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COLÉGIO OBJETIVO – PROFº BETO CAVALCANTE TURMAS ENEM MAIS E EXTENSIVO

ARTE MEDIEVAL
1. Introdução
Durante a Idade Média (século V ao XV), a arte europeia foi marcada por forte influência da Igreja Católica. Esta atuava
nos aspectos sociais, econômicos, políticos, religiosos e culturais da sociedade. Sendo assim, a arte medieval teve uma
forte marca temática: a religião. Pinturas, esculturas, livros, construções e outras manifestações artísticas eram
influenciadas e supervisionadas pelo clero católico.
Três modificações importantes vão ocorrer durante a Idade Média, com ampla repercussão na civilização ocidental:
I. A liderança cultural se desloca do norte do mediterrâneo para a França, Alemanha e Ilhas Britânicas.
II. O cristianismo triunfou sobre o paganismo e o barbarismo.
III. A ênfase se deslocou do aqui e agora para o além e da concepção do corpo belo para a de corpo corrupto.
Outras mudanças:
• Como o foco cristão se dirigia para a salvação e a vida eterna, desapareceu o interesse pela representação realista do
mundo.
• Os nus foram praticamente proibidos e até as imagens de corpos vestidos revelavam a ignorância da anatomia.
• Os ideais greco-romanos, de proporções harmoniosas e equilíbrio entre corpo e mente, desapareceu.
• Os artistas medievais se interessavam exclusivamente pela alma.
• Tinham a intenção de iniciar novos fiéis nos dogmas da Igreja.
• A arte passa a servir aos interesses da Igreja.
• Os teólogos acreditavam que os cristãos aprenderiam a apreciar a beleza divina por meio da beleza material.
O resultado disso foi uma maravilhosa produção de mosaicos, pinturas e esculturas.
A arte medieval se compõe de três estilos distintos:
• Bizantina: mosaicos e ícones.
• Românica: afrescos (pintura em massa fresca) e esculturas estilizadas.
• Gótica: torres altas, vitrais e esculturas mais naturais.

ARTE BIZANTINA
Arte majestosa
As obras mais ambiciosas, em geral, se inspiravam nos modelos clássicos. Cristo costumava ser representado
como um jovem imberbe, por inspiração de Apolo, Mercúrio ou Orfeu. Mas a oficialização do cristianismo pelo Imperador
permitiu aos artistas enfatizar a grandiosidade do Senhor.
Para a criação artística, o campo espiritual foi sendo explorado cada vez mais e, usando uma ordem, desenvolveu-
se e sobreviveu.
• Matemática – A teoria dos números e a geometria abstrata eram reverenciadas como as mais elevadas das ciências,
muitos artistas tinham o conhecimento prático da matemática no uso da geometria simples e da proporção. A simetria foi
um dos elementos mais cultivados, pois acreditavam que essa harmonia exata fosse capaz de reconciliar e integrar as
tensões da teologia cristã, que envolvia a trindade.
• Hierarquia – A ideia de beleza obedecia a uma ordem hierárquica, na qual a imagem de Cristo começava a ser
representada com um rosto cada vez mais barbudo e maduro, com os olhos voltados para o observador, sendo sempre o
foco principal.
Outros personagens eram colocados ao lado ou abaixo dele, de acordo com sua importância, apresentando,
assim, o princípio da doutrina cristã de “um só Deus”.

Pintura
Destaque para os afrescos (pinturas feitas em paredes, principalmente de igrejas), miniaturas (para ilustrar livros)
e ícones (pinturas em painéis). O tema religioso predominou na pintura com imagens de Cristo e da Virgem Maria.
A arte bizantina pretendia expressar a autoridade absoluta e sagrada do imperador. Como ele era considerado o
representante de Deus, uma norma também foi criada para sua representação.
Dentre as regras estabelecidas para atingir esse objetivo estão:
• Lei da frontalidade, que, por sua postura rígida, levava o observador a uma atitude de respeito e veneração.
• Determinação do lugar de cada personagem sagrado.
• Indicação de como deveriam ser os gestos, as mãos, os pés, as dobras de roupas e os símbolos.
• Retratação das personalidades oficiais e dos personagens sagrados, como se compartilhassem as mesmas
características.
Jesus Cristo poderia, por exemplo, ser representado como rei e Maria, como rainha.

