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Hinos de Witness Lee e Watchman Nee

O amor de Witness Lee por Deus, a revelação que ele teve


da palavra de Deus e sua experiência da vida de Deus
estão expressos nos hinos que escreveu e traduziu com a
ajuda de outros crentes. As igrejas locais têm sido
grandemente edificadas por meio dos hinos escritos tanto
por Witness Lee como por seu cooperador, Watchman Nee.

Veja Hinos P & R e Desfrutar Hinos para aprender sobre


o objetivo geral e os diversos aspectos dos hinos. Use o
Catálogo para buscar as letras dos hinos escritos por
Witness Lee e Watchman Nee pesquisando por categoria,
pela primeira linha do hino ou do coro, ou por palavra(s)-
chave. Leia sobre a história da Coleção de Hinos da
editora LSM publicada pela editora Living Stream
Ministry, coleção conhecida como Hymns (Hinos), a qual é
a fonte de todos os hinos nesta página da internet.

Catálogo dos Hinos


Navegue pelo catálogo dos hinos escritos por Witness Lee e
Watchman Nee, pesquisando por categoria, pela primeira
linha do hino ou do coro, ou por palavra(s)-chave.

Primeira linha do hino ou do coro (ordem alfabética em inglês)

A|B|C|D|E|F|G|H|I|L
M|N|O|P|R|S|T|V|W|Y

Categoria

Palavra(s)-chave (Pesquisar na página em inglês)


A Coleção Hinos da editora LSM

A história da coleção Hinos, publicada pela editora Living


Stream Ministry, começou quando Watchman Nee lançou a
primeira edição na China continental. Na época em que
Witness Lee veio a estar sob o ministério do irmão Nee em
1932, havia um hinário de 183 hinos. Watchman Nee
traduziu a maioria deles, e ele juntamente com outros
escreveu diversos novos hinos.

No início da década de 1940, a obra de evangelização na


região setentrional da China tornou-se prevalecente, de
modo que Witness Lee começou a coletar hinos de
evangelização como “Rock of Ages” (Rocha Eterna) (nº
1058 em inglês), “Jesus, lover of my soul” (Carinhoso
Salvador) (nº 1057 em inglês; nº 462 em português), e “In
tenderness He sought me” (Buscou-me com Ternura) (nº
1068 em inglês; nº 466 em português). Além disso, ele
compilou um hinário com canções mais curtas para os
jovens.

De 1960 a 1961, Witness Lee foi guiado pelo Senhor para


ministrar Cristo como o Espírito que dá vida (1 Coríntios
15:45b) aos irmãos em Taiwan. Entretanto, havia carência
de hinos sobre Cristo, o Espírito, a vida e a igreja, de modo
que em 1961 ele gastou dois meses para escrever oitenta e
cinco novos hinos sobre esses assuntos. Muitos deles estão
na atual tradução para o inglês da coleção Hymns (Hinos).
O hino nº 499 (em inglês; nº 238 em português) – “Que
vida plena! Oh! Que paz!”; o nº 501 (em inglês; nº 240 em
português) – “Glorioso Jesus Salvador”; e o nº 608 (em
inglês; nº 314 em português) – “O Trino Deus – mistério
insondável”; todos esses foram escritos em 1961, em
Taipei, e foram traduzidos para o inglês em 1964, em Los
Ângeles. Naquela época, havia quatro volumes de hinos.

Quando Witness Lee veio para os Estados Unidos por causa


dos interesses do Senhor em 1962, ele teve a profunda
sensação de que era necessário haver um hinário adequado
que pudesse ajudar grandemente as reuniões. Enquanto
viajava pelos Estados Unidos de 1962 a 1964, ele revisou
muitos dos hinários existentes para encontrar hinos
apropriados para esse propósito. Ele achou que a maioria
dos hinos no hinário da British Keswick Convention
(Convenção Britânica Keswick) seria útil, de forma que
muitos deles foram incluídos no presente hinário. De 1963
a 1964, Witness Lee escreveu cerca de 200 novos hinos
que também estão inclusos na atual edição de Hymns
(Hinos).

