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Prof.

VÍTOR CRUZ

Apostila de apoio
Direito Constitucional
- Site Nota 11 –

Capítulo 14.2: Poder Legislativo –


Processo Legislativo

O que são as apostilas de apoio de Direito Constitucional do


Site Nota 11?

Trata-se de um material teórico, superobjetivo, que aborda de forma


direta e didática os principais pontos sobre cada assunto do Direito
Constitucional, como forma de servir de apoio ao estudo no
“ambiente interativo do site Nota 11”, local onde o aluno poderá fixar
de vez tais temas, além aprofundar o estudo através de milhares de
fichas contendo perguntas e respostas classificadas por dificuldade e
forma de abordagem (literalidade, doutrina e jurisprudência).

Este material é privativo dos que colaboram para a democratização do ensino de qualidade,
assinando o site www.NOTA11.com.br. Caso você não seja um usuário e esteja
disseminando ou tendo acesso a este material, saiba que está contribuindo para naufragar
projetos que disponibilizam um conteúdo de qualidade por um baixo custo de aquisição. 1
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PROCESSO LEGISLATIVO:
Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:
I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a
elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.

Noções sobre o trâmite do Processo Legislativo:

O processo legislativo básico é aquele onde se faz as “leis ordinárias”,


o nome é “ordinária”, pois é a lei comum, que segue a ordem natural.
Este será o processo legislativo mais completo e para o qual a
Constituição deu maior atenção. O processo da lei complementar é o
mesmo da lei ordinária, a única diferença é o quórum exigido para
votação – na lei complementar necessita-se da maioria absoluta dos
votos (mais da metade do efetivo da Casa), enquanto na lei ordinária
basta a maioria simples (mais da metade dos presentes).

Além das leis complementares e ordinárias, no entanto, sabemos que


existem outras 5 espécies de normas sujeitas a processo legislativo,
essas normas (emendas constitucionais, decretos legislativos, leis
delegadas, resoluções e medidas provisórias) possuem trâmites
particulares, muitas vezes com ausência de algumas das fases do
processo comum das leis ordinárias, conforme veremos.
As fases básicas de um processo legislativo são as seguintes:

1ª - Fase introdutória:
É a fase onde alguém toma a iniciativa de um projeto de lei, levando
o tem à discussão.
Existem casos na Constituição onde teremos iniciativa exclusiva para
certos temas (ex. só o Presidente pode iniciar as matérias do art. 61
§1º, só o STF pode iniciar a discussão sobre o estatuto da
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Magistratura previsto na CF, art. 93) e outros casos onde a iniciativa
será concorrente, podendo ser tomada por diversas autoridades
distintas.
A iniciativa é, em regra, apresentada à Câmara dos Deputados, sendo
exceção a isto quando ela for tomada pro Senadores ou Comissão do
Senado, quando irá se instaurar a discussão diretamente no Senado
Federal.

2ª - Fase Constitutiva:
Após ser tomada a iniciativa, deverá se deliberar a respeito do
projeto e proceder a votação para fins de aprovação/rejeição do
mesmo. A fase constitutiva se divide em duas etapas:
• Deliberação parlamentar – Consiste na discussão do projeto
e sua aprovação/rejeição.
• Deliberação executiva – Consiste da sanção ou veto do chefe
do Poder Executivo ao projeto que tenha sido aprovado na
deliberação parlamentar
Sanção é o ato do chefe do Executivo através do qual ele “concorda”
com a deliberação parlamentar. Caso não concorde com o projeto ele
deverá vetá-lo (total ou parcialmente). A sanção é o procedimento
que faz a lei se tornar um ato perfeito e acabado, terminando a sua
fase de “construção”. Assim, a sanção transforma o “projeto” em
“lei”.

