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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 1 - Postura
do Formador na
Utilização dos
Recursos

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 2


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Objectivos do Módulo:

Postura do Formador na utilização dos


recursos

Os objectivos deste módulo são:


• Reconhecer a utilização das TIC numa acção de
formação;
• Identificar as novas funções a que estão sujeitos os
formadores;
• Identificar competências básicas para o e-formador
• Caracterizar o novo perfil do formador.

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Introdução
O aparecimento e a utilização das Tecnologias da Informação e da
Comunicação (TIC’s) da sociedade transformou a nossa visão
definitivamente. Desta forma, o processo de formação também foi,
naturalmente, transformado, nem que seja pela simples utilização do
videoprojector numa formação em sala.

São lançados novos desafios à formação profissional. A internet e os


novos meios de comunicação permitem que, hoje em dia, se pense até
numa formação global. O surgir da formação on-line é apenas um passo
natural deste processo de evolução.

Naturalmente que, por este motivo, foram lançados novos desafios


também ao formador… fazendo com que o perfil do mesmo seja
alterado em função das novas necessidades do mercado.

Desenvolvimento

A sociedade actual da informação caracterizada pelo uso generalizado


das tecnologias da informação e da comunicação, vulgarmente
designadas por TIC, em todas as actividades humanas, e face a uma
grande tendência para que haja uma economia cada vez mais global, há
cada vez mais uma grande competição entre os cidadãos, tanto ao nível
pessoal como também ao nível social e profissional, visto que há novas
formas de poder confrontar as mudanças contínuas, as quais impõem em
todos os espaços os avanços rápidos da ciência e "da economia global".
As ferramentas TIC que envolvem o novo mundo actual estão a dar uma
volta profunda em todos os espaços sociais onde interage o homem e
logo, afectará o mundo da educação e formação.

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É óbvio que tudo tem uma repercussão forte no espaço formativo:
• Antes da sociedade do presente e do dinheiro, as necessidades da Repercussão da
informática na
formação dos cidadãos estendem-se para além dos primeiros formação

estudos profissionais / educacionais e estendem-se durante toda a


vida. A formação contínua é, cada vez mais essencial, tanto
quanto pelas exigências derivadas das mudanças nos processos de
trabalho como também para fazer frente às mudanças que
ocorrem na vida pessoal e de lazer.
• A importância da instrução informal com os meios maciços sociais
e muito especialmente a Internet cresceram em ritmo exponencial.
Embora o conhecimento adquirido ocasionalmente com estes
meios seja frequentemente desestruturado e seja pouco preciso, a
quantidade de tempo que os povos lhes dedicam e as
possibilidades infinitas de acesso ao atractivo mundo da
informação é mundo grande. Aparecem aqui os jornais, os filmes,
os programas de TV, os noticiários, entre outros, que fazem deles
um das fontes principais da inteligência e da formação dos
cidadãos.
• Tudo é revisto, tudo muda: os objectivos e os programas das
instituições formativas, as infra-estruturas físicas e tecnológicas, a
organização e a gerência dos centros formativos, os materiais e as
metodologias que são usados estão em constante mutação.
• Aparecem novos processos formativos no Ciberespaço, nessa
liberação aos estudantes e em professores, da exigência da
coincidência no tempo e no espaço, e facilitam consequentemente
o acesso à formação em toda a circunstância durante toda a vida.
Os novos sistemas da formação on-line melhoram muito os
benefícios de uma instrução tradicional da distância,

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nomeadamente aqueles que tiveram somente o correio, o telefone
e a televisão de transmissão como a difusão e a comunicação dos
recursos didácticos audiovisuais e no papel.
• E, naturalmente, tudo exige áreas profissionais novas para a
formação.

Funções Dos Formadores De Hoje


Ao contrário do que aconteceu há 100 anos, na sociedade actual é muito
fácil às pessoas ter acesso à informação que requerem (sempre que têm
infra-estruturas necessárias e têm as competições digitais apropriadas;
neste caso: estratégias para a busca, validação e selecção da
informação).
Entretanto, e também ao contrário do que aconteceu no passado, a
O formador de
sociedade é posta agora sob as mudanças radicais e muito rápidas que hoje

levantam continuamente novos problemas, exigindo que os novos


processos (iniciativa, criatividade, uso das ferramentas TIC, estratégias
da definição dos problemas, trabalho no equipamento...) criem o
conhecimento preciso que permitam que os confrontem com sucesso. Por
essa razão, hoje em dia o papel da formação para uns não é tanto "para
ensinar", pois o conhecimento terá um uso limitado e será sempre
acessível, mas servirá sim como ajuda aos estudantes para "aprender,
aprender", de forma independente, nesta cultura da mudança e para
promover tanto o seu desenvolvimento cognitivo como pessoal, fazendo
da vantagem da informação disponível e as ferramentas poderosas TIC, e
as suas características exigem um processar activo e interdisciplinar ao
nível da gestão da informação de modo a que construam seu próprio
conhecimento e delas não seja limitado para fazer que um formando
neste processo não seja um sujeito passivo e de memorização simples da
recepção da informação. Na outra mão, na diversidade dos estudantes e

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nas situações educativas que podem ocorrer, recomendam que a
formação faça uma análise da vantagem dos recursos múltiplos
disponíveis (que são muitos, especialmente se o Ciberespaço for usado),
para personalizar a acção educacional, e trabalho na colaboração com
outros colegas, mantendo uma atitude pró-activa, de investigação nas
salas, compartilhando recursos, observando e reflectindo no possuir da
acção e procurando melhorias progressivas nos desempenhos.
O formador deve ser, antes de mais, um mediador dos conhecimentos O formador é um
mediador de
dos formandos e deverá manter a sua “mente aberta” todas as vezes a conhecimentos dos
formandos
mais uma etapa, cujas as características fundamentais são:
- um perito que domine os índices, ele planeia (mas é flexível)...
- estabelece objectivos: perseverança, hábitos do estudo; sendo o
seu objectivo principal que obter a sua autonomia total
- regula a aprendizagem, avalia as progressões; a sua tarefa
principal é organizar o contexto em que é tida que se tornar ao
assunto, facilitando a sua interacção com os materiais e o trabalho
de colaboração.
- o lucro das aprendizagens significativas, fomenta as mesmas... -
a busca constante da curiosidade intelectual, do pensamento
- o sentimento da capacidade: auto-imagem, interesse em alcançar
objectivos novos...
- articulação entre as experiências obtidas com a formação:
discussão e promoção da empatia no grupo

Após este momento, as funções principais que um formador deve ter em Funções de um
formador
consideração são:

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0. - Diagnóstico das Necessidades - Para conhecer os formandos e
para estabelecer o diagnóstico das suas necessidades.
Nesta fase, o formador deve procurar saber as características
individuais (conhecimento, cognitivo e desenvolvimento emocional,
seu interesse, experiência,...) e agrupar os formandos (coerência,
relações, afinidades, experiência do trabalho no grupo...) de modo a
que a que o mesmo seja o mais homogéneo possível.
Deve também diagnosticar as necessidades da formação do grupo,
dos formandos a quem a formação irá ser dada considerando as
características e as exigências legais e sociais.
1. - Preparar a formação - Para organizar as situações afectas à
formação, gerir a aprendizagem com estratégias didácticas
fazendo exames das diferentes etapas da aprendizagem (individual
e cooperativa), do potencial didáctico e do que consideram as
características dos formandos. Por outro lado, devem fazer o
planeamento da acção de formação – como seja o projecto de
intervenção pedagógico: objectivos, índices, actividades, recursos
didácticos utilizados, avaliação..... Devem também preparar as
estratégias didácticas que incluem actividades de motivação.
Devem promover os conhecimentos que são tentados e contribui-
los ao desenvolvimento do pessoal social e dos formandos. Além
do já referido, os formandos devem ser dirigidos para a
independência no que aprendem, o que aumentará a sua
motivação ao descobrir a sua aplicabilidade. O formador deve
ainda considerar a possibilidade de oferecer aos formandos,
actividades diversas que podem conduzir a um mais rápido alcance
dos objectivos. O formador deve ainda iniciar o processo de
criação de conteúdos web.

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2. Na escolha dos materiais a utilizar, deverá ter cuidado com o tipo
de materiais de apoio que serão usados, o momento para os
realizar e o momento do seu uso, tendo em conta aspectos como
a organização da acção de formação, de modo a evitar um uso
descontextualizado dos materiais didácticos. Deve ainda ter em
conta que na estruturação dos materiais deverá ter um
conhecimento prévio dos formandos e, se for necessário,
estabelecer diferentes níveis, de modo a seleccionar os recursos
mais apropriados em cada momento (de acordo com os objectivos
e índices, formandos, contexto, entre outros, pois a sua eficácia
didáctica dependerá da maneira cujo seu uso é definido.
3. Motivação dos formandos – Este é um dos perigos que existe na
formação uma vez que a probabilidade de abandono é bastante
grande. Uma forma de ultrapassar este problema passa por criar
um ambiente de confiança através de apresentações iniciais e até
pessoais, muito semelhante ao que se passa com a formação em
sala. Há que enfatizar a mais-valia que obterão, bem como a
utilidade que a mesma formação terá no seu desempenho pessoal
e profissional.
4. A formação terá que estar sempre centrada no formando.
5. O formador, mais do que isso, terá que ser um tutor. Ao formador
caberá também a tarefa de verificação constante de
conhecimentos, e esta tarefa parece simples mas na verdade não
o é pela própria distância física entre as pessoas que impede um
relacionamento pessoal. Uma tarefa passa pela procura constante
de novas soluções de aprendizagem junto dos seus formandos,
recomendando novas aproximações aos tema, formas de execução
de tarefas diferentes.

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Competências Básicas em TIC Necessárias para os
Formadores

As TIC´s converteram-se num apoio transversal a todas as acções de


formação, independentemente de serem on-line ou em sala, sendo um
A utilização das
apoio muitas vezes fulcral para a sua acção de formação. TIC no processo
de formação
O formador encontra nas TIC´s um instrumento facilitador da influenciou a
forma de passar a
aprendizagem enquanto fonte de informação, canal de comunicação mensagem

entre os agentes participantes na formação, recurso didáctico, entre


outros.

Por este motivo os formadores para transmitir a mensagem devem, para


além das capacidades pedagógicas, deter conhecimentos, mas
sobretudo competências para poder transmitir ainda melhor os seus
conhecimentos.

Mesmo para aqueles que não desenvolvem formação on-line este tipo
de competência é também necessária.

Na fase de preparação da formação, através da procura de informação As TIC alterou até


a forma como se
para poder utilizar na sua acção de formação, esta permite-lhe actualizar
prepara uma
conteúdos e criar novas actividades formativas; por exemplo, formação

bibliografia, páginas web para consulta, procurar novas informações


sobre o tema na internet, são apenas alguns dos benefícios daqueles
que utilizam a informática para melhor desenvolver a sua acção de
formação.

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Na fase de desenvolvimento da formação, se a formação for on-line, as
TIC´s constituem uma competência básica imprescindível para o
desenvolvimento da acção. Além de ser necessária, as competências nas
TIC´s permitem ao formador a utilização das plataformas tecnológicas,
permitem a utilização do canal de comunicação on-line como sejam o
correio electrónico assim como a partilha on-line de materiais
formativos. Se a formação for em sala, as TIC´s são também
importantes, porque cada vez mais os formadores baseiam a sua
formação em recursos didácticos como sejam o computador e o
videoprojector, através da utilização, por exemplo, do Powerpoint, sem
falarmos na possibilidade do formador complementar a sua formação
com o apoio, por exemplo, de uma webpage.

Finalmente, na fase pós-formação, as TIC´s possibilitam que se realizem


actividades complementares, recepção de trabalhos e envio das
respectivas correcções na avaliação efectuada.

Depois do referido, e como pudemos comprovar, as TIC´s abarcam


todas as actividades do formador, e por este motivo o formador
necessita de uma boa formação sobre a utilização das ferramentas
tecnológicas e também uma formação didáctica na utilização das
mesmas.

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Assim, e de uma forma geral, podemos definir as seguintes As competências
TIC necessárias
competências TIC como aquelas que são necessárias para um formador. para um formador

- Competências Técnicas:

o Conhecimentos básicos dos sistemas informáticos e das


redes;

o Gestão do equipamento informático – utilização dos


diversos softwares associados à informática e à
plataforma; utilização de recursos partilhados;

o Navegação pela Internet – utilização da Internet e


utilização de motores de busca e selecção da informação
pertinente;

o Uso do correio electrónico, chats, fóruns, entre outros;

o Elaboração de páginas WEB e apresentações multimédia,


se for o caso;

o Utilização dos recursos didácticos: videoprojector, quadros


tácteis, sistema de videoconferência, entre outros;

o Linguagem técnica apropriada para a elaboração de


materiais didácticos.

