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NOVEMBRO

2019

FORMAÇÃO Encerramento de contas de 2019 DIS6719 A OCC agradece aos autores do manual de
FORMAÇÃO
Encerramento de contas
de 2019
DIS6719
A OCC agradece aos autores do manual de 2018 - Avelino Azevedo Antão, Armando Tavares
e João Paulo Marques - pela permissão do uso dos conteúdos.

Manual revisto por Jorge Carrapiço

Tavares e João Paulo Marques - pela permissão do uso dos conteúdos. Manual revisto por Jorge

www.occ.pt

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS FICHA TÉCNICA Título : Encerramento de

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

FICHA TÉCNICA

Título: Encerramento de contas de 2019

Autores: Avelino Azevedo Antão; Armando Tavares; João Paulo Marques; revisto por Jorge Carrapiço

Capa: DCI - Departamento de Comunicação e Imagem da OCC

© Ordem dos Contabilistas Certificados, 2019

Não é permitida a utilização deste Manual, para qualquer outro fim que não o indicado, sem autorização prévia e por escrito da Ordem dos Contabilistas Certificados, entidade que detém os direitos de autor.

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS INDICE 1. Introdução 9 2. Taxonomias,

INDICE

1.

Introdução

9

2.

Taxonomias, SAF-T e IES

11

2.1.

Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro

11

2.2.

Autonomização de procedimentos

12

2.3.

Taxonomias e plano de contas

14

2.4.

SAF-T (PT)

16

2.5.

Informação Empresarial Simplificada (IES)

17

3.

A prestação de contas

18

3.1.

Documentos que compõem a prestação de contas

19

3.1.1.

Entidades que adotam as NCRF

19

3.1.2.

Pequenas Entidades, que adotam a NCRF-PE

20

3.1.3.

Entidades do Setor Não Lucrativo, que adotam a NCRF-ESNL

20

3.1.4.

Microentidades, que adotam a NC-ME

21

3.2.

Disponibilização e registo das contas

22

3.3.

Assembleia geral de aprovação de contas

23

4.

A importância da contabilidade como ferramenta de gestão

26

4.1.

A contabilidade como ferramenta de gestão

26

4.2.

Rácios e indicadores

27

4.3.

Banco de Portugal – Central de Balanços

30

5.

Normativos Contabilísticos

33

5.1.

Enquadramento

33

5.2.

Sistema de Normalização Contabilística (SNC)

36

5.3.

Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF)

37

5.4.

Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades (NCRF-PE)

38

5.5.

Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo

(NCRF-ESNL)

39

5.6.

Norma Contabilística para Microentidades (NC-ME)

40

6.

FAQ´s e Orientações técnicas da Comissão de Normalização Contabilística

42

6.1.

FAQ's - Questões Frequentes - Setor Empresarial - Normativos aplicáveis aos períodos que

se iniciaram até 01/01/2016

6.2. FAQ's - Questões Frequentes - Setor Empresarial - Normativo aplicável aos períodos que se

43

iniciem a partir de 01/01/2016

46

6.3.

Orientações Técnicas – Setor Empresarial

48

6.4.

Principais questões relacionadas com a transição para o SNC 2016

49

6.5.

FAQ's - Questões Frequentes - Setor Público – SNC-AP

53

7.

Operações anteriores ao encerramento de contas

57

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 7.1. Meios financeiros líquidos 57 7.2.

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

7.1.

Meios financeiros líquidos

57

7.2.

Procedimentos de conferência

57

7.3.

Procedimentos de circularização

59

8.

Operações de encerramento (NCRF)

61

8.1.

Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

61

8.1.1.

NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

61

8.1.2.

Caso prático

64

8.2.

Ativos fixos tangíveis

66

8.2.1.

NCRF 7 – Ativos fixos tangíveis

66

8.2.2.

Comissão de Normalização Contabilística – FAQ 9

71

8.2.3.

Aspetos fiscais

72

8.2.4.

Modelo 22 – Quadro 07

78

8.2.5.

Caso prático

80

8.3.

Propriedades de investimento

84

8.3.1.

NCRF 11 – Propriedades de investimento

84

8.3.2.

Aspetos fiscais

87

8.3.3.

Modelo 22 – Quadro 07

88

8.3.4.

Caso prático

89

8.4.

Ativos intangíveis

91

8.4.1.

NCRF 6 – Ativos intangíveis

91

8.4.2.

Aspetos fiscais

97

8.4.3.

Modelo 22 – Quadro 07

98

8.4.4.

Caso prático

99

8.5.

Investimentos financeiros

103

8.5.1.

NCRF 13 – Interesses em empreendimentos conjuntos e investimentos em associadas

103

8.5.2.

A equivalência patrimonial

108

8.5.3.

Comissão de Normalização Contabilística

110

8.5.4.

Fundo de compensação do trabalho

111

8.5.5.

Aspetos fiscais

113

8.5.6.

Modelo 22 – Quadro 07

114

8.6.

Custos de empréstimos obtidos

115

8.6.1.

NCRF 10 – Custos de empréstimos obtidos

115

8.6.2.

Aspetos fiscais

118

8.6.3.

Modelo 22 – Quadro 07

121

8.7.

Inventários

122

8.7.1.

NCRF 18 – Inventários

122

8.7.2.

Inventário Permanente

126

8.7.3.

Ofício Circulado n.º 20193, de 2016-06-23

127

8.7.4.

Aspetos fiscais

129

8.7.5.

Modelo 22 – Quadro 07

131

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 8.7.6. Caso prático 132 8.8. Contratos de

8.7.6.

Caso prático

132

8.8.

Contratos de construção

135

8.8.1.

NCRF 19 – Contratos de construção

135

8.8.2.

Aspetos fiscais

138

8.9.

Rédito

139

8.9.1.

NCRF 20 – Rédito

139

8.9.2.

Aspetos fiscais

142

8.9.3.

Modelo 22 – Quadro 07

143

8.9.4.

Caso prático

144

8.10.

Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes

147

8.10.1.

NCRF 21 – Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes

147

8.10.2.

Aspetos fiscais

153

8.10.3.

Modelo 22 – Quadro 07

155

8.10.4.

Caso prático

156

8.11.

Subsídios e outros apoios das entidades públicas

157

8.11.1.

NCRF 22 – Subsídios e outros apoios das entidades públicas

157

8.11.2.

Aspetos fiscais

160

8.11.3.

Caso prático

161

8.12.

Impostos sobre o rendimento

164

8.12.1.

NCRF 25 – Impostos sobre o rendimento

164

8.12.2.

Modelo 22 – Quadro 07

169

8.13.

Instrumentos financeiros

170

8.13.1.

NCRF 27 – Instrumentos financeiros

170

8.13.2.

Aspetos fiscais

176

8.13.3.

Modelo 22 – Quadro 07

179

8.13.4.

Ficha doutrinária – processo 2014 002462

180

8.13.5.

Caso prático

182

8.14.

Benefícios dos empregados

184

8.14.1.

NCRF 28 – Benefícios dos empregados

184

8.14.2.

Aspetos fiscais

189

8.14.3.

Modelo 22 – Quadro 07

191

8.14.4.

Caso prático

193

8.15.

Acontecimentos após a data do balanço

195

8.15.1.

NCRF 24 – Acontecimentos após a data do balanço

195

8.15.2.

Caso prático

199

9.

Operações de encerramento (Microentidades)

202

9.1.

Políticas Contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

202

9.2.

Ativos fixos tangíveis

207

9.3.

Ativos intangíveis

213

9.4.

Locações

220

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 9.5. Custos de empréstimos obtidos 228

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

9.5.

Custos de empréstimos obtidos

228

9.6.

Inventários

232

9.7.

Rédito

237

9.8.

Provisões

243

9.9.

Contabilização dos subsídios atribuídos por entidades públicas

249

9.10.

Os efeitos de alterações em taxas de câmbio

258

9.11.

Impostos sobre o rendimento

262

9.12.

Ativos e passivos financeiros

263

9.13.

Benefícios dos empregados

267

10.

Declaração Modelo 22

272

10.1.

Prejuízos fiscais

272

10.2.

Tributações autónomas

274

10.3.

Benefícios fiscais

276

11.

Dossier fiscal

281

ANEXOS

285

Modelos de Demonstrações financeiras (Modelo Geral)

286

Modelos de Demonstrações financeiras (Pequenas Entidades)

323

Modelos de Demonstrações financeiras (Entidades do Setor Não Lucrativo)

334

Modelos de Demonstrações financeiras (Microentidades)

347

Bibliografia

350

Acrónimos

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Art.º- Artigo BADF - Bases de apresentação das

Art.º- Artigo

BADF - Bases de apresentação das demonstrações financeiras

CC - Código de Contas

CIRC - Código do imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas CIVA – Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado CLC - Certificação legal das contas CNC - Comissão de Normalização Contabilística CRC - Código do registo comercial CSC - Código das sociedades comerciais

DL

- Decreto-lei

DR

- Decreto regulamentar

EC

- Estrutura conceptual

ESNL - Entidades do setor não lucrativo FAQ - Frequently asked questions (respostas a perguntas frequentes) FCT – Fundo de Compensação do Trabalho FGCT – Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho IACB – Inquérito Anual da Central de Balanços

IAS - International Accounting Standards

IASB - International Accounting Standard Boards

IES – Informação Empresarial Simplificada

IFRS - International Financial Reporting Standards IRN – Instituto dos Registos e Notariado IRC - Imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas

ITENF – Inquérito Trimestral às Empresas Não Financeiras LGT – Lei Geral Tributária

ME - Microentidades

MEP - Método de equivalência patrimonial NCM - Normalização contabilística para microentidades NC-ME – Norma contabilística para microentidades NCRF - Normas contabilísticas e de relato financeiro

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS NCRF–PE - Norma contabilística e de

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

NCRF–PE - Norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades NCRF–ESNL - Norma contabilística e de relato financeiro para as entidades do setor não lucrativo NIC – Normas Internacionais de Contabilidade NI – Normas Interpretativas OCC - Ordem dos Contabilistas Certificados PE – Pequenas Entidades POC – Plano Oficial de Contabilidade QES – Quadros da Empresa e do Setor QS – Quadros do Setor RCPITA – Regime Complementar do Procedimento de Inspeção Tributária e Aduaneira SIP – Sistema de Inventário Permanente SNC - Sistema de Normalização Contabilística UE – União Europeia

1. Introdução

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS O ano de 2019 fica abrangido pelos procedimentos

O ano de 2019 fica abrangido pelos procedimentos anteriores de submissão da IES, sem necessidade de efetuar o envio do SAF-T da contabilidade.

Prevê-se que apenas o ano de 2020 seja marcado por uma (r)evolução nos procedimentos contabilísticos a serem adotados, passando a existir uma necessidade acrescida de um especial cuidado e atenção aos procedimentos dos registos contabilísticos nos programas informáticos de contabilidade.

Esta necessidade tem como objetivo a capacidade do programa de contabilidade extrair um ficheiro SAF-T(PT) com as características e qualidade necessárias que permitam o preenchimento automático das Demonstrações Financeiras e outra informação contabilística previstas nos quadros dos Anexos A e I da Informação Empresarial Simplificada (IES).

O processo de encerramento de contas, o qual culmina na preparação das

demonstrações financeiras, é um dos aspetos primordiais para os profissionais que preparam informação financeira, e que se pretende útil para um vasto leque de utentes sendo fundamental uma correta interpretação e aplicação dos normativos contabilísticos. Traduzindo-se a contabilidade no registo e relato sobre os processos e fluxos financeiros, económicos e monetários gerados dentro da

entidade, e entre entidades, a elaboração de demonstrações financeiras refletem o ato de proporcionar informação sobre esses fluxos, nomeadamente sobre a posição financeira, o desempenho e as alterações na posição financeira.

A atividade profissional do Contabilista Certificado engloba entre outros,

planificar, organizar e coordenar a execução da contabilidade das entidades, públicas ou privadas, que possuam ou que devam possuir contabilidade organizada segundo os planos de contas oficialmente aplicáveis ou o sistema de normalização contabilística, conforme o caso, respeitando as normas legais, os princípios contabilísticos vigentes e as orientações das entidades com competências em matéria de normalização contabilística. O Contabilista Certificado assume a responsabilidade pela regularidade técnica, nas áreas contabilística e fiscal, assinando conjuntamente com o representante legal das diversas entidades as respetivas demonstrações financeiras.

Para melhor enquadrar este tema – “Encerramento de Contas de 2018” -, é efetuada inicialmente uma abordagem sobre os aspetos relevantes relacionados com o SAF-T, IES e Taxonomias, prestação de contas, a relevância da contabilidade como sistema de informação, bem como uma análise transversal sobre os normativos contabilísticos.

As FAQ´s e Orientações Técnicas da Comissão de Normalização Contabilística são

igualmente uma fonte de informação muito relevante para uma correta aplicação

dos normativos contabilísticos, sendo também, entre outros, abordados neste trabalho.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS É efetuada uma abordagem das operações

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

É efetuada uma abordagem das operações de encerramento tendo em consideração

as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF), com alguns apontamentos

específicos relacionados com a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as

Pequenas Entidades (NCRF-PE) e da Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL) quando tal se considere necessário.

Tendo em consideração as especificidades inerentes às Microentidades, considerou- se apropriado efetuar igualmente, separadamente, uma abordagem das operações de encerramento tendo em consideração a Norma Contabilística para Microentidades.

Finalmente são abordados alguns aspetos relacionados com a declaração Modelo 22

e o dossier fiscal.

Neste âmbito, percorrendo alguns dos aspetos mais relevantes presentes no Sistema de Normalização Contabilística, bem como os aspetos fiscais conexos, pretende-se contribuir para uma contínua consolidação de conhecimentos, sistematização dos procedimentos de encerramento, com particular enfoque para as situações que se considerem mais frequentes, destacando as que foram objeto de alteração ou atualização recente.

Em anexo ao presente manual é efetuada uma compilação dos modelos de demonstrações financeiras.

Para um maior aprofundamento das matérias será sempre recomendável a consulta das publicações oficiais.

O trabalho desenvolvido neste Manual visa assim contribuir para uma boa prática

da prestação de contas, compreendendo, para além da vertente contabilística uma visão transversal dos aspetos fiscais, aliando uma visão teórica conjugada com a aplicação prática, sendo apresentados vários casos práticos para melhor compreensão das temáticas em análise.

2. Taxonomias, SAF-T e IES

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 2.1. Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro

2.1. Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro

A Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro, veio proceder à criação das

denominadas taxonomias, as quais se podem definir como tabelas de correspondência que têm como objetivo a caracterização das contas de acordo com

o normativo contabilístico utilizado pelos diferentes sujeitos passivos.

