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CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA

MARIANA GABRIELE ANDRETTA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

CURITIBA
2018
MARIANA GABRIELE ANDRETTA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

Relatório de Estágio Supervisionado I


apresentado como requisito parcial à obtenção
do grau de Bacharel em Engenharia Civil, pelo
Centro Universitário Curitiba.

Orientador: Prof. Renato Braga Coelho Neto

CURITIBA
2018
RESUMO

Este relatório trata do estágio supervisionado realizado na empresa SP


Terraplanagem, Pavimentação e Serviços Eireli no município de São José dos
Pinhais – PR. Durante o período foram realizadas diversas atividades que
possibilitaram o contato com uma área da engenharia que não ganha grande
enfoque nas disciplinas do curso, o que foi de grande valia para a formação
profissional do estagiário
LISTA DE FIGURAS

Imagem 1 – Moto Niveladora .................................................................................... 15


Imagem 2 – Canaleta ................................................................................................ 15
Imagem 3 – Canaleta ................................................................................................ 16
Imagem 4 – CBUQ .................................................................................................... 16
Imagem 5 – Aplicação da base ................................................................................. 17
Imagem 6 – Compactação da base........................................................................... 17
Imagem 7 – Aplicação/Compactação CBUQ............................................................. 18
Imagem 8 – Compactação CBUQ ............................................................................. 18
Imagem 9 – Compactação CBUQ ............................................................................. 18
Imagem 10 – Caixa de captação de água ................................................................. 19
Imagem 11 – Caixa de captação de água ................................................................. 19
Imagem 12 – Pavimento pronto ................................................................................ 20
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 6
2 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO ...................................................................... 7
2.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ................................................................. 7
2.2 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ........................................ 7
2.3 IMAGENS DA OBRA ....................................................................................... 15
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 21
ANEXOS ................................................................................................................... 22
ANEXO A – CONTROLE DE FREQUÊNCIA DO ACADÊMICO ............................ 22
ANEXO B – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO ACADÊMICO (UNIDADE
CONCEDENTE) .................................................................................................... 23
ANEXO C – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO ACADÊMICO (INSTITUIÇÃO
DE ENSINO) .......................................................................................................... 24
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1 INTRODUÇÃO

O presente relatório tem como finalidade apresentar as atividades


desenvolvidas pela acadêmica Mariana Gabriele Andretta no estágio supervisionado
para conclusão do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Curitiba. O
estágio foi realizado na empresa SP Terraplanagem, Pavimentação e Serviços Eireli
no município de São José dos Pinhais, no período de 16 de março a 04 de maio de
2018.
Durante o período do estágio foram realizadas as seguintes atividades:
 Acompanhamento na execução dos serviços de terraplanagem e
pavimentação.
 Acompanhamento no andamento do processo de licitações da empresa.
 Orçamentos referentes a cada etapa da obra.
 Verificação de notas.
 Quantificação dos materiais contidos no projeto e desenvolvimento de diários
da obra.
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2 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO

2.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

Nome da Empresa: SP Terraplanagem, Pavimentação e Serviços Eireli


Endereço: Rua Pedro Valaski – nº 1670
Localidade: São José dos Pinhais – Paraná
Ramo de Atividade: Obras de Infraestrutura Urbana e Construção de Estradas
Número de funcionários: 48
CNPJ: 05.590.129/0001-10
Supervisor Técnico do Estágio: Eng. Alessandro Portela Fausto
CREA: 166.913/D-PR

2.2 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

O seguinte relatório tem como objetivo descrever as atividades realizadas no


estágio feito durante o presente semestre, sob supervisão do Engenheiro Civil
Alessandro Portela Fausto, na empresa SP Terraplanagem, Pavimentação e
Serviços Eireli.
Foi escolhida uma empresa do ramo de pavimentação, pois esta área não
possui tanto enfoque para a grande parte dos formandos, possibilitando assim uma
formação mais diferenciada.
Durante a fase inicial de realização de estágio na empresa, o estagiário
acompanhou as atividades do supervisor, de forma a aprender quais seriam as
atividades que deveriam ser realizadas, adquirindo assim o conhecimento teórico e
prático para desempenhar as funções para qual foi contratado, podendo então lidar
com o dia a dia da obra, resolvendo possíveis imprevistos e contribuindo assim para
sua formação plena como Engenheiro Civil.
Esta fase de experiência inicial contribuiu também pra a adaptação do
estudante ao mercado de trabalho, através de observações, treinamento e prática,
assim como possibilitou que os valores da empresa pudessem ser assimilados, de
forma que o trabalho fosse realizado com a qualidade e agilidade que lhe seriam
solicitados. Além disso, o estágio deu a oportunidade de acompanhar o processo
burocrático que envolve a rotina de um Engenheiro Civil.
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Foi aprendido, inicialmente, como funciona o passo a passo de uma obra de


