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RAÇAS

ADJUNTO OGANDÔ – EXPEDITO WAGNER

1ª PARTE:

Salve Deus! Meus irmãos Jaguares:

Raças são estágios de evolução da humanidade terrestre. Cada raça


amadurece em um nível de consciência e prepara-se para outro acima. As
peculiaridades de uma raça são determinadas pelo arquétipo (padrão
universal) da humanidade. De acordo com antigos conhecimentos esotéricos,
na Terra haverá a formação de doze raças (7+5), sendo que sete se
manifestarão no Plano Físico e cinco apenas nos níveis suprafísicos.
Todas as raças possuem sub-raças. Tia Neiva considerou, apenas, as sete
raças manifestadas fisicamente, pois nossa Doutrina é mais sintética do
que analítica, ficando a cargo de cada um de nós o aprofundamento neste
ou naquele assunto.

As raças são estados de consciência e as sub-raças determinam os aspectos


físicos. A cor da pele, por exemplo, reflete o estado energético da raça
e as condições ambientais onde ela existiu. De acordo com o esoterismo,
os tipos humanos vermelhos e negros tiveram origem na raça lemuriana; os
amarelos, na raça atlante e os brancos, na raça ária. Hoje, no planeta,
existe uma grande miscigenação, resultado da mistura das sub-raças e
existem pessoas em diferentes graus de evolução em todos os povos, dentro
da Lei de Causa e Efeito.

No ciclo futuro haverá somente um tipo racial, pois a entrada em níveis


menos densos, mais sutis, permitirá sínteses no mundo material. A nova
humanidade terá a pele cor de cobre (a cor de nosso Pai Seta Branca!).
Uma nova forma corpórea está sendo delineada e seres humanos com
características futuras começarão a aparecer. Entretanto, nesse início de
sutilização da espécie o mais importante não é a aparência, mas o estado
de espírito, a maneira de encarar a vida. A implantação de um novo código
genético na humanidade já produz um processo diferente em alguns
encarnados, em que o corpo astral já inicia o processo de fusão com o
corpo mental, preparando o ser humano para a humanidade futura. A
implantação desse novo código genético, entretanto, depende da superação
do livre-arbítrio e receptividade aos estímulos extrafísicos.

As raças são, de certo modo, representadas simbolicamente em cada ser


humano, a cada encarnação. De 0 a 7 anos forma-se o corpo físico, de 7 a

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14 anos o corpo astral ou emocional, de 14 a 21 anos a mente concreta e o
canal de contato com o espírito. Essas faixas etárias não são fixas,
servindo apenas de referência, porque foram válidas até a atual transição
planetária.

Podemos classificar, resumidamente, essas etapas evolutivas do homem da


Terra em cinco raças ou raízes, até o presente momento da humanidade,
correspondendo cada raça-raiz a um CICLO de desenvolvimento:

1ª Raça: Teve início quando os espíritos que formariam a humanidade


foram atraídos para a aura do logos planetário da Terra. A existência da
Primeira Raça, ou Raiz, ocorreu somente em níveis suprafísicos,
imateriais.

2ª Raça: Raça Hiperbórea. A Segunda Raiz concentrou-se, sobretudo, nas


regiões boreais deste planeta, onde hoje se localiza o Círculo Polar
Ártico (Polo Norte). Não tinham corpo físico, manifestando-se apenas no
plano etérico e não desenvolveram o corpo mental e nem o emocional. Seus
corpos, assim, eram diáfanos, translúcidos e eles eram, de certo modo,
ingênuos e puros. O estado da raça hiperbórea poderia ser comparado aos
primeiros meses de vida de um bebê, na atualidade, pois a aura de candura
de um recém-nascido é semelhante à da raça hiperbórea. Entretanto, da
mesma forma que uma criança não tem plena noção da sua própria realidade
e não é capaz de realizar obras de envergadura, essa raça não tinha
contato consciente com níveis de existência mais profundos e pouco podia
realizar no plano evolutivo da Terra.

Seus aspectos evolutivos são simbolizados pela luz branca, pois o estado
em que seus integrantes viviam, sem corporificação completa,
proporcionava, a alguns, pureza especial. Segundo os gregos antigos, o
único Deus adorado pelos hiperbóreos era Apolo. Na Segunda Raça teve
início o processo de preparação da consciência humana para a vida física
concreta.

3ª Raça: Raça Lemuriana (continente perdido da Lemúria). A Lemúria foi


um supercontinente que existiu onde hoje se localizam o Oceano Índico,
Sul da África até a Oceania. Os lemurianos tinham a pele escura e uma
força física descomunal, além de serem portadores de uma profunda
inocência. Na Terceira Raça-Raiz houve o desenvolvimento do corpo físico
humano, com a modelagem de todos os seus órgãos. A partir da sexta sub-
raça da Terceira Raça muitas funções do corpo físico foram passando ao
nível subconsciente e seu tornaram funções automáticas. Na raça lemuriana
foi, também, incorporado o “eu” e a conseqüente percepção (e ilusão) da
dualidade, a impressão de existem destacados de tudo que não fosse eles
mesmos. O continente da Lemúria foi destruído por cataclismos provocados

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pelos engenheiros siderais, em função do uso indevido dos instintos,
desvirtuando o propósito da raça.