Conforme referido nesta Portaria, a Portaria n.º 321-A/2007, de 26 de março, aprovou um formato de ficheiro normalizado de auditoria tributária para exportação de dados, o designado SAF-T (PT), que tem vindo a revelar-se como um excelente instrumento de obtenção de informação pelos serviços de inspeção e cuja estrutura de dados tem vindo a ser adaptada em função das alterações de natureza contabilística ou fiscal.

A evolução verificada na estrutura de dados do ficheiro SAF-T (PT) tem incidido,

essencialmente, na melhoria da qualidade da informação relativa à faturação.

A experiência de utilização do SAF-T (PT) evidenciou que a anterior estrutura era

insuficiente para uma completa compreensão e controlo da informação relativa à contabilidade, em virtude da flexibilidade existente na utilização das contas pelas diferentes entidades.

Nessa perspetiva, foi necessário proceder ao ajustamento da estrutura do ficheiro SAF-T (PT) com a criação de taxonomias, ou seja, de tabelas de correspondência que permitam a caracterização das contas de acordo com o normativo contabilístico utilizado pelos diferentes sujeitos passivos, permitindo simplificar o preenchimento dos Anexos A e I da IES.

Neste âmbito a Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro, veio:

a) Alterar a Portaria n.º 321-A/2007, de 26 de março;

b) Alterar a estrutura de dados do ficheiro a que se refere o n.º 1.º da Portaria n.º 321-A/2007, de 26 de março;

c) Criar as taxonomias a utilizar no preenchimento dos campos devidamente

assinalados na estrutura de dados do ficheiro SAF-T (PT).

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Em 2 de fevereiro de 2017,

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Em 2 de fevereiro de 2017, foi publicada a Declaração de Retificação n.º 2-A/2017,

a qual promoveu diversas retificações à Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro, decorrente do facto desta ter sido publicada com algumas inexatidões.

2.2. Autonomização de procedimentos

A medida IES+ do Programa Simplex+ 2016 prevê simplificar o preenchimento dos

Anexos A e I da Informação Empresarial Simplificada (IES), eliminando cerca de metade do número de quadros e campos a preencher e pré-preenchendo uma parte significativa dos restantes campos, com informação extraída do SAF-T (Standard Audit File for Tax Purposes). 1

Numa segunda fase, serão simplificados os restantes anexos.

Em primeiro lugar, a partir do período de tributação de 2017, passou a ser obrigatório que a contabilidade das empresas seja efetuada através de programas informáticos, que tenham a capacidade de gerar o referido ficheiro de auditoria fiscal.

A partir deste momento, deixou de ser possível “fazer” contabilidade manualmente

em livros de registos (em papel) ou realizar registos contabilísticos em sistemas mais ou menos automatizados (por exemplo em folhas de cálculo) que não permitam extrair o ficheiro SAF-T.

A implementação desta obrigação teve como principal propósito levar a que as empresas com contabilidade organizada, nomeadamente sociedades comerciais e empresários em nome individual, passem a efetuar o preenchimento de vários campos de informação contabilística e fiscal dos Anexos A e I da IES, automaticamente, mediante a submissão à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) do ficheiro SAF-T (PT) gerado a partir do programa informático da contabilidade.

Ainda no período de 2017, para que fosse possível essa autonomização com o preenchimento de vários campos de informação contabilística e fiscal dos Anexos A

e I da IES através da mera submissão do referido ficheiro de auditoria fiscal, foram criados os Códigos de Taxonomias, a associar ao Plano de Contas da contabilidade das empresas.

Essas taxonomias permitem uma codificação específica dos valores das operações e factos patrimoniais da empresa, que irão ser imputados a cada rubrica das demonstrações financeiras e outras informações contabilísticas e fiscais desses anexos da IES.

A realização com sucesso da prestação de contas das empresas para o período em

curso está, assim, dependente da correta extração e informação constante do

1 “SAF-T, SVAT, IES e Taxonomias”, Formação Eventual EVE0318-1, OCC, junho de 2018

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS ficheiro SAF-T (PT) da contabilidade, para além da

ficheiro SAF-T (PT) da contabilidade, para além da necessidade do cumprimento da legislação comercial, dos normativos contabilísticos e fiscais.

Esta importância acrescida atribuída ao referido ficheiro de auditoria fiscal (SAF- T), nomeadamente para a prestação de contas, motivou o legislador a criar um procedimento de certificação, ou antes, de validação dos programas informáticos

de contabilidade.

Esta validação visa principalmente a verificação de que cada programa de contabilidade extrai o ficheiro SAF-T (PT) com a qualidade necessária e com os elementos previstos para as diferentes necessidades, nomeadamente para o preenchimento automático dos vários campos de informação contabilística e fiscal dos Anexos A e I da IES.

A OCC tem vindo a disponibilizar alguns documentos de trabalho e de

esclarecimento relacionados com a aplicação das Taxonomias, SAFT-T, SVAT e IES,

nomeadamente:

- Taxonomias e Plano de Contas, julho de 2017;

e

- Guia de aplicação para a contabilidade: SAF-T, SVAT, IES, Taxonomias, fevereiro de 2018.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 2.3. Taxonomias e plano de contas

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

2.3. Taxonomias e plano de contas

A OCC disponibilizou em julho de 2017, um trabalho com o objetivo de criar uma ferramenta de auxílio na análise inicial das Taxonomias e Plano de Contas, disponível em:

https://www.occ.pt/pt/noticias/taxonomias-e-plano-de-contas/

Conforme descrito no referido trabalho, as taxonomias são códigos associados a cada conta do Código de Contas que irão permitir o simplificar do preenchimento do Anexo A e do Anexo I da IES, nomeadamente no que respeita à construção do Balanço e da Demonstração dos Resultados.

Estas taxonomias estão previstas nos Anexos II e III à Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro e são reportadas via SAF-T (PT) da contabilidade.

Duas tabelas para as taxonomias

Existem duas tabelas diferentes para as taxonomias, consoante o normativo contabilístico usado.

Se a entidade aplica o conjunto das 28 Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (28 NCRF), ou a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades (NCRF-PE), ou as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC) utiliza a tabela das taxonomias constante do Anexo II à Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro.

Se a entidade está a aplicar a Norma Contabilística para Microentidades (NC-ME) pode utilizar a tabela das taxonomias descrita no Anexo III à Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro, tendo também a opção de utilizar os códigos de taxonomia do anexo 2 (SNC geral).

As associações, fundações e demais entidades que usem a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL) não têm de reportar qualquer código de taxonomias no SAF-T (PT), pelo que estas não lhe são aplicáveis. No caso destas entidades, o código de taxonomia reportado no SAF-T (PT) é zero.

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Aplicação Em conformidade com o art.º 5º da

Aplicação

Em conformidade com o art.º 5º da Portaria n.º 302/2016, de 2 de dezembro, o uso de taxonomias entrou em vigor em 1 de janeiro de 2017, aplicando-se para os exercícios de 2017 e seguintes.

Deste modo, por exemplo, numa entidade cujo período de tributação coincida com o ano civil, todos os registos contabilísticos referentes a 2017 devem ter associada a correspondente taxonomia, ainda que o programa informático usado

tenha sido atualizado com estas alterações, em data posterior a 1 de janeiro de

2017.

Transição para o uso de taxonomias

No momento em que se inicia o uso do programa informático devidamente atualizado com o uso dos códigos de taxonomias, o contabilista certificado deve rever o plano de contas de movimento que está a usar em cada uma das entidades, por forma a verificar se a cada conta está a corresponder a taxonomia correta e se não existe nenhuma conta de movimento que não tenha um código de taxonomia associado.

Em consequência poderá ser necessário efetuar alterações ao plano de contas usado para que tais objetivos sejam alcançados.

Salienta-se que, as contas totalizadoras (da conta 11 à 89) que tenham subcontas associadas não devem ter taxonomia atribuída. Nesta análise é importante o uso da tabela de taxonomias adequada, consoante o normativo contabilístico usado pela entidade.

Cuidados a ter no final do período

No final do período de tributação é, ainda, essencial que se proceda às transferências necessárias para que, relativamente, a determinadas contas exista a correta separação entre a parcela que deve ser reportada como “corrente” e “não corrente”.

Isto também implica que o plano de contas usado, em determinadas contas, contemple a criação de subconta para acolher a parcela “corrente” e outra subconta para acolher a parcela do valor “não corrente”. Ou, ainda, se determinada conta tem saldo devedor ou credor, podendo ter caraterísticas de ativo ou passivo. Os registos contabilísticos de encerramento de contas, nomeadamente o apuramento de resultados, devem ser efetuados com o tipo de movimento contabilístico de “apuramento de resultados” no programa de contabilidade.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 2.4. SAF-T (PT) A partir do

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

2.4. SAF-T (PT)

A partir do período de tributação de 2020, as demonstrações financeiras e outras

informações contabilísticas e fiscal (alguns campos) previstas nos Anexos A e I da

IES passam a ser preenchidas automaticamente através da submissão do ficheiro SAF-T (PT) da contabilidade. 2

Para tornar possível este procedimento, as entidades que estão obrigadas a entregar o Anexo A e I da IES passam a estar obrigadas a associar as taxonomias às

contas do Plano de Contas dos programas de contabilidade, a extrair o ficheiro SAF-T (PT) do programa de contabilidade, a efetuar a submissão desse ficheiro para

a AT com vista ao preenchimento automático dos quadros com as demonstrações

financeiras (Balanço e Demonstração de Resultados por Naturezas com preenchimento integral) e outra informação contabilística e fiscal dos Anexos A e I

da IES.

Os sujeitos passivos de IRC, que exercem a título principal atividade comercial, industrial ou agrícola (residentes e não residentes com estabelecimento estável), estão obrigados a efetuar os registos contabilísticos e a preparar as demonstrações financeiras através de programas informáticos de contabilidade que tenham a capacidade de gerar o ficheiro SAF-T (PT).

Deixou de ser possível efetuar registos contabilísticos e a preparar as demonstrações financeiras manualmente ou através de qualquer sistema informático que não permita gerar o ficheiro SAF-T (PT).

O programa de contabilidade utilizado deve ser capaz, através das suas próprias

funcionalidades, de gerar o ficheiro SAF-T (PT) na sua versão atual a partir dos registos contabilísticos.

Estes sujeitos passivos de IRC são obrigados a entregar o Anexo A da IES (com

exceção das empresas do setor financeiro e segurador, abrangidas pelos anexos B e

C da IES).

Os sujeitos passivos de IRS que possuam ou sejam obrigados a possuir contabilidade organizada estão também obrigados a efetuar os registos contabilísticos e a preparar as demonstrações financeiras através de programas informáticos de contabilidade que tenham a capacidade de gerar o ficheiro SAF-T (PT).

2 “SAF-T, SVAT, IES e Taxonomias”, Formação Eventual EVE0318-1, OCC, junho de 2018

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 2.5. Informação Empresarial Simplificada (IES) Para a

2.5. Informação Empresarial Simplificada (IES)

Para a submissão dos Anexos A e I da IES, os quadros das demonstrações financeiras e os outros quadros com informação contabilística (alguns campos) terão um preenchimento automático, em função da submissão já efetuada do ficheiro SAF-T (PT) da contabilidade. 3

Esse preenchimento automático pode ser efetuado por pré-preenchimento caso se utilize a aplicação online de preenchimento da IES disponível no Portal das Finanças.

Para as entidades que utilizarem o preenchimento off-line da IES, através do seu programa informático de contabilidade, a AT irá efetuar a validação da informação submetida por esse programa face à informação disponibilizada através da submissão do ficheiro SAF-T já submetida anteriormente. Em caso de diferença, subsiste a informação que decorre da submissão do ficheiro SAF-T (PT) da contabilidade.

Os novos procedimentos de preenchimento dos Anexos A e I da IES através do SAF-T (PT) entraram em vigor em 2020.

Com a prévia submissão do SAF-T (PT) da contabilidade para a AT, a efetuar numa data após a aprovação das contas pelas empresas, o preenchimento dos Anexos A e I da IES relativos à informação contabilística e fiscal passa a ser efetuado de uma forma automatizada, estando previsto o preenchimento integral para o Balanço e Demonstração de Resultados e outros campos de informação contabilística e fiscal.

3 idem

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 3. A prestação de contas A

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

3. A prestação de contas

A prestação de contas é o meio pelo qual uma entidade apresenta aos seus

detentores de capital e terceiros a atividade desenvolvida e os resultados obtidos durante o período de relato, bem como a posição financeira no final desse período, apresentando ainda os valores obtidos no período anterior, e ainda as alterações na posição financeira da entidade. 4

As demonstrações financeiras têm como finalidade dar resposta às necessidades comuns da maior parte dos seus utentes. No entanto, retratam informação financeira passada, podendo não ser suficiente para a tomada de decisões económicas dos referidos utentes.

A obrigação de apresentar contas decorre quer do Código Comercial, quer do

Código das Sociedades Comerciais 5 que referem que os comerciantes e sociedade comerciais são obrigados a submeter aos órgãos próprios (detentores de capital) a prestação de contas de cada exercício.

Salienta-se que a Informação Empresarial Simplificada (IES), exigida nos termos do Código do IRC e Código do IVA, a submeter no portal das finanças até julho, não substituí a elaboração do relatório de gestão e das contas das entidades, de elaboração obrigatória, devendo pelo contrário refletir o conteúdo destes documentos.

Conforme refere a Comissão de Normalização Contabilística no seu site, na resposta à FAQ 19, “importa ter em atenção que não se deve confundir o cumprimento das obrigações para finalidades tributárias e outras com o das obrigações de índole contabilística para efeitos societários. Normalmente, o cumprimento das obrigações em matéria de normalização contabilística para fins societários deve preceder o cumprimento das obrigações para finalidades tributárias e outras. Acresce que a quantidade e detalhe das informações exigidas para essas duas finalidades, não são justapostas. “

4 Ferreira, Cristina, Rodrigues, Luis, Sousa, Rui, “Encerramento de Contas de 2014”, Formação Eventual 0115,

OCC, 2015

5 No Código das Sociedades Comerciais (CSC), o art.º 65.º - Dever de relatar a gestão e apresentar contas, dispõe que os membros da administração devem elaborar e submeter aos órgãos competentes da sociedade o relatório de gestão, as contas do exercício e demais documentos de prestação de contas previstos na lei.

