Você está na página 1de 27

ESTRUTURAS DE AÇO

1. Definições
O aço é uma liga de ferro e carbono com outros elementos adicionais
(manganês, fósforo etc). Seu teor de carbono está entre 0, 008 % e 2,11
%. O carbono aumenta a resistência do aço, mas o torna mais frágil
(quebradiço). Os aços com baixos teores de carbono são menos
resistentes à tração, mas são mais dúcteis, isto é, eles sofrem grandes
deformações antes de se romper. Utiliza-se em estruturas os aços com
baixos e médios teores de carbono.
As barras CA25, CA50 e fios CA60 têm teor de carbono entre 0,08 % e
0,5 %.

2. Introdução
“A escolha do material a usar em uma construção é sempre uma
incógnita. Cada sistema tem um uso apropriado”,
O aço, como qualquer outro material de construção resulta competitivo em
alguns casos e inviável em outros, assim como acontece com o concreto,
a madeira, o concreto protendido e os pré-moldados.
Com o desenvolvimento da ciência das construções e da metalurgia, as
estruturas metálicas adquiriram formas funcionais e arrojadas,
constituindo-se em verdadeiros triunfos tecnológicos.
Como o Brasil é um país em crescimento o setor industrial é o grande
consumidor de estruturas metálicas, absorvendo a maior parte da
produção.
Hoje o Brasil está entre os maiores produtores mundiais de mineiro de
ferro, produzindo em 2012 perto de 320 milhões de toneladas e 34,7
milhões de toneladas de aço nas suas diversas usinas.
3. Aplicações das estruturas metálicas.
Atualmente se aplicam em praticamente todos os setores construtivos.
Dentre as inúmeras aplicações estão:

TELHADOS

OBRAS DE ENGENHARIA NO GERAL


TORRES PANÉIS E POSTES

PONTES E VIADUTOS
RESIDÊNCIAS

GUINDASTE
ANGARES
Tem-se construído no Brasil várias obras importantes tais como:

• Edifício Avenida Central (RJ): Primeiro edifício em aço no


Brasil.(Construído em 1961), com 34 andares.
• Edifício Garagem América (SP): Primeiro edifício em apresentar
estrutura de aço aparente no Brasil, construído em 1958.

• Ponte Rio- Niterói, recorde mundial em viga reta (300 m)


• Edifício casa do comércio da Bahia em Salvador

4. Vantagens e desvantagens das estruturas metálicas.


Vantagens:

• Economia nas fundações.


Devido à alta resistência do aço nos diversos estados de tensões,
elementos com pequenas seções transversais suportam grandes
esforços o que leva a menores pesos nas fundações, menor volume de
concreto e aço e menor número de estacas por fundações quando
comparado com estruturas de concreto.

• Menor consumo de revestimento.


Como a precisão na fabricação dos elementos é milimétrica, exige
espessuras de revestimento menores (emboço, reboco).

• Rapidez de execução.
A montagem é muito rápida e podem ser feitas várias atividades ao
mesmo tempo. Podem-se executar as fundações enquanto a estrutura
está sendo fabricada
• Possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura,
permitindo a reutilização do material em outra obra e reforçar ou
substituir facilmente diversos elementos de uma estrutura.
• Garantia da qualidade do material por se tratar de um produto
Industrializado

Desvantagens:

• Necessidade de equipamentos e mão de obra especializada para


sua fabricação e montagem.
• Limitação do fornecimento de perfis laminados.
• Necessidade de tratamento superficial das peças contra oxidação a
través de pinturas ou outros métodos de proteção. Para minorar
este problema, as usinas nacionais estão fabricando aços de alta
resistência à corrosão atmosférica.
• Exige cuidados especiais para que as movimentações diferenciadas
dos componentes estruturais não resultem em patologias. Uma das
dicas para os construtores e projetistas interessados em trabalhar
com o aço é sempre manter a alvenaria independente da estrutura
para evitar problemas de fissuras, trincas e rachaduras, resultantes
de movimentações causadas por coeficientes de dilatação térmica
distintos dos materiais, isto é executar a alvenaria independente da
estrutura para que a parede não trabalhe solidarizada.

