Você está na página 1de 13

Psicologia Pastoral

Pós-graduação Curso: PSICOLOGIA PASTORAL

Módulo 06 Aconselhamento de Crianças, Adolescente e Jovens

FAETEL - Faculdade Teológica de Ciências Humanas Sociais Logos - São Paulo 2019.

FAETEL - Faculdade Teológica de Ciências Humanas Sociais Logos

Psicologia Pastoral

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

4

ACONSELHAMENTO À LUZ DA PALAVRA

5

DEFINIÇÃO DA PALAVRA

6

OBJETIVO DO ACONSELHAMENTO

6

ACONSELHANDO CRIANÇAS

7

QUANDO, COMO E ONDE ACONSELHAR?

9

#ACONSELHANDO ADOLESCENTES E JOVENS

9

COMO REAGEM AO ACONSELHAMENTO

10

CONSIDERAÇÕES QUANTO AO ACONSELHAMENTO

12

Psicologia Pastoral

MÓDULO 06

ACONSELHAMENTO DE CRIANÇAS, ADOLESCENTE E JOVENS

Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança. Provérbios
Não havendo sábios conselhos,
o povo cai, mas na multidão
de conselhos há segurança.
Provérbios 11:14

INTRODUÇÃO

Estamos vivendo um século onde encontramos um turbilhão de mudanças. E em muitos aspectos. As últimas décadas que estamos vivendo são vistas como momentos críticos, decisivos e com implicações mundiais. Parte dessas mudanças que presenciamos refletem comportamentos e atitudes onde compromete o futuro das crianças, que logo tornam-se adolescentes e de repente são nossos jovens.

Diante de tantas mudanças, como as crianças irão aprender sobre tantos assuntos que as cercam e ao mesmo tempo mantê-las no caminho do Senhor? Não deveria ser como lhes ensinar a atravessar a rua ou a tomar cuidado com estranhos? Por muitas razões, não é a mesma coisa. É centenas de vezes mais complexo e isto principalmente por causa de influências externas e pela ausência da maioria dos pais, que por motivos diversos não têm outra escolha.

E quanto aos adolescente e jovens? Até parece que a nova geração pode estar tentando ficar à frente do outro. Talvez por isso seja difícil para os mais velhos, hoje, e especialmente para os pais, compreender que eles não podem impor decisões permanentes à nova geração (os jovens de hoje!) no que diz respeito à decisões básicas como àquilo que eles verão na TV, ou à forma como usarão a Internet ou o estilo de aparência que irão adotar, as pessoas com as quais irão se relacionar, etc.

Entretanto, o desafio real, hoje dos pais, educadores, não é só ensinar é estimular o aprendizado. Não é só instruir mas provocar experiências regadas de muita orientação no que diz respeito a decisões que deixem uma marca com a esperança de que produzam uma mudança de mentalidade e de atitude. Afim de que se tornem adultos comprometidos com seu papel de cidadão e de cristão.

Psicologia Pastoral

ACONSELHAMENTO À LUZ DA PALAVRA

“ proclame a Palavra, insista no tempo oportuno e inoportuno, advertindo, reprovando e aconselhando com
“ proclame
a Palavra, insista no tempo oportuno e
inoportuno, advertindo, reprovando e aconselhando com toda
paciência e doutrina.” II Timóteo 4.2

O aconselhamento BÍBLICO é uma obrigação de todos os membros que estão bem solidificados, uma preocupação não apenas dos pastores, mas de toda a igreja de Deus em prover base sólida para o crescimento cristão. Já que várias distorções da verdade tem surgido com o nome de aconselhamento bíblico. Antes de definirmos com precisão o que é aconselhamento bíblico precisamos saber o que não é aconselhamento bíblico.

A) Não é uma atividade reservada para os especialistas. Paulo, em Rm 15, nos diz que o que um conselheiro cristão precisa é estar em comunhão com Cristo, nos versos de 1 a 13 ele mostra o que Cristo fez por nós e no 14, como consequência disso diz: "E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros." Deixando claro que o que precisamos para sermos bons conselheiros é sermos salvos.

