 1226 — conquista e perda de Elvas | 1230 - conquista de Juromenha 1232 - conquista definitiva ‘eins de Serpa e Moura Oe D. Sancho I | 1234 ~ conquista de Aljustrel eee 1238 — conquista de Mértola BW? iw | 1239 —conquista de Cacela 1240 — conquista de Alvor : : Etapas da formagio 1242 ~ conquista de Tavira cde Portugal 1249 — ta de Faro ¢ Silves rota acl conquista de Faro e Si —conquista definitiva do Algarve A formacao de Portugal Com 0 auxilio de cruzados, a conquista de novas terras para Portugal continuou. Participa- ‘05 (senhores nobres), monges-guerreiros (ordens militares) e homens do povo vam caval (pedes). Cruzados Cavaleiros nobres ‘Monges-guerreiros Como recompensa pelo auxilio prestado, os reis portugueses doaram as ordens militares e religiosas, bem como aos nobres, grandes extensdes do territ6rio. Essas doages constitufam uma forma de defender esses territ6rios, pois ficavam sob a protecao das ordens militares ou dos nobres. A populagao sentia-se, assim, mais segura para af viver. Através das cartas de foral, os reis concediam regalias a essas povoacoes (os concelhos), para dessa forma conseguirem um povoamento mais répido. Assim, promovia-se, para além do povoamento, 0 desenvolvimento dessas regides, dificultando os ataques dos Muculmanos ou dos reinos cristios vizinhos. 26 A formacéo de Portugal O Algarve acabou por ser conquistado definitivamente aos Mucuimanos em 1249, no rei- nado de D. Afonso III. Em 1297, D. Dinis assinou o Tratado de Alcanises com D. Fernando, rei de Leio e Castela, fixando definitivamente a fronteira entre os dois pafses (excetuando 0 caso de Olivenga) e cujos limites correspondem, praticamente, aos do atual Portugal continental No reinado de D. Dinis, teve inicio uma época de grande desenvolvimento. Este rei fomentou a agricultura, 0 comércio, as atividades maritimas e a educagio: * mandou plantar o pinhal de Leiria ¢ criou leis que protegiam os terrenos cultivados; * criou novos mercados e feiras; * contratou marinheiros europeus com experiéncia; * fundou, em 1290, a primeira universidade, situada em Coimbra e intitulada “Estudos Gerais”. Foi durante este reinado que o portugués foi considerado a lingua oficial do reino de Portugal. Mercado Primeira universidade Pinhal de Leiria a7 A formacao de Portugal 3.3. Portugal no sécule XII Nesta época, a Ciéncia nao estava desenvolvida, nem o conhecimento chegava a todos. Acreditava-se, essencialmente, em feitigos, fadas e supersticdes. A populagao dedicava-se a agricultura, & pesca e ao artesanato, mas jé existia algum comércio. Contudo, nem todos viviam da mesma forma... O rei era 0 mais rico € 0 mais poderoso do reino, Podia convocar as Cortes, ou seja, podia chamar os nobres ¢ os membros do clero para se aconselhar. Os nobres tinham muitos privilégios. Eram donos de grandes propriedades, nao pagavam Z impostos e viviam em castelos ou pacos. Em tempo de guerta, tinham de combater ao lado Rei do rei. Os homens acupavam o tempo na equi- taco, na caga e em torneios, para treinar para os combates. As mulheres tomavam conta da casa, bordavam ou passeavam. | © clero orientava a populacdo espiritual- mente, dedicava-se ao ensino e ajudava os peregrinos, os pobres e os doentes. O clero Representante da nobreza estava dividido em: ~ lero secular, que estava mais préximo das pessoas © era constituido pelos padres e bispos; ~ clero regular, que era constituido pelos mon- ges e freiras, que viviam em mosteiros ou con- ventos e eram donos de terras, os coutos. Representante do clero A formacée de Portugal ; O povo } O povo trabalhava nas terras dos grandes senhores, seis dias } | por semana, e pagava muitos impostos. Para se distra‘rem, ape- | | nas tinham as romarias, as procissées ou algumas festas nobres } importantes. Neste século, existiam j4 muitos concelhos, povoagdes que tinham recebido a carta de foral, concedida pelo rei ou por certos membros poderosos da nobreza e do clero. Este documento continha as normas que determinavam os direitos € 0s deveres dos seus habitantes entre si e com o doador. Nesta época, criaram-se também muitas feiras e mercados. | Repara ee Comércio interno: troca, compra e venda de produtos nos mercados e feiras de Portugal. Comércio externo: troca, compra e venda de produtos com outros pafses. Feira medieval A formacao de Portugal Os habitantes dos concelhos tinham mais regalias: podiam ser donos de terras, pagavam menos impostos e tinham di- reito a participar na Assembleia dos Homens-Bons. Desta faziam parte os homens mais ricos, que nela exerciam a justiga e cobra- vam os impostos. Habitantes dos concelhos Os almocreves eram muito im- portantes na época, pois viaja- vam de feira em feira para vender (0 seus produtos. Almocreves Os burgueses formavam uma rnova classe social e surgiram com © desenvolvimento do comércio externo. Eram comerciantes e mercadores. Enriqueceram nas suas viagens que lhes proporcio- naram novos conhecimentos. Burgueses ~=------=-------- Ram scbares cats --- O milagre das rosas D. Dinis, monarca muito sdbio e preocupado com o desenvolvimento do seu reino, casou com Isabel de Aragao. A rainha, conhecida pela sua enorme bondade, procurava ajudar os pobres e os desprotegidos do reino sem o conhecimento do rei. Conta a lenda que a pré- pria rainha carregava no regaco as esmolas que dis- tribufa ao povo. Numa manha de janeiro, quando se preparava para sair do Paco, transportando no regaco pao para os pobres, foi surpreendida pelo rei que estra- nhou o embaraco da rainha: ~ Que levais af, Senhora? Ao que a rainha Santa Ihe responde: — Rosas, Senhor! — Rosas? Rosas em janeiro? ~ duvidou ele. ~ Deixai-me ver! De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu 0 regago e 0 pio tinha-se transformado em rosas, tao lindas como jamais se viu, José Hermano Saraiva (coord.) (2004), Histéria de Portugal, Volume Il, Quidnovi As ordens militares erai stitufda: s. 's militares eram constituidas Por monge: ;8terreiros (monges que combatiam a cavalo) que (mi ti lo) dos por usarem nas suas vestes a 31 D (uz puntiewss ------------------ Em que ano D. Afonso Henriques se tornou rei de Portugal? Que tratado foi assinado nessa data? 2. Em que consistia a bula Manifestis Probatum? 3. Completa o quadro. Reis Terras conquistadas | Leiria, Sesimbra, Alenquer, Obidos, Santarém, Lisboa, Almada, ? | Palmela, Beja, Evora D. Sancho I Alcécer do Sal Juromenha, Serpa, Moura, Aljustrel, Mértola, Cacela, Alvor, Tavira D. Afonso Il 32 ey; 4. Explica a razao pela qual os reis portugueses doaram territérios as ordens militares. Que tratado fixou definitivamente as fronteiras de Portugal? Refere em que ano foi assinado. 6. No reinado de D. Dinis, verificou-se um grande desenvolvimento em Portugal. Refere que medidas foram implementadas na educacio, na agricultura, no comércio e nas atividades maritimas. 7. Diz se as afirmagGes sao verdadeiras (V) ou falsas (F). Corrige as falsas. _| Anobreza trabalhava nos campos. {|} O clero ajudava os pobres e os doentes. [| O povo vivia nos castelos. O povo pagava muitos impostos. | O rei dedicava-se ao ensino. 