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LUIZ HENRIQUE SALVATI

Autor do livro “A vida em um piscar de olhos”


Graduando em Turismo
Blogueiro
Youtuber

Esta obra segue as experiências verdadeiras de um real


universitário em crise – fatos reais!
INTRODUÇÃO

Olá amigos, tudo bom?


Quem diria que eu estaria aqui novamente escrevendo
pra vocês, pois é! Depois de ter contado toda a minha
história pra vocês, eu pensei que já era hora de eu contar
mais segredos, aqueles que todo mundo precisa saber, algo
como utilidade pública sabe?!
Nesse livro você vai encontrar e saber tudo sobre a
vida universitária, pra quem está decidindo se vai morar
sozinho e entrar em uma universidade, espero que ajude, e
pra quem está no ensino superior, eu espero que apenas se
identifique com o que vou contar pra você. Além disso, o
livro vai ajudar aquelas pessoas, pais, por exemplo, a
entender como seus filhos vivem durante os quatro anos de
ensino, o que ele faz, como é o dia-a-dia, e principal,
tentar fazer as pessoas pararem de falar: - Mas você só
estuda! Sim, eu estudo, é difícil, é complicado, exige
muito do cérebro e sim, nós odiamos quando falam isso!
PAREM!
O livro está dividido em cinco capítulos e em cada um
eu conto como é morar sozinho, festas, amizades e os
estudos, é claro. Posso adiantar um babado pra vocês?
Segura a marimba.
Após o primeiro e agora o segundo livro, antes que
perguntem, com certeza terá o terceiro, e o terceiro livro
vai vir para fechar um ciclo que comecei há um ano, quando
eu decidi trazer mensagens e conselhos pra vocês através da
minha história de vida. Mas não fique ansioso querendo o
terceiro livro logo, ele vai demorar um pouco para ser
lançado. Vamos por partes né!
Vamos começar a ler?! Espero que gostem.

BOA LEITURA!
MORAR SOZINHO

Sabe aquele momento que você está prestando o


vestibular para aquele curso foda que você sempre quis na
sua vida? E ai você descobre, depois de muitas pesquisas,
que nenhuma universidade na sua cidade natal ou região
possui o curso desejado. O que você faz? Senta e chora?
Paga particular? Mas ai você lembra que nem em universidade
particular tem seu curso. Não se desespere, você vai fazer
o vestibular em outra cidade, na maioria dos casos, cidades
longes pacas da casinha da sua mãe.
Quando finalmente você faz o bendito do vestibular e
PASSA! Cara e agora o que farei da minha vida. Se joga no
mundo, de sua cara a tapa e mostre que você é melhor que
todos aqueles que riram de você quando falavam que não
tinha capacidade e vai morar longe, em outra cidade, SO-ZI-
NHO!
Não parece ser algo tão ruim como ouvimos, acontece
que morar sozinho causa certa aflição, pois não vamos ter a
segurança de um pai, uma mãe, casa da vó pra jantar. Quando
moramos sozinho tudo é por nossa conta, quem manda é você e
a partir de agora você é o dono de casa, você que vai ter
que criar muita responsabilidade.
Falando em coisas que aprendemos quando moramos
sozinho, vou começar uma lista:
1. PAGAR AS CONTAS: em muitos dos casos quando você vai
morar em outra cidade, geralmente, buscará por um emprego
para poder se manter, nem que seja um simples estágio pra
dar aquela ajuda no fim do mês.
Acontece que a partir do momento que você vai para
longe e mora sozinho, automaticamente você se torna
responsável por pagar suas contas. É aluguel, conta de
água, telefone, internet, luz, prestações de lojas, caso
você compre roupas ou qualquer outra coisa. E ai o primeiro

impacto chega: cadê meus pais para pagar pra mim!


