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CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA

O Egito foi palco do surgimento de uma das civilizações que merecem


destaque na história da antiguidade. As realizações artísticas, tanto na
arquitetura como na escultura e na pintura, atingiram seu auge entre a terceira
e a quarta dinastias de faraós, dando origem aos padrões e formas estéticas
que iriam perdurar, ainda que mais sutilmente, por toda a civilização egípcia da
posterioridade. Os avanços tecnológicos alcançados por esta civilização podem
ser conferidos em suas mais arrebatadoras obras arquitetônicas realizadas, as
pirâmides, gigantescas tumbas destinadas aos faraós, cuja construção deve ter
iniciado por volta do ano de 2.700 a. C. Após suas mortes, os corpos dos faraós
eram embalsamados e sepultados no interior das pirâmides. Os egípcios
possuíam a crença da vida após a morte, o que explica o grande cuidado na
conservação dos corpos de seus governantes. Por outro lado, as técnicas de
irrigação eram avançadas para sua época: já era empregada a técnica de
irrigação através da canalização das águas do rio. Também eram aproveitadas
as cheias periódicas do rio Nilo: com o alagamento e esvaziamento periódicos,
as terras referentes às margens do rio tornavam-se bastante férteis e
produtivas.
Inicialmente, a região do Egito estava sob controle de dois reinos
diferentes. Zonas agrícolas eram constituídas aos longo das margens sul e
norte do rio Nilo, e conforme houve a proximidade de tais áreas, regidas
separadamente pelos já referidos reinos, foi realizada a unificação dos reinos,
sob o reinado do Faraó Menés. A partir daí, uma série de dinastias se
sucederam. Os faraós eram considerados também os maiores representantes
das divindades na terra, sendo também considerados herdeiros das divindades.
A figura do faraó era identificada como o deus Hórus, o deus com feições de
falcão. Após um período de domínio pelos Hyksos Semíticos da Ásia, o Novo
Reino estabeleceu um império na Síria. A partir daí, o Egito passou a se
envolver em muitas guerras na Ásia. Com a conquista do Egito pela Pérsia em
525 d. C., o Egito desapareceu enquanto território de tradições culturais
próprias.
No apogeu da existência da civilização egípcia, já havia alta cultura entre
os egípcios: através de seus registros hieroglíficos, supõe-se que a escrita
egípcia deve ter sido desenvolvida a partir do ano de 3.200 a.C. Uma tradição
de escribas possibilitou o registro de uma surpreendente produção "literária".
Entre esta produção, contavam-se textos de ordens científica, histórica,
filosófica e religiosa. Nesta última modalidade, pode ser observado o sistema
religioso egípcio, que justificava o poder dos governantes: a representação dos
deuses hierarquizados difundia-se através da classe sacerdotal, a qual obtinha
muito prestígio e poder político.

O RIO NILO

O Nilo, "O Misterioso", rio de unidade nacional, fertiliza o solo e facilita as


comunicações. O rio Nilo era a fonte da vida do povo egípcio, que vivia
basicamente da agricultura.
De junho a setembro, no período das cheias, as fortes chuvas inundavam
o rio; este transbordava e cobria grandes extensões de terras que o
margeavam. Essas águas fertilizavam o solo, pois traziam limo e matéria
orgânica, que se transformava em fertilizante de primeira qualidade. Crescem
ali o loto e o papiro. Cultivavam-se vários cereais que fizeram do Egito o
"celeiro do mundo antigo".Além de fertilizantes, o rio trazia abundância de
peixes e dava chances a milhares de barcos navegando.
Para o povo egípcio, era uma verdadeira bênção dos deuses. Aliás, o
próprio rio era tido como sagrado. Mas o Egito não era só esse presente da
natureza. Havia necessidade da inteligência, do trabalho, da aplicação e da
organização dos homens. No tempo da estiagem, num trabalho de união de
forças e de conjunto, os egípcios aproveitavam as águas do rio para levar a
irrigação até terras mais distantes ou construir diques para controlar as cheias.