- Metodologias

o Integração dos recursos TIC como instrumentos, como


recursos didácticos e como conteúdo de aprendizagem;

o Selecção de recursos TIC e desenho da formação;

o Aplicação nas sessões de formação das novas tecnologias


TIC;

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o Aproveitar os conteúdos online para apoio à própria
formação e complemento da mesma;

o Realizar trabalhos de auto-avaliação;

o Solicitar a realização de pesquisas on-line, individual ou em


grupo;

o Incentivar a auto-aprendizagem através da utilização das


TIC para promover uma aprendizagem autónoma;

o Elaboração de apresentações, anotações e materiais


didácticos multimédia;

o Uso eficiente da tutoria virtual.

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O Novo Perfil do Formador

O formador de e-learning está longe do tipo de formador que


conhecemos em sala. Para além da forma de formação ser bastante
diferente, o formador de e-learning terá que possuir competências
noutras áreas que são fulcrais para o bom desempenho das funções de
formador. Assim, este e-formador terá que ter: O novo perfil do
e-formador

• Formação EM meios informáticos:


o Conhecer a infra-estrutura informática e de comunicações
mais comuns.
o Conhecer programas básicos como o sistema operativo,
processador de textos, folha de cálculo, base de dados.
• Formação COM meios:
o Utilizar habitualmente o correio electrónico e a internet.
o Encontrar recursos identificando a sua idoneidade educativa
em portais ou motores de busca.
• Formação PARA os meios:
o Criar conteúdos com características multimédia e de
hipertexto.
o Adaptar conteúdos e actividades convencionais ao contexto
da formação.

Se um formador conseguir ter estas três sub-competências então pode


desenvolver diferentes funções na relação com as TIC: o de ser
formador-autor-conceptor assumindo todas as funções relativas às TIC´s.

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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 2 - As Novas
Tecnologias na
Formação

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Objectivos do Módulo:

As Novas Tecnologias na Formação

Os objectivos deste módulo são:


• Reconhecer a importância das novas tecnologias na formação e no
desenvolvimento pessoal / relações de trabalho
• Identificar a importância do computador nos novos processos de
aprendizagem
• Identificar funções das TIC no processo de formação
• Reconhecer vantagens e desvantagens da utilização das TIC
• Reconhecer o tipo de formação que se pode praticar hoje e no
futuro

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Introdução

Tal como a sociedade em geral, a formação também evolui ao longo dos


tempos. Ao longo deste capítulo, procura-se mostrar a importância que
as novas tecnologias começam a ter no processo de formação bem
como no processo de organização da própria formação.
Ao mesmo tempo, a evolução dos sistemas informáticos
(hardware/software) permite uma abordagem diferente à forma de
aprender.
Neste capítulo, procura-se também identificar diversas funções das TIC’s
e a sua influência no processo de comunicação entre pessoas, e as
vantagens e desvantagens da utilização das TIC’s no processo de
formação e, porque não dizer, do processo de desenvolvimento das
organizações.

Desenvolvimento

À saída da presidência portuguesa da União Europeia, em 2000, e com a


Declaração de Lisboa, chamou-se a atenção da importância das
tecnologias da informação e da comunicação na formação da "sociedade
do conhecimento", que se entendeu como necessária e vital para o
desenvolvimento económico e social sustentado e sustentável desta nova
imagem da Europa.
Sendo verdadeiros, somente após a Declaração ou Estratégia de Lisboa
2000 é que as TIC's e aos conteúdos electrónicos começam a emergir
como instrumentos de ensino/aprendizagem.
Com esta nova abordagem de ensino começa-se a aplicar um conjunto
de conceitos associados a estas novas ideias.

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O e-learning, foi uma das primeiras a ficar no pensamento das pessoas e,
A associação da
talvez, a primeira a associar-se como instrumento de ineternet com a
formação deu uma
ensino/aprendizagem. Esta nova metodologia de ensino a distância surge primeira
como um novo paradigma de ensino-aprendizagem que assenta no experiência: o
e-learning
desenvolvimento das novas tecnologias da informação e comunicação
aplicadas à educação. Pode-se, assim, afirmar como uma das novas
tecnologias educacionais, sucessoras do escrito e do audiovisual.
Face ao referido, o e-learning surge como um sucessor das classes
virtuais da década de 90 do século XX, que podíamos encontrar nos
Estados Unidos da América, das quais a Europa sempre desconfiou, não
fosse a necessidade económica e social que a Comunidade Europeia
sentiu em ultrapassar aquele país, de além Atlântico, ao nível de
desenvolvimento do conhecimento, como despoletador de
desenvolvimento económico e social, de competitividade e de
competência, apostando e investindo, ela também, no conhecimento, na
inovação e na formação.
Mas associado ao e-learning, este não funciona se não houver uma
grande interacção com as pessoas mas sobretudo com o sentimento de
que necessitam de melhorar as suas competências pessoas, quer pela
necessidade, quer pelo desenvolvimento pessoal através da formação
profissional.
Mas ao mesmo tempo, cada um de nós tem ritmos de aprendizagem
diferentes, tempos reduzidos para o mesmo e, devido a globalização,
cada vez mais distanciados em termos geográficos, sendo necessário que
sejam criados mecanismos que permitam ultrapassar estas dificuldades
que se sentem nos dias de hoje.
Assente no conhecimento e na formação ao longo da vida, o e-learning
pressupõe a aquisição de novos conhecimentos, de novas competências,

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permitindo responder às necessidades já referenciadas, tanto mais que
ela é sentida por uma população diversificada com múltiplas
responsabilidades, como trabalho, família, estudo e lazer, mas que
começa a reconhecer a necessidade de obter novas competências para
competir num mercado de trabalho cada vez mais internacional e mais
feroz.
A aposta no e-learning, como o meio de ensino/aprendizagem que
possibilita, ao mesmo tempo, aquisições várias de competências: a
literacia informática, através da utilização do computador como
instrumento de aprendizagem e a aprendizagem de novos
conhecimentos, teóricos ou práticos, no local do trabalho ou em casa.
Ora, não existindo o problema do espaço, no caso do ensino electrónico,
as questões que se colocam, entre outras, são a gestão da interacção em
ambiente virtual, a disponibilização prévia dos conteúdos, a info-literacia
dos utilizadores e a capacidade destes, sem conhecimentos teóricos
informáticos, se adaptarem à comunicação em plataforma electrónica ou
à utilização de conteúdos em suporte digital, como o CD-Rom.
No entanto, existe um obstáculo, pois nem todos os utilizadores
conseguem trabalhar com esta aprendizagem electrónica. Falta-lhes a
voz e a figura do professor/formador e dos colegas. Se esta última é
facilmente substituída pela fotografia, já tal não sucede com a voz. No
entanto, ambas poderão ser substituídas por outro tipo de e-learning,
complementar do que é suportado pelo computador e a plataforma
electrónica: a videoconferência em computadores ou a vídeo-conferência,
integrada na plataforma electrónica.
Mas o ensino/aprendizagem electrónicos não se resumem a uma A formação
electrónica não se
plataforma. Eles requerem conteúdos e seus conceptores, tutores, resume a uma
formandos e administradores da plataforma. A disponibilização de plataforma

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conteúdos na plataforma pressupõe que esta seja acessível ou amigável,
e não seja geradora de entropias, entre o meio de aprendizagem e o
utilizador. Por sua vez, os conteúdos devem ser pedagogicamente
concebidos, utilizando uma linguagem clara e propiciando a
interactividade entre o tutor/formador e o formando.
O e-learning torna-se assim o meio preferencial para uma formação
contínua ou aprendizagem ao longo da vida, através de um currículo
flexível, onde cada aprendente selecciona o conhecimento e a formação
que lhe é mais necessária.
Como se pode verificar, o computador está cada vez mais enraizado nas
nossas vidas, tornando-se uma ferramenta básica para o nosso trabalho,
lazer ou mesmo comunicação entre pessoas.
Não podemos negar as inúmeras vantagens que não vale a pena
enumerar neste manual, por não ser dos objectivos do mesmo. Mas
focamos num: a comunicação que o mesmo permite, pois
independentemente do local e do tempo onde se encontrem o emissor e
o receptor há a possibilidade de se criar comunicação.

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A comunicação via um computador
São diversos os autores que nos chamam a atenção para uma série de
possibilidades que a formação mediada por um computador tem.
Destacam-se as seguintes:
• Contactos frequentes entre os formandos e os tutores, dentro e
fora da formação, o que eleva a motivação e participação dos
formandos;
• cooperação e colaboração de modo a enfatizar a aprendizagem;
• Feedback contínuo dos formandos;
• Utilização do computador para diferentes tipos de aprendizagem.
Ao mesmo tempo, a utilização do computador como factor de A utilização do
computador no
comunicação permite diferentes tipos de interacções que vão desde “um processo de
comunicação
para um”, “um para muitos” e “muitos para muitos”, ou seja, num permite diferentes
aspecto de formação, formador-formando, formandos-formador, tipos de
interacções entre
formandos-formandos, entre outros. utilizadores

Um aspecto importante a considerar na utilização do computador é o


“ruído”. Considera-se ruído toda e qualquer influência negativa que a
utilização do computador possa ter nas pessoas. Um exemplo, é a atitude
que os participantes tenham perante as “tecnologias modernas”, e isso
claramente influencia a interacção positiva ou negativa que os mesmos
possam ter perante a informação que é transmitida pelo computador. É
certo que a comunicação da presença humana é, digamos, mais quente,
enquanto que essa temperatura diminui quando se trata da utilização de
um meio tecnológico e que implica distancia física entre pessoas.
Mas estas atitudes podem mudar. A relação entre pessoas utilizando uma
plataforma pode também ser “quente” se utilizarmos a tecnologia como
fazemos por exemplo como os“chat” quando o associado às situações da
diversão e lazer.

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O Impacto da Sociedade da Informação no Mundo da
Formação

A emergente sociedade de informação, impulsionada por um vertiginoso


avanço científico, e sustentada pelo uso generalizado de potentes e
versáteis tecnologias de informação e comunicação, levou a mudanças
significativas da actividade humana. Afectou de uma maneira muito
especial as actividades laborais e da educação/formação.
Ao mesmo tempo, verificou-se um crescimento da importância da
educação informal nas pessoas, pois cada vez mais se verifica uma
aprendizagem através dos meios de comunicação como sejam a televisão
e outros meios de comunicação, mas sobretudo a Internet, levando a
uma crescente importância na nossa bagagem cultural.
Ao mesmo tempo, verifica-se um aumento dos conteúdos curriculares e
novos instrumentos para a formação/educação baseada na tecnologia
TIC. Estes últimos representam diversas funcionalidades a saber:
Tipos de
- Fonte de informação; funcionalidades
associadas às TIC
- Canal de comunicação interpessoal, quer para o trabalho, quer
para o intercâmbio de informação e de ideias;
- Meio de expressão e de criação (processadores de textos e
gráficos, editores WEB, apresentações multimédia, entre outros.);
- Instrumento de gestão, pois permite automatizar diversos
trabalhos de gestão num só local;
- Recurso interactivo para a aprendizagem;
- Novas formas de aprendizagem e de transmissão de
conhecimentos, aproveitando a oportunidade de ocorrer a
aprendizagem em momentos livres de tempo e de espaço;
- Necessidade de formação tecnologia do tutor/formador.

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Podemos afirmar que a implementação de uma sociedade de
comunicação e informação, produz modificações significativas, e por
vezes inesperadas, como aconteceu no passado com a imprensa e a
electrónica.

Função das TIC’s na Formação


A sociedade de informação em geral e as novas tecnologias em particular
incidem de uma maneira significativa em todos os níveis da actividade
formativa.
Este é um dos motivos pelo qual a escola tradicional e os centros de
formação devem integrar esta nova cultura: alfabetização digital, fonte
de informação, instrumento de trabalho, entre outros.
As principais funcionalidades das TIC estão relacionadas com:
As funcionalidades
- Alfabetização digital; das TIC associadas
à formação
- Uso pessoal: acesso à informação, comunicação, gestão e
processo de dados;
- Gestão do centro: secretaria, biblioteca, gestão da tutoria e dos
formandos;
- Uso didáctico para facilitar os processo de ensino e de
aprendizagem;
- Comunicação com as famílias (através da web);
- Relação entre os formadores dos diversos centros (através de
redes e comunidades virtuais: compartilhar recursos e
experiências, partilhar informações, entre outros;
- Fonte aberta de informação;
- Instrumento de processamento de informação através de software
próprios: mais produtividade;

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- Canal de comunicação virtual (mensagens, fóruns, blogs) que
facilitam a colaboração, partilha de informações, tutorias,
informar, entre outros;
- Meio Didáctico – informa, guia de aprendizagem, avalia, motiva;
- Facilitar da actividade do formador: poderá colocar recursos,
aumentar as fontes de informação e comunicação mais acelerada
com os seus tutorados.