Diversas alterações foram feitas nos hinos mais antigos,


exceto quando estava envolvida uma questão de direito
autoral, e essas alterações foram feitas para melhorar sua
exatidão na verdade e para enriquecer sua espiritualidade
no significado. Em tal trabalho delicado e árduo, Witness
Lee se desviava do sentido e das palavras do original
somente quando era necessário.

A atual coleção Hymns (Hinos) da editora Living Stream


Ministry inclui cerca de 300 novos hinos. Os outros, no total
de aproximadamente 780, foram selecionados dentre mais
de 11.000 hinos existentes.

Recursos

Biografia de Watchman Nee


Página da internet sobre Watchman Nee
Biografia de Witness Lee
Página da internet sobre Witness Lee
Adquira o Hinário da LSM
Adquira Músicas da LSM

Atalhos

Verdades Bíblicas
Revelações profundas e essenciais da Bíblia
Living Stream Ministry
Publicadora de livros de Watchman Nee e de Witness Lee
Hinos (P)erguntas & (R)espostas

Em que os hinos são diferentes dos outros


tipos de canção?

A essência dos hinos e cânticos espirituais é o Espírito.

Os hinos e outros cânticos espirituais são distintos de


outras canções porque são na verdade de uma essência
divina e espiritual. Portanto, enquanto os cantamos e
falamos, estamos contatando e desfrutando a própria
Trindade Divina. Isso está claro em Efésios 5:18-20, onde
Paulo encoraja os crentes a falarem uns aos outros com
salmos, hinos e cânticos espirituais (cânticos do Espírito)
como uma maneira de serem “enchidos no espírito”. A
palavra “espirituais” indica que todos os cânticos são
poemas espirituais do Espírito. Isso significa que o Espírito
é a própria essência de nossos salmos, hinos e cânticos,
diferentemente das poesias e canções seculares, que são
de outro tipo de essência. Quando cantamos ou falamos
salmos, hinos e cânticos espirituais, frequentemente temos
a profunda sensação de que estamos tocando uma essência
divina e espiritual, e essa essência é o próprio Espírito de
Deus. Semelhantemente, quando falamos esses cânticos,
estamos falando algo da essência do Espírito a outros. Os
salmos são poemas longos, os hinos são mais curtos, e os
cânticos espirituais são os mais curtos de todos. Todos são
preciosas e necessárias provisões do Senhor para nós
sermos cheios com Ele e fluir com Ele em nossa vida cristã.
(Living in and with the Divine Trinity) (Viver na Trindade
Divina e com Ela)
Por que precisamos dos hinos?

Cantar os hinos é não apenas o transbordar do sermos


cheios no espírito, mas também é uma maneira de sermos
enchidos no espírito, e sermos elevados, vivificados e
refrescados. (Efésios 5:19, nota de rodapé 1, Versão
Restauração do Novo Testamento)

De acordo com 1 Coríntios 14:26 e Hebreus 10:25, há a


necessidade tanto do falar quanto do cantar nas reuniões
cristãs. Esse falar é não apenas o falar a palavra de Deus
ou o falar Cristo, mas também é o falar os hinos. Na
verdade, o primeiro item listado por Paulo em 1 Coríntios
14:26 é um salmo. (“Quando vos reunis, cada um tem
salmo…”) Um salmo é poesia feita para música. Tanto em
Efésios 5:19 quanto em Colossenses 3:16, Paulo
novamente nos encarrega de falarmos uns aos outros com
hinos. Isso indica que os crentes nas antigas reuniões
cristãs usavam muitos hinos. Muitas vezes é difícil
encontrar uma passagem bíblica que atenda à real
necessidade numa reunião ou em nossa situação pessoal,
mas podemos facilmente encontrar um hino que atenda a
essa necessidade. (Speaking Christ for the Building Up of
the Body of Christ) (Falar Cristo para a Edificação do Seu
Corpo) Cantar hinos nas reuniões é uma necessidade
básica; cantar abre os céus e leva-nos aos céus.
Deveríamos gastar tempo para cantar de diferentes
maneiras sempre que nos reuníssemos. Quando os hinos
são usados adequada e apropriadamente nas reuniões, elas
serão levantadas, vivificadas e refrescadas. (Life-study of
Nehemiah) (Estudo-Vida de Neemias)

