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PROCEDIMENTO OPERACIONAL

PO NAT 06 CORTE DE ÁRVORES

OPERAÇÃO/GPT

Versão 1.1. – 04/01/2016


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ÍNDICE

1. Introdução
2. Condições gerais
2.1. Materiais necessários
3. Equipamentos de Proteção Individual
4. Descrição do procedimento
4.1. Definição do sistema de inventário florestal
4.2. Método de amostragem
4.3. Implantação das unidades amostrais em campo
4.4. Medição das unidades amostrais
4.5. Processamento e apresentação dos resultados
4.6. Fluxograma
5. Riscos, prevenção e mitigação de acidentes
6. Monitoramento Operacional da Atividade
7. Cuidados com o meio ambiente
7.1. Matriz de impacto ambiental
8. Responsabilidades
9. Referências
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10. Anexos
1. INTRODUÇÃO
CONCEITO

O setor de corte é responsável pela derruba das árvores selecionadas e autorizadas para corte.

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2. CONDIÇÕES GERAIS
2.1. MATERIAIS NECESSÁRIOS

 GPS

 Coletor de dados ou ficha de campo

 Trena

 Mapa de corte

 Planilhas de monitoramento e check list

 Motosserra Imagem 1: GPS.


Imagem 2: Coletor de dados.
 Foice ou facão

 Apito

Imagem 3: Facão Imagem 4: Motosserra.

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2. CONDIÇÕES GERAIS
2.2. EQUIPE E RESPONSABILIDADES

 A equipe de corte é composta por 2 colaboradores, sendo 1 motosserrista e 1 ajudante, altamente qualificados e responsáveis por
executar a atividade com segurança e excelência, evitando erros, e a queda da arvores em APP 1, evitando a excessiva abertura de
clareiras.

 O motosserrista é responsável, basicamente, pela localização da árvore - utilizando o mapa de corte e picadas de orientação - e
pela definição do tipo de corte a ser executado avaliando de aptidão para o corte, definindo a direção da queda e indicando os 2
caminhos de fuga que deverão ser abertos.

 Já o ajudante fica com a responsabilidade de ajudar o motosserrista a localizar a árvore, além de limpar o tronco para o teste do
oco, fazer as verificações acerca da presença de ninhos e, caso a árvore esteja apta para o corte, retirar a plaqueta do tronco para
colocá-la no toco após abate, fazer as rotas de fugas, anotar no mapa de corte a derrubada ou não (justificando o motivo).

SIGNIFICADOS
1. APP: Área de Preservação Permanente. |5
3. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Integrante da Equipe EPIs


 Luvas.
 Capacete com Viseira e
abafador.
Motosserrista
 Calça motosserrista.
 Bota com Biqueira de aço.
 Camisa de manga comprida.
 Luvas de pano.
 Capacete.
 Protetor auricular.
Ajudante  Calça.
 Bota com Biqueira de aço.
 Camisa de manga comprida.
 Perneira.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

4.1. Localização das árvores para o corte

4.2. Avaliação pré-corte

Apta Não

4.4. Preparação para o 4.3. Substituição de


corte árvores (estepes2)

4.5. Decisão da técnica


mais adequada e corte

4.6. Garantia de
rastreabilidade

4.7. Liberação para


próxima atividade

SIGNIFICADOS
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2. Estepes: árvores que podem ser abatidas no caso de uma selecionada para corte não for abatida.
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.1. LOCALIZAÇÃO DAS ÁRVORES PARA CORTE

4.1.1. Com os mapas de corte


 O técnico florestal distribui os mapas de corte para as equipes, pensando na melhor logística de distribuição das mesmas e
distancia mínima de 250 metros entre equipes.

 O motosserrista e ajudante devem se localizar através do númer o da UC (Unidade de Corte), picada do inventário e coordenadas X
e Y fornecidas também pelo inventário.

 A equipe também pode usar as árvores remanescentes3 como b ase ou ponto de referencia para chegar até a árvore desejada.

 Estradas e pátios também servem para auxiliar na localização.

Figura 5: Exemplo de mapa de corte.

SIGNIFICADOS
3. Remanescentes: Corte Futuro, Matrizes ou não atendem o critério de corte.. |8
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.1. LOCALIZAÇÃO DAS ÁRVORES PARA CORTE

4.1.2. Com o GPS (1 de 2)


 O técnico florestal confere se a função track está ativada. Para isso, após ligar o GPS4 apertar menu duas vezes, depois setup,
depois tracks e conferir se o primeiro campo esta com a opção Record, Show On Map. Caso não esteja, aperte enter e selecione
esta opção, aperte enter novamente. Pressione quit até aparecer a opção map.

 Após conferir, ele deve entregar o equipamento aos motosseristas.

 O motosserrista deve ligar o GPS no mínimo 15 minutos antes de começar a busca pela árvore.

 Para localizar a árvore a ser abatida ele deve apertar menu, enter, ir até a opção Map information, enter, irão aparecer os mapas
que estão carregados. Selecionar o mapa (bloco) a ser trabalhado no dia, clicar enter e apertar Enable (ativar), depois selecionar
os que não serão trabalhados, apertar enter e disable (desativar).

 Feito isto, apertar quit quantas vezes for necessário até voltar no mapa de localização.

 Procurar com o cursor a árvore que vai ser abatida (passar o cursor em cima), aparecerá o número e nome da árvore.

 Se for necessário aproximar para enxergar melhor, apertar a tecla in quantas vezes necessário, caso queira visualizar mais distante,
apertar a tecla out quantas vezes necessário.

SIGNIFICADOS
4. GPS: (Global Positioning System) Sistema de posicionamento global, que através de coordenadas estabelece um sistema de navegação. |9
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.1. LOCALIZAÇÃO DAS ÁRVORES PARA CORTE

4.1.2. Com o GPS (2 de 2)


 O quadro a seguir mostra a legenda dos pontos no GPS:
Tipo Símbolo Texto que indica o tipo
Corte/Abate Corte ou Cor ou Cort ou Co

Protegida Protegida ou Pro ou Prot ou Matri ou Matriz ou Ma ou Mat

Substituta/Estepe Estepe ou Est ou Es ou Este ou Estep

 Apertar enter em cima da árvore, e depois enter novamente (go). O GPS indicará o caminho mais curto para a árvore que deve ser
abatida através de uma linha rosa.

 Após a equipe de corte realizar o corte, localizar a próxima árvore a ser abatida com o cursor e repetir a etapa enter e enter (go).

 Quando a árvore a ser abatida estiver na Zona de Atenção (Buffer de 20 metros além da APP), a equipe deve tomar mais cuidado,
certificando-se que a queda não afetará a APP. A Figura a seguir mostra como esta zona aparece no GPS.

