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Produzido por

Produced by

Almir Chediak

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LU MIAR
EDITORA
Idealizado, produzido e editado por
Created, produced and edtted by ~v--'

Almir Chediak \~ .r

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-~.~. ~=. ------------~

c H I c o

• 55 músicas contendo melodia, letra e harmonia


(acordes cifrados) para violão e guitarra.
li 55 songs containing mclody, lyrics and harrnony
(numbered chords] for ecoustic and clcctric guiter.
ri Todos os acordes cifrados estão representados
graficamente para violão e guitarra.
11 AlI numbered chords are represented graphically
for acoustíc and cletric guiter.
~.

Volume 4

,
~ 3ª edição
LUMIAR
EDITORA 3 edition
11
;
Songbook o Chico Buarque
----- -.- ------ ---'----------------------

Volume 1 Volume 2
Chico Buarque: o mestre da canção / Chico Buarque: the tnaster Chico Buarque: o mestre da canção / Chico Buarque: the master
of song Almir Chediak 0 of songA/mil' Chediak O
O craque Chico / All-star Chico Sérgio Cabral .[] O artista e o tempo / The artist and time José Miguel Wisnik &
Guilherme lVisllik O

MÚSICAS SONGS MÚSICAS SONGS


A banda 0 Acorda amor .[]
Acalanro para Helena '.. , .. 0 A mais bonita 0
A foto da capa .[] Amando sobre os jornais .0
Agora falando sério .0 Anos dourados .o
Almanaque 0 A permuta dos santos 0
Ano Novo . .. 0 Aquela mulher 0
A noiva da cidade 0 ARita 0
A ostra e o vento 0 As minhas meninas , 0
Apesar de você .o Assentamento 0
A Rosa rJ As vitrines 0
Até pensei .0 A televisão , 0
Bancarrota blues , 0 Bárbara 0
Benvinda , .. , , .. , " .. , 0 Biscate 0
Bom conselho .0 Bom tempo .0
Cala a boca, Bárbara , , 0 Caçada 0
Cantando no toró , , , 0 Cálice 0
Deixe a menina .[] Cara a cara 0
Desalento . , ,., .o Cecília 0
De volta ao samba .0 Ciranda da bai larina 0
Ela e sua janela .D Cobra de vidro .o
Estação derradeira 0 Como um samba de adeus 0
Fantasia , , , ,O Desencontro , 0
Gerii e o zepelim , .0 Dueto 0
Grande hotel , .0 Feijoada completa .0
Hino de Duran .0 Folhetim 0
Ilrno. Sr. Ciro Monteiro 0 Fortaleza 0
Imagina , 0 Injuriado 0
Já passou .0 Iracema voou 0
Leve 0 Januária 0
Logo eu? 0 Loía 0
Mambembe 0 Meu refrão , 0
Mar e lua .o Mil perelões 0
Meninos, eu vi , .0 Moto-contínuo 0
Não existe pecado ao sul do equador 0 Novo amor 0
Não sonho mais ., , .. , , .. ,. . .. 0 O circo místico 0
O cio da terra .. , , .o O meu amor 0
O futebol 0 O último blucs 0
Onde é que você estava .0 Palavra de mulher 0
Outra noite. . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . 0 Partido alto 0
O Velho Francisco _ .o Passaredo 0
Pedaço de mim. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .[] Pelas tabelas 0
Pedra pedreiro _ .[] Quando o carnaval chegar 0
Realejo _ .[] Romance 0
Retrato em branco e preto . 0 Rosa-das-ventos 0
Rio 42 .[] Sabia 0
Samba e amor . 0 Samba de Orly 0
Sem açúcar , 0 Sem fantasia 0
Será que Cristina volta? 0 Sentimental 0
Sonhos sonhos são .[] Sob medida 0
Tanga do covil .o Tanto amar - 0
Tem mais samba .[] Teresinha .o
Trapaças 0 Toelo o sentimento 0
Urna canção desnaturada 0 Uma menina 0
Valsinha .o Vai passar 0
Vence na vida quem diz sim. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . .0 Valsa rancho .0
Vida 0 Viver elo amor .0

Discografia Dlscography .[] Discografia Discography 0


Songbook o Chico Buarque

; ~.
Songbook o Chico Buarque

Volume 3 Volume 4
Chico Buarque: o mestre da canção / Chico Buarque: lhe master Chico Buarque: o mestre da canção / Chico Buarque: the master
of song A/mir Chediak O of song Almir Chediak 6
Chico Buarque: criador e revelcdor de sentidos / Chico Buarque: Entrevista - Fala, Chico Buarque / lnterview - Talk to me,
creator and revelator of meanings Adé/ia Bezerra de Meneses .. O Chico Buarque 8

MÚSICAS SONGS MÚSICAS SONGS


Ai, se eles me pegam agora 0 A História de Lily Braun 32
Amanhã, ninguém sabe 0 A mulher de cada porto 29
Amor barato 0 Atrás da porta 36
Ana de Amsterdarn 0 A volta do malandro 39
Angélica 0 A voz do dono e o dono da voz .42
Até o fim 0 Baioque .46
Até segunda-feira 0 Bastidores .48
A violeira 0 Beatriz .54
Basta um dia 0 Boi voador não pode 51
Baticurn .0 Bye bye, Brasil 58
Bem-querer .0 Carolina 62
Brejo da Cruz 0 Choro bandido 65
Cadê você? 0 Com açúcar, com afeto 68
Carioca 0 Construção 72
Chão de esmeraldas .0 Corrente 81
Cordão 0 Deus lhe pague 77
Cotidiano .o Ela é dançarina 85
De todas as maneiras .0 Essa moça tá diferente 89
Doze anos 0 Fado tropical 92
Ela desatinou 0 Fica 95
Eu te amo 0 Futuros amantes 98
Flor da idade 0 Gente humilde 104
Homenagem ao malandro 0 Gota d'água 10 1
Joana francesa 0 João e Maria 106
Juca 0 Léo 109
Las muchachas de Copacabana 0 Levantados do chão 113
Ludo real .0 Lua cheia 116
Mano a mano .o Madalena foi pro mar 118
Meia-noite .o Maninha 123
Meu caro amigo 0 Morena dos olhos d'água 120
Morena de Angola 0 Morro Dois J rrnãos 126
Não fala de Maria .0 Mulher, vou dizer quanto te amo 132
Nego maluco .0 Mulheres de Atenas 128
Noite dos mascarados .o Na carreira 135
Nosso bolero 0 Nicanor 139
O malandro .0 O casamento dos pequenos burgueses 142
O meu guri .o Olê, olá 151
Piano na Mangueira 0 Olha Maria 144
Pois é .o Olhos nos olhos 154
Primeiro de maio 0 O que será - Abertura / À flor da pele / À flor da terra 158
Qualquer canção .D O velho 174
Roda viva 0 Paratodos 177
Samba para Vinicius .o Pivete 181
Se eu fosse o teu patrão .0 Quem te viu, quem te vê 185
Sobre todas as coisas 0 Samba do grande amor 188
Suburbano coração 0 Soneto 191
Tanto mar 0 Sonho de um carnaval 194
Tempo e artista 0 Tanta saudade 197
Tira as mãos de mim 0 Tantas palavras 201
Trocando em miúdos 0 Tatuagem 205
Um chorinho 0 Uma palavra 208
Umas e outras 0 Vai trabalhar vagabundo 2 11
Vai levando 0 Você vai me seguir 214
Valsa brasileira. . . . . . . . . . . . .. . .0 Você, você 217
Você não ouviu 0 Xote de navegação 220

Discografia Discography .0 Discografia Discogrophy 224


Songbook o Chico Buarque

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é -l~·
__

_-·Os copyright's-YJi ~~,~" o Foto da Capa/Cover O Transcriçãb'de [J Composição Gráfica


composições musicais inseri- Photo: partituras/MusÍc das Letras/ Graphic
das neste álbum estão indica- Frederico Mendes Transcription: Composition of Lyrics:
dos no final de cada música. Fred Marfins / Ricardo Gilly Leticia Dobbin
Music copyrighis are [ound at o Coordenação de
the end of each song Produção/Production n Diagramação das o Assistentes de Produção
Coordination: músicas/Music Layout: deste Songbookl
Ana Dias Songbook Production Assistants:
=:t Editor Responsável/Chief Ricardo Gilly
Brenda Ramos / Anna Paula
EdiJor:
Almir Chediak
o VersãolEnglish o Revisão Musical/ Lemos
Trans latia n :
Claudia Guimarães
Music Revision: Direitos de Edição para o
j--:
'.J Projeto Gráfico/Graphic Almir Chediak / Chico Brasil/ Publishing rights for
Project: o Revisão de Buarque / Cristovão Bastos / Brasil:
Almir Chediak Textos/Proofreading: lan Guest / Ricardo Gilly Lumiar Editora - R. Barão do
Nerval Gonçalves / Raquel Zampil Bananal, 243 - CEP 21380-
r::J Capa e diagramação o Composição Gráfica das 330 - Rio de Janeiro, Ri
ICover and Graphic Layout: o Revisão de letras/Lyrics Partituras/Music type-setter: Tel.: (21)597-2323
Bruno Liberati e Chris Revision: Júlio César Pereira de Home page: lumiar.com.br
Magalhães Fátima Pereira dos Santos Oliveira Eimail: lumiarbr@uol.com.br
Songbook u Chico Buarque

Chico Buorque: o mestre do concoo


,
inha admiração por Chico Buar- sia e política em Chico Buarque; José Miguel Wis-
que vem desde os anos 60, quan- nik, professor de Literatura Brasileira da USP, com-
do ouvi suas primeiras músicas no positor e músico; e seu filho, Guilherme Wisnik, ar-
rádio. Lembro-me de ter ficado quiteto e músico, colaboraram na elaboração dos tex-
emocionado ouvindo canções co- tos deste Songbook.
mo Tem mais samba, Sonho de um Os oito CDs do Songbook Chico Buarque lan-
carnaval, Olê, olá, Pedro pedrei- çados pela Lumiar Discos contaram com a partici-
ro, A Rita, Quem te viu, quem te vê e A banda. Essas pação de mais de 100 artistas da MPB, interpretan-
músicas me marcaram muito, senti uma identificação do as 119 canções escolhidas para este projeto, tor-
imediata, havia um estilo bem definido de compor. Tu- nando-o assim o maior songbook realizado na mú-
do era muito bem-acabado, música e letra se encaixan- sica popular brasileira.
do, isto é, o som da palavra em integração absoluta com Agradeço a todos aqueles que colaboraram direta
a música, uma característica marcante na obra de Chi- ou indiretamente para a realização deste trabalho.
co Buarque. Por ser um compositor essencialmente can-
cionista, talvez a melhor maneira de ouvi-lo seja em Almir Chediak
forma de canção: música e letra sempre juntas. Além
de ser um mestre em unir esses dois elementos fun-
damentais na música popular, Chico é também primo-
roso em harmonizar suas canções, habilidade que ele
foi desenvolvendo com o passar dos anos.
Nessa época eu começava a dar as minhas primei-
ras aulas de violão e havia criado uma espécie de song-
book particular para poder ensinar aos alunos. Chico
Buarque era o compositor que tinha o maior número
de músicas, o que já demonstrava a minha enorme ad-
miração por ele.
Sempre comprei todos os seus discos. Aliás, é de se
observar que muitos deles lançados nos anos 60 e 70
tinham cinco ou seis músicas executadas nas rádios, tor-
nando-o um dos compositores com o maior número de
sucessos nestes últimos trinta anos. E todos esses su-
cessos aconteceram principalmente em função da qua-
lidade de suas músicas, que vão ao encontro do gosto
popular. Chico é um dos compositores mais queridos e
respeitados em todas as classes sociais, uma conquista
que se deve não só ao seu talento e carisma, mas, tam-
bém, aos seus atos como cidadão.
Na série Songbook, este é o que contém o maior
número de músicas. São 222 canções divididas em qua-
tro volumes, todas escritas exclusivamente para este
trabalho e revisadas por Chico Buarque ou por seus
parceiros, fazendo com que este Songbook seja o mais
fiel possível ao que Chico gostaria.
Sérgio Cabral, escritor e jornalista; Adélia Bezer-
ra de Menezes, professora de Teoria Literária da USP
e da Unicamp e autora do livro Desenho mágico. Poe- Chico Buarque e Almír Chediak

6
Songbook [J Chico Buarque

Chico Buarque: tne master af sang


've greatly admired Chico Buarque since the music, always together. Besides being a master at
60 's, when I heard his very first songs 011 joining these two crucial elements of popular mu-
the radio. I rememberfeeling quite moved sic, Chico also excels in harmoniring his songs, abi-
upon hearing songs sueh as Tem mais sam- lity he 's developed throughout the years.
ba, Sonho de um carnaval, 01ê, olá, Pedra I was beginning to give guitar lessons at the ti-
pedreiro, A Rita, Quem te viu, quem te vê me and had created a sort of private songbook for
and A banda. They left their mark in me. The my students. Chico Buarque was lhe composer with
identification lvas immediate; there was a very de- the greatest number of songs, which already sho-
finite way of composing. Everything was very well wed my great deference toward him.
[inished, music and words fitted perfectly into one I 've always bought all of his records. In fact, ma-
another; which is to say, lhe sound of the words was n)' of the ones released in lhe 60's and 70's had
completely integrated with lhe music, a remarkahle five or six of their songs aired on lhe radio, ma-
characteristic in Chico Buarque. Since he is essen- king him one of the composers witli the greatest num-
tially a songwriter; perhaps the best way of listening ber ojhits in the past thirty years. These songs we-
(o him is precisei)' in the form of song: words and re big mainly due to their quality; lhe)' satisfy lhe
public 's taste. Chico is one of the dearest and most
respected composers in aLI social classes, a sue-
Frederico Mendes cess that can be attributed not only to his talent
and charisma but also to his actions as a citiren.
In the Songbook series, this one contains the grea-
test number of songs. There are 222 of them divided
among fou r volumes, al I of them transe ribed exclusi-
velyfor this project and revised by Chico Buarque ar
by his partners, making this songbook as dose as pos-
sible to Chico '.1 wish.
Writer and journalist Sérgio Cabral; Adélia Be-
zerra de Meneies, professor of Literary Theory at
uSP (University of São Paulo) and Unicamp (U-
niversity of Campinas) and author of the book De-
senho mágico. Poesia e política em Chico Buarque
[Magical designo Poetry and Politics in Chico Buar-
que}; José Miguel Wisnik, professor of Brazilian
Literature ar USp, composer and musician; and his
son. Guilherme Wisnik, architect and musician, par-
ticipated in the elaboration of the texts included
in this songbook.
The eight CDs of lhe Songbook Chico Buarque
released by Lumiar Discos had lhe participation
of over 100 Brarilian artists, perjorming the 119
songs included in this project-which makes ir the
t~t
r';

biggest songbook ever produced in Brazilian po-


ll:- pular music.

j I thank all of those who participated directly or


'j~ '

"~ - v"
indirectly in this project.
" Almir Cheáiak
With Almir Chediak, 1999

7
Songbook c Chico Buarque

Fo o, Chico Buorque
Se fosse feita uma investigação para iden tificar os vros, autor teatral e sua presença nos palcos do Bra-
'rrosileiros que mais produziram na área cultural. des- sil. Se a obra musical de Chico impressiona pela qU{lI1-
-le a década de 1960, o nome de Chico Buarque de tidade, impressiona muito mais pela qualidade.
-iolanda. certamente, seria um deles. O volume de obras Um criador do seu nível também tem l11iÚIO a di-
teste Songbook - o maior entre todos os Songbooks zer, razão pela qual apresentamos a maior das en-
- /1(10 deixa a menor dúvida. São centenas de músi- trevistas já publicadas em Son gbooks. Cliico
cas, sem contar a sua atividade como escritor de li- Buarque tem muito a dizer.

Alrnir Chediak: Para come- mada. Era samba-canção, bolero, produzia som nenhum c não da-
çar, gostaria que você falasse dos mas eu gostava menos disso. va a menor vontade de tocar. Ti-
seus primeiros contatos com a mú- Chediak: Voa' não ouvia disco? nha um tampo grcná, a gente cha-
sica. Como é que foi isso? Chico: Antes da viagem pa- mava o violão de "catupiri". Quer
Chico Buarque: A lembran- ra Roma, minha irmã Miúcha ga- dizer, violão lá em casa era coi-
ça mais remota é a dos meus pais nhou uma vitrola, ainda daquelas sa de mulher. Miúcha começou
cantarolando músicas como Úl- de dar corda. Não era elétrica não. a reunir a gente, minhas irmãs
rimo desejo, na casa de São Pau- Mas acho que a Miúcha só tinha e eu, distribuía as vozes e for-
lo, na rua Haddock Lobo, onde um disco, disco de um lado só, mava um coral para ela acompa-
morei dos três aos oito anos de porque o dia inteiro tocava uma nhar no violão. Meus irmãos não
idade. Em 1952, a família foi to- música chamada Bicharada. Quan- cantavam.
da para Roma, mas me lembro do a gente voltou para São Pau- Chediak: E quando foi que
também que, antes da viagem, eu lo, dois anos depois, apareceu lá você acabou pegando no violão?
ouvia rádio. em casa um novo móvel, que na Chico: A partir da bossa no-
Chediak: Que rádio? A Na- verdade era um toca-discos da va. Quando saiu Chega de sauda-
cional? marca Telefunken. Naquele apa- de foi um choque tremendo, me
Chico: Possivelmente. O rá- relho ouvi Silvio Caldas, Ataul- lembro perfeitamente. Ficava ho-
dio era da minha babá, ou me- fo Alves, Dorival Cayrnmi, Ara- ras, a tarde inteira ouvindo aqui-
lhor, da babá dos sete filhos dos ci de Almeida, Mario Reis em due- lo, ouvindo, ouvindo, ouvindo ...
meus pais e que depois virou co- to com Francisco Alves, Elizeth Conhecia o violão de João Gilber-
zinheira. Acho que era a Nacio- Cardoso, Les Paul, lnk Spots, o to desde o disco da Elizeth Car-
nal mesmo, porque um dos pro- italiano Roberto Murolo e outros. doso, Canção do amor demais, um
gramas que a gente ou via era Minha mãe adorava Edith Piaf. Ti- disco que freqüentou muito a Te-
aquele do primo pobre e do pri- nha também um compacto duplo lefunken dos meus pais. João to-
mo rico, o Balança mas não cai. com o Jacques Brel cantando Ne cava violão em duas faixas, Ou-
Mas havia muita música, princi- me quittes pas. tra vez e Chega de saudade. Mas
palmente os sambas e as marchi- Chediak: E o primeiro con- a gravação de João Gilberto era
nhas de carnaval, que eu adora- tato com o violão, como foi? diferente.
va. Me lembro da Linda Batis- Chico: Foi bem mais tarde. Chediak: Foi João Gilberto
'a, do Blecaute, da Marlene, da O primeiro violão que surgiu lá quem detonou tudo.
:~m.ilinha, da Zilda do Zé, do Jor- em casa era da Miúcha, que ti- Chico: Detonou tudo' Eu e
:;e Veiga, todos eles cantando rnú- nha um ciúme danado do instru- um amigo meu ficávamos ali
.icas de carnaval. mento. Ninguém podia chegar com o violão, tentando decifrar a
Depois, na quaresma, mudava perto. Depois, minha irmã Ana batida e as harmonias do João.
. programação e entrava a músi- Maria apareceu com outro vio- Quando saiu o primeiro LP do
'a de meio de ano, como era cha- lão menor, esquisito, que não João Gilberto, a gente repetia não
Songbook o Chico Buarque

Chico SI/arque e a irmã Miúcha década de 80. Abaixo, João Gilberto


A JB/Delfim Vieiro

sei quantas vezes a introdução de tos começavam a procurar mu-


Aos pés da cruz, com aquele acor- lher, a se preocupar com sexo. Eu
de parado. também. Mas a vontade de imi-
Chediak: Também passei por tar João Gilberto, para mim, era
isso, Chico. maior que o pavor de passar por
Chico: Não havia televisão bicha. Já vi o Caetano, o Gil, o
na minha casa. A cara do João Gil- Edu, todo mundo falando onde es-
berto eu só fui conhecer pela ca- tava quando ouviu Chega de
pa do primeiro LP, mais a foto da saudade pela primeira vez. Acho
contracapa, ele sentado numa pe- que a minha geração entendeu o
dra. De vez em quando chegava João melhor do que a geração de-
alguém dizendo: "Vi aquele ca- le próprio. Aquela geração conhe-
ra esquisito q4e você gosta na te- ceu o Joãozinho dos quartetos vo-
levisão." Às ~ezes um outro fa- cais, quando ele ainda cantava
lava: "Acho que ele é bicha." E com vibratos e estava se prepa-
um outro: "Claro que é bicha!" rando para ser o João Gilberto. A
Pois bem, o João para mim ficou gente, quando o conheceu, ele já
sendo bicha durante um bom tem- estava pronto. Era uma aparição.
po. E assim mesmo eu queria can- Chediak: João Gilberto revo-
tar e tocar violão daquele jeito. lucionou. Aquela batida no violão ...
Eu tinha quatorze anos, e então Chico: Eu implicava com mi-
era essa a idade em que os garo- nha irmã porque ela tocava violão

9
songbook o Chico Buarquc

"bossa velha". Não gostava mais Chico: Com letra. E as letras Chediak: Ele freqüentava a
daquilo, eu só queria saber de bos- ainda eram piores. Das que me sua casa?
sa nova. Durante alguns anos, fui lembro, a pior se chamava Anji- Chico: É, a casa dos meus pais,
um seguidor fanático da bossa no- nho de papel. Era uma tentativa de quando era casado com a Miúcha.
va. Reneguei tudo aquilo que ha- ser aquela música Presente de Na- Mas aí eu já havia gravado Pedra
via escutado antes. Engraçado é tal, que o João cantava com in- pedreiro, meu primeiro disco.
que, pouco antes disso, gostava fluência de colégio de padre. Antes disso, não tinha quem me .
muito de Elvis Presley, Little Ri- Chediak: Você tinha o quê, ensinasse. Nas reuniões de bossa
chards, The Platters, essa coisa to- 17,18anos? nova, no Rio, aquela coisa de to-
da. Gostava também de Ella Fitz- Chico: Por aí. Me lembro de ter do mundo ficar sentado no chão,
gerald, sabia de cor aqueles scats, cantado essas coisas num show- cantando baixinho, tinha uns su-
adorava Julie London cantando Cry zinho do colégio, o Colégio San- jeitos que tocavam violão meio de
me a river, gostava de Frank Si- ta Cruz. costas, para você não roubar os
natra, das orquestrações de Nel- Chediak: Tocava e cantava? acordes mais preciosos. Depois co-
son Riddle, ouvia discos de jazz Chico: Tocava e cantava. Aliás, nheci Toquinho, que havia estuda-
na casa de um amigo, Miles Da- eu disse que não tocava outras mú- do com Pau linho Nogueira e me
vis, Oscar Peterson, Mingus, John sicas, mas isso era bem no come- deixava olhar um pouquinho. Fui
Coltrane, mas a bossa nova apa- cinho. Na verdade, forçando um aprendendo alguma coisa.
receu como uma coisa igualmen- pouquinho a memória, me lembro Chediak: Vamos às suas pri-
te moderna e era música brasilei- de ter cantado naqueles showzinhos meiras músicas. Quais foram?
ra, quer dizer, era uma música que Primavera e Samba em prelúdio. Em Chico: Me lembro de uma que
estava ao meu alcance. dizia "leva então o resto dessa ilu-
Chediak: Foi aí que você ga- são ..." e que eu apresentei num pro-
e apareceu o Nelsinho
nhou seu primeiro violão? grama de auditório da Rádio
Chico: Eu nunca ganhei um vio- Motta e tirou o violão América, ao vivo. Eu estava can-
lão. Não me lembro ... Acho que da minha mão tando no maior enlevo, pensando
me apropriei do violão da Miúcha, que era o João Gilberto, quando
Chedíak: E você se lembra dos São Paulo, um sujeito que soubes- um gaiato na platéia gritou: "Ju-
primeiros acordes que fez? No meu se tocar bossa nova numa festa fa- ca Chaves!" Fiquei ofendido, por-
caso, foi o máximo. Era uma mú- zia o maior sucesso. O diabo é que que o Juca Chaves cantando não
sica de Dolores Duran. Mas é vo- eu passava as minhas férias no Rio. era uma imitação, era uma paró-
cê o entrevistado. Como foi isso Me lembro de uma vez, em Petró- dia do João Gilberto. Juca Chaves
com voce.AI polis, eu via tantas pessoas tocan- cantando Presidente bossa-nova,
Chico: Talvez por incapacidade do e me dei conta de quanto eu não para mim, cantava "contra" João
de reproduzir os acordes do João Gil- sabia de violão. Outra vez, na pra- Gilberto. Se bem que, pensando
berto, comecei a inventar os meus. ia de Ipanema, em frente ao Coun- agora, num pensamento mais se-
Tentava fazer uma música pareci- try, comecei a tocar e apareceu o vero, nós, adoradores de João Gil-
da com a que ouvia o João tocar, mas Nelsinho Motta e tirou o violão da berto, imitando João Gilberto,
como saía tudo diferente, sem que- minha mão antes da música acabar: quem sabe atrapalhamos a vida de-
rer, fui virando compositor. "Espera aí, tem um camarada que le mais que o Juca Chaves. Mas
Chediak: Tocava pedaços de toca ..." Isso foi em 1961, por aí. entre as minhas primeiras músi-
música, pedaços de harmonia. Chediak: Você tinha um ami- cas havia também uma marchinha
Chico: Pedaços. Acordes mal co- go que tocava bem, não tinha? que eu tocava nos shows estudan-
piados das músicas do Tom, do Car- Chico: Tinha, o Olivier, que tis em São Paulo, a Marcha para
linhos Lyra, do Sérgio Ricardo, que aprendeu junto comigo mas era mais um dia de sol, gravada por uma
eu ia colando uns nos outros, as- aplicado que eu. Dando um pulo cantora paulista muito boa, Mari-
sim eram as minhas músicas. no tempo, me lembro de fazer um cene Costa. E Tem mais samba, que
Chediak: Já compunha com acorde e João Gilberto me dizer: eu compus para um musical cha-
letra? "Não faz assim. Faz esse aqui." mado Balanço de Orfeu, e era can-