3ª - Fase Complementar:
Caso o projeto tenha sido sancionado pelo chefe do Executivo, ele
chega na sua fase complementar, que consiste na promulgação da lei
e na sua publicação. Para José Afonso da Silva, a fase complementar
estaria fora do processo legislativo, pois a lei já foi criada com a
sanção, sendo esta fase complementar uma condição de validade
para lei.
• Promulgar é “declarar a existência da lei”. Com a sanção
na fase constitutiva termina-se a “construção” da lei, desta
forma, a promulgação incide sobre um ato perfeito e acabado
apenas atestando que a lei existe e cumpriu o todo o seu rito
constitutivo.
• Publicar a lei é comunicar aos destinatários que a ordem
jurídica foi inovada.

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Ainda que com a publicação da lei, em regra, ela não começa a viger
instantaneamente, ela deverá respeitar um período para que as
pessoas tomem conhecimento da inovação, na ausência de disposição
expressa, este período de “latência”, chamado de “vacatio legis” é
de 45 dias, no entanto, a LC 95/98 permite que para leis de
menores repercussões possa ser adotada a cláusula de “entrada em
vigor na data de sua publicação”.

Emendas Constitucionais:

Através das emendas constitucionais, previstas no art. 60 da


Constituição, consegue-se realizar a chamada “Reforma
Constitucional”.
Iniciativa da Emenda 1. De pelo menos 1/3 dos
Constitucional de Reforma Deputados ou Senadores;
(CF, art. 60) 2. Do Presidente da
República;
3. De mais da metade das
Assembléias Legislativas das
unidades da Federação,
manifestando-se, cada uma
delas, pela maioria relativa de
seus membros.
Limitação circunstancial A Constituição não poderá ser
(CF, art. 60 §1º) emendada na vigência de
intervenção federal, de
estado de defesa ou de estado
de sítio.
Limitação Procedimental A proposta será discutida e
(CF, art. 60 §2º) votada em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois
turnos, considerando-se
aprovada se obtiver, em ambos,
3/5 do votos dos respectivos
membros.
Promulgação A emenda à Constituição será
promulgada pelas Mesas da
(CF, art. 60 §3º)
Câmara dos Deputados e do
Senado Federal, com o respectivo
número de ordem.

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Limitação Material Expressa 1. a forma federativa de
(Cláusulas Pétreas Expressas) Estado;
(CF, art. 60 §4º) 2. o voto direto, secreto,
universal e periódico;
3. a separação dos
Poderes;
4. os direitos e garantias
individuais.
Limitação Material Implícita 1. o povo como titular do
(Cláusulas Pétreas Implícitas) poder constituinte;
(Reconhecidas pela doutrina e 2. o poder igualitário do
jurisprudência) voto.
3. o próprio art. 60 (que
estabelece os procedimentos
de reforma);
Princípio da irrepetibilidade A matéria constante de proposta
(Limitação Formal) de emenda rejeitada ou havida
(CF, art. 60 §5º) por prejudicada não pode ser
objeto de nova proposta na
mesma sessão legislativa.
Limitação Temporal A limitação temporal ocorre
quando somente depois de
decorrido certo lapso temporal a
Constituição poderá ser
reformada. A CF/88 não
estabeleceu nenhuma limitação
temporal, mas, tal limitação pode
ser encontrada em Constituições
de outros países.

Emendas de Revisão:
CF, ADCT, art. 3º → A revisão constitucional será realizada
após 5 anos, contados da data de promulgação da CF, pelo
voto da maioria absoluta dos membros do Congresso
Nacional em sessão unicameral.
Essas emendas têm o mesmo poder das vistas acima, mas, percebe-
se que foi um procedimento mais simples (bastava maioria absoluta
em sessão unicameral, enquanto as outras será 3/5, em 2 turnos,
nas duas Casas), porém, após o uso deste poder de revisão, ele se

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extinguiu não podendo mais ser utilizado e nem se pode por EC criar
outro similar.