33 FE Qua panties ----------------- 8. Qual a importancia das cartas de foral? 9. No século XIll, apareceu uma nova classe social. Qual foi? Que fatores originaram © seu aparecimento? 10. Explica em que consistia 0 comércio interno e 0 comércio externo. 11. Legenda as imagens com as expressdes comércio interno e comércio externo. 34 Conteades Tempos de revolta 4.1. Um reine em crise © século XIV, principalmente durante os reinados de D. Afonso IV e de D. Pedro |, foi par- ticularmente dificil para a populacao portuguesa. © povo vivia de forma miseravel e praticamente nao havia o que comer, pois a instabili- dade do clima arruinou durante varios anos as colheitas de cereais. As pessoas mortiam de fome ou sucumbiam as doengas que se propagavam facilmente devido a falta de higiene. Nesta época, nao havia esgotos nem Agua canalizada, o lixo acumulava-se nas ruas, os animais circulavam livremente por entre a popula¢ao.... Era comum 0 aparecimento de pragas de ratos e de insetos que, por sua vez, aceleravam a propagagao de epidemias Para agravar a situacao, Portugal foi atingido pela peste-negra, doenga muito contagiosa que num curto espago de tempo provocou intimeras mortes. Hy 36 Tempes de revolta 4.2. A crise de 1383-1385 Apés a morte de D. Pedro | sucedeu-Ihe no trono o seu filho, D. Fernando. D. Fernando nao reinou com tranquilidade. Além das guerras com Castela, preocupava-o 0 facto de nao ter um filho vardo que Ihe sucedesse. Tinha apenas uma filha, D. Beatriz, que casara com o rei de Castela, e temia que o seu genro se tornasse rei de Portugal. O povo inquietava-se com a ideia de perder a independéncia ao ter como rei um castelhano. an D. Beatriz D. Afonso IV nsERSSESS ASSES SESE D. Constanga D. Pedro 1 D. Fernando D. Leonor Teles D. Joao! Rei de Castela D. Beatriz 37 Tempos de revolta Foi com tristeza e preocupacao que 0 povo se despediu do seu rei quando este morreu. Arainha, D. Leonor Teles, viva de D. Fernando, aconselhada pelo conde Andeiro, um fidalgo galego da sua confianga, mandou aclamar D, Beatriz como rainha de Portugal ‘A maioria da nobreza apoiou a decisio de D. Leonor, mas 0 povo revoltou-se. Organizou-se uma conspiracdo com 0 apoio da burguesia e de alguns nobres para derrubar D. Leonor e matar 0 conde Andeiro. O grupo de conspiradores convenceu Infante D. Jodo, mestre da Ordem de Avis e meio-irmao de D. Fernando, a chefiar a missao. 4.3. A aclamacao de D. Joao | ‘A6 de dezembro de 1383, 0 Mestre de Avis, acompanhado por alguns nobres que 0 apoia~ vam, entrou no Pago e apunhalou o conde Andeiro. Morte do conde Andeiro ‘Ao mesmo tempo, mobilizou-se o povo, sob o grito: “Acudam ao Paco que querem matar o Mestre!” O povo dirigiu-se de imediato ao palécio para defender 0 Mestre de Avis e s6 descansou quando o viu aparecer sao e salvo na janela do Paco, D. Leonor fugiu € pediu auxilio ao rei de Castela para que impu- sesse D, Beatriz como rainha. D. Joao | 38 Tepes de revolta Temendo uma possivel invasao castelhana, 0 povo portugués precisava de um lider e 0 escolhido foi D. Jo30. A populacao prometeu servi-lo na luta contra o inimigo e aclamou-o como “regedor e defensor do reino” ‘Aclamagao do Mestre de Avis nas ruas de Lisboa 4.4. As invasées castelhanas Entre 1383 e 1385, sucederam-se varias inva- s6es castelhanas e deram-se importantes bata- thas (Atoleiros, Trancoso e 0 Cerco de Lisboa). No 6 de abril de 1385, nas Cortes de Coimbra, 0 Mestre de Avis foi proclamado rei de Portugal, com o nome de D. Joao | Iniciou-se entao a 2.* dinastia: a dinastia de Avis, pois D. Jodo nao era sucessor direto do rei D. Fernando (ver pags. 92 e 93). 1. imvasio castelhana (entra em Portugal em janciro de 1384) Batalha de Atoletos (6 de abril de 1384) Batalha de Trancoso (6 de abril de 1385) 2. imvasio castethana (entra em Portugal em juno de 1385) Batalha de Aljubarrota (14 de agosto de 1385) Batatha de Valverde (outubro de 1385) Mapa das invasdes castelhanas 39 ‘A 14 de agosto de 1385, travou-se uma terrivel batalha entre Portugueses e Castelha- nos, que ficaria conhecida por batalha de Aljubarrota. © exército castelhano era muito mais numeroso que o portugués. No entanto, os Portugueses, comandados por D. Joao | € Nuno Alvares Pereira, usando todo o seu engenho, utilizaram a tética do quadrado para rodear e derrotar os Castelhanos. Estes, vendo-se cercados, bateram em reti- rada e a bandeira de Castela, até af bem erguida na mao das suas tropas, caiu por terra, Os Portugueses tinham vencido. Titica do quadrado Para comemorar esta importante vit6ria e cumprir uma promessa que fizera, 0 rei D. Joao | mandou construir 0 Mosteiro da Batalha. Mosteiro da Batalha O amer de Pedro e Inés Ha muito, muito tempo, o principe D. Pedro, neto de D. Dinis, apaixonou-se por uma linda dama da sua corte. O rei, pai de D. Pedro, nao aprovava este namoro, pois tinha medo que a amada do seu filho, por ser castelhana, prejudi- casse, com a sua influéncia, 0 destino de Portugal. Decidiu, ento, mandar maté-la. D. Pedro sofreu um grande desgosto e, quando se tomou rei, mandou castigar os executores e sepultar 0 corpo da sua amada num ttimulo digno de uma rainha. Esse timulo ficaria junto do seu, no Mos- teiro de Alcobaca, para que no dia do Juizo Final se encontrassem frente a frente. Mandou ainda que, no seu timulo, gra- vassem a seguinte legenda: “Até ao fim do mundo. A Padeira de Aljubarrota Conta a lenda que, depois da vitéria dos Portugueses na batalha de Aljubarrota, muitos Castelhanos tentaram fugir. Mas 0 povo portugués nao ficou de bragos cruzados, perseguiu-os e procurou-os por toda a regido. Foi entio que sete castelha- nos, cansados esfomeados, se esconderam dentro de uma padaria. Mal sabiam que la dentro estava a nossa herofna, uma padeira de nome Brites de Almeida, que com grande valentia os atacou e derrotou usando a sua pa. Padeira de Aljubarrota 41 E (uma pettteams ------------------ “O século XIV, principalmente durante os reinados de D. Afonso IV e de D. Pedro |, foi particularmente dificil para a populacao portuguesa.” Justifica a afirmacao. 2. No século XIV, as doengas propagavam-se com muita facilidade, Porqué? 3. Completa a drvore genealégica com o nome dos reis. D. Beatriz | | ® | D, Leonor Teles { : | D. Joao! O. Beatriz ® Rei de Castela 2 oo ee 4. D. Fernando nao reinou com tranquilidade. Porqué? 5 Ordena os seguintes acontecimentos que levaram a proclamacao do Mestre de Avis como rei de Portugal. |) Morte D. Fernando. Vv (| Em 1385, 0 Mestre de Avis é proclamado rei de Portugal. Avitiva D. Leonor Teles, apoiada pelo conde Andeiro, manda aclamar D. Beatriz como rainha de Portugal. D. Fernando sobe ao trono. - Morte D. Pedro. O povo e 0 rei esto inquietos e temem a perda da independéncia. f "| O Mestre de Avis, apoiado pelo povo, apunhala o conde Andeiro. 