10
Songbook [J Chico Buarque

AJB/ROrloldo Theoboid

mente minha, que já não era mais


imitação de bossa nova. Daí em
diante, as coisas começaram a
acontecer.
Chediak: Sonho de um car-
naval é uma música original,
Chico.
Chico: Mas eu achava Pedro
pedreiro mais original. De qual-
quer maneira, foi essa música que
me levou a ser convidado a gravar
um compacto simples pela RGE,
uma pequena gravadora paulista. E
havia um radialista de São Paulo,
V álter Silva, o Picapau, que apadri-
nhou a gente. A gente era o Toqui-
nho. o Taiguara, uma cantora cha-
mada Ivete, outra chamada Maria
Lúcia, eu e uns outros. Começamos
a cantar na primeira parte dos shows
de bossa nova. Éramos nós, os ama-
dores de São Paulo. Na segunda par-
te vinha o pessoal do Rio.
Chediak: O disco fez sucesso?
Chico: Fez algum, principal-
mente em São Paulo. Daí, fui con-
tratado pela TV Record e passei
a cantar num esquema profissio-
nal. Nessa época fui convidado pa-
ra cantar num programa de televi-
são no Rio, num programa, aliás,
que eu não tinha a menor idéia do
que se tratava. Peguei um ônibus
e vim para o Rio. Cantei Pedro pe-
dreiro e o apresentador elogiou a
Chico Buarque e Nelson Motta música. Depois, uma tia minha fa-
lou: "Filhote, morri de medo que
tada pelo Taiguara. Depois, fiz So- Herbert. Eu era o garoto que apa- ele quebrasse o seu disco." Era o
nho de um carnaval, que concor- recia numa festa para tocar bos- Flávio CavaIcanti, que quebrava os
reu no festival da TV Excelsior, sa nova. Cantei uma daquelas bos- discos com as músicas de que não
em 1965, cantada por Geraldo Van- sas novas que fazia na época, cha- gostava. Eu não sabia disso, pois
dré. com arranjo do Erlon Chaves. mada Teresa tristeza. não via televisão. Na minha casa
Foi aquele festival que Edu e Vi- Chediak: No seu primeiro dis- não se via televisão.
nicius venceram com Arrastão, co, você gravou Sonho de um car- Chediak: Ele quebrou o primei-
cantada por Elis Regina. Mas, bem naval e Pedro pedreiro. ro disco do Martinho da Vila. Um
antes disso, também me lembro de Chico: Isso mesmo. Quando mês depois, convidou o Martinho
ter participado de uma novela do fiz Pedro pedreiro, tive a sensa- para o programa e disse que ele
Roberto Freire na televisão. Era ção de que pela primeira vez es- era o maior. Com que idade você
uma novela com Eva Vilma e John tava compondo uma música real- passou a ver televisão?
11
Songbook IJ Chico Buarque

Chico: Quem tinha televisão lá rente de tudo, urna coisa muito ori- cei a fazer letra para o Tom, de-
em casa era a babá. Ela passou do ginal. Corno foi que essa música pois para o Francis Hime, para o
rádio para a televisão na época dos sai u? Foi urna coisa intuitiva? Edu Lobo, isso tudo me acrescen-
festivais. Então, a televisão da ca- Chico: Só podia ser, porque eu tou muito como músico. Tom ti-
sa ficava na cozinha. não tinha conhecimento teórico nha a faculdade de ser um mes-
Chediak: Quer dizer que, quan- nenhum. tre sem nunca parecer didático. To-
do a televisão chegou à sua casa, Chediak: Em 1966 você estou- cava a tua música, enfiava um
você já era o Chico Buarque? rou com A banda. acorde dele e falava assim: "Vo-
Chico: Estava começando a ser Chico: Foi a música do festi- cê é um craque, hern!" Se bem que
o Chico Buarque. Na Record, ha- val da Record. Tirou o primeiro lu- me lembro muito do Tom também
via uma parada de sucessos cha- gar empatada com Disparada, de me dizer pra eu preservar de cer-
mada Astros do disco que durava Téo de Barros e Vandré. Ainda an- ta forma a minha "ignorância", ou
horas. Começava ao meio-dia tes do festival fui convidado pe- seja, o que eu tinha de es-
com os últimos colocados, os dis- lo Hugo Carvana para participar pontâneo, a minha intuição mu-
cos colocados em quadragésimo de um show com Odete Lara e sical. Mas havia aquelas coisas que
lugar. Eu entrava assim: "Em vi- MPB-4, na boate Arpege, no Le- eu devia corrigir.
gésimo primeiro lugar, Pedra pe- me. E resolvi morar no Rio. Nas- Chediak: Vocêfalou pouco do
dreiro." Aos poucos fui aparecen- ci no Rio, mas fui cedo para São festival de 1966.
do nos outros programas, sempre Paulo. Meu apelido em São Pau- Chico: Eu já cantava A banda
para cantar Pedra pedreiro. Já não lo era Carioca. Antes de ser Chi- para os amigos, mas as músicas
agüentava mais. co Buarque, eu era o Carioca. de festival tinham que permane-
Chediak: Depois, veio Morte cer inéditas. Nesse tempo eu
e vida severina. cruzava muito com Gilberto Gil,
Havia rivalidade entre
Chico: É verdade. Isso foi em , que trabalhava na Gessy Lever, em
1965. No ano seguinte, a peça ven- nos/mos era uma São Paulo. A gente se encontra-
ceu o Festival de Nancy. rivalidade saudóvel ... va sempre num bar da Galeria Me-
Chediak: Em 1966 aconteceu trópole, chamado Sandchurra.
muita coisa. Chediak: Quando foi que vo- Lembro dele cantando a música
Chico: Logo no início do ano, cê decidiu estudar música? que estava guardada para o mes-
Nara Leão saiu com três músicas Chico: A partir do meu conví- mo festival. Era o samba Ensaio
minhas no disco dela. Aquilo foi vio com Tom Jobim, em ] 967. Tom geral, que terminava assim: "vai
muito importante para mim. Ser foi comigo à Lapa, na loja de um vencer, vai vencer, vai vencer...".
gravado por N ara Leão era urna alemão, e me indicou um piano pa- Era muito bonito, mas eu já
marca de qualidade. Ela era mui- ra comprar. Era um piano de ar- achava que quem iria vencer era
to conhecida e muito prezada pe- mário. Comecei a tomar aulas com eu. Havia rivalidade entre nós, mas
lo repertório, por gravar músicas Wilma Graça. era uma rivalidade saudável, por-
de autores novos, corno Edu Lo- Chediak: Eu me lembro disso. que escancarada.
bo, Sidney Miller e eu, ou com- Ela dizia que você pegava tudo Chediak: Quando ganhou o
positores que estavam esquecidos, com muita rapidez. primeira cachê, você imaginou que
como Cartola, Nelson Cavaquinho Chico: Durante um ano estu- dava início à sua carreira profis-
e Zé Kéti. Naquele disco havia três dei com ela e aprendi tudo o que sional?
músicas minhas: Olê olá, Pedra pe- sei de teoria. Claro que aprendi Chico: O primeiro cachê era um
dreiro e Madalena foi pro mar. também na prática, lidando com dinheirinho bom para um estudan-
Chediak: Eu tinha 16, 17 anos meus parceiros e com meus mú- te de arquitetura (na época, eu es-
quando comecei a dar aula de vio- sicos. Urna vez, fiz urna letra pro tudava arquitetura). Bem, bebi o ca-
lão e pegava as primeiras músicas Toquinho, Lua cheia. E musiquei chê com os meus amigos. Já o meu
para tirar a harmonia. Olê, olá me João CabraI. Mas, normalmente, primeiro salário, na TV Record, era
deu um trabalho danado. Há ne- fazia letra e música. Achava que de 500 cruzeiros, ou 500 mil cru-
la uma seqüência harmônica dife- não precisava de parceiros. Come- zeiros, ou cruzeiros novos, enfim,

12
Songbook D Chico Buarque
Arquivo

~;;~.\.
Cena da peça Morte e vida severina, década de 60
Frederico Mendes

estou bem lembrado que eram


500 alguma coisa porque eram apli-
cados nas prestações de um carro,
um fusquinha usado chamado
Clóvis. Foram 10 ou 12 prestações.
Era receber o ordenado e pagar as
prestações. Continuava estudando
arquitetura porque não tinha a ve-
leidade de me tornar um profissio-
nal da música. Achava que aque-
le dinheiro que recebia servia
apenas para comprar um carrinho,
um violão, pra pagar a cerveja, pra
me divertir. Achava que música se-
ria uma atividade passageira.
Chediak: Mesmo depois de Pe-
dro pedreiro e A banda?
Chico: Mesmo depois, duvida-
va que aquilo fosse uma profissão.
Chediak: Mas com A banda vo-
cêficou superconhecido. Chico Buarque e Nara Leão

13
Songbook [] Chico Buarque

Chico: Foi o maior sucesso. Chico: Por causa do João Ca- vez de "tenho o peito tão marca-
Deu capa de revista etc. e tal, meu bral também. Mas eu gostava mui- do", sugeri que elas cantassem "te-
salário aumentou e passei a fazer to de arquitetura, como gosto até nho o peito carregado". Expliquei
shows com muita freqüência. hoje. Além do mais, havia na épo- ao Tom que o "tão" era uma mu-
Comecei a viajar muito com o vio- ca todo aquele entusiasmo por Bra- leta para completar as sílabas da
lão e o empresário. Geralmente sília, por Oscar Niemeyer. canção. Ele disse, fingindo con-
ia cantar em clubes, pelo Brasil Chediak: Tom Jobim também cordar: "Você é um craque." De-
inteiro. O clube parava a dança, estudou arquitetura e abandonou pois telefonou pedindo para dei-
eu cantava meia hora com o vio- afaculdade. Falar nisso, comofoi xar como estava: "Esse 'tenho o
lão e a dança voltava depois. Ga- seu encontra com ele? peito carregado' vai parecer que
nhava um dinheirinho, mas não Chico: Quem me levou à ca- o sujeito está com tosse." Dessa
era grande coisa. Nos anos 60, nin- sa dele foi o Aloysio de Olivei- vez eu cedi, mas em outras oca-
guém ficava rico com música. ra, dono da gravadora Elenco. siões tive de fincar o pé. Ele me
Cantor, galã de novela, jogador Aliás, o sonho de todos nós era atiçava, eu me defendia, mas era
de futebol, nada disso dava mui- ser artista da Elenco. O AJoysio impossível brigar com o Tom. Me
to dinheiro. tinha acabado de produzir o dis- lembro que uma hora ele começou
Chediak: E o direito autoral? co do Quarteto em Cy, onde elas a implicar com o "branco e pre-
Chíco: Custei a receber. Ganha- cantavam Pedro pedreiro. Aloy- to": "É retrato em preto-e-branco
va na vendagem de discos, nos sio era um sujeito muito genero- que a gente diz, Chico." Então su-
shows, na televisão, o que me per- so, muito atento ao que a garota- geri que no lugar de "soneto", que
mitiu comprar um pequeno apar- da fazia. Era um dono de grava- rimava com "preto", entrasse um
tamento no Leblon, além de um "tamanco": "vou colecionar mais
fusquinha novo. Mas na época não um tamanco ...''. A gente trabalha-
existia o ECAD[Escritório Cen- fiquei esperando a va pouco, mas dava muita risada.
tral de Arrecadação e Distribuição]. resposta que veio num Chediak: lmagina foi uma
Se o ECAD é um desacerto, sem telegrama: "Very exquisite" das primeiras melodias que ele
ele era muito pior. Existiam vá- criou. Como foi fazer uma letra
rias sociedades arrecadadoras de dora que, por incrível que pare- para ela.
direito autoral, umas panelinhas ça, gostava de música. Foi parcei- Chico: Foi engraçado porque
que relutavam em aceitar um só- ro do Tom em várias canções. Pois Tom dizia que não era uma mú-
. . .
CIO novo, porque sena mais um a bem, o Aloysio gostou das minhas sica para ter letra. Falei: "Vou to-
dividir o bolo. Quase um ano de- músicas e me levou ao Tom Jo- par o desafio." Eu precisava da mú-
pois de A banda é que fui admi- bim. Isso foi antes de A banda. sica porque nós estávamos fazen-
tido na UBC [União Brasileira de Cantei Pedra pedreiro para o do a trilha de um filme do Miguel
Compositores]. Tom, na casa dele da rua Nasci- Faria, Para viver um grande
Chediak: Quando foi que vo- mento Silva. A partir de 1967, vi- amor, e aquela melodia entraria
cê decidiu deixar a arquitetura? ramos parceiros. A primeira mú- perfeitamente. Fiz a letra, nota por
Chico: No terceiro ano da fa- sica que ele me deu para letrar já nota, mas custou a sair. Quando
culdade. Na verdade, eu nunca tinha uma gravação instrumental, ficou pronta, o Tom já tinha via-
acreditei muito que seria arquite- num disco americano, e se chama- jado para os Estados Unidos. Man-
to. Tinha uma vaga idéia de ser jor- va Zíngara. E ficou se chamando dei a letra para ele e fiquei espe-
nalista, porque gostava de escre- Retrato em branco e preto. rando a resposta, que veio num te-
ver. Antes de en trar para a arq ui- Chediak: Como é que o Tom re- legrama: "Very exquisite." Em in-
tetura, também pensei em ir pa- cebia as suas letras? glês, exquisite é bom. Aliás, em
ra o ltamaraty. Achava que lá as Chico: Ele era muito engraça- todas as línguas "exquisite" é uma
pessoas bebiam e faziam músicas do e muito crítico também. Quan- coisa muito boa, refinada, rara.
e poesias. do o Quarteto em Cy ia gravarRe- Mas esquisito no Brasil ficou sen-
Chediak: Por causa do vinicius. trato em branco e preto, decidi de do esquisito mesmo. O Tom e eu
talvez. última hora alterar um verso. Em trocávamos dicionários e brincá-

14
Songbook ('1i1('I' Buarquc
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, 'liico Buarque. Tom Iobim e Vinicius de Moraes

.arnos muito com essas coisas de final, Chico, o que é que você vai Chico: Fui, aqui estava tudo
-rimologia. Enfim, ele achou a le- me contar?" Disse a ele que es- muito difícil. Fui ficando, acabei
ra muito boa, refinada, rara, tava meio enrolado, e ele: "En- gravando um disco com arranjos
'11a5meio esquisita, tão deixa que eu mesmo conto." do Ennio Morricone, com versões
Chedíak: O que foi que hou- E fez a letra. de Sergio Bardotti para o italiano.
1(1 Wave.'
CO/11 V árias outras músicas dele - co- O disco .inha umas coisas boas,
Chico: Eu me lembro bem de mo Nuvens douradas, Rancho mas não fez sucesso nenhum. De-
.juando ele me mostrou a músi- nas nuvens - passaram por num pois eu q:Je fiz as versões em por-
~'a no piano. na casa dele da rua e as letras não saíram. tuguês para as músicas do Bardot-
Codajás. Logo de cara eu fiz o pri- Chediak: Depois, você pas- ti e do Luis Bacalov, no disco Os
meiro verso: "vou te contar". De- 5011a fazer letra também para o saltimbancos, que o Antonio Pe-
pois levei a fita para casa, mas o Francis Hime. dro adaptou para o teatro.
resto da letra empenou. O tem- Chico: Foi nos anos 70, tenho Chediak: E a censura, Chico?
po passava e Tom ia perdendo a vanas parcerias com o Francis. Chico: Quando voltei ao Bra-
paciência: "Ô Cbico! Você não sai Tom até ficou um pouquinho sil, estava instituída a censura pré-
do 'vou te contar'?" Um mês de- mordido. via, ou seja, antes de serem gra-
pois, ele precisava gravar a mú- Chediak: Antes disso você foi vadas, as letras eram encaminha-
sica, aí me deu uma prensa: "A- para a Itália. das para exame na Polícia Fede-

15
Songbook Cinco Buarquc

ral. Naquele tempo, aliás, a pre- Chico: Nós estávamos na Ar- sica já nasce anunciando as pa-
sença da censura era tão forte que gentina, onde Vinicius fazia mui- lavras. Pelo som. aparecem pala-
as letras já eram censuradas an- tos shows com o Toquinho. Ma- vras que vão puxando () resto da
tes mesmo de serem e scritas. A ria Bethánia se revezou comigo letra e interferem na música.
censura ia se incorporando na gen- nesse show, em Mar del Plata. Aí Quando sou eu que faço, a mú-
te. Mas às vezes cabia um recur- o Vinicius me deu essa música pa- sica é sempre maleável.
so em Brasília. De alguma forma, ra escrever a letra. Claro que ele Chediak: Já aconteceu de
gravadoras e censura tinham lá não precisava de mim para escre- "baixar () santo ". ou seja, LI niú-
seus entendimentos. DaÍ, o advo- ver letra nenhuma. Ter um parcei- sica ficar meio pronta imediata-
gado da gravadora voava para Bra- ro, para Vinicius, era um pouco mente?
sília. telefonava de lá e dizia que, como ter um compadre. Fazer par- Chico: Não, mas há idéias que
se fosse trocada tal palavra, a mú- ceria era uma forma de selar uma surgem como se baixasse um san-
sica estaria liberada. Isso aconte- amizade. Fomos parceiros também to. Pode ser uma palavra. um ver-
ceu comigo diversas Vé zes. Esta- em Olha Maria, Gente humilde, so, um esboço de melodia. Depois
va em casa, alrnoçanda, e o ad- Desalento e Samba de Orlv. essa idéia é desenvolvida. A me-
vogado me ligava de Brasilia pa- Chediak: Quando começou lodia se completa e a harmonia
ra perguntar: "Dá para tirar a pa- suo parceria com Edu Lobo ') vai sendo burilada durante dias.
lavra titica?", e eu tin.ia de res- Chico: Já nos anos 80. Escre- A letra só fica pronta na hora da
ponder na lata, de boca cheia: "Tá vi para ele a letra de Moto-con- gravação.
legal, bota coisica", "Tira o bra- tínuo e depois fizemos O gran- Chediak: Você já compôs
sileiro?", "Bota batuqu eiro" e as- de circo místico, com roteiro do dormindo? Eu 111e lembro que 11m

sim por diante. Quando se grava- dia acordei com uma música que
va um disco a partir de um show, havia criado enquanto dormia.
hó idéias que
como aquele que fiz com Caeta- Chico: Meses atrás compus
no na Bahia, a gravadora bo-
c..
surgem como se uma música inteira dormindo, só
tava uns aplausos falsos para baixasse um santo que a música que eu compus não
abafar as palavras proibidas. De- era minha. Sonhei que estava num
pois começaram a fazer a censu- Naum Alves de Souza, baseado táxi e o rádio anunciou: "E ago-
ra prévia dos shows. O srtista che- no poema de Jorge de Lima, por ra vamos ouvir Samba da biblio-
gava numa cidade e fazia um show encomenda do Teatro Guaíba, de teca, com Sérgio Ricardo." Acor-
à tarde, um show exclusivo para Curitiba. Na verdade, a parceria dei COI11 a música completa na me-
dois ou três censores com cane- com Edu vinha sendo adiada des- mória, mas fui esquecendo aos
ta e bloquinho na mão de 70 e poucos, quando ele fez os poucos. Na letra, o Sérgio fala-
Chediak: E o Vinicius, Chico? arranjos do disco Chico canta Ca- va da quantidade de livros que a
Como você via o Vil1icius? labor. Depois de O grande cir- gente lê na vida, e tinha um ver-
Chico: Eu também quis ser o co místico vieram O corsário do so assim: "tem livro muito bom.
Vinicius, que conhecia desde rei e outro balé. chamado A dan- tem livro muito pau". Telefonei
criança, porque ele era amigo do ça da meia-lua. Edu foi o parcei- para o Sérgio, que eu não via há
meu pai. Queria ser c Vinicius ro com quem fiz o maior núme- um tempão e disse: "Você tá ve-
com mulheres bonitas. tomando ro de músicas. Prezo muito a nos- lho pra caramba, ninguém mais
aquele uísque, tocando violão, fa- sa parcena. diz que uma coisa é muito pau."
zendo poesia. Não queria mais Chediak: Qual o processo Acho que o Sérgio Ricardo não
nada. Quando veio a oossa no- que você adota para compor a sua entendeu o meu sonho.
va, aumentou meu fascínio por obra? Chediak: Escrever 1/171 livro ou
ele, depois veio uma amizade Chíco: Quando recebo a mú- compor, () que é mais dificil ?
muito grande. sica do parceiro, procuro fazer a Chico: Essas coisas não são
Chediak: E você acabou par- letra sem alterar uma nota sequer. fáceis nem difíceis. São uma es-
ceiro dele. Comofoi que vocêsfi- Mas quando a música é minha, pécie de vício que o sujeito tem
zeram Valsinha? vou mudando. Muitas vezes, a mú- ou não tem. Difícil é largar.

16
Songbook [] Chico Buarque
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1 - Gravação do disco em
homenagem a João do Vale,
início da década de 80
2 - RuI' Guerra
3 - Chico Buarque, Nelson
/,,,10110 e vinicius de Mames
4 - Edu Lobo e Chico
Buarque, década de 80
5 - Em pé: Paulo Mendes
Campos, Rubem Braga,
Fernando Sabino e
Carlinhos de Oliveira.
Sentados: Vinicius de
Moraes e Sérgio Porto.
Deitado: Chico Buarque

17
Songbook ChiL'O 131Ii11\1li é

To k to me, Chico Buorque


If an investization were made to identifv those Bra-
~. J
and his presence on stages a11over Brazil. If his mu-
zilians who have produced the most culture since the sical production is impressive due to its volume, it
60's, Chico Buarque de Hollanda's name would cer- ís even more impressive in terms of quality.
tainly be among them. The volume of works inclu- A creator of his calibre also has a lot to say, which
ded in this Songbook - the largest of ali Songbooks is the reason we are presenting one of the longest
- leaves no doubt. He's written hundreds of souzs, '- . interviews ever published in a Songbook. Chico
not to mention his activities as novelist, playwright Buarque does indeed.

Almir Chediak: First 01' all. bas-canções, bolcros. but J liked up with this /itt/e weird guitar that
r d like you to talk about your first these less. didn't make atiy sound and that
contacts with music. How did they Chediak: Didnt you listen to no one wanted to play. Ir had a
take place? records? burgundy case and H'e used to cal!
Chico Buarque: The most Chico: Before the trip to Ro- it "catupiri" [a type of cream
remete memory I have is ojmy pa- me. l11y sisier Miúcha got a re- cheesej. In. other words, at our
rents humming songs such as Úl- cord plaver, one of those vou had house guitars vl'ere girls' stuif.
timo desejo at our house in São to wind. Ir didn't rim on electri- Miúcha started getting us toge-
Paulo, on rua Haddock Lobo, c ir)'. But I think Miúcha only had ther, my sisters and J, and she'd
where l lived [rom ages three to one record. with a single side, be- divide lhe d(fferent voices and ma-
eight. In 1952, the whole [amily cause ali she listened to lfas this ke up a choir to accompany her
went to Rome but I also remem- one song ca/led Bicharada. When while she played the guitar. M)'
ber that I used to listen to the ra- we went back to São Paulo, lWO brothers didn 't sing.
dio before we moved. years late r. a ne\v piece ojfur- Chediak: And when did you
Chediak: To which station? niture showed up ar our house. finally pick up the guitar?
Nacional? lt was actuallv a Telefunken re- Chico: After the bossa nova.
Chico: Probably. It was mv cord plaver. I listened 10 Silvio Ir was a huge shock when Che-
nanny's radio, or rather, the Caldas, Ataul]» Alves, Dorival ga de saudade was released; I re-
nanny who looked after my pa- Caytnmi. Amei de A lmeida, Ma- metnber that perfectlv well. J'd
rents' seven children and who 10- rio Reis 111 a duet with Francis- spend hours, lhe whole afternoon,
ter 011 became lhe cook. Yes. I co Alves. Eliz.eth Cardoso. Les listening to it over and over and
think ii was Nacional because one Paul. lnk Spots. the ltalian Ro- over again ... I knew João Gilber-
of the programs we listened to the berto Murolo and oth ers 011 that to's guitar from Elireth. Cardoso's
most vvas lhe one with the poor machine. A1Y niother loved Edith album, Canção do amor demais,
cousin and the rich cousin, Ba- Piar She also had a [our-track that spent a lot o/time 011 my pa-
lança mas não cai. But there was record with Iacques Brel singing rents' Telefunken. João played his
a lot of music, p articularly sam- Ne me quiues pas. guitar 011 two tracks, Outra vez
bas and Carnival marchinhas, that Chediak: And what about and Chega de saudade. But João
lloved. J remember Linda Batis- your first contact v•.ith the guitar, Gilberto's recording \vas d(fferent.
ta, Blecaute, Marlene, Emili- how did that happcn? Chediak: João Gi lberto blew
nha, Zilda do Zé, Jorge Veiga. ali Chico: That \vas inuch later. everything up.
of thetn singing Carnival songs. The first guitar to appear in the Chico: Yes, he blew everything
Then, after Lent, theyd change house was Miúcha 's, who Iras ve- up indeedl A [riend and me
the programming and middle-oj- r)' jealous of the instrumento No used to sit there witli the guitcr.
the-year music, as they used to cal! one could come near it. Later 011, trying to figure out João's beat
ir. would come on. They were sam- mv oth er sister Ana Maria came and his harmonies. When João

18
Songbook ." Chic« Buarquc

~
~

-"<.,-

João Gilberto and Miúcha, the 60's


Gilberto's LP come out, we'd re- me time. And sti1l1 wanted to sing when we discovered him, he was
peat the introduction to Aos pés and to play the guitarjust like hi171. ready. He was an apparition.
da cruz, witli lha! static chord, 1 was [ourteen and, in those days. Chediak: João Gilberto created
over and over agc, ain. that was the age boys started 11'al1- a revolution. 111atbeat on the guitar...
Chediak: I went through that ting to pick women up, worrying Chico: 1 used to pick on my sis-
toa, Chico. about sexo J was no different. But terforplaying "bossa velha" [old
Chico: We didn 't have a TVat my desire to unitate João Gilber- bossa] guitar. I didn't like that
lhe house. 1onlv saw João Gil- to 1vaS, for me, greater 117017 lJ1\ stLi/Iol1ymore; all1 cared about
berto 's face 011 the cover of his dread of seeniing queer. ['ve lvas bossa nova. 1 was a [anatic
first Ll', plus the picture on the seen Caetano, Gil, Edu, everyo- follover of bossa nova for a few
back, ojhim sitting on a rock. Eve- ne say where lhe)' }vere when thev vears. 1 rejected everything J'd lis-
rv once in a whi le someone heard Chega de saudade [or lhe tened to before. The [unny thing
would tell me: "I SaltO that weird first time. 1 think my generation is that, right before that, 1real-
glly you like 01/ TV" Sometimes, understocd João better than his Iy liked Elvis Presley, Little Ri-
someone e/se would say: "1think own. That generation knew lhe chora, The Platters, things like
he 's queer." Then, someone else Ioãozinho from barbetshop quar- that. also liked Ella Fiirgerald;
j

woul d add: "O] course he's tets, when he still sang with vi- 1 knev those seats by heart. 1ado-
queer!" Well. in 171)' book, João bratos and was getting ready to red lulie London singing Cry me
went 011 being queer for quite so- turn into João Gilberto. As for us, a rive.. lliked Frank Sinatra, Nel-