LIVRO DOS MORTOS

Para os antigos egípcios, a ligação entre a vida e a vida após a morte era
muito importante. Eles acreditavam que, após a morte, a alma das pessoas
viajava para longe do corpo mumificado, para um vasto mundo do além, cheio
de desafios e perigos. O supremo desafio aguardava-a no Salão das Duas
Verdades. Ali, seu coração era testado e pesado por Osíris, deus do mundo dos
mortos, na presença de quarenta e dois "deuses assessores". Para passar no
teste, a pessoa morta precisava recitar uma lista de confissões.
O coração da pessoa morta, ao ser pesado, tinha que ser mais leve que a
Pena da Verdade. Se o morto vencesse o teste, tinha permissão de passar a
eternidade em terras à margem de um rio, pescando e caçando num mundo
bastante semelhante ao Egito. Se falhasse, seu coração era comido por um
crocodilo-monstro, o "devorador dos mortos". Grande parte do que era
registrado no Livro dos Mortos refletia as crenças morais comuns da época.
Para guiar a alma quando estava longe do corpo, os egípcios reuniam
orações, desenhos e encantos mágicos num Livro dos Mortos. Esses livros
eram escritos em papiro ou em couro, encerrados numa caixa decorada com
uma imagem de Osíris e enterrados no sarcófago ou colocados entre os panos
que envolviam as múmias antes do enterro. Os arqueólogos encontraram
centenas desses manuscritos, cada um ligeiramente diferente do outro.

OS DEUSES LOCAIS

Considerados como divindades supremas dentro do limite de


determinada região, alguns deuses adquiriram prestígios nacional com a
evolução política e o predomínio de sua cidade sobre todo país. Vamos falar
sobre alguns deuses mais conhecidos.
 Amon - deus de Tebas, conseguiu prestígio nacional, sendo identificado com
Rá, o Sol, passando a denominar-se Amon- Rá. Era representado sob a forma
humana.
 Anúbis - deus de Cinópolis, dos embalsamadores e da mumificação,
representado como homem com a cabeça de chacal.
 Atum - deus de Heliópolis, criador dos deuses, do homem e da ordem divina.
 Hórus - deus falcão, filho de Osíris e Isis, deus do céu e dos faraós.
 Isis - guardiã, deusa da mágica. É a mais famosa de todas as deusas
egípcias, representada como uma mulher tendo na cabeça o hieróglifo de
seu nome, e um abutre, simbolizando a sua maternidade.
 Osíris - o mais popular deus do Egito Antiga, deus da fecundidade, soberano
do mundo dos mortos, representado como homem com a cabeça coberta
por uma tiara.
 Ptah - deus de Mênfis, considerado o pai de todos os deuses, criador do
mundo.
 Seth - deus da desordem dos desertos, das tempestades e da guerra.
 Tot - deus da escrita, sabedoria, da lua e da contagem, representado em
forma humana com a cabeça de íbis.

Os deuses cósmicos
Eles não tinham nenhum poder ligado a uma determinada região, não
sendo então em sua maioria objeto de culto. Exemplo: Num- o oceano, que
cercava o mundo, a água primordial, origem de todas as coisas.

Os deuses estrangeiros
Alguns dos deuses estrangeiros recebiam culto popular e as vezes até
mesmo oficial. Exemplos: Astarte - deusa semítica do amor e da guerra. Baal -
deus fenício da tempestade e dos combates.

Os gênios
Os egípcios acreditavam na existência de uma infinidade de gênios que
influenciavam na vida cotidiano muito mais do que os grandes deuses.
Exemplos: gênio da fertilidade, do solo, gênio da inundação.

Homens divinizados
Os faraós apareciam em primeiro lugar como homens divinizados,
considerados deuses já em vida, recebiam após a morte, um culto especial em
seu templo funerário.