Figura 6: Exemplo de árvore em Zona de


atenção na tela do GPS.
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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.2. AVALIAÇÃO PRÉ-CORTE

Antes de iniciar o abate, o motosserrista deve (anexo VIII):

 Fazer a leitura do código de barras da árvore com o coletor (anexo V) para verificar se a espécie a ser cortada está constando no
coletor como autorizada para corte. Verificar também se não há diferença entre a espécie que consta no coletor e mapa ou GPS e a
espécie em campo. Caso haja não cortar e avisar o líder da atividade. Na dúvida sobre identificação, NÂO CORTAR.

 Verificar se a árvore não está dentro da APP ou se sua queda não afetará, mesmo mudando a direção de queda, as APPs ou
árvores protegidas.

 Fazer verificação atenta se não se trata de uma árvore protegida, ou se o corte poderá afetá-las, sendo elas:

 Castanheira (Bertholetia excelsa);

 Copaíba (Copaifera multijuga);

 Cocoloba (Coccoloba latifolia);

 Algodoeiro (Huberodendron swietenioides);

 Mungubarana (Bombax paraense);

 Seringueira (Hevea brasiliensis).

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.2. AVALIAÇÃO PRÉ-CORTE

 Verificar se não existem riscos de acidentes, como por exemplo, galhos quebrados pendurados na copa ou presença de abelhas,
vespas, marimbondos, etc.

 Verificar a presença de ninhos (anexo VIII). Verificar também a presença de fauna (macacos, bichos preguiça e outros que podem
ser prejudicados no momento da queda). Caso exista, não cortar, e não realizar o teste do oco.

 Verificar se há árvore esta seca (morta). Caso esteja, NÃO abater, pois esta servirá como abrigo para Fauna.

 Em caso de árvores com cipós não cortados pela equipe de inventário, avaliar a situação em conjunto com o técnico florestal, que
fará a análise de risco em relação à segurança, para saber se o corte pode ocorrer. Na dúvida, não cortar.

 Verificar a qualidade do fuste evitando abater árvores tortuosas ou com DAP5 menor que 50 cm (erro na medição pela equipe de
inventário). Em caso de dúvidas deve-se consultar o técnico florestal.

SIGNIFICADOS
5. DAP: Diâmetro a Altura do Peito (1,3 m do solo). | 12
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.2. AVALIAÇÃO PRÉ-CORTE

 Realizar o teste do oco, em duas alturas. O ângulo de ataque deve ser de 20º ou 60º para evitar acidentes.

Figura 7: Método seguro para realizar o teste do oco (Fonte: IFT, 2008).

 Inserir o sabre e verificar a espessura do oco. Nas árvores de grande porte como a Faveira ferro, se existir oco mas que dê
aproveitamento, abater. Nas demais árvores que não apresentarem oco aproveitável, não abater.

 Caso a árvore não esteja apta para o abate, seguir as etapas listadas no item 4.3., caso esteja apta para o abate deve ser seguido
o item 4.4.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.2. AVALIAÇÃO PRÉ-CORTE

O fluxograma de decisão a seguir resume as etapas apresentadas neste item.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.3. SUBSTITUIÇÃO DE ÁRVORES (ESTEPES)

 O ajudante informa no coletor de dados (Anexo V) que a árvore não foi abatida, justificando o motivo no campo
“motivo/observações”. Exemplo de motivos: oco, fauna (macacos, bicho preguiça, bando de porcos), ninho, erro de identificação,
APP, perigo, qualidade do fuste.

 Ao final do dia o Coletor de dados deve ser entregue para o técnico florestal responsável pelo setor de corte.

 O técnico florestal com as planilhas de todas as equipes em mãos avalia a possibilidade de substituir cada árvore que não foi
abatida por uma outra árvore que conste na lista de “Árvores Estepes” da mesma UT6 ou em UTs com baixos volumes de corte
(abaixo da média das UTs da UPA7), levando em conta que a troca pode ser realizada apenas se houver árvores de mesma espécie
e com volume aproximado presente nesta lista. Pode ser abatida mais que uma árvore caso a soma dos volumes não ultrapasse o
volume da árvore que não foi abatida.

 As árvores indicadas pelo técnico florestal para substituição são repassadas para as equipes de corte que trabalharão nas UCs
onde estas “Árvores Estepes” se encontram.

SIGNIFICADOS
6. UT: Unidade de Trabalho.
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7. UPA: Unidade de Produção Anual.
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.3. SUBSTITUIÇÃO DE ÁRVORES (ESTEPES)

 O operador de motosserra, ao localizar a “Árvore Estepe”, deve realizar novamente as etapas do item 1, seguindo as etapas do item
2.B., caso a mesma esteja apta para o corte.

 O operador deve também atualizar o mapa de corte e a planilha de campo desta UC, caso seja possível o abate.

 O técnico florestal, juntamente com o auxiliar administrativo, deve, diariamente ao final do expediente, gerar um relatório de árvores
substituídas por UT, visando não permitir que o saldo de volume autorizado por espécie pelo órgão ambiental competente seja
ultrapassado para a UPA.

 Caso seja requisitado pelo órgão ambiental competente, deve ser gerado um relatório periódico e entregue ao mesmo, o técnico
florestal deverá passa-lo para o coordenador da unidade de manejo, que deverá formaliza-lo junto ao órgão.

 Caso não seja encontrada uma árvore para substituição dentro da mesma UC ou UT com volume para corte semelhante (se não for
igual deve sempre ser para baixo), a técnica de substituição não deverá ocorrer.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.4. PREPARAÇÃO PARA O CORTE

 O ajudante realiza a limpeza do tronco, removendo a casca na faixa do tronco que receberá a motosserra, eliminando cipós,
arvoretas, cupins e outros obstáculos quando necessário, para manter a segurança da atividade.

 No caso de cupins, o ajudante deve usar um machadinho para evitar desgaste desnecessário do facão.

 O ajudante retira o prego e plaqueta de alumínio que foram colocados na árvore durante o censo e, após o corte, recoloca-os no
toco remanescente. A remoção do prego é importante, uma vez que estes podem causar danos a serra fita durante o
processamento da madeira.
 Caso a plaqueta tenha caído e não seja encontrada, o motosserrista deve escrever com uma caneta
permanente em uma placa de alumínio o mesmo número que se encontra no GPS e/ou Coletor de
dados. Toda a perda de plaqueta deve ser informada por escrito nos formulários e relatórios.
 O operador de motosserra indica, baseado na direção da queda da árvore, as duas rotas de fuga.
 O ajudante sempre que possível prepara 2 rotas de fuga com 12 á 15 m de comprimento e de 60 a
80 cm de largura, retirando com facão todos os obstáculos que possam atrapalhar a fuga, como por
exemplo, cipós, tocos altos, troncos caídos e palhas (Figura 2). Caso não seja possível abrir 2 rotas
de fuga, o ajudante prepara apenas uma com 15 metros de comprimento e 90 cm de largura. Caso
haja necessidade, o motosserrista deve cortar os obstáculos com motosserra.
Figura 8: Abertura das rotas de fuga
na direção oposta a da queda prevista
da árvore.
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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

 O motosserrista, dependendo da característica da árvore a ser abatida, decide pela técnica mais adequada a ser adotada,
dependendo do tipo de árvore encontrada.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.1. Técnica de corte – Padrão


 Utilizada para árvores com tronco de boa qualidade (pouco inclinado e sem sapopemas) e com direção natural de queda que não
prejudique árvores remanescentes, protegidas ou APPs.

