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T.

Hawkins H UBER

0017586032

HOMILÉTICA PRÁTICA
Tradução de Edson Machado

3* edição.

A
JUERP
Publicado sob os auspícios da União Pan-Americana de
Homens Batistas
Tradução Autorizada do Original em Castelhano,
HOMILETICA PRACTiCA.
Publicado conjuntamente pela Jun ta B autista de Publi ca-
ciones , Buenos Aires, Arge ntina e Casa Bautista de Publi-
caciones, El Paso, Texas, USA. Copyright, 1968.

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução par


cial ou total sem a permissão por escrito da parte do
ed itor, a não ser pequenas citaçõ es em trabalho s de
revisão e pesquisa.

251.02
Haw-hom

Hawkins, Thomas
Homilètica Prática, Tradução de Edson Machado. 3* edição
Rio de Janeiro. Junta da Educação Religiosa a Publicações, <980.
108 p.

Titulo srcinal em castelhano: Homilètica Practica.

1. Sermões — H om ilètic a. I. Titulo .


CDD-251.02

Capa de Cecconl

3.000/1980

Número de Código para Pedido: 29.412


Junta de Educação Religiosa e Publtcaçóes
da Convenção Batista Brasileira
Caixa Postal 320 — ZC 00
Rua Silva Vale, 781 — Tomás Coelho
20.000 — Rio de Janeiro, RJ, Brasil
impresso em Gráficas Próprias
SUMÁRIO

Apresentação .................................................................................... 6
Prefácio ............................................................................................. 7

PRIMEIRA PARTE — Normas Fundamentais

1 Como Estudar a Homilética .......................................... ....... 13


2 Partes Fundament ais de um Sermão .................................... 17
3 Recolhendo Material ............................................................... 21
4 Regras para Interpretação de um Text o Bíblico .................... 23
5 Aplica ção da Psicolo gia à H o m il ét i c a ................................... 25
6 Aplicação da Lógica à Hom il éti ca .......................................... 27
7 Ilustrações ............................................................................ 31
8 Como Falar e Ler Bem em Púb lico ..................................... 35
9 Recursos Vis uais para Apr esentaç ão de Mensagens ........ 41
10 A Vida Int ima do Pregador e a Efic iênc ia da Sua
Mensagem ......................................................................... 45
11 Sugestões Práticas para Dirigir Reuniões .......................... 49

SEGUNDA PARTE — Como Preparar Sermões

1 Sermões Baseados em Quatro Perguntas .......................... 55


2 Sermõ es Baseados em Texto s Que Têm Divisões
Naturais ................................................................................ 59
3 Sermões Baseados em uma Só Palavra ............................. 61
4 Textos dos Quais Se Necessi tam Deduzir as Verdades . . . 63
5 Sermões Baseados em Capítul os da Bíb li a ........................ 65
6 Estudo s Bíb licos ................................................................... 67
7 Ensinamentos de um Livro Inteiro sobr e um
Determinado Assunto ........................................................... 69
8 Sermões Baseados em Acon teci mento s Import antes ___ 71
9 Estu dos Biogr áficos ............................................................. 73
10 Sermões Baseados em Contrastes ..................................... ''
11 Estudo Biblico Baseado na Biblia e num Livro de
Estudo .................................................................................... 79
12 Sermões Baseados em Milagres ......................................... 81
13 Sermões Baseados em Parábolas ....................................... 83
14 Sermões sobre um Livro Inteiro da Bib lia ........................... 85
15 Sermões Baseados em Antit ip os ......................................... 89
16 Culto Cantado ...................................................................... 31
17 Sermões Baseados em um Hino ......................................... 33
18 Assuntos Semi-religiosos ................................................... 93
19 Sermões Baseados em Resumos de Livros ........................ 97
20 Sermões Que Mostram como Resolver Problemas
Pessoais ................................................................................ 101
21 Sermões Baseados em Livros de Estudos Bíblicos
Ilustrados .............................................................................. 103
22 Como Usar o Projetor ........................................................... 105
23 Sermões Objetivos ............................................................... 107
APRESENTAÇÃO
Doze anos trabalhando com a Sociedade Cooperadora de Homens,
temos sentido de perto o interesse sempre crescente dos homens
evangélicos pela arte de pregar.
Não poucas vezes temos ouv ido o testem unho de pastores, impre s
sionados com a avidez com que os homens de sua igreja acorrem às
aulas de homilètica por eles ministradas.
Os homens estão sentindo o desafio do presente século e, da melhor
maneira possível, preparam-se para cumprir a sua missão.
Os homens evangélicos são pregadores natos, e a leitura deste livro
vai ajudá-los a variar o seu repertório, e dar novo colorido às suas
mensagens.
O autor reúne, de maneira clara e objetiva, prec iosos subsídios para os
pregadores leigos. Na primeira parte do livro encontra-se o ABC — o
mínimo que um pregador precisa conhecer sobre a arte de pregar . Na
segunda parte, o pregador descobrirá como fugir da rotina — as
múltiplas maneiras de se apresentar uma mensagem.
Considero Homilètica Prática uma preciosidade para a biblioteca do
pregador leigo. Uma fonte de recursos para os que desejam disseminar
a Palavra de Deus.

Edson Machado
PREFÁCIO
O estudo de homilètica abrange tudo o que tem a ver com a
preparação e apresentação de práticas religiosas. Geralmente se pensa
na homilètica em relação aos sermões. Todavia, é igualmente aplicável
aos discursos religiosos em geral, bem como aos programas que se
apresentam na embaixada, na SCH, no GAM, na Escola Biblica Domi
nical e União de Treinamento. Também em qualquer ocasião em que se
precise comunicar com o público através de discurso.
Neste livro procurei mostrar não somente como preparar sermões
(especialmente esboços), como também a melhor maneira de recolher
material da Bíblia e de outras fontes para ter uma base para o sermão.
Mostrei ainda como apresentar a mensagem ao público de maneira
atraente para se obter os melhores resultados.
Procurei, sobretudo, fazer o possível para incluir o máximo de coisas
práticas e o minim o de teoria. Esta é a finalid ade princip al deste livro:
mostrar aos que são pregadores leigos como preparar e apresentar
sermões de maneira mais efetiva. Mas gostaria que todos os que se
dedicam a proclamar a Palavra de Deus em público possam tirar
proveito deste escrito.

T. Hawkins
Primeira Parte

NORMAS FUNDAMENTAIS
1
COMO ESTUDAR A HOMILÉTICA

1. Estudo de Livros de Textos


Existem vários livros que nos podem ensinar muitas
verdades úteis quanto à homilética. A Arte de Pregar, do Dr.
John Broadus, é, provavelmente, o livro mais conhecido so
bre oassunto. Foi traduz ido em muitos idiomas eé usado em
seminários deé muitas
leigo, todavia, um tantodenominações. Para oporpregador
avançado. Também, ter sido
escrito há muitos anos, não se adapta totalmente às
condições atuais. Entretanto, se alguém tiver a oportun i
dade de lê-lo, terá, sem dúvida, muito proveito. Existe um
livro em espanhol, escrito há bastante tempo, mas que em
certo sentido é bastante atual e interessante. Trata-se de
Discursos a Mis Estudiantes, de C. H. Spurgeon. São
sermões que ele pregou para os alunos do seu colégio, que
na realidade era um seminário. A obra contém muitos
conselhos práticos,
como preparar mas sãoTodavia,
sermões. poucas as informações
levando sobrea
em conta
abundância de conselhos e a natureza do livro, recomendo
que todos o leiam atenciosamente.
Recentemente publicados pela JUERP, existem vários
livros dedicados aos leigos. Manual para Pregadores Lei
gos, Esboços Úteis para Leigos e José da Silva — Um
Pregador Leigo oferecem farto e precioso material. Mere
cem fazer parte da biblioteca de todo pregador.

2. Análise de Sermões
Aprende-se muito de análises de sermões de pregadores
importantes, tais como Spurgeon, Moody, Talmadge, Car-
rol, Varetto, Billy Graham e muitos outros que se poderia
mencionar. Todavia, a primeira coisa que se nota é a
13
inspiração que se recebe ao ter comunhão com eles
através da leitura de seus sermões. Também se aprende
multo deles vendo os métodos que usara m para apresentar
com tanta eficiência a Palavra de Deus. Além disso, se
adquire muito material em forma de ensinamento, ilustra
ções e frases que sempre se pode usar. E, sem dúvida, em
muitas ocasiões se encontrará no sermão em geral algo
que se possa usar com muita eficiência, amoldando-o ã
sua própria modalidade.
Passos na análise de um sermão escrito:
1) Atentar para a maneira de expressar o tema, para
ver se há algo importante. Por exemplo, no livro
de C. H. Spurgeon, ao olhar o conteúdo, os seguin tes
temas me chamam a atenção: «Da Estrebaria ao
Trono» e «A Voz do Sangue».
2) Ler cuidado samente a base bib iic a do serm ão.
3) Fazer um breve resumo da introdução, atentando
especial mente para o seu conteú do, se è extenso ou
curto e se, a seu juízo, introduz de maneira eficaz o
corpo do sermão que segue.
4) Examin ar o encabeçamento d e cada divisão e fazer
um breve resumo de cada um.
5) Fazer uma l ista das ilu str ações que lh e chamem a
atenção.
6) Fixar-se na maneira de aplic ar os ensin amentos do
.s.-’ sermão. Alguns pregadores fazem a aplicação à
medida que desenvolvem os pensamentos; outros o
fazem ao terminar cada divisão, e muitos o fazem
somente na conclusão.
7) Observar a natureza da conclusão e fazer um breve
resumo.
Esta análise será proveitosa se for escrita, E deve ser
guardada.

3. A Prática na Preparação de Mensagens


O objetivo da homilêtica é auxiliar na elaboração de
temas que apresentem em forma atraente uma mensagem
da Palavra de Deus, e com tal eficiência que os ouvintes

14
compreendam o que devem fazer e sejam movidos para
fazê-lo. Todavia, não há outro caminho para o bom êxito
do que a exp eriênc ia no trab alho. Isto diz er que se deve
praticar, e seguir praticando até poder preparar e apresen
tar umexemplo
como trabalhooscom facilidade
«textos e eficiência.
que têm Tomaremos
em si certas divisões».
Não basta estu dar as exp licaçõ es encontrada s na página
55 deste livro. O ideal é praticar uma série de esboços
baseados em diferentes passagens da mesma natureza. E
ainda seria m elhor ler a B íblia cuidado samente e descob rir
muitos desses textos, e depois praticar com eles. O
mesmo deve ser feito com os demais tipos de esboços,
que se encontram neste e em outros livros. Fazendo isso,
você se surpreenderá ao ver com que fa cilid ade e em quão
pouco tempo você preparará tão bons esboços!