PIRÂMIDES

Durante o período de aproximadamente um milênio (entre 2630 e 1640


a.C.) os egípcios construíram suas famosas pirâmides, dentre as quais três
delas assombram o mundo até hoje. A mais antiga que se conhece data da III
dinastia e era constituída por mastabas sobrepostas formando degraus. O
idealizador deste tipo de construção foi o sábio Imhotep, proeminente figura do
reinado do faraó Djoser. Essa é provavelmente a única pirâmide desse tipo que
foi concluída. No início da IV dinastia as pirâmides começaram a ser
construídas com suas paredes inclinadas e não mais em forma de degraus,
sendo que as últimas datam da XII dinastia.

As Mastabas
Até o final da II dinastia os túmulos dos soberanos e dos nobres egípcios
eram constituídos de uma câmara funerária cavada profundamente no solo,
sobre a qual se erigia uma estrutura baixa, de paredes verticais, de teto
achatado, com base retangular, construída com tijolos de lama cozidos ao sol,
que ficaram conhecidas com o nome de mastabas. Tais estruturas, no passar
dos anos, evoluíram: o material construtivo passou a ser a pedra; as paredes
passaram a ser ligeiramente inclinadas, formando uma pirâmide truncada; as
dimensões cresceram, inclusive em altura, com o acréscimo de vários andares
em degraus, até atingirem a forma piramidal.

As Pirâmides de Degraus
Inovando totalmente em matéria de sepulcros, o faraó Djoser, da III
dinastia, cujo reinado se estendeu aproximadamente entre 2630 e 2611 a.C.,
encarregou seu primeiro ministro e arquiteto Imhotep de construir um túmulo
totalmente em pedra, material que até aquela época era usado apenas em
partes isoladas das construções. Superpondo seis mastabas progressivamente
menores, o genial arquiteto ergueu uma pirâmide de degraus. O local escolhido
foi uma extensão de terras elevadas em Saqqara, a sobranceiro da cidade de
Mênfis, próximo do grande cemitério de mastabas que havia sido usado no
decorrer das duas primeiras dinastias. Posteriormente, outros faraós da mesma
dinastia também ergueram pirâmides em degraus, embora menos majestosas.

A Pirâmide torta
O primeiro faraó da IV dinastia, Snefru, que reinou aproximadamente
entre 2575 e 2551 a.C., mandou erguer na localidade de Dahshur uma
pirâmide que se tornou única, entre tantas construídas, em função da forma
final que acabou tendo. Inicialmente a obra fora planejada para ser uma
pirâmide verdadeira. Entretanto, houve uma redução abrupta no ângulo de
inclinação das suas faces externas, num ponto um tanto acima da metade da
altura prevista para o monumento, o que alterou a sua forma piramidal. O
resultado final fez com que atualmente essa construção seja conhecida como
pirâmide torta, falsa, romba, romboidal ou rombóide.

A Pirâmide de Quéops
Quéops, segundo faraó da IV dinastia, cujo reinado se estendeu de 2551
a 2528 aproximadamente, talvez influenciado pelo tamanho da pirâmide
erguida por seu pai Snefru, escolheu um planalto situado nas bordas do
deserto, mais ou menos a oito quilômetros de Gisé, e ali ergueu uma pirâmide
de dimensões ainda maiores. Conhecida como a Grande Pirâmide ou Primeira
Pirâmide de Gisé, esse monumento marca o apogeu da época de tais
construções, tanto no que se refere ao tamanho quanto no que se refere à
qualidade do trabalho. Tendo uma base que cobre quase 53 mil metros
quadrados, esse é, sem dúvida, o monumento mais polêmico de toda a
antiguidade egípcia e a única das Sete Maravilhas do Mundo que chegou até
nossos dias.