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Assim, a CNC entende que os documentos que

Assim, a CNC entende que os documentos que constituam o dossier fiscal e a declaração da IES não substituem os documentos exigidos pelo art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho.”

Este raciocínio aplica-se também às microentidades, bem como às entidades do setor não lucrativo.

A informação contida nos documentos de prestação das contas (designadamente nas demonstrações financeiras), aprovados em Assembleia Geral, é informação base para a elaboração da IES, num momento futuro.

3.1. Documentos que compõem a prestação de contas

Na sequência da publicação do Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho, que transpôs a Diretiva 2013/34/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, os Decretos-Leis n.º 158/2009, de 13 de julho, e 36-A/2011, de 9 de março, foram objeto de alterações substanciais, implicando a revisão dos modelos de demonstrações financeiras neles previstos.

Os modelos de demonstrações financeiras aprovados, para as diferentes entidades que aplicam SNC, publicadas em anexo à Portaria n.º 220/2015, de 24 de julho, constituem um referencial que contempla a informação a apresentar por aquelas entidades, podendo ser adicionadas linhas de itens se tal for relevante para uma melhor compreensão da sua posição e desempenho financeiros, devendo ser removidas linhas de itens sempre que, em simultâneo para todas as datas de relato, não existam quantias a apresentar.

3.1.1. Entidades que adotam as NCRF

(Modelos das demonstrações financeiras referidas nos n.º 1 e 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, com a redação dada pelo Decreto–Lei n.º 98/2015, de 2 de junho):

- Balanço;

- Demonstração dos resultados por naturezas;

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS - Demonstração dos resultados por funções

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- Demonstração dos resultados por funções (facultativa);

- Demonstração das alterações no capital próprio;

- Demonstração dos fluxos de caixa;

- Anexo

3.1.2. Pequenas Entidades, que adotam a NCRF-PE

(Modelos das demonstrações financeiras referidas no n.º 3 do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho, aplicáveis às entidades a que se refere o n.º 2 do artigo 9.º do mesmo diploma):

- Balanço, modelo reduzido

- Demonstração dos resultados por naturezas, modelo reduzido

- Demonstração dos resultados por funções, modelo reduzido (facultativa)

- Anexo, modelo reduzido

3.1.3. Entidades do Setor Não Lucrativo, que adotam a NCRF-ESNL

(Modelos das demonstrações financeiras a apresentar pelas entidades do setor não lucrativo, nos termos dos n.º 1 e 5 do artigo 11.º do Decreto–Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho)

- Balanço, modelo ESNL

- Demonstração dos resultados por naturezas, modelo ESNL

- Demonstração dos resultados por funções, modelo ESNL (facultativa)

- Demonstração das alterações nos fundos patrimoniais (por opção ou por exigência de entidades públicas financiadoras)

- Anexo, modelo ESNL

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 3.1.4. Microentidades, que adotam a NC-ME (Modelos das

3.1.4. Microentidades, que adotam a NC-ME

(Modelos das demonstrações financeiras referidas nos n.º 3 e 4 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, com a redação dada pelo Decreto–Lei n.º 98/2015, de 2 de junho, aplicáveis às entidades a que se refere o n.º 1 do artigo 9.º do mesmo diploma):

- Balanço, Modelo ME

- Demonstração dos resultados por naturezas, Modelo ME

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 3.2. Disponibilização e registo das contas

Encerramento de Contas de 2019

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3.2. Disponibilização e registo das contas

O artigo 70.º do CSC dispõe que as sociedades devem disponibilizar na sua sede e

no site da internet, quando exista, cópia dos seguintes documentos:

- Relatório de gestão;

- Relatório sobre a estrutura e as práticas de governo societário;

- Certificação legal das contas;

- Parecer do órgão de fiscalização, quando exista.

Por outro lado, o art.º 70.º do CSC dispõe ainda que a informação respeitante às contas do exercício e aos demais documentos de prestação de contas, devidamente aprovados, está sujeita a registo comercial, nos termos da lei respetiva.

Atualmente, o registo comercial (depósito) das contas consubstancia-se na entrega da Informação Empresarial Simplificada (IES) e respetivo pagamento do depósito. O prazo para o depósito das contas é o 15.º dia do 7.º mês posterior à data do termo do período económico, ou seja, a data limite da entrega da IES.

Para além do tratamento da informação para efeitos estatísticos, cujo resultado pode ser consultado no Portal Estatístico de Informação Empresarial do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), o registo e depósito têm um caráter público, podendo, qualquer pessoa, pedir certidões dos atos de registo e dos documentos arquivados, bem como obter informações verbais ou escritas sobre o conteúdo de uns e outros (art.º 73.º CRC).

A falta de registo das contas obsta ao registo de outros factos sobre a entidade,

com exceção:

dos registos de designação e cessação de funções, por qualquer causa que não seja o decurso do tempo, dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização;

de atos emanados de autoridade administrativa;

das ações, decisões, procedimentos e providências cautelares previstas no art.º 9.º CRC;

bem como do arresto, arrolamento e penhora de quotas ou direitos sobre elas, outros atos ou providências que afetem a sua livre disposição; e

quaisquer outros registos a efetuar por depósito.

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 3.3. Assembleia geral de aprovação de contas Alguns

3.3. Assembleia geral de aprovação de contas

Alguns aspetos formais das assembleias gerais e na elaboração das respetivas atas:

Convocatória 6 :

a) Sociedade por quotas (art.º 248.º n.º 3 do CSC) - A convocatória compete a qualquer um dos gerentes e deve ser feita por meio de carta registada, expedida com a antecedência mínima de quinze dias, a não ser que a lei ou o contrato de sociedade exijam outras formalidades ou estabeleçam prazo mais longo;

b) Sociedade anónima (art.º 376.º e 377.º do CSC) - A assembleia geral é normalmente convocada pelo presidente da mesa (no caso da assembleia geral anual, a pedido do conselho de administração), devendo a convocatória ser publicada (portal do Ministério da Justiça). O contrato de sociedade pode exigir outras formas de comunicação aos acionistas. Se as ações forem nominativas a convocatória pode ser efetuada por cartas registadas ou, em relação aos acionistas que comuniquem previamente o seu consentimento, por correio eletrónico com recibo de leitura.

Entre a última divulgação e a data da reunião da assembleia deve mediar, pelo menos, um mês, ou se a convocatória for através de expedição de carta registada ou correio eletrónico, pelo menos, 21 dias.

c) Dispensa de convocatória:

Podem os sócios ou acionistas, em qualquer tipo de sociedade e de acordo com o art.º 54.º do CSC, reunir-se em assembleia geral, sem observância de

6 A convocatória deve conter, pelo menos (art.º 377.º n. 5 do CSC):

a) As menções exigidas pelo artigo 171.º;

b) O lugar, o dia e a hora da reunião;

c) A indicação da espécie, geral ou especial, da assembleia;

d) Os requisitos a que porventura estejam subordinados a participação e o exercício do direito de voto;

e) A ordem do dia;

f) No caso de voto por correspondência, descrição do modo como o mesmo se processa.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS formalidades prévias, desde que todos 7

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

formalidades prévias, desde que todos 7 estejam presentes e todos manifestem a vontade de que a assembleia se constitua e delibere sobre determinado assunto, devendo tal facto ficar registado na própria ata.

Prazo e ordem do dia

O Prazo e a ordem do dia da assembleia geral anual de aprovação de contas estão

dispostos nos art.º 65.º n.º 5 e 376.º do Código das Sociedades Comerciais.

A assembleia geral dos acionistas deve reunir no prazo de três meses a contar da

data do encerramento do exercício ou no prazo de cinco meses a contar da mesma data quando se trate de sociedades que devam apresentar contas consolidadas ou

que apliquem o método da equivalência patrimonial.

Da ordem do dia deve constar:

a) Deliberar sobre o relatório de gestão e as contas do exercício;

b) Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados;

c) Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade (se

sociedade anónima);

d) Proceder às eleições que sejam da sua competência (órgãos sociais).

A partir do dia em que seja expedida a convocatória nas sociedades por quotas, ou

nos 15 dias anteriores à data da assembleia nas sociedades anónimas, devem ser facultados aos sócios ou acionistas os documentos de prestação de contas, incluindo a certificação legal das contas e outros pareceres, quando aplicável. Se a sociedade tiver site da internet, os documentos previstos anteriormente devem também estar aí disponíveis a partir da mesma data (art.º 263.º e 289.º do CSC).

Elaboração das atas das assembleias gerais

Deve ser lavrada uma ata de cada reunião da assembleia geral. De acordo com o disposto no n.º 2 do art.º 63.º do CSC, as atas devem conter, pelo menos:

a) A identificação da sociedade, o lugar, o dia e a hora da reunião;

7 Devem estar presentes os sócios/acionistas representantes da totalidade do capital social. Para além dos sócios/acionistas devem também estar presentes, de acordo com o n.º 4 do art.º 379.º do CSC, os administradores, os membros do conselho fiscal ou do conselho geral e de supervisão e, na assembleia anual, os revisores oficiais de contas que tenham examinado as contas.

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS b) O nome do presidente e, se os

b) O nome do presidente e, se os houver, dos secretários;

c) Os nomes dos sócios presentes ou representados e o valor das quotas ou ações

de cada um, salvo nos casos em que a lei mande organizar lista de presenças

(sociedades anónimas), que deve ser anexada à ata;

d) A ordem do dia;

e) Referência aos documentos e relatórios submetidos à assembleia;

f) O teor das deliberações tomadas;

g) Os resultados das votações;

h) O sentido das declarações dos sócios, se estes o requererem.

Nas sociedades por quotas as atas devem ser assinadas por todos os sócios que

nelas tenham participado (n. 6 do art.º 248.º do CSC).

Nas sociedades anónimas, as atas das reuniões da assembleia geral devem ser

redigidas e assinadas por quem nelas tenha servido como presidente e secretário.

(art.º 388.º do CSC).

Lista de presenças

De acordo com o disposto no art.º 382.º do CSC, nas assembleias gerais das

sociedades anónimas, o presidente da mesa da assembleia geral deve mandar

organizar a lista dos acionistas que estiverem presentes e representados no início

da reunião.

A lista de presenças deve indicar:

a) O nome e o domicílio de cada um dos acionistas presentes;

b) O nome e o domicílio de cada um dos acionistas representados e dos seus

representantes;

c) O número, a categoria e o valor nominal das ações pertencentes a cada

acionista presente ou representado.

Informação da ata que consta da IES

A ata de aprovação das contas do exercício e da aplicação dos resultados, é um dos

elementos necessários para efetuar o depósito das contas, conforme dispõe o art.º 42º do CRC. No entanto esta informação não é transcrita na íntegra para a IES,

sendo prestada apenas alguma informação constante na mesma.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 4. A importância da contabilidade como

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

4. A importância da contabilidade como ferramenta de gestão

4.1. A contabilidade como ferramenta de gestão

A contabilidade é uma ferramenta ou um sistema que recolhe e regista informação sobre as operações realizadas numa entidade, informação que pode ser económica, financeira ou de gestão (analítica) e que, depois de sistematizada, é disponibilizada aos seus utilizadores.

Os gestores necessitam de informação financeira para prestar contas, quer aos detentores de capital quer a outras entidades, mas também precisam de informação de suporte às atividades operacionais, para melhoria de processos de produção, definir preços, otimizar os recursos, ou ainda informação estratégica para apoio na tomada de decisões, por exemplo, para novos investimentos ou expansão para novos mercados.

Para que a informação seja útil, tem de ser, simultaneamente, consistente, verdadeira, resumida, fácil de obter e estar disponível atempadamente, mesmo que, por vezes, o pormenor ou detalhe seja sacrificado. Por outro lado, o custo para obter essa informação não deve exceder o benefício que se espera obter.

De referir ainda que não basta a uma entidade dispor dos meios mais avançados para obter informação ou dispor de toda a informação se, depois, não a utilizar.

A prestação de contas é a principal fonte de informação financeira para as entidades externas.

Assim, uma entidade deve preocupar-se em que as suas demonstrações financeiras sejam completas, fiáveis e compreensíveis sem, no entanto, perder de vista o objetivo de serem atuais.

De acordo com a Estrutura Conceptual do SNC, o objetivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação acerca da posição financeira, do desempenho e das alterações na posição financeira de uma entidade que seja útil a um vasto leque de utentes na tomada de decisões económicas.

Para que a informação financeira seja compreensível e comparável, tornou-se indispensável regular a forma de organizar e de prestar essa informação, tendo surgido assim os vários planos e normativos contabilísticos.

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Em junho de 2015, através do Decreto-lei 98/2015,

Em junho de 2015, através do Decreto-lei 98/2015, de 2 de junho, foi transposta para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2013/34/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa às demonstrações financeiras anuais, às demonstrações financeiras consolidadas e aos relatórios conexos de certas formas de empresas, cujas alterações entraram em vigor em 1 de janeiro de 2016.

Destaca-se a integração no SNC das disposições relativas às microentidades, a redução das divulgações exigidas, especialmente no que respeita às microentidades, e a alteração dos limites que definem as diferentes categorias de entidades.

4.2. Rácios e indicadores

Os rácios (razão ou quociente entre rubricas das demonstrações financeiras) e indicadores (valor absoluto que reflete uma realidade) dependem naturalmente das características da empresa, e do sector de atividade onde está integrada. A técnica dos rácios é das mais utilizadas na análise económica e financeira das empresas, estabelecendo a sua evolução no tempo e comparando o seu desempenho em relação a outras empresas e ao próprio setor onde se insere. 8

“Analisar é tornar uma coisa simples mediante uma decomposição da

mesma; é extrair elementos de um todo, procurando conhecer-lhe as

partes. Assim, analisar é conhecer uma coisa pelos elementos que a

compõem.” 9

Dois aspetos são assim importantes na análise financeira: 10

- A análise deverá ser sempre comparativa com médias setoriais ou com outras empresas do setor onde a empresa está inserida;

- A análise deverá ser sempre feita para um período mínimo de 3 e máximo

de 5 anos, de forma a ser possível efetuar uma análise da evolução do negócio e das várias situações a analisar, numa lógica evolutiva.

8 Vale, Vitor Bizarro, “Apoio às empresas – Análise financeira da informação contabilística”, Formação Eventual 0314ª, OCC, 2014

9 Sá, Antonio Lopes, “Moderna Análise de Balanços ao Alcance de Todos”, Curitiba, Jurua Editora, 2007

10 Vale, Vitor Bizarro, idem

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Neste âmbito poderão ser considerados os

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Neste âmbito poderão ser considerados os seguintes grandes grupos de análise, que conjugam rácios, indicadores e ainda outras informações adicionais:

Análise da Situação Financeira

Análise da situação financeira da empresa que quantifica relações entre as rubricas do balanço, permitindo a sua leitura e consequente retirada de conclusões. Esta análise deverá ser subdividida no médio prazo e no curto prazo e integrada.