6. Completa o texto. A aclamaciao de D. Joao | A 6 de dezembro de 1383, 0 Mestre de Avis, acompanhado por alguns que 0 apoiavam, entrou no Paco e apunhalou o conde _____. Ao mesmo tempo, mobilizou-se © povo, sob o grito: “Acudam ao Paco que querem matar o Mestre!” O_____diirigiu-se de imediato ao palacio para defender 0 debit __________ e s6 descansou quando o viu aparecer so e salvo na janela do Paco. fugiu e pediu auxilio ao rei de Castela para que impusesse_______ como rainha. ‘Temendo uma possivel invasio castelhana, 0 povo portugues precisava de um lider e 0 escolhido foi ___. A populago prometeu servi-lo na luta contra o inimigo e aclamou-o como “regedor e defensor do reino”. 43 10. 11, . Entre 1383 e 1385, sucederam-se varias }. Quem combateu na batalha de Aljubarrota? Assinala no mapa a 1. e 2.° invasGes castelhanas. invasGes castelhanas e importantes batalhas. Refere o nome de algumas. Qual foi a tética usada pelos Portugueses para vencer a batalha? Explica em que consistia essa tatica. Para comemorar a vitéria nessa importante batalha, 0 rei D. Joao | mandou construir um importante monumento. Assinala com X a resposta correta. Mosteiro de Alcobaga Mosteiro dos Jerénimos Mosteiro da Batalha Convento de Cristo 11.1. Indica outra razao pela qual o rei D. Jodo | mandou construir esse mosteiro. Conteddes A descoberta de noves mandes 5.1. As Descobertas Com a paz estabelecida, importava, agora, tomar consciéncia dos problemas do pais, que eram muitos. Portugal era um reino pobre, faltando-lhe 0 ouro, a prata ¢ os cereais. Era neces- sério procuré-los noutras terras, mas nao era possivel alargar o territério nacional. S6 havia uma solugao: partir em busca de novas terras por via maritima, o que agradou a todos os gru- pos social A burguesia procurava novos mercados e riquezas. A nobreza desejava conquistar mais titulos e aumentar a sua riqueza. © dlero queria converter ao Cristianismo todos os povos. © povo apenas pretendia melhorar as suas condigées de vida. Tag A descoberta de roves mundes O Infante D. Henrique, filho de D. Joao |, foi o impulsio- nador e o coordenador da expansao maritima. Para tal, reuniu & sua volta uma equipa de cartégrafos, gedgrafos e marinheiros experientes. Desenharam-se mapas € cartas de marear, utilizaram-se novos instrumentos de orientacdo, como biissolas e astrolabios, usaram-se novas técnicas de construcao para aperfeicoar as barcas, carave- las e naus. Infante D. Henrique Astrolabio: Quadrante Bassola E comegou a aventura dos Descobrimentos maritimos. Naquela época, havia lendas que faziam crer que 0 mar estava cheio de monstros, capa- zes de engolir embarcacées. Mas os nossos navegadores venceram 0 medo e provaram a todos que esses monstros nao passavam de fantasias. O primeiro passo da expansio portu- guesa foi a conquista de Ceuta, no Norte de Africa, em 1415. E Ceuta no século XV 47 48 Os Portugueses encontraram novos territérios, novos mares, novos povos e culturas e também diversos produtos, alguns deles desconhecidos até entio: pau-brasil, tabaco, acticar, especiarias (pimenta, noz-moscada, canela, cravo, gengibre), pedras preciosas, sedas, damascos, veludos, brocados, ouro, prata, porcelana, Caravela Descoberta do Brasil A medida que avangavam nas descobertas, os Portugueses difundiam a fé crista, conseguindo converter muitos dos nativos das terras encontradas. Ago dos missionérios A descoberta de roves rundes 1418-1419 Arquipélago da Madeira | Arquipélago dos Acores Joao Gongalves Zarco Tristdo Vaz Teixeira 1427 Diogo Silves 1434 Passagem do Cabo Bojador Gil Eanes Algumasilhas d élago | Igumas ilhas do arquipélago , 1444 gee Dinis Dias | Costa da Guiné Diogo Gomes , 1456 aanieiasia Bi Algumas ilhas do arquipélago de Cabo Verde Cadamnosto Algumas ilhas do arquipélago Diogo Gomes de Cabo Verde Anténio da Noli 1460 Peete eee a] 7 Serra Leoa Pedro de Sintra Joao Santarém } ; ~ Tomé e Pri 1471-1472 S.Tomée Principe eae Angola | | 1482-1485 | Reino do Congo Diogo Cao { Foz do Rio Zaire \ 1487 Passagem do cabo da Boa Esperanga Bartolomeu Dias iter Antithas (América Central) Ctistévo Colombo Z| \ shat lacie tec acdsee {a0 servigo dos reis de Castela) fees Mogambique e caminho maritimo Vissiaeaia \ para a India 1500 Brasil | Pedro Alvares Cabral 49 A descoberta de neves mandes As viagens maritimas dos Portugueses iniciadas no reinado de D. Jodo | continuaram nos reinados dos seus sucessores. Todos os reis da segunda dinastia se preocuparam em formar um império portugués. Os Descobrimentos constitufram um meio para atingir esse fim. D. Joao! D. Duarte | a’ Be D. Afonso V D. Fernando D. Joao It D. Manuel | Afonso Nota: © principe D. Afonsa, herdeto da trone, moreu num acidente de cavalo. Como D. Jogo I no tna mais filhos, sucedew-the D. Manuel, seu primo dite. A desceberta de noves mundos No final do século XVI, Portugal possu‘a um grande império e vivia-se uma época de grande prosperidade, devido ao intenso comércio maritimo. Ao porto de Lisboa chegavam numerosas embarcacées com produtos ¢ riquezas vindos de todo o império. oceano. ocne) mctico ‘otc Mapa do império portugués no final do séc. XVI 5.2. D. Sebastiae Quando D. Joao Ill morreu, em 1557, 0 herd do trono, seu neto, tinha apenas 3 anos. Enquanto D. Sebas- tido nao atingiu a maioridade, o reino foi governado por D. Catarina, a rainha vitiva, e depois pelo seu tio-av6, 0 cardeal D. Henrique. D, Sebastido tornou-se rei de Portugal com apenas 14 anos e era um jovem destemido e sonhador. O seu maior sonho era reconquistar algumas cidades no Norte de Africa, que tinham sido abandonadas pelo seu av. Assim, decidiu organizar uma expedigao militar e, depois de reunir um exército de cerca de 17 mil homens, embarcou para o Norte de Africa. D. Sebastio 51 A desceberta de noves rrundos ‘Mas esta aventura por terras africanas nao terminou como D, Sebastido desejava. As suas tropas encontraram pela frente um poderosissimo exército muculmano, muito bem treinado. No dia 4 de agosto de 1578, travou-se um violento confronto entre Muculmanos e Portu- gueses: a batalha de Alcacer Quibir. Batalha de Alcdcer Quibir Um conselheiro do rei, vendo que as tropas nao poderiam resistir, aconse- Ihou-o a fugir. Este recusou e lancou-se a galope em direcao a frente de batalha, onde morreu: as povo nao queria acreditar na morte do seu bondoso e jovem rei e vivia na esperanca de o ver regressar, montado no seu cavalo, numa manha de nevoeiro. Lo Sas Batalha de Alcacer Quibir, Miguel Leitéo de Andrade, Miscellinea, 1629 52 A descoberta de neves mundes 5.3. A procura de um rei D. Sebastido morreu sem deixar descendentes e era necessério encontrar um novo rei Sucedeu-Ihe o seu tio-av6, o cardeal D. Henrique, um homem idoso e bastante doente. D. Henrique reinou durante dois anos e tentou encontrar 0 seu sucessor entre os pretendentes a0 trono, netos do rei D. Manuel I, bisavé de D. Sebastido: D. Catarina, D. Ant6nio e D. Filipe Il (rei de Espanha) D. Manuel I J D. Joao Ill D. Isabel D. Beatriz D. Luis D. Henrique | | D. Duarte y D. Joao D. Filipe It D. Anton D. Catarina rmorteuem 1554 | (rei de Espanha) (prior do Crato) (duquesa de Braganca) L Pretendentes ao trono em 1580 D. Sebastido Quando D. Henrique morreu, nada deixou decidido e instalou-se a confusio. A nobreza, a