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A história contada pelo centro de Boa Vista

Roteiro para aula de campo


(elaboração: prof. André Augusto da Fonseca – UERR
Coordenação: prof. Kézia Lima – EAGRO UFRR)
1ª parada – 6º Batalhão de Engenharia e Construção
1) Maquete do Forte São Joaquim
2) monumento a Simón Bolívar.
(imagens: desenhos e aquarelas de Freire e Codina,
expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira, 1787)

1500 1822 1889 1ª 1930 Era 1945 Período 1964 Ditadura 1985 Redemo
Colônia Império República Demo- -cratiza-
1822 1889 1930 1945 Vargas 1964 crático 1985 atual ção
FARAGE, 1991.
FARAGE, 1991.
2ª parada – Orla Taumanã/ Praça Barreto Leite.
3) A sede da Fazenda Boa Vista
4) A igreja matriz de N. Sra. Do Carmo

1500 1822 1889 1ª 1930 Era 1945 Período 1964 Ditadura 1985 Redemo
Colônia Império República Demo- -cratiza-
1822 1889 1930 1945 Vargas 1964 crático 1985 atual ção
“A vila mais importante, ou melhor, a única vila do rio Branco,
é Boa Vista. Ela tem aproximadamente vinte anos. Construída
sobre a margem alta, em pleno campo, se compõe de umas
vinte casas bem pequenas, todas cobertas de palha, às vezes
caiadas, mas geralmente limpas e confortáveis. A igreja ainda
está em construção. Boa Vista tem uma escola primária,
frequentada com grande assiduidade. A população é
composta por brancos, mamelucos e índios, que trabalham
para os brancos” (COUDREAU, 1886).

O município de Boa Vista só foi criado em 9 de julho de 1890,


portanto já na primeira República. Mas o relato do viajante
Coudreau nos dá uma pista: em que ano a vila surgiu, se ele a
visitou em 1884?
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1822 1889 1930 1945 Vargas 1964 crático 1985 atual ção
2ª parada – Orla Taumanã/ Praça
Barreto Leite.
5) casa da família Brasil
(arquitetura eclética)
6) Porto do Cimento
7) réplica da Intendência
8) Centro Nós Existimos (Missões
Beneditina e Consolata)
9) Antiga loja da J. G. Araújo (Casa
Bandeirantes)
10) Monumento aos “Pioneiros”
11) Loja de Said Salomão
(arquitetura eclética).
• Fotografe esses locais hoje,
com seus amigos, e cole as
imagens no verso.
• Comente qual era o
contexto social da época
em que esses imóveis
foram construídos.
Pesquise sobre as
instituições que os
ergueram.
• O que podemos pensar
sobre as mudanças nos
usos desses prédios ao
longo do tempo? Para que
eles serviam e para que
servem hoje?
1500 1822 1889 1ª 1930 Era 1945 Período 1964 Ditadura 1985 Redemo
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1924 (RICE, 1978)

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O rio como única via de acesso; a
economia da pecuária
2ª parada – Orla Taumanã/ Praça Barreto Leite.
12) Casa dos governadores do
Território
13) Avenida Jaime Brasil
14) Associação Comercial
(arquitetura art-déco).

1500 1822 1889 1ª 1930 Era 1945 Período 1964 Ditadura 1985 Redemo
Colônia Império República Demo- -cratiza-
1822 1889 1930 1945 Vargas 1964 crático 1985 atual ção
• Observe o
mapa e
identifique
quais dos 7
territórios
federais
existentes em
1943 se
transformaram
em estados e
quais foram
extintos.
3ª parada – Prelazia
15) Prelazia. Em 1909, o vale do rio Branco tornou-se uma
prelazia independente da Diocese do Amazonas, subordinada
diretamente ao Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro.
Até 1949, é a ordem dos beneditinos que assume a catequese
na região, criando a missão do Surumu. Implantaram energia
elétrica, criaram um frigorífico, escolas e hospital. Foram
substituídos pela Ordem da Consolata.
Em 1943, quando os territórios federais foram criados, este
prédio serviu como residência do primeiro governador.
Fotografe este belo edifício e cole no verso!
4ª parada – Fórum Sobral Pinto
16) Centro Cívico e Plano Urbano de 1946.
17) O Fórum “É a obra mais visível de Severiano Porto:
localizada na Praça do Centro Cívico, possui imponente
jogo de brises fixos em articulação com planos em
cobogós voltados para jardins internos, formas regulares
e estrutura em concreto armado” (NASCIMENTO, MELO &
ROCHA, 2018).
18) Palácio do governo.
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Plano de José
Aleixo
Derenusson
(1946):
compare com o
mapa a seguir –
o que mudou e
o que foi
mantido?