FUNCÕES EDUCATIVAS DAS TIC As funções


educativas das TIC
FUNÇÕES INSTRUMENTOS
- Meio de expressão e criação - Processadores de textos, editores
multimédia, para escrever, desenhar de imagem e vídeo, editores de
, realizar apresentações multimédia, som, programas de apresentações,
elaborar páginas web. editores de páginas web;
- Câmara fotográfica, vídeo;
- Sistemas de edição vídeo, digital e
analógica.
- Canal de comunicação, que facilita - Correio electrónico, chat,
a comunicação interpessoal, o videoconferências, fóruns, entre
intercâmbio de ideais e matérias e o outros.
trabalho de grupo.
- Instrumento de produtividade - Folhas de cálculo, gestores de
para o processo de informação: bases de dados, entre outros;
criar bases de dados, realizar cálculos, - Linguagem de programação;
entre outros. - Programas para o tratamento
digital da imagem e som.
- Fonte aberta de informação e de - CD-ROM, vídeos DVD, páginas web
recursos (lúdicos, formativos, de interesse educativo na Internet,
profissionais, entre outros). No caso de entre outros;
Internet, existem os motores de busca - Imprensa, rádio e televisão.
para nos ajudar a localizar a
informação que necessitamos.
- Instrumento cognitivo que pode - Todos os instrumentos anteriores
apoiar determinados processos considerados desde esta
mentais dos formandos assumindo perspectiva, como instrumentos de
aspectos de uma tarefa. apoiar os processos cognitivos do
formando;
- Gerador de mapas conceptuais.

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- Instrumento para a gestão - Programas específicos para a
administrativa e tutorial gestão de centros e seguimento de
tutorias.
- Web do centro com formulários
para facilitar a realização de
exercícios on-line.
- Meio didáctico: informa, exercita, - Materiais didácticos multimédia
questiona, guia de aprendizagem, (suporte em disco ou Internet);
motiva, avalia... - Simuladores;
- Programas educativos de rádio,
vídeo e televisão. Materiais
didácticos na imprensa.

- Instrumento para a avaliação, - Programas e páginas web


que proporciona: correcção rápida e interactivos para avaliação de
feedback imediato, redução de tempos conhecimentos.
e custes, possibilidade de seguir o
"rasto" do formando, podendo ser
usado em qualquer computador ...
- Suporte em novos cenários - Novas oportunidades de ensino
formativos web.
- Meio lúdico - Videojogos;
- Imprensa, rádio, televisão, entre
outros.
Tabela 1 – Funções Educativas das TIC

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Vantagens e Desvantagens Das TIC’s
Após tudo o que já foi referido, podemos identificar um conjunto de
vantagens e de desvantagens associadas à utilização da Informática.

Assim, elaborou-se o quadro síntese seguinte:

VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS TIC


Vantagens e
VANTAGENS DESVANTAGENS Desvantagens da
NA PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM utilização das TIC
Interesse e Motivação: Distracção e Dispersão: na formação
Os formandos estão muito motivados Os formandos dedicam-se a outras
na utilização das TIC; sabendo que a coisas que encontram na internet
motivação é um dos motores da (jogos, por exemplo) em vez de
aprendizagem, pois incentiva a trabalharem.
actividade e o pensamento, leva-os a
que se dediquem mais tempo a este Perda de Tempo:
tipo de formação. Devido à grande quantidade de
informação que se encontra na
Interacção: Internet, isso leva a uma perda de
Os formandos estão em permanente tempo na selecção da informação que
actividade ao utilizar o computador; de facto interessa.
permite uma grande interacção
mesmo enquanto trabalha; ao mesmo Informação não Fiável:
tempo, a possibilidade de dialogar e Na Internet encontra-se muito tipo de
de ter um grande volume de informação e desconhece-se a
informação na Internet mantém o veracidade da mesma. Muitas vezes
interesse e a sua atenção. leva a aprendizagens incompletas ou
superficiais.
Desenvolvimento da Iniciativa:
A constante participação dos Diálogos mais Rígidos:
formandos nos fóruns ou noutro Os materiais didácticos exigem uma
sistema qualquer, leva a que os preparação prévia dos materiais que
formandos ao inserir novos assuntos, se pretendem desenvolver. De modo a
e à procura constante de novos generalizar, as comunicações tendem
temas para serem inseridos na a ser mais formais e mais rígida.
discussão.
Ansiedade:
Aprendizagem por Erro: A contínua interacção dos formandos
O formando ao errar apercebe-se com o computador pode provocar
desde logo do mesmo e acaba por ansiedade.
reformular a sua opção até conseguir
ter a certa.

Maior comunicação entre Dependência dos Restantes:


formadores e formandos: O trabalho que se desenvolve no grupo
Os canais de comunicação que a nem sempre é o melhor.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 13


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
internet proporciona como o e-mail,
fóruns ou chat, facilitam o contacto.
Torna-se mais simples questionar o
formador, partilhar ideias, debater,
entre outras.

Aprendizagem Partilhada:
Os diferentes instrumentos
proporcionados pelas TIC (fontes de
informação, materiais interactivos,
correio electrónico, fóruns, entre
outros), facilitam o trabalho de grupo
e a cooperação entre pessoas. O
trabalho de grupo estimula os seus
participantes na procura constante da
melhor solução.

Alfabetização Digital e
Audiovisual:
Estes materiais proporcionam aos
formandos TIC um meio e uma
ferramenta de aprendizagem,
enquanto gerador de experiências.

Desenvolvimento de Técnicas de
Busca e Selecção de Informação:
O grande volume de informação que
os utilizadores TIC encontram na
Internet, exige dos mesmos uma
técnica de busca e selecção da
informação pertinente.

Melhoria das competências de


expressão e criatividade:
As ferramentas proporcionadas pelas
TIC como sejam processadores de
texto, editores de gráficos e
apresentações, facilitam o
desenvolvimento da expressão
escrita, gráfica e audiovisual.
Fácil acesso a informação e em grande
quantidade.

Visualização de Simuladores:
Os diferentes programas informáticos
permitem simular acontecimentos,
testar teorias, de modo a
compreender melhor alguns
acontecimentos futuros.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 14


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
PARA OS FORMANDOS
Aprendizagem mais rápida: Potencial desmotivação:
este aspecto tem especial influência Os formandos deste tipo de formação,
no meio laboral porque permite um normalmente, apresentam uma
menor tempo para a introdução das motivação bastante grande que o
competências necessárias. formador deverá controlar sob pena
Atractivo dos mesmos se desmotivarem.

Acesso a múltiplos recursos Afastamento:


educativos: Como grande parte dos materiais,
Os formandos têm ao seu alcance permite uma aprendizagem
todo o tipo de informação e múltiplos individualizada sem a necessidade dos
materiais didácticos que enriquecem outros, poderá haver tendência para
o processo de formação e de que alguns formandos se distanciam
aprendizagem. O formador deixa de por não ver as vantagens na
ser o único meio de transmissão da comunicação com outros.
informação.
Cansaço Visual:
Autoavaliação: O excesso de tempo no computador
A interactividade proporcionada pelas poderá provocar problemas de saúde
TIC posta ao alcance dos formandos, sobretudo ao nível da visão.
permite que os mesmos tenham à
sua disposição um conjunto alargado Vírus Informáticos:
de materiais para avaliar a sua A utilização das novas tecnologias
progressão e os conhecimentos poderá levar a que os sistemas
adquiridos. informáticos sirvam como meio
condutor para a entrada de vírus nos
Maior Proximidade do formador: sistemas informáticos pessoais,
Os diferentes meios de comunicação podendo levar a transtornos
permitem que o formando possa estar importantes.
mais próximo do formador não se
inibindo de questionar por exemplo. Esforço Económico:
As novas tecnologias obrigam a que o
formando disponha de um computador
Flexibilidade: que suporte a maioria das
Os formandos poderão trabalhar no informações, pelo que poderá haver a
seu ritmo e no horário que melhor se necessidade de adquirir um novo
ajustar aos mesmos, para além da material informático mais actualizado,
não necessidade da deslocação física
ao local de formação, dando-lhes a
autonomia necessária para atingir os
seus objectivos no momento que
quiserem e à velocidade pretendida.
Maior companheirismo e colaboração
– os formandos encontram-se em
maior contacto uns com os outros
podendo partilhar actividades lúdicas
bem como realizar trabalhos.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 15


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PARA OS FORMADORES

Fonte de Recursos Desenvolvimento das tarefas


mínimas:
Individualização: Os formandos poderão não
Há uma grande garantia que os desenvolver competências transversais
formandos se podem adaptar aos apenas se centrando no objecto da
seus conhecimentos prévios e ao seu tarefa, fazendo apenas um esforço
ritmo de trabalho. É mais fácil ao suficiente. Pode haver o perigo de
formador poder recuperar formandos haver cópias de material existente na
e nivelar a acção. net.

Facilidade na organização dos Problemas com a manutenção dos


grupos: computadores
A grande variedade e quantidade de
recursos disponível aliado à Exigem maior dedicação:
possibilidade de todos se reunirem O formador deverá procurar manter-se
num local não físico, permite a gestão actualizado com as novas tecnologias
dos grupos por parte do formador de TIC devendo dispor de mais tempo.
uma forma mais simples. Além disso, Além disso, deve manter as respostas
a actividade de debate e o surgir de aos seus correios electrónicos e às
novas ideias é mais simples. diferentes solicitações sempre em
tempo útil.
Maior contacto com os
formandos:
O correio electrónico aproxima todos
os formandos, mesmo aqueles que
são mais tímidos ou introvertidos.

Liberta o formador de trabalhos


repetitivos:
Facilita a prática sistemática de temas
através da auto correcção e do
reforço sobre técnicas instrumentais,
apresentação de conhecimentos e
práticas sistemáticas.

Facilitam a avaliação e o controlo:


Existem muitos programas e materiais
didácticos on line que possibilitam
actividades aos formandos que
poderão ser avaliadas
automaticamente ou enviados aos
formadores. Permite que os
formandos possam verificar os
resultados da sua aprendizagem e
seguir para novas competências.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 16


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Actualização Profissional – A utilização
das TIC permite ao formador a
procura constante de novos
procedimentos, novas teorias e novas
ideias.

Contactos com outros


profissionais

DESDE A PERSPECTIVA DOS CENTROS/EMPRESAS

Redução de Custos: Custos de formação com o


Os sistemas que se baseiam na formador:
Internet eliminam um conjunto de Tecnicamente, o custo dos formadores
custos como sejam o do simples deveria ser considerado um
deslocamento do colaborador à acção investimento por parte dos centros de
de formação, sala de formação, entre formação.
outros.
Controlo da qualidade formativa:
Acesso a um maior número de Os processos on-line são muito difíceis
pessoas: de avaliar.
Sem problemas de horários e de se
deslocar, os formandos poderão fazer Departamento de Informática:
um curso sem o mínimo Poderá não ser um departamento mas
inconveniente, em qualquer lugar e a a entidade deverá ter nos seus
qualquer hora. quadros pessoas com competências ao
nível da gestão do parque informático,
Melhoria da Gestão das para a resolução imediata dos
Empresas: problemas que surgem.
Com o uso das novas tecnologias Necessidade de actualização de
ganha-se eficiência e eficácia como hardware e de software constante.
seja o simples uso da rede
informática local/intranet, melhoria da
comunicação interna, entre outros.

Melhoria da Eficácia formativa:


Ao disponibilizar-se novas
ferramentas, mais recursos e mais
informação podem desenvolver-se
novas metodologias didácticas e que
levam a uma melhoria da eficácia
formativa.

Novos canais de comunicação

Recursos partilhados:
Há a possibilidade de partilha de
materiais didácticos entre os
diferentes formadores de uma forma
simples bem como entre os

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 17


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
formandos.

Publicidade:
Através das páginas web, fóruns e
demais meios de comunicação on
line.

Factores Que Incidem Na Utilização Da Internet E Das TIC


Na Formação
Considerar o uso da internet na formação, implica ao formador um
A utilização das
conjunto de mudanças ao nível comportamental e de oportunidades. TIC implica
mudança de
Assim: comportamentos
por parte do
- O formador passa a disponibilizar uma infinidade de recursos de formador

apoio à sua transmissão de conhecimentos que vão desde


materiais didácticos, documentos, experiências, entre outros, os
quais deverão ser devidamente tratados em função do grupo de
formandos e dos objectivos a atingir.

- O formador deverá actualizar-se, numa forma de formação


contínua na área das TIC, pois a evolução tecnológica é muito
grande.

Assim, poderemos considerar alguns factores positivos e negativos na Vantagens e


Desvantagens da
utilização das TIC por parte dos formadores, a saber: utilização das TIC
na formação por
FACTORES POSITIVOS FACTORES NEGATIVOS
parte dos
Acesso deficiente à Internet em muitos formadores
Acesso omnipresente de Internet nos locais de formação; havendo um
centros (por meio de cabo, wi-fi...) deficiente instalação de pontos de
acesso *à Internet
Existência de salas de estudo multiuso Infra estruturas informáticas insuficientes
com computadores suficientes nos nos centros (poucos equipamentos,
centros, com bons acessos à Internet inexistência de salas multiuso...)
Aumento do parque familiar de
computadores (e de conexões a
Internet)
Avanço da implementação da Implementação lenta e não uniformizada
“sociedade de informação” da “sociedade de informação”

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 18


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Existência de "filtros eficazes" que
Computadores sem filtros e sem
permitam bloquear o acesso a
protecção contra vírus por exemplo
determinados conteúdos
Criação de comunidade virtuais de
Tradicional afastamento dos formadores
formadores onde ocorra partilha de
às TIC
projectos, ideias,....