Deverão ser utilizados entre outros a estrutura do balanço, o balanço esquemático e na ótica do médio prazo, pelo menos os seguintes rácios: Fundo de Maneio, Solvabilidade e Autonomia Financeira.

Na ótica do curto prazo, deverão ainda ser elaboradas as Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os últimos anos e pelo menos os seguintes rácios: Liquidez Geral, Reduzida e Imediata, e Necessidades de Fundo de Maneio.

Análise da Situação Económica

Análise da situação económica da empresa quantificando relações entre as rubricas da demonstração dos resultados. Deverá ser subdividida na análise da estrutura de gastos e na análise da criação de valor bruto.

Deverão ser utilizados a estrutura de custos percentual, e pelo menos os seguintes rácios e indicadores: Margem Bruta, Meios Libertos Brutos, Meios Libertos Líquidos, Resultados Operacionais, Resultados Líquidos, Valor Acrescentado Bruto e Produtividade.

Análise do Risco

Análise do risco económico e financeiro da empresa que deve ser separada entre a componente económica (com ênfase no peso dos custos fixos) e a componente financeira (com ênfase nos custos financeiros).

Deverão ser utilizados pelo menos os seguintes rácios: Ponto Morto Económico, Margem de Segurança Operacional, Ponto Morto Financeiro, Margem de Segurança Financeira, Grau Económico de Alavanca, Grau Financeiro de Alavanca, Grau Combinado de Alavanca, Efeito Económico de Alavanca e Efeito Financeiro de Alavanca.

Análise da Rendibilidade

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Análise da rendibilidade da empresa nas suas várias

Análise da rendibilidade da empresa nas suas várias vertentes. Deverão ser utilizados pelo menos os seguintes rácios: Rendibilidade das Vendas, Rendibilidade Económica do Ativo e Rendibilidade dos Capitais Próprios. Estes últimos rácios deverão ser desagregados de acordo com o modelo multiplicativo, que nos permite também obter a Margem de Contribuição das Vendas, o Efeito dos Custos Fixos, o Efeito dos Resultados Financeiros, o Efeito Fiscal, a Rotação do Ativo e a Estrutura Financeira.

Análise do Funcionamento da Empresa

Análise do funcionamento da empresa em termos das suas diversas políticas de gestão corrente. Deverão ser utilizados pelo menos os seguintes rácios: Prazos Médios de Pagamento e Recebimento, Prazos Médios de Armazenamento de Existências e Custo Médio do Capital Alheio; poderão ainda ser utilizados os rácios de rotação dos diferentes tipos de Inventários.

Deverão ser ainda abordadas neste ponto, as políticas de financiamento utilizadas pela empresa, nomeadamente no que se refere aos tipos de produtos financeiros e às condições atuais (custos, prazos, etc.) e sua adequabilidade às características da empresa.

Análise da Política de Dividendos

Análise da distribuição de dividendos provenientes do Resultado Líquido da empresa. Deverão ser utilizados pelo menos os seguintes rácios e indicadores:

Rácio de Distribuição dos Dividendos, Rácio de Retenção do Resultado, Fator de Crescimento Interno e Taxa de Crescimento Sustentável.

Importa notar que os rácios são úteis para resumir informação, permitindo comparar situações e desempenhos, no tempo, e entre empresas da mesma área de atividade, permitindo traçar diagnósticos, no entanto não fornecem respostas aos problemas correntes da empresa.

Os

nomeadamente:

algumas limitações na informação que produzem,

rácios

apresentam

O valor informativo dos rácios depende da capacidade de leitura e interpretação do analista; este deve ter um conhecimento profundo da empresa e do contexto exterior onde se insere e a capacidade de extrair informação da leitura dos rácios;

Normalmente não têm em consideração fatores de natureza qualitativa (por exemplo o capital intelectual);

O efeito sazonalidade pode deturpar a informação obtida nos rácios;

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS • Os rácios não valem por

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Os rácios não valem por si mesmos pelo que a sua interpretação deve ser efetuada no âmbito do setor de atividade onde a empresa se insere;

Na maioria das situações, os rácios não valem individualmente; a sua interpretação deverá ser feita na conjugação simultânea de vários rácios, para se ter uma ideia mais abrangente da realidade da empresa;

Não existe uma estrutura normalizada para a construção dos rácios; existem divergências entre autores na sua classificação e construção;

Há que ter sempre em atenção que as grandezas apresentadas têm de comparáveis, quer na data, quer no período, quer no conteúdo do valor apresentado.

Os rácios deverão sempre que possível ser comparados com os do setor, existindo disponíveis várias centrais de Balanços, como por exemplo o Banco de Portugal (http://www.bportugal.pt/pt-PT), ou em alternativa, com os obtidos das Demonstrações Financeiras dos principais concorrentes.

4.3. Banco de Portugal – Central de Balanços

A Central de Balanços do Banco de Portugal é uma base de dados de informação

económica e financeira sobre as empresas não financeiras portuguesas. Contém informação a partir da qual é desenvolvida investigação económica e financeira. 11

Através da Central de Balanços, o Banco de Portugal proporciona às empresas um conjunto de informação útil para a gestão e o enquadramento no respetivo setor de atividade económica.

A Central de Balanços dota o Banco de Portugal de dados relevantes para a

prossecução das suas funções, nomeadamente para a elaboração de estatísticas, para a análise de estabilidade financeira e para a realização de estudos sobre a economia portuguesa.

A informação por setor de atividade e dimensão é publicada nos Quadros do Setor.

A informação económica e financeira das empresas e a comparação com o

11 https://www.bportugal.pt/page/central-de-balancos

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS respetivo setor de atividade e classe de dimensão

respetivo setor de atividade e classe de dimensão é disponibilizada no Quadro da Empresa e do Setor.

A informação é baseada nos dados contabilísticos anuais e trimestrais, individuais

das empresas. Para os dados anuais a partir de 2006, a Central de Balanços tem por base a informação sobre as contas anuais das empresas reportada no âmbito da IES - Informação Empresarial Simplificada.

Para os dados trimestrais, utiliza a informação comunicada no ITENF – Inquérito Trimestral às Empresas Não Financeiras, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Estatística.

A Central de Balanços recolhe dados contabilísticos das empresas que têm como

fonte de informação a Informação Empresarial Simplificada (IES).

A IES substituiu o Inquérito Anual da Central de Balanços (IACB) do Banco de

Portugal cuja cobertura não era exaustiva. É ainda de referir que em 2010 se assistiu à alteração dos normativos contabilísticos, com a substituição do Plano Oficial de Contabilidade (POC) pelo Sistema de Normalização Contabilística (SNC) e pela Normalização Contabilística para Microentidades (NCM). Esta alteração teve impacto na informação de base da Central de Balanços, com a reformulação dos conceitos contabilísticos subjacentes. 12

Neste contexto, a Central de Balanços disponibiliza os seguintes produtos estatísticos: - Quadros do Setor
Neste
contexto,
a
Central
de
Balanços
disponibiliza
os
seguintes
produtos
estatísticos:
- Quadros do Setor (QS);
- Quadros da Empresa e do Setor (QES); e
- Série Longa dos Quadros do Setor (Série Longa QS).

- Os QS compreendem um conjunto mais completo de indicadores económico-financeiros por setor de atividade económica e por classe de dimensão, de acordo com os conceitos contabilísticos subjacentes ao SNC e NCM. Estas séries estão disponíveis a partir de 2010 e dirigem-se ao público em geral.

- Os QES encontram-se também disponíveis a partir de 2010, combinando

informação individual das empresas com os dados disponíveis nos QS para o

12 https://www.bportugal.pt/qesweb/UI/QSApplication.aspx

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS agregado de setor de atividade económica

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

agregado de setor de atividade económica e classe de dimensão onde as mesmas se encontram classificadas. O acesso aos QES é facultado às empresas e requer permissão e autenticação prévias na Área de Empresa.

- A Série Longa QS inclui um conjunto mais restrito de indicadores por setor de atividade económica e classe de dimensão, definidos de forma a respeitar os conceitos subjacentes aos normativos contabilísticos atualmente em vigor, ao mesmo tempo que garantem a comparabilidade dos conceitos ao longo do período considerado. Estas séries estão disponíveis desde 1995 e dirigem-se ao público em geral.

5. Normativos Contabilísticos

5.1.

Enquadramento

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS O Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho

O Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho transpôs para a ordem jurídica interna a

Diretiva n.º 2013/34/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa às demonstrações financeiras anuais, às demonstrações financeiras consolidadas e aos relatórios conexos de certas formas de empresas, que altera a Diretiva n.º 2006/43/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, e revoga as Diretivas n.º 78/660/CEE e 83/349/CEE do Conselho.

A Diretiva n.º 2013/34 foi adotada no âmbito de um conjunto de iniciativas

europeias que têm apelado à adoção de medidas com vista à redução do peso global da regulamentação, nomeadamente a redução da carga burocrática, reconhecendo o papel significativo das pequenas e médias empresas na economia da União Europeia.

Em abril de 2011, foi adotada pela Comissão Europeia a Comunicação intitulada «Ato para o Mercado Único», na qual se propõe simplificar a Quarta Diretiva n.º 78/660/ CEE, do Conselho, de 25 de julho de 1978, e a Sétima Diretiva n.º 83/349/CEE, do Conselho, de 13 de junho de 1983, no que respeita às obrigações de informação financeira, e reduzir os encargos administrativos, em especial para as pequenas e médias empresas.

Também a «Estratégia Europa 2020» para um crescimento inteligente, sustentável

e agregador adota como prioridades a redução dos encargos administrativos e a melhoria do ambiente empresarial, em especial para as pequenas e médias empresas, e a promoção da sua internacionalização.

Neste âmbito a diretiva transposta tem como principais objetivos:

- a redução de encargos administrativos das pequenas e médias empresas e a simplificação de procedimentos de relato financeiro;

- a redução da informação nas notas anexas às demonstrações financeiras, e

- a dispensa da preparação de demonstrações financeiras consolidadas para grupos de pequenas empresas.

Tendo em consideração o referido, o Decreto-Lei n.º 98/2015 introduziu no Sistema de Normalização Contabilística (SNC) as alterações consideradas indispensáveis para garantir a sua conformidade com a Diretiva n.º 2013/34, dentro das opções aí permitidas aos Estados membros.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Tendo em consideração os objetivos de

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Tendo em consideração os objetivos de simplificação presentes na diretiva, e conforme referido nos considerandos do Decreto-Lei n.º 98/2015, procedeu-se entre outros:

- a uma redução das divulgações exigidas pelas normas contabilísticas e de relato financeiro, especialmente no que respeita às microentidades;

- são acolhidas algumas das definições constantes da diretiva; e

- procede-se à alteração dos limites que definem as diferentes categorias de entidades.

Complementarmente, e com vista à unidade e clareza do sistema contabilístico, o Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho (alterado pela Lei n.º 20/2010, de 23 de agosto, pelo Decreto–Lei n.º 36-A/2011, de 9 de março, e pelas Leis n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, e 83-C/2013, de 31 de dezembro), foi ainda alterado no sentido de passar a incorporar as disposições relativas às entidades do setor não lucrativo e às microentidades, anteriormente constantes do Decreto-Lei n.º 36- A/2011, de 9 de março, alterado pela Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 64/2013, de 13 de maio, e da Lei n.º 35/2010, de 2 de setembro.

No âmbito do processo de transposição da diretiva, o Decreto–Lei n.º 98/2015 alterou:

- O Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, alterado pela Lei n.º 20/2010, de 23 de agosto, pelo Decreto–Lei n.º 36-A/2011, de 9 de março, e pelas Leis n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, e 83-C/2013, de 31 de dezembro;

- O Código das Sociedades Comerciais;

- O Decreto-Lei n.º 36-A/2011, de 9 de março, alterado pela Lei n.º 66-

B/2012, de 31 de dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 64/2013, de 13 de maio.

Tendo consequentemente sido alteradas as portarias e os avisos relativos aos instrumentos contabilísticos que compõem o SNC.

A partir de 01 de janeiro de 2016, conforme disposto no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, passamos a ter as seguintes categorias de entidades:

Consideram-se microentidades aquelas que, de entre as referidas no artigo 3.º, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:

a) Total do balanço: 350 000;

b) Volume de negócios líquido: 700 000;

c) Número médio de empregados durante o período: 10.

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Consideram-se pequenas entidades aquelas que, de entre as

Consideram-se pequenas entidades aquelas que, de entre as referidas no artigo 3.º, excluindo as situações referidas no número anterior, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:

a) Total do balanço: 4 000 000;

b) Volume de negócios líquido: 8 000 000;

c) Número médio de empregados durante o período: 50.

Consideram-se médias entidades aquelas que, de entre as referidas no artigo 3.º, excluindo as situações referidas anteriormente, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:

a) Total do balanço: 20 000 000;

b) Volume de negócios líquido: 40 000 000;

c) Número médio de empregados durante o período: 250.

Grandes entidades são as entidades que, à data do balanço, ultrapassem dois dos três limites referidos no número anterior.

As entidades de interesse público são consideradas grandes entidades, independentemente do respetivo volume de negócios líquido, do total do balanço ou do número médio de empregados do período.

Os limites previstos reportam–se ao período imediatamente anterior, devendo, quando aplicável, observar-se as seguintes regras:

a) Sempre que em dois períodos consecutivos imediatamente anteriores sejam ultrapassados dois dos três limites, as entidades deixam de poder ser consideradas na respetiva categoria, a partir do terceiro período, inclusive;

b) As entidades podem novamente ser consideradas nessa categoria, para efeitos do presente decreto-lei, caso deixem de ultrapassar dois dos três limites enunciados para a respetiva categoria nos dois períodos consecutivos imediatamente anteriores.

Ao nível da consolidação de contas, deveremos observar que o Decreto-Lei n,º 98/2015 procedeu a algumas alterações ao Decreto-Lei n.º 158/2009, nomeadamente com a introdução de um novo conceito de Pequeno Grupo.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Nos termos do artigo 9.º-B, pequenos

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Nos termos do artigo 9.º-B, pequenos grupos são grupos constituídos pela empresa-mãe e pelas empresas subsidiárias a incluir na consolidação e que, em base consolidada e à data do balanço da empresa-mãe, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:

a) Total do balanço: 6 000 000;

b) Volume de negócios líquido: 12 000 000;

c) Número médio de empregados durante o período: 50.

