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Procedimentos Operacionais Padrão POP.XXX

ÁCIDO ÚRICO

INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

Destina-se à determinação do ácido úrico no soro, urina, líquido amniótico e sinovial.


Exame útil para a determinação da hiperuricemia, gota, cálculos, nefropatias úricas, insuficiência renal,
neoplasias, linfomas, leucemias, policitemias, mieloma, toxemia da gravidez, psoríase e glicogenose tipo I.

EXAMES CORRELATOS

São exames correlatos: Ácido úrico urinário, pesquisa de fator reumatoide e prova de atividade reumática.

MÉTODO E PRINCÍPIO

Método: Teste colorimétrico enzimático.


Principio: O ácido úrico da amostra sofre a ação da uricase, na presença de oxigênio, produzindo alantoína
e peróxido de hidrogênio; este, em presença de um reagente fenólico (TOOS) e de 4-aminoantipirina, sofre a
ação da peroxidase produzindo um composto violáceo (quinonimina) com máximo de absorção em 545 nm.

Ácido úrico + 2 H2O + O2  (uricase) alantoína + CO2 + H2O2


2 H2O2 + H+ + TOOS* + 4-aminofenazona  (peroxidase) corante diimino-quinona + 4 H2O

*TOOS = N-etil-N-(2-hidroxi-3-sulfopropil)-3-metilanilina.

AMOSTRA

Tipo: Soro, urina, líquido amniótico e sinovial.


Nota: Todas as amostras devem ser centrifugadas a 3.000 RPM durante 5 minutos antes de serem
processadas.
Preparo do paciente: Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas e coleta pela manhã, pois variações
circadianas são observadas, ou Conforme Manual de Coleta do laboratório.
Volume ideal: Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise.
Volume mínimo: Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise.
Critérios para rejeição: Presença de ácido ascórbico, hemólise. Não usar plasma, pois se obtêm resultados
falsamente diminuídos, ou Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de
material.
Acondicionamento: Sob refrigeração (2 – 8ºC), o ácido úrico no analito é estável por 3 dias e 6 meses a -
20ºC,ou conforme tabela de manuseio / armazenamento e preservação de materiais biológicos.
Precauções de segurança: Conforme Manual de Biossegurança.

PRODUTO UTILIZADO

Ácido Úrico
Produção: Katal Biotecnológica Ind. Com. Ltda.
Rua: Leiria, 1.160 - CEP 31255-100.
Belo Horizonte - MG – Brasil
Registro ANVISA: 10377390107

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Composição:

1. Reagente Enzimático: Solução aquosa contendo tampão pH 7,20, Uricase ³ 120 U/L, Peroxidase ³ 1000
U/L, 4 - aminoantipirina 1,0 mmol/L, TOOS 0,60 mmol/L e azida sódica 0,1 g/dL. Conservar entre 2 - 8°C.
2. Padrão: Solução aquosa contendo ácido úrico 8 mg/dL (0,476 mmol/L) e azida sódica 0,1 g/dL. Conservar
entre 2 - 8°C.

Apresentação:

- 200 mL (código 41B): 1 x 200 mL Reagente Enzimático

Precauções e cuidados especiais


1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência
ao FISPQ ou POP de segurança.
2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de
expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de
natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade.
3. Os reagentes contêm azida sódica, que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e, no
caso de contato com os olhos, lavá-los imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio
médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo e cobre.
Utilizar grandes volumes de água para descartar o reagente. Fazer referência ao FISPQ ou POP de
Segurança.
4. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar
reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens
e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxague da vidraria a água pode ser do tipo
III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxague final utilizar água
tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água
alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução
que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo
imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer
referência ao manual ou POP de água reagente.

EQUIPAMENTOS

Procedimento manual
1. Fotômetro capaz de medir com exatidão a absorbância em 545 nm ou filtro verde (490 a 550 nm).
2. Incubador ou banho-maria (37ºC/ 56ºC).
3. Pipetas para medir amostras e reagentes.
4. Cronômetro.

Procedimento automatizado
Indicar o nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento analítico; fazer referência ao manual ou
POP para utilização do mesmo.

INSTRUMENTOS ESPECIAIS

Se realizado por procedimento manual ou automatizado é necessário o uso de:


Centrífuga
Banho-maria (37º/56ºC)
Vidraria

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Pipetas manuais ou automáticas


Destilador ou Deionizador
Equipamento compatível

PROCEDIMENTO DE CALIBRAÇÃO

Técnica manual
A dosagem do padrão deve ser feita a cada teste ou se utilizado método do Fator de calibração, realizar a
cada mudança de lote do reagente, quando os controles estiverem inadequados.