Leis Complementares e Ordinárias:


As leis complementares e as leis ordinárias possuem um processo
legislativo similar. Diferenciam-se apenas em 2 pontos:
1- Na “matéria tratada”: A Constituição expressamente já elencou
no seu texto todos os casos onde há exigência da lei complementar,
dizendo frases como “lei complementar disporá sobre...”. Geralmente
são temas de alta relevância como normas gerais e estatutos
organizacionais (Magistratura, Ministério Público, Vice-Presidente,
Organização e funcionamento da AGU...).
2- No “quórum de aprovação”: É necessária a maioria absoluta
para aprovar a lei complementar e basta maioria simples para a
ordinária.
Iniciativa:
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias
cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional,
ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal,
aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República
e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta
Constituição.
Organizando:
A propositura de leis complementares e ordinárias caberá:
a qualquer parlamentar ou comissão de parlamentares;
ao Presidente da República;
ao STF;
aos Tribunais Superiores;
ao PGR;
aos Cidadãos (através da iniciativa popular apresentada à
Câmara, que será vista no §2º).

Iniciativa privativa do Presidente da República:


§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República
as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
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II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na
administração direta e autárquica ou aumento de sua
remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária
e orçamentária, serviços públicos e pessoal da
administração dos Territórios;
Regra - Matéria tributária não é de iniciativa privativa do Presidente;
Exceção - Matéria tributária será de iniciativa privativa do Presidente
quando se tratar de Territórios Federais.
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime
jurídico, provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública
da União, bem como normas gerais para a organização do
Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do
Distrito Federal e dos Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI;
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico,
provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e transferência para a reserva.
Perceba que, em regra, tudo que fala "de servidores públicos" atrai a
competência privativa do presidente da República (CF, art. 61 §1º).
Desta forma, só o Presidente é que poderá tomar a iniciativa de tais
leis, sejam elas complementares ou ordinárias. A iniciativa do
Presidente deve ser tomada de acordo com a sua conveniência e
oportunidade, não poderá ser compelido por outros poderes a tomar
a iniciativa da lei.

Aumento de despesa nos projetos de iniciativa exclusiva do


Presidente:
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente
da República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e §
4º;
II - nos projetos sobre organização dos serviços
administrativos da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.

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Iniciativa popular no âmbito federal:


§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela
apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei
subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não
menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um
deles.
Lembrando que a iniciativa popular, em âmbito federal, só é possível
para projetos de leis ordinárias ou complementares, não sendo
possível usá-la para propor emendas constitucionais.
Esquematizando a iniciativa popular:
♦ FEDERAL será proposta na Câmara dos Deputados e
subscrito por, no mínimo:
1% do eleitorado nacional;
De pelo menos 5 estados; e
Ao menos 0,3% dos eleitores de cada um deles;
♦ ESTADUAL deverá ser regulada por uma Lei Ordinária;
(art. 27 §4º)
♦ MUNICIPAL será subscrita por no mínimo 5% do
eleitorado. (art. 29 XIII)

Trâmite do projeto de lei (fase constitutiva):


1ª fase – Deliberação no Congresso Nacional:
Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto
pela outra, em um só turno de discussão e votação, e
enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o
aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa
iniciadora.
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação
enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que,
aquiescendo, o sancionará.

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Esquema:
O projeto emendado volta à iniciadora que deve deliberar sobre a
emenda. Após isso seguirá para a sanção/veto do Presidente.

1 - Iniciativa na Casa iniciadora: 2 - Casa revisora:


Câmara, ou Senado (se for projeto de Emendou o projeto Volta à iniciadora;
Senador ou comissão de Senadores); Rejeitou o projeto Arquiva;
Opções: Aprovou s/ emendas Sanção/Veto.
Se rejeitado É arquivado;
Se aprovado Vai para Casa revisora.

Revisão em 1 só turno do
projeto aprovado na iniciadora

2ª fase – Sanção/Veto:
§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no
todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse
público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze
dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará,
dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado
Federal os motivos do veto.
Veto Jurídico → Se o Presidente da República considerar o projeto,
no todo ou em parte, inconstitucional;
Veto Político → Se o Presidente da República considerar o projeto,
no todo ou em parte, contrário ao interesse público.

§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de


artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
Menos de uma alínea não pode ser vetado. Por exemplo, o Presidente
não poderá optar por vetar apenas uma palavra.

