Você está na página 1de 1

INSTITUTO SUPERIOR TUPY – FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

GESTÃO PÚBLICA E URBANA – Turma 381


Aluna: Camila Zigowski Professor: Charles Henrique Voos

Livro: Mudar a cidade – Parte I: Contextualizando o planejamento e gestão urbanos.


Autor: Marcelo Lopes de Souza

O marxismo e o socialismo são alvos de críticas pelo autor. Nessa parte do livro
Marcelo propõe conceitos entre gestão e planejamento, questionando o leitor a semelhança de
ideais desses termos. Também critica o fato de que nos dias atuais, o urbanismo é confundido
com planejamento urbano e associado ao movimento modernista, sendo que planejamento
urbano inclui o urbanismo, mas deveria ser realmente pensado junto com a gestão.
Gestão vem da administração de empresas, termo que vem intensificando no Brasil
desde a segunda metade da década de 80 e atualmente propende a substituição de
planejamento. Gerir remete ao presente, resolver uma situação com recursos disponíveis,
tendo em vista as necessidades imediatas. Para alguns observadores, o termo gestão ainda tem
a conotação de ser mais democrático. Entretanto, planejar remete ao futuro, tentar simular os
desdobramentos de um processo, para precaver-se contra prováveis problemas.
De acordo com a citação de Carlos Maltus: “[...] Negar o planejamento é negar a
possibilidade de escolher o futuro, é aceitá-lo seja ele qual for. (MALTUS, 1996, p.14)” o
planejamento é a preparação para a gestão futura, buscando evitar ou minimizar problemas, e
a gestão é a efetivação, das condições que o planejamento feito no passado ajudou a construir,
possui uma natureza mais moderna e mais progressista, portanto, planejamento e gestão
apesar de distintos se complementam.
Na tarefa de planejar, ocorre outra tarefa de realizar esforço para imaginação do futuro.
Com base nisso, Marcelo prevê a construção de cenários, ou seja, prever ou simular
desdobramentos. Segundo Maltus (1996), a construção de cenários é dividida em quatro
estágios: Capacidade de predição, capacidade de previsão, capacidade de reação, capacidade
de aprender com os erros, que para o autor podem ser reescritas em: capacidade de
prognóstico, capacidade de reação veloz ante a surpresa e a capacidade de extrair lições do
passado.
Por fim, A intermitência administrativa e o caráter desnorteado das políticas urbanas,
levam à ineficiência e ao desordenamento das cidades. Da mesma forma, que a falta de gestão
e planejamento, leva a uma cidade “desordenada”. Planejar e gerir são atividades políticas, e a
cidade deve optar pela descentralização territorial e setorial de poder, reunindo elementos do
mercado e uma gestão democrática e coletiva, para que a cidade cumpra sua função social,
englobando vários especialistas e buscando necessidades básicas.