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A Lei do Desejo é um curso que pretende abordar

como nasce a formação do sujeito, da


subjetividade, da ID, ou seja, do EU, e como o ser
humano lida com as complexidades da vida, os medos, as
angústias, as neuroses, as patologias... por fim, como se
formulam as fases do desenvolvimento humano e como elas
se manifestam na adolescência e na vida “adulta”. Como
elemento geral da formulação humana, dos sentimentos,
prazeres e desprazeres, temos a raiz do psiquismo humano
no DESEJO. Portanto, o curso irá durante oito aulas,
CURSO

A Lei do Desejo
formular um possível pensamento sobre o que é o desejo e
como ele se manifesta, portanto criar um panorama para
decifrar qual é a Lei do Desejo.
O curso apresenta pensamentos e práticas de Freud, Jacques
Lacan, Anna Freud, Vilém Flusser, Sartre, Bataille, Camus,
entre outros nomes da psicanálise, filosofia e afins,
aproximando do cotidiano da vida humana, do nosso dia-a-
dia: do que é uma relação de casal, relação com a sociedade,
o cuidado, relação pais e filhos, escola, etc. Enfim, ainda,
que seja um tema intrínseco, profundo, complexo,
procuramos ao longo das aulas, elucidar de forma mais
prática cada um dos temas abordados. Este curso direciona a
profissionais da área da saúde, educadores, cuidadores,

Prof. Dr.Igor Capelatto enfim, a todas as pessoas que desejam compreender o


Psiquismo Humana e essa ferramenta poderosa chamada
DESEJO. Uma vez que como diz Lacan, nós, seres
humanos, somos filhos do Desejo.

Cineasta, Produtor Audiovisual e Pesquisador de METODOLOGIA


Psicanálise. Professor de cinema, artes,
psicanálise e losoa. Mestre e Doutor em Um curso EAD, com uma aula por semana. Cada aula terá
um vídeo-aula do tema da aula, material de apoio (textos,
Multimeios, com foco em Psicanálise, Dramaturgia vídeos, imagens), atendimento online (fórum), duas
e Cinema. Especializado em Jacques Lacan e videoconferências (ao vivo) por aula (sendo uma à noite e
Vilém Flusser. Professor de Cursos Livres de uma de manhã, para facilitação dos alunos poderem adequar
Psicanálise, Artes e Cinema, professor de curso de suas agendas ao melhor dia-horário). No final do curso os
formação em Lacan e Arte-terapia, professor
convidado e pesquisador CNPQ pelo Instituto de
Estudos de Linguagem da Unicamp.
alunos deverão enviar uma dissertação sobre o tema do
curso (as informações dessa dissertação serão passadas nas
videoconferências).
Dúvidas e comentários de cada aula, devem ser postadas na
Introducao ao ~
realização

NOX DI E
plataforma EAD, no fórum de cada aula, e caso haja
necessidade de envio de algum material etc, o professor irá
informar qual email para envio.
O curso dispõe também de um e-book personalizado que
Psiquismo Humano
INSCREVA-SE serve de base, guia para as aulas.
https://tinyurl.com/yye32dvl CASA DA CRÍTICA Na aba recados gerais, teremos sempre informações obre as
aulas, orientações das leituras e outros recados importantes
do curso.
Prof. Dr.Igor Capelatto
www.casadacritica.com.br
CURSO
que surge a subli-
mação - as atividades
A LEI DO DESEJO NOX DI E
(artes, literatura,
esportes...) - que nos
Introdução ao CASA DA CRÍTICA colocam em situações
de processos criativos
Psiquismo Humano ou que liberam nossos
Apagamentos - arte de Fernanda Pupo - 2019