B) Não é uma atividade opcional para a Igreja. Podemos ver na atitude de Paulo que ele

dava grande ênfase ao aconselhamento. Em At 20:31 ele nos mostra a intensidade com a qual ele realizava este serviço dizendo que o fazia dia e noite, e o fazia até o ponto de chorar

por eles. Em Cl 1:28 ele nos mostra a amplitude desta obra quando diz que anunciou a todo homem.

Por último devemos notar que o propósito do aconselhamento bíblico não é o bem-estar do homem, mas a glória de Deus. Numa época em que a felicidade do homem está acima de tudo, devemos notar que, o aconselhamento tem o propósito de glorificar a Deus. Paulo nos adverte quanto a isso em Cl 1:28,29 dizendo: O qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim.

Podemos notar aqui o propósito de suas admoestações era "apresentar todo homem perfeito em Cristo" e não que todo homem alcance felicidade aqui na terra, isto poderia até acontecer, mas é apenas a consequência de uma vida vivida dentro dos padrões que agradam a Deus.

isto poderia até acontecer, mas é apenas a consequência de uma vida vivida dentro dos padrões
isto poderia até acontecer, mas é apenas a consequência de uma vida vivida dentro dos padrões

Psicologia Pastoral

DEFINIÇÃO DA PALAVRA

Duas palavras gregas são usadas na Bíblia para o aconselhamento nouqetew (noutheteo) e parakalew (parakaleo). Baseados nos usos destes dois termos tentaremos formular nossa definição de aconselhamento. O primeiro deste termo (noutheteo) tem três significados básicos:

ADMOESTAR (At 20:31; Rm 15:14; I Co 4:14; I Ts 5:12,14), INSTRUIR (Cl 3:16) ADVERTIR (Cl 1:28; II Ts 3:15) e sempre dá a ideia de mostrar ao irmão o seu erro através da Palavra de Deus e auxilia-lo na correção deste.

O segundo termo (parakaleo), tem cinco significados.

01 - É chamar alguém ao lado (At 28:20);

02 Dá a ideia de convidar ( Lc 8:41; At 8:31; 13:42; 28:20);

03 - Requerer, apelar para, rogar (Mt 8:31,34; Lc 7:4; Rm 12:1; I Co 15:16).

04 - Confortar, encorajar, incentivar (Lc 16:25; At 16:40; II Co 1:4; Cl 2:2).

05 - Consolar, conciliar, falar de maneira amigável (Mt 5:4; Lc 15:28; I Co 4:13; 14:31; Ef

6:22).

Baseados nestes usos podemos dizer que o verdadeiro aconselhamento envolve ensinar ao irmão a viver de maneira a agradar a Deus aqui na terra, confortando-o em suas dificuldades, incentivando-o a permanecer firme em Cristo, visando o pleno desenvolvimento do irmão e a glória de Deus através deste.

OBJETIVO DO ACONSELHAMENTO

Para podermos auxiliar alguém em seus problemas é necessário uma perspectiva correta acerca da natureza do problema que aquela pessoa está enfrentando. Nossa posição acerca da natureza do próprio homem influi diretamente em nossa atitude ao tratar dos problemas do homem.

Se nós cremos que o homem é moralmente bom, com o desejo de fazer as coisas certas e que o que atrapalha é uma sociedade corrompida, um meio ambiente desfavorável ou falta de recursos para que possa agir do modo correto, nosso esforço deve ser empregado em corrigir os defeitos e falhas da sociedade, melhorar o meio ambiente em que o homem vive e dar-lhe recursos para que ele consiga agir de modo correto.

