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FARMÁCIA – UNC – MAFRA/SC

Farmacologia II

Prof. Dr. Antonio C. M. Munhoz


Bibliografia Básica
• Brunton, L.L.; Chabner, B.A.; Knollmann, B.C.
Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da
Terapêutica. 12ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill,
2012.
• Katzung, B.G.; Trevor, A.J. Farmacologia Básica e
Clínica. 13ª ed. Rio de Janeiro: Artmed/McGraw-Hill,
2017.
• Rang, H.P., Dale, M.M., Ritter, J.M., Flower, R.J.,
Henderson, G. Farmacologia. 8ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2016.
Bibliografia Complementar
• Penildon Silva. Farmacologia. 8ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2010.
• Golan, D.E., Tashjian, A.H., Armstrong, E.J., Armstrong,
A.W. Princípios de Farmacologia: A Base
Fisiopatológica da Farmacoterapia. 3ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
• Brunini, T.M.C.; Ferreira M.E. Farmacologia
Cardiovascular. 1ª ed. Rio de Janeiro: Rúbio, 2007.
• Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes Sociedade
Brasileira de Diabetes 2017-1018. São Paulo: Clannad,
2017.
• Xavier, H.T. et al. V Diretriz brasileira de dislipidemias e
prevenção da aterosclerose. Arquivos Brasileiros de
Cardiologia, v. 111, n. 4, 2013.
Farmacologia

Ciência que estuda os fármacos e medicamentos.


Conceitos em Farmacologia

Droga: qualquer substância química capaz de interagir com o organismo receptor e


produzir um efeito farmacológico.

Medicamento? Veneno?

“Só a dose faz o veneno”


(Paracelsus - dritte defensio, 1538)

Margem terapêutica!
Conceitos em Farmacologia
• Terapêutica: uso de substâncias químicas, no diagnóstico, prevenção e
tratamento das doenças.

• Fármaco: substância química, de estrutura conhecida, que interage com o


organismo receptor, exercendo um efeito farmacológico benéfico.

• Medicamento: 1 ou mais fármacos associados, que exerce um efeito


farmacológico benéfico.

• Efeito colateral: efeito conhecido que ocorre em todas as pessoas.

• Reação adversa: efeito que acontece em alguns indivíduos e em outros não.

• Polifarmácia: termo aplicado à fórmula farmacêutica que encerra um número


muito grande de componentes, em geral sem base científica.
Conceitos em Farmacologia
• Fórmula ou formulação: representa o conjunto de componentes de uma
receita prescrita pelo médico ou então a composição de uma especialidade
farmacêutica.

• Especialidade farmacêutica: o nome comercial do medicamento.

• Iatrogenia: problemas adicionais ou complicações resultantes de um


tratamento clínico ou cirúrgico.

• Idiossincrasia: particularidade do paciente, variabilidade genética.

• Placebo: substância destituída de qualquer ação terapêutica, porém exerce


uma ação psicológica ao paciente que está administrando-o.
Conceitos em Farmacologia
• Dose efetiva: dose necessária para que haja uma reposta terapêutica.

• Índice terapêutico: refere-se aos níveis plasmáticos de um fármaco em que há


maior probabilidade de ocorrer o efeito terapêutico.

• Posologia: correta dosagem do medicamento a ser administrado.

• Medicação: medicamento prescrito e administrado a um paciente.

• Pró-droga: fármaco que exerce efeito apenas após o metabolismo.


Como Surge um novo
Fármaco?
Fase Química

Sintéticos Síntese Química Biblioteca de compostos

ALVO TERAPÊUTICO

Medicina Tradicional
Produtos Naturais Isolamento de compostos
Etnofarmacologia
Fase Pré-Clínica

In vitro In vivo
Fase Clínica
Fase Clínica I:
• Uso do medicamento pela primeira vez em um ser humano,

• Geralmente um indivíduo saudável e que não tem a doença


para a qual o medicamento está sendo estudado.

• São avaliadas diferentes vias de administração e diferentes


doses

• Realiza-se testes iniciais de segurança e de interação com


outras drogas ou álcool.

• Cerca de 20 a 100 indivíduos participam dessa fase.


Fase Clínica II:
• Cerca de 100 a 300 indivíduos que têm a doença ou condição para a qual
o procedimento está sendo estudado;

• Tem como objetivo obter mais dados de segurança e começar a avaliar a


eficácia do novo medicamento ou procedimento.

• Os testes de fase II, geralmente testam-se diferentes dosagens assim


como diferentes indicações do novo medicamento também são avaliadas
nesta fase.
Fase Clínica III:
• Grandes estudos multicêntricos acompanham milhares de pacientes, 5 a
10 mil, em geral, dependendo da patologia em questão com a doença
em questão, por um período maior de tempo, geralmente sendo
comparados a outros tratamentos existentes e recomendados para o
mesmo problema.

• Durante esta fase se espera obter maiores informações sobre segurança,


eficácia e interação de drogas.

• Ao participar de uma pesquisa em fase III, o voluntário poderá receber


ou o novo tratamento ou o tratamento habitual (ou placebo).

• Recebendo o tratamento habitual, o paciente será tratado com o qual os


especialistas avaliam como o melhor tratamento da atualidade.
Fase Clínica III:
• Se o paciente receber o novo tratamento, será tratado com uma
alternativa de tratamento que os especialistas esperam obter vantagens
significativas sobre o habitual.

• O objetivo desta fase de estudo é comparar ambos os tratamentos e


estabelecer a superioridade de um sobre o outro.

• Os testes de fase III devem fornecer todas as informações necessárias


para a elaboração do rótulo e da bula do medicamento.

• A análise dos dados obtidos na fase III pode levar ao registro e


aprovação para uso comercial do novo medicamento ou procedimento,
pelas autoridades sanitárias.
Fase Clínica IV:
• Após um medicamento ou procedimento diagnóstico ou terapêutico ser
aprovado e levado ao mercado, testes de acompanhamento de seu uso são
elaborados e implementados em milhares de pessoas, possibilitando o
conhecimento de detalhes adicionais sobre a segurança e a eficácia do
produto.

• Um dos objetivos importantes dos estudos fase IV é detectar e definir efeitos


colaterais previamente desconhecidos ou incompletamente qualificados,
assim como os fatores de risco relacionados.

• Esta fase é conhecida como Farmacovigilância.


Subdivisões da Farmacologia atual
Farmacologia do Sistema
Nervoso Autônomo

Prof. Dr. Antonio Carlos Mattar Munhoz


O Sistema Nervoso
O sistema nervoso é dividido em:

Sistema Nervoso Central (SNC)

Sistema Nervoso Periférico (SNP)

12 pares de nervos cranianos


31 pares de nervos medulares ou raquidianos
O Sistema Nervoso

SNP
Sistema Nervoso Autônomo Sistema Nervoso Somático

Controla as funções básicas e Controla as ações voluntárias do


involuntárias do organismo / organismo / Reflexo
Reflexo (involuntário)

Simpático
Transmite ordens do sistema
nervoso central aos músculos
Parassimpático estriados esqueléticos.

Entérico
SN Somático vs Autônomo

A via eferente autônoma consiste em dois neurônios dispostos em


série, enquanto, no sistema motor somático, um único neurônio
motor conecta o sistema nervoso central à fibra muscular
esquelética
SNA Parassimpático

 Crâniossacral

SNA Simpático

 Toracolombar

Os sistemas simpático e
parassimpático
estabelecem um vínculo
entre o sistema nervoso
central e os órgãos
periféricos.
O Sistema Nervoso Autônomo
• O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) é parte do sistema nervoso
periférico responsável por regular as funções neurovegetativas
cujo controle é involuntário: sistema respiratório, cardiovascular,
renal, digestório e endócrino.

• Desempenha papel principal em manter a homeostase a cada


momento, diante de diferentes situações e desafios ambientais.
O Sistema Nervoso Autônomo
Divisões:

 Simpático: ativado em situações de estresse, é catabólico e


adapta o organismo para situações de luta fuga.

 Parassimpático: ativado em estado de repouso e pós-


refeições, adapta o organismo para otimizar a digestão e
absorção dos alimentos.

 Entérico: rede independente que controla funções digestórias


básicas.
Nervos Simpáticos vs Parassimpáticos
SNA Simpático vs Parassimpático
Reação de Luta ou Fuga
Simpático Vs Parassimpático

Estes dois Sistemas são Antagônicos?


Neurotransmissores no SNA
• Os neurotransmissores
são mediadores
químicos liberados pelas
terminações nervosas
na fenda sináptica.

• Os neurotransmissores
irão reagir com seus
receptores específicos,
inibindo ou excitando a
célula pós-sináptica.
Principais NT do SNA
Principais NT do SNA
Outros NT do SNA (Não-adrenérgicos,
Não-colinérgicos
 Óxido Nítrico

 Peptídeo Vasoativo Intestinal (Parassimpático)

 ATP

 Neuropeptídeo Y (Simpático)

 5-HT: 5-hidroxitriptamina ou Serotonina

 GABA

 Dopamina
Outros NT do SNA (Não-adrenérgicos,
Não-colinérgicos
Outros NT do SNA (Não-adrenérgicos,
Não-colinérgicos
Principais cotransmissores em
neurônios pós-ganglionares
Diferentes Receptores no SNA

Receptores Colinérgicos: Ach.

Receptores Noradrenérgicos: NA.


Receptores Colinérgicos
M1 “neural”: Gânglios e SNC
M2 “cardíaco”: Coração
Receptores Muscarínicos M3 “glândular”: M. lisa e glândulas
M4: SNC
M5: SNC

Acetilcolina Receptores muscarínico de número par: inibitório

Receptores muscarínico de número ímpar: excitatório

Receptores Nicotínicos Vários Subtipos


Receptores Colinérgicos
Receptores Colinérgicos

Ionotrópicos Metabotrópicos
Receptores Adrenérgicos
• Vasoconstrição (aumento da resistência periférica
vascular e da pressão arterial);
• Midríase (Constrição pupilar)
α1: Ativa Fosfolipase C • Contração do esfíncter interno da bexiga
• Relaxamento do músculo liso gastrintestinal
• Aumento da secreção salivar
• Glicogenólise

• Receptor pré-sináptico
α2: Inibe adenilato ciclase • Redução de liberação de neurotransmissores
Receptores Adrenérgicos
• Coração: Aumento da força (contratilidade) e frequência
β1: (taquicardia) de contração;
• Aumento da lipólise.

• Pulmões: broncodilatação;
• Vasos sanguíneos musculares: vasodilatação;
β2: • Relaxamento do músculo liso visceral e uterino;
• Aumento da gliconeogenese muscular e hepática;
• Aumento da liberação de glucagon.

β3: • Lipólise (termogênese do tecido adiposo marrom).


