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A PEDAGOGIA UERÊ-MELLO, A NEUROCIÊNCIA E A

MATEMÁTICA
Iran Marcelino de Sousa

Orientadora: Liliana Manuela Gaspar Cerveira da Costa

Rio de Janeiro
29 de março de 2019
“Estamos convencidos de que nós, educadores, temos
uma tarefa urgente: precisamos nos deseducar do
cânone limitador para que tenhamos condições de
ampliar os horizontes do mundo, nossos e das nossas
alunas e alunos. Educação deve gerar gente feliz,
escrevendo, batendo tambor, dando pirueta, imitando
bicho, fazendo ciência e gingando com gana de viver.”

(Luiz Antônio Simas e Luiz Rufino – Livro: Fogo no


Mato: A ciência encantada das macumbas).
MOTIVAÇÃO/PROVOCAÇÃO
Alunos de “comunidades”, por serem pobres ou negros,
são menos capazes de aprender? Esses alunos devem se
ajustar à escola ou a escola deve atender (e entender)
melhor as dificuldades que esses alunos trazem por
vivenciar abusos, abandono e traumas diversos.

Como podemos trabalhar com alunos que se encontram


altamente desmotivados pois não de adequam à
pedagogia tradicional da escola formal?
OBJETIVO
Analisar se a pedagogia UERÊ-MELLO pode oferecer
condições satisfatórias para o sucesso do processo de
ensino-aprendizagem de alunos (que não são de
inclusão) portadores de dificuldades pedagógicas por
conta de fatores diversos, entre eles: morar em
localidades marcadas pela violência cotidiana, terem
sofrido abusos físico e/ou mental, apresentando, por
conta desses fatores, quadros de bloqueios
cognitivos.
SUMÁRIO
1. O projeto UERÊ e a Pedagogia UERÊ-MELLO.
2. Neurociência.
3. Números Racionais; Razão e Proporção.
4. Atividade Prática
5. Conclusão
6. Bibliografia
- 1-
O PROJETO UERÊ E A
PEDAGOGIA UERÊ-MELLO
A PEDAGOGIA UERÊ-MELLO

Quando?
Quem?

Como? Onde?

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vertebrate-brain-regions.png
QUESTÕES IMPORTANTES
• Alunos que apresentam dificuldades cognitivas
decorrentes do convívio cotidiano com o estresse são
desprovidos da capacidade de aprender?

• Traumas e bloqueios cognitivos são intransponíveis?


Ensinar como aprender.
Os alunos não são estimulados a decorar as
informações, nem a efetuar o registro escrito das
mesmas, mas sim em expressar suas ideias a partir
do que é apresentado.

Estimular a oralidade, autoconfiança, autoestima,


fazendo com que o aluno se torne, e se sinta,
protagonista de sua aprendizagem.
Abordagem não tradicional.
A pedagogia UERÊ-MELLO, propõe que a aula, a partir
do 6º ano, seja dividida em momentos, cada um dos
quais com duração entre 15 a 20 minutos. Neles,
trabalhando a oralidade, se destaca a experiência
trazida pelo aluno e, os conhecimentos já
conquistados. Esses momentos servem para
estimular no aluno a confiança, a motivação, o
esforço e a responsabilidade.
Valorizar as dez inteligências.
AS DEZ INTELIGÊNCIAS
1. Raciocínio lógico;
2. Estímulo visual
3. Retórica;
4. Oralidade;
5. Exercícios orais com cálculos e associações;
6. Reconhecimento, descrição e análise;
7. Expressão corporal;
8. Velocidade cerebral;
9. Inteligência espacial;
10. Inteligência interpessoal e emocional.
(MELLO, 2016, p. 165)
-2-
NEUROCIÊNCIA
O que estuda?
A neurociência é a ciência que estuda o sistema
nervoso que, por sua vez, é constituído pelo cérebro
e sistema nervoso central e periférico (SOUZA, 2014).

Quais são as contribuições que


ela pode oferecer à educação?
Seus estudos permitem uma possível explicação de
como o aprendizado se dá e nos fornece campo para
explorar, experimentar e tentar desenvolver novas
estratégias que busquem otimizar essa
aprendizagem. Os conceitos ofertados pelos estudos
da neurociência são importantes na busca de
estratégias a serem usadas em sala de aula.
OS “GRANDES” RESPONSÁVEIS
Neurônios Sinapses

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Complete_neuron_cell_diagram_pt.svg
A REGIÃO FUNDAMENTAL

Hipocampo

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gray739-emphasizing-hippocampus.png

É responsável pela manutenção da homeostasia


(equilíbrio das diversas funções e composições
químicas do corpo: temperatura, pulso, pressão
arterial, taxa de açúcar no sangue), propriocepção,
pelas emoções e pela formação da memória de longa
duração.
INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA

Amígdalas

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Amyg.png

São responsáveis pelo instinto que temos de ficar e


lutar ou fugir para sobreviver. Quando vemos uma
pessoa, o hipocampo nos indica se a conhecemos e
as amígdalas sinalizam que sentimentos nutrimos em
relação a ela. Elas respondem pelo binômio razão-
emoção e, por isso mesmo, são importantes no
processo ensino-aprendizagem.
Memória ou Memórias?
Classificação das Memórias

