Você está na página 1de 6

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – LITERATURA / TEORIA LITERÁRIA – PARTE 1

01. (Uem 2018) Assinale o que estiver correto a respeito da poesia de Carlos Drummond de Andrade.

Poema 1: “Memória” – publicado no livro Claro Poema 2 (excerto): “A flor e a náusea” – publicado
Enigma, 1951. no livro A rosa do povo, 1945.

Amar o perdido [...]


deixa confundido Uma flor nasceu na rua!
este coração. Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Nada pode o olvido Uma flor ainda desbotada
contra o sem sentido ilude a polícia, rompe o asfalto.
apelo do Não. Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis Sua cor não se percebe.
à palma da mão. Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
Mas as coisas findas, É feia. Mas é realmente uma flor.
muito mais que lindas, [...]
essas ficarão.
(ANDRADE, C. D. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 33)
(ANDRADE, C. D. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 210)

01) No poema “Memória”, há regularidade rítmica que pode ser facilmente percebida. Os versos têm cinco sílabas
poéticas e esquema rímico aab/aab/ccb/ddb, o que também revela recorrência. Como se vê, as sílabas poéticas
nasais que encerram cada uma das estrofes rimam, remetendo metaforicamente ao trabalho da memória, que revisita
aquilo que já foi visto.
02) No poema “Memória”, o tema gira em torno de um eu lírico que perdeu algo de que gostava muito, motivo pelo
qual agora se encontra confuso, sem saber o que fazer. Tudo o que resta é a memória do objeto e, portanto, a tristeza
e a melancolia pela felicidade agora impossível. Se não é possível possuir o objeto perdido, como consolação fica a
memória do que já foi, que nunca está à altura do objeto mesmo; daí o tom pesado do poema.
04) No trecho transcrito do poema “A flor e a náusea”, percebemos o uso de versos brancos, com métrica não regular,
duros como a cidade e o contexto que narram: o mundo convulso e o sujeito que nele tenta se localizar. Todas as
imagens são brutais: iludir a polícia, romper o asfalto, o imperativo de parar as atividades produtivas, a feiura da flor,
o ritmo da cidade, seu irracionalismo. A estética precisa estar à altura dessa tarefa, motivo pelo qual o poema tem um
andamento análogo.
08) No trecho transcrito de “A flor e a náusea”, a imagem da flor imaculada forjada ao longo dos séculos está mantida.
Há uma oposição completa e irrestrita entre a flor e a feiura do mundo circundante. A partir da leitura, sabe-se que é
preciso resgatar a pureza, a perfeição, a regularidade e a delicadeza da natureza idealizada, para contrapor a um
mundo frio e cinzento em que estamos fadados a viver. A poesia, assim, funciona como um refúgio em que podemos
criar outros mundos, belos e harmônicos. Daí a flor contra a náusea do mundo.
16) Carlos Drummond de Andrade é um dos poetas mais influentes da literatura brasileira. Livros como A rosa do
povo (1945) e Claro enigma (1951) são marcos de nossa poesia. Em A rosa do povo, publicada no ano em que
termina a Segunda Guerra Mundial, percebe-se uma preocupação social e política, com olhos para o coletivo social,
e não para o indivíduo fechado sobre si mesmo. Isso indica como a poesia não é alheia ao mundo e não se resume
à expressão solitária de um indivíduo autocentrado.

02. (Unioeste 2018) Com base no poema abaixo, assinale a alternativa INCORRETA.

4º MOTIVO DA ROSA – Cecília Meireles

Não te aflijas com a pétala que voa: Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
também é ser, deixar de ser assim. ao longe, o vento vai falando em mim.

Rosas verás, só de cinza franzida, E por perder-me é que me vão lembrando,


mortas, intactas pelo teu jardim. por desfolhar-me é que não tenho fim.

a) As palavras do poema, na maioria, têm sentido metafórico e, conotativamente, “rosa” simboliza a mulher.
b) O poema enaltece a beleza da juventude – rosa/mulher – que, por não perder suas pétalas – atrativos –, sempre
será lembrada.
c) As antíteses dos versos 2, 7 e 8 acentuam o dualismo da relação morte e vida, fim e renascimento.
d) Formado por quatro dísticos, o poema se organiza em forma de apóstrofe a um interlocutor não definido.
e) Em termos de ritmo, a segunda estrofe diferencia-se das demais.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Essa vida por aqui
é coisa familiar;
mas diga-me retirante,
sabe benditos rezar?
sabe cantar excelências,
defuntos encomendar?
sabe tirar ladainhas,
sabe mortos enterrar?
(João Cabral de Melo Neto, Morte e vida Severina)

03. (Fuvest 2000) número de sílabas métricas (ou poéticas) dos versos do excerto é o mesmo do seguinte
provérbio:

a) A bom entendedor / meia palavra basta.


b) Água mole em pedra dura / tanto bate até que fura.
c) Quem semeia vento / colhe tempestades.
d) Quem dorme com cães / amanhece com pulgas.
e) Cabeça de vadio / hospedaria do diabo.