5. Processo de fabricação do aço.


Os metais ferrosos são obtidos por redução dos minérios de ferro nos
altos fornos. O forno funciona continuamente. O produto do alto forno é o
ferro fundido, que é uma liga de ferro com alto teor de carbono e diversas
impurezas.
Uma pequena parte é refundida para obter o ferro fundido comercial e a
maior parte é transformada em aço. O refinamento de ferro fundido em
aço consiste em reduzir a quantidade de impurezas a limites prefixados.
O produto final do processo de fabricação são os lingotes. Estes então
são empregados na fabricação das peças desejadas: fios, barras, chapas
ou blocos.

6. Propriedades mecânica dos aços estruturais.

As propriedades mecânicas constituem as características mais


importantes dos aços, para a sua aplicação no campo da engenharia,
visto que o projeto e a execução das estruturas metálicas são baseados
no seu conhecimento. As propriedades mecânicas definem o
comportamento dos aços quando sujeitos a esforços mecânicos e
correspondem às propriedades que determinam a sua capacidade de
resistir e transmitir os esforços que lhes são aplicados, sem romper ou
sem que ocorram deformações excessivas.

Para a utilização do aço na construção civil, onde suas propriedades são


bem definidas o interesse maior recai sobre os chamados aços
estruturais, termo designativo de todos os aços que, devido à sua alta
resistência mecânica, ductilidade (capacidade que o aço têm de se
deformar antes da ruptura) e outras propriedades, são adequados para
utilização em elementos que suportam cargas.

DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO

A relação entre a tensão aplicada e a deformação resultante pode ser


acompanhada pelo diagrama tensão deformação. Os valores para a
construção deste diagrama são obtidos submetendo o material ao ensaio
de tração, sendo a deformação medida com o auxílio de um aparelho
denominado extensômetro, acoplado à máquina de ensaio.
Ensaio à tração de um corpo-de-prova de aço de 16 mm de diâmetro

Dentro de certos limites (fase elástica), ao tracionar-se uma peça, a sua


deformação segue a “Lei de Hooke”, ou seja, é proporcional ao esforço
aplicado (Fig. acima). A proporcionalidade pode ser observada no trecho
retilíneo do diagrama tensão-deformação e a constante de
proporcionalidade é denominado módulo de elasticidade ou módulo de
deformação longitudinal (Es). Ultrapassando o limite de
proporcionalidade, tem lugar a fase plástica, na qual ocorrem
deformações crescentes sem variação de tensão (patamar de
escoamento). O valor constante da tensão, nessa fase, é chamado limite
de escoamento do aço (fy).
Após o escoamento, ainda na fase plástica, a estrutura interna do aço se
rearranja e o material passa pelo encruamento, em que se verifica
novamente a variação da tensão com a deformação, porém não
linearmente. O valor máximo da tensão é chamado de resistência ou
tensão última( fu ) do aço.
O limite de escoamento de um material é calculado dividindo-se a carga
máxima que ele suporta, antes de escoar, pela área da seção transversal
inicial do corpo de prova.
O limite de escoamento é a constante física mais importante no cálculo
das estruturas de aço. Deve-se impedir que essa tensão seja atingida
nas seções transversais das barras, como forma de limitar sua
deformação.

fu –resistência ou tensão última


fy – resistência ou tensão de escoamento

ε - deformação específica (ε = )

∆l – deformação unitária
l – comprimento do corpo de prova

εu – deformação específica correspondente à tensão última

εy – deformação específica correspondente à tensão de escoamento


O aço é um dos materiais mais importante para uso em estruturas, seja
isolado ou trabalhando em conjunto com outros materiais, como o
concreto.
As propriedades mais importantes são sua alta resistência, quando
comparada com outros materiais e a ductilidade.
Ductilidade: Capacidade do material de sofrer grandes deformações
antes da ruptura.
Constantes físicas do aço.

• Módulo de elasticidade ou módulo de Young (Es): inclinação do


diagrama na zona elástica. Seu valor varia muito pouco de aço para
aço sendo considerado o mesmo para todos os aços estruturais.

