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Por que usar fertilizantes

Fertilizantes são essenciais para atender à demanda

mundial por alimentos

As plantas precisam de sol, água e nutrientes para crescer.

Os nutrientes podem ser tomadas a partir do ar ou do solo.

Se não houver uma ampla oferta de nutrientes no solo, as

culturas são mais propensos a crescer bem e produzir altos

rendimentos. Se até mesmo um dos nutrientes necessários

é escasso, o crescimento das plantas é limitado e as

colheitas são reduzidos.

1. Os fertilizantes são necessários para se obter

rendimentos elevados porque eles fornecem as culturas

com os nutrientes carece do solo.

2. Ao adicionar fertilizantes, a produtividade das culturas

muitas vezes pode ser duplicaram ou mesmo

triplicaram.

3. O fertilizantes asseguram o uso mais eficaz de terra e

água. Onde a precipitação é baixa ou as culturas

irrigadas, o rendimento por unidade de água utilizada

pode ser mais do que duplicou e a profundidade de


enraizamento da cultura aumentaram através da

aplicação de fertilizantes.

4. Cada nutriente para as planta, se necessário em

quantidades pequenas ou grandes, tem um papel

específico no crescimento das plantas e produção de

alimentos.

Um nutriente não pode ser substituído por outro.

Nitrogênio N

Melhora o crescimento e produção das culturas

O nitrogênio é o motor de crescimento da planta. É feita a

partir do solo sob a forma de nitratos ou de amônio. Como

constituinte essencial de proteínas, o nitrogênio é envolvido

em todos os principais processos de desenvolvimento da

planta e formação de rendimento.

Fósforo P (fosfato)

Acelera a maturidade, colheita e melhora a qualidade

O fósforo desempenha um papel chave na transmissão de

energia. É essencial para a fotossíntese e outro químico-

fisiológico. O fósforo é indispensável para a diferenciação


das células, bem como para o desenvolvimento dos tecidos

que formam os pontos de crescimento de uma planta. A

maioria dos solos naturais e agrícolas são deficientes de

fósforo. Quando há problemas com a fixação de fósforo, isso

também limita a sua disponibilidade.

Potássio K

Ajuda a combater doenças das culturas e melhora a

qualidade

Potássio ativa mais de 60 enzimas, (as substâncias

químicas que governam a vida e desempenham um papel

vital em carboidratos e síntese de proteínas). Além disso,

melhora o regime hídrico de uma planta e aumenta a

tolerância à seca, geada e salinidade. As plantas que estão

bem fornecidos com potássio são menos afetadas pela

doença.

Uso de fertilizantes

A instalação de sucessivas culturas agrícolas em um solo

terá tendência para lhe ir baixando a fertilidade, uma vez

que a maior parte dos elementos que as plantas absorvem

não voltam ao solo, isto é, são exportados para fora dos


locais de onde foram retirados. A progressiva intensificação

cultural veio a exigir a utilização de produtos capazes de

atuar mais rapidamente e com maior eficácia na

alimentação das plantas. Estas substâncias no seu conjunto

designadas por fertilizantes, podem atuar nas produções

mediante uma ação essencialmente direta, isto é,

proporcionando às culturas uma maior disponibilidade dos

elementos nutritivos que lhes são mais necessários, ou

através de ações predominantemente indiretas, ou seja,

exercendo uma influência benéfica nas diferentes

características do solo.

No 1º caso recebem a designação de adubos e no 2º caso

são chamados de corretivos, esses devem ser encarados

como produtos cujas ações se complementam, mas não se

substituem. Por outro lado, os fertilizantes podem ser

considerados contaminantes, por causarem desvios na

composição normal do meio ambiente, quando fornecem

quantidades variáveis de elementos traços (Malavolta,

1994), muitos deles reconhecidos como metais pesados e

outros como micronutrientes para plantas e animais. Os

micronutrientes, em baixa concentração, são elementos


necessários para o desenvolvimento das plantas, sendo eles

o Boro, Cobalto, Cobre, Ferro, Manganês, Molibdênio e

Zinco.

Os fertilizantes dividem-se em: minerais, constituídos de

compostos inorgânicos, fertilizantes orgânicos, constituídos

de compostos orgânicos de origem natural, vegetal ou

animal ou ainda fertilizantes organo-minerais, resultante da

mistura de fertilizantes orgânicos e minerais. Dentre os

compostos usados, o fósforo é frequentemente limitante à

produtividade nos mais diversos ambientes. Além disso, em

agro-ecossistemas, há perda constante de fósforo pela

exportação de alimentos e fibras sendo necessária a

reposição do elemento via adubação.