19
Songbook Chico Buarquc
-----------------------"---------'--------- ---------------

SOIl Riddle '5 orchestrations. I lis- things at a school perjormance ar corded Pedro pedreiro. nivfirst te-
iened to jaz: records at afri=nd's the Santa Cruz. school. cord. Before that, I didn 't h ave
house, Miles Davis, Oscar Peter- Chediak: Did you sing and anvone to teach me. //1 tliose hos-
SOIl. Mingus, John Coltran.: but play: sa 110\'{[ get-togethers, in Rio, {I)(I-
bossa novo emerged like some- Chico: J sang and plaved. As se d eals with evervone sitting on
thing equallv as modern, c nd ir a niatter offacl. I inentioned J the]! oot, si n g in g real Ir low. 117(:'-
\\'os Brarilian music, whicl, is to didn 't p 1(1 I' other songs. but that re were tliese gllYS who practical-
sav, music within 171.1 reach. \HIS onlv in th e rery beginning. Iy plaved with their backs to vou.
Chediak: Was that whe n so A ctua llv. if I [o rce lI1Y /J1e 111 o rv o 50 vou couldn't steal tlieir lI10/"()
meone gave you your first guitar? litt!e, I reniember having sung precious chords. Then I inet To-
Chico: No one ever g(/\ e me Primavera and Samba em prelú- quinho. \\'110 had studied with PUlI-
o ceuitar. I dO/1 't remeinber. .. I think dio ar tliose little shows. [17 Selo linho Nogueira and \1'170 let me
J ripped Miúcha's guitar ot. Paulo, anv glly who could pla» look a little ciosa So 1 starte d
Chediak: And do yOt! re- bossa 1101'0 \V(lS the life o] th e learning something.
mernber the first chords yoi ma- p artv. The tliing \1'as t17M [ used Chediak: Lets talk ahout
de up? In my case, they wer e the to spend 171Y vacations in Rio. [ your first songs. What were they?
greatest thing. It was ihis song by retnetnber on e rime, in Petropo- Chico: I remcmber one thut
Dolares Duran. But you 're th : one l is, J smv so nianv peop!e pia).' used to sal' "lera entôo o resto
being interviewed. How did il hap- lha! I realiied I didnt know a dessa ilusão ... " [take whats left
pen with you? thing aboli 1 guitar. Anothet time, of this illusion] which 1 sang at
Chico: I prohably startec' 1710- ai lhe beach in Ipanema, right in this live program, at Rádio A 171(;-
king up my OvVI1 chords bec ause rica. I was completei)' enraptu-
[ \vas incapable o] reprodicing red with niy singing. thinking J \\"(/.1
No one ever gove me o
João Gilberto 's. I tried to .nake João Gilberto himsel], when so-
tnusic similar to the one J I: eard guitol-I think I ripped me smart-ass in lhe audience \'C/-
JOclO play, but everything soun- Miúcho' s guitor off .. led: "Juca Chaves! ,. 1 Iras real-
ded different and I, unintenti.mal- iy offended, because Juca Chaves
Iy, started to become o comp ose r. [ront oj the Country Club, I star- didn 't do João Gilberto covers:
Chediak: By playirig parts of t ed playing anel Nelsinho Moita he vvas a parody ojIoão Gilber-
songs, parts of harrnonies. came over and took lhe guitar to. For me, Juca Chaves singing
Chico: Parts. Badly ccpied mvay F0/11 me bejore I was do- Presidente bossa nova sung "a-
chords [rom songs bv Tom, Car- ne: "Hol d 011. there's a gu\' who gainst" João Gilberto. Though,
linhos Lyra, Sérgio Ricardo, that knows 110\1,/ to pla» .. .' Th at hap- as an afterthou ght, thinking in (I
I stuck to one anothet. that's 110/1(// p ened around 1961. verv severe H;ay. \ve, th e adorers
mv songs were like. Chediak: You had a friend of JOelO Gilberto, 17)' imitating h i177,
Chediak: Did you alr eady who could play really well. did- probablv caused him 1710re gri«]
compose with lyrics? n't you? than Iuca Chaves did. But (l/1l01lg
Chico: That's right, with l=rics. Chico: Yes, that mlS Olivier. my vervjirst songs. tliere \VOS 0/-
And the /yrics \vere even H orse who Iea rned (/1 the same time 1 so a marchinha J use d 10 pla» at
th an the niusic. O] the ones 1 re- did but wh o HflS more diligent. the stiulcnt shows in Sc70 Paulo.
meniber. lhe worst one \vas cal- Lat er 011, 1 remember plaving o Marcha para um dia de sol. recor-
led Anjinho de papel. Ir attctnp- chord and liaving JO(/() Gilberto ded by Maticene Costa, a verv
ted ar being Presente de ata] that tell me: "No. not like that. PIo\' good singer [roin Sôo Paulo.
JOelO used to sing, p/IIS lhe Ca- this one." And Tem mais samba. lha! 1 \\TO-
tholic school irfluencc. Chediak: Did he come over to te for a musical calle d Balanço
Chediak: How old were you ... your house a lot? de Orfeu and that \\'(/.1' SUM, bv Tai-
c. .

17,18? Chico: To 171\' parents' house, guara. Then. I did Sonho de um


Chico: Something like that. J when he was tnarried to Miúcha. carnaval that competed in lhe TV
remember singing all of t'iese But bv this point, L'd olreody re- Excelsiorfestival in 1965, perjor-

20
Songbook : Chico Buarquc
.__
._--------_._-------------=------'--------- ----

.,,,
".l_A
... \:;. -:

-. f;

!> ••

\ 'bico Buarquc and his sister Miúcha, the 70's

-ued bv Geraldo vandré and ar- feeling I was writing soniething anothcr 017e called Maria Lúcia,
unged bv Erlon Chaves, That was that \Vos reallv minefor thejirst some oth ers and mvsel]. We sang
'hefcstival Edu and vinicius won time, something lha! was no lhe [irst por! o] these bossa 110-
vith Arrastão, perjormed bv Elis longer an imitation ofbossa no- I.'({ shO\I'.I. We, the amatcursjrom
Regina. BUl I\'{/\, before that, / al- lia, From then on, things started Seio Pculo. Thefolksjroni Rio ca-
\I) renietnber purticipoting in a to h appen. me on in th e secotid h al].
\(}UPwtitten bv Roberto Freire for Chediak: Sonho de um carna- Chcdiak: Was lhe record a hir?
TV The soap lwd Ev{/ Vilma and val is a ver)' origina! song. Chico. Chico: Kind o( Ir \1'OS bigger in
John Herhert in it. I H'as lhe gur Chico: But / thought Pedro pe- Sao Pc Ido. Thell l was hired bv TV
who sliowed up O[ a parr: to pla« dreiro wos more original. Anvhow, Reconl and lhe context 11'([S more
lJoSSiI nova. 1 sang one o] those 1 gor asked to make a record lJe- projessional. During this period I
bossa 110m.\' Fd written 01 the ti- cause o] tliat song. LI single [ot 11'0.1 in: 'iled to .Iillg ()!1 (i TV program

me, (([!!(-'d Teresa tristeza. RGE, a small São POli/O lubel. And in Rio, injact ! knesv notliing about
Chediak: For your first record, tliere 11'ClS C/ radio btoadcaster in ir. 50 T eot on o !Jl/S anel come to
c .

\OU recorded Sonho de IIlll cor- Sâo POli 10, v álter Silva. nickna- Rio, liang Pedro pedreiro and the
naval anel Pedro pedreiro, nied Picapau. who took IIS under 110.51 complimented me on lhe soug.
Chico: That's right, When r his \\'ing. We I\'ere Toquinlio. Lata on, an aunt ojnune told nie:
I\Wre Pedra pedreiro, 1 had the Tuiguura, a singer called I1'0e, "HOllC\', ,
J ({!/lIOS! died. aji'oid
. he '(/
,------- ----_ .. - ----
21
breal: vout reconl. HI!. the f70SI, lms b.». Sulncv Mill er atu! IIIr.\C'/l Or Chediak: I rcmernbcr that. Shc
Flávio Cavalranti. \\)70 luul lhe lia- COIll posers \vho luu! 17(:'('11 [o rg ot- used to say you picked everything
bit o(hr('((l:.il7g reconls o(Wl/gs 171' r('I I, Iike Carto!o, Nelson Cuvuqui- up very quickly.
didn 'I Iik«. I didn '1 !.:.1I0\\ l1wr siu- nho atu! Zé Kéti. Tliere \\'é're rh- Chico: I studied with lierjor
ce I didn 'r watch TI' No one \I'(/[- re e songs Id written 011 tliat al- a vear and learned evervthing I
ched TV (11 111\ liouse. IJ/lIII.· Olê. olá, Pedro pedreiro and know ot th eorv.
, ,. O{ course I also
Chediak: He broke Martinho \1 adal ena foi pro mar. learnedfrom procria, in dealing
da Vilas first álbum. One 1110111h Chediak: I was 16. 17 when with nr: pattners and with my I71U-
later he called Martinho back 011 I sianed to give guitar lessons and siciaus. One time, I wrote some
lhe show and said he was lhe grea- ~ot the first songs to figure out words [ot Toquinho, Lua cheia.
test. How old \Vere you when you rhc harmony. O/é, olá was real- And i ser JOclO Cabrals verses to
started watching TV') Jy rough. There is a harrnonic se- Jl1 us ic. B u t I 11o rmallv \\'1'0 [e

Chico: Ar our !W{('\C', the 17011- quence in it thats different from words and music. i thought i did-
IIr owned lhe TV Sli« wentjrotn ra- evcrvthina, verv orivinal. How did
.•.. c·· ~ 0
n 't tieed purtners. I started wri-
dio to TV wlien thev started having that song come about? Was it so- ting lyrics for Tom, later 017 for
musicjestivals. Therejore, the f/O/I- meihing intuitive? Francis Rime, for Edu Lobo, all
se TV staved in lhe kitcheu. Chico: There's no otlier expla- of this taught me a lot as a mu-
Chediak: In other words, by nation since I didn 'I have anv theo- sician. Tom had the talent o] be-
the time TV arri ved at your retical knowl edge at the time. ing a maestro without ever seeining
house you were alrcady Chico Chediak: ln 1966 you were a didactic. He 'd play vour tnusic and
Buarque? hit with A banda. stick one ojhis mvlZ chords in lhe
Chico: I \vos beg inning 1o be iniddle and say: ''rOl! 're a stat.
Chico Buarque. Ar Record, thev aren 't you!" Though I remeniber
Thel'e wos this rivolry
had a hit parade program call.e d quite well that Tom used to tell me
Astros do disco 117m went 071 [or between us, but it wos to preserve "niy ignorance ", in
hours. Ir started ar noon with lhe heolthy rivolry ... other words, my spontaneitv. I71Y
last picks, records on 40th place. musical intuition. But there were
I cante O!1 lik« this: "Twentv-first Chico: I wrote ir for Record's certain things I had to correct.
on the hit parede is, Pedro pedrei- musicjestival. It catne infirst, tied Chediak: You didn't say much
ro." Slowlv, i started going 011 otli- with. Disparada, written by Téo de about the 1966 festival.
er programs, always singing Pe- Barros and Geraldo vandré. Right Chico: J'd already been singing
dro pedreiro. J couldn't stand it bejor« tliefestival l'tl been invited A banda tojriends, but SOl1gS meant
anymore. fJI Hugo Carvana 10 do o show witli for [estival s had to reniain unre-
Chediak: Then carne Morte C' Odete Lara and !v1PB-4 at the leased. During this period, I used
vida severina . ArjJege niglüclub. in Leme. i deci- to run into Gilberto Gil all the ti-
Chico: That 's right. Tliat 11'US ded to live in Rio. I wos bom in Rio me; Ire workedjor Gessy Levei; in
in 1965. The [ollowing vear. th e but wcnt 10 Silo Paulo when i was São Paulo. We used to meet ar tliis
play \1'011 tlie Nancv Festival. ren voung. Mv nickname in São bar at Galeria Metrópole, called
Chediak: A lot 01' things hap- Paulo \VOS Carioca. Before being Sandchurra. I remember him sin-
pened in 1966. Chieo Buarque, 1 H'as Carioca. ging a SO/lg he WLlS saving [or the
Chico: Right in lhe beginning Chediak: When did you deci- some festival. lt H'as the samba En-
of the veai, Nora Leão chose rh- de to study music? saio geral. that ended like this: "vai
. .
ree of mv songs for h er 011711177 Chico: Alter I ntet Tom Iobim, vencer. vai vencer. vai vencer. ..
That \!'os teallv itnponantfor me. in 1967. He went with me to La- [it's g0I111a win, it's gonnCl win. it's
Being recorded bv Nata Leão Iras pa, to o store tliat belonged to a gonna win ... } ir lvas good, but 1
u sign ofqualuv. Slie \\OS \'crl 1\'e/1 CaIlWI1, and sliggesred I buy rhis alreadv thought J ~ros gonna vin.
kIlOH'11 and highll' esreemedfór heI' ol1e piano. Ir \I'(lS on uprig17r pia- There "\vasthis rivaln bet\l'een 111',
rep e rto ire, for recordil1g .íongs b.r no. Then J srorred laking closses but ir \vas hea!rhr . ril'O/rr- since ir
I/e\l' composers, Sl/(h as Edu Lo- \\'it17 Wi/l7lo Groça. \VOS right in fhe open.

22
Songbook Chie» Bu'lrquc
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r ar. ro 1)([\' [o r h eas, to e]« 11.


1)(/1'

l thought inusic woulil be a tem-


po ra rv a ct i\-itv.
Chediak: Even after Pedra pe-
dreiro and A bunda?
Chico: Even then 1 liad I7lY
doubts tnusi: \\(IS (/ projession.
Chediak: But you became in-
crediblx wcll known with A banda.
Chico: li I\'OS U liug« hit. J en-
d ('(I 1117I J17 niOga:) ne ('(I \'e rs anel
cvervthing, III\' sular, went IIjJ anil
/ start ed l7}(/kill,~ S/II!\\'S all lhe ti-
me, Tlien I begau í raveling a for,
with lhe guit«: une! the agcnt. For
lhe mos! purt, I sang in clubs all
over Bnizil. Tlie club woultl stop
a dance, l'ti ) ing [or 170 Ir o 17 hour
anil thev 'd start lhe dance again.
J inade some 111 011 C\" but 1101 tnuch.
No onc gor rich with tnusic in the
60 's. Singers, soap-opcra hunks,
socce: plavcrs, J/OI1C 01 these
things puid FerI' JI1l1ch.

Chediak: And what about


copyrighi payrnents?
Chico: That took a while. 1171(/-
de tnonev with record soles,
shows. with T\/ anel tliat allowed
me {o buv a .\1770// apo rtment in
Lcblon. besides a n('\\' \lW bug,
BI/r there \ms no ECAD I Central
Ofli'cefor Collection aiu] Distri-
bution - (/ cojJ\-,-ighl agenc»] back
th en. !r ECAlJ is (/ niess. ir Iras
ara Leão I7l11ch \\'()}'se wlien \\e duin 'I lia-
I'C it. TÍtere \\'cre vurious COI)\'-
Chediak: When you got paid ieiros novos, wluu ever. I ic- righr coll ection societies. tliese
',11" your first gig, did you have any tnember well it \VOS 500 sOlllc/hill,i!, cliquish liu!e cntities that \l'ere
.lea ir was the besinnins 01' a pro-
L L
or another beruus« lhe SI!II1 reluctant 10 accept /le\\ nietnbers
,'ssional career? went toward I71Ycar puvmcnts, o hecaus« th at vould !IICO!l split-
Chico: Th e [irst 1I101l!?\" 1 got VW bug called Clovis. There \I'e- ting th« pie more \UlIS. J \UIS 011-
UI"
a nice littl S!l1lI
e 0/1
[or a r- re 10 or 12 insiall ments. ltl ,i!,el Ir accepted (I! UBC I B}'(/:,i!iOll
hitecunc suident (/ suidied ar- 171\' pay and paY the cor J kcp! S!II- Union o] Composcrs 1 one veat ai-
.hitect ure (Ir tlie titne t. \"le{f, I dving architecture because I did ter A banda.
.lrank the mone, with mvfriends. not have lhe velleitv of'be(()lIlill,i!, Chediak: When did you deci-
+sjor mvfirst .\II!O/'."I, ar TV Re- a tnusic projessional. 1 tliought de to abandon architecture?
cord. tliat \I'(/S 500 cru t.eiros, O( ..
the nion ev J \I'as tnakin l( \UIS 011-
_
Chico: 117 J//Y thi rd ve a r o]
50U tliousatul crureiros, or em- Ir good TO buv a little cai. LI guí- scliool. Actuallv. J neve r reallv

23
Songbook ChicoBlIurljllc
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believed ld be an arcliitect. l had trato em branco e preto, I deci- words, note h" note, but ir took
this vague notion of wantin g to ded to change a verse at tlie last a long time to come, V'lhen I \tus
he a journulist because [ liked secotul. lnst ead qf "tenho () pei- done, Tom luul alreadvlejt to lhe
10 svrite. Bejore I st arted archi- to tiio marcado' [mv chest 11(1s\0 United States. I sent liim lhe 11,-
tecture. I also thought about the /JWl1\' inarks], J suggested thev rics and waitedfor (i reaction tliat
dip Ioinati c co rps. I th () li g h t peo- SW1U "') "tenho o peito carreeado"
0 came in a telegram: "Ver\' esqui-
fi 1e the re d ra n k a n d III a de tnus ic [1Il\' cliest is sofilled-up]. I esplai- sit e." In Englisli. exquisit e is
li n d p ()e {rv. ned 10 Tom that the "tão" \ms the- good. In [act, "exquisite" is good
Chediak: Maybe because of rc TO complete tlie SO/7g 's svl!a- in ever: language; sotnething rc-
Vinicius. bles. Pretending he agrecd, lie ,.y good, refined, rarc. BUl esqui-
Chico: Because ojloiio Cobro! said: "YOl! 're {i star." Later Oll he sito in Braiil bCCll1l11' weird. ](J/II
to (). B 11t I re a /lv li k e d a rc h i{e c li i : called asking me to leave it the and I used to excliang« dictiona-
re. as J still do, to this dar. Be- l\'{/\ ir )\'os: "This 'IIlY chest is so ries anel plav around with th cse
sides, at that time, there was all ji'l1ed-ujJ' is going to sound like etvmol ogical questions. iVei!, t o
t hat en t h usiasni jó r Brasa ia ,fo r lhe ou)' has a COZI eh.' I 0m'e in
-') .. Ó ,') .\ make a long siorv short, h«
Oscar Niemevet. in tliat case, but I had to put tn» thou ght lhe wo rds lFere verv
Chediak: Tom Jobim also tÔO! down 011 other occasions. good, refined, rene, but a Iittl e
studied architecture and dropped He 'd provoke me and J'd defend weird.
out. Speaking of which, how did /11\' cose, 171ft it \Vas impossible to Chediak: And what happe-
you meet him? fighl with Tom. I remembet, ar one ned with Wave?
Chico: Alovsio de Oliveira. ()\\'- point, he started picking 0/1 the Chico: I reniember when lie
ner ofthe Elenco record compu- played the IIlUSIC [oi nie, 017 th e
17.10. took me to his liouse. 111 [act, piano, at his house 017 rua Coda-
he thought the words
\ve ali dreained o] being Elenco jás. I come up with thejirst ra-
artists. Aloysio liadjustjinished were very good Jefi ned { se right away: "~'cJil te contar"
producing a Quarteto em Cv al- .ore.but O lillle weir'd [let me tel! you]. Then I iook th e
bum in which thev sang Pedro pe- tape home anel got stuck. Time
dreiro. Aloysio H'OS a generous "white and black " oi the song: went by and Tom started losin.g
gu», ver)' attentive to what kids "We sav black and white pictu- his patience: "Hev Chico! Are vou
\Fere doing. He lVOS a record COJJ1- re, Chico." Then I su ggested going to stop ar 'Vou Te contar'?'
pan» owne r who liked music, be- that instead o] "soneto" [sonnet J, One month latet. he needed to re-
licve it or not. He was Tom's part- that rliytned with "preto" [black], cord the song anel scolded me:
ner 011 a lot ojsongs. Wel!, A1o\'- l put "tamanco" [clog]: "VOl! co- "So, Chico, what do vou h ave to
sio liked mv songs and took me lecionar mais um tamanco ..." [J'171 tell me?" I told him I \H/S st uck
to Tom Jobim. That \-Vos bejore A going to collect one more clog]. and he said: "Fine, tlien /el me
banda. I sang Pedra pedreiro to VVedidn't work an awiul lot, but tell it," And he wrote th e 1\ ords.
Tom, at his house on rua Nasci- \\'e laugh ed l'ery hard. There lvcre ntanv othcrsoneswrit-
mento Silva. We became panners Chediak: Imagina was one ten bv hitn - like Nuvens doura-
ajter 1967. Thefirst song h e go- of lhe first melodies he created. das, Rancho nas nuvens- tliat ((1-
l'e me to put words to alreadv had How was it, writing words for it? me bv me and the lvricsjust did-
an instrumental recording 0/7 an Chico: lt was [unnv be cau- 11 't come.

American reccJrd and was cal/ed se Tom lIsed to SOl' ir )\OSIl'r 111 1I- Chediak: Then you also staI1cd
Zíngara. It becallle Retrato em sic meol1t to l)(lI'e h-rics. So I writing lyrics for Francis Hime,
branco e preto. soid: ''!'!1 take rhe cha!1cnge." Chico: Thm lUIS in lhe 70 ',I,
Chediak: How did Tom take I Ileeded lhe song hec(//{se l\'e \Fe- I have 17l0l1y parlllershij)s \rilh
your lyrics? re \\'r it i11Qo t h e s 01111 d r ra c k ,fó r a Francis. Tom el'ell got (/ !lU/e
Chico: He )\'as 1'eryfitl1ll\' o71d film by Miglle1 Faria, Para viver jealolls.
l'er,'>' criticol too. When Quarte- um grande amor, and fhar melo- Chediak: You went to Italy be-
to em Cr was abolit to record Re- c!.}' \Vouldfir perlectly, I \l'rote the fore that.