A Sociedade Da Informação

Nos meados do século XX, com a invenção do computador, vai-se


consolidando uma nova forma de saber: a informática. Por sua vez, na
década de 80 e com o aparecimento dos computadores pessoais e com
a rápida difusão dos mesmos pela comunidade, surgem importantes
transformações na organização do trabalho e da sociedade no seu geral.
A rapidez de processos, fiabilidade bem como a interactividade e
automatização do trabalho associado a um baixo custo, tornaram a
informática muito importante.

Um pouco mais tarde surge um novo processo: o WWW, ou World Wide


O surgimento da
Web, mais conhecida por Internet. É com estas três letras iguais que www permitiu um
boom no processo
dispara o imparável processo de comunicação: correio electrónico; de comunicação
fóruns, chats, entre outros. A Internet permitiu que muitos dos entre pessoas

processos que se realizam na presença, hoje se possam realizar via


Internet.

A sociedade de informação levou a uma ruptura definitiva com a


sociedade industrial. A Sociedade de informação levou a mudanças
globais na economia e nos perfis profissionais, na forma de comunicação
entre pessoas, na procura e disponibilização constante de informação,
entre outros.

Muitos afirmam estarmos perante um novo mundo, de super-


comunicações, mais acessível, apaixonante e cheio de novas
oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 19


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
A Formação De Hoje
Sem dúvida alguma, a sociedade de informação e as suas infinitas
possibilidades, e que muitas delas ainda desconhecemos, de
comunicação e informação proporcionam uma realidade diferente a
todos os níveis. Naturalmente que a formação se inclui neste processo.

Não basta referir a formação on-line, mas também a própria formação


É um erro
em sala sofreu modificações relevantes para a actividade. Bastará considerar que a
formação em sala
pensar na possibilidade e no conjunto de informações a um pequeno não sofreu
modificações com
toque do rato que um formador tem para pesquisar e melhorar o seu o surgimento de
novos processos
processo de formação enquanto veículo transmissor da informação. de comunicação

Ao mesmo tempo, o formador poderá tornar-se mais presente, dentro e


fora da sala de formação, através do e-mail ou de outro meio de
comunicação.

Por outro lado, a maioria das pessoas vivem e trabalham com esta
A sala de formação
ferramenta que se denomina de informática, sendo constantemente continuará a ter
importância no
abordados para uma melhoria de processos e de pesquisa de informação contexto da
formação
para o seu dia-a-dia laboral e pessoal. Devido a inúmeros factores como
sejam, a localização dos postos de trabalho, a procura de redução de
custos, a procura de novas e melhores competências, entre outros,
levou a formação a procurar novos caminhos para além do tradicional. A
sala de formação não cairá em desuso, pois continua a ter importância o
contacto humano, mas surgem novas oportunidades como sejam o e-
learning ou, mais recentemente, a formação mista também designada
de b-learning.

A formação e as necessidades das empresas e pessoas levam a que


surjam projectos de formação bastante diversificados, os quais

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 20


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procuram responder a um conjunto de pessoas que até ao aparecimento
destas tecnologias não teriam qualquer hipótese de ter acesso à mesma.

Os Perfis Da Formação Do Futuro: Integrando Uma


Formação Formal Com A Formação Informal

O impacto das modificações provocada pela sociedade de informação e


pelas tecnologias de informação e comunicação, leva a que tudo tenha
que ser questionado ao nível da formação. A entidades formadores e os
formadores terão que se adaptar a esta nova realidade, e cuja forma de
transmissão dos conhecimentos se modificou radicalmente face ao que
acontecia à poucos anos.

A evolução para uma formação de futuro necessita que os próprios A formação,


conteúdos programáticos sejam adaptados, as infra-estruturas devido às TIC,
necessita que os
tecnológicas e pessoais das entidades formadores sejam modificadas. conteúdos
programáticos, por
Há que perceber que a formação já ultrapassou a barreira física das exemplo, sejam
repensados e
quatro paredes. modificados

Também há que perceber que a formação passará a ser um elemento


integrador da formação tradicional formal, e a poderosa formação
informal que se encontra, por exemplo, na Internet, está cada vez está
mais omnipresente na sociedade actual. Quase todos temos a
possibilidade de aceder à internet num local próximo de nós e a
qualquer momento.

A formação do futuro ainda está por descobrir, mas decerto que


A formação, do
ultrapassará as barreiras actuais que temos na formação em sala e até futuro ainda está
por descobrir
na formação on-line.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 21


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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 3 - A
Aplicabilidade do E-
Learning

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 2


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Objectivos do Módulo:
A Aplicabilidade do E-Learning

Os objectivos deste módulo são:


• Reconhecer as dificuldades e vantagens da utilização única e
exclusiva da Internet no processo formativo
• Identificar as diferentes fases associadas à construção de um curso
de e-learning/on-line

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 3


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Introdução

A internet levou a uma pequena revolução nos sistemas de comunicação


e de difusão da mensagem. Uma simples mensagem escrita que levava
no mínimo um dia por carta, pode ser transmitida em apenas alguns
segundos de um ponto do globo para outro sem grandes dificuldades.
Naturalmente que a Internet levou a que a formação também
procurasse alternativas de comunicação, e surgiu naturalmente o
e-learning. Neste capítulo procura-se mostrar as bases da utilização da
internet na formação, as suas dificuldades e o motivo do
desenvolvimento de uma formação “diferente”, mais próxima dos
formandos: o b-learning.
Também neste capítulo se procura mostrar algumas das ideias base que
devem servir de suporte para a construção de um curso baseado numa
metodologia de e-learning.

Desenvolvimento

O conceito de e-learning começou a ser utilizado como linguagem


comum nos anos 90, com o desenvolvimento que se verificou no uso
das tecnologias como a Internet, como suporte e meio de comunicação
mais generalizado para a partilha e transmissão de informação. Ao
mesmo tempo, começaram a identificar-se as novas tecnologias como
um factor positivo e necessário para a inovação, tanto para a educação,
formação como ainda para a investigação enquanto modelos de ensino-
prendizagem.

Uma das características que definem o processo de comunicação passa


pela participação e diversão.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 4


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
É aqui que se explica o uso das TIC na formação/educação, a partir do Explicação para o
uso do b-learning
blended learning como um conceito mais aceite do processo de
transmissão de conhecimentos/competências.

Mas antes de se mostrar as ideias associadas ao b-learning há que


perceber os motivos pelo qual a internet /e-learning, por si só, não
respondem às totais necessidades dos seus utilizadores. Será uma forma
de perceber a utilidade da formação b-learning.

O Fracasso do E-Learning.
Apesar do entusiasmo inicial e muitos anos de euforia, surge a realidade O e-learning não
respondeu às
nua e crua da decepcionante forma e adesão das pessoas a esta nova
expectativas
abordagem de formação: o e-learning não conseguiu responder às
expectativas que se haviam criado à sua volta.

Apesar do referido, existem muitas entidades que procuram desmentir


esta realidade, pois o volume de negócios que continua associado a esta
tecnologia continua grande. No entanto, a realidade é que a grande
maioria dos e-formandos não repetem a experiência.

Mas para ser mais preciso, não se pode falar de um fracasso do e-


learning, mas sim de algumas das expectativas que se criam à sua volta.

Na realidade quando se analisam os projectos de e-learning,


encontramo-nos perante uma formação a distância potenciada pela
tecnologia que não é mais que um curso à distância com computadores
e internet.

Esta ideia leva imediatamente à elevada percentagem de desistências Motivos para a


percentagem
entre os formandos, pois existem diversos pontos que os formandos elevada de
desistências
devem controlar e que, muitas vezes, não o conseguem, como sejam: a
aprendizagem independente, as habilidades de leitura, a capacidade de

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 5


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
organização do trabalho, a autodisciplina, o próprio grupo de formandos
e a capacidade de manter um ritmo elevado de aprendizagem,
associado à necessária disponibilidade de tempo que este tipo de acções
de formação exigem.

Este é um dos primeiros motivos para a procura de uma nova solução


de formação on-line, que fosse um sistema misto e que é o objectivo
deste manual: b-learning.

Um outro factor associado ao fracasso do e-learning como modalidade O factor


económico foi
de formação é o associado ao factor económica. Quando os programas também um factor
de formação em e-learning foram desenvolvidos tiveram como único de fracasso

objectivo reduzir custos. Assim, pudemos verificar que foram também


motivos económicos como se pode verificar pelo seguinte:

- Tutores de baixo custo.

- Sobrecarga de trabalho – muitos formandos on-line para o


mesmo formador, que impossibilitou uma resposta atempada às
necessidades dos mesmos.

- Materiais utilizados on-line demasiado genéricos – os materiais


foram desenvolvidos para responder a um conjunto elevado de
situações e logo de formandos, não permitindo uma resposta a
cada um dos formandos, ou seja, quase individual.

- Contratação de formadores/pessoas de referência para dar nome


aos cursos e depois o seu contributo era baixo ou mesmo nulo.

- Na maioria dos projectos de e-learning, o grande investimento,


por questões de marketing, foi nas plataformas, no desenho
gráfico e na navegação em detrimento do desenho pedagógico.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 6


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Poder-se-ia continuar com outros motivos para explicar o fracasso do
projecto de e-learning e sustentar a necessidade de um novo projecto
on-line.

Por este motivo surge um novo conceito de formação: o b-learning.

E surge sobretudo pelas vantagens que a formação on-line tem e que


não devem ser desaproveitadas.

Vantagens da Formação a Distância:


Vantagens da
• Flexibilidade - Podem estudar em qualquer altura do dia, em formação a
distância
qualquer sítio, casa, trabalho ou outro, ao seu próprio ritmo e de
qualquer parte do mundo;

• Acessibilidade - Permite que todos os formandos igualem o


seu nível de envolvimento;

• Reflexão - Permite que os formandos reflictam na sua própria


informação e na de outros, formulem as suas respostas,
investiguem mais profundamente os temas;

• Ritmo próprio - Permite que os formandos adaptem o seu


próprio ritmo de trabalho e pesquisa, e se foquem nas áreas de
maior interesse;

• Activo - As lições on-line fomentam a actividade em vez da


passividade, facilitam debates e incitam a uma maior
interactividade formador e formandos;

• Recursos - Maior acesso a recursos normalmente não


disponíveis na sala de aula, que não os criados pelo tutor;

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 7


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• Gestão do curso - Existe um ficheiro gravado pelo formador que
permite a análise do decorrer da sessão e posterior acção sobre
situações a rever;

• Escrita - Melhoria da escrita. O ensino on-line baseia-se


essencial e maioritariamente na escrita;

• Conteúdo personalizado - O conteúdo de um curso ou de uma


sessão pode ser personalizado para as necessidades específicas
de um grupo;

• Actualização de conteúdos - Os conteúdos podem ser


facilmente alterados para satisfazer as necessidades de um
curso/sessão específica;

• Gestão de grande número de formandos - O ensino on-line


permite abranger um número de formandos mais vasto que a
sala de formação, e uma melhor gestão do trabalho dos
formandos;

• Redução de custos - Os custos de formação são reduzidos em


cerca de 20%.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 8


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Conceber um Curso on-line

Na concepção de um curso on-line, podemos definir algumas fases. Não


se pretende identificar de uma forma exaustiva as diferentes fases mas
sim identificar e servir de apoio à construção de um curso on-line.
Assim, podemos identificar algumas das linhas-mestras na construção Algumas linhas
mestre na
dos recursos para aprendizagem e fazendo uso das novas tecnologias. concepção de um
curso on line

Fase Objectivos e Características

Descrever de forma precisa o que se pretende com o curso.


Tal obriga:
análise do público-alvo, os seus conhecimentos e
Análise as suas competências;
definição do que é pretendido atingir no final da
acção.

Definição de um esquema do seu projecto:


descrição dos objectivos específicos a atingir;
Projecto Pedagógico
que actividades e que recursos pensa utilizar, e
disponibilizar aos seus alunos/ formandos?

Actividade de autoria:

Concepção e texto, figuras e animação (e áudio ou vídeo);


Desenvolvimento actividades de aprendizagem e de avaliação;
planos de sessão e manuais.

Publicação do curso na Internet ou Intranet da sua


organização, na sua página pessoal, ou fazer a divulgação e
distribuição através de CD ROM ou DVD:
Implementação produção à escala desejada;
preparar os formadores;
distribuição pelo público-alvo.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 9


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Obter conclusões sobre a qualidade e eficácia do curso
produzido:
Avaliação procurar sintomas de falhas, erros e omissões;
implementar os aspectos que contribuam para
melhorar o curso inserido numa avaliação custo/ benefício.