Atualmente, as principais fontes de fósforo são os

superfosfatos, os quais são obtidos após o tratamento ácido

de rochas fosfatadas, como a apatita, por exemplo. Mas nas

rochas fosfatadas ocorre a presença de cádmio, metal

pesado prejudicial à saúde, o qual pode estar presente como

contaminante – indesejável do ponto de vista ambiental – em

variadas proporções. Além do cádmio, tais fertilizantes

contituem-se, ainda, em fontes potenciais de urânio,


segundo Santos e outros (1995), e de outros elementos

radioativos aos quais os agricultores ficam expostos,

normalmente por inalação ou por contato direto com a pele,

quando há aplicação manual.

Pesquisas realizadas em solos da camada arável (0 – 20 cm

de profundidade), na região nordeste do Vale do Rio São

Francisco (Petrolina / Joazeiro), foram encontrados teores

muito altos de fósforo em muitas dessas amostras ( 41%)

indicando que essas áreas vêm recebendo adubação

fosfatada em excesso, o que pode resultar em desequilíbrios

nutricionais como, por exemplo, a indução de deficiência de

Zinco nas plantas. Contatou-se que quanto maior o teor de

fósforo disponível observado no solo, maior o teor de

Cádmio extraível obtido. O acúmulo detectado no solo, no

entanto, não fornece indicação direta de sua

biodisponibilidade. Tais informações dependem de

pesquisas em que seja avaliado também qual o grau de

absorção e translocação do metal nas plantas. Mesmo em

solos com altos teores totais de elementos tóxicos, sua

absorção pelas plantas é, muitas vezes, pouco afetada,

devido ao poder tamponante do solo, formando quelatos


com vários metais. Essa propriedade do solo, porém, é

variável nos inúmeros tipos de solo, sendo maior em solos

mais ricos em oxi-hidróxidos de ferro e de alumínio e em

matéria orgânica, e menor em solos arenosos, os quais

liberam mais facilmente o que lhes é adicionado.

O manejo adequado do solo, para evitar a sua

contaminação, está na relação entre a aplicação de

nutrientes adequados para cada tipo de cultura e

característica do solo, em dosagem certa, em conjunto com

diversos outros fatores: preparo da terra, variedade,

adaptação climática, espaçamento, disponibilidade de água,

conservação de solo, etc.

O que são

Os fertilizantes são compostos químicos utilizados na

agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do

solo e, consequentemente, conseguir um ganho de

produtividade. Atualmente, são muito utilizados, ainda que

paguemos um alto preço por isso.


Entre os problemas estão: a degradação da qualidade do

solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e

aumento da resistência de pragas.

Tipos de fertilizantes

Existem dois grandes grupos de fertilizantes: os inorgânicos

e os orgânicos. O primeiro é formado por compostos

químicos não naturais, feitos a partir de nutrientes

específicos, necessários ao crescimento das plantas.

Os mais comuns levam nitrogênio, fosfatos, potássio,

magnésio ou enxofre e a maior vantagem desse tipo de

fertilizante está no fato de conter grandes concentrações de

nutrientes que podem ser absorvidos quase que

instantaneamente pelas plantas.

A fabricação dos fertilizantes nitrogenados

Os fertilizantes nitrogenados estão entre os mais utilizados

e são os que causam maior impacto ambiental. De acordo

com a Associação Internacional de Fertilizantes (IFA), a

produção desses compostos é responsável por 94% do

consumo de energia de toda produção de fertilizantes. Os


principais combustíveis utilizados são o gás natural (73%) e

o carvão mineral (27%), ambos fósseis, cujas emissões de

dióxido de carbono (CO²) contribuem com o processo de

desequilíbrio do efeito estufa, logo, favorecem o processo

de aquecimento global. A fabricação consome

aproximadamente 5% da produção anual de gás natural.

O nitrogênio é extremamente importante para o crescimento

e desenvolvimento das plantas, causando a atrofia quando

ausente. Na atmosfera, é encontrado apenas na forma de N²,

não metabolizável por plantas ou animais. Os principais

fertilizantes de nitrogênio são a amônia e seus derivados,

como a ureia e o ácido nítrico, que proporcionam um

nitrogênio de forma assimilável.