Ícones bizantinos
Os ícones são quadros pequenos que representam figuras sagradas, como Jesus
Cristo, a Virgem, os apóstolos, santos e mártires e, em geral, são bastante luxuosos. Para
pintar os ícones, era utilizada a técnica de têmpera ou a da encáustica.
• A têmpera consiste em misturar os pigmentos a uma goma orgânica, em geral, gema
de ovo, resultando em uma superfície brilhante e luminosa.
• A encáustica consiste em diluir os pigmentos em cera aquecida e derretida no
momento da aplicação. Ao contrário da têmpera, a pintura é semifosca.
Por vezes, os artistas colocavam joias e pedras preciosas na pintura para, aliados ao
dourado nos detalhes das roupas, dar um aspecto de suntuosidade. Os ícones eram venerados
em igrejas, mas às vezes também eram encontrados nos oratórios familiares, pois se tornaram
populares e se mantiveram por muito tempo como expressões artísticas e religiosas.
O estilo bizantino de iconografia foi desenvolvido de uma forma altamente estilizada e
teve como objetivo apresentar a teologia complexa de um modo muito simples: possibilitando
educar e inspirar até mesmo os analfabetos. A cor, por exemplo, era muito importante:
• Ouro representava o esplendor do céu;
• O vermelho, a vida divina;
• Azul era a cor da vida humana;
• Branca era a essência criada de Deus, usado, por exemplo, na pintura ícone da ressurreição de Cristo.
Normalmente, Jesus veste uma roupa vermelha com um exterior azul (que significa Deus tornar-se humano),
enquanto Maria veste uma roupa azul com um vermelho exterior – o que significa que os seres humanos podem realmente
chegar a Deus.

Uso de mosaicos

O mosaico é uma técnica que consiste na colocação lado a lado de pequenos


pedaços de pedras de cores diferentes sobre uma superfície de gesso ou argamassa.
Essas pedrinhas coloridas são dispostas de acordo com um desenho previamente
determinado, obtendo como resultado uma obra semelhante à pintura.
O mosaico era de grande importância na arte cristã, mas a arte do mosaico não era
um meio desconhecido antes da era bizantina, mas tinha sido pensada pelos gregos e
romanos como um meio de decorar uma superfície inadequada para pintura – como um piso
onde a pintura teria sido desgastada, ou no interior de uma fonte, onde a tinta teria sido
lavada. Entretanto, agora, tornou-se não apenas uma parte estrutural da parede, mas a razão
de ser para a parede. Concebido, em certo sentido, como uma nova forma de arte pública, o
muro foi construído com o único propósito de manter o mosaico e janelas foram perfuradas na parede com a única
finalidade de iluminá-lo.

Arte Românica
A Fortaleza de Deus

O termo românico é utilizado para descrever o estilo artístico que


dominou a Europa entre o século XI e XII. Esse estilo está diretamente
ligado à Igreja e às suas obras arquitetônicas e decorativas. O termo
passou a ser utilizado no século XIX e com o tempo apresentou variações
como romanesco ou estilo normando, que são igualmente corretos. O
nome surgiu porque as igrejas desse período tinham sua estrutura
baseada nas plantas das antigas basílicas romanas.
Apesar do nome, o estilo românico não é uma simples variação ou
cópia do estilo romano. Ele se apresenta como um conjunto complexo de
diversas referências provenientes da arte egípcia, persa, insular, bárbara,
bizantina, grega e turca. Mesmo baseando-se em um modelo antigo, os arquitetos e artistas do estilo românico buscavam
soluções e experimentavam novas estratégias para superar desafios e problemas referentes à sua época, mantendo o
estilo vivo e evoluindo.
A arte românica se insere em uma sociedade totalmente teocrática, na qual o domínio das áreas criativas, intelectuais
e monetárias era regido pela Igreja. Os valores cristãos impregnavam toda a vida da sociedade, dando à Igreja poder
praticamente ilimitado.
O desenvolvimento do estilo românico começou por volta do ano 1.000, um tempo instável, mas que gozava de uma
paz relativa, em que as peregrinações por lugares conhecidos como sagrados começou a se intensificar (lugares como
Jerusalém, onde supostamente Jesus morreu; Roma, sede da Igreja Católica; e Santiago de Compostela, local onde,
supostamente, está enterrado o corpo do apóstolo Tiago).
As construções românicas entram nesse contexto de peregrinação com o intuito superficial de proteger e abrigar os
fiéis que partem nessas longas jornadas de fé e manter em segurança as relíquias locais, como itens trazidos pelas
Cruzadas, corpos de santos e santas e objetos usados ou relacionados às santidades.
Em uma análise mais aprofundada, é extremamente difícil mensurar o
impacto que as construções românicas exerciam nos povoados europeus
daquela época. As igrejas românicas visualmente demonstravam grande poder
e soberania, sempre se mostrando como o prédio mais alto e imponente de sua
região.
Outra característica importante do estilo românico é a preocupação com a
representação dos valores cristãos em passagens bíblicas por meio de
imagens, visto que praticamente toda a população europeia era analfabeta.
Artistas usavam toda a extensão da igreja para apresentar seus valores morais
por meio de pinturas, esculturas e até mesmo de objetos decorativos. Todos os
detalhes da igreja tinham que ser pensados e deveriam carregar uma
interpretação simbólica, para que pudessem tocar o fiel e transmitir a palavra da Igreja com clareza.