A Pirâmide de Kéfren
O faraó Kéfren (em egípcio Khaef-Re), irmão de Kéops e quarto rei da IV
dinastia, reinou entre 2520 e 2494 a.C. e mandou construir o monumento que
hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Egito antigo. Imponente, era
revestida de pedra calcária e granito vermelho e os antigos egípcios deram-lhe
o nome de Grande é Kéfren e também chamavam-na de A Grande Pirâmide. No
seu interior foi achado um sarcófago com dois metros e 43 centímetros de
comprimento por um metro de largura e 68 centímetros de profundidade, mas
o corpo do rei não foi encontrado. Nas proximidades do monumento, um
conjunto rochoso foi aproveitado para que nele se esculpisse a famosa esfinge,
cuja cabeça representa a face do faraó.

A Pirâmide de Miquerinos
Desde o século I da nossa era que a terceira dentre as mais famosas
pirâmides do mundo teve sua construção atribuída a Miquerinos (em egípcio
Men-kau-Re), filho de Kéfren e quinto soberano da IV dinastia, cujo reinado se
estendeu de 2490 a 2472 a.C. No século XIX descobriu-se seu nome escrito
com ocre vermelho no teto da câmara funerária de uma pirâmide secundária
do conjunto de monumentos a ele atribuídos, confirmando-se, assim, a
informação que havia sido dada por Heródoto. Ela ocupa menos de um quarto
da área coberta pela Grande Pirâmide, mas mesmo assim seu tamanho é
considerável e sua altura atingia mais de 66 metros, o que corresponde a de
um prédio de 22 andares.

As outras Pirâmides
Além das três famosas pirâmides de Gisé e de mais algumas também
bastante conhecidas, como a do faraó Djoser e a chamada pirâmide torta,
dezenas de outras foram erguidas ao longo dos séculos pelos antigos egípcios.
A pirâmide vermelha, que leva esse nome porque nela foi empregado um
calcário rosado; o complexo funerário de Sahure, dotado de um elaborado
sistema de drenagem das águas pluviais e cujos relevos mostram a partida de
navios para uma terra distante; o monumento de Wenis, que se destaca por
nele terem sido encontrados os mais antigos textos das pirâmides que se
conhecem, são apenas alguns exemplos. A lista completa já conta com mais de
80 exemplares. Veja nessa seção detalhes sobre a maioria dessas obras
surpreendentes.

Os Textos das pirâmides


Os assim chamados textos das pirâmides são uma coleção de
encantamentos reunidos sem uma ordem fixa determinada, não formando,
portanto, uma narrativa contínua. Eles foram encontrados nas pirâmides dos
seguintes faraós: Wenis, da V dinastia; Teti, Pepi I, Merenre e Pepi II, todos da VI
dinastia; Ibi, da VIII dinastia e nas pirâmides de três rainhas do faraó Pepi II. A
maioria das inscrições ocorre em mais de uma pirâmide, mas poucas são
repetidas em todas as pirâmides nas quais tais textos são encontrados. Na
pirâmide de Wenis, por exemplo, existem apenas 228 inscrições de um total já
conhecido que excede setecentas.

Porque foram construídas


O túmulo para um egípcio antigo era o seu castelo da eternidade e
deveria durar para sempre. Eles acreditavam que a sobrevivência após a morte
dependia em primeiro lugar da preservação do corpo físico. Além disso, todo
material que se fazia necessário para o corpo e para o ka do morto deveria ser
suprido ao longo dos anos após a morte. Tais crenças levaram os antigos
egípcios a dedicarem atenção especial à edificação de seus túmulos. E embora
o formado dos sepulcros possa ter mudado ao longo do tempo, seu propósito
fundamental permaneceu o mesmo ao longo dos 3000 anos da história egípcia.