A produção de fertilizantes nitrogenados se dá através do

processo de Haber-Bosch. Nele, o nitrogênio (N²) presente

na atmosfera é captado e misturado com o metano (CH4) do

gás natural e com algum composto de ferro, como o óxido

de ferro, que serve como catalisador da reação. Com o calor

da queima do gás natural e com mudanças de pressão, a

amônia é formada. Ainda de acordo com a IFA, apenas 20%

da amônia produzida não é utilizada na agricultura.


Ao fertilizante entrar em contato com o solo, e aqui reside o

grande problema, ocorre reação química em que bactérias,

principalmente as do gênero Pseudomonas liberam óxido

nitroso (N2O), um poderoso gás de efeito estufa com

potencial 300 vezes superior ao do dióxido de carbono

(CO2). O processo de Haber-Bosch se assemelha ao ciclo do

nitrogênio realizado pelas bactérias na natureza. A diferença

é que ao invés de devolver N2 à atmosfera, ele devolve um

gás que contribui para as mudanças climáticas no planeta.

O processo de extração do N2 da atmosfera é uma das mais

preocupantes atividades realizadas pelo homem. Em 2009,

um grupo de 29 cientistas publicou um estudo sobre as

ações humanas e seus limites para a manutenção da vida no

planeta. Os pesquisadores sugerem um limite anual de 35

milhões de toneladas de N2 extraídas do ar. Enquanto isso,

atualmente, 121 toneladas do gás são removidos da

atmosfera todo ano.

Fonte: www.ebah.com.br/www.eurochem.ru

Fertilizantes
Fertilizantes

O QUE SÃO?

Normalmente, as plantas são capazes de produzir seu

próprio alimento, retirando do solo, da água e das condições

de luminosidade, tudo o que precisam para crescerem fortes

e sadias.

No entanto, nem sempre as condições são ideais para que

elas possam realizar essa tarefa satisfatoriamente: é aí que

entra em cena a fertilização, garantindo os nutrientes

necessários para um crescimento saudável.


Ter plantas bonitas até mesmo dentro de casa é o sonho de

muitas pessoas. Acontece que com o passar do tempo, a

terra dos vasos, jardineiras ou mesmo do jardim começa a

ficar esgotada, além de nem sempre conter boas doses de

nutrientes. Nessa hora, temos de dar uma mãozinha para a

natureza e reforçar a nutrição das plantas. Não é difícil

perceber quando as plantas estão apresentando sinais de

nutrição deficiente.

Estes são os mais comuns:

O crescimento se torna lento;

Espécies floríferas apresentam floração pobre ou ausente,

com colorido apagado e sem vida;

A planta fica com os caules e as hastes fracas e debilitadas;

A folhagem apresenta-se pequena, com folhas miúdas, sem

brilho ou amareladas.

As folhas inferiores caem com facilidade e a planta fica

menos resistente ao ataque de pragas ou doenças.

Como aplicar um fertilizante?

Antes de tudo, é preciso lembrar que existem vários tipos de

fertilizantes disponíveis no mercado: em pó, líquido, na


forma de cristais solúveis, em bastões ou em pastilhas. Os

fertilizantes em pó, cristais solúveis e líquidos são bem

práticos – é só diluir em água. Já os fertilizantes em forma

de bastões ou pastilhas são colocados diretamente na terra

e têm a vantagem de apresentar uma ação lenta e gradativa,

pois vão liberando os nutrientes aos poucos. Por outro lado,

eles tendem a concentrar os sais minerais na área de terra

em que foram fixados, podendo queimar as raízes mais

próximas.

Existem, também, os chamados adubos foliares que,

diluídos em água, são aplicados em aspersão sobre as

plantas. É o tipo de fertilizante mais recomendado quando

se deseja um efeito imediato, em plantas muito subnutridas.

O que eles têm

Normalmente, as plantas necessitam de três elementos

essenciais para o seu bom desenvolvimento: Nitrogênio,

Fósforo e Potássio: a famosa “trinca” NPK.

Veja porque eles são tão importantes:


(N) Nitrogênio: Fabrica a clorofila e estimula o crescimento

de folhas e brotos. Uso: Em todos os tipos de folhagens de

interior

(P) Fósforo: Ajuda a produzir raízes saudáveis e estimula o

surgimento dos botões de flores. Uso: Em todos os tipos de

plantas de interior, principalmente floríferas

(K) Potássio: Produz folhas saudáveis e estimula a produção

de flores e frutos. Uso: Todas as plantas floríferas, com

bulbos e plantas com frutos

Além destes elementos, microelementos como o ferro,

zinco, cobre, manganês e magnésio também fazem parte da

maioria das fórmulas. Eles participam de processos

essenciais como a fotossíntese e a respiração. Os

elementos mais importantes geralmente vêm descritos com

seus símbolos e as respectivas porcentagens.