Os hinos são um componente essencial e bíblico da vida


cristã, quer nas reuniões da igreja, quer no nosso tempo
pessoal com o Senhor. Orar e cantar são as melhores
maneiras de exercitar nosso espírito humano, onde Cristo
como o Espírito habita dentro de nós. Cantar hinos é
particularmente efetivo para nos livrar das distrações. Faz-
nos exercitar o espírito e esquecer-nos de nós mesmos e
dos nossos problemas. Por exemplo, antes de sair para
pregar o evangelho, é melhor cantar um ou dois hinos
evangelísticos. Quando cantamos ou oramos, nosso espírito
é fortalecido. (Messages in Preparation for the Spread of
the Gospel) (Mensagens na Preparação para Espalhar o
Evangelho)

Louvar o Senhor em nosso cantar é também uma preciosa


chave para nossa experiência do Cristo vitorioso. Quando
enfrentamos situações difíceis em nosso viver diário,
podemos aplicar o Cristo todo-inclusivo, Aquele que é tão
presente e disponível, por meio de cantar hinos de louvor a
Ele. (The Secret of Experiencing Christ) (O Segredo de
Experimentar Cristo) Quando estamos em tumulto ou
desencorajamento, às vezes a coisa mais tranquilizadora
que podemos fazer é cantar um hino. Cantar um hino nos
enche de encorajamento e alegria, e nos ajuda a desfrutar
Cristo como nosso descanso. O coro do hino nº 308 (em
inglês; nº 168 em português) diz: “Eis minha história,
minha canção:/ Louvo meu Salvador sem cessar”. Cantar e
salmodiar com nosso coração ao Senhor (Efésios 5:19) faz-
nos viver uma vida de regozijo, uma vida de desfrutar Deus
em Cristo como tudo para nós. (The History of God in His
Union with Man) (A História de Deus em Sua União com o
Homem)

Como eu canto um hino?

Como um princípio geral, em tudo o que fizermos em


nossas reuniões e em nossa vida diária – quer seja cantar e
falar hinos, orar e louvar, ler a Bíblia ou ter comunhão –
devemos desfrutar Cristo como o centro e a fonte. (The
Lord’s Table Meeting for the Remembrance of the Lord and
the Worship of the Father) (A Reunião da Mesa do Senhor
para Memória do Senhor e Adoração ao Pai)

Nossas reuniões devem ser cheias com o cantar, o qual


resulta de estarmos cheios com graça (Colossenses 3:16c).
Quando temos uma percepção interior da graça de Deus,
essa percepção estimulará nosso coração a cantar a Ele. O
cantar também resulta do fato de estarmos cheios da
palavra (Colossenses 3:16a). Quando a palavra de Cristo
nos preenche a partir do interior, o Espírito borbulha de
dentro de nós em melodias de louvor, e nós
espontaneamente transbordaremos em cantar salmos,
hinos e cânticos espirituais. Assim, não deveríamos cantar
os hinos de maneira formal e amortecida, mas de maneira
viva e exercitada com a liberação do espírito. Por exemplo,
não temos necessariamente que cantar um hino em
sequência do primeiro ao ultimo verso. Podemos começar
em qualquer verso, de acordo com o guiar do Espírito.
(Fellowship Concerning the Urgent Need of the Vital
Groups) (Comunhão sobre a Urgente Necessidade dos
Grupos Vitais)

Devemos cantar exercitando nosso espírito humano (1


Coríntios 14:15b). Não devemos meramente cantar em
nossa felicidade ou de acordo com o nosso humor.
Devemos cantar alegremente em nosso espírito. Nosso
cantar deve provir do nosso espírito. Ao cantar, exatamente
como ao orar, ao ler a palavra, ao voltar nosso coração ao
Senhor, o segredo é exercitar nosso espírito. (The God-
Ordained Way to Practice the New Testament Economy) (A
Maneira Ordenada por Deus para Praticar a Economia
Neotestamentária)

Quando cantamos hinos?

Devemos ser encorajados a cantar durante nosso viver


diário, não apenas ou principalmente nas reuniões.