burguesia e © alto clero apoiavam o rei de Espanha, mas o povo defendia a escolha de um rei portugués. D. Ant6nio, prior do Crato, chegou a ser aclamado rei em algumas localidades. D. Filipe Il mandou invadir Portugal e D. Ant6nio tentou defender 0 reino com 0 pequeno exército que 0 apoiava, mas foi derrotado e teve de fugir para nao ser preso. Portugal perdeu a independéncia e Filipe Il de Espanha foi aclamado rei de Portugal nas Cortes de Tomar, em 1581 Camées — 6 poeta lusitanc Luis de Camées viveu na época dos Descobrimentos e escreveu uma obra, a que deu 0 nome de Os Lusiadas, que hoje 6 conhe- cida em todo o mundo. Nesse livro, Camées conta, em verso, alguns episédios da Histéria de Portugal, dando grande relevo aventura maritima dos Portugueses e, em especial, a descoberta do caminho maritimo para a india, por Vasco da Gama. Os Lusiadas foram publi- cados em 1572 e dedicados ao rei D. Sebastiao Luis de Camdes 6 um simbolo da nossa patria e, por isso, no dia 10 de junho (data da sua morte} comemora-se 0 Dia de Portugal, de Camées e das Comunidades Portuguesas, sendo feriado nacional © Adamastor € uma fi Brega. Trata-se de da Terra, igura da mitologia um gigante, um tit, filho ue se revoltou, juntamente com os a of lems, contra Zeus, 0 rei dos deuses ste resolveu castig : i84-los e transformou- €M rochas ou ilhas, i O poeta Camées, em Os [ réncia ao Adamastor, regava usladas, faz refe- © monstro que descar- @ sua ira nos n, lavegadores que aventuravam a passar perto dele. ee Na realidade, nao existia tal cri ae jatura. Tra- Sse do cabo das Tormentas, que mais tarde viria a ser conhecido ‘Adamastor Por cabo da Boa Esperanca, oa sitions 11. “Aideia de partir em busca de novas terras, por via maritima, agradou a todos os grupos sociais.” Concordas com esta afirmacao? Justifica a tua resposta. 2. Quem foi o grande impulsionador dos Descobrimentos? Que medidas tomou para levar a cabo 0 seu projeto? 3. Completa a frase “O primeiro passo da expansao portuguesa foi a conquista de _________, no Norte de Africa, em 4, Escreve 0 nome de alguns produtos trazidos pelos Portugueses das terras descobertas. llustra-os. a E (ues puettteass ------------------ 5. Completa o quadro. | Descobertas Ano | Navegadores Arquipélago da Madeira | Arquipélago dos Acores Gil Eanes Diogo Cao Passagem do cabo da Boa | Esperanca | Mogambique e caminho maritimo para a india Pedro Alvares Cabral 6. Completa a frase. “Quando ___ morreu, em 1557, o herdeiro do trono, seu neto, tinha apenas 3 anos. Enquanto__ nao atingiu a maioridade, o reino foi governado por __, a rainha viva, e depois pelo seu tio-avé, carded eee ees 56 7. Classifica as frases em verdadeiras (V) e falsas (F). Corrige as falsas. O maior sonho de D. Sebastido era reconquis- : tar algumas cidades no Norte de Africa _ Decidiu organizar uma expedigao militar. Reuniu um exército de cerca de 100 homens. Embarcou para o Norte da América. Esta aventura por terras africanas terminou como D, Sebastido desejava. As suas tropas encontraram pela frente um poderosissimo exército mugulmano. No dia 4 de agosto de 1578, travou-se um confronto entre Muculmanos Portugueses: a batalha de Alcacer Quibir. 8. Que rei desapareceu na batalha de Alcdcer Quibir? Conta o que se passou. 9. Quem governou Portugal depois da morte do rei D. Sebastido? Explica 0 que aconteceu. 5 57 58 Qua patties ----------------- 10. “Quando o cardeal D. Henrique morreu, nada deixou decidido e instalou-se a 4 confusdo.” Justifica esta afirmagao. 11. Completa a arvore genealdgica do rei D. Manuel. D. Manuel 1 L i L L Mi enous D. Joao D. Isabel D. Beatriz D. Luis D. Henrique D. Joao ore em 1554 { Pretendentes ao trono em 1580 D. Sebastiao 12. Por que razdo Filipe Il de Espanha invadiu Portugal? Conteados Trés séculos de Histéria 6.1. Sécule XVII O dominic espanhol Ao perder a independéncia, Portugal passou a ser governado por reis espanhdis. Nas Cortes de Tomar, em 1581, Filipe Il de Espanha foi aclamado rei de Portugal (D. Filipe |) e a capital do reino passou a ser Madrid. Este dominio durou 60 anos. Nessa altura, Espanha estava em guerra com vérios pafses e as provincias portuguesas comecaram também a ser atacadas. Em 1598, com a morte de Filipe I, sucedeu-lhe seu filho, Filipe II. Este aumentou os impos- tos, 0 que provocou o descontentamento da populagao. Passados 23 anos, sobe ao trono Filipe Ill. © seu reinado ficou marcado pela violéncia e ‘opressio a que 0s Portugueses estiveram sujeitos. Com estes acontecimentos, 0 nosso pais entrou em crise, aumentando o desejo de independéncia dos Portugueses e multiplicando-se 05 motins por todo o pais. Filipe | Filipe i Filipe I Tr@s sécules de Histéria A Restauracae da Independéncia Para conseguir a independéncia, um grupo de 40 portugueses (os Conjurados) planeou, em segredo, uma revolucao, marcada para 1 de dezembro de 1640. Estes pretendiam que D. Jodo, duque de Bragan¢a, se tornasse o futuro rei. Assim, conforme tinham planeado, os Conjurados, juntamente com os seus apoiantes, con- centraram-se no Terreiro do Paco. Nenhum soldado espanol desconfiou daquelas pessoas nem dos coches que iam chegando. Ahora combinada, alguns dos conspiradores invadiram o Pago da duquesa de Mantua, que era a representante do rei Filipe Ill, e prenderam-na. Depois assassinaram o secretdrio de Estado, Miguel de Vasconcelos, um portugués que tinha trafdo a sua patria. Com esta vitéria, a independéncia de Portugal foi restabelecida. ‘Aclamagao de D. Jos IV 61 62 Tres séculos de Hist6ria 6.2. Sécule XVII O terramete de Lisboa No dia 1 de novembro de 1755, a maioria dos lisboetas encontrava-se nas igrejas, pois era dia de Todos os Santos. De repente, a cidade estremeceu violentamente, apanhando as pessoas desprevenidas. As dguas do rio Tejo transbordaram, inundando a parte mais baixa de Lisboa. Nas ruas eram visiveis fendas muito profundas. Os incéndios alastraram e foram necessérios varios dias para serem extintos. As equipas de salvamento sentiram grandes dificuldades na sua tarefa, uma vez que as ruas eram muito estreitas e estavam danificadas. Muitas construgGes ficaram com- pletamente destrufdas, deixando a cidade em ruinas. Na sequéncia deste terramoto houve muitos mortos e um elevado ntimero de feridos. Terramoto Com 0 desabar dos edificios, muitos criminosos fugiram das pri- ses. Aproveitando o panico e a confusdo causados pelo terramoto, grupos de salteadores roubaram e maltrataram as pessoas. O Marqués de Pombal, primeiro-ministro do rei D. José |, foi obri- gado a tomar medidas de emergéncia, para ajudar a populagdo e reconstruir a cidade de Lisboa. Ficou conhecida a sua frase: “Cuidar dos vivos e enterrar os mortos.” Foi entéo reconstrufda a atual Baixa de Lisboa. Marqués de Pombal Trés séculos de Histéria 6.3. Sécule XIX As Invasées Francesas No inicio deste século, Napoledo Bonaparte, o imperador francés, estava em guerra com a Inglaterra e, em 1806, orde- nou 0 Bloqueio Continental. Com este Bloqueio, Napoledo queria que todos os paises fechassem os seus portos aos navios ingleses. Portugal, que era aliado de Inglaterra, nao aceitou fazer parte desse Bloqueio. Napoledo ordenou, entio, que as suas tropas invadissem Portugal. 