Os limites do total do balanço e do volume de negócios líquido são majorados em 20 % se:

a) Os valores contabilísticos das ações ou quotas das entidades incluídas na

consolidação não forem compensados pela fração que representam do capital e reservas dessas entidades; e

b) Se não forem eliminados das demonstrações financeiras consolidadas as dívidas e os créditos entre as entidades, os gastos e rendimentos relativos às operações efetuadas entre entidades e os resultados de operações efetuadas entre entidades, quando incluídos na quantia escriturada do ativo.

Conforme referido no n.º 1 do art. 7.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, uma empresa-mãe de um pequeno grupo, tal como definido no artigo 9.º-B, fica dispensada de elaborar as demonstrações financeiras consolidadas.

Ao nível da dispensa da elaboração de contas consolidadas e exclusões da consolidação deverão ser observadas as disposições previstas nos artigos 7.º e 8.º do Decreto-Lei n.º 158/2009.

5.2. Sistema de Normalização Contabilística (SNC)

O Sistema de Normalização Contabilística aplica-se à generalidade das empresas,

conforme definido no art. 3.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, com as

alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho.

O SNC é um modelo de normalização assente mais em princípios do que em regras

explícitas e que se pretende em sintonia com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e adotadas na União Europeia (UE), bem como coerente com a Diretiva n.º

2013/34/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013 (Diretiva Contabilística), que constituem os principais instrumentos de harmonização no domínio contabilístico na UE.

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS O SNC, que assimila a transposição da Diretiva

O SNC, que assimila a transposição da Diretiva Contabilística da UE, é composto pelos seguintes instrumentos:

- Bases para a apresentação de demonstrações financeiras (BADF)

- Modelos de demonstrações financeiras (MDF)

- Códigos de contas (CC)

- Normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF)

- Norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE)

- Norma contabilística e de relato financeiro para entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL)

- Norma contabilística para microentidades (NC-ME)

- Normas interpretativas (NI)

Sempre que o SNC não responda a aspetos particulares de transações ou situações, que se coloquem a dada entidade em matéria de contabilização ou relato financeiro, ou a lacuna em causa seja de tal modo relevante que o seu não preenchimento impeça o objetivo de ser prestada informação que apresente, de forma verdadeira e apropriada, a posição financeira numa certa data e o desempenho para o período abrangido, fica desde já estabelecido, tendo em vista tão-somente a superação dessa lacuna, o recurso, supletivamente e pela ordem indicada:

- Às normas internacionais de contabilidade (NIC), adotadas ao abrigo do

Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho de 2002;

- Às normas internacionais de contabilidade (IAS) e normas internacionais de

relato financeiro (IFRS), emitidas pelo IASB, e respetivas interpretações SIC- IFRIC.

5.3. Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF)

As Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) constituem uma adaptação das normas internacionais de contabilidade, adotadas na UE, tendo em conta o tecido empresarial português e o facto de algumas entidades se encontrarem obrigadas ou terem a opção de aplicar as citadas normas internacionais, nos termos do Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho de 2002.

Acolhem, igualmente, e no contexto das opções dadas aos Estados membros, as disposições constantes da Diretiva n.º 2013/34/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Assim, o conjunto das NCRF pode

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Assim, o conjunto das NCRF pode não contemplar algumas normas internacionais e as NCRF podem dispensar a aplicação de determinados procedimentos e divulgações exigidos nas correspondentes normas internacionais, embora garantindo, no essencial, os critérios de reconhecimento e de mensuração contidos nestas normas.

As NCRF são propostas pela Comissão de Normalização Contabilística (CNC) e publicadas através de avisos no Diário da República, depois de homologadas pelo membro do Governo responsável pela área das finanças, com a faculdade de delegar, sendo de aplicação obrigatória a partir da data de entrada em vigor indicada em cada uma delas.

Conforme referido no parágrafo 4 da Estrutura Conceptual (EC) publicada pelo

Aviso n.º 8254/2015, de 29 de julho, a CNC reconhece que em alguns casos pode

haver um conflito entre a EC e uma qualquer NCRF, estabelecendo-se que caso

haja algum conflito, os requisitos da NCRF prevalecem em relação à EC.

Com a publicação do Aviso n.º 8256/2015, de 29 de julho, verificou-se de uma

forma global a ajustamentos nas NCRF inicialmente publicadas pelo Aviso n.º

15655/2009, de 7 de setembro.

5.4.

Norma

Contabilística

e

de

Entidades (NCRF-PE)

Relato

Financeiro

para

Pequenas

A Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades tem como objetivo estabelecer os aspetos de reconhecimento e mensuração extraídos das correspondentes NCRF, tidos como os requisitos mínimos aplicáveis às Pequenas Entidades (PE), tal como são definidas pelo decreto-lei que instituiu o SNC.

Esta Norma deve ser aplicada pelas entidades que cumpram os requisitos para serem classificadas como PE, desde que não optem por aplicar o conjunto completo das Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF).

Conforme decorre das alterações ao Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho, os limites considerados para a categorização das pequenas entidades foram alterados.

Com efeito, conforme disposto no n.º 2 do artigo 9.º do DL n.º 158/2009, de 13 de julho, com as alterações introduzidas pelo DL n.º 98/2015, de 2 de junho, consideram-se pequenas entidades aquelas que, de entre as referidas no artigo 3.º, excluindo as situações em que possam ser consideradas microentidades, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS - Total de balanço: 4.000.000 € ; -

- Total de balanço: 4.000.000 ;

- Volume de negócios líquido: 8.000.000 ;

- Número médio de empregados durante o período: 50

A NCRF-PE condensa os principais aspetos de reconhecimento e mensuração,

extraídos das NCRF, tidos como os requisitos mínimos aplicáveis às referidas

entidades.

Sempre que a NCRF-PE não responda a aspetos particulares de transações ou situações, que se coloquem a dada entidade em matéria de contabilização ou relato financeiro, ou a lacuna em causa seja de tal modo relevante que o seu não preenchimento impeça o objetivo de ser prestada informação que, de forma verdadeira e apropriada, traduza a posição financeira numa certa data e o desempenho para o período abrangido, fica desde já estabelecido, tendo em vista tão-somente a superação dessa lacuna, o recurso, supletivamente e pela ordem

indicada:

- Às NCRF e NI;

- Às NIC, adotadas ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1606/02 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho de 2002;

- Às normas internacionais de contabilidade (IAS) e normas internacionais de

relato financeiro (IFRS), emitidas pelo IASB, e respetivas interpretações SIC- IFRIC.

5.5. Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL)

A disseminação de ESNL e o importante papel e peso que desempenham na

economia justificam que se reforcem as exigências de transparência relativamente

às atividades que realizam e aos recursos que utilizam, nomeadamente através da

obrigação de prestarem informação fidedigna sobre a gestão dos recursos que lhes são confiados, bem como sobre os resultados alcançados no desenvolvimento das suas atividades.

Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL) tem como objetivo estabelecer os principais aspetos de reconhecimento e mensuração, com as adaptações inerentes a este tipo de entidades, adiante designadas por ESNL. Esta Norma deve ser aplicada pelas

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS entidades que cumpram os requisitos sobre

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

entidades que cumpram os requisitos sobre ESNL, desde que não optem por aplicar, com as necessárias adaptações, o conjunto completo das Normas Contabilísticas e

de Relato Financeiro (NCRF).

À semelhança da NCRF-PE, a NCRF-ESNL condensa os principais aspetos de reconhecimento e mensuração, extraídos das NCRF, tidos como os requisitos mínimos aplicáveis às referidas entidades.

Sempre que a NCRF-ESNL não responda a aspetos particulares de transações ou situações, que se coloquem a dada entidade em matéria de contabilização ou relato financeiro, ou a lacuna em causa seja de tal modo relevante que o seu não preenchimento impeça o objetivo de ser prestada informação que, de forma verdadeira e apropriada, traduza a posição financeira numa certa data e o desempenho para o período abrangido, fica desde já estabelecido, tendo em vista tão-somente a superação dessa lacuna, o recurso, supletivamente e pela ordem indicada:

- Às NCRF e NI;

- Às NIC, adotadas ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1606/02 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho de 2002;

- Às normas internacionais de contabilidade (IAS) e normas internacionais de

relato financeiro (IFRS), emitidas pelo IASB, e respetivas interpretações SIC- IFRIC.

5.6. Norma Contabilística para Microentidades (NC-ME)

A Norma Contabilística para Microentidades (NC-ME) tem como objetivo

estabelecer os aspetos de reconhecimento e mensuração, tidos como os requisitos contabilísticos aplicáveis às microentidades tal como são definidas pelo n.º 1 do

artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho.

Esta Norma deve ser aplicada pelas entidades que cumpram os requisitos para serem classificadas como microentidades, desde que não optem pela aplicação da Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades (NCRF-PE) ou das Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF).

Conforme disposto no n.º 1 do artigo 9.º do DL n.º 158/2009, de 13 de julho, com

as alterações introduzidas pelo DL n.º 98/2015, de 2 de junho, consideram-se

microentidades aquelas que, de entre as referidas no artigo 3.º, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS - Total de balanço: 350.000 € ; -

- Total de balanço: 350.000 ;

- Volume de negócios líquido: 700.000 ;

- Número médio de empregados durante o período: 10

Importa ainda realçar a alteração ao artigo 66.º do Código das Sociedades

Comerciais

microentidades a dispensa da obrigação de elaborar o relatório de gestão.

A NC-ME acolhe os conceitos, definições e procedimentos contabilísticos de aceitação generalizada em Portugal, tal como enunciados no Sistema de Normalização Contabilística (SNC), tendo como base de referência a correspondente Estrutura Conceptual (EC).

as

prevista

no

artigo

5.º

do

DL

98/2015,

o

qual

prevê

para

Os termos e expressões utilizados na norma correspondem aos constantes das NCRF, cuja compilação em glossário é disponibilizada no site da Comissão de Normalização Contabilística, exceto se de outra forma for especificamente estabelecido.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 6. FAQ´s e Orientações Contabilística técnicas

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

6. FAQ´s

e

Orientações

Contabilística

técnicas

da

Comissão

de

Normalização

Conforme referido no site da Comissão de Normalização Contabilística, com vista a contribuir para a melhor aplicação do Sistema de Normalização Contabilística, a CNC divulga um conjunto de questões que lhe têm sido recorrentemente apresentadas e que, pela sua importância, considera que são merecedoras de divulgação.

As respostas originais foram emitidas em relação a questões concretas descritas nos pedidos endereçados à CNC.

Porém, e para divulgação no site, tais respostas foram objeto de adaptação a fim de garantir a necessária proteção de dados ou informações que, aliás, em nada acrescentariam à compreensão técnica das matérias.

Importa ainda realçar que as respostas divulgadas, devem ser apreciadas tendo em consideração a data em que foram produzidas e que as mesmas têm um carácter meramente informativo, não constituindo, em caso algum, um ato administrativo.

Tendo como objetivo a visualização de uma informação sistematizada, resume-se seguidamente a informação disponível no site da CNC, respeitante a:

- FAQ's - Questões Frequentes - Setor Empresarial - Normativos aplicáveis aos períodos que se iniciaram até 01/01/2016;

- FAQ's - Questões Frequentes - Setor Empresarial - Normativo aplicável aos períodos que se iniciem a partir de 01/01/2016;

- Orientações Técnicas – Setor Empresarial;

- Principais questões relacionadas com a transição para o SNC 2016;

- FAQ's - Questões Frequentes - Setor Público – SNC-AP

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 6.1. FAQ's - Questões Frequentes - Setor

6.1.

FAQ's

-

Questões

Frequentes

-

Setor

Empresarial

-

Normativos

aplicáveis

aos

períodos

que

se

iniciaram

até

01/01/2016

Pergunta 1: Uma entidade que aplica o Plano de Contas das Instituições Particulares de Solidariedade Social (PCIPSS) é obrigada a adotar o Sistema de Normalização Contabilística?

Pergunta 2: Uma entidade que aplica o Plano Oficial de Contabilidade das Instituições do Sistema de Solidariedade e de Segurança Social (POCISSSS) é obrigada a adotar o Sistema de Normalização Contabilística?

Pergunta 3: Qual o tratamento contabilístico dos dispêndios incorridos com a produção de conteúdos de entretenimento interativo (jogos de vídeo para computadores pessoais e/ou consolas), sendo que essa produção engloba as seguintes fases: (i) geração da ideia; (ii) amadurecimento da ideia; (iii) criação de protótipo e sua apresentação aos distribuidores; (iv) criação do novo jogo e geração da respetiva propriedade intelectual? A comercialização do jogo pode incluir, ou não, a transmissão dos direitos de propriedade intelectual. A empresa desenvolveu, também, uma tecnologia própria, transversal a todos os jogos que produz

Pergunta 4: Qual o tratamento contabilístico inerente aos dispêndios de construção de um "web site" desenvolvido por entidade terceira?

Pergunta 5: Num grupo empresarial de direito português, uma empresa-mãe prepara demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade adotadas na UE (por obrigação ou por opção) e pretende que as empresas do grupo utilizem a opção pelas normas internacionais de contabilidade adotadas na UE. Isso implica que todas as entidades incluídas na consolidação tenham de preparar contas individuais em IFRS?

Pergunta 6: Uma entidade que adote a NCRF-PE pode ser dispensada da apresentação dos comparativos nas suas demonstrações financeiras de 2010?

Pergunta 7: Qual o tratamento contabilístico a dar ao excesso resultante do produto da venda sobre a quantia escriturada do ativo, no caso duma transação de venda seguida de locação financeira?

Pergunta 8: A variação nos inventários da produção e os trabalhos para a própria entidade devem ser considerados para efeitos da verificação do limite estabelecido na alínea b) do n.º 1 do art.º 9.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho (pequenas entidades)?

Pergunta 9: Um ativo fixo tangível que em 31 de Dezembro de 2009 se encontra totalmente amortizado, mas que continua a ser utilizado, deverá, na transição para o SNC, ser escriturado com valor zero ou tem de ser objeto de reavaliação?

Pergunta 10: Em que rubricas do código de contas do SNC deverão ser registadas as diferenças de câmbio?

Pergunta 11: Qual o parágrafo a que se pretende reportar o texto do parágrafo 31 da NCRF 4 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas Contabilísticas e Erros?