O efeito do neurotransmissor depende do tipo de receptor!
Um neurotransmissor pode exercer
efeito inibitório nos brônquios e
excitatório no coração?
Transmissão Colinérgica
Acetilcolina
1900: Extratos de glândulas suprerrenais aumentavam a pressão
arterial.
Remoção da epinefrina destes extratos produziam queda na pressão
arterial.
Descoberta da presença de colina → acetilcolina (100.000 vezes mais
potente).

Dr. Reid Hunt

Distinguiu dois tipos de ação da acetilcolina:

Muscarínica: injeção de muscarina (cogumelo Amanita muscaria).

Nicotínica: injeção de nicotina.


Bloqueio dos efeitos muscarínicos pela atropina.
Doses altas de Ach produzem efeitos da nicotina:
• Estimulação de todos os gânglios autônomos;
• Estimulação da musculatura voluntária;
Dr. Henry H. Dale • Secreção de epinefrina pelas suprarrenais.
Experimento de Dale
Receptores
Ação: Despolarização e Contração muscular.
Sistema Fosfolipase C / Fosfato de
Inositol
M1 (neuronais): M3 (glandulares/m. M2 (cardíacos):
↑IP3, DAG liso): ↓ AMPc
Despolarização ↑IP3 Inibição
Excitação (peps lento) Estimulação ↓ Condutância ao Ca++
↓ condutância ao K+ ↑ [Ca++] ↑ Condutância ao K+
Receptores Muscarínicos
Síntese e Liberação da Ach
Enzimas no Metabolismo da Ach

Colina-Acetiltransferase: Formação da Acetilcolina

Acetilcolinesterase: Degradação da Acetilcolina


Enzimas no Metabolismo da Ach
A Colina é obtida a partir da alimentação e é disponibilizada ao
neurônio, onde reagirá com a Acetil-CoaA.

Colina + Acetil-CoA → Acetilcolina

Colina Acetil-transferase

 A acetilcolina fica armazenada em vesículas, sendo liberada


através de exocitose mediante influxo de Cálcio no neurônio
Enzimas no Metabolismo da Ach
Uma vez a acetilcolina liberada na fenda sináptica sofrerá
rapidamente hidrólise, através da da enzima acetilcolinesterase.

Acetilcolina → Colina + Acetil-CoA

Acetilcolinesterase

 Esta reação ocorre de forma muito rápida


Modulação Pré-sináptica
Efeitos de Fármacos sobre a
Transmissão Colinérgica
 Agonistas muscarínicos;

 Antagonistas muscarínicos;

 Fármacos estimulantes ganglionares;

 Fármacos bloqueadores ganglionares;

 Fármacos bloqueadores neuromusculares;

 Anticolinesterásicos e outros fármacos que intensificam a

transmissão colinérgica.
Mecanismo de Ação dos Agonistas
Muscarínicos
Mecanismo de Ação Agonistas
Muscarínicos
Fármacos que Afetam os Receptores
Muscarínicos
Agonistas muscarínicos (Parassimpatomiméticos):

 Ésteres de Colina, estrutura semelhante à da acetilcolina.

 Alcaloides vegetais.

Esteres de Colina Alcaloides Vegetais


Ach Muscarina
Metacolina Pilocarpina
Carbacol Arecolina
Betanecol
Agonistas muscarínicos (Parassimpatomiméticos):

Grupamento amônio quaternário e grupamento éster.


Agonistas muscarínicos (Parassimpatomiméticos):

Muscarina: Amanita muscaria – “cogumelo”

Pilocarpina: Pilocarpus jaborandi


Fármacos que Afetam os Receptores
Muscarínicos
Agonistas muscarínicos (Parassimpatomiméticos) de ação
direta:

 Ésteres de Colina, estrutura semelhante à da acetilcolina.

Utilizados na prática clínica:

• Betanecol (Cloreto de Betanecol - Liberan®)


• Pilocarpina (Cloridrato de Pilocarpina)
• Cevimelina (Evoxac®)
Efeitos dos Agonistas Muscarínicos
 Coração (M2): ↓ Inotropia e Cronotropia;

 Endotélio Vascular (M3): Relaxamento musculatura lisa (Liberação de Óxido


Nítrico);

 Sistema Respiratório (M3): Broncoconstrição e ↑ Secreções;

 Secreções em Geral (M3): ↑ das secreções salivar, sudoríparas e digestivas;

 Sistema digestório (M3): Atividade peristáltica aumenta;

 Efeitos oculares: Contração do músculo ciliar, ajusta a curvatura do cristalino.

 Efeitos SNC (M1): tremores, hipotermia, aumento na atividade locomotora,


melhora na cognição.

Queda acentuada da pressão arterial.


Usos Clínicos
 O colírio de pilocarpina leva à constrição das pupilas (miose) e é
utilizado para o tratamento de glaucoma. Atua no músculo ciliar.

 A pilocarpina ou o agonista seletivo de M3 cevimelina podem ser


utilizados para aumentar a produção da secreção salivar e lacrimal
em pacientes com boca ou olhos secos (p. ex., após irritação, ou
em pacientes com lesão autoimune de glândulas salivares ou
lacrimais, como na síndrome de Sjögren)
Usos Clínicos
 O betanecol ou a distigmina (um inibidor de colinesterase) são
agora raramente utilizados como laxativos estimulantes ou para
estimular o esvaziamento da bexiga.

 Tratamento da retenção urinária


(funcional) aguda em pós-operatório e
pós-parto e, da retenção urinária causada
pela atonia neurogênica da bexiga.
Pilocarpina

 Ação Miótica

 Glaucoma de ângulo aberto: Pilocarpina é muito


utilizada.

 Humor aquoso: Secreção e drenagem.

 Pressão ocular normal 10 a 15 mmHg.

 Diminui o líquido e a pressão ocular.

 Muito utilizada também na Xerostomia


Pilocarpina

 Posologia: A critério médico, usualmente 2 a 4 gotas.


Enxerto ocular: 7 dias.

 Síndrome de Sjörgen: 5 mg, 2-4 vezes ao dia.


Recomendado ajustar a dose de acordo com a
tolerância do paciente.

 Distúrbios gastrointestinais: casos de distenção


abdominal pós-operatória, atonia gástrica ou
gastroparesia.
Cevimelina

 Xerostomia

 Síndrome de Sjörgen

 30 mg 3 vezes ao dia.

* Não comercializada no Brasil


Fármacos que Afetam os Receptores
Muscarínicos
Antagonistas muscarínicos (Parassimpatolíticos, anticolinérgicos
ou antiespasmódicos):

 Antagonistas competitivos, com grupos éster e grupos básicos na mesma


proporção encontrada na ACh, mas apresentam um grupo aromático volumoso
em vez do grupo acetil.
Alcaloides naturais encontrados em
 Atropina plantas da família Solanaceae.
Possuem em sua estrutura
 Hioscina (Escopolamina) molecular grupamento de amônio
quaternário.

Lipossolubilidade suficiente para atravessar a barreira hematoencefálica

Possuem ação central


Antagonistas Muscarínicos

Datura stramoniun (estramônio, Hyoscyamus niger


Atropa beladona (Beladona)
figueira-do-inferno ou trombeteira) (meimendro negro)
Antagonistas Muscarínicos

Atropina Escopolamina

Compostos com grupamento amônio quaternário


Efeitos dos Antagonistas
Muscarínicos
Inibição das secreções: salivares, lacrimais, brônquicas e sudoríparas.

Efeitos sobre a frequência cardíaca: taquicardia moderada 80 a 90 bpm.


Mais pronunciada em indíviduos jovens.

Efeitos oculares: dilatação da pupila (midríase) e não responsiva à luz devido


à ciclopegia (paralisia da acomodação relaxamento do músculo ciliar) e portanto
a visão para perto fica comprometida.

Efeitos sobre o trato gastrointestinal: Inibição da motilidade em doses mais


altas. Fármacos seletivos M1 como a pirenzepina inibem a secreção gástrica.

Outros músculos lisos: relaxamento da musculatura brônquica e urinária


levemente afetada.

Efeitos SNC: Estimulante (atropina), causa Depressor (escopolamina)


Antagonistas Muscarínicos

 Butilbrometo de escopolamina/hioscina (Buscopan ®)


 Propantelina
 Ipratrópio (Atrovent ®), Tiotrópio (Spiriva ®) Compostos com
grupamento amina
 Metantelina
quaternária com
 Metescopolamina efeitos periféricos
semelhantes aos
 Glicopirrolato
da Atropina,
 Anisotropina porém sem efeitos
no SNC.
 Homatropina (Homatropin®, Novatropina®)
 Biperideno (Akineton®)
Antagonistas Muscarínicos

 Ciclopentolato (Ciclopégico®)

 Tropicamida (Mydriacil®) Compostos com


grupamento amônio
 Cloreto de Triexifenidil (Triexidyl®) terciário.

 Cloridrato de Diciclomina (Bentyl®)


Usos Terapêuticos
 Cólicas (Antiespasmódico)

 Midriático

 Ciclopégico

 Pré-anestésico

 Asma brônquica

 Cólica uretral

 Doença de Parkinson
Usos Terapêuticos
Oftalmologia:

 Paralisia ciliar: uso no exame de erro de refração em pacientes que não


cooperam (crianças);
 Midríase: exame de retina.

Vias respiratórias:

 Uso na forma de aerossol para tratamento de DPOC e asma (ipratrópio,


tiotrópio)
 Medicação pré-anestésica, visando diminuição das secreções e
laringoespasmos.
 Não revertem broncoespasmo provocado pela histamina.
Usos Terapêuticos
Cirurgias orais:

 Diminuem a secreção salivar, útil em cirurgias orais.


 Uso em baixas doses 30 min. a 2h antes do procedimento.

Trato Gastrointestinal:

 Já foram amplamente utilizados para tratamento de úlcera, atualmente apenas


se o tratamento com anti-H2 ou inibidores de bomba protônica não forem bem
tolerados ou eficazes.
 Uso em diarreia comum do viajante ou de bebê.
 Atropina, escopolamina e homatropina.
Usos Terapêuticos
Sistema Cardiovascular:

 Possuem uso limitado


 Podem ser utilizados durante a anestesia e cirurgia para evitar reflexos vagais
(bloqueando M2)
 Atropina

Trato Genitourinário:

 Doença da hiperatividade vesical


 Enurese noturna
 Tolteradina e Oxibutinina
Usos Terapêuticos
SNC:

 Usados como antiparkinsonianos


 Ocorrem muitos efeitos colaterais
 Usados também para reverter efeitos extrapiramidais de fármacos
antipsicóticos
 Distúrbios motores

Antídoto para Intoxicação com Organofosforados:

 Organofosforados bloqueiam irreversivelmente a AchE.