2. RESPONSABILIDADE: pra mim, opinião pessoal, esse é o
tópico mais importante, é a partir dele que nós vamos
começar a nossa vida. Quando moramos sozinho criamos
diversas coisas e consequentemente essas coisas precisam
ser cuidadas com muita responsabilidade. Por exemplo,
cuidar da casa, cuidar de você, cuidar da vida dos vizinhos
por que é o que mais acontece.
3. SERVIÇOS DOMÉSTICOS: você também aprende que seu apê
ou sua casa, não vai ficar bonita, cheirosa e limpinha em
um estralar de dedos, não mesmo. Você descobre que existem
produtos de limpeza e que pra tudo funcionar você vai
precisar meter a mão na massa, ou melhor, na água.
Quando estamos na casa dos pais a casa sempre está
mais do que limpa, brilhando, a louça nunca fica suja, sua
roupa aparece de modo mágico no seu guarda roupa, toda
limpinha e cheirosa. Mas a realidade é totalmente
diferente, você vai descobrir que para ter tudo limpo e
organizado você vai precisar limpar, também vai descobrir
que almoço e janta não cai do céu como pensamos, se você
vai querer se alimentar e não morrer de fome, deixa te
contar um segredo, quem vai ter que cozinhar é você. E
também lavar a roupa, ixxi.
Essa lista parece mentira, mas é a mais pura verdade.
Conforme vai passando os dias você vai acostumando-se com o
dia-a-dia de morar sozinho e vê que esses probleminhas na
verdade, não passa de algo que irá tirar de letra. Sempre
pense naquela balada mara, agora pensa que você vai ficar
dois dias do mês sem ir nessa balada e tcharammmm, você
acaba de economizar dinheiro e poderá pagar duas diárias de
diarista, e ela irá limpar a casa, lavar roupa, lavar
calçado, e se você tiver muita sorte, ela ainda faz seu
almoço.
Existem muitos pontos negativos em morar sozinho, mas
eu garanto que morar sozinho é a melhor coisa do mundo.
Sabe aquela sensação de poder sair a hora que quiser sem
dar satisfação a ninguém, ou ir na balada e voltar no outro
dia depois do almoço, ou dormir o dia todo e ninguém te
cobrar, até porque você mora sozinho e que se quiser pode
ficar pelado que não vai ter ninguém enchendo o seu saco.
Para mim a melhor parte em morar sozinho é poder fazer
o que quiser, a hora que quiser e ter a sua liberdade, sem
se preocupar com a hora, ou se está acompanhado. Você faz
as suas regras e o seu horário, e essa liberdade ninguém
pode tirar de você, é a sua vida e é o seu tempo, sendo
assim ele é todo livre pra fazer o que bem entender.
Como eu disse, eu amo morar sozinho e atualmente não
me vejo morando com mais alguém, do estilo de dividir
aluguel, pensionato, república. Pessoalmente eu acho muito
complicado você agradar a todos.
Morar sozinho pode ser mais divertido do que você
pensa, por exemplo, você pode ter animais de estimação, vai
ser outra grande responsabilidade, cansativo, mas vale a
pena. Também pode ter a companhia do outro animal, o ser
humano, aquele boy magya, ou aquela mina gata.
SEXOOOOOOOOOOO. Sem preocupação de chegar pai, mãe, vizinha

e repórter do TV Fama! OK OK.


No começo, logo quando vamos morar sozinho, é a pior
coisa que acontece, pois até acostumarmos com a ideia de
que a partir daquele momento, durante quatro ou cinco anos,
é só você e Deus e acabou. Chora, mas chora com vontade,
acredito que nunca devemos esconder o que sentimos, eu sou
uma manteiga derretida literalmente. Nunca escondi nenhum
sentimento, e se você é daqueles que não consegue chorar
por hipótese alguma, um conselho e uma receita, 3 doses de
vodka, da sua preferência, 5 pedras de gelo, e energético a
gosto, mistura e vira, quem disse beber socialmente? A
gente quer é se esborrachar no chão e não se lembrar de
nada mesmo, caso você siga esses passos a probabilidade de

chorar é grande, vai por mim.