 O operador de motosserra realiza a “abertura da boca”, fazendo um corte horizontal no tronco (sempre no lado de queda da árvore)
a uma altura de, no máximo, 20 cm do solo. Esse corte deve penetrar no tronco até atingir cerca de um terço do diâmetro da árvore.

 Em seguida, ele realiza outro corte, em diagonal, até atingir a linha de corte horizontal, formando com esta um ângulo mais próximo
possível de 45 graus.

 Por último, executa-se o corte de abate de forma horizontal, no lado oposto à “boca”. A altura desse corte em relação ao solo é 30
cm (10 cm acima do corte da boca), e a profundidade atinge metade do tronco, ficando uma parte sem cortar do tronco (entre a linha
de abate e a "boca"), denominada dobradiça, que deve ter largura equivalente a 10% do diâmetro da árvore.

 Dar dois apitos longos para avisar que está na hora de caminhar pela rota de fuga, com atenção e sem correria.

Visando maior segurança na atividade, na ocorrência


de chuva ou ventos intensos, o operador de
motosserra e/ou o ajudante devem procurar o técnico
florestal para avaliação da necessidade de
interromper o trabalho. Na dúvida, interromper a
atividade. Figura 9: Técnica Padrão de Corte
(Fonte: adaptado de Amaral et al.,
1998). | 19
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


As técnicas especiais de corte têm como base a técnica padrão, sendo empregadas para as seguintes situações.

4.5.2.1. Árvores cuja direção de queda precisa ser alterada (1 de 2)

Motivos

• Facilitar o arraste.

• Evitar cruzamento de copas de grandes árvores, evitando grandes clareiras.

• Proteger árvores maiores que 40 cm de DAP que não serão abatidas (protegidas, corte futuro8, e etc).

Procedimento

• O ajudante introduz a cunha na fenda do corte de abate direcionando a queda da árvore. A cunha, inserida no lado de
inclinação natural da árvore, funciona como um suporte, dificultando a queda nesta direção (Figura 5).

• Dar dois apitos longos para avisar que está na hora de caminhar pela rota de fuga, com atenção e sem correria.

• O motosserrista deve também anotar a direção da queda da árvore no mapa para que o planejamento de arraste possa ser
realizado em cima do melhor traçado possível.

SIGNIFICADOS
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8. Corte Futuro: árvores que possuem DAP entre 40 e 50 cm.
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.1. Árvores cuja direção de queda precisa ser alterada (2 de 2)

Figura 10: Uso da cunha no direcionamento de queda da árvore (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.2. Árvores com tendência à rachadura (1 de 2)

Motivos

• Evitar desperdício de madeira em espécies com esta tendência, como por exemplo: maçaranduba (Manilkara huberi) e jarana
(Lecythis lurida).

Procedimento

• Nestes casos o corte deve ser realizado o mais próximo do solo possível, com altura indicada de 10 cm acima do solo.

• O operador de motosserra deve cortar as bordas da dobradiça como ilustra a Figura 6.

• Após corte das dobradiças, realizar o corte de abate.

• Dar dois apitos longos para avisar que está na hora de caminhar pela rota de fuga, com atenção e sem correria.

• O motosserrista deve também anotar a direção da queda da árvore no mapa para que o planejamento de arraste possa ser
realizado em cima do melhor traçado possível.

• Na impossibilidade de se realizar o corte de 10 a 15 cm do solo, deve-se realizar o corte com um degrau (escadinha) conforme
Figura 7.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.2. Árvores com tendência à rachadura (2 de 2)

Figura 11: Corte de árvores com tendência a rachadura (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998). Figura 12: Técnica da escadinha (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.3. Árvores com oco aproveitável

Motivos

• Evitar acidentes graves, pois estas tendem a cair rapidamente e em uma direção imprevisível, se empregada a técnica padrão.

Procedimento

• O motosserrista adota o tipo de corte indicado na Figura 8.

Figura 13: Sequência de corte para árvores ocas (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).

• Ao realizar a etapa 3 (corte de abate), dar dois apitos longos para avisar que está na hora de caminhar pela rota de fuga, com
atenção e sem correria.

• O motosserrista deve também anotar a direção da queda da árvore no mapa para que o planejamento de arraste possa ser
realizado em cima do melhor traçado possível.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.4. Árvores grandes - DAP > 120cm (1 motosserra + 1 palmo)
Motivos
• Evitar que o sabre fique preso à árvore.
Procedimento
• O motosserrista corta a árvore em etapas, conforme
ilustrado na Figura 9.
• Ao realizar a etapa 3 (corte de abate), dar dois apitos
longos para avisar que está na hora de caminhar pela
rota de fuga, com atenção e sem correria.
• O motosserrista deve também anotar a direção da queda
da árvore no mapa para que o planejamento de arraste
possa ser realizado em cima do melhor traçado possível. Figura 14: Etapas para corte de árvores com diâmetro grande (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.5. Árvores com tronco muito inclinado

Motivos

• Queda mais veloz, podendo causar acidentes.

• Maior probabilidade de rachar por erros no corte.

Procedimento

• O motosserrista realiza o abate utilizando técnicas de


corte como mostra a Figura 10.

• Ao realizar a etapa 3 (corte de abate), dar dois apitos


longos para avisar que está na hora de caminhar pela
rota de fuga, com atenção e sem correria.

• O motosserrista deve também anotar a direção da


queda da árvore no mapa para que o planejamento de
arraste possa ser realizado em cima do melhor traçado Figura 15: Etapas para corte de árvores com inclinação excessiva (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).

possível.
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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.6. Árvores com sapopemas (catanas)

Motivos

• Maior aproveitamento de madeira.

Procedimento

• O operador realiza o corte conforme técnicas ilustradas


na Figura 11.

• Ao realizar a etapa 6 (corte de abate), dar dois apitos


longos para avisar que está na hora de caminhar pela
rota de fuga, com atenção e sem correria.

• O motosserrista deve também anotar a direção da


queda da árvore no mapa para que o planejamento de
arraste possa ser realizado em cima do melhor traçado Figura 16: Técnica de corte para árvores com sapopemas ou catanas (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).
possível.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.5. DECISÃO DA TÉCNICA MAIS ADEQUADA E CORTE

4.5.2. Técnicas especiais de corte


4.5.2.7.Árvores com inclinação acentuada e sapopemas

Motivos

• Maior aproveitamento de madeira.

• Queda mais veloz, podendo causar acidentes.

• Maior probabilidade de rachar por erros no corte.

Procedimento

• O operador efetua o corte seguindo as etapas descritas


na Figura 12.