 Antídoto: Atropina
Efeitos Colaterais
 Boca seca

 Fotofobia e visão borrada

 Retenção urinária

 Constipação

 Agitação

 Alucinações

 Cinetose (escopolamina)
Atropina
Colírio com ação midríatica (ação longa):

1 a 2 gostas no saco conjuntival por dose

Uso em emergências:

 Bradicardia sintomática;
 Assitolia;
 Pré-anestésico ou pré-incubação;
 Associação com reversores de curarização;
 Antiespasmódico;
 Intoxicação por organofosforados ou
carbamatos .
Atropina
Contra-indicações:

 Glaucoma de ângulo fechado;

 Doença obstrutiva intestinal;

 Miastenia;

 Uropatia obstrutiva;

 Taquicardia;

 Tireotoxicose.
Ciclopentolato e Tropicamida
Ciclopentolato: colírio midriático (ação média-longa)

1-2 gotas no saco conjuntival.


Efeito máx. de 25 a 75 min.
Recuperação de 6 a 24h.

Tropicamida: colírio midriático (ação curta)

1-2 gotas no saco conjuntival. Mais 1 gota após 5


min.
Efeito máx. de 20 a 40 min.
Recuperação de 2 a 7h.
Butilbrometo de Escopolamina
Cólicas (antiespasmódico):

Adultos: v.o ou i.v - 10-20 mg/dose x 3-4


Lactentes: evitar
1 a 6 anos: 5 a 10 gotas/dose x 3
6 a 14 anos: 10 a 20 gostas/dose x 3.

Injeção i.v precisa ser lenta (5 min.). Pode ser


feita i.m profunda, mas nunca subcutânea.

Associação com Analgésicos

Utilizado também em casos de cinetose


Butilbrometo de Escopolamina
Contra-indicações:

 Glaucoma de ângulo fechado,

 Obstrução urinária ou intestinal, íleo,

 Miastenia,

 Tireotoxicose.
Homatropina
Homatropina: Cólicas (Antiespasmódico)

2,5-10 mg/dose x 4
Crianças e lactentes: 1 gota/kg/dose

Contra-indicação: glaucoma ângulo fechado,


hemorragia, portadores de S. Down toleram mal.
Diciclomina
Diciclomina: Cólicas (Antiespasmódico) e
anestésico local.

10-20 mg/dose x 3-4


< 6 meses: evitar
6 meses a 2 anos: 5 mg/dose x 3-4
Crianças maiores: 10 mg/dose x 3-4

Contra-indicação: glaucoma ângulo fechado,


hemorragia, portadores de S. Down toleram mal.
Tolterodina/Oxibutinina
Anticolinérgico e antiespasmódico urinário
(hiperatividade vesical, incontinência e urgência
urinária, enurese).

Oxibutinina: 5mg / dose x 2-4.


Crianças até 5 anos: 0,2 mg/kg/dose x
2-4

Tolteradina: Começas com 2 mg/dose x 1 e após


diminuir a dose pela metade.
Crianças: dose de segurança não
estabelecida.
Ipratrópio
Não tem efeitos sobre o SNC, é utilizado no
tratamento da asma, bronquite e DPOC para a
broncodilatação, principalmente sob a forma de
brometo de ipratrópio através da via de
administração inalatória.

As reações adversas sistêmicas são reduzidas sendo


relatado principalmente boca seca, desconforto como
tosse, dispneia (10%), sinusite e sintomas de resfriado
(congestão nasal, corisa, catarro e irritação na
garganta.
Ipratrópio
Posologia:

Crise aguda (asma ou DPOC):

Nebulização: 500 ug (2 mL ou 40 gotas da solução de


nebulização) por dose x 4. (Na 1ª hora pode-se realizar 3
doses de 500 ug). Crianças: 20 gotas/dose x 6-8.
Spray: 2 a 8 jatos por dose x 4-6. Crianças: até 4
jatos/dose x 6.

Asma (manutenção): 2-4 jatos/dose x 4-6.


Crianças: Nebulização: RN: 20ug/dose x 3.
Até 2 anos: 50-125 ug (5-12 gotas x 3-4)
Acima de 2 anos: 125-250 ug (12-25 gotas x 3-4)
Spray: 1-2 jatos/dose x 3-4
Tiotrópio
Inibidor competitivo de receptores M1 a M5.

Manutenção na DPOC:

Inalar o conteúdo de uma cápsula 1 vez ao dia

Efeitos colaterais: vertigem, boca seca,


constipação, tosse, irritação na garganta,
taquicardia, arritmia, dificuldade em urinar.
Biperideno
Antagonista de receptores M1 (Atua no SNC)

 Tratamento adjuvante nas Síndromes


Parkinsonianas (idiopática, aterosclerótica,
pós-encefalite) com rigidez e/ou tremores.

Posologia: v.o: inicia-se com 1 mg/dose x 2 e


ajusta-se pela resposta até 1 a 4 mg/dose x 3-4.
i.v: até 10 a 20 mg/dia (lento) ou i.m.

 Distúrbios extrapiramidais: i.v. 2,5 a 5


mg/dose (lento) ou i.m.

Contra-indicação: glaucoma de ângulo fechado,


obstrução intestinal, megacolon
Triexifenidil
 Tratamento de parkinsonismo idiopático, pós-encefalítico
ou secundário a doença cerebrovascular.

Posologia: 1 mg/dia e aumentar a dose diária em 1 mg a cada 3 ou


4 dias até o efeito desejado.
Dose habitual: 5 a 15 mg/dia / 3-4
Dose máxima: 15 mg/dia / 3

 Adjuvante ao tratamento com Levodopa.

 Controle de distúrbios extrapiramidais.

Posologia: ajustar até 5 a 10 mg/dia

Contra-indicação: uso de IMAO, glaucoma de ângulo fechado, semi-


obstrução pilórica ou intestinal, semi-obstrução urinária, miastenia.
Orientações para o paciente que
utiliza fármacos anticolinérgicos

 Ingerir dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal;

Avisar imediatamente em caso de:

 Aumento da frequência cardíaca (palpitações, batimentos


cardíacos rápidos),
 Boca seca,
 Visão turva,
 Dor ocular,
 Dor à micção
 Dificuldade de urinar,
 Erupção cutânea.
Fármacos que Atuam nos Gânglios
Autônomos

Estimulantes Ganglionares

Nicotina

Vareniclina
Nicotina
Agonista do SNP

Auxiliar no abandono do tabagismo

Apresentação: Adesivos transdérmicos ou gomas de mascar.

Riscos na Gravidez: D

Interações medicamentosas: Pode aumentar os efeitos terapêuticos


de broncodilatadores, insulina, propranolol e outros
betabloqueadores.

Farmacocinética: início de ação rápida; ligação a proteínas < 5%;


metabolismo hepático; meia-vida: 4 horas; excreção: urina.

Orientações: Não usar mais de 6 meses. Considerar risco-benefício ao


paciente com angina no peito, arritmias cardíacas, diabetes,
hipertensão, hipertireoidismo, infarto e úlcera péptica.
Vareniclina
Agonista parcial dos receptores nicotínicos,
impedindo a nicotina de se ligar a eles. Estimula
também o SNC mesolímbico da dopamina (reforço e
recompensa após fumar).

Adjuvante na interrupção do tabagismo

Riscos na gravidez: C

Farmacocinética: absorção completa não afetada por


alimentos; Vd: 415L; Ligação à proteínas: < 20%; meia-
vida: 24h; Excreção: urina.

Cuidados: suspender o uso em casos de agitação, humor


depressivo, pensamentos ou comportamentos suicidas.
Fármacos que Atuam nos Gânglios
Autônomos

Bloqueadores Ganglionares

Sem uso clínico, apenas para uso


experimental no estudo do SNA.

Efeitos numerosos e complexos,


devido ao bloqueio simpático e
parassimpático ao mesmo tempo.
Fármacos Bloqueadores
Neuromusculares

Região pré-sináptica: inibem


síntese ou liberação de Ach.

Região pós-sináptica: Bloqueiam


receptores de Ach ou ativam de
maneira a causar despolarização
persistente na placa motora
terminal.

Bloquadores Não-despolarizantes

Bloqueadores Despolarizantes
Bloqueadores Não-despolarizantes

Bloqueio da transmissão muscular

Fármacos Sintéticos:

 Pancurônio
Curare
 Vecurônio
Alcaloides
 Cisatracúrio

 Mivacúrio Tubocurarina
Bloqueadores Não-despolarizantes
 Atuam como antagonistas competitivos dos receptores da Ach
situados na placa terminal.

Efeitos resultantes da paralisia motora. Podem produzir outros efeitos


autônomos significativos.

 Afetam primeiramente músculos dos olhos (visão dupla) e da face,


seguido dos membros e faringe (dificuldade de deglutir). Os
músculos respiratórios são os últimos a serem afetados e se
recuperam por primeiro.
Bloqueadores Não-despolarizantes

Uso farmacológico: Utilizados principalmente em anestesia para


produzir relaxamento muscular.

Administrados i.v.

Os diferentes fármacos variam com relação à velocidade de início


de ação e de recuperação.

Metabolismo ocorre no fígado e eliminação na urina.


Bloqueadores Despolarizantes

Uso farmacológico: Utilizados principalmente em anestesia para


produzir relaxamento muscular.

Administrados i.v.

Único fármaco utilizado é o Suxametônio, que possui ação curta


por ser rapidamente hidrolisado pela colinesterase.
Pancurânio
Bloqueador neuromuscular, não despolarizante.

 Adjuvante à antestesia geral: facilita a entubação


endotraqueal, relaxamento da musculatura esquelética, facilita a
ventilação mecânica em pacientes em UTI.

 Administração: i.v.

 Risco na gravidez: C

 Farmacocinética: Ação em 30 a 45s; Ligação à proteínas: 87%;


Metabolismo hepático; meia-vida: 2h; Excreção:Urina.

 Cuidados: monitorar frequência cardíaca, pressão arterial e


ventilação.
Suxametônio (Succinilcolina)
Bloqueador neuromuscular, despolarizante

 Produção de relaxamento muscular, sobretudo em intubação


endotraqueal, procedimentos cirúrgicos de curta duração;
redução de intensidade das contrações musculares de
convulsões induzidas farmacológica ou eletricamente.

 Riscos na gravidez: C

 Farmacocinética: i.m: 3 minutos; i.v: 30 a 60s. Metabolismo:


pseudocolinesterase plasmática (butirilcolinesterase); Excreção: urina.