E por fim, você vai descobrir que nunca amou tanto
ficar no seu cantinho quieto, assistindo um filme ou série,
comendo um sanduiche ou tomando um chocolate com leite. Pra
te tirar de casa só mesmo a aula e as festas.
ESTUDOS

É na universidade que você vai descobrir sua segunda


casa, além da sua moradia real, você vai perceber que passa
tanto tempo naquele lugar frio que poderia muito bem puxar
um colchão e dormir ali mesmo.
Na universidade também, você vai descobrir o mundo,
literalmente, o mundo da alimentação barata, aonde um prato
de comida chega a custar até R$ 3 reais, o R.U. e que no
dia seguinte vai virar um rei e passar horas no trono. Você
vai descobrir que tudo na sua casa irá conspirar contra
você, e que nunca vai conseguir fazer um trabalho, estudar
pra prova, terminar o tcc, porque a internet esta esperando
para ser consumida. Em uma hora dessas, você pega seus
materiais e vai pra famosa biblioteca da universidade, lá
vai estar aquele silêncio e com certeza será o único lugar

que irá se concentrar.


Apesar de ser estudos, você vai perceber que eles
também cansam tanto quanto um trabalho braçal, pode não
fazer serviço com os braços, mas estará utilizando muita
energia com pensamentos e concentração, e isso já foi
comprovado, então quando as pessoas falam que você SÓ está
estudando, responda a altura e não fique por baixo. CUIDA

DA SUA VIDA, VACA!


Vocês conhecem aquele velho ditado, “Se a vida te der
um limão, faça uma limonada”, pois é assim que funciona nos
estudos também! Quando estamos nos três anos do curso, ou
seja, exclui o último, porque quando se esta no último ano
a gente nunca tem tempo pra nada, pensamentos em TCC,
estágio, formatura e nem queremos mais estudar.
Voltando ao assunto. Nos anos de curso, menos o
último, muitas oportunidades surgem para nós, os alunos,
são desde confecção de artigos científicos, iniciação
cientifica, estágios, até bolsa de estudos para fazer a
famosa graduação sanduíche.
Felizmente eu fui uma pessoa que busquei tudo o que
uma universidade podia proporcionar para mim, escrevi
artigos, participei de grupos de pesquisa, projetos de
extensão, dei aula para a terceira idade sobre turismo, fiz
I.C., tive a oportunidade de me candidatar para um
intercâmbio, mas acabei não me inscrevendo porque iria me
atrasar um ano, coisa que não poderia nunca acontecer
comigo. Quando estamos na universidade muitas oportunidades
surgem, basta você escolher e agarrá-las.
Realmente, você descobre que tem um mundo inteiro na
sua mão e que aos poucos vamos descobrindo, também
descobrimos que a nossa vida está apenas começando, e que a
partir do momento que nos tornamos pensadores e começamos a
analisar as coisas que aconteceram, acontecem, na nossa
vida, observamos que nada é por acaso e que tudo acontece
por um motivo que nem eu, nem você, vamos conseguir
explicar, apenas acontece, e quando ligamos os pontos
ficamos chocados com a precisão e as maravilhas que Deus
faz, tudo no seu tempo, e o choro, aaaaa o choro, ele é
livre!
Quando nós somos calouros, ou seja, estamos no
primeiro ano do curso, possuímos muita energia, somo quase
uma Itaipu, tudo é lindo e maravilhoso, entregamos tudo no
prazo, nunca nos cansamos. O ponto negativo de ser calouro
é que por ser o primeiro ano, não sabemos direito como
funciona uma universidade, como é o curso ou o que
aprendemos, a gente só mete a cara.
Com o passar dos anos nós vamos pegando o jeito dos
estudos, da universidade, já sabemos do que se trata as
matérias, as coisas não se tornam tão novidades assim, e
passamos de um nível de gerar energia para o Brasil, para o
nível, sugando energia dos coleguinhas, porque no último
ano, ou último período, ninguém mais tem forças para ir a
universidade todo dia, toda noite, ou pra qualquer coisa.