Es = σ/εε= 200000 MPa

• Coeficiente de Poisson (νs)

νs = εy/εεx = 0,3
• Coeficiente de dilatação térmica (β)

β = 12x10-6 /0C

• Massa específica (γs)

γs = 7850 kgf/m3 = 78,5 kN/m3

• Módulo de elasticidade transversal (G)


G = 0,385 Es = 7700 MPa
IMPORTANTE:
Tirar Xerox das tabelas indicadas do livro:“Estruturas de aço.
Dimensionamento prático”. Tabela A1.4 e A1.5 (pags 309 e 310)-
Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais Padrão ABNT(Associação
Brasileira de Normas Técnicas) e ASTM(American Society for Testing
Materials)
7. Produtos siderúrgicos.
As estruturas metálicas devem ser constituídas, preferencialmente, por
produtos siderúrgicos padronizados, de forma a minimizar os custos. A
adoção de formas diferentes das padronizadas pode aumentar o custo
final, então, o projetista deve estar com catálogos das usinas
siderúrgicas à mão, para utilização em projetos.
As usinas produzem aços para utilização estrutural sob diversas formas:
chapas, barras, perfis laminados, fios trefilados, cordoalhas e cabos.

• Perfis laminados a quente.


Os perfis laminados são obtidos pela passagem de blocos de aço
(lingotes) por rolos de laminação que levem à forma final com dimensões
padronizadas de pequena tolerância. Como os laminadores são
equipamentos muito caros, não é economicamente viável trocar o padrão
dos perfis laminados ou criar um novo.
Os tipos mais comuns para construção metálica são os perfis I (ou duplo
T), os perfis U (ou canal, ou C), as cantoneiras (ou L) , as barras
redondas e as chapas. Existem empresas especializadas em fabricá-las,
dispondo de catálogo com dimensões padronizadas e propriedades
geométricas das seções.

No Brasil os perfis laminados são designados como: código literal,


altura (mm), massa linear (kg/m).
Exemplo:
L50x30x3 significa: cantoneira de abas de desiguais (50 mm e 30
mm) e espessuras 3 mm.
U203x17,1 significa: perfil canal, altura 203 mm, massa linear de 17,1
kg/m

• Perfis conformados a frio com chapas dobradas em prensas.


Existem chamadas viradeiras, que permitem dobrar chapas a frio,
formando perfis L e U. para evitar a fissuração da chapa, as dobras
obedecem a raios mínimos, de maneira que os cantos dos perfis
dobrados são arredondados
• Perfis soldados.
As empresas metalúrgicas produzem os perfis compostos por chapas
dobradas ou compostos por chapas soldadas ou formados pela
associação de perfis laminados simples Esses perfis são evidentemente
mais caros que os laminados simples; seu emprego se justifica para
atender conveniências de cálculo como, por exemplo, em colunas ou
estacas onde se deseja o momento de inércia elevado nas duas direções
principais.

a) Perfis composto de chapas soldadas, b), c) e d) perfis composto de


perfis laminados soldado

Os fabricantes designam estes perfis como CS, VS, CVS e PS, onde
• Produtos metálicos obtidos por trefilação

8. SISTEMAS ESTRUTURAIS EM AÇO

A escolha do sistema estrutural que vai dar sustentação ao edifício é de


fundamental importância para o resultado final do conjunto da obra, no
referente aos aspectos de peso das estruturas, facilidade de fabricação,
rapidez de montagem e conseqüentemente do custo final da obra.
Os sistemas estruturais em aço dos edifícios são formados
principalmente por componentes horizontais (vigas) e verticais (pilares).
Os principais elementos estruturais metálicos dos edifícios, como mostra
a figura, são:

→ Pilares externos e internos;


→ Vigas principais e secundárias (alma cheia ou treliça);
→ Contraventamentos;
→ Lajes e Painéis.
A montagem deve começar com os pilares, de referência com os que
integram os contraventamentos. Em seguida, vêm as vigas ou treliças
principais e, por fim, as vigas ou treliças secundárias.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS:

• ELEMENTOS LINEARES ALONGADOS: BARRAS OU HASTES, as


dimensões transversais são pequenas em relação ao seu
comprimento
• ELEMENTOS BIDIMENSIONAIS: PLACAS OU CHAPAS
São elementos de espessura pequena em relação à largura e ao
comprimento.