 Cuidados: verificar saturação de O2 após administração. Atropina reduz risco


de bradicardia. Cuidar com histórico de hipertermia maligna.
Fármacos que Inibem a Colinesterase
(Anticolinesterásicos)
Parassimpatomiméticos de Ação Indireta

Inibidores da acetilcolinesterase e da butirilcolinesterase

Intensificam a transmissão colinérgica

 Anticolinesterásicos de duração curta

 Anticolinesterásicos de duração intermediária

 Anticolinesterásicos irreversíveis
Anticolinesterásicos
Reversíveis Irreversíveis

• Neostigmina • Paration
(Prostigmine®) • Malation
• Piridostigmina • Tabun
(Mestinon®) • Sarin
• Rivastigmina • Soman
(Exelon®) • Ecotiofato
• Tacrina (Tacrinal®)
• Donepezil (Eranz®)
• Galantamina
(Reminyl®)
Efeitos dos Anticolinesterásicos
 Nas Sinapses colinérgicas autonômicas: Aumento da atividade da Ach;

 Efeitos sobre a Junção Neuromuscular: Aumentam a força de


contração do músculo. Pode ocorrer bloqueio por despolarização se
concentração muito alta.

 Efeitos sobre o SNC: Fisostigmina e organofosforados atravessam a


barreira hematoencefálica, podendo causar excitação inicial,
convulsões e depressão do SNC. Resultado principalmente da ativação
de receptores muscarínicos, podendo ser revertido com o uso de
atropina.

 Neurotoxicidade por organofosforados: Comprometimento progressivo


causado por inseticidas ou gases tóxicos.
Principais Usos Clínicos
 Íleo paralítico;

 Atonia da bexiga;

 Glaucoma de ângulo aberto;

 Miastenia gravis;

 Doença de Alzheimer

 Reversão da ação de bloqueadores neuromusculares não


despolarizantes ao término de uma cirurgia.
Miastenia Gravis
Doença autoimune onde ocorre a destruição dos receptores
colinérgicos nicotínicos
Os músculos proximais dos membros (quadril e ombro), bem como os músculos da
respiração, são frequentemente afetados.

Os sintomas geralmente oscilam ao longo do dia, pioram à noite e com esforço, e


são aliviados com o repouso.

Diplopia
Ptose
Tratamento: anticolinesterásicos + imunossupressores (glicorticoides, ciclosporinas)
Efeitos Colaterais dos
Anticolinesterásicos
 Sudorese;

 Miose, lacrimejamento, visão turva, perturbação da acomodação visual;

 Salivação;

 Vômitos, diarreia;

 Incontinência urinária;

 Broncoconstrição;

 Bradicardia;

 Ansiedade; confusão, convulsões;

 Depressão circulatória e respiratória.


Contra-Indicações

 Asma;

 Hipertireoidismo;

 Insuficiência coronariana;

 Doença ácido-péptica;

 Outras...
Neostigmina
Profilaxia e tratamento de miastenia gravis
 0,5 mg i.m ou subcutânea. Repetição das doses de acordo
com a resposta do paciente. Crianças 0,01 a 0,04
mg/kg/dose.

Profilaxia e tratamento de íleo paralítico pós-cirurgia


(distensão abdominal)
 0,5 mg i.m ou subcutânea. Enquanto necessário.

Profilaxia e tratamento de retenção urinária pós-


operatória
 0,5 mg, i.m ou subcutânea, a cada 3 horas; repetir pelo Manter seringa de
menos mais 5 doses após o paciente ter urinado ou a atropina preparada em
bexiga ter sido esvaziada. caso de necessidade.

Antídoto da tubocurarina e outros agentes


bloqueadores neuromusculares não despolarizantes.
 0,5 a 2,5 mg/dose i.m ou i.v a cada 1 a 3 horas.
Neostigmina
Risco na gravidez: C

Contra-indicações: hipersensibilidade, obstrução intestinal


ou urinária, peritonite, gestação ou lactação.

Principais interações: pode ter sua ação diminuída por


aminoglicosídeos; anestésicos locais e gerais; atropina;
anticolinérgicos; sulfato de magnésio.

Farmacocinética: Início de ação i.v = 4 a 8 min. e duração


de 1 a 2h; i.m início = 20 a 30 min. duração de 2,5 a 4h.
Vd: 0,5 a 1L/Kg; ligação à proteínas: insignificante;
metabolismo: hepático; meia-vida: 0,5 a 2h, prolongada
por nefropatia; excreção: urina.

Ajustar dose em caso de insuficiência renal.


Piridostigmina
Indicado para miastenia gravis e outras doenças que afetam
os músculos, doença de Little, esclerose múltipla e na
esclerose lateral amiotrófica, mioatrofias espinhais e
paresias consecutivas à poliomielite. Também pode ser usado
na prevenção dos distúrbios pós-punção lombar e do
meningismo pós-eletroencefalografia.

Posologia: Na miastenia gravis = 30 a 60 mg a cada 3 ou 4h


(dose total podendo variar de 60 a 1.500 mg/dia). Crianças 7
mg/kg 5-6 x ao dia.
Doença de Little, escleroses e mioatrofia: 60 a 360 mg/dia.
Prevenção de distúrbios pós-punção e meningismo: 60 mg,
v.o, 15 min. antes da punção ou do exame.

Contra-indicações: Bradicardia, obstrução do trato urinário ou


intestinal.
Piridostigmina
Farmacocinética:
 Início de ação = 15 a 30 min;
 Vd: 19 ± 12L;
 Metabolismo: hepático;
 Biodisponibilidade: 10 a 20%;
 Meia-vida: 1 a 2h; insuficiência renal: 6h;
 Excreção: urina.

Cuidados: Avaliar risco/benefício em arritmias cardíacas, asma


brônquica, diminuição da função renal, DPOC, pacientes
recebendo beta-bloqueadores.
A superdosagem pode levar à crise colinérgica, com fraqueza
muscular progressiva e paralização da musculatura pulmonar,
levando à morte.
Rivastigmina
Tratamento de transtornos da função cognitiva
associados à doença de Alzheimer.

Posologia: 1,5 mg 2 x dia, podendo ser aumentada para 3,0


mg 2 x dia após 2 semanas de tratamento. Dose de
manutenção 1,5 a 6 mg/dia.

Riscos na gravidez: B

Interação medicamentosa: Antibióticos aminoglicosídeos;


bloqueadores neuromusculares (aumento da ação
farmacológica dos bloqueadores despolarizantes); morfina
(risco de depressão respiratória).

Contra-indicação: hipersensibilidade a rivastigmina e


derivados carbamatos.
Rivastigmina
Farmacocinética:

 Vd: 1,8 a 2,7 L/kg;


 Ligação à proteínas: 40%;
 Metabolismo: via hidrólise mediada pela colinesterase no
cérebro;
 Biodisponibilidade: 36 a 40%;
 Meia-vida: 1h;
 Excreção: Urina (>90%) e fezes (<1%);

 Cuidados: atentar ao prescrever para pacientes com afecções


pulmonares, portadores de doenças do nó sinusal ou arritmia
cardíaca, portadores de obstrução urinária, antecedentes de
convulsões.
Galantamina
Utilizado para o tratamento de Alzheimer de
intensidade leve a moderada

 Posologia: Inicial 4 mg 2x ao dia ou 8 mg 1 x ao


dia (liberação controlada). Dose de manutenção
de 16 mg/dia podendo chegar a 24 mg/dia de
acordo com o risco/benefício para o paciente.
Utilizado v.o preferencialmente com alimentos.

 Farmacocinética: considerar aumento na


concentração plasmática para pacientes com
insuficiência renal e hepática. Interações com
inibidores da CYP2D6 ou da CYP3A4 (redução da
dose pode ser recomendada).
Donepezil
Tratamento de Alzheimer de intensidade leve a moderada

Posologia: dose inicial: 5 mg/dia e após 4 a 6 semanas pode-se


aumentar a dose para 10 mg/dia.

Distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade em crianças

Posologia: 5 mg/dia.

Risco na gravidez: C

Farmacocinética: Vd 12L/Kg; ligação à proteínas: 96%,


biodisponibilidade: 100%; metabolismo: hepático (CYP2D6 e
CYP3A4; meia-vida: 70 a 100h; excreção: urina (57%) e fezes
(15%).

Cuidados: observar função cognitiva, alteração de humor e


comportamento, função intestinal.
Caso Clínico
 Uma mulher de 25 anos de idade chega ao consultório médico
geral queixando-se de problemas de visão. Ela tem dificuldade em
manter os olhos abertos e queixa-se de “visão dupla”.

 Seus sintomas oscilam ao longo do dia. Sua ptose é mais comum


no olho esquerdo, mas também alcança o olho direito.

 Seus sintomas são, em geral, menores na parte da manhã e


pioram ao longo do dia. Sua ptose parece melhorar depois de
descansar os olhos.

 Ela faz exercícios regularmente, mas notou que, nos últimos dois
meses, tem dificuldades para completar sua corrida noturna,
devido à fadiga em seu quadril.
Caso Clínico
 Você suspeita de miastenia gravis e realiza um teste com
edrofônio (Tensilon). O teste é positivo e, portanto, a paciente
inicia o tratamento com piridostigmina (Mestinon).

 Como o teste de edrofônio ajuda no diagnóstico da miastenia


gravis?

 Quais são os mecanismos de ação do edrofônio e da


piridostigmina?
Transmissão
Noradrenérgica

Catecolaminas
Catecolaminas
As catecolaminas são compostos que contêm um núcleo catecol (anel
benzênico com dois grupos hidroxil adjacentes) e uma cadeia lateral amina.

Norepinefrina (noradrenalina): liberada pelos neurônios simpáticos

Epinefrina (adrenalina): secretada pela medula adrenal

Dopamina: precursor metabólico da norepinefrina e da epinefrina. Atua


também como neurotransmissor do SNC.
 A síntese é iniciada com os a.a
fenilalanina ou tirosina, provenientes
da dieta.

 A fenilalanina pode sofrer a ação de


uma hidroxilase plasmática dando
origem à tirosina, que adentra a
terminação nervosa simpática através
de carregador específico.

 No citoplasma da célula nervosa


ocorre a conversão da tirosina em
diidroxifenilalanina (DOPA), através da
ação da enzima tirosina hidroxilase.
Armazenamento da Norepinefrina
• A maior parte da epinefrina nas terminações nervosas
ou células cromafins está contida em vesículas e, em
condições normais, apenas uma pequena quantidade
encontra-se na forma livre no citoplasma.

• A concentração nas vesículas é muito elevada (0,3 a


1,0 mol/l), mantida pelo transportador vesicular de
monoaminas (VMAT).