15
2
PARTES FUNDAMENTAIS DE UM SERMÃO

O primeiro passo na preparação de um sermão deve ser


estudar cuidadosamente a passagem biblica. Isso é básico
e constitui o fundamento de todas as partes que se
seguem.

O segundo passo consiste em determinar qual será o


pensamento
tram central a desenvolver.
vários pensamentos Geralmente
numa passagem se encon
biblica, mas é
necessário escolher um só fio de pensamento e desen
volvê-lo. Mesmo quando se deseja fazer uma análise
completa de uma passagem biblica, é aconselhável esco
lher um só fio de pensamento, que una todos os de
talhes do texto. Por exemplo: Para se estudar o capitulo 12
de Romanos, pode-se desenvolver o tema geral «As Carac
terísticas do Crente», e abordar todo o cap itulo. Ou lim itar-
se ao assunto principal do versículo 1 — «A Apresentação
do
UmCorpo a Deus».de Ou
Deve Pensar desenvolver
Si Mesmo» o tema:
(v. 3). «O Que
Ou ainda tomarCada
como
pensamento central: «Os Crentes como Membros do Cor
po de Cristo» (vv. 4-8). Vê-se, pois, que o essencial é
escolher um só pensamento e segui-lo desde o princípio
até o fim da mensagem. Assim, o pensamento principal se
constituirá realmente no tema da pregação.
1. A Introdução

A introdução
pensamento deve estar
central intimamente
(tema). relacionada com
Deve ser apresentada o
de tal
maneira que ajude os ouvintes a entrar na trilha do pensa
mento e a se interessar em segui-lo até o fim. Por
exemplo: A mensagem baseada em Romanos 12:1, to
mando como tema principal «A Apresentação do Corpo a

17
Deus», podería ter como introdução a lembrança do fato de
que todos temos corpo e que nossa atuação no mundo se
limita ao uso do nosso corpo. Querendo, pode-se dizer
algo sobre o instrumento maravilhoso que é o corpo
humano, e quanto o corpo pode fazer para Deus
quando dedicado a ele. Então se estaria pronto para entrar
nas divisões do tema, e analisar o que disse Paulo sobre a
apresentação do corpo a Deus.

Deve-se ter muito cuidado para que as divisões sigam o


mesmo fio do pensamento principal (tema). Por exemplo:
Tomando como base João 3:16, e como pensamento
principal «Verdades Primordiais Quanto à Salvação», as
divisões poderíam ser as seguintes:

1.
2. A fonte
O da salvação:
meio da salvação: Jesus
o amorCristo.
de Deus.
3. A extensão da salvação: todo o mundo.
4. A condição da salvação: crer em Cristo.
5. O resultado da salvação: vida eterna.

Estas divisões se desenvolvem de maneira ordenada e


dentro do tema e pensamento central.
Quanto ao aconselham ento aos ouvintes , para que po
nham em prática
volvimento ou no otérm
queino
foide
dito, pode
cada ser feito
divisão. no desen
Também pode
ser feito na conclusão. Comprovadamente uma combina
ção dos dois sistemas é o melhor.
2. A Conclusão
A conclusão deve ser o ponto alto do pensamento
principal. Por exemplo: A conclusão da pregação sobre
João 3:16 poderia ser mais ou menos a seguinte: Já que
Deus nos ama tanto que enviou seu único Filho para
morrer em nosso lugar, e que a cada um de nós oferece a
salvação por meio dele, contanto que tomemos este passo
tão simples de crer em Cristo, e o crer nele nos assegura
que gozaremos a vida eterna, apressemo-nos, cada um,
em aceitar Cristo como Salvador.

18
Depois de bem elaborada a conclusão, é bom costume
escrevê-la para poder transmiti-la aos ouvintes com bas
tante clareza. Pois, além de ser um resumo de tudo o que
foi dito, a conclusão é a parte da pregação que fixa a
mensagem na mente dos ouvintes.

19
3
RECOLHENDO MATERIAL

1. Estudo Geral

Quase toda pesquisa serve como base para sermões.


Todavia, è verdade incontestável que, quanto mais instru
ção tem uma pessoa, tanto mais condições terá para
preparar e apresentar sermões. O pregador leigo deve
formar o hábito de estudar sistematicamente e aproveitar
todo o seu tempo
diariamente, livrea para
para estar instruir-se.
par do Deve no
que se passa ler mundo.
jornal
Isso constitui uma fonte inesgotável de ilustrações. Tam
bém é proveitosa a leitura de qualquer revista que trate de
atualidades.
; Quanto aos livros, pode-se dizer que a leitu ra de qual
quer livro de natureza elevada muito ajudará: bons roman
ces, livros>de história, de ciência, de psicologia, de atua
lidades mundiais, etc.

2. Formação de Biblioteca
Toda pessoa que deseja ocupar-se na obra do Senhor, e
especialmente fala r diante do púb lico, deve form ar paulati-
namente uma biblioteca segundo suas capacidades men
tais e financeiras.
Os quatro primeiros livros a serem adquiridos e que
devem servir como base da sua biblioteca são: 1) Uma
Bíblia para estudo — com letras grandes e capa dura.
Pode-se ter outra com letras menores, papel mais fino e
capa de 3)
bíblico; couuma
ro para carregar quando
concordância; 4) ums air; 2) um dicbíblico
comentário ion ário
(especialmente sobre o Novo Testamento).
Depois de cons eguir esses livros, pode-se i r adqu irind o
outros, de acordo com a sua necessidade, interess e e
recursos financeiros.
21
3. Arquivo de Materiais

É muito importante ter algum sistema para guardar


recortes, cópias de artigos que não se podem recortar,
escritos de próprio
se encontram punhoou
em livros e uma relação
revistas, comdeaassuntos
indicaçãoque
do
volume, página, etc.
Muitos são os sistemas de arquivo. Sem dúvida, os
comerciais em forma de caixa são os melhores. Mas há
outros mais simples e baratos, que podem ser consegui
dos ou confeccionados. Existe um, muito prático, em
forma de livro, com compartimento para cada letra. Há
quem prefere pregar os recortes em cadernos. Outros
usam envelopes.
dúvida, alguns são Qualquer sistema
melhores que é bom, mas, sem
outros.
O importante, todavia, é ter alguma forma de guardar os
materiais úteis na preparação de futuras mensagens.

22
4
REGRAS PARA INTERPRETAÇÃO
DE UM TEXTO BÍBLICO

Uma vez escolhido o texto para a pregação, é impor


tante observar estas regras para uma perfeita interpretação
do mesmo.
1. Identificar os Termos Não Conhecidos
Se na primeira leitura do texto forem encontrados nomes
de lugares, pessoas ou objetos desconhecidos, deve-se
consultar o dicionário biblico e informar-se a respeito dos
mesmos.
2. Entender o Texto
Consultar o comentário bíblico, no caso de haver dúvi
das quanto à interpretação do sentido do texto ou passa
gem.

Conhecer o contexto, a menos que se trate de um livro


inteiro, um capítulo que tenha unidade em si, ou uma
seção que seja uma unidade. Deve-se ler cuidadosamente
o que vem antes e depois do texto escolhido. Se a
passagem trata de um acontecimento, é necessário ler
atenciosamente tudo o que se relacione com o mesmo,
fixando bem cada detalhe. Se o texto é uma biografia, é
conveniente procurar saber tudo o que a Biblia diz a
respeito. E se se tiver à mão livro sobre o personagem,
será mais do que útil a sua leitura.
3. Familia rizar-se com o Texto
Para bem compenetrar-se do espirito e sentido da passa
gem, deve-se lê-la repetidas vezes. O eminente pregador,

23
Dr. G. Campbell Morgan, costumava ler a passagem que ia
expor pelo menos cínqüenta vezes como preparação para
cada mensagem.

Concluindo,
aos dizemos
outros uma que quem
passagem se propõe
bíblica, a interpretar
deve primeiramente
entendê-la em todos os seus detalhes.
5
APLICAÇÃO DA PSICOLOGIA A HOMILÉTICA
1. Preparo e Apresentação
Ao se preparar e apresentar um sermão é necessário
fazê-lo de maneira a atingir três faculdades da mente:
inteligência, emoções e vontade.

1) Inteligência. A meta de qualquer sermão ê fazer com


que os ouvintes compreendam a significação de determi
nada passagem bíblica, assim como as explicações e
aplicações que se deduzem da mesma. Assim sendo,
torna-se necessário esclarecer o assunto o melhor possí
vel.

Mas não basta alcançar somente esses objetivos, por


que, no final das contas, os ouvintes ficariam entendendo
o assunto, mas não seriam induzidos ao terreno da prá
tica.

2) Emoções. Também é necessário apelar às emoções


dos ouvintes, a fim de movê-los a pôr em prática em suas
vidas e em favor de outros o que se lhes ensina. As
emoções ás quais o pregador deve apelar são: a mor a Deus
e ao próximo; compaixão pelos que vivem no pecado;
paciência para consigo mesmo e para com os que o
cercam; aversão ao mal que prejudica o que o pratica e os
demais, enfim, tudo o que é contrário à vontade de Deus.

3) Vontade. Apôs i ns tru ir a intelig ência e despertar as


emoções conforme o exposto acima, torna-se necessário
apelar à vontade, mostrando-se com o executar o que foi
ensinado e incentivando os ouvintes a o experimentarem
na prática. Sem isso, todo esforço terá sido em vão e
nenhum resultado se conseguirá.

25
2. Análise Psicol ógica Si mples dos Ouv intes
Ao se falar a um auditório, ê de bom aLvitre proceder a
uma ligeira análise psicológica das pessoas presentes. Os
detalhes mais importantes a observar são:
1) A idade do s ouvintes. Torna-se mais fácil a comu
nicação quando todos são mais ou menos da mesma
idade. Mas a situação muito se com plica quando estamos
diante de meninos que não sabem falar e anciãos de mais
de 60 anos de idade, como acontece muitas vezes em um
culto de pregação.
2) Sua instru ção. É muito comum em um mesmo grup o
de pessoas de mais ou menos a mesma idade encontrar
mos alguns que são analfabetos, e outros, professores.
3) O conhecimento que têm do evangelho. Muitas vezes
há, no mesmo auditó rio, pessoas que são crentes de mu ita
experiência, e outras que peia primeira vez ouvem o
evangelho.
4) A capacidade de pre star atenção ao que se lhes diz.
Alguns podem prestar bastante atenção e aprender com
facilidade o que se lhes diz, mas temos que reconhecer
que a maioria, em qualquer auditório, se constitui de
ouvintes que se distraem.
real mente m uito impo rtan te avaliar as con dições psi
é
cológicas dos nossos ouvintes e fazer o possível para
captar e reter sua atenção, adaptando, da melhor maneira
possível, a mensagem a eles.