Pergunta 12: Na Demonstração das Alterações no Capital Próprio – Anexo 4 da

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Portaria n.º 986/2009, de 7 de

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Portaria n.º 986/2009, de 7 de Setembro, a 5ª coluna da demonstração respeitante ao período N é titulada com a expressão "outros instrumentos de capital próprio" enquanto que a coluna homóloga respeitante ao exercício N-1 é titulada com a expressão "Prestações suplementares e outros instrumentos de capital próprio". Esta diferença terminológica tem algum significado de natureza conceptual?

Pergunta 13: Os subsídios relacionados com ativos originam passivos por impostos diferidos?

Pergunta 14: Da leitura dos parágrafos 14 e 15 da NCRF 15 surge a dúvida quanto ao alcance da norma, uma vez que no primeiro se lê "devem" e no segundo "são". Podem esclarecer?

Pergunta 15: Nos termos do SNC, as Prestações Suplementares, nas sociedades por quotas, e as Prestações Acessórias, nas sociedades anónimas, são considerados instrumentos de capital próprio sempre e em qualquer situação? Ou podem/passam a ser reconhecidos como passivos financeiros, dado que parecem satisfazer a definição de passivo financeiro das NCRF?

Pergunta 16: Numa empresa cuja principal atividade é a detenção de imóveis para rendimento, esses imóveis deverão ser considerados Propriedades de investimento ou Ativos fixos tangíveis, dado que são o objeto social da empresa? E no caso de uma pequena entidade, aplica-se a norma das propriedades de investimento?

Pergunta 17: Qual a quantia do rédito que deve ser reconhecido pelas Agências de Viagens, considerando que estas comercializam essencialmente bilhetes de avião, alojamento em hotéis, pacotes turísticos organizados por operadores e transfers e que as faturas que emitem aos seus clientes incluem o valor da viagem (bilhete de avião, alojamento, pacote turístico e transfers) de montante similar ao debitado pelos fornecedores, as comissões obtidas de fornecedores e as taxas de serviço cobradas pelo serviço de intermediação?

Pergunta 18: Qual é o conceito de empregado a que se refere a alínea c) do n.º 1 do art.º 2.º do Decreto-Lei n.º 36-A/2011, de 9 de Março e de trabalhador empregado a que se refere a alínea c) do n.º 1 do art.º 9.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho? Nesses conceitos são incluídos, por exemplo, os sócios gerentes?

Pergunta 19: A obrigação prevista no art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho (conjunto de demonstrações financeiras previsto no SNC) pode-se considerar cumprida mediante a constituição do dossier fiscal e da entrega da declaração da IES?

Pergunta 20: Qual o enquadramento da rubrica Dividendos Antecipados no Balanço constante do SNC? A dúvida surge porque essa rubrica figurava explicitamente no modelo de balanço de acordo com o POC, o que não sucede com o modelo de balanço de acordo com o SNC.

Pergunta 21: Em que rubrica do modelo de balanço para as microentidades deve ser inscrita a parcela de empréstimos obtidos de médio/longo prazo que se vençam no exercício seguinte? A dúvida surge porque no modelo de balanço não figura expressamente no passivo corrente a rubrica de financiamentos obtidos.

Pergunta 22: Uma entidade sujeita à aplicação do regime da normalização contabilística para as entidades do setor não lucrativo, pode por opção, utilizar como normativo contabilístico o conjunto das 28 NCRF, denominado vulgarmente de SNC Geral?

Pergunta 23: Existem algumas questões relacionadas com a possibilidade ou obrigatoriedade de elaborar contas em conformidade com as IAS/IFRS, que importaria esclarecer e que de seguida se identificam.

Uma empresa-mãe constituída e sedeada num estado membro da UE (outro que não

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Portugal) tem valores mobiliários admitidos à cotação

Portugal) tem valores mobiliários admitidos à cotação num mercado regulamentado da UE, e uma das suas subsidiárias encontra-se localizada e constituída segundo a lei portuguesa:

1. Esta subsidiária, que não é empresa-mãe (logo, não prepara contas consolidadas), pode utilizar as IAS/IFRS nas suas contas individuais?

2. Esta subsidiária é, por seu turno, empresa-mãe de um grupo de entidades constituídas segundo a lei portuguesa, mas não tem valores mobiliários admitidos à cotação.

a) Esta subsidiária não prepara contas consolidadas uma vez que de tal está dispensada por a sua empresa-mãe preparar contas consolidadas de todo o grupo. Esta subsidiária e as suas subsidiárias (todas localizadas em Portugal) podem utilizar as IAS/IFRS nas suas contas individuais?

b) Esta subsidiária prepara contas consolidadas. Na preparação dessas contas consolidadas pode utilizar as IAS/IFRS? E pode utilizar as IAS/IFRS nas suas contas individuais, bem como nas contas individuais de todas as suas subsidiárias?

Pergunta 24: Qual a razão da diferença no texto do § 34 da NCRF 19 – Contratos de construção, quando comparado com o texto do § 34 da IAS 11?

No texto da NCRF 19 lê-se "34 —

pode não ser provável e em que os custos do

contrato podem não ser reconhecidos

",

enquanto que no texto da IAS 11 se pode

pode não ser provável e em que os custos do contrato podem ter de ser

ler, "34 - reconhecidos

"

Pergunta 25: Como devem ser contabilizadas as entradas de capital dos membros das cooperativas tendo em conta o disposto no art.º 36.º do Código Cooperativo?

Pergunta 26: Que contas deverão ser incluídas na linha "Juros e rendimentos similares obtidos" da Demonstração de resultados por naturezas do SNC?

Pergunta 27: Como deve ser efetuado o registo das operações abrangidas pelo artigo 7.º do regime de IVA de caixa aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/2013, de 30 de maio?

Pergunta 28: Como deve ser efetuado o tratamento a nível do reconhecimento, mensuração e registo contabilístico das contribuições para o fundo de compensação do trabalho (FCT) e para o fundo de garantia de compensação do trabalho (FGCT), cujos regimes jurídicos foram estabelecidos pela Lei n.º 70/2013, de 30 de Agosto?

Pergunta 29: Uma vez que a Lei n.º 2/2014 que procede à reforma da tributação foi publicada em 16 de janeiro, devem os seus efeitos ser considerados no encerramento das contas reportadas a 31 de dezembro de 2013, nomeadamente para a mensuração dos impostos diferidos?

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 6.2. - Normativo aplicável aos períodos

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

6.2.

-

Normativo aplicável aos períodos que se iniciem a partir de

01/01/2016

FAQ's

-

Questões

Frequentes

-

Setor

Empresarial

Pergunta 3: Qual o tratamento contabilístico dos dispêndios incorridos com a produção de conteúdos de entretenimento interativo (jogos de vídeo para computadores pessoais e/ou consolas), sendo que essa produção engloba as seguintes fases: (i) geração da ideia; (ii) amadurecimento da ideia; (iii) criação de protótipo e sua apresentação aos distribuidores; (iv) criação do novo jogo e geração da respetiva propriedade intelectual? A comercialização do jogo pode incluir, ou não, a transmissão dos direitos de propriedade intelectual. A empresa desenvolveu, também, uma tecnologia própria, transversal a todos os jogos que produz.

Pergunta 4: Qual o tratamento contabilístico inerente aos dispêndios de construção de um website desenvolvido por entidade terceira?

Pergunta 5: Num grupo empresarial de direito português, uma empresa-mãe prepara demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade adotadas na UE (por obrigação ou por opção) e pretende que as empresas do grupo utilizem a opção pelas normas internacionais de contabilidade adotadas na UE. Isso implica que todas as entidades incluídas na consolidação tenham de preparar contas individuais em IFRS?

Pergunta 15: Nos termos do SNC, as prestações suplementares, nas sociedades por quotas, e as prestações acessórias, nas sociedades anónimas, são consideradas instrumentos de capital próprio sempre e em qualquer situação? Ou podem/passam a ser reconhecidas como passivos financeiros, dado que parecem satisfazer a definição de passivo financeiro das NCRF?

Pergunta 16: Numa empresa cuja principal atividade é a detenção de imóveis para rendimento, esses imóveis deverão ser considerados propriedades de investimento ou ativos fixos tangíveis, dado que são o objeto social da empresa?

Pergunta 17: Qual a quantia do rédito que deve ser reconhecido pelas agências de viagens, considerando que estas comercializam essencialmente bilhetes de avião, alojamento em hotéis, pacotes turísticos organizados por operadores e transfers e que as faturas que emitem aos seus clientes incluem o valor da viagem (bilhete de avião, alojamento, pacote turístico e transfers) de montante similar ao debitado pelos fornecedores, as comissões obtidas de fornecedores e as taxas de serviço cobradas pelo serviço de intermediação?

Pergunta 18: Qual é o conceito de empregado a que se refere a alínea c) dos n.º 1, 2 e 3 dos art.º 9.º do Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho? Nesses conceitos são incluídos, por exemplo, os sócios gerentes?

Pergunta 19: A obrigação prevista no art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho (conjunto de demonstrações financeiras previsto no SNC), com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho, pode considerar-se cumprida mediante a constituição do dossiê fiscal e da entrega da declaração da IES?

Pergunta 25: Como devem ser contabilizadas as entradas de capital dos membros das cooperativas tendo em conta o disposto no art.º 89.º da Lei n.º 119/2015, de 31 de

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS agosto (Código Cooperativo)? Pergunta 26: Que contas

agosto (Código Cooperativo)?

Pergunta 26: Que contas deverão ser incluídas na linha "Juros e rendimentos similares obtidos" da Demonstração de resultados por naturezas do SNC?

Pergunta 27: Como deve ser efetuado o registo das operações abrangidas pelo artigo 7.º do regime de IVA de caixa aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/2013, de 30 de maio?

Pergunta 28: Como deve ser efetuado o tratamento a nível do reconhecimento, mensuração e registo contabilístico das contribuições para o fundo de compensação do trabalho (FCT) e para o fundo de garantia de compensação do trabalho (FGCT), cujos regimes jurídicos foram estabelecidos pela Lei n.º 70/2013, de 30 de agosto?

Pergunta 30: Pode um ativo intangível com vida útil indefinida, adquirido antes de 01 de janeiro de 2016, continuar a não ser amortizado e ser apenas sujeito a testes de imparidade anuais?

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 6.3. Orientações Técnicas – Setor Empresarial

Encerramento de Contas de 2019

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6.3. Orientações Técnicas – Setor Empresarial

Orientação Técnica n.º 1 - Apuramento das categorias de entidades

 

Orientação

Técnica

n.º

2

-

Obrigatoriedade

de

apresentação

de

contas

consolidadas

Orientação Técnica n.º 3 - Reavaliação fiscal dos Ativos Fixos Tangíveis (Decreto- Lei n.º 66/2016, de 3 de novembro)

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 6.4. Principais questões relacionadas com a transição

6.4. Principais questões relacionadas com a transição para o SNC

2016

1. Propriedades de investimento

Que procedimentos uma empresa deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC se:

a. Em 2015 adotava o regime geral SNC e tinha propriedades de investimento mensuradas pelo justo valor e em 2016 passa a adotar a NCRF-PE (modelo do custo ou modelo de revalorização).

Na data de transição, a empresa deve reclassificar a propriedade de investimento para ativo fixo tangível. O justo valor da propriedade de investimento passa a ser o seu custo a partir dessa data.

Subsequentemente, se a empresa adotar o modelo do custo, as depreciações das propriedades de investimento devem ser calculadas com base no custo (justo valor na data de transição). Os impostos diferidos que a empresa tenha anteriormente reconhecido, derivados da aplicação do modelo do justo valor, devem ser anulados por contrapartida de resultados transitados.

Subsequentemente, se a empresa adotar o modelo de revalorização, as depreciações das propriedades de investimento devem ser calculadas com base no justo valor do período anterior. Os impostos diferidos que a empresa anteriormente tenha reconhecida, derivados da aplicação do modelo do justo valor, devem ser mantidos e os impostos diferidos resultantes da adoção do modelo de revalorização devem ser reconhecidos de acordo com a NCRF 25.

No Balanço de 2016, a propriedade de investimento deve ser apresentada como ativo fixo tangível em 2016 e como propriedade de investimento em 2015 (no comparativo). No caso do modelo do custo, os ativos ou passivos por impostos diferidos no Balanço e os impostos diferidos na DR devem estar refletidos no comparativo das demonstrações financeiras de 2016.

b. Em 2015 adotava o regime geral SNC e tinha propriedades de investimento mensuradas pelo justo valor e em 2016 passa a adotar a NCM.

Na data de transição, a empresa deve reclassificar a propriedade de investimento para ativo fixo tangível. O justo valor da propriedade de investimento passa a ser o seu custo a partir dessa data.

Subsequentemente, as depreciações das propriedades de investimento devem ser calculadas com base no custo (justo valor na data de transição). Os impostos diferidos

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS que a empresa tenha anteriormente reconhecido,

Encerramento de Contas de 2019

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que a empresa tenha anteriormente reconhecido, derivados da aplicação do modelo do justo valor, devem ser anulados por contrapartida de resultados transitados.

No Balanço de 2016, a propriedade de investimento deve ser apresentada como ativo fixo tangível em 2016 e como propriedade de investimento em 2015 (no comparativo). Os ativos ou passivos por impostos diferidos no Balanço e os impostos diferidos na Demonstração dos Resultados devem estar refletidos no comparativo das demonstrações financeiras de 2016.

2. Investimentos em subsidiarias. empreendimentos conjuntos e associadas

Que procedimentos uma empresa deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC se em 2015 adotava o regime geral SNC e tinha investimentos em subsidiárias, associadas ou empreendimentos conjuntos mensurados pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP) e em 2016 passa a adotar a NCRF-PE e opta por não aplicar o MEP aos investimentos em subsidiárias, associadas ou empreendimentos conjuntos ou passa a adotar a NC-ME.

Na data de transição, os investimentos em subsidiárias, associadas ou empreendimentos conjuntos estão mensurados pelo custo, que coincide com o valor contabilístico do investimento sujeito à do MEP no final de 2015. Os ajustamentos relativos ao MEP reconhecidos na conta Ajustamentos em ativos financeiros ou Diferenças de conversão de demonstrações financeiras no capital próprio devem ser anulados por contrapartida de resultados transitados. A empresa não reconhece o goodwill separadamente do restante valor do investimento nem o deve amortizar. A empresa deverá avaliar o investimento quanto a imparidade, bem como eventuais efeitos nos impostos diferidos.

3. Ativos biológicos

Que procedimentos uma empresa deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC se em 2015 adotava o regime geral SNC e tinha ativos biológicos mensurados pelo justo valor e em 2016 passa a adotar a NCRF-PE ou a NC-ME e mensura os ativos biológicos pelo custo.