Ilustração 1 - Fases da Concepção de Cursos on-line1

Assim, um curso de formação passará por:

Introdução

• Conceber o curso como qualquer outro:

• Conteúdo

• Forma de contactar

• Calendarização de aulas síncronas e assíncronas;

• Escolher o material e colocá-lo num contexto on-line;

• Manter os seus ficheiros organizados;

• Manter o curso simples, organizado e com um visual apelativo;

• Assumir que os formandos não têm conhecimentos prévios sobre


o assunto.

Deverá igualmente ter em conta os seguintes pontos:

• Treino dos formadores;

• Como lidar com grandes grupos de formandos;

• Nível e calendarização dos módulos;

• Variação na capacidade do uso das novas tecnologias por parte


dos formandos;

1
Retirado do site: http://www.dlt.pt/_kit.asp – Delta Consultores

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• Desenvolvimento de materiais de suporte ao curso ou às sessões;

• Disponibilidade de meios por parte dos formandos;

• Desenvolvimento e manutenção de materiais de boa qualidade e


reajustamento dos mesmos, caso necessário.

A formação em sala não deve ser automaticamente substituída por


formação a distância. Deve-se incrementar a interactividade dos
formandos, o seu interesse no uso das novas tecnologias através de:

• Um website de fácil acesso e simples de usar;

• Exercícios assistidos via computador;

• Fornecer ligações a notas de aula;

• Disponibilidade de outros tipos de recursos on-line fornecidos


pelo formador.

Os formandos podem ser motivados a:

• Ir recolher exercícios ou notas sobre uma determinada aula;

• Aceder a cursos interactivos como auxílio suplementar à sua


formação;

• Aceder a materiais que complementem a sua aprendizagem em


aula;

• Aceder a conferências via web.

Materiais

A concepção de materiais para formação a distância requer alguns


requisitos a ter em conta:

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 11


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• Funcionará com o hardware e software disponível?

• Será o tópico apropriado e poderá facilmente ser alterado para ir


de encontro às necessidades dos formandos?

• O nível ou níveis permitem e são apropriados para a boa evolução


dos formandos?

• São os documentos interactivos, ou haverá necessidade de outros


métodos de verificação da progressão dos formandos?

• Os documentos são suficientemente claros, ou dever-se–à alocar


algum tempo para formação on-line para esclarecimento de
dúvidas?

• É o curso razoável em termos de custo e produção?

• Está bem estruturado, é facilmente navegável e motivará a


aprendizagem?

Avaliação

É necessário fazer a avaliação de:

• Processos de estudo: tipos de materiais e exercícios;

• Recursos:

• Qualidade do curso;

• CMC;

• Clareza do site;

• Processo de aprendizagem:

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 12


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• Considerar se o curso atingiu os seus objectivos, se os
formandos e formador tiveram apoio suficiente, avaliar se
o estudo foi interessante e se os formandos aprenderam
bem, e finalmente considerar a eficácia dos mecanismos
de feedback dos formando e formador.

Resumindo, na construção de um curso on-line há que:

• Preparar e planear;

• Cooperar com os colegas e formandos;

• Desenvolver qualificações nas áreas das novas tecnologias;

• Possuir equipamento apropriado;

• Ser flexível;

• Ser simples na criação do site;

• Dedicar-se a longo prazo.

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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 4 – Os
Recursos Didácticos
Simples versus as
Novas Tecnologias

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 2


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Objectivos do Módulo:
Os Recursos Didácticos Simples vs Novas Tecnologias

Os objectivos deste módulo são:


• Identificar diferenças entre os diferentes tipos de Recursos
Didácticos em sala e on-line
• Identificar produtos/software que possam apoiar na construção de
produtos on-line
• Construir recursos em suporte informático

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 3


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Introdução

No processo formativo encontramos diversos tipo de apoio ao formador,


o qual se designa por recurso didáctico.
Naturalmente que os recursos didácticos que se utilizam bem como a
sua construção, diferem bastante da formação em sala da formação on-
line.
Neste capítulo procura-se transmitir essas diferenças bem como alguns
produtos que ajudam à utilização e à sua construção.
Ao mesmo tempo, procura-se mostrar algumas regras simples que
devem reger a construção de recursos.

Desenvolvimento

O processo de comunicação entre pessoas tem vindo a evoluir devido


aos muitos progressos técnicos que muito contribuíram para o
desenvolvimento da comunicação.

Naturalmente, e sendo a formação um processo de comunicação, a A utilização de


Recursos
utilização dos recursos didácticos assume uma grande importância no Didácticos assume
uma grande
sucesso de uma acção.
importância

Estes meios auxiliares à comunicação permitem complementar a


palavra, clarificar os conteúdos, e facilitam a compreensão das
diferentes competências que os formadores pretendem transmitir.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 4


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Num processo de comunicação podemos utilizar os nossos 5 sentidos,
embora saibamos que a visão é o sentido mais importante neste
processo, como podemos ver no quadro seguinte:

Visão 83%

Audição 11%

Olfacto 3.5%

Tacto 1.5%

Gosto 1

Tabela 1 - Os Sentidos e a sua Utilização

Como podemos constatar, a visão e a audição são os dois sentidos que


são mais utilizados num processo geral. Assim, é natural a importância
no processo de formação: os recursos didácticos (visão) são o
complemento do formador (audição).

Por outro lado, para reforçar esta ideia, um outro estudo efectuado
permitiu verificar que o grau de retenção varia consoante a forma como
o utilizamos.

Assim, a nossa memória retém, em média:

o 10% do que lemos;

o 20 % do que ouvimos;

o 30% do que vemos;

o 50 % do vemos e ouvimos;

o 80 % do que dizemos;

o 90 % do que dizemos ao realizar uma tarefa.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 5


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Desta forma, podemos concluir que o recurso aos meios audiovisuais Os recursos
didácticos melhora
melhora a retenção da informação junto dos formandos. a retenção da
informação
Se já pudemos constatar a importância dos recursos didácticos numa
formação, são vários os motivos pelo qual devemos utilizar os recursos
didácticos, a saber:
• Facilitam a retenção na memória junto dos formandos;
• Aumentam o interesse e atenção dos formandos;
• Diminuem o tempo de formação (o qual varia ainda em função do
tipo de recurso que se utiliza);
• Facilitam a actividade do formador porque serve como um
guia/cábula para o formador.

Mas o que são Recursos Didácticos?


Podemos definir recursos didácticos como um conjunto de Conceito de
recurso didáctico
documentos e / ou aparelhos utilizados para facilitar a aprendizagem e a
passagem de informação, através de experiências sensoriais, sonoras e /
ou visuais.
Por tudo o que foi escrito até este momento, é bom recordar que a
importância dos recursos pode ser alta no processo de formação, mas é
quem os elabora que faz o sucesso ou insucesso da mesma, pois é ele
que faz a qualidade da formação, e os recursos não são mais do que
meios auxiliares à sua formação.
Apesar da sua importância, a utilização em excesso pode levar a
cansaço junto do formando, pelo que a sua utilização, apesar de
importante, deve ser doseada.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 6


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Mas como podemos classificar os Recursos Didácticos? Classificação dos
Recursos
Para melhor se perceber vejamos o quadro em baixo. Didácticos

Auxiliares Pedagógicos

Olfactivos Visuais
Tácteis
com projecção sem projecção
Auditivos

Audiovisuais
Ilustração 1 - Classificação dos Recursos Didácticos

De seguida, deixa-se um breve apontamento de cada um dos recursos


existentes.

Os Slides
Os Slides têm vindo a cair em desuso em situações de formação
profissional, muito por culpa dos computadores e dos programas de
projecção.

O Retroprojector
O Retroprojector é um dos equipamentos mais conhecidos pelos
formadores, sendo um equipamento que resiste ao evoluir dos tempos.
Conjugado com o acetato, o retroprojector é um bom companheiro do
formador nas suas acções de formação, estando mais que provada a sua
utilidade e reconhecidas as suas potencialidades.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 7


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O Videoprojector

O Videoprojector é um dos recursos didácticos que tem vindo a


ganhar terreno ao nível da utilização por parte dos formadores.

É um equipamento que, por si só, nada vale, e só na conjugação com


outros é que realmente se torna um bom recurso didáctico.

Para começar, somente ligado a outro equipamento é que funciona. Por


exemplo, com um computador e um software (o powerpoint) para
apresentações, ou um vídeo.

Os Quadros
Os Quadros são outro dos elementos muito presentes nas salas de
formação. É um tipo de equipamento que é bastante utilizado em
algumas formações técnicas e que envolvam o desenvolvimento de um
raciocínio através das demonstrações, como por exemplo, as
demonstrações matemáticas, isto porque se apresentarmos o resultado
final o formando não compreende como se deve fazer, limitando-se a
aceitar o resultado.

As Fotografias
As Fotografias, à semelhança dos slides, têm vindo a perder alguma
importância sendo muito reduzida a sua utilização.
Tem como principal função a de permitir a visualização mas a sua
utilização deverá ser num grupo bastante reduzido.

O Som
O Som é um recurso bastante utilizado pelo formador, quer em
conjunto com outros recursos, quer isoladamente.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 8


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É um recurso que permite motivar os formandos, chamar-lhes a atenção
para determinados pontos de interesse e para estudar casos.

A Televisão e o Vídeo
Actualmente, é um meio audiovisual que todos conhecem.

O facto de ser um equipamento que faz parte das casas de cada um,
torna-se um equipamento de fácil utilização e que se pode utilizar em
qualquer grupo.

A Escolha do Recurso Didáctico


Existe algum dos recursos que seja apropriado para um tipo de Factores que
influenciam na
formação em especial? escolha dos
recursos didácticos
De uma forma geral, não existe nenhuma regra que indique qual o
recurso mais apropriado para esta ou aquela formação, uma vez que
CADA FORMAÇÃO É UM CASO ÚNICO. Senão vejamos alguns dos
factores que condicionam uma formação e, logo, a escolha dos recursos
didácticos:
o Os formandos (características pessoais) e o seu número;
o Os objectivos e o conteúdo da mensagem a transmitir;
o O material / equipamentos existentes na entidade / sala de
formação;
o O tamanho e configuração da sala de formação;

o A duração da sessão;

o O próprio formador, a sua capacidade de lidar com alguns


recursos determina a sua utilização ou não.

Sendo, por isso, fundamental o estudo que se faz antes da sessão de


formação.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 9


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E-LEARNING – Formação a Distância
Se neste módulo vimos até agora os diferentes recursos didácticos
associados a formação em sala, surge agora a necessidade de mostrar
um outro que tem vindo a ganhar força dentro do mercado formativo: o
e-learning. Assim, o e-learning surge como mais um recurso que está
disponível ao formador.

É, como já referido, um tipo de formação distinto, pois caracteriza-se,


desde logo, o não ser necessário estar num local físico mas sim virtual.
Estas novas tecnologias associadas ao computador como sejam a
utilização do computador com o videoprojector em sala ou do
computador com a internet, baseado numa plataforma, eleva, e de que
forma, o potencial de motivação e de interesse junto dos formandos.
Além disso, podemos passar da estaticidade associada, por exemplo, a
um acetato, para um grande dinamismo nas apresentações. Além do
mais, permite conjugar as vantagens dos diferentes recursos não
tecnológicos num só local seja ele virtual ou não.

Ao nível da sala de formação, o computador e o videoprojector,


associado a um programa como seja o POWERPOINT, permite ao
formador um dinamismo elevado ao nível dos recursos.

Por sua vez, o e-learning possibilita o mesmo ou maior dinamismo


associado a um outro efeito: na formação assíncrona o formando não
necessita de estar a uma determinada hora para frequentar / adquirir
competências.

A quem se destina o e-learning?


Destinatários do
Esta forma de aprender é especialmente adequada para quem: e-learning

• tem pouca disponibilidade para horários fixos e/ou intensivos;

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 10


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• se encontra longe dos centros de formação;

• pretende desenvolver as suas capacidades de trabalho na


internet;

• gosta de aprofundar os assuntos, com tempo e ao seu ritmo;

• acredita que aprender é um processo que se desenvolve ao


longo da vida.

Mas o e-learning não se adapta a todos os perfis de destinatários.


Requer:

• maior nível de motivação e maior autonomia de aprendizagem


que a formação presencial;

• alguma experiência de uso de computadores e de utilização da


internet;

• alguma apetência pelo uso de tecnologias.

Quais as características de um curso e-learning?


Características de
um curso de
• Tutoria Activa - dinamiza a aprendizagem de cada formando e e-learning
do grupo, promovendo a participação de todos e motivando-os
para o percurso formativo. Sabe-se que a interacção entre tutor e
formando e entre os próprios formandos é fundamental para
motivar os formandos para a aprendizagem.

Nos modelos de e-learning tradicionais, onde predomina a auto-


formação com o acesso a um 'help desk' ou, eventualmente, a um
tutor, a percentagem de participantes que não concluem a acção
que começaram a frequentar pode ser muito significativa.

• Interacção - entre tutor e formando, e entre os próprios


formandos: ocorre através do chat, do e-mail, do fórum e de

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 11


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audioconferência. O formando não está sozinho num espaço
virtual: aprende em colaboração com os restantes colegas do
grupo e com o tutor/formador.