• Ao realizar a etapa 3 (corte de abate), dar dois apitos


longos para avisar que está na hora de caminhar pela
rota de fuga, com atenção e sem correria.

• O motosserrista deve também anotar a direção da


queda da árvore no mapa para que o planejamento de
arraste possa ser realizado em cima do melhor traçado Figura 17: Técnica de corte de árvores inclinadas com sapopemas (Fonte: adaptado de Amaral et al., 1998).

possível. | 28
4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.6. GARANTIA DE RASTREABILIDADE

 Após o abate, o ajudante prega a plaqueta do censo que havia sido retirada do tronco, no toco remanescente.

 Caso a plaqueta tenha caído e não seja encontrada, o motosserrista deve escrever com uma caneta permanente em uma placa de
alumínio o mesmo número que se encontra no GPS e/ou na planilha de corte. Anotar que plaqueta original foi perdida e a plaqueta
foi reposta.

 O motosserrista deve anotar no pé da tora, com o giz, o número exatamente como está na plaqueta.

 O motosserrista deve anotar no mapa de corte a árvore abatida e repassar ao coordenador da atividade.

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4. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
4.7. LIBERAÇÃO PARA A PRÓXIMA ATIVIDADE

 Após conclusão das etapas descritas neste procedimento, técnico florestal faz o repasse para o técnico florestal da atividade
seguinte, intitulada de Planejamento de arraste (PO_NAT_08). Neste repasse, devem ser informados todos os problemas ocorridos
durante o corte, como árvores macacas, galhos pendurados, presença de abelhas. Também são repassadas todas as observações
relevantes, que possam contribuir para a execução do traçamento, bem como para a segurança desta atividade.

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5. RISCOS, PREVENÇÃO E MITIGAÇÂO DE ACIDENTES

A seguir são listados alguns dos riscos envolvidos nesta atividade, seguidos de suas prováveis causas e medidas que podem prevenir
Tiposeu
de Risco Agente Causador
acontecimento. Medidas Preventivas Medidas de Controle/Mitigadoras
1) Utilizar tambores adequados para estes produtos, evitando que o operador
1) Lavar imediatamente o local atingido com muita água.
entre em contato.
Gasolina e óleo para corrente 2) Retirar a camada de solo atingida, colocar na lona ou saco e
2) Utilizar manta ou lona com terra no momento de abastecer ou lubrificar o
encaminhar ao técnico florestal para destinação adequada.
equipamento.

QUÍMICO 1) Drenar o combustível e com auxílio do técnico florestal corrigir a


1) Fazer a mistura óleo/gasolina na proporção indicada pelo fabricante, pois
mistura.
Fumaça do motor óleo em excesso gera fumaça.
2) Drenar o combustível e levar para destinação adequada conforme
2) Não utilizar óleo queimado (proibido por lei).
PO_QSM_10.
1) Utilizar EPI completo com manga comprida e viseira da máscara abaixada 1) Lavar os olhos com muita água, acionar o técnico florestal caso
Pó de madeira
no momento do corte. irritação continuar.
1) Utilizar abafador durante todo o momento que a motosserra estiver
Ruído
operando.
FÍSICO
1) Realizar a manutenção preventiva e corretiva da motosserra ou
Vibração 1) Usar motosserra com sistema antivibratório e amortecedores.
trocar o equipamento se não resolver.
1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
Falta de atenção ao executar 1) Treinamento, funcionário comprometido e atento a todo o momento. técnico de segurança.
a atividade 2) Dialogo Diário de Segurança (DDS). 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
cada 30 segundos.
MECÂNICO / 1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
DE 1) Apenas segurar a motosserra nas manetes (locais onde seguramos no técnico de segurança.
ACIDENTE Partes quentes
momento da operação) após o uso, mesmo quando desligada. 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
cada 30 segundos.
1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
- Picadas de inseto e 1) Orientação prévia dos trabalhadores acerca dos riscos da operação na
técnico de segurança.
mordedura de animais floresta
2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas
peçonhentos 2) Uso dos Equipamentos Proteção Individual - EPI e repelentes.
a cada 30 segundos.
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5. RISCOS, PREVENÇÃO E MITIGAÇÂO DE ACIDENTES
Tipo de Risco Agente Causador Medidas Preventivas Medidas de Controle/Mitigadoras
1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
1) Treinamento dos funcionários e comprometimento dos mesmos. técnico de segurança.
Rota de fuga mal limpa
1) Monitoramento interno da qualidade operacional. 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
cada 30 segundos.

1) Monitoramento e manutenção adequada da motosserra. 1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
Ausência de itens de técnico de segurança.
2) Trocar itens que estão no final da vida útil.
segurança 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
3) Avisar ao técnico florestal sobre necessidade de troca de itens de segurança. cada 30 segundos.

1) Treinamento dos operadores. 1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
técnico de segurança.
Técnica de corte inadequada 2) Funcionários comprometidos.
2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
3) Monitoramento interno da qualidade operacional. cada 30 segundos.
1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
Perfuração por tocos na técnico de segurança.
1)Corte da vegetação deve ser feita a 1m.
MECÂNICO / floresta 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
DE ACIDENTE cada 30 segundos.
1) Cortar cipós fazendo movimentos em sentido contrário ao do corpo;
2) Cuidados especiais ao amolar ferramentas cortantes;
Corte de membros pelo 3) Uso de bainhas nos facões; 1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
manuseio de ferramentas 4) Em trabalhos em grupos, definir uma distância segura entre os técnico de segurança.
cortantes (facões, foices e trabalhadores; 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
outros) 5) Colaborador que carregar a foice, deverá ser sempre o último da fila, cada 30 segundos.
carregando a ferramenta com a parte cortante apontada para baixo e para
trás.
1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
técnico de segurança.
Queda de pessoa em mesmo 1)Uso dos equipamentos de proteção individual – EPI, tais como botina de
2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
nível segurança e capacete de segurança. cada 30 segundos.

1) Orientação prévia dos trabalhadores acerca dos riscos da operação na 1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
Queda de materiais, frutos, floresta técnico de segurança.
galhos, árvores. 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes seguidas a
1) Uso do Equipamento de proteção individual – EPI. cada 30 segundos. | 32
5. RISCOS, PREVENÇÃO E MITIGAÇÂO DE ACIDENTES

Tipo de Risco Agente Causador Medidas Preventivas Medidas de Controle/Mitigadoras

Risco de acidentes diversos


devido ao clima
desfavorável ( trabalho  Estabelecer plano de ação ( horários, datas, mapas, transporte e equipe; 1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou
sobre condições
técnico de segurança.
desfavoráveis tais como  Trabalho deve ser executado por no mínimo duas pessoas;
2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes
chuva, tempestade,
 Treinar os trabalhadores sobre procedimentos de primeiros socorros. seguidas a cada 30 segundos.
ventania; ficar sem apoio
em caso de desorientação
ou acidente na floresta)

1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou


MECÂNICO / Queda da árvore na  Treinamento, funcionário comprometido e atento a todo o momento técnico de segurança.
DE ACIDENTE direção contrária do 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes
 Avaliação da direção de queda
planejado seguidas a cada 30 segundos.
 Construir caminhos de fuga

1) Em caso de ferimentos acionar via radio o técnico florestal e/ou


Acidentes causados pelo
 Treinamento, funcionário comprometido e atento a todo o momento técnico de segurança.
rebote de cunhas durante
 Orientação sobre o posicionamento correto das cunhas 2) Se o rádio não estiver funcionando, apitar longo 5 vezes
a operação
seguidas a cada 30 segundos.

| 33
5. RISCOS, PREVENÇÃO E MITIGAÇÂO DE ACIDENTES

Tipo de Risco Agente Causador Medidas Preventivas Medidas de Controle/Mitigadoras

1) Mudar a motosserra constantemente de lado enquanto carregar, para não


Carregar a motosserra
causar desvio na coluna.