Somos frequentemente carentes em nossa experiência de


Cristo porque não cantamos a Ele com frequência suficiente
e com graça em nossos corações. Semelhantemente,
precisamos de mais experiência de ensinar-nos e
admoestar-nos mutuamente com salmos, hinos e cânticos
espirituais (Colossenses 3:16). Por exemplo, talvez uma
esposa possa cantar para seu marido o hino nº 312 (em
inglês):

All sufficient grace!


Never powerless!
It is Christ who lives in me,
In His exhaustlessness

(Graça todo-suficiente!
Sem escassez de poder!
Cristo, em Seu dispensar constante,
É tal graça em mim a viver)

(A Sua graça me basta!


Nunca me sentirei impotente!
Cristo vive no meu espírito
Para eu receber graça sobre graça)

(das duas traduções acima, esta última é cf. tradução livre no


Reavivamento Matinal baseado na Conferência Internacional de
Língua Chinesa de 2010: Ser Salvo em Vida a fim de Reinar em Vida
para a Vida do Corpo, pág. 54)

(Hinos, nº 312, em inglês; duas traduções adaptadas)

Cantar é uma das características notáveis de um cristão. O


trecho de Efésios 5:18-19 diz: “….enchei-vos no espírito,
falando uns aos outros com salmos, hinos e cânticos
espirituais, cantando e salmodiando com o vosso coração
ao Senhor”. Quando formos enchidos com Deus no espírito,
espontaneamente – durante todo o dia – cantaremos
salmos, hinos e cânticos, falando uns aos outros e louvando
o Senhor. Quando formos enchidos no espírito, o que temos
de Cristo dentro de nós será espontaneamente expresso
exteriormente. Começaremos a cantar com nosso coração
ao Senhor. Nós os cristãos somos um povo cantante. (Key
Points on the Home Meetings) (Pontos-Chave sobre as
Reuniões nos Lares)
Onde na Bíblia os hinos são mencionados?

 Hebreus 2:12, que é uma referência à profecia em Salmos


22:22, diz: “[Eu, Jesus] Declararei o Teu nome [o nome do Pai]
aos Meus irmãos; no meio da igreja cantarei hinos de louvor a
Ti [o Pai]”.

Este é o louvor ao Pai feito pelo Primogênito entre os muitos


filhos do Pai nas reuniões da igreja. Agora Jesus, como o
Espírito que habita interiormente, canta louvores ao Pai através
de nós – a igreja. (Hebreus 2:12, nota de rodapé 3, Versão
Restauração do Novo Testamento)

 Mateus 26:30 diz: “E, tendo cantado um hino, saíram para o


monte das Oliveiras.”

Esse foi um louvor ao Pai cantado pelo Senhor com Seus


discípulos após a mesa do Senhor. (Mateus 26:30, nota de
rodapé 1, Versão Restauração do Novo Testamento)

 O trecho de Efésios 5:18-19 diz que, quando formos enchidos


com o Espírito, cantaremos hinos e cânticos. Mas um versículo
resultante, Colossenses 3:16, diz que quando formos enchidos
com a Palavra, cantaremos hinos e cânticos.

Estes “livros-irmãos” [Efésios e Colossenses], tomados em


conjunto, dizem-nos que temos que ser enchidos com esses
dois elementos essenciais – a Palavra e o Espírito – a cada dia.
Quando formos enchidos com o Espírito que dá vida e com a
palavra de Cristo, transbordaremos com Cristo por meio de
falar, salmodiar e dar graças a Deus, cantando a Deus com
graça em nossos corações. (Efésios 5:18, nota de rodapé 1,
Versão Restauração do Novo Testamento e Efésios 5:19, nota
de rodapé 1, Versão Restauração do Novo Testamento)

As respostas acima foram compiladas de vários livros do


ministério escritos por Witness Lee. Clique no título da
referência para ver o texto original.
Desfrutar Hinos

É importante conhecermos os hinos para termos reuniões


que sejam de acordo com a Bíblia (1 Coríntios 14:26;
Hebreus 10:25). Precisamos conhecer os pontos cruciais
dos conteúdos dos hinos, seu padrão, sua sensação, a
composição de sua letra e sua melodia. Além disso, os
hinos não são apenas para ser cantados, mas também para
serem falados nas reuniões. Ao falarmos uns aos outros os
hinos adequados e os cantarmos ao Senhor, Ele
enriquecerá, avivará, levantará, refrescará e fortalecerá as
reuniões.