PELA MANEIRA COMO SÃO ADQUIRIDAS PELO TEMPO QUE SÃO ARMAZENADAS

MEMÓRIA DE TRABALHO: NÃO DEIXA RASTRO


NEM PRODUZ ARMAZENAMENTO. GERENCIA O QUE

MEMÓRIA EXPLÍCITA OU DECLARATIVA: ESTÁ GUARDADO E DETERMINA SE ALGUM

EVENTOS, FATOS, CONHECIMENTOS. CONHECIMENTO É NOVO, SE É IMPORTANTE

ARMAZENÁ-LO TORNANDO-O MEMÓRIA CURTA OU DE

LONGA DURAÇÃO.

MEMÓRIA DE CURTA DURAÇÃO: DE 30 MINUTOS


A 6 HORAS. MANTÉM A COGNIÇÃO FUNCIONANDO ATÉ

QUE A MEMÓRIA DE TRABALHO DETERMINE SE ELA SE


MEMÓRIA DE PROCEDIMENTO OU DE
TORNARÁ UMA MEMÓRIA LONGA OU SE SERÁ
HÁBITOS: ANDAR DE BICICLETA, USAR UM
DESCARTADA.
COMPUTADOR.
MEMÓRIA DE LONGA DURAÇÃO: PERDURA POR

VÁRIAS HORAS, DIAS OU ANOS.

Fonte: O autor
A repetição de uma memória sem o “reforço”
(estímulo incondicionado, recompensa, castigo,
consequências) leva a sua extinção.
(IZQUIERDO, 2013, P.16)
Elementos essenciais para a
formação da memória
Emoção
A emoção é como uma cola para as informações.

Curiosidade
Acende a emoção e, com ela, forma-se a atenção,
condição necessária para a criação do conhecimento. É
o desejo de conhecer coisas novas.

Atenção
A atenção ativa os mecanismos da consciência, estar
atento é estar consciente do que está acontecendo.
Aprender e memorizar requer atenção.
Tempo Atencional
-3-
NÚMEROS RACIONAIS,
RAZÃO E PROPORÇÃO
Importância do tema
A compreensão de razão e proporção é a base para o
trabalho com grandezas diretamente e inversamente
proporcionais, além de outros assuntos da
matemática, e também de outras disciplinas como
ciências, química e física. (BATISTA, 2016, p.2)
Abordagem no livro V dos
Elementos de Euclides

Conjunto dos números racionais

A proposta do professor Geraldo


Ávila.

Como a BNCC sugere sua


distribuição nos anos do E.F.II
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ATIVIDADE PRÁTICA
Qual grupo de alunos?

Como a atividade foi


realizada?
-5-
CONCLUSÃO
A reflexão da prática pedagógica é uma tarefa vital para
o educador. Para quem estou lecionando? Qual é a
minha “clientela”? “Precisamos nos deseducar do
cânone limitador”, nos diz o historiador (e ogã) Antônio
Simas. Como podemos usar uma mesma abordagem
para problemas diferentes? Alunos que já
demonstraram que a abordagem tradicional não os
cativa, necessitam de outras. Como “gerar gente feliz,
escrevendo, batendo tambor, dando pirueta, imitando
bicho, fazendo ciência e gingando com gana de viver”?
Buscando outras pedagogias, outros caminhos, outras
estratégias para ensinar. Não é necessário “reinventar a
roda”. Basta encontrar a que sirva melhor. A “roda” que
utilizamos foi a pedagogia UERÊ-MELLO, que já foi
testada em muitos lugares, e concluímos que, para a
problemática por nós levantada, serve muito bem.
PRINCIPAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ÁVILA, Geraldo. Razões, proporções e regra de três. Revista do
Professor de Matemática, Rio de Janeiro, v.8, 1º semestre de 1986.
Disponível em: <http://rpm.org.br/cdrpm/8/1.htm> Acesso em:
08/01/2019.

BRASIL, Base Nacional Comum Curricular - Ministério da Educação;


Brasília, 19 dezembro de 2018.

BATISTA, Jakelline de Aquino; LIMA, Thainá de Nazaré Silva.


Comunicação científica: Trabalhos sobre razão e proporção nos X e XI
encontros nacionais de educação matemática.
In: XII ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA−Educação
Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades; SBEM;
São Paulo, jul. 2016.

IZQUIERDO, Iván Antonio et al. Memória: tipos e mecanismos –


achados recentes; Dossiê Memória. REVISTA USP. - São Paulo, n.98,
p.9-16, junho/julho/agosto 2013.
PRINCIPAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
MELLO, Yvonne Bezerra de, Pedagogia UERÊ-MELLO – Aprender para
Viver, Ensino Diferenciado para Bloqueios Cognitivos. Edição do Autor.
2016

SOUZA, F.D: O que é neurociência, 2014. Disponível em:


<http://www.psicologiamsn.com./2014/01/o-que-e-
neurociencia.html>, Acessado em: 20 Maio 2018
Meus sinceros
agradecimentos a
todos!!!