Carregar material e 1) Não exceder a capacidade de carregar peso.


equipamento 2) Realizar pausas em distâncias muito grandes.

Falta de iluminação natural 1) Não operar após às 17h.


ERGONÔMICO

Postura inadequada ao
1) Dobrar os joelhos para abaixar e erguer equipamentos.
utilizar motosserra.

Esforço intenso e Repetitivo


1) Fazer paradas regulares para ajudar a circulação sanguínea nas mãos.
- LER

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6. MONITORAMENTO OPERACIONAL DA ATIVIDADE

 Para garantir a qualidade e segurança nas operações de corte é necessário que seja realizado o monitoramento da atividade,
aplicando-se a ficha contida no Anexo VI deste procedimento. As fichas incluem quesitos operacionais e ambientais.

 A ficha de monitoramento contempla os itens a serem monitorados para garantir que as operações aconteçam da forma mais
segura e menos impactante possível. Para este monitoramento são atribuídas notas para as equipes.

 As notas podem variar de 0 a 100 e após a avaliação do responsável pelo monitoramento as ações descritas na Tabela abaixo,
relacionadas com suas respectivas notas, devem ser tomadas:

Nota Ações a serem tomadas


Integração de treinamento em cima dos pontos que geraram
< 75
a nota baixa (lista de presença)
75-90 Tratamento em um ou mais DDS na semana
Cabe ao coordenador analisar a necessidade de reforçar um
90-100
ponto no DDS ou não

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6. MONITORAMENTO OPERACIONAL DA ATIVIDADE
Subgrupo de O quê? Por quê? Como? Onde? Quanto? Quando? Quem?
Descrição do Responsável pelo
Atividades Importância do monitoramento Metodologia de monitoramento Frequência
monitoramento monitoramento
Verificar a necessidade de
Deve avaliar se os • Acompanhar todas as equipes de campo dentro de uma UC e
Técnica de corte reciclagem dos treinamentos 1 vez por
operadores estão decidindo aplicados ou conduta verificar se o operador está atendo ao fluxo apresentado na
adequada pelas técnicas adequadas de página 7 deste documento. Técnico Florestal I
inadequada/inseguras de semana.
corte em cada situação. • Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
operadores.
Verificar se as árvores ocas
• Acompanhar todas as equipes de campo dentro de uma UC e
que estão sendo abatidas
Evitar prejuízos econômicos e verificar se as arvores abatidas com oco são menores do que cm 1 vez por
Oco aproveitável respeitam os limites Técnico Florestal I
ambientais desnecessários. 80 cm de DAP. semana.
estabelecidos neste
• Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
procedimento.
• Acompanhar todas as equipes de campo dentro de uma UC e
Verificar que todos os itens Os itens de seguranças podem
verificar se todos os EPIs e itens de segurança (Anexo I) da 1 vez por
Itens de segurança de segurança da operação evitar que acidentes graves Técnico Florestal I
motosserra estão em bom estado de conservação. semana.
estão adequados. aconteçam.
• Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
• Acompanhar todas as equipes de campo dentro de um patio e
Monitorar se o
Direcionamento de direcionamento de queda, Garantir que árvores protegidas, verificar se o operador de motosserra está observando a presença
1 vez por
remanescentes, ou APPs não de APP, protegidas ou remanescentes (ver Anexo VIII para Técnico Florestal I
queda quando necessário, está semana.
sejam danificadas. classificar danos) para executar a técnica de corte.
sendo executado.
• Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
Monitorar possíveis impactos
Grandes clareiras, contaminação • Acompanhar todas as equipes de campo dentro de uma UC e
ambientais, verificando a
Preservação do meio do solo, água, ou intoxicação de verificar se nenhum lixo ou derramamento de combustível foi 1 vez por
existência de lixos e/ou Técnico Florestal I
ambiente animais silvestres devem ser causado. Verificar se houve cruzamento de copas. semana.
vazamentos de óleos e /ou • Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
completamente evitados.
grandes clareiras.
Nesta atividade o quesito • Monitorar se estão sendo abertos 2 de 12 metros ou dependendo
Verificar se os caminhos de
segurança é primordial, os da situação no mínimo 1 caminho de fuga mais longo de 15,
fuga estão sendo abertos de 1 vez por
Caminhos de fuga acidentes decorrentes por avaliar se a largura (60-80 cm) estão adequados e se obstáculos Técnico Florestal I
acordo como padrão de semana.
negligencia podem ser muito foram retirados. Verificar todas as equipes.
segurança.
graves. • Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
Evitar que partes da árvore que • Medir o tamanho do toco deixado pelo operador e verificar se o
Verificar se o maior
seriam aproveitadas sejam tamanho corresponde com a espécie e técnica de corte utilizada. 1 vez por
Altura do toco rendimento de madeira está Técnico Florestal I
deixadas em campo, causando Verificar todas as equipes. semana.
sendo alcançado.
desperdício econômico. • Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
Garantir a rastreabilidade da • Verificar se a plaqueta do inventário foi pregada no toco da
Verificar se a 1 vez por
árvore ao longo de todas as árvore e se o número correto foi escrito de giz no pé da árvore
Rastreabili-dade rastreabilidade está Técnico Florestal
garantida
atividades de manejo é abatida. Verificar todas as equipes. semana. ||36363I6
fundamental para a operação. • Avaliar no mínimo 3 árvores por equipe.
7. CUIDADOS COM O MEIO AMBIENTE

 Quando encontrar um ninho ou animal silvestre na região de queda da árvore, deverá haver um esforço para resguardá-los.

 Comunicar ao mecânico manutenção sempre que notar emissão de fumaça preta pelo escapamento dos veículos.

 O marmitex deve ser colocado em sacos ou lixeiras do local de trabalho.

 Não capturar ou permitir a captura de animais silvestres.

 Ao perceber sinais de vazamento de óleos no equipamento, parar imediatamente e providenciar correção.

 Não deixar pilhas, trapos e/ou lixo gerado durante a operação na frente operacional.

 Não lavar equipamentos no campo.