• A reserpina funciona como um fármaco bloqueador do


transportador vesicular.
Características dos Adrenoceptores
Receptores Adrenérgicos
• Vasoconstrição (aumento da resistência periférica
vascular e da pressão arterial);
• Midríase (Constrição pupilar)
α1: Ativa Fosfolipase C • Contração do esfíncter interno da bexiga
• Relaxamento do músculo liso gastrintestinal
• Aumento da secreção salivar
• Glicogenólise

• Receptor pré-sináptico
α2: Inibe adenilato ciclase • Redução de liberação de neurotransmissores
Receptores Adrenérgicos
Todos os tipos de receptores Beta estimulam a Adenilato Ciclase

• Coração: Aumento da força (contratilidade) e frequência


β1: (taquicardia) de contração;
• Aumento da lipólise.

• Pulmões: broncodilatação;
• Vasos sanguíneos musculares: vasodilatação;
β2: • Relaxamento do músculo liso visceral e uterino;
• Aumento da gliconeogenese muscular e hepática;
• Aumento da liberação de glucagon.

β3: • Lipólise (termogênese do tecido adiposo marrom).


Sistema Fosfolipase C / Fosfato de
Inositol
Mecanismo de
retroalimentação
autoinibitória.

O receptor α2 pré-sináptico
inibe o influxo de Ca++ em
resposta à despolarização
membranar através de uma
ação das subunidades βγ da
proteína G associada aos canais
de cálcio voltagem-
dependentes.
Captura e Degradação das
Catecolaminas
• A ação da norepinefrina liberada termina principalmente
pela captura do transmissor nas terminações nervosas
noradrenérgicas.

• Parte da norepinefrina é também sequestrada por outras


células da vizinhança.

• As duas enzimas principais que metabolizam as


catecolaminas estão localizadas intracelularmente.
Captura e Degradação das
Catecolaminas
• Cerca de 75% da norepinefrina liberada pelos neurônios
simpáticos são capturadas e reempacotadas dentro de
vesículas.

• Cerca de 25% restantes são capturados por células não


neuronais nas proximidades, limitando sua disseminação
local.

• Estes mecanismos dependerão de diferentes moléculas


transportadoras: Norepinephrine transporter (NET),
Extraneuronal monoamine transporter (EMT),
Transportador vesicular de monoaminas (VMAT)
Degradação Metabólica das
Catecolaminas
Ocorre pela ação de duas enzimas intracelulares

MAO COMT
(Monoamino-oxidase) (Catecol O metil-transferase)

Ligada à membrana externa Encontrada na medula


das mitocôndrias suprarrenal e outras células.

Abundante nas terminações Ausente nos neurônios


noradrenérgicas

Presente no fígado, epitélio


intestinal e outros tecidos

Metabólitos como o ácido vanililmandélico (VMA) são eliminados através da urina.


Degradação Metabólica das
Catecolaminas
• As catecolaminas circulantes são sequestradas e
inativadas por uma combinação de NET, EMT e COMT.

• Na periferia: maior parte da norepinefrina liberada é


rapidamente recaptada pelo NET e em menor grau
degradadas pela MAO ou COMT.

• No sistema nervoso central: a MAO é mais importante


como mecanismo de término da ação do transmissor do
que na periferia.
Fármacos que Modulam a Transmissão
Adrenérgica
Seletividade por receptores distintos:

 Simpatomiméticos de ação direta: Agonistas (seletivos e não-


seletivos)

 Simpatomiméticos de ação indireta:

• Inibição da receptação de NA, aumento da liberação de NA e


inibição da metabolização de NA/AD

 Simpatolíticos de ação direta: Antagonistas (seletivos e não-


seletivos)
Agonistas α1-
adrenérgicos
Agonistas α1-adrenérgicos
Simpatomimético de Ação Direta

 Contração de músculos lisos vasculares, cutâneos e esplânicos

 Contração de músculo dilatador pupilar

 Contração de músculo liso pilomotor (arrepio)

 Contração prostática (anel contrátil)


Agonistas α1-adrenérgicos
Usos Clínicos
 Hipotensão (arteríolas)
• Ortostática: etilefrina

 Choque hipovolêmico (uso hospitalar)


• Metoxamina
• Midodrina (pró-fármaco desglimidorina)

 Hipotensão durante raquianestesia ou anestesia epidural

 Redução do fluxo sanguíneo


• Anestesia local: adrenalina
• Cirurgias

 Midriático pré-operatório

 Descongestionante
• Fenilefrina, pseudoefedrina (não é α-agonista puro)
Fármacos Utilizados
 Etilefrina (Efortil® injetável)
 Fenoxazolina (Nasofelin®, Aturgyl®)
 Nafazolina (Narix®, Claroft®, Privina®)
 Oximetazolina (Afrin®, Freenal®, Nasivin®)
 Xilometazolina (Otrivina®)
 Fenilefrina (Bialerge®, Coldrin®, Coristina D®, Naldecon®, Resprin®, Decongex®)
 Metoxamina (Uso parenteral)
 Metaraminol
 Tetraidrozolina
 Propilexedrina
 Fenilpropanolamina
Descongestionamento Nasal

 Rinite alérgica ou vasomotora

 Uso oral e local

 Os fármacos diminuem o volume da mucosa nasal

 Limitação: tolerância e efeito rebote (organismo diminui receptor


α1)

 Lesão mucosa (hipóxia, isquemia)

 Cautela: hipertensos, hipertrofia prostática benigna


Descongestionamento Nasal
Efeitos Colaterais Gerais

 Aumento da pressão arterial

 Retenção urinária

 Aumento da pressão intra-ocular em pacientes com glaucoma de


ângulo fechado

 Fotofobia (midríase)

 Miose de rebote
Etilefrina
Categoria terapêutica: Hipotensor; vasopressor

Apresentação: via oral e injetável.

Indicação oral: hipotensão ortostática (associada


geralmente com sintomas como tonturas, sensação de
fadiga inexplicável, visão embaraçada ou perda da visão,
sensação de fraqueza).

Indicação injetável: hipotensão normovolêmica aguda,


síncope cardiovascular.

Risco na gravidez: C
Etilefrina
Farmacocinética e Farmacodinâmica:

Início de ação imediato (i.v)


Ligação à proteínas 25%
Metabolismo hepático
Biodisponibilidade: 8 a 12% (v.o)
Excreção: Urina

Cuidados:

Monitorar eletrocardiograma e pressão arterial (i.v). Antes do início


do tratamento, deve-se excluir como causa de hipotensão uma
estenose das válvulas cardíacas ou das artérias centrais. Ter muita
cautela em pacientes com taquicardia, arritmias cardíacas ou
distúrbios cardiovasculares graves.
Fenoxazolina
Categoria terapêutica: descongestionante nasal

Apresentação: solução nasal.

Indicação: rinite vasomotora, sinusite

Risco na gravidez: C (não há estudos controlados)

Farmacocinética e farmacodinâmica: sem dados na literatura


consultada.

Cuidados: não deve ser usada por muito tempo, sob risco de
efeito rebote e de rinite iatrogênica. Idosos: possibilidade de
efeitos sistêmicos. Crianças: utilizar com extrema cautela, mesmo
em apresentação infantil.
Nafazolina
Categoria terapêutica: vasoconstritor oftálmico e
descongestionante nasal

Apresentação: Solução tópica: via nasal e oftálmica.

Indicação nasal: descongestionamento nasal.

Indicação oftálmica: alívio da vermelhidão


(causada por irritações em geral), inchaço, coceira
e alergias.

Risco na gravidez: C
Nafazolina
Interação medicamentosa: inibidores da MAO,
fármacos que aumentam níveis pressóricos e
antidepressivos tricíclicos.

Farmacocinética e farmacodinâmica: Metabolismo e


excreção desconhecidos.

Cuidados: Não recomendado o uso de lentes de


contato durante o tratamento. Utilizar com cautela em
pacientes com problemas cardiovasculares,
hipertireoidismo e diabetes.
Oximetazolina
Categoria terapêutica: vasoconstritor oftálmico e
descongestionante nasal

Apresentação: Solução tópica: via nasal e oftálmica.

Indicação: descongestionamento nasal, edema


nasal, processos alérgicos do trato respiratório
superior associado à obstrução nasal.

Risco na gravidez: C
Oximetazolina
Interação medicamentosa: inibidores da MAO, fármacos que
aumentam níveis pressóricos, antidepressivos tricíclicos e
maprotilina (potencialização dos efeitos da oximetazolina.

Farmacocinética e farmacodinâmica: Metabolismo e excreção


desconhecidos.

Cuidados: Evitar uso por mais de 3 dias, pois pode causar


congestão recorrente.

*Ao diminuir a congestão ao redor das tubas de Eustáquio,


pode ser útil no tratamento coadjuvante da infecção do ouvido
médio. Também recomendada no consultório sob forma de
tampão nasal para facilitar o exame intranasal, ou antes de
cirurgia nasal.
Fenilefrina
Categoria terapêutica: vasoconstritor nasal,
antiglaucoma, midriático.

Apresentação: Solução tópica: via nasal e oftálmica.

Indicação nasal: descongestionamento nasal, rinites


alérgicas agudas e crônicas.

Indicação oftálmica: dilatador da pupila,


oftalmoscopia, retinoscopia, uveíte com sinéquia
posterior.

Risco na gravidez: C
Fenilefrina
Interação medicamentosa: inibidores da MAO,
antidepressivos tricíclicos e metildopa, aumentam níveis
pressóricos.

Farmacocinética e farmacodinâmica:
 Início de ação: 10 a 15 minutos
 Duração da ação: 1h (midríase)
 Metabolismo: hepático e via MAO intestinal
 Excreção: urina

Cuidados: Monitorar pressão arterial, pulso, excitabilidade,


ansiedade e irritabilidade. Utilizar com cautela em
pacientes com doença cardiovascular, glaucoma,
hiperplasia prostática e idosos. Congestão de rebote.
Agonistas α2-
adrenérgicos
Agonistas α2-adrenérgicos
Simpatolíticos de Ação Central

Receptor alfa-2 pré-sináptico


Usos clínicos:

 Hipertensão.
 Combinação com diuréticos

 Ativação dos receptores nos centros de controle cardiovascular do SNC.


 Clonidina

 Diagnóstico diferencial de hipertensão primária x feocromocitoma (tumor


da medula adrenal e neurônios simpáticos).

 Adjuvante em anestesia geral

 Glaucoma
Agonistas α2-adrenérgicos
Simpatolíticos de Ação Central

Efeitos adversos gerais: Efeitos de abstinência:


 Sedação
 Cefaléia
 Xerostomia
 Apreensão
 Distúrbios do sono (sonhos vívidos)
 Tremores
 Inquietação
 Dor abdominal
 Depressão
 Sudorese
 Disfunção sexual
 Taquicardia
 Bradicardia
Fármacos Utilizados

 Clonidina (Atesina®, Clonesina®)


 Guanfacina
 Guanabenzo (Lisapres®)
 Tizanidina (Sirdalud®)
 Apraclonidina colírio (Lopidine®)
 Brimonidina (Alphagan®)
 Dexmedetomidina
 Metildopa (Aldonet®)
Clonidina
Categoria terapêutica: anti-hipertensivo, agonista alfa-2
adrenérgico

Apresentação: comprimidos – via oral.