1.* Invasao Esta invasdo deu-se em 1807, durante o reinado de D. Maria |, € foi chefiada pelo general Junot, que conseguiu conquistar Lisboa. A familia real tinha j fugido para o Brasil, sendo esta~ belecida, no Rio de Janeiro, a nova capital do reino portugués A populagio de Lisboa foi maltratada pelas tropas francesas, que também roubaram casas ¢ igrejas. Napoleao A resisténcia da populacao fez-se sentir desde logo e, nessa altura, Inglaterra ajudou Portugal, enviando um exército liderado pelo general Wellesley. Junot foi vencido, rendeu-se e abando- nou Portugal Fuga da familia real 63 Trés séculos de Histéria 2.° Invasao, ‘Apés 0 fracasso da primeira invasao, Napoledo Bonaparte nao desistiu e planeou uma nova ofensiva. Em marco de 1809, as tropas francesas, chefiadas pelo general Soult, entraram por Chaves e atingiram a cidade do Porto, O exército francés saqueou a cidade, privando-a dos seus tesouros. Mais uma vez, com o auxilio de Inglaterra, os invasores foram atacados e viram-se obrigados a retirar as suas tropas, ‘em maio desse ano. Saque da cidade do Porto 3.* Invasao Napoleio Bonaparte voltou a insistir. O general Mas- sena, em junho de 1810, liderou a terceira e tiltima invasio, com um exército de 80 mil homens. Entrou no pais pela Beira Alta, mas foi travado pelo exército anglo-luso, coman- dado pelo general Wellington, no Bugaco. Os invasores franceses nao conseguiram chegar a Lisboa e recuaram. Com o fim das lutas, era altura de reconstruir Portugal, que tinha perdido muitas das suas riquezas e estava com a sua economia arruinada. A permanéncia dos Franceses no territério nacional facilitou a difuséo das ideias da Revolugao Francesa (liberdade, igualdade, fraternidade), o que deu origem as revolugées liberais. Dado que a famiflia real se encon- trava no Brasil, o marechal Beresford assumiu a lideranca do Governo portugués. Esta situagio nao agradou a populacao, instalando-se um descontentamento geral. $6 em 1821 é que a familia real regressou a Portugal. ‘Mapa das Invasées Francesas A tragédia da Ponte das Barcas Os Portuenses, ao serem alertados para a chegada das tropas france- sas, entraram em panico. A fuga parecia a solucdo possivel. Nessa altura, existia apenas um meio precdrio de atravessar o rio Douro uma ponte constituida por pequenas barcas que se sucediam. A populagio nao se apercebeu do perigo e correu desespe- radamente, procurando alcancar a outra margem. A frégil ponte no resistiu e desmoronou-se, provocando intimeras mortes, O exército francés saqueou a cidade, privando-a dos seus mais belos tesouros. Mais uma vez, Inglaterra veio em nosso auxilio, contribuindo, de novo, para a expulsdo das tropas francesas. “Minha querida mae. Come «4 rainha sentiu 6 terramote Esta vai por um des acho extraordindrio do Rei. Recomendei muito que vos seja enviada depressa, antes que vos chegue alguma falsa noticia que vos deixe em cuidados. Estamos todos vivos e de boa satide, mil gragas a Deus. ‘Agora terei a honra de vos contar o melhor que puder o funesto acidente que aconteceu no sabado as nove horas e trés quartos da manha. Sentimos 0 mais horrivel tremor de terra, fugimos para o campo com grande dificuldade pois nao nos aguentavamos em pé. Eu corri pela escada drabe onde certa- mente, sem a ajuda de Deus, teria partido a cabeca ou as pernas pois ndo me podia aguentar e estava aterrorizada (...). O rei veio também comigo, mas mais tarde, pois tinha fugido por outro lado (...)..As minhas filhas juntaram-se-me pouco depois. Desde af estamos em tendas no jardim grande. Em Lisboa esté quase tudo por terra. € por acréscimo de infelicidade 0 fogo consumiu uma grande parte da cidade. O nosso Palacio (da Ribeira) ficou meio em rufnas & o que restou ardeu quase tudo 0 que tinha dentro (...). Perdoai-me, minha querida mae, no vos dizer mais, mas 0 estado e a confuséo nao me deixam tempo (...). Hd desgracas horriveis e a desolacdo ¢ geral. Peco-vos humildemente para rezardes a Deus por nds e que nos poupe, se essa for a Sua vontade. Senhora, de vossa majestade humilde filha. Maria Ana Vitoria Belém, 4 de novembro de 1755." José Hermano Saraiva (coord) (2004), “Carta da rainha D. Maria Ana Vitoria 2 sua mae, 4 rainha label de Espana; Histéla de Portugal, Volume VI, Quidnovi 65 ue peatteares ----------------- 1. Em que ano teve inicio o dominio espanhol em Portugal? 2. Quanto tempo durou esse dominio? 3. Indica o nome dos reis da 3.* dinastia. t 4. O que levou ao aumento de desejo de independéncia por parte dos Portugueses? 5. O que fizeram os Conjurados a 1 de dezembro de 1640? 66 6. Classifica as afirmagées em verdadeiras (V) e falsas (F). Corrige as afirmagées falsas. (} 0 terramoto aconteceu em 1855. {"] Marqués de Pombal era o primeiro-ministro do rei D. José |. [-] Nao houve vitimas no terramoto de 1755. {_] Ninguém foi apanhado desprevenido por este acontecimento. {_} A maioria dos lisboetas encontrava-se nas igrejas porque era Natal. {_] O rio Tejo inundou uma parte de Lisboa. | A aco das equipas de salvamento teve muito sucesso. {_} Muitos criminosos aproveitaram para fugir das prisées. {_} Marqués de Pombal tomou medidas urgentes. } Houve necessidade de reconstruir a Baixa lisboeta. 7. O que foi o Bloqueio Continental? Que consequéncias trouxe para Portugal? 8. Relaciona corretamente. 12 Invasio * © General Massena * * 1809 22 Invasio * * General Junot * © 1810 32 Invasao * © General Soult * © 1807 67 9. Onde foi estabelecida a nova capital do reino portugués, apés a primeira invasdo? £ Porqué? 5 10. Que pais era aliado de Portugal? 11. Assinala com X os ideais da Revolugao Francesa. (_} liberdade (_] solidariedade (5) bondade () imparcialidade {_) igualdade {| honestidade _| verdade {_) justica (_] fraternidade 12. Quem assumiu a lideranca do Governo portugués no final das Invasdes Francesas? Porqué? 13. Assinala com X 0 ano em que a familia real regressou a Portugal. 1807 (1821 {| 1810 ) 1831 (J 1809 [_} 1820 A Republica er eN nei ict SN crrinted Bel sca - Ademocracia e 0 25 de Abril + Os simbolos nacionais A Repablica 7.1. Da Monarquia & Repablica Nos finais do século XIX, durante o reinado de D. Carlos, a situago econémica portuguesa era muito grave e a populacao estava cada vez mais descontente, Surgiu, entdo, o Partido Republicano, que era contra a existéncia de uma monarquia. Este partido foi crescendo e ganhando cada vez mais adeptos. 31 de janeiro de 1891, rebentou, no Porto, uma revolucao republicana, que nao foi bem- -sucedida, Aqueles que nela participaram foram julgados e condenados a cumprir uma pena de prisio. Anos mais tarde, a 1 de fevereiro de 1908, D. Carlos regressava a Lisboa acompanhado pela familia, apés uma viagem a Vila Vigosa. A chegada, a carruagem foi atacada e neste atentado morreram D. Carlos eo principe D. Luts Filipe. A Repablica D. Manuel, 0 filho mais novo de D. Carlos, foi proclamado rei, mas apenas governou durante dois anos Machado dos Santos comandou um grupo de republicanos numa revolug3o, apoiado por barcos de guerra que se encontravam no rio Tejo. No dia seguinte, a 5 de outubro de 1910, a Repiiblica foi proclamada e os membros do Govemo foram escolhidos entre os revolucionarios, cujo presidente era Teéfilo Braga. Apés a publicagao da Constituicao da Republica Portuguesa, em 1911, foi eleito o primeiro ‘a ~ Manuel de Arriaga. 