§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do


Presidente da República importará sanção.
Lembrando que são quinze dias "úteis".

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§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro
de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser
rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e
Senadores.
Muita atenção ao fato de que após a EC 76/2013 foi abolido o caráter
secreto da votação para decidir sobre a manutenção ou derrubada do
veto pelo Congresso Nacional.

§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado,


para promulgação, ao Presidente da República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no §
4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão
imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua
votação final.
Ocorrerá o chamado “trancamento da pauta” do Congresso.

§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e


oito horas pelo Presidente da República, nos casos dos § 3º
e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não
o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado
fazê-lo.
Prazo para comunicar
ao Presidente do
Recebimento do Senado os motivos do
projeto pelo veto, caso ocorra.
Presidente da Rep.

15 Dias 48 horas 30 Dias


ÚTEIS

Neste prazo, o CN apreciará o veto em


Prazo para sessão conjunta a contar de seu
vetar/sancionar, se o recebimento, só podendo ser rejeitado
Presidente não se pelo voto da maioria absoluta dos
manifestar, importará em Deputados e Senadores. Se nesse prazo
não acontecer a deliberação, o veto será
sanção tácita.
colocado na ordem do dia da sessão
imediata, sobrestadas as demais
proposições, até sua votação final.

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Regime de Urgência (Processo Legislativo Sumário)
CF, art. 64, § 1º - O Presidente da República poderá solicitar
urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o
Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição,
cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias,
sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da
respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo
constitucional determinado, até que se ultime a votação.
§ 3º - A apreciação das emendas do Senado Federal pela
Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias,
observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.
§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de
recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos
projetos de código.

Princípio da irrepetibilidade para leis


Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado
somente poderá constituir objeto de novo projeto, na
mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria
absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso
Nacional.
Lembrando que as bancas organizadoras costumam trocar a
expressão "sessão legislativa" por "legislatura", tornando incorreta a
questão.

Medidas Provisórias:
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da
República poderá adotar medidas provisórias, com força de
lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional.
Limitações
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre
matéria:
I - relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos
políticos e direito eleitoral;

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b) direito penal, processual penal e processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a
carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e
créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto
no art. 167, § 3º;
O citado art. 167, § 3º, trata dos chamados créditos extraordinários,
que são abertos em caso de despesas imprevisíveis e urgentes, a
ressalva é feita, pois estes créditos são abertos justamente por
medidas provisórias, não se admitindo o uso destas para nenhuma
outra matéria orçamentária.
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança
popular ou qualquer outro ativo financeiro;
III - reservada a lei complementar;
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo
Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do
Presidente da República.

Outra vedação:
(Art. 246) → É vedado adotar Medida Provisória para
regulamentar artigo da CF cuja redação tenha sido alterada
por meio de emenda promulgada entre 1º de janeiro de
1995 (EC 05/95) até a promulgação da Emenda
Constitucional 32/01, inclusive.

Instituição de tributos por Medida Provisória


Plenamente válido, pois, a MP é instrumento que cumpre o princípio
da Legalidade, porém temos uma restrição.
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou
majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I,
II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício
financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o
último dia daquele em que foi editada.
Esses artigos citados tratam dos impostos regulatórios - II, IE,
IPI e IOF - do imposto imprevisível - IEG.
Muitos concursos cobram esta passagem, porém, troca-se a palavra
“impostos” por “tributos”, deixando-a incorreta, já que “impostos”
é apenas uma das espécies de tributos.
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Vigência, votação e efeitos


§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§
11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem
convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável, nos
termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o
Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as
relações jurídicas delas decorrentes.
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da
publicação da medida provisória, suspendendo-se durante
os períodos de recesso do Congresso Nacional.
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso
Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá
de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos
constitucionais (relevância e urgência).
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até
quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará
em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma
das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até
que se ultime a votação, todas as demais deliberações
legislativas da Casa em que estiver tramitando.
("trancamento da pauta")
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a
vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta
dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação
encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na
Câmara dos Deputados.
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores
examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir
parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada,
pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso
Nacional.
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa,
de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha
perdido sua eficácia por decurso de prazo.
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o §
3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de
medida provisória, as relações jurídicas constituídas e

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decorrentes de atos praticados durante sua vigência
conservar-se-ão por ela regidas.
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o
texto original da medida provisória, esta manter-se-á
integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o
projeto.