Indicação: hipertensão arterial.

Risco na gravidez: Riscos desconhecidos, orientar não


utilizar.

Interações medicamentosas: AINES, antidepressivos


tricíclicos (inibem o efeito da clonidina), betabloqueadores,
ciclosporinas (aumento da concentração sérica da
ciclosporina).
Clonidina
Farmacocinética:
 Início de ação: 30 minutos a 1 hora.
 Duração: 6 a 10 horas
 Vd: 2,1 L/Kg (adultos); distribui-se nos sítios
extravasculares.
 Ligação à proteínas: 30 a 40%
 Biodisponibilidade: 75 a 95%
 Metabolismo: extensamente hepático.
 Meia-vida de eliminação: 6 a 20h (18 a 41h em paciente
com comprometimento renal).
 Excreção: urina e fezes.

Cuidados: Não suspender abruptamente. orientar o paciente


não ingerir bebida alcoólica, podendo aumentar depressão
do sistema nervoso.
Tizanidina
Categoria terapêutica: relaxantes musculares

Apresentação: comprimidos – via oral.

Indicação:
Espasmo muscular doloroso:
• Associado à distúrbios estáticos e funcionais da coluna
(síndromes cervical e lombar);
• Após cirurgia, como por exemplo, de hérnia de disco
intervertebral ou de osteoartrite do quadril.

Espasticidade decorrente de distúrbios neurológicos:


• Esclerose múltipla, mielopatia crônica, doenças
degenerativas da medula espinhal, acidentes
cerebrovasculares e paralisia cerebral.
Tizanidina
Risco na gravidez: dados não suficientes, não recomenda-
se.

Interações medicamentosas:
• fármacos que inibirem a atividade da CYP1A2 podem
aumentar os níveis plasmáticos da tizanidina.
• Fármacos que induzem a CYP1A2 podem diminuir os
níveis da tizanidina.
• Orientar o paciente a não consumir álcool, sob risco de
potencializar efeitos depressivos do álcool no SNC.
• Fumantes (>10 cigarros por dia) podem necessitar de
doses maiores do fármaco.
Tizanidina
Farmacocinética:

 Absorção rápida e quase completa, atingindo picos de


concentração plasmática aproximadamente uma hora
após a administração da dose.
 Biodisponibilidade: 34%
 Distribuição: 2,6 L/Kg
 Ligação à proteínas: 30%
 Biotransformação: hepática
 Excreção: urina

Cuidados: Foram observadas hipertensão e taquicardia


rebotes após a retirada repentina. Em casos extremos, a
hipertensão rebote pode levar a um acidente vascular
cerebral.
Brimonidina
Categoria terapêutica: antiglaucoma.

Apresentação: solução tópica: colírio.

Indicação: Glaucoma de Ângulo aberto.


Hipertensão intraocular.

Riscos na gravidez: B

Interação medicamentosa: inibidores da MAO,


barbitúricos, sedativos, analgésicos, anti-hipertensivos,
cardiotônicos, betabloqueadores.
Brimonidina

Farmacocinética:

 Meia-vida de eliminação: 3h
 Tmáx: 1 a 4 horas
 Metabolismo: hepático
 Excreção: urina

Cuidados: Não dirigir ou operar máquinas. Não


recomenda-se utilizar em crianças menores de 2 anos
de idade.
Metildopa
Categoria terapêutica: anti-hipertensivo, agonista alfa-2
adrenérgico

Apresentação: comprimidos – via oral.

Indicação: tratamento da hipertensão moderada a


grave. Tratamento da hipertensão grave durante
gravidez.

Risco na gravidez: B

Interações medicamentosas: acetazolamina, anfetaminas,


anticonceptionais orais, antidepressivos tricíclicos,
bloqueadores α-adrenérgicos, butirofenonas,
carbidopa+levedopa, fármacos hipotensores, IMAO... Etc.
Metildopa
Contraindicações: doença hepática ativa ou hepatite anterior por
qualquer fármaco, feocromocitoma, depressão grave, lactação,
hipersensibilidade à metildopa.

Farmacocinética:
Início ação: 3 a 6h;
Absorção oral: 50% TGI;
Vd: 0,6 L/Kg;
Ligação à proteínas: mínima;
Metabolismo: biotransformação intensa nos neurônios adrenérgicos
centrais;
Biodisponibilidade oral: 50%
Excreção: urina (70%) e fezes (30%)

Cuidados: impotência, ginecomastia. Monitoramento da P.A. Verificar


função hepática nos primeiros meses, hemograma, reticulócitos a cada
6 meses: risco de hemólise autoimune induzida pela metildopa.
Agonistas β-
adrenérgicos

Simpatomiméticos
de ação direta
• Coração: Aumento da força (contratilidade) e frequência
β1: (taquicardia) de contração;
• Aumento da lipólise.

• Pulmões: broncodilatação;
• Vasos sanguíneos musculares: vasodilatação;
β2: • Relaxamento do músculo liso visceral e uterino;
• Aumento da gliconeogenese muscular e hepática;
• Aumento da liberação de glucagon.
• Músculo estriado esquelético: captação de potássio

• Lipólise (termogênese do tecido adiposo marrom);


β3: • Relaxamento do músculo detrusor.
Agonistas β1-adrenérgicos
 Receptor cardíaco;

 Aumento da força e da frequência de contração (condução átrio ventrículo).

Usos clínicos:

 Tratamento de curto prazo de adultos para aumentar o débito cardíaco em


pacientes com insuficiência cardíaca crônica grave;

 Choque cardiogênico (provocado por infarte);

 Exames cardiológicos.

Dobutamina (Dobutrex®, Dobutal®): uso hospitalar


Fármacos
Prenalterol: agonista parcial, resposta mediana.
Dobutamina
Categoria terapêutica: cardiotônico não digitálico

Apresentação: bolsas contendo 1mg/mL de


dobutamina – sistema fechado 250 mL, v.i.

Indicação: Suporte inotrópico em estados de


hipoperfusão; risco de congestão pulmonar e
edema; insuficiência cardíaca aguda; tratamento
de curto prazo em descompensação cardíaca.

Risco na gravidez: B

Interações medicamentosas: Anestésicos: alta


incidência de arritmias ventriculares. Beta-
bloqueadores: antagonismo do efeito.
Dobutamina
Farmacocinética:
 Início ação: 1 a 10 minutos;
 Vd: 0,2 L/Kg;
 Metabolismo: hepático, gerando metabólitos inativos;
 Tmax: 10 a 20 minutos;
 Excreção: urina (66%) e fezes (20%)

Cuidados: Usar com cautela em pacientes utilizando


inibidores da MAO. Evitar usar em pacientes que
possuem insuficiência cardíaca estável.

A dobutamina também possui efeitos em receptores α1


em doses mais altas. Aumenta a demanda de oxigênio
pelo miocárdio, aumentando risco de infarto.
Dobutamina
Agonistas β2-adrenérgicos
 Receptor músculo liso (destaque sistema respiratório);

 Relaxamento.

 Músculo esquelético: aumento da massa (actina e miosina,


caso de dopping), tremor, glicogenólise.

 Salbutamol (albuterol)
 Procaterol
 Terbutalina
 Fenoterol
Fármacos  Clembuterol
 Metaproterenol
 Salmeterol (início de ação lenta e ação prolongada - 12h)
 Formoterol (ação longa – 12h)
Agonistas β2-adrenérgicos
Usos Clínicos:

Profilaxia e tratamento do broncoespasmo observado na asma


brônquica, bronquite crônica e enfisema.

 Administração em aerossol inalatório


 Ativação eficaz dos receptores em baixas concentrações
 Menor ativação de β1 e β2 de músculos esqueléticos
 Rápida resposta terapêutica
 Necessidade de treino de técnica.
 Associados a esteroides.

Inibidor do trabalho de parto prematuro.

 Ritodrina, v.o ou i.v.


Agonistas β2-adrenérgicos
Efeitos Colaterais/Adversos:

Na ativação excessiva dos receptores:

 Ansiedade;
 Taquicardia;
 Risco em pacientes com doença cardiovascular adjacente;
 Tremor de músculos esqueléticos – tolerância;
 Hiper-reatividade brônquica (principalmente após retirada – rara, pouco
notado em pacientes com dosagens adequadas);
 Necrose do miocárdio (grandes doses)
 Agrava hiperglicemia em diabéticos (β2, glicogenólise)
Salbutamol
Salbutamol
Categoria terapêutica: β2 adrenérgico de ação curta

Apresentação: spray, inalação, comprimido, xarope, injetável (i.v, i.m,


s.c.)

Indicação: Broncodilatador, reverte a obstrução das vias aéreas


reversível devido a asma ou a DPOC; prevenção de
broncoespasmo induzido pelo exercício.

Risco na gravidez: C

Interações medicamentosas: Ipratrópio inalatório, inibidores da MAO,


antidepressivos tricíclicos, anfetamina, dopamina, dobutamina,
propranolol e bloqueadores beta-adrenérgicos. Indutores da CYP 3A4
(diminuição do efeito do salbutamol).
Salbutamol
Farmacocinética:
 Início ação: 3 a 5 minutos (inalação); 2 a 3 horas (oral)
 Metabolismo: hepático;
 Ligação à proteínas: 10%
 Meia-vida eliminação: 4 a 6h.
 Excreção: urina (30% forma inalterada)

Cuidados: Uso prolongado pode causar tolerância. Monitorar VEF1


(volume expiratório forçado), fluxo máximo e/ou provas de função
pulmonar. Monitorar pressão arterial, frequência cardíaca, glicemia e
potássio sérico.
Terbutalina
Categoria terapêutica: β2 adrenérgico de ação curta,
medicamento para asma.

Apresentação: spray, inalação

Indicação: Broncodilatador, reverte a obstrução das


vias aéreas reversível devido a asma ou a DPOC;
Agente tocolítico (prevenção de parto prematuro)

Risco na gravidez: B

Interações medicamentosas: Teofilina (redução do efeito


terapêutico da teofilina, diuréticos de alça e tiazídicos,
glicorticoides, propranolol e bloqueadores beta-
adrenérgicos.
Terbutalina
Farmacocinética:
 Início ação: 6 a 15 minutos (s.c); 30 min (v.o), 5
min (e.v)
 Metabolismo: hepático (em conjugados sulfatos
inativos);
 Ligação à proteínas: 25%
 Meia-vida eliminação: 11 a 12h.
 Excreção: urina

Cuidados: Uso prolongado pode causar tolerância.