 Reduzir ao máximo o uso de facão em todas as atividades, a fim de favorecer a regeneração natural de todas as espécies.

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7. CUIDADOS COM O MEIO AMBIENTE
7.1. MATRIZ DE IMPACTO AMBIENTAL

 O quadro a seguir apresenta uma matriz de impacto e deve ser lido com muita atenção.
Matriz de impacto ambiental
Risco Como evitar Como mitigar
Realizar avaliação visual da motosserra todo início de
Caso haja vazamento no solo, a terra que foi contaminada deve ser raspada
expediente
e levada para fora da área de manejo, pois posteriormente será dado um
destino adequado, como explicitado no PO_GER_10 – Gestão de resíduos.
Vazamento durante o abastecimento ou Realizar manutenções preventivas
utilização da motosserra
Utilizar estopa para coleta de óleo de pequenos vazamentos. Destinar a
Fazer abastecimento e manutenção em local apropriado, ou, se
estopa suja em recipiente adequado para ser levado para fora da área de
feito na esplanada, utilizar manta ou lona com serragem ou
manejo e descartado conforme o PO_GER_10 – Gestão de resíduos.
terra
Atenção na identificação da localização das árvores plotadas no
mapa de corte, bem como as árvores maiores de 40 cm de DAP Notificar o dano na ficha de monitoramento do corte. O responsável pelas
que se encontram perto da árvore a ser abatida e não estão no operações deverá avaliar este dado no mínimo semanalmente, para
mapa. orientar a equipe se for necessário. Ao final da exploração de uma UPA,
Dano em árvores não abatidas (acima de 40
caso os danos moderados e severos excedam o limite de 16% de árvores
cm de DAP)
Treinamento de operadores de motosserra de acordo os com danos severos e 18 % de árvores com danos moderados, deve ser
requisitos da legislação efetuado o plantio de espécies protegidas ou potenciais nas clareiras onde
houve o monitoramento e árvores foram danificadas.
Monitoramento da qualidade operacional
Atenção na identificação da localização das APPs no mapa de
corte
Notificar o dano na ficha de monitoramento do corte e informar ao
Queda de árvore em APP Treinamento de operadores de motosserra de acordo os encarregado, que encaminhará a informação à gerência regional para
requisitos da legislação avaliação da sequência das atividades de acordo com o impacto causado.

Monitoramento da qualidade operacional


Atenção na identificação de ninhos durante a avaliação da
árvore para corte. Havendo ninho, classifica-la como não apta
Notificar o dano na ficha de corte e informar ao encarregado, que
Identificação de ninho em árvore abatida Treinamento de operadores de motosserra de acordo os encaminhará a informação à gerência regional e, posteriormente, a área de
requisitos da legislação meio ambiente
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Monitoramento da qualidade operacional
8. RESPONSABILIDADES

 Coordenação: Coordenador/Analista de Operações Florestais.

 Execução: Técnicos e colaboradores da atividade.

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9. REFERÊNCIAS

 Amaral, Paulo. Veríssimo, Adalberto. Barreto, Paulo. Vidal, Edson. Floresta para Sempre: um Manual para Produção de Madeira na
Amazônia. Belém: Imazon, 1998. 130 p.

 AMAZONAS. Instrução Normativa nº 005, de 26 de fevereiro de 2008. Dispõe sobre os procedimentos técnicos para elaboração,
apresentação, execução e avaliação técnica do Plano de Manejo Florestal Sustentável – PMFS nas florestas nativas e formações
sucessoras, e dá outras providencias. Disponível em: http://www.ipaam.br. Acesso em: 06/05/2008.

 BRASIL. LEI Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012. Dispõe sobre o novo código florestal. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm. Acesso em: 26/06/2013.

 Couto, José Luiz Viana do (s/d). Riscos na operação de motosserras. Retirado de:
http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/motos.htm, no dia 16/06/2008.

 IBAMA. Manual de vistoria de campo para Planos de Manejo Florestal Madeireiro na Amazônia. 2006. 106 p.

 IFT. Apresentações do Curso de Gerenciamento de Manejo Florestal e Exploração de Impacto Reduzido, realizado no Centro de
Manejo Florestal Roberto Bauch, Fazenda Cauaxi, Paragominas/PA. Período: 25/08 à 06/09 de 2008.

 IFT. Manual Técnico 2: Manejo de Florestas Naturais da Amazônia – Corte, Traçamento e Segurança. Belém, 2011. 143 p.

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10. ANEXOS
ANEXO I - REGRAS DE SEGURANÇA QUANTO AO USO DA MOTOSSERRA

 Ver também o manual de instrução do fabricante das motosserras

 Os riscos na operação de uma motosserra estão associados, principalmente a:

 Ferimentos com a lâmina.

 Ruídos e vibrações.

 Corte e queda da árvore.

 A máquina em si, por norma, deverá possuir os dispositivos de segurança listados abaixo e presentes na Figura 12, os quais devem
ser monitorados diariamente pelos operadores através do check-list presente no Anexo VII deste documento, este check-list deve
ser entregue semanalmente ao colaborador responsável pelo monitoramento, caso necessário manutenção ou troca de algum item
de segurança o operador deve avisar ao Técnico Florestal, que providenciará os ajustes necessários:

 Freio manual de corrente: dispositivo de segurança que interrompe o giro da corrente, acionado pela mão esquerda do
operador.

 Pino pega corrente: dispositivo de segurança que, nos casos de rompimento da corrente, reduz seu curso, evitando que atinja o
operador.

| 41
10. ANEXOS
ANEXO I - REGRAS DE SEGURANÇA QUANTO AO USO DA MOTOSSERRA

 Protetor da Mão Direita: proteção traseira que, no caso de rompimento da corrente, evita que esta atinja a mão do operador.

 Protetor da Mão Esquerda: proteção frontal que evita que a mão do operador alcance, involuntariamente, a corrente, durante a
operação de corte.

 Trava de Segurança do Acelerador: dispositivo que impede a aceleração involuntária.

Figura 18: Dispositivos de segurança da motosserra (Fonte: IFT, 2008).

| 42
10. ANEXOS
ANEXO I - REGRAS DE SEGURANÇA QUANTO AO USO DA MOTOSSERRA

CUIDADOS A SEREM TOMADOS

 Checagem inicial: Deve-se examinar a máquina diariamente, para ter certeza de que ela está operando eficientemente. Deve-se
checar a tensão da correia, a lubrificação, ventoinha, etc., segundo as recomendações do Catálogo do Fabricante e os Manuais de
Operação e Manutenção que acompanham o equipamento.