04. (Eear 2019) Leia:

I. O Rio Doce entrou em agonia, após o desastre que poluiu suas águas com lama.
II. Suas águas, claras, estão agora escuras, de mãos irresponsáveis que a sujaram.

Nas frases há, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:


a) Eufemismo – Prosopopeia.
b) Prosopopeia – Antítese.
c) Antítese – Prosopopeia.
d) Eufemismo – Antítese.

05. (Unicamp 2017)

Leia o soneto abaixo, de Luís de Camões.


Enquanto quis Fortuna que tivesse Ó vós, que Amor obriga a ser sujeitos
esperança de algum contentamento, a diversas vontades! Quando lerdes
o gosto de um suave pensamento num breve livro casos tão diversos,
me fez que seus efeitos escrevesse.
verdades puras são, e não defeitos...
Porém, temendo Amor que aviso desse E sabei que, segundo o amor tiverdes,
minha escritura a algum juízo isento, Tereis o entendimento de meus versos!
escureceu-me o engenho com tormento,
Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000164.pdf. Acessado
para que seus enganos não dissesse. em 02/08/2016.
a) Nos dois quartetos do soneto acima, duas divindades são contrapostas por exercerem um poder sobre o eu lírico.
Identifique as duas divindades e explique o poder que elas exercem sobre a experiência amorosa do eu lírico.

b) Um soneto é uma composição poética composta de 14 versos. Sua forma é fixa e seus últimos versos encerram
o núcleo temático ou a ideia principal do poema. Qual é a ideia formulada nos dois últimos versos desse soneto de
Camões, levando-se em consideração o conjunto do poema?
Boa Atividade.
Profa. Márcia Lima
PRÉ-VESTUBULAR – IBITURUNA TOP

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – LITERATURA / TEORIA LITERÁRIA – PARTE 2

01. (Ufu 2015)

O último poema - Manuel Bandeira

Assim eu queria o meu último poema


Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 223.

De acordo com o poema acima, assinale a alternativa correta.


a) Neste poema de versos regulares, o eu lírico emprega o metadiscurso, debruçando-se sobre seu próprio fazer
poético.
b) Neste poema de versos livres, o eu poético lança mão da metalinguagem para refletir sobre o seu próprio
processo criativo.
c) Neste poema de versos brancos, o eu lírico, pelo processo metalinguístico, compara a poesia ao suicídio.
d) Neste poema de versos rimados, o eu lírico, pelo processo da metapoesia, compara o fazer poético ao diamante.

Texto I - Nova Poética

Vou lançar a teoria do poeta sórdido.


Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito, Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco
muito bem engomada,
e na primeira esquina passa um caminhão,
salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama; É a vida.
O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas,
as virgens cem por cento e as amadas que
envelheceram sem maldade.

(MANUEL BANDEIRA, Belo Belo, in Poesia Completa e Prosa, Rio de Janeiro, Cia José Aguilar Editora, 2ª ed. 1967, p. 336)

Texto II - Meu Povo, Meu Poema

Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova.
No povo meu poema vai nascendo como no canavial nasce verde o açúcar
No povo meu poema está maduro como o sol na garganta do futuro
Meu povo em meu poema se reflete como a espiga se funde em terra fértil
Ao povo seu poema aqui devolvo Menos como quem canta Do que planta

(FERREIRA GULLAR, Dentro da noite veloz, in Literatura Comentada, São Paulo, Abril Educação, 1ª ed. 1971, p. 44) UNIFENAS – PROCESSO
SELETIVO 2017/2)

02. (Unifenas – 2017) Nas questões de 1 a 6, utilize os textos acima. Nas questões 1 e 2, utilize o
seguinte código.

a) I, II e III – corretos; d) I- incorreto; II- correto; III- incorreto;


b) I e II – corretos; III- incorreto; e) I – correto; II e III- incorretos.
c) I- correto; II- incorreto; III- correto;
I – Pode-se afirmar que a metalinguagem ocorre nos dois textos, assim como se constata que entre
ambos não há nenhuma relação de intertextualidade.
II – A ideia central contida na primeira estrofe do texto II é de que a essência do povo e a realização da
forma poética estão intimamente associadas.
III – Em ambos os textos, tem-se claramente propostas para a poesia; no primeiro ela está vinculada ao
prosaísmo que cerca a existência humana; no segundo, associada a uma função social.