Monitorar VEF1 (volume expiratório forçado), fluxo
máximo e/ou provas de função pulmonar. Monitorar
pressão arterial, frequência cardíaca, glicemia e
potássio sérico. Se usado como tocolítico monitorar
sinais de edema pulmonar.
Fenoterol
Fenoterol
Categoria terapêutica: broncodilatador, antiasmático, agonista beta-
2 adrenérgico.

Apresentação: gotas, comprimidos, aerossol, xarope.

Indicação: Tratamento e prevenção de sintomas de doenças


pulmonares obstrutivas reversíveis (asma e broncoespasmo
agudo), bronquite crônica e enfisema.

Risco na gravidez: C

Interações medicamentosas: Teofilina (risco de toxicidade


cardiovascular), anestésicos halogenados (enflurano, halotano),
anticolinérgicos, beta-adrenérgicos, antidepressivos tricíclicos e
inibidores da MAO.
Fenoterol
Farmacocinética:
 Início ação: 5 minutos
 Absorção: via oral 30% é absorvido rapidamente e 70% é
absorvido vagarosamente.
 Biodisponibilidade oral: devido ao intenso metabolismo de primeira
passagem, a biodisponibilidade cai para 1,5%
 Metabolismo: hepático (em conjugados sulfatos inativos);
 T máx: 30 a 60 minutos
 Meia-vida eliminação: trifásico – 0,5 min., 14 min. 3h.

Cuidados: Evitar ou diminuir o consumo de cafeína e evitar efedra e


ioimbina, podem causar estimulação do SNC.
• Monitorar VEF1 (volume expiratório forçado), fluxo máximo e/ou
provas de função pulmonar. Monitorar pressão arterial, frequência
cardíaca, glicemia e potássio sérico.
Salmeterol
Categoria terapêutica: agonista β2 adrenérgico de
ação prolongada, broncodilatador, antiasmático.

Apresentação: spray (via inalatória)

Indicação: Tratamento de DPOC, asma,


bronquite crônica e enfisema.

Risco na gravidez: C

Interações medicamentosas: Beta-bloqueadores


(podem diminuir sua ação e vice-versa).
Salmeterol
Farmacocinética:

 Início ação: Asma (30 a 48min.), DPOC (2h)


 Metabolismo: hepático (via CYP 3A4);
 Ligação à proteínas: 96%
 Meia-vida eliminação: 5,5h.
 Excreção: Fezes (60%) e urina (25%)

Cuidados: Suspender o tratamento caso ocorra


broncoespasmo paradoxal. O uso de salmeterol não
substitui a terapêutica com corticoide inalatório, e sim,
deve ser utilizado em associação.
Formoterol
Categoria terapêutica: agonista β2 adrenérgico de
ação longa.

Apresentação: spray inalatório

Indicação: Tratamento de DPOC, asma,


prevenção de broncoespasmo causado por
exercício (> 5 anos).

Risco na gravidez: C

Interações medicamentosas: Simpatomiméticos


(podem aumentar o efeito do formoterol) e Beta-
bloqueadores (podem diminuir sua ação e vice-
versa).
Formoterol
Farmacocinética:

 Início ação: 3 minutos (inalação)


 Absorção: rápida. Por v.o produz efeito prolongado, mas um início
de ação bem mais lento que o inalado.
 T máx: 30 a 60 minutos;
 Metabolismo: hepático;
 Ligação à proteínas: 96%;
 Meia-vida eliminação: 10 a 14h;
 Excreção: Fezes (30%) e urina (70%)

Cuidados: cautela em pacientes com doença cardiovascular,


diabetes, glaucoma, distúrbios consulsivos, hipocalemia,
hipertireoidismo.
Monitorar VEF1 (volume expiratório forçado), fluxo máximo e/ou
provas de função pulmonar. Monitorar pressão arterial, frequência
cardíaca, glicemia e potássio sérico.
 Um menino de 8 anos de idade é levado ao consultório devido a uma
tosse crônica. A mãe diz que ele tosse com frequência ao longo do
dia e também apresenta os sintomas duas ou três noites por mês.

 Isso tem sido um problema há cerca de um ano, mas parece piorar


na primavera e no outono. Ele também tosse mais quando está
andando de bicicleta ou jogando futebol. Foi tratado duas vezes no
ano passado contra “bronquite”, com antibióticos e antitussígenos,
mas nunca parece melhorar completamente.

 Seu exame é normal, exceto para os pulmões, que revelam sibilo à


expiração.

 Você diagnostica-o com asma

 Prescreve um inalador de salbutamol.


 Qual é o mecanismo de ação do salbutamol?

 Quais são os efeitos colaterais mais comuns do salbutamol?

 Que medicamentos podem ser usados para fornecer controle


em longo prazo dos sintomas de asma?

Medicamentos para o controle em longo prazo da asma:

• Corticosteroides inalados, agonista β2 de ação prolongada,


cromolina ou nedocromil; agentes de segunda linha incluem a
teofilina oral, inibidores de leucotrienos ou corticosteroides
sistêmicos.
Agonistas α/β
Adrenalina

 Vasoconstritor e estimulante cardíaco potente;


 Utilizada em parada cardíaca (i.m, i.v ou intracardíaca);
 Utilizada no Choque anafilático;
 Utilizada no broncoespasmo por asma (emergências);
 Ação em α1, β1 e β2.
Adrenalina

Categoria terapêutica: agonista sistema nervoso


simpático;

Apresentação: solução injetável

Indicação: Parada cardíaca (ressuscitação: i.v ou


intracardíaca) (i.m), anafilaxia (i.m) e episódios
severos de asma brônquica (s.c).

Aplicação i.m na coxa (vasto lateral).


Agonistas α/β
Efedrina

 Possui ação similar à adrenalina

 Alcaloide derivado de Ephedra sp.

 Broncoespasmo agudo, choque, asma


bronquica, descongestionante nasal,
hipotensão ortostática e idiopática

 Em desuso (risco/benefício)

 Efedrin®
Agonistas α/β

Efedrina
Antagonistas α-
adrenérgicos

Simpatolíticos
Antagonistas α-adrenérgicos

Usos Clínicos:

 Hipertensão sistêmica primária


Não costumam ser primeira
escolha
 Insuficiência cardíaca

 Hiperplasia prostática benigna


Hiperplasia prostática benigna

HPB

 Trígono da bexiga e uretra;

 Hiperplasia prostática
aumenta a resistência;

 Relaxamento do músculo
liso no colo vesical, na
cápsula da próstata e na
uretra prostática.
Hiperplasia prostática benigna

 Retenção urinária aguda


Antagonistas α-adrenérgicos
Podem ser:

 Não seletivos entre os subtipos (fenoxibenzazina, fentolamina,


tolazolina);

 α1 seletivos (prazozina, doxazosina, terazosina, afulzosina,


tansulasina);

 α2 seletivos (ioimbina, idaxozano).


Antagonistas α-adrenérgicos não
seletivos
Fenoxibenzamina

 A fenoxibenzamina não é específica pois antagoniza os receptores α1 e α2,


além de receptores da acetilcolina, histamina e 5-HT.
 Ligação covalente com os receptores promove efeitos de longa duração.

Indicação terapêutica:

 Hipertensão associada ao feocromocitoma

Taquicardia reflexa maior do que a dos


antagonistas α1 seletivos
Antagonistas α-adrenérgicos não
seletivos
Fentolamina

 Perfil farmacológico similar ao da fenoxibenzamina

 Ligações não-covalentes nos receptores

Indicação terapêutica:

 Tratamento de disfunção erétil leve a moderada (tratamento de segunda


linha).
Antagonistas α1-adrenérgicos
Efeitos colaterais gerais e adversos:

 1ª dose: hipotensão postural Uns dos que mais causam

 Taquicardia reflexa (sistema barorreceptor)


 Rubor cutâneo, sensação de calor
 Síncope
 Tonturas
 Congestão nasal
 Miose
 Incontinência urinária
 Inibição da ejaculação
Antagonistas α1 Seletivos
Prazozina
Categoria terapêutica: anti-hipertensivo, antagonista α1

Indicação: Tratamento de hipertensão primária e


secundária.

Risco na gravidez: C. Excretado no leite materno.

Interações medicamentosas: outros diuréticos,


aumentando o efeito hipotensivo.

Reações adversas: hipotensão e síncope são os mais


comuns.
Antagonistas α1 Seletivos
Prazosina
Farmacocinética:

 Início ação: 2h
 Duração: 10 a 24h
 Absorção: Bem absorvido via oral
 T máx: 3h;
 Biodisponibilidade: 43 a 82%
 Metabolismo: hepático;
 Ligação à proteínas: 92 a 97%;
 Meia-vida eliminação: 2 a 4h;
 Excreção: Urina

Cuidados: Podem ocorrer falsos-positivos nos testes de detecção de


feocromoticoma (ácido vanil-mandélico urinário – VMA) e MHPG que
são metabólitos da norepinefrina presentes na urina.
Doxazosina
Categoria terapêutica: antagonista α1

Indicação: Tratamento de hipertensão primária e da


hiperplasia prostática benigna.

Risco na gravidez: C. Excretado no leite materno


desconhecida.

Interações medicamentosas: outros diuréticos, β-


bloqueadores, bloqueadores de fosfodiesterase 5 (sildenafila,
tadalafila) podem aumentar o efeito hipotensivo.
Doxazosina

Farmacocinética:

 Início ação: 4 a 8h (anti-hipertensivo) e até 2 semanas na


hiperplasia prostática benigna;
 Vd: 1 a 3,4 L/Kg;
 Ligação à proteínas: 98%;
 T máx: 2 a 3h;
 Biodisponibilidade: 62 a 69%;
 Metabolismo: hepático;
 Meia-vida eliminação: 15 a 22h;
 Excreção: urina (9%), fezes (63%)

Cuidados: Monitorar pressão arterial. Pode ocorrer síncope em até 90


minutos após a primeira dose. Antes de iniciar a terapia, descartar
possibilidade de câncer de próstata.
Alfuzosina
Categoria terapêutica: antagonista α1

Indicação: Tratamento da hiperplasia prostática


benigna.

Risco na gravidez: B. Porém não é indicado para


mulheres.

Interações medicamentosas: Inibidores da CYP3A4,


claritromicina, doxiciclina, diclofenaco entre outros,
podem aumentar os níveis de alfuzosina.
Inibidores de CYP3A4 podem diminuir os efeitos de
alfuzosina.
Alfuzosina
Farmacocinética:

 Absorção: diminuição de 50% em jejum;


 Vd: 3,2 L/Kg;
 Ligação à proteínas: 82 a 90%;
 T máx: 8h após refeição;
 Biodisponibilidade: 49% após refeições;
 Metabolismo: hepático (CYP3A4);
 Meia-vida eliminação: 10h;
 Excreção: urina (24%, sendo 11% como fármaco inalterado), fezes
(69%)

Cuidados: Não deve ser utilizado como anti-hipertensivo; pode causar


importante hipotensão ortostática e síncope, principalmente na
primeira dose.
Monitorar fluxo urinário e pressão arterial, suspender o tratamento
caso ocorram (ou piorem) sintomas de angina. Descartar carcinoma.
Tansulosina
Categoria terapêutica: antagonista α1

Indicação: Tratamento da hiperplasia prostática


benigna (maior seletividade para receptores α1A na
próstata).