Mas se cremos que o homem é inerentemente mau, que o seu coração está totalmente revoltado contra Deus e que ele não quer e não pode fazer nada de bom, nosso esforço será em levar o homem a reconhecer a sua incapacidade e colocar sua vida aos pés dAquele que pode fazer uma transformação total na sua vida.

Se nós cremos que por trás de todo mau comportamento do homem há algum fator biológico que o esteja pressionando a agir de determinada maneira, nossa atitude deve ser a de curar o corpo físico do indivíduo para que ele possa voltar a agir dentro dos padrões corretos.

Psicologia Pastoral

Mas se, por outro lado, não aceitamos o que os psicólogos chamam de "doença mental", mas vemos por trás de atitudes como depressão maníaca, esquizofrenia e outras pecados encobertos na vida das pessoas, nosso alvo deve ser o de levar estas pessoas a confrontarem os seus pecados com o auxílio do nosso Senhor Jesus Cristo.

Como conselheiros devemos estar em constante dependência de Deus para não nos tornarmos como os amigos de Jó que só aumentaram ainda mais seu sofrimento, acusando-o de um pecado que ele não tinha cometido, mas também não devemos tratar tudo como causas naturais pois é nosso dever guiar as pessoas em pecado a restauração com Deus.

ACONSELHANDO CRIANÇAS

A família tem sofrido muito com o moderno estilo de vida adotado pela sociedade contemporânea. A presente geração de pais cresceu num vácuo de autoridade, resultado da filosofia de vida dos nascidos no pós-guerra que criaram seus filhos com pouca ou nenhuma disciplina, resultando em pais que não sabem ou não querem exercer autoridade no lar.

O problema é que a sociedade de um modo geral já rejeitou os valores bíblicos necessários a família. Segundo John MacArthur uma criança assiste em média trinta horas de TV por semana e antes que conclua o ensino médio terá sido submetido a vinte mil horas de programação que em sua maioria pregam valores contrários a Palavra de Deus.

Paul Tripp afirma que muitas pessoas têm filhos, mas não querem agir como pais, muitos preferem ser amigos de seus filhos e se colocam em condição de igualdade com eles. Além disso, nossa cultura tem convencido a muitos que ter filhos é uma desvantagem competitiva na sua busca de auto realização.

Nesse contexto muitos pais não têm lidado biblicamente com os problemas enfrentados por seus filhos. As escolas e, em alguns casos, as igrejas locais não têm cooperado com os pais na tarefa de “ensinar o menino no caminho que deve andar” (Pv 22.6). Tornou-se comum encontrar pais desorientados recorrendo a profissionais que algumas vezes não têm compromisso com Cristo e outras vezes não têm uma visão bíblica do problema.

Olhando para este cenário surgem as perguntas:

As Escrituras são suficientes para solucionar os problemas infantis?

Em um tempo em que o modelo de criação de filhos é fortemente influenciado pela psicologia, podemos recorrer exclusivamente a Palavra de Deus para nos direcionar na criação de nossos filhos?

Como devem ser tratados biblicamente os problemas das crianças?

Uma vez que a psicologia, a psicanálise e a psicoterapia têm se tornado cada vez mais populares, é comum ver termos destas áreas sendo usados por pais, educadores e até crianças para descrever os comportamentos problemáticos dos últimos tempos. Qual a terminologia bíblica para os principais problemas infantis? E quais os mandamentos bíblicos relativos a cada comportamento observável?

Psicologia Pastoral

Qual o papel dos pais no aconselhamento bíblico de crianças? Supondo que o conselheiro bíblico realmente seja útil no auxílio a crianças que passam por dificuldades, até que ponto este ministério deve ser exercido sem interferir na responsabilidade bíblica dos pais. O mandamento bíblico de instrução e disciplina dos filhos foi dado exclusivamente aos pais, assim sendo qual a responsabilidade destes no processo de aconselhamento?

A Bíblia tem a resposta para todos os problemas do ser humano, inclusive das crianças de menor

idade. E que a verdade Bíblica deve ser apresentada de forma concreta e relevante às crianças, com

uma aplicação direta aos problemas delas.