24
Songbook:" Chico Buarquc

Robert Feinberg

Vinicius de Moracs and Chico Buarque, the 70's

Chico: Yes, things l,vere getting


ver} difficult around here. 1
stayed 011 and ended up recording
an album arranged by Ennio Mor-
ricone, with Italian lyrics bv Ser-
gio Bardotti. The record had so-
me good sll1ft' but ir didn 't tnake
it. Later 017, T \vas the one who
wrot e lvrics til Portuguese for
Bardotti 's une! Luis Bacalov 's
songs for lhe albutn Os saltim-
bancos. adaptedfor th e stage hy
Antonio Pedra.
Chediak: And what about the
.' I
.t,. t censorship, Chico?
\'y I
I\ i
i ',,/
Chico: When I came back to
Bratil, thev had instituted prior
censorship. Til other words, lvrics
liad to be examined bv the Fede-
rol Polia before being recorded.
Actuallv, in those days, censors-
hip Ivas so strong that lvrics H'e-
Tom Jobim and Chico Buarque, the 70's re[orbidden bejore they were even

25
written. We started incorporating with Toquinho. Maria Bethània 01- te r/e res i11 rh e inusi c. Wh e /I lrn
cen 10 rsh ip. B li I some/i 1111'S, vou ternated \\"11" me 011 that Sh01\', in the one who writes ir, lhe nuisi:
could appra) in Brasilia. SIIIlIC- Mu: de! Piata. Then vinicius go- is alwavs nialleabte.
how. reco rd COl71jJo n ies und ce 11- re me lhe son,!!, TO write lvrics to. Chediak: Have you ever felt
sors had their agreentents .. So tlien Otcoutse he didn 't need me to 1\'ri- like you were being "possessed".
lhe companv lasvver \\ollldjh to te 11 ords. Sturting a partnersliip as if by a spirit. which is to say
Brasil ia and hed (011 [roin lhe- 1\'(/1, [or Villteills, (/ little likc ma- that the rnusic got ready almost im-
re to sal' r/wt ifsuclz 0/1(/ such \\(11'(/ kil1g (í 111'1\[riend. A pmmership mediately
\\"(IS repluced. the sons; \\'(JII/t/ b« 1\({1 iI l!'U\" fi) seu! afriendship. \VI' Chico: No! re a 1Ir, bu r t h e re
teleased. This hO]7pellet! /0 /lIC lill- \\('I"e ulso partners in Olha Maria, (Ire ideal' th at occur to me (/.1' i]
merous rimes, rei he I!(i} 11 e. emin,'.! Gc me h um i 1de, Desa lento atul 1 )\"(,'re being possessed bv (I spi-
lunch, aud riu! lawver would eu/I Sumba de Orlv rir, Muvbe its a .vonl. o verse.
me [tom Brasilia to asl: "COII 1\e Chediak: When did you start lhe sket ch 0/ a mel oilv. Tlien tlie
tul:e out lhe won! tituu / crap]? " \\jiting \\ith Edu Lobo" id ea is ilevcloped. Tlie tnelod ;
and I liad to answet without 11111/- Chico: lu lhe 80 's. I wrot« completes itsetjand lhe ha nn o-
king, with mv mouthfull. "Üku». lhe word: [or Moto-contínuo nv is polishedfor davs. The v.onls
okav. pUI coisica / litt!e thing]", and th en \\'e did O grande circo are onlv readv at lhe time o/ tlie
..Wlwt about brasileiro?" "PlIl ba- místico, with a script written bv recording.
tuqueiro [drumtner ]' and so UIl. Naum Alves de Sou:a. liased Oll Chediak: Have vou ever COI1l-
When \Fe record ed o shov: [or a u p orm bv Jorge de Limo, COIl1- posed sleeping? I rerncmber one
Jipe álbum. like tlie one I did with missionc d bv Curitiba ',I Teatro time Iwoke up with a song I'd ma-
Caetano in Bahia. lhe tcconl com- de up while I was slceping.
pan» would pu! these [ak.e clan: Chico: Afe\1' months ago I \\T()-
but there ore ideos thol
in order to 711l(/jle censored wotils. te 011 entire song while I lFOS slee-
Tlien lhe)' started doing (/ prior occur to me OS if I vvere ping, except tluit the song I \\T()-
censorsh ip of lhe shows. TIl() o r- beinqv .possessed ... te wasn 'I mine. I drcamt I \\"({.\'in
tist would get to a citv and P'": a cab and IIUlr the radio antioun-
[orm in th e aft e tn OO/l, (/ /l e.xclu- GIIU(!JO. Actuallv. lhe portnersliip ced: "And 110\\', lei's ltear Samba
sive sliowjor 1\\"0 or thrce cctisots. with Edu Lobo kept being post- da biblioteca, with Sérgio Ricar-
with their pens and their littlc fwd\ poned since lhe 70 's, when he or- do." 1woke up with the wliole song
0/ jJ(/pe r. ranved the recorri Chico canta Ca-
,) in 117.\' lI1eI7101~\', but ljotgot it. lit-
Chediak: And wh.u ubout Vi- lubar. Ajt«: O grande circo mís- l/e bv tittle. ln ir, Sérgio talked
nicius, Chico? H0W did you scc tico come O corsário do rei and about lhe amount ojbooks \j"e read
Vinicius? another 1)(//1('1 catled A dança da in a lifetime (file! tliere \I'(/S (I ver-
Chico: 1O!.I() wanu«! to 1)(' \í- meia-lua. Edu \\"(/.\ tlie p artner I se that H'el11 lik« tliis: "tem livro
nicius, whom 1 kiiev: sinc« I II'US \\"}"OIf lhe grcatest number ojsongs muito bom, tem livro milito pau"
ri kid becuuse hc \llll 1lI1 doe! 'I' svith. 1liold out purtnerslup in l'e- [there (ire good books. there (Ire
iriend. I wanted to lu: \'inicilll, v.ith r. higl, ('SI cem. p(llling books]. So J called up Ser-
oretr: wotnen, driukins; that \\lli.\- Chediak: What is the process gio, whoni 1 ltadn '1 seen in ag«:
kev. plaving lhe guit«); \\nlillg jl(}(- you adopt to com pose your works? cuul said: ,. You 're gefling reli/h
tt: I didn 't vant Ull\l"iil,~ I'/Ie' in Chico \Vhen I get lhe tnusic old. no one SCl\"S soniething is IW/-
iite. Then cume !JOS\O nova atul j [roiu li 1)(/r!I1CJ; I t r: to write the ling anvtnore." f don 't think Ser-
'..!o! cre 17 1710re }(/.\(III(/! "ti h\" in. /u/C\ \\i7lw/{! chil17ging (/ single ~()i()R ieu rdo rco / h.'. c:() r Jl] \ circo 11I
Ollh lata ('UII!C (I deep)i·iclld\hiji. no/e. BI// \rhen lhe Il1l1sic /S mi- Chediak: W\1<1\'S hardcr. \\Ti-
Chediak: And thcn \OU bc- ne, I c1wnge rhillgs. Mony limes, ting a book or c011lposing')
came his partner. !-Irm did the [\\0 lhe IIIl1sic is olrewlr bom (1111101111- Chico: These Ilzil7gs (fre nei-
nf yOll write \{I!lill/W') cillg its \\'ords. Through the ther eosl,'. no}" !wrd. The\'.' ore (/1\-
Chico: \Ve \Ierc il7 ;1 1;« Cl7li 11o, sOl/nd, luJrds come up o/1d pu!! jJ e ot od d ict io 17 I h li t ([ g 11\" e iI h e r
\lhe re Vin ic iIIS di d LI lot 0/ s/li! \\"1" lhe resr t~lihe luics o/1d thar i11- hos or doesn 't. Ha}"d to kid.

26
Songbook Chie,' Bu.irquc
._--------- ------- .. _-----------

1 - Show Viva a MPB,


the 70's
2 - João Donato, Clara
Nunes, Chico Buarque and
Dalmo Castelo,in the 80's
3 - Chico Buarque, Gilberto
Gil anel Caetano Veloso 20th
anniversary of Gilberto Gil
carreer, Anhernbi, São
Paulo, 1985
4 - Chico Buarque in studio,
80's
5 - Chico Buarque,
Mangueira in 1998's
Carnival

!V.âf!O Iuiz Iboropson

27
SOllglJook Chico Bu.uquc

A mulher de cada porte


EDU LOBO E CI-lICO BUARQUE

('7\1(9) C7l\!

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Introdução: envI(9) / / ! Fm6/C / / / C71\J(9) í Gm6/llb / A7(b13) / A7 / !\iWl / / / F nHí/ A b I I /


Ui\i! / / / G~(9) /

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C7I\I(9) I /
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/ C7f'vI i / /' (;7( ?)) /
Quem me dera ficar, IllCU a mor. de li-ma vez Mas

C7'\I(9) / / / /
que dizcm as ')!1--~-das do mar

\7(#11) A7 / D7í9) / D7(9)/:\ I Fm(í/ Ah ! Gj C;7(9) c~i(9) /


J
/ C7(9)
Na amada de um pOl'~·----I() NOl!~·~-tro porto llll-~:!a <imad~l ,; capa!.

/ / ,, A~ (9) / ii A7(<)l / / D7l\H9i / F#7{ ;;~ / /


él---I11:1rrar. vida, mar de

(;7\1(<)) / / / C7(9; / / i FT\r ! B7(9) / Bb7M(!)) / 1\ /1 I)n17 / .:\1)7(1.3) / 1)b7i\I /


lt )--~ ·_·__·--~S~l' Chora I1UO.

G7(9) C7i\l(9) / / CT\I/// / (;7( F~)


Quem me dera a·--Illarrar meu :1!l101' Cjua·---sc um mes

i
0\1(9) / / I Gb7(~~ ) 1/ / F7i\I(9) l/i Bb7( f1) / I i A~ (9) I /
i /
escura o que dizem as pe <iras cio cais Se eu dci.\:lsSC j li 111<11· de u--~Illa

29
SOllg!Joo!; ;--' Chico 1l11'lIqU~

A 7(#1]) I :\7 I D7(9) I 1)7(9)/ A I Fm(Í/ Ab I G; (9) G7(9) C~ (9) / / / C7(9) /


v é!. IIlLUS amores num por - to Trans--borclava a baía com todas as

I I A~ (9) I II :\7(9) Ií I D7\j(9) I II F#7(~) I / I G7l\1(9) / / /


forças navais. ah! \li--nha li------da. querido, não é ne-nhum mar ele ro-----sas

C7(9) II I F7i\1 / B7(9) I Bb7\1(()) / A7(bDJ I DI117 I Ab7(13) I Db7l\I / G7(9) / C7!VI(Y) 1//
Volta não Segue em paz

G; (9) I C7C ;>,) I C7\I / í I C] (9) I C7( 1'\) I Cnf(9) III GI;7(g) II/ F7I\I(9) III I3iJ7( f,) / / / A} (9) / I/

A7(#11) / A7 I D7(\) I 1)7(91/ /\. / Fm<í/ Ah I C~ (9) (;7(9) Ci (9) I I / C7(9) I / / A~ (9) / / I A7!.')) /
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I D7\1(9) / / /
I F#7(;:lj) I I I G71\I (9) 11/ C7(9) II !
(OS 1)015) J\'lj---nlJ;l \i---d;1. qucrid;!I o ). il~() é lle--nhUIll mar ele ro sas (ELE) Chora

F7i"l / B7(9) I BlJ7\l(t)) ! /\.7!h13) I Dm7 I Ab7(13) ! Db71vr / G7(;~) I C71\-1


não : [L/\) Segllc em paz

A mulher de cada porto

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30
SongbooK '-i Chico Ilu:trqu<:
-----------,,----------

A 7(~n) :\7 D7(9) D7(9)(\ Fmó/:\b G~(9) G7(9)

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" dei - xo a - mar - rar por UIll a ma - da de UI1l por 10
~
Nou - tro
xas - se .Í1I11- Lir de u - ma num por 10 Trans- bor -

C~(9) C7(91 :dí,)) -0':\7(9)

'~~;~j~;i~~i~_~c.l=:iS.~~~~~,,~~~~~~~":.~~~=~i;
i=-ffJ F]
por - IO_(lll- tra_a - ma - da é ca p.il De ou - tro ;l- rnor d - m.u r.rr. ah ~ Mi - Ilha
li:i - V:I a ba - a com III - d;l, ;h ror - C:h 11;1 \':11" :111' iv1i- nhu

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\'1 - (I:i. que - ri - da, não é nc - nhum \lur d: ro sas Cho - ra não,
VI - (Li. que - ri- do(a), não é ne - nhum m.u de ro S:iS \101 - LI não.

F7\1 B 7(9) 131'71\'[(9) A 7(1;13) D 1117 .'\;)7(1] )

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C7(91 F7i\1 B 7(9) D 1117

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CUP.lrighl I')~~ 111 LOilO \ILSiC l'PI)ll! .-\lnl(;I'IC\(; LTI)\,


,-\\ cnid.t Rui Ilarbos:l. JIJlJi 1:'\01 .. R io de J:lIll'i ro. RJ ---, Ilr:l'i 1. Tnd'J> uS direito rcscrvarlo-;
COjl\'righl 1%-11,,' \1.-\1(01_,\ EIJIÇ(lE(; \ILSIC-'.IS LTD.-\,
.-\\ (/li.i:! .-\I:llIli() de Paiva. 13'iíl )()6 - RIO de Janeiro. IU-- 1>r:lsil Todos os direi I"" r"SL'I'I'llcÍ(lS

31
Songhook i1 (hicO Buarque

A História de Lily Braun


EDU LOBO E CBICO 13UARQUE

C7(#9) [7(9) D7(#9) G7(bJ3) C7(9) F7(13) Ai (9)

A7(h9) .-\h7(~~I) c: 1}1) Dh7Ci I) E7(#'1) ilh7(.rl) .-\~( ?~) Eh7U:I)


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G7(9) A7(h13) !l7(9) (;7(13)

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LU_LLJ
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Introdução: C7(#9) / 1"7(9) / D7(#9) / G7(b13) / C7(#9) / F7(9) í D7(#9) ! G7(b13) / C7(#9) /' F7(9) / D7(#9) /

G7(b13) I C7(#9) I F7(9) I D7(#9) / G7(b13) I

C7(#9) I F7(9) / D7(#9) / G7(b13) I C7(#9) I F7(9) / D7(#9) i G7(bB) /


Como num roman-ce O homem dos meus sonhos Me apare-ceu no danei ng Era maIs um

I
I
i
C7(#9) í F7(9l / ])7(#<)) ! G7(blJ) C7(#9) I F7(9) / f)7(#Y) /
I G7(bL1,)

Só que nu III rclan=-ce C)S seus olhos me chuparam Feilo um 1.00111

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C7(#9) / F7(9) i 07(#9) ! G7(b13) / C7(#9) ,/ F7(9) I
J D7(#9) / G7(b13) /
Ele me COI11I--;) Com aqueles 01 hllS De comer fotografi--a Eu disse dlcese

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I f ,I !
C7(#9) I F7(Y) .,/ D7(#9) G7iÍJJ3) I C7(#9) F7(9l / D7(#l) i G7(bB)
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r;
E de close em closc Fui perdendo a pose L até sorri. feliz

,
CH t,) I / / C7(9) / C7(#9) I F7(H) I / I / I / / A~ (9) ! /
E voltou i\'Ic ofere-ceu UIll drinque ;vIe chamou de unjo azul Minha visão Foi Jô---de

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A7(b9) Ii / D7(#9)
I
I Ah7#!1)
( 'J .
/
/
G~ U,) I Db7 ( #11'J )
I C7(#9) I F7(9) I 07(#9)
então ficando fiou Como no Cllle-Illa l\Ie mandava às

32
Songhook (,hico Illl:trqllé

I
(;7(IJUI / C7(#9) / F7(9) / D7(#9) / G7(b13) / C7(#9) / F7(9) / D7(#91
Uma rosa C um poc-m<t Foco de luz Eu, feito lima gc-mél Me

/ G7(bi3) / C7(#9) / F7(9) / D7(#9) / G7(b13) / C7(#9) / F7(9) / D7(#9) /


toda Ao som cio blucs Abu-sou cio scotch Disse que

G7(b13) / C7(#9) / F7(9) / D7(#9) / G7(b13) / C7(#91 / F7(9) / D7(#9) /


111CLI corpo Era só dele aquela noi-le Eu disse plcase Xale no clcco-te Dispa-rei

G7(hI3) / C7(#9) / F7(9) / D7(#9) / G7(b13) / C} (j~,) / / / C7(9) / C7(#9) /


I

Rubras c E voltou No derradeiro show Com dez

F7i13i / / / / / / A~ (9) / / / A7(Íl9) / / / D7(#9) / Ab7(#il) /


Eu disse adeus Jü vou com os meus Numa turnê

/ G7(9) / E7(#9) / A7(b13) /


Como amar Csp()~-sa Disse ek que agora Só

1)7(#9) G7(9) / E7(#9) / A 7(b13) / D7(#9) / G7(9) / E7(#9) / A 7(bI3)


me unava COIllO cspo--~sa Não como srar Me amas-sou as ro--sas Me CjUCll110U as fOlOS

D7(#9) / G7(9) / E7(#9) / A 7(bI3) / D7(#9) / G7(9) / E7(#9) / ;\7(b13) ;' D7(#9)
no altar Nunca mais roman-ce Nunca ll1:l1S cinema Nunca meus

em)) / E7(#9) / A 7(bI3) / D7(#9) / G7(9) / E7(#9) / A 7(h13) / D7(#9) /


êllillljilC no dilllcing Nunca mais cheese Nunca uma espelun=-ca Uma rosa nunca Nunca mais feliz

C;7(91 / E7(#9) / A7(h13) / m (?-,) / / / D7(9) / D7(#9) / C7(13) / / / / / / / B} (9) / / / B7(b9) / / /

D( r
/ Bb/
~(' ')
#[1/
) /
A~7 ( v :
L1) /
!' ('"
I~b7#ílj \ /
D7(#9) / G7(9) / E7(#9) / A7(b13) / D7(#9) /
Nunca mais roman-ce Nunca mais cinema Nunca mais drinque no

(;;:9: / E7(#<}) / A7(bJ3) / D7(#9) / G7(9) / E7(#9) / A 7(lJ13) / D7(#9) / G7(9) /


'[!1!2 Nunca maIs checsc Nunca uma espelun=-ca Urna rosa nunca Nunca mais feliz

L71#9) /\7(hIJJ / D7(#9) / G7(9) / E7(#91 i /\7(b13) / D7(#9) / G7:<)) / E7(#<)) / A7(b13) / D7(#9) / G7(9) /

E7i#9) / ,\7IhU! / D7(#<)1 / G7(9) / E7(#9) / A7(bIJI / D7(#9)

33
SOllgl)Oo!; Chico 1.l1l:llqllÇ

A História de Lilv Braun

11. ,'.
C 7(~<J) F7(<J) n 7(~9) i C7(~9)

f 2.
i C7(:~!) F7(9) D7(~9) (;7(,]3) 5SC7(~9) F7(9) o 7(~9) C 7([,13)

~=~jJ-j-=5~~=F~:·:~~~~~:.r~~==IJ!E! r~ L)~
==.i;==-±: =~~r~'--'~,
V'~ ~.",:. ~#
fi
Co - mo nu m ro - rnan - ce O ho-mem dos meus so- nhos Me a-
E - k me eo - mi - a Com a - que - les o - lhos De co-
Co IliO !lO CI - !le - ma Me m:l!l - da- \'a_ils ve - zes U- ma
,\ hu· sou do -scorch -- Dis - se que meu cor po_E- ra só

C7(~9) F7(I}) D7íB9) C7(i>l3) C7(H9) F7(9)

!tJ,j, J ~~c==~~c:~t~-'Iic{-;-~~=-H~J--
·~~)-~~~~~~~~~~g~-".ii~~
.• ~:==:=J~--.J~;

pa re - C<'1I no d:IIlC !Jlg E I'a mais um Só que !lUJll re - lan - ce


mCl" fo - to - gra - fi - a Eu dis - se checse E de cio - se em elo - se
ro S;I - c U!ll po - e - ma Fo - co de luz Eu, rei - to - ti ma ge - ma
de - le <1- ljue - LI no I - Ic Eu di, - S~ please Xa - le !lG de - co - te

D7(~9) C 7(!>!')) C 7(H9) F7(9) D 7(~9) G7(\'13)

-::-1-j=--cc~..=-=i1
~=~~j-'f~~jE~~-=~~~cB=·----M~-l
#---4. ~.e;. <:> ~
~" !

Os sells () lhos me C'!JlI p:t - 1':11ll Fci - toum 100m


Fui pn·· ([CII do_a pu - tC' SOl' n, fc - liz
Me des - 1111 lin - giiill do to da_Ao som do blucs
Dis - ]1a· 1'c~1 com :IS LI ces RlI bras c fe bris

C 7(<») F7(13)

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~]-~.·92~·· -#! .~. 1!f :.,. .• '
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E rc- ccu l!lll drin - qJle' Me cha mou de :111 - io.» - zul !'di- nha \'1 -

r: der - rn- dei· 1'0 sho«: Com de!. po e - mas e_um bu - quê Eu dis· :'C a-

:d(l)l

r-&~~~~~~~~~}~··.
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déllS .Lí \, ou t ur - !lê

34
SOllg/)ool; Ci1ic,~13 1I;1I
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----- --------_._---------------------------------------

eu f110 .i- mar êS - po sa


Nun ca mais l'O - man Cê

E7(~9) D 7(~9i G 7(9) A 7(\'13;

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0:~4f
Y~-~-=~,2-,
JJ~
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~l~--',j
~-=,E:_~::~~ª~=:~=~:-''c-. I

'Dls - Sc__c - Ic quc_a- go - LI Só me a ma - \;1 C() - mo_cs - j10 - "I N;io 1110 S - lar
c'()-

NUIl - Cl mais el - ne - ma Nun - ca JllalS drin- que !lU dane - Illg Nu!! - ca meUS cheese

G 7(9) E 7(~9) .\ 7(;13) D 7(~9) G 7(9) -$-

f~Ei-d=~T~-~~~]=-.L~~cc~~~~=--{- "Jl~:~~t~~~Qt·
f!,
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*'j>!. 'i6f '-J ~
Mc_a - mas - sou as ro sas Tl;vle quci- JllUU ,IS io - tliS Me hei - jou no jil- (ar
Nun - ca L1- méU:'S - pe - lun ca LJ - ma ro sa nun - ca i'\L11l ca mais fe - liz

D 7(9) D 7(~9) (;7(13)

D 7(~1}) G 7(9) E 7(~9) ..\ 7(>13) D 7(~9)


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-; ·~~êj=:tg,~~r-k~~t~~f~'tY--~~~(~.=~
C1Jl)Tif:hl 19:,1/1\ 1.0/l0 \1l'\IC 1'[Wlllç(JFS\lnísTIC.·\S 1.111:\
..\\·cllid;1 Fui Il;lrhlls;!. YJ()/I';IJ1 -I~i\l de J:IIlCi'll. FJ ----Ilr:hil. Tudo; us dire;lils rCSCl\ad'K
Copyriuht 19S3 IlI' \I ..\I\OL\ EDIÇ()[:S ,\IUSIC\IS 1.T1):\.
,\\L'llicla Ar.rulto de Paivn. 1:;'í/151)(i - Rio d,' Jallt'iro.I{J ·---lir:)sil. 1,'''\ls os din:ilos rêSL'r\':ld(ls.

35
Songbook i...
J Chico 1J1Iarljlll'
._--- ._------_.-

Atrás da porta
FRANCIS llEvlE E CI-fICO T3UARQUE

Fm6/C em7i,)) FII17 FII1/Eh D1I17(b5j G7(b5) G7 A b7í\!(#111

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F7:l1 111l17( I~,) Bm7(b5) E7(h9j Am(add<Jj '\1117 lJ7('J)

Eh7(9) Eh7(h9) Cm('C1)

lI! t~:1~·I'~t'fj. Tr'-1-1


[l","'
.... "-"'1

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.... L-·Ii l.: LLttJ
lntruducâo: Fmú/' C / / / Cm7(9) / / / Fm(i/ C / / / em7!!)! / / / Fmú/ C / / !

I
Fm7 j Fm/EiJ / 1)1117(b5) / G7(l6) ('7 Ab7i\!(#11j / Ab7(#U)
"
':)u;ln,io 0---111<1st,' bem no.: olhos meus E o leu olhar e--r~, de ~tdeu:\ Ju----rq qu" não

/ G7(b<J) / c (9) C;(b9} C7!b9' / FllllT\I) i FIll/Eb / Di


te estranhei J\lc dc-·-brllcci so------- -br·.: teu eorpo I: duvidei E

/ '\117\1(#11)\h71#11) G~ (9j í ("


.J"; \
'I 0\
d/ I G/F
me ;I!T;hIC! E li? arranhei E me agarre: JlOS f.cus c,tl)(:----·-·-·Io,: N,'\ ICW

\b7.\I/ EiJ Frn/ Eb DIll7(1~i') DI117(/)5) G7(bY) Fm6/ C C7'\1 F7\1


SCI] ',li"iIl!:li_

i
! E7(b9l / All1(mldSl) Am7 D7(l!) / Fml\/ AlJ / G7(lJY .i C; (Si)
cohcr--------t;1 ,Ilr;is elapor----t;i Reclamei b:li\l-··-··-------··ni!() Dei

36
Songhook U Chico lluarquc
---~-----

c: (b9) C7(b9) / Fm(7M) / Fm/ Eb / D~ / Ab7l\J(#11) Ab7(#I1) G~ (9) /


pia maldizer o nosso lar Pia su-jal teu nome, te humilhar E me

G~ (b9) G/F Ab(add9)/Eb / Ab7i\I/Eb Fm/Eb Dm7C~J) Dm7(b5) G~ (b9)


entregar ;\ qual--quer prc ço Te adorando pelo é\\'es---so Pra mostrar

C/F Eb7\l(#5) / Eb6/Ub / DI117(b5) / G~(b9) G/r Eb7i\f(#5) / Eb7(9i


que -im!;; sou tu a Só pra provar que 'inda sou tu a

Eb7(b9) Ab7\í /
/ G~ (b9) G7(b9) Cmcn / Cm7(9)
provar que 'inda sou tu------,l

F mó/C C m7(9)

Fmó/C C rn7(9)