4ª Raça: Raça Atlante (continente perdido da Atlântida). A Atlântida


(em grego, Ἀτλαντίς – literalmente ‘filha de Atlas’) existiu onde hoje se
localiza o Oceano Atlântico e certas faixas de terra ainda hoje
existentes. Caracterizou-se pelo desenvolvimento do corpo emocional
humano. Durante a Quarta Raça fecharam-se as portas, no Reino Humano,
para os espíritos que haviam concluído suas experiências no Reino Animal.
A Terra prosseguiu seu processo de solidificação, densificação.
Confrontos com forças involutivas do submundo, no nível astral da Terra,
determinaram a destruição do continente da Quarta Raiz, também por
cataclismos. Após o apogeu dessa civilização, muitos indivíduos começaram
a usar as forças psíquicas com fins egoístas. Ali teve início o que
conhecemos como Magia Negra, o que atraiu uma série de catástrofes
naturais, reações da Natureza e das forças evolutivas, a fim de libertar
a humanidade dos obstáculos à sua evolução. As informações trazidas por
Platão no "Timeu e Crítias", primeira obra conhecida a relatar a
existência da Atlântida, são as mais fiéis, até agora.

5ª Raça: Raça Ariana ou Ária. É a atual raiz na Terra. No presente Ciclo


se desenvolveu o corpo mental concreto, que deveria ter sido promovido na
Quarta Raça, mas foi transferido. Aqui o planeta Terra atingiu a sua
máxima densidade (solidificação), conforme nos explica Tia Neiva1, e
prepara-se, agora durante a transição planetária (Sexto Ciclo), para
sutilizar-se, tornar-se menos físico e mais etérico. Durante essa
transição o contato com as forças involutivas dos mundos negros se dá,
principalmente, no nível mental concreto (“Meu filho, o teu padrão
vibratório é a tua sentença” – Tia Neiva). Estamos desenvolvendo a quinta
sub-raça da Quinta Raça e nos preparando o nascimento da sexta sub-raça
da Quinta Raça, quando, então, nossa Hierarquia Superior voltará a
manifestar-se no plano físico da Terra, evento sem data prevista.

Sobre essas etapas de evolução, Tia Neiva nos diz o seguinte:

“(...) Dizem os nossos antigos, filho, que ainda no tempo em que o vento
uivava e as frondosas raízes, como membros de um polvo feroz, se
salientavam da terra e na vida reclamava o homem o seu calor, foi
concedido o Sol Simétrico da Vida e do raciocínio. Deus atravessou o
primeiro raio do raciocínio, formando o plexo primeiro, e segundo, onde a
alma se acomodava no primeiro. O primeiro sustentava o centro nervoso
físico, que é o Poder do Prana. O segundo – “Plexo Prana” – é a vida no
centro nervoso, conforme o seu amor ou comportamento, alimentando-se pela
Presença Divina, enquanto o Plexo Etéreo rompe o Nêutron e sustenta o
corpo, a carne. O homem, vindo de Capela, chegou a viver em corpo
fluídico, a ponto de fecundação e nas grandes Amacês nasceram os

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primeiros homens com o terceiro plexo, formando o Sol Interior, que é a
formação do homem que forma o elo do Céu e da Terra, e o que é mais
importante, o Microcosmo ou Microplexo, por Deus, se formou o terceiro.
Deus e seus Grandes Iniciados, formaram na Terra, o poderoso “Hélios”,
que quer dizer Sol Simétrico, onde o homem cresceu e se organizou na
Santa Centelha Divina, E, como tudo é completo neste Universo de Deus,
seguiu-se o plexo da vida na natureza, do animal e da planta. Foi
colocado o plexo animal. Surgiu o poderoso “Eron”, que quer dizer Sol do
Prana. Eron, conduzido pelo Prana, contém as forças de toda a natureza
para em uma só obediência: Deus. Vieram então as grandes inteligências.
Formaram-se também os poderosos sacerdócios. Saindo o mundo da somente
natureza, veio a necessidade da Contagem das Tribos, as quais recebiam o
Raio pertencente à sua evolução e sobre suas origens.”2

A figura 1 demonstra o ciclo evolutivo da espécie humana na Terra,


descendo do estado menos denso, atingindo a fase de maior densificação
(solidificação), em que nos encontramos atualmente e a jornada evolutiva
rumo à sutilização (vide texto O DESENVOLVIMENTO DO HOMEM).

Referências:

1 – Carta “O Quinto Ciclo”, s/d;

2 – Carta de 19.09.1980;

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(Permitida a reprodução e a adaptação, desde que citada a fonte)

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Fig.1

Fase atual da humanidade