Arquitetura
Como já citado, é por causa de sua arquitetura característica que o estilo românico ganhou seu nome, que
significa “similar ao romano”. Os edifícios românicos tinham suas plantas inspiradas nas antigas basílicas romanas,
apresentando uma estrutura abobadada e de paredes extremamente espessas. Esse tipo de construção fortificada era
uma clara necessidade em um território como a Europa feudal, em que não eram raros os casos de saques e destruições
de igrejas causadas por conflitos.
A rigidez da fachada românica deu às igrejas Idade
Média desse estilo o apelido de “fortalezas de Deus”, alcunha
que exalta o papel da igreja medieval de salvadora e porto
seguro para os fiéis. A igreja fortaleza representa a batalha
entre o bem de Deus e o mal do mundo, posicionando-se entre
vilarejos como pedras fortes para a sustentação da fé. Tanto
as igrejas como os castelos passavam uma ideia de
construções “pesadas”, voltadas para a defesa.
Com toda a sua fortificação, as igrejas românicas não
eram totalmente verticais, grande parte de sua estrutura não
alcançava alturas elevadas. Para equilibrar a imponência
horizontal da igreja com a sua altura, os arquitetos românicos
elaboravam projetos que valorizavam as torres das igrejas. No
alto de cada torre, geralmente eram instalados conjuntos de
sinos. As torres que recebiam esses sinos eram conhecidas
como campanários.

Pintura
A pintura românica manifestou-se fortemente em dois campos distintos: a
pintura mural e a iluminura. Cada um dos dois campos tinha uma função definida
e apresentava características próprias, apesar de algumas referentes ao rigor
técnico serem compartilhadas e em alguns momentos existirem pontes entre os
dois.
Apesar de a pintura mural e o desenvolvimento das iluminuras serem as
vertentes pictóricas dominantes, quando falamos em arte românica, não podemos
deixar de falar dos artistas do período, que também pintavam sobre placas de
madeira usando a técnica da têmpera. Essa técnica estava geralmente associada
à decoração de altares e apresentava características muito próximas às das
pinturas murais.
A pintura mural do estilo românico é totalmente didática, ela permeia toda
a arquitetura e decoração das igrejas do período com o intuito de passar
mensagens religiosas aos fiéis e aos viajantes que as visitavam. Como já foi citado
no texto, o estilo românico se desenvolveu em uma Europa praticamente
analfabeta, os poucos letrados estavam ligados à Igreja, então os artistas deveriam
se preocupar em criar uma arte catequizante que fosse fácil de ser compreendida
pelo povo mais simples que visitava a igreja.
Em aspectos técnicos, a pintura românica tem um estilo
predominantemente voltado para o desenho, com linhas de contorno muito bem
definidas. Os murais se apresentam bidimensionais, ou seja, sem a representação de profundidade ou ilusão perspectiva.
As figuras apresentam uma deformação característica e intencional que servia para exaltar determinados sentimentos
religiosos – a pintura representa uma espécie de interpretação mística da realidade. Essa deformação contribuía para o
trabalho do artista, que a usava para criar os mais diversos significados e sentimentos dentro do mural.
A cor na arte romanesca era usada em toda a sua intensidade, em um processo chamado de colorismo. Nesse
processo, o artista pintava os planos do mural com cores chapadas, ou seja, sem sombreados ou matizados, não existia
nenhuma preocupação com luz e sombra ou meios tons. A cor não tinha intenção de representar volume, texturas ou de
copiar a natureza, sendo aplicada de maneira cheia e intensa.