D m7(/'S) G7

..n=.f~~~~~~~i~ .EtE~
~~~:=~.~Zg--~kf.,
meus E_o leu o - lhar c ra de_a deus Iu ro que nâo acre - di -

C 7(1,9)

r"
F m(7\f) ,;
!
-1

E 111l'

111-.' :1 - g:li - rc i nos ICli~ ios Teu ri-

37
Dm7(I,~) Dm7(bS) G~(!JlJ) G7(:JlJ) FlIlG/C C7i\f F7i\I

E-9:-rbl r~__~~~__
r- ~t L~t_--_.~~~--_.__[=~~~d~~'-rq. ~ =ij
~-1f-2~~- LJ-."':--:-! --~~I-J
"--~--~L:.;~--~t.:~---=---=~_Ls-.J I
(O) - :.-.-- - _ :. _

ja - ma Nos teus pés /\0 pé lia ca ma Scm ca - ri - nho. sem co - bcr -

A m(addlJ) A m7 D 7(lJ)

Ia ta pc por LI I<e - ela - mci bai - xi-

FmG/A!' C 7(I,lJ)

nho I)ei pra 111:11- di zer o nos - so

F m(7IVl)

lar teu no me. te hu - Ill!

r&
~ -!.5
--.--.'
. .~ IIL........#/-1
ti
I
._.-I,~----k-",,-..-L--j -L .
[- t_~-"--i--------'ir'-~=:::L±
"I -~~-
lhar E IllC_CIl - Ire - gar quer prc Te a - do - rall - ÚO

D 1117("~) D 1ll7(!,5) G j(\'9) C/F El>nl(pS) EbGIB~

~ ~~ç~-r-_-r=et-=J~f=:f~·C~:-~-C~Tf----·---j
(O)

so Pra mos SOl! III ~1

D m7(I,S) C ~(,')) C/F E!'7\1(~5) d'7(9) Eb7(b9)


I
~~;b1C~K~l~=sE=!~'-=~ª~~~=~=~j
" '. 3

Só pra pro - var lu a

A:'7,\1 cj(',')) (;7(:,<)) Cm(f<j\I) Cm7(9)

,~~bi=Y-~-+~:~~@[t,-?j~~1_~~~C:-C~n~2=~=:!
5(í JlI';! pro \ ar qw'j I' - lI:1 <ou 111 a

Copyriglu 1'!7211\' C.\I\-\ \()\.\ FJl!TOR ..\ \IUSiC\L LTD,\.


RUI1 l.i-boa. 7'; - S;IU i';nJ!o. SI' - Ilrasil. Todos os direitos reservados.

38
Songbook Chico llu.uquc

A volta do malandro
CI-IICO BUARQUE

Am6 Am7

J
[- -t=l] t-ltII =tTr~l~
IJltl :rt
=-~trrJ IV t==r=t=t V

t]j =]jj -.
Hb6 Hb7 8b6 Hb7 llb6 Bb7 8b6 Bb7 8b6 Bb7 8b6 llb7 llb6 Bb7 Bb6 Hb7
Eis o malandro na praça ou~(ra vez Caminhando na ponta dos

pés Como quem pisa nos co------rações

Em7(b5) Gm/F Em7(b5) Gm/F Em7(b5) Gm/ F Hb6 Bb7 Bb6 Bb7 Bb6 Hb7 Hb6 Hb7
Quc rolaram dos cabarés Entre deusas e bofetões

Ab6 Ab~ Ab6 Ab~ Ab6 Ab~ Ab6 Abj G7 Fm6/Ab G7 Fm6/Ab G7 FI116/Ab G7 Fm6/Ab
Entre dados e coronéis Entre e patrões

Am7 Am6 AI117 Bb6 Hb7 Bb6 Bb7 BlJ6 Hb7 Bb6
o malandro anda assim de viés Deixa balançar a

maré E a poeira asse 11LI! no chão

G7 Fm6/Ab G7 Fm6/Ab G7 Fm6/Ab G7


Dcixa a praça virar um salão Quc ()

Am7 Anui \1117 Bb6 Bb7 Bb6 Hb7 Bb6 Bb7 Bb6 Bb7 Abm(i/ ClJ / / / / / / / Bb6 Bb7 Bb6 Bb7
malandro é o barão ela ralé

Bb6 Bb7 Bb6 Bb7 Bb6 Bb7 Bb6 Bb7 8b6 8b7 Bb6 Bb7

39
Sonubook [J Chico Buarque
---------------------------------- ------------------------------------

A volta do malandro

o ma-Jan - dro na pra - Ç~U)U - tra vez

, I
Eb1ll7/G" EI1l7(~5) Gm/F Em7(l'5) Gm/F EIll7(I'5) Gm/F

Co - mo quem Que ro - Ia - raJ!'

E m7(bS) G m/F

G'1
T , F I1lG!A~

En - trc da - cios c co - ro - néis

G7 Fm(Í/A~ G7 F JlI(Í/!\b G7 Fm(Í/A~ C7/E C7/F C7/G

Amú A 1117 A m6 A m7

o ma - lan-tiro an- d;i as - sim de "] - é\

I i
[:.>m7/G:J

40
I~, I
~,,~~-,-~--------~,~---~---~--~.-------------------
SongiJook Cnico Buarquc
----------------------------~~,,~
j
\V "
(;7 G7 F m6/Ab G7 G7 F m6/AG C 7/E C7/F \

Dei ~ xa_êl pra ~ ça VI - rar UIll sa ~ lão

C 7/G Am6 Am7 Am6 A 1117

ma ~ lun- dro é o ba rão da Ia ~ !ê -- ---~----

í 6 mó/Cb

-, .. ,--,---"--,._--,~- ~~~~~~-~~-----

Copvright 1985 bv i\lAROLA EDIÇOES MUSICAIS LTDA.


,\vcllida Araulto de Paiva, 13511506 - Rio de: Janeiro, RJ ~-Ilrasil. Todos os direitos reservados.

41
SOllg/)ooh Chiro IlU:1r'l'II'
--------------------------------------- ---

A voz do dOD,O e o dono da voz


CIlICO 13UARQUI-::

(;#7 1'#7 B7(9) E7(13) A7

~- ·----1
I 111 Il-Ir
~1\lJ
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..-..jI.I.-~~,l"••..• I{i.~t·~~
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F#m71! I i 15 107

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C#7IiJ!3! C#lll! C#11l C#m(7i\ !)

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I I ~ .I
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IT'I 1I
I J :11'

Mí / G#7 / EmlÍ/ (; / F#7! B7iY) /


E7(Lll ! /\6 / A 7 / D6/ F# / B7/F# /
Até quem sabe ;: VOI do t!o------I]1i Cí(1~I:l\;1 do do--------no ela \'01 Casal igual a nós,

F#m7(1l) / F#l11Cil) / D/C / C#/B / F#m7(11) / E7 / A6 / G#7 / Em6/ G /


de entrega e ele abandono De guerra c pai, contras c prós Fizeram bodas ele aceta to

F#7 / B7(9) / E7(13) / A6 / A7 / D6/F# / B7/F# / F#m7(11) /


-- ele fato Assim como os 110S---S0S C) dono prensa a VOI, a voz resulta UIll

F#m(W) / / F#m7(ll) / E7 / Mí / G#7 / Em6/ G / F#7 / B7(9)


prato Quc gIra pa-ril tod()s IHís C) dono andava com outras do--ses A voz

/ E7(13) / ACí / A7 / D6/F# / B7/F# / F#m7(ll) / F#mCN) /


era de um c!o----no só Deu- deu ao dono I1S Deus deu ao dono as nozes As
D/C / C#/B / F#m7ill: / G#7(h13) / C#m7 / C#m6 / /\../C# / A7 / A6 /
vozes Deus só deu seu elc\ Porém ~i \'O! ficou cansa-~da após Cem anos

G#7 / C#m / (:#I11(7\l) / C#m7 / C#11l6 / C# / A7 / A6 / G#7 / C#m /


íazendo ;i san---ta Soni1'll! .Se' desatar de taj1----10s nós Nas cordas de outra gargall-U)

C#m(7\1) / C#1117 / C#1116 / !


C# / '\7 I G#7 / C#n1 / C#111(71\1) /
;\ louca CSCO]TCg<l---i:t a sonhar a--llWil--{CS r:
L.

C#1117 / C#m6 / / (;#7 / C#m / E7(3) / A6 / G#7


rouca. os seus (mel de alguns brilhnn==-res Enfim. a \'01 firmou

/ Em6/G / F#7 / B7«)) E71 lJ) / \ 6 / A7 / D6/ F# / B7 / F# / F#1117(11) /


c()ntr~t-~-t() E foi mor.u J)1ll I!()---\() prensar. queria ser um

F#mCil) / D/ C / B / F#m7(1l) / E7 / A6 / G#7 / Em6/G / F#7 / B7(9)


prato Girar e se esq ucccr. Foi revelada na assembléi a - atéia Aquela

42
Sougbook L:::J Clliçu Illl:lrqll'_'
------

./
i
~~7(iJ'; \(í / A7 / DG/F# / B7/F# / F#1l17( 11) I
/
"'"'me"!
'- tt í1 \ /
} D/C / C#/B /
>.iltJa~·~liJ atroz ;\ voz foi infiel trocando de traquéia E o dOJlo foi pcrden=-do a VOl

,
F#n~7íil) ./
E7 / 1\6 I
I
G#7 / EmlÍ/G / F#7 I
I
B7(<») / E7(13) / AG /
E o dOJlo foi perdendo a li nha -qllç tinha E foi perdendo a luz e além

I
D6/ f# I B7 /F# / F#m7(l1) / f#mC~!) / D/C i C#/B / F#1117(11) / E7 /
,\ 7 f i I

E (li ~S[:: 1\,1 i nlj~: \'01, se \ÓS I;JO sereh minha V(;,; ~-u\~ s,·!\~i~de mais nin-guém

,\6 / Gf7 ! Elil6,/ G í F#7 / B7(9) / E7(l3) I


I
;-\{! !
\O uue '-: b':;i1J pa-Ll ti do-no (- bom pa---!<! " ,"(I! I
"

/ F#m7ill) / E7 / LV; / (;#7 / Emlí/C ,I F#í " H7:<}) / E7(13) /


(O que é bom pa---"'I',\ (I (]{)·--I)n c h01Yl p~l-"Li a voz)

H / F#m7(l1) / [7 /

Em(Í/C

;\(í ,\7 DG/F~ H7/F; F~m7(!I) F~mei\')

~~j[~~:ªc~~~i--L=Js!~R= ~_ ..L -v-- ·~-r --li. W~d


v Ca sal I - gual a nós, de cn - Ire - g;\,_e de_a - ban - do - IlO De

D/C qm F~m7(11) E7 ,\(; G#7

~~~_::.+~.:~~õª~~-=k,,~T:=c~~.:=::I~~'s'~~f~=
!211lT rd_C par. COI! - Iras tê prós Fi - /,c, ['al11 bu - elas ele_a - ce - ta -

EmCí/G F~'j B7(9) E7(U) A6 /1.7

,'~c~~~§2"E~~c-~"'=sF.:~t}~~lf~=~~~~~;t~.:J.:lc~
"~'
f\' - sim co- mo os II11S o
DMF~ F~m70 J I

\'(ll rc - sul - 1;1__1l11l Ilr:l ' ,,)

E :n()/C

o \'a com ou Iri.iS

43
Songbook Chico Buarquc

B 7(9) E 7(13) A 6 A7 D 61FH 1l7/F~

f~~,!~=~Rd:-b.-=f~=}t!~C=:}·
tJ
...+=-~'1J=:"t:=~~~-="~B=C~-=-~"=~~=.=
• <c.:> I '( I
voz e - ra ele um do no só Deus deu ao do - no os dcn - tcs, Deus

C~n17 A/q A7

rérn a \OZ f1 - C(lU can - sa da J - pós Cem a

c; 1116 A7

de 1(111

A6 G~7 C~m m(7IVí) m7 m0

~-u ·~·ld4f::::~i--'l::==[~-::-r=-J~TJ=~-::J::--'--~t=:
-, ~.
-,
.~ '~
'J. ·~·tJ'
'<c:>
--

Nas cor - das de ou - Ira gar - gan I:: j\ lou - ea cs- cor - n; - ~"a - 'ia nos

A/q :\ 7 A6

,-L'.,_
len

qm7 qm6 /i./C~ A7 /di G~7

~~#-J::=;-~..J.·_±-=i~~-;::'hf't~~~t~'f~~Jr-~~"--
J--=-~~t=dQ-~-==
~ - !li' '-.~ ',-----

rou - C'1. re - g:l- l.ir liS seus bc - móis Em iro - ca de_ai - gUl1s br: - lhan -

C;m E 7(13) A6 C~7 E m6íG F~7

~-=~1~-~~~---=ç==~:;==t~~~3~~i2J~~;-3~~l-=Fq-=-~
V \J 41· •.
.-~f;_=_;t_--'~~-= *' # @ ~ ~ -e:
<c:> <c:>
tcs EI1 - 11m, :1 \0/ Í1r- 1l10U COI1 - lia lU E

B 7(9) E7I13) A6 \ 7 D 6/F~ B 7/F~

foi mo - rar com no \'0 .il - gOl Que - ri a - se prcn- sal', ljUC -

44
Songhook LJ Chico Buarquc
\ \'''j
\--~>.-,
-----------------------------------------------------------------------------------~~.~'~
\
,," -(11)
1'f!1li <r,m (7'1)
F'~ il D/C C~/I)
r. ) qm7(1l) E7

"'~A[~.E}~=f~jLr-~~·~~~! ~. ==~l='=t~=#~~~1
~~JE~;;~~~ft=, j

ri a ser 11m pra - (o Gi - rar c sc_cs - que- cer. ve - loz Foi

F~m7(11)

\'OZ roi in - ri - cl ll'O - c<tn - do de ira- quéi - a

E m6/G 1';7 117(9) E 7(13) A6 A7

l;~~~~~~9~5Bt
~) ~~~j= _~=J=+~~ ~
<::>
nha que li - nha E roi per- dcn - do_a luz e_a - lérn E

dis - se: \,1i - nha VOI.. se vós não sc - reis mi - nha Vós não se - reis de mais nin-

F;m7(1l)E7 AG Gp,7 Em6/G F~7 B7(9) E7(13)


".1 O ~ rl 11 tempo

~~ J.c1~~J::~=c~-t_~
~c::3:c==i,.~=2-~~~:;k.=V8==&~~J~
)éuém (O quc_é bom pa ra o do - n(u~ bom p<l - ra_a voz)

AG :\ 7 D G/F; B 71F~ F~m7(1l) F~ll1Ci'tl) D/C q/B r~11l7(1I) E7


"", () ~ ~
(fu~~!-~~~~~~~~=-_::-J}~~~--~~~~-=
~.'
- ~~---_.1-~~~~--==-1~~_~--~~~~~--~_~
-d'
.~
\,..•../

Copyriglu 1981 by j\'IAROLA EDIÇÕES illUSICAIS LTDA.


A vrnida Ataulfo ele Paiva, 1]511506 - Rio de Janeiro. RJ - Brasil. Todos os direitos reservados.

45
SongIJook Chico Ilu.nquc
-----------~----------------------------------------------

Baíoque
CHICO BUARQUE

c F Eb Ab G 1'7

F#" (7 1'7 llb7 D7 G7

c / / / F / / / Eh / / / Ab / / / G / / / C / F
Quando eu canto Que se cuide Quem nuo for meu irmão O meu canto Punhalada Não conhece

/ C / G IC / //F I / / E7 / / / F / / / F#o / / /
O perdão Quando eu rI-O Quando rr-o Rio seco Como é seco o sertão Meu sorriso l~ uma fenda

C / F / C / G /C / / / F / / / Eb / / / Ab /
Escavada no chão Quando eu choro Quando choro (: uma enchente Surpreendendo o verão [: o

//G / / I C / F I C / G i C / / / F / / / E7 / /
inverno De repente Inundando () senão Quando eu amo Quando amo Eu devoro Todo () meu

/ F / / / F#o / / / C / F I C7 / / / F7 I / / i i /
coração Eu odeio Eu adoro Numa mesma Quando eu canto Mamie, não quero scguu
,
I / I i /11/1 i I / I ! / I I I I / /I/!i
Definhando sol a sol Me leva daqui Eu quero partir Requebrando um rock and roll Nem

Bb7 I // I/ / / / / II I I / / D7 I /I / / // G7 I /
quero saber C0l110 se da 1](; a o h;li~() Eu quero ligar Eu quero um lugar Ao som de lpancma,

f
/ / / l/c / / / F / / I
cinema e televisão Quando eu Glll((i cuide, .

I
c F A!)

<c:>
Quan- lI~U for 1l1CLl lf ~ 111JO () Ir!CU can ~ to
C)U;II1·· li,! SU' prccn dcn- cio o IC - rão !~ U 111- ler-
(', c c

Pu- nh.. - LI ,J~l


D: IT - i}:ll -

46
Songboo!; _ ' Chic(' Huarquc

F E7 F

~) li! €,. 6J
=:~~.
__.J~~j=J=lJ~_~j_~_)~
~~=-_~~+;=r.~-i.----~ __~.
-i==j.;.---=f:~_~-;~i=~=:_ :~-- ~ -f7-.- ...4ft
;__ ='
..~.#j".
j_B
Ri - o se co Co- Illo_é se - co_o ser - tão Meu sor - II SO É_LI- 111:"1tcn da
Eu de- vo - ro To - do o meu co - Ia - ção Eu o - dei - o Eu a - do - 10

-"'i [2-. --------.-- ...-------.-


c F G li!1 C7 F7
. !i Nock

~~ª==~~=:~i~~~·~~=:~-:-J=-=-~jfJ?:~:--
,-J /li
.
=f;~~~~-:~~~-F;:-t-~-~=-~ÍJª~~~~-·~
'61-

Es - CI - Ia - da
~

IlO chão
Nu- 1l1;1 ille~- ma_o - ra - ção
~~j
.~..~.

Quan- do_eu
.
---,

cho -
"T
~
1'0
"---" 'C"

Quan- d<U:lI
-li'
..
-r-r

can -
,

lÓ \1<1- mie. não

que - ro
=l~ .J=t~~~-j=-'~- =t~=!-=~~~j=t=i~~.';\1
~FJ~c:.J=fJ~--.;f=:=:~
~ ~
se - guu De - ri
.
nhan- do sol ;1 sol 'vlc Ir - va da- qui Eu

D7

~J~t1~~~~I~I=bt=.cJ~~f··~'f-~.IS.'~1Í-~~d---~-*+-: L....-'

v
c} - JllO se dan - <;:t __o bai - ão [u que - J'(l li - gar Eu

G7

n.c.
i\u som dc_I-[)a-lle-llla. ci-uc-rua ..c le·!c - \1- :<[ll

(',)p:\Ti~~hl !{f72 hy C.4.H:\ \()\':\ F!)iT(;l,~·\ :\li 'SI! :\L i TP.\


Ru:! Ij;';!)(l~L 74 - SJíl Paulo. SP _.. lh:i:-;jj Tnd,-•..:,(I' d;1\"i:, i\ I\'\I..';-\'::lki:,

47
Songbook Cl Chico Buarquc

Bastidores
CI-HCO BUARQUE

E~ (9) E7(9) Am7 E7(h9)/B E7i\! 1I~ (<Jl

Am6 I I I llm6 I E7/G# I A7 I A/G I Cm6/Eb I D7(b9) I Gm7 I C7(9)


Chorei, chorei Até ficar com dó de mim E me tranquei no

I F7lVI I G/F I C/E I A7(b13) I Dm7(9) I G7(#5) I Am6 I I I llm6 I


camarim Tomei o calmante, () excitante E um bocado de gim Amaldiçoei

E7/G# I A7 I A/G I Cm6/Eb I 07(b9) I Gm7 I


C7(9) IF7M I G/F
O dia em que te co---nheci Com muitos brilhos me vesti Depois

I C/E I A7(b13) I 01117(9) I G7(#5) I C"~ II I E~ (9) I E7(9) I Am7 I


me pintei, me pintei Iv!c pintei. me pintei Cantei, cantei Como é

I Gm7 I I C7(9) I F7i\l I E7(b9)/B I 1\1117 I ll7( f..,,) I E7 '1 I m


(9) I
cruel cantar assim E num instante de ilusão Te VI pelo salão /\ caço-ar de

E7M I G7(#5) I Am6 I I I Bmó I E7/G# I A7 I A/G I Cmô > Eb I D7(b9) I Gm7
Illlm Não me troq uci Voltei correndo ao nos-so lar

I C7(9) 11"7:\1 I G/F I C/E / A7(1;13) / 01117(9) / G7(#5) /


Voltei pra me certi ficar Que tu nunca mais vais voltar Vais voltar, vais voltar

C"9 III EH9) / E7(9) / Am7 / I / Gm7 / C7(9) / F7i\I / E7(W)/B


Cantei, cantei Nem sei como eU canta va a5S i 111 S6 sei quc todo o

I Am7 I B7( 9 )
13 / E7\[ / B1 (9) I E7.\I / G7(#5) I 1\.m6 I / / Brnú /
cabaré Me aplaudiu de pé Quando cheguei ao fi 111 l'das n:io bisei

E7/G# / A7 I A/C I CI116/Eb I D7(b9) I Gm7 I C7(9) I F7l\I I G/F


Voltei correndo ao nOS-50 lar Voltei pra me certificar Que tu

48
SOllgbook Chieo liu.uquc
---------------------------------------------

/ / / C(, / /
/ C/E A 7(b13) DI117(9) / G7(#5) I 9 / E~ (9) / E7(9) / Am7 /
;Hl!1C~t m;lh \';1 IS \01 tar Vais voltar. vais voltar Cantei, can-tei jamais

Gm7 / C7(9) ! F7\I / E7(1)9)/B í f\n17 í m( I~) /En-f I


I
Bl ('Jj
,':l!1ic' LIO !!!1d() <i\Sllll E os homens Lí pedindo bis Bêbados e febris " se
r',

I
/ E7\1 (;7(#5) '\m<í I / /
I

Bmó I
/ E7/G# ! A7 i
/ A/G / Cm6/Eb
r;1:.·.;~:\r por lllllll Chorei. chorei Até ficar C0111 dó de mIIll

BmG E7/G~ A7 A/G

{#
--~=-~~~~~~~~
'.(~j]~-~J~=::~=~~:=~=2J~~==~-~~'~~T1~~ji~'S~-~ ~ ~".q.:' ~ o'
Ch(\ rei. cho - rei t\ 1'( li - L',!!, :':O!l1 (k dc' num

,;1117 C7(<,;) F7M G/F C/E A7(i'13) Dm7(SI) G7(;5;

..~.~~ef;3~~.kj~~€~=i!-.:1E-tJ~1~=-~~~c~
E me lr;lll-quL'i 110 ca= ma - rim To-rnei () cal - mau- te, o_ex- ci - tan- te E_um ho- ca-do de gim

A m(, HmG A7 A/C

,-- - --
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.. 3]@tG~~, ~ê~~~
")~
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~1~-=i~_f~~=II:·~'1~.~~-3~F§L~
...'~.'-a. ~
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-li
J\ mal - di - çoci O di - a_em que te co nhc Cl

Não me tI'O - quci Vai - lei cor - rcn- dCU10 1l0S so lar

C m7 C 7(9) F7lvr

Com mui- tos bri-lhos me vcs - ti De-pois me plll - lei. me pin-tei ],,1(' pin - lei, me pin-tei Cm-
VI)i - léi pra me cer - ti - fi - cal' Que tu nun- ca mais vais vol-tar Vais voi - lar. vais vol-tar Can-

Am7 G m7 C 7('» F711,1

lCI, l'all - .ci Co - Illo_é cru - cl can-tar as - sun E num ins- tan - te dcj-Ju-
.ci. L':111 - Ici Nem sei co- mo_cu can-ta- \'<l_as - snn S() ~CI que lO- do_o ca - na-
,-\m7 lna,) E7!\I B~(9) E7J\1 (;7(;5)
3

_~--=~i~~~=i=#_=r
F~r 1[ ~~~=-~j~i -:~~
são Te \'1 pc - 10 sa 1;10 A ca - ço - a;' de mim
ré \-1c a - plau- diu ele pé Quan - do chc- !211ci ao lim

49
SOllghook 'i Chico 1l1l:Jr<llIC

A 1116 B I116 ;\7 A/C c m6/Eb

C 1117 C7(9) F7\1 CfF CIE A 7(b13)

Que tu IlLlll - ca mais vais vol- tal' Vais vai

, 6
D 1l17(9) C 7(;;5) C y E ~(9) E 7(9)

~ ~ʱr~~-=--:-~~~=-~~:J--~-~'-tí~'~~~~~'~1~_-~
~_~l=-_.~_~_~l=~~]~=:=J_----1~_J
tal', vais vol - rar Can rei. can lei

Am7 G m7 C7(9) F7I\'1 E 7 (b9)1B

~ ~11= A----A-.~---:. -'--


..---::"::':':"':_'
- :::==}---r '-'
F@E~~~.--.---~L--~---:~~'==----~=3
U
I ~§h§JªL.~l~.
§j
Ja - mais em - tci t:\o lin- do_as - Sllll Cos ho - mens já pe - din - do

Am7 E 7;\'1 C 7(~5)

§~~~~~-&~I~~~~2~0 rnccc~=#
.•ii~·'~f,,_~~11_3~~-r·
II

bis Bê - ba - dos e fe bris 1\ se ras - gar por Illlm

Am6 13m6 A7 A/C

r""-rd--1-r-~.....~-.-~~:-=t]
~~~\R'--=~~l~;~~-=j~,~t--;n
Cho- rei, cho- rei !\ té 1I - cal' com dó de num

CC'I"rigllt i i1\ C\I\.\ :";0\.'\ EDITOR.·\ .\lUSICAL LTD.-\.


Rua Lisho:Lri - S:10 Paulo. SI' - 111':1sil.Todos os direitos reservados.

50
SO!l~l>ook '_-1 Chico IlU;li\jUL'

Boi voador não pode


CI-lIC O BUARQUE E RUY CUERRA

C" Dm7(9) Gi(I3) A7IU) A 7(b13) 1)7(9) G7


"

A7/C# J)m7 B7/D# Em? Gm7 (:7(1>9)

II

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F71\-1 1'6 AnO no Em7(h5) C7(#9)

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LIL_!
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e.~,
l,
/ / / Dm7(9) / G7(13) / A7(D: / A7(bB) D7(9) /
Quem foi, quem foi Que falou no boi voador IvlanJa -: cndcr esse boi Seja esse

G7 / r 6
'--'9 / / / Dm7(9) ! (;7(}3) / A7il3) / A7(b13) /
boi o que for Quem foi, quem foi Que falou no boi voador Manda prender esse boi

07(9) / G7 I c~ l/I I I A7/C# / Dm7 / ! / I / B7/D# / Em7


Sej;; esse boi o que for o boi a do boi que

I I I l,m7 I C7(b9) I F7M / F6 I Am7 I D7C')) í DI117(9) / (;7(13) I


í C<'') I
fevO-----il Boi re------almen-le IlJO po-e1e Vo------ar ;1 t()------··------~1 L. fora. é fora, é

I í
I
DI117(9) G7 C6 I ! / I
I
/ Dm7(!J j C7 r'r. I /
y v'J

!'ora E fora da lei, é fora do ar É fora. é fura, t- fora SC~lIr;l c~sc boi Prnibic!o voar É fora, é

/ !
I
/ Dm7(9) ,-'~
::".11
r-«
\_-~ ! / !
!
! lJn17('J) G7 C '!
I,
I
/ ! i!
i·i.)I'~L C tora i~~ fpJ":: ua lei. e fora jo ar [ fora, c lnra. c' !'PI<l ~c~:'lr;1 cs~·i.? bni Pro:bidu '/0;.11"

F7\1 í F#/J / Fm71b5) í .\7(hl~) / D7(9) / Gí(J3j ;' em'? / C7(!J<Jj / Fí'\! / F#" I Em7'!;:-) /\7(1)13) ! D7(9) /

G7(13) / C~ / C7(#9)

51
Sougbook [.-.'Cbico Buarquc

Boi voador não pode


r.
%
~~~=_-~
__
C9 D m7(9) G7!13l

+----'---J----t"J~:i~-rt:-r~;.~c"i~~· ~-"-'?:::~~j
Quem foi. quem foi Que lu- lou no boi vo - a - dor Man - lÍ:l prcl1

1 r.

P.C-,~,----------.--
C (;
l 'J , l.) A 7/C~ Um?

o boi li! tI;\ dá bo ck

I3 7/0F, Em7 Gm?

~-l----.-----.;
..:...-=l---.----i----.j~.:.:::J.~~.' --..,-j
~~---~--·-@-----t--~~-~1~ -~q~o =1fJ
"=-'-~-~~-~i~~~-----h~~~~~~~~~1~-
=l~'

Qual é a do boi que re - \'0 a Boi re ai - men -

1'71\1 Ftí A.m7 D7(9) Dm7(9) G7(13)

!~~::;~~~~-j~~E't:~='~~~:::-~9~1T-~ ~~=-~~-=~
__
te 1l;I() po de Vo ar à to a l~

c~ D 1lI7(9) G? C~

~;=~~;\~~]:;~i~f~~~~;~~~=-i~J-==,,~~js~~~r~~'=~J
fo - ra._é 1'0 - ra. 2 Io - ra j~ fel - ,'0' tI:l lei. é fo - ra du ar É ío - ra. c' Io - ra. ~

52
SOllgilook Chico Bu.uquc
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D 7(9) : (;703, c; rn?

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Copyright 1972 by C\I{A NOVA EDITORA ,\IUSICAL LTDA_


Rua Lisboa. 7·i . São Pau lo, SI' -- Brasil. Todos os direitos reservados.