pavimentação. Foi-me incumbido, como tarefa inicial, o preenchimento de diários de
obra, fazendo a listagem de equipamentos e materiais, bem como quais as etapas
foram realizadas naquele dia, e entregando-o ao engenheiro responsável pela obra,
a fim de manter o controle do canteiro de obras, podendo assim saber-se como está
o cumprimento das metas pré-estabelecidas, o que possibilita uma otimização do
vínculo entre a obra propriamente dita, e a sede da empresa, aumentando assim a
produtividade.
Acompanhou-se também o desenvolvimento de projetos de pavimentação
junto aos engenheiros responsáveis, possibilitando a aquisição de conhecimento
prático dos trâmites que são necessários, desde a elaboração de um projeto base,
até a aprovação do projeto junto aos órgãos responsáveis, o que contribuirá para o
futuro, facilitando a inserção no mercado de trabalho.
Como pavimentos são, na grande maioria, feitos através de licitações, é
necessário antes elaborar um projeto para concorrência, que apresente os materiais,
custos envolvidos, e também o prazo de conclusão. Estes projetos devem ser
competitivos, para que a empresa apresente o melhor custo-benefício e seja, então,
vencedora da licitação. Dentre os projetos, é preciso fazer um relatório de impacto
ambiental, e esse impacto deve ser sempre reduzido, através de práticas que
procurem preservar o meio ambiente, como correta estocagem de materiais,
destinação adequada de qualquer remoção, reaproveitando resíduos que puderem
ser usados novamente, e transporte de materiais asfálticos feito de forma segura.
No orçamento, inclui-se custos e quantidades de materiais, aluguel de
equipamento, custo com mão-de-obra, impostos e uma margem de lucro que
possibilite uma taxa mínima de retorno sobre o investimento. Geralmente é feita uma
análise quantitativa dos materiais necessários e, em seguida, solicita-se aos
fornecedores uma cotação, para poder obter maior economia.
É de vital importância o estudo do trecho para, assim, contornar-se Áreas de
Preservação Permanente, ou quando isso não for possível, minimizar as alterações
feitas nessas áreas.
O projeto do pavimento é feito de acordo com as características definidas no
escopo básico para Elaboração de Projeto Executivo para Implantação e
Pavimentação, que é elaborado pela Secretaria do Estado de Infraestrutura.
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Esse escopo apresenta os dados essenciais para o projeto, como velocidade


diretriz mínima, distância de visibilidade de ultrapassagem, distância de visibilidade
de parada, raio mínimo de curva horizontal, taxa mínima de superelevação e etc.
Através desses dados, o projetista define o traçado mais econômico para o trecho
em questão, e realiza o projeto em si.
Para realizar o projeto, é imprescindível um bom serviço de levantamento
topográfico. Esse levantamento é feito através da contratação de profissionais
qualificados, com uso de equipamento Estação Total. Acompanha-se esse
levantamento para garantir a qualidade dos serviços. Esse serviço determina os
pontos de amarração, de acordo com a metodologia de trabalho utilizada. Com as
coordenadas e cotas desses pontos, usa-se a estação total para nivelar as estacas.
Estudos geotécnicos são feitos também, com objetivo de determinar as
características do material do subleito, fornecendo então dados sobre a capacidade
de suporte e comportamento dessa camada. Nessa etapa também está inclusa a
realização de importantes ensaios, como de granulometria e o Índice de Suporte
Califórnia (CBR).
Como a execução de pavimentos deve ser feita sob condições de
temperatura especificas (CBUQ) e não pode ser feita na chuva, pois a umidade
alteraria suas características, é realizado também estudo geológico, que consiste em
determinar qual o clima da região, procurando programar o cronograma de execução
em épocas onde o regime de chuvas seja mais ameno, e a temperatura seja
propícia. Para o adequado projeto de drenagem, estuda-se também a hidrografia da
região de implantação da obra.
Após os estudos preliminares, o projeto geométrico do pavimento é feito,
conforme as já citadas diretrizes de projeto. Ele define a geometria do traçado, ou
seja, a espessura de cada camada e seus materiais, bem como também as
características planialtimétricas. As curvas são determinadas através dos métodos
recomendados pela norma, respeitando a visibilidade mínima de 45m. Nas curvas,
aplica-se uma superelevação, que é calculada de acordo com a velocidade diretriz e
o raio da curva, e tem como objetivo aumentar a segurança do tráfego. Essa
superelevação deve estar contida no intervalo entre 8% e 3%.
Fora o acompanhamento de projetos, pode-se também acompanhar a
execução, esta que foi desde a execução do estaqueamento, obras de
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terraplenagem, preparação do terreno, quais os fatores que fazem necessário o