Por exemplo: NPK 10-20-10.

Quando há comida demais

Fertilizar uma planta em excesso pode ser tão prejudicial

quanto deixar de fazê-lo. É preciso não confundir fertilizante

com remédio, por isso, antes de mais nada, procure


determinar as causas de uma planta fraca e pouco saudável.

Às vezes, o problema pode ser causado por um ataque de

pragas e doenças.

Nesse caso, é preciso tratar a planta para acabar com o

mal.

Outro cuidado: use sempre as doses indicadas na

embalagem dos produtos. No caso de dúvida, aplique

sempre uma dose menor.

Adubação em excesso só traz problemas, veja o que pode

ocorrer, quando a “comida” é demais:

Surgimento de manchas amarronzadas nas folhas,

parecendo queima;

Folhas com as bordas murchas ou enroladas;

Má formação das folhas;

Distúrbios no desenvolvimento: a planta pode ficar mais

ativa no inverno e crescer menos na primavera e verão, por

exemplo;

Surgem massas ou crostas brancas na superfície da terra ou

dos vasos, principalmente nos de barro ou cerâmica;

Em casos mais graves, a planta pode secar

temporariamente e até morrer.


FUNÇÃO

A produtividade das culturas é conseqüência da ação

conjunta de vários fatores: preparo da terra, variedade,

adaptação climática, nutrição, espaçamento,

disponibilidade de água, conservação de solo, mão-de-obra

especializada, etc.

A produtividade será máxima, quando todos os fatores

estiverem à disposição da cultura, no entanto, a nutrição é o

fator que mais contribui para o rendimento.

Há mais de um século sabe-se que as plantas necessitam de

treze elementos essenciais: nitrogênio (N), fósforo (P),

potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), enxofre (S), zinco

(Zn), boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn),

molibdênio (Mo), Cloro (Cl).

Alguns deles são requisitados em menor e outros, em maior

quantidade. Nutrir uma planta, do ponto de vista

agronômico, não significa simplesmente estimar suas

exigências minerais e fornecer insumos concentrados.

Embora os fertilizantes minerais (químicos) sejam mais

difundidos, mais fáceis de adquirir, transportar, armazenar e


distribuir mecanicamente no solo; não quer dizer que sejam

perfeitos.

Seu principal atributo, a solubilidade, por três razões, nem

sempre é vantajoso:

a) Doses excessivas de sais solúveis podem intoxicar as

plantas, além de salinizar e acidificar os solos.

b) Os vegetais não absorvem os nutrientes apenas porque

estes ocorrem em abundância. Existem peculiaridades na

absorção de cada elemento, tais como: ph, presença de

antagônicos, espécie iônica, teor nas células, temperatura,

aeração, nível de CO2, etc. Isto significa que, o nutriente

deve estar no lugar certo, em quantidade adequada e no

momento mais propício para ser aproveitado.

c) Em solos tropicais, as chuvas abundantes promovem a

lixiviação de alguns nutrientes; enquanto que, a acidez,

associada à elevada capacidade de adsorção, provoca a

imobilização de outros; neste ambiente, os sais solúveis

ficam mais susceptíveis às perdas. Preconiza-se, então,

promover, no solo, melhores condições físicas, químicas e

biológicas, para o aproveitamento dos nutrientes presentes

e dos adicionados. Os solos que correspondem à tais


considerações foram formados sob ação da intempérie,

comum nas regiões mais quentes e chuvosas.

A água abundante lixiviou boa parte dos nutrientes e

acidificou o meio. O calor e o tempo, associados à umidade,

degradaram as argilas mais complexas e proporcionaram

condições para a rápida decomposição da matéria orgânica.

Os solos gerados nessas condições são mais pobres,

profundos, ácidos, com baixo teor de matéria orgânica. São

também conhecidos como latossolos.

Além disso, a presença do homem agravou as

transformações a medida que consumiu a fertilidade original

sem uma reposição proporcional e degradou a estrutura ao

introduzir um manejo mecanizado sem adequações. No

entanto, esta situação não impediu o desenvolvimento da

agricultura, mas, certamente, a tornou altamente

dependente de práticas de conservação, que visam

reconstruir a estrutura perdida. Caso contrário, os plantios

sucessivos provocariam a completa exaustão e a baixa

produtividade.