5 de outubro de 1910 Monarquia ~ sistema politico em que o chefe de Estado é um REI Repiblica ~ sistema politico em que chefe de Estado ¢ um PRESIDENTE, eleito por votagao. 7 72 A Repablica Algumas figuras importantes da revolucao republicana Joao Chagas — Jornalista do Porto muitas vezes preso por criticar a Monar- quia. Participou na revolta fracassada de 1908 e na Implantacao da Rept- blica em 1910. Foi nomeado embaixador de Portugal em Paris. José Relvas ~ Participou nos acontecimentos do 5 de outubro de 1910 e pro- ‘clamou, da varanda da Camara Municipal de Lisboa, a Implantagao da Rept- blica. Foi responsdvel pelas finangas e embaixador de Portugal em Madrid fe Anténio José de Almeida - Médico e dirigente do Partido Republicano Por- tugués. Foi preso apés 0 fracasso da revolta de 1908 e um dos conspirado- res do 5 de outubro de 1910. Foi eleito Presidente da Republica em 1919. Almirante Candido Reis - Um dos principais dirigentes da revolucao repu- blicana. A 4 de outubro de 1910 recebeu noticias pouco animadoras e, concluindo que o golpe falhara, suicidou-se. Miguel Bombarda —Psiquiatra e diretor do hospital que, hoje, tem o seu nome. Em 1908, {oi eleito deputado € participou na preparagao da Revolugao Repu- blicana. A 3 de outubro de 1910, um dos seus doentes assassinou-0 a tiro. Magalhaes Lima — Jornalista e dirigente do Partido Republicano Portugué: Foi um dos elementos da comissao de redacao da Constituicao da Repi- blica Portuguesa em 1911. Se Afonso Costa ~ Professor de Direito e deputado do Partido Republicano Portugués. Apds 0 5 de outubro, foi ministro da Justiga e, depois, presidente do Ministério (primeiro-ministro). Rodrigues de Freitas ~ Primeiro deputado republicano na Historia de Portugal. Foi eleito em 1878. Be A Repablica 7.2. O Estado Nove Os primeiros anos do regime republicano foram muito instéveis, sucedendo-se os varios governos. Portugal participou na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), 0 que agravou a situ- acio do pais. As finangas atravessavam uma grave crise e a populagao tinha muitas dificulda- des econémicas. Era grande a agitacao social e a instabilidade governativa: Em Braga, 0 general Gomes da Costa iniciou uma revolta (28 de maio de 1926) que pés fim & 1.8 Reptiblica. Marchou sobre Lisboa, onde entrou pacificamente e sob 0 aplauso da multidao. ‘Apés esta revolta, estabeleceu-se uma ditadura militar, tendo sido suspensas as liberdades individuais. Em 1928, o Presidente da Republica, general Carmona, nomeou Ant6nio de Oli- veira Salazar ministro das Finangas, que, mais tarde, viria a ser presidente do Conselho de Mi Estado Novo ~ que impés uma politica autoritéria e repressiva, sem respeito pelas liberdades dos cidados (ditadura). Foi imposta a censura a imprensa e criada uma policia politica. istros. Em 1933, redigiu-se uma nova Constituicao e instaurou-se um novo regime - 0 Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), varias nagSes europeias comegaram a dar a independéncia as suas colénias em Africa. Nas provincias portuguesas, comegaram a surgir movimentos armados de libertagao (Angola, Guiné e Mocambique). Salazar mandou as tropas para Africa e, em 1961, iniciou-se a Guerra do Ultramar (1961-1974), que vitimou muitos soldados portugueses. Anténio de Oliveira Salazar General Carmona Despedida dos militares antes da partida para a Guerra do Ultramar 73 74 A Repablica 7.3. O 25 de Abril e a demecracia A continuidade da Guerra Colonial e a auséncia das liberdades individuais levou a que se criassem as condi- Ges para um golpe militar. Em 1974, o general Spinola publicou 0 livro Portugal e o Futuro, em que defendia fim da Guerra do Ultramar e a abertura de Portugal a Europa. Entretanto, um grupo de militares jd se organizara € planeava um golpe militar. Era o MFA (Movimento das Forgas Armadas) A 23 de abril de 1974, Otelo Saraiva de Carvalho, o coordenador do plano, entregou aos seus companheiros as instrugées para a revolugao. ‘A 24 de abril, a radio transmitia a cangao de Paulo de Carvalho: E Depois do Adeus. A revolugao tinha come- ado, Na madrugada do dia 25 de abril, ouviu-se Grandola Vila Morena, de Zeca Afonso. Estas cangées foram usadas como cédigo entre os militares para iniciarem as opera- des planeadas, Militares do 25 de Abril General Spinola Grandola Vila Morena Zeca Afonso Grandola, vila morena Terra da fraternidade © povo 6 quem mais ordena Dentro de ti, 6 cidade Dentro de ti, 6 cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grandola, morena A Repablica O capitao Salgueiro Maia cercou 0 Quartel do Carmo, em Lisboa, onde se encontrava o primeiro-ministro, Marcelo Cae- tano, que, por fim, aceitou render-se. Os militares de Abril conseguiram derrubar a ditadura, apoia- dos pela popula¢ao, que entusiasmada erguia cravos vermelhos. ‘A25 de abril de 1974 instaurou-se a democracia em Portugal. Um ano depois, realizaram-se eleicdes livres pela primeira vez, nas quais todos os cidadaos portugueses puderam exprimir as suas opinides politicas e eleger os seus governantes. $6 assim foi possivel restaurar os direitos humanos, desrespeitados pelo anterior regime politico (a ditadura). Cumprindo um dos objeti- vos do MFA e seguindo a recomendacao das Nagées Unidas, foi dada a independéncia as col6nias africanas (Angola, Cabo Verde, S. Tomé e Principe, Guin e Mocambique) Hoje, existem os seguintes érgios de soberania: Presidente da Repiblica, Assem- bleia da Repdiblica, Governo e Tribunais. A Assembleia da Reptiblica é constituida por deputados de diferentes partidos politi cos que debatem questées de interesse nacional. Com base nos resultados eleito- rais, 0 Presidente da Reptblica dé posse ao Govero, chefiado pelo primeiro-ministto, Cartaz do 25 de Abril a A Repablica 74. Os simbeles nacionais Hine Naciona O hino de Portugal foi uma marcha militar composta por Alfredo Keil, em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonga. Chamaram-lhe A Portuguesa, pois lembra a histéria do ‘nosso pats € 0s feitos do passado. Foi ao som desta marcha que os revoltosos republicanos marcharam nas ruas do Porto, a 31 de janeiro de 1891. A escolha desta marcha foi uma deci- so tomada em 1911, pois tinha sido cantada como forma de oposi¢o 4 Monarquia e de afirmagio dos ideais republicanos. k Heréis do mar, nobre povo, As armas, as atmast E Nagao valente, imortal, Sobre a terra, sobre o mar, g Levantai hoje de novo As armas, as armas! k O esplendor de Portugal! Pela Patria lutar Entre as brumas da meméria, Contra os canh@es marchar, marchar! © Patria, sente-se a voz Dos teus egrégios avis, Saudai 0 Sol que desponta : Que ha de guiar-te a vitérial Sobre um ridente porvir; 4 Seja 0 eco de uma afronta | ' As armas, as armas! O sinal do ressurgir. 