• Percurso de aprendizagem individual ou em grupo - o


formando trabalha autonomamente, ou realiza tarefas com os
outros colegas.

• Duração das acções de formação - as acções de formação a


distância têm uma duração variada.

• Conteúdos - disponíveis em vários formatos e disponibilizados,


cada vez mais, através da Internet, propondo várias situações de
interacção.

• Calendarização das tarefas e actividades - constitui um


factor de motivação adicional, ao criar balizas para o processo de
aprendizagem, apesar do e-learning permitir uma gestão do
tempo mais flexível.

• Momentos de avaliação diversos - permitem ao formando


verificar se está a cumprir os objectivos fixados e fornecem
"feedback" ao tutor sobre a progressão de cada participante e a
adequação da orientação pedagógica adoptada.

Mas podemos associar um conjunto de elementos multimédia dos quais


destaco, pela simplicidade de utilização os seguintes:

XARA

A Xara possui pelo menos dois programas extremamente úteis e muito


fáceis de usar na criação de websites: O xara webstyle e o xara 3D.

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XARA WEBSTYLE

O Xara webstyle permite-lhe criar qualquer elemento gráfico numa


fracção de segundos, bem como personalizá-lo à sua medida. A última
versão permite-lhe igualmente criar menus de navegação com Java
Script.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 13


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XARA 3D

Permite-lhe criar facilmente:


• Formas em 3D;
• Botões;
• Texto em 3D.

SWISH

O Swish é um pequeno programa que cria efeitos flash de um modo


extremamente rápido. Possui cerca de 150 efeitos que fazem animação
com texto, gráficos e som.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 14


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Com o Swish poderá fazer:

ƒ Animação de texto e de logótipos;


ƒ Botões;
ƒ Introdução de filmes;
ƒ Barras de navegação;
ƒ Apresentações interactivas.

TEACHING TEMPLATES

Este pequeno software permite-lhe criar rapidamente:


ƒ Exercícios;
ƒ Questionários;
ƒ Testes; e
ƒ Jogos educativos.
Cria ficheiros formato HTML sendo somente necessário introduzir a
informação

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 15


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MIX-FX

• Cria rapidamente botões em flash e pequenos textos;

• Tem animação de texto, background e botões, permitindo-lhe


alterar a cor e o tamanho;

• Muito versátil e compatível com qualquer editor de HTML.

ANIM-FX

É um animador de texto em flash. Cria ecrãs spash e animações de


texto para o seu website bem como barras animadas.
Flexibilidade no tamanho do texto, posicionamento e no número de
linhas de texto.

ULEAD

A Ulead Systems possui software variado para a produção de elementos


web. Contudo, não é tão fácil de usar como os programas da Xara que
possuem capacidades semelhantes.

O Ulead Cool 3D cria texto em 3D sendo possível alterar a cor, o


chiselamento do texto e animação. Exporta ficheiros com extensão .swf

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 16


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O Ulead menu applet permite-lhe criar menus com javascript.

Permite-lhe criar menus na vertical e na horizontal, sejam de pop-up ou


activados por passagem do rato.

O Ulead Gif Animator permite-lhe animar uma foto possuindo uma


variedade grande de efeitos.

TOOLBOOK

O Toolbook é uma aplicação que facilita a gestão da informação, troca


de conhecimentos, multi-formação.

Serve para criar:


ƒ Lições e cursos online interactivos
ƒ Criação de testes online
ƒ Criação de e-books

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 17


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ACROBAT DISTILLER

O Acrobat pode ser usado como complemento de cursos online,


particularmente quando se deseja que os formandos façam o download
do documento, ou se os materiais em causa tiverem grande número de
figuras, permitindo assim diminuir o número de ficheiros.

WS_FTP
É um programa de transferência de ficheiros para um servidor. Gere,
cria e faz a actualização de sites.
Acede a ficheiros remotos em diferentes plataformas.
Faz o download de grandes ficheiros.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 18


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A Criação de Conteúdos Pedagógicos

Os conteúdos pedagógicos são o elemento fundamental do êxito de uma


aplicação TIC em sistema formativo. Mas actualmente, ainda podemos
considerar que a oferta existente é diminuta e mal adaptada ao meio.
No entanto, os critérios mais importantes numa utilização de formação a
Critérios na
distância deverão ser os seguintes: utilização da
formação a
- Critérios de aplicação que permitiam o retorno/feedback distância

o Estruturação interna;
o Adequação dos objectivos;
o Adequação ao suporte;
o Adequação aos destinatários.
- Critérios de desenho da plataforma
o Desenho esquemático e atractivo;
o Estruturação em unidades breves;
o Navegação por intuição, coerente e simples.
- Critérios de adaptabilidade ao meio e as pessoas que intervirão na
formação
o Abertos a informação complementar;
o Multimédia, utilizando recursos visuais e auditivos;
o Multisuporte – utilização dos materiais em vários suportes
como sejam papel e discos ópticos;
o Hipertextual – proporcionada por uma estrutura ramificada
com índices e referências cruzadas.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 19


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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 5 – Técnicas
para o Sucesso da
Apresentação

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 2


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Objectivos do Módulo:
Técnicas para o Sucesso da Apresentação

Os objectivos deste módulo são:


• Identificar técnicas que permitam uma melhor transmissão de
informação

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 3


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Introdução

A capacidade de comunicar pode ser facilitada se o formador tiver um


conjunto de técnicas que facilitam o processo de comunicação.
Ao longo deste capítulo procura mostrar-se algumas das técnicas que
devem ser utilizadas no processo de formação on-line.

Desenvolvimento

As capacidades de apresentação é considerada, por muitos, como uma


capacidade inata do próprio, isto é, ou se tem ou não.

Não deixa de ser verdade que aqueles que estão mais à vontade para
falarem, conseguem normalmente melhores resultados que aqueles que
são mais introvertidos.

No entanto, tudo é possível desde que se consiga aplicar um conjunto


A aplicação de
de ideias, e se for disciplinado, o mais inapto consegue obter grandes metodologias
melhora as
resultados. capacidades de
apresentação
Assim, iniciaremos com uma abordagem à apresentação em sala, e de
seguida algumas ideias da forma de intervir on-line:

1. A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa


comunicação.

2. Não confie na memória - leve um apoio. Algumas pessoas


memorizam as suas apresentações, palavra por palavra,
imaginando que assim se sentirão mais confiantes. A experiência
demonstra que, de maneira geral, o resultado acaba por ser
muito diferente.

3. Use uma linguagem correcta.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 4


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
4. Saiba quem são os formandos.

5. Prepare-se para falar - Assim como não iria para a guerra apenas
com balas suficientes para acertar o número exacto de inimigos,
também para falar não deverá desenvolver e preparar um
conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a
apresentação.

6. Use recursos audiovisuais - Esse estudo é impressionante - se


apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias
os ouvintes irão lembrar-se apenas de 10% do que falou. Se,
entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de
um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas lembrar-
se-ão de 65% do que lhes foi transmitido. Mais uma vez, tome
cuidado com os excessos. Um bom recurso visual deverá atender
a três grandes objectivos: destacar as informações importantes,
facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os
ouvintes se lembrem das informações por tempo mais
prolongado.

7. Seja sucinto.

8. Numa apresentação on-line o formador deverá ter em atenção,


para além das referidas, mais algumas premissas a saber:

a. Tamanho do servidor;

b. Velocidade das aplicações;

c. Tipo de ferramentas CMC disponibilizadas;

d. Linguagem simples;

e. Preparar mecanismos de avaliação;

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 5


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
f. Preparar alternativas de formação para além do próprio;

g. Estruturar os conteúdos;

h. Ter resposta pronta, às diversas solicitações, num máximo


de 24 horas;

i. Utilizar apresentações gráficas apelativas;

j. Se utilizar a sua voz, falar de uma forma pausada e


correcta, detendo um bom equipamento áudio no seu
computador.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 6


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 6 – A
Formação e
Comunicação em
B-Learning

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 2


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Objectivos do Módulo:
A Formação e Comunicação em b-learning

Os objectivos deste módulo são:


• Sintetizar o conceito de b-learning
• Identificar as vantagens da utilização da formação em b-learning

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 3


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Introdução

Ao longo desta manual já muito se focou sobre o processo de


comunicação/formação baseado nas novas tecnologias, quer seja pela
utilização simples da Internet, ou através de uma metodologia baseada
nas vantagens da formação on-line e da formação em sala: b-learning.
Procura-se neste capítulo sintetizar o que já se referiu neste manual e
apresentar vantagens da utilização do b-learning no processo de
formação.

Desenvolvimento

Depois do que já foi referido, e de todos os problemas associados ao


e-learning, as vantagens do mesmo e de tudo o que o envolve, foi
necessário dar um passo mais no desenvolvimento da formação.

Assim, optou-se por um sistema misto de formação que permitisse obter


o melhor da formação em sala, com o melhor que se conseguia obter na
formação on-line/e-learning.

Surge assim, um novo conceito de formação: blended learning ou


b-learning.

O B-Learning é a abreviatura da aprendizagem mista, o termo inglês que


Conceito de
nos termos da instrução virtual é traduzido como "a formação blended learning

combinada" ou "instrução mista".

O b-learning, tem vindo a crescer em popularidade, como modalidade


de formação, que assenta no recurso ao e-learning e à formação
presencial com papéis complementares, sendo normal relacionar o
conceito de b-learning com o de e-learning devido ao uso da Internet e
das novas tecnologias digitais.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 4


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
A verdadeira mudança passa por uma nova forma de organização da
transmissão da mensagem, através da combinação da formação on-line
com a presença física num local de formação. Muitos autores definem a
formação b-learning como formação mista, podendo ser encontrado em
diversos manuais esta designação.

Já foi feita referência ao factor da rentabilidade que as entidades


formadoras dão a estes projectos. Assim, e como vimos, as grandes
dificuldades que o e-learning tem/teve em impor-se não foi resposta às
entidades formadores nem às empresas que pretendiam assim formar as
pessoas a custos relativamente baixos.

Assim, devemos ver o b-learning como uma consequência da redução de


custos não a partir do e-learning mas sim da formação tradicional em
sala.

O b-learning justifica-se pelo facto de ser uma solução económica, mas Justificação para o
uso do b-learning
sobretudo pela complementaridade que dá à formação em sala,
tratando-se de um situação de win-win para ambos. Às entidades
porque reduzem custos, e aos formandos porque possibilita o acesso à
formação, mas sobretudo devido à busca e partilha da informação que
se encontram nos meios de comunicação on-line.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 5


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
Face ao referido podemos definir vantagens no blended Learning .
Vantagens do
- Redução de custos; blended learning

- Incremento de produtividade a médio prazo;

- Possibilidade de aceder a informação, colocar e partilhar a


mesma;

- Maior motivação;

- Maior controlo no processo de avaliação de competências;

- A formação não se centra somente no formador mas também no


próprio formando;

- Revoluciona os modelos de concepção dos cursos bem como na


organização dos conteúdos programáticos;

- Melhoria dos processos metodológicos;

- Fomenta competências transversais nos formandos, como sejam


a capacidade de síntese e de escolha da informação pertinente.

Mas a verdadeira vantagem passa pela combinação entre as vantagens


referidas no e-learning combinadas com as vantagens da formação em
sala.

Como o formador convencional que resolve dúvidas do formando,


corrige os seus exercícios, propõe trabalhos, a diferença é que todas
estas acções são efectuadas via Internet como a ferramenta do
trabalho, ou por meios textual (correio electrónico), ou por meios
audiovisual (videoconferência).

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 6


CINEL – Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica
No B-learning a formação supõe o seu trabalho tradicional outra vez, O b-learning
aproveita o melhor
mas usa-o em benefício próprio o material didáctico que a informática e da formação em
sala e da formação
o Internet de lhe fornecem, para exercer o seu trabalho em duas partes
através de meios
distintas: como o tutor em rede e como o formador tradicional (cursos tecnológicos

reais). E a forma em que combina ambas as estratégias depende das


necessidades específicas desse curso, equiparando-se assim à formação
em rede mas com uma grande flexibilidade.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 7


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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 7 – A
Avaliação em B-
Learning

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 2


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Objectivos do Módulo:
A avaliação em b-learning
Os objectivos deste módulo são:
• Definir os objectivos de um processo de avaliação
• Identificar técnicas de avaliação
• Reconhecer a dificuldade de avaliar

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 3


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Introdução

Independentemente da forma de se formar, uma das partes mais


importantes de uma acção de formação passa pela avaliação.
Procura-se nesta fase definir os objectivos da avaliação, bem como o
problema da subjectividade que pode haver e formas de a ultrapassar.
Ao mesmo tempo, procura-se neste capítulo identificar os diferentes
tipos de avaliação que se podem ter bem como a forma de utilização
dos mesmos.

Desenvolvimento

No desenvolvimento de um processo de formação, não faz qualquer


sentido fazer essa formação sem haver uma componente de avaliação,
assim como não faz qualquer sentido avançar para uma acção de
formação sem haver uma planificação.