Conforme os anos vão passando as desculpas para faltar


aula, não entregar trabalho, ou faltar em prova só aumenta,
e a criatividade fica cada vez melhor, por exemplo, caso
você tenha filhos, coloca a culpa neles que funciona. A
gente descobre que um prazo pode ser, e sempre será
alterado, e também quando um professor só enrola, ou quando
chegamos à sala e ele dispensa a todos, isso é um grande

motivo para ficarmos com raiva.


Pra quem não sabe, eu estou no último ano do curso de
turismo na UNICENTRO, campus Irati – PR. Eu moro no centro
da cidade e a universidade fica aproximadamente há 10 km do
centro, ou seja, quem não tem carro se fode, pra resumir.
Ela é longe, pois era um antigo seminário, o governo
reutilizou o prédio para fazer a universidade, acontece que
o prédio fica no quinto dos infernos, longe pra caralho, e
o ônibus demora 30 min pra chegar. AMO! Quis dar um pequeno
exemplo do porque que nos irritamos quando chegamos em sala
e os professores só enrolam, só fazem piadas, ou passam
filme ou dispensam os alunos. Não fiz todo esse esforço pra
nada, se quisesse espetáculo eu ia ao Cirque du Soleil, lá
o show é garantido, e palhaçada pelo menos é profissional.

E como puderam ver, ficamos por dentro de toda a


podridão que são os órgãos públicos. Outra coisa que
estressa a maioria dos alunos de uma forma imensa são as
greves, isso atrasa todo mundo de uma forma inacreditável,
e pior, nunca chegam a um acordo, mas mesmo assim continuam

fazendo. Quem se fode? Os alunos.


Enfim, como tudo na vida tem seu lado bom, também tem
o lado escuro, que se escondem as partes ruins, os podres,
os defeitos, assim como tudo ao nosso redor.
FESTAS

Chegamos à parte boa e a parte mais interessante desse


livro! Quando estamos no colégio e assistimos filmes que
possuem como tema, faculdade americana e suas festas de
cair o queixo, pois é, é disso que estamos falando e
esperando a vida inteira. Você vai descobrir o mundo do
sexo, drogas e rock and roll.
Mas vamos por partes. Dependendo da cidade que você
está morando, se ela é cidade grande ou cidade pequena,
exemplo de Irati que possui 55 mil habitantes e é
considerada pequena, mas ela é uma cidade universitária,
pois a maioria das pessoas que vão morar lá tem como

intuito graduação ou pós-graduação, ou seja, os estudos.


Voltando ao assunto. Dependendo a cidade, você vai
descobrir as baladas da vida e o ritmo que a cidade mais
curte, mais escuta, o som preferido deles. Em Irati, por
exemplo, balada e qualquer outra festa só se move ao som do
sertanejo universitário, quem curtir qualquer outro som que
não seja esse, vai se sentir um pouco de fora e não vai ter
lugares para curtir a noite e escutar um som do agrado.
Pode acontecer que você seja um fã das divas pop, mas de
tanto sertanejo que você escuta, acaba virando a casaca, e
isso aconteceu real comigo.
Enfim, as festas universitárias são as coisas mais
loucas e as baladas mais sem noção que eu já fui em toda
minha vida, sempre regada de vodka, energético e tequila. É
muito comum acontecer festas de segunda a segunda, além das
baladas em casas noturnas, repúblicas, open bar, enfim.
Quando estamos no primeiro e último ano do curso a gente
não perde uma noite sem fazer algo, pode ser balada, ou uma
simples janta com os amigos. Você também vai perceber que
conforme os anos vão passando, você vai preferir fazer um
rolê em casa, ou na casa dos amigos, do que se arrumar todo

e ir pra noite.
Se você nunca ficou bêbado na sua vida, essa é a hora,
se joga, se divirta, seja feliz, porque quando estiver em
um rolê com os amigos e a galera passar a grana pra fazer
uma intera pro gole, o máximo que vai dar é três garrafas
de velho barreiro e vai misturar com suco de limão. (Isso

aconteceu de verdade, hahahahaha).