reforço ou a substituição do solo base, e a execução do pavimento em si.
A terraplenagem é feita de forma a minimizar as movimentações de terra,
assim como a quantidade de bota-fora, para reduzir ao máximo os custos. Tenta-se
então utilizar os volumes de solo de corte em outros trechos da obra que necessitem
de aterro.
A logística e o gerenciamento dos materiais e mão-de-obra possibilita uma
otimização de custos e melhora na produtividade, pois evita a estocagem
desnecessária de matéria-prima e também diminui o tempo ocioso dos funcionários.
Observa-se uma devida preocupação na execução do pavimento, de forma a
fazê-lo em camadas, sendo essas um possível reforço do subleito, quando
necessário, a sub-base, a base e o revestimento asfáltico, de forma a poder, assim,
reduzir o custo, pois os materiais das camadas inferiores são menos nobres e,
portanto, mais baratos.
O processo de execução inicia-se após a obtenção do projeto por parte da
equipe que irá executar a obra. Após isso, uma equipe de topografia inicia o
processo de demarcação e obtenção do perfil do terreno. Remove-se então uma
camada da superfície do terreno com o uso de equipamentos como moto niveladora,
pá carregadeira e caminhões de caçamba que transportam o material removido para
o destino final (bota-fora).
Essa camada de terreno superficial que deve ser removida depende dos
estudos topográficos realizados, e varia de acordo com os resultados deste.
Geralmente remove-se de 20 cm a 25 cm de solo, ao longo da extensão total da via,
e numa largura maior que a esta (geralmente 50 cm de cada lado), de forma a
permitir a execução das camadas de pavimento que garantirão a resistência da
obra, bem como o projeto de drenagem previsto. O posicionamento de galerias de
águas pluviais é feito após a execução do aterro. Deve ser posicionado o bueiro
tubular de concreto sob uma cobertura mínima de terra, igual a 1,5 vezes seu
diâmetro, conforme recomendo norma do DNIT.
No projeto acompanhado, o método de drenagem escolhido foi por tubos
circulares de concreto.
As valas para execução do projeto de drenagem são escavadas
mecanicamente, com uso de retroescavadeiras, para então assentarem-se os
bueiros de concreto, com equipamento que se prende a retroescavadeira usado
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para levantar a peça. A instalação é feita individualmente, tubo a tubo, com


rejuntamento de argamassa traço 1:4 (cimento:areia).
Há também necessidade de instalação de bocas de lobo, caixas de ligação,
poços de visita e caixas de queda, tudo isso devidamente recomendado em projeto,
cabendo ao estagiário apenas a fiscalização dessa instalação. Bocas de lobo,
porém, são deixadas sem finalização, pois se necessita primeiro executar o meio-fio,
para que após isso seja finalizada.
É de suma importância também que haja muita atenção na execução dos
elementos de drenagem pluvial, pois é preciso garantir a estabilidade das paredes
das valas. Para que a segurança seja garantida, foi recomendada a execução desse
serviço apenas em dias em que a umidade do solo fosse adequada, o que era
conferido por analise tátil-visual. Também há uma distância mínima que os
operadores de maquinário deviam respeitar, sob qualquer circunstância. Durante
esses serviços, como poderiam haver riscos para os funcionários, tomou-se muita
cautela para garantir a maior segurança possível.
Após a execução dos elementos de drenagem, seus componentes devem ser
aterrados, respeitando um limite de que 70% do volume desse aterro não seja
compactado, para evitar danos as tubulações, e o trecho final seja compactado de
acordo com especificações. Pode ser realizada compactação com a própria máquina
retroescavadeira, posicionando uma de suas esteiras no centro da vala que será
compactada.
Para evitar que o lançamento de água prejudique o terreno adjacente, faz-se
necessária a construção de emissários com dissipadores de energia, que consistem
em estruturas de concreto que absorvem parte da energia da água, evitando que a
água canalizada cause a erosão do solo.
Pode ser necessário remover ou reforçar solos de qualidade inferior a um
certo limite mínimo, que deve ser definido pelo projetista, levando em conta os
critérios de projeto por ele adotados.
Essa substituição de solo necessita, porém, de uma boa compactação do
aterro, com controle da umidade e do material que será utilizado para tal. Um
cuidado que se tem ao substituir o solo após períodos de chuva é o gradeamento
(“arar”) o corpo de aterro, para que então possa diminuir seu teor de umidade,
evitando possíveis problemas futuros na obra, pois a umidade elevada pode
prejudicar a capacidade de um solo de suportar tensões, o que favoreceria
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deformações plásticas no aterro, prejudicando sua integridade, bem como a