Compreender o Conteúdo

Para conhecermos os hinos, temos de conhecer alguns dos


pontos cruciais do seu conteúdo. Primeiramente, devemos
estar familiarizados com alguns dos hinos sobre a bênção e
a experiência do Deus Triuno. A palavra bênção é aqui
usada não para se referir às coisas boas que o Deus Triuno
nos deu, mas se refere ao louvor, ao bendizer que
oferecemos a Ele. Um exemplo de bom hino sobre a bênção
do Deus Triuno é o nº 7 (em inglês; nº 1 em português) –
“Glória, glória, ao Pai santo!” Um bom hino sobre a
experiência do Deus Triuno é o nº 608 (em inglês; nº 314
em português) – “O Trino Deus – mistério insondável”.
Também é importante conhecer os hinos sobre o louvor ao
Pai e ao Senhor.

Também precisamos conhecer hinos sobre a identificação


com Cristo. Não estamos reunidos apenas para estarmos
juntos com Cristo, mas somos realmente um com Ele.
Muitos desses excelentes hinos mais profundos de A. B.
Simpson estão incluídos nesta seção de Hinos. A
experiência de Cristo é outro ponto crucial do conteúdo dos
hinos. O hino nº 499 (em inglês; nº 238 em português) –
“Que vida plena! Oh! que paz!” e o nº 501 (em inglês, nº
240 em português) – “Glorioso Jesus Salvador” são
excelentes nessa categoria. Também precisamos conhecer
os hinos sobre os pontos cruciais da vida interior, da igreja,
da segurança da salvação, da consagração e do conforto
em provações (ver nº 720 em inglês; nº C-55 em
português). Também deveríamos estar familiarizados com
os hinos sobre os pontos cruciais da batalha espiritual, do
evangelho, das reuniões da igreja, da esperança da glória
(nº 948 em inglês, que é o nº 479 em português; e nº 949
em inglês, que é o nº 480 em português), e da última e
final manifestação (nº 972 em inglês; nº 492 em
português).

Compreender o Padrão

Conhecer os hinos requer o conhecimento do seu padrão.


Alguns hinos são de um padrão inferior, outros são de um
padrão mais elevado e outros são do mais alto padrão. O
assunto sobre o padrão dos hinos pode ser ilustrado por
três das entradas nos hinos: 70, 154 e 152 (em inglês), a
respeito do nosso amor pelo Senhor e Seu amor por nós. O
padrão do hino nº 70 (em inglês; nº 40 em português) –
“Oh! eu amo a Cristo!” – é inferior em vida, verdade,
experiência e revelação quando comparado com os outros
dois. O hino nº 154 (em inglês; nº 77 em português) –
“Embora insondável Teu amor” – é de um padrão muito
mais elevado. A primeira estrofe desse hino diz:

Embora insondável Teu amor,


Minh’alma quer, Jesus, meu Salvador,
Sua extensão, largura conhecer,
Profundidade, altura e seu eternal poder.

O hino nº 152 (em inglês; nº 79 em português) – “Quão


profundo, abrangente” – é do padrão mais alto, comparado
com os outros dois hinos. Sua primeira estrofe diz:
Quão profundo, abrangente,
Mui além do meu pensar,
Teu amor, Senhor, tão doce,
Mais profundo que o mar!
Por amor, por mim morreste
E Te dispensaste a mim,
Para em Ti ser enxertado,
E de Ti ser parte assim.

Os hinos de A. B. Simpson sobre a identificação dos crentes


com Cristo são do mais alto padrão. O hino nº 481 (em
inglês; nº 219 em português) é uma canção muito doce
sobre sermos identificados com a morte e a ressurreição de
Cristo. A estrofe 2 diz:

Não é árdua essa morte,


Nem penoso tal sofrer,
Se a vida assim gerada
Passo então a conhecer,
Hoje o Cristo ressurreto
Com poder habita em mim,
E o caminho do Calvário
Ando alegre até o fim.