26
6
APLICAÇÃO DA LÓGICA A HOMILÊTICA

O objetivo da lógica é ensinar-nos a conhecer a verdade.


Considerando que o pregador enyj.da todos os seus esfor
ços ante o pú blico com a finalid ade precipua de cons eguir
que seus ouvintes compreendam a verdade e a ponham em
prática, é,-portanto, de suma importância a aplicação da
lógica à mensagem.

Levando em conta todas as suas ramificações, a lógica


tem muitos detalhes. Mas, neste estudo, vamos limitar-
nos aos que se aplicam diretamente à homilética.

1. Definições Claras
Não há discurso em que o orador não sinta necessidade
de definir claramente muitas palavras. Isso é justificável.
Uma vez que a pregação visa instruir os ouvintes, é absolu
tamente necessári
aprender o defini r claramente
a fazer definições o queossetrês
claras? Sugiro fala.passos
Como
seguintes: Dedicar algum tempo às definições de um
dicionário geral. Depois, fazer uma relação das defin ições
do dicionário bíblico e, finalmente, praticar muito. Cita
remos um exemplo do Dicionário de Ia Bíblia. Tomaremos
a palavra «Trindade». Diz-se que é a doutrina de que Jeová
é um só Deus, que existe eternamente em três pessoas, o
Pai, o Filho e o Espirito Santo, todas iguais quanto à sua
perfeita e suprema divindade . Não é completa e clara esta
definição?
2. Divisões em Ordem Lógica
Quase sempre as divisões de um sermão são passos
ordenados que levam á conclusão lógica do sermão. E,

27
para que o assunto em conjunto seja claramente entendi
do, é necessário que, no desenvolvimento, cada divisão
esteja em seu lugar.
Deve-se dar muita atenção a este detalhe.
Vou dar um exemplo para demonstrar como isso é
Importante. Suponhamos que alguém desenvolvesse um
sermão à base das quatro perguntas, cuja ordem lógica ê:
1a Quê? 2a Por quê? 3a Como? 4a Quais serão os re
sultados? Agora imagine como ficaria desconexo se o
pregador falasse dos «resultados» como primeira divisão!
Sempre que se faz uma análise de uma passagem,
convém anotar os pontos à medida que se apresentam, e
então ordená-los logicamente.
3. Aplic ação da Lóg ica nos Argu mentos e nas Provas

1) Cuida do com as generalizações. Ouvindo -se sermões


com um pouco de atenção, percebe-se facilm ente a impor
tância que as conc lusões tem e m tod o tema esp iritual. E
há muito perigo quando as conclusões não são baseadas
na realidade e na verdade, mas em convencionalismos, no
que se tem lido ou ouvido de outros, que, por sua vez, não
fizeram as Investigações necessárias para descobrir a
verdade quanto ao assunto, ou que se baseiam em um
número demasladamente li mitado de observações. Por
exemplo: Uma pessoa que jamais tivesse visto rosas, se se
deparasse com uma dezena de roseiras com flores ver
melhas, e saísse a declarar, ante o público, que todas as
rosas são vermelhas. Ao ouvir dizer isso, todos saberiam
que essa é uma conclus ão im precisa. E todo s nós estam os
sujeitos ao mesmo erro quanto a verdades e experiências
espiritu ais, e a deveres espiritu ais. Por isso devemos est ar
seguros antes de afirmar que tal ou qual coisa seja certa.
2) Argumentos baseados em causa e efeito. Algumas
vezes conclul-se que certas causas trazem determinados
efeitos e consequências. Por exemplo: É muito comum um
pregador dizer que, se uma pessoa aceita C rist o com o seu
Salvador e faz dele o Senhor de sua vida, pode esperar
determinados resultados.

Outras vezes, o argu men to pa rte do efe ito , para che gar à
causa. que
clui-se Isto houve
é, pelouma
fatodetermina
de constatar certos Por
da causa. efeitos,
exemcon
plo: O
fato de os cristãos guardarem o domingo como o dia de
descanso e de dedicação ao Senhor é prova de que Jesus
ressuscitou de entre os mortos nesse dia.

São de muito valor essas duas formas de argumento e


prova. Todavia, é importante que se façam as investiga
ções necessárias para se te r uma base bastante firm e para
suas conclusões.

3) Teste munho. Para que o teste munho de alguém seja


válido e digno de confiança é necessário que satisfaça a
certos req uisitos . Deve ser considera do o caráter daquefe
que dá testemunho, se está em condições para testemu
nhar, e ainda a sua capacidade para falar com autoridade
sobre o assunto. Enfim, devem ser tomadas em conta
todas as circunstâncias que rodeiam o caso e podem
influenciar nas impressões recebidas pela testemunha.

29
7
ILUSTRAÇÕES

1. Motivos para Usar Ilustrações

1) Realçar os detalhes. A finalidade principal de uma


ilustração é a de lançar luz sobre determinados detalhes ou
princípios, que se apresentem na mensagem. Para^alcan-
çar esse objetivo, a ilustração tem que ser máls conhe
cida e mais simples do que a afirmação básica.

2) Aumentar a compreensão. Também as ilustrações


são usadas para levar ao terreno do concreto afirmações
abstratas, e dessa maneira tornar mais compreensível a
apresentação da mensagem.

3) Adornar. Finalmente as ilustrações servem para en


feitar e tornar mais interessante um tema. Todo orador
observa como aumenta o interesse e a atenção por parte
dos ouvintes quando se começa uma narrativa.

2. Fontes de Onde Se Podem Tirar Ilustrações


1) Comparações. Jesus usava muito essa forma de
ilustrar. Lendo os quatro Evangelhos, encontramos, mui
tas vezes, a expressão: «O reino dos céus é semelhante
a...» Antes de usar comparações, é importante pensar bem
no assunto de antemão e estar seguro de què verdadeira
mente existe semelhança entre o que se deseja ilustrar e a
comparação, e que a comparação é mais conhecida do que
o que se deseja ilustrar.

2) Experiências próprias. São de muito valor como


ilustrações, contanto que se tenha muito cuidado quanto a
certos detalhes: Primeiro, só se relata como experiência
própria o que realmente o é. Em segundo lugar, deve-se ter

31
muito cuidado para não exagerar a experiência. Também é
importante relatá-la de forma natural e sem vaidade.
3) Jornais e revistas. São de importância especial recor
tes que tratem de grandes acontecimentos, situações
mundiais e experiências pessoais proveitosas. Serão ainda
de mais utilidade se se tiver um arquivo classificado em
que guardá-los. Mas conheço um pregador que faz muito
bom uso de recortes e usa o sistema de pregá-los em um
caderno.
4) Sermões escritos. Ê um bom costume copiar de
sermões escritos as ilustrações que interessam. Deve-se
providenciar alguma forma de guardá-las, e, se possível,
tê-las classificadas. Isso é fácil quando se tem um arquivo
apropriado. Neste caso, basta escrever as ilustrações em
folha de papel e guardá-las no arquivo.
5) Fontes diversas de informações. Pode-se anotar e
usar ilustrações que se ouvem em sermões. Sendo um
bom ouvinte, pode-se recolher ilustrações das conversa
ções. Também pode-se usar as experiências de outras
pessoas, mas sempre com o cuidado de saber se o que
relatamdevem
fontes é dignoserdeanotadas
confiança. Todas
e em as ilustrações
seguida dessas
arquivadas, para
não serem esquecidas.
«

6) Livros de ilustr ações. Muitos desses livros já for am


publicados. Alguns têm até mil ilustrações. Algumas
pessoas os julgam muito úteis, outras não. Para que esses
iivros sejam de mais utilidade, convém repassá-los todos,
lendo com cu idado cada ilustr ação e fazendo uma lista das
que forem
arquivo, mais colocar
pode-se interessantes. No casocorrespondente
na classificação de se ter um
uma folha de papel em que se anotou o titulo da ilustração
e o número da página do livro em que se encontra.
32
3. Como Usar as Ilustraç ões

1) Fazer uma seleção. Apresen tar som ente as que são


real mente necessárias e evitar que a mensagem seja nada
mais que um conjunto de ilustrações.

2) Simplificá-las. Devem ser relatadas o mais rápido


possível, eliminando-se os detalhes desnecessários.

3) Interpretá-las. A narração deve ser agradável e im


pressionante.

33
8
COMO FALAR E LER BEM EM PÚBLICO

1. Algumas Maneiras de Falar Bem em Público


1) Utilizar da melhor maneira possivel o conjunto de
músculos que se usam quando se fala. São numerosos
esses músculos, começando dos lábios, abrangendo os da
mandibula inferior, a língua e a garganta, incl uin do tam
bém os da caixa toráxica, o diafragma e alguns do abdô
men. Vê-se, pois, que o falar é um processo complexo e
que é preciso vencer a tim idez e outros obstá culos para se
falar bem em público. Logo, é necessário muita prática
para fazê-lo corretamente.

2) Falar de tal maneira que todos os ouvintes possam


entender até a última palavra dita. Para se conseguir isso
são necessárias duas condições:
a) Falar com bastante força para que todos que não
sejam completamente surdos entendam.
b) Pronunciar claramente cada palavra.

Existe o perigo de se falar tão rapidamente que se


emendam as palavras. Outro perigo é o de baixar a voz e ao
mesmo tempo Juntar as palavras no final das frases. Se
alguém comete uma dessas duas falhas, facilmente pode
se corrigir com um pouco de força de vontade e alguma
prática.

3) Pensar no que se vaf dizer. Antes de falar, pensar no


que se vai dizer, para que os sentimentos que correspon
dem aos pensamentos se apoderem do que fala, e, através
da sua voz, da expressão do seu rosto e da sua atitude,
sejam transmitidos aos ouvintes.