Quando assistimos aquelas mega festas em filmes,
séries, ao estilo de ‘American Pie’, isso é de verdade,
claro que algumas coisas não tão exageradas. Mas sempre
acontece de pessoas ficarem bêbadas e fazerem coisas
erradas, tipo, mandar mensagem, fazer ligação, conversar
papo sério, interagir com todo mundo da festa e sair com 40
números novos no whatsapp, cair tombo, e pegar aquela
borsinha, isso que nem falo em beijar. E quando você é o
único da festa a não ficar animado, vai perceber como
bêbados são pessoas sem noção, e principalmente, como falam

alto.
Porque você vai viver esses quatro anos tão
intensamente que, quando chegar lá no final, você vai ter
tantas histórias que vai querer escrever um livro. E ai
você pensa que sua noite foi maravilhosa, que você aprontou
isso, fez aquilo, chegou em casa de carona no carrinho de
mini pizza, mas no fim vai perceber que sempre pode ter
alguém pior.
Eu sou uma pessoa muito sistemática quando se trata de
dormir. Eu preciso do meu pijama, do meu carregador do
celular, e da minha escova/pasta de dente, esse é o meu kit
básico para dormir fora de casa, e claro, dormir em um
lugar bom, pode ser colchão no chão mesmo, desde que seja
confortável. Mas dai você me pergunta “O que isso tem a ver
com o tema festa?”, simples! Você vai pra balada com sua
amiga, e não vai se incomodar e achar estranho acordar no
outro dia na casa dela, com a roupa da balada, sem escovar
os dentes, fedendo, e as vezes nem lembrando do que
aconteceu na noite passada.
Isso já aconteceu comigo, e mesmo quando eu estou em
um estado complicado, não saio de casa pra passar a noite
fora sem esse kit de primeiros socorros. Pode parecer
estranho, mas você vai estar, algum dia, indo embora pela
avenida principal da cidade, morrendo de ressaca, fedendo,
com a roupa e copo da balada.
Se tem uma coisa que é difícil de falar sobre, são as
festas, algumas delas são até um evento, por exemplo, em
Irati toda quinta é dia de quintaneja, e cada neja é um
evento gigantesco na cidade para os universitários.
Primeiro por que a gente já esta de saco cheio de estudar e
precisamos extravasar, e segundo que neja é MARA. As
pessoas se preparam desde segunda a tarde, colocando nome
na lista, escolhendo roupa, às vezes até comprando roupa
nova pra usar na neja. Chega à quinta, o coração já começa
a disparar, as pessoas saem do serviço e vão pra casa
dormir pra aguentar o pique da noite e o pique do outro dia
no serviço.
Então comentar e falar sobre festas universitárias é
algo complicado, mas se resume em um sentimento, amor!,
pois encontrar e se divertir com os amigos, colocar pra
fora todo aquele espirito e renovar as energias na pista de
dança, não tem preço, ainda mais se conseguir uma fitinha
de um camarote open bar, e dar aqueles amaço no banheiro.

#quemnunca.
Um fato que é importante mencionar: dinheiro! Quando
os universitários vão a festas, os gastos não são
exagerados ou fora do normal, pois é muito comum ter
promoções, entradas gratuitas, até alguns drinks na faixa.
Então a vida de um universitário festeiro não é de muito
gasto, salvo as exceções.
AMIZADES