Os sistemas estruturais mais empregados nos edifícios são sempre


variações e combinações desses componentes estruturais.

A estrutura utilizada nas edificações pode ser:

a) Estruturas contraventadas com ligações flexíveis


Quando se pode usar contraventamento para dar estabilidade às
cargas horizontais, como a pressão de vento, podemos fazer o resto
da estrutura trabalhar de forma mais simples com maior número de
ligações flexíveis o que torna a estrutura mais fácil de se montar, mas
a necessidade de incluir as subestruturas de contraventamento leva à
concentração das forças horizontais nas suas fundações.

Figura 7a)- Estrutura contraventada com ligações flexíveis, com


subestrutura de contraventamento do tipo parede diafragma.
Figura 7b)- Estrutura com contraventamento do tipo treliçado: (c) em
X; (d) em K.
b) Pórticos ou quadros com ligações rígidas
Ao contrário, quando não podemos usar os contraventamentos, temos
que aporticar a estrutura, resultando em uma estrutura com ligações
rígidas, o que torna mais lenta a montagem e a estrutura menos
econômica, mas em contraposição as forças horizontais se distribuem
pelas fundações de todos os pilares.

COMPORTAMENTO DAS LIGAÇÕES


O funcionamento das estruturas com elementos pré-fabricados, como
é o caso das estruturas de aço, depende essencialmente do
comportamento de suas ligações. Os dois tipos ideais de
comportamento das ligações são a perfeitamente rígida, que impede
completamente a rotação relativa entre a viga e a coluna (figura 8a) e
a rotulada, que deixa livre a rotação relativa entre estes dois
elementos estruturais (figura 8b).

Figura 8: Ligações ideais: a) ligação perfeitamente rígida e b) ligação


flexível ou rotulada.
Na prática, alguns detalhes de ligações podem ser assemelhados a um
ou outro caso ideal de ligação (fig. 9).

Figura 9: Ligações na prática com comportamento semelhante às


ligações ideais: (a) ligação rígida e (b) ligação rotulada ou flexível.

9. Normas para o projeto e cálculo de estruturas metálicas.

Nas fases de dimensionamento e detalhamento do projeto estrutural


utiliza-se além dos conhecimentos de analise estrutural e resistência dos
materiais, grande número de regras. O conjunto de regras e
recomendações para a estrutura que devem ser respeitadas pelos
engenheiros na elaboração do projeto é denominado de NORMAS.
No Brasil é usada a norma técnica NB14 (NBR8800/2008): “Projeto e
execução de estruturas de aço de edifícios” (método dos estados limites).
Esta norma é essencialmente baseada na norma americana.
Notas:

• Ver na bibliografia do curso outras normas estrangeiras importantes.


• As unidades de medida a serem adotadas no Brasil são as do
SI (sistema internacional de unidades).
• Nos desenhos as medidas lineares são todas em mm, no havendo
necessidade de explicitar o fato.

10. Método de dimensionamento.


O dimensionamento das estruturas metálicas no Brasil é feito pelo
Método dos Estados Limites.
Estado Limite: Estado no qual a estrutura tem um comportamento
inadequado para a finalidade da obra
O método dos estados limites utilizado para o dimensionamento dos
componentes de uma estrutura (barras, elementos e meios de ligação)
exige que nenhum estado limite aplicável seja excedido quando a
estrutura for submetida a todas as combinações apropriadas de ações.
Quando um ou mais estados limites foram excedidos a estrutura não
mais atende aos objetivos para os quais foi projetada. Os estados limites
últimos (E.L.U.) estão relacionados com a segurança da estrutura sujeita
às combinações mais desfavoráveis de ações previstas em toda a vida
útil. Os estados limites de serviço ou utilização (E.L.S.) estão
relacionados com o desempenho da estrutura sob condições normais de
serviço.
E.L.U: Estado associado ao colapso total ou parcial da estrutura
quando submetida às combinações de ações mais desfavorável durante
toda sua vida útil.
Ex:

• Ruptura de uma seção ou ligação


• Flambagem em regime elástico ou não
• Ruptura por fadiga devido a cargas excessivas repetitivas
E.L.S: Estado associado com o desempenho da estrutura sob
condições normais de utilização ou serviço
Ex:

• Deformações excessivas (devido a cargas em serviço)


• Vibrações excessivas (devido a cargas em serviço)
10.1 Segurança no Estado limite último (E.L.U.)
A segurança neste método é dada pela equação:
Rd ≥ S d
“O esforço interno resistente de cálculo do elemento estrutural
analisado tem que ser maior ou igual que o esforço atuante ou solicitante
de cálculo”
onde

Sd = ΣγfiFi – esforço atuante ou solicitante de cálculo ou de projeto,


obtido a partir da combinação mais desfavorável de ações Fi , cada
uma majorada pelo coeficiente γf (d vem de design – projeto)
Rd – esforço interno resistente de cálculo ou de projeto
Fi – ações ou carregamento

γm – coeficiente de minoração das resistências ou fator de


resistência. Leva em conta as incertezas das resistências.

γf – coeficiente de majoração das ações ou carregamentos ou fator de


carga (γg-carga permanente e γq-carga variável). Leva em conta as
incertezas das solicitações.
10.1.1 Carregamentos ou ações
São as cargas que atuam nas estruturas ou as deformações
impostas (por variação de temperatura, recalques etc)
Normas brasileiras que se ocupam das cargas sobre as estruturas
são:

• NBR6120 – Cargas para o • NBR7188 – Carga móvel


cálculo de estruturas de em ponte rodoviária e
edificações passarela de pedestres
• NBR6123 – Força do
vento
Classificação das cargas:
Permanentes (G) – Carga vertical composta por:
o Peso próprio (Pp) das estruturas
o Revestimento
o Acabamento
o Pisos
Variáveis (Q):
o Sobrecarga de ocupação da edificação (Pp das pessoas)
o Mobília
o Vento
o Variação da temperatura
Excepcional (E)
o Explosões
o Choques de veículos
o Sismos
10.1.2 Combinação das ações.
Para o cálculo das solicitações de projeto Sd, as ações devem ser
combinadas de forma a expressar as condições mais desfavoráveis para a
estrutura durante a sua vida útil prevista.
As combinações de ações para os estados limites últimos (E.L.U) são as
seguintes:
a) Combinações normais e combinações aplicáveis a etapas
construtivas (montagem):
Fd = ∑ (γ gi Gi ) + γ q1Q1 + ∑ (γ qjψ oj Q j )
n

j =2

b) Combinações excepcionais:

Fd = ∑ (γ gi Gi ) + E + ∑ (γ qψ 2 Q j )
Onde:
Fd = ação ou carregamento de projeto ou de cálculo
Q1= ação variável predominante, principal
Qj = demais ações variáveis que atuam simultaneamente com Q1 e
com efeito desfavorável.

γg = coeficientes de ponderação das ações permanentes (tabela 1)


γq = coeficientes de ponderação das ações variáveis (tabela 1)
ψ0 = fator que reduz as ações variáveis. Considera-se a baixa
probabilidade de ocorrência simultânea de ações de distintas naturezas
com seus valores característicos. (tabela 2)

ψ0=ψ2 - Quando houver carga excepcional


NOTAS IMPORTANTES:

• As solicitações de cargas permanentes “G” devem estar presentes


em todas as combinações;
• As solicitações variáveis devem ser consideradas uma de cada vez
como dominante “Q1” nas combinações.
• Quando tiver carga de vento de sucção e estiver agindo como
dominante, a carga permanente deve ser afeitada pelo coeficiente
γg que na tabela 1 está entre parêntesis, já que esta carga “G”nessa
combinação seria favorável à segurança e devo então diminuí-la. Se
tiver também sobrecarga variável não devo considerar-la, pois
esta carga pode ou não agir e se agir seria favorável.

10.1.3 Esforço resistente


È o esforço interno resistente da seção analisada (momento fletor,
esforço normal etc ), denomina-se resistência última e se calculam em
função da resistência característica, fk.
O esforço resistente de projeto é:
Rú .
=
γ

Onde:

γm= fator de resistência (tabela 3)

Exercício:
Uma diagonal de treliça de telhado está sujeita aos seguintes esforços
normais devido a diferentes cargas:

Você também pode gostar