I – Revelando sua preocupação com o conteúdo e a forma da poesia, o autor do texto II revela-se bastante
engajado, porquanto vincula seu poema ao povo, através do qual se solidifica para o futuro.
II – O exame dos dois textos permite afirmar que, devido ao seu caráter modernista, nenhum deles
apresenta inversão sintática que, como se sabe, constitui uma herança clássica.
III – Valorização de elementos da natureza, liberdade formal e temática, aproximação da linguagem falada
e literária são aspectos que aproximam os dois textos.

03. Assinale a alternativa em que não se transcreveu texto (ou fragmento) dos autores dos poemas em
questão.

a) “O preço do feijão não cabe no poema com seu salário de fome sua vida fechada em arquivos.”
b) “Quero o lirismo dos loucos o lirismo dos bêbedos o lirismo difícil e pungente dos bêbedos o lirismo dos
clowns de Shakespeare - Não quero saber do lirismo não é libertação.”
c) “Teresa, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje, / na minha vida, inclusive o poquinho-da-índia /
que me deram quando eu tinha seis anos.
d) “mar azul mar azul marco azul mar azul marco azul barco azul mar azul marco azul barco azul arco azul
mar azul marco azul barco azul arco azul ar azul”
e) “A felicidade andava a pé Na Praça Antônio Prado São 10 horas azuis O café vai alto como a manhã de
arranha-céus. Cigarros Tietê Automóveis A cidade sem mitos.”

Textos para as questões de 4 a 6

Texto I - Oficina Irritada

Eu quero compor um soneto duro


Como poeta algum ousaria escrever. Esse meu verbo antipático e impuro
Eu quero pintar um soneto escuro, Há de pungir, há de fazer sofrer,
Seco, abafado, difícil de ler. Tendão de Vênus sob o pedicuro.

Quero que meu soneto, no futuro, Ninguém o lembrará: tiro no escuro,


Não desperte em ninguém nenhum prazer. Cão mijando no caos, enquanto
E que, no seu maligno ar imaturo, Arcturo, Claro enigma, se deixa surpreender.
Ao mesmo tempo saiba ser, não ser.

(CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE – Claro Enigma, in Nova Reunião - Rio de Janeiro, 1983, Livraria José Olympio Editora, p. 260)
Texto II - A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua, Não se mostre na fábrica o suplício


Beneditino, escreve! No aconchego Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Do claustro, na paciência e no sossego, Sem lembrar os andaimes do edifício:
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Mas que na forma se disfarce o emprego Arte pura, inimiga do artifício,
Do esforço; e a trama viva se construa É a força e a graça na simplicidade.
De tal modo que a imagem fique nua, (OLAVO BILAC – Tarde, in Antologia de Poesia Brasileira –
Realismo e Parnasianismo – Org. de Benjamim Abdala Jr. São
Rica mas sóbria, como um templo grego.
Paulo, 1985, Editora Ática, página 48)
04. (Unifenas 2018) Nas questões 1 e 2, siga o código.

(A) I, II e III – corretos.


(B) I e II – corretos; III – incorreto.
(C) I- correto; II – incorreto; III – correto.
(D) I – incorreto; II e III – corretos.
(E) I- incorreto; II- correto; III – incorreto.

I – Os poemas em questão, embora pertençam a estilos de época diferentes, têm em comum o caráter
metalinguístico: ambos versam sobre o fazer literário, a criação poética.
II – No texto II, a voz poética dirige-se a um interlocutor definido: um poeta (representante de todos os
poetas); no texto I, como indica o emprego da 1ª pessoa, o projeto poético é de ordem puramente
pessoal.
III – A voz poética do texto II adota certo didatismo, realçado pelo emprego da 2ª pessoa: pretende
aconselhar os poetas a fazerem determinado tipo de poesia; no texto I, não há didatismo, prevalecendo
nele um tom irreverente e provocativo por parte da voz poética.

I- Ambos os textos, de acordo com os preceitos da tradição literária, expressam-se sob a forma clássica
do soneto, mas a regularidade métrica não é totalmente observada no texto II, visto que nem todos os
versos têm a mesma medida (Ex.: “Mas que na forma se disfarce o emprego”).
II – No texto II, a voz poética considera relevante a compreensão e o prazer do leitor; no texto I, a voz
poética não revela nenhuma intenção de ser entendido pelo leitor, muito menos agradar-lhe.
III – Enquanto, no texto II, a voz poética encarece o ideal de beleza formal (“de tal modo que a imagem
fica nua./Rica mas sóbria, como um templo grego”), a do texto I promove uma despoetização,
suspendendo o belo (Esse meu verso antipático e impuro/Há de pungir, há de fazer sofrer,/Tenda de
Vênus sob o pedicuro”)

05. (Unifenas 2018) Ainda quanto aos textos em questão, avalie as seguintes afirmações.