Assim, os princípios de aconselhamento bíblico podem ser aplicados perfeitamente às crianças, necessitando apenas que alguns pequenos fatores sejam especificados.

Embora o modelo atual de criação de filhos seja fortemente influenciado pela psicologia, as situações problemas apresentadas pelas crianças podem e devem ser encaradas a luz da Palavra de Deus. Assim, como crentes que acreditam na Bíblia como Palavra de Deus, devemos recorrer exclusivamente a ela para nos direcionar

O mandamento bíblico de instrução e disciplina dos filhos foi dado exclusivamente aos pais,

assim sendo os conselheiros poderão ajudá-los, mas nunca substituí-los.

Então disse Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas". Mateus 19:14

pertence aos que são semelhantes a elas". Mateus 19:14 que o Senhor Jesus nos mostra que

que o Senhor Jesus nos mostra

que tem prazer nas crianças, que elas não são uma perda de tempo e que devemos amá-las e investir

tempo e dedicação em suas vidas. É uma fase que exige carinho e cuidado. A exortação de Jesus, também carrega o sentido máximo de que as crianças são importantes para Deus, como qualquer outra pessoa.

Da mesma maneira os problemas das crianças têm a mesma raiz pecaminosa que os problemas dos adultos, diferindo destes apenas na sua forma de apresentação e de realização. As crianças como pecadoras têm desafios próprios e os problemas enfrentados por elas se manifestam mais em forma de ira, medo, bullying, desobediência e inquietação.

É preciso que o conselheiro bíblico adote uma metodologia própria para aplicação prática dos

princípios bíblicos para crianças.

Os modernos termos utilizados pelos pais, precisam ser gradativamente substituídos por termos bíblicos, por exemplo, as crianças que chegam para aconselhamento com um diagnóstico de hiperatividade e déficit de atenção, na verdade precisam aprender o domínio próprio. O pecado e não a baixa autoestima é o problema básico das crianças. As chamadas fobias, são na verdade a manifestação do medo que desconfia do amor de Deus e da sua soberania.

Exatamente na expressão "Deixem vir a mim as crianças

Psicologia Pastoral

Uma mudança na linguagem do aconselhamento é fundamental para a eficácia, uma vez que a criança necessita entender a Palavra de Deus. O uso de técnicas variadas de ensino como, contação de histórias, desenho e outras possibilitarão uma maior transmissão de conteúdo, levando a uma maior eficiência no processo de aconselhamento.

QUANDO, COMO E ONDE ACONSELHAR?

O aconselhamento bíblico para uma criança não dever ser muito longo, com 30 ou 40 minutos no máximo. Também é importante o trato inicial com os pais e a introdução da criança no processo de aconselhamento deve ocorrer apenas depois de duas ou três sessões, sendo que talvez isto nem seja necessário. Na maioria dos casos, basta que os pais sejam aconselhados para que os problemas dos filhos sejam resolvidos.

Os conselheiros devem ainda buscar um local de aconselhamento apropriado as crianças, talvez com alguns temas infantis ou mobília mais adequada a criança, facilitando assim a aproximação com a mesma.

a criança, facilitando assim a aproximação com a mesma. Por fim vale ressaltar a necessidade extrema

Por fim vale ressaltar a necessidade extrema de participação dos pais, estes nunca devem ser excluídos do processo de aconselhamento, pois na maioria dos casos, serão eles os aconselhados. Os pais proverão as informações preliminares ao conselheiro, e em alguns casos o problema estará nos pais e não nas crianças. Em um segundo momento, caso a criança realmente apresente dificuldades em agradar a Deus, os pais acompanharão as sessões como treinados para eles próprios tornarem-se conselheiros de seus filhos.

#ACONSELHANDO ADOLESCENTES E JOVENS

de seus filhos. #ACONSELHANDO ADOLESCENTES E JOVENS Tudo que os pais esperam dos filhos é obediência.