Como foram construídas


Não foram encontrados registros pictóricos ou textuais que expliquem
como as pirâmides foram planejadas e construídas. O estudo detalhado dos
monumentos e o conhecimento crescente dos meios disponíveis na época
tornaram possível determinar muitos detalhes construtivos. Várias questões,
entretanto, continuam sem solução e, nesses casos, as respostas sugeridas
baseiam-se apenas na crença de que através dos meios propostos poderiam
ser atingidos os resultados que são observados hoje em dia. Além da visão
clássica do problema, várias tentativas de explicações alternativas têm surgido
ao longo dos tempos.

DINASTIAS EGÍPCIAS

1ª e 2ª Dinastia
As tribos que viviam espalhadas às margens do Nilo foram unidas sob um
chefe, Menés, e subordinadas a um governo regular. Menés fundou a Primeira
das 30 Dinastias do Egito estendendo o domínio para o Norte e unificou o país
e fundou a cidade de Mênfis, estabelecendo aí sua capital. Menés e seus
sucessores imediatos (18 reis de duas dinastias consecutivas que abrangem
cerca de 400 anos) governaram de Mênfis, levantando túmulos e unificaram o
Baixo e o Alto Egito.

3ª Dinastia
Junto com a Terceira Dinastia, teve início a era conhecida por Antigo
Império. Durante os 500 anos seguintes, o Egito foi pacífico e próspero. O rei-
deus era supremo e todos os outros eram seus servos. Foi essa a época que
deu origem às pirâmides. Sendo a primeira, A Pirâmide de Degraus em Sacara,
construída para Zoser, primeiro faraó da Terceira Dinastia.

4ª Dinastia
Foram levantadas as três pirâmides de Gisé, para os reis da Quarta
Dinastia (Quéops, Quéfren e Miquerinos). Sendo essas as mais famosas das 80
pirâmides que restam das muitas construídas pelo Egito durante sua longa
história.

5ª Dinastia
Junto com a Quinta Dinastia, surgiram indícios de inquietação. Primeiro
foram problemas religiosos. Antes da Quinta Dinastia o rei tinha sido Deus,
porém agora, ainda deus, era considerado filho encarnado de Rá, e cada vez
que Rá e seus sacerdotes subiam de importância, o poder do rei-deus diminuía.
Depois se constataram problemas econômicos. O Egito pagou alto preço para a
construção das pirâmides e agora era dispendioso mantê-las. Finalmente,
houve dificuldades políticas. Os nobres ameaçavam à onipotência do monarca.

6ª Dinastia
Os problemas enfrentados na Quinta Dinastia agravou-se durante a Sexta
Dinastia e chegou ao auge no tempo de Pepi II, o último grande faraó do Antigo
Império, que governou por mais de 90 anos. Com a morte de Pepi II, a
desordem e a crise ressurgiram extinguindo a paz, a prosperidade e o poder
centralizado.

7ª a 10ª Dinastia
Os governadores de províncias criaram para si pequenos principados e
entraram em guerra um com os outros marcando. O Antigo Império
desintegrou-se e o Egito entrou no Primeiro Período Intermediário - época
feudal instável que iria durar dois séculos. Em Mênfis, as famílias de duas
dinastias efêmeras arrogavam-se o governo da terra, mas fora de seus
domínios locais não foram reconhecidas. Surgiram duas famílias em
Heracleópolis que governaram com a Nona e a Décima Dinastia. Essas
dinastias tiveram curta duração sofrendo rápidas sucessões de reis.

11ª Dinastia
Finalmente, uma quinta família subiu ao trono, em Tebas, competindo
com os reis de Heracleópolis, estabelecendo-se como a 11ª Dinastia e
estendendo seu domínio para o norte. O Egito entrava na Era do Médio
Império.

12ª Dinastia
Com o surgimento de outra família tebana, fundando a 12ª Dinastia, o
Egito reunificou-se. Os reis da 12ª Dinastia estabeleceram a capital em Lisht.
Restringiram o poder dos nobres provinciais reorganizando a política interna do
país.Os hábeis dirigentes da 12ª Dinastia restauraram a grandeza do Egito e
deram ao país muitos motivos de orgulho. Reputação militar, territórios para
explorar e um vasto comércio exterior. Mas o Egito recaiu mais uma vez antes
de atingir o apogeu seguinte.