Linha do tempo das medidas provisórias:

Prorrogação Se a MP não for votada


automática caso a até aqui, via de regra,
votação não tenha perde a eficácia dede a
Publicação sido encerrada. sua edição

60 Dias 60 Dias 60 Dias

45 Dias

Se até aqui a MP não for votada, Neste prazo, deve-se editar um


ela entra em regime de Decreto Legislativo para regular
urgência, subseqüentemente, as relações da MP que foi
em cada Casa do CN, trancando rejeitada ou perdeu a eficácia por
a pauta, assim ficarão decurso de prazo. Não editado,
sobrestadas, até que se ultime a as relações jurídicas constituídas
votação, todas as demais e decorrentes de atos praticados
deliberações legislativas da Casa durante sua vigência conservar-
em que estiver tramitando. se-ão por ela regidas.

OBS – Lembrando que esses prazos serão suspensos no


período de recesso parlamentar (CF, art. 62 §4º).

Leis delegadas
Esta lei foi introduzida como forma de dar celeridade a elaboração de
leis em momentos em que o parlamento esteja “sobrecarregado”.
Assim, o Presidente da República através de uma iniciativa
solicitadora, pede que o Congresso Nacional edite uma resolução que
lhe delegue os poderes para tal feitura, e nesta resolução estarão os
limites para que se exerça a regulamentação da matéria, matéria
esta que nunca poderá ser de exclusividade do Congresso, privativa
de quaisquer das Casas, ou reservada à lei complementar, como será
visto abaixo.

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Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente
da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso
Nacional.
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de
competência exclusiva do Congresso Nacional, os de
competência privativa da Câmara dos Deputados ou do
Senado Federal, a matéria reservada à lei complementar,
nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a
carreira e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e
eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e
orçamentos.
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma
de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu
conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto
pelo Congresso Nacional, este a fará em votação única,
vedada qualquer emenda.
Essa é o que chamamos de “Delegação Atípica”. Em regra, o projeto
de lei delegada não precisa voltar ao Congresso Nacional para
apreciação (delegação típica), mas poderá ocorrer o caso acima.

Decreto-Legislativo e resoluções:
O Decreto-Legislativo é a lei privativa do Congresso Nacional reunido
em Casa única. Ele não pode ser usado em separado pela Câmara ou
pelo Senado, somente quando estiverem reunidos para tratar
daquelas matérias do art. 49 da Constituição. As casas em separado
irão tratar de suas competências através das "resoluções".
O Congresso também poderá, conjuntamente, editar resoluções. A
doutrina costuma diferenciar dizendo que:
• Decreto-Legislativo - será usado pelo CN quando tratar de
assuntos que tiverem consequências externas à Casa Legislativa
(CF, art. 49).
• Resolução - será usada para os assuntos internos.
O processo legislativo de tais atos normativos não foram esmiuçados
pela Constituição, cabendo ao regimento interno das Casas fazê-lo.
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No entanto, uma coisa é clara: não há qualquer participação do
Executivo em tais atos, eles se iniciam e terminam dentro do
Legislativo não se submetendo a qualquer procedimento de
sanção/veto/promulgação por parte do Executivo.

Hora de fixar:
Agora chegou o momento de você fixar esse conhecimento de vez,
para o resta vida! Isso é bem simples. Acesse o ambiente interativo
do site www.nota11.com.br e crie um plano de estudos com o
"Capítulo 14.2".
No ambiente interativo do Nota 11, além de fixar a matéria, você
poderá ainda aprofundar e ver detalhes do tema.
Ao final do estudo do plano, você verá que estará em plenas
condições de responder a qualquer questão!