Técnica automatizada
O procedimento deve ser feito a cada mudança de lote do reagente, quando os controles estiverem
inadequados, após qualquer manutenção corretiva do equipamento e quando a curva de calibração estiver
vencida.

CONTROLE DE QUALIDADE

O laboratório deve ter como prática de rotina o uso de soros controle comerciais.
Preferivelmente deve participar de programas de controle externo de qualidade, a exemplo daqueles
oferecidos pela SBAC e SBPC, para isso devem-se adotar os seguintes critérios:

Materiais
Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo),
instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância
Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do
mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que
ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes


Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.
Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

INSTRUÇÕES DE PREPARO

Preparo Pré-dosagem (urina):


Homogeneizar a urina, medir o volume e separar uma amostra de cerca de 20 mL.
Ajustar o pH para a faixa entre 7 e 9 com NaOH 5% e aquecer a amostra durante 15 minutos a 56ºC.

Nota: Este procedimento dissolve cristais de ácido úrico presentes, evitando resultados falsamente
diminuídos.

Diluir a urina assim tratada 1/10 (0,1 mL de urina + 0,9 mL de água destilada ou deionizada), procedendo à
dosagem como descrito acima para o soro.
Multiplicar o resultado obtido por 10.
PROCEDIMENTO

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Procedimento manual
Dosagem (soro, urina tratada, líquido amniótico e sinovial):
Separar 3 tubos de ensaio e proceder como a seguir:

BRANCO TESTE PADRÃO


AMOSTRA ----- 0,02 mL -----
PADRÃO ----- ----- 0,02 mL
REAGENTE ENZIMÁTICO 1,0 mL 1,0 mL 1,0 mL

Homogeneizar bem e colocar em banho-maria a 37ºC durante 10 minutos.


Determinar as absorbâncias do teste e do padrão em 545 nm acertando o zero com o branco. A cor formada
é estável por 30 minutos.

Nota: Para espectrofotômetros que requeiram volumes de leitura superiores aos indicados, usar 0,05 mL de
amostra ou Padrão e 2,0 mL de Reagente de Cor.
Os resultados obtidos para urina tratada devem ser multiplicados por 10.

Procedimento automatizado
Fazer referência ao manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação
dos reagentes para o sistema automático.

Precauções e cuidados especiais


1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de
segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos
reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e
verificação da qualidade da limpeza dos materiais.

CÁLCULOS

Soro, líquido amniótico e sinovial:

Ácido Úrico (mg/dL) = (Absorbância do Teste ÷ Absorbância do Padrão) x 8

Nota: Devido a grande reprodutibilidade que pode ser obtida com a metodologia, o método do fator pode ser
empregado.

Cálculo do Fator de calibração


Fator de calibração = 8 ÷ Absorbância do Padrão

Cálculo do ácido úrico a partir do Fator de calibração


Ácido úrico (mg/dL) = Absorbância do Teste x Fator de calibração

Conversão de unidade
Ácido Úrico (µmol/L) = mg/dL x 0,0595.
Conversão de mg/dL para Unidade SI: mol/L = mg/dL x 59,5

Urina:

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Ácido Úrico (mg/dL) = [10* (Abs. Teste ÷ Abs. Padrão) ] x 8


* Fator de diluição

Clearance de ácido úrico:


Determinar a concentração do ácido úrico em amostra de soro e amostra de urina e efetuar o cálculo:
Clearance Ácido Úrico (mL soro/min) = AU urina (mg/dL) x VU mL/min
AU soro (mg/dL)
AU = Ácido úrico
VU mL/min = Volume Urina em mL / Tempo coleta em minutos

Conversão de unidade
Ácido Úrico (mg/24 horas) = (mg/dL x volume urinário em mL) ÷ 100

INTERFERENTES

Resultados falsamente diminuídos: Ácido ascórbico mesmo em baixas concentrações.