 Para abastecer a motosserra: Abastecer a motosserra com o motor desligado. Manter o reservatório de combustível distante no
mínimo 3 metros do local de operação da motosserra. Isso evita riscos de incêndio.
 Para ligar a motosserra: Uma maneira correta é colocar a motosserra no solo tendo o pé direito do
motosserrista fixo ao protetor e a mão esquerda segurando firme a alça. O arranque é acionado
com a mão direita (Figura 13). O sabre deve ficar livre de qualquer obstáculo e com a ponta
voltada para a direção oposta ao corpo.
 Para transportar a motosserra: A motosserra deve estar desligada sempre que o motosserrista for
se deslocar dentro da floresta, principalmente durante a fuga. O motosserrista pode manter a
motosserra ligada apenas enquanto se movimenta em torno da árvore para o corte. O transporte
no início e final do expediente deve ser feito com a motosserra em sua devida bainha.
Figura 19: Como ligar a motosserra (Fonte:
Couto, s/d - UFRRJ).

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10. ANEXOS
ANEXO I - REGRAS DE SEGURANÇA QUANTO AO USO DA MOTOSSERRA

 A Figura 14 mostra os locais com as maiores incidências de lesões com motosserra, e os EPIs necessários para a proteção.

Pernas 29%

Figura 19: Incidência de lesões no operador de motosserra e as possibilidades de proteção (EPIs) – Fonte:
IFT (2008).

| 44
10. ANEXOS
ANEXO II - PROGRAMA DE MANUTENÇÃO DA MOTOSSERRA (FONTE: IFT, 2008)

 Diária (operador)  Descarbonizar saída do cilindro e silenciador

 Afiação  Limpeza do conjunto de partida, lubrificando a mola de

 Limpeza do filtro de ar (água e sabão) recuo com óleo

 Limpeza do sabre (canaletas e foros de óleo)  Limpeza do conjunto de freio e embreagem, engraxando

 Virar o sabre gaiola de agulhas e garra do freio

 Limpeza geral da MS  Trimestral (mecânico)

 Verificar sistema de lubrificação  Trocar juntas e membranas do carburador

 Semanal (mecânico)  Trocar molas da embreagem

 Verificar rotações  Semestral (mecânico)

 Tirar rebarbas do sabre  Descarbonizar

 Mensal (mecânico)  Trocar embreagem

 Limpeza da vela e regular abertura do eletrodo  Trocar rolamento do virabrequim

 Limpeza das aletas do cilindro  Trocar tambor da embreagem

 Lavar tanques de combustível e óleo com gasolina pura  Descarbonização semestral somente válido no caso do uso
de óleo classe TC | 45
10. ANEXOS
ANEXO III – TIPOS DE ÓLEOS PARA MOTOSSERRAS (FONTE: IFT, 2008)

ÓLEO 2 TEMPOS
O Óleo 2 tempos deve ser misturado na gasolina, para lubrificação das peças internas do motor. É classificado em 2 categorias,
descritas abaixo, com as devidas proporções que devem ser misturadas:

 Óleo dos fabricantes de Motosserras:

 1/50 (Recomendação do fabricante)

 1/45(Para gasolina adulterada)

 API-TC (American Petroleum Institute):

 1/25 (Recomendação do fabricante)

 1/20 (Para gasolina adulterada)

É preciso analisar o custo/benefício para utilização destes diferentes óleos, pois o período de descarbonização do motor é diferente:

 Óleo dos fabricantes de Motosserras: período de descarbonização 600 h.

 API-TC (American Petroleum Institute): período de descarbonização 250-300 h.

| 46
10. ANEXOS
ANEXO III – TIPOS DE ÓLEOS PARA MOTOSSERRAS (FONTE: IFT, 2008)

ÓLEO LUBRIFICANTE PARA CORRENTES

Além do óleo lubrificante para correntes indicado pelo fabricante de motosserras (Óleo UNIX), pode ser usado também óleo queimado
de máquinas, desde que seja realizado um procedimento para recuperação deste.

Procedimentos para reaproveitamento do óleo queimado:


 Filtrar o óleo queimado em um pano fino para retirar todas as impurezas vindas do
Carter do motor.
 Colocar no tambor um pedaço de imã para o que o mesmo atraia todas as limalhas de
ferro contidas no óleo queimado.
 Adicionar 10% (dez por cento) de óleo SAE 30 ou 40 para maior viscosidade.
 Após adicionar o óleo novo, o mesmo deve ser mexido no sentido horário e anti-horário,
para uma mistura maior entre os óleos.

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10. ANEXOS
ANEXO IV – RESUMO DA OPERAÇÃO DE CORTE

Atividade Equipe Tarefa Equipamentos


 Botas com ponta de aço
 Capacete com abafador e viseira
Localizar as árvores para corte.
 Calça para motosserrista
Avaliar a direção de queda e possíveis riscos para a segurança,  Facão com bainha
como galhos quebrados.  Par de luvas
1 Motosserrista  Apito
Fazer o teste do oco.  Limas chata e roliça
 Chave da motosserra
Cortar as árvores, utilizando as técnicas de corte adequadas.  Cantil
 GPS

Ajudar na localização das árvores para corte.

Retirar a plaqueta da árvore e colocá-la novamente na toco da  Mapas de corte


árvore após o corte.  Planilha de anotações
Corte das árvores  Lápis e borracha
Fazer a limpeza do tronco da árvore, retirando cipós,  Facão com bainha
formigueiros, cupins, etc.  Botas com ponta de aço
 Perneira
Fazer as rotas de fuga.  Capacete
 Protetor auricular
1 Ajudante
Bater as cunhas quando necessário.  2 cunhas
 Marreta
Carregar o combustível e o óleo e abastecer a motosserra.  Machadinho
 Sabre e corrente reserva
Anotar no mapa de corte e no Coletor de dados as árvores  Galões com gasolina e óleo lubrificante para corrente
abatidas e não abatidas, justificando o motivo do não  Cantil/Garrafa de água
abatimento.  Kit de primeiros socorros
 Luvas
Anotar também observações para repassar ao técnico florestal
(“macacas”, abelhas, etc).
| 48
10. ANEXOS
ANEXO V – MANUAL OPERACIONAL DO COLETOR DE DADOS PSION EP10

UTILIZANDO O COLETOR DE DADOS PSION EP10 2. Após o aparelho ter iniciado, pressione a opção “Windows key”
1. Para ligar o coletor mantenha pressionado o botão ligar por 3 para ir à tela principal.
segundos.

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10. ANEXOS
ANEXO V – MANUAL OPERACIONAL DO COLETOR DE DADOS PSION EP10

3. Navegue pela tela principal até a 4. Escolha a opção Cód. Barra 5. Na página seguinte será informado o

opção NATIVAS Número de Custódia da árvore. Este


número pode ser obtido através da
leitura do código de barras existente
na placa de custódia. Para isso basta
pressionar uma das teclas abaixo
sinalizadas. Em seguida escolha
“selecionar”.