35
4) Usar somente palavras que os ouvintes compreen
dam. É muito fácil um pregador usar palavras técnicas da
linguagem religiosa que o auditório não entende. Por
exemplo: É melhor dizer «novo nascimento» do que «re
generação»; ou «Jesus voltou a viver» do que «ressusci
tou».
5) Expressar os pensamentos de forma simples, clara e
concreta, usando frases curtas.
6) Encarar os ouvintes. Não ficar a olhar para o chão, ou
para o teto, ou por cima de suas cabeças. Olhá-los tran-
qüilamente, e não de maneira demasiadamente concentra
da. O olhar tem muita força magnética, que deve ser
da
usada.
timidez
O nãoe poder
da falta
fixar de
os olhos
confiança
nos ouvintes
em si mesmo.
é resultado
O
pregador tem que convencer-se de que Deus lhe entregou
uma mensagem importante para ser transmitida aos que o
escutam, e que está com ele para fortalecê-lo.
7) Falar com o corpo todo. Uma pessoa não fala somen
te com sua boca, mas também com os movimentos do
corpo, e especialmente com os braços e as mãos. O maior
problema para quase todo orador é saber o que fazer com
os braçoscomo
evitadasf e assegurar
mãos. asHábordas
certasdacoisas quedodevem
mesa ou púlpito;ser
manter as mãos unidas e sob tensão ou movê-las conti
nuamente (embora seja melhor movê-las demasiadamente
do que ir ao outro extremo).
Algumas pessoas preferem ter uma Biblia na mão es
querda enquanto falam, e somente fazer um ou outro gesto
com a mão direita. Não há nada de mal nisso (especial
mente para uma senhora).
Não resta dúvida de que o ideal é fazer somente gestos
que tenham verdadeira sign ificação e concordem com o que
o pregador esteja dizendo. Deve ser feito de forma natural
e não artificialmente, como fazem muitos declamadores.
Eis alguns gestos básicos:

36
a) Expressa-se a idéia de grandeza estendendo-se as
mãos.
b) A idéia de ir a alguma parte pode ser expressa
colocando-se a mão direita no peito e depois esten
dendo-a.
c) Se se deseja dirigir a mente a algum conceito (como
Deus), pode-se levantar as mãos.
d) A idéia de extensão (como a extensão do evangelho
até os confins da terra) pode ser expressa colocando-
se as mãos unidas sobre o peito e, a seguir, esten
dendo-as ao nivel dos ombros.
e) Oferecer algo se expressa inclinando-se para os
ouvintes com os braços estendidos e as palmas
das mãos voltadas para cima.
f) Ao
tadas
explicar
uns 30alguma
cm uma
coisa,
da outra,
deve-se
comterosasdedos
mãosligeira
afas
mente separados. É aconselhável exercitar estas po
sições diante de um espelho.
2. Alguns E xercidos para Melhorar a Voz
1) Relaxamento da mandibula Inferior. Para se falar bem
em público é necessário abrir suficientemente a boca. E,
para se fazer isso, torna-se necessário relaxar a mandibula
inferior. sempre
inferior Não sãotensa.
poucasOasexercício
pessoaspara
que têm a mandibula
acostumar-se a
relaxá-la é demasiadamente fácil, mas exige prática, e por
bastante tempo. Consiste simplesmente em inspirar pro
fundamente e, com a garganta relaxada, dizer «a» com a
mandibula inferior caida.
2) Desenvolvimento da flexibilidade dos lábios. São
muitas as pessoas que têm os dois lábios, um lábio, ou
ainda uma parte de um lábio sob tensão. Tal pessoa
encontra dificuldade para falar bem.
O exercício para desenvolver a flexibilidade dos lábios
consiste tão-somente em pronunciar a palavra «sopa»,
estendendo os lábios de madeira exageradaaõ dizer'«so» é.
recolhendo-os ao (fizer «pa». A mandibula inferior fica
37
tensa ao se pronunciar «so» e completamente relaxada ao
dizer «pa».

3) Desenvolvimento da resson ância nasal. Este desen


volvimento è necessário para se falar em tom vivo e
atraente. São vários os exercidos. O-primeiro consiste em
repetir palavras, tais como: cantando, trazendo, horrendo,
bqndo; graduando o tom do nariz e insistindo nò som
«nd». Depois exercitar a pronúncia das letras «m» e «n»,
usando palavras tais como «minimo». Também são neces
sários exercícios, enfatizando especialmente o som «ng»,
usando palavras como araponga, pingo, Hong-Kong.

4) O corretamente
respirar dominio da respiração. O orador
e depois contro precisa
lar a expiraç ão saber
do ar,
como faz um bom nadador.

O exercido para domínio da respiração consiste em


colocar-se em boa posição, com o abdômen para dentro e
o. peito para fora_ (com a barriga encolhida e o pelto
estofador: Colocar até onde possa, com comodidade, as
pontas dos ombros para trás. A boa posição se toma
automaticamente. Então Inspira-se profundamente de ma
neira controlada.
letra «a», Em seguida,
atê esvaziar começa-se
os pulmões. a pronunciar
Praticar a
este exercício
até acostumar-se a reter ar nos pulmões por um tempo
cada vez maior.

3. Como Aprendera Ler de Forma Atraente


O ideal é que a form a de ler não sejd monótona, mas
atraente e interpretando a passagem lida.
Os exercidos para se alcançar este objetivo são muito
simples. Consistem nos três passos seguintes:
1) Sublinhar as palavras. Ao estudar as passagens,
convém su blin ha ras palavras que, a seu ver, são as chaves
da passagem que vai ler ante o público.
Exemplo de como sublinhar um texto ou passagem:
38
«Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o
seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele cré não
pereça, mas tenha a vida eterna.»

2) Praticar a leitura. Ler a passagem, d ando ênfa se às


palavras sublinhadas, è conveniente mesmo exa gerar, no
exercido para poder aprendê-lo bem. Todavia, ante o
público deve-se ler com mais naturalidade.
3) Ler em voz alta. Ler a passagem em voz alta vàrlas
vezes antes de sair para o culto, mesmo quando se vai
repetir uma mensagem.

39
9
RECURSOS VISUAIS PARA
APRESENTAÇÃO DE MENSAGENS

Na apresentação de qualquer mensagem é sempre con


veniente fazer uso do sen tido da vista juntame nte com o do
ouvido.

Os recursos
eficiência, visuais realizadas
em reuniões podem ser em usados, com muita
classes pequenas ou
em residências. Dtercem grande influência quando os
ouvintes são pessoas que pouco oü nada sabem do
evangelho. Por exemplo, em reuniões realizadas em ca
deias tem-se conseguido muito bons resultados com
ã ravuras ou com o esboço da mensagem escrita em folhas
e cartolina. Também em pontos de pregação recém-
organizados nota-se q ue o povo presta mu ito mais atenção
e compreende m elhor a mensagem, quando as explicações
são acompanhadas com alguma apresentação visual.
Além do projetor de filmes fixos, temos vários recursos
visuais que se prestam muito bem para o nosso uso.
1. Quadro-de-glz
Pode ser usado para desenhos e especial mente para se
escrever o esboço da mensagem. É muito bom quando se
pode ter um quadro grande, mas, isto não sendo possível,
pode-se usar mesmo um pequeno. Este tem a vantagem de
ser facilmente levado para qualquer parte.
No caso de não ser possível conseguir um quadro de
madeira, pode-se usarfoiha s de papel de embrulho, de cor
escura. São surpreendentes os resultados que se obtém.
41
2. Cartazes

O mais conveniente é fazê-los de cartolina branca, com


tinta nanquim ou pincel atômico, escrevendo-se com
letras de imprensa. Para se conseguir u niform idade nas
letras, risca-se a lápis três linhas guias e escreve-se sobre
elas, obtendo, assim, a mesma altura, tanto nas maiuscu
las como nas minúsculas. Depois de se praticar um pouco,
consegue-se escrever com muita rapidez.

Na falta de cartolina, pode-se usar qualquer folha de


papel.

Convém
mente fazerusados.
os mais cartazes com diferentes
Também esboços,
com desenhos geral
ou figuras
ilustrativos de passagens bíblicas, e guardá-los, para
serem usados quando necessário.

3. Gravuras

1. As gravuras grandes servem muito bem quando se


fala a grupos maiores. Podem servir como base para toda a
exposição e não somente para ilustrar certos detalhes. O
importante é estar bem informado sobre a gravura e saber
usá-la de maneira atraente e eficiente.

2. Para *grupos menores, pode-se usar também figuras


pequenas que se relacionem com a mensagem que se
deseja desenvolver. Por exemplo: Certa vez um pregador
ilustrou de maneira muito atraente o tema «Mães da
Bíblia», usando figuras pequenas, coladas em pedaços de
cartolina. Começou com uma figura de Eva e terminou com
uma
muitodesucesso,
Maria, a em
mãeum
de salão
Jesus.onde
Usou se
esse recurso,umas
reuniam com
cinquenta pessoas.

4. Flanelógrafo

Para quem prefere preparar o material e desenvolver os


temas no flanelógrafo, este recurso oferece muitas possi-
42
biIidades. Conheci um pregador que fazia excelente uso
dessa forma de apresentação. Seu material era muito
variado e usado com muita imaginação. Possuia muitas
figuras e recortes comuns, desses que se compram no
comércio. Também
revistas. Para guardava
completar, eleuma variedade
mesmo de recortes
desenhava de
muitas
figuras, que apresentava na exposição de suas mensa
gens.

43
10
A VIDA ÍNTIMA DO PREGADOR E A
EFICIÊNCIA DA SUA MENSAGEM

Não resta dúvida de que há muita verdade neste pensa


mento: «O que o pregador é fala mais alto_e claramente do
que aquilo que o pregador diz.» Esta afirmação se refere
especialmente à sua espiritualidade
mesma. Mas também e às manifestações
pode ser aplicada da
a toda a vida
intima do pregador e a todas as suas reações frente aos
estímulos que o afrontam.
Existem sete características muito importantes e que
devem predominar na vida intima do pregador. Elas são
indispensáveis e se refletirão em suas atitudes para com
seus ouvintes e na maneira de reagir ante eles.

1. Verdadeira Aceitação de Cristo como Salvador


É claro que isso pode ser considerado óbvio. Mas, sem
dúvida, todo pregador deve examinar-se com a ajuda de
Deus, para estar seguro de que realmente aceitou Cristo
como seu Salvador pessoal, e não tão-somente aceitou
como verdade o fato de que ele é o único Salvador.
2. Consagração
É perfeitamente possível uma pessoa aceitar Cristo
como seu Salvador, sem, no entanto, aceitá-lo como Rei e
Senhor de sua vida. É claro que todo crente deve dar
ambos os passos. Todavia, isso é sumamente importante
para aquele que se propôs a ensinar a religião de Cristo
aos outros.
45
O ideal é que a consagração a Deus aumente constante
mente. E isto deve ser uma realidade para o crente. Temos
que reconhecer que a conservação da consagração se
consegue
sempre com
à acusta
ajudadedevigilância
Deus. e esforços constantes,
3. Boa vontade
O pregador precisa sentir-se amigo de todos e deve
demonstrar isso em suas atitudes, t.hnuito natural uma
pessoa sentir certa apatia por seus ouvintes, pelos defei
tos que eles têm. O pregador tem que lutar também contra
a tendência de sentir-se superior aos outros.
4. Consideração
É necessário desenvolver o senso de delicadeza para
com os demais em todo momento, mas especialmente
quando se tem a palavra e se está falando a um grupo
sobre as coisas espirituais. Por meio de palavras ou
modos ásperos e duros alguém pode neutralizar todas as
verdades elevadas que pronunciar com a boca.