Já posso começar esse capítulo chorando? Se tem algo


que a universidade vai proporcionar pra você é a
oportunidade de conhecer as melhores pessoas da vida,
aquelas pessoas que irão parecer que se conhecem desde que
nasceram, aquelas pessoas que não precisam ser de sangue
pra fazer parte da família, aquelas pessoas que você às
vezes sente mais amor do que consigo mesmo, e pra
finalizar, aquelas pessoas com quem você vai passar os
melhores anos da sua vida.
Quando se está no ensino superior às amizades mudam,
pois quando estamos no colégio possuímos as amizades de
colégio, e quando vamos para a universidade, muitas vezes
sozinhos, vemos que as pessoas são diferentes do colégio,
ali somos todos adultos em busca de ensinamento e também um
pouco de farra e alegria para dias cansativos. Uma vez fui
a um médium e ele me falou que as amizades que construímos
ao longo da nossa vida são diferentes, as amizades do
colégio são umas, da universidade são outras e do trabalho
são outras, claro salvo exceções.
E não é que é verdade! No colégio nunca fui de ter
amigos, mas a universidade tem o poder de transformar as
pessoas em seres animados, que conhecem todo mundo, os
ditos populares.
Como eu disse no inicio do capitulo, conforme os dias
irão passando, nós vamos nos apegando nas pessoas, em troca
de uma boa amizade, as vezes essa amizade é tão forte e tão
grande, que existe um sentimento entre vocês, não de
namorar claro, mas um sentimento de querer bem para aquela
pessoa, de querer compartilhar sua vida com ela.
Na maioria das vezes, tratar essa pessoa como se fosse
da família e sem ela ser do mesmo sangue, você apenas quer
o bem dela. Claro que nem tudo são flores, existem aquelas
pessoas do mal, falsianes, os preconceituosos, as vacas, e
um conselho, vai demorar para enxergar quem realmente está
pra você e por você, mas nada que o tempo possa ajudar.
Outra coisa que aprendemos com relação à universidade
e amizade, é que nem sempre seu colega de turma é seu
amigo, você pode ser amigo de qualquer pessoa, por exemplo,
professor, estagiários, empregados da universidade, pessoas
que trabalham na universidade. Muitas possibilidades, e
todos iram te tratar de igual para igual e principalmente
como adulto.
Costumo dizer que o ambiente de uma universidade não é
para pessoas fracas, que desistem logo de um desafio, assim
como as amizades, que não devem ser fracas. A universidade
é um local para pessoas adultas, assim como uma amizade
deve ser, madura, inteligente, companheirismo e
reciprocidade de sentimentos.
Eu poderia muito bem ligar esse capitulo com o
capitulo anterior, das festas, porque são dois tópicos que
andam juntos.
Quando pensamos em cada laço que construímos com cada
pessoa e a cada fim de ano essas pessoas voltam para suas
casas ou vão percorrer o mundo, trabalhando na profissão
que escolheram, e isso é muito triste, você dizer um até
breve para aquelas pessoas com quem você passou grande
parte de sua vida.
Eu sou uma manteiga derretida e choro mesmo, eu
acredito que quando nós temos sentimentos, quando sentimos
algo por alguém com o sentimento de carinho, precisamos
expressar isso de alguma forma, e nós sabemos que um tchau,
até breve, uma despedida, nunca é fácil.
E isso se torna mais difícil quando estamos morando
longe de casa, e em uma cidade que amamos, porque além de
se despedir das suas amizades você também vai se despedir
da sua cidade, a cidade que te acolheu nesses anos, que
você também construiu laços com ela, é difícil, sim, mas o
mundo está de portas abertas pra você, vai e encara, depois
volta revê-los.
É muito difícil e complicado criar laços com pessoas,
sentimentos de carinho, querer bem, gostar de estar perto e
pensar quantas coisas vocês fizeram juntos nesses anos,
prepara o coração.
 O primeiro dia de aula: quando todo mundo se conhece,
se apresentam, e começa as primeiras trocas de palavras.
 As festas: cada fim de semana é uma comemoração, nunca
precisamos de motivos para nos reunirmos com nossos amigos
em um churrasco, ou marcar uma balada para no quarto ano
comemorar as aprovações do TCC.
 Os estudos: quantas horas passamos juntos, se seu
curso for de quatro anos, você e seus amigos passaram 35040
horas estudando, seja pra apresentar um seminário, um
fichamento e até o TCC no final, quanta criatividade foi
usada para um trabalho em sala.
 Momentos de vocês: sabe aquelas histórias malucas que
só você criou com seus amigos? Acontece algo em uma festa,
ou algum trabalho que fizeram juntos, e essas pequenas
memórias formam lembranças.
E quando se está no último ano do curso e todos
começam a retomar as lembranças e começar a sentir aquele
aperto no coração de que, daquele momento em diante é cada
um por si, que nem sempre vocês iram se ver, ou estarem
juntos em uma festa.
Mas sempre devemos pensar que nossos amigos, eles sim,
pode passar o tempo que for, a distância que estiverem uns
dos outros, mas nada há de separar um sentimento de carinho
tão forte e uma relação tão carinhosa que foi criada.
As vezes me pego lembrando de vários momentos na minha
vida acadêmica, relacionada as amizades, e só um sentimento
me cai a cabeça, na verdade uma fala, da banca do meu TCC
que me fez chorar.