compactação ótima.
A umidade ótima para aterro é obtida através de ensaios laboratoriais de
Proctor, e também do CBR. Depois de feita a compactação, um membro da equipe
realiza testes de compactação, de forma a garantir a qualidade do aterro.
Nesta fase também deve ser feito o nivelamento do greide da pista, para
garantir as inclinações laterais da pista, conforme o projeto especifica. Essa
inclinação lateral ou abaulamento não deve ser inferior a 1%, e tem como objetivo
garantir a drenagem das águas pluviais.
Para que a operação de nivelamento do pavimento ocorra, o nivelamento do
eixo da pista e das extremidades é marcado, de estaca em estaca, e então o
operador da moto niveladora é orientado para que regule a inclinação da lâmina, de
forma que o greide da pista fique de acordo com o que é o projetado. Após o
nivelamento, utiliza-se um rolo corrugado (popularmente chamado pé de carneiro),
pois este ajuda a acelerar a secagem de areias e argilas molhadas, bem como de
sedimentos. Qualquer erro de nivelamento deve ser refeito ainda durante essa
etapa, pois isso garante a qualidade da obra, e durante essa fase o custo de refazer-
se o nivelamento é menor, pois os materiais subsequentes são mais caros, e custos
de nivelamento em etapas posteriores, como base e revestimento, podem impactar
muito mais no orçamento da obra.
Para execução do meio-fio, é utilizada uma máquina extrusora, que recebe
concreto usinado de um caminhão betoneira, este que deve ter um slump igual a
zero, o que evita a exsudação da água devido à compressão realizada pela
máquina.
Após a etapa de execução do meio-fio, é então iniciada a execução da base.
A execução da base foi feita utilizando-se Brita Graduada Simples, por ser um
método econômico. A moto niveladora deve espalhar a brita, para que possa então
ser feita a compactação, por meio de rolo compressor do tipo tandem. A Brita
Graduada Simples deve ter uma granulometria bem distribuída para que se obtenha
um acabamento e uma compactação mais satisfatórios. Atenta-se também para a
que a umidade da brita seja ótima na compactação, por isso um caminhão pipa é
utilizado para regular essa umidade, visto que ela geralmente é baixa quando chega
à obra.
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Acompanhou-se as sondagens realizadas no material compactado, que


verificam sua densidade e tem como objetivo verificar se a compactação é
compatível com o que é pedido no projeto, ou se deve-se prosseguir compactando.
Essas sondagens são realizadas ao longo de todo o trecho da obra, para garantir
homogeneidade, porém intersecções recebem maior atenção, pois concentram mais
esforços tangenciais, causados pelos maiores esforços horizontais que são gerados
por veículos nessas áreas.
Esse ensaio é de campo, e consiste na obtenção de um corpo de prova,
através de um furo que esteja contido na base e atinja o subleito. Esse corpo de
prova é então pesado e comparado com um outro corpo de prova, de mesmas
dimensões porem densidade conhecida, encontrando assim a densidade do material
que se deseja saber, e determina-se o seu grau de compactação. Além de verificar
se esse grau de compactação é adequado, verifica-se também se a espessura da
base atende ao especificado em projeto. Os valores são anotados para
apresentação ao engenheiro.
Proteger a base com a imprimação de asfalto diluído é necessário para que
se garanta a qualidade do pavimento, pois isso impermeabiliza a base, evitando que
sofra ação de intempéries até a execução do revestimento, visto que isso não é feito
imediatamente. A imprimação também tem como função a coesão da superfície,
melhorando suas propriedades. Pode-se usar asfalto diluído de cura média CM-30
ou CM-70 ou alcatrão AP-2 ou AP-6 para realizar esse procedimento. Para a obra
em questão foi usado CM-30, com uma taxa de 1L/m², de acordo com a textura da
base, a uma temperatura entre 50ºC e 60ºC, determinada conforme NBR 12950 e
demais critérios de projeto.
Prossegue-se então para a execução do revestimento, em Concreto
Betuminoso Usinado a Quente. Foi escolhido esse método pelas suas vantagens
apresentadas.
A base é preparada antes de o material chegar à obra, quando ainda está
sendo preparado na usina, pois como o material é aplicado a quente, deve-se
minimizar o tempo de espera após sua chegada, pois a temperatura de saída da
fábrica é calculada de forma que o concreto chegue à obra em uma temperatura
próxima àquela de uso, assim evitando o descarte desnecessário, que acarretaria
em prejuízos.
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Com a limpeza da base, com o uso de soprador, quando houver acúmulo de