13ª Dinastia
Durante o domínio da 13ª Dinastia o país entrou no Segundo Período
Intermediário , no qual houve uma longa série de governantes ineficientes. O
país parece que se separou nas duas interseções geográficas naturais, O Alto e
O Baixo Egito. E de tempos em tempos as duas áreas entravam em guerra civil
sendo agitadas por pequenas disputas.

14ª a 17ª Dinastia


Surgiu uma dinastia rival ao governo tebano, uma dinastia de
estrangeiros , Os Hicsos, e os egípcios começavam a sofrer a humilhação de
serem governados por estrangeiros. Os Hicsos, apesar de possuírem altas
técnicas militares, não ocuparam todo o país e nunca forma capaz de subjugar
o governo tebano.

18ª Dinastia
Uma família vigorosa e determinada fundou a 18ª Dinastia , organizando
um poderoso exército tomando a fortaleza que os Hicsos haviam levantado em
sua capital, expulsando do país os governantes estrangeiros. Mais uma vez o
Egito se reunificou e a 18ª Dinastia foi a primeira do Novo Império. O Egito
estava em paz e o comércio florescia porém mais uma vez recomeçaram as
lutas políticas e religiosas, essa última pela vontade do faraó Aquenáton em
instituir um Deus único chamado Áton , representado pelo disco solar,
obrigando a todos egípcios renderem culto a esse deus.

19ª e 20ª Dinastia


Com a 19ª e a 20ª Dinastia , o politeísmo foi restaurado. O Egito alcançou
vitórias sobre o inimigo, ergueram edifícios monumentais e regeram uma corte
extremamente luxuosa, porém foi o período que prenunciou a desintegração
política do Egito e o seu fim como uma grande potência.

21ª a 30ª Dinastia


A partir da 20ª Dinastia , o Egito entrou em profunda decadência. Os
faraós da 22ª e 26ª Dinastia conseguiram reerguer o país por um breve um
período, mas a opulência do passado nunca mais retornaria.O Egito estava
agora subordinado aos romanos e por certos períodos aos assírios.

RELIGIÃO

Os egípcios eram politeístas. Adoravam vários deuses, em cerimônias


patrocinadas pelo estado ou pelo povo. Geralmente os deuses possuíam
formas de animais (zoomorfismo) ou uma mistura de homem e animal
(antropozoomorfismo). Os nomes no período Pré-Dinastico possuíam deuses
pessoas representados por animais da região, como falcões, hipopótamos,
crocodilos, leões, chacais e etc. Com a unificação do país, os deuses locais
passaram a conviver com novos deuses cultuados em toda a extensão do
reino. O deus mais importante era Rá, considerado como o criador do Universo.
Quando a capital do império passou a ser Tebas, Amon, o deus protetor dos
tebanos e Rá passaram a ser um só deus, chamado Amon-Rá. Logo depois vem
os mais populares: Osíris, Ísis, Hórus, Ptah, Hator, Anúbis e Tot.
A Criação
No princípio emergiu das águas uma ilha, e nela havia um ovo, do qual
saiu Rá, iluminando todas as coisas. Todos os outros deuses seriam filhos de Rá
(Nut, Chu e Geb).
A deusa Nut se casou com Geb em segredo. Depois de algum tempo, Rá
descobriu o que tinha acontecido, e ficou furioso com Nut. Como castigo tornou
Nut estéril. Com isso Nut usou sua criatividade desafiando Tot, em um jogo de
dados. Com sua vitória, consegui que Tot acrescentasse cinco novos dias ao
calendário de 360 dias. Com os novos dias, que não eram vigiados por Rá, teve
seus filhos: Osíris, Ísis, Set e Néftis.