5. Compaixão
Uma das características principais de Jesus era ter
compaixão das pessoas. Não nos surpreende saber que o
ouviam alegremente. Até onde nos seja possível, devemos
procurar compreender cada ouvinte; seus pontos fracos e
fortes, suas provações, suas tentações, seus sofrimentos,
suas limitações, seus anelos, sua capacidade. E, como
conseqüência desta compreensão, devemos tratá-los com
bondade, amor, suavidade, mostrando desta maneira o
espirito de Cristo mesmo.
6. Sabedoria
Biblicamente, esta palavra significa «saber agir acerta-
damente sob todas as circunstâncias e em todas as si
tuações». O pregador, ao falara um grupo de pessoas, tem
46
que saber falar com sab edo ria. Mas tam b é m tem q u e s a b e r
agir com sabedoria, frente a q ua lque r si tuaçã o in e sp era da
que se lhe apresente enquanto es t i ve r f al ando. P or e x e m -
plo, controlar seus nervos se u m v isita n te q u e ig n o ra
nossos costumes di sser algo em voz a lta. R e p re e n d e n
do-o, pode mui to fac ilm ente ofe n d ê -lo de ta l m a n e ira q u e
não volte mais.
7. Domínio de Si Mes m o

É muito necessário para vencer o te m o r, q u e é m a is o u


menos natural quando se tem qu e fa la r em p ú b lic o .
Também é necessário para corrigir alguma falha especial
que se tenha, como o gaguejar. Ainda é necessário para
dominar a voz e falar de tal m aneira qu e to d o s c o m p r e e n
dam cada Epalavra
timentos. e que as
mui to especi palavras
almente se neexcperes ss ita
sem d e slee fr
u se nstee na
situações de scon certan tes que i n e sp e ra d a m e n te p o s s a m
se apresentar.

47
11
SUGESTÕES PRÁTICAS

PARA DIRIGIR REUNIÕES

Quem trabalha na obra de Cristo tem que dirigir muitos


tipos de reuniões. Algumas delas são na Escola Bíblica
Dominical, uniões de treinamen to, organizações mis sioná
rias, cultos de oração, de estudo bíblico, cultos em
congregações, reuniões ao
hospitais, e, finalmente, ar livre,
reuniões cultos no
normais em templo
cadeiasdaou
igreja.
Há diversidade de condições nos diferentes tipos de
reuniões. É natural que não seja possível fazer sugestões
que se apliquem a todos os casos, por isso limitar-me-ei a
estes:
1. Elaborar o Programa
É sempre interessante preparar, com .antecedência o
programa. Além dos elementos que integram todo progra
ma, tenho observado alguns que a meu ver merecem um
cuidado todo especial para que a reunião se desenvolva de
maneira ordenada. Um detalhe é que se deve determinar de
antemão os hinos que serão usados. Causa muita confu
são se no momento de cantar um hino pergunta-se aos
ouvintes qual querem cantar. Desta maneira também tor-
na-se impossível coordenar os hinos com o pensamento
principal do tema, lição ou programa.
Outro detalhe importante é sugerir aos que geralmente
oram em público que o façam em voz bem alta e com
bastante expressão e clareza para que todos possam
ouvi-los. Pode-se mesmo avisar-lhes com antecedência
49
que vão ser indicados para orar. Sendo conveniente,
pode-se pe dir que o que vai ora r venha à fre nte e ore virado
para o auditório. Outro detalhe interessante é repartir,
antes da reunião, tira de papel indicando os textos
de
bíblicos
se pedir
a serem
a participação
lidos por determinadas
do auditório pessoas,
em umanoleitura
caso
biblica.
2. Variar a Reunião
Ê de suma importância introduzir variações no programa
de uma reunião, qualquer que seja a sua natureza. Por
exemplo: Algumas vezes todos podem repetir um texto de
chamada à adoração (invocação). Outras vezes, pode-se
começar comTambém
devocional. a leituraa de um salmo
leitura bíblica ou de uma
pode poesia
ser variada,
lendo-se em uníssono ou responsivamente. Outras vezes
pode-se pedir a uma pessoa, que leia corretamente, que
faça a leitura. Neste caso, é conveniente que ela venha à
frente.
3. Selecionar a Música
Deve-se dar especial atenção à música. Mesmo não
entendendo muito do
maneiras eficientes assun
para to, ao que
dirigir dirigeQuando
música. dev e engenhar
a reu
nião não é mu ito form al, ê conveniente cantar alguns hinos
ou corinhos novos. A melhor maneira de ensiná-los é fazer
o auditório repetir a letra. Depois fazer tocar a melodia
para que todos se acostumem à mesma. Então pedir que
cantem somente os que já saibam. O resto toma-se fácil.
4. Estim ular a Reverência

Todo esforço dev e ser fe ito para se cria r um am biente de


reverência. O que dirige tem que planejar isso com ante
cedência. Pedir que, ao chegarem, se sentem tranqOiia-
mente, orem e leiam silenciosamente suas Biblias ou
cantores. Uma música suave, tocada por alguns minutos
antes do inicio do programa, ajuda muito. Conveniente
1
SERMÕES BASEADOS EM QUATRO
PERGUNTAS

AS quatro perguntas básicas para asta mnriatiriada dft


setraãQ são: Que? Por quê? Como? Quais serio os re-
sultados? ~ '

Basear
lógica o sermão
e prática paranessas quatro perguntas
o desenvolvimento de umê grande
uma forma

mero de temas, especialmente quando se quer apresentar
o que a Bíblia in teira ensina sobre determina dos ass untos .
Por exemplo: «A Salvação», «O Novo Nascimento», «A Fé»,
«A Justificação», «O Gozo Cristão», «A Perseverança», «A
Paz Cristã», «O Crescimento Cristão», etc. Vejamos o
esboço de um sermão baseado nas quatro perguntas, sobre
o tema «Poder Espiritual»:

1. Que É Poder Espiritual?


1) Negativamente:
a) Não é magnetismo pessoal.
b) Não é eloqüência.
c) Não ê cultu ra.
2) Positiv amente:
E o poder que há em nós como resultado de
havermos recebido de Deus seu Espirito.
2. Por Que Precisamos d e Poder Espiritu al?
1) Porque com ele evitamos os m uito s fracassos
espirituais que sobrevêm aos crentes:
55
a) Falta de vitória sobre o pec ado.
b) Falta de testemunho eficaz por Cristo.
c) Falta de influê ncia po sitiv a em favor da causa
de Cristo.
2) Porque sem este poder nada podemos fazer que
espiritu al mente valha a pena:
a) Em nossas experiências c omo crentes .
b) Em nossas ativida des com o cristãos.
3. Como Se Pode Conseguir Poder Espiritual?

1) Desejando-o verdadeiramente.
2) Mantendo-nos livres do pecado pelo arrependi
mento.
3) Entronizando a Cristo na Vida.
4) Obedecendo és ordens do E spirito .
4. Quais Serão os Resultados do Poder Espiritua l Sobre
o Indivíduo?
1) Vitória sobre o pecado.
2) Coragem para te stif icar de Cristo .
3) Trabalho eficiente.
4) Vida cristã progressiva.
5) Recompensa pelo serviço fie l.
Esse método de pregação, à base das quatro perguntas,
além de ser vantajoso para os de pouca experiência,
também tem a virtud e de apelar de maneira m uito e ficie nte
às
se três
obterfaculdades mentais
os resultad que têm que
os desejados. Em ser
umaatingidas
respo stapara
bem
dada à segunda pergunta — Por quê? — apela-se, em
parte, à inteligência, e, em parte, às emoções, convencen
do os ouvintes de que ê necessári o pór em prática o que foi
recomendado na primeira pergunta. Depois, ao responder
à terceira pergunta — Como? — além da inteligência, é
56
atingida também a vontade. Finalmente, ao mostrar os
resultados de s e pô r em prática o recomenda do, faz-se uso
das três faculdades mentais mencionadas, mas apela-se
especialmente à vontade para que se aceite o exposto.

57
3
SERMÕES BASEADOS EM UMA SÔ PALAVRA

Nos tempos bíblicos dava-se muito mais importância à


sign ificaç ão das pala vras do que na atua lidade . Por exem
plo: São raros os casos, nos dias de hoje, quando uma
pessoa sabe o sig nific ado do seu nome. Mas nos tem pos
biblicos os nomes tinham tanta significação que represen
tavam as características (ou possivelmente uma só carac
terística) do indivíduo. Por isso, pela importância que
naqueles tempos se dava às palavras é que encontramos
hoje, na Biblia, muitas palavras que em si mesmas encer
ram toda uma mensagem. Deve-se estudar muito o dicio
nário biblico para melhor entender o significado das
palavras da Biblia, e assim estar em condições de usá-las
como base de mensagens.

No livro Sermones de Diez Eminentes Predicadores en


contramos um sermão do grande evangelista do passado,
Dr. W. A. Sunday, que ê um bom exemplo dessa classe de
exposições:

Texto: Isaias 9:6: «E o seu nome será: Maravilhoso...»


Tema: Maravilhoso

Na introdução, o pregadoxjttzque há 256 npmes que se_


deram ao Senhor Jesus Cri sto, e, sem dúvid a, ele era
infinitamente superior a tudo o que se podia expressar
com esses nomes.
A seguir, o pregador define a palavra «maravilhoso»,
expl icando que é o qu e está muitíssim o além do comum , e
pergunta: Jesus correspondia verdadeiramente a esse no
me?
6T
Passa então a demonstrar que Jesus é realmente mara
vilh os o através das 11 subdiv isõe s do sermão (e ainda
muito mais divisões poderia ter acrescentado).