53
Songbook Chico IlUllJqUl:

Beatriz
EDU LODO E ClITCO DUARQUE

Ab(add9) Ebó/G Im?(9) Eh7!\í A7 Fm7C:l) D"/Eb Fm7(ó)

ltfill LI!' mm ~ID: tJtW I~Jlil -l 11I IV IV V 001


Eb7!\I/ G A"(9J Cm(add9)/ llb Cm(add9)/ B Cm(add9) Cm(add9)/ Db llb7i\l/ D Ilb7(9)

"~ID~ it l\ 1\ t m "j tr l\"ru


l

IV I'"I TIl
DbmG Cm6

'~t---Irl-], rr -1-[i
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C#rn7(9) F#7( JlDI(9)

II t-r1 l,..
III!
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+11: I t
II 1,
I i
t i
I,

Introdução: Ab(adcl9) / / Eb6/G / / Fm71l)) / / Eb7\í / A7 Ab(add9) / / Eb6/G / / Fm7Cn / / / / /


DO/Eb Eb7i\T / / / / 1.-
I / / I EbT\I/ G I
í
! / / / / I Ab(adcl9) /
O-~lha Se-r~í que cI~l c' Sc-r;í que cl;j (~ tris~- te Se-rã que é o CiJf1---trá---rio

1// I / / / ! ! Clll(add9)/1llJ /
! ! Cm(add9)/B / / Cm(add9) / /
Se-rã que é pin-tu---ra O d:t .n nz Se eL: dança !lO sétimo céu Se ela

/ i ! ;
J / Bb7(9) I Dbm6 Cm6
;\CI"C~d i t<1 que outro E ,:b SIl decorri o seu papel E se eu

I A brn (T\1)/ Cb Bh7( ::';J,) / I Hh7( li~) / / D> Fh Eb7\1 / / / / Fm7(ó) / / / I


,I

entrar na sua \'l----·-----------d~l (}·-------lha Se-rá que é de Se-rá lJlIC é

E\)7.\ 1/ G ,
/ I
I
/ / / I
! .\ ÍJ{aclcl9 ) / I
/
/ ! / ,\°(9) / / / / / Cm(add9)/ Bb ! /
é

de é----ter Se-rú que I()ll--Cll-~-ra Se-r.i CJlIe é cc-~n:í-rio A casa da atriz Sc ela

54
SOllgbooh Chico I~U;llqlll'
------------------------------------------ --------------------------------------

Cm(add9)/ B / / Cm(add9) / / Cm(ndd9)/ DI> / / Bb7~'l/D / / /


mora num arranha-céu E se as paredes são feitas de gi!. E se ela chora

/ / Bb7(9) / Dbm6 Cm6 / Abm(7H)/ Cb Bb7C~J'~1) / / Bb7( b9)


I3 / / B(,~ /
nu III quarto de hotel E se eu pudesse entrar na -;ua \'1 da Si m.

/ / / / E7TVI(9) / / / / / B:; / F#7/ A# G#m


me leva para se 111 pre, Dca-triz ivle ensina a não andar com os pés no chão Para sempre e

G#m/F# F7i9) / / E7i\'l(9) / / t\7(13) / / D7:\l(t) / / C7C;I) / / C#m7(9) / /


sem pre por Ulll triz Ai, di!. quanros desasucs te III na minha mão

~
F#7U~) / / B7l\I(9) / / A7(~II)
13
/ / :\#i (9) / / Bb7( 1J?,J Bb7(13l / D''/Eb Eb7i\I / /
Di!. se é perigoso a gente ser feliz O------lha Se-r<Í

/ / Fm7(6) / / / / / Eb7f'I/G / / / / / Ab(acld9) / / / / / N'(9) /


que é lima estre--·--Ia Se-rá que é men-ti-----ra Se-r.i que é cO--lllé-· ..---(\ia Se-rá que é cJi-vi--n8

/ / / / Cm(add9)/Bb / / Cm(add9)/B / / Cm(adcl9) / / Cm(add9)/Db


/I. vi-da ela atri« Se ela Ulll dia despencar do céu E se os pagantes

I
/
/ BbTvl/D I
I
/ / / / Bb7(9) / Dbm6 Cm6 / Abm(7M)/Cb
exigirem bis F se um arcanjo passar () chapéu E se ell pudesse entrar na sua

Bb7C;';~1) / / Bb7( l;jJ / / Ab(add9) / / Eb6/G / / Fm7(9) / / Eb7;\1 / A7 Ab(add9) / / Eh6/G / /


\'i----~la

Fm7(1:t) / / / / / Eb7i\'I / / / / / /

Beatriz

55
Songhook Chico 1l11:1rqllc
_ .. _---_._--_._-_.---_._- - _ .. _._---_._-_ .._ _--_._--_._---

% D C)Ii~b Eb7i\I EG7i\! F m7( ~)

~~--'Jx:'~ -=T~~j=-_S-=cJ;-d==--E;~J~~-=:I.:=,-.
n ...-
:~-~~
o lha 1Se rá qUê_ê I:U? mo c:
" que_e Ia é
O lha Sc rá queJ de lou ça Se r;í quCé

"
\..-' lha Se 1"\
"
tre I" Se Cjuê_é meu

E~7i\IJG

[ris Se r:í LJue -- é - (I COIl trá rio Se ri: C]ue_é pin


é ler Se r.i lou eu ra Se ra que_é Cé

ti r'l Sl' r;í eu Il1é dia Se r:i que , 0 ,I:


UI

C m(add9liB

ca - sa di;_.- ~l nU/H ar - ra - Ilha


VI - da da " eles - pen c.u dl!

C ll1(add9) C Jl1(add9)/DG Bb7l\lJD

céu Se e- la ;\ - cre di - Ia que_é ou - lro p;l ís E se - e- la só de co - ra o seu pa -


céu E se ;ti pa rc - dcx são lei - tas dc giz E se - e- Ia cho - ra nu III quar - to de - 110 -
céu E se os pa - gaIl - les c - Xl - gl - rem bis E se - um ar - can - lU pas - sar () cha -

BiJ7(9)
I I..
DI'Il1Ií Cm6

A~I11(7M)/C)
I I
B~7bl3
(1,9) I
BiJ713)
(09\ \)l-
rh

~r •.~==~~i~~c~~~f=~~ := ~-q~~~í
"

pel E se eu pu des - sc_cn- irar na SU" VI da


lei E se_eu pu eles - se_en- irar na SlI - a VI da
péu E se eu pu des - se_cIl- irar na SlI - a VI da

~
! '

i
••
Si m. me le - va pa - ra seIll- prt. llê - a - Iri!. não an - dar com_os pés no

B~ f~7f.\~ G~m Gtm/F: F7(9) E 7M(9) A 7(13)

f :-~~-==~I;;J~~~~-=---I=:~-'~~:~:t-
t.J -+ .• -.
·
:a-
chão Pa - ra sem- prc_é sem - pre por UI11 triz Ai,

56

-------- ._----_ .. - _.
SongiJook Chicu Buarquc

9
D7\I(~) C7(~11) C~~rn7( 9.
(,)
"13

diz qunn tos de sas - rres tem na 1111 nha ll1UO

Di! liz

FIll7(9) A7

\ i.··t=_j,t1:=~~~~~~=::.:.---=:======W~-~===:=~====-=
_::-=~-;;-==t~~t~=~l-:'=====!=~~~~=~~-~
)!{1--+------------~-.-I---~---------I---=s::::=J----::~-'lT --[Jfl;1!U-
I' I

li')y~~---=g=f:J-=t.t=W~~~~~~E1i~
i

Ü(add 9) m7. (b 9S)


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Copyright by 19S3 Le)l30 ~lUSIC PIWIJUÇOES ARTÍSTIC\S LIDA.


AIl:niJa Rui Barbos:1. 300/ISOI - Rio de Janeiro.
RI -- Brasil. Todos os direitos rcscrl'lclus
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:\I'l:nida Ataulfo de Paiva, Il'í/l50('- Rio de Janeiro. RJ -13r:l\il. Todos os direitos reservados

57
SOllg\)ook :-1 Chico Huarqnc
--------------- ----------------- -----------------------------------------

Bye bye, Brasil


ROBERTO ivlENESCAL E CHICO 13UARQUE

Om7(9) C7l\! Em /1.7(#11) Gm7 c} (9)

r
- -- -1 .. -- -~'
III -l-r:t- -... t'" ·····t· r~
~t ~=t=
j:_L_~ •.=rj' 1-,_

F7:\1 F#1117 C7(9) Gb711!

'--:'-1-"1 ti'

::).:
t~ !'. ~-tIr-rf
- ..··1·:
'~I' .:-t11
]1'---: t···· -----
i=m-··.J
;--i
- __ I, tll! _:tJJ ==-~fj
(;h7(#9) F7i\!I'!1 Jlh7(<}J Am7 B7 E7111

Dm7(9) / / / / / / / G~ (9) / / / / / / / C7lVI / / / / / / /


o. co--ração Não d;'t pra I:tiar l11ui-10 não Espera passar o a-vião Assim que o

Em7 / / / A7(#11) / / / ))1117(9) / / / / / / / G} (9) / / / / / / /


mverno passar Eu acho que vou ie buscar Aqui uí fazendo calor Deu pane no

Gm7 / / / / / / / C~(9) / / / / / / / F7!\-1 / / / E7(#9) / /


vcnti--Iaclor Jú tem f1i---pcr;lma "111 Macau Tornei a costeira em 13elém do Parú

/ A7iV} / / / F#1117 j / / Gm! / / / C7(9) / / / Em7 / / /


Pu-seram LI-ma uSina Tal-vez fi--que ruun pra pescar Meu amor

r
A7(#í1) / / / Dm7(9) / í/.// // G} (Y) / / / / / / / C7f\1 / / ,/ /'

No ~rn----CallllqS Vidrou na

/ I
!
.I Em7 / .I ! A7(#líi / / / Dm7 (9) / / / / / / / G~(9) /
Eu \'1 uns Eu \1 U!1l Brasil na revê Capaz de cair U!1l

/ / / / / í / / C (9i / .I / Gil7,..,! / / / / / / Gb7(#9) F7,\WJ) /


Pin--tou U-Illél

/ / Bh7f<)) / í / Em! / .\m7 / í / F#mí / / i B7 / / / D\l / / /


Nem tem que ler gina----sial [v!eu amor

!
E!'Ii7 /\7(#JjJ / Drnít~)i / / / / j ,/ J !

que llCI11 OS Bec Gees Dancei com uma dona

58
Songhook ,_, Chico Hunrquc

I I II I I I Em7 I I I A7(#11) I I I DI117(9) I I I I I I


in-klil. Que iern um tufão nos quadris TCIll um p-ponês irás ele num Eu VOll

I G~ (9) I I III I I Gm7 I I III I I C} (9) I I II


dar um pulo em Manaus Aqui tá quarenta e dois graus O sol l1ul1-ca mais vai se pôr

I I I F7:\ 1 I I I E7(#9) II I ;\7\1 I I I F#m7 II I Gm7 I /


Eu lenho saudades (b nossa canção Sau-dades (lê roça e senão Bom mesmo é ter Ulll

I C (9) I/ I Em7 III /\7(#11) III DI117(9) I I II I I / (;~ (9) I I I I ;'


ca--mínhão Meu amor I3aby, bye byc ,A, braços na mãe e no pai Eu

I I C7\1 / I I I I I I Em7 I I I /\7(#11) / / / Dm7(9) I


acho que vou des--lígar As fichas j.i vão tcr-----ITllnar Eu vou IllC mandar de

I I / / I I G~(9) I I I I I I / Gm! / I I C~(9) / I I


trenó Pra Rua do Sol, Ma---ceió Peguei uma doença em Ilhéus lvlas j:í rô quase

Gb7M / / / / / / (;b7(#9) f7M(9) / / / Bb7(9) I I I Em7 I / I Am7 I I /


bom r
_:_I~1 vou pro Ce---al:\ Com a bênção do meu ()-nx:í Eu

F#1117 I / / B7 I I I E7M I// Em7 / A 7(#11) I Dm7(9) / I/li 1/ G~ (9) /


acho bau x í U1 por 16 Meu amor lhe byc, Brasil A ú1ti-ma ficha

/ /I/ / / C7M I I II / I I Em7 I I I A7(#1l) I I /


caiu ElI penso em vocês night and day Explica que l;í t t!--clo okav Eu só an--do

Dm7(9) / / / / / / / G~(9) I / /I I / I / I/I I I I


dentro da lei Eu quero voltar. po--c1cs crel- Eu \"1 um Brasjl na tcvê Peguei lima

Em7 I / I A 7(#11) I I I Dm7(9) / / /I I I I G~ (9) / I II I I


Ik!élll Agora jú tú tu-do bem Mas a li----gaclo l;í no fim Tem lIlll

-'
/ C7\-1 í / I/ / / / Em! / / / ,\7(#1 i! / I I //
de i11lm Aquela :t----ljli:lr;,;ia mudou li-ma cor

/ ,I
/ G~ (9) III I I / C7\1 /1/// ! / Em'? ! / I A7(#11,1
um no ma!"

I I -' /
"
i
! 1/ I / i / / / / /! / i I /

\S\l!ll ql!t' i) B:\lCII um.. U!11 SIr;

I / E11l7 í / / ,\7(#11,; / / D1ll7i9 ) / I C;} ('}) / / / / / í /


Senhor

CT\ 1 / / / / / / / Em! / ,/ / / / / / (;~ (':}1 I/I/!//

59
SOllg!Jook Chico Bu.nque

Bye bye, Brasil


Dm7(9) C~(9)
_~ 1 __ '------- 3 ,~ J ~ _ J __

~~fE-~E_",;~i=-=1-fIl-='jí==~r=-
.,)
==t;=)~===ti
==i;·=~=c=,=i=T'-J~-:rr~-+R~----+==-~r-~~--==J
Oi.
co - ra- N~() dú pra fa lar mUI - to nào Es - pc - ra pas
No
To - can - tins o che - fe cios pa nn tin - tins Vi - drou na ll] l -

No
Ta - ba nz O som é que nem os Bee Gees Dali cel C,1m u - m.i
Ba -
by. bye bye i-\ bra - ços na 111~lC e no pai Eu a - cho que
Bye bye, Bra - sil i\ úl - ti ma fi - c ha ca - lU Eu pcn - 50_em \0 -

C n1

sar o a - VI ~() As que_o


SII11 m ver - no pas - sar Eu a - cho que
nha cal ça Lce Eu uns
VI pa rins pra vo - cê Eu VI um Bra
do - na_In - fe - liz Que tem um tu fão nos qua - dris Tem u \1! J a - po -
vou des li As fi - chas já vão ter - mi - nar Eu vou mr man-
eês night and Ex pli - CI que t:í tu - do 0- kay Eu s() :111 - do

Dm7(9) C~(9) -$
~-F=+-~=L~--:~nFT;~~~-=-cJ==r
~ ,

vou te bus - car ;\ - qUI tá Li zen - do ca - 101' Deu pa - nc no


sil na te - vê CI - paz de ca Ir to
um - ró Es - tou me sell--

nês trás de mllll Eu vou dar um pu - 1o_em Ma - naus !\ qUI QU:1-


dar de tre - nó Pra Ru - a do Sol. Ma- cel - Ó Pc - guel u - ma do-
den - tro da lei Eu que - ro vol LI r, po - des crer Eu VI um 13ra-

jf-c m7--------------- C (9)i ,

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Caroli----na !'«)S seus o lhos Iu n---··---{Ios Guarda tanta clor f\ dor (i:" lo·---do

F#m7 / B7(9l / F#m7 / B7(9) / E7M(9) / / / C#m7(9)


esse mun-do Eu já lhe expliquei que não v.u dar Seu pranto não V,\] nada mudar Eu j,í

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/ F#7 / F#1117 / B71lJ9) / E7i\I(9) / / I D#m7(bS) / G#7(b13)
convidei para dancar l~ 11m;;. j,i Sêl, de aproveitar Li fo--ra, (I-Illor Uma rosa nasceu

/ C#m7 / / / IIm7 / C#7(1)9) / F#1117 ;' Amo / E7l\H9) / C#m7


Todo mundo sambou C;IIU Eu bem que mostrei sor---rindo Pela

/ F#W3) F#7(bJ3) F#7 / F#m7 / 117(#5) / E7iVI(9) / / /


janc-Lt. ói que !in---di) i\1:t~ C:IIl'ii-Il<l não VIU Caro!i---'---I1:l Nos seus olhos

D#m7(b5) / G#7 / C#m7 I C#11l7 C#7(!J9) F#m7/ B7(lJ) / F#017 /


tris tes ,1I110i () .unot que 1" não exis--te Eu bem quc <l\'ISCI.

B7(9) / E7l\I(9) / í i C#m7(!)) / F#7 / F#m7 / B7(b9) /


vai acabar De tUc!CI lhe deI n;lr~·l ~lcl~iLlr ~liI lUSOS cantei pra lhe agradar Agor:l não se] como explicar

ET\f(9) / / f)#rn7(h5) / C#7(b13) í C#m7 ,


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G#m7(h5) /
Lí í()---r~i. lima resta acabou Nosso partiu

C#7(bl)) / F#m7 / ,\ mú C#m7 / / B7(h9i /


quv l~:,,,l,!el ",_'·,--..--·-,-i~t O tempo passou na jane---Ia Sti Caroli---na

i
G#7(bl3) (;#7 e!i/iil!)) / F#rn7 i / r C#m7 / F#rn/
nfí!.J (l.1\~ mostrei :\ c-------h O tempo jlaSSllll 11:1 1:IIlC---Ll

/ B7(IJl}) / Emó
Se': CI10!i-----n;1 não \IU

62
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Ca - ro - li na 1\os seus o lhos Iun dos


Nos seus () - lhos lris tcs

C~1l17

26i~]••f1:~É.::;:t:;~l-?:~~c~~c~=:C~C~=~i;-fFil'~~~c=-:~
~. ~ te
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Guar lI:1 tan ta clor :\ .lor de to - do éS - se I!lU!! do
Guar d:] tan - 10- a- mor O a- 111m que não \IS te

B 7(9) Fri 1117 B 7(')) E 7i\H9)

C~#JHt~i;=~~~B'Ttd'~~:F"0~0·~.r~-~
Eu j:í IhL' C\ 1'1 i - quci que l1flll \'a1 rlur SeU pr;lI1- to não vai na -
Eu bem qUê_a \'1 .. sei, \':ti :i t';\ IXI! [k lu - riu llie dei p;t

F~ 1117

d' IlIU - dar Eu j:í eOI1 - \'1 - dej pa ra t!;ii: \':Ir É ho - ra, j,i sei, de a -
ra a cci tar IVlii ver- sos can- lei pr<l lhe -li - gr] ..
dar ;\ go - ra não sei co -

B 7(\'9) E 7i\1(9) D~m7([,5)

t~~~~~=~:~~tJ-2~~~~~cc:tE~=Ç..á=.J~
·T~========l
pro \'121 tar Io ra. a mor LI .. ma ro S:I nas - ccu
IlH) l'X - 1'1 j - car 1'0 ra, a mor LJ - ma ro - sa 111m - r('lI

C:7(!'13) COm7 o(\) B m7 q7(b9)

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65
Songbook Chico Ijll:lrqLll~

F#1 (9) / / F#7 BI117(b5) / / / E} (9) / / Eb1 (9) Dme~!) / Dm7(9) / G1 (9)
pra 111111'1 Você nasceu pra mim Mesmo que você feche os ouvidos

C7(b5) G7( ?,) G7 (1;;1,) C7\1(9) / E7(b9) / Am7(11) / D7(#il) / Dme~l) /


E as janelas do vestido i\linha rnusa em tentação Mesmo porque

DI117(9) / G1 (9) / G7(9) / C7M(#5) / / / C71\1 / / / F#m7(9) / / / B7( y~)


estou falando grego Com sua nna-ginação Mesmo que você fuja ele milll Por
I
/ / / EO(9) / / / E7\l(9) / / / A#1I17(1)5) / / / D#7 / ;\7(9)
labirintos e alçapões Saiba que os poetas como os cegos Podem ver na

/ G#7l\I / G7(#5) / F#7(#1l) / F7(#11) / EnH9) / / / C#mC;jl) /


escuri-dão E CIS que, menos sábios cio que antes Os seus

C#m7(9) / ,\nr / / / G#} (9) / / G#7(9) C#m7(bS) / / / F#1 (9) / / F#7


lábios ofegantes Hão de se eIltregar ,IS5l1lL Me leve até o fim

Bm7(bS) / / / E~(9) / / ElJ} (9) Dm(lJl ) / Dm7(9) / G} (9) G7(bS) G7(?3)


Me leve até ,) li 111 Mesmo que os roma nces sejam falsos COIllO o nosso

G7(
, 119 )
1;13 C7!VJ(9 J / [7(b91 / Arn7(1l) / D7(.;I) EbO(b13) G1 (9) / / / /
São bonitas, não importa S:iCl bonitas as canções Mesmo sendo errados os amantes

/ / / FT\I / / C/E / / DIl17(9) / / Db7M / / C6/G


Seus a mores serão bons

F 111(Í/A~ F m( 7:\ r) F m7

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Mc-, - mo quc_os C:ll1- I,) - ICS :-:c - j.un i',d -'sos co - mo eu Se- rão bo - ni- (as, não im- pur- ta São bo-
Mes - IllO que vo - cc k - chc __os ou \'i - dos E_as ja - nc - Ias do ves - li - do Mi - nha rnu- S:\ vai ca-

A m7(1) D 1117(9) G 7(9)

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as C<iIl- Çi-)L"; '- k' - 11]() 1111 - se - r:\ - ,'CIS os po C - (as Os seus \'CI' - sos sc - rão
Ir em (CIl - LI - \':\0 '-lés - mo por L]UL'__CS- lOU LI - lan - do grc - go Com su - a -I 111;\ - gl - - na -

C 7_\1 F~mi(9)

hons \íc~- Ill<l p"r- ljllC_dS 110- tas c- rarn slIr - das Quan- do_ulll deus son - 50_e Ia -
'-1cs- mo que vo - cê i'u-.ia ele mim Por Ia - bi rin - los c_ai - ça-

66
Songh()ok Cl:i(:t) f311;lJ'(llL'
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C'f!7:<J} / :\ t( 13) í 1}7\í .I L I f)7\I / C#n17(h5) F#7 lJm7(9) / Dm7
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C0!11 '-1 - \'lí car, com to Fi!. S,:lI do - Ce' prc di - lc
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70
SOllgIJook _ C!llé!l Ilu:llljUc'
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71
Songhook

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Introdução: F#m7C!n / /

B(b9)/F# / / / Emíí / /
Amou daquela vel. como se fosse " líi------ti:n:í Beijou sua mulher corno se fosse

Em6 / Emó/B !
/
Em6 ! Em(í/ li / / Bb" Am7
a tíl--tjI11~t E cada lillJu seu COI110 fosse () ú---I1ico E anavcssou a ;ILI com seu

Am/G F#m7( t;f) !