Questões de concurso:

1. (CESGRANRIO/Analista-DNPM) Conforme a Constituição, o


processo legislativo NÃO compreende a elaboração de:
(A) emendas à Constituição.
(B) medidas provisórias.
(C) decretos legislativos.
(D) resoluções.
(E) portarias.
2. (FGV/Técnico Legislativo – Senado) Consoante os termos
do art. 59 da Constituição brasileira, as seguintes normas estão
compreendidas no regular processo legislativo:
a) resoluções e decretos.
b) medidas provisórias e estatutos.
c) leis programáticas e leis delegadas.
d) decretos legislativos e resoluções.
e) leis complementares e leis suplementares.
3. (CESPE/ Juiz – TJ-CE) A promulgação é entendida como o
atestado de existência da lei; desse modo, os efeitos da lei somente
se produzem depois daquela.
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assinando o site www.NOTA11.com.br. Caso você não seja um usuário e esteja
disseminando ou tendo acesso a este material, saiba que está contribuindo para naufragar
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4. (FCC/Analista - TCE - AM) O Presidente da República pode,
isoladamente, apresentar proposta de emenda à Constituição.
5. (CESPE/Auditor-TCU) Um deputado federal, diante da
pressão dos seus eleitores, pretende modificar a sistemática do
recesso e da convocação extraordinária no âmbito do Congresso
Nacional. Assim, no caso narrado, para que modificação pretendida
seja votada pelo Congresso Nacional, a proposta de emenda
constitucional deverá ser apresentada por, no mínimo, um terço dos
membros da Câmara dos Deputados.
6. (FCC/Analista - TRT 15ª) A proposta de emenda
constitucional será aprovada se obtiver, em cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, três quintos dos votos dos respectivos
membros.
7. (CESPE/AGU) Não há veto ou sanção presidencial na emenda
à Constituição.
8. (FCC/TJAA-TJ-PI) Será objeto de deliberação a proposta de
emenda à Constituição Federal referente
a) à forma federativa de Estado.
b) à instalação da justiça itinerante.
c) ao voto direto, secreto, universal e periódico.
d) à separação dos Poderes.
e) aos direitos e garantias individuais.
9. (FGV/Fiscal-SEFAZ-MS) Não constitui cláusula pétrea:
a) a forma federativa do Estado.
b) a separação de poderes.
c) os direitos e garantias individuais.
d) o voto secreto.
e) o sistema político.
10. (FCC/AJAA - TRF 1ª) No que tange à Emenda Constitucional,
é correto afirmar:
a) A Constituição Federal, em situação excepcional, poderá ser
emendada na vigência de intervenção federal.
b) Pode ser objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a
abolir a forma federativa de Estado.