Foi Maravilhoso:
1. Seu nas cime nto, porque jama is ocorreu outr o co mo o
seu.
2. Seu caráter, pois ninguém jamais se apro xim ou dele
na perfeição.
3. Sua vida, p or sua abnegação, sua pureza e utilidade.
4. Seu ensino , pelo seu modo de tra nsm iti-l o, sua sen
sibilidade, sua clareza e sua adaptação ao individuo.
5. Sua srcina lidade e doutrinas.

6. As profec ias acerca de si mes mo.


7. Sua condenação à morte.
8. A grande publicidade da sua morte.
9. Sua ressurreição e apariçõ es.

10. A salvação que vem operando nos indivíduos atra


vés dos séculos.
11. Porque salvou-me a mim.
4
TEXTOS DOS QUAIS SE NECESSITAM

DEDUZIR AS VERDADES

A maioria dos textos curtos da Bib lia contém em si


verdades e ensinamentos que somente são percebidos
quando submetidos a um estudo cuidadoso e profundo.
Sem dúvida, podem ser entendidos, e suas verdades po
dem ser descobertas mesmo por um crente de pouca

instrução,
sob se fizer
a direção o esforço necessário para entendê-los,
de Deus.

Os passos na preparação de sermões baseados em tais


textos são os seguintes:

1. Fazer um Estudo Cuidadoso do Texto em Si, sem


Nenhuma Ajuda, Procurando Compreendê-lo o Me
lhor Possível.

2. Depois Lançar Mão de Com entário s e Outros


Recursos.

3. Preparar o Esboço.

Exemplos de textos dessa classe:

Nesse sentido são importantes os textos que fazem


afirmação sobre Deus, como: «Deus é amor»; «Deus ê luz»;
«Deus
com oséque
forteo etemem»;
valente»; «ATambém
etc. Comunhão íntima
temos de Jeová
outros textos,é
como as bem-aventuranças, que encerram em si princí
pios básicos. Também existem muitas afirmações categó
ricas de Cristo, com relação a ele mesmo, como, por
exemplo,Mateus 5:1 7:«Não penseis que vim d estruira lei ou

63
os profetas; não vim destru ir, mas cumprir.» Nas
cartas de Paulo encontramos muitos textos desta
natureza, como Filipenses 4:13; «Posso todas as
coisas naquele que me fortalece.»

64
5
SERMÕES BASEADOS EM
CAPÍTULOS DA BÍBLIA

São mu itos os ca pítu los da Bíb lia que podem ser usados
como base para sermões. Provavelmente o melhor livro
sobre sermões que abordam capítulos inteiros da Biblia
seja Os Grandes Capítulos da Biblia, de G. Campbel
Morgan. Todos devem estudá-lo, para aprender como
interpretar capítulos da Bíblia.
Algumas vezes, como se vê no livro do Dr. Morgan, a
divisão dos capítulos não acompanha as divisões de um
determina do assunto. Em tais casos, convé m fixa r-se mais
na divisão lógica do que na do capitulo.

1. Passos no Desenvo lvimento Desse Tipo de Sermão


1 ) Escolher um texto que se possa explicar. Hà passa
gens
menosqueterásão
que muito difíceis
estudá-las para para
bastante o principiante. Pelo
poder desenvol
vê-las.

2) Entender o texto. Sem recorrer a comentários bíbli-


cos, estudá-lo até compreender ao máximo seus ensina
mentos. O melhor é lê-lo muitas vezes. A seguir, fazer um
esboço dos pensamentos mais impo rtantes, e que tenham
ordem mais ou menos lógica.

gem3) em
Confro ntar interpre
comentários tações.
bíblicos Só então eo stud
e modificar seu ar a passa
esboço,
trocando a ordem dos assuntos, caso isto lhe pareça
necessário.
4) Reverá matéria. No caso de as divisões não aparece-
65
rem bem ordenadas no texto biblico, escolher a melhor
maneira de apresentá-las.
2. Exemplo de um Sermão Baseado em um Cap itu lo da
Biblia.
Texto: Romanos 12
Tema: Deus Gloiíflcado em Nós

1) Consagremo-nos a Deus (v.1).


a) A mente
b) O corpo

2) vontade
Não nos de
conformemo
Deus (v.2).s com o que seja con trário à
3) Pensemos em nós mesm os, sem org ulh o e sem hu -
mlldade excessiva (v.3).
4) Cumpramos nossa missão com o membros do c or-
po de Cristo, desenvolvendo e usando os dons
recebidos (w. 4-8).
5) Devemos amar uns aos outros com sinceridade
(W. 9, 10).
6) Támos que ser dilig en tes na obra do Senhor (v. 11 ).
7} Precisamos suportar todos os contratempos (v.
12) .

8) Temos que ser constantes na oração (v. 12).


9) Devemos ter boa vontade para com as demais
pessoas (w. 13-18).
10) Precisamos vencer o mal com o bem (w . 12-21).

66
6
ESTUDOS BÍBLICOS
Consistem os estudos bíblicos em escolher uma idéia
central e depois, através da Bíblia, fazer um estudo das
passagens que se relacionem com a idéia cen tral. Para se
con segu ir isso, geral mente se ne cessita de uma co nco r
dância.

O segundo passo é escolher e determinar os pensamen


tos que vão ser usados como divisões do tema.
Depois escolher, dentre os muitos textos relacionados
com o assunto, quais vão ser usados no desenvolvimento
da exposição. Geralmente se usa um ou dois textos, dos
mais Importantes e claros, no desenvolvimento de cada
divisão.

Para desenvolver de maneira continua a mensagem, e


não ter que parar para procurar as passagens na Bíblia,
convém
nhas de copiá-las
papel, o no esboço,
lugar onde ou
se então escrevê-las
encontram, em tiri-
e depois co
locá-las na Bíblia, no lugar correspo ndente , para, dessa
maneira, encontrá-las rapidamente.

Essa form a de exposiçã o tem muito valor, porque apre


senta o ensinamento globai da Bíblia referente a um
assunto, e é fácil de se desenvolver.

Exemplo:

Tema: Algumas Profecias a Respeito de Cristo


1. Seria da Semente da Mulher («Porei Inimizade en tre ti
e a mulher, e entre a tua descendência e a sua
descendência; esta te ferirá a cabeça...» — Gên.
3:15).
2. Seria Descendente de Abraão
3. Seria Descendente de Davi
4. Nascería em Belém

5. Suas Mãos e Seus Pés Seriam Traspassados pelos


Cravos
6. Não Permanecería no Túmulo

68
7
ENSINAMENTOS DE UM LIVRO INTEIRO
SOBRE UM DETERMINADO ASSUNTO

Consiste em estudar todo um livro da Bíblia e, de ante


mão, anotar tudo o que se diz sobre determinado assunto.
Geralmente convém apresentaras datas na ordem em que
aparecem no livro, ainda que algumas vezes convenha
organizá-las de uma forma dife rente, para que a apresenta
ção seja mais lógica. Alguns exemplos são o que o livro
diz a respeito de Deus, Jesus Cristo ou o Espirito Santo.
Também pode-se enfatizar a principal doutrina do livro,
como «O Gozo em Filipenses».

São mais convenientes os livros c urto s para esse tipo de


estudo, embora sirvam muito bem para se estudar alguns
dos seguintes assuntos nos Evangelhos: As profecias
mencionadas, as parábolas, os milagres, etc.

Como exemplo dessa forma de mensagem podemos


apresentar:

«O Que a Carta aos Gáiatas Diz a Respeito de Cristo»

1. Chamou Paulo para o Ap ostolado (1:1).


2. Ê o Doador de Graça e Paz (1:3).
3. Deu-se a Si Mesmo para livrar-nos dos Nossos
Pecados (1:4).
4. Revelou-se Diretamente a Paulo (1:12).
5. Foi Revelado por Deus, o Pai (1:16).
6. O Crente Tem Liberdade em Cristo (2:4).
7. O Crente É Justif icado co m Cristo e V ive com Ele
(2:20).
8. Cris to Redim e o Crente da Maldição da Lei (3:13).
9. Os Crentes
Abraão em Cristo São Verdadeiros Filhos de
(3:14).
10. Os Crentes São Filhos de Deus pela Fé em Cristo
(3:26).
11. Os Crentes São Um em Cristo (3:28).
12. Os Crentes, para Cumprir a Lei de Cristo, Devem
Levar a Carga uns dos Outros (6:2).

13. O Crente Deve Gloriar-se Soment e na Cruz de Cristo


(6:14).

70
As formas mats usadas:
1} Cronológica
Tema: A Vida de Paulo

a) Sua meninice e Juventude em Tarso


b) Seus anos de estudo em Jerusalém
c) Suas atividades como perseguidor
d) Sua conversão
e) Os anos entre a sua conversão e a sua chegada a
Antioquia da Síria
f) Suas viagens mis sioná rias
g) Seus últimos anos em Roma
h) Sua morte
2) Fun cion al (po nto de vista de atividades)
Tema; Estudo Funcional da Vida de Paulo
a) O estudante
b) O perseguidor
c) O pregador
d) O missionário Itinerante
e) O organizad or e dir etor de igrejas
f) O mestre
g)
h) O escritor
O.teólogo
i) O estadista missionário
3) Análise de Caráter
Tema: Características de Daniel
a) Cortês (Dan. 1:8-12)
b) Atraente (Dan. 1:4-9)
c) Controlado (Dan. 1:8)
d) Conceitos elevados (Dan. 1:9)
e) Estu dioso (Dan. 1:17-19)
f) Valente (Dan. 2:13-16: 6:7-11)
g) Humilde (Dan. 2:30; 9:7-20)
h) Fiel (Dan. 6:4)
i) Devoto (Dan. 2:18; 6:10; 9:4)
84
4) Lições Práticas
Tema: Lições da Vida de João Batista
a) Sacrificial (Mat. 3:4)
b) Ativo (Mar. 1:4)
c) Homem de fé (Mat. 3:11)
d) Hum ilde (Mat. 3:14)
e) Obediente (Mar. 1:2,3)
f) Consagrado (João 1:23)
g) Fiel à sua tarefa (Mar. 6:18)
h) Justo e santo (Mar. 6:20)

5) Â Base de Comparação
Tema: Alguns Meninos da Bíblia
a) Um menino alegre: Isaque (Gèn. 21:5)
b) Um menino am bicio so: José (Gên. 37:5-8)
c) Um menino devoto: Samuel (I Sam. 2:18)
d) Um menino patriota: Davi (I Sam. 17:40).
e) Um menino heróico: Daniel (Dan. 1:8)
10
SERMÕES BASEADOS EM CONTRASTES