Na data de transição, as empresas que adotem a NC-ME deve reclassificar os ativos biológicos de produção para ativo fixo tangível e os ativos biológicos consumíveis para inventários. Esses ativos estão mensurados pelo custo, que coincide com o justo valor dos ativos biológicos no final de 2015.

Os impostos diferidos que a empresa tenha eventualmente reconhecido, derivados da aplicação do modelo do justo valor, devem ser anulados por contrapartida de resultados transitados, em linha com previsto no ponto 5.3 da NCRF-PE e da NC-ME.

No Balanço de 2016, os ativos biológicos de produção das empresas que apliquem a NC- ME devem ser apresentados como ativo fixo tangível em 2016 e como ativo biológico em 2015 (no comparativo). No Balanço de 2016, os ativos biológicos consumíveis das empresas que apliquem a NC-ME devem ser apresentados como inventário em 2016 e como ativo biológico em 2015 (no comparativo).

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 4. Planos de benefícios definidos Que procedimentos uma

4. Planos de benefícios definidos

Que procedimentos uma empresa deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC se em 2015 adotava o regime geral SNC e tinha planos de benefícios definidos, cujos ganhos e perdas atuariais estavam a ser reconhecidos de acordo com o método do corredor.

Na data de transição, a empresa deve ajustar o valor do passivo, aumentando-o pelas perdas atuariais não reconhecidos e diminuindo-o pelos ganhos atuariais não reconhecidos. Estes ajustamentos têm como contrapartida a conta de Outras variações no capital próprio.

Devem ser efetuados os correspondentes ajustamentos ao nível dos impostos diferidos.

5. Demonstrações financeiras

Uma entidade pode apresentar demonstrações financeiras para além das exigidas pelo normativo que se lhe aplica?

Sim, desde que sejam preparadas em conformidade com um dos modelos previstos na Portaria n.º 220/2015.

6. Ativos intangíveis com vida útil indefinida

Que procedimentos uma empresa deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC:

Na data de transição, os ativos intangíveis com vida útil indefinida devem manter o seu valor contabilístico, o qual será objeto de amortização a partir de 2016, inclusive, durante um prazo máximo de 10 anos, nos termos do parágrafo 105 da NCRF 6.

Eventuais perdas por imparidade reconhecidas antes de 1/1/2016 não serão objeto de reversão.

7. Goodwill

Que procedimentos uma empresa deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC:

Na data de transição, o goodwill deve manter o seu valor contabilístico, o qual será objeto de amortização a partir de 2016, inclusive, de acordo com a sua vida útil, ou caso esta não possa ser estimada com fiabilidade, durante um prazo de 10 anos.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 8. Consolidação Que procedimentos uma empresa

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8.

Consolidação

Que procedimentos uma empresa sujeita ao regime geral deve adotar na implementação das alterações introduzidas no SNC se tiver que consolidar uma subsidiária sujeita a NCRF-PE ou NC-ME.

A empresa deve continuar a consolidar essa subsidiária como se a mesma continuasse a aplicar o regime geral SNC.

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 6.5. FAQ's - Questões Frequentes - Setor Público

6.5. FAQ's - Questões Frequentes - Setor Público – SNC-AP

» Pergunta 1: Contabilização orçamental do processamento de vencimentos

A escrituração no subsistema da contabilidade orçamental do SNC-AP relativo ao

processamento de vencimentos e respetivos pagamentos é diferente do que se utiliza atualmente no âmbito do POCP e planos setoriais?

» Pergunta 2: Demonstração do desempenho orçamental

Como deve ser preenchida a linha Restituição do saldo operações Orçamentais constante da Demonstração do desempenho orçamental?

» Pergunta 3: Subcontas de natureza orçamental relativas a períodos futuros

As subcontas relativas a períodos futuros abrangem as faturas ou documentos equivalentes emitidos pela própria entidade com data prevista de recebimento em anos futuros à data de lançamento e no caso de faturas ou documentos equivalentes emitidos por terceiros com data de vencimento prevista em anos futuros à data de lançamento?

» Pergunta 4: Pedido de reposição de dinheiros públicos

Quando o organismo deteta a necessidade de pedir uma reposição a terceiros como deve ser tratada?

» Pergunta 5: Conta 081 – Encerramento do Orçamento

Questiona-se como deve ser tratado o saldo desta conta. Deve transitar para o período seguinte ou no processo de encerramento automático do ano, quando se procede à transferência de saldos para o ano seguinte, dá-se a indicação ao sistema para este saldo não transitar?

» Pergunta 6: Saldo de operações de tesouraria no final do ano

Quando e de que forma se saldam as subcontas da conta 07-Operações de Tesouraria?

» Pergunta 7: Devolução de verbas contabilizadas como operações de tesouraria

Como devem ser contabilisticamente tratadas as eventuais devoluções de operações de tesouraria?

» Pergunta 8: Fonte de financiamento a utilizar na execução de despesa sujeita a reembolso comunitário

Qual a fonte de financiamento a utilizar na execução de despesa que era suposto ter financiamento comunitária, uma vez que funciona mediante reembolso?

» Pergunta 9: Tratamento contabilístico de restituição de receita cobrada no(s) ano(s) anterior(es)

Como deve ser tratado contabilisticamente a restituição de receita no ano “n” que foi cobrada em “n-1”?

»

Pergunta 10: Âmbito de utilização da conta 04 Despesa de períodos futuros

As

contas 041 e 042 são movimentadas por todos os compromissos assumidos para anos

futuros (deem ou não origem a obrigações a pagar em anos futuros) ou apenas pelos compromissos assumidos para anos futuros que ainda não geraram obrigações a pagar

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS em anos futuros, dado que essas

Encerramento de Contas de 2019

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em anos futuros, dado que essas estarão contempladas nas contas 043 e 044?

Pergunta 11: Âmbito de utilização da conta 0173-Recebimentos diferidos

Relativamente à conta 0173-Recebimentos diferidos, esta deve ser utilizada por todas as entidades públicas beneficiárias de rendimentos sujeitos a retenção na fonte efetuadas por terceiros?

» Pergunta 12: Liquidação e cobrança orçamental do saldo da gerência anterior

A liquidação e cobrança do saldo da gerência anterior não implica a duplicação do

valor na “Demonstração do Desempenho Orçamental”, dado que o saldo da gerência seguinte é calculado pela soma do saldo da gerência anterior com a receita cobrada deduzida da despesa paga?

» Pergunta 13: Tratamento contabilístico das retenções a fornecedores devido a situação tributária ou contributiva não regularizada

Considerando que as operações de tesouraria referente a descontos e retenções em

vencimentos passam a ser contabilizados como orçamentais, coloca-se a questão sobre

o tratamento contabilístico a adotar no caso das retenções efetuadas a fornecedores

quando estes não apresentem em tempo útil a declaração de situação contributiva regularizada ou o acesso a consulta, por exemplo. Será contabilizado como operações de tesouraria ou orçamental?

» Pergunta 14: Contabilização orçamental do IVA intracomunitário não dedutível

Como deve ser contabilizado orçamentalmente (NCP26) o IVA intracomunitário não dedutível. Deve o valor do imposto ser acrescido no momento da criação do cabimento e do compromisso, originando duas obrigações, uma ao fornecedor e outra ao Estado?

» Pergunta 15: Tratamento contabilístico do IVA autoliquidado nas empreitadas

No caso em que as empreitadas têm IVA autoliquidado este não deve ser considerado como despesa na empreitada? Deve dar origem a um gasto com impostos? A NCP 5 refere que o valor do ativo deve incluir todos os custos para a sua produção e/ou aquisição, incluindo os impostos não dedutíveis. Devemos considerar um gasto com

empreitada na classe 4 Investimentos na contabilidade financeira e uma despesa com impostos na contabilidade orçamental? Não era suposto terem ambas a mesma

natureza?

Pergunta 16: Contabilização orçamental de um bem recebido como dação em pagamento

Um bem recebido como dação em pagamento por um município para liquidação de um valor a receber de um cliente deverá ter reflexo na execução orçamental da receita?

Pergunta 17: Contabilização orçamental das retenções efetuadas no processamento de vencimentos – Primeiro ano de aplicação do SNC-AP

O saldo de tesouraria apurado atualmente inclui retenções de quotizações sociais e

outras decorrentes do processamento de vencimentos que em SNC-AP deixam de incluir o saldo de tesouraria. No primeiro ano de aplicação do SNC-AP como devem ser tratados estes saldos?

» Pergunta 18: Perímetro de consolidação de natureza orçamental (NCP26) e de natureza financeira (NCP22)

As entidades incluídas no perímetro de consolidação orçamental podem ser diferentes das que constam do perímetro de consolidação financeira, dado que o perímetro de consolidação da NCP26 – Contabilidade e Relato Orçamental é mais restrito do que o da NCP22 – Demonstrações Financeiras Consolidadas pois está limitado às entidades reclassificadas pelo INE? São neste caso apresentadas duas prestações de contas

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS consolidadas diferentes?   » Pergunta 19:

consolidadas diferentes?

 

» Pergunta 19: Aplicação dos limites previstos no Regime Simplificado do SNC-AP

 

A aplicação do regime simplificado para micros e pequenas entidades está dependente

da despesa orçamental paga dos últimos dois anos. Como deve ser entendido o limite à despesa global de 1 milhão de euros (micro entidades) e 5 milhões de euros

(pequenas entidades)?

 

»

Pergunta

20:

Contabilização

orçamental

decorrente

de

um

acordo

de

recebimentos/pagamentos

 

Quais os registos contabilísticos a efetuar no subsistema orçamental quando, por exemplo, o município para recuperar um valor a receber de habitação social realiza um acordo de pagamentos com o inquilino?

»

Pergunta 21: Liquidações/obrigações de períodos futuros

 

Se um município atribuir a uma freguesia um subsídio corrente por três anos para que esta desenvolva um conjunto específico de atividades deve no subsistema da contabilidade orçamental o município registar o compromisso do ano referente ao valor a transferir no próprio ano e em compromissos de anos futuros o valor dos restantes dois anos e a freguesia registar na rubrica 03 receita de períodos futuros o valor a receber nos próximos dois anos?

» Pergunta 22: Alteração orçamental permutativa

 

A norma 26 refere que quando a receita é superior ao orçamento, se deverá fazer uma

alteração orçamental. Essa alteração deve ser feita sempre que ocorre um desfasamento ou somente no final do ano, quando se apurar que o global da receita é superior ao orçado? A despesa pode ser reforçada em simultâneo com esse aumento de receita? A contabilização é por conta de crédito especial?

Pergunta 23: Criação de novas contas no Plano de Contas Multidimensional (PCM) do SNC-AP

»

Pode uma entidade, no âmbito da elaboração do seu plano de contas, criar contas não previstas no Plano de Contas do SNC-AP aprovado pelo Decreto-Lei n.º 192/2015, de 11 de setembro e constante do respetivo Anexo III?

»

Pergunta 24: Direito de uso de um ativo numa transação sem contraprestação

 

Um bem cedido a título gratuito, em regime de comodato ou semelhante por um determinado período de anos a uma entidade não lucrativa, com o fim de permitir que essa entidade desenvolva a sua atividade social, deverá ser desreconhecido do imobilizado (assumindo que os anos do comodato são superiores ou idênticos à vida útil do bem) ou reconhecida imparidade?

» Pergunta 25: Atualização das quantias escrituradas dos ativos fixos tangíveis totalmente depreciados na data de transição para o SNC-AP

As quantias escrituradas dos bens do ativo fixo tangível totalmente depreciados podem ser atualizadas na data de transição para o SNC-AP?

»

Pergunta 26: Adiantamentos efetuados a fornecedores

 

Como devem ser reconhecidos contabilisticamente os adiantamentos efetuados a

fornecedores?

 

»

Pergunta

27:

Momento

do

reconhecimento

contabilístico

da

obrigação

orçamental

 

Quando é que uma fatura deve ser registada como obrigação orçamental (contas a

pagar

 
Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS » Pergunta 28: Tratamento contabilístico das

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

» Pergunta 28: Tratamento contabilístico das retenções a fornecedores para garantia

As retenções a fornecedores para constituição ou reforço de garantia deixam de ser operações de tesouraria?

» Pergunta 29: Suporte documental e tratamento contabilístico da emissão e cobrança de receita repartida

Qual o suporte documental e tratamento contabilístico da emissão e cobrança de receita repartida?

» Pergunta 30: Transferência de ativos entre entidades públicas no âmbito de transações sem contraprestação

Por que valor devem ser mensurados no reconhecimento os ativos provenientes de outra entidade pública no âmbito de transações sem contraprestação?

» Pergunta 31: Classificação orçamental e financeira de contratos em regime de tarefa e avença

Qual a classificação orçamental e financeira adequada para o registo da situação dos contratos de tarefa e avença?

» Pergunta 32: Reconhecimento, no subsistema da Contabilidade Orçamental, de notas de crédito relativas a faturas pagas no ano anterior

Como deve ser reconhecida no subsistema da Contabilidade Orçamental a cobrança das notas de crédito relativas a faturas pagas no ano anterior?

» Pergunta 33: Restituições e reembolsos a transitar (emitidos e não totalmente pagos no mesmo ano)

Como tratar na contabilidade orçamental, no âmbito do encerramento da classe 0, os reembolsos e restituições que tenham sido emitidos por um montante superior ao pago?

» Pergunta 34: Aplicação do SNC-AP às EPRs

O SNC-AP aplica-se a todas as entidades públicas reclassificadas?

» Pergunta 35: Consolidação de Municípios com Serviços Municipalizados ou Intermunicipalizados na Contabilidade Orçamental e Financeira

Como consolidar Serviços Municipalizados ou Intermunicipalizados na Contabilidade Orçamental e Financeira?

» Pergunta 36: Reconhecimento dos bens de investimento em Serviços Municipalizados ou Intermunicipalizados

Como devem ser reconhecidos os bens de investimento nos Serviços Municipalizados ou Intermunicipalizados?

» Pergunta 37: Reconhecimento de imóveis cedidos

Os imóveis que se encontram cedidos a uma entidade devem ser contabilizados nas contas da entidade que o utiliza ou nas contas da entidade que tem a propriedade do Imóvel?

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 7. Operações anteriores ao encerramento de contas 7.1.

7. Operações anteriores ao encerramento de contas

7.1. Meios financeiros líquidos

A contagem física do dinheiro em caixa e a elaboração de conciliações bancárias

representam alguns dos principais meios de conferência dos Meios financeiros líquidos, e que necessariamente poderá ter relevância e impacto na análise de

outras contas.