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“Derenusson iria chefiar uma equipe multidisciplinar incumbida da
confecção do cadastro topográfico do sítio, da elaboração dos
projetos de saneamento, de urbanização e de edificações e da
implantação das redes de captação de esgotos sanitários e de
águas pluviais, de abastecimento d’água e de energia elétrica. Na
ocasião, ao invés de se optar pela simples expansão espontânea da
área urbanizada, a solução adotada foi um projeto integralmente
novo, dando continuidade, contudo, ao tecido existente. Um plano
previsto para atingir sua ocupação total em 25 anos.
Então, Boa Vista contava com cerca de 1800 habitantes, 20 quadras
irregulares distribuídas ao longo de três vias paralelas ao rio, uma
centena de residências, o Hospital Coronel Motta, a igreja matriz, a
prelazia. Com o novo projeto, esse núcleo original foi estendido
com a sobreposição e acréscimo de um traçado parcialmente rádio-
concêntrico, que combina doze vias irradiadas a partir de uma
grande praça e cinco avenidas envoltórias com uma série de ruas
que seguem um padrão em xadrez. Circundado esse arcabouço, foi
previsto um cinturão verde de modo a controlar e conter o
crescimento da cidade e acomodar grandes equipamentos, como o
aeroporto, o hipódromo e o estádio desportivo” .
Um hotel e dois palácios.
Você consegue descobrir
onde eles estão?

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5ª parada: E.E. Osvaldo Cruz e Praça da Bandeira
• 19) Nas escolas estaduais Osvaldo Cruz e Gonçalves Dias, notam-
se “elementos característicos dos projetos de Severiano, como o
uso de elementos vazados (cobogós) e pátios internos para
aproveitar o artifício da ventilação cruzada e iluminação natural,
como elemento principal da instituição, a modo de evitar a
utilização de sistemas mecânicos”. Os estilos vinculados ao
modernismo e ao brutalismo verificam-se no “concreto aparente
em sua dupla função – estrutural e estética – e caracteriza a
concepção de caráter vinculado ao modernismo. Essa afirmação
encontra na planta baixa baseada em formas regulares,
modulares e retangulares, a opção pelo uso de concreto armado
como principal substância do bem, além da opção pelos amplos
vãos livres, o diálogo com a fachada sem ornamentação”
(NASCIMENTO, MELO & ROCHA, 2018).
• 20) Observem os canhões do forte São Joaquim expostos na
praça.
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Referências
• COUDREAU, Henri Anatole. Voyage au Rio Branco aux Montagnes de la Lune au haut
Trombetta (Mai 1884-avril 1885). Rouen: Imprimerie de Espèsance Cagniard, 1886.
• TREVISAN, R. FICHER, S. DERENUSSON, I. C. DERENUSSON, D. R. Darcy Aleixo
Derenusson, o engenheiro e urbanista que projetou Boa Vista – RR. Disponível em
https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.212/6864
• FARAGE, Nádia. As muralhas dos sertões: os povos indígenas no Rio Branco e a
colonização. São Paulo: Paz e Terra, 1991.
• FERREIRA, Alexandre Rodrigues et al. Viagem filosófica pelas capitanias do Grão Pará,
Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. Iconografia. Brasília: Conselho federal de cultura,
1972.
• LAU, Percy; BRASIL. Tipos e aspectos do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1975.
• NASCIMENTO, Claudia Helena Campos. MELO, Neiliany Beatriz Neubert de. ROCHA,
Rayele Silva da. Explorando a Herança Arquitetônica de Severiano Mário Porto em Boa
Vista, Roraima. III Seminário de Arquitetura Moderna na Amazônia, Belém, 2018.
• RICE, Alexander Hamilton. Exploração na Guiana brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia,
1978.
• ZOUEIN, Maurício Elias. MAIA, Andréa Casa Nova. O Vale do Rio Branco: Edição especial
com estudos críticos. Boa Vista: UFRR, 2017.

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