resíduos na sua superfície, deve ser feita sua pintura com emulsão asfáltica
adequada, através de caminhão espargidor. Isso promove a melhor ligação entre
base e revestimento. A emulsão utilizada foi RR-1C (ruptura rápida), à temperatura
de 40ºC e taxa de 0,4L/m².
Quando o Concreto Betuminoso chega ao local da obra faz-se então a
conferência da temperatura de chegada e é colhida uma amostra para análise
laboratorial granulométrica e de teor de betume, que devem apresentar resultados
compatíveis com os valores especificados em projeto. A temperatura medida deve
ser superior a 120ºC para que o CBUQ possa ser aplicado, caso contrário o lote
deve ser descartado.
Uma vibro acabadora é utilizada para a aplicação do material, com auxílio de
funcionários, que devem garantir a qualidade do acabamento após a passagem da
máquina, com atenção maior para as laterais da pista, onde tende a haver mais
imperfeições devido às características da vibro acabadora.
A etapa seguinte é então a compactação do revestimento. Opta-se pelo uso
de rolo compactador pneumático (“rolo de pneus”), pois é mais adequado para selar
a superfície de pavimento executados em CBUQ, pois suas áreas de contatos são
menores, permitindo então garantir que as tensões se concentrem mais próximas da
superfície, de acordo com a teoria dos bulbos de tensões, situação mais favorável
para revestimentos flexíveis. O acabamento é feito então com rolo tandem, que
garante uma superfície mais plana e homogênea.
Depois de feito o pavimento, é necessário que seja executada obras
complementares de sinalização. Essas são geralmente divididas em sinalização
Horizontal, que inclui faixas delimitadoras, faixas de retenção e tachões e
sinalização vertical, que são sinais de regulamentação, advertência e informação,
bem como marcos quilométricos. Todos esses sinais são executados conforme
prescreve a IS-215 do DNIT.
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2.3 IMAGENS DA OBRA

Abaixo seguem algumas fotos referentes a obra do Trecho da Rua Arcidio


Claudino Barbosa (Estrada da Cachoeira Agaraú) e Rua Reinaldo Baldán no
município de São José dos Pinhais, realizada pela SP Terraplanagem,
Pavimentação e Serviços Eireli, no período de 10 de abril de 2017 a 25 de maio de
2018. O trecho possui 4,59 km de extensão e o valor da obra saiu em torno de R$
5,5 milhões.

Imagem 1 – Moto Niveladora

(Fonte: Autoria Própria, 2018)

Imagem 2 – Canaleta

(Fonte: Autoria Própria, 2018)


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Imagem 3 – Canaleta

(Fonte: Autoria Própria, 2018)

Imagem 4 – CBUQ

(Fonte: Autoria Própria, 2018)


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Imagem 5 – Aplicação da base

(Fonte: Autoria Própria, 2018)

Imagem 6 – Compactação da base

(Fonte: Autoria Própria, 2018)


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Imagem 7 – Aplicação/Compactação CBUQ

(Fonte: Autoria Própria, 2018)

Imagem 8 – Compactação CBUQ

(Fonte: Autoria Própria, 2018)

Imagem 9 – Compactação CBUQ

(Fonte: Autoria Própria, 2018)


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Imagem 10 – Caixa de captação de água

(Fonte: Autoria Própria, 2018)

Imagem 11 – Caixa de captação de água

(Fonte: Autoria Própria, 2018)


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Imagem 12 – Pavimento pronto

(Fonte: Autoria Própria, 2018)


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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização das atividades desenvolvidas e dos acompanhamentos feitos em


obra possibilitaram um grande ganho de conhecimento, pois permitiu que, através
da fiscalização das etapas do processo de execução da obra, com o devido suporte
de profissionais experientes, fosse fixado o conhecimento que foi obtido ao longo do
período de formação acadêmica, assim gerando um contato com o mercado de
trabalho, aumento da experiência profissional e melhoria na relação interpessoal.
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ANEXOS

ANEXO A – CONTROLE DE FREQUÊNCIA DO ACADÊMICO

Data Horário de Entrada Horário de Saída Carga Horária Assinatura

Total da Carga
Horária

________________________________________
Alessandro Portela Fausto
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ANEXO B – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO ACADÊMICO (UNIDADE


CONCEDENTE)
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ANEXO C – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO ACADÊMICO (INSTITUIÇÃO DE


ENSINO)
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