excessos hormonais.
A LEI DO DESEJO Mas devemos atenuar
que não é o produto
“Se existe um objeto de teu desejo, ele não é outro senão resultante a subli-
tu mesmo” - Jacques Lacan mação ou o que revela
o sintoma e permite
Nós, seres humanos, somos frutos do desejo, ou uma resposta saudá-
deveríamos ser. Nascemos simbólicos, conhecemos o vel, e sim o processo, o
mundo por meio de nossa mente e sentidos que meio, o fazer. E, o
interpretam o mundo. A noção de real (realidade) nos é fazer é um discurso do
dada por uma codificação daquilo que sentimos e como gesto. Gesto é a
nossa mente compreende o que sente – cada mente, de maneira mais pura de
uma maneira particular. Inicialmente, nascemos por uma nós, seres humanos,
necessidade biológica da natureza, a lei do instinto, da comunicarmos o que
preservação (continuação) da espécie. No mundo está recalcado no
moderno, a lei da natureza não mais prolifera, nós nosso inconsciente, de
completamos um mundo, dando volume a ele de maneira revelarmos nossos
que nossa espécie esta superpovoada, assim sendo, desejos, é o discurso
substituímos a preservação e continuação da espécie pelo mais 'verdadeiro'.
desejo. O desejo de ter filho, o desejo de ter um status Apagamentos - arte de Fernanda Pupo - 2019
Enquanto o discurso
social. Surgem dois fatores, o filho desejado, aquele que simbólico e real, permeia o imaginário e é, nesse campo escrito ou o falado é formulado de maneira linear e
é fruto de uma lucidez, e o filho-social, aquele que é fruto que nasce a subjetividade, portanto, com a formulação da sistêmica, o gesto permite ser intuitivo, espontâneo.
de uma necessidade de status, portanto não-desejado linguagem nasce a capacidade nossa de olharmos E ao revelarmos, depararmos com nossos
como filho mas como objeto. metaforicamente no espelho (normalmente entre os seis desejos, descobrimos que eles são ad eternum.
No campo da imaginação, ou como percebemos o meses a um ano e meio) e identificarmos nossa imagem Desejos são conduzidos pelo prazer, andam juntos,
mundo, nasce o simbólico e, junto a ele, a ponte que distinta do Outro (normalmente a mãe). É quando mas se é o prazer o elemento condutor do desejo,
conecta o simbólico ao 'real', que é a linguagem. Esta aprendemos e compreendemos a separação do corpo da então desejo jamais se realizará, até porque desejo é
portanto, precisa compreender aquilo que é abstrato ou mãe (do qual nascemos conectados), aprendemos a ter algo que parte do princípio de que nunca se findará, e
metafórico (e colocar uma âncora chamada metonímia), autonomia. Quando este estádio do espelho não o prazer eterno é impossível: pois o prazer tem
para entender os signos que a mente e o mundo acontece, há uma ruptura, nasce a metamorfose do Eu no começo, meio e fim. O prazer funciona,
apresentam. Nós, seres humanos, precisamos Outro; ao invés de sermos autônomos, portanto formular suscintamente falando, assim: imaginamos
ressignificar as coisas, para nos colocar sobre elas, nossa ID, Ego e Superego, acabamos sendo tomados pela (fantasiamos) algo, projetamos algo, ai vem aquela
pertencer a elas, fazer delas, nosso pertence, e imagem do Outro. sensação de bem-estar extrema – o gozo – e, como
interagirmos com elas: damos, portanto, aos Para não elevarmos as neuroses, as psicoses, ou todo gozo, ele atinge seu clímax e depois 'morre'. Eis
sentimentos, as coisas, ao mundo, o sentido que nos não nos tornarmos o Outro, precisamos de recursos que que o desejo teve um princípio de prazer, e não um
permite fazer parte do real, e não sermos apenas nos permitem navegarmos pelo inconsciente, pelas prazer infindável. Assim, dizemos que o Gozo só
estrangeiros no mundo que nos cerca. Nessa ponte entre fobias, pelos desejos, mas que nos mantenha no real: eis possível na escala invertida da Lei do Desejo.