Tudo que os pais esperam dos filhos é obediência. Se perguntarmos a qualquer pai que conhece bem as Escrituras, quais são os principais mandamentos para os filhos, creio que a maioria responderia sem pestanejar: “Obedecer e honrar aos pais.”

Não há nada de errado em os pais esperarem uma posição de obediência dos filhos, é bíblico: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef 6.1). Mas precisamos pensar que tipo de autoridade está sendo aplicada aos filhos.

Sabemos que a obediência precede o respeito e nunca o medo. Com essa afirmativa não podemos esquecer que estamos diante da geração da interação virtual, da alta tecnologia, da comunicação constante e das redes sociais tem evidenciado ser uma geração em que dar ouvidos as ordens dos pais não é uma prioridade. A geração da informação abundante tornou-se esperta demais para precisar dar ouvidos a pessoas que viveram mais, mas que “estão por fora”. Imagina se dentro desse contexto os pais usam o autoritarismo, que estrutura terá a família?

Psicologia Pastoral

A Bíblia nos orienta a respeito dessas coisas e temos por certo que ela não mudou:

“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”

Efésios 6:4

A mesma Bíblia que exorta os filhos a serem obedientes aos pais, também alerta que nos últimos

dias sobreviriam tempos trabalhosos (2Tm 3.1-4), pois os homens seriam, entre outras coisas, desobedientes aos pais. Embora a expressão ‘últimos dias’ não se aplique exclusivamente a atual

geração, certamente esta geração também é composta pelos homens dos últimos dias.

COMO REAGEM AO ACONSELHAMENTO

Temor a homens é a razão primária pela qual adolescentes resistem ao aconselhamento. Isto se revela de diversas formas, mas algumas das mais comuns são:

Muitas vezes, o adolescente tem a percepção de que aconselhamento é uma forma de punição. Eles veem o conselheiro como outra figura paterna e, por isso, resistem ao aconselhamento.

Há um estigma que vem da ideia de “aconselhamento.” Ideias preconcebidas ou experiências negativas do passado muitas vezes causam resistência. Por vezes eles se sentem embaraçados.

Pessoas jovens querem ser entendidas, mas diversas vezes eles acham que adultos são incapazes disso. Isso leva a desconfiança, que cria resistência no aconselhamento.

Adolescentes resistentes frequentemente se sentem extremamente inseguros, imaginando se eles são os únicos que lutam, o que leva a um sentimento de desesperança. Esta atitude de “por que se importar” leva a resistência.

Para se preparar para um encontro com um adolescente resistente, é importante colher informações com os pais antes de começar a se encontrar com o adolescente. É necessário cavar um pouco a história deles para ter uma visão geral dos adolescentes. Eles normalmente não são muito confiáveis ao contar histórias devido a sua perspectiva limitada e também a sua resistência ao aconselhamento.

Aqui estão algumas perguntas importantes para se fazer aos pais:

Houve alguma mudança grande na vida dele recentemente?

Ele já teve problemas como esse antes, ou é um problema novo?

Ele já foi diagnosticado com algum problema psicológico? Ele toma medicação? Peça detalhes.

Como ele lida com a escola, amigos, igreja, hobbies, esportes, etc.?

Há alguma coisa acontecendo na sua vida conjugal ou familiar que possa incomoda-lo?

Psicologia Pastoral

Quais comportamentos mais te preocupam? (Escute sobre desafio aos pais, isolamento, oscilações de comportamento, suicídio, abuso de substâncias, atividades sexuais, etc.)

A perspectiva dos pais sobre esse tipo de questões dará um bom ponto de partida quando abordar um adolescente resistente. Com esse tipo de pano de fundo, você saberá melhor qual direção tomar no início das discussões. Isto será crítico no processo de criar confiança.