Os valores em caixa devem ser contados periodicamente, e pelo menos uma vez por ano, sendo analisado o resultado desta contagem com o saldo de caixa apresentado na contabilidade.

A Conciliação bancária deve ser efetuada às contas de depósitos à ordem, de

depósitos a prazo ou a outras contas bancárias que existam.

A

conciliação bancária consiste na confrontação e conciliação entre os movimentos

e

saldos registados na contabilidade e os movimentos e saldos registados nas

instituições bancárias, sendo sempre recomendável que a sua elaboração tenha uma periodicidade mensal.

Após o preenchimento do mapa de conciliação, é necessário analisar os movimentos em aberto no banco e na contabilidade e averiguar a eventual necessidade de efetuar correções ou registos contabilísticos adicionais. Estas correções deverão ser efetuadas ainda no decorrer do ano em causa.

7.2. Procedimentos de conferência

O processo de conferência dos saldos incluídos no balancete não se resume apenas

à conferência das contas do Estado, englobando um conjunto de procedimentos

que permitirão obter uma maior segurança nos registos contabilísticos.

Na conferência dos saldos devem ser utilizados procedimentos para aferir o saldo final e/ou movimento ocorrido no ano. Na maioria dos casos, esse procedimento passará pela análise dos movimentos registados nos extratos de conta corrente e/ou movimentos que justificam o saldo final.

Para além desses procedimentos, deverão ser elaborados mapas necessários para fundamentar os lançamentos de encerramento.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS A título meramente exemplificativo, referimos os

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

A título meramente exemplificativo, referimos os seguintes:

Mapa resumo das aplicações financeiras mensuradas pelo justo valor e impacto nos resultados;

Conciliação das responsabilidades constantes do portal do Banco de Portugal com as que constam das demonstrações financeiras da empresa;

Conciliação com a contabilidade das contas bancárias (depósitos à ordem, a prazo, financiamentos, ou outras), que constam do portal do Banco de Portugal;

Conciliação dos saldos das contas de impostos com os pagamentos/recebimentos já efetuados no período/ano seguinte, bem como a consulta dos elementos disponíveis, para a empresa, no portal da Autoridade Tributária;

Identificação das faturas (ou saldos) em aberto nas contas de terceiros (clientes, fornecedores, outros), principalmente se o seu saldo for relevante para a entidade;

Solicitação a clientes e fornecedores de extratos de conta corrente para conciliação de saldos (circularização de terceiros);

Análise dos saldos de terceiros estáveis e da necessidade do reconhecimento de perdas por imparidades;

Conferência das contas correntes do pessoal, dos acionistas, dos financiamentos obtidos, dos empréstimos concedidos e de outras contas a receber e a pagar, incluindo os saldos com entidades relacionadas;

Conferência das contas de devedores por acréscimos de rendimentos, de credores por acréscimos de gastos e de diferimentos, incluindo a regularização dos saldos de abertura;

Conferência das contas relacionadas com subsídios recebidos ou a receber, designadamente, o investimento/despesa realizada, o subsídio recebido, o rendimento a imputar ao período e o imposto diferido associado;

Conciliação do cadastro de bens do ativo não corrente com os valores da contabilidade;

Comparação entre os imóveis e veículos constantes no portal da Autoridade Tributária e os constantes na contabilidade;

Conciliação do valor do inventário com a conta de inventários;

Verificação da sequência numérica dos documentos emitidos pela entidade, tais como faturas, notas de débito, notas de crédito, bem como dos valores resultantes do programa de faturação (ou SAF-T), e comparar com os valores registados na contabilidade;

Comparar os valores das declarações de faturação com a declaração de IVA e a contabilidade;

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ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS • Comparar os valores declarados na DMR com

Comparar os valores declarados na DMR com a contabilidade e as guias de pagamento;

Relação da totalidade dos processos em contencioso em que a empresa é interveniente e conciliação desta relação com a contabilidade – Imparidades, Provisões e Reversões de imparidades e provisões;

Para as entidades que têm contabilidade analítica, confirmação de que todos os gastos e rendimentos têm reflexão na contabilidade analítica.

Neste processo de conferência de saldos o Contabilista Certificado pode consultar informação, que tem ao seu dispor, entre a qual destacamos:

Informação constante do portal da Autoridade Tributária, designadamente:

o

Consulta ao cadastro da empresa

o

Consulta das declarações submetidas

o

Consulta do património predial

o

Consulta das viaturas da empresa

o

Consulta dos movimentos financeiros

o

Obtenção de certidão de inexistência de dívidas.

Informação constante do portal da segurança social, designadamente:

o

Consulta das declarações submetidas

o

Obtenção de certidão de inexistência de dívidas,

Informação constante do portal do Banco de Portugal

o

Consulta do Mapa de responsabilidades de crédito

o

Consulta da Base de dados de contas.

7.3. Procedimentos de circularização

No final do ano, e para confirmar os saldos e movimentos do ano das contas de clientes, fornecedores e outros créditos a receber e a pagar, pode justificar-se solicitar a esses terceiros a confirmação dos saldos e movimentos ocorridos durante o ano.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Esse procedimento, normalmente designado de

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Esse procedimento, normalmente designado de circularização de terceiros, consiste no pedido aos clientes, fornecedores ou outros terceiros nomeadamente da seguinte informação:

- o saldo no final do período, conta corrente e títulos a receber/pagar;

- um extrato conta corrente com os movimentos do ano;

- indicação de outras responsabilidades, garantias ou contratos.

Para executar este procedimento poderá ser enviada uma carta, ou um e-mail aos terceiros a solicitar o extrato da conta corrente.

8. Operações de encerramento (NCRF)

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 8.1. Políticas contabilísticas, alterações nas

8.1. Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

8.1.1. NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros

O objetivo desta Norma Contabilística e de Relato Financeiro (NCRF 4) é o de

prescrever os critérios para a seleção e alteração das políticas contabilísticas, bem

como o tratamento contabilístico das alterações nas estimativas contabilísticas e correções de erros. A Norma destina-se a melhorar a relevância e a fiabilidade das demonstrações financeiras de uma entidade, e a sua comparabilidade ao longo do tempo e com as demonstrações financeiras de outras entidades.

Esta Norma deve ser aplicada na seleção e aplicação de políticas contabilísticas e na contabilização de alterações nas políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e correções de erros de períodos anteriores.

- Políticas contabilísticas

Seleção e aplicação de políticas contabilísticas

A política ou políticas contabilísticas a aplicar a determinado item será a que

decorrer da Norma que especificamente tratar da transação, outro acontecimento

ou condição.

As NCRF estabelecem políticas contabilísticas que resultam em demonstrações financeiras contendo informação relevante e fiável sobre as transações, outros acontecimentos e condições a que se aplicam. Essas políticas não necessitam de ser aplicadas quando o efeito da sua aplicação for imaterial, exceto se tiver por objetivo alcançar uma determinada apresentação da posição financeira, desempenho financeiro ou fluxos de caixa.

Consistência de políticas contabilísticas

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Uma entidade deve selecionar e aplicar

Encerramento de Contas de 2019

ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS

Uma entidade deve selecionar e aplicar as suas políticas consistentemente para transações semelhantes, outros acontecimentos e condições, a menos que uma Norma ou Norma Interpretativa especificamente exija ou permita a categorização

de itens para os quais possam ser apropriadas diferentes políticas. Se uma Norma

ou Norma Interpretativa exigir ou permitir tal categorização, uma política contabilística deve ser selecionada e aplicada consistentemente a cada categoria.

Alterações nas políticas contabilísticas

Uma entidade deve alterar uma política contabilística apenas se a alteração:

a) For exigida por uma Norma ou Norma Interpretativa; ou

b) Resultar no facto de as demonstrações financeiras proporcionarem informação

fiável e mais relevante sobre os efeitos das transações, outros acontecimentos ou condições, na posição financeira, desempenho financeiro ou fluxos de caixa da

entidade.

Alterações nas estimativas contabilísticas

Como consequência das incertezas inerentes às atividades empresariais, muitos itens nas demonstrações financeiras não podem ser mensurados com precisão, podendo apenas ser estimados. A estimativa envolve juízos de valor baseados na última informação disponível.

de

O uso

demonstrações financeiras e não diminui a sua fiabilidade.

de

estimativas

razoáveis

é

uma

parte

essencial

da

preparação

O efeito de uma alteração numa estimativa contabilística deve ser reconhecido prospetivamente incluindo-o nos resultados do:

a) Período de alteração, se a alteração afetar apenas esse período; ou

b) Período de alteração e períodos futuros, se a alteração afetar ambas as situações.

O reconhecimento prospetivo do efeito de uma alteração numa estimativa

contabilística significa que a alteração é aplicada a transações, outros acontecimentos ou condições a partir da data de alteração na estimativa.

Erros

Podem surgir erros no que respeita ao reconhecimento, mensuração, apresentação ou divulgação de elementos de demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras não estão em conformidade com as NCRF se contiverem erros materiais ou erros imateriais feitos intencionalmente para alcançar uma determinada

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS apresentação da posição financeira, desempenho

apresentação da posição financeira, desempenho financeiro ou fluxos de caixa de uma entidade.

Os erros potenciais do período corrente descobertos nesse período são corrigidos antes de as demonstrações financeiras serem autorizadas para emissão. Contudo, os erros materiais por vezes só são descobertos num período posterior, e estes erros de períodos anteriores são corrigidos na informação comparativa apresentada nas demonstrações financeiras desse período posterior.

Uma entidade deve corrigir os erros materiais de períodos anteriores retrospetivamente no primeiro conjunto de demonstrações financeiras aprovadas após a sua descoberta:

a) Reexpressando as quantias comparativas para o(s) período(s) anterior(es) apresentado(s) em que tenha ocorrido o erro; ou

b) Se o erro ocorreu antes do período anterior mais antigo apresentado, reexpressando os saldos de abertura dos ativos, passivos e capital próprio para o período mais antigo apresentado.

Limitações à reexpressão retrospetiva

Um erro do período anterior deve ser corrigido por reexpressão retrospetiva exceto até ao ponto em que seja impraticável determinar quer os efeitos específicos de um período quer o efeito cumulativo do erro.

Quando for impraticável determinar o período em que se começam a sentir os efeitos de um erro na informação comparativa para um ou mais períodos anteriores apresentados, a entidade deve reexpressar os saldos de abertura de ativos, passivos e capital próprio para o período mais antigo para o qual seja praticável a reexpressão retrospetiva (que pode ser o período corrente).

A correção de um erro de um período anterior é excluída dos resultados do período em que o erro é descoberto. Qualquer informação apresentada sobre períodos anteriores, incluindo qualquer resumo histórico de dados financeiros, é reexpressa para períodos tão antigos quanto tal seja praticável.

As correções de erros distinguem-se de alterações nas estimativas contabilísticas. As estimativas contabilísticas, pela sua natureza, são aproximações que podem necessitar de revisão à medida que se torne conhecida informação adicional. Por exemplo, o ganho ou a perda reconhecido no momento do desfecho de uma contingência não é a correção de um erro.

Encerramento de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS 8.1.2. Caso prático A empresa “Ir

Encerramento de Contas de 2019

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8.1.2. Caso prático

A empresa “Ir em Frente, S.A.”, no momento em que preparava as operações de encerramento do ano de 2019, verificou que o mobiliário de escritório que tinha adquirido no início deste ano por 48.000 , fruto da intensa atividade desenvolvida, se encontrava mais degradado do que seria de esperar, tendo decidido alterar a vida útil desses equipamentos de 8 para 6 anos.

Pedido: O tratamento contabilístico e fiscal das operações no exercício de 2019, considerando uma taxa de imposto de 21%.

Natureza do problema: Reconhecimento e mensuração das alterações de estimativas e dos erros.

Resolução

Estamos perante uma alteração na estimativa da vida útil de um bem, o que, de acordo com o § 31 da NCRF 4, o efeito de uma alteração numa estimativa contabilística, deve ser reconhecido prospetivamente incluindo-o nos resultados do:

(a) Período de alteração, se a alteração afetar apenas esse período; ou

(b) Período de alteração e futuros períodos, se a alteração afetar ambas as situações.

No caso em concreto, o valor das depreciações aumenta 2.000 , passando de 6.000 anuais, (48.000 / 8 anos), para 8.000 anuais, (48.000 / 6 anos).

Conta a débito

 

Conta a crédito

 

Valor ()

Descrição

642

Gastos

de

438

Ativos

Fixos

   

depreciação

e

Tangíveis

-

Depreciações do

amortização – Ativos fixos tangíveis

Depreciações

8.000

período

acumuladas

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de Contas de 2019 ORDEM DOS CONTABILISTAS CERTIFICADOS Do ponto de vista fiscal, as depreciações dos

Do ponto de vista fiscal, as depreciações dos ativos fixos tangíveis são aceites como

gasto fiscal, nos termos do n.º 1 do art.º 29.º do CIRC, aplicando-se as taxas de

depreciação ou amortização definidas no decreto regulamentar, nos termos do art.º 31 do CIRC.

O decreto regulamentar 25/2009 estabelece, entre outras coisas, a vida útil

mínima a ser aceite em termos fiscais, o que no caso do mobiliário corresponde a

uma taxa máxima de depreciação de 12,50%, equivalendo a uma vida útil mínima

de 8 anos.

Como a estimativa da vida útil do bem, em termos contabilísticos, (6 anos), é inferior à vida útil mínima para efeitos fiscais, (8 anos), a parte que excede a depreciação máxima em termos fiscais deverá ser corrigida no quadro 07 da declaração Modelo 22, no campo 719, no montante de 2.000 .

No entanto, e tendo em consideração a redação do n.º 3 do art.º 1.º do DR 25/2009, o valor do excesso poderá ser deduzido fiscalmente em período posterior, quando a depreciação contabilizada for inferior ao valor correspondente à taxa máxima de depreciação, decorrendo daqui uma diferença temporária entre o valor contabilístico e o valor fiscal do ativo, tendo de se considerar o respetivo imposto diferido.

Base contabilística:

40.000

(48.000 - 8.000 )

Base fiscal:

42.000

(48.000 - 6.000 )

Diferença:

2.000

Ativo por imposto diferido:

420

(2.000 x 21%)

Conta a débito

 

Conta a crédito

Valor ()

Descrição

2741

-

Ativos

por

8122

Imposto

 

Reconhecimento do ativo por impostos diferidos

impostos diferidos

diferido

420