Muitos são os textos ou passagens que contêm duas


idéias opostas. São excelentes para se usar quando se
quer ressaltar a verdade. Todavia, as mensagens para eles
precisam ser muito bem estudadas.
No livro de Provérbios encontramos maior número de
textos com contrastes do que em qualquer outra parte da
Biblia
são . Mas os
poucos também
texto sosbíblic
encontram
os que os em outros
encerram em livros . Não
si contras*
tes. Seria interessante, e de muita utilidade para o prega
dor, preparar uma lista de todas essas passagens.
Sugestões para o desenvolvimento de sermões à base
destas passagens:
1. Estudar Cada Lado do Contraste, até Compreendê-los
Bem.
Por exemplo, os contrastes no livro de Provérbios são
quase que muito breves, em muitos casos bastante filo
sóficos. Assim, alguns deles são bastante fáceis de se
entender, e outros não. Mas todos exigem bastante estudo
para se deduzir deles as verdades que encerram e suas
aplicações práticas: «A justiça dos perfeitos endireita o
seu caminho; mas o ímpio cai pela sua impiedade.» Em
comparação, 11:14 é bem mais difícil de se entender:
«Quando não há sábia direção, o povo cai; mas na multi
dão de conselheiros há segurança.»
Assim, pois, um contraste como o que encontramos em
Salmos 1, entre o homem bom e o homem mau, dá-nos
suficientes detalhes para formar o esboço sem muita difi
culdade; todavia, è sempre necessário estudar o signifi
cado de cada detalhe.
77
2. Estudar os Contra stes, Escrevendo-os em Colunas

Pode-se estudar também fazendo-se duas divisões no


esboço, e estudar cada elemento separadamente. Geral
mente, na maioria dos casos, dá melhor resultado o
sistema das colunas.
Exemplo: Gálatas 5:19-26

Obras da carne Fruto do Espirito

Prostituição Amor
Impureza Gozo
Lascívia Paz
Idolatria Longanimidade
Feitiçaria
Inimizades Benignidade
Bondade
Contendas Fidelidade
Ciúmes Mansidão
Ira Domínio Próprio
Facções Andar no Espirito
Dissensões Viver pelo Espirito
Partidos
Invejas
Bebedices
Orgias

78
11
ESTUDO BÍBLICO BASEADO NA BlBLIA
E NUM LIVRO DE ESTUDO

Es s e jipo de estudo abrange_uma in fin idade de assun


tos, comòà geografia'(lugares, riós, lagos,"montanhas), o
clima, as colheitas, as arvores, as enfermidades, os ré£
médios, costumes sociais, a guerra e as armas, minerais,
forma de castigo, a magia, os animais, insetos, pássaros,
festas religiosas, edifícios, povos vizinhos, e uma infini
dade de outros assuntos.
É de suma Importância compreender esses assuntos,
porque formam como que uma base para o relato bíblico.
Por exemplo: As parábolas de Jesus se baseiam nos cos
tumes dos tempos em que vivia: o que disse a respeito da
ovelha; das dez virgens que haviam ido às bodas; do se
meador; e o que aconteceu com a semente que semeou; do
do
negociante
rico néscio
de pérolas;
que guardou
dos meninos
sua colheita;
brincandodas
na lições
praça;
deduzidas da figueira; etc.
Os passos na preparação e uso dessa forma de men
sagem podem ser:
1. Fazer uma lista dos ass untos que se deseja estud ar,
em um caderno ou caderneta.

2. diz
Examinar cuidados amente o que o dici onário bíblic o
a respeito.
3. Estudar detalhada mente as passagens bíblic as citadas.
Também o uso da Concordância Bibllea fornecerá algu
mas passagens mais.
79
4. A medida que se tenha tem po , lr preparando esboç os
sobre os diferentes assuntos.

5. Usar esses estu dos em reuniõ es onde sejam aprop ria-


do
se s.
nasSei, por experiê
reuniões ncia, que
matutinas, emde spertamdemuito
reuniões interes-
senhoras, e
especialm ente de jov ens. Fornecem excelente material
para classes especiais.

60
12
SERMÕES BASEADOS EM MIL auhes

Na sua maioria, os milagres do Velho Testamento estão


relacionados com Moisés, Elias e Ellseu. De modo geral,
são muito Interessantes e constituem bases muito boas
para estudos.

No Novo Testamento os relatos de milagres se encon


tram nos quatro Evangelhos e em Atos dos Apóstolos.
Algumas maneiras de prepará-los:

Nos Evangelhos, os mesmos milagres, não raro, apare


cem duas ou mais vezes. Em tais casos, deve-se estudar o
milagre em todos os lugares onde se encontra, para
ficarem conhecidos todos os dados a respeito.
1. Ler o Relato do Milagre Cuidadosamente e Prestar
Muita Atenção a Todos os Detalhes da Narração.
2. Organizar o Esboço na Mesma Ordem em Que os Fatos
Aparecem no Texto Biblico.

3. A A plicação Pode Ser Feita na Conclusão Gerai, no


final, ou no desenvolvimento de cada divisão do esbo
ço.

Exemplo:

Texto: Marcos 5:1-20

Tema: A Cura do Homem Que Tinha Espirito Imundo


1. A Tris te Con diç ão do Homem Possesso R epresenta a
Condição de Toda Peeeoa Perdida.

81
1) Tinha um espírito imundo.
2) Morava nos sepulcros.
3) Era violento.
4) Feria-se em pedras.
2. Jesus teve com paixão do pos sesso, como tem de todo
pecador.
3. Jesus mandou o e sp irito imu ndo sair do ho mem, e o
espirito obedeceu.
4. Jesus permitiu aos espíritos imundos entrarem nos
porcos.
5. Devido à perda dos porcos, os criadores pediram a
Jesus que se retir asse daquela r egião. Assim acontece
a muitos cujos negócios sofrem por causa da influênc ia
da obra de Cristo.

6. O Homem Curado Quis Aco mpanhar Jssus .


7. Jesus mandou o homem curado vo ltar para sua casa,
e contar o que se havia passado, e ele o fez. Todo crente
em Jesus deve testem unhar de Jesus onde ele mandar.
8. Muito s Creram em Jesus pelo Testem unho do Homem
Curado. Todo aquele que testifica fielmente de Jesus
verá igual resultado.
14
SERMÕES SOBRE UM LIVRO
INTEIRO DA BÍBLIA

É de grande proveito, tanto para o pregador quanto para


os ouvintes, a reflexão sobre os grandes even tos ou ensina
mentos mais importantes de um livro da Bíblia, ou também
o desenvolvimento geral do mesmo. E se alguém se dispu
ser a fazer isso, verá que não é tão dificil quanto pode
parecer à primeira vista.
Passos no preparo desse tipo de sermão:
1. Verificar Culdadosamente o Que o Dicionário Bíblico
Diz sobre o Livro. Prestar especial atenção ao esboço
do livro, para ter a base e fazer o próprio esboço.
Também, se possivel, consultar um comentário bíbli
co ou outro livro de estudo.
2. Como Segundo Passo, Ler com Toda a Atenção Possí
vel o Livro Que Se Pretende Explanar,
3. Preparar o Esboço de Acordo com o que Foi Pos
sivel Com preender do Livro. Provavelmente, no princípio
será preciso usar, em grande parte, o esboço encontra
do em um dos livros estudados.
Dois exemplos:
Livro de Eclesiastes
Tema: O Significado da Vida
1. A Primeira Dedução do Autor É Que a Vida Ê uma
Rotina de Experiências de Passageiro Valor (1:1-18).

85
2) A pessoa humana sempre tem alg o de inquietude.
3) No céu não haverá inquietação.

2. Rebeldia
1) Ninguém pode controlar os movimentos do mar .
2) Em todo ser humano há algo de rebeldia.
3) No céu não haverá rebelião.
3. Mistério
1) As profundezas do mar falam do m isterioso.
2) Em nossas vidas hâ muita s coisas que não entende
mos.
3) No céu tudo se entenderá.

4. Separação
1) Para o judeu antigo, viajar pelo mar representava
uma separação muito grande.
2) Em nossa experiên cia humana, temos que enfrentar
muitas separações.
3) No céu não haverá mais separação.
16
CULTO CANTADO

A experiência dos que tèm feito uso do canto para a


apresentação.das verdades bíblicas confirma que Isso é de
muito valor. É uma forma atraente e impressionante de se
pregar o evangelho. Oferece também uma oportunidade
para variar a natureza das reuniões rotineiras. Serve para
qualquer tipo de reunião, seja de evangelizaçâo ou para
crentes.junSetamexperimentarmos
cantor, usar
ente com o grande os hinos
número do nosso
de corlnh os que
todo mundo conhece, teremos uma infinidade de temas
para usar.
Passos na preparação e apresentação desse tipo de
mensagem:
1. 0 Tema
Escolher com cuidado o tema da reunião.
2. O Esboço
Elaborar o esboço como se fosse para um sermão
comum.
3. A Músic a

Escolher os hinos ou os corlnhos que expressem as


verdades usadas nas observações do esboço. Multas vezes
uma só estrofe de um hino reúne essa condiçãÕ;'Ô, nessè
caso, é meihor usar só a estrofe do.gue o hino todo.
4. Partes Especiais
Se hà bons cantores, convém deixá-los apresentar a
maior parte das seleções como música especial. Mas
também é aconselhável ter algumas partes cantadas pela
91
congregação. Além disso, algumas músicas tocadas em
instrumento tornarão o programa mais atraente.

5. Sugestõ es Quanto à Apresentação do Programa

Escrever no quadro-de-giz ou numa folha de cartolina o


esboço com as passagens bíblicas e os hinos, ou estrofes
de hinos, que vão ser cantados, ou, ainda, mimeografá-lo.
No desenvolvimento, o pregador unirá com breves pala
vras, as diferentes partes. Terminar com a leitura de um
hino, uma poesia ou uma passagem da Biblia que desta
que o pensamento central do programa, e com uma
oraçào.

92
17
SERMÕES BASEADOS EM UM HINO

Os hinos contêm muitos pensamentos e ensinamen


tos espirituais de grande valor. Mas, na maioria deles, não
ê fácil extrai-los, uma vez que aparecem misturados vá
rios pensamentos numa mesma estrofe. Como exemplo,
vamos fazer um esboço dos principais pensamentos do
hino 433 do Cantor Cristão.