Você sente que é difícil morrer? Aqui está uma palavra que
nos diz que não é. Morrer por você mesmo é difícil, mas
morrer com Cristo não é. Não é difícil morrer com Cristo “se
a vida assim gerada passo então a conhecer”. Esse hino
refere-se a Filipenses 3:10, onde Paulo diz: “para conhecê-
Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus
sofrimentos, sendo conformado à Sua morte”.

Compreender a Melodia

A melodia dos hinos é outro importante aspecto do


conhecimento dos hinos. Muitos bons hinos podem ser
estragados por uma melodia pobre. A melodia de cada hino
deve não apenas ser apropriada e elevada, mas deve
também corresponder ao pensamento e ao sentimento da
letra.

Todos os novos hinos escritos para o hinário da editora


Living Stream Ministry foram compostos com antigas
melodias. Não há melodias contemporâneas. “Que vida
plena! Oh! que paz!” (nº 499 em inglês; nº 238 em
português) foi escrito com uma melodia do famoso hino de
Charles Wesley “And can it be that I should gain” (“E como
foi que eu ganhei...?” do hino nº 157 em português). Essa
melodia desperta o desejo e o sentimento das pessoas em
relação ao Senhor. A maioria das melodias escritas depois
da Segunda Guerra Mundial não pode ser comparada com
aquelas mais antigas melodias sacras. Por exemplo, as
melodias de “Rocha Eterna” (nº 1058 em inglês) “Carinhoso
Salvador” (nº 1057 em inglês; nº 462 em português) são
muito sólidas e de peso.

Escrever Hinos

Escrever um bom hino não é uma tarefa fácil. Um hino


deve ter o pensamento apropriado e a composição poética
adequada para acomodar a rima e o ritmo.

O segredo para aprender qualquer coisa é fazê-la


repetidamente. Para aprendermos a fazer algo, cometemos
erros e somos treinados para aprender com esses erros.
Quando Witness Lee escreveu o hino nº 501 (em inglês, nº
240 em português) – “Glorioso Jesus Salvador”, ele o poliu,
corrigiu e ajustou quase cem vezes. Alguns hinos foram
escritos de maneira rápida e fácil, o que não é apropriado.
As canções e os hinos espirituais são a nata, o clímax dos
escritos, do pensamento, do aprendizado, da experiência de
vida e da experiência espiritual de uma pessoa. Ninguém
poderia compor o hino “Que vida plena! Oh! que paz!” sem
ter tido a experiência de viver Cristo. Aquele hino é o creme
da experiência, do pensamento, do aprendizado e do
escrito do autor. Os hinos são poesia, e todo poema é uma
expressão do sentimento do escritor. A palavra “sentimento”
denota mais do que um sentir. A palavra implica sensação,
percepção, compreensão e apreciação. Quanto mais alguém
considerar seu sentimento, mais será inspirado a fazer
poesia. O tipo de sentimento expresso num determinado
hino é uma medida do desfrute de Cristo que aquele
escritor tem; e indica o quanto ele experimentou e
desfrutou Cristo. Assim, Wesley escreveu seu hino sobre a
encarnação de Cristo de acordo com seu sentimento, e
Darby escreveu seu hino sobre a exaltação de Cristo
segundo seu sentimento. Os dois hinos foram escritos
segundo a medida de Cristo desfrutado pelos escritores.

Busque o Senhor quanto a esse assunto de compor hinos.


Há uma necessidade de bons compositores e escritores.
Quando um hino é escrito, ele deve ser polido, ajustado e
melhorado repetidamente. Os melhores escritores e
compositores usam dicionários. Escrever um hino é uma
tarefa difícil, mas existe a necessidade.