I
/ J
I B(b9)/F# / J
/ / Emt'Í / EJn( / /
H
LP / Em6 /
passo ti ici o
111 Subiu " COlhi CO!1l0 se fosse !1lá--quin<l

Em(í/B Emó / Emú/ B / E11l6 Emt'Í/B

IlO patamar CO!1l tijolo

Bl;° Arn? ,/ / / Bí!J9 F# / /


olho', embotados de cimcn l;i"-"--"'-"-'-"i'illili Sentou pia descansar com:

A mó / r A n)(~
/ ./ i..
/ Amti / "
/ r ~-~(. /
um

F#m(í í / ls( 1)9),/ F#


U:1-; li:l U --- ----f CllllW 1/' OUVISSe' imí--, --'-,'Sil'i:

l'"rn: B / Elnt / Em(Í/ g


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72
! Arn?
no I11c']()

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F~rn6 15 / E1116 En16./ B

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Em6 Enlú/ f:.-nio/15

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Bb" F#n17( 1 ///
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F# En16 / En16/, B / En16 ;' Eln6/!< Em6 /


\lmll'll na .ontramão auapalhando I) Slí---~iJlllÍ('

73
Song!J,)(lk i.:: ChiL"1 Buarquc

Construção

H (,<))/F~ %Emó EmólB

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~;~~i~~]"t=!~.~~::;;":::.=::;~:;o,o; ..=.==J;~~~~;~~~~~~J
~ ~
.'\ - 111011da- que- Ia \0 eC)- mo se I"os- sc_a úl li - ma
li - 1110

E mIÍ E mólB Em<i Emó!B Em<i

1"3ei - jOd 'li -:! mu lhe: (O - mo ~(' (u:-;- se í.! líl li - ma E ca- da fi - Iho
!lei .. jn!1 SlI - u ;nil lhcr co - mo se Ios- se:1 lí !lI - ca E ca - da li - lho

SCllCn-!l1l) se rn'-..-sc n tí J11-Cn L í.i-tra-\'c:-;-sou ti ru -:1 COIl1 seu pas - 50 tí mi - do


seu ('()- J110 Si.' !"O:,-:,:" ;., pr,-') - di- go E .r- tra- vcx- sou '\ ru - a com seu pas - so bê hJ- do

E lllG E m<i1B E lllÚ


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Su-bil, " cnn<-In' ,'~I; t:;)- nl'; se fus- se 1lI~ qiu - na [1'- gUCl! no P;I - \;i

Su- hiu <I C\lIIS-lru 'Jí() eo- IlIO se Ios- se s(Í li - do [r - gucu IHI 11;1- LI

Em61B Em<i Em<i1B E mri Em6/B

mar tju:I··lrll [1:1·1\'- de.'; Sl; li ...d;!s Ti - í»- 10 com ti .lU - lu nUI11 de - se - nho
mar qU;I-Ir<l jl<l- rc- (k., 11I:'1 Ti - jo- 10 COI11 ti .10 - In nUIIlde - se . nho
E rnlÍlB li') A m7 A m/C F#1I17([,1~) B (i)<»)lF~

~~~~~~~-J":;~.~~~n~~~'")
~Ji=:--t-;'f~~Cc.t.~~~j
gl- C() S':!IS n - lho- em- ho 1;\- d, l' ,k .i - uicn- 10 e I;í gri - 1l1~! Scn- rou pr;1 des- C;IIl-
gi - (O SCl!.-\ ~.) - ilh).' ('1"11- hn t.r- d", t IC L'I- mC/1- III e trá rc - go ')C/1- I(lU [l1,1 de,- "-'lil .

A mlÍ/E A Ill<i A mlÍ/E

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sai" \.:0- 1110 Co- meu fei- jão COIl1_:tr rl1l. ,:1I-1110 <c fus-se um prin-
x.tr C()- lllt) li" Pl' C<I- IllCU Ic i- J;!() COI11_,lr 1'0/ co- 1110 se j'o.'\ - Se~) 111;':-

..\ m(Í .\ il\tíIE .\ 1ll(Í .\ m6/E F~ll1ií

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CI - Pl' !iL-bclI C so-11I ~'Oll co- 1110 se fos- se 11m n.iu ria - .',!() 0;111- ÇOlIe gar· ga-
.\1- mo Bc- hcu ~ su-!u ~'nll co- mo se fos - se qUI - na Dan- ÇOIl c ~ar- C'a-

74
Songbook Chil() Illi:lrqUl'
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F~ 1117(j,I~) B (b<))/F~

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'6}:-1~~-=~'- ~.~N~'~~~~'~::::~= ~'.~'~'4f;~'~~,,~'

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lhou eu- mo se ou- vis -;e mú si - ca E iro- pe- çou 110 céu eo- mo Ios- se um bê-
se
lhou co- mo se (os- se o pi'(Í xi- 1110 E tIO- pc- Ç\)U no céu co- mo se ou- \'is - se 1l11í-

E !1Hí Em(í/B E m6 E 1116

h.r- do E flu- III - 011 lill .u ~'u IllO se sa - ro


!-:- !lu
L tu - ou 11U .n c\) mo S(' s:í bu- do

Em61B E mó EmMB E m6!B :\ m/G

:,~p ~U'':i..;..,~
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:CC1_-
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[-: <c__:I- ca- bor: li" ch~() rei-I\) um P:I--c'\J-le 11i l'i - do .:\- go- Jl j .• !.()l! no Jl1Cj- o do p:IS- sei- o pü -

F sc_a- <::1- bou nu ch~;) ki-I\) lI!!i Pil- ,:d' lI.' !í Il:!-do ;\- go- n i-zou no mci- o do p:IS- sei- o !lÚll-

E mó
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~) '-----" <:>
hli - co Mor- reli 11:, COI]- li;! ;t - 11':1 - pa - lhan- do_o lr:í fc- go
rra - go ;,'d or - rClI na «()Ii- 11';1 :1 - Ira - pa - lhan- do.,o pú bli- co

F rnólB E 1116 E /116m E mó E m6/B E I11Ú E mólB

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~~f=a~~-§~r:'~
i~'~f~~~'=~~:~-~~~~~~:_cI=;=::-~
-..~~.;:~
/\ - mel! da- que-Ia \ê!. (O-IllO se 1'os- se __o úl-

Em6/B Em E m(7,\í)

:\ - 1l10U d::- que - 1;1 \\'1. L'O- 1110 se r\lS' se m.i qur- 11:: lki-joll SLI- a IllU - lhc,: L'O- mo se fos- se 16-

F 1117 E mó i,: Ill(,(i) E J11

(i- dlh Sc'I1- IOU pr:: dcs- c.in - ,:11' co-rno se Iox- se um pJS-

:\ 1ll7/I: E m(i/lI n; .\ m7 A m/G

S:I- ro L: nu- IlI-OLl IlO CI- pc E se :1- c.i- hou IlO chão fei-tO_lIlll pa- co- te bê-

75
(~~1~0~~~-=_~i~jt~~:~:~~_~.---~~~~:··:_·:·~-:~_:-::~._-
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.._~._~_._~_t__-~_~_~._-~~~~~L~;
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ba - do : r:,

Cppyr:gh! i07! b:,- C:\i<'-\ \:()\: \ EUITOR;\ \Il::)!( .-\L i. flJ:\.


I~U~I i.i-bo«. í-l - S~t(}P:ndü. SP -- Br~lSil. Todo~ ih dirciro.-\ l\:...;cr'. :\(.I()~.

76
SOl1gIJoo!;
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Chico Buarquc ---';-.-. \i
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Deus lhe pague \


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CHJCO BUARQUE

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Em(#Jl)/B / / / / / / / C/H C C/B C/E C/F# C/G C/A C Em(#ll)/I3


Por esse pão pra comer, por esse chão pra <101m ir

/ / / / / / / C>B C C/H C/E L/F# C/G C/A C Em{b9)/I3 I /


.'\ certidão pra nascer e a concessão pra sornr Por me deixar

/ í / / / Am / / /
rcxpuar. ror me deixar existir Deus lhe p:l--gue

/ / / / / í
Pelo prazer de chorar e pelo "eSlai110S aí"

/ / / / / / /
Pela piada no bar e () futebol pra aplaudir

c/\ C Em(h9)/ B I
/
/ / / / / I Arn / / / C7/ A / / / 1,/ A / / /
Um crime pra comentar e UIll samba prêl distrair Deu:; lhe

/ / / /
pa-gue Por essa praia. essa sala,

/ / / C/li C C/H C/E C/F# C/G C/A C Em(#I1)/B / / / / /


mulheres daqui O amor mal feito depressa, fazer a

/ / / / / /
Pelo domingo (jUC é lindo, novela, nussa e

/ Arn / / / C7/A / / / F/A / / / B7(J':),) / B7 /Em EI11/F# Em/G Em/F# Em Em/F# Em/G
gibi Deus lhe pa-gue

77
Songhooh ('llIL'\l ])U:llljUl'

Em/A Em(#ll)/B / I
I
/ / / / /
Pcla que ;1 gente ll: 111 que

C Em(#1J)/B / / / / / / / B C E
()L!C ;1 tem que tossi!

Em(bY)/B / / /
/
/ í / C7/ \ / / / 1'> ,\ / / / B7( ~)IYl1 /

pi ngcntcs. DeU', lhe

/ / / ' / /
pa--gue PC))' m.us UJIl dia, agorua, pra suportar

í f !
/ C/H C H B / / I / í

I>' assistir dos pela cidade U zumr

('
C/H C ~'/B E / / / / / / / Am / / /
.lemcnte que nos ajuda a fugir Deus

C7/ A / / / I~;\ / / / B7( 1;'191) ;' B7 / Em Em/ F#


lhe p;H'lle

/ / / / / / I
/
/B A C Em(#11)/ B /
Pela mulher carpidcira pra IlOS CUSpi: E pelas

,
/ / / / / E C C/H A C Em(b9)/B / !
/ /
moscas-bichciras a nos beijar e cobri! E pela pa; derradeira

/ /
/ Am / / / / V / /\ /

que enfim va: IlOS rcdimir Deus pa---guc

Em Em/ F# Ern >G Em/ F# Em Em/ F# Lm/ (; Em/ F# Em

Deus lhe pague


E 111 (~11 )/B c
B C B E G A C

pr;; eu 1I1t"<~-,

dl'

EDi (';1 I }/H

i
i

) pr~i 11~L": - '-

1\ - I,· i" -;,

l--~ ,'_.
ILt '1\' 11;11'

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78
SOl1ghook C_' (hico Buarquc

Em C\'9)fll Am C7/A

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me dei- xaI
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les - pi - Ia!.
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I pOl ll:e
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dei- X<lI c - XIS - til
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I
I

Deus lhe
-I'

Um cri - me pra co- men- tar I e_Ul1l sam- ba pra di, - tra - ir i Deus lhe I
I ' i I
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baixos sÍIJ/Íle
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~--t?S:.-e~~L~:~-~~:
;:J --s=:-:---u --+-r.; --
ti
Por es - sa prar- aLes- S:l sai - <1, pe - Ias mu-Ihe - res da- qui
Pc - Ia ca - cha - ça de gra - ça que_a gCll - te tem que j-n- go - Iir

O__a- mOI' mal - fei - to de - pres - sa. ra - ler :1 b;ll'- ba_e par - ti r
Pc - Ia Iu - ma - ça, eles - gra - ça, que_a gell - te tem que tos - si r
0.---
Em (~9)/B IAm C7/A

F)~,-~=-.i-~-.l\ ~:::~-n--
:- -,----~~-if'L--.---"''----
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-B-' -~---'IJ--i ri n=---~":'"
i - ••~:iJ-----6--ItL---* - I---@f'---
-~- ~~-j~'~- ~~~' 6Zf'~~~~~;,~;~-
!70-0 ', .i_
C:_,)==-..J_-=-,,-: -- LJ _m - ' -==±!-:~--==.-:: -.J;_ - L•.,;:':; ~L i
Pc - 10 do - min - go qllC_l~ lin do, no vc - 1:1, 1111:.- sa e ~I - bi Deus lhe
1\'- tos an - dai - mes, JlIIl - gCll tes, que_a gCll - te tem que ca - 11

pa guc Deus

C 7/.\ Em
E f~ G E F~ G A

p,: - gue

79
Songbook U Chico Buarquc

Por mais um di- <1,_a- go - ni a, pra su - por - tnr ens- sis - til'
Pe - Ia mu- lher cal' - pi - dei ra pra nos lou- vaI' e ClIS - pir
C
Em (;11 )!I3 ~B c B E A c
Fi#0 -f- -.- -o.
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!
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Pe - 10 lall - l'.1 - do dos dcn - leso pé - Ia ci - da - de a ZLI - Il lI'


E pe - Ias 11105- cas - bi - chei - Ias a nos bei - jar e co - brir

C7/A
b~p- ..
P-f-=!--
i
I

E pe - 10 gn - to de - men - te que nos a - ju- d,UI fu - gir Deus lhe


E pc - Ia paz der - ra - dei - ra quc_enfim vai nos rc - di - mil' Deus lhe
11.
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Copyriglll 1971 by CAR:\ NOVA EDITORA ~1USICAL LTDA.


Rua Lisboa. 7-1- Sãu Paulo. SI' - Brasil. Todos os direitos reservados.

80
SOIlgbook (hico 1l1lJrqllc

Corrente
CHICO BUARQUE

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Iníroducâo: ;\71\1 G#7(13) G71VI F#7 fi7(9) E7 A7M D7lVI(9) A7,\'1 G#7(13) G7M F#7 B7(9) E7 A6 D7M(9)

A7l\l C#7/ G# (7)\'1(#l1) F#7 F7M E7 AI117 AI11/ G A 7:\1 C#7/ G# G7M(#11 F#7 F7l\I E7 AI117 Am/ G

C#m7(!)) G#7/B# Bm6 F#(add9)/ A# A6 G#7 GO G#7 C#m7(9) G#7/B# Bm6 F#(add9)/ A# A6 G#7 GJ E7/G#

,\ 7:\1 (;#7(13) G71\I F#7 B7(9) E7 Aíl\I D7M(9) A7M


Eu hoje fi/. um samba bem pra fren-(e Dizendo realmente () que L q IIe e II a-----------{:11o

G#7(13) G7M F#7 B7(9) E7 ;\7:\1 D7:\I(9) A7M


Lu acho que () meu samba é uma corren-te E coerentemente assino embai----xu Hoje é

C#7/G# G71\1(#11) F#7 F7M E7(b13) Am7 Am/G A7:\1 C#7/G#


preciso refletir um pou-co E ver que o samba está tomando jei---to Só mesmo embriagado

G71\I(#11 ) F#7 F7l\I E7(b13) Am7 AI11/G C#1117(9) G#7/B# Bm6


ou muito IO!J-cll Pra contestar e pra botar elcfei----~,t() Precisa sei' muito sincero

F#(add9i/A# Am6 G#7 G" G#7 C#1117(9) BmG


c cla-,--ro Pra confessar que anelei sambando er-raclo Talvez precise até tomar

F#(acId9)/ A# Am6 G#7 GO E7/G# A7l\I G#7(13)


na C<1------ I'"
r, Pra ver que o samba está bem mel hora----cI o Tem nui.' é que ser bem

81
-----_._-----------~------- .---_ ......•.•....•.....

G7;\1 F#7 B7(<J) E7 Aní D7j\I(<J) A7M C#7/G#


cara de ta-cho Não ver a multidão sambar COIlICIl te Isso me deixa triste c

G7M(#11) F#7 F7M E7(b13) Am7 Am/G F#m7(1;5) B7/F# li7 E7 A7M
cabisbai xo Por iSSO eu fiz um samba bem pra fren---ie

G#7(13) G7\I 1"#7 B7(<J) E7 A 7]\1 D7ivI(9) A 7M


Dizendo realmente o que e que eu ,I--cho Eu acho que o meu samba é uma corren---te

G#7(13) G7\1 F#7 B7(l))


T~"'"
1:.,} :'til\! D7:'v1(9) A71\'1
~ coerentemente assino c n:ixn----,\ o !-loje c preciso refletir um pou--co E ver que () samba

G7M(#1l) F#7 F7\I E7(1)13) Am7 AnYG A7\[ C#7/(;# GTvI(#ll)


esta tomando jeJ-!o :-:0 mesmo cmbriasado ou muito lou------(o Pra contestar e nra botar

F#7 F7M ~:~7(;}I:J :~n17 \111/ G C#m7(9) G#7/B# Bn16


defei-to Precisa xcr cj;)---ro Pr,; confessar qu:.= andei sambando

F#(add9)/ A# A m(Í / -, 0
".l G#7 C#m7(9) G#7./H#
erra-------d o Pra ver que o '.)~!lni;;!

~~!n6 F#(add9)//A.# /1.nH\ J';#í {;o ~~?/"G# 1\,71\1 (;#7(L~.i ;.;7.\1


nelhcra do ~?n~ ~:Lt~; é ~lU{> "cr :'(P1 :.:ar~: uc .·.-,--~~hu
~~!---_ Nüo ver ;! lijtllt!íL'jl.r <l:'i1h;ii'

1#7 B7:9) "T-;;)7\I{')) .\ 7\1 C#7/ G# vi: l(#j I)


':on(Cll-!C Isso me j(';.\:~ ~jT~h~ t \:~:l,i\b;ti---~--:\() Por ISSO eu fiz um Silllli),! bem pra

F#7 F7i\-I E7tbl:l) ,\m7 Am/G F#m7(b5) B7/F# 137 E7


freil-te Dizendo rc.ilmcruc ,-, que ': ql!e eu :i---clm

Corrente

A 7I\1 r;;703} B 7(9) E7 A 7M D 71\'1(9) .\ 7\1

~!c4;~c~=:~~~§F
G n'1 n7 D 7\1(9) A 7\1 Cti7/G~

ê;~~~!-=····~r·~f~i:=~~5If-FF9r-i~==ô~·~
F7\[ E '7

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82
SOllgiJook CI11COIlllarljlll'
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C~1l17(9) G~71B~ B mG f~(add 9)/A~ ,\ G G~7 G E 7/G~

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Eu ho - JC j]Z sarn - h~i
UIlI bem nr.: j rcn lê Di - lell - de !c ;1Í - fllcn - te o
Di - ICI1- do rc - ~d - men-te ()

A 7\1 D 7]\{(9) (;~7(13) G :\1 7

:i (ho te
rcn co xo

7 i\, -;]\i,

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lil , i,<

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f-\J con - S~i r ULlC an- de; sam b:\ll- Li d(; "Ltl - VCl pll: - i:! se:l - lê to-
T :li - I'C/ pie - LI - se d tê to - mar na ld ril Pra ver que_o sam- ba cs - t;í bem

83
Songboo!; U ('bico BlIarqll~
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B mó F~ (;1 dd 9)/:\ ~ A mó C

mar na ca ra Pra ver que_o S:lm - ba es - lú bem me- lho ra do


mc- lho ra do TCI~l mais é que ser bem C:l ra de ta eho

A 7:\1 C:7(l3) Gn! F~7 B 7(9) F7

Te 111 mais que ser bem


;\J(\ mul - I! - ti;!,) har COI1 - tCII te Is - ~(J me de i - \~! 1 ri s·· te \~

D 7\í(9i A 7\l C 7\!(~11)

I,: se me' (lei xa uis 1::;- C


!Jii:" iS SU ('U li/ Ui11 x.un ba

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'--~
~ ~ instrumental
Por is- .';o_cu ri/, UI11 sum- ba bem pr;: lrc.: te
Di- zcn - de rc - ai- I1lCIHC_C: lIUC' é ljllC_Cli <! cho

COjl\jigilt 197!i hv CARA ,\I)V,\ EDITOR,\ \IUSICAL LTDA,


Rua Lisboa, 7-i . SJo Paulo, Si' -- Brasil. Todos os direito. reservados,

84
Songbook U Chico líuarquc

Ela é dançarina
Cl-llCO BUARQUE

Em7(9) C#7/E# F#m7(9) F" B7/0#

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117(13) E 1117 A 7(13) f)6

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D71\1 B7/D# Em7(9) C#7/E# F#m7(9) F" B7/D# B7 E7(9)


(J amor
IW:;SO é tão bom O horário é que Ilun----Cl cOlllbi----il<l Eu sou fUI!----cio!1,í-rio

[7(9) / /J~, A7/C# A7 D7(9) D7(9)/A G7/13 G7 C7!\l / B~ 1m /


Ela é dan ç:lrI--lla Quando pe O() o P0!1--ll) E-Ia tcrrni-c-na Ou: quando

E7\1 C#7/E# F#m7(9) D#7/F:: G#m7(9) c- C#7/E# C#7 F#7 F#7/C#


:!---bru li guichê É quando ela abai xa a corti---Il:l Eu sou fLln--~j()n(í-rjo

G#7/ B# G#7 C#m7 Em6/li F#7/ A# F#7 li} B7 E1 E7 A~ A7 D7i\!


(/<lIl-----çari--Ila Abro o meu arlll;Í--nc Salta set---penti--l1a Nas questões

85
Songhook '.' Chico Illl'lrqlll'
---------

Em7(9) C#7/E# F#m7(9) F" 137/ D# 1.)7 E7(9) E7(9)/ B


de casal Não se rala mal da roti na Eu sou fun cioná--rlo Ela é

:\7/C# A7 D7(9) C7\l / u~ / 137 / E7M


dan çan--na Quando C~1!---() Illor--to Eia clllpl-na Ou: quando eu tchum no

C#7/E# F#m7(9) G#m7(9) G"


,J C#7/ E# C#7 1'#7
colchão E quando 110 ccn;í---rio é dan-------(~'ari-Ila Eu sou

G#7/B# G#7 C#1ll7 F#7/ A# F#7 m B7 E~ E7 A~ A7 D7i\l


t'ull----cioll;í--no 1'1:1--- --nel:í,-no l\Iinha 1~!n1~pari-na No (1-110 dois mi I e

Cm6/Eb Em7(9) Dm6/F i\m<í/C / Am6 / Gnl/ Gm7/


um Sc lUI11ar aigulll L.! pc--------',:o uma iiccn-----ç:l d:II1--·çari---lla, enfim

F#m7 / Em? ,\7i13i / Dó 157/D# Em7(9) C#7/E# F#m7(9) FI!


Já 111C Jurou ()uc r~\/ Pra mim Eu sou

B G7 C71\1 / B~ / B7 E7l\I C#7/ F#


fun------{.ionú---- iW

G#7/B# G#7 C#m7


Eu sou run--------cion~i-~-rio

D7l\[ (mó/ Eb Dm6/F


·'3!1.

Amti /• C í"
~~7i\1 /

Em! / /i.7(L,;lm(j .. ~j / .' / ;' / / / Gm6/Bb / / / A~ / A7 / D7\!LYd


Que faz o S/H)\\' :)n ,'nJ!i1 O 110S-S0 amor ...

Ela é dançarina

I)T\í B7!D~ Em7(9) q7iq F~m7(9)

~jc~.~.fL~.~~~j1iJ~~ltJ~~
ca com- bi na Eu sou
(Li ]'O - li na Eu sou

1571D; B7 ;':-::,(j, Eil~l)/B ;\7/C~ /\.7 1)7«)) D7(9)/'\


...----------. .~

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86
\1"':"":

SOllgiJook ,Chie'" Hu.uquc


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bro,,o gui· chê É quan co.c- Ia_a· bai xa u cor ti na Eu sou


no col· cÍ1:tO E quan- d03 . Ia tchan no Cê n:í riO E . Ia é

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dan ça - ll Eu sou íun no O SeU

S~ll - : 'i !l;1 :--1 as ques tões


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r . ia c dan ri Eu sou

87
Songbook !] Chico Buarquc

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QUé fai. J11i!l:

COP\I112111 19S1 l» !\1AROI_A EDIÇé)ES ~JUSIC\IS LTD,\


.-\vcnida Ai:lIIll() de Pal\:\. ! O,S!! ';06 - RIO de Janeiro, I\j - Bruxil. Todos os dircilOs reservados.

88
Songhook Cl Chico Buarque

Essa moça tá diferente


C I-fI C o BUARQUE

IIm7 F#7 B7(h9) E1II7(9) A 7(13)

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Bm7 / G7 F#7 llm7 / B7(1J9) / Em7(9) A7(13) Amó G71'vI G7


Essa moca I<í diferen-te Jcí não me conhece mais Est;í pra lá de pra fren--te Está me passando

/ F#7 / Bm7 / G7 F#7 Um7 / ll7(b9) / Em7(9) A7(13) Amó G71\1


pra trás Essa Illoça t.i decidi-c-da A se supermodcrnizar Ela só samba escondi da Que é pra

G7 / F#7 / llm7 / G7 F#7 llm7 / ll7(b9) / Em7(9) A7(13) Am6


ninguém reparar Eu cultivo rosas e ri-mas Achando que é muito bom Ela me 01 ha de cl--ma

(;7]\1 G7 / F#7 / Bm7 / G7 F#7 Bm7 / B7(b9) / Em7(9)


E vai desin-veruar O som Faço-lhe um concerto de nau-ta E não lhe desperto emoção Ela quer ver

A7(l3) Am6 G71\1 G7 / F#7 / Bm7 / Bm/A / G7M


() astronall--ta Descer na televisão Mas o tempo vai Mas o tempo vem Ela me desfaz Mas

/ Bm7/F# / C#O / Bm7 / G7 / F#7 /


o que é que tem Que ela só me guarda clcspei-to Que ela só me guarda desdém Mas o tempo

Bm7 / BI1l/ A / G71\1 / Bm7/F# / cs- /


\';11 Mas (l tempo vem Ela me desfaz Mas o que é que tem Se do lado esquerdo do

Bm7 / G7 F#7 llm7 / / / G7 F#7 Bm7 / B7(b9)


pei·_·---to No fundo. ela ainda me quer bem Essa moça [;Í diferen-te J:.í não me conhece mais

/ Em7(9) A7(13) Am6 G7M G7 / F#7 / Bm7 / G7 F#7


Estj pra l.i de pra fren--te Está me passando pra rrás Essa !1loça é a tal da janc-Ia Que eu me

Bm7 / B7(b9) / Em7(9) A7(13) Am6 G7M G7 / F#7 / Bm7


cansei de cantar E agora está só na cle--Ia Botando só pra quebrar IvIas () tempo vai Mas o

/ Bm/.-\ / G7M / Bm7/F# / C#o / Bm7 /


Ela me desfaz Mas o que é que tCIll Quc ela só me guarda despe i-to Que ela

G7 / F#7 / Bm7 / BI11/ A / GnI /


St) me guarda desdém Mas o tempo va: 1'1'1 as o tempo vem Ela me desfaz ivlas o que é que tem

Bm7/ F# / C#o / Um7 / G7 F#7 Um7


Se do lado esquerdo cio pei-to No fundo, ela ainda me quer bem

89
SOllghook c 1 Chicn Illl;mjlll'

Essa moça lá diferente


B m7 G7 B m7
r-----
~-~~~~=nr~~[=~~~~o ---=t=g--±;;tg
b - \;t IllO - ça l;í di fc rcn te Já não me co - nhc - cc mais
t.i de CI di da A se su - per mo - der ni - zar
10 ~;IS c ri mas t. - chan do quc_é mUI to bom
ccr tu de ílau ta E nJO lhe eles pcr to c mo - ção

B7(l,') Em7(,)) '\7(13) Am6 G7!'vI G7


r-. -r IP_ I.~.)$-

~~~~~~C_--f=~==~~--P~~~~dI--=-6~
Es - t{1 p1"<I Lí de pra írcn tc_Es - lá me pas suu - do pra trás
E - 1;1 S() S;1I11- h:u,s con - di da Qucc pra ruu guérn rc - pa - rar
E: - Ia e
111 o 111:1 de (I ma_E vai de sin vcn - lar o som
E - i:r quer \CI' Ll;1) tro - nau Ia Des - cer na te I"
'-o VI - são

Es S:I mo C:l !\'Ias () tem-po V:11 Mas o tem- po vem E - Ia mc dcs- faz
Eu eul li \'0

Fa ço·· lhe .'. IIIll ((lll--

G 7iv! B 11I7/Fti qO ,r---..,


B 1117
•.

Ei~* -.'f-- __
~---.lL_!I-"'-:==~~
~:.---:~-_:.~=-iJ-ktf-~í-~~--=:=,t"
E=~=~~~iP·-=_-l:~~=i_::_=~-
::;;;:""-;;=~:~-=i-~--,=~~:~-*,=:~~.:.-3f-==-'-L~
- r==f-=r-.
l-t:-l------;:--J--~
~j
Mas o que_é que Il'IJ1 Que_L' - Ia só me guar - ela dcs - pci to Quc ,c- Ia só me

o tem- pu VCIll la me dcs- faz

C 7\1 !l m7/H Bm7

Se do 11 - do éS quer - do do pc: lO No Iun - de. -G-

r:7 Il 111/ ~
{' B 1Il7 C ! F~7

I" ;1111- ti:: me hCJ11 L::--. - :<1 1110 - ~'~l t;í di Ic - rCIl te .l;í n:io me
tal ela .Ia - nc QUl'_ClI me can

90
Songhook -.. Cbico BU:lrqué

B 1117 li 7(1,9) E 1117(9) :\ 7(U) ,\ m6 G 71\1

Vt _3~=~~;=~~-C:'~~-icc~~!I~_~, ~, <I ,Ri,~ f"-

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co nhc cc mais í:s - léÍ pru l.i de pLl Ircn te Es lá me pas -
sei de can - Ll! E_a- go - Ia cs 1:. ILI de h 130-tall do
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só pra que: - brar

Cc\pyr!~IH !()/CI i1~ C:\I<'-\ \()\:\ L])iTOR:\ \lL~)!C:\L LT{j·\


!~.\I:!Li:\ht\,1. 7·~- S~P Pau!u. SII .- Ih:I:,il. r,~dn:.; 11.' l!ireilt!'.: ;\'~L'r\~l.Jib.