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10. ANEXOS
ANEXO V – MANUAL OPERACIONAL DO COLETOR DE DADOS PSION EP10

Obs.: Caso a leitura do código de barras


falhe por alguma razão, o número pode 6. Após a leitura do código de barras, o 7. Estando a árvore apta para o corte, é
ser digitado através do teclado do coletor informará a espécie da árvore, informado o valor 1 para confirmar o
aparelho. o operador da motosserra deve então corte no coletor de dados e escolher
conferir se a espécie da árvore é a SALVAR. Caso a árvore apresente
mesma indicada no coletor e escolher algum fator que desclassifique a
a opção SALVAR. mesma para o corte, o operador deve
escolher o motivo que gerou a
desclassificação no menu de opções
e escolher SALVAR.

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10. ANEXOS
ANEXO V – MANUAL OPERACIONAL DO COLETOR DE DADOS PSION EP10

8. Informe operador carga e 9. Escolha a opção YES para 10. Escolha a opção YES para 11. Escolha a opção VOLTAR
escolha SALVAR. sair da programação. finalizar a programação e para inserir o código de
gravar os dados no coletor. barras da próxima árvore a
ser abatida.

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ÁRVORE MONITORADA AVALIADOR

10. ANEXOS
ANEXO VI - FICHA DE MONITORAMENTO
PMFS - SAFRA_CORTE MONITORAMENTO DE CAMPO

UC FASE UPA RAMAL DATA

EQUIPE
DADOS AVALIADOS DA OPERAÇÃO - PESO 100 %
ITEM DESCRIÇÃO PESO I NOTA
2 Caminhos + larg. de 0,6 à 0,8 mt + Comp. >12 mt ou
15
01 - Técnica adequada 1 Caminho + larg. de 0,9 mt + Comp. >15mt
para caminho de Fuga Nº de Caminho e/ou largura e/ou comprimento
0
insuficiente e/ou presença de Obstáculos
02 - Técnica de Derruba Conseguiu direcionar a árvore para o local desejado 15
Direcionada (dobradiça, Usou a técnica, porém queda fora da direção desejada 5
cunha, filete, boca Incidente ( direção contrária 180° ) 0
direcional)
C/ Sapopema < 30 cm I S/ Sapopema < 20 cm 5
03 - Altura do Toco C/ Sapopema 30 - 45 cm I S/ Sapopema 20 - 35 cm 3
C/ Sapopema > 45 cm I S/ Sapopema > 35 cm 0
04 - Placa no Toco e Sim 15
numeração na tora Não 0
Seguiu o P.O conforme tipo da árvore 10
05 - Técnica de Corte
Não Seguiu a Técnica de Corte Conforme PO 0
Quantidade

Houve Até 05 Leves e/ou Até 2 Moderados 20


06 - Danos às Árvores Não Houve Até 08 Leves e/ou 04 Moderados 5
Abatidas (> 40 cm DAP) Houve Algum dano severo 0
07 - Queda de árvore em Não 15
APP Sim 0
08 - Derramamento de Não 5
Óleo/ presença de
resíduos Sim 0

NOTA FINAL
OBSERVAÇÔES :

Monitoramento Corte Amata vs. 05


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10. ANEXOS
ANEXO VII - CHECK-LIST MONITORAMENTO DIÁRIO ITENS DE SEGURANÇA
PMFS - SAFRA_CHECKLIST DIÁRIO PARA USO DA MOTOSSERRA
DATA AVALIAÇÃO CÓD. EQUIPAMENTO AVALIADOR

AVALIAÇÃO DOS ITENS DE MANUTENÇÃO DIÁRIA


AVALIAÇÃO (Marcar com "X")
ITEM DESCRIÇÃO
SATISFATÓRIO INSATISFATÓRIO

01 - Limpeza do filtro de
Verificar a limpeza do filtro de ar.
ar

02 - Rebarbas no sabre Verificar se ah apresenta rebarbas no sabre

03 - Afiação da corrente Verificar a afiação da corrente e o ângulo


e ângulo do dente correto.

Verificar se a corrente está regulada


04 - Tensão da Corrente
corretamente

Verificar se o motosserra está lubrificando a


05 - Lubrificação
corrente corretamente

06 - Vazamento Verificar a presença de vazamentos

AVALIAÇÃO DOS ITENS DE SEGURANÇA


01 - Freio manual de Verificar o funcionamento do freio manual da
corrente corrente.

02 - Pino pega corrente Verificar a presença do pino de pega-corrente.

03 - Protetor da mão
erificar a presença da proteção para mão direit a
direita

04 - Protetor da Mão Verificar a presença da proteção para mão


esquerda esquerda.

05 - Trava de segurança
Verificar o funcionamento da trava.
do acelerador

EQUIPAMENTO APTO PARA UTILIZAÇÃO SIM NÃO

OBSERVAÇÕES:

IMPORTANTE: Caso qualquer um dos itens seja avaliado como insatisfatório fica proibido o uso do
equipamento e o mesmo deve ser enviado para manutenção.
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10. ANEXOS
ANEXO VIII - AVALIAÇÃO AMBIENTAL PRÉ E PÓS CORTE

a) Avaliação Ambiental Pré-Corte

A fim de evitar danos ambientais durante a atividade de corte, principalmente danos à fauna e a flora, um check-list simples e objetivo
deve ser preenchido pela equipe de corte. Os quatro itens que compõe o check-list são:

1) Avaliação se a árvore confere com todas as informações no Coletor e no mapa de colheita para evitar cortes equivocados;

2) Avaliação se a árvore a ser cortada se encontra em Zona de Atenção para tomar as medidas de precaução para que ela não
caia ou danifique outras árvores dentro da faixa de APP.

3) Avaliação cuidadosa para verificar se há presença de ninhos na árvore a ser cortada e, caso constatada a presença, não cortar
a árvore (Seguir metodologia de avaliação da presença de ninhos descrita no PO_NAT_02_Censo Florestal).

4) Avaliar se a árvore esta seca ou morta e, caso constatado, não cortar a árvore.

5) Verificar se na proximidade da árvore a ser cortada existem árvores protegidas. Esta indicação já está previamente feita no
mapa de colheita, mas ela deve ser confirmada em campo para que todas as medidas de precaução e corte direcionado sejam
tomadas a fim de evitar danos às mesmas.

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10. ANEXOS
ANEXO VIII - AVALIAÇÃO AMBIENTAL PRÉ E PÓS CORTE

Tipo de Dano Exemplo Observação

b) Avaliação Ambiental Pós Corte Danos no fuste que


tenham
prejudicado apenas
Após a derrubada das árvores é realizada uma nova avaliação. a casca.
LEVE
Esta, no entanto é feita no processo de avaliação operacional
Danos que tenham
conforme citado no anexo VI. A Avaliação de danos a árvores prejudicado menos
que 1/3 da copa.
remanescentes é feita conforme a tabela ao lado: CLASSIFICAÇÃO
DE DANOS EM ÁRVORES REMANESCENTES.
Danos no fuste que
tenham
prejudicado o
lenho (mais do que
somente a casca).
MODERADO
Danos que tenham
prejudicado mais
do que 1/3 da
copa.

Danos que tenham


partido a árvore no
meio, arrancado
SEVERO sua copa por
completo ou
derrubado por
inteira também.
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