- Luiz, a gente vê nesses quatro anos de curso que


você é e foi uma pessoa muito especial, e essa sala cheia
faz você se lembrar disso, porque seus quatro anos aqui
sempre foram cercado de pessoas incríveis, que sempre
estiveram do seu lado, não é a toa que você possui três
páginas de agradecimentos no seu trabalho, porque você é
uma pessoa especial, uma pessoa que tem uma luz, e as
pessoas gostam de você pelo jeito que você é, pela sua
coragem, pela sua audácia, pelo seu jeito carinhoso, por
você ser essa pessoa incrível e especial, um exemplo disso
é que você poderia ter escolhido qualquer aldeia indígena
do país, até as que estão próximas de Irati, mas você com
seu jeito de sempre querer ir além decidiu falar sobre uma
aldeia lá de Porto Seguro na Bahia, isso mostra a
grandiosidade que você é, para você, para os seus quatro
anos aqui dentro e para todos nós, seus amigos.
(sim, essa parte mereceu um grande emoji de choro)!

Claro que nesse livro eu venho pra falar sobre como é


a vida universitária, inclusive já expliquei isso no
começo, mas também para dar alguns exemplos e mensagens que
estiveram e estão presentes na minha vida, afinal tudo isso
saiu da minha experiência.
Falar sobre amizade é algo muito difícil, é como falar
dos seus pais em uma homenagem, palavras nunca serão
suficientes para demonstrar todo carinho, amor, e aquele
grande sentimento que temos por todos. Ao longo dos anos
nós vamos fazendo pequenos gestos seja através de uma
mensagem no facebook, ou um presentinho no aniversário,
coisas do nosso jeitinho.
Nós, eu, não somos nada sem essas pessoas maravilhosas
do nosso lado nesses anos de estudos, quando você sentir
saudades de casa, ou estiver em um dia mal, eles iram estar
ali pra te apoiar e pra te ajudar no que for preciso. E
nunca iram te cobrar nada por isso, e se cobrarem,
significa que não são seus amigos de verdade, apenas
colegas passageiros de uma vida com ticket somente de ida.

(E sim! Eu chorei pra caralho escrevendo e lembrando


tudo isso).
ACABOU

Nesse momento estou assistindo as olimpíadas do Rio


2016, e não sei o motivo, mas esses jogos estão mexendo com
minhas emoções de um jeito, o mesmo jeito que pensar que a
minha graduação também chega ao fim um dia.
Tudo aquilo que foi construído nesses anos, desde
muitas dedicações, muitos estudos, passando pelo temível
TCC, completando com o estágio obrigatório, chega ao fim.
Nesse momento paramos para refletir tudo o que aconteceu
nesses anos, o quanto eles foram nossos sentimentos,
amizades que vão deixar saudades, cidades que nunca vamos

esquecer e que nos acolheram.