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c) A Constituição poderá ser emendada mediante proposta de um
quarto, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do
Senado Federal.
d) A matéria constante de proposta de emenda havida por
prejudicada poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão
legislativa.
e) A proposta de emenda será discutida e votada em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se
obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
11. (FCC/Analista - TRT 16ª) As leis complementares serão
aprovadas por maioria absoluta.
12. (ESAF/EPPGG-MPOG) A iniciativa das leis complementares e
ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao
Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos na Constituição Federal.
13. (FCC/TJAA-TRT 8) As Leis complementares e ordinárias que
versem sobre servidores públicos da União, seu regime jurídico,
provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria são de iniciativa
privativa:
a) do Congresso Nacional.
b) da Comissão da Câmara dos Deputados.
c) do Senado Federal.
d) do Presidente da República.
e) do Procurador-Geral da República.
14. (CETRO/Advogado - Pref. Rio Claro) São de iniciativa
privativa do Presidente da República as leis que:
(A) disponham sobre normas gerais para a organização da Defensoria
Pública dos Estados.
(B) venham a sustar os atos normativos do Poder Executivo que
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação
legislativa.
(C) tenham por objeto apreciar os atos de concessão e renovação de
concessão de emissoras de rádio e televisão.
(D) autorizem a realização de referendo e a convocação de plebiscito.
(E) autorizem, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento
de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais.
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15. (CESGRANRIO/Advogado-SEMSA-Manaus) O veto
presidencial de artigo de projeto de lei poderá ser rejeitado pelo voto
de(a):
(A) 3/5 (três quintos) dos membros do Senado Federal.
(B) 3/5 (três quintos) dos Deputados e Senadores, em votação
conjunta.
(C) maioria absoluta dos membros do Senado Federal.
(D) maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em votação
conjunta.
(E) maioria simples dos Deputados e Senadores, em votações
sucessivas na Câmara e no Senado.
16. (FGV/Advogado-Senado) Os projetos de lei de iniciativa do
Presidente da República com pedido de urgência na tramitação
devem ser apreciados, inicialmente pela Câmara dos Deputados, e
depois pelo Senado Federal, no prazo sucessivo de quarenta e cinco
dias. Ultrapassado tal prazo, ficam sobrestadas as demais
deliberações legislativas da respectiva casa, com exceção das que
tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a
votação. Os prazos de quarenta e cinco dias não correm nos períodos
de recesso do Congresso nacional.
17. (FCC/Oficial de Justiça - TJ-PA) A matéria constante de
projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria
absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.
18. (FCC/AJEM-TRF1ª) Em caso de relevância e urgência, o
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com
força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional, sendo que:
a) se a medida provisória não for apreciada em até trinta e cinco dias
contados de sua publicação, entrará em regime de urgência,
subsequentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional,
ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais
deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.
b) a deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre
o mérito das medidas provisórias não dependerá de juízo prévio
sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais.
c) é vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida
provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia
por decurso de prazo.

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d) prorrogar-se-á por duas vezes por iguais períodos a vigência de
medida provisória que, no prazo de sessenta dias, contados de sua
publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do
Congresso Nacional.
e) caberá à comissão exclusiva de Deputados examinar as medidas
provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas,
em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do
Congresso Nacional.
19. (CESGRANRIO/Petrobrás) Considere as afirmativas a seguir,
a respeito do regime constitucional das medidas provisórias.
I - A Constituição veda expressamente a edição de medida provisória
sobre direito penal e direito tributário, em razão do princípio da
legalidade em sentido estrito que se deve observar em relação a
estas matérias.
II - A edição de uma medida provisória tem como conseqüência a
revogação das normas jurídicas vigentes com ela incompatíveis.
III - É vedada a edição de medida provisória em matéria reservada a
lei complementar.
IV - Se a regulação das relações advindas de medida provisória não
convertida em lei não se consumar em até 60 dias a contar da
rejeição ( expressa ) ou da caducidade ( rejeição tácita ), estas
relações hão de se conservar regidas pela medida provisória, ainda
que esta não se encontre mais em vigor.
Estão corretas APENAS as afirmativas
a) I e II
b) I e III
c) II e IV
d) III e IV
e) I, III e IV
20. (CESGRANRIO/Advogado-Casa da Moeda) A Constituição
Federal permite a edição de medidas provisórias sobre matéria
relativa a:
(A) nacionalidade.
(B) direitos políticos.
(C) direito eleitoral.
(D) direito tributário.
(E) organização do Poder Judiciário.
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21. (FCC/Analista - TRT 16ª) As leis delegadas serão elaboradas
pelo Presidente da República, que deverá solicitar delegação ao
Senado Federal.
22. (CESPE/AJAA-TRT 21) As matérias de competência exclusiva
do Congresso Nacional são reguladas por decretos legislativos.
23. (ESAF/AFRF) O decreto legislativo somente tem vigência e
eficácia depois de sancionado pelo Presidente da República.

GABARITO:

1. Letra E.
2. Letra D.
3. Correto
4. Correto.
5. Correto.
6. Correto.
7. Correto.
8. Letra B.
9. Letra E.
10. Letra E.
11. Correto.
12. Correto.
13. Letra D.
14. Letra A.
15. Letra D.
16. Correto.
17. Correto.
18. Letra C.
19. Letra D.
20. Letra D.
21. Errado.
22. Correto.
23. Errado.
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