Risco na gravidez: B. Porém não é indicado para


mulheres.

Interações medicamentosas: Diclofenaco e varfarina


(pode aumentar a velocidade de eliminação da
tansulosina).
Tansulosina
Farmacocinética:

 Absorção: adequada a partir do TGI;


 Ligação à proteínas: 82 a 90%;
 T máx: 4 a 5h (jejum) e 6 a 7h após refeição;
 Biodisponibilidade: 30% após refeições;
 Metabolismo: hepático;
 Meia-vida eliminação: 14 a 15h;
 Excreção: urina e fezes

Cuidados: Descartar carcinoma antes do tratamento. Os pacientes


devem ser alertados quanto à realização de tarefas perigosas ao
iniciarem a terapia ou quando do aumento das doses, visto hipotensão
ortostática e síncope.
Suspender em caso de angina ou piora da angina.
Antagonistas α2 Seletivos
Ioimbina
Categoria terapêutica: antagonista α2

Indicação: Tratamento de disfunções sexuais


masculinas de origem psicogênica, vascular ou
diabética (eficácia não bem definida).

Efeitos adversos: ansiedade, tontura, cefaleia,


excitação, insônia e sintomas de mania já foram
descritos. Outros eventos adversos incluem
piloereção, rinorreia, aumento da atividade motora,
nervosismo, irritabilidade, vertigem e tremores.
Antagonistas α2 Seletivos
Ioimbina

Acaloide iombina
Pau-de-Cabinda (viagra
africano): Da casca desta planta
faz-se um chá psicoativo com
efeito estimulante e afrodisíaco.
Antagonistas β
Efeitos Farmacológicos

 Receptores β1 cardíacos: reduzem a frequência e a força de


contratilidade do miocárdio;
 Vasoconstrição periférica;
 Broncoconstrição;
 Aumento na retenção de sódio;
 Diminui a glicogenólise: hipoglicemia;
 Modificam o metabolismo de carboidratos e lipídeos.
 Os efeitos são discretos em pacientes em repouso.
Antagonistas β
Usos Clínicos
• Doenças cardiovasculares • Infarto agudo do miocárdio
• Hipertensão arterial sistêmica • Glaucoma de ângulo aberto
• Angina • Profilaxia da enxaqueca
• Arritmias cardíacas • Tratamento de acatisia
provocada por antipsicóticos
• Síndromes coronarianas • Situações de estresse
agudas emocional
• Insuficiência cardíaca • Dopping em esportes de tiro
congestiva
A maioria dos fármacos é inativa para receptores β3, de modo que não afetam a lipólise.
Antagonistas β
Hipertensão arterial

Pressão arterial = Débito cardíaco x Resistência vascular periférica.

Débito cardíaco = Frequência cardíaca x Volume ejetado


Antagonistas β
Efeitos Colaterais e adversos

 Podem induzir insuficiência cardíaca congestiva em pacientes


suscetíveis;
 Bradicardia severa em pacientes com defeito de condução átrio-
ventricular;
 Sinergismo com antiarrítmicos: bloqueadores de canais de Ca++;
 Tolerância;
 Bloqueio β2 em pacientes asmáticos;
 Fadiga;
 Extremidades frias.
Antagonistas β não-seletivos
Propranolol (Inderal®)
 Altamente lipofílico;
 Grande variação interpessoal na depuração plasmática.

Nadolol (Corgard®)
 Hidrossolúvel: absorção incompleta;
 Menores efeitos no SNC.

Timolol (Timoptol®, Nyolol®)


 Formulação oftálmica pode sofrer absorção e provocar efeitos adversos
sistêmicos.

Pindolol (Visken®)

 Depressão do novo SA e AV
 Broncoconstrição (mais que os outros)
Propranolol
Categoria terapêutica: bloqueador adrenérgico não
seletivo, beta bloqueador, anti-hipertensivo.

Indicação: Hipertensão, angina pectoris,


feocromocitoma, tremores essenciais, arritmias
supraventriculares, taquicardias ventriculares,
prevenção de infarto do miocárdio, profilaxia
da enxaqueca, tratamento sintomático da
estenose subaórtica hipertrófica.

Risco na gravidez: C; D (segundo e terceiro


trimestre, necessitando de análise de especialista).
Propranolol
Farmacocinética:

 Início de ação: 1 a 2 horas;


 Absorção: praticamente 100% (exceto com antiácidos);
 Ligação à proteínas: 93%;
 T máx: 4 a 5h (jejum) e 6 a 7h após refeição;
 Biodisponibilidade: 30% a 40%;
 Metabolismo: hepático com extenso efeito de primeira passagem;
 Meia-vida eliminação: 3 a 5h;
 Excreção: urina

Cuidados: A ingestão de alimentos reduz o metabolismo do


propranolol e aumenta sua disponibilidade biológica.
Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial.
Timolol
Categoria terapêutica: antiglaucomatoso

Indicação: Tratamento de glaucoma de ângulo


aberto, glaucoma afáquico e hipertensão ocular
associada à uveíte.

Risco na gravidez: C.

Detectado no leite após administração oftálmica,


deve-se decidir entre suspender a amamentação ou
o fármaco, de acordo com o risco-benefício.
Timolol
Farmacocinética:

 Início de ação: 30 minutos;


 Ligação à proteínas: fraca;
 Biodisponibilidade: 30% a 40%;
 Metabolismo: hepático;
 Meia-vida eliminação: 4h;
 Excreção: urina

Cuidados: Orientar o paciente que o colírio pode ser absorvido e


causar efeitos colaterais sistêmicos. Se houver qualquer sinal ou
sintoma de insuficiência cardíaca no paciente, descontinuar o uso do
colírio. Evitar uso em pacientes com DPOC.
Antagonistas β1 seletivos
Metoprolol (Lopressor®, Seloken®, Selozok®)

Betaxolol (Betoptic)

Atenolol (Angipress, Atenolol, Atecard)

Bisoprolol (Concor)

Esmolol (Brevibloc)
 Duração de ação muito curta
 IV em pacientes hospitalizados

Acebutolol
Atenolol
Categoria terapêutica: anti-hipertensivo,
antiarrítmico, betabloqueador.

Indicação: Tratamento da hipertensão arterial,


angina pectoris, arritmias cardíacas e
tratamento após infarto agudo do miocárdio.

Risco na gravidez:D.
Pode causar bradicardia resistente, hipotensão
arterial, hipoglicemia neonatal, depressão
respiratória fetal, retardo no crescimento intra-
uterino.
Atenolol
Farmacocinética:

 Absorção: rápida mas absorvida de modo incompleto no TGI (50%),


alimentos não interferem;
 Ligação à proteínas: 3 a 15%;
 T máx: 4 a 5h (jejum) e 6 a 7h após refeição;
 Biodisponibilidade: 40%
 Metabolismo: sofre biotransformação hepática mínima;
 Meia-vida eliminação: 6 a 7h;
 Tmáx: 2 a 4h.
 Excreção: urina

Cuidados: A terapia com beta-bloqueadores não pode ser interrompida


abruptamente, mas reduzida gradativamente, evitando assim,
taquicardia aguda, hipertensão arterial e/ou isquemia.
Em pacientes diabéticos pode mascarar sintomas de hipoglicemia.
Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial. Pode ocasionar
diminuição da concentração de HDL e aumentar LDL.
Metoprolol
Categoria terapêutica: anti-hipertensivo,
betabloqueador cardiosseletivo β1.

Indicação: Tratamento da hipertensão arterial,


angina pectoris crônica, profilaxia e tratamento
de arritmias cardíacas, profilaxia do reinfarto
do miocárdio, tratamento após infarto agudo do
miocárdio, controle de angina, tratemento de
tremores, adjuvante no tratamento do
feocromocitoma, profilaxia da enxaqueca,
adjuvante no tratamento da ansiedade.

Risco na gravidez: C.
Metoprolol
Farmacocinética:

 Vd: 3,2 a 5,6 L/Kg


 Ligação à proteínas: 12%;
 T máx: 4 a 5h (jejum) e 6 a 7h após refeição;
 Biodisponibilidade: 40%
 Metabolismo: hepático via CYP 2D6;
 Meia-vida eliminação: 3 a 7h;
 Excreção: urina

Cuidados: Não é removido na hemodiálise.


Portadores de ICC: oferece mais riscos de depressão da contratilidade
cardíaca. Suspender o tratamento de modo gradual.
Antagonistas α/β
Labetalol

Carvedilol

 α1, β1 e β2
 Inibição da receptação de NA
 Tratamento de hipertensão crônica
 Insuficiência cardíaca congestiva
 IV para emergências

Nevibolol

 Antagonista β1 e indutor de síntese de NO.


Carvedilol
Categoria terapêutica: Hipotensor arterial,
cardiotônico não-digitálico.

Indicação: Tratamento da insuficiência cardíaca


leve a grave, causada por isquemia ou
miocardiopatia; disfunção ventricular esquerda
após infarto do miocárdio, controle da
hipertensão arterial.

Risco na gravidez: C e D (segunto e terceiro


trimestres).
Carvedilol
Farmacocinética:

 Início de ação: 1 a 2h
 Absorção oral: rápida e extensa (diminui com alimentos)
 Vd: 1,5 a 2 L/Kg
 Ligação à proteínas: 98%;
 Biodisponibilidade: 25 a 45%
 Metabolismo: hepático com efeito de 1ª passagem importante;
 Meia-vida eliminação: 7 a 10h;
 Excreção: fezes (principalmente)

Cuidados: Ingestão com alimentos minimiza risco de hipotensão


ortostática. Monitorar frequência cardíaca, função renal e hepática.
Uso não indicado para pacientes com disfunção hepática grave.
Reduzir a dose gradualmente.
Simpatomiméticos
Indiretos
Fármacos/Drogas que diminuem a receptação ou
que aumentam a liberação de Norepinefrina
Trabalho

 Fármacos que inferferem na síntese de norepinefrina

 Fármacos que afetam o armazenamento da norepinefrina

 Fármacos que afetam a liberação de norepinefrina

 Fármacos bloqueadores de neurônios noradrenérgicos

 Aminas simpatomiméticas de ação indireta

 Inibidores da captura de norepinefrina