Não tenha dúvidas, os anos de universidade são os
melhores anos das nossas vidas! É nessa época que
aprendemos muitas coisas, entre elas, nós crescemos e nos
tornamos adultos. Aquelas crianças que um dia pisaram em um
edifício buscando ensinamentos, hoje saem como adultos
prontos para o mercado de trabalho, prontos pra brilharem

nas profissões que escolheram.


Quando estamos no primeiro ano do curso, sempre
pensamos o quanto tempo vai demorar pra chegar à formatura,
mas em um piscar de olhos, de repente, você se vê no último
ano, apresentando TCC, e procurando emprego. Sabe aquela
famosa frase, “quando a água encosta na bunda a gente

aprende a nadar”, essa é a mais pura verdade.


Quando chega o último ano sentimos o peso da
responsabilidade e a pergunta que não cala, “o que vamos
fazer ano que vem?”, pois quando entramos nos asseguramos
de anos que estaremos dispostos com os estudos, mas e
quando ele acabar. Todo esse peso ressoa contra nós, nos
vimos no sentimento de alegria por ter finalizado, saudades
por deixar a todos, e tristeza em saber que dali para
frente é cada um por si.
São tantos os sentimentos, como eu citei em todo o
livro, não tem como explicar tintin por tintin. A vida é
cheia de surpresas e oportunidades, precisamos nos
arriscar, mostrar quem somos, demonstrar sempre humildade e
transparecer a essência verdadeira de cada um de nós.
Eu aprendi muito nesses quatro anos que estive
estudando, ensinamentos que vou levar para a vida toda,
pessoas que vou levar pra vida toda. Aqueles amigos que vão
sempre estar presentes mesmo estando longe e aquelas
pessoas que sempre vou admirar por me tratarem como igual,

como ser humano, sem preconceitos.

E o que eu aprendi nesses quatro anos

Aprendi a ser verdadeiro com as pessoas, mas


principalmente comigo; aprendi que precisamos dar a cara à
tapa algumas vezes para alcançarmos nossos objetivos;
aprendi que nunca falta espaço para conhecimento; aprendi a
ter humildade e respeitar as pessoas; aprendi a ser um ser
humano de bem com a vida; aprendi a sempre tentar ver o
lado positivo dos acontecimentos e das coisas; aprendi a
dar sempre o meu melhor e que o impossível é sempre
possível só basta acreditar; aprendi a conhecer pessoas;
aprendi a ter amizades verdadeiras; aprendi que não sou o
único ser humano no mundo, e que ele não gira em torno de
mim; aprendi a amar e defender um curso que eu nem sabia
que iria gostar, mesmo sabendo que era aquilo que eu
queria; aprendi a ser estudioso, inteligente e sempre
buscar dar o máximo de mim, mesmo sendo criticado; e por
fim, aprendi a ser eu mesmo, pois é sendo quem eu sou que
me faz especial, e faz com que as pessoas gostem de mim,
pelo que sou e não pelo o que tenho.
E para finalizar, a última foto não poderia deixar de
ser aquela que representa um dos momentos que marcaram
minha vida acadêmica, todos juntos, felizes, reunidos e
comemorando. #saudades.

(Mauro, Eu, Prof. Vanessa, Bruna, Renan, Viviane, Suzane, Amanda,


Evandro, Prof. Poliana, Roberta, Diego, Jéssica, Jessica Krug, Marcos,
Samanta, Prof. Paula. Valeu a pena!).

Mais um livro concluído com sucesso! Deixo aqui


minhas palavras, minhas experiências, esperando ter ajudado
você a entender um pouco mais de como é a vida
universitária. Saiba que esse não é meu fim, e sim apenas a
metade de um trabalho que comecei no primeiro e que se
encerrará no terceiro livro.
SIM.

Podem esperar que vamos ter o terceiro livro para


fechar a trilogia da minha vida.

Beijos e até a próxima,

Salvati!

FIM