Resultados falsamente aumentados: Hemoglobina, mesmo em baixas concentrações (hemólise discreta).
Drogas interferentes: Ácido acetilsalicílico, em pequenas doses (pessoas que usam ocasionalmente) pode
elevar o ácido úrico; já em altas doses pode abaixar o nível do mesmo.
Como tratar amostras lipêmicas ou ictéricas: Para remover a interferência de amostras lipêmicas ou com
valores de bilirrubina acima de 10 mg/dL, preparar um “Branco” da amostra, diluindo o soro 1:50 com solução
de NaCl 0,85% (2,5 mL de solução + 0,05 mL de amostra). Obter a absorbância deste tubo em 545 nm,
acertando o zero com água destilada. Subtrair o valor assim obtido da absorbância do tubo “Teste”.

RESULTADOS

Recomenda-se que cada laboratório estabeleça sua própria faixa de referência na sua população
atendida. Os valores abaixo são fornecidos como orientação.

Soro: Homens: 2,5 a 7,0 mg/dL


Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dL

Urina: 250 a 750 mg/24 horas

Clearence de Ácido úrico: 2,4 a 53,4 mL soro/min

Nota: As faixas de referência apresentadas abaixo são baseadas no Guia Clínico para Testes Laboratoriais
de N.W.Tietz.

Líquido sinovial: semelhante ao VR do soro.


Líquido amniótico: Feto imaturo: Inferior a 7,6 mg/dL
Feto Maduro: maior ou igual a 7.6 mg/dL.

VALORES POTENCIALMENTE CRÍTICOS

Determinado pelo laboratório. Incluir o procedimento a ser adotado diante de um resultado crítico

LINEARIDADE

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A reação é linear entre 0,8 e 25 mg/dL.

SENSIBILIDADE

O limite de detecção do método é igual a 0,8 mg/dL.

ESPECIFICIDADE

Não aplicável.

INTERPRETAÇÃO TÉCNICA

Quando os resultados estão fora da faixa de normalidade, avaliar os resultados dos exames correlatos
quando disponíveis. Se os resultados dos exames são compatíveis, liberar. Se não existirem exames
correlatos, os resultados não são compatíveis com o hormônio analisado ou este apresentar valores
extremos, repetir análise e liberar com observação “RC1 = Repetido e confirmado na mesma amostra”.
Resultados aparentemente não compatíveis, passar o caso para supervisor ou médico patologista para
avaliar juntamente com o médico do paciente.
Valores superiores ao limite de detecção, retestar a amostra diluída que pode ser de grande utilidade em
casos de auxilio à reprodução assistida.

SIGNIFICADO CLÍNICO

O ácido úrico é o produto final do metabolismo das purinas no organismo humano. As determinações de
ácido úrico são usadas no diagnóstico e tratamento de diversos distúrbios renais e metabólicos, incluindo
insuficiência renal, gota, leucemia, psoríase, subnutrição ou outras doenças que provocam fraqueza geral, e
de doentes a receber fármacos citotóxicos.
A gota, manifestação clínica da hiperuricemia, é classificada como primária secundária e idiopática. É
importante lembrar que a gota secundária é uma complicação pouco comum quando relacionada à
frequência da hiperuricemia. Raramente a gota ocorre sem hiperuricemia.
São pouco frequentes as causas de hipouricemia, ocorrendo na Síndrome de Fanconi, Doença de Wilson e
doenças malignas como linfoma de Hodgkin e carcinoma broncogênico.
A concentração de ácido úrico no líquido sinovial é semelhante à concentração no soro e não tem valor no
diagnóstico da gota. Em relação ao líquido amniótico, observa-se elevação da concentração deste analito no
decorrer da gestação.
Situações em que o ácido úrico apresenta-se alterado:
Aumento: gota, reumatismo, diabetes, obesidade, hiperparatireoidismo, insuficiência renal, insuficiência
cardíaca, enfarto do miocárdio, glomerulonefrites.
Diminuição: Doença de Wilson, alcoolismo com hepatopatia, S. de Fanconi, S. do hormônio antidiurético
inapropriado, hemocromatose, contrastes radiográficos, drogas: anti-inflamatórios não-esteroidais, vitamina
C (grandes doses), aspirina.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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 Keller H (Ed.). Klinisch-chemische Labordiagnostik für die Praxis, 2a ed. Stuttgart/New York: Georg
Thieme Verlag, 1991.
 Rice EW, Gorgan BS: Clin Chem 1962; 8:181.
 Kageyama N. A direct colorimetric determination of uric acid in serum and urine with uricase-catalase
system. Clin Chim Acta 1971; 31:421–426.
 DiGiorgio J; Henry RJ, et al, eds. Clinical Chemistry: Principles and Technics. 2a Ed. New York, NY:
Harper and Row; 1974:532.
 Katal: dados de arquivo.

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