Iluminuras

Na época do período românico, era intensa a produção de livros decorados com ilustrações
conhecidas como iluminuras. Como esse momento se encontra antes da invenção da imprensa,
todos os livros eram manuscritos, depois decorados também à mão.
A iluminura poderia aparecer em livros desempenhando um papel decorativo ou narrativo.
Em sua função decorativa, ela aparecia representando motivos florais, orgânicos ou geométricos
atrelada a letras iniciais das páginas. Já em sua função decorativa a iluminura se parecia muito
com a pintura mural, buscava representar a cena da maneira mais clara e dinâmica possível. Essa
similaridade entre a função da iluminura narrativa com a pintura mural levou muitas vezes os
artistas muralistas a copiarem iluminuras de livros para os murais.
Diferentemente das pinturas murais, restritas a representações cristãs, as iluminuras se
voltavam para a representação do mundo, retratando a vida da sociedade, aspectos do cotidiano, costumes e culturas
distintas do medieval. As iluminuras eram também mais criativas que as pinturas murais, representando o mundo por
vezes de maneira alegórica e fantasiosa, criando cenas multicoloridas e composições avançadas para a época.

Escultura

Os ornamentos e as esculturas do estilo românico complementavam o caráter didático da pintura mural. As obras
se espalhavam por toda a igreja e tinham muito mais a intenção de doutrinar os fiéis ou demonstrar a superioridade divina
do que criar um ambiente belo e aconchegante. A técnica do escultor também era regrada por essa faceta narrativa da
arte, limitando o potencial realista das formas em busca de uma natureza expressiva e carregada de significações e
simbologias.
As esculturas que representam corpos humanos eram sempre pouco modeladas e de aparência extremamente
rígida. As figuras eram geralmente representadas de frente e não seguiam uma proporção convencional, apresentando,
assim, uma anatomia estranha e pouco realista. Toda pose representada deveria ter uma função narrativa ou expressiva
dentro do complexo esculpido, ou a figura deveria ser representada ereta e inexpressiva, comprometendo minimamente
o conjunto.
Os temas nas esculturas seguiam a mesma tendência da pintura mural, sendo restrita a representações de cenas
ligadas à religião cristã.

Arte Gótica
Origem e simbolismo animal na arte cristã

A origem da palavra gótico refere-se à arte dos godos, um povo da


Germânia que vivia na região da atual Suécia e invadiu o Império Romano no século
III.
“Então surgiram arquitetos novos que, à maneira de suas nações
bárbaras, construíram em um estilo que chamamos de gótico (dei Gotthi) .”
O auge da arte na Idade Média se deu entre os anos de 1200 e 1500. Os
construtores medievais ergueram elaboradas estruturas, com interiores atingindo
construções altíssimas, sem precedentes no mundo da arquitetura.
Animais, reais e fantásticos, ocuparam um lugar importante no pensamento
da arte medieval. Artistas empregavam facilmente motivos de animais, juntamente
com os projetos espelhados, como parte de seu vocabulário decorativo. Outro
exemplo são as joias, repletas de formas de animais alongados e torcido em
padrões trançados. Bíblias e livros evangélicos, muitas vezes, fazem uso de
desenhos de animais para animar o texto sagrado. As formas de animais também foram utilizadas para decorar objetos
utilitários da realeza.
A imagem dos animais também carregava uma rica variedade de associações
simbólicas, muitas vezes, retiradas do passado. Artistas frequentemente
representavam em textos bíblicos a interação humana com os animais, como a Arca
de Noé, Jonas e o grande peixe, ou Daniel na cova dos leões.
Os autores dos quatro evangelhos, que se relacionam à história da vida de
Cristo, eram muitas vezes simbolizados por animais.
• Criaturas aladas representam Mateus
• O leão representa Marcos
• O boi representa Lucas
• A águia representa João
Esses símbolos foram baseados na visão de São João, no livro do Apocalipse.
Na placa de marfim (placa com Agnus Dei em uma cruz entre emblemas dos quatro
evangelistas), os símbolos animais, segurando seus Evangelhos, são dispostos ao
redor da cruz. No centro, aparece o Cordeiro de Deus, um símbolo de Cristo.
Originalmente, essa placa teria decorado a capa de um manuscrito que contém todos
os quatro Evangelhos.

