Você está na página 1de 4

CENTRO INTEGRADO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISAS E

EXTENSÃO BET-HAKAN

DISCIPLINA:

PROFESSOR:
Introdução
O livro dos Atos dos Apóstolos foi escrito por Lucas, o mesmo autor do terceiro
Evangelho. Ele não foi um apóstolo e não conheceu a Jesus.
O livro de atos é a única história da igreja em existência, escrita antes III d.C
bastaria esse fato para que se reconhecesse universalmente o valor desse livro
se passasse a encara-lo como autêntico documento histórico sobre o
desenvolvimento inicial e a propagação do cristianismo primitivo, que o
acompanha em sua rápida expansão desde a Palestina ate as partes distantes
do mundo civilizados de então. O livro duplo foi preparado para um leitor de
nome Teófilo (amigo de Deus), que tanto pode ser uma pessoa específica e/ou
todo aquele/aquela que, sendo amigo de Deus, tem interesse em conhecer o
que Ele faz.
Como em todos os livros, o título (Atos dos Apóstolos) não faz parte do original
e foi atribuído posteriormente. Um dos primeiros a chamá-lo por este título foi
Irineu, no final do século segundo.
Segundo o consenso, foi escrito por Lucas, a quem Paulo chama de "médico
amado" (Colossenses 4.14), em função da profissão que exercia antes de se
tornar um cooperador no seu ministério (2Timóteo 4.11 e Filemon 1.24) e
companheiro de Paulo em algumas de suas viagens (como lemos nos capítulos
16, 20, 21, 27 e 28).
O período narrado vai do ano 28 (ou 30), quando Jesus é ressuscitado em
Jerusalém, até o ano 60 (ou 62), quando Paulo fica preso em Roma.

1. Estrutura
Atos é um livro inacabado, com 28 capítulos, dos quais 16 (capítulos 9, 13, 14,
16-28) acompanham o apóstolo Paulo.
O livro pode ser dividido em duas grandes partes. A primeira pode ser
chamada de "livro dos primórdios" (capítulos 2 a 14). A segunda é o "livro dos
avanços", que é, na verdade, um livro de viagens, com todos os ingredientes
das grandes aventuras. Entre os dois está um interlúdio (capítulo 15), que é o
ponto de mutação, que define que o cristianismo é judeu para os judeus e
universal para os demais. Um cristão não precisa ser judeu para ser cristão.
Um judeu não precisa deixar de ser judeu para ser cristão, o que se aplica aos
nacionais de quaisquer países e em todos os tempos.
Na verdade, Lucas parece interessado em mostrar o impacto provocado pelo
evangelho quando ele chega a determinado lugar, depois do que fez em
Jerusalém (Atos 1 a 8). A partir daí, o cenário vai mudando, para a Judéia e
Samaria (Atos 9), Síria (Atos 12), Ásia Mentor (Atos 16), Europa em geral (Atos
19) e Roma em particular (Atos 28).