3 i Sobre a terra, sobre o mar, Raios dessa aurora forte As armas, as armas! Sa0 como beijos de mae, Pela Patria lutar ‘Que nos guardam, nos sustém, Contra os canhdes marchar, marchar! Contra as injtrias da sorte! Desfralda a invicta Bandeira, As armas, as armas! : Aluz viva do teu céu! Sobre a terra, sobre o mar, i Brace a Europa a terra inteira As armas, &s armas! Portugal nao pereceu Pela Patria lutar Belja 0 solo teu jucundo Contra os canhes marchar, marchar! © Oceano, a rugir d’amor, Eo teu braco vencedor Leta de: enrique Lopes de Mendonga Deu mundos novos ao Mundo! Alfredo Keil Henrique Lopes de Mendonca 76 A Repablica Bandeira Nacional bandeira de Portugal simboliza a nossa patria e 0 respeito que todos sentimos pelo nosso pats. Os seus autores quiseram que nela ficassem refletidos os feitos hist6ricos dos Portugueses, bem como a sua va- lentia e 0 seu espirito aventureiro. A Bandeira Nacional foi aprovada a 11 de junho de 1911 pela Assem- bleia Constituinte. Escolheram ainda odia 1 de dezembro, por ser também o dia em que se comemora a Restau- racao da Independéncia, como dia da Bandeira Nacional. | Repara Vermelho ~ Representa a coragem e o sangue dos portugueses que morreram nas batalhas.. Verde — £ 0 simbolo da esperanga e da mudanca Esfera armilar — Representa os descobrimentos efetuados pelos navegadores portugueses € a ligagao a outros povos. Cinco quinas — Referem-se aos cinco reis mugulmanos que D. Afonso Henriques derrotou na batalha de Ourique. Os pontos no interior das quinas representam as chagas de Cristo. Sete castelos — Representam as localidades conquistadas aos mugulmanos por D. Afonso Henriques. Evolucao da Bandeira Nacional Travessia do Atlantice Sul | ‘A30 de marco de 1922, Gago Coutinho e Sacadura Cabral par- tiram de Lisboa a bordo do hidroaviao Lusitania, tendo como destino o Rio de Janeiro. Levavam a bordo apenas os materiais necessarios A navegacdo € socoro. Curiosamente, fizeram questao de levar também uma garrafa de vinho do Porto e um exemplar de Os Lusiadas. A sua viagem foi bastante atribulada, com vérias Paragens e uma avaria em alto mar. Foi necessario © envio de um outro aviéo, Santa Cruz, para que prosseguissem viagem a 5 de junho. Nesse dia, con- seguiram chegar ao Rio de Janeiro, efetuando com sucesso a primeira travessia do Atlantico Sul. Comunicade do MFA do dia 25 de abril de 1974 as 7:30 MFA.PO\X “Aqui Posto de Comando do Movimento das Forgas Armadas. Conforme tem sido transmitido, as Forgas Armadas desencadea- ram na madrugada de hoje uma série de aces com vista a liber tacao do Pafs do regime que ha longo tempo o domina Nos seus comunicados as Forcas Armadas tém apelado para a ndo intervengao das forgas policiais com o objetivo de se evitar derramamento de sangue. Embora este desejo se mantenha firme, nao se hesitard em responder decidida e implacavel- mente a qualquer oposicao que se venha a manifestar. Consciente de que interpreta os verdadeiros sentimentos da Naco, 0 Movimento das Forgas Armadas prosseguiré na sua agao libertadora e pede a populacao que se mantenha calma e que se recolha as suas residéncias. Viva Portugal!” I O \ O,ME, “A 78 an patios tL. Explica 0 que aconteceu no dia 1 de fevereiro de 1908. Em que data foi proclamada a Republica? Qual o nome do primeiro Presidente da Reptiblica? Quem foi o general Gomes da Costa? O que fez? Diz 0 que entendes por ditadura militar. Em que anos ocorreu a Guerra do Ultramar? Por que razdio comecou? 79 RP (uma queers ------------------ 7. 25 de abril de 1974 deu-se uma revolucdo democratica. Ordena os acontecimentos. Na véspera, passam na radio as miisicas-senha: E Depois do Adeus e Grandola Vila Morena. Apoiados pela multidao, com cravos vermelhos nas mos, os militares desfilam nas ruas. Um grupo de capitaes do exército organiza-se e planeia um golpe de Estado. O capitdo Salgueiro Maia cerca © quartel do Carmo. ------------------ Rages q 8. Explica o significado da sigla MFA. MFA=— 9. A Revolugao do 25 de Abril de 1974 ficou conhecida como a Revolucaio dos Cravos. Explica por palavras tuas esta afirmagao. — — cee 10. Quais as duas cangGes usadas como cédigo entre militares na Revolucao do 25 de Abril de 19742 11. Quem foram Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonca? 12. Quais sao os simbolos nacionais? 13. Faz a correspondéncia. Verde * A coragem e o sangue dos Portugueses Vermelho Esperanga Sete castelos Descobertas dos Portugueses Quinas « * As chagas de Cristo Esfera armilar * * Sete localidades conquistadas aos i Muculmanos por D. Afonso Henriques i Pontos no interior * *© Os cinco reis muculmanos que D. Afonso das quinas Henriques venceu na batalha de Ourique 81 D Quapettiews ------------------ 14, Pinta corretamente a bandeira nacional. 15. Completa o Hino Nacional. Herdis do mar, nobre —________, Negowilemm, Levantai hoje de novo Oesplendor de Entre as brumas da meméria, O Patria, sente-se a voz Dos teus egrégios avés Que hd de guiarte a_______! As armas! As armas! Sobre a terra, sobre 9 —_________! As armas! As armas! Pela Patria lutar! Contra os canhdes marchar, marchar! 82 Conteades | A Uniao Europeia 8.1. A adesée de Portugal 4 Unido Eurcpeia Portugal passou por uma revolugao muito importante ~ 0 25 de Abril de 1974 ~ que provo- cou profundas alteracdes na sociedade e na economia. Chegava ao fim o mercado colonial € Portugal teve de se voltar para o mercado europeu. Assim, no dia 28 de margo de 1977, apresentou a candidatura de adesdo @ Unido Europeia (ento designada CEE — Comunidade Econdémica Europeia). Passados trés anos, a 3 de dezembro de 1980, Portugal assinou um acordo de pré-adesio. Porém, s6 a 1 de janeiro de 1986 é que Portugal se tornou formalmente membro da Unido Europeia. Mar da Noruega Paises da Unido Europeia A Unido Europeia Para além de Portugal, fazem parte da UE mais 27 patses: Austria, Bélgica, Bulgéria, Crodcia, Chipre, Repiblica Checa, Dinamarca, Est6nia, Finlandia, Franca, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itélia, Let6nia, Lituania, Luxemburgo, Malta, Paises Baixos, Polénia, Roménia, Eslov- quia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido. ‘Como membros da UE, todos estes paises, juntos, ficariam mais fortes e poderiam enfrentar as economias mais poderosas, como a do Japao e a dos EUA. E também objetivo da UE preservar a paz entre todos os Estados-membros. A UE tem como. fungao gerir o que é comum a todos: pesca, a agricultura, o comércio, etc. Este mercado comum permite que as mercadorias, as pessoas, 0s servicos e 0 dinheiro circulem livremente nos seus paises, Existe um orcamento que auxilia cada pais naquilo em que tem mais necessidade. Algumas das instituigoes da UE sao: Comissio Europeia Parlamento Europeu Tribunal de Justiga 85 A Unido Europeia A UE tem bandeira propria: é azul, com um circulo de 12 estrelas douradas, que sim- bolizam a perfeicao e a plenitude, tal como 0 mostrador de um relégio. ‘A UE adotou a misica da nona sinfonia de Beethoven para ser o seu hino: A Ode a Alegria. O Dia da Unido Europeia, a 9 de maio, pretende comemorar 0 nascimento da ideia da UE, que data de 1950. Bandeira da Unido Europeia Atualmente, 19 paises da UE utilizam 0 euro como moeda tinica. Em 2002, a moeda por- tuguesa, 0 escudo, foi definitivamente substituida pelo euro. Oo ese ATIANTICO Portugal além-fronteiras tvalmente, Portugal participa em varias organizacées internacionals objetivo principal é a promocio da cooperacso na Invesigacao © m2 5 a adesdo de Portugal ocorreu em 2000. Comunidade dos Patses de Lingua Portuguesa (CPLP) ~ Foi clada a 17 de julho de 1996, com sede em Likboa,e visa o aprofundamento da amizade mdtuae da cooperagso entre 98 membros, nomeadamente Ta ‘reas da educacao, sade, ciéncia e tecnologia, defesa, agriculture, administragio publica, comunica- ‘Goes, justica, seguranca publica, Cultura, desportoy assim come ppromocao e difusao da lingua portuguesa. 