--~~_------,--------_._~._-----------_~_._---,-----_.---~_-_._----
91
Songllook L...i Chico llllar'lllê

Fado tropical
C I-fIC O J3UARQUE E RUY GUERRA

D I I IIIII Gm I I IIIII F I I III I I Bb IIIIIII


Oh, musa do meu fado 011, minha mãe genti I Te deixo cons-ternndo No primeiro abril

G/13 I I II I I I Eb I I I I/II A7 I I II I I I
Mas não sê tão ingrata Não esquece quem te amou E em tu-a den-sa mata Se perdeu e se

D IIIIIII Eb I I I I I I I D I IIIIII Eb I I III I


encontrou Ai. es-ta ter-·ra ainda V;1I cumpnr seu i-deal Ainda vai tornar-se u:n imenso

I D IIIIII
Portugal
"Sabe, nojuudo eu .1011 11/11 sentimental
Todos nos herdamos no sangue lusitano lI/71{l boa dose de lirismo (além da sífilis. (; claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coraciio [echa ({OS olhos e sinceramente chora ... "

I D I I I IIII Gm I I I II I I F I I I I I I I Ub I I I II I I
Com avencas na caatinga /\ lecri ns no ca-flavial Licores n3 rnoringa Um vinho tropical

G/B I I IIIII Eb I I IIIII A7 I I II I I IDIIIIIII


E a linda mulata Com rendas cio A--lemejo De quem numa bravata Arrebato um bei-jo

Eb I I I I I I I D I I I IIII Eb I I III I I D IIIIIII


Ai, es-ta ter-e-ra ainda vai cumprir seu i-deal Ain-da vai tornar-se um I menso Portugal

"Meu coração teminn sereno jeito


[os minhas nulos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de lei/o
Desencontrado, ell niesnto me contesto
Se trago as mãos disuuues do tncu peito
[; que há disuincia entre illlençúo e gesto
E se () tneu coração lias /l1l/OS estreito
Me OSSOIi1!JF{/ (o' súbita impressão de incesto
Quando me encontro IlO calor da luta
Ostento o agudo cnipunhadura iI proa
IIIos o meu fiei/o se desabotoa
E se o sentença se anuncie! bruta
Mais que depressa a !lU/O cegu executa
Pois qu e sem/o () coraciio perdoa"

D I I I I III Gm I I I I III F I I III I I Bb IIIIII/


Guitarras e sanfonas Jasmins, coqllel-ros. fontes Sardinhas, man-s-dioca Num suave aZllle-jo

92
Songhook [J Chico Iluarquc

G/B / / // l/I Eb / / / / l/I A7 / / // / / / D I/I/li /


[ o 1I--{] A---mazonas Que corre Trás-os-Montes E numa po--roIoca Deságua no Te-jo

Eb / / / / / / I D I //I/II Eb I I III / I D /1///11


/\1. és-ta leI-Ia ainda vai cumprir seu i-deal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Eb / / / / / / / D I /II//I Eb / I /11 / / 0///////


.:\i. êS-W ter-ra <linda vai cumprir seu i-deal Ainda vai tornar-se um império colonial

Eb / / I
I I
I / / / o I IIIII/ Eb / / /11 / / D ///1//1
:\1. es-ta ler--ra ainda vai cumprir seu i-deal Ainda vai tornar- se um imenso Portugal

Eb / / / / I / I D I III/// Eb / / I/I I / D
Ai. es-ta rcr--ra ainda vai cumpnr seu i-deal Ainda \':11 tornar-se UIll império colonial

D Gm

011. il1U - sa cio meu Ia - cio Oh. m I - nha mãe gcn- ti! Te
,.
(~0/11 ~l - vcn - (t\S na caa- tin ga JC - crIils na- '.'ia! Li -
Gui - iar -" i"í.lS c san- 1'0 nas Jas - mins. co-quci ros. Ion - tes Sar -

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dei - :-;0 COl1S ler - ila do ;\1 as


mo- nn Um \'1 - nh(l .ro .. D,
di - nnas. man di - o ca Num sua- \/(' ;I .. /.11 J'O

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-r jf~··~-.__JCq
não sé tão 111 - gra ta Niio_cs- que - cc quem tc_a- IlH)U
li !in - da !11U - ia Ia Com reli - das do 1\ ir n - l C
ma - zo - n:ls Que cor !'C Tds os - '.,-JOII !,CS

(U - a dcn sa ma ta .)c pcr- deu c se cn-con trou Ai,


quem nu - ma bra - va Ar - rc - ba-to mn hei J() Ai,
nu - ma pu 1'0 - 1'0 ca De - sá- gua no Te jc /\i,

E~ D

.•..~~c~~=E~::c::~-(~~:*~f~:;i~==~i-=_1
C&/j~=~~~~iJ..~~-1;;~.~
(l.
•.-=E
es - Ia ler ra a - in da vai ('UII1 - pri r SUl i - de - ai i\

in - da vai ror- nar se um i - Il1cn - su Por - lU - ga!

93
Song!Jooi; Chiw Ilu:lrquc


I, I

?-d
CUIl1- prir SeU 1 - de - ai À -

111 - Li;l \',li \( UIlI 1 - mCIl - S() Por - lu gai


irn - pé - rio ('() - 10 niai

(',\p\!I:,:II' I h\ C\I' .. \ \(lV,'\ E[)!TO!(A \ll'SIC\L LTI);\


I\U:l Li..;h{)~L ;~ - S;IU 1\l!Jl._ . Si> _..-- Br:l.-,i!. T,)\Jo .-; O~ direitos rrscrvados

94
._.----------_._-_._.--------_.
Songhool; U Chicu Buarque
__ __ _---------
. ..

Fica~
CHICO BUARQUE

Fm7 llbm7 Eh7(9) .-\b71#lIi Gm7 0(9) D7(9)

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11-_.Jl

Fm7 / Bbm7 Eb7(9) Am7 :-\b7(#11) G m7 C7 (9) Fm7


Diz que eu não sou de respci--lO Diz que nã(~ d.i jci-to De jeito nenhum Diz que eu

/ Bbm7 Eb7(9) Am7 D7(9) Gm7 C7(9) F6 Cm7 F6 Cm7 F6 Cm7


sou subvcrsi-c=-vo U 111 elemento a(j-vo Feroz C nOCl-V\l Ao bem-estar comum

Fô Cm7 F'm7 / Bbm7 Eb7(9) Am7 Ab7(#I1) Gm7 C7(9) Fm7


Fale do nosso barra--co Diga que é um bura----co Que nem CJ u e I ra 111 ver Diga

/ Bbm7 Eb7(9) A m7 ])7(9) Gm7(b5) C7(b9)


que (l meu samba é fra--co E que eu não largo o la---co Nem pr;j conversar com você

F6 / / / Bbm7 / Eb7(9) / Dm7 / F" / Fó / / / Bb7i\'1 / G7/B


1\1a'. fi--Ci\ Mas ri cn ao la~lo meu I_;\i--;, e não cxpli--ca Onde vai

/ 17/ C / Bbmô / Db / Am7(b5; / O7(b9) / Gm7 / C7(h9) / Fm7 í


, a geme fi----c:1 Sem saber .\C vai voltar Diga ao primeiro que

B brn? Eb7(9) A 1117 :\\)7(#!]) Gm7 C71l)) Fm7 / Bbm7


P;!S----·---~(t Que eu sou (l;) cacha=-ca Ivlais do Diga (" diga de plr--raça

EI17(9) :\1117 07(9) Gm71b5) C/(1)9) Fó / / / Bbm7 / Eb7(9)


Dê r.uva ou de gra-\'a No meio ela pra--·--ç':!. c Iavor j\las fi···-Cl M,lS fi ca ao

/ DI117 / F" / F6 / / / lIb7\l / / Ijc /


Ll--do meu Lai-a Você sal c nâo e\p!i-------ca Onde \:11 e a gente fi--·-L,:1 Sem

.I :\1117(/)5) / 07(1)9) / Gm7 / C7(1J9) / Fm7 / Bbm7 Eh7(9) ÁI117


voltar Di'! que eu ganho até 1olga----do Mas perco no cla--{lo

95
Songhook U Chico IluarlJuc

Ab7(#11) Gm7 C7(9) Fm7 / Ubrn7 Eb7(9) Am7 D7(9)


E não lhe dou vintém Diz que é pra tomar cuida--do Sou um cksajusla---do E o que bem

Gm7(b5) C7(b9) F6/ / / Bbm7 / Eb7(9) / Ab71\1 í


lhe agra da, meu bem Mas fi--ca Mas fi--ca, meu amor Quem sa--be um di--a Por

Db7(9) / Gm7 I C7(b9) I F6 Cm7 F6 Cm7 Fm7 / Bbm7


descuido Oll poesi--a Você goste de ficar Diz que eu não sou de respei--to Diz que

Eb7(9) Am7 1\b7(#11) Gm7 C7(9) Fm7 I Bbm7 Eb7(9) Am7


não dá jei--to De jeito nenhum Diz que eu sou subversi--vo U III elemento ati--vo

D7(9) Gm7 C7(9) F6 Cm7 F6 Cm7 F6 Cm7 F6


Feroz e nocl--\'O /\0 bem-estar comum

Fica

Fm7 Eb7(9) A 1117

~=~~~4~~;~~~~r-J;:rT
- - I - -v: I' - "----'"
i=~:~~f&i~~ - '----
D IZ qlll~_cu
I !1;tU sou .rc rcs - pCI to ull: que niio l,a .lCI 10 De jci - .o .re - nnurn

F:1 - lc do "OS - so bar - ra co;)i - ga quc_é_ul11 bu ra co Que nem ()UCI- r:U11 ver
Di - ga_ao pn _. mr i - !I) que pas S:1 í)UC_CII sou d:1 ca - cha ca Mais .io quc dO_:I- mor
Diz quc_eu ga- nho .i- lê rol - gel do \las pcr - co no da do E não ihc duu viu - té:n

G 1117 C 7(9) F m7

Diz que_cu SOU su - b - ver SI vo


-Um e lc - mcn - to
-a li
Di - ga qUC_\l mel! x.un - ha_é co-E que_eu nJo iar - go - () ta
di - ~:l de plr ça De r:11 va ou de gra
to - mar cui do Sou -U111 de - Si! - jus - ta
1-1-.------
A 1117 D7(9) i Gm7 C 7(9) Cm7 Fó c: n17

~;;=~---:=::===~:rJ==:~:::::-==-::~
~':t-:1==:::t---~c:'i"-=i=c=;;~;[ji?J
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vo Fc - mz e no - CI \'0 ;\0 bem - cs - lar co - I1lU111

co "\cm [1ra COll - ver - ~ar


ça "\0 me: - ,) da pra-
do ljue bem 'l1c_;I- gl-i!-

com \"() - cê \1:1S li CI \1:1S li -


ça. - é fa - vor i'vlas
da. meu bem :"I:1s

96
\\ ,\
_____________________________________________ S,_'o_I1_gl_H_IO_k_O_.'I_C_'h_iC_'O._I_lL_la_r(_IU_C . ~,~~~\)~\

nGm7 d7(9) D m7 F6 \
tÉf=~===~~~7~J&~_.
-J;;t=::--' -.'-::--.:.-+--.J-' -- kJ-;d
ca ao Ia do meu lai a \10 . cê

B~7i\[ e7/B FIC

stu c não ex - pli ca On· de c a gi..~Jl- te 1I ca Sem

BGmúlD> A,m7('5) D7(!,9) em7 C7(b9) o.c.


='(J , ~ ~ ~- , 2 vezes

t~~~=fy~~ª~,k~@;J,~--="=-~j'-:.~···~--=--1:~f
sa ' ber se vai \'01 . lar

Bbm7 Db7(9)

!';,*w=ç:-1"1:=r=+hm~-J=-,j:Jl~~=:~~~f-~--ê~=)
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'J~=J_ -l~
'------'

C:1. meu a . mor Quem sa· be um di a Por des· cui . cio ou po . e . si .

Gm7 C7(i>9l F6 Cm7 Fú C 1117 F m7

;~t~~~,~3ª=!
-",I---,~--'I"~~.-.-F-----
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--.- ==tP
~v ~ ~
~I \10- cê gos· te de fi- car Diz queJu não sou de res - pel'

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30m7 Ev7(9) A 1117 e m7 C7(9) F m7

Fú Cm7

1'0 Um c . le· IllCII·IO a . ti 1'0 Fe rOI, e 110· ci 10 Ao bem, ex- tar co· Illlllll

Fú Cm7 F6 C 1117

, ~ " '

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Fade IIU( ,

Copyriulu 1967 hy EDJTOR.-\ ~tUSJC\L,\RL[QUJ"l LTI),\


RU:I Lisboa. 7.:\ ,S~O Paulo. SI' -- Ilr;hil. lodos os dirci!Os 1\'Sél'l':l(h)"

97
Songbook Chico 1l11:lr'lllC

CHICO BUARQUE

..\6/E F7:l1(9) G#7/D# C#m6 fim7

VI

tIl=frr llf
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C"
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cnr B7Ib13) IlbnI A7(b13) A7(b13)/C#

III

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J.J ••••••
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F7\I/C B Dm6

ti fft-T··.··
T.' IV}.,-= ji=,~,~,'
Ffl-I •••. ~ I ====J ,. .J

Introdução: A<í/ E III F7iVI(l)) III A6/ E III F7M(9) III

A6/E I I I G#7/0# I I A6/E I I I C#m6 I I I


Não se afobe. nJo Que nada é pra já O amor não tem pressa Ele pode esperar em

Bm7 Ii I Gm6/Bb Ii I D7IVl/ A I I I C#7/G# I II A6/E I


silên==cio Num fundo de armário Na posta, restante Milênios, milênios No ar E quem

I I G#7/D# I II A6/E I Ii C#m6 I I I Bm7 I I I Gm6/Bb


sabe, então O Rio sed Alguma cidade submersa Os escafandristas virão Explorar

I Ii D7'\1/ A I I I C#7/G# I I I C7l\I I I I B7(b13) I I I


sua casa Seu quarto. suas cOisas Sua alma. desvãos Sábios em vão Tentarão decifrar O

Bb71\1 I I
I I ;\71/)13) Ii I Bb7l\I/D I I I A7(b13)/C# I I I F7M/C I
eco de anti"as pal:l\Tas Fragmentos de cartas, poemas Mentiras, retratos Vestígios de

I I E7/B I II A6/E /
/
Ii G#7/D# I Ii C#7(b9) I I I
estranha civil NJO se afobc. n;]o Que nada é pra já Amores serão scm--prc

C#m6 II I Bm71 I I Gm6/ Bb I Gm(7i\I)/Bb I I C" I


sem saber Com o amor que eu um dia

Bm7 I Drn6 / \ú/E III F7\1(9) / II A6/E III F7ill(9) III


Deixei pra \0(2:

98
SOllghonk fJ Chie» EU:!!ql:"

Não se_a - 1'0 - be. não Que

na-da é pra j.i o a - mor IÚO tem pre:; - q E - lc

B 1117 G m6/BI, f) 7:VIJA

~=±1~~-f~-
'CJ1~~j~§J.~
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cio
<c.:>
Num luu - do de ar má- nu
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U7/Gt A ME G~ 7fI)~

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lê - nios No ar E quem xa - bc cn-r.io O Ri - o se - rri

Um7
J J
-1\-~
~!=._~~',
.. J; '~€
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i =====r~ ~.~ •
"--/ '----
J\l - gu- ma ci - da - de sub - mer - sa Os eS-C:l-Llil dris- Ias vi - rão Ex - pio - rar

G m61B~ D 7i\JJA

... +-- .
.-E--::~~
~:-··._.i ..-J ~. ~_=±
J'~ ;)- _.,t··- .e:'_···_,··•.
qU:lr - In. ~U;lS coi - sas
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'#-

Sua
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ai - ma.
J8
eles - vãos

C 7iv[ B 7([,13) B1,7<\1

~~1~:~-~-~~~l~i=-~i~?}=F~-~ -~I~j~ J=g~


Sj - bios em vão TCIl- ta rão de - ci - Ir.rr O c - co dC_:ln - ti - gas pa-

\ 7(!'13) n[,nVD A 7(~13)/q


_., r- __ ._3 __ ~ 3 r 3 ., 3 ._~ .__ .__.l.~ r--3-,

[~~~~~=-~~;~-~=~
•. :
~~~~~~~-- ~--~~]~~=-~=:~-}fi~_~=_~J.t
__--::~b~- -~- -~-~--~-.~_-J-~I II :

LI Fr,lg - men- 10S de iI - raso rc - ILI - (os Vcs-

F 7'd/C E 7/B A (i/E

«1--_
.-
I
-6 1»-- l/L

~
I
Sê - a - 1'0 - bc. n:io Que

99
Songhook (bico Hu.nquc

na- da é pia j;í A - ITlO - res se - rão sem - pn::~a má - \'eis Fu- lU-ros a-

J
B m7 G m6/Bb G m(7i\I)/Bb A 7i\f/C~ C

i" }p=u J=:=J~~::J=+~~=j-,-.!~===;ç=Lj....~-~1=-;==1J::-.•


Ill<ln - teso Cju i - çiÍ !lU - rào sem Sé! - bcr di - a Dei -

Bm7 Dm6 A6/E F7\I(9)

FJ;Jt~~-==~;;ltd:dAd----=-t~f;=i===t~9f~--~=JJ
,J • rj . I Fade 0111

XCI pra VI) - CC

Copyright 1093 b\ \ L\ lWU EDiÇÕES !llUSICAIS LTDA.


A\cnid:l ,\tlnilCo de P'li\';!. 13'í/1'í()() - Fio lk Jllllciro.ltl·~ Brasil. Todos os direitos rcscn:li.los

100
Songhook o Chico Buarque

Gota d'água
CHICO BUARQUE

GIlI6 G#m7(b5) G7(#1 J) F#m7 B7(b9) Em7

ti 111
iiq Ill~_~~
I)/C G71\I/B F#7/ A#

1 I~~l 1"1--
I l

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=----__ =1 ----- _ IB=---]~
- __-; J
lli J
--- ;l
I _ J
A7 D7i\l A#"(h13) Bm7 AmG/C GmG/Bb

"I ~I - -- -I

C71\1
oJ

C#m7(b5)

II
- -- -t-j
~--=--j

D7M/F# / Gm6 / G#m7(bS) / G7(#11) / F#m7 / B7(b9) / Em7 /


Já lhe dei meu cor-po, minha alegria Já estanquei meu san-gue quando

B7/D# / Em/D / A7/C# / D/C / / / G7M/B / / /


fervia Olha a voz que me resta Olha a veia que salta Olha a gota que falta

/ A7 / D7M / A#O(b13) / Um7 /Am6/c /B7/D# /


PI'O desfecho da festa Por favor Deixe em paz meu co---ração Que

/ / Em7 / / / Gm6/Bb / / / B/ A / E7/G# / Gm6 /


ele é UIl1 pote até aqui de m,í-goa E qualquer eles-atenção, faça não

F#7(b13) / Bm7(9) / F#7(b13) / Bm7(9) / A#O(b13) / Bm7 / Am6/C /


Pode ser a gO---1a d'á--gua Deixe em paz meu co---ração

B7/D# / / / Em7 / / / Gm6/Bb / / / B/A /


Que ele é um pote até aqui ele 1l1,í-gOi\ E qualquer desa--tenção, faça

E7/G# / Gm6 í F#7(b13) / Bm7(9) / F#7(b13) / Um7(9) / Gm6 / G#m7(b5)


não Pode ser a \To-ta d',í--gU<l Já lhe elei meu cor-po,
'"
/ G7(#1l) / F#m7 / B7(b9) j Em7 / fi7/D# / Em/D /
minha alegria ];í estanquei meu san-gue quando fervia Olha a voz que me

101
Songhook o Chico Buarquc

A7/C# I D/C I I I G7M/ll I I I F#7/ A# I A7 I


resta Olha a vela que salta Olha a gota que falta Pro desfecho da festa Por

D7lVI I A#O(b13) I Um7 I Am6/C I B7/D# I I I Em7


favor Deixe em paL meu co-ração Que ele é um pote até aquI de

I I I Gm6/llb I I I ll/ A I E7/G# I Gm6 I F#7(b13) I


má-goa E qualquer desa-tenção, faça não Pocle ser a go-ta

llm7 I I Em7 I C71\'[ I C#m7(b5) I F#7(b13) I Bm7(9) Ii


d'á-glla Pode ser a go-ta d'ú-gll<l Pode ser a go-ta d',i---glla

Gota d'água

G~m7("5) G7(~11)

."
cor 1'0, mi-nhaa-Je - gn a

F~ m7 ll7(l,9) Em7 ll7/D~


~;-~~~ 9r~~ 3

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L ~~---F-\E=. li ~
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san gue quan - do fer - VI a

Em/D A7/q D/C

F?---r=--
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res - ta O-lha_a vei - a que sal - ta

G7M/B F~7/A~ A7

~4::-=-T~ti~ -1=Y==~:tI~'==fl iL=-==. ==:=J==r;j=tEd'-~··-ctF


==c.;tdE~~~==:iIa-~'~=~1
0- 111;\_;\!:,il 1:1 que Lil - ta PI'O eles - fe - cho da fes - ta Por fa-

071\1 \~ ~
: ..O!13·)
(,) B m7 A m6/C

\'01' Dei- xc cm paL IllêU CO - ra - çJO

pO-lê_a-té a - qUI de má goa E qual - quer ele - sa - ten - ção,

102
SOllghook ;J Chico Bu.uquc

ll/A E 7/G~ -(j} G 1116


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I ~
(3
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Rua Lisboa. 7-\ - 5;10 P'1lI10. SI' - Ilrasil. Todos os direitos reservados.

103
Songhook o Chico Buarquc

Gente humilde
GAROTO, VINICIUS DE MORAES E CHICO BUARQUE

F7l\1 Ab" Gm7 C~ (9) C7(b9) C7(9) Cm7(9)

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F7M I AbO I Gm7 II I C~ (9) I C7(b9) I F7M I C7(b9)
Tem certos dias Em que eu penso em minha gente E sinto ass: m Todo o meu peito se apertar
"

I F7M/A I Abo I Gm7 Ii I C (9) I C7(b9) I F7M I C7(b9) I


Porque parece Que acontece de repente Feito um desejo de eu viver Sem me nour Igual

F7M I Abo I Gm7 II I C~ (9) I C7(9) I Cm7(9) I F7(b9)


13 I
a como Quando eu passo no subúrbio Eu muito bem Vindo de trem de algum lugar E aí me ->,

Bb71\1 I Eb7(9) I Am7 I D7(b9) I G7 I C7(b9) I F6 I C7(b9) -'"

clá Como uma inveja dessa gente Que vai em frente Sem nem ter com quem contar

I F7M I AbO I Gm7 Ii I C~ (9) I C7(b9) I F7M I C7(b9) I


São casas simples Com cadeiras na calçada E na fachada Escrito em cima que é um lar Pela

F7M/A I Abn I Gm7 II I C~ (9) I C7(b9) I F7M I C7(b9) I F7M


varanda Flores tristes e baldias Como a alegria Que não tem onde encostar E aí me dá

I Ab" I GOl7 Ii I C} (9) I C7(9) I Cm7(9) I F7(1'9)


13 I Bb7M
lima tristeza No meu peito Feito um despeito De eu não ter como luta r E eu que não creio

I Eb7(9) I AOl7 I D7(b9) I G7 I C7(b9) I F6


Peço a Deus por minha gente É gente humilde Que vontade ele chorar

104
Songhook [J Chico Buarquc

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sim To - do o meu pei - to se_a - per - tar Por- que pa - re - ce Que_a- con - te - ce de
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re -
cha - da Es - cri - to em CI - ma que_é um lar Pe - Ia va - ran - da Fio - res tris - tes e bal -

G m7 C 7(/'9) F7M C7(b9)

pen - te Fei - to um de se - jo de - eu VI ver Sem me no - tar I - gual a


di - as Co-mo a a - Ie gri - a Que não tem on - de - en - cos tar E_a - me

F71VI Abo Gm7


7
C 4 (9) C 7(9)

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co- mo Quan- do_eu pas- so no su - búr- bio Eu mui - to bem Vin - do de trem de_al- gum lu-
dá u - ma tris - te - za No meu pei - to Fei- to_um des pei - to De eu não ter co - mo lu-

C m7(9) Eb7(9) A m7 D7(t,9)

gar E_a - í me dá Co - mo_u- majn - ve - J<l des - sa gen - te Que vai em


tar E_eu que não crei . o Pe - ÇO_:I Deus por mi - nha gell - te É gen- tchu -

G7 C7(G9) F6 C 7(G9)

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Fim .J ~ -JI
fren - te Sem nem ter com quem cem rar São ca - sas
'-- mil - de Que VOll - ta - de de cho rar

Copyright 1970 by CARA ~OVA EDITORA ivlUSICAL LTDA.


Rua Lisboa. 74 . São Paulo, SI' - Brasil. Todos os direitos reservados.

105
Songbook o Chico Buarquc

João e Maria
SIVUCA E CHICO BUARQUE

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Gm I I Cm7 I I Am7(bS) I I Bb I I Gm I I Cm7 I I F7 I


Agora eu era o herói E o meu cavalo só falava inglês A noiva do cowboy Era você Além

I Bb I Bb7M Bb7 I I A~ / I A7 I I Dm I I I I I I3b


das outras três Eu enfrentava os batalhões Os alemães e seus canhões Guardava o meu bodoque

I I Eb I ID7(1l9) I I Gm I I Cm7 I I Am7(b5) I I Bb I I


E ensaiava um rock Para as matinês Agora eu era o rei Era o bedel e era também ju iz

Gm I I Cm7 I I AIll7(h5) I I FlIló/i\h I I G7 F7/A G7/B Cm7 I I F7


E pela minha lei f\ gente era obri·-gada a ser reliz E v 0----<: ê era a princesa

I I I3b I I Eb I I ;\h I I D7 I I Gm I I I I I I I I
Que eu fiz coroar E era tão linda de se admirar Que andava nua pelo meu país Não, não fuja

D7/F# I I I
/ em/Eb II F7/ A I I Bb I I Ah I I D7 I I
não Finja que agora eu era o seu brinCluc--do Eu era () seu pião O seu bicho preferi-do

Crn I I I em7 I I Am7(b5) I I Gm/Bb I


Sim. me dê a mão í\ geme agora j;í não linha me-do No tempo ela maldade Acho que a

I D7 Gm I I I I I Cm7 I / Am7(b5) I / Bb II Gm I I
~enlc nem tinha n