Cantar os salmos do Antigo Testamento é benéfico, mas


ainda é um tanto de acordo com a dispensação do Antigo
Testamento. Há também a necessidade de algumas
melodias serem postas no Novo Testamento que ajudem os
crentes a entrarem no sentimento do Novo Testamento. Há
necessidade de canções para o livro de Efésios, em
particular sobre as verdades de Efésios 1:3-14 e 3:3-11. Os
versículos podem ser reescritos para encaixar com a
métrica e a rima, ao mesmo tempo em que mantenham
sua revelação e verdade. Existe a necessidade de alguns
Charles Wesleys dos dias atuais. Seus escritos e suas
melodias eram realmente maravilhosos. Uma de suas
grandes melodias é a usada em “E como foi que eu
ganhei....?” (nº 296 em inglês; nº 157 em português). A. B.
Simpson é outro excelente escritor e compositor de hinos
que deveria ser modelo para nós.

Falar Hinos

De acordo com o Novo Testamento, os salmos, hinos e


cânticos espirituais são úteis não apenas para cantar, mas
também para falar. Algumas vezes, somos inspirados por
cantar. Mas, em outras ocasiões, o falar que está cheio com
o Espírito pode ser mais inspirador que o cantar. Se
estivermos vazios, carentes do Espírito, então nosso falar
não proporcionará nenhuma inspiração. Mas se estivermos
cheios do Espírito, então nosso falar terá impacto e
inspirará outros. Isso não é eloquência; é elocução com
impacto. A prática de falar hinos nas reuniões, com Cristo
como o centro e com o exercício do espírito, refresca, nutre
e edifica a igreja. Se os irmãos e as irmãs praticassem falar
os hinos nas reuniões, estas seriam vivas, refrescantes e
ricas. Isso proporciona um caminho para todos os crentes
compartilharem seu desfrute de Cristo uns com os outros.

O versículo em 1 Coríntios 14:26 diz: “Que fazer, pois,


irmãos? Quando vos reunis, cada um tem salmo, tem
ensinamento, tem revelação, tem outra língua, tem
interpretação”. Isso nos revela que sempre que nos
reunirmos, todos devem “ter” algo. Seja o que for que
alguém tenha, deve liberar isso por seu falar. De acordo
com Efésios 5, até mesmo nossos hinos são primeiramente
não para cantar, mas para falar. O versículo 19 diz:
“falando uns aos outros com salmos, hinos e cânticos
espirituais, cantando e salmodiando com vosso coração ao
Senhor”. Deveríamos tratar os hinos de uma maneira muito
viva. Enquanto estivermos falando uns aos outros dessa
maneira, seremos capazes de profetizar e assim edificar-
nos mutuamente, resultando na edificação do Corpo de
Cristo (Efésios 4:16).

Também com relação ao falar os hinos existe a questão de


orar de acordo com os hinos. Em Efésios 5:19, Paulo nos
encorajou a falar uns aos outros com salmos, hinos e
cânticos espirituais. Aqui na primeira parte ele não
mencionou cantar, mas falar. Speaking Christ (Falar Cristo),
págs. 73-87.
Testemunho de Desfrutar um Hino

O irmão Witness Lee descreveu uma de suas experiências


de desfrutar Cristo num determinado hino:

Recentemente, tive um pequeno problema com


minha saúde, e tentei aplicar Cristo a minha
situação. Devo confessar que achei difícil aplicá-Lo.
Eu podia cantar: “Cristo é Vitorioso! (nº 890 em
inglês; nº 420 em português)” Contudo, tão logo
eu parasse de cantar, parecia que Cristo tinha
desvanecido. Eu estava muito perturbado sobre
minha dificuldade de aplicar Cristo. Quando eu
estava cantando hinos e louvando o Senhor, podia
sentir que Cristo era Vitorioso. Mas assim que
parava de cantar, eu ficava ocupado mais uma vez
com os pensamentos da doença. Que deveríamos
fazer quando enfrentamos tais dificuldades? Como
iremos aplicar Cristo quando nosso marido ou
esposa nos fazem passar momentos difíceis?
Quando enfrentamos tantas situações difíceis no
nosso viver diário, percebemos que o segredo de
experimentar Cristo é muito precioso. Aplicar o
Cristo todo-inclusivo, Aquele que está tão presente
e disponível, requer que conheçamos o segredo.
The Secret of Experiencing Christ (O Segredo de
Experimentar Cristo), pág. 541.