Arquitetura
O estilo gótico predominou na Europa no período da Baixa Idade Média (final do século XIII ao XV). As
construções (igrejas, mosteiros, castelos e catedrais) seguiram, no geral, com algumas características em comum. O
formato horizontal foi substituído pelo vertical com base cruciforme, opção que fazia com que a construção estivesse
mais próxima do céu. Os detalhes e elementos decorativos também foram muitos usados. As paredes passaram a ser
mais finas e de aspecto leve. As janelas apareciam em grande quantidade. As torres eram em formato de pirâmides. Os
arcos de volta-quebrada e ogivas foram também recursos arquitetônicos utilizados.
Enquanto a maioria das primeiras igrejas medievais foi coberta com tetos de madeira, muitos edifícios românicos
tinham abóbadas de berço (ou seja, semicircular) ou abóbadas arestas (ou seja, baías de abóbadas que se cruzam em
ângulo reto). Suas paredes são necessariamente grossas para conter o impulso para fora do arco e permitem apenas
pequenas janelas. A partir de 1100 em diante, os arquitetos experimentam inovações que, corretamente combinadas,
permitiram a dissolução da parede e um arranjo de fluido do espaço. Um exemplo dessas inovações foi a adaptação do
arco ogival, que tem um menor grau de impulso lateral do que o arco de volta e é facilmente adaptável às aberturas de
várias larguras e alturas. Eles também desenvolveram um sistema de nervuras de pedra para distribuir o peso da
abóbada em colunas e plataformas direcionadas para o solo. A abóbada então poderia ser feita agora com pedra mais
leve, mais fina e com as paredes abertas, cada vez maiores, para acomodar as janelas e os vitrais.
Mudanças surgidas no início do século XII na arquitetura românica conduziram a uma revolução arquitetônica.
Os elementos que permitiram o surgimento da catedral gótica foram: a abóbada de nervura e os suportes externos
chamados de arcobotantes. A aplicação desses pontos de apoio permitiu trocar as paredes grossas com poucas
aberturas por paredes estreitas com vitrais que narram histórias religiosas e inundam de luz o interior das catedrais.

Rosáceas

Outros elementos que fazem parte da


arquitetura gótica são: as rosáceas – que aparecem
na fachada principal –, os pilares que dão suporte ao
teto de pedra, os arcos pontudos na fachada e as altas
torres.

Vitrais góticos

As janelas e os vitrais góticos começaram a


ser utilizados no ano de 1200, sendo usados até o ano
de 1500. Na maioria das vezes, o vitral gótico exibia
cenas religiosas, embora às vezes as peças de vidro coloridas e translúcidas que compunham as janelas fossem
dispostas em projetos elaborados com nenhuma pessoa ou evento.
Embora a arquitetura gótica e a arquitetura românica fossem semelhantes em sua forma total e tamanho, a
arquitetura gótica apresenta fachadas mais elegantes, arcos pontudos e janelas maiores e mais amplas. Arquitetos
desenharam essas janelas mais longas e largas por uma série de razões. A motivação estética poderia ter sido uma
delas, no entanto, alguns edifícios góticos ficaram muito mais altos do que os românicos imaginaram um dia. Arquitetos
usaram o que chamamos hoje de vitrais góticos para preencher as aberturas de grandes dimensões.
Escultura gótica
Com relação às esculturas góticas, o realismo prevaleceu. Os escultores buscavam
dar um aspecto real e humano às figuras retratadas (anjos, santos e personagens bíblicos). A
escultura gótica estava intimamente ligada à arquitetura, uma vez que foi usada principalmente
para decorar as fachadas de catedrais e outros edifícios religiosos.
As primeiras esculturas góticas eram figuras de pedra de santos e da Sagrada Família,
usadas para decorar portas ou portais das catedrais.
Na arquitetura gótica, o uso de gárgulas decoradas com animai foi muito comum. A
gárgula é, antes de tudo, um cano que serve para escoar a água da chuva para fora da catedral,
impedindo infiltrações, sobrepeso com a água etc. O nome “gargouille” vem do gorgolejar da
água dentro do cano. As gárgulas são usadas desde o período egípcio, mas, devido à
exploração do seu uso na arquitetura gótica, elas ganharam maior destaque. Muitas vezes, os
escultores góticos esculpiam as gárgulas em forma de animais, pessoas, monstros, criaturas
fantásticas etc. Apesar de a maioria das gárgulas ser de figuras grotescas, o termo gárgula
inclui todo tipo de imagem. Algumas gárgulas são esculpidas como monges, outras,
combinando animais reais e pessoas, muitas são até cômicas.

Pintura gótica
A pintura gótica se desenvolveu ao longo dos séculos XIII, XIV e início do XV. Nos primeiros séculos, os artistas
faziam os manuscritos ilustrados, já no início do XV, a arte começou a ganhar novas características, anunciando o início
do Renascimento. A principal delas foi o realismo, segundo o qual o artista buscava retratar as figuras da forma mais real
possível.
Os maiores destaques na pintura gótica são as iluminuras, os vitrais, painéis e afrescos. Embora a temática
religiosa ainda prevalecesse, observam-se, no século XV, algumas características do Renascimento: busca do realismo,
expressões emotivas e diversidade de cores. O pintor mais importante do final de XIII e início do XIV foi Ambrogiotto
Bondone (1266-1337). A maior parte das suas obras são afrescos que decoravam igrejas.