É, então, indispensável conceber mecanismos de avaliação que avalie


A avaliação faz
não só os formandos, mas também todo o processo de formação como parte do processo
formativo
uma forma de validação da própria formação.

Desta forma, o processo de avaliação não se deve somente basear no


controlo dos resultados obtidos na aprendizagem, mas deve também ter
um carácter mais abrangente, e incluir também todos os agentes e
órgãos intervenientes no sistema, pois a eficácia de qualquer processo
formativo subordina-se ao controlo do seu desenvolvimento e à avaliação
dos seus resultados.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 4


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Mas o que é Avaliação?

Tal como qualquer definição, é muito difícil adoptar uma definição e dizer Conceito de
avaliação
que esta é melhor que a outra. No entanto, e segundo Fermin, por
exemplo, “A avaliação é um processo sistemático, contínuo e integral
destinado a determinar até que ponto os objectivos de formação foram
alcançados”.

Objectivos da Avaliação

A Avaliação enquanto um processo que visa a obtenção e tratamento Objectivos da


avaliação
de dados, na procura de verificar as competências adquiridas pelos
formandos, tem como principais objectivos:

1. Seleccionar os candidatos (mais aptos) para seguirem uma


formação ou uma profissão;

2. Testar os conhecimentos e competências necessárias para abordar


a formação com sucesso;

3. Situar os formandos no nível que lhes convém em função do


desempenho demonstrado;

4. Controlar as aquisições dos formandos nos vários níveis do saber;

5. Informar os formandos dos seus progressos;

6. Classificar os formandos, situando-os relativamente aos colegas;

7. Orientar, aconselhar ou corrigir os formandos, durante a


formação;

8. Controlar no final da formação se as competências adquiridas


pelos formandos correspondem ao perfil desejado.

Mas por outro lado, são também objectivos da avaliação verificar um


conjunto de pontos que decorrem da própria formação a saber:
Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 5
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o Avaliar os objectivos da formação, o seu programa e conteúdos;

o Avaliar a metodologia;

o Avaliar a própria avaliação;

o Avaliar os formadores e coordenadores;

o Avaliar as condições de logísticas associadas à formação;

o Diagnosticar os pontos fortes e fracos da formação, através dos


resultados obtidos;

o Recolher e processar dados com vista à melhoria do processo


formativo.

Os Tipos de Avaliação
Tipos de avaliação
Podemos distinguir dois tipos de avaliação:
A. Quanto ao Processo
B. Quanto ao Momento
A. Quanto ao Processo
A avaliação quanto ao Processo poderá ser definida em dois grandes
sub-grupos:
o Normativa ou de Posicionamento:
Tal como o próprio nome indica, este tipo de avaliação procura
fazer a comparação entre os diferentes formandos, classificando-
os por ordem de competências / objectivos atingidos, e são
especialmente utilizados no processo de selecção de formandos. É
utilizado o sistema de referência por comparação com o outro
permitindo classificar os formandos numa ordem (1º, 2º 3º e 4º);
o Criterial ou de Domínio:
Este tipo de avaliação procura validar os conhecimentos
adquiridos pelos formandos e validar essa mesma aprendizagem.

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 6


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Neste tipo de avaliação é avaliado o formando em função do
número de objectivos alcançados, permitindo ao formador
controlar os avanços da matéria dos seus formandos e elaborar
mecanismos de recuperação, se houver desvios, e é independente
dos outros formandos pertencentes ao mesmo grupo. Este tipo de
metodologia é utilizada para determinar a eficácia da formação,
por exemplo.

AVALIAÇÃO NORMATIVA AVALIAÇÃO


CRITERIAL

Avaliar o comportamento do Avaliar o comportamento


formando tomando por base o do formando tomando por
FUNÇÃO PRINCIPAL
comportamento dos outros base o objectivo a ser
formandos do grupo. atingido.
A classificação atribuída ao A classificação atribuída ao
formando, pelo formador, varia formando, pelo formador,
CLASSIFICAÇÃO
em função das classificações reflecte se os objectivos
atribuídas aos outros formandos. forma ou não alcançados.
Ao atribuir classificações
Ao atribuir classificações aos
aos formandos, o formador
PADRÃO formandos, o formador utilizou um
utilizou um padrão
padrão relativo.
absoluto.
Os itens de teste são
Os itens do teste são construídos
FUNÇÃO DOS ITENS construídos para verificar o
para permitir discriminação em
DE TESTE alcance dos objectivos
faixas distintas de classificação.
pelos formandos.
O resultado do teste é usado para O resultado do teste é
UTILIZAÇÃO DO
seleccionar formandos, ou para os usado para determinar a
RESULTADO
graduar numa lista. eficácia da formação.
Ilustração 1 - Avaliação Normativa versus Avaliação Criterial

Manual de Técnicas de Apresentação e Comunicação em b-learning pág. Nº 7


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B. Quanto ao Momento

A avaliação quanto ao Momento poderá ser definida em três grandes


sub-grupos:
o Avaliação Inicial ou Avaliação de Diagnóstico:
Este tipo de avaliação permite, por exemplo, verificar o perfil de
entrada dos formandos, de modo a seleccionar os candidatos mais
aptos, ou orientar os formandos para outro tipo de formações.
Também chamada de Avaliação de Diagnóstico porque permite
verificar qual o nível dos grupos na fase inicial da formação.

o Avaliação Formativa ou Contínua:


É um tipo de avaliação que permite verificar vendo o
desenvolvimento formativo do formando, isto é, se este está a
alcançar os objectivos pretendidos ou se é necessário elaborar
mecanismos de recuperação do mesmo.

o Avaliação Sumativa ou Final:


Tal como o próprio nome indica, este tipo de avaliação procura
testar o resultado final da formação e o nível de competências
alcançadas pelos formandos, isto é, caracteriza o perfil de saída
do formando.

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As Técnicas de Avaliação
Para se aplicar as técnicas de avaliação é necessário construir
instrumentos que devem ser utilizados consoante cada situação de
formação, podendo-se combinar diferentes técnicas e instrumentos
numa só acção de formação.

Tipos de técnicas
Existem três tipos de técnicas de avaliação que podem ser utilizados de avaliação
em conjunto durante uma acção de formação:

o A Observação

Esta técnica de avaliação é aquela que os formadores mais


utilizam nas suas acções de formação, sobretudo no tipo de
avaliação formativa, pois permite recolher informações sobre os
formandos muito facilmente. É uma técnica que se pode aplicar
aos diferentes domínios do conhecimento, sem que o formando se
aperceba, sendo bastante útil para o formador esta técnica.

Tem como principais vantagens:

• O de ser muito fácil a recolha de informações;

• Custos baixos,

• Não inibe os formandos;

• Os dados recolhidos são rapidamente analisados e


tratados podendo implementar-se as medidas correctivas.

Como principais desvantagens é que a atenção do formador


centra-se em poucos locais da formação, pelo que muitos dos
formandos não estão a ser avaliados pelo formador, isto é, nem

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todos os formandos são observados ao mesmo tempo pelo
formador pelo que se torna difícil utilizá-lo isoladamente.

Outra desvantagem que se encontra é o próprio sentimento do


formando, uma vez que uma atenção mais pormenorizada de um
formando por parte do formador poderá fazê-lo sentir-se
incomodado pela presença constante do formador. Assim, um dos
problemas passa por procurar observar discretamente o
comportamento dos formandos procurando ser imparcial e
bastante objectivo.

o A Formulação de Perguntas

Esta técnica consiste na formulação de questões que podem ser


efectuadas de duas formas:

o Oralmente

Poderá utilizar-se este tipo de avaliação em dois momentos


distintos:

• Na Avaliação Formativa (como forma de verificação


de aprendizagens);

• Na Avaliação Sumativa (porque permite uma


avaliação bastante clara dos conhecimentos dos
formandos, através da reformulação de questões ou
contra-questões se necessário).

Apresenta como vantagens a sua flexibilidade (porque


permite ao formador reformular as questões, se necessário,
para maior e melhor validação de conhecimentos). Permite
uma maior interacção com os formandos e permite obter o
feedback imediato da sua actuação enquanto formador.

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Como desvantagens encontramos a sua morosidade e na
dificuldade do formador em ser igual para todos os
formandos, possibilidade do formando se sentir perturbado
se as questões lhe forem sempre dirigidas e permite aos
formandos mais extrovertidos o de obter melhores
resultados.

o Por escrito

Esta técnica de avaliação consiste na utilização da escrita


como forma de avaliação, sendo as questões e as respostas
redigidas num suporte permanente. Existem diversos tipos
de avaliação escrita sendo os mais comuns os testes.
Constituídos por um conjunto de questões permite ao
formador um suporte permanente da avaliação dos
formandos.

Existem dois tipos de avaliação por escrita,


nomeadamente, por Resposta Aberta (em que o formando
responde livremente sobre uma dada questão) e de
Resposta Fechada (em que as hipóteses de escolha estão
já definidas à partida) nos quais se destacam as questões
dicotómicas (Sim ou Não), Verdadeiras ou Falsas, de
preenchimento de espaços, de escolha múltipla (normal ou
tipo americano a descontar) ou de ligação ou
emparelhamento (consiste na ligação entre um conceito e
uma resposta).

Como vantagens deste tipo de avaliação encontramos a


durabilidade do suporte e a possibilidade do formador
poder avaliar mais tarde, e na equidade da avaliação para

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todos os formandos. Como desvantagens encontramos a
dificuldade de muitos formandos na escrita e de muitos
associarem os testes a uma avaliação muito rigorosa e
ficarem nervosos por isso.

o Medição

É uma técnica de medição qualitativa, uma vez que mede as


performances de execução do formando destinando-se a avaliar
comportamentos no campo do domínio do psicomotor, sendo
avaliadas, por exemplo, o tempo de execução de uma tarefa e a
quantidade e qualidade do trabalho desenvolvido.

Escalas de Avaliação
Sendo já focado todos os aspectos relacionados com o processo de
avaliação fica uma questão ainda por responder.

Mas como é que se contabiliza e se traduz uma avaliação?


Tipos de Escalas
de avaliação
Toda a avaliação deve ser classificada em função de uma determinada
expressão de avaliação, permitindo classificar um formando em função
dos objectivos alcançados numa dada acção de formação.

Assim, encontramos:

o Escalas Quantitativas ou numéricas

o Escalas Ordinais (0 a 5; 0 a 20; 0 a 100;…);

o Escalas Percentuais (0 a 100%).

o Escalas Qualitativas

o Escalas Literais – Classificação por letras (A;B;C;D;E);

o Escalas Descritivas – Classificação por ordem (Muito bom;


Bom; Suficiente; Mau; Muito Mau).

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Numérica 1 2 3 4 5
Ordinal (0 a 5)

Numérica 0-4 5-8 9-12 13-16 17-20


Ordinal (0 a
20)

Numérica 0-19% 20-49% 50-74% 75-89% 90-100%


Percentual

Literal E D C B A

Descritiva Muito Mau Mau Suficiente Bom Muito Bom

Ilustração 2 - Correspondências entre Escalas

Como podemos constatar do quadro, não existem mais do que 5 níveis


em cada escala, sendo este considerado como o número de níveis ideais
para uma correcta avaliação. Deve também ser equilibrada com, neste
caso, 2 com maus desempenhos, 2 com bons desempenhos e os
restantes na outra. Assim, e no caso apresentado e por exemplo, a
avaliação deverá estar Muito Bom e Bom; Suficiente; Mau e Muito Mau.

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A Subjectividade na Avaliação

É muito vulgar referir-se que a avaliação é subjectiva e que depende de


quem a trata. A subjectividade da avaliação é uma das questões que
mais tensões provoca no processo de formação.

Uma boa solução para eliminar grande parte da subjectividade na Como eliminar a
subjectividade
avaliação, passa por uma correcta avaliação dos objectivos em termos
operacionais e com verbos operatórios. A aplicação destes pontos
permite que essa subjectividade seja muito reduzida.

No entanto, o formador deve ter em conta alguns tipos de situações que


o podem influenciar e criar motivos para que se suspeite de
subjectividade.

Assim, encontramos:

o Erro por Semelhança:

O padrão de avaliação é o próprio formador avaliando os


formandos como ele foi avaliado não tendo em causa que os
formandos estão numa situação específica.

o Inflacionamento das notas:

O formador pode ter tendência a sobrevalorizar os formandos para


obter melhores resultados e para não criar problemas com os
formandos.

o Efeito de Halo:

Quando o formador baseia a sua formação por uma impressão


sobre um determinado factor.

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o O Passado:

O formador classificar um grupo em função de outros no passado.

Como pudemos verificar, a avaliação da formação é um dos pontos mais


importantes para um processo formativo. Muitas vezes dado como pouco
significativa e importante, a avaliação desempenha um papel quase
fulcral no desenvolvimento da formação: quer pela verificação das
competências adquiridas ao longo da formação pelo formando, quer pela
verificação da própria acção de formação, isto é, verificar, por exemplo,
se o programa desenvolvido responde as verdadeiras necessidades
daqueles que procuraram a formação.