I – Entre as características da poética defendida pelo eu-lírico do texto I está o hermetismo (“Eu quero
pintar um soneto escuro,/seco, abafado, difícil de ler”) e o emprego de imagens-choque (“Ninguém o
lembrará: tiro no muro,/cão mijando no caos, enquanto Arcturo...”)
II – A referência a “beneditino”, assim como a “claustro”, confere ao texto II certa impregnação de
religiosidade, que, aliás, é um traço marcante na poesia parnasiana.
III – O verso “Longe do estéril turbilhão da rua”, reforçado por “aconchego do claustro”, revela, no texto
I, forte característica parnasiana que consiste no alheamento, ou seja, indiferença quanto às questões
mundanas, já que a intenção do poeta é concentrar-se na elaboração técnica de texto, cumprindo,
assim, o ideal parnasiano de “arte pela arte”.
IV – Para o eu-lírico do texto II, a busca da expressão poética deve ser natural, revestida de simplicidade,
o poema deve ser elaborado sem esforço, sem que isso represente nenhum desgaste para o poeta , o
qual busca apenas um resultado: “a força e a graça na simplicidade”. V – Tanto no texto I quanto no
texto II, as respectivas vozes poéticas pretendem dissimular que fazer poesia é trabalho árduo, duro,
transformando-se, muitas vezes, num verdadeiro suplício, já que o verso deve ser cuidadosamente
lapidado. Em suma, escrever não é lazer.

a) todas corretas, com única exceção.


b) todas corretas, exceto III e V.
c) todas incorretas, sem exceção.
d) todas incorretas, com única exceção.
e) todas incorretas, exceto I e III.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Pedro Américo, pintor brasileiro nascido na Paraíba, foi um grande cultivador da arte acadêmica. Viveu sob a
proteção de D. Pedro II, que lhe financiou cursos na Europa. O Imperador Brasileiro foi um verdadeiro Mecenas
(indivíduo rico que protege artistas, homens de letras ou de ciências, proporcionando-lhes recursos financeiros
para que possam dedicar-se, sem preocupações outras, às artes e às ciências). Foi por encomenda de D. Pedro
II que ele pintou, em 1888, o quadro que homenageia D. Pedro I, pelo ato de proclamar a independência política
do Brasil. A pintura recebeu o nome de Independência ou Morte, sendo mais conhecida, no entanto, como O Grito
do Ipiranga. É um quadro que todo estudante brasileiro reconhece.

O GRITO

Um tranquilo riacho suburbano, Complete-se a figura mentalmente


Uma choupana embaixo de um coqueiro, Com o grito famoso, postergando
Uma junta de bois e um carreteiro: Qualquer simbologia irreverente.
Eis o pano de fundo e, contra o pano,
Nem se indague do artista, casto obreiro,
Figurantes – cavalos e cavaleiros, Fiel ao mecenato e ao seu comando,
Ressaltando o motivo soberano, Quem o povo, se os bois, se o carreteiro.
A quem foi reservado o meio plano
PAES, José Paulo. Poesia Completa. São Paulo: Companhia das
Onde avulta solene e sobranceiro.
Letras, 2008. P. 105.

06. (Uece 2017 - Adaptada) Os poemas podem variar no número de sílabas métricas. Os versos que têm de 1 a
12 sílabas recebem nomes diferentes. A partir de 13 sílabas, deixam de receber nomes específicos. Em relação
ao poema O Grito é correto afirmar que:

a) foi feito com versos de 5 sílabas métricas chamados pentassílabos ou redondilhas menores.
b) apresenta versos de 7 sílabas métricas, a medida ou o metro das quadras e da poesia popular de maneira geral
como ocorre em cantigas de roda e desafios.
c) tem versos de 8 sílabas métricas, denominados octossílabos, usados nas baladas (composições poéticas
populares antigas, acompanhadas ou não de música).
d) foi estruturado em versos de 10 sílabas métricas, decassílabos, que são versos longos, de difícil feitura,
adequados aos poemas heroicos e épicos.
e) foi composto em versos alexandrinos de 12 sílabas poéticas, conhecidos também como Alexandrino Clássico
ou Alexandrino Francês, e estão presentes em poesias extremamente trabalhadas gramática e foneticamente.

Boa Atividade.
Profa. Márcia Lima