149, tem como uma das suas principals missoes a salvaguarda © dese? ‘das liberdades fundamentas. A adesao de Portugal ocorreu em 1976. paises que procuram sgurar a estabilidade © ‘Agéncia Espacial Europeia (ESA) — O tecnologia espaciais. Foi criada em 197 Conselho da Europa ~ Criado em 194 volvimento dos direitos do Homem & Fundo Monetério Internacional (FM) — € uma organizacio constitlda por 187 al, promover © comércio intemacional, asse Foi criado em 1944, mas Portugal aderiw em 1961. Fundo das Nagées Unidas para a Infancia (UNICEF) ~ Criado em 1946, fem come objetivo a criagao de servigos em vras eas, tendo em vista a protedo de todas a5 rlarisas Organizacao de Cooperacio e Desenvolvimento Econémico (OCDE) Esta organizacao conta com 34 pases e oi criada oficialmente em 1961. Potugal tomou-se pum Fstado-membro nesse mesmo ano. Afra sree varios estudos, esta organizacio pretende ajudar 0s governos alcancar @ prosperidade financeira. Organizacio Internacional de Policia Criminal (NTERPO}) — Foi eriada em 1923 e, sendo a maior organizagio policial a nivel mundial, conta com 188 Estados-membros. Visa promover a assisténcia sawua das autoridades policiais no combate ao crime internacional Organizacao das NagBes Unidas (ONL) ~ Foi estabelecida erm +1945 ¢ conta com 192 Estados-membros ‘Tem como objetivo a manuten¢do da paz e seguranga internacionals. Portugal aderiu a esta organizacao em Togs, Em 1995, 0 professor Diogo Freitas do Amaral ft eleito Presidente da 502 Assembleia Geral Organizacio das NagBes Unidas para a Educagao, Ciencia ¢ Cultura (UNESCO) ~ Fundada em 1946, esta organizagio pretende garantir a educagio para todos, 0 desenvolvimento sustentavel, a erradicagao da pobreza, a promogio do dislogo e da aceitacao da diversidade ‘cultural. Tem 193 Estados-membros, contando com Port garantir a cooperagio monetéria glob: ‘crescimento econémicos, reduzindo a pobreza. gal, cuja adesdo ocorreu em 1974 Organizagio do Tratado do Atlintico Norte (OTAN) = Fsia organizacao foi criada atianca entre 28 pafses, dos quais Portugal faz parte, cuja missio € garantir 2 Pz ea seguranca. em 1949 € consiste numa 87 4 E Dinamarca : Alemanha Espanha Argentina Lituania Filipinas ae a Eslovénia | Finlandia Bélgica Malta Franca Brasil Roménia | ee Holanda (Paises Baixos) | Polénia eae T Irlanda Portugal Esténia Italia Reino Unido Chipre Luxemburgo Suécia Hungria Noruega Venezuela Eslovaquia “nonn naan nno----— Raa pete 2. Diz se as seguintes afirmacées sao verdadeiras (V) ou falsas (F). Depois, corrige as que forem falsas. _| Em 1977, Portugal apresentou a sua candidatura de adesao & UE. __| A ideia da UE data de 1950. | A9 de maio, comemora-se 0 Dia da Europa. | Sao 14 os paises que constituem a UE. ©) O Conselho e o Parlamento Europeus sao instituigées da UE. |. O nosso pafs assinou um acordo de pré-adesao em 1981. ‘1 de janeiro de 1986, Portugal desistiu de ser membro da UE. [| Um dos objetivos da UE é preservar a paz entre todos os Estados-membros. 3. Pinta a bandeira da UE. e a. x es 89 4. Explica o significado dos simbolos da bandeira da UE. 5. Indica duas das instituigdes da UE. 6. Que misica foi escolhida para ser o hino da UE? 7. Pinta os 19 paises que aderiram ao euro. Conteades Apéndice — Monarquia 92 D. Afonso Henriques =O Conquistador Vida: 1109-1185 Reinado: 1143-1105 D. Afonso II 0 Gordo Vida: 1185-1223 Reinado: 1211-1223, a D. Afonso III PGE — 0 Bolonhés 2: 121041279 1248-1279 D. Afonso IV =O Bravo Vida: 1291-1357 Reinado: 1325-1357 Sancho | =0 Povoador Vida: 11541211 1185-1211 D. Sancho II Reinado: 1223-1248 D. Dinis =O Lavrador Vida: 1261-1325 Reinado: 1279-1325, D. Pedro | O Justiceiro Vida: 1320-1367 Reinado: 1357-1367 D. Fernando — 0 Formoso Vida: 1345-1383, Reinado: 1367-1383, Apendice — Monarquia 4 2. Dinastia — de Avis D. Joao! D. Duarte —O da Boa Meméria ~ 0 Eloquente Vida: 1957-1433 Reinado: 1385-1433 Reinado: 1493-1438 a 5 EMD. Afonso V SMD. Joao Il -O Africano -O Principe Perfeito Vida: 1432-1481 PR vidas 1455-1495 Reinado: 1438-1481 Reinado: 1481-1495 D. Manuel | = OVenturoso Vida: 1469-1521 Reinado: 1495-1521 D. Joao Ill —O Piedoso: Vida: 1502-1557 Reinado: 1521-1557 D. Sebastiao D. Henrique O Desejado =O Cast Vida: 1554-1578, Vida: 1512-1580 Reinado: 1557-1578 Reinado: 1578-1580 93 Apéndice — Monarquia 3. Dinastia — Filipina : se REE TST TE Tn) D. Filipe | — O Prudente Vida: 1527-1598 Reinador 1581-1598 D. Filipe It -OPio D. Filipe Il —O Grande Vida: 1605-1665, Reinado: 1621-1640, 94 Apéndice — Monarquia 4.* Dinastia — de Braganga ki D. Joao IV D. Afonso VI D. Pedro Il ~O Restaurador =OVitorioso —O Pacifico Vida: 1604-1656 ida: 1643-1683 Vida: 1648-1706 Reinado: 1640-1656 Reinado: 1656-1683, Reinado: 1683-1705 D. Joao V D. José D. Maria | =O Magnénimo —O Reformador A Piedosa Vida: 1689-1750 Vida 17141777 Vida: 1734-1816 Reinado: 1706-1750 Reinado: 1750-1777 Reinado: 1777-1816 D. Joao VI D. Pedro lV D. Miguel =O Clemente =O Libertador =O Absolutista Vida: 1767-1826 Vida: 1798-1834 Vida: 1802-1866 ado: 1816-1826 Reinado: 1826-1828 Reinado: 1826-1834 D. Maria Il D. Pedro V D. Luis A Educadora © Esperangoso AS - 0 Popular Vida: 1819-1853 Vida: 1837-1861 Vida: 1838-1889 Reinado: 1834-1853, Reinado: 1853-1861 Reinado: 1861-1889 D. Carlos D. Manuel Il =O Diplomata — 0 Patriota ou Desventurado Vida: 1863-1908 Vida: 1889-1932 Reinado: 1889-1908 WR Reinado: 1908-1910 96 Apendice — Repablica Presidentes da Republica Antonio José de Almeida + 1919-1923 + 1923-1925 (mandatos) Repiblica Ditadura militar Repiblica Parlamentar e Estado Novo Democratica Manuel Mendes Anténio de Arriaga Cabecadas | Spinola s191t-t915 +1926 “1974 | Gomes | Tesfilo Braga da Costa Costa Gomes 1915 +1926 +1974:1976 z Bernardino Oscar Ramalho. Machado ‘Carmona Eanes 1915-1917 +1926-1928 11976-1980 1525-1026 $1926-1951 + 1980-1686 = Craveiro Mério Soares F Sidénio Pas Lopes + 1986-1901 219172918 RERE «1951-1958 TE «3291-1096 Américo Jorge Sampaio Canto e Castro Tomis + 1996-2001 = 1918-1919 1956-1974 RE 2001-2000 Cavaco Silva + 2006-2011 + 2011-2016 Marcelo Rebelo de Sousa #2016.