Os princípios e preceitos de Deus aplicam-se tanto aos pais como aos filhos e o fato de estarmos em uma época rotulada de “a geração antenada” ou a “geração nutella”, não anula a veracidade da Palavra e muito menos o que está estabelecido desde a eternidade. Os pais devem estar unidos em uma só mente ao ensinarem as Escrituras aos seus filhos de modo agradável ao Senhor, e os filhos devem responder ao ensino com fidelidade, agindo como para o Senhor (baseado em Deuteronômio 6:6-7; Salmo 19:7-11; Provérbios 22:6; 1 Coríntios 1:10; Efésios 6:1-4; Colossenses 3:20; 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3-4).

Quer você esteja na posição de pai ou de filho, a Palavra de Deus deve ser a sua única autoridade em questão de fé e conduta e o único padrão legítimo pelo qual você vai avaliar a sua vida. Não confie em nenhuma outra fonte, visto que a Palavra de Deus provê esperança e dá direção para mudanças em todas as áreas da sua vida (pensamentos, palavras e ações). A Bíblia é suficiente para equipá-lo para ser o tipo de pai ou de filho que você deve ser (Salmo 19:7-11; Provérbios 30:5-6; Colossenses 2:8; 2 Timóteo 3:16-17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:3-4). Obedecendo à Palavra de Deus, você desenvolverá uma atitude de servo para com a sua família e os demais, à semelhança de Cristo (baseado em Mateus 20:25-28; João 13:12-17; Filipenses 2:3-8; 1 Tessalonicenses 2:13).

João 13:12-17; Filipenses 2:3-8; 1 Tessalonicenses 2:13). “ Estou convencido de que, entendendo e aplicando os

Estou convencido de que, entendendo e aplicando os princípios simples e diretos que as Escrituras apresentam, pais e mães cristãos poderão passar ao largo das tendências da sociedade secular e educar seus filhos de um modo que honre a Cristo, em qualquer cultura e sob quaisquer circunstâncias.”

John MacArthur (Autor do livro: Como Educar Seus Filhos Segundo a Bíblia)

Psicologia Pastoral

CONSIDERAÇÕES QUANTO AO ACONSELHAMENTO

Com o intuito de recuperar a ênfase na graça divina em nossos dias, independentes dos tempo e da atual geração, que tenhamos compromisso em relação ao aconselhamento.

A. Afirmar a autoridade e a suficiência das Escrituras para o aconselhamento é afirmar o amor e a sabedoria de Deus ao dar ao seu povo o que eles precisam para os problemas da vida, visto que

a maioria dos cristãos ao longo da história, e também hoje, na maioria dos lugares no mundo,

não tem acesso à terapia secular, mas todos os cristãos tiveram e tem acesso à Palavra de Deus.

B. O aconselhamento que não reconhece e depende do Espírito Santo nunca pode esperar sucesso,

no seu sentido mais completo, pois a presença e o poder do Espírito são necessários para realizar

o tipo de mudança que honra a Deus (João 16.713).

C. Porque o Espírito Santo sempre opera através da Palavra que ele inspirou, o aconselhamento que deseja o tipo de mudança poderosa assegurada pelo Espírito será o aconselhamento que utiliza as Escrituras (Efésios 1.1719).

D. O aconselhamento que deseja o tipo de mudança poderosa assegurada pelo Espírito Santo deve ser um aconselhamento que constantemente aponta para Jesus Cristo, pois o ministério do Espírito é exaltar Cristo (João 16.14).

E. É crucial que os cristãos enfatizem a autoridade e a suficiência das Escrituras para o aconselhamento vez que tal ênfase inspira confiança, em pessoas quebrantadas, no fato de que Deus revelou como elas podem ter esperança em meio a qualquer dificuldade que enfrentarem (Salmos 119.105).

FONTES: “A criança e mídia” - Ulla Carlsson • Cecilia von Feilitzen - https://abcb.org.br/ O Aconselhamento Bíblico Marcos Emanoel de Almeida

Psicologia Pastoral