Uma das preocupações essenciais, e que muitas vezes é descuidada, é


assumir uma perspectiva global da avaliação integrada ao programa de
formação. Muitas vezes verifica-se não existir um planeamento explícito
das avaliações formativas e sumativas da acção de formação. Sem querer
ser exaustivo, a concepção da avaliação deve ser algo bem mais global
do que aquele que muitas vezes se aplica em formação em sala.

Assim, o conceptor da base de sustentação da formação on-line, deve


O conceptor deve
prever na plataforma a dimensão da avaliação como um processo de prever na
plataforma a
recepção de informação relevante – que pode ser sobre o alcance dos avaliação

conhecimentos adquiridos -, de modo a tomar decisões, com sustentação


com factos, sobre os objectivos que estão previstos no programa.

Em primeiro lugar, a maior parte dos esforços que se efectuam na


avaliação on-line, centram-se no desenvolvimento de ferramentas
informáticas de um determinado sistema de formação como sejam o
Jquiz ou o WebTest. Naturalmente que, salvo um ou outro momento,
estes programas estão fora do sistema e do desenho global do programa

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de formação, nem sequer representam uma proximidade as dimensões
formativas e sumativas do processo de avaliação. A verdade é que o
desenvolvimento de programas de avaliação é realizado de uma forma
genérica para que muitos possam utilizar a ferramenta A ou B.

Por outro lado, não existem ferramentas standard que consigam


incorporar diferentes processos de avaliação num só.

Vejamos no quadro em baixo, algumas das formas mais comuns no


A avaliação face
e-learning. ao momento

AGENTE TIPO DE PROCEDIMENTO


AVALIADOR COMUNICAÇÃO
Formador Assíncrona Teste
Formador Síncrona Teste
Formando Assíncrona Revisão por colegas mediante
diferentes procedimentos
(exemplo: grupo de discussão)
Formando Síncrona Revisão por colegas mediante
diferentes procedimentos
(exemplo: videoconferência)
Formando Assíncrona Autoavaliação
Formador Assíncrona Tarefas/Resolução de
problemas mediante diferentes
procedimentos (exemplo:
correio electrónico)
Formador Síncrona Tarefas/Resolucão de
problemas mediante diferentes
procedimentos (exemplo:
cliente/servidor)
Formador/Sistema Assíncrona Indicadores de
acompanhamento, geralmente
tarefas fixas; tais como testes,
fichas de aplicação com
diferentes partes do programa.

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Formador Assíncrona Indicadores qualitativos de
acompanhamento, geralmente
centrados nas análises das
participações nos grupos de
discussão, email com o
formador/tutor, entre outros.

Tabela 1- Diferentes Tipos de Avaliação

Mas a avaliação on-line, ao contrário da avaliação em sala, tem requisitos


muito específicos e deve ser bastante cuidada. Assim, e de seguida,
seguem alguns dos itens que devem ser considerados.

Título Título particular para a pergunta afectos à gestão da


base da avaliação.
Conceito Chave para a aglomeração dos diferentes item para
as categorias afectos à gestão de base.
Tipo de avaliação que se deseja. Por exemplo:
- Tarefa
Tipo - Pergunta Aberta
- Pergunta com alternativas
- Lista de palavras a ordenar
- Listas e relacionamento.
Texto com a Conteúdo sobre o que se avalia o formando.
Pergunta
Imagem gráfica (em formato GIF ou JPEG) que
Imagem (opção) pode acompanhar o texto da pergunta.
Texto de Conteúdo das diferentes alternativas ou listas a
Alternativas ou definir dependendo do tipo de avaliação.
Listas
Resposta Resposta ao texto, alternativa correcta ou ordem
Correcta correcta das listas dependendo do tipo avaliação.
Tabela 2 - Tipos de Avaliação

Como podemos verificar, a avaliação deve ser global mas deve ser
aproveitada para se valorizar ainda mais o processo de aprendizagem dos
formandos. Estas fontes devem ser o formador/conceptor que aproveita
os momentos de avaliação para aconselhar novos temas de leitura por

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exemplo, isto é, a avaliação não deve ser a parte final do processo
formativo, mas sim mais uma parte integrante do processo de integração
de competências, e servirá também como um agente de habituação para
que os formandos possam desenvolver técnicas de procura de mais e
melhor informação.

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Manual de

Técnicas de Apresentação e
Comunicação em B-Learning
Capítulo 8 – Os
Fóruns, Chats e outros
meios de
comunicação

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Objectivos do Módulo:
Os fóruns, Chats e outros meios de comunicação
assíncrona e síncrona
Os objectivos deste módulo são:
• Identificar diferentes tipos de comunicação on-line.

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Introdução

O processo de formação baseia-se na transmissão de conhecimentos,


utilizando uma determina base que possibilite essa mesma passagem da
mensagem.
Se na formação em sala podemos utilizar a nossa própria voz como
canal de transmissão da mensagem, na internet encontramos diversos
tipos de canais que podem ser assíncronas como síncronas.

Desenvolvimento

Na utilização e para a beneficiação do processo formativo podemos


São muitos os
utilizar diversas formas de comunicação entre os diferentes agentes: meios de
comunicação entre
formador; formandos; conceptores entre outros. pessoas

De seguida procura-se apresentar algumas destas formas de


comunicação on-line que podem ser utilizados na formação on-line.

Conferência Computer Mediated Communication (CMC)

A conferência web é muito semelhante ao e-mail.

Uma conferência é uma caixa de correio a que um grande número de


pessoas têm acesso e podem ser lidas e enviadas mensagens.

Conferências assíncronas permitem que todos participem sem que os


formandos se encontrem.

Os benefícios da CMC são vários:

• Oferece apoio a trabalho em grupo e a trabalho individual;

• Favorece o diálogo entre os formandos;

• Encoraja a partilha de ideias e experiências;

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• A sua natureza assíncrona permite uma maior reflexão sobre o
assunto;

• Permite que formandos que por razões pessoais não se podem


encontrar trabalhem juntos;

• Os formandos desenvolvem qualificações extra às que na


realidade fazem parte do seu curso.

Para que um bom nível de conferência se mantenha, há a necessidade


de uma permanente monitorização por parte do tutor, para orientação e
como parte integrante da discussão para motivar os formandos e
orientá-los.

Ferramentas de Comunicação CMC

Podemos encontrar um conjunto bastante diversificado de ferramentas


de comunicação.

Mas antes de continuar, há que referir que existem dois tipos de


ferramentas de comunicação, face ao momento de utilização:

- Síncrona: comunicação que se realiza entre o emissor e o


receptor ao mesmo tempo, isto é, é um tipo de formação em que
o formador e o formando se encontram ao mesmo tempo numa
determinada plataforma a comunicar entre si.

- Assíncrona: comunicação que se realiza entre o emissor e o


receptor em tempo deferido, isto é, é um tipo de formação em
que o formador e o formando não se encontram ao mesmo
tempo numa determinada plataforma a comunicar entre si.

O próximo quadro mostra-nos alguns tipos de ferramentas consoante o


momento de comunicação.

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FERRAMENTAS DE
FERRAMENTAS DE
COMUNICAÇÃO
COMUNICAÇÃO SINCRONA
ASSINCRONA
Fóruns ou grupo de
noticias/newsgroup
Chat (IRC). Listas de distribuição.
TV-web Videoconferência, Debates temáticos.
Audioconferencia. Correio electrónico.
MUD (Multi-user dimensions). Correios de voz (voice-mail).
Correios de vídeo (video-
mail).

Tabela 1 - Ferramentas de Comunicação Face ao Momento

Como se pode observar, estas ferramentas são de diferente tipologia, e


permitem que se realize diferentes tipos de comunicação a saber:
comunicação textual, auditiva e visual.

Ao mesmo tempo, estas ferramentas permitem que realizem diferentes


actividades como sejam, formar, realizar tutorias, partilhas de
informação, entre outros.

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De seguida, dar-se-á uma abordagem a algumas das ferramentas de
comunicação utilizadas.

- O Correio Electrónico:

Desde que o primeiro e-mail, que foi enviado pelo Eng. Ray
Tomlison da Noruega para o Teino Unido em 1971, que esta
ferramenta se converteu como uma das ferramentas de
comunicação mais utilizadas. Praticamente todas as pessoas têm,
pelo menos, uma conta pessoal de correio electrónico.

Tornou-se um dos meios mais populares de comunicação pessoal


e profissional. Como vantagem, encontramos a facilidade de
comunicação aberta e democrática entre os diferentes
intervenientes. Ao nível da formação, verifica-se que os
formandos estão mais interventivos e questionam mais por este
meio, do que numa situação de presença em sala. Ainda que
tenhamos experiência na utilização do e-mail, em actividade de
formação, a sua utilização deverá ter em atenção alguns aspectos
que não temos na utilização diária do e-mail.

Assim, devemos considerar:

o Ler o correio electrónico com regularidade e responder o


mais célere possível - Ainda que não exista uma regra
estabelecida para a frequência de resposta é, no mínimo,
conveniente que a resposta ocorra no máximo num prazo
de 24 horas. Mas convém estabelecer esta regra logo no
início da formação. Ao mesmo tempo, devem ser definidas
as regras no que diz respeito à prioridade da importância,
o tamanho do e-mail, porque poderá haver diversos

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constrangimentos no envio e na recepção, logo por parte
dos servidores que impedem a sua saída ou entrada.

o Identificar claramente o assunto a tratar – permite ao


receptor identificar claramente o assunto, poder
estabelecer prioridades no que concerne às respostas.

o Identificar-se como o emissor da mensagem.

o Ser preciso nas solicitações e nas questões – uma grande


quantidade de texto num e-mail provoca a distracção de
quem lê e a perca da objectividade que se pretende.

o Não enviar quantidades massivas de mensagens.

o Usar como resposta parte do texto recebido para permitir


um reconhecimento rápido do assunto a tratar.

o Pedir recibo de leitura/recepção dos e-mails.

Mas é necessário lembrar que o correio electrónico é uma


comunicação mais fria em comparação com a formação em sala,
limita a espontaneidade, as respostas são mais elaboradas e
reflectidas mas também é uma ferramenta que permite a
transmissão de informações, um debate poderá demorar e ser
mais trabalhado do que no momento, perdurando no tempo.

- O Chat

Os chats, ou também designados de salas de conversação, é um


meio de comunicação na Internet que permite comunicar em
tempo real com outros, que poderá ser individual ou com um
grupo de pessoas. É um espaço bom para que se possa discutir,
criar reflexões, e para criar conhecimento através da interacção
com o outro numa plataforma de comunicação.

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O chat (palavra inglesa que significa "conversar”) é um meio
muito eficaz para comunicar por escrito, em tempo real, através
da Internet, contrariamente ao que sucede com um fórum, que
é assíncrono. Pode ser público ou privado, isto é, permite
“conversar” com todos os elementos que participam no chat,
com apenas alguns deles, ou ainda com uma única pessoa. No
ecrã, à esquerda, vê desfilar as mensagens; à direita, encontra
a lista dos nomes das pessoas que estão a participar no
momento.

Um exemplo de uma conversação via chat é o Internet Relay Chat


(IRC) ou o MSN Messenger.

No entanto, esta ferramenta é perigosa do ponto de vista


formativo. O formador deverá ter cuidado na forma como
planifica a utilização do Chat porque muito facilmente se poderá
utilizar esta ferramenta para tudo, menos para o pretendido.

Como no correio electrónico, esta ferramenta para ser eficiente,


as mensagens que serão apresentadas deverão ser sintéticas e
bastante objectivas, pois o formador depara-se com um conjunto
de mensagens simultâneas, que procura dar resposta, e qualquer
“ruído” na conversação poderá levar a que a mesma não tenha o
sucesso pretendido.

- Os fóruns e os grupos de noticias/newsgroup.

As diferenças fundamentais entre os fóruns e os grupos de


notícias, reside no facto de na segunda se referir a um conjunto
de notícias, semelhante ao correio electrónico, enquanto que o

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primeiro tem a mesma ideia mas tem a possibilidade do ser
inseridas opiniões.

Os fóruns podem ser classificados por diferentes tipos de


critérios:

o Temáticas de interesse geral: concretas e especializadas;

o Acesso – público ou privado;

o Moderadas ou não moderadas por um utilizador;

Mas uma correcta utilização dos fóruns pressupõe que haja uma
correcta definição de regras 1:

o Definição das chaves de acesso;

o Explicitação do uso do mesmo e exposição da regras;

o Explicação dos objectivos da formação e da utilização do


fórum;

o Motivar a introdução de novos temas e partilha de


projectos e de informações;

o Motivar a procura de novas informações.

Ao longo deste tema, pudemos observar que existem diversas formas de


comunicação assíncrona e síncrona e que todas elas apresentam formas
de comunicar e de expor a informação de modo muito próprio.

Mas compete ao formador e ao formando tornar estas ferramentas


úteis, com qualidade e relevantes para a acção de formação.

1
Ver em anexo um exemplo

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