A fertilidade do solo, por sua vez, é resultado da combinação

de fatores físicos, químicos e biológicos, capazes de, em


conjunto, propiciar as melhores condições para obtenção de

altos rendimentos. A matéria orgânica, ou húmus, interfere

em todos esses fatores. Práticas que visam conservar ou

aumentar o teor de matéria orgânica do solo ( por exemplo:

combater a erosão, manter a cobertura vegetal, rotação de

culturas, descanso, etc.) são as mais eficazes para

proporcionar rendimentos elevados às culturas.

São as propriedades coloidais do húmus, principalmente

aquelas relacionadas à agregação das partículas, que

conferem estabilidade estrutural ao solo. Em conseqüência

dos agregados, formam-se macro e microporos,

responsáveis pela aeração e pela capacidade de retenção

de água, respectivamente. As propriedades químicas do

húmus são representadas principalmente pelo fornecimento

de nutrientes essenciais; pela interação com as argilas

formando o complexo argilo-húmico, responsável pela

majoração da capacidade de troca catiônica (predominância

de cargas negativas em relação às positivas); pelo poder

complexante sobre metais; pela ação sobre a

disponibilidade do fósforo; pela ação estabilizante sobre

variações ambientais no solo (modificações no ph,


temperatura, teor de umidade, teor de gás carbônico, teor

de oxigênio, etc.). Não há como dissociar, uma agricultura

próspera, duradoura e sustentável, de um solo rico em

húmus.

As principais vias para atingir esta situação não são

excludentes, ou seja, devem ser empregadas,

preferencialmente, de maneira conjunta, são elas:as

práticas conservacionistas (já mencionadas) e adubação

orgânica. Fertilizantes orgânicos, ricos em húmus, à medida

que são aplicados, modificam as propriedades físicas do

solo, promovendo a formação de agregados. Em

conseqüência disso, aumentam a porosidade, a aeração, a

capacidade de retenção de água, etc.

Paralelamente, aumenta-se a capacidade de troca catiônica

(CTC) do meio, ou seja, os nutrientes catiônicos, Ca, Mg e K,

anteriormente transportados juntamente com a água das

chuvas, passam a permanecer disponíveis para as raízes,

em quantidades maiores e por mais tempo. Alguns ácidos

orgânicos, liberados pelo fertilizante diminuem a adsorção

(imobilização) do P.
Nessas condições, diminuem também as variações de ph,

tornando mais raras as necessidades de calagem (aplicação

de calcário no solo para elevar o ph). Além disso, os

fertilizantes solúveis, aplicados nestas condições, serão

mais bem aproveitados pelas plantas e sua ação sobre a

acidez e a salinização do solo diminuirá substancialmente.

Se fossemos sintetizar as funções dos fertilizantes

orgânicos, empregaríamos apenas uma expressão, muito

usada no meio agrícola: “engordam o solo”.

A produtividade e a qualidade dos produtos alimentares está diretamente ligada ao correto


balanceamento na aplicação de fertilizantes, como ficou provado em experimentos de campo realizados
em todo o mundo. agricultura significa maior exportação (remoção) de nutrientes que, para manter a
fertilidade dos solos, deve ser compensada. A título de exemplo
citem-se os seguintes valores referentes aos cereais:
a produção de 3t/ha remove, juntamente com
a palha, 81 kg de N, 15 kg de P e 75 kg de K (KRAUSS,
2000 a).
É consenso geral que as condições naturais de fertilidade
são insuficientes para atender ao consumo
necessário para um bom desenvolvimento das
plantas. Estudos desenvolvidos por várias entidades,
incluindo a FAO, mostraram que a fertilização
balanceada provoca um aumento na produtividade
de 35 a 50%, em média, e que one kg of
mineral fertilizer can achieve, under farmer's
conditions, about 10 kg additional yeld (FAO,
2002).

os
resultados obtidos com fertilização bem balanceada
em potássio, o que se traduz, por exemplo, no
aumento: das proteínas no trigo; no valor nutritivo
dos vegetais; de óleo na soja, no amendoim e
na colza; de vitamina C nas frutas e vegetais; e
ainda dos componentes bioativos como o lycopene
nos tomates, allicin no alho ou isoflavones também
no alho (KRAUSS, 2000 a).