Tema: Semeando a Semente do Evangelho


1. A Resolução de Semear a Semente Preciosa (5a
estrofe).
2. A Determinação de Semear Enquanto Viver (1e estro
fe).
3. Tipos de Corações em Que Se Semeará a Semente
Preciosa (2® e 3a estrofes).
4. O Resultado da Semente Será Deixado nas Mãos de
Deus (4a estrofe e coro).
5. Encontrar-se na Casa de Deus É Ter a Certeza da
Colheita (Estribilho e coro).
Aumenta muito o beneficio recebido ao se cantar os
hinos, se houver uma explicação do significado das pala
vras dos mesmos, pelo fato de que quase todo mundo, ao
cantá-ios, presta mais atenção à música do que ao signi
ficado das palavras.
Se alguém analisar alguns hinos em forma de esboço,
em um caderno ou caderneta, receberá muitos benefícios,
a saber: exercitar-se-á em fazer esboços; compreenderá
melhor os hinos; descobrirá material preciso para se usar
em diferentes reuniões, e, sobretudo, receberá grande ins
piração para a sua alma.

93
Sempre que fo r possivel, usa r o qua dro-de-g iz para
apresentar os esboços dos hinos. Pode-se prestar alguns
esclarecimentos sobre o aut or do hino e o m otivo que teve
para escrevê-lo. Estes dados s ervem como boa int rodu ção,
mas devem ser apresentados em poucas palavras.
De grande utilidade para o pregador, na preparação de
sermões com base em hinos, ê a leitura da série do Pastor
Bill Ichter, Se os Hinos Falassem, editada pela JUERP.
18
ASSUNTOS SEMI-REL IGIOSOS

Muitas vezes o pregador tem que tratar de assuntos


dessa natureza. Alguns exemplos Importantes são: «O
Alcoolismo». «A Paz e a Guerra», «O Comunismo», «A
Separação da lgréi4.e..a£stãdoj>, «As Implrcações.dã£orca
Afòrnlíia», etc. Também no terreno da moralidade e da
êiícá, sé encontram muitos assuntos intimamente relacio
nados exemplo
Como com a religião, mas não«Apropriamente
dis so temos Honestidade espirituais.
nos Negó
cios e na Política».
Eis algumas sugestões de como preparar e apresentar
os assuntos:
1. Fazer um estudo extenso e intenso sobre o assunto,
até compreendê-lo bem, e recolher todos os dados possí
veis sobre o mesmo.
2. Procurar
coerentes comalgumas referências
o assunto, bíblica
para assim s maisos
relacionar oudados
menos
que se apresentam e seus argumentos com a religião.
3. Mostrar como, através da religiã o, se pode resolver
os problemas relacionados com o assunto. Um bom
exemplo disso é o uso que a organização «Alcoólatras
Anônimos» faz da confiança em Deus como base de seus
esforços, tão eficazes para ajudar aos alcoólatras pato
lógicos.
4. É necessário exp lica r a import ância que para a prática
da religião tem uma determinada maneira de resolver um
assunto. Por exemplo, é importante mostrar como a
separação da Igreja e o Estado afeta o funcionamento da
Igreja e a eficácia da religião.

95
5. Mostrar o co nflit o e a com petição entre certa s ten
dências e movimentos e a religião, como por exemplo, o
comunismo e as diversões comercializadas.

. 6. Tratando-se de assun to sem i-relig io so , fazer o me


lhor uso possível da lógica, da psicologia e do melhor
métod o de apresenta r o m aterial, procura ndo persuadir p or
meio de argumentos corteses, o que é meihor do que
criticas e ofensas.

96
2) Da Cruz até o Rio da Morte:
(1) Perde suas credenciais no Pântano das Díffcul-
dades
(2) Luta com Ap oio no Vale da Humilha ção, e vence
nela fé
(3) Passa pelo Vale da Sombra da Morte.
(4) Perde o seu companheiro, o Sr. Fiel, na Feira
da Vaidade, mas consegue o Sr. Esperança em
seu lugar.
(5) Os dois fica m presos vários dias no Castelo das
Dúvidas.
3) Do Rio da Morte até a Cidade Ce lestial:

(1) Os dois passam o rio; o Sr. Cristão o faz com


dificuldade.
(2) Dois seres resplandescentes os acompanham
até a cidade.
(3) Ao entrarem, recebem suas recompensas e uma
grande saudação.
(4) Recebem vestidos novos.
(5) O autor demonstra grande tristeza porque não
pôde ficar com eles.

»
20
SERMÕES QUE MOSTRAM COMO RESOLVER
PROBLEMAS PESSOAIS

São numerosos os problemas que toda pessoa tem e


precisa resolver. Por esse motivo, não há outra forma de
discurso ou estudo que toca tão de perto o indivíduo como
aquele que o ajud a a compreender seus prob lemas , e o
orienta como resolvê-los.

Seria Impossível fazer uma lista completa de tais proble


mas, mas algüns-efos mais impõrtãntéssão: depressão,
tristeza, desalento, dúvida, intranquilidade, preocupa
ções, temores mórbidos, inconstância, falta de ambiçao,
falta de orientação na vida, tentações, consciência moral
demasiadamente amortecida ou muito sensivel, zelos,
ciúmes, soberba, sentimento de inferioridade, sentimento
de culpa, etc.

Passos na preparação e apresentação desse tipo de


sermão:
1. Estudar Pormenor izadamente o Problema, Tanto do
Ponto de Vista Psicológico como Bibllco.
2. Como Primeiro Passo na Preparação do Tem a, Fazer
uma Boa Análise do Problema.
3. Como Segundo Passo, Mostrar a Importância de
Resolver o Problema e Desfazer-se do Mesmo.
4. Finalm ente, Indicar Claramente com o Li bertar-se do
Problema.
Exemplo desse tipo de sermão:
Tema: Como Conseguir Tranqiiilidade
101
0 Desejo de Toda Pessoa Ê Ter Tranqu ilid ade de
Espírito.
2. Sem Dúvida, São Muito Poucas as Pessoas Que Alcan-
çam Essa Meta.
3. Isso Aco ntece Porque São Muitas as Con dições Que
Podem Causar a Intranquilidade.
1) Saúde física.
2) O pão de cada dia.
3) Os conflitos internos.
A) Fracassos individuais.
5) As más relações sociais.
6) A falta de Deus no cen tro da vida.
4. Como Cons eguir Tranqüi lidade
1) Conhecer devidament e a si mesmo.
2) Amar devidame nte a si mesmo.
3) Viver bem com seus semelhantes.
4) Ser serviçal.
5) Reconciliar- se com Deus em Cristo.
6) Praticar constantemente o arrependimento e a
1 con fissão de pecados.
7) Ao
mo.receber o perdão de Deus, perdoar-se a si mes
8) Ter Cristo c omo centro de s ua vida.
9) Perm itir que a paz de Deus seja a bússola para o seu
coração.

102
relacionar tudo com o pensamento ilustrado pelo
desenho.
Seria interessante fazer uma coleção de outros dese
nhos e gravuras que possam ilustrar a mensagem do
evangelho.

104
22
COMO USAR O PROJETOR

Um projetor de «slides» ê de muita utilidade. Os melho


res sôo os que servem para projetar também filmes fixos.
Dessas duas qualidades de material pode-se ter um
grande sortimento. Dos «slides» é necessário fazer uma
classificação cuidadosa, para poder encontrá-los quando
se precisar.
Os passos para se fazer bom uso de. um projetor são os
seguintes:
1. Manejo do Projetor. A reunião perde muito em sua
eficácia, se o operador do proje tor não sabe usá -lo corr eta
mente, e ante o público tem que aprender a colocar ou
retirar o film e. Ou, ao coloca r os «slides», o faz de maneira
errada, aparecendo as pessoas de cabeça para baixo.
Também é necessário saber o que fazer quando o projetor
trava. Quanto aos «slides», muitas vezes, se deformam
quando se esquentam demasiadamente e o operador tem
que saber com o ti rá-lo sem se queima r e sem pro jetar seus
dedos na tela.
2. Comentário do Filme. O melhor è limitar-se a ler as
explicações, tomando cuidado para não perder a numera
ção das cenas.
No caso de «slides», qu ando não há comentário, deve-se,
em primeiro lugar, fazer uma boa seleção. É melhororgani-
zá-los em torno de um tema que se deseja desenvolver. Em
segundo lugar, estudar muito bem cada detalhe da figura
que se projeta (especialmente tratando-se de algo relacio
nado com a Bíblia). Quanto ao ambiente escuro, indispen
sável à boa projeção, nao vejo necessidade de comentar.

105
No caso de vista s po uco conhe cidas, convém projetá-las
particularmente e estudá-las bem.

3. ouLocalização
onde Convenient
como colocar-se e. Quan
ao explicar to ao se
as cenas, problema
não há de
outra pessoa que sai ba manejar o projetor, o je ito é fic ar ao
lado do p rojeto r. Mas se fo r possível deixa r alguém
encarregado de manejar o projetor, o pregador deve colo
car-se jun to à tela. Deve ter o cuidad o de não da r as costas
aos ouvintes. Talvez a melhor maneira seja ficar a um
canto da sala, podendo ver o que se projeta na tela,
estan do de fren te para o aud itóri o. Dessa maneira também
haverá m elhor enten dimento .

Desejando apontar detalhes, é conveniente usar uma


régua, vara ou instr um ento p róp rio usado por professores.

As projeções luminosas podem ser usadas em qualquer


tipo de reunião, desde as reuniões de crianças até os
cbltos de evangelização.
23
SERMÕES OBJETIVOS

As mensagens objetivas prendem muito a atenção e


deixam uma impressão profunda em pessoas de todas as
idades. São especialmente indicadas para o trabalho com
crianças. Existem vários tipos. Alguns são muito simples.
Outros se baseiam em figuras e no uso de flanelógrafo.
Ainda outros são bastante complicados e mostram, pelo
uso de elementos quimicos, o plano da salvação.
Sugestões quanto ao uso:
1. O Primeiro Passo È Estudar Cuidadosamente a Lição
ou Sermãozinho Que Se Deseja Apresentar.
2. 0 Segundo Passo É Preparar Bem Todo o Material de
Que Se Vai Precisar.

3. sentação
O Terceiroe Passo É Praticar
a Explicação do Particularmente
Que Se Pretendea Apre
Apre
sentar.
4. O Quarto Passo Consiste em Apresentá-lo Bem.
Isto quer dizer que a mensagem deve ser adaptada
aos ouvintes. No caso de crianças, deve haver maior
esforço para se fazer entender bem.
As ilustrações devem ser feitas com naturalidade e sem
constrangimento.
Deve-se reforçar os ensinamentos principais com o uso
do texto que contenha a verdade central da mensagem,
intercalando corinhos ou hinos apropriados. Por exemplo:
Pode-se usar o Livrinho sem Palavras com a folha preta
para representar o coração inconverso.
107

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