A Festa do Heb Sed


Quando um rei completava 30 anos de reinado, celebrava-se o heb sed
mágico. Suponha-se que essa festa renovasse a força do rei. As cerimônias que
simbolizavam o ato de assumir o controle do reino e também mostrava que ele
estava fisicamente apto a continuar no trono.

O Deus Nilo
Os antigos egípcios acreditavam que o Nilo era um deus, cujo nome era
Hapi. Um velho Hino saudava Hapi, dizendo: “Salve, o Nilo!, ó tu que surgiste
sobre esta terra e que vens em paz para dar vida ao Egito. Regas a terra em
toda parte, ó deus dos grãos, senhor dos peixes, produtor do trigo e da
cevada... Logo que suas águas se erguem, a terra se agita de alegria, todo
ventre se regozija, todos dorso é sacudido pelo riso e todo dente tritura Ele traz
as provisões deliciosas, cria todas as boas coisas; ó senhor dos animais, que
providencia as coisas necessárias para os sacrifícios a todos os deuses. Ele
abrange dois países, e os celeiros enchem-se, os entrepostos regurgitam, os
bens dos pobres se multiplicam; torna feliz cada um, conforme seu desejo...
Não se esculpem pedras nem estátuas em sua honra, nem se proferem
palavras misteriosas para o seu encantamento, não se conhece o lugar onde
ele está (se origina). Entretanto, governas como um rei cujos decretos são
estabelecidos pela terra inteira, por quem são bebidas as lágrimas de todos os
olhos e que é pródigo de suas bondades”.

A Lenda de Osíris
Osíris veio ao Egito acompanhado de sua irmã-esposa, a deusa Ísis. Ele
ensinou aos homens a agricultura, a metalurgia... Diz a lenda que Osíris, era
um grande rei que, ao lado de sua esposa, trazia fartura e alegria para sua
gente. Mas seu irmão Set (o deus do mau, o vento seco do deserto) ficou com
inveja. Mas um dia Set convidou Osíris para uma festa e, enganando-o, fechou-
o dentro de uma caixa que ele lançou ao rio. Ísis, desesperada, o achou em
Biblos, onde uma grande árvore que retivera o prisioneiro. Mas Set, uma noite
em que Osíris caçava sob a claridade da lua, matou-o e cortou-o em quatorze
pedaços, os quais espalhou pelo o Egito. Pacientemente, Ísis os recolheu e com
a ajuda do seu filho Hórus, juntou-os e compôs o corpo do seu marido, e
valendo-se de seus poderosos mágicos, ressuscitou-o levando seu marido a
uma nova existência. Para vingar o pai, Hórus, seu filho enfrentou e venceu seu
maldoso tio, passando a ocupar o trono do Egito. Do Deus Hórus, descenderam
todos os faraós. A lenda de Osíris, explica a origem dos faraós de modo a
reforçar a idéia de que eles eram deuses.

Ba e Ka
Os egípcios acreditavam que as pessoas tinha diversas almas. O Ka era a
força vital, que ficava no túmulo, extraindo forças das oferendas feitas para o
morto. O Ka é representado como um pai de braços erguidos.
O Ba, a personalidade, podia ir onde quisesse e assumir qualquer forma,
mas quase sempre é mostrado como um pássaro de cabeça humana. O Ba
representava o espírito que enfrentava o julgamento do Além.
O akh era um eminente espírito glorificado que andava com os deuses e
com as estrelas que os egípcios chamavam de As Imperecíveis. Era
representada como Íbis com crista.

O Barco do Sol
Durante o dia, os reis mortos navegavam pelo céu com o deus Rá. A
noite, eles o acompanhavam pelo Além, iluminando o reino de Osíris.
Como o transporte mais usado pelos egípcios era o barco, eles
acreditavam que o Sol também usasse um.

FONTE: http://www.omnix.hpg.ig.com.br/index.htm